ARTE-TERAPIA, MUSICALIZAÇÃO E
CONTAÇÃO DE HISTÓRIA NA
PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIA
Prof. Dra. Leila Pryjma
@[Link]
• De acordo com Rotta (2006) o bebê cresce, suas conexões
neurais se ampliam e a cada nova experiência sua
imaginação aumenta com o desenvolvimento cerebral.
Porém, um cérebro com estrutura normal, com condições
funcionais e neuroquímicas corretas não significa garantia
de aprendizado normal. A funcionalidade do sistema é
fundamental e é por esse motivo que os estímulos são
fundamentais para as crianças pequenas. Elas estão em
constante formação, sinapses formadas são conhecimentos
adquiridos e guardados para a vida.
CONTAÇÃO DE
MUSICALIZAÇÃO
HISTÓRIAS
ARTETERAPIA
PLASTICIDADE NEURONAL E PLASTICIDADE
CEREBRAL
• plasticidade neuronal refere-se mais
especificamente a alterações celulares,
envolvendo os neurônios.
• plasticidade cerebral indica reorganizações de
funções e estruturas cerebrais, localizados,
portanto, no maior órgão do sistema nervoso, o
cérebro.
• “Podemos mudar quem somos, através do que vemos, ouvimos,
falamos e fazemos. O importante é treinar as atividades certas do
nosso cérebro. Esse processo de aprendizagem é inerente não só à
infância, mas também a idade adulta e mesmo ao envelhecimento.”
Andreasen, 2003.
• A plasticidade também é importante na definição ou
redefinição de comportamentos.
• Cada indivíduo tem um padrão característico de
comportamento que reflete sua história pessoal de reforço,
e, um sistema nervoso único resultante de sua história de
interação com o ambiente externo.
• Portanto, caracterizando uma individualidade neural e
comportamental. Esta individualidade contribui para
compreendermos respostas distintas aos mesmos estímulos
como, por exemplo, nos exercícios de reabilitação ou em
atividades desenvolvidas em salas de aula.
• Há grande vinculação entre
cognição, afetividade, emoções e
motricidade. O sistema límbico,
parte do cérebro cujas conexões
sinápticas iniciam nossas
emoções participa do processo
de aprendizagem do ser
humano, inclusive na escola
(Lima, 2009). Considera-se que o
novo aprendizado envolva a
formação de nova memória que
por sua vez depende de áreas
cerebrais (como o hipocampo)
ligados ao sistema límbico, ou
seja, modulado pela emoção.
• A partir deste conhecimento deve-se ter em mente que toda ação de
ensino deve considerar as emoções tanto de quem ensina quanto de
quem aprende pois sua interação serão constitutivas nos processos
cerebrais envolvidos na aprendizagem (Relvas, 2012; Lima, 2009)
• A música, assim como outras manifestações culturais e
artísticas, é capaz de despertar sentimentos e reviver
lembranças. É um universo de significados, representações e
percepções distintas, tornando possível afirmar que cada
pessoa a perceberá de um modo diferente. Esse tipo de arte
aciona diversas áreas do cérebro humano, podendo ainda
induzir atos, pensamentos e emoções, como ocorre com a
música religiosa, romântica ou com uma mais agitada.
• Acredito, assim como Maia e Thompson (2011) que quando temos a
consciência do processo de formação, desenvolvimento e
amadurecimento cerebral, o que os autores denominam
metacognição, temos recursos valiosos na reabilitação cognitiva e
nas adaptações pedagógicas para TODOS os estudantes.
• Mas como a música é recebida pelo cérebro? Quais áreas são afetadas e
que reações ela provoca no organismo humano?
Após o som ser transmitido por moléculas através do ar, ele chega ao
tímpano, que se agita para dentro ou para fora, conforme a amplitude
e volume do som que recebe, e também da altura desse som, isto é, se
ele é grave ou agudo. Entretanto, nesse estágio, o cérebro recebe
apenas uma informação incompleta, sem distinção do que o barulho
realmente representa - se ele é de vozes, do vento, de máquinas etc. O
resultado final, decodificado pelo cérebro, representa uma imagem
mental do mundo físico, que é gerado a partir de uma longa cadeia de
eventos mentais.
• Mas como a música é recebida pelo cérebro? Quais áreas são afetadas e
que reações ela provoca no organismo humano?
O primeiro processo dessa cadeia, pode-se dizer que é a "extração de
características", quando o cérebro apenas percebe as características
básicas da música, por meio das redes neurais especializadas. Nessa
fase, o som é decomposto em elementos básicos como altura, timbre,
localização no espaço, intensidade, entre outros. Isso ocorre nas partes
periféricas do cérebro. O segundo passo ocorre nas partes superiores
cerebrais, quando é preciso integrar essas informações básicas
adquiridas, de forma a obter uma percepção completa.
• Mas como a música é recebida pelo cérebro? Quais áreas são afetadas e
que reações ela provoca no organismo humano?
Daniel Levitin, neurocientista e músico, no artigo "A ilusão musical", explica
que o cérebro enfrenta três dificuldades nas fases mencionadas acima, nas
quais deverá provocar alguma reação no indivíduo: "primeiro, a informação
que chega aos receptores sensoriais é indiferenciada em termos de
localização, fonte e identidade. Segundo, a informação sonora é ambígua:
diferentes sons podem gerar padrões de ativação similares ou idênticos ao
atingirem o tímpano. Terceiro, a informação sonora é incompleta". Logo, uma
das funções dessas etapas é fazer uma espécie de cálculo estimado do que
está acontecendo realmente no mundo, o que permite afirmar que a
percepção auditiva é um processo de inferência.
• Mas como a música é recebida pelo cérebro? Quais áreas são afetadas e
que reações ela provoca no organismo humano?
Pode-se afirmar que a atividade musical envolve quase todas as regiões do
cérebro e os subsistemas neurais. Quando uma música emociona, são
ativadas estruturas que estão nas regiões instintivas do verme cerebelar
(estrutura do cerebelo que modula a produção e liberação pelo tronco
cerebral dos neurotransmissores dopamina e noradrenalina), e da amídala
(principal área do processamento emocional no córtex) . Na leitura musical, o
córtex visual é a área utilizada. O ato de acompanhar uma música é capaz de
ativar o hipocampo (responsável pelas memórias) e o córtex frontal inferior.
Já para a execução de músicas, são acionados os lobos frontais - o córtex
motor e sensorial.
• Assim, podemos dizer que o cérebro busca sentido durante o aprendizado,
ou seja, a cada novo desafio interpretado como estímulo neural, procura-se
associar com a vida cotidiana, as experiências pregressas e atuais, e, assim
registrá-lo de forma que possa ser recuperado quando necessário. Toda vez
que compreendemos claramente o porquê da informação e facilmente
identificamos onde pode ser utilizada temos maior chance de memorizá-la e
torná-la parte efetiva da rede neural que se reflete em nossas funções
cognitivas.
• O aumento do raciocínio humano provocado pela música foi
chamado de “Efeito Mozart” , descoberto em 1993 por Rauscher
em um estudo onde foram analisados estudantes universitários
expostos á Sonata de Mozart por 10 minutos. Esse experimento
foi comprovado em ratos, quando expostos à sonata na vida
uterina ou quando recém nascidos, obtinham maior desempenho
ao se orientarem no labirinto em T, diferentemente dos que não
eram expostos.
AS FUNÇÕES EXECUTIVAS E SUA IMPORTÂNCIA
➔ Conjunto de habilidades e capacidades que nos
permitem executar as ações necessárias para atingir
um objetivo.
➔ Metas, o planejamento de comportamentos,
execução de comportamentos, monitoramento de
desempenho.
➔ Respeito às normas sociais, padrão comportamental
apropriado.
AS FUNÇÕES EXECUTIVAS
➔Possibilitam nossa interação com o mundo
➔Organizam nosso pensamento levando em conta
as experiências e conhecimentos armazenados
em nossa memória, assim como nossas
expectativas em relação ao futuro
➔São essenciais para garantir o sucesso na escola,
no trabalho e na vida cotidiana
AS FUNÇÕES EXECUTIVAS
➔Atuam como uma interface entre os indivíduos e o ambiente com o
qual interagem.
➔A música, a arte e a contação de histórias influenciam
intensamente as modificações que o sistema nervoso está passando,
visto que um ambiente estruturado é essencial para o
desenvolvimento das funções executivas.
• As crianças e os adolescentes observavam os pais e demais membros
da comunidade e tinham oportunidade de ouvir suas histórias,
aprender suas artes e compartilhar seus folclores, dessa forma
internalizando as normas do seu grupo cultural que eram respeitadas a
partir dos valores apresentados.
• A capacidade de pensar, resolver problemas e autorregular-se
acontecia de acordo com as regras e necessidades daquela
sociedade de forma progressiva e natural.
• Nos dias que correm os adultos não estão mais
tão próximos.
• Os pais costumam trabalhar fora e o tempo de
convivência reduziu-se drasticamente.
• Boa parte do tempo, crianças e adolescentes
passam na frente da televisão ou dispositivos
tecnológicos, cujo conteúdo é raramente
discutido de forma crítica com a ajuda de um
adulto amadurecido.
• Nas famílias de classe média e alta há ainda
computadores, videogames, celulares e outros
aparelhos disponíveis que consomem a porção de
tempo fora da escola, muitas vezes até o tempo
das refeições.
Então:
O estabelecimento de circuitos e até a
mielenização de feixes nervosos dependem da
interação com o ambiente.
Portanto:
A estruturação de um ambiente imagético é
fundamental para as funções executivas.
• Se os adultos não estão disponíveis, a escola não está
preparada e os meios de comunicação não se preocupam
em prover o desenvolvimentos das capacidades executivas,
o cenário é preocupante em relação à formação daqueles
que serão os adultos deste século.
• Nossa civilização, ao ignorar a importância da
musicalização, da arte terapia e da contação de histórias
comete mais um equívoco ao descuidar do
desenvolvimento das funções executivas, o que pode
comprometer o bem estar, o sucesso e o equilíbrio das
futuras gerações.
É importante impulsionar o
desenvolvimento das funções
executivas por meio do ensino de
estratégias que o favoreçam.
A MUSICALIZAÇÃO, A ARTETERAPIA E A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
• Tem a capacidade de emocionar, motivar, relaxar, organizar e
integrar.
• Sempre com um objetivo a ser alcançado, portanto a presença
de um profissional capacitado que acompanhe e saiba o que
está fazendo é imprescindível.
A MUSICALIZAÇÃO, A ARTETERAPIA E A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
• Para entendermos de que maneira pode se tornar uma
ferramenta da neurociência é necessário compreender três
princípios (GASTON):
• 1. ESTABELECE OU RESTABELECE AS RELAÇÕES
INTERPESSOAIS;
• 2. POSSIBILITA A CONSQUISTA DA AUTOESTIMA MEDIANTE A
AUTORREALIZAÇÃO;
• 3. EMPREGA O PODER DE ANALISAR, DE SÍNTESE, DE
SÍNCRESE E DE ORGANIZAÇÃO.
A MUSICALIZAÇÃO, A ARTETERAPIA E A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
•01. Experiência estruturada.
•02. Experiência de auto-
organização.
•03. Experiência na relação com os
demais.
A MUSICALIZAÇÃO, A ARTETERAPIA E A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
• Oferece ao estudante um evento estruturado com
início, meio e fim, adaptando seus comportamentos
conforme suas capacidades, tanto no nível físico
quanto neurológico.
• Provoca comportamentos orientado pelas emoções,
podem suscitar ideias, associações externas, mudança
de comportamento e integralização cerebral.
• Sabemos que não há como modificar as situações passadas do
indivíduo, mas é possível reorganizar o seu presente, fazendo
com os acontecimentos do passado sejam ressignificados,
influenciando ações futuras.
• Da mesma maneira, não há como voltar no tempo e vivenciar
uma situação outra vez, de modo a anular um evento, mas na
musicalização, na arteterapia e na contação de histórias existe a
possibilidade de repetição, de um recomeço, proporcionando ao
indivíduo uma nova tentativa para ressignificar suas frustrações.
• Somos seres únicos e especiais, resultado de nossos
genes mas principalmente das oportunidades,
impressões, vivências, dores, violências e
aprendizados. Mas, apesar de únicos, não estamos
prontos, muito pelo contrário, estamos em constante
transformação. Aceitar esta condição é investir em
melhores condições de função cerebral e mental que
resultem em longevidade e qualidade de vida.
Também é gerar ações e mecanismos para contribuir
com o desenvolvimento completo dos seres
humanos sob nossa tutela em uma sala de aula.
•Devemos nos conscientizar que não
podemos definir o futuro ou a essência de
um ser humano apenas por poucas e
limitadas avaliações que muitas vezes
demonstram mais o fracasso de um sistema
educacional do que de um ser humano.
• Compreender as relações da música, da arte e da contação de
histórias com as funções cerebrais é de extrema importância,
principalmente por possibilitar a análise do impacto de cada
experiência no desenvolvimento humano.
• Este é o nosso papel: decodificar, criar e estruturar experiências
que permitam a maior neuroplasticidade possível.
• Mitos que envolvem a música e o cérebro
• Há diversos mitos que relacionam a música com o
desenvolvimento cognitivo (processo do conhecer e que
envolve raciocínio, juízo, lógica, atenção, memória,
percepção, linguagem e pensamento), principalmente
na infância. Questiona-se se ela pode ajudar no
aprendizado lógico, assim como o xadrez; se uma
pessoa talentosa já nasce com essa característica,
independente do treinamento musical. Muitas são as
hipóteses que envolvem o cérebro e a música, mas que
ainda carecem de comprovações científicas.
• Primeiramente, o que influencia mais no aprendizado
musical: o dom e a predisposição ou o domínio da técnica e
o treino musical? Esta é uma das questões que os cientistas
de diversas áreas do conhecimento - música, psicologia,
medicina, educação - tentam responder. Para Pacheco, "é
evidente que algumas pessoas têm maior predisposição
para fazer música, assim como outras têm maior facilidade
para resolver problemas matemáticos ou para aprender
línguas. Todavia, o treinamento, ou seja, o engajamento
com atividades de educação musical pode influir tanto, ou
mais, que o tão famoso dom no aprendizado musical". Na
opinião da pesquisadora, se a música fosse praticada
apenas por quem é talentoso ou apresentasse um dom para
ela, o número de músicos cairia drasticamente.
• Para Nassif, que aborda a hipótese vigotskiana de
desenvolvimento, em que há um entrelaçamento entre
biológico e cultural, a noção de predisposição, nesse
sentido, é bastante problemática. "As predisposições que
podemos considerar facilitadoras para a aprendizagem
musical são bastante genéricas e podem dar origem, no
curso do desenvolvimento, a aquisições muito diferenciadas
(uma audição acurada, por exemplo, pode dar origem tanto
a um músico quanto a um foneticista). Nesse sentido, os
fatores mais determinantes estão ligados às experiências
vividas. Não necessariamente estudos formais, mas
experiências que possibilitem que disposições biológicas se
convertam em disposições culturais para a música".
Segundo ela, é a partir daí que o treinamento musical passa
a cumprir seu papel.
• Associar a prática musical com a inteligência é um dos
mitos mais comuns, numa tendência de mesclar esses dois
campos. "Há um grande interesse em se 'desvendar' qual o
efeito da música na vida das pessoas, e é bastante comum
ouvir leigos, pais e até professores relatando melhoria no
desempenho escolar e na capacidade de atenção, por
exemplo, em crianças que estão envolvidas com a educação
musical", afirma Pacheco. A pesquisadora diz que esse tipo
de pensamento ainda não foi comprovado cientificamente.
Logo, a ciência ainda não é capaz de dizer que escutar,
tocar ou aprender determinado tipo de música (causa) faz
com que as pessoas engajadas nessas atividades musicais
sejam "melhores" em outras áreas do conhecimento ou
apresentem alteração de comportamento tomados como
positivos (efeito). "A aprendizagem musical não se separa
do desenvolvimento geral da pessoa. Nesse sentido, não só
o desenvolvimento cognitivo, mas também o afetivo e o
motor estão integrados nesse processo", completa Nassif.
O que acontece no cérebro de uma
pessoa que ouve uma história?
• Recentemente pesquisas científicas mostram o trabalho de uma
verdadeira rede neuronal de áreas associadas para desempenhar
o processo imaginativo. Em primeiro lugar nós ouvimos a
história, logo mensagens são enviadas desde as células do
ouvido interno por meio de neurônios até o córtex auditivo
primário, área que decifra as propriedades físicas do som sem
distinguir ruído da fala humana. Para compreender o conteúdo
linguístico é requisitada a participação de outras áreas. Mas
também é preciso consultar os léxicons (dicionários mentais)
que armazenam memórias semânticas e sintáticas (para dar
sentido às frases) e fonéticas.
• É preciso prestar atenção no interlocutor inibindo sons
ambientes – controle executivo – sendo necessária a
participação de áreas corticais frontais e giro do cíngulo
anterior.
A formação de imagens vai ocorrer com base na percepção
sensorial associada à nossa memória. Se na história se diz que a
torta tinha gosto de limão, vamos pensar na imagem de um
limão. Isso depende de áreas corticais visuais.
Para lembrar a imagem do limão, as áreas temporais mediais
com participação dos hipocampos são ativadas. Também nessas
estruturas encontramos células importantes para a orientação
espacial dos personagens e objetos.
• O lindo é que nossa imaginação é rica e podemos formar
imagens mentais nunca antes experimentadas. Por exemplo,
podemos deduzir o que acontecerá na história por meio da
ativação de áreas corticais frontais.
Ainda é preciso saber se essa história faz sentido para mim, se
gosto dela ou não. Que sentimentos os personagens provocam,
se desenvolvo empatia por eles? Aí estamos falando da leitura
emocional que está associada com o histórico de vida de cada
pessoa, embasado em memórias pessoais e sociais. Contar
histórias cria pontes emocionais entre os ouvintes e suas
histórias, entre você e seus ouvintes.
Porque é importante contar e ouvir
histórias?
• As histórias carregam uma carga ancestral muito grande. A
cultura, as crenças, tradições de um povo. Ao contarmos ou
ouvirmos histórias resgatamos memórias muito antigas como
se estivessem gravadas na nossa memória celular. As
histórias, de forma geral abordam temas que refletem amores,
desamores, temores, ansiedades, medo da morte, de
envelhecer, da solidão, de perdas afetivas e materiais. À
medida que esses temas são desenvolvidos pela trama da
história, oferecem soluções que nos levam a aprender a lidar
de forma simbólica com nossos conflitos.
A narrativa de uma história leva a criança, por exemplo, a
imaginar o que nunca viu antes ampliando a sua
experiência/visão pessoal do mundo. A ativação das redes
neuronais torna-se fundamental para o processo formativo de
imagens e, consequentemente para o processo criativo.
• Mais detalhadamente, a narrativa de uma história
funciona como mediadora das funções executivas,
aumenta a riqueza dos dicionários mentais, memória
semântica e autobiográfica, facilita o processo de
linguagem e, posteriormente, de escrita. Além disso
trabalha empatia e sensações corpóreas.
NÍVEIS DE APRENDIZAGEM
•INCOMPETÊNCIA INSCONSCIENTE:
• Você não sabe e não sabe que não sabe.
• Pense em uma atividade que você faz bem agora, tal como
ler, praticar algum esporte ou dirigir um automóvel.
• Houve um tempo em que você nada sabia a respeito. Sequer
tinha consciência disso.
NÍVEIS DE APRENDIZAGEM
•INCOMPETÊNCIA CONSCIENTE:
• Agora você treina a habilidade, mas não é muito bom
nela. No entanto, aprende rápido neste estágio,
porque quanto menos você sabe, maior o espaço para
melhoria. Você obtém resultados imediatos.
NÍVEIS DE APRENDIZAGEM
•COMPETÊNCIA CONSCIENTE:
• Neste estágio, você tem a habilidade, mas ainda não é
consistente e habitual. Você precisa se concentrar.
Essa é uma parte satisfatória do processo de
aprendizagem, mas a melhoria é mais difícil. Quanto
melhor você for, maior o esforço necessário para
alcançar um ganho perceptível.
NÍVEIS DE APRENDIZAGEM
•COMPETÊNCIA INCONSCIENTE:
• Sua habilidade é habitual e automática. Você não
precisa pensar nela. Essa é a meta da aprendizagem, a
de colocar o quanto for possível dessa habilidade nos
reinos de competência inconsciente, de forma que sua
mente consciente esteja livre para fazer outra coisa,
como, conversar com os passageiros e ouvir música
enquanto dirige um automóvel.
NÍVEIS DE APRENDIZAGEM
•MAESTRIA:
• A pessoa não é só eficaz. Mas lindo de se ver.
• Quando você alcança a maestria, não precisa mais tentar,
tudo acontece num fluxo constante, você adentra um
“estado de fluxo”. Tal estágio exige tempo e esforço para
ser alcançado, mas os resultados são mágicos.
• Você sabe que está vendo um mestre porque embora não
possa apreciar cada faceta de sua habilidade, ele faz com
que pareça fácil.
Entender o nível
neurológico que estamos,
ajuda a identificar e
explorar um estado
limitante.
• Você já tem informações suficientes, mas não sabe
como agir? (Comportamento)
Será
Quais
Por
queque
são
eu eu
tenho
as faço
minhas
crenças
o que
motivações?
eu
limitantes?
faço?
• Você percebe que vale a pena fazer algo, mas sente que
“não é você”? (Identidade)
• Eu sou um ótimo vendedor. (Identidade)
• Não me sinto bem aqui. (Ambiente)
• Isso é muito difícil. (Capacidade)
• A partir de agora, o bem é o meu propósito. (Espiritual)
Nível 0 de Aprendizado – neste nível, a
informação está apenas armazenada, e
não provoca mudanças ou recebe
correções. Diante de uma situação,
agimos conforme já determinado pelo
que sabemos.
Nível 1 de Aprendizado – aqui, frente a
uma situação conhecida, detectamos
“erros” e realizamos pequenas correções
incrementais nas escolhas, diante de um
conjunto de alternativas.
Nível 2 de Aprendizado – a partir deste nível há uma
quebra no processo de tomada de decisão do nível
anterior. São vislumbradas novas escolhas, opções e
comportamentos, frequentemente provocando
mudanças na política, valores e prioridades.
Nível 3 de Aprendizado – neste nível, há
mudança evolucionária. Ele é caracterizado por
mudanças que vão além da identidade do
indivíduo.
Nível 4 de Aprendizado – colocado como nível de
mudança revolucionária, envolve o despertar para
uma realidade totalmente diferente, única e
transformadora, passando a operar e um universo
totalmente novo de possibilidades.
•Para muitos brasileirinhos, o
professor é o único adulto,
consciente, disponível para
eles que eles encontram
durante o dia.
DRA. LEILA PRYJMA 72
Para não concluir…
A APRENDIZAGEM COGNITIVA É UM
FENÔMENO COMPLEXO
A aprendizagem sempre envolve aspectos emocionais. Quanto maior a
intensidade da emoção, mais rápida é a fixação automática e implícita;
não requer esforço, produz pouco gasto energético e dificilmente se
perde no tempo.
Já a aprendizagem intelectual se volta para o aprendizado sobre o
conhecimento do mundo externo. É um tipo de aprendizagem que se
caracteriza por um lento processo.
É fácil de esquecer e requer um alto consumo de energia pois demanda
esforço consciente (atenção seletiva e sustentada) e repetição
constante.
Daí a relevância de associar aspectos emocionais e intelectuais nos
processos de aprendizagem.
• Para realizar uma nova aprendizagem, acionamos
todo o cérebro de forma sistêmica, em redes.
• Para recuperar uma aprendizagem velha, já
conhecida, acabamos acionando somente a área
cerebral necessária para realizar aquela ação.
• Quanto mais repetimos aquela mesma
aprendizagem, mais o cérebro reduz o número de
neurônios envolvidos naquela atividade.
• Isso nos permite dispor de recursos para novas
aprendizagens.
• É importante que o educador perceba as relações entre a
aprendizagem, as emoções, o esforço cognitivo e a necessidade
de manutenção dessa atividade sistêmica no cérebro, sem
repetir padrões de aprendizagem, que acionam sempre os
mesmos circuitos já estabelecidos, reduzindo a capacidade de
criar novas redes sinápticas – ou seja, não desenvolvendo a
capacidade de aprender.
APRENDIZAGEM E MEMÓRIA
• Há uma estreita relação entre aprendizagem e
memória
• Uma não existe sem a outra.
• Para que serviria aprender, se não fosse possível
memorizar essa aprendizagem e deixa-la disponível
no futuro?
• Por outro lado , de nada serviria dispor de memória,
se não fosse possível alimentá-la com novos registros
de aprendizagens.
• Para produzir a aprendizagem, nosso cérebro
processa informações emocionais e cognitivas.
• Há muito o que se pesquisar sobre nossa memória
e a capacidade de armazenamento, mas está claro
que esse processo ocorre em múltiplas áreas
corticais que correspondem a diferentes tipos de
memória.
• Algumas áreas se desenvolvem em sistemas de
conhecimento que surgem das memórias linguísticas,
viso espaciais ou motoras.
• Outras regiões do cérebro armazenam informações a
respeito de experiências emocionais, e ainda para
unidades de memória maiores, como completar um
projeto ou escrever um livro.
• Aprendizado e memória não estão limitados a um
único sistema neural ou processo.
• A cada segundo ocorrem cerca de 1 milhão
de sinapses no cérebro, ou seja, são 3.600
milhões por hora.
• A aprendizagem corresponde a uma nova
organização dos neurônios no cérebro, que formam
uma via, uma espécie de avenida por onde circulam
as informações através das sinapses.
A cada novo conhecimento, ocorre uma modificação no
cérebro.
UMA PRIMEIRA DISTINÇÃO
• Existem conhecimentos adquiridos,
lembrados e utilizados conscientemente
• Existem conhecimentos em que a memória se
manifesta sem esforço ou intenção
consciente, sem que tenhamos a consciência
de que estamos nos lembrando de alguma
coisa.
COMEÇANDO A CONCEITUAR...
Memória Explícita Memória Implícita
• Conhecimentos utilizados , • Conhecimentos em que a
adquiridos e lembrados memória se manifesta sem
conscientemente. esforço ou intenção consciente,
• Lembranças do que comemos na sem que tenhamos a consciência
hora do almoço, nosso número de que estamos nos lembrando
de telefone... de alguma coisa.
• Habilidade de escovar os dentes,
andar de bicicleta...
MEMÓRIA EXPLÍCITA
Memória Operacional Memória de Trabalho
• Superpõe um pouco ao antigo conceito de • Permite a conservação das
memória de curta duração. informações por mais tempo, feito
• A informação é mantida por um tempo, por meio da ativação de registros já
podendo ser manipulada de acordo com a armazenados no cérebro.
necessidade. • Se uma informação for reativada
• Uma determinada lembrança pode ser um número suficiente de vezes, ou
mantida por um intervalo de tempo da ordem se puder ser associada a sinais e
de minutos antes de ser posta de lado. pistas que levam a registros já
disponíveis.
• A memória operacional é fundamental para o
processo de aprendizagem, compreensão da • A memória operacional poderá
linguagem, raciocínio lógico e resolução de conservá-la em disponibilidade por
problemas, além de ser essencial para melhor um período bem maior, que pode
desenvolvimento no trabalho e estudos. chegar a horas ou mesmo dias.
Memória Operacional
• A memória operacional não tem capacidade de assimilar todas as
informações e, por isso, desenvolve estratégias para absorver o maior
número de informações possíveis. Assim, as principais características
da memória operacional são:
• Possui capacidade limitada, ou seja, seleciona as informações mais
importantes para a pessoa e ignora o que é irrelevante, o que recebe o
nome de atenção seletiva;
• É ativa, ou seja, possui a capacidade de captar novas informações a
cada momento;
• Possui capacidade associativa e integrativa, em que novas
informações podem ser correlacionadas com informações antigas.
Como melhorar a memória operacional
• A memória operacional pode ser
estimulada por meio de exercícios
cognitivos, como sudoku, jogo da
memória ou quebra-cabeças. Esses
exercícios melhoram o
desempenho da memória, além de
recuperar a atenção e
concentração para realizar as
tarefas do dia a dia.
Exercícios para melhorar a memória
• Praticar jogos como sudoku, jogo das
diferenças, caça palavras, dominó, palavras
cruzadas ou montar um quebra-cabeças;
• Ler um livro ou assistir um filme e depois
contar para alguém;
e a concentração
• Fazer uma lista de compras, mas evitar
utilizá-la durante as compras e depois
conferir se comprou tudo que estava
anotado;
• Tomar banho de olhos fechados e tentar
lembrar o local das coisas;
Exercícios para melhorar a memória • Mudar o percurso que faz
diariamente, pois a
quebrar a rotina estimula
o cérebro a pensar;
e a concentração
• Trocar o mouse do
computador de lado para
ajudar a mudar os
padrões de pensamento;
• Comer comidas
diferentes para estimular
o paladar e tentar
identificar os
ingredientes;
• Fazer atividades físicas como caminhada ou outros
esportes;
memória e a concentração
Exercícios para melhorar a
• Fazer atividades que precisem de memorização como teatro
ou dança;
• Usar a mão não dominante. Por exemplo, se a mão
dominante for a direita, deve-se tentar usar a mão
esquerda para tarefas simples;
• Encontrar com amigos e familiares, pois a socialização
estimula o cérebro.
• Além disso, aprender coisas novas como tocar um
instrumento, estudar novas línguas, fazer um curso de
pintura ou jardinagem, por exemplo, são outras atividades
que podem ser feitas no dia a dia e que ajudam a manter o
cérebro ativo e criativo, melhorando a memória e a
capacidade de concentração.
Para fazer este exercício para memória e concentração você
deve observar os elementos da lista, durante 30 segundos, e
tentar decorá-los:
A seguir, olhe para a próxima lista e encontre
os nomes que foram alterados:
Os termos errados da última lista são:
Confusão, Mar, Folha, Caneca e Paris.
MEMÓRIA DE TRABALHO
• A Memória de Trabalho é um espaço de pensamento
onde as informações necessárias para fazer uma tarefa
ficam armazenadas por um curto espaço de tempo.
• Quando lemos ou escrevemos um texto, quando
precisamos resolver um problema de matemática, ou até
mesmo quando estamos conversando com alguém,
precisamos desse espaço de memória para as
informações ficarem por um tempo enquanto estão
sendo manipuladas. Esse espaço é a Memória de
Trabalho.
• Quando as pessoas tem dificuldade em Memória de
Trabalho elas tem a sensação de que as informações
vão se perdendo ao longo do tempo. Algumas pessoas
percebem essas dificuldades quando precisam
trabalhar com informações verbais, outras com visuais
e outras em ambas. Isso reflete na Aprendizagem,
pois é muito difícil executar todo o processo cognitivo
necessário para aprender, sem conseguir manter as
informações nesse espaço de memória durante o
tempo necessário para a compreensão dos assuntos
ou execução das tarefas.
• Todos nós utilizamos a memória de trabalho em todos os tipos de atividades e
tarefas diárias. Quando calculamos a conta do supermercado, quando fazemos
anotações e criamos lembretes, quando conversamos, estamos usando a nossa
memória de trabalho. Dessa forma, o resultado de todos esses processos
dependerá diretamente do seu funcionamento.
Quais são as principais características da
memória de trabalho?
• Tem uma capacidade limitada
• É ativa: manipula e transforma as informações.
• Atualiza constantemente os seus conteúdos.
• Está intimamente relacionada com a memória de longo prazo. No
entanto, pode trabalhar com conteúdos armazenados na memória de
longo prazo e, ao mesmo tempo, com os conteúdos armazenados na
memória de curto prazo.
A importância da memória de trabalho
• a memória de trabalho é fundamental no processo de tomada de
decisões e no bom funcionamento das funções executivas,
especialmente quando há uma muita necessidade de atenção e
planejamento das ações. Ela é importante na compreensão da
linguagem oral e escrita porque nos permite manter cada palavra
ativa, reconhecê-la, analisá-la semanticamente, compará-la com
outras palavras e combiná-la com informações armazenadas em
outro tipo de memória ou com informações que recebemos nesse
momento através dos sentidos.
Memória de curto prazo é o mesmo que
memória de trabalho?
• A memória de curto prazo permite que uma
quantidade limitada de informações seja mantida por
um curto período de tempo. É considerada um
“armazém passivo”, que tem uma limitação em
capacidade e duração. A memória de trabalho, por
outro lado, permite a realização de processos
cognitivos conscientes que exigem atenção, revisão,
manipulação, organização e conexões com a memória
de longo prazo.
O modelo multicomponente de Baddeley e
Hitch
• Para tentar explicar o funcionamento do modelo
multicomponente da memória de trabalho,
Baddeley e Hitch introduziram um modelo
inovador que propôs a divisão da memória de
trabalho em 4 subsistemas ou componentes
especializados
O modelo multicomponente de Baddeley e
Hitch
• O executivo central: é responsável por supervisionar, controlar e
coordenar os outros sistemas. Não está envolvido nas tarefas de
armazenamento. É considerado um sistema de supervisão
atencional, que permite mudar o foco da atenção (atenção
seletiva).
• Laço ou ciclo fonológico: permite a aquisição de vocabulário. É
essencial no desenvolvimento de outras habilidades intelectuais.
Está dividido em dois sistemas: o armazém fonológico passivo,
que mantém as informações verbais; e o processo subvocal, que
“atualiza” e mantém essa informação.
O modelo multicomponente de Baddeley e
Hitch
• Agenda viso espacial: nos permite perceber os
objetos, encontrar um endereço ou jogar xadrez.
Também é dividido em dois sistemas: o armazém
visual ativo e o escritor interno, que desempenham as
mesmas funções que os componentes do ciclo
fonológico.
• Buffer episódico: permite conectar as informações do
ciclo fonológico e da agenda viso espacial, bem como
as representações da memória de longo prazo.
As estruturas neuroanatômicas envolvidas
na memória de trabalho
• A memória de trabalho não está localizada em
uma parte exclusiva do cérebro, mas requer a
ativação de um circuito neuronal específico.
• Ela atua através da ativação do córtex pré-
frontal, área cerebral envolvida no planejamento
de comportamentos complexos, nos processos
de tomada de decisão e na adaptação do
comportamento social em diversas situações.
HÁ AINDA DIFERENTES TIPOS DE MEMÓRIA
SEMÂNTICA EPISÓDICA
• Corresponde ao conjunto de • Diz respeito à trajetória
informações que vamos pessoal de cada um e às
retendo ao longo da vida e experiências que vão sendo
que não nos lembramos registradas.
onde e como aprendemos, é
uma memória
compartilhada social e
culturalmente.
SISTEMAS ATENCIONAIS
• A atenção pode ser entendida como uma espécie de filtro de
estímulos, que nos permite avaliar o que é relevante e
estabelecer prioridades para um processamento mais
profundo, como uma espécie de mecanismo que controla e
regula os processos cognitivos.
SISTEMAS ATENCIONAIS
ATENÇÃO SELETIVA ATENÇÃO DIVIDIDA
• Processar seletivamente • Compartilhar nossos recursos atencionais,
tornando possível a execução simultânea de
determinados estímulos (externos ou mais de uma tarefa.
internos) em detrimento de outros. • A atenção dividida poderia ser definida como
a capacidade de nosso cérebro para prestar
• Trata-se da capacidade de escolher atenção a dois estímulos ao mesmo tempo, e
uma atividade e focar nela, ignorando responder às múltiplas necessidades
apresentadas em seu entorno.
o que pode atrapalhar. Essa escolha é • A atenção dividida é um tipo de atenção
principalmente baseada no interesse, simultânea que nos permite processar
diferentes fontes de informação e realizar
na cultura e na experiência pessoal. com sucesso várias tarefas ao mesmo tempo.
Estas habilidades cognitivas são muito
importantes, pois nos permitem ser mais
eficientes em nossa vida cotidiana.
SISTEMAS ATENCIONAIS
ATENÇÃO SUSTENTADA ESTADO DE ALERTA
• Manter uma eficácia atencional • O alerta atencional é uma preparação
adequada a um desempenho de longa para um determinada tarefa e
duração, em que os estímulos a que constitui o primeiro aspecto
se deve reagir são pouco frequentes fundamental de atenção
ou extremamente frequentes.
• A atenção sustentada representa a
capacidade do indivíduo de sustentar
seu foco em uma atividade repetitiva
e contínua, por um longo período de
tempo, sem distrações. Um exemplo é
conseguir manter-se atento durante
uma longa reunião.
SISTEMAS ATENCIONAIS
• Se você estiver jantando com a sua família e
MECANISMOS INIBITÓRIOS seu cunhado (que você não gosta muito) diz
uma coisa irritante após a outra, você pode
• Viabilizam a exclusão dos estímulos que sentir dificuldade para evitar dizer alguma
não interessam ao objetivo atual. coisa para ele. Porém, se você tiver um bom
• Se um mosquito morder você, é normal controle inibitório, poderá se controlar e
querer se coçar para aliviar a coceira. As manter a calma. Se seu controle inibitório
pessoas com um bom controle inibitório for deficiente, você corre o risco de arruinar
serão capazes de não coçar a mordida do a janta.
inseto, mesmo sentindo coceira. Um • As pessoas com um controle inibitório
controle inibitório deficiente pode dificultar deficiente, tendem a interromper
a resistência a coçar a mordida, causando conversas, dificultando manter uma
sangramentos e feridas. conversa fluida. É comum que uma pessoa
com pouca capacidade de inibição possa
falar ou responder uma pergunta sem
pensar plenamente nela, cometendo erros
frequentes.
EXERCÍCIOS PARA A ATENÇÃO SELETIVA
ISOLANDO SONS Exercite sua mente
• o conceito de atenção seletiva se refere • a mente é uma ferramenta poderosa, mas que
ao ato de conseguirmos fragmentar os precisa de exercícios para se desenvolver e
estímulos (visuais, olfativos, de aprimorar todos os dias. Você pode treiná-la
com jogos de raciocínio, como de memória,
temperatura e/ou sonoros) que nos quebra-cabeças, cruzadas, encaixe de peças,
cercam. Na hora do almoço, por exemplo, entre outros. Concentrar-se em um detalhe para
você pode optar por ouvir apenas o canto resolver o todo é à base da atenção seletiva.
do passarinho na janela ou o narrador
esportivo da TV, que está anunciando os
gols da rodada. Concentre-se somente
nesse som, com o passar do tempo, você
perceberá que ouve tudo ao seu redor,
mas tem sua concentração em somente
um elemento sonoro.
EXERCÍCIOS PARA A ATENÇÃO
SELETIVA
Organize as ideias Leia em lugares públicos
• além de ser um excelente exercício para a • quando pensamos a respeito de atenção
sua mente, consiste em uma forma de seletiva, exemplos podem parecer
estabelecer um plano de ação para distantes, mas pense em quantas pessoas
realizar os seus objetivos. Anote em uma você já viu lendo no ônibus ou em uma
página quais são as 5 ideias que você tem praça com muito barulho em volta. A
e que deseja colocar em prática, tanto na capacidade de se concentrar na leitura
vida pessoal quanto profissional. Então, mesmo com tantos estímulos na volta
escolha as duas que tiverem mais ajuda a trabalhar o cérebro para se
distanciamento lógico entre si e comece a concentrar somente no que você precisa.
estabelecer relações entre elas. Não
importa que as relações pareçam
absurdas, apenas ignore as demais ideias
que estão na sua lista.
EXERCÍCIO PARA A ATENÇÃO DIVIDIDA
• Para aprimorar esse tipo de atenção, você precisa fazer duas
coisas ao mesmo tempo, sem errar nenhuma das duas. Você
pode falar ao telefone com alguém ao mesmo tempo que
escreve algo no computador, ou conversar com alguém pelas
redes sociais. É importante que sejam conversas diferentes em
assuntos diferentes, fazendo com que você pense sobre duas
coisas ao mesmo tempo.
JOGOS PARA ATENÇÃO
SUSTENTADA
• Copiar desenhos: calcar ou copiar desenhos num papel faz com que se fixem nos detalhes que devem
copiar. Também desenhar algum objeto real que atue de modelo, o que ajuda a fixar a atenção.
• Desenhos com números: obrigam a procurar os números seguintes para unir as linhas e pintá-los depois
com as cores indicadas.
• Jogos de pares ou memory: colocam-se as cartas viradas para baixo e deve-se encontrar a carta
levantando só duas cartas de cada vez. Deve-se recordar as cartas que se vão levantando e onde está cada
uma para encontrar o par.
• Encontrar as diferenças: os jogos de procurar as diferenças entre dois desenhos ajuda-o a exercitar a
atenção sustentada.
• Aprender a letra de canções e danças: ajuda a prestar atenção para compaginar o movimento com o
som de maneira rítmica.
• Sopa de letras, crucigramas e sudokus: ajudam a melhorar a atenção.
• Labirintos: são divertidos e precisam de atenção e inteligência.
• Mandalas: pintar qualquer desenho, especialmente ajudam à concentração e descontração.
• Jogos tradicionais de mesa: sobe e desce, damas, xadrez, etc. São jogos que ajudam a que a criança se
concentre durante longos períodos e procure estratégias para ganhar.
Como a música age no cérebro?
• Mesmo involuntariamente, o cérebro modifica a forma de ouvir e
compreender as mensagens do mundo exterior, além de alterar a
personalidade, principalmente de crianças.
• A audição se adapta às características da língua materna das pessoas
e modela os processos de fonação e elocução, ou seja, emissão de
som. Há também uma relação entre audição e motricidade. Certos
sons são ligados a gestos.
• O trato corticoespinhal é responsável pela motricidade voluntária. É
através dele que se aprendem atividades como andar, correr, nadar e
dançar. Através da música, essa região do cérebro é estimulada,
ocasionando um melhor desenvolvimento dessas funções.
Como a música age no cérebro?
• Os bebês já sentem os efeitos da música no cérebro. A
música faz parte do íntimo do ser humano. Por exemplo, a
criança recém nascida reconhece a voz da mãe desde os três
meses de idade (12 semanas).
• A audição é o primeiro dos sentidos a se desenvolver por
completo. A 21ª semana gestacional marca o início da
aventura sonora do bebê.
• Os primeiros ritmos a serem percebidos são os do coração
da mãe, depois começam a ouvir melodias. Por isso é tão
importante cantar para o bebê ainda na barriga.
Como a música age no cérebro?
• O cérebro se desenvolve a partir de estímulos que se lhe chegam. Os
primeiros estímulos recebidos envolvem a audição, o que não
acontece com a visão nem com o tato. O sinal sonoro é treinado
primeiro.
• Outra constatação importante é que a música faz a linguagem falada
ser lembrada. A entonação é, de certa forma, uma musicalidade que
aparece na oralidade. Muitas músicas são lembradas por causa da
melodia e não da letra.
• A música também afeta a fisiologia, alterando o nível de dopamina,
serotonina, opióides, beta endorfina e hormônios. Todo esse aparato
de neuroquímicos são responsáveis pela motivação, imunidade e
sociabilidade.
PARA NÃO CONCLUIR
• A memória não é um fenômeno unitário, pois compreende várias
subdivisões, as quais são processadas por sistemas neurais
específicos.
PARA NÃO CONCLUIR
•A arteterapia, a música e a literatura estimulam o
cérebro como um todo.
PARA NÃO CONCLUIR
• A música possui um alto potencial terapêutico ainda não conhecido em sua totalidade por conta da
falta de estudos na área da musicoterapia. Essa ciência já foi usada para melhoras cognitivas em
doenças como Parkinson, demência senil e hiperatividade. Na epilepsia foi comprovado por meio
de um estudo que incluiu 11 crianças de Taiwan com idade entre 2 a 14 anos com epilepsia
refrataria. O estudo comparou as crises 6 meses antes do tratamento e 6 meses durante a
exposição. Foi constatado em 73% das crianças obteve uma melhora de 50% nas crises e em 2
pacientes a inexistência de crises durante o tratamento.
PARA NÃO CONCLUIR
• O funcionamento da memória de trabalho depende da coordenação
executada, principalmente pela região pré-frontal do córtex cerebral. Essa
região ocupa-se também da memória prospectiva, o “lembrar de lembrar”.
PARA NÃO CONCLUIR
• É importante exercer controle sobre a quantidade e a
qualidade da informação que queremos ou devemos
processar.
PARA NÃO CONCLUIR
• No ambiente de estudo, fazem diferença a criação de uma
rotina e a utilização de locais adequados. Lembrar, contudo,
que o cérebro estará disposto a processar o que percebe como
significante e gratificante.
PARA NÃO CONCLUIR
• O descanso e a higiene mental podem ajudar a manter a
memória de trabalho menos sobrecarregada e pronta para
processar as informações importantes.