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Cap 1

O capítulo aborda a importância da Integração Sensorial no desenvolvimento infantil, destacando como o Sistema Nervoso Central organiza informações sensoriais para permitir o engajamento em atividades significativas. A teoria de Anna Jean Ayres é apresentada, enfatizando que a capacidade de processar e integrar sensações é fundamental para a aprendizagem e o comportamento. Além disso, são discutidas as Disfunções de Integração Sensorial e seus impactos no engajamento das crianças em atividades cotidianas.

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Rodrigo M. Bersi
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Cap 1

O capítulo aborda a importância da Integração Sensorial no desenvolvimento infantil, destacando como o Sistema Nervoso Central organiza informações sensoriais para permitir o engajamento em atividades significativas. A teoria de Anna Jean Ayres é apresentada, enfatizando que a capacidade de processar e integrar sensações é fundamental para a aprendizagem e o comportamento. Além disso, são discutidas as Disfunções de Integração Sensorial e seus impactos no engajamento das crianças em atividades cotidianas.

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CAPÍTULO 1

INTEGRAÇÃO SENSORIAL E O ENGAJAMENTO DA


CRIANÇA: PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

Aila Narene Dahwache Criado Rocha


Camila Boarini dos Santos

O Desenvolvimento Infantil é permeado pelo engajamento


das crianças em ocupações capazes de proporcionar vivências ricas e
significativas para a construção de novos aprendizados e habilidades.
Para que a criança possa participar de suas ocupações é preciso que
o Sistema Nervoso Central (SNC) organize as informações sensoriais
recebidas do ambiente e do seu próprio corpo e posteriormente
planeje e execute ações eficazes para que ela possa interagir em seus
diferentes contextos (BRITTO et al., 2020; BUNDY; LANE, 2019;
FISHER; MURRAY; BUNDY,1991; SERRANO, 2016). Assim
compreende-se que a capacidade de se engajar com sucesso nas
diferentes ocupações que fazem parte da infância está vinculada a
capacidade do SNC realizar a Integração Sensorial, conforme
ilustrado na Figura 1.

[Link]
21
Figura 1- Engajamento Ocupacional e a Integração Sensorial

Fonte: Elaborado pelas autoras

Em meados da década de 60, Anna Jean Ayres desenvolveu


a teoria da Integração Sensorial, descrevendo-a como “o processo
neurológico que organiza as sensações do próprio corpo e do
ambiente e possibilita o uso eficaz do corpo no ambiente” (AYRES,
1972, p. 11), ou seja, a forma que a sensação é detectada,
interpretada e transmitida através do SNC produz respostas
adaptativas que fornecem a base para o desenvolvimento,
participação social e desempenho ocupacional. O SNC deve ser
capaz de perceber, selecionar, melhorar, inibir, comparar e associar
as informações sensoriais em padrões flexíveis, constantes e
mutáveis, podendo, assim, trabalhar de forma integrativa
(ANDRADE, 2020; AYRES, 1989; MONTEIRO et al., 2020;
SCHAAF; MAILLOUX, 2015; SERRANO, 2016; SERRANO;
ROCHA; SANTOS, 2022).
Ayres realizou diversas pesquisas e estabeleceu um conjunto
de avaliações de Integração Sensorial para examinar as conexões

22
entre a interpretação das sensações corporais e ambientais, bem
como os obstáculos enfrentados na aprendizagem acadêmica e
motora. Para testar suas teorias, ela testou suas hipóteses e aplicou
essas avaliações em crianças tanto com desenvolvimento típico
quanto atípico (BUNDY; LANE, 2019).
O conteúdo deste capítulo envolve conceitos da Teoria da
Integração Sensorial de Ayres®, desenvolvidos inicialmente por Anna
Jean Ayres e posteriormente investigado também por outros
pesquisadores. Este manuscrito tem como objetivo apresentar
aportes teóricos que possam apoiar a leitura dos demais capítulos
desta obra. O conteúdo aqui apresentado considera o acúmulo de
conhecimento e experiências, vivenciadas pelas autoras do capítulo,
edificados em formações específicas da área da Integração Sensorial
e nas atividades de ensino, pesquisa e extensão vinculadas ao curso
de graduação de Terapia Ocupacional e do Programa de Pós-
Graduação em Educação da Universidade Estadual Paulista,
UNESP, Campus de Marília. O texto apresenta evidências
científicas sobre como os desafios de Integração Sensorial podem
afetar a participação da criança em atividades da infância,
destacando a importância de um processo de avaliação abrangente
para orientar a prática clínica e promover intervenções eficazes no
desenvolvimento infantil.

23
A Teoria de Integração Sensorial de Ayres®

A teoria de Integração Sensorial Ayres® não é apenas uma


abordagem interventiva, ela tem como princípio a compreensão que
a Integração Sensorial é a base da aprendizagem. Assim, para abarcar
a teoria da Integração Sensorial, proposta por Ayres, é importante
conhecer seus três grandes postulados:

1) A aprendizagem depende da capacidade de processar


e integrar as sensações para que o sujeito possa planejar e
organizar o seu comportamento.
2) Os desafios encontrados para processar e integrar as
sensações podem acarretar dificuldades para executar ações
acertadas, o que, por sua vez, pode interferir no aprendizado e
no comportamento.
3) Sensações oferecidas e integradas no contexto,
considerando “desafios na medida certa”, podem contribuir
para melhorar o processamento do SNC e, consequentemente,
o aprendizado e o comportamento (BUNDY, LANE, 2019).

Bundy e Lane (2019) ilustram, por meio de uma


representação esquemática, os componentes da aprendizagem
segundo a Teoria da Integração Sensorial.

24
Figura 2 – Componentes de aprendizagem da teoria da Integração Sensorial

Fonte: Tradução e Adaptação de Bundy e Lane (2019)

O esquema proposto por Bundy e Lane (2019) se inicia com


a entrada de estímulos sensoriais e finaliza com o feedback, ou seja,
o resultado da resposta da criança frente ao estímulo que foi
recebido. O feedback pode surgir de informações do próprio corpo
indicando para a criança como foi oferecer aquela resposta e também
por meio das suas ações que produziram mudanças no ambiente.
Esta resposta deve ser vista como uma forma de avaliação do
processo, considerando que respostas bem-sucedidas geram
resultados benéficos para aquisição de novas habilidades e respostas
desorganizadas podem indicar desafios para aprendizagem. Os
componentes da Integração Sensorial estão apresentados por um
esquema organizado de forma circular a fim de indicar um
movimento cíclico, que se repete periodicamente, onde o feedback
e as novas entradas sensoriais permitem novos ciclos de
aprendizagem.
Ayres nomeou as respostas bem-sucedidas como respostas
adaptativas, que podem ser identificadas pelos comportamentos
observados durante a interação da criança com os objetos e o

25
ambiente. Planejar uma resposta adaptativa significa que a criança
tem domínio sobre “o que fazer” e “como fazer”. A capacidade da
criança oferecer respostas adaptativas está articulada ao desejo dela
em participar de atividades do seu cotidiano e de vivências anteriores
que forneceram feedbacks permitindo o planejamento de respostas
cada vez mais complexas e, consequentemente, a aquisição de novas
habilidades (BUNDY; LANE, 2019).
Quando o processo de Integração Sensorial não acontece
conforme o esperado, podem surgir as Disfunções de Integração
Sensorial, que afetam o desempenho, a participação e o engajamento
da criança na realização de atividades. Essa condição pode afetar
tanto as crianças com desenvolvimento típico, quanto crianças que
possuem deficiência ou outras condições que levam a um perfil
neurodiverso (BEN-SASSON; CARTER; BRIGGS-GOWAN,
2009).

A Disfunção de Integração Sensorial na Infância

A Disfunção de Integração Sensorial foi descrita por Ayres


(1989) e estudada posteriormente também por outros pesquisadores
(MAILLOUX, et al., 2011; SCHAAF; MAILLOUX, 2015). Ayres
referiu a Disfunção de Integração Sensorial para descrever os desafios
em detectar, transmitir, integrar e/ ou organizar a informação
sensorial para produzir respostas adaptativas. Para que a Disfunção
de Integração Sensorial seja identificada, Ayres elaborou diversas
avaliações padronizadas, que possibilitam identificar as
potencialidades e limitações da criança e assim traçar um plano de
intervenção que favoreça o seu desenvolvimento (AYRES, 1989).

26
A Disfunção de Integração Sensorial surge de uma
dificuldade do SNC em processar ou integrar as informações
sensoriais, manifestando-se de formas específicas para cada criança.
É importante entender que o planejamento das intervenções deve ser
delineado a partir de um processo de avaliação abrangente capaz de
identificar os desafios de participação da criança e as possíveis
hipóteses relacionadas à Integração Sensorial. Quando as Disfunções
de Integração Sensorial estão presentes pode ser possível observar
uma série de desafios como por exemplo dificuldades de
coordenação motora, na regulação do sono, na alimentação, na
atenção e concentração, na aprendizagem e nas habilidades
socioemocionais (MAGALHÃES, 2008; SERRANO, 2016;
PFEIFFER; BENSON; BODISON, 2017; ANDRADE, 2020;
MONTEIRO, et al., 2020).
As Disfunções de Integração Sensorial influenciam
diretamente o engajamento de crianças nas atividades do seu
cotidiano. McWilliam e Bailey (1992,1995) definiram engajamento
como a quantidade de tempo que as crianças gastam interagindo
ativamente e/ou atentamente com o seu ambiente (com adultos,
pares e materiais) de uma maneira apropriada para sua etapa do
desenvolvimento e contexto. Crianças com Disfunções de
Integração Sensorial frequentemente enfrentam desafios de
engajamento, devido a dificuldades em aprender novas habilidades,
se organizar, regular a atenção e se envolver em experiências sociais
positivas (AYRES, 1972).
Bundy e Lane (2019) realizaram uma análise das diferentes
bases teóricas da Abordagem de Integração Sensorial de Ayres®,
relacionando-as com a neurociência contemporânea. O objetivo foi

27
compreender como as áreas de percepção sensorial, associadas aos
sistemas vestibular, proprioceptivo e tátil, estão relacionadas com as
funções oculares, posturais, de integração bilateral e práxis, além da
modulação sensorial. É importante destacar que Ayres (1972)
considerou esses três sistemas (vestibular, tátil e proprioceptivo)
como os pilares da Integração Sensorial no SNC.
Atualmente é possível identificar diversos estudos que
procuram explicar o diagnóstico das Disfunções de Integração
Sensorial e suas manifestações (BUNDY; LANE, 2019; SERRANO,
2016; SCHAAF; MAILLOUX, 2015). A literatura descreveu os três
principais processos envolvidos na Integração Sensorial: a
modulação sensorial, a discriminação sensorial e as disfunções
motoras de base sensorial. Esses processos são elencados na Figura 6.

Figura 3 – Processos envolvido nas Disfunções de Integração Sensorial

Fonte: Adaptado de Magalhães (2008), Miller (2008) e Serrano (2016)


A modulação sensorial, também denominada como
reatividade sensorial, refere-se à capacidade do SNC em regular a
resposta a estímulos sensoriais. Isso significa que o sistema nervoso
deve ser capaz de ajustar a sensibilidade e os limiares de resposta a

28
diferentes estímulos, dependendo do contexto em que são recebidos.
Por exemplo, quando em um ambiente barulhento, o SNC deve ser
capaz de aumentar a sensibilidade auditiva para detectar os sons
importantes, enquanto diminui a sensibilidade aos sons irrelevantes.
Disfunções na modulação sensorial podem levar a dificuldades em
filtrar ou lidar com estímulos sensoriais em ambientes complexos ou
em situações de estresse. A hiper-reatividade, a hiporreatividade e a
procura sensorial são três tipos de respostas comuns a estímulos
sensoriais, que podem indicar um perfil de Disfunção de Integração
Sensorial (MAGALHÃES, 2008; MILLER, 2008; SERRANO,
2016).
A hiper-reatividade sensorial ocorre quando o SNC é
excessivamente sensível a um estímulo sensorial, levando a uma
resposta exagerada ou evitativa. Por exemplo, uma criança com
hiper-reatividade tátil pode evitar abraços ou apertos de mão,
enquanto uma criança hiper-reativa a sons pode se sentir
incomodada por sons comuns do ambiente, como o som de uma
porta batendo ou de uma televisão ligada. A hiper-reatividade pode
levar a dificuldades em participar de atividades diárias, bem como a
problemas emocionais, como ansiedade ou medo (MAGALHÃES,
2008; MILLER, 2008; SERRANO, 2016).
A hiporreatividade sensorial ocorre quando o sistema
nervoso tem uma resposta fraca ou inexistente a um estímulo
sensorial, levando a uma aparente indiferença ou falta de resposta.
Por exemplo, uma criança hiporreativa ao toque pode não perceber
que algo está quente ou frio, enquanto uma criança hiporreativa ao
som pode não reagir a um alarme. A hiporreatividade pode levar a
problemas de segurança, como a incapacidade de sentir dor e pode

29
afetar o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais
(MAGALHÃES, 2008; MILLER, 2008; SERRANO, 2016).
A procura sensorial refere-se a um comportamento em que a
pessoa procura ou busca intensamente certos tipos de estímulos
sensoriais. Por exemplo, uma criança pode buscar constantemente
sensações táteis, como apertar ou morder objetos, ou pode gostar de
girar ou balançar o corpo. A procura sensorial pode ser um
comportamento compensatório para a falta de estímulos sensoriais
ou uma forma de regular o SNC. No entanto, a procura sensorial
excessiva pode levar a dificuldades em participar de atividades
diárias, bem como a problemas de segurança, como a busca de
estímulos perigosos (MAGALHÃES, 2008; MILLER, 2008;
SERRANO, 2016).
É importante destacar que a hiper-reatividade, a
hiporreatividade e a procura sensorial não são mutuamente
exclusivas e podem coexistir em uma mesma pessoa.
A discriminação sensorial refere-se à capacidade do cérebro
de identificar e interpretar as informações sensoriais que chegam do
ambiente. Essas informações sensoriais são provenientes dos
diferentes sistemas sensoriais, ressaltando a importância do sistema
tátil, proprioceptivo e vestibular, e incluem estímulos como a
pressão, a vibração, a temperatura, o movimento, a gravidade e a
posição corporal. A discriminação sensorial é importante para a
compreensão e interpretação do ambiente e para o desenvolvimento
de habilidades motoras e de linguagem. Disfunções na
discriminação sensorial podem levar a dificuldades em reconhecer e
responder adequadamente aos estímulos sensoriais, levando a
dificuldades em tarefas diárias, como comer, vestir-se ou seguir

30
instruções (MAGALHÃES, 2008; MILLER, 2008; SERRANO,
2016).
As disfunções motoras de base sensorial afetam a capacidade
da criança de planejar, coordenar e executar posturas e movimentos
de forma eficiente. Disfunções motoras de base sensorial podem
levar a dificuldades na realização de atividades físicas, como correr,
andar de bicicleta, subir escadas, pular ou escrever, bem como em
habilidades sociais, como participar de jogos em grupo. Existem dois
tipos de disfunções motoras de base sensorial sendo os desafios de
controle postural e a dispraxia (MAGALHÃES, 2008; MILLER,
2008; SERRANO, 2016).
Os desafios de controle postural afetam a capacidade da
criança de manter uma postura estável em diferentes posições e
durante o movimento, de equilibrar-se, caminhar, correr e realizar
outras atividades que exigem controle postural adequado. As
manifestações de disfunções vinculadas ao controle postural podem
se manifestar de três formas: 1) Desafios do controle postural em
repouso: afeta a capacidade da criança de manter uma postura estável
enquanto está parada. Crianças com essa manifestação podem
apresentar instabilidade postural quando estão paradas, podendo
oscilar, cambalear ou até mesmo cair; 2) Desafios do controle
postural no movimento: afeta a capacidade da criança de manter
uma postura estável durante o movimento. Crianças com essa
manifestação podem apresentar dificuldade em manter o equilíbrio
durante atividades como caminhar, correr ou saltar; 3) Desafios do
controle postural reativo: afeta a capacidade da criança de reagir
rapidamente a eventos que envolvem o equilíbrio. Crianças com essa
característica podem ter dificuldade em recuperar o equilíbrio após

31
um episódio de instabilidade, o que pode aumentar o risco de quedas
(MAGALHÃES, 2008; MILLER, 2008; SERRANO, 2016).
A dispraxia é um transtorno que afeta a capacidade da pessoa
de planejar, sequenciar, organizar e executar ações motoras novas
e/ou complexas de forma coordenada e eficiente. Crianças com
dispraxia podem ter dificuldade em aprender novas habilidades
motoras e podem ter problemas para realizar atividades físicas devido
movimentos desajeitados, imprecisos e inconsistentes. A dispraxia
está relacionada à capacidade do SNC de processar e integrar
informações sensoriais de um ou mais sistemas sensoriais, como o
sistema proprioceptivo, vestibular e tátil.
Esses sistemas sensoriais fornecem informações importantes
para o controle motor e para a percepção espacial, permitindo que a
criança realize movimentos precisos e coordenados. Além disso,
crianças com dispraxia podem apresentar problemas socioemo-
cionais, como baixa autoeficácia e baixa tolerância à frustração, em
decorrência dos desafios em participar das atividades
(MAGALHÃES, 2008; MILLER, 2008; SERRANO, 2016).
A partir da compreensão dos principais processos envolvidos
na Integração Sensorial, a literatura também apresenta uma
classificação vinculada aos padrões de Disfunção de Integração
Sensorial descritos por Ayres (1989) e atualmente confirmados por
autores como Schaaf e Mailloux (2015). Esses padrões serão
apresentados neste capítulo no Quadro 1.

32
Quadro 1 – Disfunções de Integração Sensorial

DISFUNÇÃO DESCRIÇÃO CARACTERÍSTICAS

Dificuldade de
Pobre planejamento motor a partir
identificar e
de imitação ou comando verbal.
discriminar
Somatodispraxia Pobre percepção e/ou problemas
informações sensoriais
de modulação sensorial.
táteis e
Brincar exploratório deficitário.
proprioceptivas.

Dificuldades de
identificar formas e
espaço pela percepção Pobre percepção visual associada
visual. ao pobre planejamento visomotor.
Visuodispraxia Dificuldade na Dificuldades para seguir planos
construção visual bi e visuais (escrever, desenhar, montar
tridimensional. quebra cabeça).
Dificuldade na
visuopráxis.

Dificuldade para executar ações


Praxia Comando Dificuldades de seguir com instruções de dois ou mais
Verbal instruções verbais. passos. Está associado a problemas
de linguagem

Dificuldades nas funções motoras


Dificuldades no com controle de tônus postural,
processamento das equilíbrio, controle ocular,
Integração informações integração da linha média e
Vestibular vestibulares, além de coordenação bilateral.
Bilateral dificuldades na Dificuldade em atividades como
integração bilateral e andar de bicicleta, recortar,
sequência de ações. manter-se com postura adequada
enquanto escreve, entre outras.

33
Respostas irregulares Reação excessiva ou exagerada a
aos estímulos sensações de maneira que interfira
sensoriais. na sua participação em ocupações
Hiper-reatividade diárias. Reações de fuga, luta ou
Modulação
específica a um ou congelar podem surgir
sensorial
mais estímulos. ocasionando problemas para
Dificuldade na manter a atenção e regular os
regulação do aspectos emocionais e
comportamento. comportamentais.

Fonte: Tradução e Adaptação de Andrade (2020) e de Schaaf e Mailloux (2015).

A identificação precoce das Disfunções de Integração


Sensorial e o acesso da criança a programas de intervenções na
Abordagem de Integração Sensorial de Ayres®, são importantes para
promover um desenvolvimento integral e maximizar a capacidade
de participação em atividades diárias. Para tanto, é fundamental que
o profissional inicie o processo com uma avaliação abrangente a fim
de identificar os desafios de participação da criança e, em sequência,
tenha condições de desenvolver um raciocínio clínico para
estabelecer as metas e planejar a intervenção.

Avaliação da criança com Disfunção de Integração Sensorial

A avaliação é um processo contínuo que começa no


momento do encaminhamento da criança e continua até a sua alta.
É importante considerar a perspectiva do indivíduo, da família e dos
demais cuidadores. A avaliação deve incluir um retrato amplo dos
papéis ocupacionais, áreas de desempenho, componentes do
desempenho e habilidades funcionais da criança, utilizando

34
estratégias e instrumentos específicos para guiar a análise e a
interpretação de dados do processo avaliativo, a fim de identificar os
fatores que impactam na participação da criança. É importante que
o profissional tenha experiência e que os instrumentos de avaliação
sejam confiáveis para garantir a precisão das informações coletadas.
A filmagem dos encontros de avaliação da criança pode ser uma
estratégia muito rica para o momento do raciocínio clínico.
Durante a avaliação, é fundamental escolher o melhor
caminho para identificar as informações. Isso envolve a seleção de
um ou mais instrumentos de avaliação. Existem diversos tipos de
instrumentos que podem ser utilizados para realizar uma avaliação
abrangente da criança. Inicialmente deve ser proposto pelo terapeuta
o acolhimento da criança e seus familiares e a anamnese. Apenas após
esta primeira intervenção é possível estabelecer quais instrumentos e
estratégias vão ser utilizadas durante a avaliação. É possível lançar
mão de instrumentos específicos da área de Integração Sensorial
como por exemplo o Perfil Sensorial 2 (DUNN, 2017), o Sensory
Processing Measure (SPM) (PARHAM, et al., 2007), o Teste de
Integração Sensorial e Práxis de Ayres® (SIPT) (AYRES, 1989), a
Avaliação de Integração Sensorial de Ayres® (EASI) (MAILLOUX,
et al., 2018) e as Observações Clínicas Estruturadas (SOSI-M)
(BLANCHE; REINOSO; KIEFER, 2021). Outras avaliações não
específicas da Integração Sensorial também podem ser importantes
para compreender os desafios de participação da criança, entre eles é
possível citar a Escala Bayley III, Escala Adaptativa de Vineland-3, a
Escala de Responsividade Social (SRS-2), o Protocolo Mac Master
de Avaliação da Escrita, o Inventário de Avaliação Pediátrica de

35
Incapacidade (PEDI), as avaliações do Modelo Lúdico, o Scholl
Function Assessment (SFA), entre outros instrumentos.
Durante o processo de avaliação, uma técnica que também
deve ser utilizada é a observação não estruturada da interação da
criança com as atividades e o espaço terapêutico. Para tanto, o
profissional deve ser responsável por mediar a exploração das
informações sensoriais e analisar de forma qualitativa a participação
da criança considerando as fases do desenvolvimento infantil. Isso
pode fornecer evidências adicionais para apoiar o raciocínio clínico
e a investigação de um perfil característico de Disfunção de
Integração Sensorial. Durante as observações clínicas não
estruturadas, é fundamental compreender a contribuição de cada
sistema para o alerta, a autorregulação, a atenção, as competências
motoras e espaciais, a práxis e a organização do comportamento da
criança. Pesquisadoras do Laboratório de Estudos em Acessibilidade,
Tecnologia Assistiva e Inclusão (LATAI), localizado na UNESP de
Marília, elaboraram um guia para direcionar as Observações Clínicas
não Estruturadas, apresentado no Capítulo 4 desta obra, com
objetivo de orientar profissionais no momento da avaliação.
O processo avaliativo é amplo e contínuo, e busca seguir uma
linha de raciocínio lógica na procura de respostas e caminhos que
possibilitem maior conhecimento acerca do perfil ocupacional dos
sujeitos-alvo para análise de sua participação e desempenho
ocupacional, além de possibilitar maior clareza para a definição de
objetivos terapêuticos, facilitando a mensuração e documentação
dos resultados obtidos em terapia (CHAVES et al., 2010;
TEDESCO, 2000, 2017; KUDO et al., 2012; MANCINI et al.,
2020; MAZAK et al., 2021).

36
Intervenção baseada na
Abordagem de Integração Sensorial de Ayres®

Após o processo de avaliação é importante a análise das


informações coletadas e a compreensão dos resultados para eleger a
melhor intervenção baseada em evidências científicas. O profissional
deve utilizar a teoria da Integração Sensorial para orientar o
raciocínio clínico e posteriormente intervir com as crianças cujo
resultados indicarem Disfunção de Integração Sensorial (BUNDY;
LANE, 2019).
A intervenção por meio da Abordagem de Integração
Sensorial de Ayres® deve sempre ser proposta por terapeutas
ocupacionais. A resolução nº443 do COFFITO reconhece a
utilização da Abordagem da Integração Sensorial como domínio da
área da Terapia Ocupacional, visto que é o profissional competente
para avaliar as potencialidades, dificuldades e necessidades do
indivíduo, visando à utilização de produtos, recursos, metodologias,
estratégias e práticas relativas à Integração Sensorial (COFFITO,
2017). Atualmente, no Brasil, a formação de profissionais para
intervenções que utilizam a Abordagem de Integração Sensorial de
Ayres® é oferecida exclusivamente para profissionais graduados em
Terapia Ocupacional, assim como propõe a Associação Brasileira de
Integração Sensorial (ABIS, 2013).
As intervenções baseadas na Abordagem de Integração
Sensorial de Ayres® devem oferecer estímulos sensoriais que
favoreçam respostas adaptativas da criança, comportamentos
funcionais e a aprendizagem. O planejamento das ações terapêuticas
deve considerar o interesse intrínseco da criança, estratégias de

37
mediação do terapeuta ocupacional e um ambiente favorável para
vivenciar as experiências sensoriais (AYRES 1972, 1989; PARHAM;
COSBEY, 2019).
A Abordagem de Integração Sensorial de Ayres® enfatiza os
estímulos táteis, vestibulares e proprioceptivos, porém outros
estímulos também são utilizados para enriquecer as atividades,
promover a Integração Sensorial e organizar as respostas adaptativas.
A terapia deve promover a autorregulação, ampliar a habilidade para
manter a atenção em atividades relevantes, melhorar a coordenação
e o planejamento dos movimentos para que a criança obtenha
sucesso nas atividades do seu interesse. Também é esperado que a
criança melhore a autoestima, a confiança nas próprias habilidades e
amplie a sua participação social em diferentes ambientes (AYRES
1972, 1989; PARHAM; COSBEY, 2019).
Destaca-se que as terapias com base na Abordagem de
Integração Sensorial de Ayres® devem ser realizadas em um espaço
terapêutico adequado. Esse espaço deve ser planejado para permitir
diferentes vivências sensoriais com segurança. O espaço terapêutico
deve estar equipado com recursos que permitam o engajamento da
criança que tem consentimento para propor brincadeiras, se mover,
pular, balançar e se deslocar por todo espaço. Além disso, o brincar
é um elemento fundamental na terapia, as crianças devem se sentir
felizes durante as atividades e as atividades devem ser a própria
recompensa da criança (MAGALHÃES, 2008; PARHAM, et al.,
2011; PARHAM; COSBEY, 2019; SERRANO, 2016).
Proporcionar desafios adequados é essencial para o
desenvolvimento de respostas adaptativas cada vez mais complexas
na terapia de Integração Sensorial. Um terapeuta ocupacional com

38
habilidades sólidas nessa abordagem deve ter a capacidade de criar
um ambiente rico em estímulos sensoriais e motivador para
encorajar a criança a participar de atividades lúdicas. Conforme
ilustrado na Figura 4, é crucial que o terapeuta ocupacional esteja
apto a equilibrar os desafios apresentados durante a terapia com as
habilidades da criança. É essencial oferecer à criança um “desafio na
medida certa”, evitando tanto a frustração decorrentes de desafios
muito acima de suas habilidades, quanto a falta de interesse
decorrente de desafios muito abaixo de suas habilidades.

Figura 4 - Desafios na medida certa para o engajamento da criança

Fonte: Fonte: Elaborado pelas autoras

Nesta perspectiva, é importante que o terapeuta acompanhe


a motivação da criança e, ao mesmo tempo, organize o ambiente,
gradue o nível de dificuldade das atividades para obter respostas
adaptativas cada vez mais complexas. Por exemplo, se a criança evita
estímulos táteis, esses devem ser vivenciados gradativamente,
respeitando a tolerância da criança. Se o desafio da criança é
discriminar as sensações e planejar ações motoras, a ênfase será em
atividades graduadas, com desafios motores crescentes, de acordo

39
com as suas habilidades (MAGALHÃES, 2008; PARHAM;
COSBEY, 2019; SERRANO, 2016).
O terapeuta deve estar atento aos comportamentos da
criança, pois alguns estímulos podem desencadear reações
indesejadas. É importante prestar atenção aos sinais que a criança
apresenta, pois eles podem indicar a necessidade de ajustar os
estímulos oferecidos. Sinais advindos do Sistema Nervoso
Autônomo, como náusea, vômito, sensação de mal-estar, aumento
de batimentos cardíacos, frequência respiratória, sudorese e palidez,
devem ser identificados e levados em consideração. Também é
necessário estar atento a comportamentos como a irritabilidade,
estresse, risos, gritos, choro, negação em participar das atividades,
isolamento, agitação, agressividades, entre outros (MAGALHÃES,
2008; SERRANO, 2016).
Destaca-se a necessidade dos profissionais conhecerem os
valores e princípios da abordagem orientados pela Medida de
Fidelidade de Ayres. Esta ferramenta tem como propósito avaliar a
aderência dos terapeutas ocupacionais à teoria e a prática proposta
pela Abordagem de Integração Sensorial de Ayres®, bem como
orientar o delineamento de pesquisas. Ela é composta por elementos
que se relacionam tanto com a estrutura quanto com o processo da
intervenção (PARHAM, et al., 2011).
Além das intervenções clínicas, também é esperado que
terapeutas ocupacionais considerem a proposição de intervenções
em contextos não terapêuticos, tendo como finalidade apoiar
familiares, professores, amigos e outras pessoas que se relacionam
com a criança a perceber a influência das Disfunções de Integração
Sensorial no comportamento e na forma como ela se relaciona e

40
aprende. O terapeuta ocupacional pode trabalhar com consultorias,
oferecendo informações acessíveis para entender o comportamento
da criança e criar estratégias para antecipar problemas, adaptar o
ambiente e dar suporte ao desempenho da criança (DUNN, 2016;
MONTEIRO et al., 2020; ROCHA; SANTOS; SORIANO, 2021;
SERRANO 2016).
A consultoria é uma estratégia eficaz para oferecer a todos os
envolvidos uma maneira diferente de compreender a criança. Por
exemplo, uma criança que age de forma birrenta e agride os colegas
de escola, passa a ser reconhecida como uma criança com Disfunção
de Integração Sensorial, cujo ambiente deve ser modificado para
promover comportamentos mais adequados. Entender o que
acontece permite aos familiares e professores criar estratégias simples
para antecipar problemas que ocorrem frequentemente no dia a dia
e adaptar o ambiente de forma a atender às necessidades da criança
com Disfunção de Integração Sensorial e facilitar o seu
desenvolvimento e aprendizagem MONTEIRO et al., 2020;
ROCHA; SANTOS; SORIANO, 2021; SERRANO 2016).
Diversos estudos relatam que as características do ambiente
escolar têm relação direta com a participação da criança com
Disfunções de Integração Sensorial, o que faz com que a escolha dos
locais, recursos e atividades realizadas devam ser avaliados, pois
determinadas características sensoriais do ambiente podem fazer
uma criança se negar a participar de uma atividade enquanto outra
pode se engajar (FERNÁNDEZ-ANDRÉS et al., 2015; PILLER;
PEIFFER, 2016; MONTEIRO et al., 2020; ROCHA; SANTOS;
SORIANO, 2021).

41
Por fim, estudos nacionais também vêm apontando para a
necessidade de investimento em políticas públicas para que se
garanta a atuação do terapeuta ocupacional para além dos serviços
especializados de reabilitação, como por exemplo no contexto
escolar, avalizando assim o trabalho intersetorial e interdisciplinar
entre o terapeuta ocupacional e outros profissionais no que tange aos
aspectos relacionados a Integração Sensorial (MONTEIRO et al.,
2020; ROCHA; SANTOS; SORIANO, 2021).

Considerações Finais

Este capítulo introduziu a temática que será discutida nos


capítulos posteriores desta obra, ressaltando os impactos das
Disfunções de Integração Sensorial na participação e no
engajamento de crianças nas atividades do seu cotidiano. Nesta
perspectiva é fundamental que os profissionais permaneçam atentos
aos sinais que possam indicar alterações no processamento das
informações sensoriais e necessidade de encaminhamento para
avaliação de um terapeuta ocupacional capacitado a avaliar de forma
abrangente, realizar o raciocínio clínico e intervir por meio da dos
pressupostos da Abordagem de Integração Sensorial de Ayres®.
Em suma, os resultados positivos da Abordagem de
Integração Sensorial de Ayres® têm sido amplamente documentados
na literatura científica e clínica. Pesquisas têm mostrado que a
Integração Sensorial pode levar a melhorias significativas no
desempenho motor, desempenho escolar, interação social,
comportamento adaptativo e na participação em atividades
cotidianas de crianças com Disfunção de Integração Sensorial.

42
Em conclusão, evidencia-se também inúmeros desafios no
âmbito das práticas baseadas em evidências científicas e políticas,
fator que ressalta a necessidade de investimento em pesquisas,
formações e políticas públicas que forneçam subsídios para atuação
dos profissionais na área.

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48
CAPÍTULO 2

A INTEGRAÇÃO SENSORIAL NAS PRODUÇÕES


CIENTÍFICAS BRASILEIRAS: REVISÃO DE LITERATURA

Heloisa Briones Mantovani


Bianca Rosa Fadoni
Karina dos Santos Moitinho
Sarah Elias Suhr
Aila Narene Dahwache Criado Rocha

Introdução

A Integração Sensorial (IS), de acordo com Ayres (1972), é


caracterizada pelos processos neurais que organizam, interpretam,
processam e modulam as informações sensoriais advindas do corpo
e do ambiente externo para facilitar a exploração adequada do
ambiente pelo corpo. Nosso cérebro recebe constantemente
informações simultâneas que chegam através dos nossos sentidos
(tátil, vestibular, proprioceptivo, olfativo, visual, auditivo e
gustativo) e quando o cérebro consegue organizá-las, somos capazes
de usá-las para favorecer nossa percepção, comportamento e
aprendizagem. Quando, por algum motivo, o processamento
sensorial dessas informações acontece de maneira desorganizada,
temos dificuldades em organizar o que sentimos e,
[Link]
49

Common questions

Com tecnologia de IA

O engajamento, definido como o tempo gasto interagindo com o ambiente de forma apropriada, é crucial para o desenvolvimento infantil. Disfunções de Integração Sensorial podem reduzir esse engajamento, fazendo com que as crianças enfrentem dificuldades em interações sociais e em se envolver em experiências de aprendizado dinâmicas .

A Teoria de Integração Sensorial de Ayres é composta por três principais postulados: 1) O aprendizado depende da capacidade de processar e integrar as sensações para que o sujeito possa planejar e organizar o seu comportamento; 2) Desafios em processar e integrar as sensações podem acarretar dificuldades em executar ações corretas, interferindo no aprendizado e comportamento; 3) Sensações integradas, quando apresentadas em 'desafios na medida certa', melhoram o processamento do SNC, e consequentemente, o aprendizado e comportamento .

A modulação sensorial, ou reatividade sensorial, refere-se à capacidade do SNC em regular a resposta a estímulos. Respostas irregulares, como hiper-reatividade a estímulos, podem levar a dificuldades no comportamento e na participação em atividades diárias, afetando a atenção e a regulação comportamental e emocional .

As Disfunções de Integração Sensorial interferem no engajamento das crianças ao dificultar a capacidade de aprender novas habilidades, regular a atenção e envolver-se em experiências sociais positivas, o que é crucial para a participação ativa em atividades cotidianas .

Embora os resultados positivos da Integração Sensorial sejam documentados, há desafios em práticas baseadas em evidências devido a limitações de pesquisa, formação e políticas públicas. Isso ressalta a necessidade de investimento contínuo em pesquisa e educação para apoiar a aplicação efetiva da Integração Sensorial .

Considerar a perspectiva da família e dos cuidadores na avaliação é importante pois oferece uma visão completa das funções ocupacionais, ajudando a guiar a análise e planos de intervenção, garantindo que as estratégias sejam adaptadas às necessidades e contextos específicos das crianças .

Os sistemas sensoriais fundamentais na Teoria de Integração Sensorial são os sistemas proprioceptivo, vestibular e tátil. Eles são essenciais para fornecer informações ao controle motor e percepção espacial, permitindo movimentos precisos e coordenados .

A somatodispraxia refere-se à dificuldade em identificar e discriminar informações sensoriais táteis e proprioceptivas, levando a pobre planejamento motor baseado na imitação ou comando verbal, acompanhado por brincadeiras exploratórias deficitárias .

A abordagem de Integração Sensorial de Ayres contribui significativamente para melhorias no desempenho motor, escolar, na interação social e no comportamento adaptativo, facilitando a melhor participação em atividades diárias de crianças com Disfunção de Integração Sensorial .

Um processo de avaliação abrangente é crucial para entender os desafios específicos enfrentados pela criança com Disfunções de Integração Sensorial, permitindo assim um planejamento de intervenções eficazes que promovam o desenvolvimento da criança e maximizem sua capacidade de participação em atividades diárias .

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