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QUAIS SÃO OS TIPOS DE RADIOGRAFIAS
ODONTOLÓGICAS?
As radiografias odontológicas, ou raios x odontológicos, podem ser
divididos em dois grandes grupos:
radiografias intraorais ou intrabucais, que são aquelas onde o
filme onde será mostrada a imagem ficará dentro da boca do
paciente enquanto a radiografia estiver sendo feita.
radiografias extraorais ou extrabucais, que são aquelas onde o
filme onde será mostrada a imagem ficará fora da boca do
paciente enquanto a radiografia estiver sendo feita.
Dentro do grupo de radiografias intrabucais nós temos a radiografia
periapical, a radiografia interproximal e a radiografia oclusal. Veja os
detalhes sobre cada uma delas:
radiografia periapical: também chamada de Raio x periapical, é
um exame que utiliza raios-x para mostrar toda a região de um
dente com o osso ao redor dele. Esse exame mostra áreas
pequenas da boca de cada vez, mas pode ser feito tanto para ver
dentes da arcada dentária superior: maxila, quanto da arcada
dentária inferior: mandíbula. O principal objetivo de uma
radiografia periapical é permitir a visualização de um dente e do
osso que fica ao redor deste dente. Abrange, habitualmente,
apenas uma determinada área, visualizando-se, normalmente,
apenas 2 a 3 dentes vizinhos (juntos), permitindo desta forma
avaliar a anatomia dos dentes no seu todo de uma forma mais
detalhada. Doenças relacionadas a perda de osso ao redor dos
dentes (doença periodontal), problemas como cistos e tumores,
também podem ser observados. Em pacientes que usam
implantes, estes também irão aparecer na radiografia periapical,
assim como os tratamentos endodônticos (tratamento de canal)
que já tenham sido realizados
radiografia interproximal: também chamada de Raio x
interproximal ou radiografia bitewing, é um exame que utiliza
raios-x para mostrar toda a região das coroas dos dentes
superiores e inferiores numa só imagem. Esse exame mostra
áreas pequenas da boca de cada vez, mas pode ser feito tanto
para ver dentes da arcada dentária superior: maxila, quanto da
arcada dentária inferior: mandíbula. O principal objetivo de uma
radiografia interproximal é permitir a visualização das coroas de
alguns dentes. Esse exame permite-nos avaliar, sobretudo, os
dentes posteriores (“dentes da trás”) e as cristas ósseas vizinhas
aos dentes (topo do osso localizado entre os dentes). Abrange,
habitualmente, apenas uma determinada área, visualizando-se,
normalmente, apenas 2 a 3 dentes vizinhos (juntos), permitindo
desta forma avaliar a anatomia da coroa dos dentes de uma
forma mais detalhada, o que é bastante útil principalmente para
diagnóstico de cárie na região entre um dente e outro (chamada
de região proximal dos dentes). A radiografia interproximal
também é utilizada para avaliação do estado de certos
tratamentos dentários (restaurações, próteses, coroas por
exemplo).
radiografia oclusal: podem ser tanto da região da maxila quanto
da mandíbula. Permitem avaliar os dentes inclusos e impactados
(que não apareceram na boca e podem estar presos no osso),
dentes supranumerários (dentes a mais que o normal), raízes
residuais (restos de dentes depois que perdem a coroa),
processos patológicos (cistos e tumores) e ainda auxilia na
análise da região anatômica para procedimentos cirúrgicos. Além
disso, é realizado para avaliação de tratamento ortodôntico
(tratamento com aparelhos móveis ou fixos), análise do
crescimento ósseo em crianças e verificação da existência de
cálculos nas glândulas salivares (calcificações dentro da
glândula).
Dentro do grupo de radiografias extrabucais nós temos a radiografia
panorâmica e a telerradiografia cefalométrica, por exemplo. Veja os
detalhes sobre cada uma delas:
radiografia panorâmica: também chamada de
ortopantomografia, é um exame que utiliza raios-x para mostrar
toda a região de arcadas dentárias de uma só vez (tanto a parte
superior: maxila, quanto a parte inferior: mandíbula). Além de
permitir a visualização da maxila (arcada superior) e da
mandíbula (arcada inferior), a radiografia panorâmica irá mostrar
todos os dentes que o paciente possua, bem como parte da
articulação temporomandibular (articulação que abre e fecha
boca), parte do nariz e dos seios maxilares (espaço preenchido
por ar na região das maçãs do rosto, que pode estar relacionado
a sinusite). Doenças relacionadas a perda de osso ao redor dos
dentes (doença periodontal), problemas como cistos e tumores,
também podem ser observados. Em pacientes que usam
implantes, estes também irão aparecer na radiografia
panorâmica, assim como os tratamentos endodônticos
(tratamento de canal) que já tenham sido realizados.
telerradiografia: também chamada de radiografia
cefalométrica, ou radiografia frontal/lateral do crânio ou
telerradiografia de perfil, é um exame que utiliza raios-x para
mostrar toda a região da face de uma só vez. É indicada
principalmente para visualizar os ossos da face e crânio para
avaliação do crescimento, desenvolvimento, simetria, processos
patológicos e traumáticos. Muito utilizada para planejamento e
acompanhamento do tratamento ortodôntico (tratamento com
aparelhos móveis ou fixos).
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Radiografias Intraorais, o que cada uma te mostra?
Radiologia 8 ago. 2019 Atualizado em 1 jun. 2023 4 min.
Maria Beatriz Carrazzone Cal Alonso
Este mês eu trouxe um tema bem importante e muito comum na rotina
clínica odontológica: as radiografias intraorais. Leva este nome
justamente pela maneira em que o exame é feito. O filme/sensor
radiográfico é inserido dentro da cavidade bucal do paciente, na região
em que se deseja avaliar. Essas radiografias têm a finalidade de
auxiliar o diagnóstico e consequentemente contribuir para o
tratamento do paciente, já que é feito de forma mais detalhada. É
importante lembrar que este exame deve ser correlacionado com
outros exames clínicos.
Nesse artigo, vamos falar sobre os tipos de radiografias intraorais e
quais são as indicações de cada uma delas. Na documentação
radiológica, existem três tipos de radiografias intraorais: periapicais,
interproximais e oclusais.
Radiografias periapicais
Esse exame mostra toda a estrutura dentária, desde a coroa até a raiz
(envolvendo a região do ápice radicular). Além disso, engloba todos os
tecidos ao redor do periápice. Desse modo, serve para avaliarmos
todos os tecidos dentais, esmalte, dentina, polpa, ligamento
periodontal, cemento, lâmina dura, osso alveolar e as cristas ósseas
alveolares. Cada região do dente, desde a coroa até o ápice será
identificada por uma imagem de densidade radiográfica específica,
permitindo sua correta identificação e avaliação visual bem como a
interpretação diagnóstica.
Por proporcionar uma visualização mais detalhada da anatomia
dental, tem como objetivo identificar patologias que podem estar
acometendo o interior do dente. Este tipo de radiografia é a mais
comum no que diz respeito a exames intraorais na clínica
odontológica.
Radiografias interproximais
Já a radiografia interproximal, também chamada de “bitewing”, que
significa “asa de mordida” em inglês. Essa radiografia é indicada para
o estudo das faces proximais (faces mesial e distal) da coroa dos
dentes, a fim de se avaliar:
Presença de lesões cariosas;
Avaliação das restaurações (sub ou sobre contorno) bem como
recidivas de lesões cariosas abaixo das restaurações;
Avaliação da crista óssea alveolar na região.
Desse modo, o principal cuidado nesse exame é evitar a sobreposição
das faces proximais, deixando-as livres para que a correta avaliação e
diagnóstico. Atrelado ao exame clínico, com a radiografia
interproximal, o profissional será capaz de realizar um diagnóstico
preciso e propor o melhor tratamento para o paciente.
Radiografias oclusais.
As radiografias oclusais, que podem ser tanto da região da maxila
quanto da mandíbula, avaliam os dentes inclusos e impactados,
dentes supranumerários, raízes residuais, processos patológicos e
ainda auxilia na análise da região anatômica para procedimentos
cirúrgicos. Além disso, é realizado para avaliação de tratamento
ortodôntico, análise do crescimento ósseo em crianças e verificação
da existência de cálculos nas glândulas salivares.
Em muitos casos, são realizados antes, durante e após o tratamento
do paciente. Tudo é uma questão de bom senso do profissional
quanto a necessidade da realização do exame. Por fim, devo ressaltar
a importância da indicação correta para o exame radiográfico.
Sabemos que este tipo de procedimento é delicado por se tratar de
radiação ionizante em sua composição. Após a correta indicação e
realização eficiente da técnica, é possível usufruir dos benefícios do
exame radiológico como o diagnóstico certeiro e tratamento correto.
Até o próximo artigo!
Referências bibliográficas:
WHITE & PHAROAH. Radiologia Oral. Princípios e Interpretação.
7ª ed. 2017.
WATANABE & ARITA. Imaginologia e Radiologia Odontológica.
ELSEVIER. 2015.
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Saúde bucal
Diferentes tipos de radiografia e quando cada uma é
necessária
PUBLICADO POR ODONTOCLINIC
EM SETEMBRO 21, 2020
ATUALIZADO EM SETEMBRO 21, 2020
Em uma consulta de rotina, um dentista pode pedir
diversos tipos de radiografia odontológica. Seja para
verificar se está tudo bem com a saúde bucal, seja para
iniciar um tratamento, esses exames são necessários e, no
geral, bastante tranquilos.
Se você está pensando em iniciar um tratamento
odontológico ou já está com as guias de exames em mãos e
bateu a curiosidade, este artigo pode ajudar a compreender a
finalidade de cada um deles. Acompanhe!
Qual a importância da radiografia na
odontologia?
Os diferentes tipos de radiografia odontológica contribuem
para que os dentistas possam detectar uma série de
problemas em adultos e crianças.
Em adultos, os raios-X mostram:
alterações devido a infecções;
cáries, especialmente pequenas áreas, entre os dentes
e nas obturações já existentes;
cistos e alguns tipos de tumores;
condição e posição dos dentes para colocação de
implantes dentários, aparelho ortodôntico, dentaduras
e próteses;
possíveis abcessos na raiz dos dentes ou entre a
gengiva e um dente;
possíveis danos causados pelo bruxismo;
perda óssea na mandíbula;
se há inflamações na polpa dos dentes passíveis
de tratamento de canal ou se é necessário tomar outras
medidas.
Algumas dessas condições também podem ser verificadas
em crianças. Para elas, o exame também permite:
acompanhar o crescimento dos dentes do siso;
detectar problemas que tornem os dentes incapazes de
emergir pela gengiva;
medir se há espaço suficiente na boca para que todos
os dentes possam se desenvolver;
verificar o desenvolvimento dos dentes e da mandíbula.
Quais os principais tipos de radiografia
odontológica?
Os tipos de radiografia odontológica se dividem em dois
grupos principais:
os mais comuns são chamados de intraorais, que
buscam revelar diferentes aspectos dos dentes;
raios-X extraorais, que são usados para detectar
problemas dentários, na mandíbula, maxilar e até
mesmo no crânio.
Dito isso, para que qualquer problema possa ser detectado,
ou para que os tratamentos odontológicos possam ser um
sucesso, veja os principais tipos de radiografia que o
dentista pode solicitar.
Panorâmica
As radiografias panorâmicas mostram toda a área da boca,
ou seja, todos os dentes da mandíbula superior e inferior, em
uma única imagem. Esse raio-X é feito para detectar a
posição de dentes que já estão emergidos.
Também, servem para detectar aqueles que ainda não
romperam a gengiva. É um dos principais exames que fazem
parte da documentação necessária para tratamentos
ortodônticos — os famosos aparelhos dentários.
Projeção cefalométrica lateral
A projeção cefalométrica é um exame extraoral que busca
mostrar um lado inteiro da cabeça do paciente. Ela é
realizada para que o profissional consiga analisar a posição
dos dentes em relação à mandíbula e ao perfil do indivíduo.
O principal uso dessa projeção é feito pelos ortodontistas,
que desenvolvem a abordagem de realinhamento dos dentes
mais adequada para cada paciente, de forma personalizada e
exclusiva.
Interproximal
A radiografia interproximal é realizada, principalmente, para
detectar o desenvolvimento de cáries em seus estágios
iniciais, quando elas ainda não são visíveis em uma
avaliação feita nas consultas de rotina.
Como a máquina é utilizada em um ângulo horizontal, as
imagens também podem revelar cáries secundárias, sob
restaurações, que não foram detectadas em outros tipos de
radiografias. Também é possível identificar alterações na
estrutura óssea, ao fazer uma comparação com os demais
dentes.
Sialografia
Esse tipo de radiografia não é ligado exatamente aos dentes,
mas à visualização das glândulas salivares. Para isso, o
dentista injeta um líquido nas glândulas e analisa se há
bloqueios na produção de saliva.
O objetivo é detectar a Síndrome de Sjögren, que resseca a
boca e pode favorecer o aparecimento de cáries.
Oclusal
As radiografias oclusais mostram o desenvolvimento e o
posicionamento dentário completo, além de permitir a
visualização do maxilar e da mandíbula. Esse tipo de raio-x é
bastante utilizado em crianças, para acompanhar o
crescimento dos dentes e o desenvolvimento da arcada
dentária como um todo.
Alguns dentistas também podem precisar desse exame para
visualizar dentes retidos e fazer o acompanhamento de
tratamentos ortodônticos.
Tomografia computadorizada
A tomografia computadorizada dentária é um tipo de imagem
que analisa as estruturas internas por meio da tecnologia 3D.
É usada para localizar problemas nos ossos da face, como
cistos, tumores e fraturas.
Há, também, a chamada tomografia computadorizada por
feixe cônico, que realiza uma varredura em toda a cabeça do
paciente, verificando estruturas dentais, tecidos moles,
nervos e ossos. Além de avaliar os problemas citados
anteriormente, o exame também ajuda a orientar a inserção
do implante dentário.
Em alguns aspectos, a tomografia computadorizada por feixe
se assemelha à tomografia computadorizada dentária, já que
ambas produzem imagens precisas e de alta qualidade.
Entretanto, a forma como elas são tiradas é diferente.
A máquina de TC de feixe cônico gira ao redor da cabeça do
paciente, capturando todos os dados em uma única rotação.
Ela pode ser disponibilizada nos consultórios dos dentistas.
Já a tomografia computadorizada tradicional coleta as
imagens por partes, conforme a máquina faz várias rotações
ao redor da cabeça do paciente. Nesse caso, só está
disponível em hospitais, clínicas especializadas ou centros
de imagem.
Com que frequência uma pessoa deve fazer uma
radiografia dos dentes?
A frequência com que os raios-X devem ser feitos depende
do histórico médico e dentário do paciente, do seu estilo de
vida e da condição de saúde atual. Veja:
crianças — podem fazer exames com mais frequência
por vários motivos, já que seus dentes e mandíbula
estão se desenvolvendo e seus dentes têm maior
probabilidade de serem afetados por cáries do que os
de um adulto;
fumantes — têm um risco maior de desenvolver
doenças gengivais e outros problemas mais sérios na
boca, sendo recomendado fazer um monitoramento
semestral ou anual da condição bucal;
adultos com diversas obturações e/ou doenças
periodontias — mesma indicação dos fumantes, para
monitorar possíveis cáries ou perda óssea;
pessoas saudáveis — aqueles que não têm histórico de
doenças dentais podem precisar apenas de raios-x a
cada dois anos ou mais, ou ainda, caso apresentem
algum problema nas consultas de rotina, como cárie.
Embora a tecnologia tenha produzido diversos avanços
nos tipos de radiografia odontológica, os exames de raio-x
devem ser solicitados com cautela. Isso aumenta ainda mais
a importância de manter visitas regulares ao dentista.