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Benefícios Previdenciários e Contribuições

O documento aborda questões relacionadas ao Direito Previdenciário, focando no reconhecimento e contagem do tempo de contribuição, incluindo regras sobre indenização e contagem recíproca entre diferentes regimes de previdência. É apresentado por Bernardo Machado, um especialista na área, que utiliza sua experiência para facilitar o aprendizado dos alunos. O material é protegido por direitos autorais e visa auxiliar na preparação para concursos públicos.

Enviado por

Jessica Barbosa
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Benefícios Previdenciários e Contribuições

O documento aborda questões relacionadas ao Direito Previdenciário, focando no reconhecimento e contagem do tempo de contribuição, incluindo regras sobre indenização e contagem recíproca entre diferentes regimes de previdência. É apresentado por Bernardo Machado, um especialista na área, que utiliza sua experiência para facilitar o aprendizado dos alunos. O material é protegido por direitos autorais e visa auxiliar na preparação para concursos públicos.

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DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Outras Questões Relativas aos Benefícios

PDF SINTÉTICO

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
240912445804

BERNARDO MACHADO

Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia de Produção pela


Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), bacharel em Direito pela Universidade
Cândido Mendes (Ucam) e pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Professor de Direito Previdenciário em cursos preparatórios para
concurso público.

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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Outras Questões Relativas aos Benefícios
Bernardo Machado

SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Outras Questões Relativas aos Benefícios. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Do Reconhecimento do Tempo de Contribuição (Arts. 121 ao 124 do rps) . . . . . . 6
2. Contagem Recíproca do Tempo de Contribuição (Arts. 125 ao 134 do rps). . . . . . 6
3. Acidente do Trabalho (Arts. 19 ao 23 da Lei n. 8.213/1991). . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
4. Regras de Transição. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

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Bernardo Machado

APRESENTAÇÃO
Neste PDF Sintético, você encontrará um material resumido e objetivo, a fim de facilitar
a assimilação do conteúdo. Alguns recursos visuais serão usados para destacar informações
pertinentes ao seu estudo, como:
• Grifos em azul, para afirmações importantes;
• Grifos em vermelho, para exceções, restrições ou proibições; e
• Marca-texto amarelo, verde e azul, para destaques.
Então aproveite deste material para sua preparação e garanta sua aprovação!
Bons estudos!

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran!
É com enorme prazer que recebi o convite para fazer parte desse projeto PDF Sintético
e aceitei de imediato pela sua grandeza!
Eu me chamo Bernardo de Campos Machado e atualmente ministro aulas presenciais
e à distância de Direito Previdenciário e Direito Tributário em diversos cursos preparatórios
e pós-graduação e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil no
município do Rio de Janeiro (AFRFB).
Fui aprovado, aos 23 anos de idade, no concurso de 2002 para Auditor-Fiscal do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), tomando posse e entrando em exercício no dia 13/01/2003
na cidade de São Bernardo do Campo-SP.
Atualmente, exerço a função de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil na Delegacia
Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (DECEX). Portanto, trabalho,
atualmente, no meu dia a dia, com a legislação aduaneira, tendo pouca relação com às
contribuições previdenciárias. Entretanto, o meu amor pelo Direito Previdenciário nunca
diminuiu. Ter me afastado da fiscalização das contribuições previdenciárias apenas faz
com que eu lembre com saudades da importante função social que eu tinha. Saber que
fiscalizava as contribuições previdenciárias para que o valor arrecadado fosse revertido
para pagamento de benefícios da previdência social muito me enobrece. Atualmente, tenho
outra função social que é arrecadar tributos para fins de girar a máquina pública, função
não menos importante do que a anterior, mas apenas com foco distinto.
Dessa forma, utilizarei a minha experiência em trabalhar como Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil e os anos de magistério em cursos preparatórios para concurso público e
pós-graduação para repassar aos meus queridos alunos o conhecimento necessário para
a aprovação no próximo concurso.

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Conte comigo nessa jornada! Estarei à sua inteira disposição, seja no fórum do Gran,
seja por meio das redes sociais, entre elas, o Instagram (@prof_bernardomachado), onde,
constantemente, posto dicas por meio de postagens e vídeos!

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OUTRAS QUESTÕES RELATIVAS AOS BENEFÍCIOS

1. DO RECONHECIMENTO DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO


(ARTS. 121 AO 124 DO RPS)
Reconhecimento do tempo de contribuição é o direito de o segurado ter reconhecido,
em qualquer época, o tempo de exercício de atividade anteriormente abrangida pela
previdência social.
O reconhecimento do tempo de contribuição pode ser feito de duas formas: indenização
ou retroação da data de início das contribuições.

Direito do segurado de ter


reconhecido, em qualquer
Conceito época, o tempo de exercício de
atividade anteriormente abrangida
pela previdência social

Reconhecimento do
Tempo de
Contribuição
Indenização

Espécies

Retroação da data de início das


contribuições

A indenização é quando um segurado deseja recolher contribuições à previdência


social em relação a período que, apesar de ter exercido atividade remunerada, não era
filiado obrigatoriamente ao RGPS. Um clássico exemplo é o de uma segurada empregada
doméstica que trabalhava antes de 1972, pois antes desta data essa segurada não era
segurada obrigatória.
Já a retroação da data de início das contribuições é quando o segurado contribuinte
individual manifesta interesse em recolher contribuições relativas a período anterior
à sua inscrição, desde que comprovado o exercício de atividade remunerada no
respectivo período.

2. CONTAGEM RECÍPROCA DO TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO


(ARTS. 125 AO 134 DO RPS)
O art. 201, § 9º da CF/88 determina que, para efeito de aposentadoria, é assegurada a
contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade

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privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de previdência social se


compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei.
Ademais, com base na recente reforma da previdência social, implementar pela EC
n. 103/2019, foi incluído o § 9º-A ao art. 201 da CF/88, determinando que o tempo de
serviço militar exercido nas atividades de que tratam os arts. 42, 142 e 143 e o tempo
de contribuição ao RGPS ou a RPPS terão contagem recíproca para fins de inativação
militar ou aposentadoria, e a compensação financeira será devida entre as receitas de
contribuição referentes aos militares e as receitas de contribuição aos demais regimes.
Dessa forma, a contagem recíproca é o instituto que permite que o tempo de filiação
em um regime seja considerado pelo outro.
Assim sendo, o segurado pode levar o tempo de contribuição do RGPS para o RPPS, e
vice-versa, fazendo com que os sistemas previdenciários se comuniquem.
Assim, para efeito de contagem recíproca, hipótese em que os diferentes sistemas
de previdência social compensar-se-ão financeiramente, é assegurado:
• O cômputo do tempo de contribuição na administração pública e de serviço
militar exercido nas atividades de que tratam os art. 42, art. 142 e art. 143 da
Constituição, para fins de concessão de benefícios previstos no RGPS, inclusive de
aposentadoria em decorrência de tratado, convenção ou acordo internacional; e
• Para fins de emissão de certidão de tempo de contribuição, pelo INSS, para
utilização no serviço público ou para inativação militar, o cômputo do tempo de
contribuição na atividade privada, rural e urbana.
Para fins de contagem recíproca, é vedada:
• Conversão do tempo de contribuição exercido em atividade sujeita à condições
especiais;
• Conversão do tempo cumprido pelo segurado com deficiência, em tempo de
contribuição comum; e
• A contagem de qualquer tempo de serviço fictício.
Para a comprovação do tempo de contribuição é necessária a apresentação de um
documento conhecido como a Certidão de Tempo de Contribuição (CTC). Tal certidão
será emitida:
• Pela unidade gestora do regime próprio de previdência social ou pelo setor competente
da administração federal, estadual, do Distrito Federal e municipal, suas autarquias
e fundações, desde que devidamente homologada pela unidade gestora do regime
próprio, relativamente ao tempo de contribuição para o respectivo regime próprio
de previdência social; ou

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• Pelo setor competente do Instituto Nacional do Seguro Social, relativamente ao


tempo de contribuição para o Regime Geral de Previdência Social.
A CTC, para fins de averbação do tempo em outros regimes de previdência, somente será
expedida pelo INSS após a comprovação da quitação de todos os valores devidos, inclusive
de eventuais parcelamentos de débito.
Poderá ser emitida, por solicitação do segurado, certidão de tempo de contribuição
para período fracionado. Nessa situação, a certidão conterá informação de todo o tempo
de contribuição ao RGPS e a indicação dos períodos a serem aproveitados no regime próprio
de previdência social.
Para fins de contagem recíproca, o tempo de contribuição será contado de acordo
com a legislação pertinente, observadas as seguintes normas:

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Não será admitida a contagem em dobro ou em outras


condições especiais

É vedada a contagem de tempo de contribuição no serviço


público com o de contribuição na atividade privada,
quando concomitantes

Não será contado por um regime o tempo de contribuição


utilizado para concessão de aposentadoria por outro
regime

O tempo de serviço anterior ou posterior à obrigatoriedade


de filiação à Previdência Social só será contado mediante
indenização da contribuição correspondente ao período
respectivo, com acréscimo de juros moratórios de 0,5% ao
mês, capitalizados anualmente, e multa de 10%

É vedada a emissão de CTC com o registro exclusivo de


tempo de serviço, sem a comprovação de contribuição
efetiva, exceto para o segurado empregado, empregado
doméstico, trabalhador avulso e, a partir de 1º de abril de
2003, para o contribuinte individual que presta serviço a
Para fins de empresa obrigada a arrecadar a contribuição a seu cargo
contagem
recíproca
A CTC somente poderá ser emitida por regime próprio de
previdência social para ex-servidor

É vedada a contagem recíproca de tempo de contribuição


do RGPS por regime próprio de previdência social sem a
emissão da CTC correspondente, ainda que o tempo de
contribuição RGPS tenha sido prestado pelo servidor
público ao próprio ente instituidor

É vedada a desaverbação de tempo em regime próprio de


previdência social quando o tempo averbado tenha gerado
a concessão de vantagens remuneratórias ao servidor
público em atividade

Para fins de elegibilidade às aposentadorias especiais


referidas no § 4º do art. 40 e no § 1º do art. 201 da
Constituição Federal, os períodos reconhecidos pelo
regime previdenciário de origem como tempo especial,
sem conversão em tempo comum, deverão estar incluídos
nos períodos de contribuição compreendidos na CTC, e
discriminados, de data a data.

Por fim, é importante frisar que as aposentadorias e demais benefícios resultantes


da contagem recíproca serão concedidos e pagos pelo regime a que o interessado
pertencer ao requerê-los e o seu valor será calculado na forma da legislação pertinente.

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LEI N. 9.796/1999
O art. 201, § 9º da CF/88 determina que, para fins de aposentadoria, será assegurada
a contagem recíproca do tempo de contribuição entre o Regime Geral de Previdência
Social e os regimes próprios de previdência social, e destes entre si, observada a
compensação financeira, de acordo com os critérios estabelecidos em lei.
Ademais, a recente reforma da previdência social (EC n. 103/2019), determina, no
art. 201, § 9º-A da CF/88, que o tempo de serviço militar exercido nas atividades de
que tratam os arts. 42, 142 e 143 e o tempo de contribuição ao RGPS ou a RPPS terão
contagem recíproca para fins de inativação militar ou aposentadoria, e a compensação
financeira será devida entre as receitas de contribuição referentes aos militares e as
receitas de contribuição aos demais regimes.
Entretanto, como a compensação financeira deve atender aos critérios estabelecidos em
lei, sendo, por consequência, uma norma constitucional de eficácia limitada, ou seja, uma
norma constitucional que carece de regulamentação para a produzir efeitos jurídicos, o art.
201, § 9º-A da CF/88 não possui ainda eficácia, estando pendente que a Lei n. 9.796/1999
seja alterada para, aí sim, poder produzir efeitos jurídicos.
A contagem recíproca, conforme visto, é o instituto que permite que o tempo de filiação
em um regime seja considerado pelo outro.
Entretanto, para que haja essa possibilidade de se computar o tempo de contribuição
de um regime básico de previdência social em um outro regime básico de previdência social,
esses diferentes sistemas de previdência social deverão se compensar financeiramente. E
essa compensação financeira é regulada pela Lei n. 9.796/1999.
Para os efeitos da Lei n. 9.796/1999, considera-se:
• Regime de origem: o regime previdenciário ao qual o segurado ou servidor público
esteve vinculado sem que dele receba aposentadoria ou tenha gerado pensão
para seus dependentes;
• Regime instituidor: o regime previdenciário responsável pela concessão e pagamento
de benefício de aposentadoria ou pensão dela decorrente a segurado ou servidor
público ou a seus dependentes com cômputo de tempo de contribuição no âmbito
do regime de origem.
Os RPPS de servidores da União, dos Estados, do DF e dos Municípios só serão
considerados regimes de origem quando o RGPS for o regime instituidor.
Ademais, na hipótese de o RPPS de servidor público não possuir personalidade jurídica
própria, atribuem-se ao respectivo ente federado as obrigações e direitos previstos na Lei
n. 9.796/1999.

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RGPS COMO REGIME INSTITUIDOR


O RGPS, como regime instituidor, tem direito de receber de cada regime de origem
compensação financeira.
O RGPS deve apresentar a cada regime de origem os seguintes dados referentes a cada
benefício concedido com cômputo de tempo de contribuição no âmbito daquele regime
de origem:
• Identificação do segurado e, se for o caso, de seu dependente;
• A renda mensal inicial e a data de início do benefício;
• O percentual do tempo de serviço total do segurado correspondente ao tempo de
contribuição no âmbito daquele regime de origem.

Identificação do segurado e,
se for o caso, de seu
dependente

Apresentar a cada A renda mensal inicial e a


RGPS como regime de origem data de início do benefício
regime dados referentes a
instituidor cada benefício
concedido
O percentual do tempo de
serviço total do segurado
correspondente ao tempo de
contribuição no âmbito
daquele regime de origem

Apesar da péssima redação da lei, o percentual nada mais do que o resultado da divisão
do tempo de contribuição aproveitado do RPPS, pelo tempo total de contribuição utilizado
na concessão do benefício pelo RGPS.
Assim sendo, cada regime de origem deve pagar ao RGPS, para cada mês de competência
do benefício, o valor resultante da multiplicação da renda mensal do benefício em relação
ao citado percentual.
Tal valor será reajustado nas mesmas datas e pelos mesmos índices de reajustamento
do benefício pela Previdência Social, devendo o RGPS comunicar a cada regime de origem
o total por ele devido em cada mês como compensação financeira.
A compensação financeira referente a cada benefício não poderá exceder o resultado
da multiplicação do percentual do tempo de serviço total do segurado correspondente ao
tempo de contribuição no âmbito daquele regime de origem pela renda mensal do maior
benefício da mesma espécie pago diretamente pelo regime de origem. Dessa forma, o
regime de origem deve informar ao RGPS, na forma do regulamento, a maior renda mensal
de cada espécie de benefício por ele pago diretamente.
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RPPS COMO REGIME INSTITUIDOR


Cada RPPS de servidor público tem direito, como regime instituidor, de receber do RGPS,
enquanto regime de origem, compensação financeira.
O regime instituidor deve apresentar ao RGPS, além das normas que o regem, os seguintes
dados referentes a cada benefício concedido com cômputo de tempo de contribuição no
âmbito do RGPS:
• Identificação do servidor público e, se for o caso, de seu dependente;
• O valor dos proventos da aposentadoria ou pensão dela decorrente e a data de início
do benefício;
• O tempo de serviço total do servidor e o correspondente ao tempo de contribuição
ao RGPS.

Identificação do servidor
público e, se for o caso, de
seu dependente

O valor dos proventos da


Apresentar ao RGPS aposentadoria ou pensão
RPPS como
dados referentes a dela decorrente e a data de
regime
cada benefício início do benefício
instituidor
concedido

O tempo de serviço total do


servidor e o correspondente
ao tempo de contribuição ao
RGPS

Com base nessas informações, o RGPS calculará qual seria a renda mensal inicial daquele
benefício segundo as normas do próprio RGPS.
A compensação financeira devida pelo RGPS, relativa ao primeiro mês de competência
do benefício, será calculada com base no valor do benefício pago pelo regime instituidor
ou na renda mensal do benefício segundo as normas do RGPS, o que for menor.
O valor da compensação financeira corresponde à multiplicação do montante calculado
na forma do parágrafo anterior pelo percentual correspondente ao tempo de contribuição
ao RGPS no tempo de contribuição total do servidor público.
Mais uma vez, a Lei n. 9.796/1999 peca na sua redação. O percentual nada mais é do que
o resultado da divisão do tempo de contribuição aproveitado do RGPS pelo tempo total de
contribuição utilizado pelo ente federativo na concessão do benefício.
O valor da compensação financeira devida pelo RGPS será reajustado nas mesmas datas
e pelos mesmos índices de reajustamento dos benefícios da Previdência Social, mesmo
que tenha prevalecido, no primeiro mês, o valor do benefício pago pelo regime instituidor.

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OBSERVAÇÕES
O INSS manterá cadastro atualizado de todos os benefícios objeto de compensação
financeira, totalizando o quanto deve para cada RPPS dos servidores da União, dos Estados,
do DF e dos Municípios, bem como o montante devido por cada um deles para o RGPS,
como compensação financeira e pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias
no prazo legal.

Quanto deve para cada


RPPS

Montante devido por cada


Manter cadastro RPPS para o RGPS como
atualizado de todos os compensação financeira
Compete ao
benefícios objeto de
INSS
compensação financeira,
totalizando
Montante devido por cada
RPPS para o RGPS pelo
não recolhimento de
contribuições
previdenciárias no prazo
legal

Os desembolsos pelos regimes de origem só serão feitos para os regimes instituidores


que se mostrem credores no cômputo da compensação financeira devida de lado a lado
e dos débitos pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias no prazo legal.
O INSS comunicará o total a ser desembolsado por cada regime de origem até o dia
30 de cada mês, devendo os desembolsos ser feitos até o 5º dia útil do mês subsequente.
Os valores não desembolsados serão contabilizados como pagamentos efetivos,
devendo o INSS registrar mensalmente essas operações e informar a cada regime
próprio de previdência de servidor público os valores a ele referentes.
Na hipótese de descumprimento do prazo de desembolso estipulado, aplicar-se-ão as
mesmas normas em vigor para atualização dos valores dos recolhimentos em atraso de
contribuições previdenciárias arrecadadas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
Bernardo Machado

Só serão feitos para os regimes instituidores que se


mostrem credores no cômputo da compensação
financeira devida de lado a lado e dos débitos pelo não
recolhimento de contribuições previdenciárias no prazo
legal

O INSS comunicará o total a ser desembolsado por cada


regime de origem até o dia 30 de cada mês

Os desembolsos devem ser feitos até o 5º dia útil do mês


subsequente
Desembolso

Os valores não desembolsados serão contabilizados como


pagamentos efetivos, devendo o INSS registrar
mensalmente essas operações e informar a cada regime
próprio de previdência de servidor público os valores a
ele referentes

Na hipótese de descumprimento do prazo de desembolso


estipulado, aplicar-se-ão as mesmas normas em vigor
para atualização dos valores dos recolhimentos em
atraso de contribuições previdenciárias arrecadadas pela
RFB.

Os regimes instituidores devem comunicar de imediato aos regimes de origem


qualquer revisão no valor do benefício objeto de compensação financeira ou sua extinção
total ou parcial, cabendo ao INSS registrar as alterações no cadastro. Constatado o
não cumprimento da comunicação, as parcelas pagas indevidamente pelo regime de
origem serão registradas em dobro, no mês seguinte ao da constatação, como débito
daquele regime.
Na hipótese de o regime previdenciário próprio dos servidores da União, dos Estados,
do DF e dos Municípios possuir personalidade jurídica própria, os respectivos entes
federados respondem solidariamente pelas obrigações previstas na Lei n. 9.796/1999.
Por fim, o ente federativo que não aderir à compensação financeira com os demais
regimes próprios de previdência social ou inadimplir suas obrigações terá suspenso o
recebimento dos valores devidos pela compensação com o regime geral de previdência
social, na forma estabelecida no regulamento.

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JUSTIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA (ARTS. 142 AO 151 DO RPS)


A justificação administrativa (JA) constitui meio para suprir a falta ou a insuficiência
de documento ou para produzir prova de fato ou circunstância de interesse dos
beneficiários perante a previdência social.
A JA é parte do processo de atualização de dados do CNIS ou de reconhecimento de
direitos, vedada a sua tramitação na condição de processo autônomo.
Quando a concessão do benefício depender de documento ou de prova de ato ao
qual o segurado não tenha acesso, exceto quanto a registro público ou início de prova
material, a justificação administrativa será oportunizada.
Somente será admitido o processamento de JA quando necessário para corroborar o
início de prova material apto a demonstrar a plausibilidade do que se pretende comprovar.
A prova material somente terá validade para a pessoa referida no documento,
vedada a sua utilização por outras pessoas.
Importante ressaltar que não será admitida a JA quando o fato a comprovar exigir
registro público de casamento, de idade ou de óbito, ou de qualquer ato jurídico para
o qual a lei prescreva forma especial.
A justificação administrativa ou judicial, para fins de comprovação de tempo de
contribuição, dependência econômica, identidade e relação de parentesco, somente
produzirá efeito quando for baseada em início de prova material contemporânea dos
fatos e não serão admitidas as provas exclusivamente testemunhais.
Entretanto, será dispensado o início de prova material quando houver ocorrência
de motivo de força maior ou de caso fortuito.
Caracteriza motivo de força maior ou caso fortuito a verificação de ocorrência notória,
tais como incêndio, inundação ou desmoronamento, que tenha atingido a empresa na qual
o segurado alegue ter trabalhado, devendo ser comprovada mediante registro da ocorrência
policial feito em época própria ou apresentação de documentos contemporâneos dos fatos,
e verificada a correlação entre a atividade da empresa e a profissão do segurado.
Se a empresa não estiver mais em atividade, deverá o interessado juntar prova oficial
de sua existência no período que pretende comprovar.
Para o processamento de JA, o interessado deverá apresentar requerimento no qual
exponha, clara e minuciosamente, os pontos que pretende justificar, além de indicar
testemunhas idôneas, em número não inferior a 2 nem superior a 6, cujos depoimentos
possam levar à convicção da veracidade do que se pretende comprovar, não podendo ser
testemunhas:
• Os menores de 16 anos; e
• O cônjuge, o companheiro ou a companheira, os ascendentes, os descendentes e os
colaterais, até o 3º grau, por consanguinidade ou afinidade.

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
Bernardo Machado

As testemunhas, no dia e no horário marcados, serão inquiridas a respeito dos pontos


que forem objeto da justificação.
É importante ressaltar que a pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade
de condições com as demais pessoas e lhe serão assegurados todos os recursos de tecnologia
assistiva.
A homologação da justificação judicial processada com base em prova exclusivamente
testemunhal dispensa a justificação administrativa, desde que complementada com início
de prova material contemporânea dos fatos.
A inclusão, a exclusão, a ratificação e a retificação de vínculos, remunerações e
contribuições, ainda que reconhecidos em ação trabalhista transitada em julgado, dependerão
da existência de início de prova material contemporânea dos fatos.
A JA será avaliada globalmente quanto à forma e ao mérito, valendo perante o INSS
Social para os fins especificamente visados, caso considerada eficaz.
Não caberá recurso da decisão da autoridade competente do INSS que considerar
eficaz ou ineficaz a JA.
A JA será processada sem ônus para o interessado e nos termos das instruções do INSS.
Aos autores de declarações falsas, prestadas em justificações processadas perante a
previdência social, serão aplicadas as penas previstas no art. 299 do Código Penal (crime
de falsidade ideológica).

Meio para suprir a falta ou a insuficiência de documento


ou para produzir prova de fato ou circunstância de
interesse dos beneficiários perante a previdência social.

Processada sem ônus para o interessado

Parte do processo de atualização de dados do CNIS ou de


reconhecimento de direitos, vedada a sua tramitação na
condição de processo autônomo.
Justificação
Adminsitrativa

Não será admitida a JA quando o fato a comprovar exigir


registro público de casamento, de idade ou de óbito, ou de
qualquer ato jurídico para o qual a lei prescreva forma
especial

A justificação administrativa ou judicial, para fins de


comprovação de tempo de contribuição, dependência
econômica, identidade e relação de parentesco, somente
produzirá efeito quando for baseada em início de prova
material contemporânea dos fatos e não serão admitidas
as provas exclusivamente testemunhais.

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
Bernardo Machado

ACUMULAÇÃO DE BENEFÍCIOS (ARTS. 167 E 167-A DO RPS)


Salvo no caso de direito adquirido, não é permitido o recebimento conjunto dos
seguintes benefícios da previdência social, inclusive quando decorrentes de acidente
do trabalho:

Aposentadoria com auxílio por incapaciade temporária

Mais de uma aposentadoria

Aposentadoria com abono de permanência em serviço

Salário-maternidade com auxílio por incapaciade


temporária
Não é
permitido o
Mais de um auxílio-acidente
recebimento
conjunto

Mais de uma pensão deixada por cônjuge

Mais de uma pensão deixada por companheiro ou


companheira

Mais de uma pensão deixada por cônjuge e companheiro


ou companheira

Auxílio-acidente com qualquer aposentadoria

No caso de impossibilidade de acumulação de pensão por morte deixada por cônjuge,


companheiro ou companheira, é facultado ao dependente optar pela pensão mais vantajosa.
É vedado o recebimento conjunto do seguro-desemprego com qualquer benefício de
prestação continuada da previdência social, exceto pensão por morte, auxílio-reclusão,
auxílio-acidente, auxílio-suplementar ou abono de permanência em serviço.
Cabe ressaltar que o segurado recluso em regime fechado, durante a percepção,
pelos dependentes, do benefício de auxílio-reclusão, não terá o direito aos benefícios
de salário-maternidade e de aposentadoria reconhecido, exceto se manifestada a opção
pelo benefício mais vantajoso também pelos dependentes.
Por fim, cabe ressaltar que o assunto acumulação de benefícios foi substancialmente
tratado na recente reforma da previdência social (EC n. 103/2019), especificamente no
seu art. 24.

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
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O citado dispositivo menciona a impossibilidade de acumulação de mais de uma pensão


por morte concedida deixada por cônjuge ou companheiro, no âmbito do mesmo regime de
previdência social, ressalvadas as pensões do mesmo instituidor decorrentes do exercício
de cargos acumuláveis na forma do art. 37 da CF/88.
Tal regra já está prevista na Lei n. 8.213/1991, conforme estudado!
Entretanto, o art. 24, § 1º da EC n. 103/2019 passa a mencionar o que é passível de
acumulação, permitindo a acumulação de:
• Pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência
social com pensão por morte concedida por outro regime de previdência social
ou com pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42
e 142 da Constituição Federal;
• Pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência
social com aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral de Previdência
Social ou de regime próprio de previdência social ou com proventos de inatividade
decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição
Federal; ou
• Pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da
Constituição Federal com aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral
de Previdência Social ou de regime próprio de previdência social.
Entretanto, nas hipóteses das acumulações mencionadas, a recente reforma da
previdência social (EC n. 103/2019) assegura a percepção do valor integral do benefício mais
vantajoso e de uma parte de cada um dos demais benefícios, apurada cumulativamente
de acordo com as seguintes faixas:
• 60% do valor que exceder 1 salário-mínimo, até o limite de 2 salários-mínimos;
• 40% do valor que exceder 2 salários-mínimos, até o limite de 3 salários-mínimos;
• 20% do valor que exceder 3 salários-mínimos, até o limite de 4 salários-mínimos; e
• 10% do valor que exceder 4 salários-mínimos.

EXEMPLO
Imagine, portanto, um segurado, cuja esposa faleceu deixando pensão por morte no valor de
R$ 6.500,00. O citado segurado preenche os requisitos para se aposentar por meio de uma
aposentadoria programada, cujo valor é de R$ 7.000,00.
Nessa situação, a aposentadoria terá seu valor integral preservado e a pensão por morte
será paga da seguinte forma:
◦ 100% do primeiro salário-mínimo, ou seja, R$ 1.518,00;
◦ 60% do segundo salário-mínimo, ou seja, R$ 910,80;
◦ 40% do terceiro salário-mínimo, ou seja, R$ 607,20;

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
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◦ 20% do quarto salário-mínimo, ou seja, R$ 303,60; e


◦ 10% do valor restante correspondente aos R$ 6.500,00 subtraindo R$ 6.072,00 (4
salários-mínimos utilizados nas faixas anteriores). Portanto, 10% de R$ 428,00,
ou seja, R$ 42,80.

Desta forma, o valor a ser pago em relação a pensão por morte seria o somatório de cada
uma das faixas acima mencionadas, correspondendo a R$ 3.382,40.

A aplicação da regra anterior poderá ser revista a qualquer tempo, a pedido do interessado,
em razão de alteração de algum dos benefícios.
As restrições mencionadas não serão aplicadas se o direito aos benefícios houver sido
adquirido antes da data de entrada em vigor da EC n. 103/2019.

DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO (ARTS. 103, 103-A E 104 DA LEI N. 8.213/1991)


A MP n. 871/2019, convertida na Lei n. 13.846/2019, deu nova redação ao art. 103 da
Lei n. 8.213/1991, assim determinando:

O prazo de decadência do direito ou da ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato


de concessão, indeferimento, cancelamento ou cessação de benefício, do ato de deferimento,
indeferimento ou não concessão de revisão de benefício é de dez anos, contado: I – do dia primeiro
do mês subsequente ao do recebimento da primeira prestação ou da data em que a prestação
deveria ter sido paga com o valor revisto; ou II – do dia em que o segurado tomar conhecimento
da decisão de indeferimento, cancelamento ou cessação do seu pedido de benefício ou da decisão
de deferimento ou indeferimento de revisão de benefício, no âmbito administrativo.

Entretanto, a recente redação do art. 103 da Lei n. 8.213/1991, dada pela Lei n.
13.846/2019, foi declarada inconstitucional pelo STF no julgamento da ADI n. 6096.
Um dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade é o efeito repristinatório da
norma revogada. Ou seja, com a declaração de inconstitucionalidade, volta a ter vigência,
validade e eficácia a antiga redação do art. 103 da Lei n. 8.213/1991, in verbis:

É de dez anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário
para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar do dia primeiro do mês seguinte ao do
recebimento da primeira prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar conhecimento
da decisão indeferitória definitiva no âmbito administrativo.

Portanto, é de 10 anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação


do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar
do dia primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou, quando
for o caso, do dia em que tomar conhecimento da decisão indeferitória definitiva no
âmbito administrativo.

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Prescreve em 05 anos, a contar da data em que deveriam ter sido pagas, toda e
qualquer ação para haver prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças
devidas pela previdência social, salvo o direito dos menores, incapazes e ausentes, na
forma do Código Civil.

1º do mês seguinte ao do
recebimento da 1a prestação

10 anos para revisar o


Decadência ato de concessão do
benefício, a contar Do dia em que tomar
conhecimento da decisão
indeferitória definitiva no
âmbito administrativo

5 anos para reaver


Da data em que deveriam
Prescrição valores pagos
ter sido pagos
indevidamente, a contar

Não é considerado pedido de revisão de decisão indeferitória, mas de novo pedido de


benefício, o que vier acompanhado de outros documentos além dos já existentes no processo.
As ações referentes à prestação por acidente do trabalho prescrevem em 5 anos,
contados da data:
• Do acidente, quando dele resultar a morte ou a incapacidade temporária, verificada
esta em perícia médica a cargo da Previdência Social; ou
• Em que for reconhecida pela Previdência Social, a incapacidade permanente ou
o agravamento das sequelas do acidente.

Do acidente, quando dele


resultar a morte ou a
incapacidade temporária,
verificada esta em perícia
médica a cargo da
Ações referentes Previdência Social
à prestação por Prescrição – 5 anos,
acidente do a contar
trabalho
Em que for reconhecida pela
Previdência Social, a
incapacidade permanente ou
o agravamento das sequelas
do acidente

O direito da Previdência Social de anular os atos administrativos de que decorram


efeitos favoráveis para os seus beneficiários decai em 10 anos, contados da data em
que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
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No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo decadencial contar-se-á da percepção


do primeiro pagamento.

JURISPRUDÊNCIA
Súmula 81 da TNU – “Não incide o prazo decadencial previsto no art. 103, caput, da Lei
n. 8.213/91, nos casos de indeferimento e cessação de benefícios, bem como em relação
às questões não apreciadas pela Administração no ato da concessão.”
O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade do artigo 24 da Lei
13.846/2019 no que deu nova redação ao art. 103 da Lei 8.213/1991, que instituiu o
prazo decadencial para revisão de ato de indeferimento, cancelamento ou cessação de
benefício previdenciário. De acordo com o entendimento majoritário da Corte, que, na
sessão virtual encerrada em 09/10/20, julgou parcialmente procedente a Ação Direta
de Inconstitucionalidade (ADI) 6096, a pretensão revisional à obtenção do benefício
representa ofensa ao artigo 6º da Constituição Federal, que lista a previdência social
entre os direitos sociais.
Prevaleceu, no julgamento, o voto do relator, ministro Edson Fachin, pela procedência
parcial da ação. Ele lembrou que o Supremo apenas admite a instituição de prazo
decadencial para a revisão do ato concessório quando se discute a graduação pecuniária
do benefício, isto é, a forma de cálculo ou o valor final da prestação. Segundo ele, uma
vez concedida a pretensão de recebimento do benefício, o próprio direito encontra-se
preservado.

RECURSO DAS DECISÕES ADMINISTRATIVAS (ARTS. 303 AO 309 DO RPS)


O recurso, de maneira geral, é uma forma de impugnação de uma decisão, seja ela uma
decisão judicial ou administrativa. É aquele mecanismo por meio do qual o recorrente, cujo
interesse não foi atendido, seja este pessoal ou de maior abrangência social, poderá, por
meio de representantes ou do seu titular direto, demonstrar o seu inconformismo diante
dessa decisão.
Assim sendo, das decisões proferidas pelo INSS nos processos de interesse dos
beneficiários caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS,
entre outras situações.
Dessa forma, compete ao CRPS processar e julgar:
• Os recursos das decisões proferidas pelo INSS nos processos de interesse de seus
beneficiários;
• As contestações e os recursos relativos à atribuição, pelo Ministério da Fazenda,
do FAP aos estabelecimentos das empresas;

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• Os recursos das decisões proferidas pelo INSS relacionados à comprovação de


atividade rural de segurado especial de que trata o art. 19-D do RPS ou às demais
informações relacionadas ao CNIS de que trata o art. 19 do RPS;
• Os recursos das decisões relacionadas à compensação financeira de que trata a
Lei n. 9.796/1999; e
• Os recursos relacionados aos processos sobre irregularidades verificadas em
procedimento de supervisão e de fiscalização nos regimes próprios de previdência
social e aos processos sobre apuração de responsabilidade por infração às
disposições da Lei n. 9.717/1998.

CONSELHO DE RECURSOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL


O Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS é órgão colegiado de julgamento,
integrante da estrutura do Ministério da Previdência Social.
O CRPS compreende os seguintes órgãos:

Juntas de Com as competências do CRPS


Recursos (JR) retromencionadas

Com sede em Brasília, Distrito


Federal, com a competência para
Câmaras de
julgar os recursos interpostos
Julgamento
CRPS contra as decisões proferidas pelas
Juntas de Recursos

Com a competência para


uniformizar a jurisprudência
previdenciária mediante
Conselho Pleno enunciados, podendo ter outras
competências definidas no
Regimento Interno do Conselho de
Recursos da Previdência Social

DOS RECURSOS
Das decisões proferidas pelo INSS nos processos de interesse dos beneficiários
caberá recurso para o Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS, entre outras
situações.
O prazo para interposição de contestações e recursos ou para oferecimento de
contrarrazões será de 30 dias, contado:

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
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• No caso das contestações, da publicação no Diário Oficial da União das informações


sobre a forma de consulta ao FAP;
• No caso dos recursos, da ciência da decisão; e
• No caso das contrarrazões, da interposição do recurso.
O INSS, o Ministério da Previdência Social e, quando for o caso, na hipótese de
compensação financeira, os entes federativos poderão reformar suas decisões e deixar
de encaminhar, no caso de reforma favorável ao interessado, a contestação ou o recurso
à instância competente ou de rever o ato para o não prosseguimento da contestação
ou do recurso.
Se o reconhecimento do direito do interessado ocorrer na fase de instrução do recurso
por ele interposto contra decisão de Junta de Recursos, ainda que de alçada, ou de Câmara de
Julgamento, o processo, acompanhado das razões do novo entendimento, será encaminhado:
• À Junta de Recursos, no caso de decisão dela emanada, para fins de reexame da
questão; ou
• À Câmara de Julgamento, se por ela proferida a decisão, para revisão do acórdão,
na forma que dispuser o seu Regimento Interno.
A propositura pelo interessado de ação judicial que tenha por objeto idêntico pedido
sobre o qual verse o processo administrativo importará renúncia ao direito de contestar
e recorrer na esfera administrativa, com a consequente desistência da contestação ou
do recurso interposto.
Tal regra se baseia no princípio da economia processual, uma vez que a decisão judicial
sempre irá prevalecer diante da decisão administrativa. Portanto, não há lógica de se
continuar a análise de um processo administrativo, quando o beneficiário já tenha um
processo judicial que trata do mesmo objeto.
Os recursos interpostos tempestivamente contra decisões proferidas pelas Juntas
de Recursos e pelas Câmaras de Julgamento do CRPS têm efeito suspensivo e devolutivo
(duplo efeito, ou seja, suspende a decisão anterior e devolve a matéria para apreciação
por parte do colegiado).
Não se considera recurso o pedido de revisão de acórdão endereçado às Juntas de
Recursos e Câmaras de Julgamento.
É vedado ao INSS escusar-se de cumprir as diligências solicitadas pelo CRPS, bem
como deixar de dar cumprimento às decisões definitivas daquele colegiado, reduzir
ou ampliar o seu alcance ou executá-las de modo que contrarie ou prejudique seu
evidente sentido.

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Das decisões proferidas pelo INSS nos processos de


interesse dos beneficiários caberá recurso para o
Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS,
entre outras situações.

O prazo para interposição de contestações e recursos


ou para oferecimento de contrarrazões será de 30
dias.

O INSS, o Ministério do Trabalho e Previdência e,


quando for o caso, na hipótese de compensação
financeira, os entes federativos poderão reformar
suas decisões e deixar de encaminhar, no caso de
reforma favorável ao interessado, a contestação ou
Resumo de o recurso à instância competente ou de rever o ato
Recursos para o não prosseguimento da contestação ou do
recurso.

A propositura pelo interessado de ação judicial que


tenha por objeto idêntico pedido sobre o qual verse
o processo administrativo importará renúncia ao
direito de contestar e recorrer na esfera
administrativa, com a consequente desistência da
contestação ou do recurso interposto.

Os recursos interpostos tempestivamente contra


decisões proferidas pelas Juntas de Recursos e pelas
Câmaras de Julgamento do CRPS têm efeito
suspensivo e devolutivo

Na hipótese de haver controvérsia em matéria previdenciária, na aplicação de lei


ou de ato normativo, entre órgãos do Ministério da Previdência Social, entidades a ele
vinculadas e, na hipótese prevista relativa à compensação financeira, entes federativos,
ou ocorrência de questão previdenciária de relevante interesse público ou social, o órgão
ministerial ou a entidade interessada poderá, por intermédio de seu dirigente, solicitar
ao Ministro de Estado da Previdência Social solução para a controvérsia ou questão.
A controvérsia na aplicação de lei ou ato normativo será relatada in abstracto e
encaminhada com manifestações fundamentadas dos órgãos interessados, podendo ser
instruída com cópias dos documentos que demonstrem sua ocorrência. Portanto, não
será encaminhado ao Ministro de Estado da Previdência Social a análise de controvérsia na
aplicação de lei ou ato normativo de caso concreto.
A Procuradoria Geral Federal Especializada/INSS deverá pronunciar-se em
todos os casos.

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3. ACIDENTE DO TRABALHO (ARTS. 19 AO 23 DA LEI N.


8.213/1991)
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa
ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais,
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou
redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
É importante ressaltar que cabe a empresa a responsabilidade pela adoção e uso
das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador,
constituindo contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as
normas de segurança e higiene do trabalho.
Considera-se acidente de trabalho a doença profissional e a doença do trabalho.
A doença profissional é aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho
peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo
Ministério do Trabalho e Previdência.
Já a doença do trabalho é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

Ocorre pelo exercício do trabalho a serviço


da empresa ou do empregador doméstico ou
pelo exercício do trabalho dos segurados
Conceito especiais, provocando lesão corporal ou
perturbação funcional que cause a morte ou
a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho

Acidente Aquela produzida ou desencadeada pelo


do exercício do trabalho peculiar a
Doença
trabalho determinada atividade e constante da
profissional
respectiva relação elaborada pelo Ministério
do Trabalho e Previdência

Aquela adquirida ou desencadeada em


Doença do função de condições especiais em que o
trabalho trabalho é realizado e com ele se relacione
diretamente

Considera-se como dia do acidente, no caso de doença profissional ou do trabalho,


a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou
o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo
para este efeito o que ocorrer primeiro.

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Doença degenerativa

Inerente a grupo etário

Não serão
consideradas Que não produz incapacidade laborativa
como doença do
trabalho

Doença endêmica adquirida por segurados


habitantes de região em que ela se desenvolva,
salvo comprovação de que é resultante de exposição
ou contato direto determinado pela natureza do
trabalho

Equiparam-se também ao acidente do trabalho:


• O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade
para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
• O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência
de:
a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro
de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada
ao trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro
de trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de
força maior;
• A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua
atividade;
• O acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta
dentro de seus planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do
meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado.

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• d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer


que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de
outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é
considerado no exercício do trabalho.
Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que,
resultante de acidente de outra origem, se associe ou se superponha às consequências
do anterior.
A empresa ou o empregador doméstico deverão comunicar o acidente do trabalho
à Previdência Social até o 1º dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de
imediato, à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o
limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências.

Caso de morte De imediato


Comunicação do
acidente do trabalho
(CAT)
1º dia útil seguinte ao
Sem ser caso de morte
da ocorrência

Da comunicação do acidente do trabalho receberão cópia fiel o acidentado ou seus


dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado,
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer
autoridade pública, não prevalecendo os prazos mencionados.
A perícia médica do INSS considerará caracterizada a natureza acidentária da
incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico (NTEP)
entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do
empregado doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na
Classificação Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o
regulamento.
A empresa ou o empregador doméstico poderão requerer a não aplicação do nexo
técnico epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso, com efeito suspensivo, da
empresa, do empregador doméstico ou do segurado ao Conselho de Recursos da
Previdência Social.
Cumpre informar que, no caso do reconhecimento da natureza acidentária da
incapacidade em razão da aplicação do NTEP, não cabe a aplicação da multa (multa variável

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entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de contribuição, sucessivamente


aumentada nas reincidências) em face da empresa decorrente da não emissão da CAT.

A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social


(INSS) considerará caracterizada a natureza acidentária
da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo
técnico epidemiológico entre o trabalho e o agravo,
decorrente da relação entre a atividade da empresa ou
do empregado doméstico e a entidade mórbida
motivadora da incapacidade elencada na Classificação
Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o
que dispuser o regulamento.
NTEP

A empresa ou o empregador doméstico poderão


requerer a não aplicação do nexo técnico
epidemiológico, de cuja decisão caberá recurso, com
efeito suspensivo, da empresa, do empregador doméstico
ou do segurado ao Conselho de Recursos da Previdência
Social.

Cabe ressaltar que a Previdência Social ajuizará ação regressiva contra os responsáveis
nos casos de:
• Negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas
para a proteção individual e coletiva;
• Violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos da Lei n. 11.340, de 7
de agosto de 2006.
Por fim, o pagamento, pela Previdência Social, das prestações por acidente do
trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem.

4. REGRAS DE TRANSIÇÃO
INTRODUÇÃO
As regras em matéria de regimes básicos de previdência social (RGPS e RPPS) têm sofrido
inúmeras alterações ao longo dos últimos anos.
A primeiro grande reforma ocorreu por meio da EC n. 20/1998, mais conhecida como
1ª reforma da previdência social brasileira. A citada reforma altera diversos pontos em
relação aos regimes básicos de previdência social, ou seja, essa 1ª grande reforma alterou
regras tanto em relação aos RPPS (art. 40 da CF/88), quanto em relação ao RGPS (art. 201
da CF/88).

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A segunda grande reforma ocorreu por meio da EC n. 41/2003, modificando, quase que
exclusivamente, regras acerca dos RPPS.
Por fim, atualmente, estamos convivendo com a recente reforma da previdência social,
a qual foi implementada pela EC n. 103/2019. Trata-se da 3ª grande reforma da previdência
social brasileira, a qual, sem sombra de dúvidas, é a que mais altera aspectos relativos aos
RPPS dos servidores públicos efetivos e ao RGPS.
Diante de substanciais alterações em relação às regras aplicáveis aos regimes básicos de
previdência social (RGPS e RPPS), faz-se necessária a criação de regras transitórias, que são
disciplinas especiais criadas em face de um novo regime jurídico proposto, visando garantir
a segurança jurídica das relações, definindo o direito aplicável a certos casos e permitindo
a adaptação das situações.
Ademais, é consolidado o entendimento do STF no sentido de inexistência de direito
adquirido a regime jurídico previdenciário e da aplicação do princípio tempus regit actum
nas relações previdenciárias. O STF entende não haver direito que possa se mostrar como
adquirido antes de se cumprirem os requisitos imprescindíveis à aposentadoria, cujo regime
constitucional pode vir a ser modificado. Portanto, não há óbice ao Poder Constituinte
Derivado Reformador para alterar os critérios que ensejam o direito à aposentadoria por
meio de nova elaboração constitucional ou de fazê-las aplicar aos que ainda não atenderam
aos requisitos fixados pela norma constitucional.
Portanto, o intuito das regras transitórias é suavizar os impactos das novas regras
impostas no novo regime jurídico proposto, evitando frustrar o direito daqueles beneficiários
que não possuem o direito adquirido, mas apenas uma mera expectativa de direito.
As regras transitórias aplicáveis aos beneficiários do RGPS estão previstas no art. 15,
16, 17, 18, 20 e 21 da EC n. 103/2019.
Tais regras transitórias aplicam-se aos segurados filiados ao RGPS até a data da entrada
em vigor da EC n. 103/2019.
Vamos, a partir de agora, estudar as citadas regras transitórias aplicáveis aos
beneficiários do RGPS!

REGRA DE TRANSIÇÃO 1 – ART. 15 DA EC N. 103/2019


A primeira regra de transição aplicável aos beneficiários do RGPS está prevista no art.
15 da EC n. 103/2019.
Atualmente, tal regra de transição está devidamente regulamentada no art. 188-I do
RPS, o qual apenas acrescenta a necessidade de que o beneficiário tenha cumprido a carência
de 180 contribuições mensais. No caso do(a) professor(a), a citada regra de transição está
devidamente regulamentada no art. 188-M do RPS.

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Ademais, a citada regra de transição é a antiga aposentadoria por tempo de contribuição


com pontuação mínima.
Assim, ao segurado filiado ao RGPS até a data de entrada em vigor da EC n. 103/2019,
fica assegurado o direito à aposentadoria quando forem preenchidos, cumulativamente,
os seguintes requisitos:
• 30 anos de contribuição, se mulher, e 35 anos de contribuição, se homem; e
• Somatório da idade e do tempo de contribuição, incluídas as frações, equivalente
a 86 pontos, se mulher, e 96 pontos, se homem.
A partir de 01/01/2020, a citada pontuação será acrescida a cada ano de 1 ponto,
até atingir o limite de 100 pontos, se mulher, e de 105 pontos, se homem.
É importante frisar que a idade e o tempo de contribuição serão apurados em dias
para o cálculo do somatório de pontos.
Para o professor que comprovar exclusivamente 25 anos de contribuição, se mulher,
e 30 anos de contribuição, se homem, em efetivo exercício das funções de magistério
na educação infantil e no ensino fundamental e médio, o somatório da idade e do
tempo de contribuição, incluídas as frações, será equivalente a 81 pontos, se mulher,
e 91 pontos, se homem, aos quais serão acrescidos, a partir de 1º de janeiro de 2020, 1
ponto a cada ano para o homem e para a mulher, até atingir o limite de 92 pontos, se
mulher, e 100 pontos, se homem.
A renda mensal do benefício concedido com base no art. 15 da EC n. 103/2019 será
apurada na forma da lei.
Assim sendo, o cálculo da aposentadoria prevista no art. 15 da EC n. 103/2019 tem como
base de cálculo o salário de benefício, ou seja, média aritmética simples dos salários de
contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo
desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela
competência.
Uma vez verificada a base de cálculo, aplica-se o percentual de 60%, com acréscimo
de 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição,
no caso do homem, ou 15 anos de contribuição, no caso da mulher.

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Segurados filiados ao RGPS


Beneficiários
antes da EC n. 103/2019

Tempo de 35 anos, se homem, e 30


Contribuição anos, se mulher

86 pontos, se mulher, e 96
pontos, se homem

Somatório da idade e
A partir de 01/01/2020, a
do TC
pontuação será acrescida a
cada ano de 1 ponto, até
atingir o limite de 100
pontos, se mulher, e de 105
Regra de pontos, se homem
transição
prevista no art.
15 da EC n.
103/2019 Carência 180 CM

Média aritmética simples dos


salários de contribuição,
atualizados monetariamente,
correspondentes a 100% do
Base de Cálculo (SB) período contributivo desde a
competência julho de 1994
ou desde o início da
contribuição, se posterior
àquela competência.

60% x SB + 2% para cada


ano que exceder o tempo de
Renda Mensal do 20 anos de contribuição, no
Benefício caso do homem, ou 15 anos
de contribuição, no caso da
mulher

REGRA DE TRANSIÇÃO 2 – ART. 16 DA EC N. 103/2019


A segunda regra de transição aplicável aos beneficiários do RGPS está prevista no art.
16 da EC n. 103/2019.
Atualmente, tal regra de transição está devidamente regulamentada no art. 188-J do
RPS, o qual apenas acrescenta a necessidade de que o beneficiário tenha cumprido a carência

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de 180 contribuições mensais. No caso do(a) professor(a), a citada regra de transição está
devidamente regulamentada no art. 188-N do RPS.
Ademais, a citada regra de transição é a antiga aposentadoria por tempo de contribuição
com idade mínima.
Assim, ao segurado filiado ao RGPS até a data de entrada em vigor da EC n. 103/2019,
fica assegurado o direito à aposentadoria quando forem preenchidos, cumulativamente,
os seguintes requisitos:
• 30 anos de contribuição, se mulher, e 35 anos de contribuição, se homem; e
• Idade de 56 anos, se mulher, e 61 anos, se homem.
A partir de 01/01/2020, a idade será acrescida de 6 meses a cada ano, até atingir 62
anos de idade, se mulher, e 65 anos de idade, se homem.
Para o professor que comprovar exclusivamente tempo de efetivo exercício das
funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio, o tempo
de contribuição e a idade serão reduzidos em 5 anos, sendo, a partir de 1º de janeiro
de 2020, acrescidos 6 meses, a cada ano, às idades previstas, até atingirem 57 anos, se
mulher, e 60 anos, se homem.
A renda mensal do benefício concedido com base no art. 16 da EC n. 103/2019 será
apurada na forma da lei.
Assim sendo, o cálculo da aposentadoria prevista no art. 16 da EC n. 103/2019 tem como
base de cálculo o salário de benefício, ou seja, média aritmética simples dos salários de
contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo
desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela
competência.
Uma vez verificada a base de cálculo, aplica-se o percentual de 60%, com acréscimo
de 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição,
no caso do homem, ou 15 anos de contribuição, no caso da mulher.

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Segurados filiados ao RGPS


Beneficiários
antes da EC n. 103/2019

Tempo de 35 anos, se homem, e 30


Contribuição anos, se mulher

61 anos, se homem, e 56
anos, se mulher

Idade A partir de 01/01/2020, a


idade será acrescida de 6
meses a cada ano, até atingir
62 anos de idade, se mulher,
e de 65 anos de idade, se
Regra de homem
transição
prevista no art.
16 da EC n.
103/2019 Carência 180 CM

Média aritmética simples dos


salários de contribuição,
atualizados monetariamente,
correspondentes a 100% do
Base de Cálculo (SB) período contributivo desde a
competência julho de 1994
ou desde o início da
contribuição, se posterior
àquela competência.

60% x SB + 2% para cada


ano que exceder o tempo de
Renda Mensal do 20 anos de contribuição, no
Benefício caso do homem, ou 15 anos
de contribuição, no caso da
mulher

REGRA DE TRANSIÇÃO 3 – ART. 17 DA EC N. 103/2019


A terceira regra de transição aplicável aos beneficiários do RGPS está prevista no art.
17 da EC n. 103/2019.

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Atualmente, tal regra de transição está devidamente regulamentada no art. 188-K


do RPS, o qual apenas acrescenta a necessidade de que o beneficiário tenha cumprido a
carência de 180 contribuições mensais.
Ademais, a citada regra de transição é a antiga aposentadoria por tempo de contribuição
com período adicional (pedágio).
Assim, ao segurado filiado ao RGPS até a data de entrada em vigor da EC n. 103/2019,
fica assegurado o direito à aposentadoria quando forem preenchidos, cumulativamente,
os seguintes requisitos:
• Mais de 28 anos de tempo de contribuição até a EC n. 103/2019, para a mulher, e
33 anos, para o homem;
• 30 de tempo de contribuição, se mulher, e 35 anos, se homem; e
• Cumprimento de período adicional corresponde a 50% do tempo de contribuição
que faltava ao requerente para atingir os 30 anos de tempo de contribuição, se
mulher, ou os 35, se homem, na data de entrada em vigor da EC n. 103/2019.
O benefício concedido nos termos da presente regra de transição terá seu valor apurado
de acordo com a média aritmética simples dos salários de contribuição calculada na forma
da lei, multiplicada pelo fator previdenciário, calculado na forma do disposto nos §§ 7º a
9º do art. 29 da Lei n. 8.213/1991.
Assim sendo, o cálculo da aposentadoria prevista no art. 17 da EC n. 103/2019 tem como
base de cálculo o salário de benefício, ou seja, média aritmética simples dos salários de
contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo
desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela
competência, multiplicado pelo fator previdenciário.
Nesse momento, cabe uma breve explicação acerca do famigerado fator previdenciário.
Durante a tramitação da proposta da Emenda Constitucional n. 20/1998, a aposentadoria
no RGPS teria a atrelação do tempo de contribuição e idade.
Assim, o segurado se aposentaria de forma voluntária por tempo de contribuição no
RGPS, tendo o homem 35 anos de tempo de contribuição e idade de 60 anos, enquanto que
a mulher teria 30 anos de tempo de contribuição e idade de 55 anos.
Entretanto, tal proposta não foi aprovada, ficando a regra que se estudava antes
do atual regime jurídico previdenciário, o qual foi implementado pela EC n. 103/2019,
ou seja, o homem se aposentava por tempo de contribuição no RGPS tendo 35 anos de
tempo de contribuição, enquanto que a mulher se aposentava tendo 30 anos de tempo
de contribuição. Tal período era mitigado (reduzido) em 5 anos para o professor(a) que
comprovasse exclusivamente tempo de efetivo exercício da função de magistério na
educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio.

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Além da aposentadoria por tempo de contribuição, o homem podia se aposentar por


idade no RGPS tendo 65 anos, enquanto que a mulher se aposentava por idade tendo 60
anos. Essa idade era reduzida em 5 anos para os trabalhadores rurais (regra ainda aplicável
no atual regime jurídico).
Assim, o governo, por meio de um ato infraconstitucional (Lei n. 9.876/1999), criou o
fator previdenciário, ou seja, na verdade, atrelou o tempo de contribuição do segurado a
sua idade.
Enfim, passa-se a estudar o fator previdenciário, no intuito de entender a presente
regra de transição!
O fator previdenciário é calculado considerando-se a idade, a expectativa de sobrevida
e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar, mediante a fórmula:

Onde:
f = fator previdenciário;
Es = expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria;
Tc = tempo de contribuição até o momento da aposentadoria;
Id = idade no momento da aposentadoria; e a = alíquota de contribuição
correspondente a 0,31.

Idade

Variáveis utilizadas
no fator Expectativa de sobrevida
previdenciário

Tempo de contribuição

A expectativa de sobrevida do segurado na idade da aposentadoria é obtida a partir da


tábua completa de mortalidade construída pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), para toda a população brasileira, considerando-se a média nacional
única para ambos os sexos.
Uma vez que a tábua de mortalidade utilizada leva em consideração a média nacional
única para ambos os sexos, para efeito da aplicação do fator previdenciário ao tempo de
contribuição do segurado serão adicionados:
• 5 anos, quando se tratar de mulher; ou

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• 5 ou 10 anos, quando se tratar, respectivamente, de professor ou professora, que


comprovem exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério
na educação infantil e no ensino fundamental e médio.

Mulher + 5 anos

Variável tempo de
Professor + 5 anos
contribuição

Professora + 10 anos

Perceba que o fator previdenciário, ao considerar a expectativa de sobrevida como


variável a ser utilizada no cálculo no denominador, faz com que o benefício previdenciário do
segurado piore ano após ano, tendo em vista que a expectativa de sobrevida do brasileiro,
conforme tabela de mortalidade publicada pelo IBGE, aumenta a cada ano.
Assim, imagine em 1999, ano da implementação do cálculo do salário de benefício,
utilizando o fator previdenciário, um segurado com 60 anos de idade e 35 anos de tempo
de contribuição. Nessa época, o seu fator previdenciário era 1, ou seja, demonstrando a
atrelação do tempo de contribuição a idade do segurado.
Esse mesmo segurado, atualmente, teria o seu fator previdenciário de 0,8059. Ou seja,
caso o atual regime jurídico ainda aplicasse o fator previdenciário e a média aritmética
simples dos salários de contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a
100% do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da
contribuição, se posterior àquela competência, fosse no valor de R$ 2.000,00, ao ser aplicado
o fator previdenciário, o seu salário de benefício seria de R$ 1.611,80.
Enfim... Conforme mencionado, pelo novo regime jurídico implementado pela EC n.
103/2019, não há mais a aplicação do fator previdenciário no cálculo do salário de benefício.
Entretanto, o tema ainda precisa ser estudado, no intuito de entender a regra de transição
prevista no art. 17 da EC n. 103/2019.
Uma vez verificada a base de cálculo, aplica-se o percentual de 100% sobre o salário
de benefício.

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Segurados filiados ao RGPS


antes da EC n. 103/2019 e
Beneficiários que contem com mais de 28
anos de TC, se mulher, e 33
anos de TC, se homem

Tempo de 35 anos, se homem, e 30


Contribuição anos, se mulher

50% do tempo que, na data


de entrada em vigor da EC n.
103/2019, faltaria para
Pedágio
atingir 30 anos de TC, se
mulher, e 35 anos de TC, se
homem.

Regra de
transição
prevista no art.
Carência 180 CM
17 da EC n.
103/2019

Média aritmética simples dos


salários de contribuição,
atualizados monetariamente,
correspondentes a 100% do
período contributivo desde a
Base de Cálculo (SB) competência julho de 1994
ou desde o início da
contribuição, se posterior
àquela competência,
multiplicado pelo fator
previdenciário.

Renda Mensal do
100% x SB
Benefício

REGRA DE TRANSIÇÃO 4 – ART. 18 DA EC N. 103/2019


A quarta regra de transição aplicável aos beneficiários do RGPS está prevista no art. 18
da EC n. 103/2019.
Atualmente, tal regra de transição está devidamente regulamentada no art. 188-H
do RPS, o qual apenas acrescenta a necessidade de que o beneficiário tenha cumprido a
carência de 180 contribuições mensais.
Ademais, a citada regra de transição é a antiga aposentadoria por idade.

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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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Assim, ao segurado filiado ao RGPS até a data de entrada em vigor da EC n. 103/2019,


fica assegurado o direito à aposentadoria quando forem preenchidos, cumulativamente,
os seguintes requisitos:
• 60 anos de idade, se mulher, e 65 anos de idade, se homem; e
• 15 anos de contribuição, para ambos os sexos.
A partir de 01/01/2020, a idade de 60 anos da mulher será acrescida em 6 meses a
cada ano, até atingir 62 anos de idade.
A renda mensal do benefício concedido com base no art. 18 da EC n. 103/2019 será
apurada na forma da lei.
Assim sendo, o cálculo da aposentadoria prevista no art. 18 da EC n. 103/2019 tem como
base de cálculo o salário de benefício, ou seja, média aritmética simples dos salários de
contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo
desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela
competência.
Uma vez verificada a base de cálculo, aplica-se o percentual de 60%, com acréscimo
de 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição,
no caso do homem, ou 15 anos de contribuição, no caso da mulher.

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a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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Segurados filiados ao RGPS


Beneficiários
antes da EC n. 103/2019

65 anos, se homem, e 60
anos, se mulher

Idade
A partir de 01/01/2020, a
idade de 60 anos da mulher
será acrescida de 6 meses a
cada ano, até atingir 62 anos
de idade

Tempo de 15 anos, para ambos os


Contribuição sexos
Regra de
transição
prevista no art.
18 da EC n. Carência 180 CM
103/2019

Média aritmética simples dos


salários de contribuição,
atualizados monetariamente,
correspondentes a 100% do
Base de Cálculo (SB) período contributivo desde a
competência julho de 1994
ou desde o início da
contribuição, se posterior
àquela competência.

60% x SB + 2% para cada


ano que exceder o tempo de
Renda Mensal do 20 anos de contribuição, no
Benefício caso do homem, ou 15 anos
de contribuição, no caso da
mulher

REGRA DE TRANSIÇÃO 5 – ART. 20 DA EC N. 103/2019


A quinta regra de transição aplicável aos beneficiários do RGPS está prevista no art. 20
da EC n. 103/2019.
Atualmente, tal regra de transição está devidamente regulamentada no art. 188-L do
RPS, o qual apenas acrescenta a necessidade de que o beneficiário tenha cumprido a carência
de 180 contribuições mensais. No caso do(a) professor(a), a citada regra de transição está
devidamente regulamentada no art. 188-O do RPS.
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para TATIANE FERREIRA DA MATA - 10749883618, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.

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A citada regra de transição é a antiga aposentadoria por tempo de contribuição com


idade mínima e período adicional (pedágio).
Assim, ao segurado filiado ao RGPS até a data de entrada em vigor da EC n. 103/2019,
fica assegurado o direito à aposentadoria quando forem preenchidos, cumulativamente,
os seguintes requisitos:
• 57 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem;
• 30 anos de contribuição, se mulher, e 35 anos de contribuição, se homem; e
• O período adicional corresponde a 100% do tempo de contribuição que faltava
ao requerente para atingir os 30 anos de tempo de contribuição, se mulher, ou
os 35 anos de tempo de contribuição, se homem, na data de entrada em vigor da
EC n. 103/2019.
Para o professor que comprovar exclusivamente tempo de efetivo exercício das
funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio serão
reduzidos, para ambos os sexos, os requisitos de idade e de tempo de contribuição
em 5 anos.
A renda mensal do benefício concedido com base no art. 20 da EC n. 103/2019 será
apurada na forma da lei.
Assim sendo, o cálculo da aposentadoria prevista no art. 20 da EC n. 103/2019 tem como
base de cálculo o salário de benefício, ou seja, média aritmética simples dos salários de
contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo
desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela
competência.
Uma vez verificada a base de cálculo, aplica-se o percentual de 100% sobre o salário
de benefício.

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Outras Questões Relativas aos Benefícios
Bernardo Machado

Segurados filiados ao RGPS


Beneficiários
antes da EC n. 103/2019

Tempo de 35 anos, se homem, e 30


Contribuição anos, se mulher

60 anos, se homem, e 57
Idade
anos, se mulher

Período adicional de
contribuição correspondente
ao tempo que, na data da
Pedágio entrada em vigor da EC n.
103/2019, faltaria para
Regra de atingir o tempo mínimo de
transição contribuição
prevista no art.
20 da EC n.
103/2019
Carência 180 CM

Média aritmética simples dos


salários de contribuição,
atualizados monetariamente,
correspondentes a 100% do
Base de Cálculo (SB) período contributivo desde a
competência julho de 1994
ou desde o início da
contribuição, se posterior
àquela competência.

Renda Mensal do
100% x SB
Benefício

REGRA DE TRANSIÇÃO 6 – ART. 21 DA EC N. 103/2019


A sexta regra de transição aplicável aos beneficiários do RGPS está prevista no art. 21
da EC n. 103/2019.
Atualmente, tal regra transitória está devidamente regulamentada no art. 188-P do RPS.
A citada regra de transição é a aposentadoria especial com pontuação mínima.

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Bernardo Machado

Dessa forma, para a aposentadoria especial, o segurado filiado até a data da entrada em
vigor da EC n. 103/2019 poderá se aposentar quando o total da soma resultante da sua idade
e do tempo de contribuição e o tempo de efetiva exposição forem, respectivamente, de:
• 66 pontos e 15 anos de efetiva exposição;
• 76 pontos e 20 anos de efetiva exposição; e
• 86 pontos e 25 anos de efetiva exposição.
A renda mensal do benefício concedido com base no art. 21 da EC n. 103/2019 será
apurada na forma da lei.
Assim sendo, o cálculo da aposentadoria prevista no art. 21 da EC n. 103/2019 tem como
base de cálculo o salário de benefício, ou seja, média aritmética simples dos salários de
contribuição, atualizados monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo
desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela
competência.
Uma vez verificada a base de cálculo, aplica-se o percentual de 60%, com acréscimo
de 2% para cada ano de contribuição que exceder o tempo de 20 anos de contribuição,
no caso do homem, ou 15 anos de contribuição, no caso da mulher.

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