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Guia Prático sobre Previdência Complementar

O documento aborda a Previdência Complementar no Brasil, destacando suas divisões em regimes abertos e fechados, além de discutir aspectos constitucionais e legais, como as Leis Complementares n. 109/2001 e n. 108/2001. O autor, Bernardo Machado, é um especialista em Direito Previdenciário e apresenta um material resumido para facilitar o estudo do tema. A recente reforma da previdência (EC n. 103/2019) trouxe mudanças limitadas, permitindo que entidades abertas gerenciem planos de previdência para servidores públicos.

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Jessica Barbosa
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Guia Prático sobre Previdência Complementar

O documento aborda a Previdência Complementar no Brasil, destacando suas divisões em regimes abertos e fechados, além de discutir aspectos constitucionais e legais, como as Leis Complementares n. 109/2001 e n. 108/2001. O autor, Bernardo Machado, é um especialista em Direito Previdenciário e apresenta um material resumido para facilitar o estudo do tema. A recente reforma da previdência (EC n. 103/2019) trouxe mudanças limitadas, permitindo que entidades abertas gerenciem planos de previdência para servidores públicos.

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DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Previdência Complementar

PDF SINTÉTICO

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
240912017026

BERNARDO MACHADO

Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia de Produção pela


Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), bacharel em Direito pela Universidade
Cândido Mendes (Ucam) e pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Professor de Direito Previdenciário em cursos preparatórios para
concurso público.

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Previdência Complementar
Bernardo Machado

SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Previdência Complementar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Regime de Previdência Complementar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Aspectos Constitucionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3. LC n. 109/2021. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
4. LC n. 108/2001. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5. Lei n. 12.618/2012. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30

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APRESENTAÇÃO
Neste PDF Sintético, você encontrará um material resumido e objetivo, a fim de facilitar
a assimilação do conteúdo. Alguns recursos visuais serão usados para destacar informações
pertinentes ao seu estudo, como:
• Grifos em azul, para afirmações importantes;
• Grifos em vermelho, para exceções, restrições ou proibições; e
• Marca-texto amarelo, verde e azul, para destaques.
Então aproveite deste material para sua preparação e garanta sua aprovação!
Bons estudos!

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran!
É com enorme prazer que recebi o convite para fazer parte desse projeto PDF Sintético
e aceitei de imediato pela sua grandeza!
Eu me chamo Bernardo de Campos Machado e atualmente ministro aulas presenciais
e à distância de Direito Previdenciário e Direito Tributário em diversos cursos preparatórios
e pós-graduação e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil no
município do Rio de Janeiro (AFRFB).
Fui aprovado, aos 23 anos de idade, no concurso de 2002 para Auditor-Fiscal do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), tomando posse e entrando em exercício no dia 13/01/2003
na cidade de São Bernardo do Campo-SP.
Atualmente, exerço a função de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil na Delegacia
Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (DECEX). Portanto, trabalho,
atualmente, no meu dia a dia, com a legislação aduaneira, tendo pouca relação com às
contribuições previdenciárias. Entretanto, o meu amor pelo Direito Previdenciário nunca
diminuiu. Ter me afastado da fiscalização das contribuições previdenciárias apenas faz
com que eu lembre com saudades da importante função social que eu tinha. Saber que
fiscalizava as contribuições previdenciárias para que o valor arrecadado fosse revertido
para pagamento de benefícios da previdência social muito me enobrece. Atualmente, tenho
outra função social que é arrecadar tributos para fins de girar a máquina pública, função
não menos importante do que a anterior, mas apenas com foco distinto.
Dessa forma, utilizarei a minha experiência em trabalhar como Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil e os anos de magistério em cursos preparatórios para concurso público e
pós-graduação para repassar aos meus queridos alunos o conhecimento necessário para
a aprovação no próximo concurso.

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Conte comigo nessa jornada! Estarei à sua inteira disposição, seja no fórum do Gran,
seja por meio das redes sociais, entre elas, o Instagram (@prof_bernardomachado), onde,
constantemente, posto dicas por meio de postagens e vídeos!

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PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

1. REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR


INTRODUÇÃO
Na estrutura atual da previdência social brasileira, além dos regimes básicos de previdência
social (Regime Geral de Previdência Social- RGPS e Regimes Próprios de Previdência Social
– RPPS), temos o regime de previdência complementar.
A previdência complementar privada se subdivide em aberta, acessível a todos, e
fechada, acessível apenas a certos beneficiários, como, por exemplo, os empregados de
determinada empresa (Petros – acessível aos funcionários da Petrobras ou Previ – acessível
aos funcionários do Banco do Brasil). São os famosos fundos de pensão, os quais são
fiscalizados pela PREVIC (Superintendência Nacional de Previdência Complementar).
Há, ainda, a previdência complementar a ser instituída pelo ente da federação a favor
dos seus servidores públicos efetivos, as quais apenas poderão oferecer plano de benefícios
na modalidade contribuição definida, o qual será efetivado por intermédio de entidade
fechada de previdência complementar ou de entidade aberta de previdência complementar,
nos termos do art. 40, § 15 da CF/88.
A partir do momento em que seja criada a citada previdência complementar, os servidores
públicos efetivos passarão a se aposentar pelos RPPS com o mesmo teto aplicado aos
beneficiários do RGPS, recebendo a complementação do benefício da entidade de previdência
complementar, caso venha a aderir ao citado regime, tendo em vista o seu caráter facultativo.
A título de exemplo, no âmbito federal, a partir de 04/02/2013, data da publicação
da Portaria n. 44 da PREVIC, a qual aprovou o regulamento do plano executivo federal,
administrado pela Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do
Poder Executivo – Funpresp-Exe, entrou em vigor o regime de previdência complementar
para os servidores públicos efetivos vinculados ao Poder Executivo.
Assim, o servidor público federal vinculado ao Poder Executivo, que ingressar no serviço
público após 04/02/2013, contribui com a alíquota aplicada de forma progressiva sobre
a sua base de contribuição, aplicável até o limite máximo do RGPS, da mesma forma que
os benefícios de aposentadorias e pensões também estão limitados ao limite máximo
estabelecido para os benefícios do RGPS.
Em termos constitucionais, o tema é tratado no art. 202 do nosso Texto Maior. Ademais,
o regramento legal da matéria consta da Lei Complementar n. 109/2001, que trata
genericamente do regime de previdência complementar e da Lei Complementar 108/2001,
a qual dispõe sobre a relação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,

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suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e outras entidades públicas e


suas respectivas entidades fechadas de previdência complementar, e dá outras providências.
Ademais, por força do art. 40, § 14 da CF/88, a Lei n. 12.618/2012 institui o regime de
previdência complementar para os servidores públicos federais titulares de cargo efetivo.
Assim, em resumo, a LC n. 109/2001 trata da previdência complementar, em regime
aberto ou fechado; a LC n. 108/2001 trata da relação entre a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista
e empresas controladas direta ou indiretamente, enquanto patrocinadores de entidades
fechadas de previdência complementar, e suas respectivas entidades fechadas e, em âmbito
federal, a Lei n. 12.618/2012 trata do regime de previdência complementar dos servidores
públicos federais efetivos, ou seja, aqueles servidores que são vinculados ao RPPS da União.

Art. 40, §§ 14 ao 16 e art.


CF/88
202

Dispõe sobre o regime de


previdência
LC n. 109/2001
complementar, em
regime aberto ou fechado

Atos normativos em
matéria de Previdência
Complementar Dispõe sobre a relação
entre a U, E, o DF e os M,
suas autarquias,
LC n. 108/2001
fundações, SEM e outras
entidades públicas e suas
respectivas EFPC

Trata do regime de
previdência
Lei n.
complementar dos
12.618/2012
servidores públicos
federais efetivos

A recente reforma da previdência social (EC n. 103/2019) impõe poucas mudanças em


relação ao regime de previdência complementar. Em apertada síntese, a única relevante
mudança se refere a possibilidade de uma entidade aberta de previdência complementar
poder gerir regime de previdência complementar dos servidores públicos efetivos dos
entes da federação.
Antes da recente reforma da previdência social (EC n. 103/2019), apenas entidades
fechadas de previdência complementar podiam gerir os citados regimes de previdência
complementar.

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É apenas importante mencionar que, conforme preceitua o art. 33 da EC n. 103/2019,


até que seja disciplinada a relação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios e entidades abertas de previdência complementar na forma do disposto nos
§§ 4º e 5º do art. 202 da CF/88, somente entidades fechadas de previdência complementar
estão autorizadas a administrar planos de benefícios patrocinados pela União, Estados,
Distrito Federal ou Municípios, inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de
economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente.

2. ASPECTOS CONSTITUCIONAIS
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DE NATUREZA PRIVADA
Conforme determina o art. 202 da CF/88, o regime de previdência privada, de caráter
complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência
social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o benefício
contratado, e regulado por lei complementar.

Natureza Complementar

Organizado de forma autônoma em


relação ao RGPS

Previdência Complementar de
Natureza Privada

Caráter facultativo

Regulado por lei complementar

Portanto, enquanto que os regimes básicos de previdência social (RGPS e RPPS) tem
como característica básica a filiação obrigatória, o regime de previdência complementar
tem como característica básica a filiação facultativa, ou seja, o beneficiário só irá aderir
caso queira.
A citada lei complementar que regulamenta o regime de previdência complementar
privada é a LC n. 109/2001, a qual, conforme determina o art. 202, § 1º da CF/88, assegurará

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ao participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o pleno acesso


às informações relativas à gestão de seus respectivos planos.
Ademais, conforme determina o art. 202, § 2º da CF/88, as contribuições do empregador,
os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos, regulamentos e
planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato
de trabalho dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não
integram a remuneração dos participantes, nos termos da lei.
É importante frisar que, conforme determina o art. 202, § 3º da CF/88, é vedado o aporte
de recursos a entidade de previdência privada pela União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, suas autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia
mista e outras entidades públicas, salvo na qualidade de patrocinador, situação na qual,
em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do segurado.
Portanto, o ente federado, na qualidade de patrocinador, irá verter contribuições para o
regime de previdência complementar. Entretanto, em nenhuma hipótese, a sua contribuição
poderá exceder a contribuição do segurado.
Conforme determina o art. 202, § 4º da CF/88, lei complementar disciplinará a relação
entre a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios, inclusive suas autarquias, fundações,
sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente, enquanto
patrocinadores de planos de benefícios previdenciários, e as entidades de previdência
complementar. A citada lei complementar é a LC n. 108/2001.
Tal lei complementar, conforme determina o art. 202, § 5º da CF/88, aplica-se, no
que couber, às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação
de serviços públicos, quando patrocinadoras de planos de benefícios em entidades de
previdência complementar.
Por fim, a LC n. 108/2001, conforme determina o art. 202, § 6º da CF/88, estabelecerá
os requisitos para a designação dos membros das diretorias das entidades de previdência
complementar instituídas pelos patrocinadores de que trata o § 4º da CF/88 e disciplinará
a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses
sejam objeto de discussão e deliberação.

PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS SERVIDORES PÚBLICOS EFETIVOS


O art. 40, § 14 da CF/88 determina que a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, regime
de previdência complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo,
observado o limite máximo dos benefícios do RGPS para o valor das aposentadorias
e das pensões em regime próprio de previdência social, ressalvado os servidores

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anteriores a citada instituição e que não venham a aderir ao citado regime de previdência
complementar.
Ademais, o citado regime de previdência complementar oferecerá plano de benefícios
somente na modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 da CF/88
e será efetivado por intermédio de entidade fechada de previdência complementar ou
de entidade aberta de previdência complementar.

Instituída por lei de iniciativa do chefe do


Poder Executivo

Previdência Complementar Planos de benefícios somente na


dos Servidores Públicos modalidade de contribuição definida

Efetivado por intermédio de entidade


fechada de previdência complementar ou
de entidade aberta de previdência
complementar

Por fim, conforme determina o art. 40, § 16 da CF/88, somente mediante sua prévia e
expressa opção, o regime de previdência complementar de natureza pública poderá ser
aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação
do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar.
No âmbito federal, a Lei n. 12.618/2012 institui o regime de previdência complementar
para os servidores públicos titulares de cargo efetivo da União, suas autarquias e fundações,
inclusive para os membros do Poder Judiciário, do Ministério Público da União e do Tribunal de
Contas da União, autorizando a criação de 3 entidades fechadas de previdência complementar
– EFPC, denominadas Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal
do Poder Executivo (Funpresp-Exe), Fundação de Previdência Complementar do Servidor
Público Federal do Poder Legislativo (Funpresp-Leg) e Fundação de Previdência Complementar
do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud).
O Decreto n. 7.808, de 20/09/2012, criou a Funpresp-Exe e a Resolução STF N. 496, de
26/10/2012, criou a Funpresp-Jud. Os órgãos do Poder Legislativo (Câmara dos Deputados,
o Senado Federal e o Tribunal de Contas da União) firmaram convênio de adesão com a
Funpresp-Exe para administrar seus planos de benefícios. O Ministério Público da União
firmou convênio de adesão com a Funpresp-Jud.
No dia 04/02/2013, a partir da autorização da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (PREVIC), a Funpresp-Exe iniciou a administração do ExecPrev. No caso do
Funpresp-Jud, a data de início do funcionamento ocorreu no dia 14/10/2013.
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Portanto, conforme determina a Lei n. 12.618/2012, a partir dessa autorização, os


servidores públicos efetivos que ingressaram posteriormente no serviço público federal
tiveram as suas aposentadorias e pensões obrigatoriamente sujeito ao limite máximo
estabelecido para os benefícios do RGPS. A partir desse momento, para que o servidor
garanta uma aposentadoria superior ao limite máximo estabelecido para os benefícios do
RGPS, deverá contribuir para o regime de previdência complementar.

3. LC N. 109/2021
INTRODUÇÃO
O regime de previdência complementar é operado por entidades de previdência
complementar que têm por objetivo principal instituir e executar planos de benefícios
de caráter previdenciário.
As entidades de previdência complementar são classificadas em fechadas e abertas.
As entidades abertas são constituídas unicamente sob a forma de sociedades anônimas
e têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário
concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer
pessoas físicas.
As sociedades seguradoras autorizadas a operar exclusivamente no ramo vida
poderão ser autorizadas a operar os citados planos de benefícios.

Constituídas unicamente sob a forma de sociedades


anônimas

Instituir e operar planos de benefícios de caráter


previdenciário concedidos em forma de renda
continuada ou pagamento único

Entidades Abertas

Acessíveis a quaisquer pessoas físicas

As sociedades seguradoras autorizadas a operar


exclusivamente no ramo vida poderão ser
autorizadas a operar os citados planos de benefícios

Já as entidades fechadas são aquelas acessíveis, na forma regulamentada pelo órgão


regulador e fiscalizador, exclusivamente:

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• Aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes denominados
patrocinadores; e
• Aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista
ou setorial, denominadas instituidores.
As entidades fechadas organizar-se-ão sob a forma de fundação ou sociedade civil,
sem fins lucrativos.
As entidades fechadas constituídas por instituidores deverão, cumulativamente:
• Terceirizar a gestão dos recursos garantidores das reservas técnicas e provisões
mediante a contratação de instituição especializada autorizada a funcionar pelo
Banco Central do Brasil ou outro órgão competente;
• Ofertar exclusivamente planos de benefícios na modalidade contribuição definida
(modalidade de plano de benefício que será melhor explicada no momento oportuno).
As entidades fechadas têm como objeto a administração e execução de planos de
benefícios de natureza previdenciária, sendo vedada a prestação de quaisquer serviços
que não estejam no âmbito de seu objeto. A única exceção a essa vedação se refere aos
serviços assistenciais à saúde, desde que seja estabelecido um custeio específico para
os planos assistenciais e que a sua contabilização e o seu patrimônio sejam mantidos em
separado em relação ao plano previdenciário e desde que já disponível na data da publicação
da LC n. 109/2001, ou seja, desde que disponível em 30/05/2001.

Acessíveis aos empregados de uma empresa ou


grupo de empresas e aos servidores da U, E, DF e M;
Aos associados ou membros de pessoas jurídicas de
caráter profissional, classista ou setorial

Entidades
Fechadas Organizar-se-ão sob a forma de fundação ou
sociedade civil, sem fins lucrativos

Objeto a administração e execução de planos de


benefícios de natureza previdenciária, sendo vedada
a prestação de quaisquer serviços que não estejam
no âmbito de seu objeto

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As entidades fechadas podem ser qualificadas da seguinte forma, além de outras


que possam ser definidas pelo órgão regulador e fiscalizador:
• De acordo com os planos que administram:
− De plano comum, quando administram plano ou conjunto de planos acessíveis
ao universo de participantes; e
− Com multiplano, quando administram plano ou conjunto de planos de bene-
fícios para diversos grupos de participantes, com independência patrimonial;
• De acordo com seus patrocinadores ou instituidores:
− Singulares, quando estiverem vinculadas a apenas um patrocinador ou insti-
tuidor; e
− Multipatrocinadas, quando congregarem mais de um patrocinador ou instituidor.
Por fim, as entidades fechadas deverão manter estrutura mínima composta por
conselho deliberativo, conselho fiscal e diretoria-executiva.
O estatuto deverá prever representação dos participantes e assistidos nos conselhos
deliberativo e fiscal, assegurado a eles no mínimo 1/3 das vagas.
Na composição dos conselhos deliberativo e fiscal das entidades qualificadas como
multipatrocinadas, deverá ser considerado o número de participantes vinculados a cada
patrocinador ou instituidor, bem como o montante dos respectivos patrimônios.
Os membros do conselho deliberativo ou do conselho fiscal deverão atender aos seguintes
requisitos mínimos:
• Comprovada experiência no exercício de atividades nas áreas financeira, administrativa,
contábil, jurídica, de fiscalização ou de auditoria;
• Não ter sofrido condenação criminal transitada em julgado; e
• Não ter sofrido penalidade administrativa por infração da legislação da seguridade
social ou como servidor público.
Os membros da diretoria-executiva deverão ter formação de nível superior e atender
aos requisitos citados acima.
Será informado ao órgão regulador e fiscalizador o responsável pelas aplicações dos
recursos da entidade, escolhido entre os membros da diretoria-executiva.
Os demais membros da diretoria-executiva responderão solidariamente com o dirigente
indicado na forma do parágrafo anterior pelos danos e prejuízos causados à entidade para
os quais tenham concorrido.
Os membros da diretoria-executiva e dos conselhos deliberativo e fiscal poderão ser
remunerados pelas entidades fechadas, de acordo com a legislação aplicável.
Por fim, em caráter excepcional, poderão ser ocupados até 30% dos cargos da diretoria-
executiva por membros sem formação de nível superior, sendo assegurada a possibilidade

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de participação neste órgão de pelo menos um membro, quando da aplicação do referido


percentual resultar número inferior à unidade.

PLANO DE BENEFÍCIOS
As entidades de previdência complementar somente poderão instituir e operar
planos de benefícios para os quais tenham autorização específica, segundo as normas
aprovadas pelo órgão regulador e fiscalizador.
Os planos de benefícios atenderão a padrões mínimos fixados pelo órgão regulador
e fiscalizador, com o objetivo de assegurar transparência, solvência, liquidez e equilíbrio
econômico-financeiro e atuarial.
O órgão regulador e fiscalizador normatizará planos de benefícios nas modalidades
de benefício definido, contribuição definida e contribuição variável, bem como outras
formas de planos de benefícios que reflitam a evolução técnica e possibilitem flexibilidade
ao regime de previdência complementar.
O plano de benefício na modalidade benefício definido traduz a ideia de conhecimento
prévio do valor a ser pago quando da solicitação do benefício, ou seja, no momento em que
o participante ingressa no plano, já que ele tem o conhecimento dos requisitos a serem
atendidos para a obtenção da prestação e qual será o valor da mesma.
Em termos de equilíbrio financeiro e atuarial do sistema de previdência complementar,
indubitavelmente, esta é a pior modalidade, uma vez que o benefício será garantido, uma
vez atendidas as suas condições de percepção, ainda que os rendimentos do capital aplicado
tenham sido inferiores ao esperado, quando da constituição do plano.
O plano de benefício na modalidade contribuição definida não tem o valor da prestação
preestabelecido, ao contrário do benefício definido, mas somente a cotização a ser feita
pelo participante. Nesse sistema, a clientela deverá perfazer certo número de contribuições
para fazer jus a benefícios, que serão necessariamente calculados a partir destas entradas
e os rendimentos auferidos, durante todo o período de aplicação do capital.
Por fim, o plano de benefício na modalidade contribuição variável, ao contrário da
contribuição definida, permite ao participante fixar sua contribuição e o tempo de vertê-la
ao sistema. O valor do benefício, então, será quantificado levando-se em consideração a
cotização do participante e o ganho do capital, ao longo do tempo de investimento. Trata-se,
na prática, de uma mistura entre o plano de benefício na modalidade contribuição definida
e plano de benefício na modalidade benefício definido.
Para efeitos da LC n. 109/2001, considera-se participante, a pessoa física que aderir
aos planos de benefícios; e assistido, o participante ou seu beneficiário em gozo de
benefício de prestação continuada.

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As entidades de previdência complementar constituirão reservas técnicas, provisões


e fundos, de conformidade com os critérios e normas fixados pelo órgão regulador e
fiscalizador.
A aplicação dos recursos correspondentes às reservas, às provisões e aos fundos
será feita conforme diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
É vedado o estabelecimento de aplicações compulsórias ou limites mínimos de
aplicação.
Para assegurar compromissos assumidos junto aos participantes e assistidos de
planos de benefícios, as entidades de previdência complementar poderão contratar
operações de resseguro, por iniciativa própria ou por determinação do órgão regulador e
fiscalizador, observados o regulamento do respectivo plano e demais disposições legais e
regulamentares.

PLANO DE BENEFÍCIOS DE ENTIDADES ABERTAS


Os planos de benefícios instituídos por entidades abertas poderão ser:
• Individuais, quando acessíveis a quaisquer pessoas físicas; ou
• Coletivos, quando tenham por objetivo garantir benefícios previdenciários
a pessoas físicas vinculadas, direta ou indiretamente, a uma pessoa jurídica
contratante.
O plano coletivo poderá ser contratado por uma ou várias pessoas jurídicas.
Observados os conceitos, a forma, as condições e os critérios fixados pelo órgão regulador,
é assegurado aos participantes o direito à portabilidade, inclusive para plano de benefício
de entidade fechada, e ao resgate de recursos das reservas técnicas, provisões e fundos,
total ou parcialmente. Frise-se que a portabilidade não caracteriza resgate.
Ademais, é vedado, no caso de portabilidade:
• Que os recursos financeiros transitem pelos participantes, sob qualquer forma; e
• A transferência de recursos entre participantes.

PLANO DE BENEFÍCIOS DE ENTIDADES FECHADAS


Os planos de benefícios de entidades fechadas poderão ser instituídos por patrocinadores
(empresas) e instituidores (entidades associativas).
Tais planos de benefícios devem ser, obrigatoriamente, oferecidos a todos os
empregados dos patrocinadores ou associados dos instituidores.
A formalização da condição de patrocinador ou instituidor de um plano de benefício
dar-se-á mediante convênio de adesão a ser celebrado entre o patrocinador ou instituidor
e a entidade fechada, em relação a cada plano de benefícios por esta administrado e

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executado, mediante prévia autorização do órgão regulador e fiscalizador, conforme


regulamentação do Poder Executivo.
Admitir-se-á solidariedade entre patrocinadores ou entre instituidores, com relação
aos respectivos planos, desde que expressamente prevista no convênio de adesão.
O órgão regulador e fiscalizador, dentre outros requisitos, estabelecerá o número
mínimo de participantes admitido para cada modalidade de plano de benefício.
Os planos de benefícios deverão prever os seguintes institutos, observadas as normas
estabelecidas pelo órgão regulador e fiscalizador:
• Benefício proporcional diferido, em razão da cessação do vínculo empregatício com
o patrocinador ou associativo com o instituidor antes da aquisição do direito ao
benefício pleno, a ser concedido quando cumpridos os requisitos de elegibilidade;
• Portabilidade do direito acumulado pelo participante para outro plano;
• Resgate da totalidade das contribuições vertidas ao plano pelo participante,
descontadas as parcelas do custeio administrativo, na forma regulamentada; e
• Faculdade de o participante manter o valor de sua contribuição e a do patrocinador,
no caso de perda parcial ou total da remuneração recebida, para assegurar a
percepção dos benefícios nos níveis correspondentes àquela remuneração ou
em outros definidos em normas regulamentares.

Benefício proporcional diferido, em razão da


cessação do vínculo empregatício com o patrocinador
ou associativo com o instituidor antes da aquisição
do direito ao benefício pleno

Portabilidade do direito acumulado pelo participante


para outro plano
Institutos
obrigatórios nos
planos de
benefícios de Resgate da totalidade das contribuições vertidas ao
entidades fechadas plano pelo participante, descontadas as parcelas do
custeio administrativo, na forma regulamentada

Faculdade de o participante manter o valor de sua


contribuição e a do patrocinador, no caso de perda
parcial ou total da remuneração recebida, para
assegurar a percepção dos benefícios nos níveis
correspondentes àquela remuneração ou em outros
definidos em normas regulamentares

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BENEFÍCIO PROPORCIONAL DIFERIDO


Entende-se por benefício proporcional diferido o instituto que faculta ao participante,
em razão da cessação do vínculo empregatício com o patrocinador ou associativo com
o instituidor antes da aquisição do direito ao benefício pleno, optar por receber, em
tempo futuro, o benefício decorrente dessa opção.
A opção do participante pelo benefício proporcional diferido não impede posterior
opção pela portabilidade ou resgate.

Importante frisar que a Resolução CNPC n. 50/2022 determina os requisitos para a opção
pelo benefício proporcional diferido.
A citada resolução determina que, ao participante que não tenha preenchido os requisitos
de elegibilidade ao benefício pleno é facultada a opção pelo benefício proporcional
diferido na ocorrência simultânea das seguintes situações:
• Cessação do vínculo empregatício do participante com o patrocinador ou associativo
com o instituidor;
• Cumprimento da carência de até 3 anos de vinculação do participante ao plano
de benefícios, na forma do regulamento.
A opção pelo benefício proporcional diferido implica, a partir da data do requerimento, a
cessação das contribuições para o benefício pleno programado.

PORTABILIDADE
Entende-se por portabilidade o instituto que faculta ao participante transferir os
recursos financeiros correspondentes ao seu direito acumulado para outro plano de
benefícios de caráter previdenciário operado por entidade de previdência complementar
ou sociedade seguradora autorizada a operar o referido plano.
A portabilidade é direito inalienável do participante, vedada sua cessão sob
qualquer forma.
O direito à portabilidade será exercido na forma e condições estabelecidas pelo
regulamento do plano de benefícios, em caráter irrevogável e irretratável.
Não será admitida a portabilidade na inexistência de cessação do vínculo empregatício
do participante com o patrocinador.
O órgão regulador e fiscalizador estabelecerá período de carência para fins de portabilidade.

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Importante frisar que a Resolução CNPC n. 50/2022 determina os requisitos para a opção
pela portabilidade.
A citada resolução determina que, ao participante que não esteja em gozo de benefício,
é facultada a opção pela portabilidade na ocorrência simultânea das seguintes situações:
• Cessação do vínculo empregatício do participante com o patrocinador, nos planos
instituídos por patrocinador;
• Cumprimento da carência de até 3 anos de vinculação do participante ao plano
de benefícios, na forma do regulamento.
Por fim, para efeitos da portabilidade, fica estabelecido que a portabilidade não
caracteriza resgate; e é vedado que os recursos financeiros correspondentes transitem
pelos participantes dos planos de benefícios, sob qualquer forma.

RESGATE
Entende-se por resgate o instituto que faculta ao participante o recebimento de
valor decorrente do seu desligamento do plano de benefícios.
O exercício do resgate implica a cessação dos compromissos do plano administrado
pela entidade fechada de previdência complementar em relação ao participante e seus
beneficiários.
No caso de plano de benefícios instituído por patrocinador, o regulamento deverá
condicionar o pagamento do resgate à cessação do vínculo empregatício.
No caso de plano de benefício instituído por instituidor, o regulamento deverá prever
prazo de carência para o pagamento do resgate, de no mínimo 36 meses, contado a
partir da data de inscrição no plano de benefícios.
O resgate não será permitido caso o participante esteja em gozo de benefício.
O regulamento do plano de benefício deverá prever o pagamento do resgate em quota
única ou, por opção exclusiva do participante, em até 12 parcelas mensais e consecutivas.
O valor do resgate corresponde, no mínimo, à totalidade das contribuições vertidas ao
plano de benefícios pelo participante, descontadas as parcelas do custeio administrativo
que, na forma do regulamento e do plano de custeio, sejam de sua responsabilidade.
Do citado valor, poderá ser deduzida a parcela destinada à cobertura dos benefícios
de risco que, na forma do regulamento e do plano de custeio, seja de responsabilidade do
participante.

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AUTOPATROCÍNIO
Entende-se por autopatrocínio a faculdade de o participante manter o valor de sua
contribuição e a do patrocinador, no caso de perda parcial ou total da remuneração
recebida, para assegurar a percepção dos benefícios nos níveis correspondentes àquela
remuneração ou em outros definidos em normas regulamentares.
A cessação do vínculo empregatício com o patrocinador deverá ser entendida como
uma das formas de perda total da remuneração recebida.
O regulamento do plano de benefícios deverá prever prazo para opção pelo autopatrocínio.
A opção do participante pelo autopatrocínio não impede posterior opção pelo
benefício proporcional diferido, portabilidade ou resgate.

PLANO DE CUSTEIO DE ENTIDADES FECHADAS


O plano de custeio, com periodicidade mínima anual, estabelecerá o nível de contribuição
necessário à constituição das reservas garantidoras de benefícios, fundos, provisões e à
cobertura das demais despesas, em conformidade com os critérios fixados pelo órgão
regulador e fiscalizador.
O regime financeiro de capitalização é obrigatório para os benefícios de pagamento
em prestações que sejam programadas e continuadas.
Observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, o cálculo das
reservas técnicas atenderá às peculiaridades de cada plano de benefícios e deverá estar
expresso em nota técnica atuarial, de apresentação obrigatória, incluindo as hipóteses
utilizadas, que deverão guardar relação com as características da massa e da atividade
desenvolvida pelo patrocinador ou instituidor.
As reservas técnicas, provisões e fundos de cada plano de benefícios e os exigíveis a
qualquer título deverão atender permanentemente à cobertura integral dos compromissos
assumidos pelo plano de benefícios, ressalvadas excepcionalidades definidas pelo órgão
regulador e fiscalizador.
As contribuições destinadas à constituição de reservas terão como finalidade prover
o pagamento de benefícios de caráter previdenciário, sendo classificadas em:
• Normais, aquelas destinadas ao custeio dos benefícios previstos no respectivo plano; e
• Extraordinárias, aquelas destinadas ao custeio de déficits, serviço passado e outras
finalidades não incluídas na contribuição normal.
O resultado superavitário dos planos de benefícios das entidades fechadas, ao final
do exercício, satisfeitas as exigências regulamentares relativas aos mencionados planos,
será destinado à constituição de reserva de contingência, para garantia de benefícios,
até o limite de 25% do valor das reservas matemáticas.

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Constituída a reserva de contingência, com os valores excedentes será constituída


reserva especial para revisão do plano de benefícios.
A não utilização da reserva especial por 3 exercícios consecutivos determinará a
revisão obrigatória do plano de benefícios da entidade.

O resultado
superavitário dos
planos de benefícios
das entidades fechadas,
ao final do exercício, A não utilização da
Constituída a reserva
satisfeitas as exigências reserva especial por 3
de contingência, com
regulamentares relativas exercícios
os valores excedentes
aos mencionados planos, consecutivos
será constituída
será destinado à determinará a revisão
reserva especial para
constituição de obrigatória do plano
revisão do plano de
reserva de de benefícios da
benefícios.
contingência, para entidade.
garantia de benefícios,
até o limite de 25% do
valor das reservas
matemáticas.

Se a revisão do plano de benefícios implicar redução de contribuições, deverá ser levada


em consideração a proporção existente entre as contribuições dos patrocinadores e dos
participantes, inclusive dos assistidos.
O resultado deficitário nos planos ou nas entidades fechadas será equacionado
por patrocinadores, participantes e assistidos, na proporção existente entre as suas
contribuições, sem prejuízo de ação regressiva contra dirigentes ou terceiros que deram
causa a dano ou prejuízo à entidade de previdência complementar.
O equacionamento poderá ser feito, dentre outras formas, por meio do aumento
do valor das contribuições, instituição de contribuição adicional ou redução do valor
dos benefícios a conceder, observadas as normas estabelecidas pelo órgão regulador
e fiscalizador.
A redução dos valores dos benefícios não se aplica aos assistidos, sendo cabível,
nesse caso, a instituição de contribuição adicional para cobertura do acréscimo ocorrido
em razão da revisão do plano.
Na hipótese de retorno à entidade dos recursos equivalentes ao déficit, em
consequência de apuração de responsabilidade mediante ação judicial ou administrativa,
os respectivos valores deverão ser aplicados necessariamente na redução proporcional
das contribuições devidas ao plano ou em melhoria dos benefícios.

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CONSELHO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E CÂMARA DE RECURSOS


DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR
Ao Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), colegiado integrante
da estrutura básica do Ministério da Previdência Social, cabe exercer a função de órgão
regulador do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas
de previdência complementar.
À Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC), órgão recursal colegiado
no âmbito do Ministério da Previdência Social, compete apreciar e julgar, encerrando a
instância administrativa, os recursos interpostos contra decisão da Diretoria Colegiada
da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC:
• Sobre a conclusão dos relatórios finais dos processos administrativos iniciados por
lavratura de auto de infração ou instauração de inquérito, com a finalidade de apurar
responsabilidade de pessoa física ou jurídica, e sobre a aplicação das penalidades
cabíveis; e
• Sobre as impugnações referentes aos lançamentos tributários da Taxa de Fiscalização
e Controle da Previdência Complementar – Tafic.
As deliberações do CNPC serão consubstanciadas em resoluções ou recomendações
e as da CRPC em decisões.
O CNPC e a CRPC têm sede em Brasília e jurisdição em todo o território nacional.

Órgão regulador do regime de previdência


CNPC complementar operado pelas entidades
fechadas de previdência complementar.

Órgão recursal colegiado no âmbito do


Ministério da Previdência Social, compete
CRPC apreciar e julgar, encerrando a instância
administrativa, os recursos interpostos
contra decisão da PREVIC

FISCALIZAÇÃO
A fiscalização das entidades de previdência complementar é de competência, no caso
das entidades abertas, da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, autarquia
federal vinculada ao Ministério da Fazenda, enquanto que, no caso das entidades fechadas,
da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, autarquia de
natureza especial, vinculada ao Ministério da Previdência Social.

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Superintendência de Seguros
Entidades Privados – SUSEP, autarquia
Abertas federal vinculada ao
Ministério da Fazenda
Fiscalização das
Entidades de
Previdência
Complementar Superintendência Nacional de
Previdência Complementar –
Entidades PREVIC, autarquia de
Fechadas natureza especial, vinculada
ao Ministério da Previdência
Social

No desempenho das atividades de fiscalização das entidades de previdência complementar,


os servidores do órgão regulador e fiscalizador terão livre acesso às respectivas entidades,
delas podendo requisitar e apreender livros, notas técnicas e quaisquer documentos,
caracterizando-se embaraço à fiscalização, sujeito às penalidades previstas em lei,
qualquer dificuldade oposta à consecução desse objetivo.
Dessa forma, as pessoas físicas ou jurídicas submetidas ao regime de previdência
complementar ficam obrigadas a prestar quaisquer informações ou esclarecimentos
solicitados pelo órgão regulador e fiscalizador.
A fiscalização a cargo do Estado não exime os patrocinadores e os instituidores
da responsabilidade pela supervisão sistemática das atividades das suas respectivas
entidades fechadas.

INTERVENÇÃO
Para resguardar os direitos dos participantes e assistidos poderá ser decretada a
intervenção na entidade de previdência complementar, desde que se verifique, isolada
ou cumulativamente:
• Irregularidade ou insuficiência na constituição das reservas técnicas, provisões
e fundos, ou na sua cobertura por ativos garantidores;
• Aplicação dos recursos das reservas técnicas, provisões e fundos de forma
inadequada ou em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos competentes;
• Descumprimento de disposições estatutárias ou de obrigações previstas nos
regulamentos dos planos de benefícios, convênios de adesão ou contratos dos
planos coletivos de que trata o inciso II do art. 26 da LC n. 109/2001;
• Situação econômico-financeira insuficiente à preservação da liquidez e solvência
de cada um dos planos de benefícios e da entidade no conjunto de suas atividades;
• Situação atuarial desequilibrada;

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• Outras anormalidades definidas em regulamento.


A intervenção será decretada pelo prazo necessário ao exame da situação da entidade
e encaminhamento de plano destinado à sua recuperação.
Dependerão de prévia e expressa autorização do órgão competente os atos do
interventor que impliquem oneração ou disposição do patrimônio.
A intervenção cessará quando aprovado o plano de recuperação da entidade pelo
órgão competente ou se decretada a sua liquidação extrajudicial.

Decretada quando verificadas, de forma isolada


ou cumulativamente, certas situações previstas
na LC n. 109/2001

Decretada pelo prazo necessário ao exame da


situação da entidade e encaminhamento de plano
destinado à sua recuperação
Intervenção das
Entidade de
Previdência
Complementar
Dependerão de prévia e expressa autorização do
órgão competente os atos do interventor que
impliquem oneração ou disposição do patrimônio.

Cessará quando aprovado o plano de recuperação


da entidade pelo órgão competente ou se
decretada a sua liquidação extrajudicial

LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
Primeiramente, as entidades fechadas não poderão solicitar recuperação judicial e
não estão sujeitas a falência, mas somente a liquidação extrajudicial.
A liquidação extrajudicial será decretada quando reconhecida a inviabilidade de
recuperação da entidade de previdência complementar ou pela ausência de condição
para seu funcionamento.
Entende-se por ausência de condição para funcionamento de entidade de previdência
complementar o não atendimento às condições mínimas estabelecidas pelo órgão
regulador e fiscalizador.
A decretação da liquidação extrajudicial produzirá, de imediato, os seguintes efeitos:
• Suspensão das ações e execuções iniciadas sobre direitos e interesses relativos
ao acervo da entidade liquidanda;
• Vencimento antecipado das obrigações da liquidanda;

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• Não incidência de penalidades contratuais contra a entidade por obrigações


vencidas em decorrência da decretação da liquidação extrajudicial;
• Não fluência de juros contra a liquidanda enquanto não integralmente pago o
passivo;
• Interrupção da prescrição em relação às obrigações da entidade em liquidação;
• Suspensão de multa e juros em relação às dívidas da entidade;
• Inexigibilidade de penas pecuniárias por infrações de natureza administrativa;
• Interrupção do pagamento à liquidanda das contribuições dos participantes e
dos patrocinadores, relativas aos planos de benefícios.
A liquidação extrajudicial poderá, a qualquer tempo, ser levantada, desde que
constatados fatos supervenientes que viabilizem a recuperação da entidade de
previdência complementar.
A liquidação extrajudicial das entidades fechadas encerrar-se-á com a aprovação,
pelo órgão regulador e fiscalizador, das contas finais do liquidante e com a baixa nos
devidos registros.
Comprovada pelo liquidante a inexistência de ativos para satisfazer a possíveis
créditos reclamados contra a entidade, deverá tal situação ser comunicada ao juízo
competente e efetivados os devidos registros, para o encerramento do processo de
liquidação.

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As entidades fechadas não poderão solicitar recuperação


judicial e não estão sujeitas a falência

Será decretada quando reconhecida a inviabilidade de


recuperação da entidade de previdência complementar ou
pela ausência de condição para seu funcionamento

Decretação da liquidação extrajudicial produzirá, de


imediato, efeitos previstos na LC n. 109/2001

Liquidação
Extrajudicial Poderá, a qualquer tempo, ser levantada, desde que
constatados fatos supervenientes que viabilizem a
recuperação da entidade de previdência complementar.

Encerrar-se-á com a aprovação, pelo órgão regulador e


fiscalizador, das contas finais do liquidante e com a baixa
nos devidos registros

Comprovada pelo liquidante a inexistência de ativos para


satisfazer a possíveis créditos reclamados contra a
entidade, deverá tal situação ser comunicada ao juízo
competente e efetivados os devidos registros, para o
encerramento do processo de liquidação.

4. LC N. 108/2001
A LC n. 108/2001, conforme anteriormente mencionado, dispõe sobre a relação entre a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, suas autarquias, fundações, sociedades
de economia mista e outras entidades públicas e suas respectivas entidades fechadas de
previdência complementar.

PLANOS DE BENEFÍCIOS
Os planos de benefícios das citadas entidades de previdência complementar
atenderão às seguintes regras:
• Carência mínima de 60 contribuições mensais a plano de benefícios e cessação do
vínculo com o patrocinador, para se tornar elegível a um benefício de prestação
que seja programada e continuada; e

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• Concessão de benefício pelo regime de previdência ao qual o participante esteja


filiado por intermédio de seu patrocinador, quando se tratar de plano na modalidade
benefício definido, instituído depois da publicação da LC n. 108/2001.
Os reajustes dos benefícios em manutenção serão efetuados de acordo com critérios
estabelecidos nos regulamentos dos planos de benefícios, vedado o repasse de ganhos de
produtividade, abono e vantagens de qualquer natureza para tais benefícios.
Nas sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente pela
União, pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios, a proposta de instituição de
plano de benefícios ou adesão a plano de benefícios em execução será submetida ao órgão
fiscalizador, acompanhada de manifestação favorável do órgão responsável pela supervisão,
pela coordenação e pelo controle do patrocinador.
Ademais, as alterações no plano de benefícios que implique elevação da contribuição de
patrocinadores serão objeto de prévia manifestação do órgão responsável pela supervisão,
pela coordenação e pelo citado controle.
É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, suas autarquias,
fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e outras entidades públicas
o aporte de recursos a entidades de previdência privada de caráter complementar,
salvo na condição de patrocinador.

CUSTEIO
O custeio dos planos de benefícios será responsabilidade do patrocinador e dos
participantes, inclusive assistidos.
A contribuição normal do patrocinador para plano de benefícios, em hipótese
alguma, excederá a do participante.
Além das contribuições normais, os planos poderão prever o aporte de recursos pelos
participantes, a título de contribuição facultativa, sem contrapartida do patrocinador.
É vedado ao patrocinador assumir encargos adicionais para o financiamento dos planos
de benefícios, além daqueles previstos nos respectivos planos de custeio.
A despesa administrativa da entidade de previdência complementar será custeada
pelo patrocinador e pelos participantes e assistidos, atendendo a limites e critérios
estabelecidos pelo órgão regulador e fiscalizador.
É facultada aos patrocinadores a cessão de pessoal às entidades de previdência
complementar que patrocinam, desde que ressarcidos os custos correspondentes.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A estrutura organizacional das entidades de previdência complementar da LC n.
108/2001 é constituída de conselho deliberativo, conselho fiscal e diretoria-executiva.
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CONSELHO DELIBERATIVO
O conselho deliberativo, órgão máximo da estrutura organizacional, é responsável pela
definição da política geral de administração da entidade e de seus planos de benefícios.
A composição do conselho deliberativo, integrado por no máximo 6 membros, será
paritária entre representantes dos participantes e assistidos e dos patrocinadores,
cabendo a estes a indicação do conselheiro presidente, que terá, além do seu, o voto
de qualidade.
A escolha dos representantes dos participantes e assistidos dar-se-á por meio de eleição
direta entre seus pares.
O mandato dos membros do conselho deliberativo será de 4 anos, com garantia de
estabilidade, permitida uma recondução.
O membro do conselho deliberativo somente perderá o mandato em virtude de
renúncia, de condenação judicial transitada em julgado ou processo administrativo
disciplinar.
Ao conselho deliberativo compete a definição das seguintes matérias:
• Política geral de administração da entidade e de seus planos de benefícios;
• Alteração de estatuto e regulamentos dos planos de benefícios, bem como a
implantação e a extinção deles e a retirada de patrocinador;
• Gestão de investimentos e plano de aplicação de recursos;
• Autorizar investimentos que envolvam valores iguais ou superiores a cinco por
cento dos recursos garantidores;
• Contratação de auditor independente atuário e avaliador de gestão, observadas
as disposições regulamentares aplicáveis;
• Nomeação e exoneração dos membros da diretoria-executiva; e
• Exame, em grau de recurso, das decisões da diretoria-executiva.

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Órgão máximo da estrutura organizacional

Responsável pela definição da política geral de


administração da entidade e de seus planos de
benefícios

Composição paritária, integrado por no máximo 6


membros

Conselho
Deliberativo

Mandato de 4 anos, permitida uma recondução

Membro do conselho deliberativo somente perderá o


mandato em virtude de renúncia, de condenação
judicial transitada em julgado ou processo
administrativo disciplinar.

Competência (vide informações acima)

CONSELHO FISCAL
O conselho fiscal é órgão de controle interno da entidade.
A composição do conselho fiscal, integrado por no máximo 4 membros, será paritária
entre representantes de patrocinadores e de participantes e assistidos, cabendo a
estes a indicação do conselheiro presidente, que terá, além do seu, o voto de qualidade.
O mandato dos membros do conselho fiscal será de 4 anos, vedada a recondução.

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Previdência Complementar
Bernardo Machado

Órgão de controle interno da entidade

Composição paritária, integrado por no máximo 4


Conselho Fiscal
membros

Mandato de 4 anos, vedada a recondução

DIRETORIA-EXECUTIVA
A diretoria-executiva é o órgão responsável pela administração da entidade, em
conformidade com a política de administração traçada pelo conselho deliberativo.
A diretoria-executiva será composta, no máximo, por 6 membros, definidos em
função do patrimônio da entidade e do seu número de participantes, inclusive assistidos.
Os membros da diretoria-executiva deverão atender aos seguintes requisitos mínimos:
• Comprovada experiência no exercício de atividade na área financeira, administrativa,
contábil, jurídica, de fiscalização, atuarial ou de auditoria;
• Não ter sofrido condenação criminal transitada em julgado;
• Não ter sofrido penalidade administrativa por infração da legislação da seguridade
social, inclusive da previdência complementar ou como servidor público; e
• Ter formação de nível superior.
Aos membros da diretoria-executiva é vedado:
• Exercer simultaneamente atividade no patrocinador;
• Integrar concomitantemente o conselho deliberativo ou fiscal da entidade e,
mesmo depois do término do seu mandato na diretoria-executiva, enquanto não
tiver suas contas aprovadas; e
• Ao longo do exercício do mandato prestar serviços a instituições integrantes do
sistema financeiro.
Nos 12 meses seguintes ao término do exercício do cargo, o ex-diretor estará impedido
de prestar, direta ou indiretamente, independentemente da forma ou natureza do
contrato, qualquer tipo de serviço às empresas do sistema financeiro que impliquem
a utilização das informações a que teve acesso em decorrência do cargo exercido, sob
pena de responsabilidade civil e penal.

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Previdência Complementar
Bernardo Machado

Durante o impedimento, ao ex-diretor que não tiver sido destituído ou que pedir
afastamento será assegurada a possibilidade de prestar serviço à entidade, mediante
remuneração equivalente à do cargo de direção que exerceu ou em qualquer outro
órgão da Administração Pública.
Incorre na prática de advocacia administrativa, sujeitando-se às penas da lei, o
ex-diretor que violar o impedimento mencionado, exceto se retornar ao exercício de
cargo ou emprego que ocupava junto ao patrocinador, anteriormente à indicação para
a respectiva diretoria-executiva, ou se for nomeado para exercício em qualquer órgão
da Administração Pública.

5. LEI N. 12.618/2012
O art. 40, § 14 da CF/88 determina que a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, regime
de previdência complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo,
observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social para
o valor das aposentadorias e das pensões em regime próprio de previdência social.
Dessa forma, no âmbito federal, foi publicada a Lei n. 12.618/2012, a qual institui o
regime de previdência complementar para os servidores públicos titulares de cargo efetivo
da União, suas autarquias e fundações, inclusive para os membros do Poder Judiciário,
do Ministério Público da União e do Tribunal de Contas da União, autorizando a criação de
3 entidades fechadas de previdência complementar – EFPC, denominadas Fundação de
Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe),
Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Legislativo
(Funpresp-Leg) e Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do
Poder Judiciário (Funpresp-Jud).

DO REGIME DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR


Uma vez instituído o regime de previdência complementar, tal regime será aplicável
aos servidores que ingressarem no serviço público federal após a vigência do regime
de previdência complementar.

O grande questionamento se refere aos servidores que ingressaram no serviço público


federal antes do início da vigência do regime de previdência complementar. Como fica
a situação desses servidores?

Conforme determina a CF/88 e o art. 1º, § 1º da Lei n. 12.618/2012, os citados servidores


poderão, mediante prévia e expressa opção, aderir ao regime de previdência complementar.

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Previdência Complementar
Bernardo Machado

Portanto, apenas se quiserem, os citados servidores irão aderir ao regime de previdência


complementar.
Em relação aos servidores que ingressarem após o início da vigência do regime de
previdência complementar, a Lei n. 12.618/2012, com redação dada pela Lei n. 13.183/2015,
determina que estes serão automaticamente inscritos no respectivo plano de previdência
complementar desde a data de entrada em exercício.
Tal dispositivo padece de flagrante vício de constitucionalidade, uma vez que os regimes
de previdência complementar têm como característica básica a filiação facultativa, ou seja,
o beneficiário só adere ao regime caso queira.
Em que pese a vinculação automática imposta pela Lei n. 12.618/2012, a citada lei
assegura ao participante o direito de requerer, a qualquer tempo, o cancelamento de sua
inscrição, nos termos do regulamento do plano de benefícios.
Ademais, na hipótese de o cancelamento ser requerido no prazo de até 90 dias da data
da inscrição, fica assegurado o direito à restituição integral das contribuições vertidas, a
ser paga em até 60 dias do pedido de cancelamento, corrigidas monetariamente. O citado
cancelamento não constitui resgate.
Além disso, a contribuição aportada pelo patrocinador será devolvida à respectiva fonte
pagadora no mesmo prazo da devolução da contribuição aportada pelo participante.
Para efeitos da Lei n. 12.618/2012, entende-se por patrocinador, a União, suas autarquias
e fundações; participante, o servidor público titular de cargo efetivo da União, inclusive o
membro do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União, que
aderir aos planos de benefícios administrados pelas entidades; e assistido, o participante
ou o seu beneficiário em gozo de benefício de prestação continuada.

LIMITE MÁXIMO DOS BENEFÍCIOS DO RGPS


O intuito da criação do regime de previdência complementar para os servidores públicos
é aplicar o limite máximo estabelecido para os benefícios do RGPS às aposentadorias e
pensões a serem concedidas pelo regime de previdência da União.
Dessa forma, o citado limite será aplicado aos servidores que tiverem ingressado
no serviço público:
• A partir do início da vigência do regime de previdência complementar,
independentemente de sua adesão ao plano de benefícios; e
• Até a data anterior ao início da vigência do regime de previdência complementar,
e nele tenham permanecido sem perda do vínculo efetivo, e que exerçam a opção
por aderir ao regime de previdência complementar.

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A grande pergunta se refere, novamente, aos servidores que tenham ingressado no


serviço público antes do início da vigência do regime de previdência complementar
e façam a opção por aderir ao regime de previdência complementar. Tais servidores
contribuíram para o RPPS da União com a alíquota de 11% sobre a sua remuneração
(alíquota aplicável aos servidores públicos federais antes da recente reforma da pre-
vidência social (EC n. 103/2019)). A partir da adesão ao regime de previdência comple-
mentar, farão jus ao benefício do RPPS aplicando o limite máximo do RGPS (atualmen-
te, R$ 8.157,41). Como ficam as contribuições vertidas além do limite? Esses valores
serão devolvidos ao servidor, ou ele simplesmente terá vertido as contribuições pelo
princípio da solidariedade?

Para esses servidores, a Lei n. 12.618/2012 assegura o benefício especial, o qual é


calculado com base nas contribuições recolhidas ao regime de previdência da União, dos
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios de que trata o art. 40 da CF/88.
O benefício especial terá como referência as remunerações anteriores à data de
mudança do regime, utilizadas como base para as contribuições do servidor ao regime
próprio de previdência da União e, na hipótese de opção do servidor por averbação para fins
de contagem recíproca, as contribuições decorrentes de regimes próprios de previdência
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atualizadas pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo – IPCA, divulgado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística – IBGE, ou pelo índice que vier a substituí-lo, e será equivalente a:
• Para os termos de opção firmados até 30/11/2022 – a diferença entre a média
aritmética simples das maiores remunerações correspondentes a 80% de todo o
período contributivo desde a competência de julho de 1994 ou desde a do início
da contribuição, se posterior àquela competência, e o limite máximo estabelecido
para os benefícios do RGPS, multiplicada pelo fator de conversão; ou
• Para os termos de opção firmados a partir de 01/12/2022, em novas aberturas de
prazo de migração, se houver – a diferença entre a média aritmética simples das
remunerações correspondentes a 100% de todo o período contributivo desde julho
de 1994 ou desde a do início da contribuição, se posterior àquela competência,
e o limite máximo estabelecido para os benefícios do RGPS, multiplicada pelo
fator de conversão.
O mencionado fator de conversão, cujo resultado é limitado ao máximo de 1, será
calculado mediante a aplicação da seguinte fórmula: FC = Tc/Tt, na qual:

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• FC = fator de conversão;
• Tc = quantidade de contribuições mensais efetuadas para o regime próprio de
previdência social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios de
que trata o art. 40 da CF/88, efetivamente pagas pelo servidor titular de cargo
efetivo da União ou por membro do Poder Judiciário da União, do Tribunal de
Contas da União, do Ministério Público da União ou da Defensoria Pública da União
até a data da opção; e
• Tt:
− Para os termos de opção firmados até 30/11/2022:
◦ Igual a 455, quando se tratar de servidor titular de cargo efetivo da União
ou membro do Poder Judiciário da União, do Tribunal de Contas da União, do
Ministério Público da União ou da Defensoria Pública da União, se homem;
◦ Igual a 390, quando se tratar de servidor titular de cargo efetivo da União
ou membro do Poder Judiciário da União, do Tribunal de Contas da União, do
Ministério Público da União ou da Defensoria Pública da União, se mulher, ou
servidor da União titular de cargo efetivo de professor da educação infantil
ou do ensino fundamental; ou o Igual a 325, quando se tratar de servidor
titular de cargo efetivo da União de professor da educação infantil ou do
ensino fundamental, se mulher.
− Para os termos de opção firmados a partir de 01/12/2022, em novas aberturas
de prazo de migração, se houver: igual a 520.
A lógica do fator divisor no fator de conversão se refere ao tempo de contribuição exigido
pelo regime jurídico previdenciário ao qual o servidor estava ou está vinculado.
Como, no momento da criação do regime de previdência complementar do servidor
público federal, o regime jurídico previdenciário aplicável ao servidor público efetivo era o
anterior à EC n. 103/2019, no intuito de estimular a adesão do RPC para termos de opção
firmados até 30/11/2022, aplica-se o tempo de contribuição exigido para o regime jurídico
previdenciário aplicável aos servidores públicos efetivos antes da EC n. 103/2019.
Já, para termos de opção firmados a partir de 01/12/2022, aplica-se o tempo de
contribuição exigido para o regime jurídico previdenciário atual aplicável aos servidores
públicos efetivos, o qual foi implementado pela EC n. 103/2019.
Dessa forma, para os termos de opção firmados até 30/11/2022, como é aplicado o
regime jurídico previdenciário dos servidores públicos efetivos antes da EC n. 103/2019,
estes servidores se aposentavam de forma voluntária por tempo de contribuição após 35
anos, no caso do homem; 30 anos, no caso do professor e da mulher; e 25 anos, no caso
da professora.
Tais tempos de contribuição são multiplicados por 13, uma vez que o servidor contribui
durante os 12 meses do ano, além da contribuição incidente sobre a gratificação natalina

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(13º salário). Com isso, chega-se ao fator divisor de 455, no caso do servidor (35 x 13); ao
fator divisor 390, no caso do professor e da servidora (30 x 13); e ao fator divisor 325, no
caso da professora.
Já, para os termos de opção firmados a partir de 01/12/2022, como é aplicado o regime
jurídico previdenciário dos servidores públicos efetivos a partir da EC n. 103/2019, estes
se aposentam de forma voluntária perfazendo de valor de proventos de aposentadoria o
percentual de 100% da sua média apenas quando possuem, no mínimo, 40 anos de tempo
de contribuição.
Portanto, para tais servidores, o fator divisor no fator de conversão é único, ou seja, é
de 520 (40 x 13), sendo indiferente ser servidor(a) ou professor(a).
O benefício especial:

É opção que importa ato jurídico perfeito

Será calculado de acordo com as regras vigentes


no momento do exercício da opção de que trata o
art. 40, § 16 da CF/88

Será atualizado pelo mesmo índice aplicável ao


Benefício Especial benefício de aposentadoria ou pensão mantido pelo
RGPS;

Não está sujeito à incidência de contribuição


previdenciária

Está sujeito à incidência de imposto sobre a renda.

Ademais, o prazo para a opção ao regime de previdência complementar pelo servidor


que ingressou no serviço público até a data anterior ao início da vigência do regime de
previdência complementar será de 24 meses, contados a partir do início da vigência do
regime de previdência complementar. Portanto, esse prazo, em tese, já se esgotou.
Entretanto, o citado prazo já foi reaberto algumas vezes (Ex: art. 92 da Lei n. 13.328/2016;
MP n. 853/2018, que reabriu o prazo para adesão até o dia 29/03/2019; MP n. 1119/2021,
convertida na Lei n. 14.463/2022, o prazo reabriu o prazo para novas adesões até 30/11/2022).
Cabe ressaltar que o exercício da opção é irrevogável e irretratável, não sendo devida
pela União e suas autarquias e fundações públicas qualquer contrapartida referente ao
valor dos descontos já efetuados sobre a base de contribuição acima do limite máximo
aplicável ao RGPS (atualmente, R$ 8.157,41).

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DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR


A Lei n. 12.618/2012 autoriza a União a criar as seguintes entidades fechadas de
previdência complementar, com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios
de caráter previdenciário nos termos das Leis Complementares nos 108 e 109, de 29 de
maio de 2001:
• A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder
Executivo (Funpresp-Exe), para os servidores públicos titulares de cargo efetivo
do Poder Executivo, por meio de ato do Presidente da República;
• A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder
Legislativo (Funpresp-Leg), para os servidores públicos titulares de cargo efetivo
do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas da União e para os membros deste
Tribunal, por meio de ato conjunto dos Presidentes da Câmara dos Deputados e
do Senado Federal; e
• A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder
Judiciário (Funpresp-Jud), para os servidores públicos titulares de cargo efetivo e
para os membros do Poder Judiciário, por meio de ato do Presidente do Supremo
Tribunal Federal.
A Funpresp-Exe, a Funpresp-Leg e a Funpresp-Jud:
• Serão estruturadas na forma de fundação, com personalidade jurídica de direito
privado;
• Gozarão de autonomia administrativa, financeira e gerencial; e
• Terão sede e foro no Distrito Federal.
Por ato conjunto das autoridades competentes para a criação das citadas fundações,
poderá ser criada fundação que contemple os servidores públicos de 2 ou dos 3 Poderes.
Dessa forma, o Decreto n. 7.808, de 20/09/2012, criou a Funpresp-Exe e a Resolução
STF N. 496, de 26/10/2012, criou a Funpresp-Jud. Os órgãos do Poder Legislativo (Câmara
dos Deputados, o Senado Federal e o Tribunal de Contas da União) firmaram convênio de
adesão com a Funpresp-Exe para administrar seus planos de benefícios. O Ministério Público
da União firmou convênio de adesão com a Funpresp-Jud.
No dia 04/02/2013, a partir da autorização da Superintendência Nacional de Previdência
Complementar (PREVIC), a Funpresp-Exe iniciou a administração do ExecPrev. No caso do
Funpresp-Jud, a data de início do funcionamento ocorreu no dia 14/10/2013.

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Fundação

Personalidade jurídica de direito privado

Estrutura da
FUNPRESP

Autonomia administrativa, financeira e gerencial

Sede e foro no Distrito Federal

ORGANIZAÇÃO DAS ENTIDADES


A estrutura organizacional das entidades será constituída de conselho deliberativo,
conselho fiscal e diretoria executiva, observadas as disposições da LC n. 108/2001.
Os Conselhos Deliberativos terão composição paritária e cada um será integrado
por 6 membros.
Os Conselhos Fiscais terão composição paritária e cada um deles será integrado
por 4 membros.
Os membros dos conselhos deliberativos e dos conselhos fiscais das entidades fechadas
serão designados pelos Presidentes da República e do Supremo Tribunal Federal e por ato
conjunto dos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente.
A presidência dos conselhos deliberativos será exercida pelos membros indicados pelos
patrocinadores, na forma prevista no estatuto das entidades fechadas de previdência
complementar.
A presidência dos conselhos fiscais será exercida pelos membros indicados pelos
participantes e assistidos, na forma prevista no estatuto das entidades fechadas de
previdência complementar.
As diretorias executivas serão compostas, no máximo, por 4 membros, nomeados
pelos conselhos deliberativos das entidades fechadas de previdência complementar.
A remuneração e as vantagens de qualquer natureza dos membros das diretorias
executivas das entidades fechadas de previdência complementar serão estabelecidas
pelos seus conselhos deliberativos, em valores compatíveis com os níveis prevalecentes no

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mercado de trabalho para profissionais de graus equivalentes de formação profissional e


de especialização.
A remuneração dos membros dos conselhos deliberativo e fiscal é limitada a 10% do
valor da remuneração dos membros da diretoria executiva.
As entidades fechadas de previdência complementar poderão criar, observado o disposto
no estatuto e regimento interno, comitês de assessoramento técnico, de caráter consultivo,
para cada plano de benefícios por elas administrado, com representação paritária entre
os patrocinadores e os participantes e assistidos, sendo estes eleitos pelos seus pares,
com as atribuições de apresentar propostas e sugestões quanto à gestão da entidade e
sua política de investimentos e à situação financeira e atuarial dos respectivos planos de
benefícios e de formular recomendações prudenciais a elas relacionadas.

PLANO DE BENEFÍCIOS
Os planos de benefícios da Funpresp-Exe, da Funpresp-Leg e da Funpresp-Jud serão
estruturados na modalidade de contribuição definida, nos termos da regulamentação
estabelecida pelo órgão regulador das entidades fechadas de previdência complementar,
e financiados de acordo com os planos de custeio definidos nos termos do art. 18 da LC n.
109/2001, observadas as demais disposições da LC n. 108/2001.
A distribuição das contribuições nos planos de benefícios e nos planos de custeio será
revista sempre que necessário, para manter o equilíbrio permanente dos planos de benefícios.
O valor do benefício programado será calculado de acordo com o montante do saldo da
conta acumulado pelo participante, devendo o valor do benefício estar permanentemente
ajustado ao referido saldo.
Os benefícios não programados serão definidos nos regulamentos dos planos,
observado o seguinte:
• Devem ser assegurados, pelo menos, os benefícios decorrentes dos eventos
invalidez e morte e, se for o caso, a cobertura de outros riscos atuariais; e
• Terão custeio específico para sua cobertura.
Na gestão dos benefícios não programados, as entidades fechadas de previdência
complementar poderão contratá-los externamente ou administrá-los em seus próprios
planos de benefícios.
A concessão dos benefícios não programados aos participantes ou assistidos pela
entidade fechada de previdência social é condicionada à concessão do benefício pelo regime
próprio de previdência social.
Os requisitos para aquisição, manutenção e perda da qualidade de participante, assim como
os requisitos de elegibilidade e a forma de concessão, cálculo e pagamento dos benefícios,
deverão constar dos regulamentos dos planos de benefícios, observadas as disposições das

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Leis Complementares nos 108 e 109, de 29 de maio de 2001, e a regulamentação do órgão


regulador das entidades fechadas de previdência complementar.
O servidor com remuneração inferior ao limite máximo estabelecido para os benefícios
do RGPS poderá aderir aos planos de benefícios administrados pelas entidades fechadas
de previdência complementar de que trata a Lei n. 12.618/2022, sem contrapartida do
patrocinador, cuja base de cálculo será definida nos regulamentos.
Por fim, poderá permanecer filiado aos respectivos planos de benefícios o participante:
• Cedido a outro órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta da
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, inclusive suas empresas públicas e
sociedades de economia mista;
• Afastado ou licenciado do cargo efetivo temporariamente, com ou sem recebimento
de remuneração;
• Que optar pelo benefício proporcional diferido ou autopatrocínio, na forma do
regulamento do plano de benefícios.

DOS RECURSOS GARANTIDORES


A aplicação dos recursos garantidores correspondentes às reservas, às provisões e aos
fundos dos planos de benefícios da Funpresp-Exe, da Funpresp-Leg e da Funpresp-Jud
obedecerá às diretrizes e aos limites prudenciais estabelecidos pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN).
A gestão dos recursos garantidores dos planos de benefícios administrados pelas citadas
entidades poderá ser realizada por meio de carteira própria, carteira administrada ou
fundos de investimento.
Ademais, as citadas entidades contratarão, para a gestão dos recursos garantidores,
somente instituições, administradores de carteiras ou fundos de investimento que
estejam autorizados e registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Tal contratação será feita mediante licitação, cujos contratos terão prazo total
máximo de execução de 5 anos.
O edital da licitação estabelecerá, entre outras, disposições relativas aos limites de taxa
de administração e de custos que poderão ser imputados aos fundos, bem como, no que
concerne aos administradores, a solidez, o porte e a experiência em gestão de recursos.
Cada instituição contratada poderá administrar, no máximo, 20% dos recursos
garantidores correspondentes às reservas técnicas, aos fundos e às provisões.
As instituições não poderão ter qualquer ligação societária com outra instituição que
esteja concorrendo na mesma licitação ou que já administre reservas, provisões e fundos
da mesma entidade fechada de previdência complementar.

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DAS CONTRIBUIÇÕES
As contribuições do patrocinador e do participante incidirão sobre a parcela da base
de contribuição que exceder o limite máximo do RGPS, observado o disposto no inciso
XI do art. 37 da CF/88 (subsídio mensal do ministro do STF).
A alíquota da contribuição do participante será por ele definida anualmente, observado
o disposto no regulamento do plano de benefícios.
A alíquota da contribuição do patrocinador será igual à do participante, observado o
disposto no regulamento do plano de benefícios, e não poderá exceder o percentual de 8,5%.
Ou seja, ainda que a entidade permita que o participante contribua com a alíquota de
11% sobre a parcela da base de contribuição que exceder o limite máximo do RGPS, a União
irá contribuir com a alíquota de 8,5%.
Além da contribuição normal, o participante poderá contribuir facultativamente,
sem contrapartida do patrocinador, na forma do regulamento do plano.
A remuneração do servidor, quando devida durante afastamentos considerados por lei
como de efetivo exercício, será integralmente coberta pelo ente público, continuando a
incidir a contribuição para o regime instituído pela Lei n. 12.618/2012.

DISPOSIÇÕES ESPECIAIS
O plano de custeio discriminará o percentual da contribuição do participante e do
patrocinador, conforme o caso, para cada um dos benefícios previstos no plano de benefícios.
Ademais, o citado plano de custeio deverá prever parcela da contribuição do participante e
do patrocinador com o objetivo de compor o Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários
(FCBE), do qual serão vertidos montantes, a título de contribuições extraordinárias, à conta
mantida em favor do participante, nas hipóteses e na forma prevista na Lei n. 12.618/2012
Em outras palavras, o servidor público federal que adere ao regime de previdência
complementar, ao pagar a sua contribuição, esta será destinada da seguinte forma: (i)
constituição da reserva acumulada pelo participante; (ii) constituição do FCBE; e (iii) custeio
das despesas administrativas, mediante cobrança de taxa de carregamento.
O FCBE é, na prática, um fundo mutualista dentro do regime de previdência complementar
do servidor público federal, que visa custear benefícios decorrentes de infortúnios, ou seja,
morte, incapacidade permanente para o trabalho do participante, sobrevivência do assistido
(sobreviver além da sua expectativa de sobrevida, vindo a zerar a sua reserva individual).
Portanto, as contribuições extraordinárias, destinadas ao FCBE, serão vertidas nas
seguintes hipóteses:
• Morte do participante;
• Invalidez do participante;
• Aposentadoria diferenciadas do servidor público federal;

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• Aposentadoria das mulheres, com idade reduzida em relação aos homens; e


• Sobrevivência do assistido.
O montante do aporte extraordinário será equivalente à diferença entre a reserva
acumulada pelo participante e o produto desta mesma reserva multiplicado pela razão
entre 35 e o número de anos de contribuição exigido para a concessão do benefício pelo
regime próprio de previdência social de que trata o art. 40 da CF/88.
Por fim, as entidades fechadas de previdência complementar manterão controles das
reservas constituídas em nome do participante, registrando contabilmente as contribuições
deste e as dos patrocinadores.

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