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Análise de Líquidos Cavitários Clínicos

O documento aborda a análise de líquidos cavitários, incluindo líquido amniótico, pleural e pericárdico, com foco em suas funções, composições e métodos de análise laboratorial. Destaca a importância da amniocentese para diagnósticos genéticos e a avaliação da maturidade pulmonar fetal. Também discute as implicações clínicas de alterações nos volumes e composições desses líquidos.

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Análise de Líquidos Cavitários Clínicos

O documento aborda a análise de líquidos cavitários, incluindo líquido amniótico, pleural e pericárdico, com foco em suas funções, composições e métodos de análise laboratorial. Destaca a importância da amniocentese para diagnósticos genéticos e a avaliação da maturidade pulmonar fetal. Também discute as implicações clínicas de alterações nos volumes e composições desses líquidos.

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17/12/2020

• Unidade de Ensino: 3

• Competência da Unidade: Conhecer as técnicas e correlações clínicas das análises dos

Líquidos
líquidos cavitários.

• Resumo: introdução ao líquido amniótico, introdução ao líquido pleural, introdução ao

biológicos
líquido pericárdico.

• Palavras-chave: liquido pleural, liquido pericárdico, líquido amniótico.

• Título da Teleaula: Líquidos cavitários


Líquidos cavitários
• Teleaula nº: 3

Flávia Soares Lassie

1 2

Contextualização da teleaula
 Líquido amniótico;
 Análise laboratorial do líquido amniótico; Líquido amniótico
 Líquido pleural;
 Análise laboratorial do líquido pleural;
 Líquido pericárdico;
 Análise laboratorial do líquido pericárdico.

3 4

Líquido amniótico Líquido amniótico


Seringa
Ultrassom Líquido
amniótico

 Formado pela placenta;  Função: crescimento externo simétrico do embrião, forma uma FetoÚtero
 Cavidade amniótica envolve o embrião e surge no estágio de barreira contra infecções, impede a aderência do feto ao saco
blastocisto visualizada por ultrassom transvaginal (5 a 6 semanas); amniótico, proteção de possíveis traumatismos que a mãe sofra,
permite livre movimento e desenvolvimento muscular;
 Proveniente do organismo da mãe e do feto em proporções
variadas idade gestacional;  Composição: H2O ( 95 a 98%);
 Composição similar àquela do plasma materno, com um nº pequeno  Subst. orgânicas (alfafetoproteína, creatinina, bilirrubina,
de céls. da pele, dos tratos urinários e digestivo do RN e subst. Fonte: [Link] acesso fosfolipídos, hormônios, prostaglandinas, proteínas, IG, Fonte: [Link] acesso dez. 2020
dez. 2020

bioquímicas produzidas pelo feto; carboidratos, enzimas e vitaminas);


 Volume aumenta regularmente na gravidez: 1.100 a 1.500 mL após  Subst. Inorgânicas (Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Fe, Zn, Cu).
36 semanas de gestação;  AMNIOCENTESE: procedimento obstétrico invasivo (agulha longa
 A composição química se altera na produção de urina fetal. é introduzida na parede abdominal da gestante para retirada do
líquido amniótico)

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Amniocentese Análises citológicas


 Geralmente realizada entre 15 e 18 semanas de gestação estudos genéticos;  Através de cultura de células e análise microscópica;
 Volume: 10 a 20 mL (máx. 30 mL);  Pesquisa de anormalidades genéticas: cultura de células
 Análise do líquido amniótico: distúrbios genéticos e congênitas, defeitos de tubo neural, do líquido amniótico entre a 14ª e 20ª semanas de
idade gestacional, maturidade fetal pulmonar, gestação culturas coletadas são cultivadas e lisadas
 Análise macroscópica, citológica, bioquímica.... para análise cromossômica;
 Análise macroscópica: COR e ASPECTO (avaliam vitalidade e a maturidade fetal);  Avaliação dos 22 pares de cromossomos
- NORMAL: incolor ou amarelo-pálido e levemente turvo devido à células fetais; autossomos e o 23º par dos cromossomo sexuais;
- PATOLÓGICO: verde mecônio recente (sofrimento fetal), amarelo  Análise de conteúdo enzimático, defeitos do
(bilirrubina), vermelho (hemorragia), castanho avermelhado muito escuro metabolismo;
(sofrimento fetal antigo/ óbito fetal).
 Presença de Síndrome de Down, Edwards, Patau,
Klinefelter, Turner....

7 8

Síndromes genéticas mais frequentes

Análise
laboratorial do
líquido amniótico
Fonte: OLIVEIRA, R.B. Líquidos biológicos. [Link]. Paraná: Londrina, 2017 (pág. 95).

9 10

Testes para defeitos do Tubo Neural Dura mater


Vertebra
Testes para sofrimento fetal
Medula
 Distúrbios congênitos no tubo neural também podem ser espinhal

detectados pela análise do líquido amniótico; Fluido


 Eritroblastose fetal (DHRN): mãe desenvolve Ac dirigidos contra Ag das
espinhal
hemácias fetais que atravessam a placenta destruindo diversas hemácias
 Defeitos do tubo neural: anencefalia e espinha bífida 
fetais;
da AFP no líquido amniótico;
 Causada pela sensibilização de mãe Rh- contra um Ag Rh(D) fetal
 AFP encontra-se presente no soro do feto e é excretada na
destruição de hemácias fetais BI no líquido amniótico;
urina fetal e estará presente no líquido amniótico;
Fonte: [Link] acesso dez. 2020  BI é convertida em BD que não é depurada pela placenta (detectadas em
 Desenvolvimento fetal normal: pico por volta na 16ª
níveis variáveis no líquido amniótico);
semana de gestação e declina até o nascimento;
 Medida preventiva: triagem pré-natal e adm de imunoglobulina Rh(D) a
 Distúrbios do tubo neural  aberto APF é liberado do
mãe durante a gestação;
LCR para o líquido amniótico;
 Dosagem de bilirrubina no líquido amniótico através de
 Acetilcolinesterase: é testada em conjunto com AFP
espectrofotometria.

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2
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Testes da maturidade pulmonar fetal Testes da maturidade pulmonar fetal


 Tipo de células epiteliais alveolares fetais, [ ] de substâncias
 Amniostat- FLM: produto comercial que utiliza Ac contra fosfatidilglicerol para detectar
surfactantes (fosfatidilglicerol, lecitina, inositol, serina, etanolamina e
surfactante pulmonar fetal;
esfingomielina);
 Estabilidade de espuma: qtde fixa de líquido amniótico é misturada a volumes
 Surfactantes pulmonares fetais: 3 fosfolipídios- lecitina (fosfatidilcolina),
esfingomielina e fosfatidilglicerol;
crescentes de etanol 95%  misturas agitadas por 30 seg. e amostras são analisadas
quanto a presença de um anel ininterrupto de espuma no tubo;
- Conferem estabilidade ao alvéolo produzidos pelos pneumócitos são
lipoproteínas com estrutura de glicerol; - Mais surfactante é necessário para manter a espuma em maiores [ ] de etanol;
- Lecitina: principal surfactante pulmonar; - Mais surfactante é necessário para sustentar ao nascimento da função pulmonar
- A proporção entre lecitina e esfingomielina: utilizada para avaliar a maturidade (índice ≥ 0,47 surfactante pulmonar fetal suficiente.)
pulmonar fetal;
 Surfactantes pulmonares fetais: são produzidos por pneumócitos
- Até a 33ª semana de gestação: níveis iguais, após a 34ªsemana de gestação
e armazenados na forma de corpos lamelares ( tamanho semelhante
(nível de esfingomielina e lecitina );
de plaquetas).
- L/E: ≥ 2,0 maturidade do sistema pulmonar fetal.

13 14

Volume amniótico
 Aumenta gradualmente com o transcorrer da gestação volume
máx. entre a 34ª e 37ª semanas (800 a 1000 mL);
- Após a 37ª semana o volume decai até o nascimento do bebê.
 Relacionado a algumas patologias:
 Polidrâmnio: acumulo (acima de 2L) do líquido amniótico de
Líquido Pleural
origem patológica elevada morbimortalidade materna e
fetal (malformação fetal, distúrbios genéticos, diabetes
mellitus, sensibilização Rh e infecções congênitas);
 Oligodrâmnio: redução (abaixo de 400 mL) complicação
grave da gravidez- ruptura prematura das membranas,
insuficiência placentária, anomalias congênitas....

15 16

M.

Pleuras
Pulmão intercostais
 Acúmulo de fluido: espaços tissulares e resultam
Pulmão

M.
Pleura
parietal Derrames
intercostais Pleura de um desiquilíbrio das pressões entre os tecidos
 Membranas formadas por células mesoteliais visceral

e os capilares
subjacentes ao tecido conjuntivo localizam- Cavidade
pleural
Diafragma
se na cavidade torácica; TRANSUDATO EXSUDATO
 Cavidade pleural: circula pequena quantidade Parede
torácia COR Amarelo pálido (seroso) Qualquer coloração anormal
(castanho, creme, verde,
de líquido (3 a 15 mL) líquido pleural; leitoso, rosa, vermelho ou
Fonte: [Link] acesso dez.2020 amarelo)
 Lubrificar os folhetos pleurais durante os LIMPIDEZ Límpido Hemorrágico (sanguíneo),
enevoado, purulento, túrbido
movimentos ventilatórios (inspiração e expiração);
PROPORÇÃO LDH < 0,6 > 0,6
 Origem: filtrado microvascular (ultrafiltrado do LÍQUIDO: SORO
PROTEÍNA < 3,0 g/dL > 3 g/dL
plasma) e a depuração do líquido é feita pela rede
PROPORÇÃO PROTEÍNA < 0,5 > 0,5
linfática. LÍQUIDO:SORO

17 18

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Acúmulo de líquido na cavidade pleural entre as


Derrame pleural pleuras, ocorre em algumas patologias e
ocasiona a diminuição do espaço de expansão
Toracocentese
dos pulmões
 Realizado para obter líquido pleural;
 Remove excesso de líquido pleural (acima de 30 mL);
Sintomas: dor torácica, tosse e  Fornece uma amostra para exame laboratorial e auxilia
dispneia. na melhora dos sintomas do paciente;
 Punção feita na região subescapular (na borda superior Fonte: MUNDT, L.A. Exame de urina e de Fluidos
corporais de Garff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012
do arco costal para evitar o feixe vasculho-nervoso); (pág. 269).

 Volume coletado para exames: 20 mL e esvazia-se todo


o líquido da cavidade pleural;
 Complicações: pneumotórax presença de ar entre
as pleuras (parietal e visceral)

19 20

Análises do líquido pleural


 Análise macroscópica;
 Análises bioquímicas; Análise do líquido
amniótico
 Marcadores tuberculosos, tumorais,
imunológicos ou de estresse oxidativo,
citocinas, fatores de crescimento, moleculares;
 Análise citológica.

21 22

Amniocentese
Seringa
Ultrassom Líquido
Mulher 37 anos, 1ª gestação, 14ª semana apresenta casos de traço amniótico

talassêmico na família. O médico solicitou a realização da amniocentese Útero


Feto
e coleta do líquido amniótico. A análise do líquido amniótico mostrou:
 Agulha longa é introduzida na parede
abdominal da gestante para coletar o líquido
amniótico;
A gestante pode fazer  Volume coletado: depende da idade fetal e do
• Cor e aspecto: claro e transparente; o procedimento de
• Diminuição de alfafetoproteína; amniocentese? A motivo do exame (10 a 20 mL -máx. 30 mL);
Fonte: [Link] acesso dez. 2020
• Relação L/E: < a 1,5;
diminuição de  Geralmente realizada entre 15 e 18 semanas de
• Análise cromossômica: trissomia do
alfafetoproteína
21;
reflete a relação L/E
gestação estudos genéticos;
• Traço talassêmico: negativo
ou a trissomia do 21?

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Amniocentese
• Estudo citogenético fetal. Análise do líquido amniótico
• Estudo bioquímico do líquido amniótico:
 Estudo enzimático;  Alfafetoproteína: útil no diagnóstico de
 Erros inatos do metabolismo;
patologias fetais;
 Dosagem de alfafetoproteína;
 Dosagem de 17 alfa-hidroxiprogesterona.  Os níveis diminuídos podem auxiliar no
• Estudo molecular: diagnóstico das trissomias cromossômicas (
 Pesquisa de infecção fetal por PCR específica; Síndrome de Down), doença trofoblástica
 Estudo de paternidade;
gestacional, morte fetal;
 Hemoglobinopatias;
 Fenilcetonúria;  A trissomia do 21 é uma síndrome conhecida
 Síndrome do X frágil. como síndrome de Down e sua incidência
• Espectrofotometria na doença Rh.
aumenta em gestações tardias.
• Testes de maturidade pulmonar fetal.

25 26

Testes da maturidade pulmonar fetal


 Tipo de células epiteliais alveolares fetais, [ ] de substâncias
surfactantes (fosfatidilglicerol, lecitina, inositol, serina, etanolamina e
esfingomielina);
 Surfactantes pulmonares fetais: 3 fosfolipídios- lecitina (fosfatidilcolina),
esfingomielina e fosfatidilglicerol; Análises do líquido
- Conferem estabilidade ao alvéolo produzidos pelos pneumócitos são
lipoproteínas com estrutura de glicerol;
- Lecitina: principal surfactante pulmonar;
pleural
- A proporção entre lecitina e esfingomielina: utilizada para avaliar a maturidade
pulmonar fetal;
- Até a 33ª semana de gestação: níveis iguais, após a 34ªsemana de gestação
(nível de esfingomielina e lecitina );
- L/E: ≥ 2,0 maturidade do sistema pulmonar fetal.

27 28

Análise macroscópica Análise citológica Contagem de células nucleadas


 COR/ ASPECTO/ VISCOSIDADE/ ODOR: líquido pleural normal (amarelo  Exsudatos: apresentam mais de 1.000 células nucleadas/uL
pálido e límpido); (exsudato em tuberculose- > 5.000 células nucleadas/ uL); Suspeita de infecções por
 Colorações e turbidez anormais indicam diversos processos  Transudatos: apenas centenas de células nucleadas/ uL; m.o é feita cultura:
 Tuberculose pleural:
patológicos;
 Populações de células variam de acordo com a causa do pesquisa de BAAR e
 Grande parte dos transudatos: aspecto transparente, citrino, não viscoso, derrame e a fase da lesão pleural: cultura para BK
sem odor;  Fase aguda: predomínio de neutrófilos;
 Vermelho: presença de sangue;  Após 72 horas: células mononucleares penetram no espaço pleural
 Acastanhada: sangue presente na cavidade por tempo; (predomínio de macrófagos)
 Quando o derrame persiste por mais de 2 sem. predominam
- Dosagem de hematócrito > 50% indica hemotórax
linfócitos;
 Turbidez: aumento de proteínas ou lipídeos  Quadros agudos (pneumonias e embolia pulmonar): neutrófilos;
 Odor: fétido (infecção por anaeróbios).  Tuberculose, linfomas: linfócitos.

29 30

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Análise bioquímica Análise bioquímica


 pH: < 7,3- acidose do líquido (diagnóstico e  Lipídios: quilótorax- vazamento da linfa do ducto torácico (
doenças malignas – linfoma não Hodgkin) [ ] de TGL > 110
tratamento de derrames parapneumônicos e
mg/dL
doenças malignas)  [ ] baixas de glicose;
 Derrame de colesterol: forma de encarceramento
 Glicose: auxilia no diagnóstico de doenças que pulmonar crônico quase sempre associado à pleurite
originam exsudatos (< 60 mg/dL – presença de reumática e tuberculose ([ ] TGL < 50 mg/dL e colesterol >
derrame parapneumônico complicado, doença 250 mg/dL);
neoplásica, tuberculose ou doença reumatoide;  Albumina: albuminas e globulinas encontradas no líquido
pleural têm origem do soro por difusão e deixam o espaço
 Amilase: aumento da [ ] quando a relação
pleural através dos vasos linfáticos;
amilase pleural/sérica é >1 doenças
 Transudatos: > 1,2 g/dL (relação de albumina no soro: líquido pleural);
pancreáticas, ruptura de esôfago....  Exsudatos: ≤ 1,2 g/dL.

31 32

Pericárdio Parede do coração composta 3 camadas: pericárdio (mais externa),


miocárdio (média e mais espessa) e o endocárdio (mais interna);

 PERICÁRDIO:
- Envolve o coração e

Líquido pericárdico permite sua posição no


mediastino e a liberdade de
movimentação;
- 2 divisões: fibroso e seroso;
- Cavidade do pericárdio:
líquido pericárdico

Fonte: OLIVEIRA, R.B. Líquidos biológicos. [Link]. Paraná: Londrina, 2017 (pág. 112).

33 34

Pericardiocentese Derrame pericárdico


 Acúmulo de fluido ao redor do coração diminui a movimentação do coração e
 Procedimento de remoção do excesso de fluido é a principal complicação da pericardite (inflamação do pericárdio);
pericárdico;  Pode gerar graves consequências  velocidade de instauração e etiologia;

 Pode ser dirigido por fluoroscopia, - Principalmente se houver acumulo do líquido pericárdico e ocasionar
tamponamento cardíaco;
ecocardiografia (ECG) ou abordagem cirúrgica;
Fonte: MUNDT, L.A. Exame de urina e de Fluidos - Confirmação de pericardite: agente etiológico deve ser identificado
 Indicada quando paciente apresenta corporais de Garff. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012
(pág. 268).
 Classificação:
tamponamento cardíaco, suspeitas de
- Agudo: < de 3 meses
pericardite purulenta ou associada a doenças
- Crônico: persiste > de 3 meses
malignas.
- Discreto, moderado ou importante.

35 36

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Diagnóstico derrame pericárdico


 Radiografia de tórax: visualização do aumento
da área cardíaca e calcificações pericárdicas
(pericardite crônica constritiva);
 Tomografia computadorizada: delimitar e Análise do líquido
quantificar, com precisão, a extensão do
envolvimento pericárdico;
pericárdico
 Ecocardiograma: permite estimar o volume de
líquido, definir septações ou espessamento
pericárdico e detectar precocemente o
tamponamento pericárdico.

37 38

Análise macroscópica Análise bioquímica


 COR/ ASPECTO:  Diferenciação de exsudato e transudato;
 Normal: exsudato amarelo-pálido e límpido; TRANSUDATO EXSUDATO
Densidade específica < 1.015 > 1.015
 Mudanças na cor podem indicar alterações;
Concentração de proteínas < 3,0 g/dL > 3,0 g/dL
 Derrames Hemorrágicos: sanguinolentos Proporção proteínas < 0,5 > 0,5
líquido pericárdico: soro
 Análise do líquido pericárdico: diagnóstico de
Lactato desidrogenase < 60% soro > 60%soro
pericardites (viral, bacteriana, fúngica, (LDH)

tuberculose, por colesterol ou malignas); Proporção LDH líquido:


soro
< 0,6 > 0,6

 Suspeita de pericardite bacteriana: coleta de 3 pares Glicose Igual ao nível sérico 30 mg ou mais ao nível
sérico
de amostras para cultura de aeróbios, anaeróbios e
hemoculturas.

39 40

Análise bioquímica Análise citológica


 Derrame pericárdico purulento e cultura  Contagem de leucócitos:
positiva: [ ] de glicose < do que os derrames de  Doenças inflamatórias de origem bacteriana ou
origem não infecciosa; reumatológica: predomínio de neutrófilos;
 Dosagem de colesterol: aumentadas tanto em  Hipertireoidismo e doenças malignas: predomínio
derrames infecciosos como por doenças de monócitos.
malignas;  Suspeita de tuberculose: coloração para BAAR,
 Dosagem de adenosina deaminase (ADA): cultura, detecção radiométrica de
diferenciação de derrame pericárdico por micobactérias, dosagem de ADA, lisozima
tuberculose ( ) e neoplasias. pericárdica.....

41 42

7
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Tuberculose pericárdica
 Manifestação rara da tuberculose extrapulmonar;
 Pericardite: inflamação do pericárdio pode ser a
única manifestação da tuberculose;
 Sintomas: febre, tosse, dispneia, dor torácica,
Análise do líquido
taquicardia, suores noturnos, perda de peso (anorexia
e emagrecimento) e edema em MI
pleural
 Sinais mais frequentes: aumento do coração,
cardiomegalia, atrito pericárdico e taquicardia;
 Exame direto no líquido pericárdico: pesquisa do BK,
cultura do líquido....

43 44

Homem, 63 anos, relatou tosse, falta de ar e dor torácica há


• Pesquisa de BAAR: - O paciente tem tuberculose
1 semana. Foi realizado uma radiografia simples de tórax que
• Cultura para BK: - pleural?
evidenciou derrame pleural. A tomografia com contraste
• Cultura para bactérias: sem crescimento Os sintomas apresentados estão
mostrou realce dos folhetos parietal e visceral da pleura,
bacteriano; relacionados ao derrame
espessamento do tecido subcostal e da gordura extrapleural.
• Leucometria: 85/mm³ com 3% neutrófilos e pleural?
A análise do líquido pleural mostrou:
97% linfócitos Há alguma alteração nos
• Glicose: 185 mg/dL parâmetros laboratoriais?
• Proteínas totais: 5,2 g/dL; É um exsudato ou transudato?
Fonte: [Link] acesso dez. 2020 • LDH: 606 UI/l;
• Colesterol: 121 mg/dL;
• Triglicérides: 150 mg/dL;
• Aspecto: turvo

45 46

Acúmulo de líquido na cavidade pleural entre as


Derrame pleural pleuras, ocorre em algumas patologias e Tuberculose pleural????
ocasiona a diminuição do espaço de expansão
dos pulmões
Suspeita de infecções por m.o é feita cultura;
• Tuberculose pleural: pesquisa de BAAR e
Sintomas: dor torácica, tosse e
dispneia. cultura para BK

• Pesquisa de BAAR: -
• Cultura para BK: -
• Cultura para bactérias: sem crescimento
bacteriano;

47 48

8
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Alterações laboratoriais
TRANSUDATO EXSUDATO
 Dosagem de lipídeos: há dois tipos de derrame COR Amarelo pálido (seroso) Qualquer coloração anormal
pleural que culminam com aumento de lipídeos: (castanho, creme, verde,
leitoso, rosa, vermelho ou
Leucometria: 85/mm³ com 3% o quilotórax e o derrame de colesterol. amarelo)
 Quilótorax ocorre devido ao vazamento da linfa
neutrófilos e 97% linfócitos do ducto torácico, sendo frequente em doenças
LIMPIDEZ Límpido Hemorrágico (sanguíneo),
enevoado, purulento, túrbido
malignas, como o linfoma não Hodgkin. PROPORÇÃO LDH < 0,6 > 0,6
 Concentração de triglicérides no líquido pleural é LÍQUIDO: SORO
> 110mg/dl. PROTEÍNA < 3,0 g/dL > 3 g/dL
Quilotórax: presença de PROPORÇÃO PROTEÍNA < 0,5 > 0,5
gordura extrapleural e LÍQUIDO:SORO

triglicérides (TG: 150 mg/dL);

49 50

Recapitulando......
Líquido amniótico;
Análise laboratorial do líquido amniótico;
Líquido pleural;
Análise laboratorial do líquido pleural;
Líquido pericárdico;
Análise laboratorial do líquido pericárdico.

51 52

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