Gestão do Conhecimento na Petrobras
Gestão do Conhecimento na Petrobras
CONHECIMENTO
NA PETROBRAS
Conexões humanas significativas para o
desenvolvimento intencional de saberes
1
© Luciana Poli Silva, Tayane Cristina Mattera Souza.
Todos os direitos reservados.
Todo o conteúdo do livro é de exclusiva responsabilidade dos autores.
É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem a autorização expressa dos autores.
Autoras
Coautores Colaboradores
Inclui bibliografia.
ISBN 978-65-88763-10-0.
CDD 658.4038
Após anos de experiências e conquistas empresariais e tecnológicas, a Petrobras vem acumulando
um conhecimento inestimável e singular. Parte desse conhecimento tem sido gerado, transformado
e transmitido por nossos empregados que, ao longo da vida profissional, adquirem saberes técnicos
específicos e valiosos.
Reconhecer o diferencial e a contribuição dos empregados é muito importante. Reter e disseminar o
conhecimento adquirido também. Essa é a inspiração do Programa de Editoração de Livros Didáticos
(Peld), que gera valor para novos empregados, mercado e comunidade acadêmica. Temos diversos tí-
tulos publicados, entre livros físicos e e-books.
Por meio do Peld, a Universidade Petrobras patrocina todo o processo de editoração do livro, incluindo
a impressão de alguns exemplares, assim a obra produzida pode ter aplicação interna nos cursos de
formação de novos empregados e na educação continuada, além de ser usada pelo autor no mercado
editorial. Temos certeza de que esse movimento amplia o protagonismo dos empregados e fortalece a
Petrobras como fonte geradora e propulsora de conhecimento.
Esperamos que a publicação que você tem em mãos, fruto do Peld, contribua para o seu aprendizado
e continue movendo a indústria de energia para entregar cada vez mais valor para a sociedade. Vem
com a gente!
SUMÁRIO
4. Referências 33
1. FORTALECENDO A GESTÃO DO
CONHECIMENTO NA PETROBRAS
Não se pode contar com a difusão espontânea de conhecimentos
para acompanhar o ritmo da mudança. A organização deve criar
intencionalmente o conhecimento, aplicá-lo e reutilizá-lo .
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FORTALECENDO A GESTÃO DO CONHECIMENTO
Ao longo da sua história, a Petrobras superou inúmeras barreiras graças à competência do seu corpo
técnico. O investimento em capacitação sempre esteve no DNA da companhia. Não por acaso, em 70
anos de vida a companhia vem respondendo, com competência e coragem, aos desafios vividos. No
entanto, uma trajetória de sucesso não é garantia de perenização futura.
Nesse contexto, o conhecimento, como recurso fundamental para a geração de valor nas organizações,
se tornou um ativo ainda mais estratégico a ser gerido para garantir a competitividade da companhia.
Imbuída do espírito de fazer acontecer, a Petrobras definiu que a Universidade Petrobras (UP) tenha
como princípio direcionar a gestão eficaz do conhecimento organizacional.
A Petrobras tem clareza que a Gestão do Conhecimento deve servir aos objetivos do negócio e apoiar a
inovação. Para tanto, a companhia parte dos direcionadores do Planejamento Estratégico 2024-2028,
como a “[...] atenção total às pessoas, com prioridade no desenvolvimento, retenção e requalificação
de talentos, de forma a prover à companhia um corpo técnico cada vez mais inclusivo, diverso e habili-
tado a atender às demandas dinâmicas do mercado, em especial da transição energética.” 1
Pela natureza dinâmica e viva do conhecimento, o envolvimento e as parcerias dos diferentes stakehol-
ders serão fundamentais para otimizar a gestão do conhecimento.
O presente e-book objetiva favorecer o entendimento sobre o tema e aponta caminhos pelos quais,
em parceria com diferentes stakeholders, a Petrobras irá fortalecer esse processo tão importante para
a sustentabilidade de nossa empresa e de nosso país.
1
Fonte: Portal Petrobras
6
2. AGREGANDO VALOR: GESTÃO
DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO
CORPORATIVA NA PETROBRAS
Beto do Valle
7
GESTÃO DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO CORPORATIVA
Ter um conjunto de indivíduos competentes trabalhando juntos em uma organização a faz compe-
tente? O desempenho de pessoas competentes é o suficiente para uma organização ser competente?
Para que indivíduos competentes façam entregas que agreguem valor ao negócio, é preciso a Gestão
do Conhecimento.
As organizações têm trabalhado há décadas com Educação Corporativa; em geral olham para o
treinamento individual, e não para a gestão do conhecimento (atual e futuro) necessário para os negó-
cios. Uma organização competente é feita de indivíduos competentes com mecanismos de gestão
eficientes e a gestão dos conhecimentos atuais e futuros.
De acordo com a American Productivity and Quality Center (APQC), entidade de referência mundial
em práticas de gestão, a Gestão do Conhecimento deve direcionar o conhecimento certo às pessoas
certas no momento certo, ajudando às pessoas a compartilhar e a transformar informação em ação e
resultados de modo a alavancar a performance organizacional.
Por meio de uma abordagem integrada traz estratégias para a Educação Corporativa e trabalha com
processos estruturados de Gestão do Conhecimento, como garantia para o negócio, tanto no âmbito
individual quanto organizacional.
E por que isso é necessário? “Porque nem tudo o que as pessoas precisam saber pode ser aprendido
de forma planejada e conceitual. E nem tudo o que a organização precisa saber pode ser aprendido
apenas no nível do indivíduo e dos conceitos.” (VALLE, 2017)
8
GESTÃO DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO CORPORATIVA
Para aprofundar o que a Petrobras almeja, cabe definir alguns conceitos, sem a pretensão de ser exausti-
vo. O objetivo é criar entendimentos básicos comuns e apontar caminhos para a ação. Assim, temos que:
– Educação: processo de transformação do sujeito, que reconstrói o próprio saber ensinado à me-
dida que aprende (FREIRE, 1996). Educação não é um produto a ser gerado, mas sim um proces-
so de formação e transformação do sujeito (ALMEIDA E SILVA, 2010).
– Cultura: como fazemos as coisas por aqui (TAYLOR, 2015). Não há uma cultura boa ou má, ela
simplesmente é (SCHEIN, 1984).
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GESTÃO DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO CORPORATIVA
A Gestão do Conhecimento na Petrtobras está vinculada à estratégia. Ela objetiva “desenvolver, reter,
viabilizar, compartilhar, organizar e evoluir o conhecimento gerado na companhia e importar aquele
gerado externamente, como o estado da arte no mundo, em determinada área de conhecimento de
nosso interesse. São essas ações que vão nos permitir ter acesso aos saberes que precisamos para
levar a companhia a atingir seus objetivos”.2
Segundo a ISO 30.401 (INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION, 2018), cujo objeto
é a GC, não se pode contar com a difusão espontânea de conhecimentos para acompanhar o ritmo da
mudança. A organização deve criar intencionalmente o conhecimento, aplicá-lo e reutilizá-lo.
Nesse sentido, a GC na Petrobras adota uma abordagem estratégica que engloba tanto o desenvol-
vimento organizacional quanto a reutilização eficaz de repositórios de conhecimento e a criação de
novos conhecimentos. Assim, a GC envolve o desenvolvimento e a implementação de métodos, ferra-
mentas, técnicas e valores organizacionais que facilitem o fluxo de conhecimento entre os indivíduos,
bem como a recuperação, transformação e aplicação desse conhecimento em atividades de melhoria
contínua e inovação, facilitando a criação de novos conhecimentos (WIIG, 1997; NONAKA E TAKEUS-
CHI, 1995; SVEIBY, 1998).
2
Fonte: Portal Petrobras
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GESTÃO DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO CORPORATIVA
Tais dimensões são detalhadas no framework do Modelo de Referência da Sociedade Brasileira de Ges-
tão do Conhecimento (SOCIEDADE BRASILEIRA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO, 2013).
ALINHAMENTO DE GC OS CRÍTICOS DE GC
COM O NEGÓCIO
INICIATIVAS & GC
PRÁTICAS DE GC
FACILITADOR
A seguir abordaremos alguns pontos relevantes, do referido modelo, considerados pela Petrobras.
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GESTÃO DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO CORPORATIVA
ALINHAMENTO DE GC OS CRÍTICOS DE GC
COM O NEGÓCIO
Como não há recursos suficientes para gerenciar todos os conhecimentos de uma organização, deve-
mos concentrar os esforços de GC nos conhecimentos relevantes ao negócio, conforme explicitado no
planejamento estratégico da companhia. Nesta dimensão, as seguintes variáveis se destacam:
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GESTÃO DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO CORPORATIVA
INICIATIVAS & GC
PRÁTICAS DE GC
A partir das demandas priorizadas na dimensão “Alinhamento com o Negócio”, é construída uma lógica
de processos, práticas e abordagens para que as iniciativas e práticas de GC possam atender aos obje-
tivos do negócio. Nessa dimensão, agrupam-se as principais variáveis de um sistema de GC, tais como:
Práticas de GC – essa variável apresenta as práticas de GC, ações que podem ser implementadas
nos processos, visando reduzir ou eliminar os problemas de conhecimento que afetam os desafios
de negócio.
Abordagens de GC – esta variável busca organizar e avaliar as práticas em uso, bem como direcio-
nar e alinhar a criação de iniciativas para atender os objetivos de GC e contribuir para os desafios de
negócio. É importante para a comunicação nos diversos níveis da organização e facilita o desenvol-
vimento de parcerias com diversas áreas ou disciplinas. Pode-se verificar atividades e práticas para
cada uma dessas abordagens:
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GESTÃO DO CONHECIMENTO & EDUCAÇÃO CORPORATIVA
FACILITADOR
– Cultura Organizacional – esta variável leva a identificar meios ou conceitos que facilitam identifi-
car, compreender e cuidar do conhecimento que está nas pessoas e na organização.
– Elementos de Gestão – mediante a identificação de barreiras e facilidades para GC, esta variável
trata como as organizações fazem escolhas sobre atividades de coordenação, tomada de deci-
sões, motivação de colaboradores e parceiros, bem como a definição de objetivos. A ideia é de-
senvolver parcerias, ou para acelerar a partir das facilidades identificadas, ou criar oportunidades
a partir das barreiras identificadas.
– Infraestrutura – esta variável contempla tanto a infraestrutura física, para promover a interação,
integração e a relação de confiança com as pessoas em um ambiente mais adequado, quanto a
infraestrutura tecnológica para dar suporte e potencializar as práticas e iniciativas de GC.
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3. ABORDAGENS E PRÁTICAS DE
GESTÃO DO CONHECIMENTO NA
PETROBRAS
“A Gestão do Conhecimento só funciona se estiver inserida nos
processos regulares de trabalho”.
Nick Milton
Narjara Xavier
15
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
O portfólio foi composto com as práticas utilizadas nas áreas de negócio da Petrobras e está em cons-
tante expansão. A seguir apresentaremos as práticas institucionalizadas, detalhadas em padrões cor-
porativos:
CERTIFICAÇÃO CERTIFICAÇÃO
CERTIFICAÇÃO
CERTIFICAÇÃO
MENTORIA
APRENDIZADO
POR
OBSERVAÇÃO
(SHADOWING)
RODÍZIO
TÉCNICO E
GERENCIAL
TLT
TREINAMENTO
NO LOCAL DE
TRABALHO
TUTORIA
TRILHAS DE DESE
NVOLVIMENTO
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PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
3.2 TUTORIA
O QUE É TUTORIA?
É uma prática direcionada a ambientar novos empregados (na empresa ou
em determinada área) de modo planejado. O acolhimento e o planejamen-
to das atividades iniciais de apresentação da área são fundamentais para
que a integração do empregado em um novo processo ocorra de maneira
otimizada, humana e cuidadosa.
QUAL O OBJETIVO?
Facilitar a inserção do empregado em um novo espaço laboral, favore-
cendo a sua adaptação ao ambiente de trabalho, à criação de conexões
(networking) e à formação de comportamento seguro (físico e mental). A
tutoria cria condições propícias para que o empregado adquira um primeiro nível de autonomia no
novo processo e/ou atividades.
Também aplica-se a empregados em curso de formação, como complementação e aplicação prática de
seu aprendizado.3
COMO FUNCIONA?
Cabe ao gestor imediato do empregado, de acordo com os procedimentos internos e normas pertinen-
tes, definir os casos em que deve ser aplicada a prática de Tutoria. O registro da prática é realizada pelo
próprio tutor no sistema SIRH.
COMO FAZER?
A tutoria é desenvolvida por meio das seguintes etapas:
– Planejar: Identificação da necessidade, experiências e conhecimentos relevantes; identificar o
Tutor e informar à UP;
– Orientar o Tutor;
– Elaborar o Plano de Tutoria;
– Capacitar os envolvidos (Tutor e Tutorados);
– Realizar o Plano de Tutoria;
– Apresentar o Relatório da Tutoria (Opcional);
– Avaliar e concluir a Tutoria.
3
Para as gerências do E&P observar o padrão PE-2E&P-00232 - Gerenciamento de Mudanças no E&P.
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PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
Passos da tutoria:
Documento / Produto
1. Planejar Insumos da área para o Plano da
01
1.1 Identificar experiências e Tutoria (ex: Visão geral da Unidade;
conhecimentos relevantes Produtos elaborados; atividades
1.2 Identificar o Tutor e informar relevantes) - Perfil do Tutor
à UP Responsável: Gestor da Área
Documento / Produto
02
Material de orientação
2. Orientar o Tutor Check-list do Tutor
Responsável: UP
Documento / Produto
03
Plano de Tutoria
3. Elaborar o Plano da Tutoria
Responsável:
Tutor
Documento / Produto
04
Material de orientação
4. Capacitar os envolvidos
(Tutor e Tutorados) Responsável:
UP
Documento / Produto
05
Plano de Tutoria
5. Realizar o Plano da Tutoria
Responsável:
Tutor e tutorado
Documento / Produto
06
Produto da Mentoria
6. Opcional: Apresentar o
Relatório da Tutoria
Responsável:
Tutorado
Documento / Produto
07
Avaliação da Mentoria
7. Avaliar e concluir a Tutoria
Responsável:
Tutor e tutorado
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PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
3.3 MENTORIA
O QUE É MENTORIA?
A Mentoria é uma relação estruturada de desenvolvimento que visa acelerar o com-
partilhamento do conhecimento
QUAIS OS OBJETIVOS?
Gerar valor para a Petrobras e para as pessoas, incentivar conexões humanas significativas que pro-
piciem o compartilhamento de conhecimento implícito, desenvolver competências técnicas ou geren-
ciais, favorecer a promoção da equidade e da diversidade.
COMO FUNCIONA?
A mentoria consiste no compartilhamento intencional de saberes, conhecimentos e experiências entre
um empregado Petrobras, considerado uma referência em determinado processo ou atividade, e um
ou mais empregados menos experientes, mas com desenvoltura nas atividades e desejo de aumentar
a sua proficiência.
COMO FAZER?
As pessoas que serão mentore(as) e mentorados(as) são capacitadas pela UP e em conjunto elaboram
um Plano de Mentoria. É recomendado que os mentorados elaborem um produto que gera valor para o
negócio e o apresentam ao final da mentoria. A UP e o RH/PN apoiam o processo a partir de reuniões
de acompanhamento periódicas com os envolvidos.
19
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
01
1.1 Priorizar conhecimentos a Insumos da área (desafios do
serem compartilhados negócio, Efetivo da área)
1.2 Identificar Mentor e Responsável:
Mentorado e informar à UP Área
Documento / Produto
02
2. Capacitar os envolvidos Material de orientação
(Mentor e Mentorados)
Responsável:
UP
Documento / Produto
03
Plano de Mentoria
3. Elaborar o Plano de Mentoria
Responsável:
Mentor e mentorado
Documento / Produto
04
Plano de Mentoria
4. Realizar o Plano de Mentoria
Responsável:
Mentor e mentorado
Documento / Produto
05
Plano de Mentoria
5. Acompanhar a Mentoria
Responsável:
UP
Documento / Produto
06
Produto da Mentoria
6. Opcional: Apresentar o
Produto da Mentoria
Responsável:
Mentorado
Documento / Produto
07
Avaliação da Mentoria
7. Avaliar e concluir a Mentoria
Responsável:
Mentor e mentorado
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PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
MENTORIA TÉCNICA
Foco no desenvolvimento de conhecimentos técnicos contribuindo para a preservação
e aplicação de conhecimentos críticos e/ou estratégicos, estimulando a melhoria
Técnico contínua e a inovação de projetos e processos.
MENTORIA GERENCIAL
Foco na aceleração da prontidão de profissionais identificados com potencial para
Gerencial atuar em posições mais desafiadoras e/ou complexas.
MENTORIA DE DIVERSIDADE
Foco na promoção da equidade que gera oportunidades de desenvolvimento para
Diversidade grupos de pessoas (raça, gênero, orientação sexual, condição física ou qualquer outro
fator de diferenciação individual).
Pode ser usada para capacitar pequenos grupos de empregados por vez. É
uma atividade específica, planejada e estruturada que requer disciplina em
sua execução.
QUAL O OBJETIVO?
Compartilhar conhecimento para a realização de uma atividade específica no próprio posto de trabalho.
COMO É?
TLT se caracteriza por ser um aprendizado essencialmente prático e específico, com foco no repasse de
experiências e no aprimoramento de tarefas do dia a dia. É desenvolvido no próprio posto de trabalho
e envolve pequenos grupos de treinandos para favorecer a eficácia do aprendizado. Tem como base
atividades estruturadas em padrões, normas, manuais, procedimentos e outros documentos da com-
panhia, bem como nos saberes de colegas mais experientes.
COMO FUNCIONA?
Cabe ao gestor imediato do empregado, de acordo com os procedimentos internos e normas pertinen-
tes, definir os casos em que deve ser aplicada a prática de TLT.
COMO FAZER?
Metodologia PAEV (Preparar, Apresentar, Executar e Verificar). O instrutor aplica o plano de trabalho de
TLT e depois tudo é registrado no SIRH.
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22
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAIS OS OBJETIVOS?
Inventariar as atividades realizadas pelo empregado e priorizar o conhecimento a ser compartilhado;
Oferecer ao gestor um instrumento de gestão de equipes, visando melhor distribuição de atividades e
responsabilidades;
Promover a continuidade das atividades no caso de mobilização e transferências.
COMO FAZER?
O empregado preenche o inventário. A partir da identificação das atividades e conhecimentos registra-
dos, realiza-se o detalhamento das principais informações, como as atividades executadas na rotina de
trabalho do empregado, pessoas envolvidas e os respectivos contatos, as atividades complementares
das quais o empregado participa, e as lições aprendidas e identificadas durante a sua trajetória na
Companhia.
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23
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
O QUE É RODÍZIO?
É uma prática direcionada ao aprendizado de atividades específicas relacionadas a
situações práticas de trabalho, sendo realizada no próprio posto de trabalho. Trata
do conhecimento aplicado e é voltada ao compartilhamento de experiências e ao
aprimoramento de tarefas do dia a dia.
Aumento da rede de
Ampliar visão relacionamentos
sistêmica
Favorecer a
Desenvolver integração
competências
Acelerar o
Compartilhar aprendizado
conhecimento
e boas práticas
É uma prática que visa ampliar a visão do gestor ou do empregado sobre o processo no qual
atua. Favorece o aprendizado individual e coletivo e a expansão da visão sistêmica, por meio do
deslocamento temporário do gestor ou do empregado para outras gerências (da mesma área,
diferentes áreas ou empresas do Sistema Petrobras) que tenham interface com suas atividades,
mantendo a sua lotação de origem.
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PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
O Rodízio incentiva o compartilhamento e a aplicação de boas práticas à medida que conhece o tra-
balho de outras gerências. Além disso, favorece o aumento da sinergia entre gerências que possuem
interface e incentiva a contribuição proativa no processo.
QUAL O OBJETIVO?
Intensificar o compartilhamento de boas práticas, o desenvolvimento de competências gerenciais ou
técnicas, a integração, a ampliação da visão sistêmica, principalmente entre processos de interface, o
aumento da rede de relacionamentos e a aprendizagem organizacional.
COMO FUNCIONA?
O Rodízio Gerencial consiste na substituição planejada entre gerentes, provenientes de áreas com alto
grau de relacionamento (cliente ou fornecedora) ou áreas com atividades similares (espelho ou interface).
Já o Rodízio Técnico é o deslocamento temporário do empregado para outras gerências que tenham
interface com suas atividades, mantendo sua lotação de origem.
COMO FAZER?
RODÍZIO GERENCIAL: Após a escolha do gerente substituto, o gerente titular elabora o Plano de Rodí-
zio Gerencial no Sistema de Rodízio Técnico e Gerencial (RTEG).
RODÍZIO TÉCNICO: O empregado participante elaborará um Plano de Rodízio Técnico com o seu geren-
te, que é o Gerente Proponente. O plano é validado pelo Gerente Receptor. O Plano de Rodízio Técnico
deve ser registrado no Sistema de Rodízio Técnico e Gerencial (RTEG).
Rodízio Gerencial
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Petrobras
25
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAIS OS OBJETIVOS?
Identificar, registrar, selecionar, reconhecer e disponibilizar histórias sobre conhecimentos e experiên-
cias profissionais dos empregados que tenham trazido (ou possam trazer) contribuições relevantes
para a Petrobras, de modo a contribuir para o aprendizado organizacional.
COMO FUNCIONA?
Podemos usar a imaginação ao elaborar narrativas, construindo-as de forma criativa, inovadora e atra-
tiva. De forma geral e simplificada, podemos adotar a seguinte estrutura:
Nome da história.
COMO FAZER?
Acesse o Anexo A - Guia para elaboração de narrativa ([Link])
Publique no Workplace: Grupo Minha História ou entre em contato com os Centros de Ciência e Tecno-
logia para publicar no Novo Stream (Sharepoint)
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PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAL O OBJETIVO?
Permitir que o empregado acompanhe um profissional mais experiente na condução de atividades
que envolvam conhecimentos tácitos, de difícil externalização, assim como aspectos comportamen-
tais (habilidades e atitudes – soft skills).
COMO FUNCIONA?
Aprendizagem por Observação consiste no compartilhamento do conhecimento e no supervisiona-
mento do empregado participante com vistas a prepará-lo para assumir novas responsabilidades
com autonomia.
COMO FAZER?
Pode ser realizada fora do posto do trabalho, de acordo com a necessidade, como na participação em
grupos de trabalho, reuniões, seminários, docência, fóruns, entre outros.
27
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAL O OBJETIVO?
Compartilhar lições aprendidas, alertas técnicos ou boas práticas de forma estruturada, de acordo com
os padrões e diretrizes da Companhia, favorecendo o aprendizado organizacional pela explicitação do
conhecimento aplicado.
COMO FUNCIONA?
Comunidades de Práticas (COPs) são grupos de pessoas que compartilham interesses em comum, um
conjunto de problemas, ou dúvidas sobre um tópico, cujos membros aprofundam os seus conhecimen-
tos e especialidades na área por meio da interação contínua de forma estruturada.
COMO FAZER?
As Comunidades de Praticas na Petrobras se organizam no sistema SinapseNow, um ambiente estru-
turado com informações registradas, lições aprendidas, alertas técnicos ou boas práticas observados
no âmbito dos projetos e processos desenvolvidos na Petrobras.
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PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAIS OS OBJETIVOS?
– Ampliar o acesso às informações transmitidas nos eventos de DRHE a um quantitativo maior de pessoas;
– Compartilhar as informações e boas práticas identificadas nos eventos de DRHE;
– Discutir a aplicabilidade dos conhecimentos adquiridos nos Projetos de DRHE no contexto Pe-
trobras.
COMO FUNCIONA?
Antes de viajar para o Projeto de DRHE, o empregado recebe um kit com as orientações para realizar
a disseminação dos conhecimentos adquiridos durante o projeto. Ao retornar do Projeto de DRHE,
o empregado deve elaborar um relatório e realizar um Evento de Disseminação de Conhecimentos.
COMO FAZER?
Converse com o seu gestor e entre em contato com a Universidade Petrobras pelo CCT que atende à
sua área ou com a Equipe de Gestão do Conhecimento (cc-praticasdegc@[Link]).
Para saber mais sobre essa prática, clique aqui e conheça o padrão:
PP-1PBR-00367 - PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS (PDRH) E PROGRA-
MA DE DESENVOLVIMENTO DE RECURSOS HUMANOS NO EXTERIOR (PDRHE)
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29
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAL O OBJETIVO?
Identificar oportunidades de aprendizado nas experiências vividas, relevantes e/ou inovadoras, posi-
tivas ou negativas, e que podem influenciar mudanças de comportamentos e/ou rotinas de trabalho.
COMO FUNCIONA?
A Prática de Gestão do Conhecimento pode ser utilizada por toda a força de trabalho cujas experiências
são registradas como Lições Aprendidas, Boas Práticas e Pontos de Atenção, que permitem a rastrea-
bilidade, o compartilhamento e a aplicação do know-how da Companhia.
COMO FAZER?
Implementar a sistemática de Gerir Conhecimentos em processos e projetos no seu escopo de atuação.
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30
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAL O OBJETIVO?
Explicitar caminhos de desenvolvimento possíveis para os públicos relevantes, uma vez que a trilha
pode envolver diferentes soluções de aprendizagem, tais como cursos, tutorias, rodízios, lições apren-
didas, mentorias etc.
COMO FUNCIONA?
Em parceria com a Área de Negócio, o Centro de Ciência e Tecnologia mapeia os conhecimentos que
devem ser trabalhados e as soluções de aprendizagem/práticas de GC mais adequadas.
COMO FAZER?
O Centro de Ciência e Tecnologia orienta a metodologia, e a Área de Negócios aloca pessoas especiali-
zadas para, em parceria com o CCT, elaborar as trilhas.
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31
PRÁTICAS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO
QUAIS OS OBJETIVOS?
A Certificação de Conhecimentos tem como objetivos:
– Incentivar o autodesenvolvimento;
– Contribuir para a visão de carreira dos empregados;
– Aumentar o nível de prontidão dos empregados;
– Qualificar os requisitos dos processos sucessórios;
– Contribuir para o processo de mobilidade.
COMO FUNCIONA?
A Prática de Gestão do Conhecimento se dá por meio de uma avaliação que verifica os conhecimentos
teóricos e a aplicação nos procedimentos adotados pela empresa. As provas de Certificação de Conhe-
cimentos da Petrobras têm caráter voluntário e são aplicadas em ambiente controlado.
A definição das áreas temáticas para o programa de Certificação de Conhecimento pode se originar de
temas críticos e estratégicos da Companhia, de competências ou para atender questões
legais e regulamentares, e deverão ser propostos pela Alta Administração, gestores de disciplinas e
macroprocessos ou pelos Centros de Ciências e Tecnologias da UP.
SAIBA MAIS
– REDE GC SUB - Gestão de Conhecimento na Área Submarina
– Portal Academia UP SMS
– SBGC – Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento
– APQC – American Productivity and Quality Center Os conteúdos dos
links são de acesso
– Knoco stories exclusivo Petrobras
– Nossa estratégia - Portal Petrobras
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4. REFERÊNCIAS
ALMEIDA E SILVA, M.C. Psicopedagogia: A busca de uma fundamentação teórica. 3 ed. Rio de Janeiro: Paz
& Terra, 2010.
DAVENPORT, T. H.; PRUZAK, L. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu capital
intelectual. Rio de Janeiro, Elsevier, 2003.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz & Terra, 1996.
GONZALEZ, R. V. D.; MARTINS, M. F. O Processo de Gestão do Conhecimento: uma pesquisa teórico-
conceitual. Gestão & Produção, v. 24, p. 248-265, 2017.
INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDIZATION. ISO 30401:2018 -Sistemas de Gestão do
Conhecimento – Requisitos. Genebra: ISO, 2018.
NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. The Knowledge-Creating Company: How Japanese Companies Create the
Dynamics of Innovation. Oxford: Oxford University Press, 1995.
SCARTOZZONI, B. Atenção às próximas narrativas: entenda os efeitos do storytelling sobre o futuro das
organizações e os dois modos em que ele deve ser aplicado pelos líderes. HSM Management, 20 jan. 2022.
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SCHEIN, E. H. Coming to a new awereness of organizational culture. Sloan Management Review. v. 25, n.
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SCHLOCHAUER, C. Lifelong learners: o poder do aprendizado contínuo. Aprenda a aprender e a manter-
se relevante em um mundo repleto de mudanças. São Paulo: Gente, 2021.
SCHLOCHAUER, C. Cultura de Aprendizagem a visão da nōvi. São Paulo: Nōvi, 2022. Disponível em: https://
[Link]/file/d/1H6XtAt0cQcd0aT1sJ8o8_jVoNfiLgrhs/.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO. Modelo de Referência em Gestão do
Conhecimento São Paulo: SBGC, 2013.
SVEIBY, K. E. A nova riqueza das organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1998
TAYLOR, C. Walking the Talk: Building a Culture for Success. London: Random House Business Books, 2015.
VALLE, B. do. Aprendizagem conceitual ou “mão-na massa”? Conectando educação corporativa e gestão
do conhecimento. Impakt Blog. 2017. Disponível em: <[Link]
conceitual-ou-mao-na-massa-conectando-educacao-corporativa-e-gestao-do-conhecimento-2/>.
WIIG, K. M. Knowledge Management: An Introduction and Perspective. Journal of Knowledge Management,
[S. l.], v. 1, n. 1, p. 6-14, 1997. Disponível em: [Link] Acesso em: 5 set. 2020
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