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Formação Inicial em E-Learning e Recursos

O documento apresenta a formação pedagógica inicial de formadores em B-Learning, abordando a evolução da web, ferramentas e plataformas de e-learning. Discute a importância da tecnologia na educação, destacando a transição do ensino tradicional para métodos mais interativos e colaborativos. Além disso, explora as dimensões pedagógicas e técnicas necessárias para criar um ambiente de aprendizagem eficaz online.

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Formação Inicial em E-Learning e Recursos

O documento apresenta a formação pedagógica inicial de formadores em B-Learning, abordando a evolução da web, ferramentas e plataformas de e-learning. Discute a importância da tecnologia na educação, destacando a transição do ensino tradicional para métodos mais interativos e colaborativos. Além disso, explora as dimensões pedagógicas e técnicas necessárias para criar um ambiente de aprendizagem eficaz online.

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FORMAÇÃO PEDAGÓGICA INICIAL DE

FORMADORES B-LEARNING
RECURSOS DIDÁTICOS E MULTIMÉDIA
FICHA TÉCNICA

Identificação do Curso: Formação Pedagógica Inicial de Formadores B-


Learning

Versão: 1

Data da Última Atualização: 04 /04/2019

Atualizado por: Comunilog Consulting Lda.

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ÍNDICE

FICHA TÉCNICA............................................................................................................................ 2

PLATAFORMAS: FINALIDADES E FINALIDADES ..................................................................... 4

A EVOLUÇÃO DA WEB ...................................................................................................................................... 8


FERRAMENTAS DA WEB.................................................................................................................................... 9
INTRODUÇÃO À WEB ...................................................................................................................................... 10
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE SUPORTE ATRAVÉS DE PLATAFORMAS DE E-LEARNING...................................... 11
APRENDIZAGEM COOPERATIVA E COLABORATIVA ........................................................................................ 12
PRINCÍPIOS BÁSICOS SOBRE E-LEARNING ................................................................................................... 13
TIPOLOGIAS E FUNCIONALIDADES DE UMA PLATAFORMA ............................................................................ 17
TÉCNICAS DE ADAPTAÇÃO DE CONTEÚDOS PARA DISPONIBILIZAÇÃO ONLINE .......................................... 19
REGRAS DE NETIQUETA.................................................................................................................................. 21

COMUNIDADES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM .................................................................... 22

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA WEB 2.0............................................................................................................... 22


INSERÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS EM PLATAFORMAS COLABORATIVAS ................................................ 23
ESTRATÉGIAS, MÉTODOS E TÉCNICAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E DA COMUNICAÇÃO ONLINE .. 25
FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO SÍNCRONAS E ASSÍNCRONAS ................................................................ 26
O PAPEL (E FUNÇÕES) DO E-FORMADOR E DO E-MODERADOR ................................................................... 27
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA E-MODERAÇÃO E DO E-FORMADOR ..................................................................... 29

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PLATAFORMAS: FINALIDADES E FINALIDADES

A Internet é uma rede de comunicação onde milhões de computadores estão conectados, oferecendo
diversos serviços. A tecnologia e conceitos fundamentais da Internet derivam de projetos
desenvolvidos ao longo dos anos 60 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Esses projetos
tinham como objetivo o desenvolvimento de uma rede de computadores para comunicação entre os
principais centros militares de comando e controlo que pudesse sobreviver a um possível ataque
nuclear. Navegar na Internet é o ato de passear pela Web, mediante a movimentação de um site para
outro, seguindo uma hiperligação (link). Constitui uma referência que consta num documento em
hipertexto que leva e/ou liga a um outro documento ou a outro recurso.
As pesquisas na Internet (rede em escala mundial de milhões de computadores conectados) são
possíveis através do recurso a programas de navegação que localizam informações e ferramentas de
pesquisa, permitindo refinar os resultados sobre uma dada temática. A navegação na Internet ou o
acesso aos conteúdos é realizado através de aplicativos (programas) designados navegadores. Um
navegador (também conhecido por Web Browser ou browser) é um programa que permite que os
utilizadores interajam com documentos HTML (linguagem de Internet) hospedados num servidor Web.
A maior coleção interligada de documentos hipertexto (dos quais os documentos HTML são uma
grande parte) é a World Wide Web. Tim Berners-Lee, um dos precursores no uso do hipertexto como
forma de partilha de informações, criou a World Wide Web em 1990, introduzindo-a como ferramenta
entre os seus colegas do CERN (antigo acrónimo para Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire),
atual Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear. Desde então, o desenvolvimento dos
navegadores tem sido intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da própria Web.

Navegadores de Internet
Um navegador de Internet (Internet Browser) é a sua janela para a Web, onde se pode encontrar quase
tudo no conforto do lar. Na atualidade, a Internet é largamente usada para pesquisa, comunicação,
compras e entretenimento. Quanto melhor for o navegador, melhor será a experiência de navegação
na Internet. Os browsers atualizados estão equipados com os mais recentes recursos e tecnologias
para simplificar, acelerar e melhorar o desempenho na Internet. Os novos recursos incluem navegação
por separadores, feeds RSS e interação de voz. Os navegadores também são mais personalizáveis,
possuindo complementos informativos, widgets e add-ons adicionais.

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A segurança é uma preocupação comum entre os utilizadores da Web. Os perigos parecem crescer a
cada dia: vírus, esquemas de phishing e roubo de identidade são algumas das preocupações. Outras
preocupações relacionam-se com a ameaça de predadores online e a adequação para as crianças.
Os browsers modernos protegem contra todos esses fatores para manter o utilizador e o computador
seguros.

Desta forma, os navegadores de Internet devem ter três objetivos principais: simplicidade, segurança
e suporte para tirar o máximo partido da Web. Alguns critérios utilizados para avaliar os navegadores
Internet são os seguintes:
o Características. Navegação por separadores, visualização de miniaturas e um sistema
de busca integrado;
o Facilidade de utilização. A sua utilização deve ser simples para qualquer utilizador
(independentemente do seu grau de conhecimento), para que se possa sentir cómodo
na navegação;
o Segurança. Este é um dos pontos mais importantes na Web, pelo que
os browsers devem proteger o utilizador contra pop-ups, vírus e phishing;
o Velocidade e compatibilidade. O navegador deve coadjuvar o utilizador a navegar de
forma rápida e eficiente. Os melhores navegadores abrem os sites de modo rápido e
adequado;
o Ajuda/suporte. Apesar de a maioria dos browsers ser gratuito, o suporte auxilia na
eventualidade de surgirem problemas. O apoio através do e-mail, telefone, manuais e
tutoriais é vantajoso.

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Nos últimos anos, têm surgido alguns novos navegadores.

Figura 1. Teste de velocidade

Pesquisa na Internet
Considerando que a Internet tem vindo a fortalecer o seu papel como fonte de informações e de
transações comerciais, a necessidade de aumentar a presença dos motores de busca também tem
crescido. Os motores de busca são sites especializados em procurar e listar páginas da Internet a partir
de palavras-chave indicadas pelo utilizador. Os mecanismos de busca ajudam sobretudo a reduzir o
tempo necessário para encontrar informações. O NetPanel é um estudo nacional de audiências de
Internet iniciado em 2002 pela Marktest. Nestas páginas é possível encontrar informação sobre o
comportamento dos portugueses relativamente à utilização da Internet. Esta informação é credível e
atualizada frequentemente. Apresentamos alguns dados daí retirados.

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Figura 2. Os 10 domínios com maior número de utilizadores

Google
O Google foi concebido em 1996, a partir de um projeto de doutoramento de Larry Page e Sergey Brin
(Universidade de Stanford). Terá surgido devido ao desapontamento dos seus criadores com
os sites de pesquisa de então. O objetivo era, por isso, construir um site de busca mais avançado,
rápido e com links de maior qualidade. Apesar de o Google ([Link] ser o motor de
busca mais conhecido, existem outros, nomeadamente:
o AEIOU. [Link]
o Sapo. [Link]

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A EVOLUÇÃO DA WEB

No artigo “Virtual Worlds, Web 3.0 and Portable Profiles”, Gary Hayes apresenta um gráfico
interessante, no qual tenta espelhar a evolução da Web (da 1.0 à 3.0).

Figura 3. Evolução da Web


([Link]
De forma resumida, a figura anterior mostra o seguinte:
o Web 1.0. Web unidirecional (empurrada). Esta foi a primeira geração de Internet
comercial. A sua grande vantagem consistia na quantidade de informações
disponibilizadas. Não obstante, o conteúdo era pouco interativo: o utilizador tinha
apenas um papel de espectador da página visitada, não podendo alterar o seu
conteúdo;
o Web 2.0. Web bidirecional (partilhada). Através desta evolução, os utilizadores
passaram a ter um papel mais ativo. Diversos sites permitem que os utilizadores giram
conteúdos, criem comunidades e interajam. Outros (como a Wikipédia) viabilizam a
construção coletiva do conhecimento. Contudo, é sempre necessário considerar a
fidedignidade das informações;

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o Web 3.0. Web colaborativa (em tempo real). A fronteira da Web 2.0 para a Web 3.0
ainda não é clara. Contudo, alguns autores percecionam-na como um conjunto de
tecnologias mais eficientes que ajudam os computadores a organizar e analisar a
informação disponibilizada. As ferramentas utilizadas podem auxiliar os utilizadores
na tomada de decisões (por exemplo, um pacote de viagens ou opções de
investimento financeiro).
Embora nos encontremos na Web 3.0, há estudos que analisam uma possível evolução para a Web 4.0.
De acordo com alguns estudiosos, esta será como um grande sistema operacional inteligente e
dinâmico, que irá apoiar as interações dos indivíduos com base num complexo sistema de inteligência
artificial.

FERRAMENTAS DA WEB

As ferramentas da Web podem sustentar a realização de atividades individuais, participativas ou


colaborativas. Uma determinada atividade poderá usar múltiplas ferramentas e uma ferramenta
poderá servir para realizar várias atividades. Estas ferramentas podem ser usadas para alcançar
diversos objetivos e desenvolver competências transversais. Uma possível classificação consiste na
divisão em ferramentas de produção, partilha/publicação e comunicação. Esta distinção nem sempre
é clara, pois há ferramentas que podem ser incluídas em mais do que um grupo, dependendo da sua
utilização. Deste modo, a esta classificação funciona apenas como um referencial de atuação.
Ferramentas de produção
As ferramentas de produção constituem espaços na Web que apoiam a realização de atividades de
produção, nomeadamente a criação de relatórios, apresentações, podcasts, vídeos, testes, glossários
e questionários. Apresentamos algumas dessas ferramentas:
o Animoto. [Link] (criar vídeos);
o [Link]. [Link] (criar mapa de conceitos]);
o eXeLearning. [Link] (criar conteúdos);
o Podomatic. [Link] (criar podcasts);
o Prezi. [Link] (criar apresentações online);
o Educaplay. [Link] (criar exercícios online).

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Ferramentas de partilha/publicação
Estas ferramentas constituem espaços na Web onde se pode disponibilizar trabalhos e ideias (como
blogues, portefólios digitais ou currículos).
o Blogger. [Link] (criar blogues);
o WordPress. [Link] (criar blogues);
o LinkedIn. [Link] (criar currículos online);
o YouTube. [Link] (pesquisar e disponibilizar vídeos online).

Ferramentas de comunicação
Estas ferramentas possibilitam a realização de atividades colaborativas mediante a aprendizagem
através da comunicação em tempo real (síncrona) ou desfasada no tempo (assíncrona).
o Facebook. [Link] (rede de amigos);
o Skype. [Link] (comunicação via chat ou vídeo/conferência);
o Wikidot. [Link] (criar um Wiki).

INTRODUÇÃO À WEB

A análise do ambiente de aprendizagem engloba fatores como a seleção da plataforma de e-Learning,


a produção de materiais e a rede de dados. Os ambientes online disponíveis podem corresponder a
um sistema de gestão da aprendizagem disponibilizado pela empresa:

-Moodle - Plataforma de e-learning completa que permite a disponibilização de atividades


dinâmicas e estáticas, incluindo um conjunto alargado de relatórios que permitem a medição
da participação do aluno no curso.

-Wikidot - Plataforma que permite a edição coletiva de documentos

-Google Goups - Plataforma que permite a criação de grupos e partilhar informação entre os
elementos do grupo

-Blogspot - Plataforma que permite a criação de páginas para divulgar um conjunto alargado
de informação

Considerando que estes últimos não são programas desenhados especificamente para o ensino/formação,
poderão impor a utilização de ferramentas complementares, como é o caso do Quizstar
([Link] que permite a disponibilização de testes online.

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PRINCÍPIOS BÁSICOS DE SUPORTE ATRAVÉS DE PLATAFORMAS DE E-LEARNING

Ensino a Distância
Na atualidade, a sociedade depende em larga escala dos meios de comunicação e informação. O acesso
à Internet e o uso do computador, em particular, têm promovido um conjunto diverso de alterações
no modo de produzir, armazenar e disseminar a informação (Almala, 2004). No contexto das novas
tecnologias, a aprendizagem a distância tem vindo a ganhar espaço, concorrendo globalmente para a
formação e qualificação de muitos profissionais.
A designação de Ensino a Distância terá surgido do alemão fernunterriccht, através de um trabalho de
Otto Peter (1965). O objetivo era substituir a expressão “ensino por correspondência”. A designação
Formação Aberta, por sua vez, procura representar os sistemas sem restrições na entrada, nos
métodos, no lugar de acesso e no ritmo de progressão. Atualmente, algumas expressões como e-
Learning ou b-Learning traduzem uma mudança do foco do ensinar para o aprender e realçam o
potencial da tecnologia como mediadora deste processo de acesso sem distância ao ensino e à
formação. Um dos testemunhos da viragem tecnológica que se vive é o “e” que hoje antecede quase
várias palavras. Este é um dos sinais de mudança e de modernidade (Masie, 2001).

O e-Learning
Além dos fatores anteriormente enunciados, há um conjunto diversificado de agentes que ajudam a
criar um bom ambiente de aprendizagem. Alguns estão relacionados e sofrem influências mútuas, ao
passo que outros são independentes. Badrul H. Khan elaborou um modelo de e-Learning onde agrupa
os fatores mais importantes em oito dimensões: pedagógica, técnica, desenho da interface, avaliação,
gestão, apoio ao formando, ética e institucional (Khan, 2002):
o A dimensão pedagógica do e-Learning, que se refere à formação e à aprendizagem e
inclui fatores como objetivos, audiência, conteúdos, abordagem pedagógica,
organização dos conteúdos, métodos e estratégias e meios tecnológicos;
o A dimensão técnica do modelo corresponde à análise da infraestrutura necessária ao
ambiente de aprendizagem, que integra o planeamento da infraestrutura, o
equipamento (hardware) e as aplicações (software);
o O desenho da interface, que se refere ao aspeto do ambiente de aprendizagem,
nomeadamente o desenho da página e do site, o desenho dos conteúdos, a navegação
e a usabilidade;

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o A avaliação, que inclui não só a avaliação dos formandos mas também a avaliação da
formação e do ambiente de aprendizagem;
o A gestão, que se refere à manutenção do ambiente de aprendizagem e à distribuição
de informação;
o A dimensão do apoio pedagógico, que engloba uma análise do apoio em linha (didático
e técnico) e os recursos (online e offline) necessários para estimular a aprendizagem;
o As considerações éticas do e-Learning, que se reportam a fatores relacionados com a
diversidade social e cultural, diversidade geográfica, diversidade de formandos,
acessibilidade da informação, etiqueta e legalidade (por exemplo, privacidade, plágio
e direitos de autor);
o A dimensão institucional, que reúne serviços administrativos e académicos
(admissões, emissão de certificados, marketing) e serviços de apoio ao formando (pré-
inscrição, informações acerca do programa de curso, registo, pagamentos, biblioteca
digital).
Note-se, ainda, que a produção de conteúdos deve ser garantida pelo trabalho de equipa de
especialistas de vários domínios de conhecimento. Os diferentes elementos da equipa devem
colaborar com o seu conhecimento para criar um curso coerente e centrado nas necessidades dos
formandos.

APRENDIZAGEM COOPERATIVA E COLABORATIVA

A aprendizagem cooperativa teve o seu início na década de 1980, sendo objeto de várias pesquisas
desde então. Um dos primeiros pesquisadores dessa área foi o Dr. Spencer Kagan, que desenvolveu
uma abordagem estrutural da criação, análise e aplicação sistemática de estruturas que podem ser
usadas para todas as matérias, em diferentes níveis, graus e momentos de lecionação/formação. Isto
significa que foram criadas diversas estratégias que podem ser aplicadas em diversos tópicos de
discussão e para qualquer faixa etária. Para tal, o professor/formador deve selecionar a estrutura mais
adequada a cada aula/sessão e integrá-la ao seu conteúdo. Destaca-se aqui a importância de os
utilizadores trabalharem em conjunto para a consecução de um objetivo comum, trocando ideias em
vez de trabalharem sozinhos.

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Ao contrário dos trabalhos de grupo, onde que não há forma de garantir que todos os elementos são
participativos, a aprendizagem cooperativa estrutura-se de modo a que um aluno/formando não possa
aproveitar os esforços de um outro colega. A aprendizagem cooperativa/colaborativa é interativa, pelo
que cada elemento do grupo pode desenvolver e partilhar um objetivo comum, partilhar a sua visão
do problema e trabalhar para compreender as questões e chegar a um consenso com os outros
elementos.
A aprendizagem cooperativa é, deste modo, um processo formativo em que os atores envolvidos não
estão a trabalhar sozinhos ou isolados na construção do conhecimento. A ideia base é a partilha de
ideias em rede, para que aquilo que uma pessoa construiu possa estar aberto ao público para
discussão. Estamos, assim, perante um processo de construção coletiva, onde todos os envolvidos
podem interagir e construir conjuntamente novos conhecimentos.

PRINCÍPIOS BÁSICOS SOBRE E-LEARNING

O e-Learning (Electronic learning) é hoje a forma mais utilizada de ensino a distância, devido ao
potencial das novas tecnologias de informação e comunicação. Este conceito refere-se a um tipo de
aprendizagem a distância em que a informação e o material de estudo estão disponíveis na Internet
(Cação & Dias, 2003).
Nesse sentido, o conceito de aprendizagem a distância é mais abrangente, porque também inclui, por
exemplo, os conhecidos cursos por correspondência ou através da televisão (Lima & Capitão, 2003).
Caixinha (2005) acrescenta que o e-Learning tem como objetivo a promoção do ensino/aprendizagem
recorrendo à Internet como dispositivo de mediação entre os intervenientes e de acesso a recursos
pedagógicos, a mecanismos de avaliação e a funcionalidades de gestão dos processos.
Nesta perspetiva, o e-Learning é uma forma de educação a distância baseada em plataformas virtuais
e outros
recursos online que oferecem uma experiência de aprendizagem muito mais flexível e adaptada ao
aluno/formando: apesar da distância física entre aluno/formando e tutor/formador, a informação
encontra-se acessível a qualquer momento e os conteúdos podem sofrer alterações com muita rapidez
e facilidade (Lima & Capitão, 2003).
A definição da American Society for Training and Development ([Link]) é mais abrangente:
O e-Learning cobre um conjunto amplo de aplicações e processos, tais como ensino baseado na Web,
ensino baseado no computador, salas de aula virtuais e colaboração digital.

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Inclui a entrega de conteúdo via Internet, Intranet/Extranet (LAN/WAN), áudio e gravações em vídeo,
rádio por satélite, TV interativa e CD-ROM.
Para os efeitos desta revisão, o e-Learning é considerado uma forma de ensino a distância mediado
pela Internet e pelas suas funcionalidades como suportes principais para a criação, disseminação e
gestão de conteúdos.
De acordo com o primeiro Barómetro de e-Learning a nível europeu, o número de pessoas que recorre
a este tipo de ensino tem crescido sobretudo desde 2012
([Link]
[Link]), sendo adaptado por universidades privadas, diversos tipos de organizações e
particulares.
Face a este aumento no número de pessoas que adere ao e-Learning, é importante refletir sobre as
principais vantagens que este tipo de ensino apresenta relativamente aos métodos de ensino
tradicionais. As vantagens que mais sobressaem neste tipo de ensino são a flexibilidade temporal e a
disponibilização da informação em tempo real. Com efeito, este sistema encontra-se disponível a
qualquer hora e em qualquer local (otimizando o tempo do formador e do formando) e a informação
é disponibilizada em tempo real, tornando mais rápida a distribuição da informação (Barbosa, 2007).
Segundo Paiva e colegas (Paiva, Figueira, Brás, & Sá, 2004), as maiores vantagens deste método de
ensino a distância são a sua flexibilidade, a acessibilidade, a centralidade o aluno, a convergência com
as suas necessidades, a racionalização de recursos, a melhor integração dos alunos com dificuldades e
a sua interatividade.
Outro aspeto positivo reporta-se à personalização do percurso formativo, na medida em que o
aluno/formando pode organizar o tempo à sua medida e realizar diversos tipos de exercícios e
trabalhos sem se sentir submetido à pressão dos limites temporais da sala de aula ou do formador.
Desta forma, os ritmos de aprendizagens são diferenciados para cada aluno, havendo uma maior
autonomia na gestão do tempo e nas estratégias de aprendizagem selecionadas. Além disso, de acordo
com uma perspetiva construtivista da aprendizagem, o aluno/formando é responsável pela construção
do seu conhecimento e tem um maior envolvimento, devendo ter iniciativa e capacidade de decisão
(Barbosa, 2007).
Refira-se, ainda, a facilidade de utilização do sistema em termos de gestão, a rápida distribuição dos
conteúdos (Radović-Marković, 2010), a possibilidade de atualização constante do aluno/formando e o
menor custo os cursos oferecidos por esta via (Paiva et al., 2004). O e-Learning também pode ser
muito vantajoso para pessoas com necessidades especiais, mediante pequenos ajustes.

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No caso dos deficientes auditivos, por exemplo, o som pode ser aumentado e acompanhado de
informação escrita (Radović-Marković, 2010).
Contudo, o e-Learning pode apresentar algumas desvantagens, sobretudo se não for organizado em
função de uma estratégia clara ao nível das metodologias e dos conteúdos (Radović-Marković, 2010).
Algumas desvantagens incluem a falta de interatividade dos conteúdos e a existência de limitações
tecnológicas (como é o caso da ineficácia da largura da banda e a eventual lentidão no streaming de
áudio e vídeo) (Paiva et al., 2004). A falta de feedback face às tarefas realizadas (ou o seu atraso)
também podem constituir-se como uma barreira à aprendizagem e levar à falta de motivação
(Barbosa, 2007). Este aspeto é, inclusive, uma das barreiras que mais podem contribuir para o
alheamento em relação aos conteúdos, na medida em que, muitas vezes, esse feedback só é facultado
no final da formação (através da avaliação final) ou nunca chega a existir.
A ausência de relação humana entre aluno/formando e professor/formador também é uma
desvantagem frequentemente apontada ao ensino a distância e ao e-Learning em particular (Barbosa,
2007; Lima e Capitão, 2003). Contudo, esta falta de interação depende em grande medida da
organização de cada curso. A existência de um fórum de discussão e de um chat, por exemplo, poderão
promover a interação com os colegas virtuais e o professor/formador, que tem um papel central na
dinamização da plataforma de ensino. No entanto, se esta dinamização e interação não forem
promovidas, pode haver um desânimo e desmotivação dos alunos/formandos e um menor
envolvimento no processo educativo/formativo.
Por fim, ainda no que diz respeito às desvantagens do e-Learning, refira-se a heterogeneidade dos
alunos/formandos. Este tipo de ensino/formação é mais adequado aos adultos e às pessoas com
motivação para aprender, porque a população adulta tem uma maior facilidade em adaptar-se ao
autoestudo do que as crianças e adolescentes. Além disso, é necessário ter conhecimentos mínimos
de informática (literacia digital) e nem sempre os níveis de conhecimentos dos alunos/formandos são
idênticos, o que pode originar dificuldades na consecução dos objetivos ou na utilização da plataforma
de ensino a distância (Barbosa, 2007).
As vantagens e desvantagens do e-Learning encontram-se sistematizadas na tabela 1, de acordo com
as perspetivas do aluno/formando, do professor/formador e da organização formativa.
Tabela 1. Vantagens e desvantagens do e-Learning.

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Vantagens Desvantagens
ALUNO/FORMANDO
Flexibilidade no acesso à aprendizagem (24 horas por dia) Internet pode oferecer uma largura de banda
pequena para determinados conteúdos
Economia de tempo Obriga a ter uma motivação forte e um ritmo próprio
Aprendizagem mais personalizada
Controlo e evolução da aprendizagem ao ritmo do
aluno/formando
Recursos de informação globais
Acesso universal e aumento da equidade social e do
pluralismo no acesso à educação e a fontes de
conhecimento
PROFESSOR/FORMADOR
Disponibilizar recursos de informação que abranjam todo Mais tempo na elaboração de conteúdos
o ciberespaço
Construir um repositório de estratégias pedagógicas Mais tempo de formação
Otimizar a aprendizagem de um elevado e diversificado
número de alunos/formandos
Facilidade de atualizar a informação
Reutilização de conteúdos
Beneficiar da colaboração com organizações
internacionais
ORGANIZAÇÃO FORMATIVA (ESCOLA, EMPRESA)
Fornecer oportunidades de aprendizagem com qualidade Custos de desenvolvimento mais elevados
elevada
Alcançar um número mais elevado e diversificado de Resistência humana manifestada por alguns
alunos/formandos professores
Flexibilidade na adição de novos alunos/formandos sem
incorrer em custos adicionais
Custos de infraestrutura física (sala de aula) são
eliminados ou reduzidos

Fonte: Lima e Capitão (2003).

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Neste contexto, o professor/formador, frequentemente designado de e-tutor ou e-formador, tem
como responsabilidade o planeamento, implementação, orientação, monitorização e avaliação de
cada ação de formação em regime de e-Learning (Rodrigues, 2004). Isto significa que o e-formador
deve assumir um papel ativo e de facilitador da aprendizagem, não devendo limitar-se ao planeamento
da ação de formação ou demitir-se do seu papel dinamizador das aprendizagens. Este deve partilhar
conhecimentos e desafiar/aconselhar os alunos/formandos a participar ativamente na sua
aprendizagem (Barbosa, 2007; Rodrigues, 2004).
Em suma, e-Learning promove a aprendizagem centrada no aluno, razão pela qual o conjunto de
estratégias pedagógicas adaptado deve promover a flexibilidade, a interação e a participação ativa dos
alunos/formandos, de acordo com os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem.

TIPOLOGIAS E FUNCIONALIDADES DE UMA PLATAFORMA

Na Figura 4 apresenta-se o modelo concetual de um ambiente ideal de e-Learning. O modelo é similar


ao modelo utilizado nos centros de atendimento a clientes para as áreas de vendas. Tal como nos
clientes, satisfazer as necessidades dos formandos é garantir a chave para o sucesso. Por isso, o
formando é colocado no centro das experiências formativas e a circundá-lo existe uma grande
variedade de recursos.

Figura 4. Modelo conceptual de um ambiente de e-Learning.

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Esses recursos incluem a Internet e Web, o correio eletrónico, grupos de discussão, conteúdos de
aprendizagem, formadores, mecanismos de avaliação, projetos dos formandos, biblioteca digital e
outras comunidades de aprendizagem. Esta lista de recursos não inclui todos os itens possíveis. Muitos
outros poderiam ser adicionados, como é o caso do chat ou da videoconferência, dependendo das
necessidades manifestadas pelos formandos e dos objetivos que se pretende alcançar. Considerando
que a aprendizagem é uma atividade intelectual e social, os formandos devem dispor de formas de
comunicação assíncronas (correio eletrónico, grupos de discussão) e síncronas (chat,
videoconferência) para interagir com os formadores e outros formandos. Alguns formandos,
principalmente aqueles que são tímidos e reflexivos, preferem as comunicações assíncronas, pois
dispõem de mais tempo para refletir, pesquisar informação e compor a mensagem, revelando e
clarificando os aspetos que consideram importantes.

Plataformas colaborativas de aprendizagem


Segundo Juan Rada, a “construção de comunidades – além das fronteiras físicas dos estabelecimentos
– incorpora uma dimensão pedagógica nova, capaz de gerar dinâmicas importantes de socialização e
aprendizagem” (Rada, 2004, p. 114). As plataformas de colaboração educativa integram “dimensões
importantes, como a gestão colaborativa de projetos com aplicações e funcionalidades específicas (…).
Nesse caso, muitos estudantes e professores podem trabalhar em rede, conjuntamente, sobre o
mesmo tema” (Rada, 2004, p.115). As plataformas colaborativas têm diversas designações,
nomeadamente sistemas de gestão de aprendizagem, que ambientes online onde podemos criar,
armazenar e gerir os processos de ensino-aprendizagem (em inglês Learning Management System -
LMS). Um LMS é uma plataforma Web que possibilita gerir processos de aprendizagem de um ponto
de vista técnico, administrativo e pedagógico recorrendo aos mecanismos básicos de comunicação,
como o correio eletrónico, os fóruns (discussão online) ou os chats (discussão online em tempo real).
A seguir, apresenta-se alguns exemplos de LMS (sistemas de gestão de aprendizagem):
o Learning Space ([Link]
o WebCT/Blackboard ([Link]
o Formare ([Link]
o Moodle ([Link]
o Sakai ([Link]
o Dokeos ([Link]

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Considerando a sua crescente importância no mercado nacional e internacional, analisaremos o LMS
(sistema) Moodle. O Moodle é o acrónimo de Modular Object-Oriented Dynamic Learning
Environment. Martin Dougiamas criou esta plataforma em 1999 partindo de uma perspetiva
socioconstrutivista. O seu objetivo era criar um ambiente virtual de aprendizagem que facilitasse a
construção de espaços de trabalho, de comunicação e de colaboração. Este é um projeto que se baseia
num software livre, de distribuição gratuita através da Internet e de tipo fonte aberta (open source).
Este encontra-se em constante evolução, sendo desenvolvido e aperfeiçoado com a colaboração da
comunidade de utilizadores.
Com o propósito de corrigir os erros detetados e de inserir novas funcionalidades, vários
programadores continuam a trabalhar para o aprimoramento deste LMS. A sua utilização fácil, intuitiva
e flexível permite a adaptação a uma grande variedade de contextos educativos. Esta plataforma tem
já um grande impacto à escala global, sendo usada em mais de 175 países e estando traduzida em
cerca de 70 línguas. Esta pode ser usada por comunidades com ou sem contacto presencial entre os
seus elementos. A participação neste tipo de plataformas pode ter contornos muito positivos e
significativos. Mesmo nas comunidades com práticas de trabalho colaborativo presencial usam as
tecnologias para partilhar documentos, manter contacto entre as reuniões ou enviar informações.

TÉCNICAS DE ADAPTAÇÃO DE CONTEÚDOS PARA DISPONIBILIZAÇÃO ONLINE

Atualmente, há vários formatos utilizados na formação. Analisaremos dois dos formatos mais
utilizados: PDF (Portable Document Format) e ZIP (ficheiros comprimidos).

Ficheiros PDF
O PDF é um formato de arquivo desenvolvido pela Adobe Systems para representar documentos de
maneira independente do aplicativo, do hardware e do sistema operacional usados para criá-los. Um
arquivo PDF pode descrever documentos que contenham texto, gráficos e imagens num formato
independente de dispositivos e resolução. O PDF é um padrão aberto, no qual qualquer pessoa pode
escrever aplicativos que leiam ou escrevam neste padrão. Há aplicativos gratuitos para Linux,
Microsoft Windows e Apple Macintosh, alguns deles distribuídos pela própria Adobe. Para edição de
texto, poderá ser utilizado o Microsoft Office ou o OpenOffice ([Link]

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As últimas versões já permitem exportar o ficheiro criado para formato PDF, evitando que se recorra
a outras ferramentas complementares, que antes eram responsáveis por este processo de conversão.
Quando falamos de materiais ditos mais “leves”, podemos recorrer a algumas alternativas:
o iLovePDF [Link]
o PrimoPDF. [Link]
o PDF Converter (online). [Link]
o Doc2PDF (online). [Link]

Ficheiros ZIP
No que se refere ao ZIP, este consiste num formato de compactação de arquivos muito disseminado
pela Internet. Hoje, o formato já tem compatibilidade com vários sistemas operativos, permitindo
compactar e descompactar arquivos no formato ZIP sem uso de softwares adicionais. Os arquivos ZIP
são arquivos compactados, levando a que os documentos ocupem menos memória no computador ou
num ambiente virtual. A compactação de arquivos, transformando-os em arquivos ZIP, é uma forma
de facilitar o envio desses arquivos (por exemplo, através do correio eletrónico) ou de realizar
o download dos conteúdos de um site ou plataforma de gestão de conteúdos. Neste caso, falamos de
materiais ditos “pesados”. Há alguns softwares que trabalham com este tipo de arquivo, tais como:
o WinRAR. [Link]
o 7-Zip. [Link]
o Online Convert (online). [Link]
o WobZIP (online). [Link]

Ferramentas de criação de apresentações


O PowerPoint é um dos programas mais utilizados na formação, mas começa a ser progressivamente
substituído por outras aplicações que se encontram disponíveis online, como é o caso do Prezi
([Link] O ficheiro de uma apresentação PowerPoint (.pptx) pode ser facilmente guardado
em modelo de apresentação (no formato .ppsx), sendo depois “zipado” para poupar espaço no envio,
no local onde ficará e no download. Esta é uma das formas mais corretas e seguras para o envio de
grandes ficheiros para o alojamento em plataformas de gestão de conteúdos ou mesmo por correio
eletrónico.

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REGRAS DE NETIQUETA

O acesso à Internet, mais especificamente ao e-Learning, pode constituir uma experiência social
significativa devido à forma como a comunicação entre os diferentes intervenientes é estabelecida.
Contudo, uma comunicação adequada e coerente implica considerar as características do meio onde
a comunicação se desenvolve. Na comunicação através da Internet, como noutras formas de
comunicação, há um código de boa conduta designado netiqueta. Apesar de o primeiro contacto num
curso de formação a distância seja algo isolado e inibidor, não podemos esquecer que a função dos
meios online é permitir o contacto de diferentes pessoas. Quando assumimos o papel de tutores,
devemos ter em conta algumas orientações na interação com os formandos
o Quando comunicamos através da Internet, as letras maiúsculas são interpretadas
como gritos ou como opiniões fortes. Por isso, o uso de letras maiúsculas deve ser
reservado para destacar uma ideia, palavra ou frase;
o É necessário ter cuidado com o sarcasmo e o humor. Sem a comunicação direta, uma
piada pode ser vista como uma crítica. Quando pretendemos ser engraçados,
podemos usar emoticons para expressar determinadas emoções;
o Neste processo comunicativo, falta grande parte da informação não-verbal que
teríamos numa conversa presencial. Por essa razão, não devemos escrever nada na
plataforma que não diríamos a alguém numa conversa cara a cara;
o Devido à orientação anterior, e para agilizar o processo de comunicação, devemos
usar uma linguagem objetiva, clara e legível. Por isso, a comunicação deve ser feita de
forma breve e direta;
o Quando se comunica através da Internet, a monotonia pode traduzir-se em
desinteresse. Por isso, é necessário que a conversa seja dinâmica e que consigamos
manter uma posição ativa no diálogo. Isto implica estar atento à forma de expressão
e à ortografia;
o No chat, a comunicação é mais próxima e direta, na medida em que a comunicação é
síncrona. No fórum, como a comunicação é diferida no tempo, deve-se agilizar a
comunicação através do envio de mensagens no menor tempo possível;
o Num curso de formação, o conteúdo é muito importante. A repetição pode provocar
a monotonia e o desinteresse pode ser ainda maior quando falamos sobre algo que
não motiva os participantes/ formandos;

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o O tutor deve partilhar a sua experiência e conhecimento. Aquando da participação
num curso online, devemos contribuir com o nosso próprio conhecimento e opiniões,
tentando maximizar a experiência de todos;
o Deve-se respeitar a privacidade dos outros. A intromissão nas mensagens privadas dos
outros utilizadores é deselegante e incorreta;
o Não se deve abusar do poder. Numa plataforma de ensino a distância, nem todos os
utilizadores têm as mesmas formalidades disponíveis. Normalmente, são atribuídas
diferentes funcionalidades a cada papel (administrados, tutor, coordenadores,
formando). Por isso, é conveniente não ser arbitrário no uso dessas funcionalidades e
não abusar de uma posição dominante;
o Nunca se deve deixar em branco o assunto de uma mensagem. O título do assunto
deve resumir o conteúdo da mensagem;
o Deve abordar-se um tema por mensagem. Dentro do possível, deve-se fazer uma única
pergunta concreta por mensagem e com toda a informação. Não se deve criar
mensagens aleatoriamente, para que o formando não se perca.

COMUNIDADES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA WEB 2.0

O termo Web 2.0 terá surgido em outubro de 2004, durante uma sessão de brainstorming entre a
O’Reilly Media e a MediaLive International, empresas produtoras de eventos relacionados com as
tecnologias da informação. Os objetivos principais do evento consistiam na análise das características
da rede, das tendências e das previsões sobre as possíveis inovações do mundo virtual nos anos
seguintes. Desde então, a expressão popularizou-se, chamando a atenção global de jornalistas,
programadores, empresas de softwares e utilizadores.
Em traços gerais, a Web 2.0 diz respeito a uma segunda geração de serviços e aplicativos da rede que
possibilitam uma maior interatividade e colaboração na utilização da Internet. Em 2005, Tim O’Reilly,
o percursor do conceito e chefe executivo da 0’Reilly Media, caracterizou a Web 2.0 da seguinte forma:

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A Web 2.0 é a rede como plataforma, abarcando todos os dispositivos conectados. As
aplicações Web 2.0 são aquelas que produzem a maioria das vantagens intrínsecas de tal plataforma:
distribuem o software como um serviço de atualização contínuo que se torna melhor quanto mais
pessoas o utilizam, consomem e transformam os dados de múltiplas fontes - inclusive de usuários
individuais - enquanto fornecem os seus próprios dados e serviços, de maneira a permitir modificações
por outros usuários, criando efeitos de rede através de uma ‘arquitetura participativa’ e superando a
metáfora de página da Web 1.0 para proporcionar ricas experiências aos usuários.
Entre os princípios básicos da Web 2.0, encontramos os usos espontâneos, as contribuições dos
utilizadores, a descentralização, o programa como um serviço, o direito à modificação e à participação.
Ao contrário da Web 1.0, a Web 2.0 caracteriza-se, então, pela descentralização e maior grau de
simplicidade, não sendo necessário ter qualquer tipo de formação a não ser os designados
conhecimentos na ótica do utilizador. Há uma maior interatividade homem/máquina que permite um
maior usufruto e rentabilização da Internet.
Tendo em conta os utilizadores podem agora aceder a um conjunto diversificado de
ferramentas online, estes podem transformar-se em agentes criativos que conseguem criar os seus
próprios conteúdos e promover uma inteligência coletiva. Em simultâneo, o utilizador que disponibiliza
informações online tem um maior grau de responsabilidade, particularmente devido à fidedignidade
dos conteúdos da Web.

INSERÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS EM PLATAFORMAS COLABORATIVAS

Noções básicas sobre as Normas SCORM


O SCORM (Sharable Content Object Reference Model ) consiste num padrão que reúne as partes
constituintes dum curso e-Learning, designadas de Objetos de Aprendizagem (OA), num único ficheiro
que pode ser descarregado para qualquer plataforma e-Learning que esteja em conformidade com
aquela norma. O Moodle é um exemplo dessa plataforma.
Através do SCORM, é possível garantir a independência entre a plataforma e-Learning e os conteúdos
sem deixar de ter o controlo do processo de aprendizagem, sendo inclusive possível saber quais os OA
que já foram estudados por cada formando e as classificações por eles atingidas. Esta informação será
depois guardada na base de dados pela plataforma e-Learning.

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Atualmente, as soluções de e-Learning têm por base a gestão de OA que têm como diretriz principal
as normas internacionais SCORM. Mediante a existência de um leque diversificado de cursos e de
recursos materiais disponibilizados, é necessário compatibilizar o conhecimento e expressá-lo sob a
forma de conteúdos de aprendizagem reutilizável. A história tem mostrado que as mudanças
significativas se relacionam com a adoção generalizada de padrões comuns. Um dos modelos de
referência, o SCORM, engloba padrões desenvolvidos por diferentes organizações num modelo único.
Esses padrões de tecnologia da aprendizagem são fundamentais para o sucesso da indústria, na
medida em que: contribuem para a combinação de conteúdos de diversas fontes; promovem o
desenvolvimento de conteúdo reutilizável; garantem uma maior liberdade aos autores dos conteúdos.
Um dos padrões implementados baseia-se na perspetiva LEGO, na qual cada peça,
independentemente das suas características, pode sempre ser encaixada com qualquer outra, devido
aos seus pinos existentes, dando a uniformidade necessária para que as crianças consigam criar,
(des)construindo diversas estruturas. Se transportarmos esta abordagem para o mundo dos conteúdos
digitais de aprendizagem, rapidamente percebemos as inúmeras possibilidades resultantes da fácil
reutilização do conteúdo elaborado a partir de qualquer fonte.

Inserir ficheiros SCORM no Moodle


Para se visualizar o conteúdo de um SCORM é primeiro preciso inseri-lo numa plataforma e-
Learning em conformidade com aquele formato, como o Moodle. Existem basicamente duas formas
de adicionar conteúdos SCORM à plataforma Moodle: criando um novo curso e-Learning ou
adicionando uma atividade SCORM a um curso já existente.
Para criar um curso SCORM, deverá, a partir do menu do sítio, escolher o comando Criar Nova
Disciplina, e depois, em vez do formato semanal ou por tópicos, deverá selecionar o formato SCORM.
Quando se adiciona uma atividade SCORM a um curso, é apresentada uma página onde se deve
atribuir um nome e uma descrição à atividade e depois selecionar o ficheiro SCORM em formato ZIP.
É também possível alterar várias opções relacionadas com o SCORM, como o método de avaliação (útil
se o SCORM contiver questionários), a área de visualização, mostrar/ocultar vários elementos e os
botões de navegação, entre outras opções.

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ESTRATÉGIAS, MÉTODOS E TÉCNICAS DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E DA COMUNICAÇÃO ONLINE

As tecnologias de informação deram origem a novas estratégias de difusão da informação e novos


modelos de comunicação, transformando as atitudes e o comportamento humano face à
educação/formação e, consequentemente, os processos de ensino e aprendizagem. Como nos refere
Figueiredo (2002), “no dealbar da Sociedade da Informação, a metáfora da máquina já não tem sentido
como modelo inspirador da educação e da aprendizagem. A metáfora que agora parece perfilar-se
para nos inspirar é a metáfora da rede”.
Face a este novo paradigma, coloca-se a ênfase na aprendizagem colaborativa e coletiva, através da
qual todos os intervenientes participam na construção dos saberes de todos. Devido ao aparecimento
de novos paradigmas da produção e divulgação do conhecimento, o ensino e a aprendizagem deixaram
de estar circunscritos aos limites físicos das salas de aula/formação. A aprendizagem online, os
formandos virtuais e os e-formadores são hoje uma realidade, sendo importante realizar estudos
reflexivos sobre o papel destes novos protagonistas do processo educativo.
O conceito de e-formador" é amplo e surge como resultado da interligação de três dimensões da
educação: tecnologia, pedagogia e comunicação. É importante que estas dimensões sejam incluídas
no ensino/formação a distância mas também no ensino presencial, que também já começa a ser
repensado e reestruturado. No ensino ou formação com base na Internet, esta realidade assume uma
importância ainda maior, na medida em que o isolamento físico do formando nesta modalidade de
ensino tem que ser corrigido com uma intervenção ativa por parte do formador/tutor. Por essa razão,
deve haver uma interatividade permanente, uma participação constante e um feedback imediato por
parte do tutor online.
Todos os formadores devem adotar uma postura flexível, criativa e responsável, mas no
ensino online esta características assumem maior relevância. Para além do que é exigido ao formador
dito tradicional, e-formador deve possuir um conjunto de competências mais alargadas, porque pesa
sobre ele a responsabilidade de conduzir com sucesso os formandos até ao final do curso. O e-
formando exige que o e-formador corresponda a dadas características e responda a questões
específicas do ensino online. É, por isso, fundamental que o e-formador tenha a capacidade de prender
a atenção do e-formando e de o motivar à distância, já que não há comunicação presencial. A empatia
é muito mais difícil de estabelecer numa relação à distância do que presencialmente.

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Por isso, as sessões devem ser cuidadosamente planeadas e o e-formador deve estar sempre
preparado para acompanhar os e-formandos, respondendo às questões que forem sendo colocadas,
quer de modo síncrono quer assíncrono.
Verificamos, deste modo, que o e-formador detém um papel essencial no sucesso dos seus e-
formandos. Os participantes necessitam de se sentir apoiados e envolvidos ativamente em todo o
processo. É imperativo que os e-formadores tenham boas competências ao nível comunicacional e que
sejam flexíveis e credíveis (tanto nos conteúdos como nas ferramentas de trabalho). Um curso a
distância é de boa qualidade se nos fizer pensar, nos envolver ativamente, nos trouxer contribuições
significativas e nos ligar a outras pessoas e ideias interessantes.

FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO SÍNCRONAS E ASSÍNCRONAS

O e-Learning é uma modalidade de formação a distância, pelo que se caracteriza pela separação no
espaço (e frequentemente no tempo) entre formador e formando. O diálogo entre formador e
formando pode produzir-se de forma diferida no tempo. Se cruzarmos estas duas variáveis obtemos
diferentes modalidades de e-Learning:
o Síncrono. É um tipo de formação a distância onde todos os participantes se relacionam
em tempo real;
o Assíncrono. É um tipo de formação a distância onde os participantes se relacionam
sem coincidir no tempo;
o Misto. Geralmente os sistemas de e-Learning combinam a comunicação síncrona e
assíncrona, aproveitando as vantagens que oferecem as duas modalidades;
o Existem outros tipos de formação que correspondem a modalidades onde se combina
formação presencial com a formação a distância. Estas modalidades têm o nome de b-
Learning (blended learning).
As ferramentas de comunicação síncronas são formas de comunicação em tempo real e de modo
instantâneo, de que são exemplo o chat ou a videoconferência. As ferramentas de comunicação
assíncronas são formas de comunicação diferida, nas quais os principais intervenientes não estão
conectados ao mesmo tempo. Este é o caso dos fóruns, e-mails, blogues ou grupos de discussão.

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O PAPEL (E FUNÇÕES) DO E-FORMADOR E DO E-MODERADOR

O processo de tutorização desenvolve-se, na quase totalidade, através da linguagem escrita, de forma


assíncrona (fórum, e-mail) ou síncrona (videoconferência, chat). O contacto visual, próprio da
formação presencial, é suprimido através destes recursos e permite que o tutor desenvolva
determinadas capacidades interpessoais no processo comunicacional. Referimo-nos a capacidades tais
como a empatia, a assertividade e a escuta ativa, importantes para o desenvolvimento individual de
cada sujeito e aplicáveis a todos os contextos sociais onde se processa comunicação interpessoal.
Apesar de estas características se associarem diretamente à comunicação presencial, também são
indispensáveis no e-Learning.

Empatia
A empatia consiste na identificação afetiva com outra pessoa, ser capaz de se colocar no lugar do outro
e de o entender. Empatia não é sinónimo de simpatia! Simpatia e antipatia são fenómenos humanos
instintivos. A empatia é voluntária e transmite uma impressão, uma imagem e sentimentos positivos.
No e-Learning, a identificação com os formandos é fundamental. Devemos proporcionar um ambiente
harmonioso e de confiança, propício à melhor aprendizagem possível. Além disso, as especificidades
de cada formando não devem passar despercebidas. A nossa relação com os participantes deve, por
isso, ser personalizada, fazendo com que se sintam valorizados. Se nos limitamos a atribuir um número
e registar os formandos numa base de dados, não estamos a desenvolver o ambiente mais adequado
ao desenvolvimento da formação.

Assertividade
A assertividade consiste na capacidade de expor um ponto de vista pessoal com argumentos claros e
objetivos, evitando a atribuição de duplos sentidos por parte dos interlocutores. O comunicador
assertivo é capaz de defender os seus direitos e de exprimir os seus pontos de vista de forma aberta e
honesta, tem respeito por si próprio e pelos outros (não tem nenhum sentimento de superioridade ou
inferioridade) e está sempre acessível à negociação. É uma pessoa que se expressa de forma confiante,
objetiva e construtiva, aceitando pontos de vista diferentes dos seus.

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Algumas características do comportamento assertivo incluem o à-vontade na relação face a face, a
autenticidade consigo mesmo e com os outros, a negociação com base em objetivos realistas e
interesses mútuos, o estabelecimento de relações com base na confiança e não na dominação ou
calculismo.
Na maioria das situações, a comunicação assertiva, em conjunto com o contacto visual direto e uma
linguagem não-verbal honesta, pode produzir resultados mais satisfatórios do que os outros estilos de
comunicação. O estilo assertivo é particularmente eficaz quando é necessário dizer algo desagradável,
dar respostas negativas ou perante críticas/acusações.
O tutor de e-Learning deve servir de modelo perante o grupo. Para tal, deve usar uma linguagem
assertiva, que promova o diálogo e a participação, sem impor critérios ou opiniões. Não devemos
confundir a responsabilidade de mediar como tutores com o facto de saber mais do que os outros ou
de deter a verdade absoluta.

Escuta ativa
Apesar de esta capacidade ser própria da comunicação presencial, também se pode aplicar ao e-
Learning. Consiste na capacidade de mostrar ao outro que estamos a captar a sua mensagem no
decorrer de um diálogo. A escuta ativa implica: a escuta atenta de todas as opiniões; uma atitude calma
e recetiva; a não interrupção da comunicação do interlocutor; a gestão dos silêncios sem ansiedade; o
estímulo da participação do interlocutor com perguntas e esclarecimentos.
Quando comunicamos pessoalmente, a comunicação não-verbal (os gestos, o olhar e a postura
corporal) são componentes indispensáveis quando queremos mostrar que estamos a captar a
informação. No e-Learning, com exceção do telefone e da videoconferência, o processo de
comunicação produz-se sempre de forma escrita, pelo que os componentes referidos devem adaptar-
se a este tipo de linguagem. Por exemplo, quando respondemos a uma mensagem, devemos sempre
introduzir o texto ao qual a nossa resposta se reporta. Isto implica assimilar informação e devolvê-la
ao interlocutor (escuta ativa). Se somos capazes de criar empatia com o formando utilizando uma
linguagem verbal adequada, este sentir-se-á valorizado, o que, geralmente, se repercutirá
positivamente na sua motivação pela aprendizagem.

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Em suma, as principais funções do tutor/formador online são as seguintes:
o Orientar e guiar o formando no seu estudo independente, sugerindo os métodos e
técnicas mais eficazes;
o Esclarecer as dúvidas colocadas;
o Controlar o nível de cumprimento dos objetivos de aprendizagem;
o Proceder com as ações corretivas necessárias.

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA E-MODERAÇÃO E DO E-FORMADOR

O papel do tutor e técnicas de dinamização


A pessoa encarregue de orientar e guiar a aprendizagem dos formandos é o tutor. Contudo, o seu
trabalho não se limita à explicação de conteúdos. É essencial que modere a atividade comunicativa e
que estimule a participação dos formandos. Em e-Learning este apoio é importante, na medida em
que o formato de formação a distância pode implicar uma desvinculação precoce do formando
relativamente ao curso. Numa plataforma, o fórum é o espaço de eleição para a comunicação em
grupo. Substitui uma sala presencial, mas, neste caso, desenvolve-se a distância e de forma assíncrona.
Por esse motivo, o fórum é também designado como sala. Numa sala virtual, a comunicação
estabelece-se pela troca de mensagens públicas, pelo que, quando alguém intervém, dirige-se a todo
o grupo. Todas as mensagens podem ser lidas por todos os participantes. Desta forma, a comunicação
é multidirecional.

Importância da participação no fórum


– Enriquecimento do conteúdo. Através da troca de diferentes perspetivas e acesso às contribuições
de todos os formandos, é possível esclarecer e ampliar os conteúdos do curso;
– Feedback do processo de aprendizagem. As mensagens do fórum são uma das melhores fontes de
informação para avaliar os formandos. Nestas mensagens, os formandos expressam as dificuldades
relativas ao estudo, aos conteúdos ou ao método didático adotado.

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O feedback permite reajustar algumas questões durante o processo de ensino-aprendizagem;
o Orientação e apoio. Graças ao feedback dos formandos, o tutor pode facultar a
orientação e o apoio necessários à aprendizagem;
o Motivação. Um fórum é um elemento motivador de extrema importância, já que as
trocas de informação que se verificam são interessantes para a maioria dos
formandos;
o Comunidade virtual de aprendizagem. Os formados comunicam entre si
frequentemente.

A sala virtual é o principal exemplo de fórum, mas é só um exemplo. Há outros tipos de fórum:
o Salas virtuais de distintos temas. Em cursos longos, é frequente haver vários fóruns,
uma para cada módulo do curso. Deste modo, os debates são mais organizados e
fóruns mais fluidos;
o Dúvidas da plataforma. Em dadas ocasiões, pode existir um fórum separado onde se
trata as dúvidas de funcionamento da plataforma, que normalmente será gerido pelo
responsável técnico da plataforma;
o Mensagens do tutor. Em alguns casos, pode existir um espaço onde o tutor deixa as
mensagens gerais que envia a toda a turma. Normalmente, neste fórum só o tutor tem
permissão para escrever. Este fórum faz sentido quando, na sala virtual, há uma
grande atividade e queremos que as nossas mensagens se destaquem.
o Café. Este é um espaço informal onde todos os formandos falam do tema que mais
lhes apetece. Este tipo de espaços, por vezes, tem um papel interessante na promoção
da motivação e na criação de uma comunidade virtual.

Dependendo das plataformas e da gestão da própria entidade formativa, é possível criar e eliminar
fóruns em função do desenvolvimento do curso e das necessidades dos formandos. O espaço onde
melhor podemos determinar “a saúde” de um curso é na sala virtual (fórum).

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Av. Cidade de Béjar - LT 7 R/C Esq
6300 - 534 Guarda
NIPC: 507 424 395
Tlf: 271 100 017 | Fax: 271 100 001
Tlm: 96 154 43 00
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