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Devas: Entidades da Evolução Superior

Os devas, seres espirituais na tradição hindu, são considerados anjos e estão em uma evolução superior à da humanidade, com corpos mais fluídicos e uma forma menos definida. Eles se dividem em várias classes, incluindo Kamadevas, Rupadevas e Arupadevas, e têm um papel importante na regulação do karma humano. Os Devarajas, regentes dos quatro elementos, também desempenham um papel crucial no destino humano, equilibrando as ações e intenções dos indivíduos ao longo de suas vidas.
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Devas: Entidades da Evolução Superior

Os devas, seres espirituais na tradição hindu, são considerados anjos e estão em uma evolução superior à da humanidade, com corpos mais fluídicos e uma forma menos definida. Eles se dividem em várias classes, incluindo Kamadevas, Rupadevas e Arupadevas, e têm um papel importante na regulação do karma humano. Os Devarajas, regentes dos quatro elementos, também desempenham um papel crucial no destino humano, equilibrando as ações e intenções dos indivíduos ao longo de suas vidas.
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OS DEVAS

Os seres chamados devas pelos hindus, são denominados anjos pelos demais, e também filhos
de Deus etc. Pertencem a uma evolução diferente da que rege a humanidade, uma evolução
na qual podem ser vistos como um reino logo acima da humanidade.

Na literatura oriental, a palavra deva é também usada, vagamente, para classificar qualquer
tipo de entidade não-humana. Aqui a usaremos no estrito sentido apontado acima.

Jamais serão humanos, porque a maioria deles já está além desse estágio, mas há alguns,
entre eles, que foram humanos no passado.

Os corpos dos devas são mais fluídicos do que os dos homens, sendo a textura da aura, por
assim dizer, mais frouxa. São capazes de expansão e contração muitíssimo maiores e têm certa
qualidade ígnea que os torna nitidamente distinguíveis do ser humano comum. A forma dentro
da aura de um deva, que é sempre aproximadamente uma forma humana, é muito menos
definida do que a do homem: o deva vive mais na circunferência, mais em toda a sua aura do
que o homem. Os devas aparecem, habitualmente, como seres humanos de tamanho
gigantesco. Tem uma linguagem colorida, que não pode ser provavelmente definida como a
nossa linguagem, embora sob certos aspectos seja mais expressiva.

Os devas estão, quase sempre, à mão e dispostos a expor e a exemplificar assuntos, ao longo
de sua própria linha, para qualquer ser humano suficientemente desenvolvido para apreciá-
los.

Embora relacionados com a terra, os devas evoluem através de um grande sistema de sete
cadeias, sendo o todo dos nossos sete mundos como um só mundo para eles. Muito poucos,
entre os da nossa humanidade, alcançaram o nível do qual é possível reunir-se à evolução dos
devas. A maioria dos recrutas do reino deva tem vindo de outras humanidades do sistema
solar, umas inferiores e outras superiores à nossa.

O objetivo da evolução dévica é elevar sua fileira mais avançada a um nivel muito mais alto do
que o pretendido pela humanidade em período igual.

As três grandes divisões inferiores dos devas são: (1) Kamadevas, cujo corpo inferior é o astral;
(2) Rupadevas, cujo corpo inferior é o mental inferior; (3) Arupadevas, cujo corpo inferior é o
mental superior, ou causal.

A manifestação dos Rupadevas e Arupadevas no plano astral é, pelo menos, tão rara como
para uma entidade astral é a sua materialização no plano físico.

Acima destas classes, há quatro outras grandes divisões, e acima e além do reino dévico estão
as grandes hostes dos Espíritos Planetários.

Aqui estamos tratando, principalmente, dos Kamadevas. A média geral, entre eles, é muito
mais elevado do que entre nós, porque tudo quanto é positivamente mau de há muito foi
eliminado de seu meio. Diferem largamente em disposição, e um homem realmente espiritual
pode muito bem estar em evolução mais elevada do que alguns deles.
Certas evocações mágicas podem atrair-lhes a atenção, mas a única vontade humana que
pode dominar a deles é a de uma certa elevada classe de Adeptos.

Em regra, parecem pouco conscientes de nosso mundo fisico, embora um deles possa
ocasionalmente prestar lhe assistência, mais ou menos como o faríamos quando em auxilio de
um animal. Compreendem entretanto que, no presente estágio, qualquer interferência com os
assuntos humanos tende a produzir mais mal do que bem.

É desejável que se mencione, aqui, os quatro Devarajas, embora eles não pertençam,
estritamente falando, a qualquer das nossas classes.

Esses quatro passaram por uma evolução que, certamente, em nada corresponde à da nossa
humanidade.

Fala-se deles como Regentes da Terra, Anjos dos Quatro Pontos Cardeais, ou Chatur
Maharajas. Governam, não os devas, mas os quatro "elementos" da terra, da água, do ar, e do
fogo, com as essências e espíritos-da-natureza que neles moram.

A Doutrina Secreta fala deles como "globos alados e rodas de fogo", e na Bíblia cristã, Ezequiel
tenta descrevê-los com palavras bastante semelhantes. Referências a eles são feitas na
simbologia de todas as religiões, e são sempre altamente reverenciados como protetores da
humanidade.

São eles os agentes do Karma do homem durante sua vida terrena e têm assim um papel
muito importante no destino humano. As grandes deidades kármicas do Cosmos, os Lipika,
pesam as ações de cada personalidade ao fim de sua vida astral e dão por assim dizer o molde
de um duplo etérico inteiramente apropriado ao seu karma, para o próximo nascimento do
homem. Mas são os Devarajas que, tendo o comando dos "elementos" dos quais o duplo
etérico deve ser formado, arranjam suas proporções de forma a preencher inteiramente as
intenções dos Lipika.

Através de toda a vida, eles contrabalançam constantemente as mudanças introduzidas nas


condições do homem pela sua própria e livre vontade e a dos que o rodeiam, de forma que
aquele karma possa ser exata e justamente esgotado. Erudita dissertação sobre esses seres
pode ser encontrada na obra A Doutrina Secreta. Eles podem tomar a forma humana quando o
desejem, e sabe-se de casos em que fizerem isso.

Todos os espíritos-da-natureza de ordem superior e as hostes de elementais artificiais atuam


como seus agentes no estupendo trabalho que fazem: mas todos os fios estão em suas
próprias mãos e eles assumem a inteira responsabilidade. Raramente se manifestam no plano
astral, mas quando o fazem são certamente os mais notáveis de seus habitantes não-humanos.

Na realidade, devem ser sete, e não quatro Devarajas, mas para além do circulo da Iniciação
pouco é sabido e menos pode ser dito em relação aos três superiores.

-O Corpo Astral, Arthur E. Powell

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