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Urinálise e Espermograma: Análise Clínica

O documento aborda a análise da urina e do sêmen, destacando a anatomia e fisiologia renal, a formação da urina e do sêmen, e os métodos de urinálise e espermograma. Inclui informações sobre a coleta de amostras, exames físicos, químicos e microscópicos, além de discutir a interpretação de resultados e a identificação de patologias. Palavras-chave incluem urina, rins, infecção do trato urinário, sêmen e infertilidade.

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Urinálise e Espermograma: Análise Clínica

O documento aborda a análise da urina e do sêmen, destacando a anatomia e fisiologia renal, a formação da urina e do sêmen, e os métodos de urinálise e espermograma. Inclui informações sobre a coleta de amostras, exames físicos, químicos e microscópicos, além de discutir a interpretação de resultados e a identificação de patologias. Palavras-chave incluem urina, rins, infecção do trato urinário, sêmen e infertilidade.

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17/12/2020

• Unidade de Ensino: 4

• Competência da Unidade: Conhecer as técnicas e correlações clínico-laboratoriais

Líquidos
aplicadas na análise da urina e do sêmen.

• Resumo: sistema renal, formação de urina, urina tipo I, sistema reprodutor masculino,

biológicos
formação do sêmen, análise do sêmen.

• Palavras-chave: urina, rins, infecção do trato urinário sêmen, testículos,


espermatozoides, infertilidade, urinálise, espermograma.
Urinálise e espermograma • Título da Teleaula: Urinálise e espermograma

• Teleaula nº: 4

Flávia Soares Lassie

1 2

Contextualização da teleaula
 Anatomia Renal;
 Fisiologia Renal;
 Formação da urina; Anatomia e
 Urinálise;
 Exame físico, químico e microscópico da urina; Fisiologia Renal e
 Sistema reprodutor masculino;
 Espermograma;
Formação de Urina
 Análise macroscópica e microscópica do sêmen.

3 4

Sistema Urinário  Funções dos rins:


1. Eliminar resíduos metabólicos e substâncias químicas: Ureia, Creatinina, Rim
Ácido Úrico, Drogas, Toxinas;  Unidade morfofuncional
Rim 2. Reter no organismo nutrientes: Proteínas, aa, glicose, Ca2+ ,cloreto, H2O;
3. Regular o equilíbrio hidroeletrolítico, o equilíbrio ácido-base;
do rim ;
4. Regular a pressão arterial  ≥ 1 milhão de néfrons;
5. Sintetizar hormônios:  Cada néfron funciona
- Eritropoietina: hormônio que controla a produção de hemácias; independente na produção
- Renina: controla a formação de angiotensina que influencia na pressão de urina.
Uréter sanguínea e no balanço de sódio;
- 1, 25-dihidroxicolecalciferol (forma ativa da vitamina D): atua no balanço
Bexiga de cálcio
6. Síntese de glicose a partir de fontes não glicídicas.

Uretra

Fonte: MUNDT, L.A. Exame de urina e de Fluidos


corporais de Garff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012
Fonte: [Link] acesso dez. 2020 (pág. 33).

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1
17/12/2020

Néfron Funcionamento dos rins  Volume filtrado no glomérulo: 120 mL/min.;


 Volume médio diário normal de urina: 1200 a
1500 mL
 Média normal: 600 a 2000 mL/24 hras;
 Poliúria: > 2500 mL/ 24hras (diabetes mellitus);
 Oligúria: < 500 ou < 300 mL/24hras ;
Sangue com resíduo  Anúria: < 100mL/24hras
Ducto coletor
Sangue filtrado Glomérulo URINA NORMAL: H2O, ureia,
ácido úrico, creatinina, Na+, K+,
Fonte: MUNDT, L.A. Exame de urina e de Fluidos Cl-, Mg2+, PO42-, SO42-, NH3
corporais de Garff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012
(pág. 36).

Túbulo
Alça de Henle
Fonte: Modificado de EBSCO.
Disponível
em:[Link]
view-item?ItemID=9296 acesso dez.
2020

7 8

Exames de urina
 Urina tipo I: coletada em um frasco limpo e seco (para urocultura, deve ser estéril);
 Método de jato médio:
• Antes da coleta, realizar a higienização da região genital;
• Para realizar a coletar, o primeiro jato da urina é rejeitado, e coletado o jato médio em um recipiente
estéril, sendo importante descartar também a porção final da urina; Exame de Urina I-
Urinálise
• Amostra de urina deve ser processada dentro de 2 horas após coleta senão for possível: 2 a 8ºC.
 Urina de 24 horas (ou cronometrada): paciente deve começar e terminar o período da
coleta com a bexiga vazia avaliar as [ ] exatas das subst. urinárias;
- Dia 1: às 7:00 da manhã o paciente urina e despreza a amostra; coleta
todas as urinas das próximas 24 hrs;
- Dia 2: às 7:00 da manhã o paciente urina e acrescenta essa urina a todas
as outras coletadas.
 Urocultura

9 10

Exame Laboratorial de Urina Exame Físico Procedimento: Observação macroscópica visual;


 O exame de urina de rotina fornece uma avaliação confiável
e econômica de distúrbios do sistema urinário. A urinálise de  VOLUME: Resultado- relatar o volume enviado ou colhido no
rotina é composta por: laboratório Não serve p/ descrever a diurese como a coleta de urina de
24hrs (Volume normal – 600 a 2.000 mL /24h);
Exame físico: volume, cor, aspecto, densidade e odor; - Relacionado com a ingestão de líquidos e com as condições metabólicas;
 ASPECTO: transparência/ turvação da urina. A urina normal é
Exame químico: pH, proteínas, glicose, corpos cetônicos,
urobilinogênio, bilirrubina, hemoglobina, leucócitos, nitrito e
Fonte: Turbotorque. Disponível em
[Link]
transparente;
hp?curid=12885290. Acesso em dez. 2020.
gravidade específica; - A urina turva não é necessariamente patológica;
- A turbidez pode ser causada pela presença de bactérias, sangue, leucócitos,
Exame microscópico: células epiteliais, leucócitos, hemácias, células epiteliais, filamentos de muco, cristais ou medicamentos;
cilindros (hialinos, leucocitários, hemáticos, etc), cristais, - Resultados: Límpida, Ligeiramente turva, Turva, Hemorrágica, Leitosa;
bactérias, fungos, filamentos de muco, etc.

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Exame Físico Exame químico Método com fita reagente (reações químicas
complexas) – Semi-quantitativo
 COR: relacionada a [ ] de pigmentos.
 pH: reflexo da capacidade renal na manutenção da [H+]
- Normal: amarelo pálido a amarelo-âmbar escuro;
- pH normal – 6,0- podendo variar entre 4,5 a 8,0;
- Fatores que alteram coloração: dieta, uso de medicamentos, grau de hidratação;
- acidose metabólica e respiratória, dieta proteica, cetoacidose diabética urina
- Urina pálida +densidade específica alta: diabetes mellitus e após a utilização de contraste ácida (NH4+);
radiográfico;
- alcalose metabólica e respiratória, dieta vegetariana urina alcalina;
 DENSIDADE: analisa a presença de solutos dissolvidos (avalia a capacidade de - urina parada, contaminada, infecção urinária urina alcalina (uso de NH4+)
reabsorver do rim); Fonte: Disponível em
 PROTEÍNA: normalmente existe uma quantidade diminuta de proteína na [Link] Acesso
em dez. 2020.
- A inabilidade de concentrar ou diluir urina é um indicativo de doença urina (< de 10 mg/dL ou 100 mg/24hras);
renal ou deficiência hormonal (ADH);
- Albumina, globulina, proteína de Tamm-Horsfall derivadas do plasma
- Compara a densidade da urina com a densidade da água; e do trato urinário;
- Resultado: varia de 1.005-1.035 - Proteinúria é um indicativo de dano ou doença renal;
- Valor de referência: ausente/ Proteinúria clínica: ≥ 30 mg/dL.

13 14

 GLICOSE: o nível sanguíneo, o fluxo sanguíneo glomerular, a taxa  BILIRRUBINA: produto de degradação da hemoglobina;
de reabsorção tubular e o fluxo urinário influenciam na sua - Transporte do sangue ao fígado: albumina
presença na urina; - Bilirrubina indireta (não conjugada): não é filtrada pelos glomérulos;
- A glicosúria geralmente ocorre quando o nível sanguíneo é superior a 180 - - Bilirrubina direta (conjugada): é excretada pelo fígado e é facilmente filtrada
200 mg/dL Hiperglicemia – Glicosúria: diabetes mellitus; através do glomérulo e excretada na urina se os níveis plasmáticos estiverem
Fonte: [Link] acesso
- Glicosúria com níveis de glicose relativamente baixos no sangue- Reabsorção dez. 2020 elevados;
tubular não suficiente. - Presença pode estar relacionada com doença hepática.
- Valor de referência: ausente  UROBILINOGÊNIO: produto da bilirrubina excretada no intestino pelos
 CETONAS: corpos cetônicos são produtos do metabolismo ductos biliares e pela ação de bactérias intestinais é convertido em
incomum da gordura e sua presença pode indicar uma acidose; urobilinogênio;
- Importante para avaliação de diabetes mellitus (cetoacidose) ou devido ao - Valor de referência: Normal
jejum prolongado, dieta e medicamentos; - Resultado: normal, positivo;
- Valor de Referência: ausente; - Pacientes com lesão ou disfunção hepática podem ter uma excreção
- Resultado: ausente; 1+ a 3+; (25, 100, 300 mg/dl) aumentada através dos rins.

15 16

 SANGUE: doença ou trauma em qualquer região dos rins ou vias urinárias; cálculo renal;
- Hematúria – presença de nº anormal de células sanguíneas (hemácias) na urina;
- Hemoglobinúria – presença de Hb na urina;
- Hemoglobinúria verdadeira isolada é incomum e está relacionada com a hemólise intravascular -

Sedimentoscopia-
anemias hemolíticas adquiridas severas ou congênitas;
- Valor de referência: ausente.
 ESTERASE LEUCOCITÁRIA: grânulos azurófilos ou primários dos neutrófilos e é utilizada
como um marcador para essas células; geralmente o nível de esterase urinária está
correlacionado com o nº de neutrófilos presentes; Exame
- Presentes em um processo inflamatório ou infeccioso do trato urinário.
 NITRITO: presença de bactérias que reduzem o nitrato a nitrito
microscópico
(Enterobactérias: E. coli, Klebsiella sp, Proteus sp, etc.) ITU
- Resultado: ausente, positivo;

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Análises de estruturas microscópicas no sedimento Exame Microscópico


 Estudo do exame microscópico do sedimento urinário;  Células epiteliais: descamação ou
 Observação, identificação e quantificação de: células esfoliação espontânea;
epiteliais; leucócitos; hemácias; cilindros; muco e  Pode caracterizar uma colheita
cristais; de urina inadequada –
 Preparo do sedimento: colocar de 5 a 10 mL de urina contaminação com secreção
Fonte:
[Link] vaginal ou uretral;
em um tubo cônico, centrifugar a 1500 a 3000 rpm por 5 eMT8 acesso dez.
2020
min. retirar o sobrenadante de modo que fique em torno  Leucócitos: glomerulonefrite, Fonte: [Link] acesso dez. 2020

de 1 mL de urina e ressuspenda o sedimento, colocar uma infecções do trato urogenital,


gota da mistura em uma câmara de Neubauer e levar ao inflamações diversas, pielonefrite,
microscópio para analisar o sedimento. cistite, prostatite, uretrite.
Fonte:
[Link]
acesso dez. 2020  Piúria: > 4 leucócitos/ campo Fonte: [Link] acesso dez. 2020

19 20

 Hemácias: Hematúria- rompimento da integridade da Urocultura


barreira vascular ou por doenças na membrana glomerular
ou no trato genitourinário;  Exame utilizado para identificar o patógeno
causador e a sensibilidade antimicrobiana em
 Bacteriúria: infecção urinária;
pacientes com suspeita de UTI;
 Cilindros: formações cilíndricas moldadas na luz do túbulos
 Urina é homogeneizada e com uma alça
renal distal e no ducto coletor devido uma maior acidez
calibrada, uma quantidade da amostra
urinária nestes locais;
conhecida é removida, e então semeada em
 Cristais: Formados pela precipitação de sais da urina Fonte: [Link] dez. 2020
placas com meio de cultura pelo método de
Fonte: [Link] acesso dez. 2020

submetidos a variações de pH, temperatura ou estriamento;


concentração;
 Urina semeada em meios de cultura: ágar
- Importante a identificação dos cristais para a investigação de
doenças hepáticas, dos erros inatos do metabolismo, litíase renal, e de
Mac Conkey, CLED e alguns casos em ágar
determinadas alterações metabólicas. sangue. Fonte: [Link] acesso dez. 2020

21 22

Antibiograma MÉTODO DISCO DIFUSÃO

• Finalidade: avaliar a resistência dos microrganismos frente


aos antimicrobianos;
• Utiliza discos especiais de papel-filtro impregnados de
antibiótico com concentrações conhecidas; Urinálise
• Os discos são colocados sobre uma placa de ágar Mueller
Hinton previamente semeada com uma suspensão
padronizada do microrganismo; Fonte: do autor

• Incubação por 18 a 24 horas;


• Os halos de inibição são medidos em milímetros, e os
resultados são expressos em relação à suscetibilidade das
bactérias como resistentes, sensíveis ou intermediárias.

23 24

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• Qual é o provável
Mulher 25 anos, sexualmente ativa, diagnóstico do Urinálise
relatou sentir dor ao urinar e a cor da paciente? Quais  COLETA: Amostra de Jato Médio c/ antissepsia
urina estava levemente rosada. Foi dados laboratoriais
solicitado exame de Urina 1 no qual levaram a esse
 EXAME FÍSICO: volume, cor, aspecto, densidade e
foram observados: diagnóstico? Qual odor;
exame é necessário
 EXAME QUÍMICO: pH, proteínas, glicose, corpos
realizar para
• Exame físico: cor rosada, aspecto normal, odor sui generis, instituir a terapia cetônicos, urobilinogênio, bilirrubina, hemoglobina, Fonte: Turbotorque. Disponível em
[Link]
densidade de 1020. correta? leucócitos, nitrito e gravidade específica; hp?curid=12885290. Acesso em dez. 2020.

• Exame químico: pH 6,0; proteínas +, hemácias +, leucócitos +,


nitrito +.  EXAME MICROSCÓPICO: células epiteliais,
• Exame microscópico: 6 hemácias/ campo, bactérias +++, muco leucócitos, hemácias, cilindros (hialinos,
+++, leucócitos incontáveis
leucocitários, hemáticos, etc), cristais, bactérias,
fungos, filamentos de muco, etc.

25 26

Cor normal: amarela (fisiológica)  Exame microscópico


Exame urocromo, urobilina

Físico Cor rosada: presença de eritrócitos,


Sedimentoscopia
Centrifugação da urina a mais ou menos 1.800
hemoglobina SANGUE rpm por 5 minutos;
 pH: reflexo da capacidade renal na manutenção da Desprezar o sobrenadante e ressuspender o
sobrenadante em aproximadamente 1 mL de
[H+] Fonte: [Link] acesso dez. 2020 Fonte: [Link] acesso dez. 2020
urina
- pH normal – 6,0- podendo variar entre 4,5 a 8,0; Fonte: [Link] acesso

Exame Células epiteliais: descamação ou esfoliação


dez. 2020
 PROTEÍNA: Proteinúria é um indicativo de dano ou 
doença renal; espontânea;
Químico  SANGUE: doença ou trauma em qualquer região dos
rins ou vias urinárias
 Leucócitos: infecções do trato urogenital (Piúria: > 4
leucócitos/ campo);
 ESTERASE LEUCOCITÁRIA: está correlacionado com o  Hemácias: Hematúria- rompimento da integridade
nº de neutrófilos presentes; da barreira vascular ou por doenças na membrana
- Presentes em um processo inflamatório ou glomerular ou no trato genitourinário;
infeccioso do trato urinário.  Bacteriúria: infecção urinária;
 NITRITO: ITU  Muco Fonte: [Link]
acesso dez. 2020

27 28

Antibiograma MÉTODO DISCO DIFUSÃO

• Finalidade: avaliar a resistência dos microrganismos frente


aos antimicrobianos;
• Utiliza discos especiais de papel-filtro impregnados de
antibiótico com concentrações conhecidas; Sistema reprodutor
• Os discos são colocados sobre uma placa de ágar Mueller
Hinton previamente semeada com uma suspensão masculino
padronizada do microrganismo; Fonte: do autor

• Incubação por 18 a 24 horas;


• Os halos de inibição são medidos em milímetros, e os
resultados são expressos em relação à suscetibilidade das
bactérias como resistentes, sensíveis ou intermediárias.

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Sistema reprodutor masculino Glândulas acessórias


1. Gônadas (testículos) Bexiga
Ducto Próstata, vesículas seminais
deferente
e glândulas bulbouretrais
2. Órgãos acessórios Ureter
esquerdo
Vesícula seminal

Epidídimo, ducto Uretra Ducto ejaculatório Osso do


quadril

deferente, próstata, Pênis


Próstata Ampola do ducto deferente
Vesícula seminal
Secretam o sêmen
Glândula bulbouretral Próstata

vesícula seminal, Ducto


Parte prostática
da uretra
Ducto da vesícula seminal
Ducto ejaculatório
deferente Glândula
glândula bulbouretral, bulbouretral
Músculos profundos do períneo
Testículo
ducto ejaculatório, Escroto Epidídimo Glândula bulbouretral

uretra e pênis. Fonte: Adaptado de


Ningyou/Wikimedia
Fonte: Modificado de TORTORA, G.J.; DERRICKSON, B. Pricípios de anatomia e fisiologia. [Link]. Rio de Janeiro:
Commons. Guanabara Koogan, 2019.
Fonte: Modificado de TORTORA, G.J.; DERRICKSON, B. Pricípios de anatomia e fisiologia. [Link]. Rio de Janeiro:
Fonte: [Link] acesso dez. 2020 Guanabara Koogan, 2019.

31 32

Sêmen
Testículo Par de glândulas ovais no
escroto
• Mistura de liquido seminal e espermatozoides;
• Composto de diversos fluidos:
- Fluido levemente alcalino e gelatinoso (pH 7,2 a 7,6) produzido nas 1. Túbulos seminíferos (células de
vesículas seminais (60 a 70%); Sertoli e células germinativas)
Ducto
- Fluido ligeiramente ácido (pH 6,5) ralo, leitoso, pouco viscoso deferente
2. Tecido intersticial
produzido na próstata (20 a 30%); Epidídimo
(vasos sanguíneos e células de Leydig)
- Muco espesso e alcalino produzido nas glândulas bulbouretrais; Túbulos
seminíferos
• Aspecto leitoso e a consistência pegajosa;
Testículo
• Propicia aos espermatozoides transporte, nutrientes e também Escroto

proteção contra o ambiente ácido da uretra masculina e vagina Fonte: Cancer Research/Wikimedia Commons.

da mulher; Fonte: [Link] acesso fev. 2020

33 34

Espermatozoide 300 milhões/dia

Partes:
• CABEÇA: Núcleo (23
cromossomos) + acrossomo
(enzimas que auxiliam na
Acrossomo
Núcleo
Centríolo
Mitocôndrias
Filamento
axial
Espermograma-
penetração na parede do óvulo).
• COLO: junção entre a cabeça e Cabeça Colo
Peça intermediária
Cauda Peça terminal Análise do sêmen
cauda (peça intermediária contém
mitocôndrias que fornecem ATP).
• CAUDA: peça principal (parte mais
longa da cauda) + peça terminal. Fonte: Modificado de Mariana Ruiz
Villarreal/Wikimedia Commons.
Fonte: [Link] acesso dez.2020

35 36

6
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Espermograma- Análise do sêmen Análise do sêmen Exames Macroscópicos e Microscópicos


• Exame essencial para avaliar a fertilidade masculina, indicado
quando: EXAME MACROSCÓPICO INICIAL
- Após 6 meses de tentativa em engravidar a parceira (sem uso de
 LIQUEFAÇÃO: proteger os espermatozoides contra o pH vaginal e
métodos contraceptivos); Exame pré-nupcial; Histórico de doenças
impedir a dispersão no ambiente vaginal;
que possam comprometer a fertilidade (varicocele, criptorquidia 2 ou 3 amostras são • Início logo após a ejaculação até a liquefação completa (verificar de 5 em 5 min
endocrinopatia, infecções genitais....). testadas: intervalo de e anotar o tempo)  VR: até 30 min
• COLETA: manipulação auto- erótica (masturbação); 2 semanas
• Sêmen fresco é coagulado e deve se liquefazer : 30 a 60 min após a coleta
• Em situações especiais pode ser realizada por meio de relação sexual essencial o registro de tempo da coleta
usando preservativo atóxico; • Falha: causada por deficiência de enzimas prostáticas
• Após abstinência sexual 48 a 72 hras. Ideal de (2 a 3 dias);  pH: realizado logo após a liquefação e completa homogeneização
- Intervalos inferiores ou superiores: formas imaturas; do material Normal: alcalino (7,2-8,0)- Tiras reagentes;
- Superiores- volume aumentado e motilidade e viabilidade diminuídos. • Aumento (pH > 8,0): indicativo de infecção do trato reprodutivo.

37 38

ASPECTO VISCOSIDADE Consistência do fluido e pode estar


relacionado a liquefação/ coagulação
• Normal: Branco acinzentado, pouco translúcido
• Característico odor rançoso • Amostras liquefeitas incompletamente são coaguladas e
• Aumento de turbidez branca presença de leucócitos e infecção no trato reprodutivo altamente viscosas;
(se solicitado a semeadura da amostra é realizada antes da continuação da análise); • Estimada utilizando pipeta ou bastão, observando o filete de
• Teste de esterase leucocitária da tira reagente;
• Tonalidades variáveis de vermelho: presença de hemácias sêmen formado;

VOLUME • Amostra normal: deve ser facilmente aspirada para uma pipeta e
Fonte: MUNDT, L.A. Exame de urina e de Fluidos

• Normal: 2 e 5 mL (medido: tubo cônico graduado (0,1 mL)- Após a forma gotículas que não aparecem agregadas ou filamentosas corporais de Garff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012
(pág. 268).

liquefação; quando descarregadas da pipeta;


• Maiores volumes: após períodos de abstinência prolongados;  Gotas normais: formam fino filete qdo liberadas da pipeta;
• Diminuição: associado a infertilidade e pode indicar funcionamento
inadequado de um dos órgãos produtores de sêmen (vesículas  Gotas com filetes maiores que 2 cm: altamente viscosas;
seminais) • Graduação de 0 (aquosa) a 4 ( semelhante a gel)/ baixa; normal e
• Coleta incompleta
elevada.

39 40

MOTILIDADE
• Avalia o movimento espontâneo dos espermatozoides;
• 1 gota de sêmen liquefeito entre lâmina e lamínula
observada em M.O (400X);
Análise • Avaliada pela velocidade e pela direção;
Fonte: [Link] dez. 2020

Microscópica do
• Classificação: 0 (ausência de movimento) a 4 (movimentação
rápida/linha reta); Fonte: MUNDT, L.A. Exame de urina e de Fluidos
corporais de Garff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012
(pág. 269).

sêmen
 Progressiva (Grau A eB);
 Não progressiva (Grau C);
 Imóveis (Grau D).
• Amostra normal: 80% dos espermatozoides exibem alguma
progressão para frente.

41 42

7
17/12/2020

> 75%
CONCENTRAÇÃO DE ESPERMATOZOIDES VIABILIDADE ESPERMÁTICA espermatozoides
viáveis.
• Define-se a quantidade de espermatozoides em milhões/ mL
• Esfregaço da amostra corado por eosina-Y (eosina
de sêmen (x106 por mL);
amarela) ou eosina/nigrosina ( Mistura da amostra com
• Contagem manual com hemocitômetro: diluição de 1:20 em
eosina (1%) nigrosina (10%) em solução aquosa;
H2O(d) para imobilizar os espermatozoides pode ser utilizada;
• Membranas de espermatozoides mortos sofrem danos
• Contar apenas os espermatozoide inteiros com suas Fonte: MUNDT, L.A. Exame de

Fonte: MUNDT, L.A. Exame de urina e de Fluidos e podem facilmente captar o corante eosina (coram de urina e de Fluidos corporais
de Garff. 2. ed. Porto Alegre:
respectivas cabeças e caudas; corporais de Garff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012 Artmed, 2012 (pág. 269).
(pág. 269). vermelho contra um fundo púrpura);
• Contagem na Câmara de Neubauer (Quadrante Central);
• Membranas de espermatozoides viáveis mantêm-se
• Cálculo: Nº espermatozoides contados X diluição intactas e não permitem a penetração de eosina (
X 10.000/ nº de quadrantes contados
incolores);
• Normal: > 20 milhões de espermatozoides/ mL de sêmen; • Mínimo de 100 cabeças espermáticas é contado em 2 categorias:
• Limítrofe: entre 10 e 20 milhões/ mL de sêmen. vermelhos=mortos; branco=viáveis.

43 44

 ANORMALIDADES:
MORFOLOGIA ESPERMÁTICA • Cabeça dupla, cabeças gigantes e amorfas,
• Avaliada a partir de um esfregaço fino de sêmen corado (Giemsa/ Papanicolau) observado microcabeças, cabeças crônicas e cabeças
constritas;
ao M.O (1000X em imersão); • Cauda duplicadas, enroladas ou dobradas;

• Pelo menos 200 espermatozoides devem ser avaliados e % de anormais deve ser relatada;
• Mínimo de formas normais de morfologia espermática pode variar de >30 a > 70%; Espermatozoides normais
(Papanicolau - 1000X)
• É avaliada em relação a estrutura da cabeça (penetração no óvulo), peça intermediária e Fonte: MUNDT, L.A. Exame
cauda (motilidade); de urina e de Fluidos
corporais de Garff. 2. ed.
Porto Alegre: Artmed,
 Anormalidades na morfologia da cabeça: má penetração no óvulo; 2012 (pág. 272).

 Anormalidades no colo, peça intermediária e cauda afetam a motilidade

Espermatozoides com cabeça Espermatozoides com cauda


dupla (Papanicolau - 1000X) dupla (Papanicolau - 1000X)
Fonte: OLIVEIRA, R.B. Líquidos biológicos. [Link]. Paraná: Londrina, 2017 (pág. 151).

45 46

Paciente M.S.F, 29 anos, tentava há 6 meses, sem sucesso engravidar sua


esposa. Relatou o consumo diário de álcool e cigarro. Foi coletada uma
amostra de sêmen e observou-se: volume abaixo do normal, motilidade
total grau C e não progressiva, sendo classificada como
oligoastenozoospermia.
Espermograma
Avalie o significado dos
resultados da amostra do
paciente. Relate qual é a
provável causa da
infertilidade?

47 48

8
17/12/2020

Hipospermia
ESPERMOGRAMA
Volume: Normal ejaculado
Hiperespermia
é de 2,0 a 5,0 mL
Análises adicionais: [ ]
Aspermia
de frutose no fluido
Análise Macroscópica: liquefação, pH,
seminal, aglutininas no Fonte: [Link] dez. 2020
aspecto, volume, viscosidade
esperma, infecções • Grau A: espermatozoides que
microbianas. Motilidade: avalia o atravessam o campo do M.O
rapidamente em trajetória linear;
movimento • Grau B: atravessam lentamente com
espontâneo dos trajetória irregular;
Análise microscópica: motilidade, espermatozoides • Grau C: movimentos de batimento de
cauda ou cabeça, ou circulares, ou sem
contagem de espermatozoides, progressão;
morfologia, viabiliadade • Grau D: imóveis.

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Termos habitualmente utilizados no laudo do Fatores que interferem na fertilidade masculina


espermograma:
• Relação com o próprio testículo: criptorquidia,
• Aspermia: ausência de ejaculado.
• Astenoteratozoospermia: motilidade e morfologia diminuída. torção testicular, varicocele, infecções...
• Astenozoospermia: motilidade diminuída. • Fatores tóxicos: uso de drogas (álcool, cigarro,
• Azoospermia: ejaculado sem espermatozoides.
maconha, cocaína), anabolizantes sintéticos,
• Hiperespermia: volume espermático aumentado.
• Hipospermia: volume espermático diminuído.
alguns medicamentos (finasterida, colchicina);
• Normozoospermia: concentração normal de espermatozoides. • Fatores iatrogênicos: cirurgia de próstata...
• Oligoastenoteratozoospermia: concentração diminuída, da motilidade e da morfologia.
• Oligoastenozoospermia: concentração e motilidade diminuída.
• Fatores relacionados à relação sexual:
• Oligozoospermia: concentração diminuída. impotência, ejaculação precoce, dificuldade na
• Teratozoospermia: poucas formas normais penetração....

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Recapitulando......
Anatomia Renal;
Fisiologia Renal;
Formação da urina;
Urinálise;
Exame físico, químico e microscópico da
urina;
Sistema reprodutor masculino;
Espermograma;
Análise macroscópica e microscópica do
sêmen.

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