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Prestações Previdenciárias: Guia Completo

O documento aborda as prestações previdenciárias, detalhando os diferentes tipos de aposentadorias, como a aposentadoria por incapacidade permanente e programada, além de benefícios como auxílio e pensão. É apresentado por Bernardo Machado, um especialista em Direito Previdenciário, que utiliza sua experiência para facilitar a compreensão do conteúdo. O material é protegido por direitos autorais e visa auxiliar na preparação para concursos públicos.

Enviado por

Jessica Barbosa
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Prestações Previdenciárias: Guia Completo

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DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Prestações Previdenciárias

PDF SINTÉTICO

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
240912579858

BERNARDO MACHADO

Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia de Produção pela


Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), bacharel em Direito pela Universidade
Cândido Mendes (Ucam) e pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Professor de Direito Previdenciário em cursos preparatórios para
concurso público.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para TATIANE FERREIRA DA MATA - 10749883618, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Prestações Previdenciárias
Bernardo Machado

SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Prestações Previdenciárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1. Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2. Aposentadoria por Incapacidade Permanente (Arts. 40 ao 53 do RPS). . . . . . . . . . 8
3. Aposentadoria Programada (Arts. 51 ao 53 do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
4. Aposentadoria Programada do Professor (Art. 54 do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
5. Aposentadoria por Idade do Trabalhador Rural (Arts. 56 e 57 do RPS). . . . . . . . . 17
6. Aposentadoria Especial (Arts. 64 e 69 do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
7. Aposentadoria da Pessoa com Deficiência Segurada do RGPS (Arts. 70-A ao
70-J do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

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Prestações Previdenciárias
Bernardo Machado

APRESENTAÇÃO
Neste PDF Sintético, você encontrará um material resumido e objetivo, a fim de facilitar
a assimilação do conteúdo. Alguns recursos visuais serão usados para destacar informações
pertinentes ao seu estudo, como:
• Grifos em azul, para afirmações importantes;
• Grifos em vermelho, para exceções, restrições ou proibições; e
• Marca-texto amarelo, verde e azul, para destaques.
Então aproveite deste material para sua preparação e garanta sua aprovação!
Bons estudos!

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran!
É com enorme prazer que recebi o convite para fazer parte desse projeto PDF Sintético
e aceitei de imediato pela sua grandeza!
Eu me chamo Bernardo de Campos Machado e atualmente ministro aulas presenciais
e à distância de Direito Previdenciário e Direito Tributário em diversos cursos preparatórios
e pós-graduação e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil no
município do Rio de Janeiro (AFRFB).
Fui aprovado, aos 23 anos de idade, no concurso de 2002 para Auditor-Fiscal do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), tomando posse e entrando em exercício no dia 13/01/2003
na cidade de São Bernardo do Campo-SP.
Atualmente, exerço a função de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil na Delegacia
Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (DECEX). Portanto, trabalho,
atualmente, no meu dia a dia, com a legislação aduaneira, tendo pouca relação com às
contribuições previdenciárias. Entretanto, o meu amor pelo Direito Previdenciário nunca
diminuiu. Ter me afastado da fiscalização das contribuições previdenciárias apenas faz
com que eu lembre com saudades da importante função social que eu tinha. Saber que
fiscalizava as contribuições previdenciárias para que o valor arrecadado fosse revertido
para pagamento de benefícios da previdência social muito me enobrece. Atualmente, tenho
outra função social que é arrecadar tributos para fins de girar a máquina pública, função
não menos importante do que a anterior, mas apenas com foco distinto.
Dessa forma, utilizarei a minha experiência em trabalhar como Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil e os anos de magistério em cursos preparatórios para concurso público e
pós-graduação para repassar aos meus queridos alunos o conhecimento necessário para
a aprovação no próximo concurso.

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Conte comigo nessa jornada! Estarei à sua inteira disposição, seja no fórum do Gran,
seja por meio das redes sociais, entre elas, o Instagram (@prof_bernardomachado), onde,
constantemente, posto dicas por meio de postagens e vídeos!

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PRESTAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS

1. INTRODUÇÃO
As prestações previdenciárias são gênero, sendo as suas espécies os benefícios e serviços.
Benefícios são prestações em dinheiro, enquanto que os serviços são utilidades prestadas
pela previdência social, sem caráter pecuniário.
Segue, abaixo, por meio de um esquema ilustrativo, o rol de prestações previdenciárias
devidas aos segurados e dependentes do RGPS.

Aposentadoria por incapacidade permanente

Aposentadoria programada

Aposentadoria programada do professor

Aposentadoria por idade do trabalhador rural

Aposentadoria especial
Segurados

Aposentadorias da pessoa com deficiência

Auxílio por incapacidade temporária

Auxílio-acidente

Salário-família

Salário-maternidade

Pensão por morte


Dependentes
Auxílio-reclusão

Segurados e
Reabilitação profissional
Dependentes

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Auxílio-acidente

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Salário-família Prestações Previdenciárias
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Salário-maternidade

Pensão por morte


Dependentes
Auxílio-reclusão

Segurados e
Reabilitação profissional
Dependentes

2. APOSENTADORIA POR INCAPACIDADE PERMANENTE


(ARTS. 40 AO 53 DO RPS)
EVENTO DETERMINANTE
A aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez),
uma vez cumprida a carência exigida, quando for o caso, será devida ao segurado que,
estando ou não em gozo de auxílio por incapacidade temporária, for considerado
incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade
que lhe garanta a subsistência, e ser-lhe-á paga enquanto permanecer nessa condição.
A concessão de aposentadoria por incapacidade permanente dependerá da verificação
da condição de incapacidade por meio de exame médico-pericial a cargo da Perícia
Médica Federal, de modo que o segurado possa, às suas expensas, ser acompanhado
por médico de sua confiança.
A doença ou lesão de que o segurado já era portador ao filiar-se ao RGPS não
lhe conferirá direito à aposentadoria por incapacidade permanente, salvo quando a
incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão.
É importante mencionar que a incapacidade laboral preeexistente veda a concessão
de aposentadoria por incapacidade permanente, mesmo nos casos de reingresso no RGPS.
O segurado aposentado por incapacidade permanente está obrigado, sob pena de
suspensão do benefício, a submeter-se a médico-pericial pela Perícia Médica Federal,
processo de reabilitação profissional por ela prescrito e custeado e tratamento dispensado
gratuitamente, exceto o cirúrgico e a transfusão de sangue, que são facultativos.
Entretanto, o aposentado por incapacidade permanente está isento do exame
médico-pericial após completar:
• 55 anos ou mais de idade e quando decorridos 15 anos da data da concessão da
aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por incapacidade
temporária que a tenha precedido; ou
• 60 anos de idade.
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Com a entrada em vigor da Lei n. 13.847/2019, a Lei n. 8.213/1991, especificamente no


seu art. 43, § 5º, passou a prever uma outra hipótese de isenção do exame médico-pericial.
Tal previsão contempla a pessoa com HIV/aids, a qual fica dispensada do citado exame.
A isenção não se aplica quando o exame tem as seguintes finalidades:
• Verificar a necessidade de assistência permanente de outra pessoa para a concessão
do acréscimo de 25% sobre o valor do benefício;
• Verificar a recuperação da capacidade de trabalho, mediante solicitação do
aposentado ou pensionista que se julgar apto;
• Subsidiar autoridade judiciária na concessão de curatela.
O aposentado por incapacidade permanente, ainda que tenha implementado as
condições para estar isento de novos exames médicos-periciais, será submetido a tal
exame quando necessário para apuração de fraude.

BENEFICIÁRIOS
Todos os segurados têm acesso à aposentadoria por incapacidade permanente.

CARÊNCIA
A carência exigida para a concessão da aposentadoria por incapacidade permanente,
regra geral, é de 12 contribuições mensais. Entretanto, nos casos de acidente de qualquer
natureza ou causa e de doença profissional ou do trabalho, bem como nos casos de
segurado que, após filiar-se ao RGPS, for acometido de alguma das doenças ou afecções
especificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Previdência Social, de
acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator
que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado,
a carência para a concessão do benefício é zero.

RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO


No caso da aposentadoria por incapacidade permanente previdenciária, a renda mensal
do benefício será 60% do salário de benefício, com acréscimo de 2% para cada ano de
contribuição que exceder 15 anos de contribuição, no caso da mulher, e de 20 anos de
contribuição, no caso de homem. No caso da aposentadoria por incapacidade permanente
acidentária, ou seja, decorrente de acidente de trabalho, doença profissional ou doença
do trabalho, a renda mensal do benefício será 100% do salário de benefício.

DATA DO INÍCIO DO PAGAMENTO


Caso o benefício seja precedido de auxílio por incapacidade temporária, a data
de início do pagamento será o dia seguinte à cessação do auxílio por incapacidade
temporária.

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Entretanto, caso o benefício não seja precedido de auxílio por incapacidade temporária,
a data de início do pagamento será:
• Ao segurado empregado a contar do 16º dia do afastamento da atividade ou a
partir da data da entrada do requerimento, se entre o afastamento e a entrada
do requerimento decorrerem mais de 30 dias;
• Ao segurado empregado doméstico, contribuinte individual, trabalhador avulso,
especial ou facultativo, a contar da data do início da incapacidade ou da data da
entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem mais de 30 dias.
Durante os primeiros 15 dias de afastamento consecutivos da atividade por motivo
de incapacidade permanente, caberá à empresa pagar ao segurado empregado o salário.

OBSERVAÇÕES
O aposentado por incapacidade permanente que retornar voluntariamente à atividade
terá sua aposentadoria automaticamente cessada, a partir da data do retorno.
O valor da aposentadoria por incapacidade permanente do segurado que necessitar
da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25%, ainda que ultrapasse
o limite máximo legal.
Verificada a recuperação da capacidade laborativa do aposentado por incapacidade
permanente, serão observadas as normas seguintes:
• Quando a recuperação for total e ocorrer dentro de 5 anos contados da data
do início da aposentadoria por incapacidade permanente ou do auxílio por
incapacidade temporária que a antecedeu sem interrupção, o beneficio cessará:
a) de imediato, para o segurado empregado que tiver direito a retornar à função
que desempenhava na empresa ao se aposentar, na forma da legislação trabalhista,
valendo como documento, para tal fim, o certificado de capacidade fornecido
pela previdência social; ou
b) após tantos meses quantos forem os anos de duração do auxílio por incapacidade
temporária e da aposentadoria por incapacidade permanente, para os demais
segurados; e
• Quando a recuperação for parcial ou ocorrer após o período previsto acima, ou
ainda quando o segurado for declarado apto para o exercício de trabalho diverso
do qual habitualmente exercia, a aposentadoria será mantida, sem prejuízo da
volta à atividade:
a) pelo seu valor integral, durante 6 meses contados da data em que for verificada
a recuperação da capacidade;
b) com redução de 50%, no período seguinte de 6 meses; e

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c) com redução de 75%, também por igual período de 6 meses, ao término do


qual cessará definitivamente.

Retorno voluntário ao Cessada a aposentadoria, a


trabalho partir do retorno

Observações
sobre Acompanhamento
Acréscimo de 25% do valor
aposentadoria permanente de outra
da aposentadoria
por incapacidade pessoa
permanente

Mensalidade de recuperação

Recuperação parcial, ou, ainda


Recuperação total e
que total, em mais de 5 anos, ou
dentro de 5 anos
outra atividade

Demais
segurados –
Empregado – 6 meses – 6 meses – 6 meses –
100% do valor
retorno à 100% do 50% do 25% do
durante tantos
empresa valor valor valor
meses quanto
forem os anos

É importante frisar que o segurado que retornar à atividade poderá requerer, a


qualquer tempo, novo benefício, tendo este processamento normal.
Entretanto, caso haja requerimento de novo benefício durante os períodos de
percepção da “mensalidade de recuperação”, caberá ao segurado optar por um dos
benefícios, assegurada a opção pelo benefício mais vantajoso.
Ademais, na hipótese de opção pelo recebimento de novo benefício, cuja duração se
encerre antes da cessação da “mensalidade de recuperação”, o pagamento deste poderá
ser restabelecido pelo período remanescente, respeitadas as reduções correspondentes.

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RESUMO

Evento Incapacidade permanente do


determinante segurado para o trabalho

Beneficiários Todos os segurados

Regra geral, 12 CM

0 CM – Acidente de qualquer
Carência
natureza ou causa e de doença
profissional ou do trabalho e, após
filiação do segurado ao RGPS, for
acometido de alguma das doenças
ou afecções especificadas em lista
Aposentadoria elaborada
por incapacidade
permanente

60% x SB + 2% para cada ano que


exceder o tempo de 20 anos de
contribuição, no caso do homem, ou
15 anos de contribuição, no caso da
mulher
Renda mensal
do benefício
100% x SB, quando decorrente de
acidente de trabalho, de doença
profissional e de doença do
trabalho.

Empregado – 16º dia, se requerida


em até 30 dias. Após 30 dias, DER

Início do
pagamento
Demais segurados – Incapacidade,
se requerida em até 30 dias. Após 30
dias, DER

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3. APOSENTADORIA PROGRAMADA (ARTS. 51 AO 53 DO


RPS)
EVENTO DETERMINANTE
A aposentadoria programada, uma vez cumprida a carência exigida, será devida ao
segurado que atingir 62 anos de idade, se mulher, 65 anos de idade, se homem, com 15
anos de tempo de contribuição, se mulher, e 20 anos de tempo de contribuição, se homem.

Idade – 65 anos

Homem

TC – 20 anos

Aposentadoria
programada

Idade – 62 anos

Mulher

TC – 15 anos

BENEFICIÁRIOS
Todos os segurados têm acesso à aposentadoria programada, exceto o segurado
especial. O segurado especial apenas faz jus a aposentadoria programada, quando
contribui, facultativamente, na qualidade de contribuinte individual.

CARÊNCIA
A carência exigida para a concessão da aposentadoria programada é de 180
contribuições mensais.

RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO


No caso da aposentadoria programada, a renda mensal do benefício será de 60% do
salário de benefício, com acréscimo de 2% para cada ano de contribuição que exceder
o tempo de 20 anos de contribuição, no caso do homem, ou 15 anos de contribuição,
no caso da mulher.

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DATA DE INÍCIO DO PAGAMENTO


A aposentadoria programada será devida:
• Ao segurado empregado e empregado doméstico a partir da data do desligamento
do emprego, quando requerida até 90 dias depois dela; ou a partir da data do
requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for
requerida após os 90 dias do desligamento;
• Para os demais segurados, a partir da data da entrada do requerimento.

RESUMO

Idade do beneficiário → Homem – 65


anos e Mulher – 62 anos
Evento
+
determinante
TC do beneficiário → Homem – 20
anos e Mulher – 15 anos

Todos os segurados, exceto o


segurado especial. O segurado
Beneficiários especial apenas faz jus, quando
contribui, facultativamente, na
qualidade de contribuinte individual.

Aposentadoria Carência 180 CM


programada

60% x SB + 2% para cada ano que


exceder o tempo de 20 ano de
Renda mensal
contribuição, no caso do homem, ou
do benefício
15 anos de contribuição, no caso da
mulher

Empregado/Doméstico –
desligamento da atividade, se
requerida em até 90 dias. Após 90
dias ou se não houver desligamento,
Início do DER
pagamento

Demais segurados – DER

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4. APOSENTADORIA PROGRAMADA DO PROFESSOR (ART.


54 DO RPS)
EVENTO DETERMINANTE
A aposentadoria programada do professor, uma vez cumprida a carência exigida, será
devida ao professor que comprove 25 anos de contribuição exclusivamente em efetivo
exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e
médio e tenha 57 anos de idade, se mulher, e 60 anos de idade, se homem.

Professor – 60 anos

Idade

Professora – 57 anos
Aposentadoria Tempo de contribuição
programada do mínimo
professor exclusivamente em
efetivo exercício das
25 anos
funções de magistério
na educação infantil e
no ensino fundamental
e médio

Considera-se função de magistério aquela exercida por professor em estabelecimento


de ensino de educação básica em seus diversos níveis e modalidades, incluídas, além
do exercício da docência, as funções de direção de unidade escolar e de coordenação
e assessoramento pedagógicos.

Exercício da docência

Direção de unidade escolar

Função de magistério

Coordenação

Assessoramento pedagógico

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BENEFICIÁRIOS
Professor(a) que comprove 25 anos de contribuição exclusivamente em efetivo
exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.

CARÊNCIA
A carência exigida para a concessão da aposentadoria por tempo de contribuição é
de 180 contribuições mensais.

RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO


No caso da aposentadoria programada do professor, a renda mensal do benefício será
de 60% do salário de benefício, com acréscimo de 2% para cada ano de contribuição
que exceder o tempo de 20 anos de contribuição, no caso do homem, ou 15 anos de
contribuição, no caso da mulher.

DATA DE INÍCIO DO PAGAMENTO


A aposentadoria programada do professor será devida a partir da data do
desligamento do emprego, quando requerida até 90 dias depois dela; ou a partir da
data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for
requerida após os 90 dias do desligamento.

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RESUMO

Idade do beneficiário → Professor –


60 anos e Professora – 57 anos
+
Evento
determinante TC exclusivamente em efetivo
exercício das funções de magistério
na educação infantil e no ensino
fundamental e médio → 25 anos

Beneficiários Professor(a)

Aposentadoria
programada do Carência 180 CM
professor

60% x SB + 2% para cada ano que


exceder o tempo de 20 anos de
Renda mensal
contribuição, no caso do homem, ou
do benefício
15 anos de contribuição, no caso da
mulher

Desligamento da atividade, se
Início do requerida em até 90 dias. Após 90
pagamento dias ou se não houver desligamento,
DER

5. APOSENTADORIA POR IDADE DO TRABALHADOR RURAL


(ARTS. 56 E 57 DO RPS)
EVENTO DETERMINANTE
A aposentadoria do trabalhador rural, uma vez cumprida a carência exigida, será
devida 60 anos de idade, se homem, e 55 anos de idade, se mulher, para os trabalhadores
rurais e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes
incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.

BENEFICIÁRIOS
Trabalhadores rurais e para os que exerçam suas atividades em regime de economia
familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.

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CARÊNCIA
A carência exigida para a concessão da aposentadoria por idade do trabalhador
rural é de 180 contribuições mensais.

RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO


No caso da aposentadoria por idade do trabalhador rural, a renda mensal do benefício
será de 70% do salário de benefício, com acréscimo de 1% para cada ano de contribuição.
No caso do segurado especial, a renda mensal do benefício é o valor do salário-mínimo.

DATA DE INÍCIO DO PAGAMENTO


A aposentadoria por idade do trabalhador rural será devida:
• Ao segurado empregado, a partir da data do desligamento do emprego, quando
requerida até 90 dias depois dela; ou a partir da data do requerimento, quando
não houver desligamento do emprego ou quando for requerida após os 90 dias
do desligamento;
• Para os demais segurados, a partir da data da entrada do requerimento.

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RESUMO

Evento Idade do segurado → Homem – 60


determinante anos; Mulher – 55 anos

Trabalhadores rurais e para os que


exerçam suas atividades em regime
Beneficiários de economia familiar, nestes incluídos
o produtor rural, o garimpeiro e o
pescador artesanal.

Aposentadoria Carência 180 CM


por idade do
trabalhador rural

Renda mensal 70% x SB + 1% para cada ano de


do benefício contribuição

Empregado – desligamento da
atividade, se requerida em até 90
dias. Após 90 dias ou se não houver
Início do desligamento, DER
pagamento

Demais segurados – DER

6. APOSENTADORIA ESPECIAL (ARTS. 64 E 69 DO RPS)


EVENTO DETERMINANTE
A aposentadoria especial, uma vez cumprida a carência exigida, será devida ao
segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual, último somente
quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção, que comprove o
exercício de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos
prejudiciais à saúde, ou a associação desses agentes, de forma permanente, não ocasional
nem intermitente, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação,
durante, no mínimo, 15, 20 ou 25 anos, e que cumprir os seguintes requisitos:
• 55 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 15 anos de contribuição;
• 58 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 20 anos de contribuição;
ou
• 60 anos de idade, quando se tratar de atividade especial de 25 anos de contribuição.

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55 anos de idade, quando se tratar de atividade


especial de 15 anos de contribuição

Aposentadoria 58 anos de idade, quando se tratar de atividade


especial especial de 20 anos de contribuição

60 anos de idade, quando se tratar de atividade


especial de 25 anos de contribuição

A efetiva exposição a agente prejudicial à saúde configura-se quando, mesmo após


a adoção das medidas de controle previstas na legislação trabalhista, a nocividade não
seja eliminada ou neutralizada.
Considera-se eliminação, a adoção de medidas de controle que efetivamente impossibilitem
a exposição ao agente prejudicial à saúde no ambiente de trabalho; e neutralização, a adoção
de medidas de controle que reduzam a intensidade, a concentração ou a dose do agente
prejudicial à saúde ao limite de tolerância previsto neste Regulamento ou, na sua ausência,
na legislação trabalhista.
A exposição aos agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou a associação
desses agentes, deverá superar os limites de tolerância estabelecidos segundo critérios
quantitativos ou estar caracterizada de acordo com os critérios da avaliação qualitativa
previstos no RPS.
A relação dos agentes químicos, físicos, biológicos, e da associação desses agentes,
considerados para fins de concessão de aposentadoria especial, é aquela constante do
Anexo IV do RPS.
A avaliação qualitativa de riscos e agentes prejudiciais à saúde será comprovada pela
descrição:
• Das circunstâncias de exposição ocupacional a determinado agente ou associação
de agentes prejudiciais à saúde presentes no ambiente de trabalho durante toda a
jornada de trabalho;
• De todas as fontes e possibilidades de liberação dos agentes nocivos; e
• Dos meios de contato ou exposição dos trabalhadores, as vias de absorção, a intensidade
da exposição, a frequência e a duração do contato.

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Os agentes reconhecidamente cancerígenos para humanos serão avaliados e, caso


sejam adotadas as medidas de controle previstas na legislação trabalhista que eliminem a
nocividade, será descaracterizada a efetiva exposição.
Considera-se tempo de trabalho permanente aquele que é exercido de forma não
ocasional nem intermitente, no qual a exposição do empregado, do trabalhador avulso ou
do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação
do serviço.
Tal regra se aplica aos períodos de descanso determinados pela legislação trabalhista,
inclusive ao período de férias, e aos de percepção de salário-maternidade, desde que, à
data do afastamento, o segurado estivesse exercendo atividade considerada especial.
A comprovação da efetiva exposição do segurado a agentes prejudiciais à saúde
será feita por meio de documento, em meio físico ou eletrônico, emitido pela empresa
ou por seu preposto com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho
(LTCAT) expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.
Considera-se perfil profissiográfico previdenciário (PPP) o documento que contenha
o histórico laboral do trabalhador, segundo modelo instituído pelo INSS.
A empresa deverá elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico previdenciário,
ou o documento eletrônico que venha a substituí-lo, no qual deverão ser contempladas as
atividades desenvolvidas durante o período laboral, garantido ao trabalhador o acesso às
informações nele contidas, sob pena de multa por descumprimento de obrigação acessória.
O laudo técnico conterá informações sobre a existência de tecnologia de proteção
coletiva ou individual e sobre a sua eficácia e será elaborado com observância às normas
editadas pelo Ministério da Previdência Social e aos procedimentos adotados pelo INSS.
Nas avaliações ambientais deverão ser considerados, além do disposto no Anexo IV, a
metodologia e os procedimentos de avaliação estabelecidos pela Fundação Jorge Duprat
Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho – FUNDACENTRO.
Na hipótese de não terem sido estabelecidos pela FUNDACENTRO a metodologia e
os procedimentos de avaliação, caberá ao Ministério da Previdência Social indicar outras
instituições para estabelecê-los.

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Exposição permanente à
agente nocivo, durante 15,
20 ou 25 anos, conforme o
caso, sujeito a condições
Evento determinante
especiais que prejudiquem
a saúde ou a integridade
física + requisito etário
mínimo
Depende da
Aposentadoria
comprovação, durante o
especial
período mínimo
Feita por meio do perfil
necessário, do tempo de
profissiográfico
trabalho permanente e
previdenciário (PPP)
da exposição do
segurado à agente
nocivo

Perfil Profissiográfico Previdenciário

Elaborado com base no


Documento histórico- laudo técnico de
laboral do trabalhador condições ambientais
do trabalho (LTCAT)

BENEFICIÁRIOS
Apenas o segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte individual, este
somente quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção, têm
acesso à aposentadoria especial, conforme determina o RPS.

CARÊNCIA
A carência exigida para a concessão da aposentadoria especial é de 180
contribuições mensais.

RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO


No caso da aposentadoria especial, a renda mensal do benefício será de 60% do
salário de benefício, com acréscimo de 2% para cada ano de contribuição que exceder
o tempo de 20 anos de contribuição, exceto no caso da atividade especial que exija 15
anos de contribuição e das mulheres, cujo acréscimo será aplicado para cada ano de
contribuição que exceder 15 anos de contribuição.

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DATA DO INÍCIO DO PAGAMENTO


A aposentadoria especial será devida:
• Ao segurado empregado, a partir da data do desligamento do emprego, quando
requerida até 90 dias depois dela; ou a partir da data do requerimento, quando
não houver desligamento do emprego ou quando for requerida após os 90 dias
do desligamento;
• Para os demais segurados, a partir da data da entrada do requerimento.
É vedado o retorno ao exercício de atividade exposto a agente nocivos do segurado
percipiente de aposentadoria especial, sendo a sua aposentadoria cessada a partir da data
do retorno à atividade.
Dessa forma, conforme determina o art. 69, parágrafo único do RPS, o segurado que
retornar ao exercício de atividade ou operação que o sujeite aos riscos e agentes nocivos,
ou nele permanecer, na mesma ou em outra empresa, qualquer que seja a forma de
prestação do serviço ou categoria de segurado, será imediatamente notificado da
cessação do pagamento de sua aposentadoria especial, no prazo de 60 dias contado
da data de emissão da notificação, salvo comprovação, nesse prazo, de que o exercício
dessa atividade ou operação foi encerrado.

Segurado que retornar ao Será imediatamente notificado da cessação


exercício de atividade ou do pagamento de sua aposentadoria
operação que o sujeite aos especial, no prazo de 60 dias contado da
riscos e agentes nocivos, ou data de emissão da notificação, salvo
nele permanecer, na mesma comprovação, nesse prazo, de que o exercício
ou em outra empresa dessa atividade ou operação foi encerrado

A conversão do tempo sob condições especiais em tempo comum é permitida apenas


para períodos trabalhados até a EC n. 103/2019, não sendo devida para períodos trabalhados
após a entrada em vigor da citada emenda constitucional.

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RESUMO

Exposição permanente à agente


nocivo, durante 15, 20 ou 25 anos,
Evento conforme o caso, sujeito a condições
determinante especiais que prejudiquem a saúde
ou a integridade física + requisito
etário mínimo

Empregado, trabalhador avulso e


Beneficiários
cooperado

Carência 180 CM

Aposentadoria
especial
60% x SB + 2% para cada ano que
exceder o tempo de 20 anos de
contribuição, no caso do homem, ou
Renda mensal
15 anos de contribuição, no caso da
do benefício
mulher e para a atividade especial em
que se exijam 15 anos de
contribuição, inclusive para o homem

Empregado – desligamento da
atividade, se requerida em até 90 dias.
Após 90 dias ou se não houver
Início do desligamento, DER
pagamento

Demais segurados – DER

JURISPRUDÊNCIA
Súmula 9 da TNU – “O uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI), ainda que
elimine a insalubridade, no caso de exposição a ruído, não descaracteriza o tempo de
serviço especial prestado.”
Súmula 62 da TNU – “O segurado contribuinte individual pode obter reconhecimento
de atividade especial para fins previdenciários, desde que consiga comprovar exposição
a agentes nocivos à saúde ou à integridade física.”

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7. APOSENTADORIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA


SEGURADA DO RGPS (ARTS. 70-A AO 70-J DO RPS)
EVENTO DETERMINANTE
Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo
de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas
barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade
de condições com as demais pessoas.
A concessão da aposentadoria por tempo de contribuição ou por idade ao segurado
que tenha reconhecido, após ter sido submetido a avaliação biopsicossocial realizada
por equipe multiprofissional e interdisciplinar, grau de deficiência leve, moderada ou
grave está condicionada à comprovação da condição de pessoa com deficiência na
data da entrada do requerimento ou na data da implementação dos requisitos para o
benefício.
A aposentadoria por tempo de contribuição do segurado com deficiência, cumprida
a carência, é devida ao segurado empregado, inclusive o doméstico, trabalhador avulso,
contribuinte individual e facultativo, observando o segurado que contribui de forma
diferenciada, abdicando ao direito se se aposentar por tempo de contribuição, e os
seguintes requisitos:

Tempo de contribuição na condição de pessoa com deficiência


Deficiência Homem Mulher
Grave 25 20
Moderada 29 24
Leve 33 28

A aposentadoria por tempo de contribuição do segurado com deficiência também


se aplica ao segurado especial que contribua, facultativamente, como se fosse um
contribuinte individual.
A aposentadoria por idade da pessoa com deficiência, cumprida a carência, é devida
ao segurado aos 60 anos de idade, se homem, e 55 anos de idade, se mulher.
Para efeitos de concessão da aposentadoria por idade da pessoa com deficiência,
o segurado deve contar com no mínimo 15 anos de tempo de contribuição, cumpridos
na condição de pessoa com deficiência, independentemente do grau.

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Deficiência grave → Homem – 25 anos


e Mulher – 20 anos

Por tempo de Deficiência moderada → Homem – 29


contribuição anos e Mulher – 24 anos

Deficiência leve → Homem – 33 anos


Aposentadoria da e Mulher – 28 anos
pessoa com
deficiência
Homem – 60 anos e Mulher – 55
anos, independentemente do grau
da deficiência

Por idade
Tempo mínimo de contribuição de
15 anos e comprovada a existência
de deficiência durante igual
período

Para efeito de concessão da aposentadoria da pessoa com deficiência, a avaliação


biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar deverá, entre
outros aspectos:
• Avaliar o segurado e fixar a data provável do início da deficiência e o seu grau; e
• Identificar a ocorrência de variação no grau de deficiência e indicar os respectivos
períodos em cada grau.
A comprovação da deficiência anterior à data da vigência da LC n. 142/2013 será
instruída por documentos que subsidiem a avaliação biopsicossocial realizada por equipe
multiprofissional e interdisciplinar, vedada a prova exclusivamente testemunhal.
A avaliação da pessoa com deficiência será realizada para fazer prova dessa condição
exclusivamente para fins previdenciários.
A critério do INSS, o segurado com deficiência deverá, a qualquer tempo, submeter-se
a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.

RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO


A renda mensal da aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência
é 100% sobre o salário de benefício, enquanto que a renda mensal da aposentadoria
por idade da pessoa com deficiência é de 70% sobre o salário de benefício, acrescido
de 1% a cada grupo de 12 contribuições mensais, até o máximo de 30%.

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Aposentadoria por
tempo de 100% x SB
contribuição
Renda mensal
dos benefícios

Aposentadoria por
70% + 1% (12CM) x SB
idade

OBSERVAÇÕES
Aplicam-se a pessoa com deficiência:
• A contagem recíproca do tempo de contribuição na condição de segurado com
deficiência relativo à filiação ao RGPS, ao regime próprio de previdência do servidor
público ou a regime de previdência militar, devendo os regimes compensar-se
financeiramente;
As regras de pagamento e de recolhimento das contribuições previdenciárias contidas
na Lei n. 8.212/1991;
As demais normas relativas aos benefícios do RGPS;
A percepção de qualquer outra espécie de aposentadoria estabelecida na Lei n. 8.213/1991,
que lhe seja mais vantajosa do que as opções apresentadas na LC n. 142/2013.

Contagem recíproca do tempo de contribuição

Regras de pagamento e recolhimento das contribuições


previdenciárias da Lei n. 8.212/1991
Aplicam-se a
pessoa com
deficiência Demais normas relativas aos benefícios do RGPS

A percepção de qualquer outra espécie de


aposentadoria estabelecida na Lei n. 8.213/1991, que lhe
seja mais vantajosa do que as opções apresentadas na LC
n. 142/2013

O art. 70-E do RPS, aprovado pelo Decreto n. 3.048/1999, prevê que, se o segurado,
após a filiação ao RGPS, tornar-se pessoa com deficiência, ou tiver seu grau de deficiência
alterado, os parâmetros serão proporcionalmente ajustados e os respectivos períodos serão
somados após conversão, conforme tabelas previstas no citado dispositivo, considerando
o grau de deficiência preponderante.

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O grau de deficiência preponderante será aquele em que o segurado cumpriu maior


tempo de contribuição, antes da conversão, e servirá como parâmetro para definir o
tempo mínimo necessário para a aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com
deficiência e para a conversão (art. 70-E, § 1º do RPS).
Por fim, a redução do tempo de contribuição da pessoa com deficiência não poderá
ser acumulada, no mesmo período contributivo, com a redução aplicada aos períodos de
contribuição relativos a atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem
a saúde ou a integridade física (art. 70-F do RPS).

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