Análise de Redes Elétricas: Fasores e Potência
Análise de Redes Elétricas: Fasores e Potência
2.1 Fasores
Sabemos já, que uma tensão ou corrente sinusoidais com uma frequência constante
podem ser caracterizados por dois parâmetros: O valor da amplitude máxima (crista
ou pico) e o ângulo de fase. Isto é, uma tensão dada por:
Umax
U= (2.1.2)
2
Eixo Imaginário
U
jUsinδ
δ
Eixo Real
Ucosδ
A identidade de Euler pode então ser usada para converter da forma exponencial
para a rectangular. Por exemplo, a tensão
u(t) = 169,7cos(ω t + 60 o )
196,7
U= ∠60 o = 120∠60 o V
2
Analogamente, a corrente
i(t) = 100cos(ω t + 45 o )
100
Tem o valor máximo Imax = 100 A, um valor eficaz I = = 70,7 A , ângulo de fase
2
de 45o, e uma representação fasorial
IR IL IC
+ +
+
U R U jXL U - jXC
-
- -
a) Resistência
U
IR = , onde R é a resitência do circuito ;
R
b) Indutância
U
IL = , onde jX L = j ω L
jX L
c) Capcitância
U 1
IC = , onde − jX C =
− jX C jωC
IC
IR U U U
IL
U
IR =
R
onde
Umax
IRmax =
R
cos 2 α =
1
[1 + cos( 2α )]
2
Vem:
Como se pode ver em (2.2.3), a potência instantânea absorvida pela resistência tem
um valor médio dado por:
2π 2π
ω ω
U2
PR =
1
2π ∫
p ( t )dt =
1
∫ UIR {1 + cos[2(ω t + δ )]}dt =U IR = = I2R
2π R
0 0
ω
Isto é,
U2
PR = UIR = = I2R (2.2.4)
R
U
IL =
jXL
Portanto,
onde:
Umax
ILmax =
XL
cosAcosB =
1
[cos(A − B) + cos(A + B)] ,
2
Vem:
1
Umax ILmax cos(ω t + δ)cos(ω t + δ − 90 o ) = Umax ILmax cos[2(ω t + δ) − 90 o ]
2
U
IC =
− jX C
onde:
Umax
ICmax =
XC
1
sendo X C = a reactância capacitiva.
ωC
1
= UmaxImax {cos(δ − β) + cos[2(ω t + δ) − (δ − β)]}
2
Assim.
Icos(δ − β ) = IR
fazendo:
Isin(δ − β ) = I
X
vem:
PR(t) PX(t)
Q = UI X = UIsin(δ − β) (2.2.12)
A tensão u(t ) = 141,4 cos(ωt ) é aplicada a uma carga composta de uma resistência
de 10Ω paralela a uma reactância inductiva de 3,77 Ω. Calcula a potência
instantânea absorvida pela resistência e pela inductância. Calcula também a
potência activa e reactiva absorvida pela carga e o factor de potência.
Resolução:
Circuito Equivalente
IR IL
+ + +
10Ω j3,77 Ω
- - -
141,4
U= ∠0 o = 100∠0 o V (referência)
2
A corrente na resistência é:
U 100∠0 o
IR = = = 10∠0 o A
R 10
A corrente na indutância é:
U 100∠0 o
IL = = = 26,53∠ − 90 o A
jX L 3,77∠90 o
A corrente total é:
O factor de potência é:
Observação:
As potências PR (t) e PX(t) dadas por (2.2.10) são estritamente válidas apenas
para uma carga com R-X paralelos. Para uma carga geral RLC, a tensão na
resistência e na reactância poderão não estar em fase com a fonte u(t),
resultado desfasamentos adicionais em PR(t) e PX(t). Contudo, as equações
(2.2.11) e (2.2.12) respectivamente para P e Q são válidas para uma carga
complexa RLC geral.
Tensão: U = U∠δ ,
Corrente: I = I∠β .
+
+
U
U
-
-
Convenção carga:
Convenção de gerador:
Exemplo 2.2
*
S = UI = [100∠130 o ]x[10∠10 o ] *
= [100∠130 o ]x[10∠ − 10 o ]
= 1000∠120 o = −500 W + j866 VAR
P=Re[S]= -500 W
Q=Im[S]=+866 VAR
Portanto, a fonte absorve 500 W e entrega 866 VAR. Para quem esteja familiarizado
com máquinas eléctricas, facilmente reconhecerá que a fonte poderá ser um motor
síncrono. Quando um motor síncrono opera com um factor de potência em avanço,
ele absorve potência activa e entrega (produz) potência reactiva.
U U2
Resistência: SR = UIR * = [U∠δ][ ∠ − δ] = (2.3.3)
R R
* U U2
Indutância: SL = UIL = [U∠δ]x[ ∠ − δ] = j (2.3.4)
− jX L XL
U U2
Capacitância: S C = U IC * = [U∠δ ]x[ ∠ − δ] = − j (2.3.5)
jX L XC
• Uma resistência positiva absorve uma potência activa positiva dada por:
U2
PR = e uma potência reactiva nula.
R
• Uma indutância absorve uma potência activa nula PL=0 e uma potência
U2
reactiva positiva dada por: Q L = .
XL
Para uma carga complexa RLC, a potência complexa também pode ser calculada a
partir de (2.3.1). A potência activa P=Re[ S ] absorvida por uma carga passiva é
sempre positiva. A potência reactiva Q=Im[ S ] absorvida por uma carga pode ser
positiva ou negativa. Quando a carga é indutiva a corrente está atrasada em relação
a tensão, isto é, β é menor que δ em (2.3.1), e a potência reactiva absorvida é
positiva. Quando a carga é capacitiva, a corrente está adiantada em relação à
tensão, o que significa que β é maior que δ e, portanto, a potência reactiva absorvida
é negativa. Em outras palavras, a carga capacitiva gera potência reactiva positiva.
Q = U I sin (δ − β ) [VAR ]
(δ − β )
P = U I cos (δ − β ) [W ]
S = P2 + Q2 (2.3.6)
Q
(δ − β) = arctan (2.3.7)
P
Exemplo 2.3
Uma fonte monofásica sumnistra 100KW a uma carga operando com um factor de
potência de 0,8 (indutivo). Calcula a potência reactiva a ser sumnistrada por um
condensador em paralelo com uma carga de modo a subir o factor de potência para
0,95 (inductivo). Desenhe também o triângulo de potências para a fonte e a carga.
Considere a tensão da fonte constante e despreze a impedância da linha entre a
fonte e a carga.
Resolução
Circuito equivalente
Ps
Qs
PR QL QC
ΘL = 36,87 º
Q L = 75 kVA
Q S = 32,87 kVAR
Θ S = 18,19 º
P = PS = PR = 100 kW
Figura 2.6 Circuito e triângulo de potências para o exemplo 2.3
θL = (δ − βL ) = ar cos(0,8) = 36,87 0
QL = P tanδL = 100 tan(36,87 0 ) = 75 kVAR
P
SL = = 125KVA
cos ΘL
0
θ S = (δ − β S ) = ar cos (0,95) = 18,19
Q S = P tanδ S = 100 tan(18,19 0 ) = 32,87 kVAR
P
SS = = 105,3KVA
cosθ S
O capacitor sumnistra:
QC=QL-QS=75-32,87=42,13kVAR
Como mostrado na Figura 2.6, a potência aparente da fonte neste exemplo diminui
de 125KVA sem condensadores, para 105,3 kVA com condensadores. A corrente da
S
fonte também da fonte também baixa, pois: IS = S
U
Nó 1:
Nó 2:
Nó 3:
1 1 1 E S1
U10 + + U20 − = (2.4.4)
X L1 X C1 X C1 X L1
1 1 1 1 1 1 1 ES 2
U10 − + U20 + + + + U30 − ( + ) = (2.4.5)
X C1 X L2 X C1 X CC X LL X CC X LL X L2
1 1 1 1 1 ES3
U20 − ( + ) + U30 + + = (2.4.6)
X CC X LL X L3 X CC X LL X L3
E S1
1 1 1
( X + X ) −(
X
) 0 U10 X L1
L1 C1 C1
ES 2
−( 1 ) (
1
+
1
+
1
+
1
) −(
1
+
1
) U20 = (2.4.7)
X C1 X L2 X C1 X LL X CC X LL X CC X L2
1 U30
ES 3
1 1 1 1
0 −( + ) ( + + )
X LL X CC X L3 X LL X CC
X L3
Uma inspecção à equação (2.4.7) mostra que as equações de nó podem ser escritas
segundo as seguintes passos:
Passo 1:
1
XLL = j Ω
2
1
XC1 = − j Ω
3
1(U10 ) 2 (U20 )
3 (U30 )
X cc = − j1Ω
1
XL1 = j Ω XL2 = j1Ω 1
10 XL3 = j Ω
4
E s1 E s2 E s3
Passo 2
− j2S
j3S
1 2
3
j1S
− j10 S − j1 S
I1 I2 I3 − j4 S
Onde:
E S1
I1 = 1
j
10
E S2
I2 = I1 (2.4.8)
j1
E S3
I3 = 1
j
4
Y •U = I (2.4.10)
ou
− 7 − 3 0 U10 I1
j − 3 1 1 U20 = I2 (2.4.13)
0 1 − 5 U30 I3
Ic
Ia
c A
E an a C ZY ZY
In
Ecn
n N
Ebn ZY
Ib
b B
E an = 10∠0 o V
E bn = 10∠ − 120 o = 10∠ + 240 o V (2.5.1)
E cn = 10∠ + 120 o = 10∠ − 240 o V
sendo a amplitude de cada fase 10V. Ean é o fasor tensão de referência. A sequência
abc de tensões de fase diz-se positiva quando Ean está adiantada em relação a E bn
em 120o, E bn 120o em relação a E cn . A sequência diz-se negativa ou sequência acb
quando E bn está adiantada 120o em relação a E cn e E cn está adiantada 120o em
relação a E bn . As tensões em (2.5.1) são de sequência positiva, uma vez que Ean
está adiantada 120o em relação a E bn . A figura 2.10 apresenta o respectivo diagrama
fasorial.
E cn
1200
E an
Ebn
E ab = E an − Ebn (2.5.2)
− 1− j 3
E ab = 10∠ 0 o − 10∠ − 120 o = 10 − 10
2
3 + j1
E ab = 3 (10) = 3 (10∠30 o )V (2.5.3)
2
Portanto, as tensões de linha de (2.6.3) a (2.6.5) são também equilibradas uma vez
que também têm a mesma amplitude e existe um desfasamento de 120o entre duas
fases consecutivas. Comparando estas tensões com as tensões de fase em (2.5.1)
chega-se à seguinte conclusão:
Num sistema trifásico equilibrado ligado em estrela com fontes de sequência positiva,
as tensões de linha são 3 vezes as tensões de fase e estão em avanço 30o. Isto é,
E ab = 3E an ∠ + 30 o
o
E bc = 3E bn ∠ + 30 (2.5.6)
E ca = 3E ∠ + 30 o
cn
Esta conclusão importante é sumarizada na figura 2.11 (a). Cada fasor começa na
origem do diagrama fasorial. Na Figura 2.11 (b) as tensões de linha formam um
triângulo equilátero com os vértices a, b, c, correspondentes as barras a, b, c, do
sistema, as tensões de fase começam nos vértices e terminam no centro do
triângulo, que é designado n, isto é, a barra neutra n. Também a sequência horária
dos vértices do triângulo a, b, c na Figura 2.11(b) indica tensões de sequência
positiva. Em ambos os diagramas, E an é tomado como referência. Contudo, o
diagrama pode ser rodado para ajustá-lo a qualquer outra referência.
− E an
E ab E ab
Eca Ecn
30 0 − Ebn Ebn
E an Ebc
E an Ecn
Ebn
Eca
Ebc
− Ecn
Figura 2.11: Sequência positiva de tensões de fase e de linha num sistema trifásico
equilibrado ligado em estrela.
Já que as tensões de linha formam um triângulo fechado na Figura 2.11, sua soma é
nula. Com efeito, a soma das tensões de linha é sempre nula, mesmo em sistemas
não equilibrados, uma vez que estas tensões formam um caminho fechado sobre as
barras a, b e c. Em sistemas equilibrados, adicionalmente, a soma das tensões de
fase é nula.
E an
Ia =
ZY
E bn
Ib = (2.5.7)
ZY
E cn
Ic =
ZY
Por exemplo, se cada fase de carga tem uma impedância Z Y = 2∠30 o Ω , vem para
as corrente de linha:
E an 10∠0 o
Ia = = = 5∠ − 30 o A
o
ZY 2∠30
E bn 10∠ − 120 o
Ib = = = 5∠ − 150 o A (2.5.8)
o
ZY 2∠30
o
Ic = E cn = 10∠120 = 5∠90 o A
ZY 2∠30 o
In = Ia + Ib + Ic (2.5.9)
In = 5∠ − 30 o + 5∠ − 150 o + 5∠90 o
3 − j1 − 3 − j1
= 5 + 5
+ j5 = 0
(2.5.10)
2 2
Ib Ic
Ia
Figura 2.12 Diagrama fasorial das correntes de linha num sistema trifásico
equilibrado.
Eab
IAB =
Z∆
Ebc
IBC = (2.5.11)
Z∆
Eca
ICA =
Z∆
Ic
Ia
c ICA
E an A
a C
Z∆
E cn n Z∆ Z∆
IBC I AB
Ebn
Ib
b B
No exemplo dado, as tensões de linha são dadas pelas equações (2.5.3) a (2.5.5) e
o
se Z ∆ = 5∠30 Ω , as correntes na carga ∆ serão:
Eab 10∠30 o
I AB = = 3 = 3,464∠0 o A
o
Z∆ 5∠30
E bc 10∠ − 90 o
IBC = = 3 = 3,464∠ − 120 o A (2.5.12)
o
Z∆ 5∠30
E ca 10∠150 o
I = = 3 = 3,464∠120 o A
CA
o
Z∆ 5∠30
Ia = 3I AB ∠ − 30 o A
o
Ib = 3IBC ∠ − 30 A (2.5.14)
Ic = 3I ∠ − 30 o A
CA
IC
ICA
I AB
− 300
IB
IBC
IA
Figura 2.14: Diagrama fasorial das correntes de linha e de carga para uma carga
equilibrada em delta.
3 E ab
I A = 3 I AB ∠ − 30 o = ∠ − 30 o (2.5.15)
Z∆
e para a carga em estrela:
E an E AB
IA = = ∠ − 30 o (2.5.16)
ZY 3ZY
E AB ∠ − 30 o 3 E ab
= ∠ − 30 o
3ZY Z∆
Z∆
ZY = (2.5.17)
3
Ic
Ic C
Ia
Ia
A
ICA
A
C
Z∆
Z∆ Z∆
IBC IAB ZY ZY
Ib
B
ZY
Ib
B
Exemplo 2.5
Uma fonte equilibrada de sequência positiva ligada em estrela com uma tensão
∠0 o V é aplicada a uma carga equilibrada em ∆ com uma impedância
E ab = 480∠
∠ 40 o Ω . A impedância da linha entre a fonte e a carga é Z L = 1∠
Z ∆ = 30∠ ∠85 o Ω por
fase. Calcula as correntes de linha, as correntes de carga em delta, e a tensão aos
terminais da carga.
480
∠ − 30 o
E an 3
Ia = = = 25,83∠ − 73,78 o A
Z L + Z Y 1∠85 o + 30 ∠ 40 o
3
Ib = 25,83∠166,22 o A
(2.5.18)
Ic = 25,83∠ 46,22 o A
Ic ZL
c
Ia ZL a
C E an
A
ZY
E cn N ZY
n
Ebn
ZL ZY
B Ib b
Z ∆ 30
onde Z Y = = ∠ 40 o = 10∠ 40 o Ω .
3 3
I∠30 o 25,83
I AB = = ∠( −73,78 o + 30 o ) = 14,91∠ − 43,78 o A
3 3
ICA = 14,91∠76,22o A
E CA = 447,3 ∠116,22 o V
Quando se trabalha com sistemas trifásicos equilibrados, apenas uma fase precisa
ser analisada. As cargas em delta podem ser transformadas nas suas equivalentes
estrela e todos os pontos neutros das fontes e cargas podem ser ligados entre si por
um condutor com impedância nula sem alterar a solução. Assim, podemos resolver o
circuito para uma fase apenas. As tensões e correntes nas outras duas fases são
iguais em amplitude mas com desfasamento de ±120o em relação as das fases
determinadas. A Figura 2.17 mostra um circuito monofásico equivalente para o
problema do exemplo 2.5.
Z L = 1∠85 o Ω
b A
E an =
480
∠ − 30 o V Z Y = 10∠ 40 0 Ω
3
n N
i c (t)
ZG ZG
i a (t)
ucn (t)
E cn uan (t)
E an
E bn
ubn (t)
ZG
ia (t)
onde ULN é o valor eficaz da tensão fase-terra e IL o valor eficaz da corrente de linha.
A potência instantânea subministrada pela fase a do gerador será:
e para a fase c,
A potência total instantânea suministrada pelo gerador será a soma das potências
instantâneas fornecidas por cada fase, isto é,
A equação (2.5.25) pode ser rescrita em termos da tensão de linha ULL em vez da
U
tensão fásica ULN. Sob condições de equilíbrio, ULN = LL resultando,
3
P3Φ = 3ULLIL cos(δ − β) (2.5.26)
Uma inspecção da equação (2.5.26) leva- nós a concluir que a potência total
instantânea subministrada por um gerador trifásico equilibrado não é uma função do
tempo, mas sim uma constante dada por:
Ia = IL ∠β (2.5.29)
( )*
S a = ULN Ia = ULN∠(δ )IL ∠( −β) = (ULNIL )∠(δ − β)
(2.5.30)
= ULNIL cos(δ − β) + jULNIL sin(δ − β)
S 3φ = S a + S b + S c = 3S a
= 3ULNIL ∠(δ − β) (2.5.31)
= 3ULNIL cos(δ − β) + j3ULNIL sin(δ − β)
onde:
P3Φ = Re(S 3Φ ) = 3ULNIL cos(δ − β) = 3ULLIL cos(δ − β) (2.5.33)
Para uma carga equilibrada em ∆, a tensão de linha na fase a–b e a corrente para o
terminal positivo dessa impedância de carga podem ser representados por:
Iab = I ∆ ∠β (2.5.37)
onde ULL é o valor eficaz da tensão de linha e I∆ é o valor eficaz da corrente de carga
∆. A potência complexa Sab absorvida pela fase a-b será:
*
S ab = Uab Iab = ULLI∆ ∠(δ − β) (2.5.38)
S 3Φ = P3Φ + jQ 3Φ (2.5.40)
ZL
ZL
ZG
ZY
ZG
ZY
n1
N1
n2 N2
n3
N3
ZL = R L + j ω L
ZY
ZG
Por outro lado, a equação para a potência instantânea sumnistrada por um gerador
monofásico sob condições estacionárias de funcionamento é a mesma que a
2.7.1 Definição
Já foi visto que um sistema eléctrico apresenta uma grande diversidade de níveis de
tensão. Este facto pode trazer problemas no acto de modelação e simulação por
computador, já que a variação das grandezas é extremamente grande. Para
contornar esse problema foi desenvolvido o método normalizado, baseado em
valores por unidade.
Por definição, valor por unidade de uma grandeza é o valor dessa grandeza
representada pela relação entre o valor da grandeza e o valor base da mesma
grandeza, escolhido como referência.
Valor verdadeiro de x
χ pu = (2.7.1)
Valor base de x
Exemplo 2.6
Referir as tensões abaixo apresentadas em valores p.u., usando como base o valor
de 120KV.
126KV
a) U1= 126 KV U1pu = = 1,05pu
120KV
109KV
b) U2= 109 KV U 2pu = = 0,908pu
120KV
120KV
c) U3= 120 KV U3pu = = 1,00pu
120KV
500KV
d) U4= 500 KV U 4pu = = 4,17pu
120KV
• Tensão (Ubase)
• Potência aparente (Sbase)
S base
Ibase = (2.7.2)
Ubase
e
2
U Ubase Ubase
Zbase = base = = (2.7.3)
Ibase Sbase Sbase
Ubase
Ibase
Z base
Z base
UbaseLL
Ubasef Z base
S base3 Φ
Ibase = (2.7.4)
3UbaseLL
Ubasef
Z base = (2.7.5)
Ibase
UbaseLL UbaseLL
3 3 U2
Z base = = = baseLL (2.7.6)
Ibase S base3 Φ S base3 Φ
3UbaseLL
Na base 1, vale:
Z real
Z pu1 = donde, Z real = Z pu1Z base1 (2.7.7)
Z base1
Na base 2,
Z real
Z pu2 = donde também, Z real = Z pu2 Z base2 (2.7.8)
Z base2
Igualando as duas equações, uma vez que a impedância real em qualquer das bases
é a mesma, vem:
ou
U2
base1
Sbase1 2
Z base1 Ubase1 S base2
Z pu2 = Z pu1x = Z pu1x = Z pu1x (2.7.10)
Z base2 U2 Ubase2 S base1
base2
S base2
ou também:
Exemplo 2.7
Um sistema de potência trifásico tem como base 100 MVA e 230KV. Determinar:
a) A corrente de base:
S base3Φ 100x10 6
Ibase = = = 251,02A
3UbaseLL 3 x230x10 3
b) Impedância de base
Z based =
2
UbaseLL
=
(230x10 3 )
2
= 529Ω
S base 100x10 6
c) Admitância base
1 1
Ybased = = = 1,84x10 − 3 S
Z base 529
I 502,04
Ipu = = = 2pu
Ibase 251,02
e) Impedância Z =264,5+j1058 Ω,
em pu,
264,5 + j1058
Z pu = = 0,5 + j2pu
529
Z LT 26,45
Z LTpu = = = 0,05pu
Z base 529
Exemplo 2.8
Resolução
Ubasenova = 13,2 KV
2 2
U S basenovo 13,8 100
X punovo = X puvelho basevelho = 0,2 = 0,44pu
Ubasenovo S basevelho 13,2 50
A 1 = 5∠30 0 e A 2=-3 + j4
a) Passe A1 para a forma rectangular;
b) Passe A 2 para as formas polar e exponencial;
c) Calcula A 3 = A1 + A 2 e apresente a resposta na forma polar;
d) Calcula A 4 = A1 x A 2 e apresnte a resposta na forma rectangular;
A1
e) Calcula A 5 =
( )
A2 *
e apresnte a resposta na forma exponencial.
2.8.4 A tensão u(t)=359.3 cos(ωt) volts é aplicada sobre uma carga que consiste
numa resistência de 10 Ω em paralelo com uma reactância capacitiva Xc=25
Ω. Calcula:
a) A potência instantânea absorvida pelo resistência;
b) A potência instantânea absorvida pelo capacitor;
c) A potência activa absorvida pelo resitor;
d) A potência reactiva entregue pelo capacitor;
e) O factor de potência do circuito.
2.8.11 Uma fonte monofásica de corrente alternada tem uma tensão aos terminais de
U = 120∠0 0 V e uma corrente de I = 10∠0 0 A , que deixa o terminal positivo
da fonte. Calcula a potência activa e reactiva e determina se a fonte absorve
ou entrega cada uma dessas potências.
0,02Ω j 0,2 Ω
1 2
0,1 Ω 0,1 Ω
j0,5 Ω j0,5 Ω
- j0,1Ω - j0,1Ω
E S1 = 1,0∠30 o V E S2 = 1,0∠0 o V
2.8.15 Uma fonte de tensão trifásica equilibrada de 208-V alimenta uma carga
trifásica também equilibrada. Se a corrente de linha Ia medida for de 10 A e
estiver em fase com a tensão linha-linha Ubc , calcula a impedância por fase
da carga se:
a) A carga for ligada em Y;
b) A carga for ligada em ∆.
2.8.20 Dois geradores trifásicos alimentam uma carga trifásica através de duas linhas
de alimentação separadas. A carga absorve 30 kW com um factor de potência
0,8 atrasado. A impedância da linha entre o gerador G1 e a carga é de
(1,4 + j 1,6 ) Ω por fase, e a impedância da linha entre o gerador G2 e a carga
é de (0,8 + j 1,0 ) Ω por fase. Se o gerador G1 fornece 15 kW com um factor de
potência 0,8 atrasado, e uma tensão de linha aos terminais do gerador de 460
V, determina:
a) A tensão aos terminais da carga;
b) A tensão aos terminais do gerador G2;
Z AB = j 10 Ω ; Z BC = j 20 Ω ; Z CA = j 25 Ω