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Controlo de Produção e Gestão Eficiente

O documento aborda o processo de controlo nas operações de gestão, enfatizando a comparação entre desempenho atual e padrões definidos para implementar medidas corretivas. Destaca a importância do controlo para prevenir problemas e apresenta diferentes tipos e fases do processo de controlo, incluindo definição de padrões, avaliação de desempenho e ações corretivas. Também menciona técnicas de controlo, como o Diagrama de Pareto, que ilustra a distribuição desigual de causas de problemas.
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Controlo de Produção e Gestão Eficiente

O documento aborda o processo de controlo nas operações de gestão, enfatizando a comparação entre desempenho atual e padrões definidos para implementar medidas corretivas. Destaca a importância do controlo para prevenir problemas e apresenta diferentes tipos e fases do processo de controlo, incluindo definição de padrões, avaliação de desempenho e ações corretivas. Também menciona técnicas de controlo, como o Diagrama de Pareto, que ilustra a distribuição desigual de causas de problemas.
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Gestão das Operações

Licenciatura em Gestão de Empresas


2º ano – 2013/14

Planeamento e
Controlo de
Produção
© PEDRO CRAVO 2014
2. Controlo

 Controlo é o processo de comparação entre o


desempenho atual e os padrões previamente definidos
com vista à execução das medidas corretivas
eventualmente necessárias.

 Todas as atividades que o gestor desenvolve para tentar


assegurar que os resultados obtidos se adequem aos
resultados previstos.
Necessidade do controlo

 A finalidade do controlo é mais evitar que as coisas


corram mal do que corrigi-las a posteriori.

 Sintomas da necessidade de mais ou melhores sistemas


de controlo:

 Redução da produtividade; aumento do


absentismo/rotação do pessoal; aumento das
reclamações; diminuição da qualidade; aumento dos
custos; aumento dos acidentes de trabalho, etc.
Controlar

 Implementação de métodos para fornecer respostas a


quatro questões:

 Quais os resultados planeados esperados?

 Por que meios podem ser os resultados atuais comparados


com os resultados planeados?

 Qual a ação corretiva adequada e quem tem autorização


para a empreender?

 Como adequar o resultado futuro ao planeado?


Tipos de controlo

 Controlo preliminar – prevenção de desvios, em


quantidade e qualidade, dos recursos utilizados (recursos
humanos, materiais, financeiros e imobilizado);

 Controlo de acompanhamento – acompanha as ações em


curso para garantir a prossecução dos objetivos;

 Controlo retroativo – incide sobre os resultados finais (análise


financeira, análise custo-padrão, controlo de qualidade e
avaliação de desempenho).
Fases do processo de controlo

 Definição de padrões

 Avaliação do desempenho

 Ações corretivas
Definição de padrões

 Padrões (ou standards) são níveis de qualidade ou quantidade


preestabelecidos como orientação do desempenho.

 Padrões mais frequentes:

 De tempo – realizar uma tarefa em “X” minutos;

 De produtividade – produzir “X” peças por hora;

 De custo – concluir um projeto com um custo abaixo do orçamentado;

 De qualidade – não ter reclamações;

 De comportamento – chegar sempre a horas.


Avaliação do desempenho

 Consiste na comparação dos padrões com as realizações,


calculando os desvios e verificando se os níveis de
tolerância foram ou não ultrapassados.

 A avaliação deve ser feita o mais rapidamente possível, por


forma a evitar aumentos de custos.

 A avaliação é mais fácil nos níveis mais baixos, mas torna-se


mais difícil em tarefas de nível superior (direção).
Ações corretivas

 Detetando-se desvios superiores ao nível de tolerância,


importa aplicar ações corretivas.

 Imediatas - para a corrigir os sintomas do problema;

 Permanentes – para corrigir as causas do problema.

 Se os desvios forem significativos, as ações corretivas a


aplicar poderão passar pela alteração do plano.
Técnicas de controlo

 Controlo orçamental  Diagrama de Ishikawa

 Controlo de qualidade  Work Breakdown Structure

 Controlo de stocks  Gráficos de Gantt

 Diagrama de Pareto  Redes PERT e CPM


Diagrama de Pareto

 No fim do século XIX, o economista Vilfredo Pareto


observou que havia uma distribuição desigual de
riqueza e poder na população total. Ele calculou
matematicamente que 80% da riqueza estava em
mãos de 20% da população.

 No início do século XX, o engenheiro Joseph Juran


comprovou que poucas causas levam à maioria
das perdas, ou seja, “poucas são vitais, a maioria
é trivial.”
Diagrama de Pareto

Frequência Frequência 100%

% DE DEFEITOS
Defeito relativa acumulada
80%
A 0,35 0,35
B 0,25 0,6 60%
C 0,15 0,75 40%
D 0,1 0,85
20%
E 0,1 0,95
F 0,05 1 0%
A B C D E F
Total 1
Tipo de defeito
Exercício Pareto

 Uma pesquisa sobre satisfação do cliente com uma amostra de 210


indivíduos que tiveram alta de um grande hospital urbano durante o
mês de Junho levou à seguinte listagem de 384 reclamações:
Motivo de reclamação número
Aborrecimento com outros pacientes/visitantes 13
Atrasos para exames 34
Barulho 28
Falta de atendimento à campainha 71
Respostas inadequadas às perguntas 38
Serviço de alimentação precário 117
Tratamento ríspido por parte do corpo de funcionários 62
Outros 21
Total 384

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