REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO/ SAÚDE
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE ALVORECER COM
CONHECIMENTO
C.A.C
PRÉ- PROGECTO
IMPACTO DA MALARIA NA SAÚDE MATERNO INFANTRIL.
ESTUDO DE CASO: CENTRO MATERNO INFANTIL DO DISTRITO
URBANO DE RAMIROS
Autor: Mário Francisco Contreiras Bernardo
O Professor: Nsingui Pedro Ramos
LUANDA, 2023
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO/ SAÚDE
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE ALVORECER COM
CONHECIMENTO
C.A.C
PRÉ- PROGECTO
IMPACTO DA MALARIA NA SAÚDE MATERNO INFANTRIL.
ESTUDO DE CASO: CENTRO MATERNO INFANTIL DO DISTRITO
URBANO DE RAMIROS
Autor: Mário Francisco Contreiras Bernardo
Préprojecto apresentado na disciplina de Projecto
tecnológico, curso de Análises Clinicas como requisito
parcial para obtenção nota da prova.
O Professor: Nsingui Pedro Ramos
II
LUANDA, 2023
ÍNDICE
I. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 1
1.1. Formulação Do Problemática da Pesquisa ................................................................... 1
1.2. Justificativa .................................................................................................................. 1
1.3. Objectivos .................................................................................................................... 2
1.3.1. Objectivo geral ..................................................................................................... 2
1.3.2. Objectivo específicos............................................................................................ 2
II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................... 3
2.1. Antecedente histórico da Malária ................................................................................ 3
2.2. Antecedente histórico da malária em Angola .............................................................. 3
2.3. Embasamento teórico da Epidemiologia da Malária ................................................... 4
2.4. Impacto da Malária na Saúde Materno Infantil ........................................................... 4
2.4.1. Mortalidade Infantil e a Malária ........................................................................... 6
2.4.2. Prevenções da malária durante e após a gestação Segundo a OMS ..................... 7
2.4.3. Factores de Risco .................................................................................................. 8
2.4.4. Centro Materno Infantil e a Malária ..................................................................... 8
III. OPÇÕES METODOLÓGICA DO ESTUDO ............................................................. 9
3.1. Tipo de Estudo ............................................................................................................. 9
3.2. Campo de Estudo ......................................................................................................... 9
3.3. População de Estudo .................................................................................................... 9
3.4. Amostra e amostragem ................................................................................................ 9
3.5. Critério de Inclusão /Exclusão ..................................................................................... 9
3.6. Procedimento ético ...................................................................................................... 9
3.7. Procedimentos de recolha de dados ............................................................................. 9
3.8. Procedimentos de análise e processamento de dados ................................................ 10
3.9. Variáveis em estudo ................................................................................................... 10
3.10. CRONOGRAMA DAS ACTIVIDADES ........................................................... 10
3.1. ORÇAMENTO......................................................................................................... 11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 12
III
I. INTRODUÇÃO
O presente trabalho, cinge-se na abordagem do impacto da malaria na saúde materno infantil,
tendo como estudo de caso Centro Materno Infantil do Distrito Urbano de Ramiros, entretanto,
torna-se importante salientar que a malária é uma doença transmitida por mosquitos e tem um
impacto significativo na saúde materno-infantil. No caso do Centro Materno Infantil do Distrito
Urbano de Ramiros, é importante compreender a gravidade dessa questão. A malária pode
afectar directamente a saúde das gestantes, aumentando o risco de complicações durante a
gravidez, como anemia, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Além disso, os recém-nascidos
de mães infectadas também podem ser afectados, podendo desenvolver complicações graves e
até mesmo óbito. A prevenção e o tratamento adequado da malária são fundamentais para
proteger a saúde materno-infantil nesse contexto.
Essa realidade no Distrito de Ramiros, se torna ainda mais urgente por causa da prevalência da
mesma. Nesse contexto, compreender a extensão desse problema e implementar medidas
eficazes de prevenção e tratamento torna-se essencial para proteger a saúde e o bem-estar das
mulheres grávidas e suas crianças no Centro Materno Infantil do Distrito Urbano de Ramiros.
1.1. Formulação Do Problemática da Pesquisa
Durante o percurso desta pesquisa, notou-se que a ocorrência de consultas de doenças de
contaminação do paludismo e da malária tem sido frequente no Centro Materno Infantil de
Ramiros, razão pela qual após analisar este caso levantou-se a seguinte pergunta de partida:
Como minimizar o impacto da malária na saúde materno-infantil no Cetro Infantil do
Distrito Urbano de Ramiros?
1.2. Justificativa
A escolha do tema, justifica-se pela pertinência da mesma sendo profissionais de saúde
suscitou-me interesse no intuito de aprofundar os meus conhecimentos. Pois, a malária é uma
doença transmitida por mosquitos que pode ter um impacto significativo na saúde materno-
infantil. Justifica-se ainda a realização de um estudo de caso no Centro Materno Infantil do
Distrito Urbano de Ramiros para avaliar o alcance desse impacto e identificar medidas eficazes
de prevenção e tratamento.
1
1.3. Objectivos
Para o desenvolvimento deste trabalho, traçou-se previamente os seguintes objectivos:
1.3.1. Objectivo geral
Avaliar o impacto da malária na saúde materno-infantil no Centro Materno Infantil do Distrito
Urbano de Ramiros e fornecer recomendações para melhorar a prevenção, diagnóstico e
tratamento da doença.
1.3.2. Objectivo específicos
Analisar a incidência e prevalência da malária entre as gestantes atendidas no Centro
Materno Infantil do Distrito Urbano de Ramiros.
Identificar os factores de risco associados à transmissão da malária no ambiente do
Centro Materno Infantil.
Investigar a eficácia das medidas preventivas adoptadas no controle da malária.
Propor estratégias e intervenções para melhorar a prevenção, diagnóstico e tratamento
da malária no contexto materno-infantil do Centro Materno Infantil de Ramiros.
2
II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O presente capítulo, dedica-se na exploração de literaturas já existente sobre o assunto em
causa, o mesmo apresenta-se as ideias de diversos autores que abordaram a temática em estudo.
Desta maneira, resulta necessário à compreensão dos conceitos fundamentais como conceito da
epidemiologia da malária, bem como histórico da malária em Angola, morbilidade e
mortalidade associada a malária em idade pediátrica e outros pontos; para logo debatermos a
problemática em questão.
2.1. Antecedente histórico da Malária
Segundo Biggs e Brown (2001); A malária sempre foi desde a antiguidade, um dos principais
flagelos da humanidade. Vários registos sobre prováveis infeções humanas de malária, foram
encontrados ao longo dos tempos em documentos chineses que remontam a 3000 anos a.C..
Textos antigos provenientes do Egipto, da Índia e da Grécia fazem referência a sintomas como
febres intermitentes e até febres epidémicas mortais.
De acordo com Carter e Mendis, (2002). A doença chegou a ser relacionada com a punição de
deuses e presença de maus espíritos presentes nos pântanos, foi justamente essa ligação da febre
com áreas alagadas que, séculos mais tarde, exatamente no século XIV, os italianos passaram
chamá-la de mal aria (mau ar), pois se acreditava que era transmitida pelo odores fétidos que
emanavam dos pântanos (França, Santos e Figueroa-villar, 2008; CDC, 2015)
No século XVII missionários Jesuítas descobriram que tribos indígenas sul americanas usavam
a casca de uma árvore, Cinchona spp, para o tratamento de febres, o princípio ativo dessa árvore,
a quinina foi isolada em 1820 por Pelletier e Caventou, e manteve-se a droga de eleição para o
tratamento e prevenção da malária durante muito tempo (Biggs e Brown, 2001).
2.2. Antecedente histórico da malária em Angola
De cordo com Fortes, (2011) durante as suas pesquisas, efetuou e apresentou um levantamento
histórico da malária em Angola [pp 33-37] do qual se destacam aqui, apenas os marcos que
consideramos relevantes: A malária é conhecida em Angola desde a antiguidade, contudo os
primeiros registos datam de 1923, altura da realização do 1º Congresso de Medicina Tropical
da África Ocidental, realizado em Luanda, onde a malária em Angola ocupa um lugar de
destaque (Cambournac, Gâmdara, Pena e Teixeira, 1955a).
3
Assim sendo, 1942-1952 – É proposta a estratificação de Angola em três zonas:
Zona equatorial, englobando a região de Cabinda e dos Bakongos com alta transmissão
durante todo ano;
Zona Tropical, estendendo-se da bacia do Congo até a província de Benguela;
Zona Subtropical, correspondente à região sul do país (tendo em conta a influência
climática da Namíbia e do Kalahari) (Cambournac e José, 1955b; Cambournac,
Gâmdara e Pena, 1955c).
2.3. Embasamento teórico da Epidemiologia da Malária
A epidemiologia da malária é muito complexa e pode apresentar variações consideráveis,
mesmo nas áreas geográficas relativamente pequenas. O grau de endemicidade foi
tradicionalmente definido pela OMS, em função das taxas de parasitemia e o índice esplénico,
o índice esplénico que corresponde ao percentual de esplenomegalias em relação ao total de
baços palpados (GREENWOOD, 1997; MOUCHET, 2004).
Segundo Kasper (2015), a malária, conhecida também como paludismo, impaludismo e maleita,
é uma doença infeciosa causada por parasita da classe de Sporozoe da ordem Eucoccidiida, da
família de plasmodidae, pertencendo ao género Plasmodium e do filo apcomplexa, intracelular
obrigatório.
Assim sendo, a malária é uma protozoose dos eritrócitos causada nos humanos por cinco
espécies do género Plasmodium. Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium
ovale, Plasmodium malariae e Plasmodium Knowlesi transmitida pela picada do mosquito
fêmea do género Anopheles (Camargo, 2008; Cox-Singh, 2008). O género Plasmodium, o qual
pertence a família plasmodidae é caracterizado por apresentar dois tipos de multiplicação no
seu ciclo de vida; uma assexuada e outra sexuada (Dronamraju e Paolo Arese, 2006). São
conhecidas cerca de 156 espécies de Plasmodium, sendo que 350 espécies de mosquitos do
género Anopheles foram estudadas. Dentre estes, 50 são considerados transmissores da malária
com a nomenclatura de Anopheles gambiae (CAMARGO, 2008).
2.4. Impacto da Malária na Saúde Materno Infantil
A malária tem um impacto significativo na saúde materno-infantil, aumentando o risco de
complicações na gravidez, como anemia, parto prematuro e baixo peso ao nascer, além de
4
contribuir para a mortalidade infantil. É essencial implementar medidas eficazes de prevenção
e controle da malária em áreas endêmicas para proteger a saúde das mães e dos bebês.
Segundo Andrade (2002), a malária é uma doença causada pelo parasita Plasmodium,
transmitido pela picada do mosquito Anopheles fêmea infectado. Quando uma mulher grávida
contrai malária, ela enfrenta riscos adicionais devido às mudanças fisiológicas e imunológicas
durante a gestação. Isso pode levar a complicações graves tanto para a mãe quanto para o feto.
De acordo com autor, uma das principais complicações da malária na gravidez é a anemia. A
infecção pelo Plasmodium causa destruição das células vermelhas do sangue, levando a uma
redução nos níveis de hemoglobina. A anemia durante a gravidez pode levar à fadiga, fraqueza
e dificuldade no transporte de oxigênio para o feto em desenvolvimento.
Além disso, a malária aumenta o risco de parto prematuro. A infecção causa inflamação e
disfunção na placenta, que é responsável por fornecer oxigênio e nutrientes ao feto. Isso pode
levar ao descolamento prematuro da placenta ou restrição do crescimento fetal, resultando em
parto prematuro e baixo peso ao nascer. Bebês nascidos prematuramente têm maior
probabilidade de enfrentar complicações de saúde e desenvolvimento.
A malária também contribui para a mortalidade infantil. Crianças expostas à malária durante a
gestação têm maior risco de morte durante os primeiros meses de vida. A infecção pode
comprometer o sistema imunológico do recém-nascido, tornando-os mais suscetíveis a outras
infecções e doenças.
É fundamental adoptar medidas eficazes de prevenção e controle da malária em áreas
endêmicas, especialmente para proteger as mulheres grávidas e seus bebês. Isso inclui o uso de
mosquiteiros impregnados com inseticida, pulverização de inseticidas em ambientes internos,
diagnóstico precoce e tratamento adequado da malária em mulheres grávidas, além de terapias
preventivas durante a gestação.
Além disso, investir em pesquisas para o desenvolvimento de vacinas contra a malária é
essencial para reduzir o impacto dessa doença na saúde materno-infantil. A vacinação pode
proporcionar imunidade duradoura contra os parasitas da malária, diminuindo assim o risco de
infecção e suas complicações.
Em síntese, a malária tem um impacto significativo na saúde materno-infantil, aumentando o
risco de complicações na gravidez, parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade infantil.
5
implementação de medidas preventivas e o desenvolvimento de vacinas são fundamentais para
mitigar esse impacto e proteger a saúde das mães e dos bebês.
2.4.1. Mortalidade Infantil e a Malária
De acordo Camargo (2008), A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada de
mosquitos infectados. Em áreas onde a malária é endêmica, como em muitos países africanos,
a doença tem sido associada a altas taxas de mortalidade infantil. A infecção por malária em
bebês e crianças pequenas pode levar a complicações graves, como anemia grave, danos
cerebrais e falência de órgãos. Além disso, a malária durante a gravidez aumenta o risco de
parto prematuro, baixo peso ao nascer e mortalidade neonatal. Estudos têm mostrado que o
controle efectivo da malária, por meio de medidas preventivas e tratamento adequado, pode
reduzir significativamente a mortalidade infantil relacionada à doença.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária é causada pelo parasita
Plasmodium, que infecta os glóbulos vermelhos do sangue. Em bebês e crianças, o sistema
imunológico ainda está em desenvolvimento, tornando-os mais suscetíveis à infecção grave. A
malária não tratada ou inadequadamente tratada pode levar à anemia severa, comprometimento
do sistema respiratório, danos cerebrais e insuficiência orgânica, aumentando assim o risco de
mortalidade infantil.
Estudos epidemiológicos têm mostrado uma associação directa entre a malária e a mortalidade
infantil em áreas endêmicas. Por exemplo, um estudo realizado em Gana revelou que crianças
menores de cinco anos com malária tinham um risco significativamente maior de morte em
comparação com aquelas sem a doença. Além disso, a malária durante a gravidez pode resultar
em complicações obstétricas e neonatais, contribuindo para a mortalidade infantil.
A prevenção e o tratamento adequado da malária são fundamentais para reduzir a mortalidade
infantil associada à doença. A distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida, o uso
de medicamentos antimaláricos durante a gravidez e a implementação de estratégias de controle
de vectores são medidas eficazes para reduzir a transmissão da malária e minimizar seu impacto
na saúde das crianças.
Além dos impactos directos da malária na saúde das crianças, é importante mencionar que a
malária também tem efeitos indirectos na mortalidade infantil. Por exemplo, a doença pode
levar a complicações durante a gravidez, como parto prematuro e restrição de crescimento
6
intrauterino, aumentando o risco de mortalidade neonatal. Além disso, a malária pode
sobrecarregar os sistemas de saúde em áreas endêmicas, resultando em uma menor qualidade
dos serviços de saúde para crianças e contribuindo para um aumento geral na mortalidade
infantil. Portanto, é fundamental abordar não apenas a prevenção e o tratamento da malária em
si, mas também as consequências indiretas que podem afetar negativamente a sobrevivência e
o bem-estar das crianças.
2.4.2. Prevenções da malária durante e após a gestação Segundo a OMS
Dormir sob mosquiteiros impregnados com inseticida é uma medida eficaz para prevenir a
picada de mosquitos transmissores da malária.
O uso de repelentes de mosquitos, especialmente durante as horas de maior actividade dos
mosquitos, pode ajudar a evitar a exposição à malária.
Eliminar os criadouros de mosquitos, como água parada, recipientes vazios e pneus velhos,
ajuda a reduzir a população de mosquitos transmissores.
Investir em programas de pulverização residual interna, que consiste na aplicação de inseticidas
nas paredes das casas, pode ajudar a controlar os mosquitos vetores da malária.
A administração regular de medicamentos antimaláricos preventivos, como a terapia
intermitente preventiva em gestantes, pode reduzir o risco de infecção e complicações durante
a gravidez.
Educar as comunidades sobre os sintomas da malária e a importância do diagnóstico precoce e
tratamento adequado é essencial para prevenir casos graves e óbitos infantis.
Promover o acesso a serviços de saúde adequados e garantir o tratamento oportuno e eficaz da
malária são cruciais para evitar complicações e reduzir a mortalidade infantil.
Investir em pesquisas e desenvolvimento de vacinas contra a malária pode ser uma estratégia
promissora para prevenir a doença em crianças.
Fortalecer sistemas de vigilância epidemiológica para detecção precoce de surtos de malária e
implementar medidas de controle rapidamente é fundamental para prevenir a disseminação da
doença.
7
Abordar questões socioeconômicas, como a pobreza e a falta de acesso a água potável e
saneamento básico, também é importante para prevenir a malária e reduzir a mortalidade
infantil associada à doença.
2.4.3. Factores de Risco
Os factores de risco são condições ou comportamentos que aumentam a probabilidade de uma
pessoa desenvolver uma determinada doença ou sofrer um determinado problema de saúde.
Alguns exemplos comuns de factores de risco incluem tabagismo, consumo excessivo de
álcool, sedentarismo, dieta desequilibrada, histórico familiar de doenças, exposição a
substâncias tóxicas, entre outros. É importante identificar e controlar esses fatores de risco para
manter uma boa saúde. (MENDES, 2002)
Alguns factores de risco relacionados à malária e à saúde materno-infantil incluem a falta de
acesso a medidas preventivas, como mosquiteiros tratados com inseticida, ocorrência de
infecções recorrentes por malária durante a gravidez, falta de tratamento adequado e a presença
do mosquito transmissor da malária em áreas endêmicas. Esses fatores podem aumentar o risco
de complicações para a mãe e o bebê.
Alguns factores de risco em mulheres grávidas com malária incluem a falta de imunidade prévia
à malária, presença de infecções por malária recorrentes durante a gravidez, falta de acesso a
cuidados médicos adequados, subnutrição, anemia e complicações obstétricas pré-existentes.
Esses fatores podem aumentar o risco de complicações graves tanto para a mãe quanto para o
fecto.
2.4.4. Centro Materno Infantil e a Malária
Um Centro Materno Infantil deve estar atento à malária devido aos riscos que ela apresenta para
as mulheres grávidas e seus bebês. A malária durante a gravidez pode levar diversas
complicações. É fundamental que o centro adote medidas de prevenção, como o uso de
mosquiteiros tratados com inseticida, a administração de medicamentos antimaláricos seguros
para gestantes e a realização de exames regulares para detectar e tratar precocemente a infecção.
Além disso, é importante fornecer educação e orientação adequadas às gestantes sobre os riscos
da malária e as medidas preventivas a serem adoptadas. A colaboração com as autoridades de
saúde local também é essencial para garantir um programa abrangente de controle da malária
nesse ambiente específico.
8
III. OPÇÕES METODOLÓGICA DO ESTUDO
Segundo Richardson (1989), metodologia é o conjunto de princípios, processos e técnicas
utilizados para realizar uma pesquisa ou alcançar um determinado objetivo, sendo fundamental
na organização e execução de um estudo científico.
3.1. Tipo de Estudo
Para o desenvolvimento desta pesquisa, o tipo de estudo utilizado será do tipo observacional
participante, pois envolve a observação e análise de dados relacionados à saúde materno-infantil
no Centro Materno Infantil do Distrito Urbano de Ramiros, utilizando um estudo de caso.
3.2. Campo de Estudo
O campo ou local do estudo, será o Centro Materno Infantil do Distrito Urbano de Ramiros.
3.3. População de Estudo
A população de estudo será composta por gestantes e crianças atendidas no Centro Materno
Infantil.
3.4. Amostra e amostragem
A amostra será selecionada por conveniência, incluindo gestantes e crianças que se enquadrem
nos critérios de inclusão.
3.5. Critério de Inclusão /Exclusão
Os critérios de inclusão serão as gestantes em qualquer estágio da gravidez e crianças com até
5 anos de idade. Os critérios de exclusão serão mulheres gestantes com doenças pré-existentes
graves ou crianças com condições médicas crônicas.
3.6. Procedimento ético
O estudo seguirá os procedimentos éticos, garantindo o consentimento informado dos
participantes durante o processo de entrevistas e inquérito.
3.7. Procedimentos de recolha de dados
Quanto aos procedimentos de recolha de dados, os dados serão colectados por meio de
entrevistas ou inquéritos, observações clínicas e revisão de prontuários médicos no Centro
Materno Infantil do Distrito Urbano de Ramiros.
9
3.8. Procedimentos de análise e processamento de dados
Quanto aos procedimentos de análise e processamento de dados, os dados serão analisados
através de métodos estatísticos descritivos, utilizando software especializado no caso Word da
Microsoft e Excel para a posterior elaborar-se as tabelas e os respectivos gráficos estatíscos.
3.9. Variáveis em estudo
As variáveis em estudo desta pesquisa, inclui idade das gestantes, idade das crianças, status
socioeconômico, presença ou ausência da malária, entre outras.
3.10. CRONOGRAMA DAS ACTIVIDADES
Nº Ano 2023
Actividades Meses
Dezembro Janeiro Fevereiro
Revisão
1
Bibliográfica
Apresentação do
2
pré-projecto
Recolha de
3
Dados
Análise e
4 processamento
dos dados
5 Defesa
10
3.1. ORÇAMENTO
Preço Unitário
Nº Ordem Designação Quantidade Sub-total (Kz)
(Kz)
01 Resma de papel A4 2 35.000,00 7000,00
02 Esferográfica 4 100,00 400,00
03 Bloco de Anotações 1 1500,00 1500,00
04 Pendrive 1 3000,00 3000,00
05 Internete 1 15.000,00 15.000,00
06 Encadernação 3 1000,00 3000,00
07 Alimentação 1 7000,00 7000,00
08 Transporte 30 700,00 21.000,00
Imprevistos 35% 9.905,00 20.265.00
Total Geral
73.205,00 78.165,00
(Kz)
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Biggs, B & Brown G. (2001). Principles and practice of clinical parasitology. John
2. Cambournac, F.J.C. Gâmdara, A.F. Pena, A.J. & Teixeira, W.L.G. (1955a). Subsídios
3. Carter, R. e Mendis, N. (2002). Evolutionary and Historical Aspects of the Burden of
em Angola . Anais do Instituto de Medicina Tropical XII.
endémicas em Angola (Malária, Tripanossomose humana Africana,
4. Fortes, F. J. (2011). Perfil Epidemiológico das principais doenças parasitárias
5. França, Santos e Figueroa-villar. (2008). Malaria, aspectos historicos e quimioterapia.
6. Greenwood, BM. (1997). epidemiology of malaria. Annals of tropicals Medicine e
Parasitology,
Malaria. Clin. Microbiol Rev. vol. 15.
7. Mouchet, J. (2004). Biodiversité du paludismo dans le monde-France. Editions John
Libbery Eurotext.
8. Andrade, J.P. Villas-Boas, F. Chagas, H. (2002). Epidemiological aspects of adherence
to the treatment of hypertension. Arq. Brás. Cardiol, São Paulo.
9. Camargo, E. (2008). Malária e meio ambiente. Revista Ciência e Ambiente
12
APÊNDICE- A
INSTITUTO MÉDIO PRIVADO DE SÁUDE C.A.C
Termo de consentimento livre e esclarecido
Sou estudante Enfermagem no Instituto acima referenciado estamos a realizar um estudo sobre
O Impacto da Malária na Saude materno infantil.
Sendo assim, solicitamos a sua colaboração para participar do estudo preenchendo o
questionário e respondendo a questões abertas. Os dados que o Sr. (a) fornecerá, serão utilizados
para o estudo. Mas a sua identificação não será divulgada e sua participação é voluntária.
Declaro que após ter percebido e entendido o termo de esclarecimento, aceito participar do
estudo.
Luanda aos ____/_____________/2023
Assinatura do entrevistado Assinatura do pesquisador
___________________________ ____________________________
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