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Benefícios da Previdência Social: Guia Completo

O documento aborda o Plano de Benefícios da Previdência Social, detalhando aspectos como a manutenção da qualidade de segurado, carência, salário de benefício e reajustamento dos valores. É apresentado por Bernardo Machado, um especialista em Direito Previdenciário, que utiliza sua experiência para facilitar o aprendizado dos alunos. O material é protegido por direitos autorais e proíbe a reprodução não autorizada.

Enviado por

Jessica Barbosa
Direitos autorais
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Benefícios da Previdência Social: Guia Completo

O documento aborda o Plano de Benefícios da Previdência Social, detalhando aspectos como a manutenção da qualidade de segurado, carência, salário de benefício e reajustamento dos valores. É apresentado por Bernardo Machado, um especialista em Direito Previdenciário, que utiliza sua experiência para facilitar o aprendizado dos alunos. O material é protegido por direitos autorais e proíbe a reprodução não autorizada.

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DIREITO PREVIDENCIÁRIO

Plano de Benefícios da Previdência Social

PDF SINTÉTICO

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
240912502766

BERNARDO MACHADO

Auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil. Graduado em Engenharia de Produção pela


Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), bacharel em Direito pela Universidade
Cândido Mendes (Ucam) e pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV). Professor de Direito Previdenciário em cursos preparatórios para
concurso público.

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para TATIANE FERREIRA DA MATA - 10749883618, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Plano de Benefícios da Previdência Social
Bernardo Machado

SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Plano de Benefícios da Previdência Social. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Manutenção e Perda da Qualidade de Segurado (Arts. 13 e 14 do RPS). . . . . . . . 12
3. Carência (Arts. 26 ao 30 do RPS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
4. Salário de Benefício (Arts. 31 ao 34 do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
5. Renda Mensal do Benefício (Arts. 35 ao 39 do RPS). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
6. Reajustamento do Valor e Pagamento dos Benefícios (Arts. 40 ao 42 do RPS). . 22

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Bernardo Machado

APRESENTAÇÃO
Neste PDF Sintético, você encontrará um material resumido e objetivo, a fim de facilitar
a assimilação do conteúdo. Alguns recursos visuais serão usados para destacar informações
pertinentes ao seu estudo, como:
• Grifos em azul, para afirmações importantes;
• Grifos em vermelho, para exceções, restrições ou proibições; e
• Marca-texto amarelo, verde e azul, para destaques.
Então aproveite deste material para sua preparação e garanta sua aprovação!
Bons estudos!

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Olá, querido(a) aluno(a) do Gran!
É com enorme prazer que recebi o convite para fazer parte desse projeto PDF Sintético
e aceitei de imediato pela sua grandeza!
Eu me chamo Bernardo de Campos Machado e atualmente ministro aulas presenciais
e à distância de Direito Previdenciário e Direito Tributário em diversos cursos preparatórios
e pós-graduação e ocupo o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil no
município do Rio de Janeiro (AFRFB).
Fui aprovado, aos 23 anos de idade, no concurso de 2002 para Auditor-Fiscal do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), tomando posse e entrando em exercício no dia 13/01/2003
na cidade de São Bernardo do Campo-SP.
Atualmente, exerço a função de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil na Delegacia
Especial da Receita Federal do Brasil de Comércio Exterior (DECEX). Portanto, trabalho,
atualmente, no meu dia a dia, com a legislação aduaneira, tendo pouca relação com às
contribuições previdenciárias. Entretanto, o meu amor pelo Direito Previdenciário nunca
diminuiu. Ter me afastado da fiscalização das contribuições previdenciárias apenas faz
com que eu lembre com saudades da importante função social que eu tinha. Saber que
fiscalizava as contribuições previdenciárias para que o valor arrecadado fosse revertido
para pagamento de benefícios da previdência social muito me enobrece. Atualmente, tenho
outra função social que é arrecadar tributos para fins de girar a máquina pública, função
não menos importante do que a anterior, mas apenas com foco distinto.
Dessa forma, utilizarei a minha experiência em trabalhar como Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil e os anos de magistério em cursos preparatórios para concurso público e
pós-graduação para repassar aos meus queridos alunos o conhecimento necessário para
a aprovação no próximo concurso.

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Conte comigo nessa jornada! Estarei à sua inteira disposição, seja no fórum do Gran,
seja por meio das redes sociais, entre elas, o Instagram (@prof_bernardomachado), onde,
constantemente, posto dicas por meio de postagens e vídeos!

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PLANO DE BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

1. INTRODUÇÃO
REGIMES PREVIDENCIÁRIOS
A Previdência Social brasileira é formada por 2 regimes básicos: o Regime Geral de
Previdência Social e o Regime Próprio de Previdência Social. O Regime Geral de Previdência
Social é administrado pelo Ministério do Trabalho e Previdência por meio do INSS, Instituto
Nacional do Seguro Social, autarquia federal, vinculada a este ministério.

DEPENDENTES DO RGPS (ARTS. 16 E 17 DO RPS)


Os beneficiários do RGPS são aqueles que fazem jus ao recebimento de alguma prestação
previdenciária (benefícios ou serviços). Os beneficiários se dividem em segurados (obrigatórios
e facultativos) e dependentes. Passa-se a tratar dos dependentes do RGPS, visto que o
assunto “segurados” já foi tratado anteriormente.

ROL DE DEPENDENTES DO RGPS


São dependentes do RGPS:

I- o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho


não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos
ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou
mental ou deficiência grave

Dependentes do
II – Pais
RGPS

III – o irmão não emancipado, de qualquer condição,


menor de 21 anos ou inválido ou que tenha deficiência
intelectual ou mental ou deficiência grave

Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que mantenha união estável


com o segurado ou segurada.
Considera-se união estável aquela configurada na convivência pública, contínua
e duradoura entre o homem e a mulher, estabelecida com intenção de constituição
de família.

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Para que haja união estável não podem ocorrer às situações de impedimento para o
casamento, como, por exemplo, as pessoas serem casadas.
Cabe ressaltar que não há óbice para que o companheiro(a) de pessoas casadas façam
jus a benefícios previdenciários na condição de dependentes, desde que haja separação
de fato ou judicial.
O que não é possível é que seja considerada a concubina (amante) como dependente
do RGPS, tendo em vista a existência de impedimento para o casamento, o que não possibilita
a condição de união estável. Tal entendimento foi exarado pelo STF no tema 529, tendo
sido fixada a seguinte tese em sede de repercussão geral:

JURISPRUDÊNCIA
É incompatível com a Constituição Federal o reconhecimento de direitos previdenciários
(pensão por morte) à pessoa que manteve, durante longo período e com aparência
familiar, união com outra casada, porquanto o concubinato não se equipara, para fins
de proteção estatal, às uniões afetivas resultantes do casamento e da união estável.

Em face dos julgamentos da ADI 4277 e da ADPF 132, o Supremo Tribunal Federal
equiparou a união homoafetiva à união estável, de modo que devem ser estendidos àqueles
todos os benefícios concedidos a estes, desde que preenchidos os demais requisitos legais
para a sua concessão.
Dessa forma, o companheiro ou a companheira de mesmo sexo integra o rol de
dependentes do RGPS.
Filhos de qualquer condição são aqueles havidos ou não da relação de casamento, ou
adotados, que possuem os mesmos direitos e qualificações dos demais, proibidas quaisquer
designações discriminatórias relativas à filiação.
Equiparam-se a filho, na condição de dependente, exclusivamente o enteado e o
menor tutelado, desde que comprovada a dependência econômica.
Cabe ressaltar que o menor sob tutela somente poderá ser equiparado aos filhos
do segurado mediante apresentação de termo de tutela.
Por fim, a partir da MP n. 1.523/1996, convertida na Lei n. 9.528/1997, o menor sob
guarda deixa de integrar a relação de dependentes para os fins previstos no RGPS,
inclusive aquele já inscrito, salvo se o óbito do segurado ocorreu em data anterior.
Portanto, menor sob guarda, conforme determina a legislação previdenciária, não
é dependente do RGPS.

Obs.: Cabe a ressalva que, conforme os mais recentes entendimentos jurisprudenciais,


o menor sob guarda, ainda que este não estivesse incluído no rol de dependentes
previsto na lei previdenciária, era considerado dependente do RGPS, fazendo jus ao

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benefício pensão por morte, uma vez ocorrido o óbito do guardião, caso dependesse
economicamente dele.
Dessa forma, conforme entendimento jurisprudencial, embora a lei previdenciária
aplicável ao segurado seja lei específica da previdência social, não menos certo é que
a criança e adolescente tem norma específica que confere ao menor sob guarda a
condição de dependente para todos os efeitos, inclusive previdenciários, nos termos
do art. 33, § 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA (Lei n. 8.069/1990).
Com a recente reforma da previdência social (EC n. 103/2019), a discussão acerca
do enquadramento do menor sob guarda na qualidade de dependente do RGPS
perde o sentido, uma vez que o texto da reforma, especificamente no art. 23, §
6º, literalmente, disciplina que se equiparam a filho, para fins de recebimento
da pensão por morte, exclusivamente o enteado e o menor tutelado, desde que
comprovada a dependência econômica. Portanto, não há mais conflito entre normas
infraconstitucionais, uma vez que o art. 33, § 3º do ECA, por ser incompatível
materialmente com o texto da EC, é não recepcionado, sendo, por consequência,
revogado tacitamente. Ou seja, menor sob guarda não é dependente do RGPS,
conforme o disposto no art. 16, § 2º da Lei n. 8.213/1991, em consonância com o
disposto no art. 23, § 6º da EC n. 103/2019.

O STF afetou o tema 1271 para discutir, à luz dos artigos 2º, 60, § 4º, 201 da CF/88 e do artigo
23, § 6º da EC n. 103/2019, se a retirada da criança e do adolescente sob guarda do rol de
beneficiários, na qualidade de dependentes do segurado do RGPS, violou os princípios da
igualdade, proibição do retrocesso e da proteção integral das crianças e dos adolescentes.
O citado tema está pendente de julgamento!

REGRAS GERAIS
Existem 3 regras atinentes aos dependentes.
A primeira determina que a existência de dependente de qualquer das classes exclui
do direito às prestações os das classes seguintes.
Assim, a existência de dependentes da classe I, faz com que os dependentes das classes
II e III não tenham direito ao benefício previdenciário.
A segunda determina que os dependentes de uma mesma classe concorrem em
igualdade de condições.

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Portanto, caso existam 4 dependentes da classe I, o benefício previdenciário será


dividido em 4 cotas iguais.
A terceira e última regra se refere à dependência econômica, pois a dependência
econômica dos dependentes da classe I é presumida, salvo os equiparados aos filhos
(menor tutelado e o enteado), enquanto que a dependência econômica dos dependentes
das classes II e III deve ser comprovada.
Portanto, cônjuge ou filho não precisam comprovar dependência econômica. Entretanto,
a mãe de um segurado deverá comprovar dependência econômica para fazer jus ao benefício
previdenciário.

A existência de dependente de qualquer das


classes exclui do direito às prestações os das
classes seguintes

Os dependentes de uma mesma classe concorrem


Regras aplicáveis aos em igualdade de condições
dependentes

A dependência econômica dos dependentes da


classe I é presumida, salvo os equiparados aos
filhos (menor tutelado e o enteado), enquanto
que a dependência econômica dos dependentes
das classes II e III deve ser comprovada

PERDA DA QUALIDADE DE DEPENDENTE


A perda da qualidade de dependente ocorre:
• Para o cônjuge, pela separação judicial ou divórcio, enquanto não lhe for assegurada
a prestação de alimentos, pela anulação do casamento, pelo óbito ou por sentença
judicial transitada em julgado, ou pelo decurso do prazo de recebimento da pensão
por morte, nos termos do art. 77, §2º, V da Lei n. 8.213/1991 (o decurso do prazo
será melhor estudado na aula acerca do benefício pensão por morte);
• Para a companheira ou companheiro, pela cessação da união estável com o segurado
ou segurada, enquanto não lhe for garantida a prestação de alimentos ou pelo
decurso do prazo de recebimento da pensão por morte, nos termos do art. 77, §2º,
V da Lei n. 8.213/1991 (o decurso do prazo será melhor estudado na aula acerca
do benefício pensão por morte);

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• Ao completar 21 anos de idade, para o filho, o irmão, o enteado ou o menor tutelado,


ou nas seguintes hipóteses, se ocorridas anteriormente a essa idade:
− casamento;
− início do exercício de emprego público efetivo;
− constituição de estabelecimento civil ou comercial ou da existência de rela-
ção de emprego, desde que, em função deles, o menor com 16 anos completos
tenha economia própria; ou
− concessão de emancipação, pelos pais, ou de um deles na falta do outro, me-
diante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou
por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 anos completos; e
• Para os dependentes em geral:
− pela cessação da invalidez ou da deficiência intelectual, mental ou grave; ou
− pelo falecimento.

Separação judicial ou divórcio, enquanto


não lhe for assegurada a prestação de
alimentos, pela anulação do casamento,
pelo óbito ou por sentença judicial
Cônjuge
transitada em julgado ou pelo decurso
do prazo de recebimento da pensão por
morte, nos termos do art. 77, § 2º, V da
Lei n. 8.213/1991

Cessação da união estável com o


segurado ou segurada, enquanto não lhe
Companheiro for garantida a prestação de alimentos,
ou pelo decurso do prazo de
Perda da (a) recebimento da pensão por morte, nos
qualidade de termos do art. 77, § 2º, V da Lei n.
dependente 8.213/1991

Ao completarem 21 anos de idade, ou


Filho/Equiparado em outras hipóteses, desde que essas
e Irmão hipóteses ocorram antes dos 21 anos de
idade

Cessação da invalidez ou da deficiência


intelectual, mental ou grave; ou
Dependentes em
Geral
Falecimento

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INSCRIÇÃO DOS DEPENDENTES E COMPROVAÇÃO DE VÍNCULO E DEPENDÊNCIA


ECONÔMICA
A inscrição do dependente do segurado é feita pelo próprio quando do requerimento
do benefício a que tiver direito.
Quando for necessária a comprovação de vínculo e dependência econômica, exige-se a
apresentação de, no mínimo, 2 documentos, como, por exemplo, disposições testamentárias,
prova de mesmo domicílio, conta bancária conjunta, apólice de seguro da qual conste o
segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como sua beneficiária...
Caso o dependente só possua um dos documentos mencionados produzido em
período não superior a 24 meses anteriores à data do óbito ou do recolhimento à prisão,
a comprovação de vínculo ou de dependência econômica para esse período poderá ser
suprida por justificação administrativa.

Feita pelo próprio quando do


Inscrição do Dependente
requerimento do benefício

Comprovação de vínculo e Apresentar, no mínimo, 2


dependência econômica documentos

No caso de dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, para


fins de inscrição e concessão de benefício, a invalidez será comprovada por meio de exame
médico-pericial a cargo da Perícia Médica Federal e a deficiência, por meio de avaliação
biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar.
O dependente menor de 21 anos de idade apresentará declaração para atestar a não
ocorrência das hipóteses de emancipação elencadas no art. 17, III do RPS.
Por fim, será excluído definitivamente da condição de dependente aquele que tiver
sido condenado criminalmente por sentença transitada em julgado, como autor, coautor
ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido contra a pessoa
do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis.

JURISPRUDÊNCIA
Súmula 336 do STJ – “A mulher que renunciou aos alimentos na separação judicial tem
direito à pensão previdenciária por morte do ex-marido, comprovada a necessidade
econômica superveniente.”

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Súmula 37 da TNU – “A pensão por morte, devida ao filho até os 21 anos de idade, não
se prorroga pela pendência do curso universitário.”

2. MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO


(ARTS. 13 E 14 DO RPS)
Como o sistema previdenciário é de filiação compulsória, a filiação decorre automaticamente
do exercício da atividade remunerada. Em virtude disso, o segurado que deixasse de exercer
atividade remunerada, deveria, automaticamente, perder a sua filiação ao RGPS.
Entretanto, a legislação prevê um lapso temporal, conhecido como período de graça,
o qual o segurado mantém a sua qualidade, independente de contribuição. Nesse período
o segurado estaria protegido pelo sistema previdenciário fazendo jus aos seus benefícios
e serviços.
Mantém a qualidade de segurado, independentemente de contribuições:

Quem está em gozo de benefício,


Sem prazo exceto na hipótese de auxílio-
acidente

Após a cessação de benefício por


incapacidade ou das contribuições

Após cessar a segregação, o


Até 12 meses segurado acometido de doença de
segregação compulsória
Mantém a
qualidade de
segurado Após o livramento, o segurado
detido ou recluso

Após o licenciamento, o segurado


Até 3 meses incorporado às Forças Armadas
para prestar serviço militar

Após a cessação das contribuições,


Até 6 meses
o segurado facultativo

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O prazo do item II (após a cessação de benefício por incapacidade ou das contribuições)


será prorrogado para até 24 meses, se o segurado já tiver pago mais de 120 contribuições
mensais sem interrupção que acarrete a perda da qualidade de segurado.
O prazo do item II (após a cessação de benefício por incapacidade ou das contribuições)
ou do parágrafo anterior será acrescido de 12 para o segurado desempregado, desde
que comprovada essa situação por registro no órgão próprio do Ministério do Trabalho
e Emprego.
Perceba, portanto, que, no item II (após a cessação de benefício por incapacidade ou
das contribuições), o período de graça pode ser de 12 meses, ou 24 meses, ou 36 meses,
dependendo da situação.

+ 120 contribuições
mensais sem interrupção
+ 12 meses
que acarrete a perda da
Até 12 meses após a cessação qualidade de segurado
de benefício por incapacidade
ou após a cessação das
contribuições
+ 12 meses Desemprego registrado

Cabe ressaltar que é possível, dentre outras formas, comprovar a situação de registro
no órgão próprio do MTE mediante registro no Sistema Nacional de Emprego (SINE) ou
pelo recebimento de seguro-desemprego dentro do período de manutenção da qualidade
de segurado.
Cabe, ainda, ressaltar que, conforme entendimento jurisprudencial, a ausência de
registro em órgão próprio do MTE não impede a comprovação do desemprego por outros
meios admitidos em Direito, admitindo-se, inclusive, prova testemunhal.

Pergunta: quando acontece a perda da qualidade do segurado? Dia seguinte ao fim


dos prazos, ou seja, dia seguinte ao fim dos 12 meses, ou dos 3 meses, ou dos 6 meses?
Resposta: não!

O reconhecimento da perda da qualidade de segurado no termo final dos prazos


ocorrerá no dia seguinte ao do vencimento da contribuição do contribuinte individual
relativa ao mês imediatamente posterior ao término daqueles prazos.
Apesar de ser uma redação complicada, a regra não é difícil.

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EXEMPLO
Imagine um segurado que trabalha há 2 anos e fica desempregado, sem que o desemprego
seja registrado. Nessa situação, o segurado terá 12 meses de período de graça.

Entretanto, a perda da qualidade não ocorre no dia seguinte ao final dos 12 meses,
pois ninguém pode afirmar que ele não irá contribuir em relação ao 13º mês. Assim, caso
ele venha contribuir em relação ao 13º (como contribuinte individual), o vencimento da
obrigação apenas acontece no dia 15 do mês seguinte, ou seja, no dia 15 do 14º mês. Assim,
a perda da qualidade apenas ocorre no dia 16 do 14º mês. Repare que o segurado sempre
ganha mais um mês e meio de período de graça.

EXEMPLO
Imagine, portanto, o nosso caso prático acima, cujo período de graça do segurado é de 12 meses.
Infelizmente, o segurado sofre um acidente no dia 13 do 14º mês, que determina que tenha
uma incapacidade temporária para o trabalho em período superior a 15 dias consecutivos.

Será concedido o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença)?

Sem dúvida, pois o segurado ainda está no período de graça. Ele só perde a sua qualidade
de segurado no dia 16 do 14º mês.
Cabe apenas ressaltar que a explicação utilizou o dia 16 como o termo final. Entretanto,
utilizar o dia 16 é apenas para fins didáticos.
Imagine que o vencimento da obrigação em relação ao 13º mês recaia em um dia que
não tenha expediente bancário, como, por exemplo, um sábado. Assim, o vencimento é
postergado para o dia útil imediatamente posterior, ou seja, o vencimento recairá no dia 17
do 14º mês, fazendo com que a perda da qualidade do segurado ocorra apenas no dia 18.

JURISPRUDÊNCIA
Súmula 416 do STJ – “É devida a pensão por morte aos dependentes do segurado que,
apesar de ter perdido essa qualidade, preencheu os requisitos legais para a obtenção
de aposentadoria até a data do seu óbito.”
Súmula 27 da TNU – “A ausência de registro em órgão do Ministério do Trabalho não
impede a comprovação do desemprego por outros meios admitidos em Direito”.

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3. CARÊNCIA (ARTS. 26 AO 30 DO RPS)


CONCEITO
Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições
mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas
as competências cujo salário de contribuição seja igual ou superior ao seu limite
mínimo mensal.
O intuito da carência é manter o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema.
No caso do segurado especial, o conceito de carência é o tempo mínimo de efetivo
exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, igual ao número de meses
necessário à concessão do benefício requerido, no caso de benefícios concedidos nos
termos do art. 39, § 2º, I do RPS (aposentadoria por idade do trabalhador rural ou por
incapacidade permanente, de auxílio por incapacidade temporária, de auxílio-reclusão).

Tempo correspondente ao número


mínimo de contribuições mensais
indispensáveis para que o beneficiário
Regra geral faça jus ao benefício, consideradas
as competências cujo salário de
contribuição seja igual ou superior
ao seu limite mínimo mensal.
Conceito de
carência

Tempo mínimo de efetivo exercício


de atividade rural, ainda que de
Para o segurado
forma descontínua, igual ao número
especial
de meses necessário à concessão do
benefício requerido

Por fim, cabe ressaltar que para efeito de carência, considera-se presumido o
recolhimento das contribuições do segurado empregado, inclusive o doméstico (a partir
da competência junho de 2015), do trabalhador avulso e, relativamente ao contribuinte
individual, a partir da competência abril de 2003, as contribuições dele descontadas
pela empresa.

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PERÍODOS DE CARÊNCIA

Aposentadoria programada, por


180 contribuições
idade do trabalhador rural e
mensais
especial

24 contribuições
Auxílio-reclusão
Períodos de mensais
carência

Auxílio por incapacidade


temporária (antigo auxílio-
doença)
12 contribuições
mensais
Aposentadoria por incapacidade
permanente (antiga
aposentadoria por invalidez

Nos casos de acidente de qualquer natureza ou causa,


Independe de bem como nos casos de segurado que, após filiar-se ao
carência RGPS, for acometido de alguma das doenças ou afecções
especificadas na legislação previdenciária

8.213/1991), exige-se carência de 10 contribuições mensais, para fins de concessão do


salário-maternidade, para os segurados contribuinte individual, facultativo e segurado
especial (atividade rural nos últimos 10 meses, ainda que de forma descontínua). Ademais, no
caso de parto antecipado, a citada carência deveria ser reduzida em número de contribuições
equivalente ao número de meses em que o parto foi antecipado (art. 25, parágrafo único da
Lei n. 8.213/1991). Entretanto, o art. 25, III da Lei n. 8.213/1991 foi declarado pelo STF, em
sede de controle concentrado abstrato (ADI n. 2110 e ADI n. 2111), como inconstitucional.
Portanto, uma vez que a citada decisão gera efeitos erga omnes e vinculante, conclui-se
que não há mais carência para fins de concessão do salário-maternidade para nenhum
beneficiário do RGPS.

PERDA DA QUALIDADE DO SEGURADO


Na hipótese de perda da qualidade de segurado, para fins da concessão dos benefícios
de auxílio por incapacidade temporária, de aposentadoria por incapacidade permanente
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e de auxílio-reclusão, as contribuições anteriores à perda somente serão computadas


para fins de carência depois que o segurado contar, a partir da nova filiação ao RGPS,
com metade dos períodos de carência exigidos pela legislação previdenciária.

INÍCIO DA CONTAGEM DA CARÊNCIA


O período de carência é contado:
• Para o segurado empregado, inclusive o doméstico (a partir da competência junho
de 2015), trabalhador avulso e o contribuinte individual, a partir da competência
abril de 2003, que presta serviço para a empresa, da data da filiação ao RGPS; e
• Para o segurado contribuinte individual, que não presta serviço para empresa,
inclusive o segurado especial que contribui, facultativamente, como contribuinte
individual, e o segurado facultativo, da data do efetivo recolhimento da primeira
contribuição sem atraso, não sendo consideradas para esse fim as contribuições
recolhidas com atraso referentes a competências anteriores.

Segurado empregado,
inclusive o doméstico (a
partir de 06/2015),
Da data da filiação ao
trabalhador avulso e CI,
RGPS
que presta serviço para
Início da
empresa, a partir de
contagem da
04/2003
carência

Da data do efetivo
Demais segurados recolhimento da 1ª
contribuição sem atraso

A lógica de o início da carência ser da data da filiação ao RGPS para o segurado empregado,
inclusive o doméstico (a partir da competência junho de 2015), trabalhador avulso e
contribuinte individual, a partir da competência abril de 2003, que presta serviço para a
empresa, é que o responsável pelo recolhimento da contribuição do segurado é da empresa
ou do empregador doméstico.
É importante frisar que, no caso do início da contagem da carência para os demais
segurados, na hipótese de perda da qualidade desses segurados, somente serão
consideradas, para fins de carência, as contribuições efetivadas após novo recolhimento
sem atraso.

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4. SALÁRIO DE BENEFÍCIO (ARTS. 31 AO 34 DO RPS)


O salário de benefício é o valor básico utilizado para cálculo da renda mensal dos
benefícios de prestação continuada.
Entretanto, alguns benefícios não são calculados com base no salário de benefício. Nessas
situações, o cálculo do benefício será melhor estudado durante o estudo do benefício em si.
O salário de benefício, com a recente reforma da previdência social (EC n. 103/2019),
consiste na média aritmética simples dos salários de contribuição, atualizados
monetariamente, correspondentes a 100% do período contributivo desde a competência
julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela competência.
Portanto, após a recente reforma da previdência social (EC n. 103/2019), o assunto
passou a ser simplório, pois deixa de existir a regra dos maiores salários de contribuição
correspondentes a 80% de todo o período contributivo, bem como deixa de existir a
aplicação do fator previdenciário para o cálculo do salário de benefício para certos benefícios
previdenciários.

- Aposentadorias
programadas
Média aritmética simples dos
– Aposentadoria por salários de contribuição,
incapacidade permanente atualizados monetariamente,
Salário de (antiga aposentadoria correspondentes a 100% do
Benefício por invalidez) período contributivo desde a
- Auxílio por competência julho de 1994 ou
incapacidade temporária desde o início da contribuição,
(antigo auxílio-doença) se posterior àquela competência.
- Auxílio-acidente

Com o advento da Lei n. 14.331/2022, para o segurado filiado à Previdência Social até
julho de 1994, no cálculo do salário de benefício das aposentadorias, exceto a aposentadoria
por incapacidade permanente, o divisor considerado no cálculo da média dos salários de
contribuição não poderá ser inferior a 108 meses.
Como o período básico de cálculo do salário de benefício utiliza apenas os salários de
contribuição referentes às competências a partir de 07/1994, a lógica do fator divisor
considerado no cálculo do salário de benefício não ser inferior a 108 meses, para o segurado
filiado ao RGPS antes desta data, é evitar que beneficiário contribua um único mês sobre
o limite máximo mensal do salário de contribuição e venha a auferir um benefício nesse
valor (atualmente, R$ 8.157,41).
Dessa forma, o legislador utilizou o divisor correspondente a 60% da carência exigida
para as aposentadorias programáveis, ou seja, 60% de 180 meses, o que perfaz o fator
divisor de 108 meses.

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Ademais, para fins do cálculo das aposentadorias programadas para as quais seja
exigido tempo mínimo de contribuição, poderão ser excluídas do cálculo da média dos
salários de contribuição e das remunerações adotadas como base para contribuições a
regime próprio de previdência social ou como base para contribuições decorrentes das
atividades militares, utilizado para definição do salário de benefício, as contribuições
que resultem em redução do valor do benefício.
Para fins da exclusão mencionada, consideram-se programadas as aposentadorias
programada, especial e por idade do trabalhador rural e as aposentadorias transitórias por
idade e por tempo de contribuição, para as quais se exige tempo mínimo de contribuição.
O salário de benefício do segurado que contribuir em razão de atividades concomitantes
será calculado com base na soma dos salários de contribuição das atividades exercidas
na data do requerimento ou do óbito ou no período básico de cálculo.

OBSERVAÇÕES
O valor do salário de benefício não será inferior ao de um salário-mínimo, nem
superior ao limite máximo do salário de contribuição na data de início do benefício.
Todos os salários de contribuição utilizados no cálculo do salário de benefício serão
corrigidos, mês a mês, de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preço ao
Consumidor – INPC, referente ao período decorrido a partir da primeira competência
do salário de contribuição que compõe o período básico de cálculo até o mês anterior
ao do início do benefício, de modo a preservar o seu valor real.
Para fins de apuração do salário de benefício de qualquer aposentadoria precedida
de auxílio-acidente, o valor mensal deste será somado ao salário de contribuição, não
podendo o total apurado ser superior ao limite máximo do salário de contribuição.
Por fim, cabe a ressalva que, com a publicação da MP n. 664, de 30 de dezembro de
2014, convertida na Lei n. 13.135/2015, foi inserido o § 10 no art. 29 da Lei n. 8.213/1991,
determinando que o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) não
poderá exceder a média aritmética simples dos últimos doze salários de contribuição,
inclusive no caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12, a média
aritmética simples dos salários de contribuição existentes.

5. RENDA MENSAL DO BENEFÍCIO (ARTS. 35 AO 39 DO RPS)


A renda mensal do benefício é o valor efetivamente pago ao segurado. Ou seja, os
benefícios, quando calculados pelo salário de benefício, têm a incidência de um percentual,
constituindo, assim, a renda mensal do benefício.

RMB = % x SB

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Portanto, estudam-se quais são os percentuais aplicados ao salário de benefício para


cada benefício, cujo cálculo é feito utilizando a citada base de cálculo.
A renda mensal dos benefícios, cujo cálculo não é feito com base no salário de benefício,
será estudada durante a explicação do benefício em si.
A renda mensal do benefício de prestação continuada será calculada aplicando-se
sobre o salário de benefício os seguintes percentuais:

60% x SB + 2% para cada


ano que exceder o tempo de
Aposentadoria programada 20 anos, no caso do homem,
ou 15 anos, no caso da
mulher

60% x SB + 2% para cada


ano que exceder o tempo de
20 anos, no caso do homem,
Aposentadoria especial ou 15 anos, no caso da
mulher ou agente nocivo que
permita aposentar após 15
anos de exposição

60% x SB + 2% para cada


Aposentadoria por
ano que exceder o tempo de
incapacidade permanente
20 anos, no caso do homem,
(antiga aposentadoria por
ou 15 anos, no caso da
invalidez)
Renda mulher
Mensal do
Benefício
Aposentadoria por
incapacidade permanente
(antiga aposentadoria por
invalidez), quando
100% x SB
decorrente de acidente de
trabalho, de doença
profissional e de doença do
trabalho.

Aposentadoria por idade do 70% x SB + 1% para cada


trabalhador rural ano de contribuição

Auxílio por incapacidade


temporária (antigo auxílio- 91% x SB
doença)

Auxílio-acidente 50% x SB

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Em relação aos percentuais a serem aplicados aos salários de benefícios, no intuito de


se chegar ao valor da renda mensal do respectivo benefício, antes deve-se explicar uma
regra básica em relação aos benefícios previdenciários, a qual segue abaixo.
A renda mensal do benefício de prestação continuada que substituir o salário de
contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do
salário-mínimo nem superior ao limite máximo do salário de contribuição, exceto a
aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) quando o
segurado necessitar da assistência permanente de outra pessoa (acréscimo de 25% do valor
benefício) e o salário-maternidade para as seguradas(os) empregada(o) e trabalhadora(or)
avulsa(o).
Conclui-se, portanto, que o benefício previdenciário quanto a sua natureza pode
ser enquadrado como benefício remuneratório, também conhecido como benefício
substituidor, ou benefício indenizatório, também conhecido como benefício complementar.
Os benefícios remuneratórios (substituidores) são aqueles que visam substituir a
remuneração do segurado. Portanto, não podem ser inferiores a 1 salário-mínimo.
Já os benefícios indenizatórios (complementares) são aqueles que visam complementar
a remuneração do segurado. Portanto, podem ser inferiores a 1 salário-mínimo.

Visam substituir a remuneração


Remuneratórios do segurado. Portanto, não
(substituidores) podem ser inferiores a 1
salário-mínimo.
Benefícios
quanto à sua
natureza
Visam complementar a
Indenizatórios remuneração do segurado.
(complementares) Portanto, podem ser inferiores
a 1 salário-mínimo.

Só existem 2 benefícios indenizatórios (complementares) que são o auxílio-acidente


e o salário-família. Todos os demais benefícios são remuneratórios.
Por fim, algumas observações são necessárias.
No caso de segurado empregado, inclusive o doméstico, e de trabalhador avulso que
tenham cumprido todas as condições para a concessão do benefício pleiteado, mas não
possam comprovar o valor de seus salários de contribuição no período básico de cálculo,
será concedido o benefício de valor mínimo, devendo esta renda ser recalculada quando
da apresentação de prova dos salários de contribuição.
Após a cessação do auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) decorrente
de acidente de qualquer natureza ou causa, tendo o segurado retornado ou não ao trabalho,

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se houver agravamento ou sequela que resulte na reabertura do benefício, a renda mensal


será igual a 91% do salário de benefício do auxílio por incapacidade temporária (antigo
auxílio-doença) cessado, corrigido até o mês anterior ao da reabertura do benefício, pelos
mesmos índices de correção dos benefícios em geral.

6. REAJUSTAMENTO DO VALOR E PAGAMENTO DOS


BENEFÍCIOS (ARTS. 40 AO 42 DO RPS)
Os valores dos benefícios em manutenção serão reajustados, na mesma data de
reajuste do salário-mínimo, pro rata, de acordo com suas respectivas datas de início
ou do último reajustamento, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor
– INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Os benefícios com renda mensal superior a 1 salário-mínimo serão pagos do 1º ao 5º
dia útil do mês subsequente ao de sua competência, observada a distribuição proporcional
do número de beneficiários por dia de pagamento.
Os benefícios com renda mensal no valor de até 1 salário-mínimo serão pagos
no período compreendido entre o 5º dia útil que anteceder o final do mês de sua
competência e o 5º dia útil do mês subsequente, observada a distribuição proporcional
dos beneficiários por dia de pagamento.

Data Mesma data do reajuste do salário-mínimo


Reajuste do
benefício
Índice Índice Nacional de Preço ao Consumidor – INPC

Benefício superior Do 1º ao 5º dia útil do mês


a 1 salário-mínimo subsequente ao de sua competência
Pagamento
do benefício
Do 5º dia útil que anteceder o final do
Benefício até 1
mês de sua competência e o 5º dia útil
salário-mínimo
do mês subsequente

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