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Segurados do RGPS: Guia Completo

O documento aborda o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), detalhando a filiação, inscrição e os beneficiários do sistema. Ele explica as categorias de segurados, incluindo segurados obrigatórios e facultativos, e as condições para a inscrição no RGPS. O material é um recurso educacional destinado a facilitar a compreensão do direito previdenciário.

Enviado por

Jessica Barbosa
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Segurados do RGPS: Guia Completo

O documento aborda o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), detalhando a filiação, inscrição e os beneficiários do sistema. Ele explica as categorias de segurados, incluindo segurados obrigatórios e facultativos, e as condições para a inscrição no RGPS. O material é um recurso educacional destinado a facilitar a compreensão do direito previdenciário.

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DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Segurados do RGPS

PDF SINTÉTICO

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
240912286231

BERNARDO MACHADO

Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia de Produção pela


Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), bacharel em Direito pela Universidade
Cândido Mendes (Ucam) e pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Professor de Direito Previdenciário em cursos preparatórios para
concurso público.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para TATIANE FERREIRA DA MATA - 10749883618, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Segurados do RGPS
Bernardo Machado

SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Segurados do RGPS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Regime Geral de Previdência Social. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Filiação e Inscrição (Arts. 18 ao 20 do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3. Beneficiários do RGPS (Art. 8º do RPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
4. Trabalhadores Excluídos do RGPS (Art. 10 do RPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

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APRESENTAÇÃO
Neste PDF Sintético, você encontrará um material resumido e objetivo, a fim de facilitar
a assimilação do conteúdo. Alguns recursos visuais serão usados para destacar informações
pertinentes ao seu estudo, como:
• Grifos em azul, para afirmações importantes;
• Grifos em vermelho, para exceções, restrições ou proibições; e
• Marca-texto amarelo, verde e azul, para destaques.
Então aproveite deste material para sua preparação e garanta sua aprovação!
Bons estudos!

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran!
É com enorme prazer que recebi o convite para fazer parte desse projeto PDF Sintético
e aceitei de imediato pela sua grandeza!
Eu me chamo Bernardo de Campos Machado e atualmente ministro aulas presenciais
e à distância de Direito Previdenciário e Direito Tributário em diversos cursos preparatórios
e pós-graduação e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil no
município do Rio de Janeiro (AFRFB).
Fui aprovado, aos 23 anos de idade, no concurso de 2002 para Auditor-Fiscal do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), tomando posse e entrando em exercício no dia 13/01/2003
na cidade de São Bernardo do Campo-SP.
Atualmente, exerço a função de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil na Delegacia
Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (DECEX). Portanto, trabalho,
atualmente, no meu dia a dia, com a legislação aduaneira, tendo pouca relação com às
contribuições previdenciárias. Entretanto, o meu amor pelo Direito Previdenciário nunca
diminuiu. Ter me afastado da fiscalização das contribuições previdenciárias apenas faz
com que eu lembre com saudades da importante função social que eu tinha. Saber que
fiscalizava as contribuições previdenciárias para que o valor arrecadado fosse revertido
para pagamento de benefícios da previdência social muito me enobrece. Atualmente, tenho
outra função social que é arrecadar tributos para fins de girar a máquina pública, função
não menos importante do que a anterior, mas apenas com foco distinto.
Dessa forma, utilizarei a minha experiência em trabalhar como Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil e os anos de magistério em cursos preparatórios para concurso público e
pós-graduação para repassar aos meus queridos alunos o conhecimento necessário para
a aprovação no próximo concurso.

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Conte comigo nessa jornada! Estarei à sua inteira disposição, seja no fórum do Gran,
seja por meio das redes sociais, entre elas, o Instagram (@prof_bernardomachado), onde,
constantemente, posto dicas por meio de postagens e vídeos!

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SEGURADOS DO RGPS

1. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL


A Previdência Social compreende o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), os
regimes próprios de previdência social dos servidores públicos e dos militares e o sistema
complementar.

Trabalhadores da iniciativa privada e


RGPS servidores públicos efetivos não
amparados por RPPS
Regimes
Básicos
Servidores Públicos Efetivos e Militares
RPPS
dos Estados e do DF

Previdêcia
Social Aberta
Brasileira
Privada

Fechada
Previdência
Complementar
Aberta

Servidores Públicos

Fechada

O RGPS visa garantir a cobertura de todas as situações expressas no art. 1º da Lei n.


8.213/1991 e art. 5º do Decreto n. 3.048/1999, exceto a de desemprego involuntário, pois
o seguro-desemprego é hoje uma incumbência do Ministério do Trabalho e Emprego.

2. FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO (ARTS. 18 AO 20 DO RPS)


A filiação é o vínculo jurídico que se cria entre a previdência social brasileira e a
pessoa física, de onde decorrem direitos e obrigações.
A filiação à previdência social decorre automaticamente do exercício de atividade
remunerada para os segurados obrigatórios, observado o trabalhador rural contratado
por produtor rural pessoa física por prazo de até 2 meses dentro do período de 1 ano,
para o exercício de atividades de natureza temporária. Nesse caso, a filiação decorre
automaticamente de sua inclusão na GFIP/eSocial, mediante identificação específica.
Já, para o segurado facultativo, a sua filiação decorre de sua inscrição (ato onde o
segurado é cadastrado no RGPS), a qual é formalizada com o 1º pagamento.

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Ademais, aquele segurado que exerce, concomitantemente, mais de uma atividade


remunerada é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma dessas atividades.

Filiação é o vínculo jurídico que se cria entre a pessoa física e o


RGPS, de onde decorrem direitos e obrigações.

Filiação do segurado obrigatório decorre do exercício da


atividade remunerada, salvo o trabalhador rural que trabalha
para PRPF por prazo não superior a 2 meses dentro do período de
1 ano, onde, nesse caso, a filiação decorre de sua inclusão na
GFIP/eSocial.
Resumo de
Filiação

Aquele segurado que exerce, concomitantemente, mais de uma


atividade remunerada é obrigatoriamente filiado em
relação a cada uma dessas atividades.

Filiação do segurado facultativo decorre da inscrição


formalizada com o 1º Pagamento.

Considera-se inscrição de segurado para os efeitos da previdência social o ato


pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante
comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua
caracterização (ver art. 18 do Decreto n. 3.048/99).
A inscrição no RGPS exige a idade mínima de 16 anos. A única exceção a essa regra
é o menor aprendiz (inscrição a partir dos 14 anos).
Para o segurado especial, permite-se a sua inscrição post mortem (após a morte),
desde que presentes os pressupostos da filiação.
Por uma conclusão lógica, não será admitida a inscrição post mortem de segurado
contribuinte individual e de segurado facultativo, conforme prevê o art. 17, § 7º da Lei
n. 8.213/1991 e o art. 18, § 5º-B do RPS.

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A inscrição é um ato pelo qual o segurado é cadastrado


no RGPS.

A inscrição só é possível a partir dos 16 anos, salvo o


menor aprendiz (a partir dos 14 anos).

Aquele segurado que exerce, concomitantemente, mais de


uma atividade remunerada é obrigatoriamente inscrito
em relação a cada uma dessas atividades.

Resumo de A inscrição do segurado empregado, trabalhador avulso e


Inscrição contribuinte individual, que presta serviço para a
empresa a partir de 04/2003, é feita pela própria
empresa, bem como a inscrição do empregado doméstico
é feita pelo empregador doméstico. A inscrição dos
demais segurados é feita pelos próprios.

É possível a inscrição post mortem do segurado especial,


desde que presentes os pressupostos da filiação.

Não será admitida a inscrição post mortem de segurado


contribuinte individual e de segurado facultativo

3. BENEFICIÁRIOS DO RGPS (ART. 8º DO RPS)


Os beneficiários do RGPS são as pessoas físicas que fazem jus a uma prestação
previdenciária, seja essa prestação um benefício ou um serviço.
São beneficiários do RGPS os segurados, que se dividem em segurados obrigatórios
e facultativos, e dependentes. Esses beneficiários são aptos a receberem os benefícios
e serviços do RGPS.

Empregado

Empregado Doméstico

Obrigatórios Contribuinte Individual

Segurados
Beneficiários Trabalhador Avulso
Facultativo
do RGPS
Dependentes Segurado Especial

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SEGURADOS OBRIGATÓRIOS (ART. 9º DO RPS)


Os segurados obrigatórios são aqueles filiados ao sistema de modo compulsório, pelo
simples fato de exercerem alguma atividade remunerada. Os segurados obrigatórios se
dividem em: empregado, empregado doméstico, contribuinte individual, trabalhador
avulso e segurado especial.

EMPREGADO (ART. 9º, I DO RPS)


Conforme determina a legislação previdenciária, segurado empregado é aquele que
presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob
sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado.
Pode-se observar, portanto, 4 características básicas: pessoalidade, não eventualidade,
subordinação e onerosidade.
A pessoalidade significa que o empregado não se pode fazer substituir por outra pessoa,
uma vez que o contrato de trabalho é intuitu personae, ou seja, é personalíssimo.
A não eventualidade, como a própria legislação previdenciária define, é quando o serviço
prestado está relacionado direta ou indiretamente com as atividades normais da empresa.
Quando falamos em subordinação não estamos falando de subordinação econômica e
sim de uma subordinação jurídica. Ou seja, pela subordinação o empregado sujeita o exercício
de suas atividades laborais à vontade do empregador, uma vez que o mesmo detém o poder
para dirigir, regulamentar, fiscalizar e punir.
Por fim, a onerosidade se refere ao valor a ser pago pela contraprestação do
serviço prestado.
Feita essa sucinta análise, devem ser verificadas as hipóteses previstas no art. 9º, I do
Decreto n. 3.048/1999.
“I – como empregado:
a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não
eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado;
b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, na forma prevista em
legislação específica, por prazo não superior a cento e oitenta dias, consecutivos ou não,
prorrogável por até noventa dias, presta serviço para atender a necessidade transitória de
substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviço de
outras empresas;
c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como
empregado no exterior, em sucursal ou agência de empresa constituída sob as leis brasileiras
e que tenha sede e administração no País;
d) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como
empregado em empresa domiciliada no exterior com maioria do capital votante pertencente

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a empresa constituída sob as leis brasileiras, que tenha sede e administração no País e cujo
controle efetivo esteja em caráter permanente sob a titularidade direta ou indireta de
pessoas físicas domiciliadas e residentes no País ou de entidade de direito público interno;
e) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular
de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e
repartições, excluídos o não brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro
amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou
repartição consular;
f) o brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais
internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado,
salvo se amparado por regime próprio de previdência social;
g) o brasileiro civil que presta serviços à União no exterior, em repartições governamentais
brasileiras, lá domiciliado e contratado, inclusive o auxiliar local de que tratam os arts. 56
e 57 da Lei no 11.440, de 29 de dezembro de 2006, este desde que, em razão de proibição
legal, não possa filiar-se ao sistema previdenciário local;
h) o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa, em desacordo com a Lei
no 11.788, de 25 de setembro de 2008;
i) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias
e fundações, ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração;
j) o servidor do Estado, Distrito Federal ou Município, bem como o das respectivas
autarquias e fundações, ocupante de cargo efetivo, desde que, nessa qualidade, não esteja
amparado por regime próprio de previdência social;
l) o servidor contratado pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, bem como
pelas respectivas autarquias e fundações, por tempo determinado, para atender a
necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art.
37 da Constituição Federal;
m) o servidor da União, Estado, Distrito Federal ou Município, incluídas suas autarquias
e fundações, ocupante de emprego público;
n) Revogado;
o) o escrevente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais e de registro
a partir de 21 de novembro de 1994, bem como aquele que optou pelo Regime Geral de
Previdência Social, em conformidade com a Lei n. 8.935, de 18 de novembro de 1994;
p) aquele em exercício de mandato eletivo federal, estadual, distrital ou municipal,
desde que não seja vinculado a regime próprio de previdência social;
q) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento
no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social;

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r) o trabalhador rural contratado por produtor rural pessoa física, na forma do art.
14-A da Lei no 5.889, de 8 de junho de 1973, para o exercício de atividades de natureza
temporária por prazo não superior a dois meses dentro do período de um ano;
s) aquele contratado como trabalhador intermitente para a prestação de serviços, com
subordinação, de forma não contínua, com alternância de períodos de prestação de serviços
e de inatividade, em conformidade com o disposto no § 3º do art. 443 da Consolidação das
Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943;”

PRINCIPAIS SITUAÇÕES DE SEGURADO EMPREGADO QUE CAEM NAS PROVAS DE CONCURSO PÚBLICO
Diretor empregado
Trabalhador temporário
Brasileiro civil que trabalha para a União no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o
Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de
previdência social
Estagiário contratado em desconformidade com a lei
Servidor que ocupa, exclusivamente, cargo em comissão
Exercente de mandato eletivo
Contratado como trabalhador intermitente
Menor aprendiz

EMPREGADO DOMÉSTICO (ART. 9º, II DO RPS)


Empregado doméstico é aquele que presta serviço de forma contínua, subordinada,
onerosa e pessoal a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem
fins lucrativos, por mais de 2 dias por semana.

Características do Empregado
Doméstico

Serviço Atividades Por mais de 2


Pessoa ou Âmbito
sem fins dias por
contínuo família residencial
lucrativos semana

Tal conceito está previsto no art. 1º da LC n. 150/2015, que é a lei que dispõe sobre o
contrato de trabalho doméstico.
Analisa-se, de forma mais detalhada, a definição do empregado doméstico.
Primeiramente, o serviço deve ser contínuo. Apesar da legislação previdenciária, antes
da entrada em vigor da LC n. 150/2015, não definir o que seria um serviço contínuo, era
necessário se basear nos entendimentos jurisprudenciais, apesar de não existir súmula ou

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orientação jurisprudencial das seções especializadas. Para esses entendimentos, continuidade


pressupõe ausência de interrupção, de forma que o trabalho se desenvolva de maneira
expressiva ao longo da semana, diferente de não eventualidade visto anteriormente para
o segurado empregado. Com base nessa interpretação, a diarista que presta serviço numa
residência apenas em alguns dias da semana, sem se desenvolver de maneira expressiva
ao longo da semana, recebendo por dia, não se enquadrava no critério do trabalho de
natureza contínua.
Com a entrada em vigor da LC n. 150/2015, foi normatizado o entendimento acerca do
serviço contínuo, uma vez que o art. 1º da citada lei determina que o empregado doméstico
é aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de
finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de
2 dias por semana. Dessa forma, o serviço só é considerado contínuo quando prestado
por mais de 2 dias por semana.
O serviço deve ser prestado à pessoa ou família, ou seja, para o empregador doméstico
e não para empresa. Portanto, empregador doméstico nada mais é do que a pessoa ou
família que admite a seu serviço, mediante remuneração, sem finalidade lucrativa, empregado
doméstico.
Além disso, o serviço deve ser prestado no âmbito residencial do empregador
doméstico que pode ser, entre outras, a sua casa, casa de campo, inclusive veículos de
transporte particular (automóvel, helicóptero...). Portanto, um motorista particular, nada
mais é do que um empregado doméstico, assim como a babá, um jardineiro, caseiro...
Deverá ainda ser prestado em atividades sem fins lucrativos. Ou seja, uma vez que
o empregador doméstico utilize o seu empregado doméstico em uma atividade com fins
lucrativos, essa relação deixa de existir.
Assim sendo, o empregador doméstico, tendo em vista que o empregado doméstico
exerce atividades com fins lucrativos, passará a ser enquadrado como contribuinte
individual e, como possui segurado a seu serviço (empregado doméstico que se tornou
empregado), passa a ser considerado empresa para fins previdenciários, como será visto
nas próximas aulas. Isso faz com que essa pessoa, agora empresa, seja tributada como tal,
tendo que, inclusive, cumprir as obrigações acessórias, como elaborar folha de pagamento,
elaborar Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social
(GFIP)/eSocial, entre outras.
Conforme os mais recentes entendimentos jurisprudenciais, nessa situação, entende
a jurisprudência que existe uma dupla jornada, ou seja, existe a relação de empregador
doméstico em relação ao empregado doméstico concomitantemente com a relação de uma
empresa em relação ao empregado. Portanto, existe um duplo vínculo.

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Por fim, deve receber remuneração pela contraprestação do serviço prestado ao


empregador doméstico.

CONTRIBUINTE INDIVIDUAL (ART. 9º, V DO RPS)


A categoria de contribuinte individual foi criada pela Lei n. 9.876/1999, e unificou as
categorias de segurado empresário, segurado trabalhador autônomo e segurado equiparado
a trabalhador autônomo, existentes até aquela data.
A definição básica de contribuinte individual se divide em duas. A primeira seria aquela
pessoa que presta serviço em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação
de emprego. Pode-se citar, como exemplo, um pintor que no mesmo mês presta serviço a
diversas empresas, sem ter vínculo com nenhuma delas.
A segunda seria uma pessoa que presta um serviço por conta própria. Pode-se citar
como exemplo uma pessoa que exerce atividade comercial em via pública.

presta serviço em caráter eventual, a


1ª Definição uma ou mais empresas, sem relação
de emprego
Contribuinte
Individual

2ª Definição presta um serviço por conta própria

Seguem, abaixo, as hipóteses de contribuinte individual previstas no art. 9º, V do Decreto


n. 3.048/1999 e no art. 9º, § 15 do Decreto n. 3.048/1999:
“V – como contribuinte individual:
a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária, a qualquer
título, em caráter permanente ou temporário, em área, contínua ou descontínua, superior
a quatro módulos fiscais; ou, quando em área igual ou inferior a quatro módulos fiscais
ou atividade pesqueira ou extrativista, com auxílio de empregados ou por intermédio de
prepostos; ou ainda nas hipóteses dos §§ 8º e 23 deste artigo;
b) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral –
garimpo -, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de
prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de
forma não contínua;
c) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de
congregação ou de ordem religiosa;
d) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual
o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por
regime próprio de previdência social;

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e) desde que receba remuneração decorrente de trabalho na empresa:


1. o empresário individual e o titular de empresa individual de responsabilidade limitada,
urbana ou rural;
2. o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima;
3. o sócio de sociedade em nome coletivo; e
4. o sócio solidário, o sócio gerente, o sócio cotista e o administrador, quanto a este
último, quando não for empregado em sociedade limitada, urbana ou rural;
f) Revogado;
g) Revogado;
h) Revogado;
i) o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de
qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer
atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração;
j) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais
empresas, sem relação de emprego;
l) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana,
com fins lucrativos ou não;
m) o aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado classista
temporário da Justiça do Trabalho, na forma dos incisos II do §1º do art. 111 ou III do art. 115
ou do parágrafo único do art. 116 da Constituição Federal, ou nomeado magistrado da Justiça
Eleitoral, na forma dos incisos II do art. 119 ou III do §1º do art. 120 da Constituição Federal;
n) o cooperado de cooperativa de produção que, nesta condição, presta serviço à
sociedade cooperativa mediante remuneração ajustada ao trabalho executado;
o) (Revogado pelo Decreto n. 7.054 de 2009)
p) o Micro Empreendedor Individual – MEI de que tratam os arts. 18-A e 18-C da Lei
Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006, que opte pelo recolhimento dos impostos
e contribuições abrangidos pelo Simples Nacional em valores fixos mensais;
q) o médico participante do Projeto Mais Médicos para o Brasil, instituído pela Lei n.
12.871, de 22 de outubro de 2013, exceto na hipótese de cobertura securitária específica
estabelecida por organismo internacional ou filiação a regime de seguridade social em
seu país de origem, com o qual a República Federativa do Brasil mantenha acordo de
seguridade social;
r) o médico em curso de formação no âmbito do Programa Médicos pelo Brasil, instituído
pela Lei n. 13.958, de 18 de dezembro de 2019.”
“§ 15. Enquadram-se nas situações previstas nas alíneas “j” e “l” do inciso V do caput,
entre outros:

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I – aquele que trabalha como condutor autônomo de veículo rodoviário, inclusive como
taxista ou motorista de transporte remunerado privado individual de passageiros, ou como
operador de trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e assemelhados, sem vínculo
empregatício;
II – aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário,
em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei n. 6.094, de 30 de
agosto de 1974;
III – aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade
comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante, nos termos
da Lei n. 6.586, de 6 de novembro de 1978;
IV – o trabalhador associado a cooperativa que, nessa qualidade, presta serviços a
terceiros;
V – o membro de conselho fiscal de sociedade por ações;
VI – aquele que presta serviço de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa
ou família, no âmbito residencial desta, em atividade sem fins lucrativos, até dois dias
por semana;
VII – o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que
detêm a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos
cofres públicos, admitidos a partir de 21 de novembro de 1994;
VIII – aquele que, na condição de pequeno feirante, compra para revenda produtos
hortifrutigranjeiros ou assemelhados;
IX – a pessoa física que edifica obra de construção civil;
X – o médico residente de que trata a Lei n. 6.932, de 7 de julho de 1981;
XI – o pescador que trabalha em regime de parceria, meação ou arrendamento, em
embarcação de médio ou grande porte, nos termos da Lei n. 11.959, de 2009;
XII – o incorporador de que trata o art. 29 da Lei n. 4.591, de 16 de dezembro de 1964;
XIII – o bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em conformidade
com a Lei n. 6.855, de 18 de novembro de 1980;
XIV – o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei n. 9.615, de 24
de março de 1998;
XV – o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei n. 8.069, de 13 de
julho de 1990, quando remunerado;
XVI – o interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor fiscal de instituição
financeira, empresa ou entidade referida no § 6º do art. 201;
XVII – o transportador autônomo de cargas e o transportador autônomo de cargas
auxiliar, nos termos do disposto na Lei n. 11.442, de 5 de janeiro de 2007;

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XVIII – o repentista de que trata a Lei n. 12.198, de 14 de janeiro de 2010, desde que
não se enquadre na condição de empregado, prevista no inciso I do caput, em relação à
referida atividade; e
XIX – o artesão de que trata a Lei n. 13.180, de 22 de outubro de 2015, desde que não
se enquadre em outras categorias de segurado obrigatório do RGPS em relação à referida
atividade.”

PRINCIPAIS SITUAÇÕES DE CONTRIBUINTE INDIVIDUAL QUE CAEM NAS PROVAS DE CONCURSO PÚBLICO
Garimpeiro
Ministro de confissão religiosa (padre, pastor...)
Brasileiro civil que trabalha no exterior, em organismos oficiais internacionais dos quais o Brasil seja membro
efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se amparado por regime próprio de previdência social
Empresário individual
Diretor não empregado
Sócio administrador e sócio cotista, desde que o cotista receba remuneração pelo seu trabalho na sociedade
Cooperado
Síndico de condomínio, quando remunerado
Microempreendedor Individual – MEI
Notário e tabelião
Pessoa física que edifica obra de construção civil
Médico residente

TRABALHADOR AVULSO (ART. 9º, VI DO RPS)


Trabalhador avulso é aquele que, sindicalizado ou não, preste serviço de natureza
urbana ou rural a diversas empresas, ou equiparados, sem vínculo empregatício, com
intermediação obrigatória do órgão gestor de mão de obra, nos termos do disposto na
Lei n. 12.815, de 5 de junho de 2013, ou do sindicato da categoria.
Reproduz-se aqui a definição das Leis nos 8.212/1991 e 8.213/1991 e do Decreto n.
3.048/1999 para tirarmos algumas conclusões.
Leis n. 8.212/1991 e 8.213/1991: “quem presta, a diversas empresas, sem vínculo
empregatício, serviços de natureza urbana ou rural definidos no regulamento”.
Decreto n. 3.048/1999:

aquele que, sindicalizado ou não, preste serviço de natureza urbana ou rural a diversas empresas,
ou equiparados, sem vínculo empregatício, com intermediação obrigatória do órgão gestor de
mão de obra, nos termos do disposto na Lei n. 12.815, de 5 de junho de 2013, ou do sindicato
da categoria.

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Atente para o fato de as leis definirem o trabalhador avulso sem determinar a intermediação
obrigatória, fato que só é feito pelo Regulamento. Portanto, para fins de prova, a definição
de trabalhador avulso, conforme as leis, se assemelha demais com o contribuinte individual.
A diferença está no fato da seguinte expressão: “serviços de natureza urbana ou rural
definidos no regulamento”.

sindicalizado ou não

presta serviço de natureza urbana ou a diversas


rural empresas
Trabalhador
avulso
sem vínculo empregatício
órgão gestor de
mão de obra
(OGMO)
com a intermediação obrigatória

sindicato da
categoria

Percebe-se, claramente, que o que diferencia o trabalhador avulso do contribuinte


individual é a intermediação obrigatória do OGMO ou do sindicato da categoria.
Ou seja, caso a pessoa preste serviço de natureza urbana ou rural a diversas empresas,
sem vínculo empregatício, com intermediação obrigatória do OGMO ou sindicato da
categoria, esta será enquadrada como segurado obrigatório do RGPS na qualidade de
trabalhador avulso. Entretanto, caso a pessoa preste serviço de natureza urbana ou rural
a diversas empresas, sem vínculo empregatício, esta será enquadrada como segurado
obrigatório do RGPS na qualidade de contribuinte individual.
Por fim, segue abaixo a definição do trabalhador avulso no Decreto, para fins de
conhecimento das situações possíveis de contratação:

“VI – como trabalhador avulso – aquele que:


a) sindicalizado ou não, preste serviço de natureza urbana ou rural a diversas empresas, ou
equiparados, sem vínculo empregatício, com intermediação obrigatória do órgão gestor de
mão de obra, nos termos do disposto na Lei n. 12.815, de 5 de junho de 2013, ou do sindicato
da categoria, assim considerados:
1. o trabalhador que exerça atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de
carga e vigilância de embarcação e bloco;
2. o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério;
3. o trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios);
4. o amarrador de embarcação;
5. o ensacador de café, cacau, sal e similares;

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6. o trabalhador na indústria de extração de sal;


7. o carregador de bagagem em porto;
8. o prático de barra em porto;
9. o guindasteiro; e
10. o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos; e
b) exerça atividade de movimentação de mercadorias em geral, nos termos do disposto na Lei
n. 12.023, de 27 de agosto de 2009, em áreas urbanas ou rurais, sem vínculo empregatício, com
intermediação obrigatória do sindicato da categoria, por meio de acordo ou convenção coletiva
de trabalho, nas atividades de:
1. cargas e descargas de mercadorias a granel e ensacados, costura, pesagem, embalagem,
enlonamento, ensaque, arrasto, posicionamento, acomodação, reordenamento, reparação de carga,
amostragem, arrumação, remoção, classificação, empilhamento, transporte com empilhadeiras,
paletização, ova e desova de vagões, carga e descarga em feiras livres e abastecimento de lenha
em secadores e caldeiras;
2. operação de equipamentos de carga e descarga; e
3. pré-limpeza e limpeza em locais necessários às operações ou à sua continuidade.”

SEGURADO ESPECIAL (ART. 9º, VII DO RPS)


O segurado especial é o produtor que explore atividade agropecuária em área de
até 4 módulos fiscais, ou de seringueiro ou extrativista vegetal, além do pescador
artesanal, inclusive cônjuge ou companheiros e filhos maiores de 16 anos de idade ou a
estes equiparados, que, comprovadamente, tenham participação ativa nas atividades
rurais do grupo familiar, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que
com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua colaboração.

Pequeno produtor rural (área de até 4 módulos fiscais) /


extrativista vegetal / pescador artesanal / cônjuge e filhos a partir
dos 16 anos

Segurado
Especial Individualmente ou regime de economia familiar

Ainda que com o auxílio eventual de terceiros

O produtor pode ser proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro


outorgados, comodatário ou arrendatário rurais.
Essa definição do segurado especial veio com o advento da Lei n. 11.718/2008. Antes
dessa lei, tinha-se uma antinomia (conflito de normas) entre a redação da CF/88 e das

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Leis nos 8.212/1991 e 8.213/1991, além do Decreto n. 3.048/1999. Enquanto que a CF/88,
no art. 195, §8º, definia que segurado especial poderia exercer as suas atividades sem
empregados permanentes, as leis e o decreto determinavam que, no conceito de regime
de economia familiar, o serviço deveria ser prestado sem empregados, fazendo com que
o grupo familiar não pudesse ter empregados em nenhum momento, inclusive no período
da colheita da safra. A Lei n. 11.718/2008 terminou com esse conflito, determinando a
seguinte definição para o conceito de regime de economia familiar:

Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da
família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo
familiar e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de
empregados permanentes.

Subsistência do grupo

Regime de
Economia Condições de mútua dependência e colaboração
Familiar

Sem a utilização de empregados permanentes

Perceba que agora o grupo familiar poderá ter empregados, bastando que os mesmos
não sejam permanentes. É permitido, portanto, a contratação por prazo determinado, à
razão de no máximo 120 pessoas por dia no ano civil, em períodos corridos ou intercalados,
ou, ainda, por tempo equivalente em horas de trabalho, não sendo computado nesse prazo
o período de afastamento em decorrência da percepção de auxílio por incapacidade
temporária (antigo auxílio-doença).
O auxílio eventual de terceiros é aquele exercido ocasionalmente, em condições de
mútua colaboração, não existindo subordinação nem remuneração.
Vale lembrar que, regra geral, o segurado especial não pode receber outra fonte de
rendimento, sob pena de ser desenquadrado da categoria de segurado especial, salvo
algumas situações. Portanto, outra inovação da Lei n. 11.718/2008 foi a ampliação das
situações onde o segurado, apesar de possuir outra fonte de rendimento, mantém a seu
enquadramento como segurado especial.
Tais situações estão elencadas no art. 9º, § 8º do RPS, in verbis:

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Benefício de pensão por morte, auxílio-acidente ou auxílio-


reclusão, cujo valor não supere o do menor benefício da
previdência social

Benefício concedido ao segurado qualificado como segurado


especial, independentemente do valor;

Benefício previdenciário pela participação em plano de


previdência complementar instituído por entidade classista a
que seja associado, em razão da condição de trabalhador rural
ou de produtor rural em regime de economia familiar

Exercício de atividade remunerada em período não superior


a 120 dias, corridos ou intercalados, no ano civil

Exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de


organização da categoria de trabalhadores rurais
Outras fontes
de
rendimento Exercício de: (i) mandato de vereador do município em
desenvolve a atividade rural; (ii) atividade remunerada, sem
dedicação exclusiva ou regime integral de trabalho, derivada de
mandato eletivo em cooperativa, exceto cooperativa de
trabalho, que tenha atuação vinculada às atividades na condição
de segurado especial, conforme previsão em seu objeto social
ou autorização da autoridade competente (art. 12, § 10, V da
Lei n. 8.212/1991 com redação dada pela Lei n. 15.072/2024)

Parceria ou meação outorgada na forma e condições


estabelecidas no RPS

Atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima


produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada
matéria-prima de outra origem, desde que, nesse caso, a renda
mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de
prestação continuada da previdência social

Atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao


menor benefício de prestação continuada da previdência
social

Cabe, ainda, ressaltar as situações que não descaracterizam a condição de segurado


especial. Seguem abaixo as situações:

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A outorga, por meio de contrato escrito de parceria,


meação ou comodato, de até 50% de imóvel rural cuja
área total, contínua ou descontínua, não seja superior a
quatro módulos fiscais, desde que outorgante e
outorgado continuem a exercer a respectiva
atividade, individualmente ou em regime de economia
familiar

A exploração da atividade turística da propriedade rural,


inclusive com hospedagem, por não mais de 120 dias
ao ano

A participação em plano de previdência complementar


instituído por entidade classista a que seja associado, em
razão da condição de trabalhador rural ou de produtor rural
em regime de economia familiar

A participação como beneficiário ou integrante de


grupo familiar que tem algum componente que seja
beneficiário de programa assistencial oficial de
governo

Situações que não A utilização pelo próprio grupo familiar de processo de


descaracterizam o beneficiamento ou industrialização artesanal, na exploração
Segurado Especial da atividade

Associação, exceto em cooperativa de trabalho, conforme


regulamento, em cooperativa que tenha atuação vinculada
às atividades na condição de segurado especial, conforme
previsão em seu objeto social ou autorização da autoridade
competente (art. 12, § 9º, VI da Lei n. 8.212/1991 com
redação dada pela Lei n. 15.072/2024)

A incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados –


IPI sobre o produto das atividades desenvolvidas

A participação do segurado especial em sociedade


empresária ou em sociedade simples ou a sua atuação
como empresário individual ou como titular de
empresa individual de responsabilidade limitada de
objeto ou âmbito agrícola, agroindustrial ou
agroturístico, considerada microempresa nos termos
do disposto na LC n. 123/2006, desde que, mantido o
exercício da sua atividade rural na condição de
segurado especial, a pessoa jurídica seja composta
apenas por segurados especiais e sediada no mesmo
Município ou em Município limítrofe àquele em que
ao menos um deles desenvolva as suas atividades.

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É importante deixar claro que o RPS determina que não descaracteriza a condição de
segurado especial a utilização pelo próprio grupo familiar, na exploração da atividade,
de processo de beneficiamento ou industrialização artesanal. Considera-se processo de
beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio
produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre
Produtos Industrializados – IPI. Portanto, em regra, não é possível a incidência do IPI.
Entretanto, o RPS determina que é possível a participação do segurado especial
em sociedade empresária, em sociedade simples, como empresário individual ou
como titular de empresa individual de responsabilidade limitada de objeto ou âmbito
agrícola, agroindustrial ou agroturístico, considerada microempresa nos termos da
Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006, não o excluindo de tal categoria
previdenciária, desde que, mantido o exercício da sua atividade rural na condição
de segurado especial, a pessoa jurídica componha-se apenas de segurados de igual
natureza e sedie-se no mesmo Município ou em Município limítrofe àquele em que eles
desenvolvam suas atividades.
Nesse caso em particular, haverá a possibilidade de incidência de IPI. Entretanto, ainda
que haja a incidência do IPI em relação à atividade desenvolvida nos termos do parágrafo
anterior, tal fato não descaracteriza a condição de segurado especial.
Por fim, pescador artesanal é aquele que, individualmente ou em regime de economia
familiar, faz da pesca sua profissão habitual ou meio principal de vida, desde que não utilize
embarcação; ou utilize embarcação de pequeno porte, nos termos da Lei n. 11.959, de 29
de junho de 2009.

Não utilize embarcação

Pesacador
Artesanal
Utilize embarcação de pequeno porte, nos termos da Lei n.
11.959, de 29 de junho de 2009

A Lei n. 11.959/2009 determina embarcação de pequeno porte, quando possui arqueação


bruta igual ou menor que 20.
Considera-se assemelhado ao pescador artesanal aquele que realiza atividade de apoio
à pesca artesanal, exercendo trabalhos de confecção e de reparos de artes e petrechos de
pesca e de reparos em embarcações de pequeno porte ou atuando no processamento do
produto da pesca artesanal.

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SEGURADO FACULTATIVO (ART. 11 DO RPS)


O segurado facultativo é aquele maior de 16 anos de idade, que deseja integrar o
sistema previdenciário, apesar de não exercer atividade remunerada que o enquadre
como segurado obrigatório do RGPS. São exemplos de segurados facultativos: dona de
casa, estagiário (contratado em conformidade com a lei), estudante, etc.

Maior de 16 anos

Segurado
Facultativo

Não exerça uma atividade remunerada que o


enquadre como segurado obrigatório

Situações previstas no art. 11, § 1º do Decreto n. 3.048/1999:


§ 1º Podem filiar-se facultativamente, entre outros:
I – aquele que se dedique exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua
residência;
II – o síndico de condomínio, quando não remunerado;
II – o estudante;
IV- o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior;
V – aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social;
VI – o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei n. 8.069, de 13 de julho
de 1990, quando não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social;
VII – o estagiário que preste serviços a empresa nos termos do disposto na Lei n.
11.788, de 2008;
VIII – o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização,
pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja
vinculado a qualquer regime de previdência social;
IX – o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer
regime de previdência social;
X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior;
XI – o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semiaberto, que, nesta
condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com
ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade
artesanal por conta própria;
XII - o atleta beneficiário da Bolsa-Atleta não filiado a regime próprio de previdência
social ou não enquadrado em uma das hipóteses previstas no art. 9º.

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4. TRABALHADORES EXCLUÍDOS DO RGPS (ART. 10 DO RPS)


Alguns trabalhadores, apesar de exercerem atividade remunerada, são excluídos
do RGPS, por já possuírem regime próprio de previdência em relação a esta atividade,
como os servidores públicos civis ocupantes de cargos efetivos e militares.
Entretanto, caso venham exercer atividades que os enquadrem como segurados
obrigatórios do RGPS, serão considerados como tal, devendo efetuar suas contribuições,
ainda que amparados por regime previdenciário próprio.
Excepcionalmente, os trabalhadores amparados por regime próprio de previdência
poderão obter filiação facultativa, na hipótese de afastamento sem vencimento e
desde que não permita, nesta condição, contribuição ao regime próprio (art. 11, § 2º
do RPS). Essa regra não se aplica para a esfera federal, uma vez que a Lei n. 8.112/1990,
no seu art. 183, § 3º, permite que o servidor quando se afasta sem vencimento contribua
para o seu próprio regime.

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