Cap 4
Cap 4
Introdução
98
Durante o processo de avaliação, muitos profissionais se
sentem frustrados ao ter a necessidade de relembrar conteúdos e
aplicar os conhecimentos adquiridos previamente, com o sujeito
alvo da intervenção. Estes desafios podem existir pelas lacunas na
formação do profissional, que comumente não articula experiências
teóricas e práticas, que envolvem componentes cognitivos, afetivos e
metacognitivos, necessários para a condução de uma boa avaliação.
Atualmente, crianças com diferentes diagnósticos, incluindo
o Transtorno do Espectro Autista, o Transtorno de Déficit de
Atenção e Hiperatividade, Transtornos de Coordenação Motora,
entre outros, são propensas a experimentar desafios em seus padrões
de processamento sensorial quando comparados aos padrões
esperados por seus pares (AHN, et al., 2004). Neste contexto,
observa-se um aumento exponencial na procura de intervenções na
Abordagem de Integração Sensorial (MAILLOUX; MILLER-
KUHANECK, 2014), e consequentemente há uma procura
crescente de terapeutas ocupacionais que realizam intervenções
baseadas nesta teoria.
A Integração Sensorial é uma função neurológica responsável
pela organização das informações sensoriais do próprio corpo e do
ambiente e, que consequentemente, promove respostas adaptativas
que tornam possível o uso eficiente do corpo no meio (AYRES,
1985, 2005). Atrasos no desenvolvimento e alterações no desem-
penho ocupacional podem ter diferentes etiologias, entre elas as
Disfunções de Integração Sensorial (DIS), que impactam na
participação e no aprendizado da criança. As DIS interferem no
modo como o cérebro processa as informações sensoriais e
consequentemente na resposta que se segue, desencadeando um
99
desempenho insatisfatório durante as atividades do cotidiano
(AYRES, 1985, 2005; MAGALHÃES, 2008, MONTEIRO, et al.,
2020; SERRANO, 2016).
O estudo de Parham e Mailloux (2005) descreveu desafios
funcionais que frequentemente estão relacionados às DIS, incluindo
a diminuição da participação social, pobre engajamento ocupacio-
nal, diminuição da duração, frequência ou complexidade das
respostas adaptativas, sentimento de autoconfiança e/ou autoestima
prejudicado, desafios nas atividades de vida diária e desafios nas
habilidades motoras finas, grossas e sensório-motoras.
Para diminuir os prejuízos de participação da criança com
Disfunção de Integração Sensorial é importante detectar
precocemente os sintomas que interferem na participação da criança
em casa, na escola e em outros contextos da comunidade. Após esta
detecção é essencial o encaminhamento da criança para um
terapeuta ocupacional capacitado para que este possa selecionar as
ferramentas apropriadas de avaliação baseado na Abordagem de
Integração Sensorial de Ayres®. Quanto mais cedo se inicia o
processo, maiores são as probabilidades de sucesso (SERRANO,
2016).
Na Terapia Ocupacional o processo de avaliação tem como
alicerce a caracterização do perfil ocupacional e a análise do
desempenho ocupacional da criança. O perfil ocupacional da criança
é identificado a partir do conhecimento dos seus desafios de
participação, sua história pregressa, sua rotina, suas experiências,
interesses, valores, crenças e características do contexto. Em relação
ao desempenho ocupacional é necessário investigar quais aspectos
limitam a participação da criança em atividades relevantes e de seu
100
interesse, como por exemplo as habilidades do indivíduo, fatores do
ambiente ou demandas específicas da atividade (AOTA, 2020;
MANCINI, PFEIFER, BRANDÃO, 2020).
Para a coleta de dados, durante o processo avaliativo, é
possível utilizar diferentes recursos e estratégias mediadas por
entrevistas com a criança e seus responsáveis, observações referentes
ao desempenho ocupacional da criança e uso de instrumentos
padronizados de avaliação. A avaliação deve ser abrangente e o
terapeuta deve ter habilidades para, de modo articulado e contínuo,
levantar hipóteses e selecionar os melhores instrumentos avaliativos
capazes de oferecer respostas e direcionar o raciocínio clínico para
futura intervenção (ALMOHALHA, 2018; ANDRADE, 2020;
BLANCHE; REINOSO; KIEFER, 2019; MAILLOUX, et al.,
2021; SERRANO, 2016).
Nos últimos anos, vários estudos abordaram ferramentas de
avaliação baseadas em uso de testes padronizados, observações
estruturadas ou entrevistas com familiares e professores
(MAILLOUX, et al., 2007; REUBEN, et al., 2013). O estudo de
Schaaf e colaboradores (2018) destaca os instrumentos de avaliações
devem ser sensíveis para mensurar os resultados proximais que
indicam desafios nas habilidades sensoriais, motoras, posturais ou
cognitivas subjacentes à participação, além de avaliar os desfechos
observados nos resultados distais, os quais geralmente refletem a
participação da criança no contexto e são os resultados mais
valorizadas pelas famílias. O processo de avaliação em Integração
Sensorial consta de várias etapas, entre elas destaca-se:
101
1) Identificação do Perfil Ocupacional: nesta etapa o
objetivo é conhecer a história da criança, o contexto em que ela
vive, seus papéis ocupacionais, bem como a percepção da
criança e de seus familiares sobre suas habilidades, seus desafios
e suas metas em relação à intervenção. Este primeiro momento
é fundamental para a escolha dos instrumentos das próximas
etapas do processo avaliativo, além de trazer informações
importantes para a definição dos objetivos posteriormente.
Geralmente é realizada no formato de entrevistas e contempla
a anamnese e outros instrumentos que possam identificar a
percepção dos envolvidos sobre os desafios de participação e as
prioridades do processo terapêutico.
2) Investigação do perfil de Integração Sensorial: visa
avaliar o perfil sensorial de uma criança em diferentes contextos
do seu cotidiano. As informações obtidas permitem realizar
uma triagem sobre como o processamento sensorial pode estar
influenciando, de modo positivo ou negativo, a participação da
criança nas suas atividades diárias. Entre os instrumentos que
avaliam o perfil sensorial, existem dois que se destacam na
literatura: o Perfil Sensorial 2 (Sensory Profile 2) e a Medida de
Processamento Sensorial (Sensory Processing Measure - SPM).
Estes dois instrumentos permitem coletar informações sobre as
percepções dos pais e professores em relação ao comportamento
da criança em diferentes contextos, como por exemplo na casa
e na escola (DUNN, 2017; PARHAM; ECKER, 2007).
3) Avaliações de Integração Sensorial: são instrumentos
de avaliação que apresentam medidas padronizadas e
mensuração uniforme que justifique a confiabilidade dos
resultados. Os instrumentos padronizados devem ter normas
claras de aplicação e com resultados que podem ser
quantificados de forma que a adaptação para idiomas e culturas
diferentes permita manter suas propriedades quanto à validade
e à confiabilidade após a adaptação (ECHEVARRÍA-
102
GUANILO, et al., 2017). No Brasil, há escassez de dados
normativos e instrumentos padronizados e validados para
avaliar aspectos sensoriais na infância, (ALMOHALHA, 2018).
Em outros países, a avaliação de crianças com perfil de
Disfunção de Integração Sensorial conta com instrumentos
como o Sensory Integration and Praxis Tests - SIPT (AYRES,
1989), Structured Observations of Sensory Related Motor
Performance (BLANCHE, 2002), Structured Observations of
Sensory Integration-Motor (BLANCHE; REINOSO; KIEFER,
2019); Evaluation Ayres Sensory Integration - EASI
(MAILLOUX, et al., 2021). Atualmente, grupos de
pesquisadores têm direcionado esforços para traduzir e validar
alguns destes instrumentos para o contexto brasilierio.
4) Observações Clínicas não estruturadas: envolve o
olhar atento do terapeuta, a experiência, o conhecimento e
sensibilidade para identificar fatos importantes enquanto a
criança participa de atividades no espaço terapêutico próprio
para a Abordagem de Integração Sensorial. As observações
clínicas não estruturadas permitem conhecer as reações da
criança a desafios sensoriais específicos por meio de medidas
qualitativas que envolvem o conhecimento da Teoria da
Integração Sensorial e do desenvolvimento infantil. São
avaliações que não são realizadas de forma específica e
estruturada ou que necessariamente se relacionam com as
normas quantitativas que mensuram o desenvolvimento,
diagnóstico ou idade.
5) Observação nos contextos naturais da criança: os
núcleos familiares das crianças são fundamentais para
compreensão da sua função na comunidade de acordo com o
suporte familiar. Neste sentido, conhecer o funcionamento da
família e os seus contextos, como a casa e a escola é importante
para identificar a sua influência no desenvolvimento da criança.
Observar a criança em seus contextos naturais também permite
103
a compreensão do seu funcionamento sensorial da mesma
(MILLER-KUHANECK, et al., 2007), o que torna
imprescindível que o terapeuta ocupacional avalie o
desempenho ocupacional da criança nos seus contextos
naturais, analisando as exigências do ambiente, as suas
características sensoriais e a forma como estes influenciam a
capacidade de autorregulação e organização da criança
(GREENSPAN; WIEDER, 2000).
104
sensorial, tônus muscular, força, sequenciamento e planejamento e
o uso do corpo durante as atividades. As observações clínicas não
estruturadas também são uma alternativa importante para avaliar
crianças que, por causa de sua idade, comportamento ou
diagnóstico, não podem ser avaliadas por outros instrumentos
(BLANCHE, 2002; BLANCHE; REINOSO; KIEFER, 2019).
Desta forma, este estudo envolve os seguintes questiona-
mentos: é possível construir um instrumento, próprio da Terapia
Ocupacional, para complementar o processo investigativo de
crianças com perfil de Disfunção de Integração Sensorial? É possível
construir um instrumento que guie as observações clínicas não
estruturadas enfatizando as relações entre os sistemas sensoriais, o
estado de alerta, a autorregulação, a atenção, as competências
motoras e espaciais, a práxis e a organização dos comportamentos.
Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi construir um
protocolo para guiar a Observação Clínica não estruturada com
ênfase na Abordagem da Integração Sensorial.
Método
105
terapeutas ocupacionais com objetivo de guiar profissionais no
processo observação clínica no momento de interação da criança
com o espaço terapêutico próprio para a Abordagem de Integração
Sensorial. Para tanto, ele deve especificar aspectos sensoriais,
motores, cognitivos e emocionais que devem ser analisados durante
a exploração da criança, avaliando de forma qualitativa, o seu
comportamento frente aos estímulos do ambiente a fim de apoiar o
raciocínio clínico e a investigação de um perfil característico de DIS.
A observação deve ser realizada pelo profissional de Terapia
Ocupacional a fim de complementar outras ferramentas direciona-
das para a avaliação abrangente da criança e/ou adolescente.
A elaboração do protocolo ponderou alguns cuidados que
foram organizados em etapas sugeridas na literatura, sendo estas: 1)
Estabelecimento da estrutura conceitual; 2) Definição dos objetivos
do instrumento e da população envolvida; 3) Construção dos itens;
4) Seleção e organização dos itens; 5) Estruturação do instrumento;
e 6) Validade de Conteúdo.
Para a construção do protocolo foi realizado uma busca de
evidências científicas sobre a temática “Avaliação na Abordagem de
Integração Sensorial” que pudesse embasar a construção da primeira
versão desta proposta. O “Protocolo de Observação Clínica não
estruturada com ênfase Abordagem de Integração Sensorial” utilizou
como referencial teórico os seguintes estudos: Blanche (2002);
Blanche, Reinoso, Kiefer (2019); Ferland (2006); Magalhães
(2008); Mailloux, et al., (2021); Parham e Fazio (2000); Pfeifer,
Sant´Anna (2020) e Serrano (2016).
A partir do referencial teórico, o protocolo foi elaborado
considerando os seguintes domínios: Sistema Vestibular, Sistema
106
Tátil, Sistema Proprioceptivo, Sistema Visual, Alerta, Reatividade,
Percepção Sensorial, Práxis e o Comportamento da Criança. A partir
da elaboração da primeira versão do protocolo, ele foi enviado a dois
juízes experts na área, para que pudessem analisar e sugerir
modificações na primeira versão, relacionados à avaliação do
conteúdo. Os critérios de elegibilidade dos juízes foram: ser
terapeuta ocupacional; possuir formação em Integração Sensorial,
experiência na área da Infância com ênfase na Abordagem de
Integração Sensorial e ter envolvimento como docente ou discente
de Programas de Pós-graduação Stricto Sensu. Posteriormente a
avaliação dos juízes, elaborou-se a segunda versão do protocolo.
A segunda versão passou por uma avaliação semântica, a fim
de verificar se todos os itens estavam claros e compreensíveis para o
público-alvo do instrumento. Essa etapa aconteceu em dois
momentos: a primeira se deu por meio do uso do instrumento
durante o Estágio Supervisionado em Terapia Ocupacional na área
da Infância, vinculado a uma universidade pública, onde docentes e
estagiários utilizaram o protocolo para observar crianças de 3 a 8
anos de idade com perfil característico de DIS e, posteriormente, por
um grupo terapeutas ocupacionais, com experiência na área, que
participavam de uma formação ministrada por uma das
pesquisadoras.
Resultados
107
Abordagem de Integração Sensorial. As atividades propostas devem
ser mediadas pelo terapeuta e acontecer de maneira natural e lúdica,
a partir do interesse e desejo da criança. Espera-se que a criança possa
propor brincadeiras estimuladas pelo terapeuta por meio de desafios
na medida certa, adequados às habilidades da criança a fim de
analisar seu desempenho ocupacional.
Para estruturar o conteúdo do instrumento, após a busca de
referenciais teóricos, foi iniciada a construção da versão inicial do
protocolo, totalizando 116 itens divididos em 12 seções:
108
6) Sistema Visual: seção composta por 15 itens
com a intenção de avaliar as habilidades de perceber e se
orientar por meio de estímulos visuais, a capacidade de
localização no espaço, de perseguição de alvos em
movimento, de percepção dos espaços e das relações
espaciais.
7) Alerta: seção composta por 08 itens com a
intenção de avaliar o grau de excitabilidade da criança
durante as atividades.
8) Reatividade ou Modulação Sensorial: seção
composta por 10 itens com a intenção de avaliar a
capacidade para ajustar a intensidade e a duração de um
determinado estímulo, a capacidade de recuperação a este
estímulo e ao tempo que consegue se manter em um bom
nível de alerta.
9) Percepção Sensorial ou Discriminação
Sensorial: seção composta por 10 itens com a intenção de
avaliar a capacidade de interpretar as qualidades espaciais
e temporais das sensações.
10) Práxis: seção composta por 14 itens a fim de
avaliar as habilidades de ideação, planejamento e
execução motora durante as atividades
11) Comportamento da Criança: seção composta
por 02 itens com a intenção de avaliar a habilidade de
organizar o sequenciamento de ações no espaço e no
tempo das atividades.
12) Observações Finais: seção onde o terapeuta
pode descrever outras informações relevantes observadas
durante a Observação Clínica não Estruturada.
109
Como o objetivo do protocolo é complementar
qualitativamente os achados identificados nas demais etapas do
processo da avaliação, as respostas devem ser preenchidas de forma
dissertativa, a fim de descrever o comportamento da criança durante
a observação.
As recomendações da literatura destacam que, após o
instrumento ser estruturado e organizado, é necessária uma análise
em relação a sua pertinência e validade de conteúdo, conferindo
assim se seus itens contemplam adequadamente os domínios do
constructo (COLUCI, et al., 2015). Assim, ao finalizar a construção
de sua primeira versão, o instrumento foi enviado aos juízes, que
analisaram e sugeriram adequações apresentadas no Quadro 1.
110
Adequado:75% Adequado: 83,3%
Sistema Proprioceptivo Parcialmente Adequado: Parcialmente
12 itens 16,6% Adequado: -
Inadequado: 8,3% Inadequado: 16,6%
Adequado: 83,4% Adequado: 77,9%
Sistema Visual Parcialmente Adequado: Parcialmente
18 itens 11,1% Adequado: 16,6%
Inadequado: 5,5% Inadequado: 5,5%
Adequado: 70% Adequado: 80%
Alerta Parcialmente Adequado: Parcialmente
10 itens 20% Adequado: 10%
Inadequado: 10% Inadequado: 10%
Adequado: 85,8% Adequado: 78,7%
Reatividade Parcialmente Adequado: Parcialmente
14 itens 7,1% Adequado: 14,2%
Inadequado:7,1% Inadequado: 7,1%
Adequado: 80% Adequado: 90%
Percepção Sensorial Parcialmente Adequado: Parcialmente
10 itens 20% Adequado: 10%
Inadequado: - Inadequado: -
Adequado: 85,8%
Adequado: 92,9%
Práxis Parcialmente
Parcialmente Adequado:
14 itens Adequado:
Inadequado: -
Inadequado: -
Adequado: 100% Adequado: 50%
Comportamento da
Parcialmente Adequado: Parcialmente
Criança
- Adequado: 50%
04 itens
Inadequado: - Inadequado: -
Adequado: 100% Adequado: -
Observações Finais Parcialmente Adequado: Parcialmente
1 item - Adequado: 100%
Inadequado: - Inadequado: -
Total Adequado: 83,7% Adequado: 82%
111
116 questões Parcialmente Adequado: Parcialmente
11,1% Adequado: 10,3%
Inadequado: 5,16% Inadequado: 7,7%
Fonte: Elaborado pelas autoras
112
3 itens
incluídos
6 itens
Sistema Visual alterados
18 itens 16 itens
2 itens
excluídos
4 itens
Alerta alterados
10 itens 08 itens
2 itens
excluídos
5 itens
Reatividade alterados
14 itens 11 itens
3 itens
excluídos
3 itens
Percepção Sensorial alterados
10 itens 10 itens
0 itens
excluídos
4 itens
Práxis alterados
14 itens 14 itens
0 itens
excluídos
2 itens
Comportamento da
alterados
Criança 04 itens 03 itens
1 itens
excluídos
1 itens
Observações Finais alterados
1 item 1 item
0 itens
excluídos
Total 40 itens
116 itens 107 itens
alterados
113
15 itens
excluídos
3 itens
incluídos
Fonte: Elaborado pelas autoras
114
do Espectro Autista associado a Disfunção de Integração Sensorial.
Os profissionais identificaram outros itens que também tiveram
dificuldades em compreender durante o processo avaliativo. A partir
dessas informações foram realizadas alterações e adequações na
terminologia e na construção dos itens do instrumento a partir das
sugestões das profissionais, desenvolvendo assim a terceira versão do
protocolo identificada no Quadro 3.
115
2 itens
Sistema Visual alterados
16 itens 15 itens
1 itens
excluídos
2 itens
Alerta alterados
08 itens 08 itens
0 itens
excluídos
1 itens
Reatividade alterados
11 itens 10 itens
1 itens
excluídos
1 itens
Percepção Sensorial alterados
10 itens 10 itens
0 itens
excluídos
1 itens
Práxis alterados
14 itens 14 itens
0 itens
excluídos
2 itens
Comportamento da
alterados
Criança 03 itens 02 itens
1 itens
excluídos
0 itens
Observações Finais alterados
1 item 1 item
0 itens
excluídos
14 itens
Total alterados
107 itens 102 itens
5 itens
excluídos
Fonte: Elaborado pelas autoras
116
As modificações realizadas na última etapa deram origem à
terceira versão, versão final do Instrumento que está apresentado no
APÊNDICE 1. Todas as modificações desta última etapa atendem
as considerações de Gunther (2003) que identifica a necessidade de
construir uma estrutura adequada para que o respondente tenha
condições de compreender e manter o interesse até o final do
instrumento, evitando qualquer tipo de dificuldade ou estresse físico
ou mental. A linguagem do estudo interfere diretamente na sua
aplicação e registro das respostas no instrumento, portanto devem
estar adequadas à população-alvo.
Sabe-se da necessidade de dar continuidade ao uso deste
instrumento por meio de estudos que direcionam seus objetivos para
o uso do instrumento em intervenções terapêuticas.
Considerações Finais
117
objetivos terapêuticos ocupacionais e planejar a intervenção sob a
ótica da teoria de Integração Sensorial.
Sugere-se estudos futuros utilizando este protocolo a fim de
investigar se este instrumento é uma ferramenta eficaz para guiar
terapeutas ocupacionais brasileiros durante as Observações Clínicas
não Estruturadas com ênfase na Abordagem de Integração Sensorial
de Ayres®. Realizar um processo de avaliação abrangente, integrando
uma análise cuidadosa do contexto, do perfil e do desempenho
ocupacional da criança amplia a capacidade do terapeuta
ocupacional delinear intervenções bem-sucedidas.
Referências
118
AHN, Roainne R, et al. Prevalence of parents’ perceptions of
sensory processing disorders among kindergarten children. Am J
Occup Ther, v. 58, n. 3, p. 287-293,
[Link].5014/ajot.58.3.287.
119
- Parte I. Texto & Contexto Enfermagem, v. 26, n. 4, p. 1-11,
2017. [Link]
120
MAGALHÃES, Lívia de Castro. Integração sensorial: uma
abordagem específica de Terapia Ocupacional. In.
DRUMMOND, Adriana F.; REZENDE, Márcia Bastos.
Intervenções da terapia ocupacional. Belo Horizonte: UFMG, p.
45-60, 2008.
121
REUBEN, David B., et al. Motor assessment using the NIH
Toolbox. Neurology. v. 80, n. 11, p. 65-75,
[Link].1212/WNL.0b013e3182872e01
122
APÊNDICE A
1 Este instrumento foi elaborado com base nas seguintes referências bibliográficas:
123
raciocínio clínico. Para o uso deste instrumento o terapeuta deve
registrar de forma detalhada o comportamento apresentado pela
criança em cada um dos itens. Orienta-se que a observação seja
registrada por meio de filmagem para que todos os detalhes da
Observação Clínica não Estruturada possam ser registrados pelo
terapeuta posteriormente.
1. IDENTIFICAÇÃO
Nome do cliente:______________________________________
Data Nascimento:______________ Idade atual:______________
Terapeuta:___________________________________________
Data da Observação:_____________
Hipótese Diagnóstica:__________________________________
2. SISTEMA VESTIBULAR
Qual foi o nível de alerta da criança durante atividades de
movimento?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
A criança demonstrou conforto durante atividades de movimento?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
124
A criança evitou ou demonstrou medo/insegurança nas atividades
com movimento?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
125
A criança sustentou o pescoço e o tronco durante as atividades em
movimento?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
126
Como foi o desempenho da criança em atividades que exigiam
coordenação motora bilateral?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
127
A criança apresentou aversão ao toque?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
128
Como a criança reagiu a toques suaves e com pressão?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
129
A criança apresentou dificuldade em registrar e/ou localizar o toque
em determinada parte do corpo?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
130
4. SISTEMA PROPRIOCEPTIVO
A criança conseguiu localizar as partes do corpo no espaço?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
131
A criança apresentou hipermobilidade articular?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
132
Como foi o alinhamento e a estabilidade articular durante as
atividades?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
133
Conseguiu imitar posturas?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
134
A criança caiu ou tropeçou com frequência?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
135
5. SISTEMA VISUAL
A criança buscou ou apresentou preferências por estímulos visuais?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
136
A criança apresentou capacidade de manter a atenção em
determinado foco visual?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
137
A criança associou com mais frequência que outras crianças o
movimento da cabeça e/ou do corpo com o movimento ocular?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
138
A criança conseguiu acertar um objeto em determinado alvo?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
139
A criança localizou letras, figuras ou desenhos no papel quando
solicitado?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
140
6. ALERTA
A criança explorou o ambiente terapêutico por iniciativa própria?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
141
A criança manteve o mesmo nível de alerta durante todo tempo ou
foi possível observar variações com determinados estímulos?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
142
A criança conseguiu executar as atividades de forma satisfatória?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
143
A criança pareceu ser hiporreativa a um ou mais estímulos sensoriais
presentes no espaço terapêutico?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
144
Como a criança reagiu aos estímulos olfativos (demonstrou não
gostar ou apresenta preferências)?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
145
A criança buscou por quantidades excessivas de estímulos sensoriais?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
146
8. PERCEPÇÃO SENSORIAL (DISCRIMINAÇÃO
SENSORIAL)
A criança registrou os estímulos sensoriais?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
147
A criança percebeu informações provenientes das diferentes
sensações?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
148
A criança conseguiu discriminar detalhes de objetos ou
acontecimentos (duro/mole, localização, tamanho, direção,
distância e velocidade)?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
149
A criança apresentou iniciativa para explorar o ambiente
terapêutico?
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
___________________________________________________
150
A criança precisou de ajuda para resolver problemas de sua faixa
etária?
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151
A criança conseguiu realizar movimentos motores complexos?
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152
A criança insistiu nos mesmos erros repetidamente durantes suas
atividades?
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153
A criança conseguiu imitar informações orais quando oferecido
modelo pelo terapeuta?
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154
10. COMPORTAMENTO DA CRIANÇA
Descreva como foi o comportamento da criança durante a
exploração do espaço terapêutico?
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155
11. OUTRAS OBSERVAÇÕES
Descreva outras informações relevantes observadas durante a
Observação Clínica não Estruturada
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Assinatura e carimbo do terapeuta ocupacional
156
CAPÍTULO 5
Introdução