0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações15 páginas

Evolução da Saúde e Segurança no Trabalho

O documento analisa a evolução histórica da saúde e segurança no trabalho (SST) no século XXI, destacando marcos regulatórios, inovações tecnológicas e desafios emergentes. Discute também as tendências futuras, como a digitalização e o impacto do teletrabalho, além de enfatizar a necessidade de modernização das legislações para garantir condições seguras para todos os trabalhadores. A pesquisa é baseada em uma revisão bibliográfica e visa identificar as transformações nas condições de trabalho e os principais riscos associados.

Enviado por

francisco
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
6 visualizações15 páginas

Evolução da Saúde e Segurança no Trabalho

O documento analisa a evolução histórica da saúde e segurança no trabalho (SST) no século XXI, destacando marcos regulatórios, inovações tecnológicas e desafios emergentes. Discute também as tendências futuras, como a digitalização e o impacto do teletrabalho, além de enfatizar a necessidade de modernização das legislações para garantir condições seguras para todos os trabalhadores. A pesquisa é baseada em uma revisão bibliográfica e visa identificar as transformações nas condições de trabalho e os principais riscos associados.

Enviado por

francisco
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ISFIC

Instituto Superior de Formação, Investigação e Ciência

Trabalho em Grupo
Tema:
Evolução Histórica da Saúde e Segurança no Trabalho no Século XXI e Perspectivas
Futuras

Discentes:
Aissa Omar
Aldair Gimo
Cristencia Bento
[Link]
Geremias Rogério
Herminia sara
Joaquina Gomes
Maura Abel
Marciana chimanze
Maria judite

Docente:

________________________

Maputo aos 19.03.2024


ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO......................................................................................................3

1.1. OBJECIVOS...........................................................................................................4

1.2. Objectivo Geral............................................................................................... 4

1.3. Objecitvos Específicos.....................................................................................4

2. DESENVOLVIMENTO.........................................................................................6

2.1. Breve história da segurança e saúde no trabalho no mundo........................6

2.2. Principais Riscos e Desafios na Saúde e Segurança no Trabalho................8

2.3. Tendências mundiais em segurança e saúde: o panorama atual................9

2.4. As tendências futuras em Saúde e Segurança no Trabalho (SST).............10

2.5. Tendencias Futuras, Tecnologia na segurança do trabalho.......................11

3. CONCLUSÃO...................................................................................................... 13

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................14
1. INTRODUÇÃO
A palavra "trabalho" surgiu a partir do vocábulo latino tripalius ou tripalium,
denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (paliu). Desde a
Antiguidade até a Idade Média, o trabalho sempre esteve associado a um sentido
negativo, de castigo e sofrimento. Mas, após o Renascimento, essa noção negativa foi
gradualmente substituída por uma visão positiva, que valorizava o trabalho como
manifestação da cultura e como elemento essencial para o progresso da sociedade
(Assis, 2021).

Embora o trabalho tenha sempre ocupado uma posição de destaque na vida das pessoas,
consumindo grande parte do seu tempo, a existência de doenças associadas ao trabalho
também sempre acompanhou a humanidade. No entanto, a preocupação governamental
com normas e regras de proteção ao trabalhador é relativamente recente (Almeida &
Lima, 2018; Assis, 2021).

No século XXI, a saúde e segurança no trabalho (SST) tornou-se um tema central nas
relações laborais, impulsionado pelo avanço tecnológico, globalização e novas formas
de organização do trabalho. O reconhecimento da SST como um direito fundamental do
trabalhador tem levado à implementação de normas mais rigorosas promovidas por
organizações como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização
Mundial da Saúde (OMS).

Este estudo analisa a evolução histórica da SST no século XXI, destacando os principais
marcos regulatórios, inovações tecnológicas e desafios emergentes. Também discute
tendências futuras, incluindo a digitalização, inteligência artificial.
1.1. OBJECIVOS

Segundo Fachin (2001, p. 111), o objetivo “é um fim que o trabalho se propõe atingir.
[...] é uma ação proposta para responder a questão que representa o problema”.

1.2. Objectivo Geral

Analisar a evolução da Saúde e Segurança no Trabalho no século XXI e identificar as


tendências futuras

1.3. Objecitvos Específicos

De acordo com Lakatos & Marconi (1992), os objetivos específicos apresentam um


caráter mais concreto. A sua função é intermediária e instrumental porque auxilia no
alcance do objetivo geral e, ainda, permite aplicá-lo em situações particulares. Para
Cervo & Bervian (2002, p. 83), nesta senda constituem objectivos específicos os
seguintes:

 Examinar os principais marcos históricos da Sistema Sesguranca no Trabalho


(SST) no século XXI.
 Analisar as transformações nas condições de trabalho e os desafios emergentes,
como teletrabalho.

1.4. METODOLOGIA

Segundo Lakatos e Marconi (2001, p.43), “a pesquisa pode ser considerada um


procedimento formal, com método de pensamento reflexivo que requer tratamento
científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou descobrir verdades
parciais”. Diante de tal afirmativa

O trabalho essencialmente resultado de pesquisas bibliográficas, com efeito, para que se


efectivasse procedeu-se a definição dos objectivos gerais e específicos. Seguidamente
para o alcance dos objectivos nele preconizados identificamos, selecionamos e
recolhemos todas informações que julgamos ser úteis para aquilo que se pretende
alcançar com o mesmo, após o processo de identificação, recolha, selecção e análise
procedeu-se a definição e construção da estrutura do trabalho que culminou com a
seleção de conceitos chave e redação adversão final do trabalho.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1. Breve história da segurança e saúde no trabalho no mundo

É difícil dizer o momento exato na história no qual se iniciou a preocupação das pessoas
com os acidentes e doenças relacionadas ao trabalho humano. Segundo Gochfeld
(2005), a história das doenças profissionais remonta à antiguidade, sendo que
quaisquer avanços na compreensão do trabalho e da doença foram paralelos aos
avanços da compreensão humana sobre seu próprio mundo físico. De forma
complementar, Mendonça et al. (2018) consideram que a evolução e mudanças do
modo de produção e dos tipos de organização sempre estiveram atrelados ao
desenvolvimento e as exigências de modificações nas formas do trabalho.

A despeito das críticas sobre a construção eurocêntrica e pelo pensar a história com base
apenas em tempos cronológicos, neste trabalho optou-se por adotar o calendário
histórico cristão, apenas com uma ferramenta para organizar os fatos que a literatura
menciona como fundamentais para compreender a evolução dos conceitos de segurança
e saúde no trabalho.

IDADE ANTIGA (4000 a.C. a 476) Os papiros egípcios são, provavelmente, os


documentos mais antigos com importância reconhecida para se tratar da história
segurança e saúde no trabalho (Gochfeld, 2005; Hughes, 1988; Timbó; Eufrásio, 2009;
Zawilla, 2016).

De acordo com a Bíblia (1990), em Deuteronômio (22, 8), remete-se a necessidade de


se pensar nas condições de segurança na moradia, trabalho, transporte e ambientes, de
forma que o bem particular de uma pessoa não poderia prejudicar o bem comum. e sim
beneficiar a todos. Já em Deuteronômio (24, 14,15), chama-se a atenção ao fato de que
o salário pago aos trabalhadores era injusto, porque por meio da exploração da força de
trabalho, o patrão tinha sempre os maiores lucros e o assalariado ficava sempre mais
empobrecido. Neste sentido, reter o salário ou pagar uma quantia não permitiria uma
vida digna, que só seria alcançada quando houvesse uma distribuição equitativa da
renda.

Papiros O papiro de Sallier II, nome dado em função do colecionador francês François Sallier (1760-
1830), foi traduzido pelo egiptólogo Jean François Champollion, é datado da época do Antigo Reino
Egípcio, que foi a área da construção das grandes pirâmides.
IDADE MÉDIA (476 a 1453) OU ERA MEDIEVAL Com a decadência do império
romano, ao longo dos séculos II e III d. C., tem-se pouca evidência de atenção á saúde
ou doença ocupacional. Em 476, quando houve a queda do regime romano no Ocidente,
com o estabelecimento de novas formas políticas, econômicas e sociais, inaugura-se a
Idade Média. Neste período singular da nossa história, uma mistura da cultura dos
árabes, com a herança greco-romana e os ensinamentos da religião cristã, colocou a
região da Europa num período de intensa transformação, com forte influência da Igreja,
que perdurou até por volta do início do século XIII (anos 1200), sendo conhecida
com a Idade das Trevas (Gochfeld, 2005; Rosen, 1994).

IDADE MODERNA (1453 a 1789) Ocorre enfim a tomada de Constantinopla pelo


Império Turco Otomano, evento que marcou o fim da Idade Média (476 – 1453), com o
início da Idade Moderna, marcada pela intensa exploração ultramarítima dos europeus.
Esse período da nossa história caracterizou-se pelo desenvolvimento do capitalismo e,
talvez isso seja um dos motivos pelos quais entre os séculos XV e XVI voltam a existir
novas contribuições para a segurança e a saúde no trabalho.

Em 1472-1473, Ulrich Ellenbog (1440–1499), um médico alemão, escreveu sobre a


doença do ourives, em uma pequena brochura de oito páginas (Von den gifftigen besen
Tempffen vnd Reuchen), que pode ser traduzida com “Sobre os fumos e fumaça
venenosos e perversos”, impressa somente em 1523 ou 1524, obra considerada como
um dos primeiros trabalhos sobre a tratados de medicina ocupacional. Ele descreveu o
envenenamento provocado pelos vapores de carvão, ácido nítrico, mercúrio e chumbo,
recomendando formas de mitigá-lo, como deixar abertas as janelas dos locais de
trabalho e usar pedaços de pano para cobrir o nariz e a boca (Abrams, 2001; Gochfeld,
2005; Rosen, 1994; Timbó; Eufrásio, 2009).

Outro trabalho foi a publicação em 1556, do compêndio “De Re Metallica” (Sobre a


natureza dos metais ou “dos minerais”), dividido em 12 livros, de Georgius Agrícola ou
George Bauer (1494-1555), que continha os problemas de saúde (das articulações, dos
pulmões, dos olhos e as fatais) dos trabalhadores de minas e fundições de ouro e prata,
com destaque para a chamada “asma dos mineiros”, hoje conhecida como silicose,
uma das doenças ocupacionais mais antigas (Assis, 2021; Gochfeld, 2005; Lot Júnior,
2002; Rosen, 1994). No livro XII (Twelve Books on Mining and Smelting),
2.2. Principais Riscos e Desafios na Saúde e Segurança no
Trabalho

Os acidentes de trabalho e as doenças ocupacionais continuam a ser um problema


significativo em todo o mundo, afetando milhões de trabalhadores e gerando elevados
custos económicos e sociais. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT),
estima-se que, anualmente, mais de 2,78 milhões de trabalhadores morrem devido a
acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho, enquanto cerca de 374 milhões
sofrem lesões não fatais (OIT, 2023). Estas ocorrências resultam não apenas em perdas
de vidas humanas, mas também em impactos financeiros substanciais para as empresas
e para a economia global.

No século XXI, novos riscos ocupacionais têm surgido, exigindo uma adaptação das
políticas de saúde e segurança no trabalho (SST). O teletrabalho, por exemplo,
aumentou exponencialmente após a pandemia da COVID-19, trazendo desafios
ergonômicos, como posturas inadequadas e aumento da carga horária, além de impactos
na saúde mental dos trabalhadores (Eurofound, 2022). O burnout, reconhecido pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma síndrome ocupacional, tornou-se uma
das principais preocupações na SST, levando a uma necessidade crescente de políticas
de bem-estar no ambiente de trabalho (OMS, 2019).

Além dos riscos psicológicos, a exposição a substâncias químicas e a novos agentes


biológicos continua a ser uma preocupação, especialmente em setores como a indústria
química e a saúde. A automação e a robótica têm desempenhado um papel crucial na
redução de acidentes, eliminando a necessidade de os trabalhadores realizarem tarefas
perigosas. No entanto, estas tecnologias também apresentam desafios, como a
necessidade de requalificação profissional e o aumento da vigilância dos trabalhadores
por meio da inteligência artificial (IA) (Schwab, 2021).

A precarização do trabalho e o crescimento da economia digital também trouxeram


novos desafios para a SST. O trabalho informal e as plataformas digitais muitas vezes
operam sem regulamentação adequada, deixando os trabalhadores sem proteção contra
acidentes e doenças ocupacionais (ILO, 2023). Este cenário exige uma modernização
das legislações laborais para garantir que todos os trabalhadores, independentemente do
modelo de contratação, tenham acesso a condições seguras e dignas de trabalho.
Diante deste panorama, torna-se essencial que governos, empregadores e organizações
sindicais trabalhem em conjunto para desenvolver estratégias eficazes de SST,
considerando tanto os avanços tecnológicos quanto as transformações nas relações de
trabalho.

2.3. Tendências mundiais em matéria de segurança e


saúde: o panorama atual

Os acidentes de trabalho e as doenças profissionais afetam significativamente os


trabalhadores e as suas famílias, não só a nível económico, mas também a nível do seu
bem-estar físico e emocional, no curto e no longo prazo. Além disso, podem ter grandes
repercussões sobre as empresas, afetando a sua produtividade, desencadeando
potenciais perturbações nos processos de produção, prejudicando a sua competitividade
e reputação nas cadeias de abastecimento e, de um modo mais generalizado, afetando a
economia e sociedade.

Os últimos dados e estimativas apontam para um problema grave. A nível mundial,


estima-se que morrem 1000 pessoas todos os dias devido a acidentes de trabalho e 6500
devido a doenças profissionais. Os dados agregados indicam um aumento geral do
número de mortes relacionadas com o trabalho: com 2,33 milhões de mortes registadas
em 2014 e 2,78 milhões de mortes em 2023 (Hämäläinen et al., 2014).

As estimativas indicam que as doenças cardiovasculares (31 por cento), os cancros


relacionados com o trabalho (26 por cento) e as doenças respiratórias (17 por cento)
representam quase três quartos de todas as mortes relacionadas com o trabalho. As
doenças são a causa da maioria das mortes ligadas ao trabalho (2,4 milhões de mortes
ou 86,3 por cento), em comparação com os acidentes de trabalho mortais (que
constituem os restantes 13,7 por cento). No seu conjunto, representam 5 a 7 por cento
das mortes em todo o mundo (Christopher e Murray, 2016; OIT, 2006; Murray e Lopez,
1996).
Fonte Murray e Lopez, (1996)

As mais recentes estimativas da OMS indicam que, se forem contabilizadas as mortes e


as incapacidades, a incidência de doenças profissionais afeta 2,7 por cento da população
mundial (OMS, 2018). Os dados mais atuais indicam que os fatores ergonómicos, os
fatores de risco de lesão, as partículas em suspensão, gases, fumos e ruído são as
principais causas da incidência de doenças profissionais em todo o mundo (Driscoll,
2018). Existem também evidências de que as causas relativas dos diversos fatores de
risco profissional estão a mudar. Das 18 exposições medidas no Inquérito sobre a Carga
Mundial de Doença de 2016, apenas a exposição ao amianto reduziu entre 1990 e 2016,
tendo todas as outras exposições aumentado (em quase 7 por cento) (Gakidou et al.,
2017).

De acordo com estimativas recentes publicadas pela Organização Internacional do


Trabalho (OIT), todos os anos, 2,78 milhões de trabalhadores morrem devido a
acidentes de trabalho e doenças profissionais (2,4 milhões dos quais devido a doenças) e
374 milhões de trabalhadores são vítimas de acidentes de trabalho não fatais. Estima-se
que os dias de trabalho perdidos, a nível global, representam quase 4 por cento do PIB
mundial, atingindo os 6 por cento, ou mais, em alguns países (Hämäläinen et al., 2017;
Takala et al., 2014).

2.4. As tendências futuras em Saúde e Segurança no Trabalho (SST)

A partir de 2030 apontam para uma transformação profunda nas práticas de segurança e
prevenção de riscos. Um dos principais aspectos será a automação avançada e o uso de
robótica na prevenção de acidentes e na realização de tarefas de alto risco. Tecnologias
como robôs colaborativos, sistemas autônomos e inteligência artificial deverão
desempenhar um papel central na minimização de perigos no ambiente de trabalho,
substituindo funções humanas em atividades perigosas ou repetitivas. Além disso,
haverá um aumento no foco na saúde mental e no bem-estar integral dos trabalhadores.

O reconhecimento de que o equilíbrio psicológico e emocional é tão importante quanto


a saúde física será refletido em práticas e políticas de SST. Espera-se que programas de
apoio à saúde mental, como a redução do estresse e a promoção de ambientes de
trabalho positivos, se tornem uma prioridade nas organizações. Outra tendência
importante será a adaptação das práticas de SST a ambientes virtuais e realidades
imersivas. A utilização de tecnologias como realidade aumentada e virtual, que já são
aplicadas em treinamentos e simulações, deve crescer, proporcionando experiências
mais eficazes de prevenção e conscientização sobre riscos, especialmente em situações
de emergência.

Além disso, a adaptação às mudanças climáticas e aos riscos emergentes será um


desafio crescente para as políticas de SST. O aumento de desastres naturais, como
inundações e ondas de calor, exigirá que as empresas adotem estratégias para proteger
seus trabalhadores de novos tipos de riscos relacionados ao clima, como doenças
relacionadas ao calor e à poluição. Essas transformações exigem que as políticas de SST
evoluam de forma dinâmica, antecipando os desafios e integrando as inovações
tecnológicas para garantir ambientes de trabalho seguros e saudáveis no futuro.

2.5. Tendencias Futuras, Tecnologia na segurança do trabalho

A transformação digital no setor laboral tem sido impulsionada por inovações como a
Internet das Coisas (IoT), análise de dados em tempo real e softwares de gestão de
riscos. Sensores e sistemas conectados permitem monitorizar continuamente as
condições do ambiente de trabalho, alertando para potenciais perigos antes que ocorram
acidentes. Por exemplo, empresas utilizam sistemas que analisam temperatura, umidade
e qualidade do ar em tempo real, garantindo condições seguras para os trabalhadores
(Takala et al., 2014).

Além disso, plataformas digitais facilitam a comunicação entre trabalhadores e gestores


de SST, permitindo a notificação rápida de incidentes e melhorando a resposta a
emergências. A automação também reduz a exposição dos trabalhadores a tarefas
perigosas, minimizando acidentes em setores como construção civil e indústria pesada
(ILO, 2023).
Explicadas algumas das vantagens do auxílio da tecnologia na sua rotina, é hora de nos
aprofundarmos ainda mais nas tendências tecnológicas para a segurança do trabalho.
São elas:

 Internet das Coisas

A Internet das Coisas refere-se à capacidade de diferentes tipos de objetos se


conectarem à internet, como automóveis e os eletrodomésticos de sua casa, por
exemplo.

Na segurança do trabalho, essa tecnologia pode facilitar o dia a dia com sistemas de
monitoramento de risco, além da geração de relatórios e documentos de alta
confiabilidade.

 Robôs e drones

Essas máquinas são capazes de substituir colaboradores em atividades de risco elevado


porque possuem a tecnologia conhecida como automação industrial. Exemplos desse
recurso são os robôs usados na inspeção de locais com vazamentos de substâncias
tóxicas e os drones que auxiliam na verificação de lugares altos e/ou de difícil acesso,
poupando trabalhadores de riscos desnecessários.

 Realidade Virtual

O uso dessa inovação na segurança do trabalho está na possibilidade de realizar cursos e


treinamentos, permitindo ao colaborador vivenciar situações que exigiriam
conhecimentos práticos.

 Digital Twin

O Gêmeo Digital torna possível a criação de uma réplica digital idêntica para as áreas
de produção, reproduzindo processos operacionais e identificando possíveis riscos.

 Beacon

Muito utilizado no comércio, no varejo e no setor produtivo, o Beacon, ou “farol”,


funciona como uma tecnologia de localização, assemelhando-se ao GPS. Na segurança
do trabalho, ele torna-se útil para o aprimoramento de resultados, facilitando que
colaboradores sejam encontrados após um acidente de trabalho, por exemplo.
É importante destacar também que o MEI que possui empregado está dispensado do
Programa de Gerenciamento de Riscos, conforme estabelece o item 1.8.1 da Norma
Regulamentadora n° 1.

Contudo, se os perigos identificados em suas atividades podem gerar riscos


ocupacionais, estes devem ser avaliados e controlados adequadamente, conforme as
demais disposições previstas nas Normas Regulamentadoras. Esse ponto é de extrema
importância na indústria da construção e na indústria do mobiliário.

3. CONCLUSÃO

A evolução da Saúde e Segurança no Trabalho ao longo do século XXI reflete uma


transformação significativa no modo como as organizações e governos abordam a
proteção dos trabalhadores. Desde os primeiros regulamentos modernos até a era da
digitalização e inteligência artificial, a SST passou por avanços notáveis, impulsionados
pela necessidade de adaptação a novos desafios laborais e avanços tecnológicos.

A implementação de normas mais rigorosas e o uso de tecnologias como sensores


inteligentes, automação e robótica têm reduzido significativamente o número de
acidentes laborais. No entanto, novos desafios surgem, como os impactos do
teletrabalho na saúde mental e a crescente precarização das relações de trabalho. A
proteção da saúde mental dos trabalhadores tornou-se uma prioridade, com o burnout
sendo reconhecido como uma síndrome ocupacional pela OMS.

As tendências futuras apontam para uma integração ainda maior de tecnologia na


prevenção de riscos ocupacionais. O uso de realidade virtual para treinamento, a
automaDiante desse cenário, é fundamental que governos, empresas e trabalhadores
colaborem para garantir condições de trabalho seguras e saudáveis.

A regulamentação precisa acompanhar as inovações tecnológicas e as mudanças no


mercado de trabalho, garantindo proteção efetiva a todos os trabalhadores. Somente
com uma abordagem proativa e integrada será possível construir um ambiente laboral
mais seguro, produtivo e justo para as futuras gerações.ção de tarefas perigosas e a
análise de dados para prever acidentes serão elementos cruciais. Além disso, a
sustentabilidade e a adaptação às mudanças climáticas devem moldar as próximas
décadas da SST.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Abrams, H. K. (2001). A Short History of Occupational Health. Journal of


Public Health Policy, 22(1), 34-49.
 Almeida, M. & Lima, R. (2018). Segurança e Saúde Ocupacional: Evolução e
Perspectivas Futuras. Editora Acadêmica.
 Assis, J. R. (2021). História do Trabalho e Saúde Ocupacional: Da Antiguidade
ao Século XXI. São Paulo: Editora Trabalho e Sociedade.
 Cervo, A. L., & Bervian, P. A. (2002). Metodologia Científica. São Paulo:
Pearson Education.
 Fachin, O. (2001). Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Atlas.
 Gakidou, E., et al. (2017). Trends in Occupational Exposures and Their Impact
on Public Health. The Lancet Public Health, 2(3), 56-71.
 Gochfeld, M. (2005). Chronologic History of Occupational Medicine. Journal of
Occupational and Environmental Medicine, 47(2), 96-114.
 Hämäläinen, P., Takala, J., & Saarela, K. L. (2014). Global Estimates of Fatal
Work-Related Diseases and Injuries. Scandinavian Journal of Work,
Environment & Health, 40(2), 137-143.
 International Labour Organization (ILO). (2023). World Employment and Social
Outlook 2023. Geneva: ILO Publications.
 Lakatos, E. M., & Marconi, M. A. (2001). Fundamentos da Metodologia
Científica. São Paulo: Atlas.
 Lot Júnior, W. (2002). Doenças Ocupacionais e a Evolução das Normas de
Segurança no Trabalho. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 27(1), 45-60.

Você também pode gostar