CATEGORIAS
NOMINAIS
DE GÊNERO
E NÚMERO.
Discentes: Carlos Eduardo, Fabyane
Rocha, Gabriel Nascimento, Stella Nara.
Docente: Hebe Macedo.
INTRODUÇÃO
Inicialmente, examinaremos o tratamento das
categorias nominais no âmbito do estruturalismo,
fundamentados nos estudos de Câmara Júnior (1982),
cuja abordagem influenciou trabalhos posteriores,
como Mcambira (1978) e Monteiro (1986). Essa análise
destacará os aspectos gerais do tratamento de
flexão nominal, suas funções e implicações no sistema
linguístico.
FLEXÃO DE GÊNERO
Trata-se da alteração de uma palavra, servindo para indicar sua
classificação em masculino ou feminino.
• Afeta, principalmente, substantivos, adjetivos, pronomes e formas
pronominais.
• Na língua portuguesa, as palavras possuem gênero, independente de
representarem ou não pessoas e objetos de sexo biológico.
EXEMPLOS
de marcadores
- palavras terminadas em "o" são - palavras terminadas em "a" são
masculinas. femininas.
Porém, nem todos seguem essa forma: Mar, colher, lençol, classe,
estudante.
Nesses casos, necessita-se do artigo para designar o gênero.
CATEGORIA DE
GÊNERO
Câmara Jr (1975, p.15) sugere que pela categoria de gênero faz-se nos substantivos
uma certa classificação de masculino e feminino, e que com Cassirer , um é um
dado recorte no mundo dos objetos.
O autor reconhece que a noção do sexo tem uma importânciainegável na
estruturação e compreensão da lingua. Porém ele argumenta que essa expressão
de gênero é fragmentada.
"Todavida, só fragmentariamente se expressa pela categoria gramatical do gênero"
(1975, p.18).
Em português, a categoria de gênero não se manifesta apenas através de flexão,
mas também de outras formas de expressão, modificando as palavras em si,
podendo ser:
Derivacional. Sintático. Lexical, Supletivo ou
Ex.: Ex.: heteronímico.
Ex.:
• Conde/Condessa; sufixo -esa • O livro (Masculino);
• Duque/Duquesa; sufixo - esa • A rosa (Feminino); • Homem/Mulher;
• Poeta/Poetista; sufixo - isa • O jardim (Masculino). • Boi/Vaca;
• Ator/Atriz; sufixo - iz • Genro/Nora;
• Bode/Cabra.
MARCAÇÃO DE
GÊNERO.
Segundo Câmara J, e seus seguidores, o gênero masculino não tem uma forma
marcada, enquanto o feminino é marcado pela presença de - a.
Ex: gato-O / gat- a
Contudo a posição de Câmara jr não é a única teoria aceita. Lávora (1994,p.48)
Considera visões distintas de como o gênero masculino é marcado
morfologicamente.
Ø - Zero -e- -o-
Após consoante, ditongo Em um grupo específicos Onde há oposição flexional
ou vogal tônica. de substantivos e entre masculino e feminino.
Ex.: pronomes masculinos. Ex.:
Ex.:
Leitor; Gato/Gata.
Patrão; Mestre;
Guri; Elefante;
Peru. Ele;
Este.
GÊNERO
FEMININO
Para o morfema do gênero feminimo, ele é simplesmente a vogal "-a" no final da
palavra. Contudo, em adjetivos com o sufixo no aumentativo como
resmungão/resmungona, ocorre uma mudança chamada de alomorfia de "-ão" para
"-on" ao formar o feminino de resmungona.
Khedi(1992) e Carvalho(1974) assumem como desinência de gênero" -o" do
masculino paralelo ao "-a" do feminino.
Khedi vai além, sugerindo que a vogal "- o" também atua como temática nominal
para substantivos o que significa que tem uma função que vai além da marca de
gênero. O autor concorda com khedi sobre o "-o" marcar o genero masculino, mas
discorda a respeito da vogal tematica nominal em substantivos.
GÊNERO
FEMININO
Khedi argumenta que o "-o" tem Khedi também considera que o "- u" e "-
algumas características que podem e" podem funcionar como variantes de
mudar o gênero para o masculino: marcador masculino:
Mulher/Mulheraço; Europeu/Europeia;
Cabeça/Cabelhaço. Mau/Má;
Perú/Perua.
GÊNERO
FEMININO
Há também os masculinos que terminam frequentemente em "-ão, -u" ou "-
o", se transformam em feminino com as modificações "-ã, -a", ou até mesmo
com a mudança radical de "mau/má."
• Guardião/ Guardiã;
• Anão/ Anã;
• São/ Sã;
• Vão/ Vá;
• Mau/Má.
FLEXÃO DE NÚMERO
Trata-se da flexão que indica a quantidade de elementos de determinado
vocábulo.
• Afeta, principalmente, substantivos e pronomes. Demais vocábulos,
como adjetivos e verbos, podem flexionar a partir deles.
Divide-se em:
Singular: representação de apenas Plural: representação de mais de
um ser, um objeto ou um grupo de um ser, objeto ou grupo de seres e
seres e objetos. objetos.
EXEMPLO: o armário pegou fogo (singular)
os armários pegaram fogo (plural)
Presença de duas marcas: "s", "aram".
CATEGORIA DE
NÚMERO
Câmara Jr (1982), Macambira (1978) e Monteiro (1986) postularam uma relação
privativa em que o singular não possui marca específica e o plural é marcado por "-
s". Contudo, como já foi visto em outro trabalho (1998), a existência da vogal
temática nominal, não se encontra bem estabelecida com clareza no português, ao
contrario da vogal temática verbal que claramente indicam conjugação.
Autores como Silva e Koch (1986) que, contrariamente à orientação de Câmara Jr,
sugere uma abordagem alternativa, em que o plural é formado por alomorfes, ou
seja, variações de "-s" como "-es" ou "-is" dependendo do contexto.
MARCAS DE PLURAL EM
SUBSTANTIVOS.
• terminados em vogal, ditongo oral ou consoante "n", acrescenta-se "s".
• terminados em "m" acrescenta-se "ns".
• terminados em "r" e "z" e oxitonas terminadas em "s", acrescenta-
se/muda para "es".
• terminados em "al", "el", "ol", "ul", substitui-se o "L" por "is".
- oxitonas "il" por "s"
- paroxítonas "il" por "eis"
• terminados em "ão" podem mudar para "ões", "ães" e "ãos".
• terminados em "x" e paroxítonas e proparoxítonas terminadas em "s" são
invariáveis.
CONCLUSÃO
GERAL.
O texto examina os critérios que distinguem flexão e derivação, conforme
proposto por Rocha (1998), e como esses critérios se aplicam às categorias
de gênero, número e grau nos substantivos da língua portuguesa.
CONCLUSÃO
GERAL.
Flexão de gênero: Depende mais da sintaxe (concordância
com determinantes e adjetivos) do que
da morfologia.
Flexão de número:É regular na maioria dos casos e exige
concordância formal com os elementos relacionados.
Flexão de grau:É parcialmente regular e opcional,
podendo expressar afetividade ou variação de tamanho.
OBRIGADO PELA
ATENÇÃO!