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Salário de Contribuição no Direito Previdenciário

O documento aborda o conceito de salário de contribuição no direito previdenciário, definindo-o como a base de cálculo para as contribuições dos segurados e empregadores. Ele detalha as características, limites mínimo e máximo, e as parcelas que integram ou não o salário de contribuição, além de discutir a proporcionalidade em casos de admissão e demissão. O material é apresentado de forma resumida e objetiva, visando facilitar a compreensão do conteúdo para estudantes e profissionais da área.

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Jessica Barbosa
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Salário de Contribuição no Direito Previdenciário

O documento aborda o conceito de salário de contribuição no direito previdenciário, definindo-o como a base de cálculo para as contribuições dos segurados e empregadores. Ele detalha as características, limites mínimo e máximo, e as parcelas que integram ou não o salário de contribuição, além de discutir a proporcionalidade em casos de admissão e demissão. O material é apresentado de forma resumida e objetiva, visando facilitar a compreensão do conteúdo para estudantes e profissionais da área.

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DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Salário de Contribuição

PDF SINTÉTICO

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
240912435081

BERNARDO MACHADO

Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia de Produção pela


Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), bacharel em Direito pela Universidade
Cândido Mendes (Ucam) e pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Professor de Direito Previdenciário em cursos preparatórios para
concurso público.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para TATIANE FERREIRA DA MATA - 10749883618, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Salário de Contribuição
Bernardo Machado

SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Salário de Contribuição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Salário de Contribuição (Art. 214 do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Proporcionalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
3. Limites Mínimo e Máximo do Salário de Contribuição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
4. Características das Parcelas Integrantes do Salário de Contribuição. . . . . . . . . . . 9
5. Parcelas Integrantes do Salário de Contribuição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
6. Parcelas Não Integrantes do Salário de Contribuição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
7. Arrecadação das Contribuições Destinadas à Seguridade Social (Art. 30 da
Lei n. 8.212/1991 c/c art. 216 do RPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
8. Recolhimento Fora do Prazo (Arts. 35 e 35-A da Lei n. 8.212/1991). . . . . . . . . . . 22
9. Decadência e Prescrição em Matéria de Custeio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
10. Crimes contra a Seguridade Social. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

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APRESENTAÇÃO
Neste PDF Sintético, você encontrará um material resumido e objetivo, a fim de facilitar
a assimilação do conteúdo. Alguns recursos visuais serão usados para destacar informações
pertinentes ao seu estudo, como:
• Grifos em azul, para afirmações importantes;
• Grifos em vermelho, para exceções, restrições ou proibições; e
• Marca-texto amarelo, verde e azul, para destaques.
Então aproveite deste material para sua preparação e garanta sua aprovação!
Bons estudos!

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran!
É com enorme prazer que recebi o convite para fazer parte desse projeto PDF Sintético
e aceitei de imediato pela sua grandeza!
Eu me chamo Bernardo de Campos Machado e atualmente ministro aulas presenciais
e à distância de Direito Previdenciário e Direito Tributário em diversos cursos preparatórios
e pós-graduação e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil no
município do Rio de Janeiro (AFRFB).
Fui aprovado, aos 23 anos de idade, no concurso de 2002 para Auditor-Fiscal do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), tomando posse e entrando em exercício no dia 13/01/2003
na cidade de São Bernardo do Campo-SP.
Atualmente, exerço a função de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil na Delegacia
Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (DECEX). Portanto, trabalho,
atualmente, no meu dia a dia, com a legislação aduaneira, tendo pouca relação com às
contribuições previdenciárias. Entretanto, o meu amor pelo Direito Previdenciário nunca
diminuiu. Ter me afastado da fiscalização das contribuições previdenciárias apenas faz
com que eu lembre com saudades da importante função social que eu tinha. Saber que
fiscalizava as contribuições previdenciárias para que o valor arrecadado fosse revertido
para pagamento de benefícios da previdência social muito me enobrece. Atualmente, tenho
outra função social que é arrecadar tributos para fins de girar a máquina pública, função
não menos importante do que a anterior, mas apenas com foco distinto.
Dessa forma, utilizarei a minha experiência em trabalhar como Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil e os anos de magistério em cursos preparatórios para concurso público e
pós-graduação para repassar aos meus queridos alunos o conhecimento necessário para
a aprovação no próximo concurso.

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Conte comigo nessa jornada! Estarei à sua inteira disposição, seja no fórum do Gran,
seja por meio das redes sociais, entre elas, o Instagram (@prof_bernardomachado), onde,
constantemente, posto dicas por meio de postagens e vídeos!

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SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO

1. SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (ART. 214 DO RPS)


Salário de contribuição, expressão própria do direito previdenciário, é a denominação
da base de cálculo da contribuição a ser recolhida pelos segurados. É utilizado também
como variável para o cálculo de certos benefícios previdenciários.
O fato gerador da contribuição previdenciária alcança, em regra, dois contribuintes:
empresa/empregador e segurado.
Em relação à empresa, a lei identifica como base de cálculo a remuneração e, em relação
ao segurado, utiliza o “nomem juris” salário de contribuição.
Quando se trata de caracterizar o fato gerador, ambos os termos são sinônimos ou
equivalentes. Diferença há, tão somente, quando se prestam a identificar a base de cálculo.
Aí, sim, existe uma diferença de valor, pois o salário de contribuição comporta limites mínimo
e máximo, e a remuneração, em relação à empresa, não sofre limitações na incidência de
contribuição.
Entende-se por salário de contribuição:
• Para o segurado empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma
ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos
ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho,
qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma
de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços
efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de
serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo
de trabalho ou sentença normativa;
• Para o empregado doméstico: a remuneração registrada na Carteira de Trabalho
e Previdência Social, observadas as normas a serem estabelecidas em regulamento
para comprovação do vínculo empregatício e do valor da remuneração;
• Para o contribuinte individual: a remuneração auferida em uma ou mais empresas
ou pelo exercício de sua atividade por conta própria, durante o mês, observado
o limite máximo;
• Para o segurado facultativo: o valor por ele declarado, observado o limite máximo.

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Empregado /
Remuneração auferida em uma ou
Trabalhador
mais empresas
Avulso

Empregado
Remuneração registrada na CTPS
Doméstico

Conceito de
Remuneração auferida em uma ou
Salário de
mais empresas
Contribuição
Contribuinte
Individual
Valor recebido pelo exercício da
atividade por conta própria

Segurado
Valor por ele declarado
Facultativo

O art. 28 da Lei n. 8.212/1991 e o art. 214 do RPS tratam do tema salário de contribuição.
Tais artigos tratam, além da definição do salário de contribuição para cada espécie de
segurado, as diversas parcelas que integram ou não o salário de contribuição. Deve-se dar
uma atenção especial a leitura desses citados artigos.

2. PROPORCIONALIDADE
O tema proporcionalidade está previsto no art. 28, § 1º da Lei n. 8.212/1991 (art. 214,
§ 1º do RPS), que assim dispõe:

§ 1º Quando a admissão, a dispensa, o afastamento ou a falta do empregado, inclusive o


doméstico, ocorrer no curso do mês, o salário-de-contribuição será proporcional ao número de
dias efetivamente trabalhados, observadas as normas estabelecidas pelo Instituto Nacional do
Seguro Social.

Portanto, quando o segurado empregado, inclusive o doméstico, é contratado no dia


26 de um determinado mês, o seu salário de contribuição será proporcional ao número de
dias efetivamente trabalhados, ou seja, será proporcional a 5 dias trabalhados.
Da mesma forma, se um segurado empregado, inclusive o doméstico, é demitido no dia
2 de um determinado mês, o seu salário de contribuição será proporcional ao número de
dias efetivamente trabalhados, ou seja, será proporcional a 2 dias trabalhados.

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A mesma sistemática de raciocínio se aplica em relação às faltas injustificadas. Ou seja,


o empregador irá efetuar o desconto dos dias faltosos, sendo o salário de contribuição
proporcional ao número de dias efetivamente trabalhados.

3. LIMITES MÍNIMO E MÁXIMO DO SALÁRIO DE


CONTRIBUIÇÃO
O limite mínimo do salário de contribuição corresponde:
• Para os segurados empregado, inclusive o doméstico, e trabalhador avulso, ao piso
salarial legal ou normativo da categoria ou, inexistindo este, ao salário-mínimo,
tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo
de trabalho efetivo durante o mês;
• Para os segurados contribuinte individual e facultativo, ao salário-mínimo, tomado
no seu valor mensal.
O limite máximo do salário de contribuição é o mesmo para todos os segurados, sendo
estipulado por meio de uma Portaria Interministerial do Ministério da Previdência Social
e Ministério da Fazenda publicada sempre que ocorrer alteração do valor dos benefícios
previdenciários. Tal alteração ocorre sempre que o salário-mínimo é alterado.
Atualmente, o limite máximo do salário de contribuição é de R$ 8.157,41.

Piso salarial

Limite
Mínimo
Empregado / Inexistindo piso
Trabalhador salarial – salário-
Avulso / mínimo
Empregado
Doméstico
Limite
R$ 8.157,41
Limites do Máximo
Salário de
Contribuição
Limite
Salário-mínimo
Contribuinte Mínimo
Individual /
Segurado
Facultativo Limite
R$ 8.157,41
Máximo

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4. CARACTERÍSTICAS DAS PARCELAS INTEGRANTES DO


SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO
• Habitualidade;
• Integração ao patrimônio do trabalhador;
• Pagamento pelo trabalho e não para o trabalho;
• Irrelevância do título.

Características das
Parcelas Integrantes
do SC

Integração ao Pagamento pelo


Irrelevância do
Habitualidade patrimônio do e não para o
título
trabalhador trabalho

A habitualidade se refere à previsibilidade do seu recebimento e não o lapso temporal


entre um pagamento e outro. Portanto, caso haja a previsibilidade do seu recebimento, a
parcela é de natureza habitual.
A integração ao patrimônio se refere à integração do valor ao patrimônio jurídico do
trabalhador, que pode não ser feito de forma direta, mas sim indireta, como, por exemplo,
um benefício que é pago diretamente pela empresa, cujo valor gasto não é recebido
diretamente pelo segurado.
O pagamento pelo e não para o trabalho se refere a seguinte análise: o pagamento é
feito para a satisfação do segurado ou é necessário para a execução do trabalho? Caso a
resposta seja para a satisfação, o pagamento está sendo feito pelo trabalho. Entretanto,
caso o pagamento seja necessário a execução do trabalho, o pagamento é feito para o
trabalho, não tendo, portanto, a natureza remuneratória.
A irrelevância do título significa que o que importa é a natureza do pagamento e não
o nome dado.

5. PARCELAS INTEGRANTES DO SALÁRIO DE


CONTRIBUIÇÃO
• Salário-maternidade;
• A gratificação natalina – décimo terceiro salário – integra o salário de contribuição,
exceto para o cálculo do salário de benefício;
• O adicional de férias de que trata o inciso XVII do art. 7º da CF;

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Salário-maternidade

Parcelas
Integrantes do Férias, inclusive o adicional de férias
SC

13º salário, salvo para o cálculo do salario de benefício

JURISPRUDÊNCIA
Tema 72 do STF: “É inconstitucional a incidência da contribuição previdenciária a cargo
do empregador sobre o salário maternidade.”

Parcela Integrante do
Conforme determina a SC, sofrendo a
Salário-maternidade legislação incidência da
previdenciária contribuição
previdenciária

Não sofre a
Contribuição a incidência da
cargo da empresa contribuição
previdenciária
Salário- Com base na
maternidade decisão do STF
Sofre a incidência
Contribuição do
da contribuição
segurado
previdenciária

O STF afetou o tema 1274 para discutir a validade constitucional da incidência de contribuição
previdenciária a cargo da empregada sobre o salário-maternidade (distinção do Tema 72,
RE 576.967/PR). O citado tema está pendente de julgamento!

JURISPRUDÊNCIA
Súmula 688 do STF – “É legítima a incidência da contribuição previdenciária sobre o
13º salário.”

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Súmula 83 da TNU – “A partir da entrada em vigor da Lei n. 8.870/94, o décimo terceiro


salário não integra o salário de contribuição para fins de cálculo do salário de benefício.”
Tema 985 do STF: “É legítima a incidência de contribuição social sobre o valor satisfeito
a título de terço constitucional de férias.”

6. PARCELAS NÃO INTEGRANTES DO SALÁRIO DE


CONTRIBUIÇÃO
As parcelas não integrantes estão elencadas no art. 28, § 9º da Lei n. 8.212/1991 e no
art. 214, § 9º do RPS.
As parcelas não integrantes do salário de contribuição, de forma resumida, podem
ser divididas em:

Benefícios previdenciários, salvo o salário-maternidade

Parcelas indenizatórias

Parcelas Não
Parcelas ressarcitórias, quando devidamente
Integrantes do
comprovadas
SC

Conquistas sociais, quando pagas em conformidade


com a lei

Outras conquistas, quando extensivas a todos

Situações previstas no art. 214, § 9º do Decreto n. 3.048/1999:

I – os benefícios da previdência social, nos termos e limites legais, ressalvado o disposto no § 2º;

II – a ajuda de custo e o adicional mensal recebidos pelo aeronauta, nos termos da Lei
n. 5.929, de 30 de outubro de 1973;
III – a parcela in natura recebida de acordo com programa de alimentação aprovado
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos da Lei n. 6.321, de 14 de abril de 1976;

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IV – as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional


constitucional, inclusive o valor correspondente à dobra da remuneração de férias de que
trata o art. 137 da Consolidação das Leis do Trabalho;
V – as importâncias recebidas a título de:
a) indenização compensatória de quarenta por cento do montante depositado no Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço, como proteção à relação de emprego contra despedida
arbitrária ou sem justa causa, conforme disposto no inciso I do art. 10 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias;
b) indenização por tempo de serviço, anterior a 5 de outubro de 1988, do empregado
não optante pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;
c) indenização por despedida sem justa causa do empregado nos contratos por prazo
determinado, conforme estabelecido no art. 479 da Consolidação das Leis do Trabalho;
d) indenização do tempo de serviço do safrista, quando da expiração normal do contrato,
conforme disposto no art. 14 da Lei n. 5.889, de 8 de junho de 1973;
e) incentivo à demissão;
f) (Revogado pelo Decreto n. 6.727, de 2009)
g) indenização por dispensa sem justa causa no período de trinta dias que antecede a
correção salarial a que se refere o art. 9º da Lei n. 7.238, de 29 de outubro de 1984;
h) indenizações previstas nos arts. 496 e 497 da Consolidação das Leis do Trabalho;
i) abono de férias na forma dos arts. 143 e 144 da Consolidação das Leis do Trabalho;
j) ganhos eventuais expressamente desvinculados do salário por força de lei;
k) licença-prêmio indenizada;
l) outras indenizações, desde que expressamente previstas em lei;
m) importâncias, ainda que habituais, pagas a título de ajuda de custo, auxílio-alimentação,
vedado o seu pagamento em dinheiro, e diárias para viagem; e
n) prêmios e abonos;
VI – a parcela recebida a título de vale-transporte, ainda que paga em dinheiro, na
forma da legislação própria;
VII – a ajuda de custo, em parcela única, recebida exclusivamente em decorrência de
mudança de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da Consolidação das
Leis do Trabalho;
VIII – (Revogado pelo Decreto n. 10.410, de 2020).
IX – a importância recebida a título de bolsa de complementação educacional de estagiário,
quando paga nos termos do disposto na Lei n. 11.788, de 2008; (Redação dada pelo Decreto
n. 10.410, de 2020)
X – a participação do empregado nos lucros ou resultados da empresa, quando paga ou
creditada de acordo com lei específica;

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XI – o abono do Programa de Integração Social/Programa de Assistência ao Servidor Público;


XII – os valores correspondentes a transporte, alimentação e habitação fornecidos
pela empresa ao empregado contratado para trabalhar em localidade distante da de sua
residência, em canteiro de obras ou local que, por força da atividade, exija deslocamento
e estada, observadas as normas de proteção estabelecidas pelo Ministério do Trabalho
e Emprego;
XIII – a importância paga ao empregado a título de complementação ao valor do auxílio-
doença desde que este direito seja extensivo à totalidade dos empregados da empresa;
XIV – as parcelas destinadas à assistência ao trabalhador da agroindústria canavieira
de que trata o art. 36 da Lei n. 4.870, de 1º de dezembro de 1965;
XV – o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a programa
de previdência complementar privada, aberta ou fechada, desde que disponível à totalidade
de seus empregados e dirigentes, observados, no que couber, os arts. 9º e 468 da Consolidação
das Leis do Trabalho;
XVI – o valor relativo à assistência prestada por serviço médico ou odontológico, próprio
ou não, inclusive o reembolso de despesas com medicamentos, óculos, aparelhos ortopédicos,
próteses, órteses, despesas médico-hospitalares e outras similares, mesmo quando concedido
em diferentes modalidades de planos e coberturas;
XVII – o valor correspondente a vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos
ao empregado e utilizados no local do trabalho para prestação dos respectivos serviços;
XVIII – o ressarcimento de despesas pelo uso de veículo do empregado, quando
devidamente comprovadas;
XIX – o valor relativo a plano educacional ou bolsa de estudo que vise à educação básica
de empregados e de seus dependentes e, desde que vinculada às atividades desenvolvidas
pela empresa, à educação profissional e tecnológica de empregados, nos termos do disposto
na Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, observados os seguintes requisitos:
a) o valor não ser utilizado em substituição de parcela salarial; e
b) o valor mensal do plano educacional ou da bolsa de estudo, considerado individualmente,
não ultrapassar cinco por cento do valor da remuneração do segurado a que se destina ou
o valor correspondente a cento e cinquenta por cento do valor do limite mínimo mensal
do salário de contribuição, o que for maior;
XX – (Revogado pelo Decreto n. 3.265, de 1999)
XXI – os valores recebidos em decorrência da cessão de direitos autorais; e
XXII – o valor da multa paga ao empregado em decorrência da mora no pagamento das
parcelas constantes do instrumento de rescisão do contrato de trabalho, conforme previsto
no § 8º do art. 477 da Consolidação das Leis do Trabalho.

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XXIII – o reembolso creche pago em conformidade com a legislação trabalhista, observado


o limite máximo de seis anos de idade da criança, quando devidamente comprovadas
as despesas;
XXIV – o reembolso babá, limitado ao menor salário-de-contribuição mensal e condicionado
à comprovação do registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social da empregada, do
pagamento da remuneração e do recolhimento da contribuição previdenciária, pago em
conformidade com a legislação trabalhista, observado o limite máximo de seis anos de
idade da criança; e
XXV – o valor das contribuições efetivamente pago pela pessoa jurídica relativo a
prêmio de seguro de vida em grupo, desde que previsto em acordo ou convenção coletiva
de trabalho e disponível à totalidade de seus empregados e dirigentes, observados, no que
couber, os arts. 9º e 468 da Consolidação das Leis do Trabalho.
XXVI – o valor correspondente ao vale-cultura.
Cumpre mencionar o art. 28, § 9º, “aa”, que determina que, os valores recebidos a título
de bolsa-atleta, em conformidade com a Lei n. 10.891, de 9 de julho de 2004, são parcelas
não integrantes do salário de contribuição, a qual ainda não está contemplada no Decreto
n. 3.048/1999.
Por fim, seguem, abaixo, os esquemas ilustrativos que resumem as principais parcelas
não integrantes do salário de contribuição.

Auxílio-Alimentação Parcela não integrante do SC

Pagamento em
Parcela integrante do SC
pecúnia

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Gozadas Parcela integrante do SC

Férias e
respectivo Indenizadas Parcela não integrante do SC
adicional

Pagas em dobro Parcela não integrante do SC

Vale-transporte Seguir os termos da lei

Pagamento em pecúnia Parcela não integrante do SC

Independentemente do
Diárias para Parcela não integrante do
percentual em relação à
viagens SC
remuneração do segurado

Parcela não integrante do


Quando comprovadas
SC

Despesas de
viagens

Quando não comprovadas Parcela integrante do SC

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Segurado facultativo

Conformidade com a
lei
Bolsa – não é considerada
remuneração

Estagiário

Segurado empregado

Desconformidade
com a lei

Bolsa – é considerada remuneração

Negociação entre empresa e


empregados

Participação nos Regras claras e objetivas


Lucros ou Seguir os termos da para sua concessão
Resultados da lei
empresa

Pagamento em, no máximo,


2 parcelas anuais e em
periodicidade não inferior a
1 trimestre civil

Parcela não integrante do


Quando comprovadas
SC
Despesas pelo
uso de veículo
próprio

Quando não comprovadas Parcela integrante do SC

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Bernardo Machado

Limite de idade: 6 anos da criança


Reembolso
creche
Despesas devidamente comprovadas

Limite de valor: menor SC mensal

Comprovação do Registro da doméstica na CTPS

Reembolso babá

Comprovação do recolhimento da contribuição previdenciária

Limite de idade: 6 anos da criança

Vinculada às atividades
normais da empresa

Não seja utilizado em


substituição de parcela
Plano educacional Não é parcela
salarial
(vise à educação integrante do SC,
básica) desde que

Valor mensal, não ultrapasse


5% da remuneração do
segurado ou 150% do valor do
limite mínimo mensal do SC, o
que for maior

JURISPRUDÊNCIA
Súmula 310 do STJ – “O auxílio-creche não integra o salário-de-contribuição.”
Súmula 67 da TNU – “O auxílio-alimentação recebido em pecúnia por segurado filiado
ao Regime Geral da Previdência Social integra o salário de contribuição e sujeita-se à
incidência de contribuição previdenciária”.

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7. ARRECADAÇÃO DAS CONTRIBUIÇÕES DESTINADAS À


SEGURIDADE SOCIAL (ART. 30 DA LEI N. 8.212/1991 C/C
ART. 216 DO RPS)
A empresa é obrigada a arrecadar a contribuição do segurado empregado, do
trabalhador avulso e do contribuinte individual a seu serviço, descontando-a da respectiva
remuneração e as contribuições a seu cargo incidentes sobre as remunerações pagas,
devidas ou creditadas, a qualquer título, inclusive adiantamentos decorrentes de reajuste
salarial, acordo ou convenção coletiva, aos segurados empregado, contribuinte individual e
trabalhador avulso a seu serviço, até o dia 20 do mês seguinte àquele a que se referirem
as remunerações, bem como as importâncias retidas das pessoas jurídicas que prestem
serviços mediante cessão de mão de obra, até o dia 20 do mês seguinte àquele da emissão
da nota fiscal ou fatura, antecipando-se o vencimento para o dia útil anterior quando não
houver expediente bancário no dia 20.

Vencimento Valores próprios e de


Empresa
dia 20 responsabilidade

O desconto da contribuição do segurado incidente sobre o valor bruto da gratificação


natalina – décimo terceiro salário – é devido quando do pagamento ou crédito da última
parcela e deverá ser calculado em separado, e recolhida, juntamente com a contribuição
a cargo da empresa, até o dia 20 do mês de dezembro, antecipando-se o vencimento para
o dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário no dia 20.

Vencimento Incidência sobre o


Empresa –
dia 20 de valor bruto da
13º salário
dezembro gratificação natalina

O segurado contribuinte individual, quando exercer atividade econômica por conta


própria ou prestar serviço a pessoa física ou a outro contribuinte individual, produtor
rural pessoa física, missão diplomática ou repartição consular de carreira estrangeiras,
ou quando tratar-se de brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial
internacional do qual o Brasil seja membro efetivo, e o facultativo estão obrigados a
recolher sua contribuição, por iniciativa própria, até o dia 15 do mês seguinte àquele a

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que as contribuições se referirem, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subsequente


quando não houver expediente bancário no dia 15.

CI (conta própria) Vencimento Recolhimento


/ Segurado feito pelo
Facultativo dia 15 próprio CI

CI contratado por
Vencimento Recolhimento
outro CI / PRPF /
feito pelo
missão dia 15 próprio CI
diplomática

Com base na Lei n. 14.438/2022, a qual altera a redação do art. 30, V da Lei n. 8.212/1991,
o empregador doméstico fica obrigado a arrecadar e a recolher a contribuição do
segurado empregado a seu serviço e a parcela a seu cargo, até o 20º dia do mês seguinte
ao da competência.

Parcela a seu cargo, juntamente


Empregador Vencimento dia
com a contribuição do
doméstico 20
empregado doméstico

É facultado aos segurados contribuinte individual e facultativo, cujos salários de


contribuição sejam iguais ao valor de um salário-mínimo, optarem pelo recolhimento
trimestral das contribuições previdenciárias, com vencimento no dia 15 do mês seguinte
ao de cada trimestre civil, prorrogando-se o vencimento para o dia útil subsequente
quando não houver expediente bancário no dia 15.

Vencimento
Recolhi-
CI (conta prória) / dia 15, após
mento
Segurado Facultativo o trimestre
trimestral
civil

Em relação à contribuição sobre a comercialização da produção rural, a empresa


adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa são obrigadas a recolher
a contribuição do produtor rural pessoa física e do segurado especial até o dia 20
do mês subsequente ao da operação de venda ou consignação da produção rural,
independentemente de estas operações terem sido realizadas diretamente com

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o produtor ou com o intermediário pessoa física. Não tendo expediente bancário, o


vencimento é antecipado para o dia útil imediatamente anterior.
Portanto, o adquirente de produto rural de produtor rural pessoa física ou segurado
especial fica sub-rogado, ou seja, fica responsável a recolher a contribuição do produtor
rural pessoa física ou segurado especial.
Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à pessoa física não produtor rural que
adquire produção para a venda no varejo a consumidor pessoa física.
Entretanto, o produtor rural pessoa física e o segurado especial são obrigados a
recolher a sua contribuição até o dia 20 do mês subsequente ao da operação de venda,
caso comercializem a sua produção diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física;
a outro produtor rural pessoa física; ou a outro segurado especial, antecipando-se o
recolhimento para o dia útil imediatamente anterior, caso não haja expediente bancário
no dia do vencimento.
Ademais, cabe a ressalva que, com a publicação da Lei n. 12.873/2013, com efeitos a
partir de maio de 2014, quando o segurado especial contratar segurados empregados,
apresentará as informações relacionadas ao registro de trabalhadores, aos fatos geradores,
à base de cálculo e aos valores das contribuições devidas à Previdência Social e ao Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço – FGTS e outras informações de interesse da Secretaria da
Receita Federal do Brasil, do Ministério da Previdência Social, do Ministério do Trabalho e
Emprego e do Conselho Curador do FGTS, por meio de sistema eletrônico com entrada única
de dados, e efetuará os recolhimentos por meio de documento único de arrecadação. Assim,
com a Lei n. 14.438/2022, a qual dá nova redação ao art. 32-C, § 3º da Lei n. 8.212/1991, os
valores das contribuições previdenciárias, os valores referentes ao FGTS e os encargos
trabalhistas sob sua responsabilidade, deverão ser recolhidos até o dia 20 (vinte) do
mês seguinte ao da competência (frise-se – por meio de documento único de arrecadação).

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Venda no varejo
a consumidor
pessoa física
Segurado Reponsável pelo
Vencimento
Especial e recolhimento é o
dia 20
PRPF adquirente, salvo
Venda a outro SE
/ PRPF

Recolhimento de
Contratar contribuições
Segurado Vencimento
segurados previdenciárias e encargos
Especial dia 20
empregados trabalhistas em um unico
documento de arrecadação

Apesar de a Lei n. 8.212/1991 determinar que o produtor rural pessoa física e o segurado
especial são obrigados a recolher a sua contribuição até o dia 20 do mês seguinte ao da
operação de venda, caso comercializem a sua produção no exterior, essa contribuição não
é devida. Com o advento da EC n. 33/2001, não mais existe contribuição social decorrente
de exportação, conforme o disposto no art. 149, § 2º, I da CF/88.
Já o produtor rural pessoa jurídica é obrigado a recolher a sua contribuição até o
dia 20 do mês subsequente ao da operação de venda. Não tendo expediente bancário, o
vencimento é antecipado para o dia útil imediatamente anterior.

Reponsável pelo
Vencimento dia
PRPJ recolhimento é o
20
próprio PRPJ

Em relação a associações desportivas que mantém equipe de futebol profissional, cabe


à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de 5%
da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento,
no prazo de até 2 dias úteis após a realização do evento.
Cabe à empresa ou entidade que repassar recursos a associação desportiva que
mantém equipe de futebol profissional, a título de patrocínio, licenciamento de uso de
marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, a responsabilidade
de reter e recolher, até o dia 20 do mês seguinte ao da competência a que se referir, o
percentual de 5% da receita bruta, inadmitida qualquer dedução. Não tendo expediente
bancário, o vencimento é antecipado para o dia útil imediatamente anterior.

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Responsável pelo
Vencimento dia
Patrocínio recolhimento é o
20
patrocinador
Clubes de
Futebol
Vencimento em Responsável pelo
Espetáculo
até 2 dias úteis recolhimento é a
desportivo
após entidade promotora

Cabe ressaltar que o desconto da contribuição e da consignação legalmente


determinado sempre se presumirá feito, oportuna e regularmente, pela empresa, pelo
empregador doméstico, pelo adquirente, consignatário e cooperativa a isso obrigados,
não lhes sendo lícito alegarem qualquer omissão para se eximirem do recolhimento,
ficando os mesmos diretamente responsáveis pelas importâncias que deixarem de
descontar ou tiverem descontado em desacordo.

8. RECOLHIMENTO FORA DO PRAZO (ARTS. 35 E 35-A DA


LEI N. 8.212/1991)
Os débitos com a União decorrentes das contribuições previdenciárias e das
contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não
pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa de mora e juros
de mora, nos termos do art. 61 da Lei n. 9.430, de 1996.
Ou seja, sobre os valores não pagos no seu vencimento, incidirão juros de mora calculados
à taxa SELIC, a partir do primeiro dia do mês subsequente ao vencimento do prazo até
o mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês de pagamento.
Em relação a multa de mora, dois momentos devem ser observados:
• 1º momento – sem lançamento de ofício: multa de mora calculada à taxa de 0,33%,
por dia de atraso, limitado a 20%.
• 2º momento – lançamento de ofício: de 75% sobre a totalidade ou diferença de
imposto ou contribuição nos casos de falta de pagamento ou recolhimento, de
falta de declaração e nos de declaração inexata.
A multa de 75% será majorada quando ocorrer sonegação, fraude ou conluio,
independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis, e
passará a ser de:
• 100% sobre a totalidade ou a diferença de imposto ou de contribuição objeto do
lançamento de ofício;

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• 150% sobre a totalidade ou a diferença de imposto ou de contribuição objeto


do lançamento de ofício, nos casos em que verificada a reincidência do sujeito
passivo.
Verifica-se a reincidência quando, no prazo de 2 anos, contado do ato de lançamento em
que tiver sido imputada a ação ou omissão tipificada como sonegação, fraude ou conluio,
ficar comprovado que o sujeito passivo incorreu novamente em qualquer uma dessas ações
ou omissões.
A qualificação da citada multa não se aplica quando:
• Não restar configurada, individualizada e comprovada a conduta dolosa de
sonegação, fraude ou conluio;
• Houver sentença penal de absolvição com apreciação de mérito em processo do
qual decorra imputação criminal do sujeito passivo.
Os percentuais de multa ainda serão aumentados de metade em certos casos
previstos na legislação (ex: não atendimento pelo sujeito passivo, no prazo marcado,
de intimação para prestar esclarecimentos, entre outras). Nesse caso, a multa poderá
ser de 112,5%, 150% ou 225%.
Visualizam-se alguns casos práticos:

EXEMPLO
1º Caso: Foi iniciada uma ação fiscal onde foi constatada a falta de recolhimento de contribuições
previdenciárias devidas. Na ação fiscal, não foi verificado sonegação, fraude ou conluio.
Entretanto, o sujeito passivo não prestou os esclarecimentos no prazo previsto na intimação.
Nesse caso a multa será de 112,5% (75%, aumentada pela metade).
2º Caso: Foi iniciada uma ação fiscal onde foi constatada a falta de recolhimento de contribuições
previdenciárias devidas. Na ação fiscal, foi verificada fraude, além do sujeito passivo não
prestar esclarecimentos no prazo determinado na intimação. Nesse caso a multa será de 150%
(100% – multa de 75% qualificada pela fraude -, e o resultado aumentado pela metade).
3º Caso: Foi iniciada uma ação fiscal onde foi constatada a falta de recolhimento de contribuições
previdenciárias devidas. Na ação fiscal, foi verificada fraude, sendo o sujeito passivo reincidente,
tendo este não prestado esclarecimentos no prazo determinado na intimação. Nesse caso a
multa será de 225% (150% – multa de 75% qualificada pela fraude conjugada pela reincidência
-, e o resultado aumentado pela metade).

Por fim, existe uma redução para a multa de lançamento de ofício no caso de pagamento
ou parcelamento no prazo de defesa ou no prazo para interpor recurso.
Será concedida redução de 50% da multa de lançamento de ofício, ao contribuinte
que, notificado, efetuar o pagamento do débito no prazo legal de impugnação. Se

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houver impugnação tempestiva, a redução será de 30% se o pagamento do débito for


efetuado dentro de trinta dias da ciência da decisão de primeira instância.
Será concedida redução de 40% da multa de lançamento de ofício ao contribuinte que,
notificado, requerer o parcelamento do débito no prazo legal de impugnação. Havendo
impugnação tempestiva, a redução será de 20%, se o parcelamento for requerido dentro
de trinta dias da ciência da decisão da primeira instância. É importante ressaltar, que
a rescisão do parcelamento, motivada pelo descumprimento das normas que o regulam,
implicará restabelecimento do montante da multa proporcionalmente ao valor da receita
não satisfeito.

SELIC, a partir do mês seguinte +


Juros de Mora
1% no mês do pagamento

Multa de
0,33% ao dia, limitada a 20%
mora

Acréscimos
Moratórios
100%
Fraude,
sonegação ou
conluio 150%, no
Multa no caso de
lançamento 75% reincidência
de ofício

Certas Agravada em
situações 50%

Redução da multa no lançamento de ofício


Pagamento / Compensação - 50%
No prazo para impugnação
Parcelamento - 40%
Pagamento / Compensação - 30%
No prazo para interposição de recursos
Parcelamento - 20%

9. DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO EM MATÉRIA DE CUSTEIO


O tema decadência e prescrição em matéria de custeio estava previsto nos arts. 45
(decadência) e 46 (prescrição) da Lei n. 8.212/1991. Entretanto, após a publicação da Súmula
Vinculante n. 8 do STF, ambos os artigos foram declarados inconstitucionais.

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Importante tecer alguns comentários sobre a declaração de inconstitucionalidade dos


art. 45 e 46 da Lei n. 8.212/1991.
Como é de conhecimento, os prazos decadenciais e prescricionais em matéria de
contribuições para a seguridade social eram de 10 anos. Diversos questionamentos surgiram
em torno do prazo, sempre em relação a sua constitucionalidade.
Analisando o art. 146, III, “b”, da CF/88, o mesmo determina que cabe à lei complementar
estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre prescrição
e decadência tributários. Portanto, o questionamento sempre foi em cima do aspecto formal.

Poderia uma lei ordinária versar sobre decadência e prescrição, como fez a Lei n.
8.212/1991?

Os defensores da teoria da possibilidade de alteração feita pela Lei n. 8.212/1991


mencionam que o lapso temporal decadencial ou prescricional não configura norma geral,
sendo, portanto, alterável por uma lei ordinária. Foi o que foi feito pela Lei n. 8.212/1991.
Após anos de polêmica, foi publicada a Súmula Vinculante n. 8 do STF que declarou a
inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei n. 8.212/1991, que pôs fim a essa eterna
discussão. O entendimento do STF foi justamente em relação ao aspecto formal, determinando
que uma lei ordinária não poderia versar sobre normas gerais em matéria de decadência
e prescrição.
Deve-se, portanto, analisar o tema após a declaração de inconstitucionalidade, ou seja,
o que será adotado para fins de contribuições para a seguridade social.

INTRODUÇÃO
Primeiramente, é importante fazer uma distinção entre o que seria decadência e
prescrição.
A decadência, assim como a prescrição, tem a natureza jurídica de fato jurídico
extintivo, também determinada pela inércia do titular de um direito, tendo como fato
determinante o tempo.
A decadência recai sobre um direito potestativo, ou seja, é o poder de influir na esfera
jurídica de outrem (constituir o crédito tributário). Como, em relação às contribuições para
a Seguridade Social, o lançamento é por homologação, a Fazenda Pública tem um prazo para
que a partir da ocorrência do fato gerador promova o ato administrativo do lançamento.
Uma vez que o lançamento não tenha sido feito dentro desse prazo, a Fazenda Pública
perde o direito de sua constituição. Em suma, o direito não mais existe por motivos da
inércia do titular do direito.

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Já a prescrição recai sobre um direito subjetivo, ou seja, é o poder jurídico de exigir


de outrem uma prestação. Efetuado o lançamento, a Fazenda Pública possui um prazo para
cobrar judicialmente os valores devidos pelo sujeito passivo (ação de execução fiscal). Uma
vez que a Fazenda Pública não entre com a ação de execução dentro do prazo determinado,
a mesma perde o direito ao crédito tributário devidamente constituído.
Importante frisar que, em matéria tributária, o art. 156, V do CTN determina que a
decadência e a prescrição extinguem o crédito tributário. Portanto, diferentemente de
uma relação obrigacional regida pelo Direito Civil, a prescrição, em matéria tributária, não
é apenas a perda da pretensão, ou seja, perda da força coercitiva do crédito tributário, mas
a perda do crédito tributário em si.
Logo, no Direito Civil, como há apenas a perda da pretensão, mas o direito ao crédito
permanece hígido, isso faz com que, caso o devedor, em decorrência de um dever moral,
pague um débito prescrito, não cabe a repetição do indébito, uma vez que este não pereceu
em decorrência do fator tempo, tendo perecido, apenas, a pretensão.
De forma diametralmente oposta, como a prescrição, em matéria tributária, extingue
o crédito tributário, caso este seja pago após ter ocorrido a prescrição, cabe a repetição
do indébito, uma vez que a Fazenda Pública não perdeu apenas a pretensão, mas perdeu
o crédito tributário em si.
Cabe ressaltar que a Fazenda Pública não perde o direito de ação, uma vez que este é
um direito público, subjetivo, abstrato e que independe de que haja realmente um direito
a ser tutelado.
Portanto, uma vez esgotado o prazo prescricional, a Fazenda Pública poderá ajuizar
a ação de execução fiscal. Entretanto, esta será julgada improcedente ( julgamento de
mérito), uma vez que, conforme determina o CTN, a decadência e a prescrição são formas
de extinção do crédito tributário.
Para visualizar melhor, pode-se fazer a seguinte divisão:
• Do fato gerador até o lançamento: prazo decadencial;
• A partir da constituição definitiva do crédito tributário até o ajuizamento da ação
de execução fiscal: prazo prescricional.

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Conclui-se que o procedimento administrativo do lançamento estanca o prazo decadencial


e, uma vez constituído definitivamente o crédito tributário, faz com que comece a correr
o prazo prescricional.
Por fim, é importante mencionar que o prazo decadencial não está sujeito a interrupção
nem suspensão, enquanto que o prazo prescricional está sujeito tanto a interrupção
(situações previstas no art. 174, § único do CTN), quanto suspensão (situações previstas
no at. 151 do CTN).
Faz-se um quadro ilustrativo com as diferenças básicas entre decadência e prescrição:

Decadência Prescrição

• Direito potestativo • Direito subjetivo


• Direito de apurar e • Direito de cobrar
constituir • O prazo está sujeito a
• O prazo não está sujeito a interrupção e suspensão
interrupção, nem suspensão

CONTAGEM DO PRAZO
Uma vez declarada a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, deve-se
utilizar as regras previstas no CTN em relação ao lançamento por homologação. Ou seja, o
prazo decadencial passa a correr a partir da data da ocorrência do fato gerador, nos
termos do art. 150, § 4º do CTN, desde que ocorra o pagamento, ainda que parcial,
do tributo.
Entretanto, caso não ocorra o pagamento ou caso ocorra dolo, fraude ou simulação,
o prazo decadencial passa a correr a partir do 1º dia do exercício seguinte. Ou seja,
utiliza-se a regra geral prevista no art. 173, I do CTN.
Outro caso de início da contagem do prazo decadencial é a partir da anulação, por
vício formal, de um lançamento anterior.
Em relação ao prazo prescricional, o mesmo passa a correr a partir da constituição
definitiva.

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Prazo Tempo Situação A contar a partir


Data da ocorrência do
Pagamento, ainda que parcial
FG

Decadencial Sem pagamento 1º dia do exercício


5 anos
Dolo, fraude ou simulação seguinte

Anulação do lançamento por vício formal Da anulação


Prescricional 5 anos Da constituição definitiva

JURISPRUDÊNCIA
Súmula Vinculante 8 – “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-
Lei 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei 8.212/1991, que tratam da prescrição e
decadência do crédito tributário.”
Súmula 622 do STJ – “A notificação do auto de infração faz cessar a contagem da
decadência para a constituição do crédito tributário; exaurida a instância administrativa
com o decurso do prazo para a impugnação ou com a notificação de seu julgamento
definitivo e esgotado o prazo concedido pela Administração para o pagamento
voluntário, inicia-se o prazo prescricional para a cobrança judicial.
Tema 390 do STF – “É constitucional o art. 40 da Lei n. 6.830/1980 (Lei de Execuções
Fiscais LEF), tendo natureza processual o prazo de 1 (um) ano de suspensão da execução
fiscal. Após o decurso desse prazo, inicia-se automaticamente a contagem do prazo
prescricional tributário de 5 (cinco) anos.”
Súmula 314 do STJ – “Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se
o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal
intercorrente.”

10. CRIMES CONTRA A SEGURIDADE SOCIAL


A tipificação das condutas criminosas contra a Seguridade Social constam do Código
Penal. Até a Lei n. 9.983/2000 essa tipificação constava, na sua maior parte, no art. 95 da
Lei n. 8.212/1991.

APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA

Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes,
no prazo e forma legal ou convencional:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem deixar de:

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I – recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que
tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público;
II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis
ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços;
III – pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido
reembolsados à empresa pela previdência social.
§ 2º É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o
pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à
previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
§ 3º É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for
primário e de bons antecedentes, desde que:
I – tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento
da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou
II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido
pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas
execuções fiscais.
§ 4º A faculdade prevista no § 3º deste artigo não se aplica aos casos de parcelamento de contribuições
cujo valor, inclusive dos acessórios, seja superior àquele estabelecido, administrativamente, como
sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais.

Deixar de repassar à previdência social as contribuições


recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou
convencional

Pena Reclusão de 2 a 5 anos e multa

Apropriação
Indébita
Previdenciária Extinção da Se o agente declarar, confessar e pagar,
punibilidade antes do início da ação fiscal

Após o início da ação fiscal, mas antes de


oferecida a denúncia, se o agente
declarar, confessar e pagar
Atenuação da
punibilidade
Se o valor for inferior ou igual ao
mínimo para o ajuizamento das
execuções fiscais (atualmente 20mil)

FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO

Art. 297. Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público
verdadeiro:
Pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa.

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Bernardo Machado

§ 1º Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se


a pena de sexta parte.
§ 2º Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal,
o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros
mercantis e o testamento particular.
§ 3º Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir:
I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova
perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório;
II – na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir
efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita;
III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da
empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado.
§ 4º Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no § 3º, nome
do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de
prestação de serviços.

Falsificar, no todo ou em parte,


Tipo
documento público

Falsificação de Pena Reclusão de 2 a 6 anos e multa


Documento
Público

Agente é funcionário público e


Pena aumentada em
comete o crime prevalecendo-
1/6
se do seu cargo

INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO

Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar
ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da
Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para
causar dano:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

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Bernardo Machado

Inserir ou facilitar, o funcionário


Tipo autorizado, a inserção de dados falsos
em sistema de informações
Inserção de Dados
Falsos em Sistema
de Informação

Pena Reclusão de 2 a 12 anos e multa

MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMAÇÕES

Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações ou programa de informática


sem autorização ou solicitação de autoridade competente:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou
alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado.

Modificar ou alterar, o funcionário


Tipo
autorizado, sistema de informações

Modificação não-
autorizada de Pena Detenção de 3 meses a 2 anos e multa
Sistemas de
Informações

Modificação causar dano para


Pena aumentada de
a Administração Pública ou
1/3 a 1/2
para o administrado

SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante
as seguintes condutas:
I – omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela
legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador
autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços;
II – deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias
descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços;
III – omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas
e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

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§ 1º É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara e confessa as contribuições,


importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida
em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal.
§ 2º É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for
primário e de bons antecedentes, desde que:
I – (VETADO)
II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido
pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas
execuções fiscais.
§ 3º Se o empregador não é pessoa jurídica e sua folha de pagamento mensal não ultrapassa R$
1.510,00 (um mil, quinhentos e dez reais), o juiz poderá reduzir a pena de um terço até a metade
ou aplicar apenas a de multa.
§ 4º O valor a que se refere o parágrafo anterior será reajustado nas mesmas datas e nos mesmos
índices do reajuste dos benefícios da previdência social.

Obs.: EXEMPLO
O valor previsto no § 4º do art. 337-A do CP atualmente é de R$ 7.201,70.

ESTELIONATO

Art. 171. Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou
mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.

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§ 3º A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em detrimento de entidade de


direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência.

Obter, para si ou para outrem, vantagem


Tipo
ilícita em prejuízo alheio

Estelionato Pena Reclusão de 1 a 5 anos e multa

Estelionato contra a
Pena aumentada em 1/3
Previdência Social

DISPOSIÇÕES GERAIS
Durante a fiscalização, caso seja verificada alguma conduta acima relacionada, constituindo,
em tese, crime contra a Seguridade Social, o auditor-fiscal elaborará Representação Fiscal
para Fins Penais (RFFP). Elaborada a RFFP, a mesma será enviada ao Ministério Público
Federal que promoverá a ação penal frente à Justiça Federal.

JURISPRUDÊNCIA
Súmula 24 do STJ – “Aplica-se ao crime de estelionato, em que figure como vítima
entidade autárquica da Previdência Social, a qualificadora do § 3.Q do art. 171 do
Código Penal.”
Súmula 107 do STJ – “Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar crime de
estelionato praticado mediante falsificação das guias de recolhimento das contribuições
previdenciárias, quando não ocorrente lesão a autarquia federal.”

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