Guia Prático sobre Previdência Complementar
Guia Prático sobre Previdência Complementar
Previdência Complementar
PDF SINTÉTICO
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240912017026
BERNARDO MACHADO
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Bernardo Machado
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Previdência Complementar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Regime de Previdência Complementar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Aspectos Constitucionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3. LC n. 109/2021. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4. LC n. 108/2001. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5. Lei n. 12.618/2012. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
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APRESENTAÇÃO
Neste PDF Sintético, você encontrará um material resumido e objetivo, a fim de facilitar
a assimilação do conteúdo. Alguns recursos visuais serão usados para destacar informações
pertinentes ao seu estudo, como:
• Grifos em azul, para afirmações importantes;
• Grifos em vermelho, para exceções, restrições ou proibições; e
• Marca-texto amarelo, verde e azul, para destaques.
Então aproveite deste material para sua preparação e garanta sua aprovação!
Bons estudos!
APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran!
É com enorme prazer que recebi o convite para fazer parte desse projeto PDF Sintético
e aceitei de imediato pela sua grandeza!
Eu me chamo Bernardo de Campos Machado e atualmente ministro aulas presenciais
e à distância de Direito Previdenciário e Direito Tributário em diversos cursos preparatórios
e pós-graduação e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil no
município do Rio de Janeiro (AFRFB).
Fui aprovado, aos 23 anos de idade, no concurso de 2002 para Auditor-Fiscal do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), tomando posse e entrando em exercício no dia 13/01/2003
na cidade de São Bernardo do Campo-SP.
Atualmente, exerço a função de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil na Delegacia
Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (DECEX). Portanto, trabalho,
atualmente, no meu dia a dia, com a legislação aduaneira, tendo pouca relação com às
contribuições previdenciárias. Entretanto, o meu amor pelo Direito Previdenciário nunca
diminuiu. Ter me afastado da fiscalização das contribuições previdenciárias apenas faz
com que eu lembre com saudades da importante função social que eu tinha. Saber que
fiscalizava as contribuições previdenciárias para que o valor arrecadado fosse revertido
para pagamento de benefícios da previdência social muito me enobrece. Atualmente, tenho
outra função social que é arrecadar tributos para fins de girar a máquina pública, função
não menos importante do que a anterior, mas apenas com foco distinto.
Dessa forma, utilizarei a minha experiência em trabalhar como Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil e os anos de magistério em cursos preparatórios para concurso público e
pós-graduação para repassar aos meus queridos alunos o conhecimento necessário para
a aprovação no próximo concurso.
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Conte comigo nessa jornada! Estarei à sua inteira disposição, seja no fórum do Gran,
seja por meio das redes sociais, entre elas, o Instagram (@prof_bernardomachado), onde,
constantemente, posto dicas por meio de postagens e vídeos!
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PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
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Atos normativos em
matéria de Previdência
Complementar Dispõe sobre a relação
entre a U, E, o DF e os M,
suas autarquias,
LC n. 108/2001
fundações, SEM e outras
entidades públicas e suas
respectivas EFPC
Trata do regime de
previdência
Lei n.
complementar dos
12.618/2012
servidores públicos
federais efetivos
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2. ASPECTOS CONSTITUCIONAIS
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DE NATUREZA PRIVADA
Conforme determina o art. 202 da CF/88, o regime de previdência privada, de caráter
complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência
social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício
contratado, e regulado por lei complementar.
Natureza Complementar
Previdência Complementar de
Natureza Privada
Caráter facultativo
Portanto, enquanto que os regimes básicos de previdência social (RGPS e RPPS) tem
como característica básica a filiação obrigatória, o regime de previdência complementar
tem como característica básica a filiação facultativa, ou seja, o beneficiário só irá aderir
caso queira.
A citada lei complementar que regulamenta o regime de previdência complementar
privada é a LC n. 109/2001, a qual, conforme determina o art. 202, § 1º da CF/88, assegurará
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anteriores a citada instituição e que não venham a aderir ao citado regime de previdência
complementar.
Ademais, o citado regime de previdência complementar oferecerá plano de benefícios
somente na modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 da CF/88
e será efetivado por intermédio de entidade fechada de previdência complementar ou
de entidade aberta de previdência complementar.
Por fim, conforme determina o art. 40, § 16 da CF/88, somente mediante sua prévia e
expressa opção, o regime de previdência complementar de natureza pública poderá ser
aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação
do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar.
No âmbito federal, a Lei n. 12.618/2012 institui o regime de previdência complementar
para os servidores públicos titulares de cargo efetivo da União, suas autarquias e fundações,
inclusive para os membros do Poder Judiciário, do Ministério Público da União e do Tribunal de
Contas da União, autorizando a criação de 3 entidades fechadas de previdência complementar
– EFPC, denominadas Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal
do Poder Executivo (Funpresp-Exe), Fundação de Previdência Complementar do Servidor
Público Federal do Poder Legislativo (Funpresp-Leg) e Fundação de Previdência Complementar
do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud).
O Decreto n. 7.808, de 20/09/2012, criou a Funpresp-Exe e a Resolução STF N. 496, de
26/10/2012, criou a Funpresp-Jud. Os órgãos do Poder Legislativo (Câmara dos Deputados,
o Senado Federal e o Tribunal de Contas da União) firmaram convênio de adesão com a
Funpresp-Exe para administrar seus planos de benefícios. O Ministério Público da União
firmou convênio de adesão com a Funpresp-Jud.
No dia 04/02/2013, a partir da autorização da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (PREVIC), a Funpresp-Exe iniciou a administração do ExecPrev. No caso do
Funpresp-Jud, a data de início do funcionamento ocorreu no dia 14/10/2013.
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3. LC N. 109/2021
INTRODUÇÃO
O regime de previdência complementar é operado por entidades de previdência
complementar que têm por objetivo principal instituir e executar planos de benefícios
de caráter previdenciário.
As entidades de previdência complementar são classificadas em fechadas e abertas.
As entidades abertas são constituídas unicamente sob a forma de sociedades anônimas
e têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário
concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer
pessoas físicas.
As sociedades seguradoras autorizadas a operar exclusivamente no ramo vida
poderão ser autorizadas a operar os citados planos de benefícios.
Entidades Abertas
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Entidades
Fechadas Organizar-se-ão sob a forma de fundação ou
sociedade civil, sem fins lucrativos
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PLANO DE BENEFÍCIOS
As entidades de previdência complementar somente poderão instituir e operar
planos de benefícios para os quais tenham autorização específica, segundo as normas
aprovadas pelo órgão regulador e fiscalizador.
Os planos de benefícios atenderão a padrões mínimos fixados pelo órgão regulador
e fiscalizador, com o objetivo de assegurar transparência, solvência, liquidez e equilíbrio
econômico-financeiro e atuarial.
O órgão regulador e fiscalizador normatizará planos de benefícios nas modalidades
de benefício definido, contribuição definida e contribuição variável, bem como outras
formas de planos de benefícios que reflitam a evolução técnica e possibilitem flexibilidade
ao regime de previdência complementar.
O plano de benefício na modalidade benefício definido traduz a ideia de conhecimento
prévio do valor a ser pago quando da solicitação do benefício, ou seja, no momento em que
o participante ingressa no plano, já que ele tem o conhecimento dos requisitos a serem
atendidos para a obtenção da prestação e qual será o valor da mesma.
Em termos de equilíbrio financeiro e atuarial do sistema de previdência complementar,
indubitavelmente, esta é a pior modalidade, uma vez que o benefício será garantido, uma
vez atendidas as suas condições de percepção, ainda que os rendimentos do capital aplicado
tenham sido inferiores ao esperado, quando da constituição do plano.
O plano de benefício na modalidade contribuição definida não tem o valor da prestação
preestabelecido, ao contrário do benefício definido, mas somente a cotização a ser feita
pelo participante. Nesse sistema, a clientela deverá perfazer certo número de contribuições
para fazer jus a benefícios, que serão necessariamente calculados a partir destas entradas
e os rendimentos auferidos, durante todo o período de aplicação do capital.
Por fim, o plano de benefício na modalidade contribuição variável, ao contrário da
contribuição definida, permite ao participante fixar sua contribuição e o tempo de vertê-la
ao sistema. O valor do benefício, então, será quantificado levando-se em consideração a
cotização do participante e o ganho do capital, ao longo do tempo de investimento. Trata-se,
na prática, de uma mistura entre o plano de benefício na modalidade contribuição definida
e plano de benefício na modalidade benefício definido.
Para efeitos da LC n. 109/2001, considera-se participante, a pessoa física que aderir
aos planos de benefícios; e assistido, o participante ou seu beneficiário em gozo de
benefício de prestação continuada.
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Importante frisar que a Resolução CNPC n. 50/2022 determina os requisitos para a opção
pelo benefício proporcional diferido.
A citada resolução determina que, ao participante que não tenha preenchido os requisitos
de elegibilidade ao benefício pleno é facultada a opção pelo benefício proporcional
diferido na ocorrência simultânea das seguintes situações:
• Cessação do vínculo empregatício do participante com o patrocinador ou associativo
com o instituidor;
• Cumprimento da carência de até 3 anos de vinculação do participante ao plano
de benefícios, na forma do regulamento.
A opção pelo benefício proporcional diferido implica, a partir da data do requerimento, a
cessação das contribuições para o benefício pleno programado.
PORTABILIDADE
Entende-se por portabilidade o instituto que faculta ao participante transferir os
recursos financeiros correspondentes ao seu direito acumulado para outro plano de
benefícios de caráter previdenciário operado por entidade de previdência complementar
ou sociedade seguradora autorizada a operar o referido plano.
A portabilidade é direito inalienável do participante, vedada sua cessão sob
qualquer forma.
O direito à portabilidade será exercido na forma e condições estabelecidas pelo
regulamento do plano de benefícios, em caráter irrevogável e irretratável.
Não será admitida a portabilidade na inexistência de cessação do vínculo empregatício
do participante com o patrocinador.
O órgão regulador e fiscalizador estabelecerá período de carência para fins de portabilidade.
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Importante frisar que a Resolução CNPC n. 50/2022 determina os requisitos para a opção
pela portabilidade.
A citada resolução determina que, ao participante que não esteja em gozo de benefício,
é facultada a opção pela portabilidade na ocorrência simultânea das seguintes situações:
• Cessação do vínculo empregatício do participante com o patrocinador, nos planos
instituídos por patrocinador;
• Cumprimento da carência de até 3 anos de vinculação do participante ao plano
de benefícios, na forma do regulamento.
Por fim, para efeitos da portabilidade, fica estabelecido que a portabilidade não
caracteriza resgate; e é vedado que os recursos financeiros correspondentes transitem
pelos participantes dos planos de benefícios, sob qualquer forma.
RESGATE
Entende-se por resgate o instituto que faculta ao participante o recebimento de
valor decorrente do seu desligamento do plano de benefícios.
O exercício do resgate implica a cessação dos compromissos do plano administrado
pela entidade fechada de previdência complementar em relação ao participante e seus
beneficiários.
No caso de plano de benefícios instituído por patrocinador, o regulamento deverá
condicionar o pagamento do resgate à cessação do vínculo empregatício.
No caso de plano de benefício instituído por instituidor, o regulamento deverá prever
prazo de carência para o pagamento do resgate, de no mínimo 36 meses, contado a
partir da data de inscrição no plano de benefícios.
O resgate não será permitido caso o participante esteja em gozo de benefício.
O regulamento do plano de benefício deverá prever o pagamento do resgate em quota
única ou, por opção exclusiva do participante, em até 12 parcelas mensais e consecutivas.
O valor do resgate corresponde, no mínimo, à totalidade das contribuições vertidas ao
plano de benefícios pelo participante, descontadas as parcelas do custeio administrativo
que, na forma do regulamento e do plano de custeio, sejam de sua responsabilidade.
Do citado valor, poderá ser deduzida a parcela destinada à cobertura dos benefícios
de risco que, na forma do regulamento e do plano de custeio, seja de responsabilidade do
participante.
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AUTOPATROCÍNIO
Entende-se por autopatrocínio a faculdade de o participante manter o valor de sua
contribuição e a do patrocinador, no caso de perda parcial ou total da remuneração
recebida, para assegurar a percepção dos benefícios nos níveis correspondentes àquela
remuneração ou em outros definidos em normas regulamentares.
A cessação do vínculo empregatício com o patrocinador deverá ser entendida como
uma das formas de perda total da remuneração recebida.
O regulamento do plano de benefícios deverá prever prazo para opção pelo autopatrocínio.
A opção do participante pelo autopatrocínio não impede posterior opção pelo
benefício proporcional diferido, portabilidade ou resgate.
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O resultado
superavitário dos
planos de benefícios
das entidades fechadas,
ao final do exercício, A não utilização da
Constituída a reserva
satisfeitas as exigências reserva especial por 3
de contingência, com
regulamentares relativas exercícios
os valores excedentes
aos mencionados planos, consecutivos
será constituída
será destinado à determinará a revisão
reserva especial para
constituição de obrigatória do plano
revisão do plano de
reserva de de benefícios da
benefícios.
contingência, para entidade.
garantia de benefícios,
até o limite de 25% do
valor das reservas
matemáticas.
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FISCALIZAÇÃO
A fiscalização das entidades de previdência complementar é de competência, no caso
das entidades abertas, da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, autarquia
federal vinculada ao Ministério da Fazenda, enquanto que, no caso das entidades fechadas,
da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, autarquia de
natureza especial, vinculada ao Ministério da Previdência Social.
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Superintendência de Seguros
Entidades Privados – SUSEP, autarquia
Abertas federal vinculada ao
Ministério da Fazenda
Fiscalização das
Entidades de
Previdência
Complementar Superintendência Nacional de
Previdência Complementar –
Entidades PREVIC, autarquia de
Fechadas natureza especial, vinculada
ao Ministério da Previdência
Social
INTERVENÇÃO
Para resguardar os direitos dos participantes e assistidos poderá ser decretada a
intervenção na entidade de previdência complementar, desde que se verifique, isolada
ou cumulativamente:
• Irregularidade ou insuficiência na constituição das reservas técnicas, provisões
e fundos, ou na sua cobertura por ativos garantidores;
• Aplicação dos recursos das reservas técnicas, provisões e fundos de forma
inadequada ou em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos competentes;
• Descumprimento de disposições estatutárias ou de obrigações previstas nos
regulamentos dos planos de benefícios, convênios de adesão ou contratos dos
planos coletivos de que trata o inciso II do art. 26 da LC n. 109/2001;
• Situação econômico-financeira insuficiente à preservação da liquidez e solvência
de cada um dos planos de benefícios e da entidade no conjunto de suas atividades;
• Situação atuarial desequilibrada;
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LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
Primeiramente, as entidades fechadas não poderão solicitar recuperação judicial e
não estão sujeitas a falência, mas somente a liquidação extrajudicial.
A liquidação extrajudicial será decretada quando reconhecida a inviabilidade de
recuperação da entidade de previdência complementar ou pela ausência de condição
para seu funcionamento.
Entende-se por ausência de condição para funcionamento de entidade de previdência
complementar o não atendimento às condições mínimas estabelecidas pelo órgão
regulador e fiscalizador.
A decretação da liquidação extrajudicial produzirá, de imediato, os seguintes efeitos:
• Suspensão das ações e execuções iniciadas sobre direitos e interesses relativos
ao acervo da entidade liquidanda;
• Vencimento antecipado das obrigações da liquidanda;
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Liquidação
Extrajudicial Poderá, a qualquer tempo, ser levantada, desde que
constatados fatos supervenientes que viabilizem a
recuperação da entidade de previdência complementar.
4. LC N. 108/2001
A LC n. 108/2001, conforme anteriormente mencionado, dispõe sobre a relação entre a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, fundações, sociedades
de economia mista e outras entidades públicas e suas respectivas entidades fechadas de
previdência complementar.
PLANOS DE BENEFÍCIOS
Os planos de benefícios das citadas entidades de previdência complementar
atenderão às seguintes regras:
• Carência mínima de 60 contribuições mensais a plano de benefícios e cessação do
vínculo com o patrocinador, para se tornar elegível a um benefício de prestação
que seja programada e continuada; e
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CUSTEIO
O custeio dos planos de benefícios será responsabilidade do patrocinador e dos
participantes, inclusive assistidos.
A contribuição normal do patrocinador para plano de benefícios, em hipótese
alguma, excederá a do participante.
Além das contribuições normais, os planos poderão prever o aporte de recursos pelos
participantes, a título de contribuição facultativa, sem contrapartida do patrocinador.
É vedado ao patrocinador assumir encargos adicionais para o financiamento dos planos
de benefícios, além daqueles previstos nos respectivos planos de custeio.
A despesa administrativa da entidade de previdência complementar será custeada
pelo patrocinador e pelos participantes e assistidos, atendendo a limites e critérios
estabelecidos pelo órgão regulador e fiscalizador.
É facultada aos patrocinadores a cessão de pessoal às entidades de previdência
complementar que patrocinam, desde que ressarcidos os custos correspondentes.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A estrutura organizacional das entidades de previdência complementar da LC n.
108/2001 é constituída de conselho deliberativo, conselho fiscal e diretoria-executiva.
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CONSELHO DELIBERATIVO
O conselho deliberativo, órgão máximo da estrutura organizacional, é responsável pela
definição da política geral de administração da entidade e de seus planos de benefícios.
A composição do conselho deliberativo, integrado por no máximo 6 membros, será
paritária entre representantes dos participantes e assistidos e dos patrocinadores,
cabendo a estes a indicação do conselheiro presidente, que terá, além do seu, o voto
de qualidade.
A escolha dos representantes dos participantes e assistidos dar-se-á por meio de eleição
direta entre seus pares.
O mandato dos membros do conselho deliberativo será de 4 anos, com garantia de
estabilidade, permitida uma recondução.
O membro do conselho deliberativo somente perderá o mandato em virtude de
renúncia, de condenação judicial transitada em julgado ou processo administrativo
disciplinar.
Ao conselho deliberativo compete a definição das seguintes matérias:
• Política geral de administração da entidade e de seus planos de benefícios;
• Alteração de estatuto e regulamentos dos planos de benefícios, bem como a
implantação e a extinção deles e a retirada de patrocinador;
• Gestão de investimentos e plano de aplicação de recursos;
• Autorizar investimentos que envolvam valores iguais ou superiores a cinco por
cento dos recursos garantidores;
• Contratação de auditor independente atuário e avaliador de gestão, observadas
as disposições regulamentares aplicáveis;
• Nomeação e exoneração dos membros da diretoria-executiva; e
• Exame, em grau de recurso, das decisões da diretoria-executiva.
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Conselho
Deliberativo
CONSELHO FISCAL
O conselho fiscal é órgão de controle interno da entidade.
A composição do conselho fiscal, integrado por no máximo 4 membros, será paritária
entre representantes de patrocinadores e de participantes e assistidos, cabendo a
estes a indicação do conselheiro presidente, que terá, além do seu, o voto de qualidade.
O mandato dos membros do conselho fiscal será de 4 anos, vedada a recondução.
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DIRETORIA-EXECUTIVA
A diretoria-executiva é o órgão responsável pela administração da entidade, em
conformidade com a política de administração traçada pelo conselho deliberativo.
A diretoria-executiva será composta, no máximo, por 6 membros, definidos em
função do patrimônio da entidade e do seu número de participantes, inclusive assistidos.
Os membros da diretoria-executiva deverão atender aos seguintes requisitos mínimos:
• Comprovada experiência no exercício de atividade na área financeira, administrativa,
contábil, jurídica, de fiscalização, atuarial ou de auditoria;
• Não ter sofrido condenação criminal transitada em julgado;
• Não ter sofrido penalidade administrativa por infração da legislação da seguridade
social, inclusive da previdência complementar ou como servidor público; e
• Ter formação de nível superior.
Aos membros da diretoria-executiva é vedado:
• Exercer simultaneamente atividade no patrocinador;
• Integrar concomitantemente o conselho deliberativo ou fiscal da entidade e,
mesmo depois do término do seu mandato na diretoria-executiva, enquanto não
tiver suas contas aprovadas; e
• Ao longo do exercício do mandato prestar serviços a instituições integrantes do
sistema financeiro.
Nos 12 meses seguintes ao término do exercício do cargo, o ex-diretor estará impedido
de prestar, direta ou indiretamente, independentemente da forma ou natureza do
contrato, qualquer tipo de serviço às empresas do sistema financeiro que impliquem
a utilização das informações a que teve acesso em decorrência do cargo exercido, sob
pena de responsabilidade civil e penal.
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Durante o impedimento, ao ex-diretor que não tiver sido destituído ou que pedir
afastamento será assegurada a possibilidade de prestar serviço à entidade, mediante
remuneração equivalente à do cargo de direção que exerceu ou em qualquer outro
órgão da Administração Pública.
Incorre na prática de advocacia administrativa, sujeitando-se às penas da lei, o
ex-diretor que violar o impedimento mencionado, exceto se retornar ao exercício de
cargo ou emprego que ocupava junto ao patrocinador, anteriormente à indicação para
a respectiva diretoria-executiva, ou se for nomeado para exercício em qualquer órgão
da Administração Pública.
5. LEI N. 12.618/2012
O art. 40, § 14 da CF/88 determina que a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, regime
de previdência complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo,
observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social para
o valor das aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência social.
Dessa forma, no âmbito federal, foi publicada a Lei n. 12.618/2012, a qual institui o
regime de previdência complementar para os servidores públicos titulares de cargo efetivo
da União, suas autarquias e fundações, inclusive para os membros do Poder Judiciário,
do Ministério Público da União e do Tribunal de Contas da União, autorizando a criação de
3 entidades fechadas de previdência complementar – EFPC, denominadas Fundação de
Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe),
Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Legislativo
(Funpresp-Leg) e Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do
Poder Judiciário (Funpresp-Jud).
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• FC = fator de conversão;
• Tc = quantidade de contribuições mensais efetuadas para o regime próprio de
previdência social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios de
que trata o art. 40 da CF/88, efetivamente pagas pelo servidor titular de cargo
efetivo da União ou por membro do Poder Judiciário da União, do Tribunal de
Contas da União, do Ministério Público da União ou da Defensoria Pública da União
até a data da opção; e
• Tt:
− Para os termos de opção firmados até 30/11/2022:
◦ Igual a 455, quando se tratar de servidor titular de cargo efetivo da União
ou membro do Poder Judiciário da União, do Tribunal de Contas da União, do
Ministério Público da União ou da Defensoria Pública da União, se homem;
◦ Igual a 390, quando se tratar de servidor titular de cargo efetivo da União
ou membro do Poder Judiciário da União, do Tribunal de Contas da União, do
Ministério Público da União ou da Defensoria Pública da União, se mulher, ou
servidor da União titular de cargo efetivo de professor da educação infantil
ou do ensino fundamental; ou o Igual a 325, quando se tratar de servidor
titular de cargo efetivo da União de professor da educação infantil ou do
ensino fundamental, se mulher.
− Para os termos de opção firmados a partir de 01/12/2022, em novas aberturas
de prazo de migração, se houver: igual a 520.
A lógica do fator divisor no fator de conversão se refere ao tempo de contribuição exigido
pelo regime jurídico previdenciário ao qual o servidor estava ou está vinculado.
Como, no momento da criação do regime de previdência complementar do servidor
público federal, o regime jurídico previdenciário aplicável ao servidor público efetivo era o
anterior à EC n. 103/2019, no intuito de estimular a adesão do RPC para termos de opção
firmados até 30/11/2022, aplica-se o tempo de contribuição exigido para o regime jurídico
previdenciário aplicável aos servidores públicos efetivos antes da EC n. 103/2019.
Já, para termos de opção firmados a partir de 01/12/2022, aplica-se o tempo de
contribuição exigido para o regime jurídico previdenciário atual aplicável aos servidores
públicos efetivos, o qual foi implementado pela EC n. 103/2019.
Dessa forma, para os termos de opção firmados até 30/11/2022, como é aplicado o
regime jurídico previdenciário dos servidores públicos efetivos antes da EC n. 103/2019,
estes servidores se aposentavam de forma voluntária por tempo de contribuição após 35
anos, no caso do homem; 30 anos, no caso do professor e da mulher; e 25 anos, no caso
da professora.
Tais tempos de contribuição são multiplicados por 13, uma vez que o servidor contribui
durante os 12 meses do ano, além da contribuição incidente sobre a gratificação natalina
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(13º salário). Com isso, chega-se ao fator divisor de 455, no caso do servidor (35 x 13); ao
fator divisor 390, no caso do professor e da servidora (30 x 13); e ao fator divisor 325, no
caso da professora.
Já, para os termos de opção firmados a partir de 01/12/2022, como é aplicado o regime
jurídico previdenciário dos servidores públicos efetivos a partir da EC n. 103/2019, estes
se aposentam de forma voluntária perfazendo de valor de proventos de aposentadoria o
percentual de 100% da sua média apenas quando possuem, no mínimo, 40 anos de tempo
de contribuição.
Portanto, para tais servidores, o fator divisor no fator de conversão é único, ou seja, é
de 520 (40 x 13), sendo indiferente ser servidor(a) ou professor(a).
O benefício especial:
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Fundação
Estrutura da
FUNPRESP
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PLANO DE BENEFÍCIOS
Os planos de benefícios da Funpresp-Exe, da Funpresp-Leg e da Funpresp-Jud serão
estruturados na modalidade de contribuição definida, nos termos da regulamentação
estabelecida pelo órgão regulador das entidades fechadas de previdência complementar,
e financiados de acordo com os planos de custeio definidos nos termos do art. 18 da LC n.
109/2001, observadas as demais disposições da LC n. 108/2001.
A distribuição das contribuições nos planos de benefícios e nos planos de custeio será
revista sempre que necessário, para manter o equilíbrio permanente dos planos de benefícios.
O valor do benefício programado será calculado de acordo com o montante do saldo da
conta acumulado pelo participante, devendo o valor do benefício estar permanentemente
ajustado ao referido saldo.
Os benefícios não programados serão definidos nos regulamentos dos planos,
observado o seguinte:
• Devem ser assegurados, pelo menos, os benefícios decorrentes dos eventos
invalidez e morte e, se for o caso, a cobertura de outros riscos atuariais; e
• Terão custeio específico para sua cobertura.
Na gestão dos benefícios não programados, as entidades fechadas de previdência
complementar poderão contratá-los externamente ou administrá-los em seus próprios
planos de benefícios.
A concessão dos benefícios não programados aos participantes ou assistidos pela
entidade fechada de previdência social é condicionada à concessão do benefício pelo regime
próprio de previdência social.
Os requisitos para aquisição, manutenção e perda da qualidade de participante, assim como
os requisitos de elegibilidade e a forma de concessão, cálculo e pagamento dos benefícios,
deverão constar dos regulamentos dos planos de benefícios, observadas as disposições das
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DAS CONTRIBUIÇÕES
As contribuições do patrocinador e do participante incidirão sobre a parcela da base
de contribuição que exceder o limite máximo do RGPS, observado o disposto no inciso
XI do art. 37 da CF/88 (subsídio mensal do ministro do STF).
A alíquota da contribuição do participante será por ele definida anualmente, observado
o disposto no regulamento do plano de benefícios.
A alíquota da contribuição do patrocinador será igual à do participante, observado o
disposto no regulamento do plano de benefícios, e não poderá exceder o percentual de 8,5%.
Ou seja, ainda que a entidade permita que o participante contribua com a alíquota de
11% sobre a parcela da base de contribuição que exceder o limite máximo do RGPS, a União
irá contribuir com a alíquota de 8,5%.
Além da contribuição normal, o participante poderá contribuir facultativamente,
sem contrapartida do patrocinador, na forma do regulamento do plano.
A remuneração do servidor, quando devida durante afastamentos considerados por lei
como de efetivo exercício, será integralmente coberta pelo ente público, continuando a
incidir a contribuição para o regime instituído pela Lei n. 12.618/2012.
DISPOSIÇÕES ESPECIAIS
O plano de custeio discriminará o percentual da contribuição do participante e do
patrocinador, conforme o caso, para cada um dos benefícios previstos no plano de benefícios.
Ademais, o citado plano de custeio deverá prever parcela da contribuição do participante e
do patrocinador com o objetivo de compor o Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários
(FCBE), do qual serão vertidos montantes, a título de contribuições extraordinárias, à conta
mantida em favor do participante, nas hipóteses e na forma prevista na Lei n. 12.618/2012
Em outras palavras, o servidor público federal que adere ao regime de previdência
complementar, ao pagar a sua contribuição, esta será destinada da seguinte forma: (i)
constituição da reserva acumulada pelo participante; (ii) constituição do FCBE; e (iii) custeio
das despesas administrativas, mediante cobrança de taxa de carregamento.
O FCBE é, na prática, um fundo mutualista dentro do regime de previdência complementar
do servidor público federal, que visa custear benefícios decorrentes de infortúnios, ou seja,
morte, incapacidade permanente para o trabalho do participante, sobrevivência do assistido
(sobreviver além da sua expectativa de sobrevida, vindo a zerar a sua reserva individual).
Portanto, as contribuições extraordinárias, destinadas ao FCBE, serão vertidas nas
seguintes hipóteses:
• Morte do participante;
• Invalidez do participante;
• Aposentadoria diferenciadas do servidor público federal;
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Abra
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