Conceitos Básicos de Números Inteiros
Conceitos Básicos de Números Inteiros
Bons estudos!
Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números naturais N = {0,
1, 2, 3, 4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este conjunto é denotado pela
letra Z (Zahlen = número em alemão).
Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a distância ou afastamento desse número até o zero,
na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
1
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Números Opostos: Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quando apresentam soma
zero; assim, os pontos que os representam distam igualmente da origem.
Exemplo: O oposto do número 3 é -3, e o oposto de -3 é 3, pois 3 + (-3) = (-3) + 3 = 0
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e vice-versa; particularmente o oposto de
zero é o próprio zero.
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo
nunca pode ser dispensado.
1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a
variação da temperatura?
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – (+3) = +3
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura
baixou de 3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = +3
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
Temos:
2
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(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto
do segundo.
Fique Atento: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ... , entre outros, precedidos de sinal
negativo, tem o seu sinal invertido, ou seja, é dado o seu oposto.
Considerando os exemplos dados, concluímos que, para efetuar a divisão exata de um número inteiro
por outro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
Exemplo: (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não podem ser realizadas em Z, pois o resultado
não é um número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e não tem a propriedade da existência
do elemento neutro.
- Não existe divisão por zero.
- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, é zero, pois o produto de qualquer
número inteiro por zero é igual a zero.
Exemplo: 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0
3
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Potenciação de Números Inteiros
A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é
denominado a base e o número n é o [Link] = a x a x a x a x ... x a , a é multiplicado por a n vezes
Exemplos:
33 = (3) x (3) x (3) = 27
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
(-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+9)² = (+9) x (+9) = 81
- Propriedades da Potenciação:
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e somam-se os expoentes. (–7)3
. (–7)6 = (–7)3+6 = (–7)9
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Radiciação de Números Inteiros
A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro
não negativo b que elevado à potência n fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto
que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical).
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro
não negativo que elevado ao quadrado coincide com o número a.
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas
aparecimento de:
9 = ± 3, mas isto está errado. O certo é: 9 = +3
Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte
em um número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro
que elevado ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos cálculos somente aos
números não negativos.
Exemplos:
3
(a) 8 = 2, pois 2³ = 8.
(b) 3
8 = –2, pois (–2)³ = -8.
3
(c) 27 = 3, pois 3³ = 27.
(d) 3
27 = –3, pois (–3)³ = -27.
Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números inteiros, concluímos que:
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número inteiro negativo.
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro.
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Questões
02. (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja
gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
05. (Operador de máq./Pref. Coronel Fabriciano/MG) Quantos são os valores inteiros e positivos de
𝑥+15
x para os quais 𝑥+5 é um número inteiro?
(A) 0
(B) 1
(C) 2
(D) 3
6
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(E) 4
06. (CASA DA MOEDA) O quadro abaixo indica o número de passageiros num voo entre Curitiba e
Belém, com duas escalas, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília. Os números positivos indicam a
quantidade de passageiros que subiram no avião e os negativos, a quantidade dos que desceram em
cada cidade.
Curitiba +240
07. ([Link] Niterói) As variações de temperatura nos desertos são extremas. Supondo que durantes
o dia a temperatura seja de 45ºC e à noite seja de -10ºC, a diferença de temperatura entre o dia e noite,
em ºC será de :
(A) 10
(B) 35
(C) 45
(D) 50
(E) 55
08. ([Link] Niterói) Um trabalhador deseja economizar para adquirir a vista uma televisão que custa
R$ 420,00. Sabendo que o mesmo consegue economizar R$ 35,00 por mês, o número de meses que ele
levará para adquirir a televisão será:
(A) 6
(B) 8
(C) 10
(D) 12
(E) 15
09. ([Link] Niterói) Um estudante empilhou seus livros, obtendo uma única pilha 52cm de altura.
Sabendo que 8 desses livros possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem espessura
de 3cm, o número de livros na pilha é:
(A) 10
(B) 15
(C) 18
(D) 20
(E) 22
7
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Respostas
01. Resposta: E.
Pela definição:
Fazendo w = 2
𝜆
2 = 1 − 6 ∙ 2 = −11
1𝜆 = 1 − 6 ∙ 1 = −5
𝜆
(1𝜆 ) = 1 − 6 ∙ (−5) = 31
𝜆
2𝜆 + (1𝜆 ) = −11 + 31 = 20
02. Resposta: D.
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do
orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais
03. Resposta: D.
Maior inteiro menor que 8 é o 7
Menor inteiro maior que - 8 é o - 7.
Portanto: 7(- 7) = - 49
04. Resposta: C.
Carla: 520 – 220 – 485 + 635 = 450 pontos
Mateus: - 280 + 675 + 295 – 115 = 575 pontos
Diferença: 575 – 450 = 125 pontos
05. Resposta: C.
Fazendo substituição dos valores de x, dentro dos conjuntos do inteiros positivos temos:
15 16 17
x = 0 ;5 = 3 x = 1 6 = 𝑛ã𝑜 é 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜 ∴ 𝑥 = 2 7 = 𝑛ã𝑜 é 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜
20
𝑥=5 10
= 2 , logo os únicos números que satisfazem a condição é x = 0 e x = 5 , dois números
apenas.
06. Resposta: D.
240 - 194 + 158 - 108 + 94 = 190
07. Resposta: E.
45 – (- 10) = 55
08. Resposta: D.
420 : 35 = 12 meses
09. Resposta: D.
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm, temos:
52 - 16 = 36 cm de altura de livros de 3 cm
36 : 3 = 12 livros de 3 cm
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.
10. Resposta: E.
Ao contar os degraus, devemos descontar um deles, pois é o que se encontra parado.
(8 – 1) + 13 = 7 +13 = 20
(20 – 1) – 13 = 19 – 13 = 6
25 – 6 = 19
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Referências
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e Funções
m
Um número racional é o que pode ser escrito na forma , onde m e n são números inteiros, sendo
n
que n deve ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser obtidos através da razão entre dois números
inteiros, razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais é denotado por Q. Assim, é comum
encontrarmos na literatura a notação:
m
Q = { : m e n em Z, n diferente de zero}
n
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-
se periodicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1
= 0,333...
3
1
= 0,04545...
22
167
= 2,53030...
66
9
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Trata-se do problema inverso: estando o número racional escrito na forma decimal, procuremos
escrevê-lo na forma de fração. Temos dois casos:
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador é o número decimal sem a vírgula e o
denominador é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do
número decimal dado:
9
0,9 =
10
57
5,7 =
10
76
0,76 =
100
348
3,48 =
100
5 1
0,005 = =
1000 200
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto, vamos apresentar o procedimento
através de alguns exemplos:
Exemplos:
1) Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3) então vamos colocar um 9 no
denominador e repetir no numerador o período.
3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9
O período que se repete é o 17, logo dois noves no denominador (99). Observe também que o 5 é a
parte inteira, logo ele vem na frente:
17 512
5 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 → (5.99 + 17) = 512, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
99 99
512
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração .
99
O número 234 é a junção do ante período com o período. Neste caso temos um dízima periódica é
composta, pois existe uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso temos um ante
período (2) e o período (34). Ao subtrairmos deste número o ante período(234-2), obtemos 232, o
numerador. O denominador é formado por tantos dígitos 9 – que correspondem ao período, neste caso
10
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99(dois noves) – e pelo dígito 0 – que correspondem a tantos dígitos tiverem o ante período, neste caso
0(um zero).
232 1222
1 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 − 𝑎 → (1.990 + 232) = 512, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
990 990
611
Simplificando por 2, obtemos x = , a fração geratriz da dízima 1, 23434...
495
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que representa esse número ao ponto de
abscissa zero.
Exemplos:
3 3
. Indica-se =
3 3
1) Módulo de – é
2 2 2 2
3 3
. Indica-se =
3 3
2) Módulo de + é
2 2 2 2
3 3
Números Opostos: Dizemos que – e são números racionais opostos ou simétricos e cada
2 2
3 3
um deles é o oposto do outro. As distâncias dos pontos – e ao ponto zero da reta são iguais.
2 2
𝒂 −𝒏 𝒃 𝒏
( ) ,𝒂 ≠ 𝟎 = ( ) ,𝒃 ≠ 𝟎
𝒃 𝒂
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infinitos números racionais.
11
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Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos a
a c
adição entre os números racionais e , da mesma forma que a soma de frações, através de:
b d
a c ad bc
+ =
b d bd
O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b × c/d, a/b.c/d . Para
realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em
toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o
produto de dois números com sinais diferentes é negativo.
12
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b a b
q-1 =
em Q: q × q-1 = 1 x =1
a b a
10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )
Exemplos:
2 2 2 2
3
8
a) = . . =
5 5 5 5 125
1 1 1 1
3
b) = . . =
1
2 2 2 2 8
- Propriedades da Potenciação:
3) Toda potência com expoente negativo de um número racional diferente de zero é igual a outra
potência que tem a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do expoente
anterior.
2 2
3 5 25
= =
5 3 9
6) Produto de potências de mesma base. Para reduzir um produto de potências de mesma base a uma
só potência, conservamos a base e somamos os expoentes.
2 3 23 5
2 2 2 2 2 2 2 2 2
. = . . . .
5 5 5 5 5 5 5 5 5
13
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7) Quociente de potências de mesma base. Para reduzir um quociente de potências de mesma base
a uma só potência, conservamos a base e subtraímos os expoentes.
3 3 3 3 3
5 2 . . . . 5 2 3
3 3 3 3
: 2 2 2 2 2
2 2 3 3
. 2 2
2 2
8) Potência de Potência. Para reduzir uma potência de potência a uma potência de um só expoente,
conservamos a base e multiplicamos os expoentes.
3 3
1 2 2 2
1 1 1
2
1
2 2 2
1
3 2
1
6
1 2 1
3.2
1
6
. . ou
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2) 0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se
3
0,216 = 0,6.
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o número zero ou um número racional positivo.
Logo, os números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
100 10 10
O número não tem raiz quadrada em Q, pois tanto como , quando elevados ao
9 3 3
100
quadrado, dão .
9
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no conjunto dos números racionais se ele for um
quadrado perfeito.
2
O número não tem raiz quadrada em Q, pois não existe número racional que elevado ao quadrado
3
2
dê .
3
Questões
02. (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) Dirce comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30,
em cada uma delas. Pagou com uma nota de 100 reais e obteve um desconto de 10 centavos. Quantos
reais ela recebeu de troco?
14
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(A) R$ 40,00
(B) R$ 42,00
(C) R$ 44,00
(D) R$ 46,00
(E) R$ 48,00
06. (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em um jogo matemático, cada jogador tem direito a 5 cartões
marcados com um número, sendo que todos os jogadores recebem os mesmos números. Após todos os
jogadores receberem seus cartões, aleatoriamente, realizam uma determinada tarefa que também é
sorteada. Vence o jogo quem cumprir a tarefa corretamente. Em uma rodada em que a tarefa era colocar
os números marcados nos cartões em ordem crescente, venceu o jogador que apresentou a sequência
14
(𝐴) − 4; −1; √16; √25; 3
14
(𝐵) − 1; −4; √16; ; √25
3
14
(𝐶) − 1; −4; ; √16; ; √25
3
14
(𝐷) − 4; −1; √16; ; √25
3
14
(𝐸 ) − 4; −1; ; √16; √25
3
15
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08. (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Mariana abriu seu cofrinho com 120 moedas e separou-as:
− 1 real: ¼ das moedas
− 50 centavos: 1/3 das moedas
− 25 centavos: 2/5 das moedas
− 10 centavos: as restantes
Mariana totalizou a quantia contida no cofre em
(A) R$ 62,20.
(B) R$ 52,20.
(C) R$ 50,20.
(D) R$ 56,20.
(E) R$ 66,20.
09. (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Numa operação policial de rotina, que abordou
800 pessoas, verificou-se que 3/4 dessas pessoas eram homens e 1/5 deles foram detidos. Já entre as
mulheres abordadas, 1/8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação policial?
(A) 145
(B) 185
(C) 220
(D) 260
(E) 120
Respostas
01. Resposta: B.
Somando português e matemática:
1 9 5 + 9 14 7
+ = = =
4 20 20 20 10
O que resta gosta de ciências:
7 3
1− =
10 10
02. Resposta: B.
8,3 ∙ 7 = 58,1
Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pagou 58 reais
Troco:100 – 58 = 42 reais
03. Resposta: C.
2 2 1
5
+9+3
Mmc(3,5,9)=45
18+10+15 43
45
= 45
O restante estuda alemão: 2/45
2
180 ∙ 45 = 8
16
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04. Resposta: D.
𝑠𝑎𝑙á𝑟𝑖𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑠𝑎𝑙: 617,16 + 185,15 = 802,31
ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑎𝑠: 8,5 ∙ 8 = 68
𝑚ê𝑠 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑑𝑜: 802,31 + 68,00 − 28,40 = 841,91
Salário foi R$ 841,91.
05. Resposta: B.
1,3333= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2
4 3 17
3+2= 6 =1
3 4 17
2+3 6
06. Resposta: D.
√16 = 4
√25 = 5
14
3
= 4,67
14
A ordem crescente é : −4; −1; √16; 3
; √25
07. Resposta B.
2+𝑥
=5
3−𝑥
15 − 5𝑥 = 2 + 𝑥
6𝑥 = 13
13
𝑥=
6
08. Resposta: A.
1
1 𝑟𝑒𝑎𝑙: 120 ∙ = 30 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
4
1
50 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑣𝑜𝑠: 3 ∙ 120 = 40 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
2
25 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑣𝑜𝑠: 5 ∙ 120 = 48 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
10 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑣𝑜𝑠: 120 − 118 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠 = 2 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
30 + 40 ∙ 0,5 + 48 ∙ 0,25 + 2 ∙ 0,10 = 62,20
09. Resposta: A.
3
800 ∙ 4 = 600 ℎ𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠
1
600 ∙ 5 = 120 ℎ𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠 𝑑𝑒𝑡𝑖𝑑𝑜𝑠
Como 3/4 eram homens, 1/4 eram mulheres
1
800 ∙ 4 = 200 𝑚𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑒𝑠 ou 800-600=200 mulheres
1
200 ∙ = 25 𝑚𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑠 𝑑𝑒𝑡𝑖𝑑𝑎𝑠
8
10. Resposta: C.
9 75 675
∙
5 3
= 15
= 45 𝑎𝑛𝑜𝑠
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Referências
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e Funções
O conjunto dos números reais R é uma expansão do conjunto dos números racionais que engloba
não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os números irracionais.
Assim temos:
Propriedades
É válido todas as propriedades anteriormente vistos nos outros conjuntos, assim como os conceitos
de módulo, números opostos e números inversos (quando possível).
A representação dos números Reais permite definir uma relação de ordem entre eles. Os números
Reais positivos são maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos a relação de ordem da
seguinte maneira: Dados dois números Reais a e b,
a≤b↔b–a≥0
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Operações com números Reais
Operando com as aproximações, obtemos uma sucessão de intervalos fixos que determinam um
número Real. É assim que vamos trabalhar as operações adição, subtração, multiplicação e
divisão. Relacionamos, em seguida, uma série de recomendações úteis para operar com números Reais.
Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui também subconjuntos, denominados intervalos, que são
determinados por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b.
5º - ] -∞, a] = { x ϵ R| x ≤ a}
Exemplo: ] -∞, 3] = { x ϵ R| x ≤ 3}
6º - ] -∞, a[ = { x ϵ R| x < a}
Exemplo: ] -∞, 3[ = { x ϵ R| x < 3}
7º - [a,+ ∞ [ = { x ϵ R| x ≥ a}
Exemplo: [3,+ ∞ [ = { x ϵ R| x ≥ 3}
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8º - ]a,+ ∞ [ = { x ϵ R| x > a}
Exemplo: ]3,+ ∞ [ = { x ϵ R| x > 3}
- A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo aquele número), utilizamos os símbolos:
> ;< ; ] ; [
- A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos incluindo aquele número), utilizamos os símbolos:
≥;≤;[;]
E assim sucessivamente para todos os intervalos, sejam eles de ambos os lados, como apenas aberto/
fechado de um dos lados.
Observação:
20
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1) Adição e Subtração de números relativos
a) Se os numerais possuem o mesmo sinal, basta adicionar os valores absolutos e conservar o sinal.
b) Se os numerais possuem sinais diferentes, subtrai-se o numeral de menor valor e dá-se o sinal do
maior numeral.
Exemplos:
3+5=8
4-8=-4
- 6 - 4 = - 10
-2+7=5
Exemplos:
- 3 x 8 = - 24
- 20 (-4) = + 5
- 6 x (-7) = + 42
28 2 = 14
Questões
(A) P.
(B) Q.
21
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(C) R.
(D) S.
04. (TJ/PR - Técnico Judiciário – TJ/PR/2014) Uma caixa contém certa quantidade de lâmpadas. Ao
retirá-las de 3 em 3 ou de 5 em 5, sobram 2 lâmpadas na caixa.
Entretanto, se as lâmpadas forem removidas de 7 em 7, sobrará uma única lâmpada. Assinale a
alternativa correspondente à quantidade de lâmpadas que há na caixa, sabendo que esta comporta um
máximo de 100 lâmpadas.
(A) 36.
(B) 57.
(C) 78.
(D) 92.
3
(B) 4
1
(C)
2
4
(D)
5
3
(E) 5
22
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(B) 13/6.
(C) 7/3.
(D) 5/2.
(E) 47/23.
09. (METRÔ – Assistente Administrativo Júnior – FCC/2014) Quatro números inteiros serão
sorteados. Se o número sorteado for par, ele deve ser dividido por 2 e ao quociente deve ser acrescido
17. Se o número sorteado for ímpar, ele deve ser dividido por seu maior divisor e do quociente deve ser
subtraído 15. Após esse procedimento, os quatro resultados obtidos deverão ser somados. Sabendo que
os números sorteados foram 40, 35, 66 e 27, a soma obtida ao final é igual a
(A) 87.
(B) 59.
(C) 28.
(D) 65.
(E) 63.
10. (UNESP – Assistente de Informática I – VUNESP/2014) O valor de uma aposta em certa loteria
foi repartido em cotas iguais. Sabe-se que a terça parte das cotas foi dividida igualmente entre Alex e
Breno, que Carlos ficou com a quarta parte das cotas, e que Denis ficou com as 5 cotas restantes. Essa
aposta foi premiada com um determinado valor, que foi repartido entre eles de forma diretamente
proporcional ao número de cotas de cada um. Dessa forma, se Breno recebeu R$ 62.000,00, então Carlos
recebeu
(A) R$ 74.000,00.
(B) R$ 93.000,00.
(C) R$ 98.000,00.
(D) R$ 102.000,00.
(E) R$ 106.000,00.
Respostas
01. Resposta: D.
Pontuação atual = 2 . partida anterior – 15
* 4ª partida: 3791 = 2.x – 15
2.x = 3791 + 15
x = 3806 / 2
x = 1903
02. Resposta: C.
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.
03. Resposta: A.
23
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3 1 3−2 1
− = = = 0,25
4 2 4 4
04. Resposta: D.
Vamos chamar as retiradas de r, s e w: e de T o total de lâmpadas.
Precisamos calcular os múltiplos de 3, 5 e de 7, separando um múltiplo menor do que 100 que sirva
nas três equações abaixo:
De 3 em 3: 3 . r + 2 = Total
De 5 em 5: 5 . s + 2 = Total
De 7 em 7: 7 . w + 1 = Total
Primeiramente, vamos calcular o valor de w, sem que o total ultrapasse 100:
7 . 14 + 1 = 99, mas 3 . r + 2 = 99 vai dar que r = 32,333... (não convém)
7 . 13 + 1 = 92, e 3 . r + 2 = 92 vai dar r = 30 e 5 . s + 2 = 92 vai dar s = 18.
05. Resposta: E.
Ida + volta = 7/5 . 1
3 7
4
.𝑥 + 𝑥 = 5
5.3𝑥+ 20𝑥=7.4
20
15𝑥 + 20𝑥 = 28
35𝑥 = 28
28
𝑥 = 35 (: 7/7)
4
𝑥= (volta)
5
3 4 3
Ida: 4 . 5 = 5
06. Resposta: C.
1 a 9 = 9 algarismos = 0,0019 = 0,009 ml
De 10 a 99, temos que saber quantos números tem.
99 – 10 + 1 = 90.
OBS: soma 1, pois quanto subtraímos exclui-se o primeiro número.
90 números de 2 algarismos: 0,00290 = 0,18ml
De 100 a 999
999 – 100 + 1 = 900 números
9000,003 = 2,7 ml
1000 = 0,004ml
Somando: 0,009 + 0,18 + 2,7 + 0,004 = 2,893
07. Resposta: B.
Tarefa: x
Primeira semana: 3/8x
1 3 1
2 semana:3 ∙ 8 𝑥 = 8 𝑥
3 1 4 1
1ª e 2ª semana:8 𝑥 + 8 𝑥 = 8 𝑥 = 2 𝑥
Na 3ª e 4ª semana devem ser feito a outra metade.
3ªsemana: 2y
4ª semana: y
1
2𝑦 + 𝑦 = 2 𝑥
1
3𝑦 = 2 𝑥
1
𝑦 = 6𝑥
08. Resposta: B.
24
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2+𝑥
=5
3−𝑥
15 − 5𝑥 = 2 + 𝑥
6𝑥 = 13
13
𝑥=
6
09. Resposta: B.
* número 40: é par.
40 / 2 + 17 = 20 + 17 = 37
* número 35: é ímpar.
Seu maior divisor é 7.
35 / 35 – 15 = 1 – 15 = – 14
* número 66: é par.
66 / 2 + 17 = 33 + 17 = 50
* número 27: é ímpar.
Seu maior divisor é 27.
27 / 27 – 15 = 1 – 15 = – 14
* Por fim, vamos somar os resultados:
37 – 14 + 50 – 14 = 87 – 28 = 59
10. Resposta: B.
Vamos chamar o valor de cada cota de ( x ). Assim:
* Breno:
𝟏 𝟏
. . 𝒙 = 𝟔𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟐 𝟑
𝟏
. 𝒙 = 𝟔𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟔
x = 62000 . 6
x = R$ 372000,00
* Carlos:
𝟏
. 𝟑𝟕𝟐𝟎𝟎𝟎 = 𝑹$ 𝟗𝟑𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
𝟒
Referências
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática Elementar – Vol. 01 – Conjuntos e Funções
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas relações entre
si. O sistema métrico decimal é hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela seguinte,
25
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
listamos as unidades de medida de comprimento do sistema métrico. A unidade fundamental é o metro,
porque dele derivam as demais.
Nomenclatura:
km – Quilômetro
hm – hectômetro
dam – decâmetro
m – metro
dm – decímetro
cm – centímetro
mm - milímetro
Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que o sistema
tenha um padrão: cada unidade vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.
E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é muito usado
com o nome popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são
o quilômetro quadrado, o metro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades
rurais com o nome de hectare (há): 1 hm2 = 1 há.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10
vezes, como nos comprimentos. Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100
= 102.
Existem outras unidades de medida mas que não pertencem ao sistema métrico decimal. Vejamos
as relações entre algumas essas unidades e as do sistema métrico decimal (valores aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros
Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km 3), hectômetro
cúbico (hm3), etc. Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor
seguinte. Como 1000 = 103, o sistema continua sendo decimal.
26
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Unidades de Volume e suas Transformações
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um tanque é
de 7.000 litros, dizemos que essa é a capacidade do tanque. A unidade fundamental para medir
capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.
Nomenclatura:
Kl – Quilolitro
hl – hectolitro
dal - decalitro
l – litro
dl – decilitro
cl – centilitro
ml - mililitro
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o
grama(g).
Nomenclatura:
Kg – Quilograma
hg – hectograma
dag – decagrama
g – grama
dg – decigrama
cg – centigrama
mg – miligrama
27
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda
a tonelada (t).
Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g
Temos que:
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l
Não Decimais
Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais conhecido.
A unidade utilizada como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.
Exemplo:
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos, quantos minutos indica 0,3 horas?
1 hora 60 minutos
0,3 x
A) 1 h 50 min + 30 min
28
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Observe que ao somar 50+30, obtemos 80 minutos, como sabemos que 1 hora tem 60 minutos, temos,
então acrescentamos a hora +1, e subtraímos 80 – 60 = 20 minutos, é o que resta nos minutos:
B) 2 h 20 min – 1 h 30 min
Observe que não podemos subtrair 20 min de 30 min, então devemos passar uma hora (+1) dos 2
para a coluna minutos.
Então teremos novos valores para fazermos nossa subtração, 20+60 = 80:
Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau.
Na astronomia, na cartografia e na navegação são necessárias medidas inferiores a 1º. Temos, então:
29
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)
1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)
Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é claro, os mesmos do sistema de tempo – hora,
minuto e segundo. Há uma coincidência de nomes, mas até os símbolos que os indicam são diferentes:
Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora – minuto – segundo são similares a cálculos no sistema
grau – minuto – segundo, embora esses sistemas correspondam a grandezas distintas.
Questões
02. (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM SAÚDE NM – AOCP/2014) Joana levou 3 horas
e 53 minutos para resolver uma prova de concurso, já Ana levou 2 horas e 25 minutos para resolver a
mesma prova. Comparando o tempo das duas candidatas, qual foi a diferença encontrada?
(A) 67 minutos.
(B) 75 minutos.
(C) 88 minutos.
(D) 91 minutos.
(E) 94 minutos.
03. (SAAE/SP – Auxiliar de Manutenção Geral – VUNESP/2014) A tabela a seguir mostra o tempo,
aproximado, que um professor leva para elaborar cada questão de matemática.
30
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 4h e 48min.
(B) 5h e 12min.
(C) 5h e 28min.
(D) 5h e 42min.
(E) 6h e 08min.
05. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Em uma casa há um filtro de barro que contém,
no início da manhã, 4 litros de água. Desse filtro foram retirados 800 mL para o preparo da comida e meio
litro para consumo próprio. No início da tarde, foram colocados 700 mL de água dentro desse filtro e, até
o final do dia, mais 1,2 litros foram utilizados para consumo próprio. Em relação à quantidade de água
que havia no filtro no início da manhã, pode-se concluir que a água que restou dentro dele, no final do
dia, corresponde a uma porcentagem de
(A) 60%.
(B) 55%.
(C) 50%.
(D) 45%.
(E) 40%.
06. (UFPE – Assistente em Administração – COVEST/2014) Admita que cada pessoa use,
semanalmente, 4 bolsas plásticas para embrulhar suas compras, e que cada bolsa é composta de 3 g de
plástico. Em um país com 200 milhões de pessoas, quanto plástico será utilizado pela população em um
ano, para embrulhar suas compras? Dado: admita que o ano é formado por 52 semanas. Indique o valor
mais próximo do obtido.
(A) 108 toneladas
(B) 107 toneladas
(C) 106 toneladas
(D) 105 toneladas
(E) 104 toneladas
07. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Uma chapa de alumínio com 1,3 m2 de área
será totalmente recortada em pedaços, cada um deles com 25 cm 2 de área. Supondo que não ocorra
nenhuma perda durante os cortes, o número de pedaços obtidos com 25 cm2 de área cada um, será:
(A) 52000.
(B) 5200.
(C) 520.
(D) 52.
(E) 5,2.
08. (CLIN/RJ - Gari e Operador de Roçadeira - COSEAC/2015) Uma peça de um determinado tecido
tem 30 metros, e para se confeccionar uma camisa desse tecido são necessários 15 decímetros. Com
duas peças desse tecido é possível serem confeccionadas:
(A) 10 camisas
(B) 20 camisas
(C) 40 camisas
(D) 80 camisas
31
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
09. (CLIN/RJ - Gari e Operador de Roçadeira - COSEAC/2015) Um veículo tem capacidade para
transportar duas toneladas de carga. Se a carga a ser transportada é de caixas que pesam 4 quilogramas
cada uma, o veículo tem capacidade de transportar no máximo:
(A) 50 caixas
(B) 100 caixas
(C) 500 caixas
(D) 1000 caixas
10. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Um trecho de uma estrada com 5,6 km de
3
comprimento está sendo reparado. A empresa A, responsável pelo serviço, já concluiu 7 do total a ser
2
reparado e, por motivos técnicos, 5 do trecho que ainda faltam reparar serão feitos por uma empresa B.
O número total de metros que a empresa A ainda terá que reparar é
(A) 1920.
(B) 1980.
(C) 2070.
(D) 2150.
(E) 2230.
Respostas
01. Resposta: B.
Vamos chamar de x a capacidade total da jarra. Assim:
3 1
4
. 𝑥 − 495 = 5 . 𝑥
3 1
4
.𝑥 − 5
. 𝑥 = 495
5.3.𝑥 − 4.𝑥=20.495
20
15x – 4x = 9900
11x = 9900
x = 9900 / 11
x = 900 mL (capacidade total)
Como havia 1/5 do total (1/5 . 900 = 180 mL), a quantidade adicionada foi de 900 – 180 = 720 mL
02. Resposta: C.
03. Resposta: D.
T = 8 . 4 + 10 . 6 + 15 . 10 + 20 . 5 =
= 32 + 60 + 150 + 100 = 342 min
Fazendo: 342 / 60 = 5 h, com 42 min (resto)
04. Resposta: B.
15 h 40 – 2 h 15 – 50 min = 12 h 35min
05. Resposta: B.
4 litros = 4000 ml; 1,2 litros = 1200 ml; meio litro = 500 ml
4000 – 800 – 500 + 700 – 1200 = 2200 ml (final do dia)
32
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
ml %
4000 ------- 100
2200 ------- x
4000.x = 2200 . 100 x = 220000 / 4000 = 55%
06. Resposta: D.
4 . 3 . 200000000 . 52 = 1,248 . 1011 g = 1,248 . 105 t
07. Resposta: C.
1,3 m2 = 13000 cm2 (.1000)
13000 / 25 = 520 pedaços
08. Resposta: C.
Como eu quero 2 peças desse tecido e 1 peça possui 30 metros logo:
30 . 2 = 60 m. Temos que trabalhar com todas na mesma unidade: 1 m é 10dm assim temos 60m . 10
= 600 dm, como cada camisa gasta um total de 15 dm, temos então:
600/15 = 40 camisas.
09. Resposta: C.
Uma tonelada(ton) é 1000 kg, logo 2 ton. 1000kg= 2000 kg
Cada caixa pesa 4kg 2000 kg/ 4kg = 500 caixas.
10. Resposta: A.
Primeiramente, vamos transformar Km em metros: 5,6 Km = 5600 m (.1000)
7 3 4 4 4.5600
Faltam 7 − 7 = 7 do total, ou seja, 7 𝑑𝑒 5600 = 7 = 3200𝑚
2 2.3200
A empresa B vai reparar 5 𝑑𝑒 3200 = 5 = 1280𝑚
Então, a empresa A vai reparar 3200 – 1280 = 1920m
3 - Razões e proporções.
RAZÃO
Exemplos:
1 - Em um vestibular para o curso de marketing, participaram 3600 candidatos para 150 vagas. A razão
entre o número de vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de
33
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 150 1
= =
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑡𝑜𝑠 3600 24
5
𝐴𝑙𝑎𝑛𝑎: = 0,45
11
6
𝐵𝑒𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧: 14 = 0,42
7
𝐶𝑟𝑖𝑠𝑡𝑖𝑎𝑛𝑒: 15 = 0,46
8
𝐷𝑎𝑛𝑖𝑒𝑙: 17 = 0,47
9
𝐸𝑑𝑠𝑜𝑛: = 0,42
21
- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza, essas devem ser expressas na mesma
unidade.
- Razões Especiais
Escala Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias muito grandes de forma reduzida, então
utilizamos a escala, que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas na mesma unidade).
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚𝑎𝑝𝑎
𝐸=
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙
Velocidade média É a razão entre a distância percorrida e o tempo total de percurso. As unidades
utilizadas são km/h, m/s, entre outras.
𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎
𝑉=
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
Densidade É a razão entre a massa de um corpo e o seu volume. As unidades utilizadas são g/cm³,
kg/m³, entre outras.
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
𝐷=
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
PROPORÇÃO
Exemplo:
34
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1 - O passageiro ao lado do motorista observa o painel do veículo e vai anotando, minuto a minuto, a
distância percorrida. Sua anotação pode ser visualizada na tabela a seguir:
Nota-se que a razão entre a distância percorrida e o tempo gasto para percorrê-la é sempre igual a 2:
2 4 6 8
=2; =2 ; =2 ; =2
1 2 3 4
Então:
2 4 6 8
= = =
1 2 3 4
Dizemos que os números da sucessão (2,4,6,8,...) são diretamente proporcionais aos números da
sucessão (1,2,3,3,4,...).
- Propriedades da Proporção
1 - Propriedade Fundamental
Exemplo:
45 9
Na proporção = ,(lê-se: “45 esta para 30 , assim como 9 esta para 6.), aplicando a propriedade
30 6
fundamental , temos: 45.6 = 30.9 = 270
2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo), assim como a
soma dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
Exemplo:
2 6 2 + 3 6 + 9 5 15 2 + 3 6 + 9 5 15
= → = → = = 30 𝑜𝑢 = → = = 45
3 9 2 6 2 6 3 9 3 9
3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo), assim
como a diferença entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
Exemplo:
2 6 2 − 3 6 − 9 −1 −3 2 − 3 6 − 9 −1 −3
= → = → = = −6 𝑜𝑢 = → = = −9
3 9 2 6 2 6 3 9 3 9
4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes, assim como cada antecedente está
para o seu consequente.
𝑎 𝑐 𝑎+𝑐 𝑎 𝑎+𝑐 𝑐
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏+𝑑 𝑏 𝑏+𝑑 𝑑
Exemplo:
2 6 2+6 2 8 2 2+6 6 8 6
= → = → = = 24 𝑜𝑢 = → = = 72
3 9 3+9 3 12 3 3+9 9 12 9
35
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos consequentes, assim como cada
antecedente está para o seu consequente.
𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑎−𝑐 𝑐
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑏−𝑑 𝑑
Exemplo:
6 2 6−2 6 4 6 6−2 2 4 2
= → = → = = 36 𝑜𝑢 = → = = 12
9 3 9−3 9 6 9 9−3 3 6 3
1 - Em uma fundação, verificou-se que a razão entre o número de atendimentos a usuários internos e
o número de atendimento total aos usuários (internos e externos), em um determinado dia, nessa ordem,
foi de 3/5. Sabendo que o número de usuários externos atendidos foi 140, pode-se concluir que, no total,
o número de usuários atendidos foi:
A) 84
B) 100
C) 217
D) 280
E) 350
Resolução:
Usuários internos: I
Usuários externos : E
𝐼 3 𝐼
= = , usando o produto dos meios pelos extremos temos
𝐼+𝐸 5 𝐼+140
Resolução:
Resposta “B”
3 - Em um dia de muita chuva e trânsito caótico, 2/5 dos alunos de certa escola chegaram atrasados,
sendo que 1/4 dos atrasados tiveram mais de 30 minutos de atraso. Sabendo que todos os demais alunos
chegaram no horário, pode-se afirmar que nesse dia, nessa escola, a razão entre o número de alunos
que chegaram com mais de 30 minutos de atraso e número de alunos que chegaram no horário, nessa
ordem, foi de:
A) 2:3
B) 1:3
C) 1:6
D) 3:4
E) 2:5
36
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Resolução:
Se 2/5 chegaram atrasados
2 3
1 − = 𝑐ℎ𝑒𝑔𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟á𝑟𝑖𝑜
5 5
2 1 1
∙ = 𝑡𝑖𝑣𝑒𝑟𝑎𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 30 𝑚𝑖𝑛𝑢𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑜
5 4 10
1
𝑡𝑖𝑣𝑒𝑟𝑎𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 30 min 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑜 10
𝑟𝑎𝑧ã𝑜 = =
𝑐ℎ𝑒𝑔𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟á𝑟𝑖𝑜 3
5
1 5 1
𝑟𝑎𝑧ã𝑜 = ∙ = 𝑜𝑢 1: 6
10 3 6
Resposta “C”
Questões
01. (SEPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Em uma ação policial, foram apreendidos
1 traficante e 150 kg de um produto parecido com maconha. Na análise laboratorial, o perito constatou
que o produto apreendido não era maconha pura, isto é, era uma mistura da Cannabis sativa com outras
ervas. Interrogado, o traficante revelou que, na produção de 5 kg desse produto, ele usava apenas 2 kg
da Cannabis sativa; o restante era composto por várias “outras ervas”. Nesse caso, é correto afirmar
que, para fabricar todo o produto apreendido, o traficante usou
(A) 50 kg de Cannabis sativa e 100 kg de outras ervas.
(B) 55 kg de Cannabis sativa e 95 kg de outras ervas.
(C) 60 kg de Cannabis sativa e 90 kg de outras ervas.
(D) 65 kg de Cannabis sativa e 85 kg de outras ervas.
(E) 70 kg de Cannabis sativa e 80 kg de outras ervas.
02. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMARUÍ/2014) De cada dez alunos de uma
sala de aula, seis são do sexo feminino. Sabendo que nesta sala de aula há dezoito alunos do sexo
feminino, quantos são do sexo masculino?
(A) Doze alunos.
(B) Quatorze alunos.
(C) Dezesseis alunos.
(D) Vinte alunos.
37
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
05. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Um restaurante comprou pacotes de
guardanapos de papel, alguns na cor verde e outros na cor amarela, totalizando 144 pacotes. Sabendo
que a razão entre o número de pacotes de guardanapos na cor verde e o número de pacotes de
5
guardanapos na cor amarela, nessa ordem, é 7, então, o número de pacotes de guardanapos na cor
amarela supera o número de pacotes de guardanapos na cor verde em
(A) 22.
(B) 24.
(C) 26.
(D) 28.
(E) 30.
06. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Uma gráfica produz blocos de papel em dois
tamanhos diferentes: médios ou pequenos e, para transportá-los utiliza caixas que comportam
exatamente 80 blocos médios. Sabendo que 2 blocos médios ocupam exatamente o mesmo espaço que
5 blocos pequenos, então, se em uma caixa dessas forem colocados 50 blocos médios, o número de
blocos pequenos que poderão ser colocados no espaço disponível na caixa será:
(A) 60.
(B) 70.
(C) 75.
(D) 80.
(E) 85.
2
(B)
3
1
(C) 2
1
(D)
3
1
(E) 4
08. (SAAE/SP – Auxiliar de Manutenção Geral – VUNESP/2014) Uma cidade A, com 120 km de
vias, apresentava, pela manhã, 51 km de vias congestionadas. O número de quilômetros de vias
congestionadas numa cidade B, que tem 280 km de vias e mantém a mesma proporção que na cidade A,
é
(A) 119 km.
(B) 121 km.
(C) 123 km.
(D) 125 km.
(E) 127 km.
09. (FINEP – Assistente – Apoio administrativo – CESGRANRIO/2014) Maria tinha 450 ml de tinta
vermelha e 750 ml de tinta branca. Para fazer tinta rosa, ela misturou certa quantidade de tinta branca
com os 450 ml de tinta vermelha na proporção de duas partes de tinta vermelha para três partes de tinta
branca.
Feita a mistura, quantos ml de tinta branca sobraram?
(A) 75
(B) 125
(C) 175
(D) 375
38
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(E) 675
01. Resposta: C.
O enunciado fornece que a cada 5kg do produto temos que 2kg da Cannabis sativa e os demais outras
2
ervas. Podemos escrever em forma de razão 5, logo :
2
. 150 = 60𝑘𝑔 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑛𝑛𝑎𝑏𝑖𝑠 𝑠𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 ∴ 150 − 60 = 90𝑘𝑔 𝑑𝑒 𝑜𝑢𝑡𝑟𝑎𝑠 𝑒𝑟𝑣𝑎𝑠
5
02. Resposta: A.
6
Como 6 são do sexo feminino, 4 são do sexo masculino (10-6 = 4) .Então temos a seguinte razão: 4
6 18
= 6x = 72 x = 12
4 𝑥
03. Resposta: B.
Primeiro:2k
Segundo:5k
2k + 5k = 14
7k = 14
k=2
Primeiro: 2.2 = 4
Segundo5.2=10
Diferença: 10 – 4 = 6 m³
1m³------1000L
6--------x
x = 6000 l
04. Resposta: C.
5h30 = 5,5h, transformando tudo em hora e suas frações.
430
= 78,18 𝑘𝑚/ℎ
5,5
05. Resposta: B.
Vamos chamar a quantidade de pacotes verdes de (v) e, a de amarelos, de (a). Assim:
v + a = 144 , ou seja, v = 144 – a ( I )
𝑣 5
= , ou seja, 7.v = 5.a ( II )
𝑎 7
39
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
12a = 1008
a = 1008 / 12
a = 84 amarelos
Assim: v = 144 – 84 = 60 verdes
Supera em: 84 – 60 = 24 guardanapos.
06. Resposta: C.
Chamemos de (m) a quantidade de blocos médios e de (p) a quantidade de blocos pequenos.
𝑚 2
= , ou seja , 2p = 5m
𝑝 5
07. Resposta: D.
Jovens que fazem ou fizeram trabalho voluntário: 1 / 4
Jovens que não fazem trabalho voluntário: 3 / 4
1
1.4 1
𝑅𝑎𝑧ã𝑜 = 4 = =
3 3.4 3
4
08. Resposta: A.
51 𝑥
=
120 280
09. Resposta: A.
2 450
3
= 𝑥
10. Resposta: A.
𝐶 4
= , que fica 4L = 3C
𝐿 3
28 4
=
𝐿 3
4L = 28 . 3 L = 84 / 4 L = 21 ladrilhos
Assim, o total de ladrilhos foi de 28 . 21 = 588
Referências
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
[Link]
40
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
4 - Divisão proporcional.
DIVISÃO PROPORCIONAL
Uma forma de divisão no qual determinam-se valores(a,b,c,..) que, divididos por quocientes(x,y,z..)
previamente determinados, mantêm-se uma razão que não tem variação.
𝐴 𝐵
=
𝑝 𝑞
Exemplos:
𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 200
= = = = 𝟒𝟎
2 3 5 5
41
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2 - Determinar números A e B diretamente proporcionais a 8 e 3, sabendo-se que a diferença entre
eles é 40. Para resolver este problema basta tomar A-B=40 e escrever:
𝐴 𝐵 𝐴 − 𝐵 40
= = = =𝟖
8 3 5 5
3 – Repartir dinheiro proporcionalmente às vezes dá até briga. Os mais altos querem que seja divisão
proporcional à altura. Os mais velhos querem que seja divisão proporcional à idade. Nesse caso, Roberto
com 1,75 m e 25 anos e Mônica, sua irmã, com 1,50 m e 20 anos precisavam dividir proporcionalmente
a quantia de R$ 29.250,00. Decidiram, no par ou ímpar, quem escolheria um dos critérios: altura ou idade.
Mônica ganhou e decidiu a maneira que mais lhe favorecia. O valor, em reais, que Mônica recebeu a mais
do que pela divisão no outro critério, é igual a
A) 500.
B) 400.
C) 300.
D) 250.
E) 50.
Resolução:
Pela altura:
R+M=29250
𝑅 𝑀 29250 29250
+ = = = 9000
1,75 1,50 1,75 + 1,5 3,25
Mônica:1,5.9000=13500
Pela idade:
𝑅 𝑀 29250
+ = = 650
25 20 45
Mônica:20.650 = 13000
13500 – 13000 = 500
Resposta A
Para decompor um número M em partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-
se montar um sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas x1 + x2 + ... + xn= M e p1 + p2 + ...
+ pn = P.
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛
Exemplos:
42
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 240
= = = = = 𝟐𝟎
2 4 6 𝑃 12
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 480
= = = = = −𝟔𝟎
2 4 6 2𝑥2 + 3𝑥4 − 4𝑥6 −8
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞
Exemplos:
43
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 10
= = = = 240
1/6 1/8 1/6 − 1/8 1/24
Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn,
basta decompor este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn.
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas, assume que x1 + x2 + ... + xn= M e além disso
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
1/𝑝1 1/𝑝2 1/𝑝𝑛
Exemplos:
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 220
= = = = = 240
1/2 1/4 1/6 1/2 + 1/4 + 1/6 11/12
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 120
= = = = =
1/2 1/4 1/6 2/2 + 3/4 − 4/6 13/12 13
44
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
𝑐/𝑝 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐. 𝑞 + 𝑝. 𝑑
Exemplos:
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 58
= = = = 70
2/5 3/7 2/5 + 3/7 29/35
𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 21
= = = = 72
4/6 3/8 4/6 − 3/8 7/24
Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn e
inversamente proporcionais a q1, q2, ..., qn, basta decompor este número M em n partes x1, x2, ..., xn
diretamente proporcionais a p1/q1, p2/q2, ..., pn/qn.
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas exige que x1 + x2 + ... + xn = M e além disso
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑝𝑛 /𝑞𝑛
45
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A solução segue das propriedades das proporções:
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥𝑛 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛
= =⋯= 𝑝 =𝑝 𝑝2 𝑝𝑛 = 𝑲
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑛 1
𝑞𝑛 𝑞1 + 𝑞2 + ⋯ + 𝑞𝑛
Exemplos:
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 115
= = = = = 100
1/4 2/5 3/6 1/4 + 2/5 + 3/6 23/20
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 100
= = = = =
1/2 10/4 2/5 2/2 + 30/4 − 8/5 69/10 69
[Link] famílias de duas irmãs, Alda e Berta, vivem na mesma casa e a divisão de despesas mensais é
proporcional ao número de pessoas de cada família. Na família de Alda são três pessoas e na de Berta,
cinco. Se a despesa, num certo mês foi de R$ 1.280,00, quanto pagou, em reais, a família de Alda?
A) 320,00
B) 410,00
C) 450,00
D) 480,00
E) 520,00
Resolução:
Alda: A = 3 pessoas
Berta: B = 5 pessoas
A + B = 1280
𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 1280
+ = = = 160
3 5 3+5 8
[Link] ajudantes foram incumbidos de auxiliar no transporte de 21 caixas que continham equipamentos
elétricos. Para executar essa tarefa, eles dividiram o total de caixas entre si, na razão inversa de suas
respectivas idades. Se ao mais jovem, que tinha 24 anos, coube transportar 12 caixas, então, a idade do
ajudante mais velho, em anos era?
A) 32
B) 34
46
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
C) 35
D) 36
E) 38
Resolução:
v = idade do mais velho
Temos que a quantidade de caixas carregadas pelo mais novo:
Qn = 12
Pela regra geral da divisão temos:
Qn = k.1/24 12 = k/24 k = 288
A quantidade de caixas carregadas pelo mais velho é: 21 – 12 = 9
Pela regra geral da divisão temos:
Qv = k.1/v 9 = 288/v v = 32 anos
Resposta A
[Link] uma seção há duas funcionárias, uma com 20 anos de idade e a outra com 30. Um total de 150
processos foi dividido entre elas, em quantidades inversamente proporcionais às suas respectivas idades.
Qual o número de processos recebido pela mais jovem?
A) 90
B) 80
C) 60
D) 50
E) 30
Resolução:
a = 20 anos
b = 30 anos
a + b = 150 processos
𝑎 𝑏 150
+ = = 30
20 30 50
Questões
02. (TRF 3ª – Técnico Judiciário – FCC/2014) Quatro funcionários dividirão, em partes diretamente
proporcionais aos anos dedicados para a empresa, um bônus de R$36.000,00. Sabe-se que dentre esses
quatro funcionários um deles já possui 2 anos trabalhados, outro possui 7 anos trabalhados, outro possui
6 anos trabalhados e o outro terá direito, nessa divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa maneira, o
número de anos dedicados para a empresa, desse último funcionário citado, é igual a
(A) 5.
(B) 7.
(C) 2.
(D) 3.
(E) 4.
03. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) Uma prefeitura destinou a
quantia de 54 milhões de reais para a construção de três escolas de educação infantil. A área a ser
construída em cada escola é, respectivamente, 1.500 m², 1.200 m² e 900 m² e a quantia destinada à cada
escola é diretamente proporcional a área a ser construída.
Sendo assim, a quantia destinada à construção da escola com 1.500 m² é, em reais, igual a
47
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 22,5 milhões.
(B) 13,5 milhões.
(C) 15 milhões.
(D) 27 milhões.
(E) 21,75 milhões.
04. (SABESP – Atendente a Clientes 01 – FCC/2014) Uma empresa quer doar a três funcionários
um bônus de R$ 45.750,00. Será feita uma divisão proporcional ao tempo de serviço de cada um deles.
Sr. Fortes trabalhou durante 12 anos e 8 meses. Sra. Lourdes trabalhou durante 9 anos e 7 meses e Srta.
Matilde trabalhou durante 3 anos e 2 meses. O valor, em reais, que a Srta. Matilde recebeu a menos que
o Sr. Fortes é
(A) 17.100,00.
(B) 5.700,00.
(C) 22.800,00.
(D) 17.250,00.
(E) 15.000,00.
06. (PC/SP – Fotógrafo Perito – VUNESP/2014) Uma verba de R$ 65.000,00 será alocada a três
projetos diferentes. A divisão desse dinheiro será realizada de forma diretamente proporcional aos graus
de importância dos projetos, que são, respectivamente, 2, 4 e 7. Dessa maneira, a quantia que o projeto
mais importante receberá ultrapassa a metade do total da verba em
(A) R$ 2.500,00.
(B) R$ 9.000,00.
(C) R$ 1.000,00.
(D) R$ 5.000,00.
(E) R$ 7.500,00.
48
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(D) R$475,00.
(E) R$500,00.
09. (EMTU/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO – CAIPIMES/2013) Uma calçada retilínea com 171
metros precisa ser dividida em três pedaços de comprimentos proporcionais aos números 2, 3 e 4. O
maior pedaço deverá medir:
(A) 78 metros.
(B) 82 metros.
(C) 76 metros.
(D) 80 metros.
Respostas
01. Resposta: C.
5x + 8x + 12x = 750.000
25x = 750.000
x = 30.000
O mais velho receberá: 1230000=360000
02. Resposta: D.
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000
x = 2000
Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se dedicou 3 anos a empresa, pois 2000.3 =
6000
03. Resposta: A.
1500x + 1200x + 900x = 54000000
3600x = 54000000
x = 15000
Escola de 1500 m²: 1500.15000 = 22500000 = 22,5 milhões.
04. Resposta: A.
* Fortes: 12 anos e 8 meses = 12.12 + 8 = 144 + 8 = 152 meses
* Lourdes: 9 anos e 7 meses = 9.12 + 7 = 108 + 7 = 115 meses
* Matilde: 3 anos e 2 meses = 3.12 + 2 = 36 + 2 = 38 meses
* TOTAL: 152 + 115 + 38 = 305 meses
* Vamos chamar a quantidade que cada um vai receber de F, L e M.
𝑭 𝑳 𝑴 𝑭+𝑳+𝑴 𝟒𝟓𝟕𝟓𝟎
= = = = = 𝟏𝟓𝟎
𝟏𝟓𝟐 𝟏𝟏𝟓 𝟑𝟖 𝟏𝟓𝟐 + 𝟏𝟏𝟓 + 𝟑𝟖 𝟑𝟎𝟓
49
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
M = 38 . 150 = R$ 5 700,00
𝑭
𝟏𝟓𝟐
= 𝟏𝟓𝟎
05. Resposta: A.
M + J + C = 72000
𝑀 𝐽 𝐶 𝑀 +𝐽+𝐶 72000
72000 .24
1
1 = 1
1 = 1
1 = 1
3+2+1 = 1
6 = = 72000 . 4 = 288000
6 .1
8 12 24 24 24
8.𝑀
= 288000
1
06. Resposta: A.
Temos que A + B + C = 65 000, por grau de importância temos:
A = K.2
B = K.4
C = K.7
Aplicando na propriedade da divisão proporcional:
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 65 000
+ + = = = 5000
2 4 7 2+4+7 13
Temos que K = 5000, aplicando acima, vamos descobrir o valor atribuído a cada um projeto:
A = 5000 .2 = 10 000
B = 5000.4 = 20 000
C = 5000.7 = 35 000
Como ele quer saber quanto o projeto de maior importância superou a metade da verba total, temos:
Metade da verba total = 65 000/2 = 32 500
Como o valor do projeto de maior importância é 35 000, logo 35 000 – 32 500 = 2 500
07. Resposta: A.
Temos que E + M + R + S = 190 milhões
Então:
𝐸 𝑀 𝑅 𝑆 𝐸+𝑀+𝑅+𝑆 190 000 0000
+ + + = = = 2 000 000
2 20 9 64 2 + 20 + 9 + 64 95
08. Resposta: C.
Alice: 4horas = 240 minutos
Bianca: 3 horas 30 minutos = 210 minutos
K: constante
210.k = 210
k = 1, cada hora vale R$ 1,00
Carla: Y
240 + 210 + Y = 900
Y = 900 - 450
50
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Y = 450
09. Resposta: C.
𝑥 𝑦 𝑧 171
+ + = = 19
2 3 4 9
y = 19.4 = 76
ou
2x + 3x + 4x = 171
9x = 171
x = 19
Maior pedaço: 4x = 4.19 = 76 metros
10. Resposta: A.
Pela altura:
R + M = 29250
𝑅 𝑀 29250 29250
+ = = = 9000
1,75 1,50 1,75 + 1,5 3,25
Mônica:1,5.9000=13500
Pela idade
𝑅 𝑀 29250
+ = = 650
25 20 45
Mônica:20.650 = 13000
13500 – 13000 = 500
Referências
Coleção Objetivo – Álgebra II
[Link]
Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou inversamente proporcionais podem ser
resolvidos através de um processo prático, chamado regra de três simples.
51
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MAIS serviço a ser produzido exige MAIS
Serviço x tempo Direta
tempo para realiza-lo
Quanto MAIOR for a eficiência dos
Serviço x eficiência Direta
funcionários, MAIS serviço será produzido
Quanto MAIOR for o grau de dificuldade
Serviço x grau de dificuldade Inversa de um serviço, MENOS serviços serão
produzidos
Quanto MAIOR for a eficiência dos
funcionários, MENOS tempo será
Tempo x eficiência Inversa
necessário para realizar um determinado
serviço
Quanto MAIOR for o grau de dificuldade
de um serviço, MAIS tempo será
Tempo x grau de dificuldade Direta
necessário para realizar determinado
serviço
Exemplos:
1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros de álcool esse carro gastaria para percorrer
210 km?
Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha:
Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de álcool também duplica. Então, as grandezas
distância e litros de álcool são diretamente proporcionais. No esquema que estamos montando,
indicamos esse fato colocando uma flecha na coluna “distância” no mesmo sentido da flecha da coluna
“litros de álcool”:
180 15 180: 30 15
= → 𝑐𝑜𝑚𝑜 180 𝑒 210 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 30, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠: =
210 𝑥 210: 30 𝑥
1806 15
= → 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑟𝑢𝑧𝑎𝑑𝑜(𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑒𝑖𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠) → 6𝑥 = 7.15
2107 𝑥
105
6𝑥 = 105 → 𝑥 = = 𝟏𝟕, 𝟓
6
52
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2) Viajando de automóvel, à velocidade de 50 km/h, eu gastaria 7 h para fazer certo percurso.
Aumentando a velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse percurso?
Indicando por x o número de horas e colocando as grandezas de mesma espécie em uma mesma
coluna e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha, temos:
Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica reduzido à metade. Isso significa que as
grandezas velocidade e tempo são inversamente proporcionais. No nosso esquema, esse fato é
indicado colocando-se na coluna “velocidade” uma flecha em sentido contrário ao da flecha da coluna
“tempo”:
Como 0,375 corresponde 22 minutos (0,375 x 60 minutos), então o percurso será feito em 2 horas e
22 minutos aproximadamente.
Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto para fazer o percurso cairá para a metade;
logo, as grandezas são inversamente proporcionais. Assim, os números 180 e 300 são inversamente
proporcionais aos números 20 e x.
Daí temos:
3600
180.20 = 300. 𝑥 → 300𝑥 = 3600 → 𝑥 = → 𝑥 = 12
300
Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andando em 300 km/h, teria gasto 12 segundos para
realizar o percurso.
53
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REGRA DE TRÊS COMPOSTA
O processo usado para resolver problemas que envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou
inversamente proporcionais, é chamado regra de três composta.
Exemplos:
1) Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras
produziriam 300 dessas peças?
Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma só coluna
e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha. Na coluna em que
aparece a variável x (“dias”), coloquemos uma flecha:
As grandezas peças e dias são diretamente proporcionais. No nosso esquema isso será indicado
colocando-se na coluna “peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha da coluna “dias”:
Sentido contrários
4
Agora vamos montar a proporção, igualando a razão que contém o x, que é , com o produto das
x
6 160
outras razões, obtidas segundo a orientação das flechas . :
8 300
4 2 4.5
= → 2𝑥 = 4.5 → 𝑥 = → 𝑥 = 10
𝑥 5 2
Resposta: Em 10 dias.
54
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2) Uma empreiteira contratou 210 pessoas para pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após 4
meses de serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. Quantos empregados ainda devem ser
contratados para que a obra seja concluída no tempo previsto?
1 1
Em 3 de ano foi pavimentada 4 de estrada.
Sentido contrários
As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente proporcionais. No nosso esquema isso será
indicado colocando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo sentido da flecha da coluna “pessoas”:
Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 – 210 = 105 pessoas.
Questões
De acordo com essas informações, o número de casos registrados na cidade de Campinas, até 28 de
abril de 2014, teve um aumento em relação ao número de casos registrados em 2007, aproximadamente,
de
(A) 70%.
55
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(B) 65%.
(C) 60%.
(D) 55%.
(E) 50%.
02. (FUNDUNESP – Assistente Administrativo – VUNESP/2014) Um título foi pago com 10% de
desconto sobre o valor total. Sabendo-se que o valor pago foi de R$ 315,00, é correto afirmar que o valor
total desse título era de
(A) R$ 345,00.
(B) R$ 346,50.
(C) R$ 350,00.
(D) R$ 358,50.
(E) R$ 360,00.
03. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMARUÍ/2014) Manoel vendeu seu carro por
R$27.000,00(vinte e sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por cento) sobre o valor de custo do
tal veículo, por quanto Manoel adquiriu o carro em questão?
(A) R$24.300,00
(B) R$29.700,00
(C) R$30.000,00
(D)R$33.000,00
(E) R$36.000,00
Da quantidade total de cobre que sai anualmente do Estado da Bahia, são exportados,
aproximadamente,
(A) 29%
(B) 36%
(C) 40%
(D) 56%
(E) 80%
07. (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL/2014) Uma equipe constituída por 20 operários,
trabalhando 8 horas por dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma área igual a 4800 m². Se essa
equipe fosse constituída por 15 operários, trabalhando 10 horas por dia, durante 80 dias, faria o
calçamento de uma área igual a:
(A) 4500 m²
(B) 5000 m²
56
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(C) 5200 m²
(D) 6000 m²
(E) 6200 m²
09. (TRF 3ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014) Sabe-se que uma máquina copiadora imprime 80
cópias em 1 minuto e 15 segundos. O tempo necessário para que 7 máquinas copiadoras, de mesma
capacidade que a primeira citada, possam imprimir 3360 cópias é de
(A) 15 minutos.
(B) 3 minutos e 45 segundos.
(C) 7 minutos e 30 segundos.
(D) 4 minutos e 50 segundos.
(E) 7 minutos.
11. (PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB/ 2014) Para digitalizar 1.000 fichas de cadastro, 16
assistentes trabalharam durante dez dias, seis horas por dia. Dez assistentes, para digitalizar 2.000 fichas
do mesmo modelo de cadastro, trabalhando oito horas por dia, executarão a tarefa em quantos dias?
(A) 14
(B) 16
(C) 18
(D) 20
(E) 24
57
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
cana e dispõe de 20 trabalhadores dispostos a trabalhar 6 horas por dia. Em quantos dias o trabalho
ficará concluído?
Obs.: Admita que todos os trabalhadores tenham a mesma capacidade de trabalho.
(A) 10 dias
(B) 11 dias
(C) 12 dias
(D) 13 dias
(E) 14 dias
14. (PC/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Dez funcionários de uma repartição trabalham
8 horas por dia, durante 27 dias, para atender certo número de pessoas.
Se um funcionário doente foi afastado por tempo indeterminado e outro se aposentou, o total de dias
que os funcionários restantes levarão para atender o mesmo número de pessoas, trabalhando uma hora
a mais por dia, no mesmo ritmo de trabalho, será
(A) 29.
(B) 30.
(C) 33.
(D) 28.
(E) 31.
15. (BNB – Analista Bancário – FGV/2014) Em uma agência bancária, dois caixas atendem em média
seis clientes em 10 minutos. Considere que, nesta agência, todos os caixas trabalham com a mesma
eficiência e que a média citada sempre é mantida. Assim, o tempo médio necessário para que cinco
caixas atendam 45 clientes é de:
(A) 45 minutos;
(B) 30 minutos;
(C) 20 minutos;
(D) 15 minutos;
(E) 10 minutos.
Respostas
01. Resposta: E.
Utilizaremos uma regra de três simples:
ano %
11442 ------- 100
17136 ------- x
02. Resposta: C.
Se R$ 315,00 já está com o desconto de 10%, então R$ 315,00 equivale a 90% (100% - 10%).
Utilizaremos uma regra de três simples:
$ %
315 ------- 90
x ------- 100
90.x = 315 . 100 x = 31500 / 90 = R$ 350,00
03. Resposta: C.
Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000 é 90% do valor total.
Valor %
27000 ------ 90
X ------- 100
58
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[Link]: C.
1: 15.104 equivale a 1:150000, ou seja, para cada 1 cm do mapa, teremos 150.000 cm no tamanho
real. Assim, faremos uma regra de três simples:
mapa real
1 --------- 150000
12 --------- x
05. Resposta: A.
Faremos uma regra de três simples:
cobre %
280 --------- 100
80 ---------- x
06. Resposta: D.
Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta o x.
M² varredores horas
6000--------------18-------------- 5
7500--------------15--------------- x
5 6000 15
= ∙
𝑥 7500 18
6000 ∙ 15 ∙ 𝑥 = 5 ∙ 7500 ∙ 18
90000𝑥 = 675000
𝑥 = 7,5 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7 horas e 30 minutos.
07. Resposta: D.
Operários horas dias área
20-----------------8-------------60-------4800
15----------------10------------80-------- x
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:
4800 20 8 60
𝑥
= 15 ∙ 10 ∙ 80
20 ∙ 8 ∙ 60 ∙ 𝑥 = 4800 ∙ 15 ∙ 10 ∙ 80
9600𝑥 = 57600000
𝑥 = 6000𝑚²
08. Resposta: B.
Temos 10 funcionários inicialmente, com os afastamento esse número passou para 8. Se eles
trabalham 8 horas por dia , passarão a trabalhar uma hora a mais perfazendo um total de 9 horas, nesta
condições temos:
Funcionários horas dias
10---------------8--------------27
8----------------9-------------- x
Quanto menos funcionários, mais dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).
Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).
59
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Funcionários horas dias
8---------------9-------------- 27
10----------------8----------------x
27 8 9
= ∙ x.8.9 = 27.10.8 72x = 2160 x = 30 dias.
𝑥 10 8
09. Resposta: C.
Transformando o tempo para segundos: 1 min e 15 segundos = 75 segundos
Quanto mais máquinas menor o tempo (flecha contrária) e quanto mais cópias, mais tempo (flecha
mesma posição)
Transformando
1minuto-----60segundos
x-------------450
x = 7,5 minutos = 7 minutos e 30segundos.
10. Resposta: A.
Vamos utilizar a Regra de Três Composta:
𝑥 6 42
= ∙
128 8 24
𝑥 1 42
= ∙
128 8 4
𝑥 1 21
= ∙
128 8 2
16𝑥 = 128 ∙ 21
𝑥 = 8 ∙ 21 = 168
11. Resposta: E.
Fichas Assistentes dias horas
1000 --------------- 16 -------------- 10 ------------ 6
2000 -------------- 10 -------------- x -------------- 8
60
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Quanto mais fichas, mais dias devem ser trabalhados (diretamente proporcionais).
Quanto menos assistentes, mais dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).
Quanto mais horas por dia, menos dias (inversamente proporcionais).
Fichas Assistentes dias horas
1000 --------------- 10 -------------- 10 ------------ 8
2000 -------------- 16 -------------- x -------------- 6
10 1000 10 8
𝑥
= 2000 ∙ 16 . 6
10 80000
𝑥
= 192000
80. 𝑥 = 192.10
1920
𝑥= 80
𝑥 = 24 𝑑𝑖𝑎𝑠
12. Resposta: C.
Faremos uma regra de três composta:
Pessoas Kg dias
4 ------------ 13 ------------ 5
5 ------------ 65 ------------ x
Mais pessoas irão levar menos dias para produzir a mesma quantidade de lixo (grandezas
inversamente proporcionais).
Mais quilos de lixo levam mais dias para serem produzidos (grandezas diretamente proporcionais).
5 5 13
𝑥
= 4
. 65
5 65
𝑥
= 260
65.x = 5 . 260
x = 1300 / 65
x = 20 dias
13. Resposta: A.
Faremos uma regra de três composta:
Trabalhadores Hectares h / dia dias
15 ------------------ 210 ---------------- 7 ----------------- 6
20 ------------------ 480 ---------------- 6 ----------------- x
Mais trabalhadores irão levar menos dias para concluir o trabalho (grandezas inversamente
proporcionais).
Mais hectares levam mais dias para se concluir o trabalho (grandezas diretamente proporcionais).
Menos horas por dia de trabalho serão necessários mais dias para concluir o trabalho (grandezas
inversamente proporcionais).
6 20 210 6
𝑥
= 15 . 480 . 7
5 25200
𝑥
= 50400
25200.x = 5 . 50400
x = 252000 / 25200
x = 10 dias
14. Resposta: B.
61
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Funcionários horas dias
10 ----------------- 8 ----------- 27
8 ------------------ 9 ----------- x
Quanto menos funcionários, mais dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).
Quanto mais horas por dia, menos dias (inversamente proporcionais).
Funcionários horas dias
10 ----------------- 8 ----------- x
8 ------------------ 9 ----------- 27
𝑥 10 8
27
= ∙
8 9
72𝑥 = 2160
𝑥 = 30 𝑑𝑖𝑎𝑠
15. Resposta: B.
caixas clientes minutos
2 ----------------- 6 ----------- 10
5 ----------------- 45 ----------- x
Quanto mais caixas, menos minutos levará para o atendimento (inversamente proporcionais).
Quanto mais clientes, mais minutos para o atendimento (diretamente proporcionais).
caixas clientes minutos
5 ----------------- 6 ----------- 10
2 ----------------- 45 ----------- x
10 5 6 10 30
= ∙ =
𝑥 2 45 𝑥 90
900
30. 𝑥 = 90.10 𝑥 = 30
𝑥 = 30 𝑚𝑖𝑛𝑢𝑡𝑜𝑠
Referências
MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
6 - Percentagens.
PORCENTAGEM
Razões de denominador 100 que são chamadas de razões centesimais ou taxas percentuais ou
simplesmente de porcentagem. Servem para representar de uma maneira prática o "quanto" de um "todo"
se está referenciando.
Costumam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo % (Lê-se: “por cento”).
62
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𝒙
𝒙% =
𝟏𝟎𝟎
Exemplos:
1 - A tabela abaixo indica, em reais, os resultados das aplicações financeiras de Oscar e Marta entre
02/02/2013 e 02/02/2014.
50
, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟, 𝑛𝑜 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑜 𝐴;
500
50
, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑀𝑎𝑟𝑡𝑎, 𝑛𝑜 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑜 𝐵.
400
Uma das maneiras de compará-las é expressá-las com o mesmo denominador (no nosso caso o 100),
para isso, vamos simplificar as frações acima:
50 10
𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟 ⇒ = , = 10%
500 100
50 12,5
𝑀𝑎𝑟𝑡𝑎 ⇒ = , = 12,5%
400 100
Com isso podemos concluir, Marta obteve uma rentabilidade maior que Oscar ao investir no Banco B.
2 – Em uma classe com 30 alunos, 18 são rapazes e 12 são moças. Qual é a taxa percentual de
rapazes na classe?
Resolução:
18
A razão entre o número de rapazes e o total de alunos é . Devemos expressar essa razão na forma
30
centesimal, isto é, precisamos encontrar x tal que:
18 𝑥
= ⟹ 𝑥 = 60
30 100
E a taxa percentual de rapazes é 60%. Poderíamos ter divido 18 por 30, obtendo:
18
= 0,60(. 100%) = 60%
30
- Lucro e Prejuízo
63
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A forma percentual é:
Exemplos:
Resolução:
a) b)
Resolução:
𝐿
𝑃𝐶
. 100% = 25% ⇒ 0,25 , o lucro é calculado em cima do Preço de Custo(PC).
64
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
E) 38%
Resolução:
Área inicial: a.b
Com aumento: (a.1,15).(b.1,20) 1,38.a.b da área inicial. Logo o aumento foi de 38%.
Resposta E
𝒑
Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por (𝟏 − 𝟏𝟎𝟎).V.
Logo:
𝒑
V D = (𝟏 − 𝟏𝟎𝟎).V
Exemplos:
3 - O preço do produto de uma loja sofreu um desconto de 8% e ficou reduzido a R$ 115,00. Qual
era o seu valor antes do desconto?
𝒑 𝒑
A esse valor de final de (𝟏 + ) ou (𝟏 − ), é o que chamamos de fator de
𝟏𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎
multiplicação, muito útil para resolução de cálculos de porcentagem. O mesmo
pode ser um acréscimo ou decréscimo no valor do produto.
São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para efetuar os respectivos descontos ou
aumentos, fazemos uso dos fatores de multiplicação.
Vejamos alguns exemplos:
65
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑝
Utilizando VA = (1 + 100).V V. 1,1 , como são dois de 10% temos V. 1,1 . 1,1 V. 1,21
Analisando o fator de multiplicação 1,21; concluímos que esses dois aumentos significam um único
aumento de 21%.
Observe que : esses dois aumentos de 10% equivalem a 21% e não a 20%.
Observe que : esses dois descontos de 20% equivalem a 44% e não a 40%.
3 - Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00 sofreu um acréscimo de 30% e, em seguida, um
desconto de 20%. Qual o preço desse produto após esse acréscimo e desconto?
𝑝 𝑝
Utilizando VA = (1 + 100).V para o aumento e VD = (1 − 100).V, temos:
VA = 5000 .(1,3) = 6500 e VD = 6500 .(0,80) = 5200, podemos, para agilizar os cálculos, juntar tudo
em uma única equação:
5000 . 1,3 . 0,8 = 5200
Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é de R$ 5.200,00
Questões
02. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista Técnico Legislativo – Designer
Gráfico – VUNESP/2014) O departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20 funcionários, sendo
que 15% deles são estagiários. O departamento de Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 20%
estagiários. Em relação ao total de funcionários desses dois departamentos, a fração de estagiários é
igual a
(A) 1/5.
(B) 1/6.
(C) 2/5.
(D) 2/9.
(E) 3/5.
66
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
dos vendedores. Durante o mês de junho, o etanol mostrou maior recuperação que o açúcar, com a
cotação do hidratado chegando a R$ 1,1631/litro (sem impostos), registrando alta de 6,5%. A demanda
aquecida e as chuvas que podem interromper mais uma vez a moagem de cana-de-açúcar explicam
cenário mais positivo para o combustível.
Fonte: BB-BI Relatório Setorial: Agronegócios-junho/2013 - publicado em 02/07/2013.
Com base nos dados apresentados no Relatório Setorial do Banco do Brasil, é CORRETO afirmar que
o valor, em reais, da saca de 50 kg de açúcar no mês de maio de 2013 era igual a
(A) 42,72
(B) 43,86
(C) 44,48
(D) 54,03
07. (UFPE - Assistente em Administração – COVEST/2014) Uma loja compra televisores por R$
1.500,00 e os revende com um acréscimo de 40%. Na liquidação, o preço de revenda do televisor é
diminuído em 35%. Qual o preço do televisor na liquidação?
(A) R$ 1.300,00
(B) R$ 1.315,00
(C) R$ 1.330,00
(D) R$ 1.345,00
(E) R$ 1.365,00
09. (PM/SE – Soldado 3ª Classe – FUNCAB/2014) Numa liquidação de bebidas, um atacadista fez a
seguinte promoção:
67
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Alexandre comprou duas embalagens nessa promoção e revendeu cada unidade por R$3,50. O lucro
obtido por ele com a revenda das latas de cerveja das duas embalagens completas foi:
(A) R$ 33,60
(B) R$ 28,60
(C) R$ 26,40
(D) R$ 40,80
(E) R$ 43,20
10. (PM/SE – Soldado 3ª Classe – FUNCAB/2014) Na queima de estoque de uma loja, uma família
comprou dois televisores, três aparelhos de ar-condicionado, uma geladeira e uma máquina de lavar.
Respostas
01. Resposta: A.
Como são duas camisas 40.2 = 80,00
O desconto é dado em cima do valor das duas camisas. Usando o fator de multiplicação temos 1-0,15
= 0,85 (ele pagou 85% do valor total) : 80 .0,85 = 68,00
02. Resposta: B.
15 30
* Dep. Contabilidade: 100 . 20 = 10 = 3 3 (estagiários)
20 200
* Dep. R.H.: 100 . 10 = 100 = 2 2 (estagiários)
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑔𝑖á𝑟𝑖𝑜𝑠 5 1
∗ 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = = =
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠 30 6
03. Resposta: B.
32 32 .65 2080
. 650 = = = 208
100 10 10
04. Resposta: C.
1,2
1,2% de 45,03 = 100 . 45,03 = 0,54
Como no mês anterior houve queda, vamos fazer uma subtração.
68
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
45,03 – 0,54 = 44,49
05. Resposta: B.
Cartão de crédito: 10/100 . (750 + 380) = 1/10 . 1130 = 113
1130 – 113 = R$ 1017,00
Boleto: 8/100 . (750 + 380) = 8/100 . 1130 = 90,4
1130 – 90,4 = R$ 1039,60
06. Resposta: E.
5% de 10000 = 5 / 100 . 10000 = 500
6% de 10000 = 6 / 100 . 10000 = 600
7% de 16000 (= 36000 – 20000) = 7 / 100 . 16000 = 1120
Comissão = 500 + 600 + 1120 = R$ 2220,00
07. Resposta: E.
Preço de revenda: 1500 + 40 / 100 . 1500 = 1500 + 600 = 2100
08. Resposta: A.
Preço de venda: PV
Preço de compra: PC
PV – 0,16PV = 1,4PC
0,84PV = 1,4PC
𝑃𝑉 1,4
= = 1,67
𝑃𝐶 0,84
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
09. Resposta: A.
2,40 ∙ 12 = 28,80
𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑒𝑚𝑏𝑎𝑙𝑎𝑔𝑒𝑚: 28,80 ∙ 0,75 = 21,60
𝑎𝑠 𝑑𝑢𝑎𝑠 𝑒𝑚𝑏𝑎𝑙𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠: 28,80 + 21,60 = 50,40
𝑟𝑒𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎: 3,5 ∙ 24 = 84,00
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜: 𝑅$84,00 − 𝑅$50,40 = 𝑅$33,60
O lucro de Alexandre foi de R$ 33,60
10. Resposta: A.
Como é desconto, devemos fazer cada porcentagem: 1-desconto, assim teremos o valor de cada item.
Televisor:1-0,2=0,8
Ar-condicionado:1-0,1=0,9
Geladeira:1-0,3=0,7
Máquina:1-04=0,6
𝑡𝑒𝑙𝑒𝑣𝑖𝑠𝑜𝑟: 2.000 ∙ 0,8 = 1.600
𝑎𝑟 − 𝑐𝑜𝑛𝑑𝑖𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑜: 1.000 ∙ 0,9 = 900
𝑔𝑒𝑙𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎: 900 ∙ 0,7 = 630
𝑚á𝑞𝑢𝑖𝑛𝑎: 1.500 ∙ 0,6 = 900
1600 ∙ 2 + 900 ∙ 3 + 630 + 900 = 7430
O valor total gasto pela família foi de R$7.430,00.
Referências
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
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7 - Equações e inequações de 1.º e de 2.º graus.
EQUAÇÃO DO 1º GRAU
Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma relação de igualdade e uma incógnita
ou variável (x, y, z,...).
Observe a figura:
A figura acima mostra uma equação (uma igualdade), onde precisamos achar o valor da variável x,
para manter a balança equilibrada. Equacionando temos:
x + x + 500 + 100 = x + 250 + 500 2x + 600 = x + 750.
Exemplos:
2x + 8 = 0
5x – 4 = 6x + 8
3a – b – c = 0
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Resolução da equação do 1º grau
O método que usamos para resolver a equação de 1º grau é isolando a incógnita, isto é, deixar a
incógnita sozinha em um dos lados da igualdade. O método mais utilizado para isso é invertermos as
operações. Vejamos
Resolvendo a equação 2x + 600 = x + 750, passamos os termos que tem x para um lado e os números
para o outro invertendo as operações.
2x – x = 750 – 600, com isso eu posso resolver minha equação. x = 150
Outros exemplos:
2 1
2) Resolução da equação: 1 – 3x + = x + , efetuando a mesma operação nos dois lados da
5 2
igualdade(outro método de resolução).
Procedimento e justificativa: Multiplicamos os dois lados da equação pelo mmc (2;5) = 10. Dessa
forma, são eliminados os denominadores. Fazemos as simplificações e os cálculos necessários e
isolamos x, sempre efetuando a mesma operação nos dois lados da igualdade. No registro, as operações
feitas nos dois lados da igualdade são indicadas com as setas curvas verticais.
Registro:
1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2
10 – 30x + 4 = 10 x + 5
-30x -10x = 5 – 10 – 4
-40x = -9 (-1)
40x = 9
x = 9/40
x = 0,225
Há também um processo prático, bastante usado, que se baseia nessas ideias e na percepção de um
padrão visual.
- Se a + b = c, conclui-se que a = c – b.
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Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no lado esquerdo; na segunda, a parcela b
aparece subtraindo no lado direito da igualdade.
- Se a . b = c, conclui-se que a = c : b, desde que b ≠ 0.
Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando no lado esquerdo; na segunda, ele aparece
dividindo no lado direito da igualdade.
Questões
01. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) O gráfico mostra o número de gols marcados,
por jogo, de um determinado time de futebol, durante um torneio.
Sabendo que esse time marcou, durante esse torneio, um total de 28 gols, então, o número de jogos
em que foram marcados 2 gols é:
(A) 3.
(B) 4.
(C) 5.
(D) 6.
(E) 7.
02. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMARUÍ/2014) Certa quantia em dinheiro foi
dividida igualmente entre três pessoas, cada pessoa gastou a metade do dinheiro que ganhou e 1/3(um
terço) do restante de cada uma foi colocado em um recipiente totalizando R$900,00(novecentos reais),
qual foi a quantia dividida inicialmente?
(A) R$900,00
(B) R$1.800,00
(C) R$2.700,00
(D) R$5.400,00
72
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(C) R$ 1.350,00
(D) R$ 1.480,00
(E) R$ 1.520,00
04. (METRÔ – Assistente Administrativo Júnior – FCC/2014) Uma linha de Metrô inicia-se na 1ª
estação e termina na 18ª estação. Sabe-se que a distância dentre duas estações vizinhas é sempre a
mesma, exceto da 1ª para a 2ª, e da 17ª para a 18ª, cuja distância é o dobro do padrão das demais
estações vizinhas. Se a distância da 5ª até a 12ª estação é de 8 km e 750 m, o comprimento total dessa
linha de Metrô, da primeira à última estação, é de
(A) 23 km e 750 m.
(B) 21 km e 250 m.
(C) 25 km.
(D) 22 km e 500 m.
(E) 26 km e 250 m.
06. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) Bia tem 10 anos a
mais que Luana, que tem 7 anos a menos que Felícia. Qual é a diferença de idades entre Bia e Felícia?
(A) 3 anos.
(B) 7 anos.
(C) 5 anos.
(D) 10 anos.
(E) 17 anos.
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3
(𝐷)
10
36
(𝐸)
40
10. AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I - FCC/2013) Hoje, a soma das idades de três irmãos
é 65 anos. Exatamente dez anos antes, a idade do mais velho era o dobro da idade do irmão do meio,
que por sua vez tinha o dobro da idade do irmão mais novo. Daqui a dez anos, a idade do irmão mais
velho será, em anos, igual a
(A) 55.
(B) 25.
(C) 40.
(D) 50.
(E) 35.
Respostas
01. Resposta: E.
0.2 + 1.8 + 2.x + 3.2 = 28
0 + 8 + 2x + 6 = 28
2x = 28 – 14
x = 14 / 2
x=7
02. Resposta: B.
Quantidade a ser dividida: x
Se 1/3 de cada um foi colocado em um recipiente e deu R$900,00, quer dizer que cada uma colocou
R$300,00.
𝑥
𝑥 3
= + 300
3 2
𝑥 𝑥
= + 300
3 6
𝑥 𝑥
− = 300
3 6
2𝑥 − 𝑥
= 300
6
𝑥
= 300
6
x = 1800
03. Resposta: E.
Vamos chamar de ( x ) o valor para cada motorista. Assim:
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16 . x = Total
Total = 10 . (x + 57) (pois 6 desistiram)
Combinando as duas equações, temos:
16.x = 10.x + 570
16.x – 10.x = 570
6.x = 570
x = 570 / 6
x = 95
O valor total é: 16 . 95 = R$ 1520,00.
04. Resposta: A.
05. Resposta: B.
Tarefa: x
Primeira semana: 3/8x
1 3 1
2 semana:3 ∙ 8 𝑥 = 8 𝑥
3 1 4 1
1ª e 2ª semana: 𝑥 + 𝑥 = 𝑥 = 𝑥
8 8 8 2
Na 3ª e 4ª semana devem ser feito a outra metade, pois ele executou a metade na 1ª e 2ª semana
como consta na fração acima (1/2x).
3ªsemana: 2y
4ª semana: y
1
2𝑦 + 𝑦 = 2 𝑥
1
3𝑦 = 2 𝑥
1
𝑦 = 6𝑥
06. Resposta: A.
Luana: x
Bia: x + 10
Felícia: x + 7
Bia – Felícia = x + 10 – x – 7 = 3 anos.
07. Resposta: B.
Idade de Rodrigo: x
2 1
5
𝑥 + 3 = 2𝑥
2 1
𝑥 − 𝑥 = −3
5 2
Mmc(2,5)=10
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4𝑥−5𝑥
10
= −3
4𝑥 − 5𝑥 = −30
𝑥 = 30
08. Resposta: C.
𝑝𝑖𝑧𝑧𝑎: 𝑥 ∴ 𝑦: 𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑡𝑜𝑢 𝑑𝑎 𝑝𝑖𝑧𝑧𝑎
3
𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑣𝑒𝑙ℎ𝑜: 𝑥
8
7 3 21
𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑛𝑜𝑣𝑜 ∶ ∙ 𝑥= 𝑥
5 8 40
3 21
𝑥+ 𝑥+𝑦 = 𝑥
8 40
3 21
𝑦=𝑥− 𝑥− 𝑥
8 40
40𝑥 − 15𝑥 − 21𝑥 4𝑥 1
𝑦= = = 𝑥
40 40 10
09. Resposta: E.
Preço livro J: x
Preço do livro K: x+15
𝑥 + 15
á𝑙𝑏𝑢𝑚:
3
Valor pago:197 reais (2.100 – 3)
𝑥 + 15
3𝑥 + 4(𝑥 + 15) + = 197
3
9𝑥 + 12(𝑥 + 15) + 𝑥 + 15
= 197
3
10. Resposta: C.
Irmão mais novo: x
Irmão do meio: 2x
Irmão mais velho:4x
Hoje:
Irmão mais novo: x + 10
Irmão do meio: 2x + 10
Irmão mais velho:4x + 10
x + 10 + 2x + 10 + 4x + 10 = 65
7x = 65 – 30
7x = 35
x=5
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hoje:
Irmão mais novo: x + 10 = 5 + 10 = 15
Irmão do meio: 2x + 10 = 10 + 10 = 20
Irmão mais velho:4x + 10 = 20 + 10 = 30
Daqui a dez anos
Irmão mais novo: 15 + 10 = 25
Irmão do meio: 20 + 10 = 30
Irmão mais velho: 30 + 10 = 40
O irmão mais velho terá 40 anos.
EQUAÇÃO DO 2º GRAU
Uma equação é uma expressão matemática que possui em sua composição incógnitas, coeficientes,
expoentes e um sinal de igualdade. As equações são caracterizadas de acordo com o maior expoente de
uma das incógnitas.
Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os números reais expressos por a, b, c são chamados
coeficientes da equação:
Exemplos:
x2 - 5x + 6 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 5, c = 6).
-3y2 + 2y - 15 = 0 é uma equação completa (a = -3, b = 2, c = -15).
Exemplos:
x² - 36 = 0 é uma equação incompleta (b=0).
x² - 10x = 0 é uma equação incompleta (c = 0).
4x² = 0 é uma equação incompleta (b = c = 0).
Todas essas equações estão escritas na forma ax2 + bx + c = 0, que é denominada forma normal ou
forma reduzida de uma equação do 2º grau com uma incógnita.
Há, porém, algumas equações do 2º grau que não estão escritas na forma ax2 + bx + c = 0; por meio
de transformações convenientes, em que aplicamos o princípio aditivo e o multiplicativo, podemos reduzi-
las a essa forma.
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Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.
2 1 x
x 2 x4
4.x 4 xx 4 2x 2
2 x x 4 2 x x 4
4(x – 4) – x(x – 4) = 2x2
4x – 16 – x2 + 4x = 2x2
– x2 + 8x – 16 = 2x2
– x2 – 2x2 + 8x – 16 = 0
– 3x2 + 8x – 16 = 0
Raiz é o número real que, ao substituir a incógnita de uma equação, transforma-a numa sentença
verdadeira. As raízes formam o conjunto verdade ou solução de uma equação.
Primeiramente devemos saber duas importante propriedades dos números Reais que é o nosso
conjunto Universo.
x2 + 9 = 0 colocamos x em evidência
x . (x – 9) = 0 , aplicando a 1º propriedade dos reais temos:
x=0 ou x–9=0
x=9
x+4=0 x–4=0
x=–4 x=4
ou
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Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou fórmula de Bháskara.
Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai depender do discriminante Δ; temos então, três
casos a estudar.
A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem duas ou uma única dependem,
exclusivamente, do discriminante Δ = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa expressão.
Exemplos:
1) Resolver a equação 3x2 + 7x + 9 = 0 no conjunto R.
Temos: a = 3, b = 7 e c = 9
−7 ± √−59
𝑥=
6
12 ± 8 12 + 8 20 12 − 8 4: 2 2
𝑥= → 𝑥′ = = = 2 𝑒 𝑥 ′′ = = =
10 10 10 10 10: 2 5
S= {2/5, 2}
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As equações do 2º grau possuem duas relações entre suas raízes, são as chamadas relações de
Girard, que são a Soma (S) e o Produto (P).
𝒃
1) Soma das raízes é dada por: 𝑺 = 𝒙𝟏 + 𝒙𝟐 = − 𝒂
𝒄
2) Produto das raízes é dada por: 𝑷 = 𝒙𝟏 . 𝒙𝟐 =
𝒂
x2 – Sx +P=0
Exemplos:
1) Determine uma equação do 2º grau cujas raízes sejam os números 2 e 7.
Resolução:
Pela relação acima temos:
S = 2+7 = 9 e P = 2.7 = 14 Com esses valores montamos a equação: x2 -9x +14 =0
Questões
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(B) 0,38
(C) 1,62
(D) 0,5
(E) 1/ 𝜋
05. (PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB/ 2014) Hoje João tem oito anos a mais que sua irmã, e o
produto das suas idades é 153. Daqui a dez anos, a soma da idade de ambos será:
(A) 48 anos.
(B) 46 anos.
(C) 38 anos.
(D) 36 anos.
(E) 32 anos.
Respostas
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01 . Resposta: C.
Neste caso o valor de a ≠ 0, 𝑙𝑜𝑔𝑜:
3m-9≠0
3m≠9
m≠3
02 . Resposta: D.
Como as raízes foram dadas, para saber qual a equação:
x² - Sx +P=0, usando o método da soma e produto; S= duas raízes somadas resultam no valor
numérico de b; e P= duas raízes multiplicadas resultam no valor de c.
3 5
𝑆 =1+ = =𝑏
2 2
3 3
𝑃 =1∙ = = 𝑐 ; 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡𝑖𝑡𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜
2 2
5 3
𝑥2 − 𝑥 + = 0
2 2
2𝑥 2 − 5𝑥 + 3 = 0
03 . Resposta: B.
x²-6x+8=0
∆= (−6)2 − 4.1.8 ⇒ 36 − 32 = 4
−(−6)±√4 6±2
𝑥= ⇒𝑥=
2.1 2
6+2
𝑥1 = =4
2
6−2
𝑥2 = 2
=2
04 . Resposta: A.
1−𝑥
𝑥=
𝑥
x² = 1-x
x² + x -1 =0
∆= (1)2 − 4.1. (−1) ⇒ ∆= 1 + 4 = 5
−1 ± √5
𝑥=
2
(−1 + 2,24)
𝑥1 = = 0,62
2
−1 − 2,24
𝑥2 = = −1,62 (𝑛ã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑣é𝑚)
2
[Link]: B.
Hoje:
J = IR + 8 ( I )
J . IR = 153 ( II )
Substituir ( I ) em ( II ):
(IR + 8). IR = 153
IR² + [Link] – 153 = 0 (Equação do 2º Grau)
82
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𝛥 = 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
𝛥 = 82 − 4.1. (−153)
𝛥 = 64 + 612
𝛥 = 676
−𝑏±√𝛥
𝑥=
2𝑎
−8±√676 −8±26
𝑥= =
2.1 2
−8+26 18
𝑥1 = 2
= 2
=9
−8−26 34
𝑥2 = 2
= 2
= 17
06 . Resposta: B.
Lembrando que a fórmula pode ser escrita como :x²-Sx+P, temos que P(produto)=6 e se uma das
raízes é 6, a outra é 1.
Então a soma é 6+1=7
S=m=7
[Link]: C.
O discriminante é calculado por ∆ = 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
Antes, precisamos calcular a, b e c.
* Soma das raízes = – b / a
– b / a = 6 + (– 10)
– b / a = – 4 . (– 1)
b=4.a
Como foi dado que a + b = 5, temos que: a + 4.a = 5. Assim:
5.a = 5 e a = 1
*b=4.1=4
Falta calcular o valor de c:
* Produto das raízes = c / a
c / 1 = 6 . (– 10)
c = – 60
Por fim, vamos calcular o discriminante:
∆ = 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
∆ = 42 − 4.1. (−60) = 16 + 240 = 256
[Link]: B.
Chamando de (c o número de cadernos em cada pilha, e de ( p ) o número de pilhas, temos:
c = 2.p (I)
p.c = 98 (II)
Substituindo a equação (I) na equação (II), temos:
p.2p = 98
2.p² = 98
p² = 98 / 2
p = √49
p = 7 pilhas
Assim, temos 2.7 = 14 cadernos por pilha.
09 . Resposta: D.
Primeiro temos que resolver a equação:
a = 1, b = - 27 e c = 182
∆ = b2 – 4.a.c
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∆ = (-27)2 – 4.1.182
∆ = 729 – 728
∆=1
1 1 𝑥1 − 𝑥2 14 − 13 1
− = = =
𝑥1 𝑥2 𝑥1 . 𝑥2 14.13 182
10 . Resposta: C.
−𝑏 𝑐
Vamos usar as fórmulas da soma e do produto: S = eP= .
𝑎 𝑎
(k – 2)x2 – 3kx + 1 = 0; a = k – 2, b = - 3k e c = 1
S=P
−𝑏 𝑐
= - b = c -(-3k) = 1 3k = 1 k = 1/3
𝑎 𝑎
Referências
[Link]
COC de Ensino
INEQUAÇÃO DO 1º GRAU
A variável é x;
O primeiro membro é x + 6;
O segundo membro é 12.
Na inequação 2x – 4 x + 2:
A variável é x;
O primeiro membro é 2x – 4;
O segundo membro é x + 2.
Propriedades da desigualdade
Propriedade Aditiva:
Mesmo sentido
Uma desigualdade não muda de sentido quando adicionamos ou subtraímos um mesmo número aos
seus dois membros.
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Propriedade Multiplicativa:
Mesmo sentido
Uma desigualdade não muda de sentido quando multiplicamos ou dividimos seus dois membros por
um mesmo número positivo.
Mudou de sentido
Uma desigualdade muda de sentido quando multiplicamos ou dividimos seus dois membros por um
mesmo número negativo.
Resolver uma inequação é determinar o seu conjunto verdade a partir de um conjunto universo dado.
a) x < 5, sendo U = N
b) x < 5, sendo U = Z
b) x < 5, sendo U = Z
Todo número inteiro menor que 5 satisfaz a desigualdade. Logo, V = {..., –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4}.
c) x < 5, sendo U = Q
Todo número racional menor que 5 é solução da inequação dada. Como não é possível representar
os infinitos números racionais menores que 5 nomeando seus elementos, nós o faremos por meio da
propriedade que caracteriza seus elementos. Assim:
V = {x Q / x <5}
Exemplo
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Resolver a inequação 4(x – 2) 2 (3x + 1) + 5, sendo U = Q.
4(x – 2) 2 (3x + 1) + 5
4x – 8 6x + 2 + 5 aplicamos a propriedade distributiva
4x – 6x 2 + 5 + 8 aplicamos a propriedade aditiva
–2x 15 reduzimos os termos semelhantes
2x –15
2x 15 15
Dividindo os dois membros por 2, obtemos: x
2 2 2
15
Logo, V = x Q | x .
2
15
Sendo 7,5 , vamos indicá-lo na reta numerada:
2
Questões
03. ([Link]/PM) O menor número inteiro que satisfaz a inequação 4x + 2 (x-1) > x – 12 é:
(A) -2.
(B) -3.
(C) -1.
(D) 4.
(E) 5.
86
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04. (AUX. TRT 6ª/FCC) Uma pessoa, brincando com uma calculadora, digitou o número 525. A seguir,
foi subtraindo 6, sucessivamente, só parando quando obteve um número negativo. Quantas vezes ela
apertou a tecla correspondente ao 6?
(A) 88.
(B) 87.
(C) 54.
(D) 53.
(E) 42.
05. (CFSD/PM/2012) Baseado na figura abaixo, o menor valor inteiro par que o número x pode assumir
para que o perímetro dessa figura seja maior que 80 unidades de comprimento é:
(A) 06.
(B) 08.
(C) 10.
(D) 12.
(E) 14.
(A) x > 2
(B) x ≤ - 5
(C) x > - 5
(D) x < 2
(E) x ≤ 2
Respostas
01. Resposta: D.
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Como só estamos trabalhando com valores positivos, podemos elevar ao quadrado todo mundo e ter
9 < x < 49, sendo então que x será 10, 11, 12, 13, 14,..., 48.
Ou seja, poderá ser 39 valores diferentes.
02. Resposta: D.
Se a cada x questões certas ele ganha 4x pontos então quando erra (25 – x) questões ele perde (25 –
x)(-1) pontos, a soma desses valores será positiva quando:
4X + (25 -1 )(-1) > 0 4X – 25 + x > 0 5x > 25 x > 5
O aluno deverá acertar no mínimo 5 questões.
03. Resposta: C.
4x + 2 – 2 > x -12
4x + 2x – x > -12 +2
5x > -10
x > -2
Se enumerarmos nosso conjunto verdade teremos: V={-1,0,1,2,...}, logo nosso menor número inteiro
é -1.
04. Resposta: A.
Vamos chamar de x o número de vezes que ele apertou a calculadora
525 – 6x < 0 ( pois o resultado é negativo)
-6x < -525. (-1) 6x > 525 x > 87,5 ; logo a resposta seria 88( maior do que 87,5).
05. Resposta: B.
Perímetro soma de todos os lados de uma figura:
6x – 8 + 2.(x+5) + 3x + 8 > 80
6x – 8 + 2x + 10 + 3x + 8 > 80
11x + 10 > 80
11x > 80 -10
x > 70/11
x > 6,36
Como tem que ser o menor número inteiro e par, logo teremos 8.
06 . Resposta: E.
2x ≤ 3+3
2x ≤ 6
x≤3
Como ele pede o produto das soluções, teremos: [Link],...= 0; pois todo número multiplicado por zero
será ele mesmo.
07. Resposta: B.
3𝑥 𝑥 3𝑥 𝑥 2𝑥
+2 ≤ −3 → − ≤ −3 − 2 → ≤ −5 → 𝑥 ≤ −5
2 2 2 2 2
08. Resposta: B.
Batata = X
Feijão = Y
O dono não pode gastar mais do que R$ 100,00( ele pode gastar todo o valor e menos do que o valor),
logo:
X + Y ≤ 100
INEQUAÇÃO DO 2º GRAU
A sua resolução depende do estudo do sinal da função y = ax2 + bx + c , para que possamos determinar
os valores reais de x para que tenhamos , respectivamente:
88
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y > 0 , y < 0 , y ≥ 0 ou y ≤ 0.
Agora vamos montar graficamente o valor para que assim achemos os valores que satisfaçam a
mesma.
Como queremos valores menores que zero, vamos utilizar o intervalo onde os mesmos satisfaçam a
inequação, logo a solução para equação é:
S ={x ϵ R | -7/3 < x < -1}
89
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Graficamente temos:
Observe que ao montarmos no gráfico conseguimos visualizar o intervalo que corresponde a solução
que procuramos. Logo:
S = {x ϵ R | x ≤ 0 ou x ≥ 4}
Questões
Respostas
01. Resposta: C
Resolvendo por Baskara:
∆= 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
∆= (−6)2 − 4.9.1
∆= 36 − 36 = 0
−𝑏±√∆
𝑥= 2𝑎
90
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−(−6)±√0
𝑥= 2.9
6±0 6 1
𝑥= 18
= 18 = 3 (delta igual a zero, duas raízes iguais)
1
S={ }
3
02. Resposta: E
(x – 2).(7 – x) > 0 (aplicando a distributiva)
7x – x2 – 14 + 2x > 0
- x2 + 9x – 14 > 0
∆= 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
∆= 92 − 4. (−1). (−14)
∆= 81 − 56 = 25
−9±√25
𝑥=
2.(−1)
−9±5 −9+5 −4 −9−5 −14
𝑥= −2
𝑥1 = −2
= −2 = 2 ou 𝑥2 = −2
= −2
=7
03. Resposta: C
Para que exista a raiz quadrada da função temos que ter 9 – x2 ≥ 0. Porém como o denominador da
fração tem que ser diferente de zero temos que 9 – x2 > 0.
- x2 + 9 >0
As soluções desta equação do 2° grau são 3 e – 3.
Fazendo o gráfico, a < 0, parábola voltada para baixo:
91
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A solução é – 3 < x < 3 ou ]- 3; 3[
SISTEMA DO 1º GRAU
- Definição
Observe o raciocínio: João e José são colegas. Ao passarem por uma livraria, João resolveu comprar
2 cadernos e 3 livros e pagou por eles R$ 15,40, no total dos produtos. José gastou R$ 9,20 na compra
de 2 livros e 1 caderno. Os dois ficaram satisfeitos e foram para casa.
No dia seguinte, encontram um outro colega e falaram sobre suas compras, porém não se lembrava
do preço unitário dos livros. Sabiam, apenas que todos os livros, como todos os cadernos, tinham o
mesmo preço.
Bom, diante deste problema, será que existe algum modo de descobrir o preço de cada livro ou caderno
com as informações que temos? Será visto mais à frente.
Um sistema de equação do primeiro grau com duas incógnitas x e y, pode ser definido como um
conjunto formado por duas equações do primeiro grau. Lembrando que equação do primeiro grau é aquela
que em todas as incógnitas estão elevadas à potência 1.
- Observações gerais
Já estudamos sobre equações do primeiro grau com duas incógnitas, como exemplo: x + y = 7; x – y
= 30 ; x + 2y = 9 x – 3y = 15
Foi visto também que as equações do 1º grau com duas variáveis admitem infinitas soluções:
x+y=6x–y=7
Vendo a tabela acima de soluções das duas equações, é possível checar que o par (4;2), isto é, x = 4
e y = 2, é a solução para as duas equações.
Exemplos de sistemas:
92
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{ Observe este símbolo. A matemática convencionou neste caso para indicar que duas ou mais
equações formam um sistema.
- Resolução de sistemas
Resolver um sistema significa encontrar um par de valores das incógnitas x e y que faça verdadeira
as equações que fazem parte do sistema.
Exemplos:
a) O par (4,3 ) pode ser a solução do sistema
x–y=2
x+y=6
Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta substituir os valores em ambas as equações:
x-y=2 ; x+y=6
4–3=1 ;4+3=7
1 ≠ 2 (falso) 7 ≠ 6 (falso)
A resposta então é falsa. O par (4,3) não é a solução do sistema de equações acima.
b) O par (5,3 ) pode ser a solução do sistema
x–y=2
x+y=8
Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta substituir os valores em ambas as equações:
x–y=2; x+y=8
5–3=2 ;5+3=8
2 = 2 (verdadeiro 8 = 8 (verdadeiro)
Método de substituição
Esse método de resolução de um sistema de 1º grau estabelece que “extrair” o valor de uma incógnita
é substituir esse valor na outra equação.
Observe:
x–y=2
x+y=4
Vamos escolher uma das equações para “extrair” o valor de uma das incógnitas, ou seja, estabelecer
o valor de acordo com a outra incógnita, desta forma:
x–y=2x=2+y
Agora iremos substituir o “x” encontrado acima, na “x” da segunda equação do sistema:
x+y=4
(2 + y ) + y = 4
2 + 2y = 4 2y = 4 – 2 2y = 2 y = 1
Temos que: x = 2 + y, então
x=2+1
x=3
Assim, o par (3, 1) torna-se a solução verdadeira do sistema.
93
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Método da adição
Este método de resolução de sistema do 1º grau consiste apenas em somas os termos das equações
fornecidas.
Observe:
x–y=-2
3x + y = 5
Neste caso de resolução, somam-se as equações dadas:
x – y = -2
3x + y = 5 +
4x = 3
x = 3/4
Veja nos cálculos que quando somamos as duas equações o termo “y” se anula. Isto tem que ocorrer
para que possamos achar o valor de “x”.
Agora, e quando ocorrer de somarmos as equações e os valores de “x” ou “y” não se anularem para
ficar somente uma incógnita?
Neste caso, é possível usar uma técnica de cálculo de multiplicação pelo valor excludente negativo.
Ex.:
3x + 2y = 4
2x + 3y = 1
Substituindo:
2x + 3y = 1
2x + 3.(-1) = 1
2x = 1 + 3
x=2
Verificando:
3x + 2y = 4 3.(2) + 2(-1) = 4 6 – 2 = 4
2x + 3y = 1 2.(2) + 3(-1) = 1 4 – 3 = 1
94
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Unindo os pontos traçamos a reta, que contém todos os pontos da equação. A essa reta damos o
nome de reta suporte.
Outro exemplo:
Atribuindo valores a x e y montamos o gráfico do sistema de equações:
95
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Observe que o ponto (6,4) que é ponto de intersecção das duas equações, é a solução do sistema, ao
qual satisfaz a condição das duas equações simultaneamente.
Questões
01. (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola
(amarela, vermelha e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela
arrecadou 50 quilogramas a mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que
a equipe branca. A quantidade de alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual
a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370
96
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
seis alunos. Dessa forma, sendo C o número de grupos formados por cinco e S o número de grupos
formados por seis alunos, o produto C⋅S será igual a
(A) 56.
(B) 54.
(C) 50.
(D) 44.
(E) 36.
Respostas
01. Resposta: E.
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
97
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30
𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 1040
{ 𝑥 = 𝑦 + 50
𝑧 = 𝑦 + 30
Substituindo a II e a III equação na I:
𝑦 + 50 + 𝑦 + 𝑦 + 30 = 1040
3𝑦 = 1040 − 80
y = 320
Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg
02. Resposta: A.
Armas de R$150,00: x
Armas de R$450,00: y
x = 30 – y
Substituindo na 1ª equação:
150(30 − 𝑦) + 450𝑦 = 7500
4500 − 150𝑦 + 450𝑦 = 7500
300𝑦 = 3000
𝑦 = 10
𝑥 = 30 − 10 = 20
O total de indenizações foi de 20.
03. Resposta: C.
Cláudio :x
Otávio: y
𝑥
=3
𝑦
𝑥 = 3𝑦
{
𝑥 + 𝑦 = 28
𝑥 + 𝑦 = 28
3y + y = 28
4y = 28
y = 7 x = 21
Marcos: x – y = 21 – 7 = 14
04. Resposta: D.
Vinho seco: x
Vinho suave: y
𝑥 + 𝑦 = 300 (𝐼)
{
𝑥 = 2𝑦 + 3 (𝐼𝐼)
Substituindo II em I
2y + 3 + y = 300
3y = 297
y = 99
x = 201
300------100%
201-----x
98
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
x = 67%
05. Resposta: C.
Doces: x
Salgados: y
𝑥 + 𝑦 = 55
{
1,5𝑥 + 2𝑦 = 95
Resolvendo pelo método da adição, vamos multiplicar todos os termos da 1ª equação por -1,5:
−1,5𝑥 − 1,5𝑦 = −82,5
{
1,5𝑥 + 2𝑦 = 95
Assim temos:
0,5𝑦 = 12,5
𝑦 = 25 ∴ 𝑥 = 30
Ela vendeu 30 doces
06. Resposta: D.
5𝐶 + 6𝑆 = 86
{
𝐶 + 𝑆 = 15
C = 15 – S
Substituindo na primeira equação:
5(15 – S) + 6S = 86
75 – 5S + 6S = 86
S = 11
C = 15 – 11 = 4
𝐶 ∙ 𝑆 = 4 ∙ 11 = 44
07. Resposta: A.
Mulheres: x
Homens: y
2
𝑥 + 𝑦 = 56 (. − )
{ 3
2 1
𝑥 + 𝑦 = 24
3 4
2 2 112
− 𝑥− 𝑦=−
{ 3 3 3
2 1
𝑥 + 𝑦 = 24
3 4
Somando as duas equações:
2 1 112
− 𝑦+ 𝑦=− + 24
3 4 3
mmc(3,4)=12
08. Resposta: E.
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:
99
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑥 + 𝑦 + 2 = 30. (−1)
{
3𝑥 + 𝑦 = 58
−𝑥 − 𝑦 = −28
{
3𝑥 + 𝑦 = 58
2x = 30
x = 15
09. Resposta: D.
Total de pacotes: x
Caixas: y
𝑥
= 𝑦 + 16
25
25𝑦 + 400 = 𝑥
𝑥
=𝑦
30
𝑥 = 30𝑦
25𝑦 − 𝑥 = −400
{
𝑥 = 30𝑦
Substituindo:
25𝑦 − 30𝑦 = −400
−5𝑦 = −400
𝑦 = 80
𝑥 = 30 ∙ 80 = 2400
10. Resposta: D.
Óleo de milho: M
Óleo de soja: S
𝑀 5
= 7𝑀 = 5𝑆
𝑆 7
𝑀 + 𝑆 = 288 . (−7)
{
7𝑀 − 5𝑆 = 0
−7𝑀 − 7𝑆 = −2016
{
7𝑀 − 5𝑆 = 0
−12𝑆 = −2016
𝑆 = 168
100
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
9 - Funções e gráficos.
FUNÇÃO DO 1º GRAU
Dados dois conjuntos A e B, não-vazios, função é uma relação binária de A em B de tal maneira que
todo elemento x, pertencente ao conjunto A, tem para si um único correspondente y, pertencente ao
conjunto B, que é chamado de imagem de x.
Notemos que, para uma relação binária dos conjuntos A e B, nesta ordem, representarem uma função
é preciso que:
- Todo elemento do conjunto A tenha algum correspondente (imagem) no conjunto B;
- Para cada elemento do conjunto A exista um único correspondente (imagem) no conjunto B.
Assim como em relação, usamos para as funções, que são relações especiais, a seguinte linguagem:
Domínio: Conjunto dos elementos que possuem imagem. Portanto, todo o conjunto A, ou seja, D = A.
Contradomínio: Conjunto dos elementos que se colocam à disposição para serem ou não imagem
dos elementos de A. Portanto, todo conjunto B, ou seja, CD = B.
Conjunto Imagem: Subconjunto do conjunto B formado por todos os elementos que são imagens dos
elementos do conjunto A, ou seja, no exemplo anterior: Im = {a, b, c}.
Exemplo
f: A B
y = f(x) = x + 1
Tipos de Função
101
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Injetora: Quando para ela elementos distintos do domínio apresentam imagens também distintas no
contradomínio.
Reconhecemos, graficamente, uma função injetora quando, uma reta horizontal, qualquer que seja
interceptar o gráfico da função, uma única vez.
Reconhecemos, graficamente, uma função sobrejetora quando, qualquer que seja a reta horizontal
que interceptar o eixo no contradomínio, interceptar, também, pelo menos uma vez o gráfico da função.
102
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Função crescente: A função f(x), num determinado intervalo, é crescente se, para quaisquer x1 e x2
pertencentes a este intervalo, com x1<x2, tivermos f(x1)<f(x2).
x1<x2 → f(x1)<f(x2)
Função decrescente: Função f(x), num determinado intervalo, é decrescente se, para quaisquer x1 e
x2 pertencente a este intervalo, com x1 < x2, tivermos f(x1)>f(x2).
x1<x2 → f(x1)>f(x2)
Função constante: A função f(x), num determinado intervalo, é constante se, para quaisquer x1 < x2,
tivermos f(x1) = f(x2).
A apresentação de uma função por meio de seu gráfico é muito importante, não só na Matemática
como nos diversos ramos dos estudos científicos.
Exemplo
Consideremos a função real f(x) = 2x – 1. Vamos construir uma tabela fornecendo valores para x e,
por meio da sentença f(x), obteremos as imagens y correspondentes.
103
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
x y = 2x – 1
–2 –5
–1 –3
0 –1
1 1
2 3
3 5
Transportados os pares ordenados para o plano cartesiano, vamos obter o gráfico correspondente à
função f(x).
104
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Conclusão: O gráfico de uma função do 1º grau é uma reta crescente para a > 0 e uma reta decrescente
para a < 0.
Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau y = ax + b o valor de x que anula a função, isto é, o valor
de x para que y seja igual à zero.
Assim, para achar o zero da função y = ax + b, basta resolver a equação ax + b = 0.
Exemplo
Determinar o zero da função:
y = 2x – 4.
2x – 4 = 0
2x = 4
4
x=
2
x=2
O zero da função y = 2x – 4 é 2.
No plano cartesiano, o zero da função do 1º grau é representado pela abscissa do ponto onde a reta
corta o eixo x.
x y (x,y)
1 –2 (1, –
2)
3 2 (3,2)
Observe que a reta y = 2x – 4 intercepta o eixo x no ponto (2,0), ou seja, no ponto de abscissa 2, que
é o zero da função.
Conhecido o zero de uma função do 1º grau e lembrando a inclinação que a reta pode ter, podemos
esboçar o gráfico da função.
105
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Exemplo
y=0
2x – 4 = 0
2x = 4
4
x=
2
x=2
y>0
2x – 4 > 0
2x > 4
4
x>
2
x>2
- Para x = 2 temos y = 0;
- Para x > 2 temos y > 0;
- Para x < 2 temos y < 0.
Relação Binária
Par Ordenado
106
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Quando representamos o conjunto (a, b) ou (b, a) estamos, na verdade, representando o mesmo
conjunto. Porém, em alguns casos, é conveniente distinguir a ordem dos elementos.
Para isso, usamos a idéia de par ordenado. A princípio, trataremos o par ordenado como um conceito
primitivo e vamos utilizar um exemplo para melhor entendê-lo. Consideremos um campeonato de futebol
e que desejamos apresentar, de cada equipe, o total de pontos ganhos e o saldo de gols. Assim, para
uma equipe com 12 pontos ganhos e saldo de gols igual a 18, podemos fazer a indicação (12, 18), já
tendo combinado, previamente, que o primeiro número se refere ao número de pontos ganhos, e o
segundo número, ao saldo de gols.
Portanto, quando tivermos para outra equipe a informação de que a sua situação é (2, -8)
entenderemos, que esta equipe apresenta 2 pontos ganhos e saldo de gols -8. Note que é importante a
ordem em que se apresenta este par de números, pois a situação (3, 5) é totalmente diferente da situação
(5,3). Fica, assim, estabelecida a idéia de par ordenado: um par de valores cuja ordem de apresentação
é importante.
Produto Cartesiano
A x B= x, y / x A e y B
Quando o produto cartesiano for efetuado entre o conjunto A e o conjunto A, podemos representar A
x A = A2. Vejamos, por meio de o exemplo a seguir, as formas de apresentação do produto cartesiano.
Exemplo
Sejam A = {1, 4, 9} e B = {2, 3}. Podemos efetuar o produto cartesiano A x B, também chamado A
cartesiano B, e apresentá-lo de várias formas.
Apresentamos o produto cartesiano por meio da listagem, quando escrevemos todos os pares
ordenados que constituam o conjunto. Assim, no exemplo dado, teremos:
Observando A x B e B x A, podemos notar que o produto cartesiano não tem o privilégio da propriedade
comutativa, ou seja, A x B é diferente de B x A. Só teremos a igualdade A x B = B x A quando A e B forem
conjuntos iguais.
Observação: Considerando que para cada elemento do conjunto A o número de pares ordenados
obtidos é igual ao número de elementos do conjunto B, teremos: n(A x B) = n(A) x n(B).
b) Diagrama de flechas
Apresentamos o produto cartesiano por meio do diagrama de flechas, quando representamos cada um
dos conjuntos no diagrama de Euler-Venn, e os pares ordenados por “flechas” que partem do 1º elemento
do par ordenado (no 1º conjunto) e chegam ao 2º elemento do par ordenado (no 2º conjunto).
Considerando os conjuntos A e B do nosso exemplo, o produto cartesiano A x B fica assim
representado no diagrama de flechas:
107
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
c) Plano cartesiano
Para uma função de R em R, ou seja, com elementos no conjunto dos números reais e imagens
também no conjunto dos números reais, será necessária, apenas, a apresentação da sentença que faz a
“ligação” entre o elemento e a sua imagem.
Porém, para algumas sentenças, alguns valores reais não apresentam imagem real.
Por exemplo, na função f(x) = ( x 1) , o número real 0 não apresenta imagem real e, portanto, f(x)
características de função, precisamos limitar o conjunto de partida, eliminando do conjunto dos números
reais os elementos que, para essa sentença, não apresentam imagem. Nesse caso, bastaria
estabelecermos como domínio da função f(x) o conjunto D = {x R/x ≥ 1}.
Para determinarmos o domínio de uma função, portanto, basta garantirmos que as operações
indicadas na sentença são possíveis de serem executadas. Dessa forma, apenas algumas situações nos
causam preocupação e elas serão estudadas a seguir.
1
2ª) y= f(x)≠0
f ( x)
Vejamos alguns exemplos de determinação de domínio de uma função real.
Exemplos:
A) f(x)=3x2 + 7x – 8
D=R
B) f(x)= x 7
x – 7 ≥ 0→ x ≥ 7
108
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
D = {x R/x ≥ 7}
C) f(x)= 3
x 1
D=R
Observação: Devemos notar que, para raiz de índice impar, o radicando pode assumir qualquer valor
real, inclusive o valor negativo.
3
D) f(x)=
x 8
x + 8 > 0 → x > -8
D = {x R/x > -8}
x5
E) f(x)=
x 8
x–5≥0→x≥5
x–8≥0→x≠8
D = {x R/x ≥ 5 e x ≠ 8}
Questões
01. (PM/SP – CABO – CETRO/2012) O gráfico abaixo representa o salário bruto (S) de um policial
militar em função das horas (h) trabalhadas em certa cidade. Portanto, o valor que este policial receberá
por 186 horas é
(A) R$ 3.487,50.
(B) R$ 3.506,25.
(C) R$ 3.534,00.
(D) R$ 3.553,00.
03. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Dada a função f(x) = −4x +15 , sabendo que f(x) =
35, então
(A) x = 5.
(B) x = 6.
(C) x = -6.
(D) x = -5.
109
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
04. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) O gráfico abaixo apresenta o
consumo médio de oxigênio, em função do tempo, de um atleta de 70 kg ao praticar natação.
Considere que o consumo médio de oxigênio seja diretamente proporcional à massa do atleta.
Qual será, em litros, o consumo médio de oxigênio de um atleta de 80 kg, durante 10 minutos de prática
de natação?
(A) 50,0
(B) 52,5
(C) 55,0
(D) 57,5
(E) 60,0
06. (TRT – Técnico Judiciário) O imposto de renda (IR) a ser pago, em função do rendimento-base,
durante o ano de 2000, está representado pelo gráfico abaixo:
110
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) apenas I
(B) apenas II
(C) apenas III
(D) apenas I e II
(E) apenas I e III
𝑥
07. (BRDE-RS) – Numa firma, o custo para produzir x unidades de um produto é C(x) = 2
+ 10000, e
2
o faturamento obtido com a comercialização dessas x unidades é f(x) = 𝑥. Para que a firma não tenha
3
prejuízo, o faturamento mínimo com a comercialização do produto deverá ser de:
(A) R$ 10.000,00
(B) R$ 13.000,00
(C) R$ 15.000,00
(D) R$ 18.000,00
(E) R$ 20.000,00
08. A função f de R em R é tal que, para todo x R, f(5x) = 5f(x). Se f(25) = 75, então f(1) é igual a:
(A) 15
(B) 10
(C) 5
(D) 3
(E) 1
09. Sabendo que a função é tal que para qualquer x e y pertencentes ao seu domínio f(x+y)
= f(x) + f(y) e f(3) = 1, podemos afirmar que:
(A) f(4) = 3 + f(1)
(B) f(4) = f(3) + 1
(C) f(4) = f(3) . (1)
(D) f(4) = 3 . f(1)
1
(E) f(4) = 1 +
3
10. (PM/AM - Soldado da Polícia Militar – ISAE) Se f(x) = 3 – 2x, x real, então f(–5) é igual a:
(A) – 7;
(B) – 2;
(C) 7;
(D) 13.
Respostas
01. Resposta: A.
300 750 𝑥
16
= 40
= 186
02. Resposta: B.
Equacionando as informações temos: 3 deve ser multiplicado por t, pois depende da quantidade de
tempo, e acrescentado 2,50 fixo
T = 3t + 2,50
03. Resposta: D.
35 = - 4x + 15
- 4x = 20
x=-5
04. Resposta: E.
A proporção de oxigênio/tempo:
111
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
10,5 21,0 𝑥
= =
2 4 10
4x = 210
x = 52,5 litros de oxigênio em 10 minutos para uma pessoa de 70 kg
52,5litros----70kg
x-------------80kg
x = 60 litros
05. Resposta: C.
Aplicando segundo as condições mencionadas:
x=1
f(1) = 2.1 - p
f(1) = m - 1
x=6
f(6) = 6m - 1
7.6+4 42+4
𝑓(6) = 2 = 2 = 23 ; igualando as duas equações:
23 = 6m - 1
m=4
Como queremos m – p , temos:
2 - p = m - 1 ; igualando as duas novamente.
2–p=4-1
p=-1
m – p = 4 - (- 1) = 5
06. Resposta: D.
I – Verdadeira
II – Verdadeira
y = 0,15x – 1620
y = 0,15 . 21600 – 1620
y = 3240 – 1620
y = 1620
y = 0,15 . 10800 – 1620
y = 1620 – 1620
y=0
III – Falsa
São duas funções (2 constantes)
07. Resposta: E.
𝑥
C(x) = 2 + 10000
2
F(x) = 3 𝑥
f(x) > c(x)
2 𝑥
3
𝑥 > 2 + 10000
2
F(x) = 60000 = 40000
3
Fm = 40000 – 20000
Fm = 20000
112
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Portanto o resultado final é de R$ 20.000,00.
08. Resposta: D.
Sabendo que f(25) = 75, podemos dizer que f(5 . 5) = 75 e agora, utilizando a regra dada no exercício,
que diz que f(5x) = 5f(x) então f(5 . 5) = 5.f(5) pois o nosso x é 5, portanto,
f(5 . 5) = 75
75 = 5f(5)
75
f(5) = 5
f(5) = 15
Agora podemos utilizar novamente a regra dada.
f(5) = 15
f(5.1) = 15
Agora o nosso x é 1. Utilizando a regra novamente
5f(1) = 15
f(1)=3
09. Resposta: E.
Olhando para as respostas, vemos que o que o exercício quer na verdade, é o valor de f(4).
É dado o valor de f(3), podemos dizer que f(3) = f(2 + 1) e utilizando a regra dada, que é f(x + y) = f(x)
+ f(y) podemos escrever f(2 + 1) = f(2) + f(1), portanto:
f(3) = 1
f(2 + 1) = 1
f(2) + f(1) = 1
E ainda podemos dizer que f(2) = f(1 + 1), e utilizando a regra, temos:
O que o exercício quer é o valor de f(4), podemos escrever f(4) como sendo f(3 + 1) e utilizando a regra
dada no exercício, temos
f(4) = f(3 + 1) = f(3) + f(1)
Sabemos o valor de f(3), pois é dado no exercício f(3)=1 e o valor de f(1) já calculamos, portanto:
10. Resposta: D.
Se f(x) = 3 – 2x f(-5) = 3 – 2.(-5) = 3 + 10 = 13
FUNÇÃO DO 2º GRAU
Chama-se função do 2º grau, função quadrática, função polinomial do 2º grau ou função trinômio do
2º grau é toda função f de R em R definida por um polinômio do 2º grau da forma:
Com a, b e c reais e a ≠ 0.
Onde:
113
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a é o coeficiente de x2
b é o coeficiente de x
c é o termo independente
Exemplos:
y = x2 – 5x + 6, sendo a = 1, b = – 5 e c = 6
y = x2 – 16, sendo a = 1, b = 0 e c = – 16
f(x) = x2, sendo a = 1, b = 0 e c = 0
f(x) = 3x2 + 3x, sendo a = 3 , b = 3 e c = 0
Vejamos a trajetória de um projétil lançado obliquamente em relação ao solo horizontal, ela é uma
parábola cuja concavidade está voltada para baixo.
Exemplo:
x y
-3 6
-2 2
-1 0
- -1/4
1/2
0 0
1 2
2 6
114
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Concavidade da Parábola
No caso das funções do 2º grau, a parábola pode ter sua concavidade voltada para cima (a > 0) ou
voltada para baixo (a < 0). A concavidade é determinada pelo valor do a (positivo ou maior que zero /
negativo ou menor que zero). Esta é uma característica geral para a função do 2º grau.
Vértice da parábola
Toda parábola tem um ponto de ordenada máxima ou ponto de ordenada mínima, a esse ponto
denominamos vértice. Dado por V (xv , yv).
- Eixo de simetria
É aquele que dado o domínio a imagem é a mesma. Isso faz com que possamos dizer que a parábola
é simétrica a reta que passa por xv, paralela ao eixo y, na qual denominamos eixo de simetria. Vamos
entender melhor o conceito analisando o exemplo: y = x2 + 2x – 3 (início do assunto).
Atribuímos valores a x, achamos valores para y. Temos que:
f (-3) = f (1) = 0
f (-2) = f (0) = -3
Toda função do 2º grau com Domínio nos Reais (R) que possui a > 0, sua concavidade está voltada
para cima, e o seu conjunto imagem é dado por:
−∆ −∆
𝑰𝒎 = {𝒚 ∈ 𝑹| 𝒚 ≥ } 𝒐𝒖 𝑰𝒎 = [ ; +∞[
𝟒𝒂 𝟒𝒂
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Logo se a < 0, a concavidade estará voltada para baixo, o seu conjunto imagem é dado por:
−∆ −∆
𝑰𝒎 = {𝒚 ∈ 𝑹| 𝒚 ≤ } 𝒐𝒖 𝑰𝒎 = ]−∞; ]
𝟒𝒂 𝟒𝒂
Como visto anteriormente a função do 2º grau apresenta como eixo de simetria uma reta vertical que
intercepta o gráfico num ponto chamado de vértice.
As coordenadas do vértice são dadas por:
Onde:
x1 e x2 são as raízes da função.
- Se a > 0, o vértice é o ponto da parábola que tem ordenada mínima. Nesse caso, o vértice é chamado
ponto de mínimo e a ordenada do vértice é chamada valor mínimo da função;
- Se a < 0, o vértice é o ponto da parábola que tem ordenada máxima. Nesse caso, o vértice é ponto
de máximo e a ordenada do vértice é chamada valor máximo da função.
116
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Exemplo:
Dado a função y = x2 – 2x – 3 vamos construir a tabela e o gráfico festa função, determinando também
o valor máximo ou mínimo da mesma.
Como a = 1 > 0, então a função possui um valor mínimo como pode ser observado pelo gráfico. O
valor de mínimo ocorre para x = 1 e y = -4. Logo o valor de mínimo é -4 e a imagem da função é dada
por: Im = { y ϵ R | y ≥ -4}.
As raízes ou zeros da função quadrática f(x) = ax2 + bx + c são os valores de x reais tais que f(x) = 0,
ou seja são valores que deixam a função nula. Com isso aplicamos o método de resolução da equação
do 2º grau.
ax2 + bx + c = 0
A resolução de uma equação do 2º grau é feita com o auxílio da chamada “fórmula de Bháskara”.
b
x , onde, = b2 – 4.a.c
2.a
As raízes (quando são reais), o vértice e a intersecção com o eixo y são fundamentais para traçarmos
um esboço do gráfico de uma função do 2º grau.
117
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Forma fatorada das raízes: f (x) = a (x – x1) (x – x2).
Esta fórmula é muito útil quando temos as raízes e precisamos montar a sentença matemática que
expresse a função.
Estudar o sinal de uma função quadrática é determinar os valores reais de x que tornam a função
positiva, negativa ou nula.
Abaixo podemos resumir todos os valores assumidos pela função dado a e Δ (delta).
Observe que:
Exemplos
1) Considere a função quadrática representada pelo gráfico abaixo, vamos determinar a sentença
matemática que a define.
Resolução:
Como conhecemos as raízes x1 e x2 (x1= -4 e x2 = 0), podemos nos da forma fatorada temos:
f (x) = a.[ x – (-4)].[x – 0] ou f (x) = a(x + 4).x .
118
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O vértice da parábola é (-2,4), temos:
4 = a.(-2 + 4).(-2) a = -1
Logo, f(x) = - 1.(x + 4).x (-x – 4x).x -x2 – 4x
2) Vamos determinar o valor de k para que o gráfico cartesiano de f(x) = -x2 + (k + 4). x – 5 ,passe pelo
ponto (2;3).
Resolução:
Questões
01. (CBM/MG – Oficial Bombeiro Militar – FUMARC/2014) Duas cidades A e B estão separadas por
uma distância d. Considere um ciclista que parte da cidade A em direção à cidade B. A distância d, em
quilômetros, que o ciclista ainda precisa percorrer para chegar ao seu destino em função do tempo t, em
100−𝑡 2
horas, é dada pela função 𝑑(𝑡) = 𝑡+1 . Sendo assim, a velocidade média desenvolvida pelo ciclista em
todo o percurso da cidade A até a cidade B é igual a
(A) 10 Km/h
(B) 20 Km/h
(C) 90 Km/h
(D) 100 Km/h
Considere um sistema de coordenadas cartesianas com centro em O, de modo que o eixo vertical (y)
passe pelo ponto mais alto do arco (V), e o horizontal (x) passe pelos dois pontos de apoio desse arco
sobre a porta (A e B).
Sabendo-se que a função quadrática que descreve esse arco é f(x) = – x²+ c, e que V = (0; 0,81), pode-
se afirmar que a distância ̅̅̅̅
𝐴𝐵, em metros, é igual a
(A) 2,1.
(B) 1,8.
(C) 1,6.
(D) 1,9.
(E) 1,4.
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04. (POLICIA MILITAR/MG – SOLDADO – POLICA MILITAR/2013) A interseção entre os gráficos
das funções y = - 2x + 3 e y = x² + 5x – 6 se localiza:
(A) no 1º e 2º quadrantes
(B) no 1º quadrante
(C) no 1º e 3º quadrantes
(D) no 2º e 4º quadrantes
06. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Sabe-se que, sob um certo ângulo de tiro, a altura h
atingida por uma bala, em metros, em função do tempo t, em segundos, é dada por h(t)=-3t²+15t. Portanto,
é correto afirmar que, depois de 3s, a bala atingirá
(A) 18 metros.
(B) 20 metros.
(C) 27 metros.
(D) 32 metros.
120
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08. (TRANSPETRO – TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE JÚNIOR –
CESGRANRIO/2012) A raiz da função f(x) = 2x − 8 é também raiz da função quadrática g(x) = ax²+ bx +
c. Se o vértice da parábola, gráfico da função g(x), é o ponto V(−1, −25), a soma a + b + c é igual a:
(A) − 25
(B) − 24
(C) − 23
(D) − 22
(E) – 21
Os vértices do triângulo AVB estão sobre a parábola, sendo que os vértices A e B estão sobre o eixo
das abscissas e o vértice V é o ponto máximo da parábola. A área do triângulo AVB, cujas medidas dos
lados estão em centímetros, é, em centímetros quadrados, igual a
(A) 8.
(B) 9.
(C) 12.
(D) 14.
(E) 16.
Respostas
01. Resposta: A.
Vamos calcular a distância total, fazendo t = 0:
121
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100−02
𝑑(0) = = 100𝑘𝑚
0+1
100 – t² = 0
– t² = – 100 . (– 1)
t² = 100
𝑡 = √100 = 10𝑘𝑚/ℎ
02. Resposta: D.
L(x)=3x²-12x-5x²+40x+40
L(x)=-2x²+28x+40
𝑏 28
𝑥𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑜 = − 2𝑎 = − −4 = 7 𝑙𝑜𝑡𝑒𝑠
03. Resposta: B.
C=0,81, pois é exatamente a distância de V
F(x)=-x²+0,81
0=-x²+0,81
X²=0,81
X=0,9
A distância AB é 0,9+0,9=1,8
04. Resposta: A.
-2x+3=x²+5x-6
X²+7x-9=0
=49+36=85
−7 ± √85
𝑥=
2
−7 + 9,21
𝑥1 = = 1,105
2
−7 − 9,21
𝑥2 = = −8,105
2
Para x=1,105
Y=-2.1,105+3=0,79
Para x=-8,105
Y=19,21
Então a interseção ocorre no 1º e no 2º quadrante.
05. Resposta: B.
f(-2)>0
f(0)=-3
F(1/2)<0
F(1)<0
F(2)=0
06. Resposta: A.
ℎ(3) = −3 ∙ 32 + 15 ∙ 3 = 18
07. Resposta: B.
∆= 16 + 128 = 144
−4 ± 12
𝑥=
−4
𝑥1 = −2
122
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𝑥2 = 4
𝑏
− =4
2𝑎
−𝑏 = 8𝑎
A soma das raízes é –b/a
𝑏
− =8
𝑎
08. Resposta: E.
2x-8=0
2x=8
X=4
𝑥1 + 𝑥2
𝑥𝑣 =
2
4 + 𝑥2
−1 =
2
𝑥2 = −2 − 4 = −6
Lembrando que para encontrar a equação, temos:
(x - 4)(x + 6) = x² + 6x - 4x - 24 = x² + 2x - 24
a=1
b=2
c=-24
a + b + c = 1 + 2 – 24 = -21
09. Resposta: A.
As raízes são -1 e 3
Sendo função do 2º grau: -(x²-Sx+P)=0(concavidade pra baixo a<0)
-x²+Sx-P=0
S=-1+3=2
P=-13=-3
-𝑥 2 + 2𝑥 + 3 = 0
∆
ℎ𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 = 𝑉𝑦 = −
4𝑎
∆= 𝑏 2 − 4𝑎𝑐 = 4 + 12 = 16
ℎ𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 = 4
Base: -1até 0 e 0 até 3
Base: 1+3=4
ℎ 4
𝐴𝑡𝑟𝑖Â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 = 𝑏 ∙ 2 = 4 ∙ 2 = 8𝑐𝑚²
10. Resposta: C.
Maior gasto corresponde ao maior valor de X.
𝑏 12
𝑥𝑣 = − =− =6
2𝑎 −2
6 corresponde ao mês de junho.
123
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L(x) = - 10.000(x2 – 14x + 3) – 20.000(x + 3,5)
L(x) = - 10.000x2 + 140.000x – 130.000 – 20.000x – 7.000x
L(x) = - 10.000x2 + 120.000x – 200.000
Resolvendo a equação:
- 10.000x2 + 120.000x – 200.000 = 0 (cortando 4 zeros)
- x2 + 12x – 20 = 0 , a = -1, b = 12 e c = -20
∆ = b2 – 4ac
∆ = 122 – 4.(- 1).(- 20)
∆ = 144 – 80
∆ = 64
−𝑏±√∆
𝑥= 2𝑎
Como, pelo enunciado, x está em milhares: x = 2.000 ou x= 10.000, temos que fazer o gráfico da
função. O a da função é negativo, a concavidade parábola é voltada para baixo.
Como podemos ver pelo gráfico com a venda de x milhares entre 2000 e 10000 o lucro será positivo,
acima de 10000 o lucro será negativo.
Referências
BIANCHINI, Edwaldo; PACCOLA, Herval – Matemática Volume 1 – Editora Moderna
FACCHINI, Walter – Matemática Volume Único – 1ª Edição - Editora Saraiva:1996
124
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10 - Progressões aritméticas e geométricas.
SEQUÊNCIAS
Podemos, no nosso dia-a-dia, estabelecer diversas sequências como, por exemplo, a sucessão de
cidades que temos numa viagem de automóvel entre Brasília e São Paulo ou a sucessão das datas de
aniversário dos alunos de uma determinada escola.
Podemos, também, adotar para essas sequências uma ordem numérica, ou seja, adotando a 1 para o
1º termo, a2 para o 2º termo até an para o n-ésimo termo. Dizemos que o termo an é também chamado
termo geral das sequências, em que n é um número natural diferente de zero. Evidentemente, daremos
atenção ao estudo das sequências numéricas.
As sequências podem ser finitas, quando apresentam um último termo, ou, infinitas, quando não
apresentam um último termo. As sequências infinitas são indicadas por reticências no final.
Exemplos:
- Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, ...). Notemos que esta é uma
sequência infinita com a1 = 2; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc.
- Sequência dos números ímpares positivos: (1, 3, 5, 7, 9, 11, ...). Notemos que esta é uma sequência
infinita com a1 = 1; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 9; a6 = 11 etc.
- Sequência dos algarismos do sistema decimal de numeração: (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Notemos
que esta é uma sequência finita com a1 = 0; a2 = 1; a3 = 2; a4 = 3; a5 = 4; a6 = 5; a7 = 6; a8 = 7; a9 = 8; a10
= 9.
1. Igualdade
As sequências são apresentadas com os seus termos entre parênteses colocados de forma ordenada.
Sucessões que apresentarem os mesmos termos em ordem diferente serão consideradas sucessões
diferentes.
Duas sequências só poderão ser consideradas iguais se, e somente se, apresentarem os mesmos
termos, na mesma ordem.
Exemplo
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à sequência (5, 8, 15, 17) se, e somente se, x =
5; y = 8; z = 15; e t = 17.
Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3, 2, 1, 0) são diferentes, pois, embora apresentem
os mesmos elementos, eles estão em ordem diferente.
Exemplos:
- Determinar os cincos primeiros termos da sequência cujo termo geral e igual a:
an = n – 2n,com n ∈ N*.
Teremos:
- se n = 1 ⇒ a1 = 12 – 2 . 1 ⇒ a1 = 1 – 2 = - 1
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- se n = 1 ⇒ a2 = 22 – 2 . 2 ⇒ a2 = 4 – 4 = 0
- se n = 3 ⇒ a3 = 32 – 2 . 3 ⇒ a3 = 9 – 6 = 3
- se n = 4 ⇒ a4 = 42 – 4 . 2 ⇒ a4 =16 – 8 = 8
- se n = 5 ⇒ a5 = 55 – 5 . 2 ⇒ a5 = 25 – 10 = 15
- se n = 1 ⇒ a1 = 3.1 + 2 ⇒ a1 = 3 + 2 = 5
- se n = 2 ⇒ a2 = 3.2 + 2 ⇒ a2 = 6 + 2 = 8
- se n = 3 ⇒ a3 = 3.3 + 2 ⇒ a3 = 9 + 2 = 11
- se n = 4 ⇒ a4 = 3.4 + 2 ⇒ a4 = 12 + 2 = 14
- se n = 5 ⇒ a5 = 3.5 + 2 ⇒ a5 = 15 + 2 = 17
Teremos:
- se n = 12 ⇒ a12 = 45 – 4.12 ⇒ a12 = 45 – 48 = - 3
- se n = 23 ⇒ a23 = 45 – 4.23 ⇒ a23 = 45 – 92 = - 47
3. Lei de Recorrências
Uma sequência pode ser definida quando oferecemos o valor do primeiro termo e um “caminho” (uma
fórmula) que permite a determinação de cada termo conhecendo-se o seu antecedente. Essa forma de
apresentação de uma sucessão é chamada lei de recorrências.
Exemplos:
- Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência em que:
a1 = 3 e an+1 = 2an – 4 , em que n ∈ N*.
- a1 = 12
- se n = 1 ⇒ a1+1 = a1 – 2 ⇒ a2 = 12 – 2 ⇒ a2=10
- se n = 2 ⇒ a2+1 = a2 – 2 ⇒ a3 = 10 – 2 ⇒ a3 = 8
- se n = 3 ⇒ a3+1 = a3 – 2 ⇒ a4 = 8 – 2 ⇒ a4 = 6
- se n = 4 ⇒ a4+1 = a4 – 2 ⇒ a5 = 6 – 2 ⇒ a5 = 4
Observação 1
Devemos observar que a apresentação de uma sequência através do termo geral é mais pratica, visto
que podemos determinar um termo no “meio” da sequência sem a necessidade de determinarmos os
termos intermediários, como ocorre na apresentação da sequência através da lei de recorrências.
Observação 2
Algumas sequências não podem, pela sua forma “desorganizada” de se apresentarem, ser definidas
nem pela lei das recorrências, nem pela formula do termo geral. Um exemplo de uma sequência como
esta é a sucessão de números naturais primos que já “destruiu” todas as tentativas de se encontrar uma
formula geral para seus termos.
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Observação 3
Em todo exercício de sequência em que n ∈ N*, o primeiro valor adotado é n = 1. No entanto de no
enunciado estiver n > 3, temos que o primeiro valor adotado é n = 4. Lembrando que n é sempre um
número natural.
A Matemática estuda dois tipos especiais de sequências, uma delas a Progressão Aritmética.
Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é igual ao termo
anterior somado com uma constante que é chamada de razão (r).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....
Cálculo da razão: a razão de uma P.A. é dada pela diferença de um termo qualquer pelo termo
imediatamente anterior a ele.
r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = a5 – a4 = .......... = an – an – 1
Exemplos:
- (5, 9, 13, 17, 21, 25,......) é uma P.A. onde a1 = 5 e razão r = 4
- (2, 9, 16, 23, 30,.....) é uma P.A. onde a1 = 2 e razão r = 7
- (23, 21, 19, 17, 15,....) é uma P.A. onde a1 = 23 e razão r = - 2.
𝐚𝐧 = 𝐚𝟏 + (𝐧 − 𝟏). 𝐫
(𝐚𝟏 + 𝐚𝐧 ). 𝐧
𝐒𝐧 =
𝟐
Propriedades:
1- Numa P.A. a soma dos termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
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Exemplo 2: (2, 8, 14, 20, 26, 32, 38,......)
- como podemos observar neste exemplo, temos um número ímpar de termos. Neste caso sobrou um
termo no meio (20) que é chamado de termo médio e é igual a metade da soma dos extremos. Porém,
só existe termos médio se houver um número ímpar de termos.
2- Numa P.A. se tivermos três termos consecutivos, o termo médio é igual à média aritmética dos
a3
anterior com o posterior. Ou seja, (a1, a2, a3,...) <==> a2 = .
a1
Exemplo:
Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é igual ao termo
anterior multiplicado por uma constante que é chamada de razão (q).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....
Cálculo da razão: a razão de uma P.G. é dada pelo quociente de um termo qualquer pelo termo
imediatamente anterior a ele.
𝑎2 𝑎3 𝑎4 𝑎𝑛
𝑞= = = = ⋯……… =
𝑎1 𝑎2 𝑎3 𝑎𝑛−1
Exemplos:
- (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 3 e razão q = 2
−9 −9 1
- (-36, -18, -9, 2 , 4 ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 36 e razão q = 2
5 5 1
- (15, 5, 3, 9,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15 e razão q = 3
- (- 2, - 6, -18, - 54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 2 e razão q = 3
- (1, - 3, 9, - 27, 81, - 243, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = 1 e razão q = - 3
- (5, 5, 5, 5, 5, 5,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 5 e razão q = 1
- (7, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 7 e razão q = 0
- (0, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 0 e razão q indeterminada
1- Crescente: quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando
a1 < 0 e 0 < q < 1.
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2- Decrescente: quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou
quando a1 < 0 e q > 1.
3- Alternante: quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
4- Constante: quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é
também uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG estacionaria.
5- Singular: quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.
n° termo é:
an = [Link] – 1
𝐚𝟏 . (𝐪𝐧 − 𝟏)
𝐒𝐧 =
𝐪−𝟏
𝐚𝟏
𝐒= → −𝟏 < 𝐪 < 𝟏
𝟏−𝐪
2 2
Utilizando no exemplo acima: 𝑆 = 1 = 1 = 4, logo dizemos que esta P.G. tem um limite que tenda a
1−
2 2
4.
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|𝐏𝐧 | = √(𝐚𝟏 . 𝐚𝐧 )𝐧
Temos as seguintes regras para o produto, já que esta fórmula está em módulo:
1- O produto de n números positivos é sempre positivo.
2- No produto de n números negativos:
a) se n é par: o produto é positivo.
b) se n é ímpar: o produto é negativo.
Propriedades
1- Numa P.G., com n termos, o produto de dois termos equidistantes dos extremos é igual ao produto
destes extremos.
- como podemos observar neste exemplo, temos um número ímpar de termos. Neste caso sobrou um
termo no meio (8) que é chamado de termo médio e é igual a raiz quadrada do produto dos extremos.
Porém, só existe termos médio se houver um número ímpar de termos.
2- Numa P.G. se tivermos três termos consecutivos, o termo médio é igual à média geométrica do
termo anterior com o termo posterior. Ou seja, (a1, a2, a3,...) <==> a2 = √a3 . a1 .
Exemplo:
Questões
01. (Pref. Amparo/SP – Agente Escolar – CONRIO/2014) Descubra o 99º termo da P.A. (45, 48,
51,...)
(A) 339
(B) 337
(C) 333
(D) 331
02. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) Uma sequência inicia-se com
o número 0,3. A partir do 2º termo, a regra de obtenção dos novos termos é o termo anterior menos 0,07.
Dessa maneira o número que corresponde à soma do 4º e do 7º termos dessa sequência é
(A) –6,7.
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(B) 0,23.
(C) –3,1.
(D) –0,03.
(E) –0,23.
03. Os termos da sequência (10; 8; 11; 9; 12; 10; 13; …) obedecem a uma lei de formação. Se an, em
que n pertence a N*, é o termo de ordem n dessa sequência, então a30 + a55 é igual a:
(A) 58
(B) 59
(C) 60
(D) 61
(E) 62
04. A soma dos elementos da sequência numérica infinita (3; 0,9; 0,09; 0,009; …) é:
(A) 3,1
(B) 3,9
(C) 3,99
(D) 3, 999
(E) 4
1; 2; 4; 8;...
07. (TRF 3ª – Analista Judiciário - Informática – FCC/2014) Um tabuleiro de xadrez possui 64 casas.
Se fosse possível colocar 1 grão de arroz na primeira casa, 4 grãos na segunda, 16 grãos na terceira, 64
grãos na quarta, 256 na quinta, e assim sucessivamente, o total de grãos de arroz que deveria ser
colocado na 64ª casa desse tabuleiro seria igual a
(A) 264.
(B) 2126.
(C) 266.
(D) 2128.
(E) 2256.
08. (Polícia Militar/SP – Aluno – Oficial – VUNESP/2014) Planejando uma operação de policiamento
ostensivo, um oficial desenhou em um mapa três círculos concêntricos de centro P, conforme mostrado
na figura.
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Sabe-se que as medidas dos raios r, r1 e r2 estão, nessa ordem, em progressão geométrica. Se r + r1
+ r2 = 52 cm, e r . r2 = 144 cm, então r + r2 é igual, em centímetros, a
(A) 36.
(B) 38.
(C) 39.
(D) 40.
(E) 42.
Respostas
01. Resposta: A.
r = 48 – 45 = 3
𝑎1 = 45
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
𝑎99 = 45 + 98 ∙ 3 = 339
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02. Resposta: D.
𝑎𝑛 = 𝑎1 − (𝑛 − 1)𝑟
𝑎4 = 0,3 − 3.0,07 = 0,09
𝑎7 = 0,3 − 6.0,07 = −0,12
𝑆 = 𝑎4 + 𝑎7 = 0,09 − 0,12 = −0,03
03. Resposta: B.
Solução: Primeiro, observe que os termos ímpares da sequência é uma PA de razão 1 e primeiro termo
10 - (10; 11; 12; 13; …). Da mesma forma os termos pares é uma PA de razão 1 e primeiro termo igual a
8 - (8; 9; 10; 11; …).
Assim, as duas PA têm como termo geral o seguinte formato:
(1) ai = a1 + (i - 1).1 = a1 + i – 1
Para determinar a30 + a55 precisamos estabelecer a regra geral de formação da sequência, que está
intrinsecamente relacionada às duas progressões da seguinte forma:
- Se n (índice da sucessão) é ímpar temos que n = 2i - 1, ou seja, i = (n + 1)/2;
- Se n é par temos n = 2i ou i = n/2.
Daqui e de (1) obtemos que:
an = 10 + [(n + 1)/2] - 1 se n é ímpar
an = 8 + (n/2) - 1 se n é par
Logo:
a30 = 8 + (30/2) - 1 = 8 + 15 - 1 = 22 e
a55 = 10 + [(55 + 1)/2] - 1 = 37
E, portanto:
a30 + a55 = 22 + 37 = 59.
04. Resposta: E.
Solução: Sejam S as somas dos elementos da sequência e S1 a soma da PG infinita (0,9; 0,09;
0,009;…) de razão q = 0,09/0,9 = 0,1. Assim:
S = 3 + S1
Como -1 < q < 1 podemos aplicar a fórmula da soma de uma PG infinita para obter S1:
S1 = 0,9/(1 - 0,1) = 0,9/0,9 = 1 → S = 3 + 1 = 4
05. Resposta: C.
Esta sequência é do tipo 𝑎𝑛 = 2𝑛−1 .
Assim:
𝑎6 = 26−1 = 25 = 32
𝑎8 = 28−1 = 27 = 128
A soma fica: 32 + 128 = 160.
06. Resposta: E.
𝑎𝑛 = 𝑎1 ∙ 𝑞 𝑛−1
𝑎3 = 𝑎1 ∙ 𝑞 2
100 = 4 ∙ 𝑞 2
𝑞 2 = 25
𝑞=5
𝑎2 = 𝑎1 ∙ 𝑞 = 4 ∙ 5 = 20
𝑎4 = 𝑎3 ∙ 𝑞 = 100 ∙ 5 = 500
𝑎2 + 𝑎4 = 20 + 500 = 520
07. Resposta: B.
Pelos valores apresentados, é uma PG de razão 4
A64 = ?
a1 = 1
q=4
n = 64
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𝑎𝑛 = 𝑎1 ∙ 𝑞 𝑛−1
08. Resposta: D.
𝑟1 𝑟2
Se estão em Progressão Geométrica, então: 𝑟
= 𝑟1
, ou seja, 𝑟1 . 𝑟1 = 𝑟 . 𝑟2.
2
Assim: 𝑟1 = 144
𝑟1 = √144 = 12 𝑐𝑚
Sabemos que r + r1 + r2 = 52. Assim:
𝑟 + 12 + 𝑟2 = 52
𝑟 + 𝑟2 = 52 − 12
𝑟 + 𝑟2 = 40
09. Resposta: C.
Trata-se de uma Progressão Aritmética, cuja fórmula do termo geral é
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1). 𝑟
𝑛 = 7; 𝑎1 = 11; 𝑟 = 15 − 11 = 4
Assim, 𝑎7 = 11 + (7 − 1). 4 = 11 + 6.4 = 11 + 24 = 35
10. Resposta: A.
99 = 9 + (𝑛 − 1)10
10𝑛 − 10 + 9 = 99
𝑛 = 10
Vamos tirar o 99 pra ser contato a parte: 10-1=9
99 = 90 + (𝑛 − 1)
𝑛 = 99 − 90 + 1 = 10
São 19 números que possuem o algarismo 9, mas o 99 possui 2
19+1=20
11. Resposta: D.
r=4
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
𝑎234 = 4 + 233 ∙ 4 = 936
Portanto, o último algarismo é 6.
FUNÇÃO EXPONENCIAL
Uma função é uma maneira de associar a cada valor do argumento x um único valor da função f(x).
Isto pode ser feito especificando através de uma fórmula um relacionamento gráfico entre diagramas
representando os dois conjuntos, e/ou uma regra de associação, mesmo uma tabela de correspondência
pode ser construída; entre conjuntos numéricos é comum representarmos funções por seus gráficos, cada
par de elementos relacionados pela função determina um ponto nesta representação, a restrição de
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unicidade da imagem implica em um único ponto da função em cada linha de chamada do valor
independente x.
Como um termo matemático, "função" foi introduzido por Leibniz em 1694, para descrever quantidades
relacionadas a uma curva; tais como a inclinação da curva ou um ponto específico da dita curva. Funções
relacionadas à curvas são atualmente chamadas funções diferenciáveis e são ainda o tipo de funções
mais encontrado por não-matemáticos. Para este tipo de funções, pode-se falar em limites e derivadas;
ambos sendo medida da mudança nos valores de saída associados à variação dos valores de entrada,
formando a base do cálculo infinitesimal.
A palavra função foi posteriormente usada por Euler em meados do século XVIII para descrever uma
expressão envolvendo vários argumentos; i.e:y = F(x). Ampliando a definição de funções, os matemáticos
foram capazes de estudar "estranhos" objetos matemáticos tais como funções que não são diferenciáveis
em qualquer de seus pontos. Tais funções, inicialmente tidas como puramente imaginárias e chamadas
genericamente de "monstros", foram já no final do século XX, identificadas como importantes para a
construção de modelos físicos de fenômenos tais como o movimento Browniano.
Durante o Século XIX, os matemáticos começaram a formalizar todos os diferentes ramos da
matemática. Weierstrass defendia que se construisse o cálculo infinitesimal sobre a Aritmética ao invés
de sobre a Geometria, o que favorecia a definição de Euler em relação à de Leibniz (veja aritmetização
da análise). Mais para o final do século, os matemáticos começaram a tentar formalizar toda a Matemática
usando Teoria dos conjuntos, e eles conseguiram obter definições de todos os objetos matemáticos em
termos do conceito de conjunto. Foi Dirichlet quem criou a definição "formal" de função moderna.
Função Exponencial
Conta a lenda que um rei solicitou aos seus súditos que lhe inventassem um novo jogo, a fim de
diminuir o seu tédio. O melhor jogo teria direito a realizar qualquer desejo. Um dos seus súditos inventou,
então, o jogo de xadrez. O Rei ficou maravilhado com o jogo e viu-se obrigado a cumprir a sua promessa.
Chamou, então, o inventor do jogo e disse que ele poderia pedir o que desejasse. O astuto inventor pediu
então que as 64 casas do tabuleiro do jogo de xadrez fossem preenchidas com moedas de ouro, seguindo
a seguinte condição: na primeira casa seria colocada uma moeda e em cada casa seguinte seria colocado
o dobro de moedas que havia na casa anterior. O Rei considerou o pedido fácil de ser atendido e ordenou
que providenciassem o pagamento. Tal foi sua surpresa quando os tesoureiros do reino lhe apresentaram
a suposta conta, pois apenas na última casa o total de moedas era de 263, o que corresponde a
aproximadamente 9 223 300 000 000 000 000 = 9,2233.1018. Não se pode esquecer ainda que o valor
entregue ao inventor seria a soma de todas as moedas contidas em todas as casas. O rei estava falido!
A lenda nos apresenta uma aplicação de funções exponenciais, especialmente da função y = 2x.
As funções exponenciais são aquelas que crescem ou decrescem muito rapidamente. Elas
desempenham papéis fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com ela, como: Física,
Química, Engenharia, Astronomia, Economia, Biologia, Psicologia e outras.
Definição
A função exponencial é a definida como sendo a inversa da função logarítmica natural, isto é:
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Função exponencial Função exponencial
0<a<1 a>1
- Domínio = lR - Domínio = lR
- Contradomínio = lR+ - Contradomínio = lR+
- f é injetora - f é injectiva
- f(x) > 0 , ⍱ x Є lR - f(x) > 0 , ⍱ x Є lR
- f é continua e diferenciável em - f é continua e diferenciável em
lR lR
- A função é estritamente - A função é estritamente
decrescente. crescente.
- limx→ -∞ ax = + ∞ - limx→ +∞ ax = + ∞
x
- limx→ +∞ a = 0 - limx→ -∞ ax = 0
- y = 0 é assimptota horizontal - y = 0 é assimptota horizontal
Estas relações também são válidas para exponenciais de base e (e = número de Euller = 2,718...)
- y = ex se, e somente se, x = ln(y)
- ln(ex) =x
- ex+y= [Link]
- ex-y = ex/ey
- ex.k = (ex)k
A Constante de Euler
Existe uma importantíssima constante matemática definida por
e = exp(1)
O número e é um número irracional e positivo e em função da definição da função exponencial, temos
que:
Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um
dos primeiros a estudar as propriedades desse número.
O valor deste número expresso com 40 dígitos decimais, é:
e = 2,718281828459045235360287471352662497757
Se x é um número real, a função exponencial exp(.) pode ser escrita como a potência de base e com
expoente x, isto é:
ex = exp(x)
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Questões
Respostas
01. Resposta: C.
𝑃(𝑡) = 234 . (1,023)𝑡
Primeiramente, vamos calcular a população inicial, fazendo t = 0:
𝑃(0) = 234 . (1,023)0 = 234 . 1 = 234 mil
Agora, vamos calcular a população após 1 ano, fazendo t = 1:
𝑃(1) = 234 . (1,023)1 = 234 . 1,023 = 239,382
Por fim, vamos utilizar a Regra de Três Simples:
População %
234 --------------- 100
239,382 ------------ x
234.x = 239,382 . 100
x = 23938,2 / 234
x = 102,3%
102,3% = 100% (população já existente) + 2,3% (crescimento)
02. Resposta: A.
𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎 = 𝟐𝟎𝟎𝟎 . 𝟓𝟎,𝟏 .𝒕
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𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎
𝟓𝟎,𝟏 .𝒕 = 𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟓𝟎,𝟏 .𝒕 = 𝟓 𝟐
FUNÇÃO LOGARÍTMICA
Vamos solucionar cada uma das equações acima, começando pela primeira:
Logo x é igual a 8:
De acordo com a definição de logaritmo o logaritmando deve ser um número real positivo e já que 8
é um número real positivo, podemos aceitá-lo como solução da equação. A esta restrição damos o nome
de condição de existência.
Pela definição de logaritmo a base deve ser um número real e positivo além de ser diferente de 1.
Então a nossa condição de existência da equação acima é que:
Note que x = -10 não pode ser solução desta equação, pois este valor de x não satisfaz a condição de
existência, já que -10 é um número negativo.
Já no caso de x = 10 temos uma solução da equação, pois 10 é um valor que atribuído a x satisfaz a
condição de existência, visto que 10 é positivo e diferente de 1.
138
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Voltando à equação temos:
Aplicando a mesma propriedade que aplicamos nos casos anteriores e desenvolvendo os cálculos
temos: Como 25 satisfaz a condição de existência, então S = {25} é o conjunto solução da equação. Se
quisermos recorrer a outras propriedades dos logaritmos também podemos resolver este exercício assim:
Neste caso a condição de existência em função da base do logaritmo é um pouco mais complexa:
Agora podemos proceder de forma semelhante ao exemplo anterior: Como x = 2 satisfaz a condição
de existência da equação logarítmica, então 2 é solução da equação. Assim como no exercício anterior,
este também pode ser solucionado recorrendo-se à outra propriedade dos logaritmos:
Neste caso vamos fazer um pouco diferente. Primeiro vamos solucionar a equação e depois vamos
verificar quais são as condições de existência: Então x = -2 é um valor candidato à solução da equação.
Vamos analisar as condições de existência da base -6 - x:
Veja que embora x ≠ -7, x não é menor que -6, portanto x = -2 não satisfaz a condição de existência e
não pode ser solução da equação. Embora não seja necessário, vamos analisar a condição de existência
do logaritmando 2x:
Como x = -2, então x também não satisfaz esta condição de existência, mas não é isto que eu quero
que você veja. O que eu quero que você perceba, é que enquanto uma condição diz que x < -6, a outra
diz que x > 0. Qual é o número real que além de ser menor que -6 é também maior que 0?
Como não existe um número real negativo, que sendo menor que -6, também seja positivo para que
seja maior que zero, então sem solucionarmos a equação nós podemos perceber que a mesma não
possui solução, já que nunca conseguiremos satisfazer as duas condições simultaneamente. O conjunto
solução da equação é portanto S = {}, já que não existe nenhuma solução real que satisfaça as condições
de existência da equação.
Função Logarítmica
A função logaritmo natural mais simples é a função y=f 0(x)=lnx. Cada ponto do gráfico é da forma (x,
lnx) pois a ordenada é sempre igual ao logaritmo natural da abscissa.
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O domínio da função ln é e a imagem é o conjunto .
O eixo vertical é uma assíntota ao gráfico da função. De fato, o gráfico se aproxima cada vez mais da reta
x=0
O que queremos aqui é descobrir como é o gráfico de uma função logarítmica natural geral, quando
comparado ao gráfico de y=ln x, a partir das transformações sofridas por esta função. Consideremos uma
função logarítmica cuja expressão é dada por y=f1(x)=ln x+k, onde k é uma constante real. A pergunta
natural a ser feita é: qual a ação da constante k no gráfico dessa nova função quando comparado ao
gráfico da função inicial y=f0(x)=ln x ?
Ainda podemos pensar numa função logarítmica que seja dada pela expressão y=f2(x)=[Link] x onde a
é uma constante real, a 0. Observe que se a=0, a função obtida não será logarítmica, pois será a
constante real nula. Uma questão que ainda se coloca é a consideração de funções logarítmicas do tipo
y=f3(x)=ln(x+m), onde m é um número real não nulo. Se g(x)=[Link](x-2) + 2/3, desenhe seu gráfico, fazendo
os gráficos intermediários, todos num mesmo par de eixos.
y=[Link](x+m)+k
O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na resolução de equações ou inequações, pois
as operações algébricas a serem realizadas adquirem um significado que é visível nos gráficos das
funções esboçados no mesmo referencial cartesiano.
Podemos representar graficamente uma função logarítmica da mesma forma que fizemos com a
função exponencial, ou seja, escolhendo alguns valores para x e montando uma tabela com os
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respectivos valores de f(x). Depois localizamos os pontos no plano cartesiano e traçamos a curva do
gráfico. Vamos representar graficamente a função e como estamos trabalhando com um
logaritmo de base 10, para simplificar os cálculos vamos escolher para x alguns valores que são potências
de 10:
0,001, 0,01, 0,1, 1, 10 e 2.
x y = log x
0,001 y = log 0,001 = -3
0,01 y = log 0,01 = -2
0,1 y = log 0,1 = -1
1 y = log 1 = 0
10 y = log 10 = 1
Ao lado temos o gráfico desta função logarítmica, no qual localizamos cada um dos pontos obtidos
da tabela e os interligamos através da curva da função: Veja que para valores de y < 0,01 os pontos estão
quase sobre o eixo das ordenadas, mas de fato nunca chegam a estar. Note também que neste tipo de
função uma grande variação no valor de x implica numa variação bem inferior no valor de y. Por exemplo,
se passarmos de x = 100 para x = 1000000, a variação de y será apenas de 2 para 6. Isto porque:
Assim como no caso das funções exponenciais, as funções logarítmicas também podem ser
classificadas como função crescente ou função decrescente. Isto se dará em função da base a ser
maior ou menor que 1. Lembre-se que segundo a definição da função logarítmica , definida
por , temos que e .
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Se temos uma função logarítmica crescente, qualquer que seja o valor real positivo de x. No
gráfico da função ao lado podemos observar que à medida que x aumenta, também aumenta f(x) ou y.
Graficamente vemos que a curva da função é crescente. Também podemos observar através do gráfico,
que para dois valor de x (x1 e x2), que , isto para x1, x2 e a números
reais positivos, com a > 1.
Questões
02. (MF – Assistente Técnico Administrativo – ESAF/2014) Sabendo-se que log x representa o
logaritmo de x na base 10, calcule o valor da expressão log 20 + log 5.
(A) 5
(B) 4
(C) 1
(D) 2
(E) 3
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Respostas
01. Resposta: C.
log n = 3 - log 2
log n + log 2 = 3 * 1
onde 1 = log 10 então:
log (n * 2) = 3 * log 10
log(n*2) = log 10 ^3
2n = 10^3
2n = 1000
n = 1000 / 2
n = 500
02. Resposta: D.
E = log20 + log5
E = log(2 x 10) + log5
E = log2 + log10 + log5
E = log10 + log (2 x 5)
E = log10 + log10
E = 2 log10
E=2
JUROS SIMPLES
Em regime de juros simples (ou capitalização simples), o juro é determinado tomando como base
de cálculo o capital da operação, e o total do juro é devido ao credor (aquele que empresta) no final da
operação. As operações aqui são de curtíssimo prazo, exemplo: desconto simples de duplicata, entre
outros.
No juros simples o juro de cada intervalo de tempo sempre é calculado sobre o capital inicial
emprestado ou aplicado.
Chamamos de simples os juros que são somados ao capital inicial no final da aplicação.
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Devemos sempre relacionar taxa e tempo numa mesma unidade:
Taxa anual Tempo em anos
Taxa mensal Tempo em meses
Taxa diária Tempo em dias
E assim sucessivamente
Exemplo:
1) Uma pessoa empresta a outra, a juros simples, a quantia de R$ 4. 000,00, pelo prazo de 5 meses,
à taxa de 3% ao mês. Quanto deverá ser pago de juros?
Resolução:
- Capital aplicado (C): R$ 4.000,00
- Tempo de aplicação (t): 5 meses
- Taxa (i): 3% ou 0,03 a.m. (= ao mês)
400,00
240,00
300,00
200,00 120,00
100,00
0,00
1 2 3 4 5
Meses(t)
Portanto, temos:
J=C.i.t
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Observações:
1) O capital cresce linearmente com o tempo;
2) O capital cresce a uma progressão aritmética de razão: J=C.i
3) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma unidade.
4) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma decimal.
5) Chamamos de montante (M) ou FV (valor futuro) a soma do capital com os juros, ou seja:
Na fórmula J= C . i . t, temos quatro variáveis. Se três delas forem valores conhecidos, podemos
calcular o 4º valor.
M = C + J M = C.(1+i.t)
Exemplos:
1) A que taxa esteve empregado o capital de R$ 25.000,00 para render, em 3 anos, R$ 45.000,00 de
juros? (Observação: Como o tempo está em anos devemos ter uma taxa anual.)
C = R$ 25.000,00
t = 3 anos
j = R$ 45.000,00
i = ? (ao ano)
C.i.t
j=
100
25000.i.3
45 000 =
100
45 000 = 750 . i
45.000
i=
750
i = 60
Resposta: 60% ao ano.
2) Qual o valor dos juros correspondentes a um empréstimo de R$ 10.000,00, pelo prazo de 15 meses,
sabendo-se que a taxa cobrada é de 3% a m.?
Dados: Solução:
PV = 10.000,00 j = PV . i . n
n = 15 meses j = 10.000,00 x 0,03 x 15
i = 3% a m. j= 4.500,00
j =?
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JUROS COMPOSTOS
O capital inicial (principal) pode crescer, como já sabemos, devido aos juros, segundo duas
modalidades, a saber:
Juros simples (capitalização simples) – a taxa de juros incide sempre sobre o capital inicial.
Juros compostos (capitalização composta) – a taxa de juros incide sobre o capital de cada
período. Também conhecido como "juros sobre juros".
Exemplo:
Considere o capital inicial (C) $1500,00 aplicado a uma taxa mensal de juros compostos (i) de 10% (i
= 10% a.m.). Vamos calcular os montantes (capital + juros), mês a mês:
Após o 1º mês, teremos: M1 = 1500 x 1,1 = 1650 = 1500(1 + 0,1)
Após o 2º mês, teremos: M2 = 1650 x 1,1 = 1815 = 1500(1 + 0,1)2
Após o 3º mês, teremos: M3 = 1815 x 1,1 = 1996,5 = 1500(1 + 0,1)3
.....................................................................................................
Após o nº (enésimo) mês, sendo M o montante, teremos evidentemente: M = 1500(1 + 0,1)t
De uma forma genérica, teremos para um capital C, aplicado a uma taxa de juros compostos (i) durante
o período (t):
M = C (1 + i)t
Onde:
M = montante,
C = capital,
i = taxa de juros e
t = número de períodos que o capital C (capital inicial) foi aplicado.
(1+i)t ou (1+i)n = fator de acumulação de capital
146
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- O montante após 1º tempo é igual tanto para o regime de juros simples como para juros
compostos;
- Antes do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros simples;
- Depois do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros compostos.
Para resolução de algumas questões que envolvam juros compostos, precisamos ter conhecimento de
conceitos de logaritmos, principalmente aquelas as quais precisamos achar o tempo/prazo. É muito
comum ver em provas o valor dado do logaritmo para que possamos achar a resolução da questão.
Exemplos:
Solução:
Temos M = C(1+i)t
Logo, M/C = (1+i)t
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos escrever:
t = log (1+ i ) (M/C) . Portanto, usando logaritmo decimal (base 10), vem:
Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos juros compostos é uma aplicação prática do estudo
dos logaritmos.
2) Um capital é aplicado em regime de juros compostos a uma taxa mensal de 2% (2% a.m.). Depois
de quanto tempo este capital estará duplicado?
Solução:
Sabemos que M = C (1 + i)t. Quando o capital inicial estiver duplicado, teremos M = 2C.
Substituindo, vem: 2C = C(1+0,02)t [Obs: 0,02 = 2/100 = 2%]
Simplificando, fica:
2 = 1,02t , que é uma equação exponencial simples.
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Teremos então: t = log1,022 = log2 /log1,02 = 0,30103 / 0,00860 = 35
Nota: log2 = 0,30103 e log1,02 = 0,00860; estes valores podem ser obtidos rapidamente em máquinas
calculadoras científicas. Caso uma questão assim caia no vestibular ou concurso, o examinador teria de
informar os valores dos logaritmos necessários, ou então permitir o uso de calculadora na prova, o que
não é comum no Brasil.
Portanto, o capital estaria duplicado após 35 meses (observe que a taxa de juros do problema é
mensal), o que equivale a 2 anos e 11 meses.
Resposta: 2 anos e 11 meses.
M= C.(1+i.t) M= C.(1+i)t
Questões
01. (PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB/ 2014) Qual é o capital que, investido no sistema de juros
simples e à taxa mensal de 2,5 %, produzirá um montante de R$ 3.900,00 em oito meses?
(A) R$ 1.650,00
(B) R$ 2.225,00
(C) R$ 3.250,00
(D) R$ 3.460,00
(E) R$ 3.500,00
03. (UNIFESP – Engenheiro Mecânico – VUNESP/2014) Certo capital C foi aplicado a juros simples,
a uma taxa de 9,6% ao ano, e o montante resgatado, ao final da aplicação, foi igual a 1,12 C. Esse capital
permaneceu aplicado durante
(A) 1 ano e 2 meses.
(B) 1 ano e 3 meses.
(C) 1 ano e 4 meses.
(D) 1 ano e 5 meses.
(E) 1 ano e meio.
148
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(A) R$ 4.900,00.
(B) R$ 4.950,00.
(C) R$ 5.000,00.
(D) R$ 5.050,00.
(E) R$ 5.100,00.
05. (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Polícia autua 16 condutores durante blitz da
Lei Seca
07. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) José Luiz aplicou
R$60.000,00 num fundo de investimento, em regime de juros compostos, com taxa de 2% ao mês. Após
3 meses, o montante que José Luiz poderá sacar é
(A) R$63.600,00.
(B) R$63.672,48.
(C) R$63.854,58.
(D) R$62.425,00.
(E) R$62.400,00.
08. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP/2013) Pretendendo aplicar em um fundo que rende juros
compostos, um investidor fez uma simulação. Na simulação feita, se ele aplicar hoje R$ 10.000,00 e R$
20.000,00 daqui a um ano, e não fizer nenhuma retirada, o saldo daqui a dois anos será de R$ 38.400,00.
Desse modo, é correto afirmar que a taxa anual de juros considerada nessa simulação foi de
(A) 12%.
(B) 15%.
(C) 18%.
(D) 20%.
(E) 21%.
09. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) José Luiz aplicou R$60.000,00
num fundo de investimento, em regime de juros compostos, com taxa de 2% ao mês.
Após 3 meses, o montante que José Luiz poderá sacar é
(A) R$63.600,00.
(B) R$63.672,48.
(C) R$63.854,58.
(D) R$62.425,00.
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(E) R$62.400,00.
01. Resposta: C.
Montante = Capital + juros, ou seja: j = M – C , que fica: j = 3900 – C ( I )
Agora, é só substituir ( I ) na fórmula do juros simples:
𝐶.𝑖.𝑡
𝑗= 100
𝐶.2,5.8
3900 − 𝐶 = 100
390000 – 100.C = 2,5 . 8 . C
– 100.C – 20.C = – 390000 . (– 1)
120.C = 390000
C = 390000 / 120
C = R$ 3250,00
02. Resposta: D.
𝐶.𝑖.𝑡
𝑗 = 100
03. Resposta: B.
M = C + j , ou seja, 1,12.C = C + j, que fica 1,12.C – C = j
j = 0,12.C
𝐶 .𝑖 .𝑡
𝑗= 100
𝐶 .9,6 .𝑡
0,12. 𝐶 = 100
9,6 . 𝑡 . 𝐶 = 0,12 . 𝐶 . 100
t = 12 / 9,6
t = 1,25 ano = 1 ano + 0,25 de ano
0,25 . 12 = 3 meses
Portanto, t = 1 ano e 3 meses
04. Resposta: C.
Para fazer os cálculos, devemos trabalhar com meses. Assim:
14,4% a.a. / 12 = 1,2% a.m.
* Montante: 𝑴 = 𝑪 + 𝒋
5300 = C + j , ou seja, j = 5300 – C ( I )
𝑪 .𝒊 . 𝒕
𝒋 = 𝟏𝟎𝟎 ( II )
Vamos substituir a equação ( I ) na equação ( II ):
𝑪 . 𝟏,𝟐 . 𝟓
𝟓𝟑𝟎𝟎 − 𝑪 = 𝟏𝟎𝟎
150
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6.C = 100 . (5300 – C)
6.C = 530000 – 100.C
6.C + 100.C = 530000
106.C = 530000
C = 530000 / 106
C = R$ 5000,00
05. Resposta: C.
𝐶 = 1910,54 ∙ 4 = 7642,16 ; 𝑖 = 5%𝑎. 𝑚 = 0,05 ; 𝑡 = 10𝑚
𝐽 = 𝐶. 𝑖. 𝑡
𝐽 = 7642,16 ∙ 0,05 ∙ 10 = 3821,08
06. Resposta: D.
10% = 0,1
𝑀 = 𝐶 . (1 + 𝑖)𝑡
𝑀 = 𝐶 . (1 + 0,1)3
𝑀 = 𝐶 . (1,1)3
𝑀 = 1,331. 𝐶
Como, M = C + j , ou seja , j = M – C , temos:
j = 1,331.C – C = 0,331 . C
0,331 = 33,10 / 100 = 33,10%
07. Resposta: B.
C=60.000 ; i = 2% a.m = 0,02 ; t = 3m
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡 ⇒ 𝑀 = 60000(1 + 0,02)3 ⇒ 𝑀 = 60000 + (1,02)3 ⇒ 𝑀 = 63672,48
08. Resposta: D.
C1º ano = 10.000 ; C2º ano = 20.000
𝑀1 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
𝑀1 = 10000(1 + 𝑖)2 𝑀2 = 20000(1 + 𝑖)1
M1+M2 = 384000
38400 = 10000(1 + 𝑖)2 + 20000(1 + 𝑖) (: 400)
96 = 25(1 + 2𝑖 + 𝑖 2 ) + 50 + 50𝑖
96 = 25 + 50𝑖 + 25𝑖 2 + 50 + 50𝑖
25𝑖 2 + 100𝑖 − 21 = 0
Têm se uma equação do segundo grau, usa-se então a fórmula de Bháskara:
∆= 1002 − 4 ∙ 25 ∙ (−21) = 12100
−100±110
𝑖=
50
−100+110 10
𝑖1 = = = 0,2
50 50
−100−110
𝑖2 = 50
= −4,4 (𝑛ã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑣é𝑚)
09. Resposta: B.
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
𝑀 = 60000(1 + 0,02)3
𝑀 = 60000(1,02)3 =63672,48
10. Resposta: E.
C = 900 ; i = 10% a.m=0,10 ; t = 2m ; pagou 2 meses depois R$ 600,00 e liquidou após 1 mês
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
𝑀 = 900(1 + 0,1)2 → 𝑀 = 1089,00
Depois de dois meses João pagou R$ 600,00.
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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1089-600=489
𝑀 = 489(1 + 0,1)1 = 537,90
Referência
MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
Os descontos são nomeados simples ou compostos em função do cálculo dos mesmos terem sido
no regime de juros simples ou compostos, respectivamente. Os descontos (simples ou compostos)
podem ser divididos em:
- Desconto comercial, bancário ou por fora;
- Desconto racional ou por dentro.
DESCONTOS SIMPLES
Por Fora (Comercial ou Bancário). O desconto é calculado sobre o valor nominal (S) do título,
utilizando-se taxa de juros simples
Df = S.i.t
É o desconto mais utilizado no sistema financeiro, para operações de curto prazo, com pequenas
taxas. O valor a ser pago (ou recebido) será o valor atual C = S - Df = S - S.i.t , ou seja
C = S.(1- i.t)
Por Dentro (Racional). O desconto é calculado sobre o valor atual (C) do título, utilizando-se taxa de
juros simples
Dd = C.i.t
Este desconto é utilizado para operações de longo prazo. Note que (1 - i.t) pode ser nulo, mas (1 + i.t)
nunca vale zero.
DESCONTOS COMPOSTOS
O desconto (Dc) é calculado com taxa de juros compostos, considerando n período(s) antecipado(s):
Dc = S - C
Questões
01. Um banco ao descontar notas promissórias, utiliza o desconto comercial a uma taxa de juros
simples de 12% a.m.. O banco cobra, simultaneamente uma comissão de 4% sobre o valor nominal da
promissória. Um cliente do banco recebe R$ 300.000,00 líquidos, ao descontar uma promissória vencível
em três meses. O valor da comissão é de:
02. O valor atual de um título cujo valor de vencimento é de R$ 256.000,00, daqui a 7 meses, sendo a
taxa de juros simples, utilizada para o cálculo, de 4% a.m., é:
152
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
03. O desconto simples comercial de um título é de R$ 860,00, a uma taxa de juros de 60% a.a.. O
valor do desconto simples racional do mesmo título é de R$ 781,82, mantendo-se a taxa de juros e o
tempo. Nesse as condições, o valor nominal do rótulo é de:
N = (860 * 781.82) / (860 – 781.82) = 672365.2 / 78.18 = 8600.22
04. O valor atual de uma duplicata é de 5 vezes o valor de seu desconto comercial simples. Sabendo-
se que a taxa de juros adotada é de 60% a.a., o vencimento do título expresso em dias é:
05. Uma empresa descontou em um banco uma duplicata de R$ 600.000,00, recebendo o líquido de
516.000,00. Sabendo=se que o banco cobra uma comissão de 2% sobre o valor do título, que o regime
é de juros simples comerciais. Sendo a taxa de juros de 96% a.a., o prazo de desconto da operação foi
de:
06. O desconto comercial simples de um título quatro meses antes do seu vencimento é de R$ 600,00.
Considerando uma taxa de 5% a.m., obtenha o valor correspondente no caso de um desconto racional
simples:
07 – O desconto racional simples de uma nota promissória, cinco meses antes do vencimento, é de
R$ 800,00, a uma taxa de 4% a.m.. Calcule o desconto comercial simples correspondente, isto é,
considerando o mesmo título, a mesma taxa e o mesmo prazo.
08. Um título sofre um desconto comercial de R$ 9.810,00 três meses antes do seu vencimento a uma
taxa de deconto simples de 3% a.m.. Indique qual seria o desconto à mesma taxa se o desconto fosse
simples e racional.
09. Um título no valor nominal de R$ 10.900,00 deve sofrer um desconto comercial simples de R$
981,00 três meses antes do seu vencimento. Todavia uma negociação levou a troca do desconto
comercial por um desconto racional simples. Calcule o novo desconto, considerando a mesma taxa de
desconto mensal:
10. Um título sofre desconto simples comercial de R$ 1.856,00, quatro meses antes do seu vencimento
a uma taxa de desconto de 4% a.m.. Calcule o valor do desconto correspondente à mesma taxa, caso
fosse um desconto simples racional:
11. Obtenha o valor hoje de um título de R$ 10.000,00 de valor nominal, vencível ao fim de três meses,
a uma taxa de juros de 3% a.m., considerando um desconto racional composto e desprezando os
centavos.
12. Um título foi descontado por R$ 840,00, quatro meses antes de seu vencimento. Calcule o desconto
obtido considerando um desconto racional composto a uma taxa de 3% a.m.
13. Um título sofre um desconto composto racional de R$ 6.465,18 quatro meses antes do seu
vencimento. Indique o valor mais próximo do valor descontado do título, considerando que a taxa de
desconto é de 5% a.m.:
14. Um título sofre um desconto composto racional de R$ 340,10 seis meses antes do seu vencimento.
Calcule o valor descontado do título considerando que a taxa de desconto é de 5% a.m. (despreza os
centavos):
15. O valor nominal de uma dívida é igual a 5 vezes o desconto racional composto, caso a antecipação
seja de dez meses. Sabendo-se que o valor atual da dívida (valor de resgate) é de R$ 200.000,00, então
o valor nominal da dívida, sem considerar os centavos é igual a:
16. Um Commercial paper, com valor de face de US$ 1.000.000,00 e vencimento daqui a três anos
deve ser resgatado hoje. A uma taxa de juros compostos de 10% a.a. e considerando o desconto racional,
obtenha o valor do resgate.
17. Uma pessoa quer descontar hoje um título de valor nominal de R$ 11.245,54, com vencimento
para daqui a 60 dias, e tem as seguintes opções:
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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
I – desconto simples racional, taxa de 3% a.m.;
II – desconto simples comercial, taxa de 2,5% a.m.;
III – desconto composto racional, taxa de 3% a.m.
Se ela escolher a opção I, a diferença entre o valor líquido que receberá e o que receberia se
escolhesse a opção:
18. Um título deveria sofrer um desconto comercial simples de R$ 672,00, quatro meses antes do seu
vencimento. Todavia, uma negociação levou à troca do desconto comercial simples por um desconto
racional composto. Calculo o novo desconto, considerando a mesma taxa de 3% a.m..
19. Um título é descontado por R$ 4.400,00, quatro meses antes do seu vencimento. Obtenha o valor
de face do título, considerando que foi aplicado um desconto racional composto a uma taxa de 3% a.m.
(despreze os centavos, se houver).
20. Antônio emprestou R$ 100.000,00 a Carlos, devendo o empréstimo ser pago após 4 meses,
acrescido de juros compostos calculados a uma taxa de 15% a.m., com capitalização diária. Três meses
depois Carlos decide quitar a dívida, e combina com Antônio uma taxa de desconto racional composto de
30% a.b. (ao bimestre), com capitalização mensal. Qual a importância paga por Carlos a título de quitação
do empréstimo.
21. Calcule o valor nominal de um título que, resgatado 1 ano e meio antes do vencimento, sofreu
desconto racional composto de R$ 25000,00, a uma taxa de 30% a.a., com capitalização semestral.
Respostas
01.
h = 0.04
iB = 0.12 * 3
AB = N * [1-(iB + h)]
300000 = N * [1-(0.12*3 + 0.04)]
300000 = N * [1-0.4]
N = 500000
Vc = 0.04 * N
Vc = 0.04 * 500000
Vc = 20000
02.
N = 256000
n = 7 meses
i = 0.04 a.m.
iB = n*i = 7*0.04 = 0.28
A = N / (1+iB) = 256000 / 1.28 = 200000
03.
Dc = 860
Dr = 781.82
Usando N = (Dc * Dr) / (Dc – Dr),
04.
i = 60% a.a. → i = 0.6 a.a.
A = N – D (valor atual é o nominal menos o desconto)
5D = N – D → N = 6D
A = N * ( 1 – i*n)
5D = 6D ( 1 – 0.6 * n)
5 = 6 ( 1 – 0.6 * n)
5 = 6 – 3.6 * n
3.6 * n = 1
154
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n = 0.277 (anos)
n = 0.277 * 365 dias
n = 101.105 dias
05.
N = 600000
Ab = 516000
h = 0.02
i = 0.96 a.a.
Db = Db + N*h
Ab = N * [1 - (i*n+h)]
516000 = 600000 * [1-(0.96*n+0.02)]
0.8533 = 1 – 0.96*n – 0.02
0.8533 = 0.98 – 0.96*n
0.96 * n = 0.1267
n = 0.1319 anos ≈ 45 dias
06.
Dc = 600
i = 0.05 a.m.
n=4
Dc = Dr * (1 + i*n)
600 = Dr * (1 + 0.05*4)
Dr = 600/1.2
Dr = 500
07.
Dr = 800
i = 0.04 a.m.
n = 5 meses
Dc = Dr * (1 + i*n)
Dc = 800 * (1 + 0.04*5)
Dc = 800 * 1.2
Dc = 960
08.
Dc = 9810
n = 3 meses
i = 0.03 a.m.
Dc = Dr * (1 + i*n)
9810 = Dr * (1 + 0.03*3)
9810 = Dr * 1.09
Dr = 9810/1.09
Dr = 9000
09.
N = 10900
Dc = 981
n=3
Dc = N * i * n
981 = 10900 * i * 3
981 = 32700 * i
i = 0.03 (3% a.m.)
Dr = N * i * n / (1+i*n)
Dr = 10900 * 0.03 * 3 / (1+0.03*3)
Dr = 10900 * 0.09 / 1.09
Dr = 10900 * 0.09 / 1.09
Dr = 900
outra forma de fazer a questão seria usando:
155
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N = (Dc * Dr) / (Dc – Dr)
10900 = 981 * Dr / (981-Dr)
10692900 – 10900 * Dr = 981 * Dr
11881 * Dr = 10692900
11881 * Dr = 10692900
Dr = 900
10.
Dc = 1856
n = 4 meses
i = 0.04 a.m.
Dc = N * i * n
Dr = N * i * n / (1+i*n)
Dr = 1856 / (1+0.04*4)
Dr = 1856 / 1.16
Dr = 1600
11.
N =10000
n = 3 meses
i = 0.03 a.m.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+0.03)3 = 1.092727
Dcr = 10000 * 0.092727 / 1.092727
Dcr = 848.58
Dcr = N – A
848.58 = 10000 – A
A = 10000 – 848.58
A = 10000 – 848.58
A = 9151.42
12.
n = 4 meses
i = 0.03 a.m.
A = 840
Dcr = N – A
Dcr = N – 840
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+0.03)4 = 1.12550881
(1+0.03)4 -1 = 0.12550881
Dcr = N * 0.12550881 / 1.12550881
N * 0.12550881 / 1.12550881 = N – 840
N * 0.12550881 = 1.12550881 * N – 945.4274004
N = 945.4274004
Dcr = 945.4274004 – 840
Dcr ≈ 105.43
13.
Dcr = 6465.18
n = 4 meses
i = 0.05 a.m.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+i)n = 1.21550625
(1+i)n – 1 = 0.21550625
6465.18 = N * 0.21550625 / 1.21550625
N = 36465,14
14.
Dcr = 340.10
156
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n = 6 meses
i = 0.05 a.m.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+0.05)6 = 1.340095640625
(1+i)n – 1 = 0.340095640625
340.10 = N * 0.340095640625 / 1.340095640625
N ≈ 1340.10
Dcr = N – A
340.10 = 1340.10 – A
A = 1000
15.
N = 5 * Drc
n = 10 meses
A = 200000
Drc = N – A
Drc = 5 * Drc – 200000
4 * Drc = 200000
Drc = 50000
Drc = N – A
50000 = N – 200000
N = 250000
16.
N = 1000000
n = 3 anos
i = 0.1 a.a.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+i)n = 1.331
(1+i)n -1 = 0.331
Dcr = 1000000 * 0.331 / 1.331
Dcr = 248,685.20
A = N – Drc
A = 1000000 – 248,685.20
A = 751,314.80
17.
N = 11245.54
n = 60 dias = 2 meses
I) Dc = N * i * n
Dc = 11245.54 * 0.025 *2
Dc = 562.277
A = N – Dc
A = 11245.54 – 562.277
A = 10683.26
II) Dr = (N * i * n) / (1 + i * n)
Dr = (11245.54 * 0.03 * 2) / (1 + 0.03 * 2)
Dr = 674.7324 / 1.06
Dr = 636.54
A = N – Dc
A = 11245.54 – 636.54
A = 10609.0
III) Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
Dcr = 11245.54 * 0.05740409
Dcr = 645.54
A = N – Dc
A = 11245.54 – 645.54
A = 10600
157
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Nenhum item tem uma resposta certa. Mas a diferença entre o valor atual da escolha II e a III é nove,
então se houve um erro na digitação da questão a resposta é a alternativa c
18.
Dc = 672
n = 4 meses
i = 0.03 a.m.
Dc = N * i * n
672 = N * 0.03 * 4
N = 5600
Dcr = N * [1 - (1/(1+i)n)]
Dcr = 5600 * [1 - (1/(1+i)n)]
(1+i)n = 1.12550881
Dcr = 5600 * 0.12550881/1.12550881
Dcr = 624.47
19.
A = 4400
n = 4 meses
i = 0.03 a.m.
A = N – Drc
A + Drc = N
Drc = N * [1 - (1/(1+i)n)]
(1+i)n = 1.12550881
Drc = N * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = (A + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = (4400 + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = (4400 + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = 490.657 + Drc * 0.12550881 / 1.12550881
Drc – Drc * 0.12550881 / 1.12550881 = 490.657
Drc * (1 – 0.12550881 / 1.12550881) = 490.657
Drc * 0.888487048 = 490.657
Drc = 552.23
N = A + Drc
N = 4400 + 552.23
N = 4952.23
20.
N = 100000
n = 4 meses = 120 dias
i = 15% a.m. = 0.5% a.d. = 0.005 a.d.
M =C * (1+i)n
M =100000 * (1+0.005)120
M = 181939.67
A = M / (1+0.3/2)
A = 158208.4
21.
n = 1.5 anos = 3 semestres
Drc = 25000
i = 0.3 a.a. = 0.15 a.s.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+i)n = 1.520875
(1+i)n -1 = 0.520875
25000 = N * 0.520875 / 1.520875
N = 25000 * 1.520875 / 0.520875
N = 72996.16
158
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
13 - Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais,
real e aparente.
Taxa Efetiva
São aquelas onde a taxa da unidade de tempo coincide com a unidade de tempo do período de
capitalização(valorização). Utilizado muito em caderneta de poupança.
Exemplos:
Taxa Nominal
São aquelas cujas unidade de tempo NÂO coincide com as unidades de tempo do período de
capitalização.
Exemplos:
159
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Para resolução de questões com taxas nominais devemos
primeiramente descobri a taxa efetiva (multiplicando ou dividindo a
taxa)
Exemplo:
Como são 12 meses que existem no ano, então dividimos a taxa por 12, trazendo a taxa para o mesmo
período da capitalização, tendo assim a taxa efetiva da operação.
Toda taxa nominal traz implícita uma taxa efetiva que deve ser calculada proporcionalmente.
São taxas em unidade de tempo diferente que aplicadas sobre o mesmo capital ao mesmo período de
tempo irão gerar o mesmo montante.
Exemplos:
As taxas de juros se expressam também em função do tempo da operação, porém não de forma
proporcional, mas de forma exponencial, ou seja, as taxas são ditas equivalentes.
Exemplos:
160
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- 24% a.a é equivalente a %a.m?
Vamos aplicar o conceito acima, para resolução deste exemplo:
(1+ia)=(1+im)12 (expoente na menor unidade de tempo) (1+0,24) = (1+im)12 1,24 = (1+im)12 Para
12
retirar o expoente, basta fazermos a operação inversa da potenciação 12√1,24 = √(1 + 𝑖𝑚 )12
1
12
√1,24 = 1 + 𝑖𝑚 → 𝑖𝑚 = 1,2412 − 1
Algumas bancas informam o valor da raiz, outras deixam como está.
𝒏
𝒎
√𝒂𝒎 = 𝒂 𝒏
Taxa Real (ir) = taxa que considera os efeitos da inflação e seus ganhos.
Taxa Aparente (ia) = taxa que não considera os efeitos da inflação (são as taxas efetivas/nominais).
Taxa de Inflação (ii) = a inflação representa a perda do poder de compra.
(1+ia) = (1+ir).(1+ii)
𝑀
Onde: (1 + 𝑖𝑎 ) = , independe da quantidade de períodos e do regime de juros.
𝐶
Exemplos:
Observe que o período de aplicação é de 1 ano, então tanto faz utilizar o regime de juros simples ou
compostos.
C = R$ 50.000,00
t= 1 ano
ii = 5% = 0,05
ir = 2% = 0,02
M=?
161
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2) Uma pessoa investiu R$ 1.000,00 por 2 meses, recebendo ao final desse prazo o montante de R$
1.060,00. Se, nesse período, a taxa real de juros foi de 4%, então a taxa de inflação desse bimestre foi
de aproximadamente
(A) 1,92.
(B) 1,90.
(C) 1,88.
(D) 1,86.
(E) 1,84.
Neste exemplo, está nos faltando saber o valor da taxa de juros aparente, mas com as outras
informações do enunciado podemos chegar ao seu valor:
C = 1.000,00
M = 1.060,00
t = 2 meses
ir = 4% = 0,04
ii= ?
𝑀 1060
(1 + 𝑖𝑎 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = 1,06
𝐶 1000
1,06
(1 + 𝑖𝑎 ) = (1 + 𝑖𝑟 ). (1 + 𝑖𝑖 ) ⇒ 1,06 = (1 + 0,04). (1 + 𝑖𝑖 ) ⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = 1,0192 ⇒
1,04
Referências
[Link]
MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
Questões
03. (Pref. Florianópolis/SC – Auditor Fiscal – FEPESE/2014) A taxa de juros simples mensais de
4,25% equivalente à taxa de:
(A) 12,5% trimestral.
(B) 16% quadrimestral.
(C) 25,5% semestral.
(D) 36,0% anual.
162
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(E) 52% anual.
Respostas
[Link]: C.
I. Carlos: 12 . 100 = 1200
II. Ana: 100 + 11 . 100 = 100 + 1100 = 1200
Os valores são iguais, porém Carlos não deu entrada e Ana sim. Por isso, a taxa de juros do plano de
Ana foi maior que a de Carlos.
[Link]: B.
21% a. t capitalizados mensalmente (taxa nominai), como um trimestre tem 3 meses, 21/3 = 7%
a.m(taxa efetiva).
im = taxa ao mês
it= taxa ao trimestre.
(1+im)3 = (1+it) (1+0,07)3 = 1+it (1,07)3 = 1+it 1,225043 = 1+it it= 1,225043-1 it =
0,225043 x 100 it= 22,5043%
[Link]: C.
Sabemos que taxas a juros simples são ditas taxas proporcionais ou lineares. Para resolução das
questões vamos avaliar item a item para sabermos se está certo ou errado:
4,25% a.m
Trimestral = 4,25 .3 = 12,75 (errada)
Quadrimestral = 4,25 . 4 = 17% (errada)
Semestral= 4,25 . 6 = 25,5 % (correta)
Anual = 4,25.12 = 51% (errada)
Renda, também conhecida como anuidade, é todo valor utilizado sucessivamente para compor um
capital ou pagar uma dívida. As rendas são um dos principais conceitos que baseiam os financiamentos
ou empréstimos. Nessas rendas são realizadas uma série de pagamentos (parcelas ou termos) para
arrecadar um fundo de poupança, pagar dívidas, financiar imóveis, etc.
As rendas, também chamadas de séries periódicas uniformes, são aquelas em que todos os
elementos já estão pré-determinados e podem ser classificados de acordo com o tempo, a variação dos
elementos, o valor, o período do vencimento, etc.
Entende-se série uniforme de prestações periódicas como sendo o conjunto de pagamentos (ou
recebimentos) de valor nominal igual, que se encontram dispostos em períodos de tempo constantes, ao
longo de um fluxo de caixa. Se a série tiver como objetivo a constituição do capital, este será o montante
da série; ao contrário, ou seja, se o objetivo for a amortização de um capital, este será o valor atual da
série.
163
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Classificação
As séries uniformes de prestações periódicas mais importantes e que serão objeto de estudo desse
capítulo são:
Série Uniforme de Prestação Periódicas Diferidas – caracteriza-se pelo fato de existir uma carência
entre a data zero e o primeiro pagamento da série.
Observação: Note que as séries acima mencionadas, independentemente da sua classificação, estão
inseridas no contexto de capitalização composta já vista anteriormente, ou seja, cada pagamento R será
capitalizado ou descapitalizado à luz de uma taxa de juros i, durante certo período de tempo n.
Conforme foi dito anteriormente, esta série tem como característica principal o fato de que cada
pagamento realiza-se no final de cada intervalo de tempo. Vimos também, que podemos calcular o
Montante (S p) ou o Valor Presente (P p) da série em questão. Finalmente, devemos dizer que para o
cálculo do montante da série, iremos nos utilizar do montante S do regime de capitalização composta, ou
seja o Fator de Acumulação de Capital por Operação Única (F.A.C); em contrapartida, para o cálculo do
valor atual da série, iremos nos valer do cálculo do desconto composto racional Ar, ou seja, o Fator de
Valor Presente por Operação Única (F.V.P).
Dado o fluxo abaixo, podemos encontrar o valor atual do mesmo descontando ou descapitalizando
cada valor r para uma mesma data. Por convenção, iremos escolher a data zero:
𝑅 𝑅 𝑅 𝑅 𝑅
𝑃𝑝 = + + + ⋯+ 𝑛−1
+
(1 + 𝑖)¹ (1 + 𝑖)² (1 + 𝑖)³ (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛
1 1 1 1 1
𝑃𝑝 = 𝑅[ 1
+ 2
+ 3
+ ⋯+ 𝑛−1
+ ]
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛
É fácil notar que a expressão entre colchetes trata-se de uma progressão geométrica cujo 1° termo é
1 1 1
𝑎1 = , cuja razão é 𝑞 = e cujo n – ésimo termo é 𝑎𝑛 = 𝑛.
(1+𝑖 ) (1+𝑖) (1+𝑛)
𝑎1−𝑎𝑛 . 𝑞
Como sabemos, a soma de uma P.G é expressa por: 𝑠 = 1−𝑞
164
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
substituindo as variáveis nesta formula, temos:
1 1 1
− 𝑛 .
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)
𝑃𝑝 = 𝑅.
1
1−
(1 + 𝑖)
(1 + 𝑖)𝑛 − 1
(1 + 𝑖)𝑛+1
𝑃𝑝 = 𝑅.
𝑖
(1 + 𝑖)
(1 + 𝑖)𝑛 − 1
𝑃𝑝 = 𝑅.
(1 + 𝑖)𝑛 . 𝑖
(1 + 𝑖)𝑛 . 𝑖
𝑅 = 𝑃𝑝 .
(1 + 𝑖)𝑛 − 1
(1+𝑖)𝑛 −1
Observação: A relação (1+𝑖)𝑛 .𝑖
e comumente chamado
Será indicada por (F.V.P.m.) sendo que, para algumas taxas i e alguns períodos de tempo n, já esta
calculado.
É a soma dos montantes de cada uma das prestações em uma determinada data. Isto posto, vamos
determinar o montante da série na data n, imediatamente após a realização do último pagamento.
Perceba que a expressão entre colchetes trata-se de um progressão geométrica onde o primeiro termo
𝑎1=1, a razão 𝑞 = (1 + 𝑖) e o último termo 𝑎𝑛 = (1 + 𝑖)𝑛−1
1 − (1 + 𝑖)𝑛−1 . (1 + 𝑖)
𝑆𝑝 = 𝑅
1 − (1 + 𝑖)
1 − (1 + 𝑖)𝑛−1+1
𝑆𝑝 = 𝑅
1−1−𝑖
165
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1 − (1 + 𝑖)𝑛
𝑆𝑝 = 𝑅
−𝑖
(𝟏 + 𝒊)𝒏 − 𝟏
𝑺𝒑 = 𝑹
𝒊
𝒊
𝑹 = 𝑺𝒑
(𝟏 + 𝒊)𝒏 − 𝟏
(1+𝑖)𝑛 −1
Observação: O quociente 𝑖
será chamado Fator de Acumulação de Capital por Operação
Múltipla e será denominado por (F.A.C.m).
Vimos, pela definição, que esta série caracteriza-se pelo fato de que os pagamentos (ou recebimentos)
sempre irão ocorrer no início do intervalo de tempo. Analogamente ás rendas postecipadas, podemos
calcular o Valor Atual da série (Pa) através do desconto composto racional Ar, ou o Montante da Série
(Sa), através do calculo do montante S relativo á capitalização composta.
Dado o fluxo abaixo, para se calcular o valor atual da série, procede-se de maneira idêntica ás rendas
postecipadas, ou seja, descontam-se todas as parcelas para a data zero e, nesta data, as somamos:
𝑅 𝑅 𝑅 1
𝑃𝑎 = 𝑅 + 1
+ + 3
+ ⋯+
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖)² (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛−1
𝑅 𝑅 𝑅 1
𝑃𝑎 = 𝑅 [1 + 1
+ 2
+ 3
+⋯+ ]
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛−1
Pa = R . (1 + E)
Note que a expressão E trata-se, como já vimos, do Fator de Valor Presente Por Operação Múltipla
([Link]) de n-1 termos. Sendo assim, para que nós não tenhamos de desenvolver todo um novo
instrumental matemático, com novas formulas e tabelas, iremos nos valer do fator anteriormente
mencionado com o cuidado de, em relação á séries antecipadas, utilizamos um período a menos (o que
ocorre na data zero).
Pa = R [ 1 + 𝐹. 𝑉. 𝑃 𝑚)𝑛−1 ]
166
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
É a soma dos valores dispostos ao longo do fluxo de caixa em uma determinada data. Visando
uniformizar os procedimentos adotados ao longo deste texto, vamos Capitalizar os valores para a data n.
Sa = R. (1 + i) . (E)
Note que a expressão E trata-se exatamente do (F.A.C.m.) Fator de Acumulação de Capital por
Operação múltipla. Para efeito de uso do formulário existente, iremos um período de capitalização. Isto
posto, devemos ter o cuidado de somar 1 à variável n e subtraí-la do resultado final. Matematicamente
ficaria:
𝑆𝑎 = 𝑅 [ (𝐹. 𝐴. 𝐶. 𝑚)𝑛+1 − 1].
Finalmente, vamos estudar um conjunto de pagamentos (ou recebimentos) que ocorrem sempre após
certo período de Carência, também chamado Prazo de Diferimento.
Em relação ao fluxo abaixo, vamos determinar o Valor Atual (Pd) na data zero:
Note que a série ocorrida entre os períodos m e m + n tem comportamento idêntico ás Séries
Postecipadas; daí pode-se calcular o Valor Atual (Pd) através do seguinte raciocínio:
167
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑃𝑚
𝑃𝑑 =
(1 + 𝑖)𝑛
ou, ainda,
(1 + 𝑖)𝑛 − 1 1
𝑃𝑑 = 𝑅 [ . ]
(1 + 𝑖) . 𝑖 (1 + 𝑖)𝑚
𝑛
(1 + 𝑖)𝑛 − 1
𝑃𝑑 = 𝑅 .
(1 + 𝑖)𝑛+𝑚 . 𝑖
Montante da Série
O assunto tratado aqui é bastante comum em relação ao mundo dos negócios, principalmente no que
tange ao mercado imobiliário pois, nesse mercado, podem existir situações em que os pagamentos (ou
recebimentos) dispostos ao longo de um fluxo de caixa preveem, além das prestações pré-estabelecidas,
pagamentos intermediários. Nestes casos, para se encontrar o valor atual da série, devemos empregar
os conceitos anteriormente vistos em relação à especificidade da série em questão e descontar as
parcelas anteriores para a data zero somando, nessa data, tais valores ao valor atual da série.
Exemplo:
Esquematicamente, teríamos:
Note que as parcelas R dispostas entre as datas 0 e 12, tratam-se de prestações periódicas
postecipadas. Isto posto, para encontrar o valor à vista do imóvel:
- Calcule Pp = R. ([Link]);
- Desconte as parcelas intermediarias Ri para a data zero e some-as a Pp não esquecendo, ainda, de
agregar à soma o valor do sinal ocorrido nessa data.
168
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑅𝑖 𝑅𝑖
V = Sinal + R.([Link]) + (1+𝑖)𝑛 + (1+𝑖)𝑛
Questões
01. Em certa época, foi contraída uma dívida a qual foi paga em 18 pagamentos trimestrais iguais de
$1.000,00 através de uma taxa de juros de 23% ao trimestre. Determinar o valor dessa dívida.
02. Um investidor depositou $1.500,00 semestralmente para formar um pecúlio durante dez anos.
Calcule o valor acumulado para uma taxa de 30% ao semestre.
03. Calcule o valor atual de uma renda mensal antecipada, cujo valor da prestação é de $1.000,00,
dada uma taxa de 2% ao mês durante dez meses.
04. Calcule o montante de uma renda antecipada de 15 meses, com prestação mensais de $2.000,00
à taxa de 9% ao mês.
05. Uma máquina é vendida a prazo através de oito prestações mensais de $4.000,00 sendo que o
primeiro pagamento só irá ocorrer após três meses da compra. Determine o preço à vista, dada uma taxa
de 5% ao mês.
Respostas
01.
R = $1.000,00
i = 0,23 a.t.
n = 18 trimestres
Pp = ?
(1+0.23)18 −1
Pp = 𝑅 . (1+0,23)18 .0,23
Pp = $1.000,00 (4,24312)
Pp = $4.243,12
02.
R = $1.500,00
n = 20 semestres
i = 0,30 a.s.
Sp = ?
(1+𝑖)𝑛
Sp = 𝑅 𝑖
(1+0,30)20 −1
Sp = $1.500 0,30
Sp = $1.500 . (630,16546)
Sp = $945.248,19
03.
R= $1.000,00
i = 0.02 a.m.
169
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
n = 10 meses
Pa = ?
(1+𝑖)𝑛−1 −1
Pa = 𝑅. [ 1 + (1+𝑖)𝑛−1 .1
]
(1+0,02)9 −1
Pa = 𝑅. [ 1 + ]
(1+0,02)9 .0,02
Pa = $1.000,00 (1 + 8,16224)
Pa = $9.162,23
04.
R = $2.000,00
i = 0,09 a.m.
n = 15 meses
Sa = ?
(1+𝑖)𝑛+1 −1
Sa = 𝑅 [ 𝑖
− 1]
(1+0,09)16 −1
Sa = $2.000 [ 0,09
− 1]
Sa = $2.000 . (33,00340 – 1)
Sa = $64.006,80
05.
R = $4.000,00
i = 5% a.m.
n = 8 meses
m = 2 meses
𝑅.(𝐹.𝑉.𝑃𝑚)
Pd =
(1+𝑖)𝑚
(1+𝑖)𝑛 −1
𝑅.
(1+𝑖)𝑛 .𝑖
Pd = (1+𝑖 )𝑚
(1+0,05)8 −1
$4000
(1+0,05)8 . 1
Pd = (1+0,05)2
$4.000(6,463213)
Pd = (1,102500)
Pd = $23.449,30
170
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
15 - Planos de amortização de empréstimos e financiamentos.
SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO
- Alguns conceitos:
P=A+J
Juros (J) Taxa que incide sobre o saldo devedor do período anterior ( note que quando trabalhamos
com sistemas de amortização, estamos trabalhando com o regime de juros compostos).
Postecipadas Algo que será realizado posteriormente. Em outras palavras você irá usar e depois
pagar.
Exemplo:
Para um empréstimo de R$ 10.000,00, a uma taxa de 5% ao mês , qual será a sua tabela de
amortização sabendo que serão pagas em 4 parcelas.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1
2
3
4
171
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐸 10000
𝐴= ⟹ = 2500
𝑛 4
2º Passo: Calcular o Juros para cada período. (Atenção: o Juros sempre irá incidir sobre o
Capital/Saldo Devedor do período anterior.)
Período 1 J = C.i.t (t=1) J= 10000 . 0,05 .1 J = 500 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o
capital do Período 0(período anterior) e não do Período 1.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1 7.500 2500 500
2 5.000 2500
3 2.500 2500
4 0 2500
3º Passo: Calcular o valor da prestação para cada período. Lembrando que P= A+J
Período 2 J = C.i.t (t=1) J= 7500 . 0,05 .1 J = 375 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o
capital do Período 1(período anterior) e não do Período 2.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1 7.500 2500 500 3000
2 5.000 2500 375
3 2.500 2500
4 0 2500
5º Passo: Calcular o valor da prestação para cada período. Lembrando que P= A+J
172
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
3 2.500 2500
4 0 2500
Principais características:
- As cotas de amortização são iguais;
- As prestações são decrescentes;
- Os juros são decrescentes;
- As amortizações serão sempre constantes.
Nas colunas dos Juros e das Prestações observa-se de uma PA de razão decrescente.
𝟏
Para séries antecipadas (com entrada), basta multiplicar o valor da prestação por (𝟏+𝐢).
Exemplo:
Para um empréstimo de R$ 8660,00 a uma taxa de 5% ao mês, qual será a sua tabela de amortização
sabendo que serão pagas em 5 parcelas. Dado que FRC = 0,231.
Em um sistema de amortização francês, as prestações são iguais para todos os períodos, e é possível
acha-la através da fórmula:
173
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1
Com isso podemos reescrever da seguinte forma, sabendo que 𝐹𝑉𝐴 = 𝐹𝑅𝐶 :
𝟏 𝑷
𝑬 = 𝑷. → 𝑬. 𝑭𝑹𝑪 = 𝑷 → 𝑭𝑹𝑪 =
𝑭𝑹𝑪 𝑬
Aplicando ao exemplo:
1
E = P . FVA 𝐸 = 𝑃. E .FRC= P 8660 . 0,231 = P P = 2000,46 (vamos arredondar para
𝐹𝑅𝐶
2000.)
2º Passo: Calcular o Juros para cada período. (Atenção: o Juros sempre irá incidir sobre o
Capital/Saldo Devedor do período anterior.)
Período 1 J = C.i.t (t=1) J= 8660 . 0,05 .1 J = 433 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o capital
do Período 0(período anterior) e não do Período 1.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 433 2.000
2 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000
3º Passo: Calcular o valor da amortização para cada período. Lembrando que P= A+J, logo A = P - J
Período 2 J = C.i.t (t=1) J= 7093. 0,05 .1 J = 354,65 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o
capital do Período 1(período anterior) e não do Período 2.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 7093 1567 433 2.000
2 354,65 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000
174
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Período 2 A = 2000 – 354,65 A = 1645,35
Com a Amortização já podemos descobrir o Saldo Devedor do Período 2.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 7093 1567 433 2.000
2 7093-1645,35 = 5447,65 2000-354,65 =1645,35 354,65 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000
Principais características:
- As prestações são constantes;
- Juros decrescentes;
- Amortizações crescentes.
Principais características:
- A prestação é a média entre a do SAC e a do Sistema Francês.
Questões
01. (Banco do Brasil – Técnico bancário – FCC/2013) Um empréstimo de R$ 800.000,00 deve ser
devolvido em 5 prestações semestrais pelo Sistema de Amortizações Constantes (SAC) à taxa de 4% ao
semestre. O quadro demonstrativo abaixo contém, em cada instante do tempo (semestre), informações
sobre o saldo devedor (SD), a amortização (A), o juro (J) e a prestação (P) referentes a esse empréstimo.
Observe que o quadro apresenta dois valores ilegíveis.
Se o quadro estivesse com todos os valores legíveis, o valor correto da prestação P, no último campo
à direita, na linha correspondente ao semestre 5, da tabela, seria de
(A) 170.300,00.
(B) 167.500,00.
(C) 166.400,00.
(D) 162.600,00.
(E) 168.100,00.
175
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02. (TRT 6ª REGIÃO- ANALISTA JUDICIÁRIO-CONTABILIDADE - FCC/2012) Um empréstimo foi
obtido com taxas de juros simples de 18% a.a., para pagamento em 12 prestações mensais, consecutivas,
vencendo a primeira 30 dias após a obtenção do empréstimo. Sabendo-se que foi adotado, neste caso,
o sistema de amortização constante (SAC) e que o valor principal do empréstimo era R$ 120.000,00, o
valor da 8a parcela foi
(A) R$ 9.750,00
(B) R$ 10.600,00
(C) R$ 10.750,00
(D) R$ 12.000,00
(E) R$ 11.250,00
Respostas
01. Resposta: C.
Parcela 5 = Amortização 5 + Juros 5
02. Resposta: D.
SAC = P e J decrescente.
i = 18% a.a /12 = 1,5% a.m. = 0,015
A = E/n 120 000/12 = 10 000
Vamos utilizar a fórmula do termo geral da PA
Pn = P1 + (n - 1).r P8 = P1 + 7.r ,
Onde: J1= 0,015 . 120 000 = 1800
P1 = A + J = 10 000 + 1800 = 11 800
r = - i.A = - 0,015 x 10 000 = - 150
P8= 11 800 + 7.(- 150) P8= 11 800 – 1050 P8 = 10 750,00
CUSTO EFETIVO
Quando é cobrado unicamente juro nas operações de empréstimos e financiamentos, o custo efetivo,
qualquer que seja o sistema de amortização adotado, é a própria taxa de juro considerada. O custo efetivo
do exemplo ilustrativo geral, desenvolvido ao longo deste capítulo, é de 1400175% a.s. (ou: 30% a.a.),
que representa a taxa contratada para a operação.
Por outro lado, é comum as instituições financeiras cobrarem, além do juro declarado, outros tipos de
encargos, tais como IOC (Imposto sobre Operações de Crédito), comissões, taxas administrativas etc.
Estas despesas adicionais devem ser consideradas na planilha de desembolsos financeiros, onerando o
custo efetivo da operação. Nessas condições, torna-se indispensável a apuração do custo efetivo de um
empréstimo, permitindo melhores comparações com outra alternativas. O cálculo do custo efetivo é
desenvolvido pelo método da taxa interna de retorno.
176
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Ilustrativamente, admita que uma empresa tenha obtido um financiamento de $ 50.000,00 para ser
amortizado em 4 prestações anuais de $ 12.500,00 cada. O financiamento foi concedido sem carência.
O custo da operação é constituído de juros de 20% ao ano e IOC de 4,5% incidente sobre o valor do
crédito e pago quando da liberação dos recursos. O banco cobra ainda uma taxa de 1,0% ao final de cada
ano, incidente sobre o saldo devedor, a título de cobrir despesas administrativas de concessão do crédito.
Pelos dados apresentados, pode-se elaborar a planilha financeira do financiamento levando-se em
consideração as despesas adicionais de IOC e taxa administrativa.
Para se achar a taxa interna de retorno do fluxo de caixa deve ser determinado i de tal forma que:
23.000,00 20.375,00
47.750,00 = (1+i)
+ (1+i)2
17.750,00 15.125,00
(1+i)3
+ (1+i)4
Calculando-se:
I = 23,7% a.a., que representa o custo efetivo de empréstimo, levando-se em conta os encargos
adicionais cobrados.
4º Trim.: 6,0%
177
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Saldo Devedor: Permanece constante ($700.000,00), pois os encargos financeiros são pagos ao final
de cada trimestre;
Amortização: Representa, para cada trimestre, a TJLP do período aplicada sobre o saldo devedor de
$700.000,00, ou seja:
1º Trim.: $ 700.000,00 x 6,8% = $ 47.600,00
2º Trim.: $ 700.000,00 x 6,2% = $ 43.400,00
3º Trim.: $ 700.000,00 x 7,7% = $ 53.900,00
4º Trim.: $ 700.000,00 x 6,0% = $ 42.000,00
Juros: Taxa efetiva de 5% a.a., equivalendo a 1,2272% a.t. Esse percentual é aplicado trimestralmente
sobre o principal corrigido pela TJLP. Assim:
1º Trim.: ($700.000,00 x 1,068) x 1,2272% = $ 9.174,60
2º Trim.: ($700.000,00 x 1,062) x 1,2272% = $ 9.123,00
3º Trim.: ($700.000,00 x 1,077) x 1,2272% = $ 9.251,90
4º Trim.: ($700.000,00 x 1,06) x 1,2272% = $ 9.105,80
Resolvendo-se:
PMT = $ 59.889,60
No início dos próximos três trimestres (16º mês, 19º mês e 22º mês), as prestações, e também os
demais valores da planilha financeira, são corrigidos pela TJLP publicada para o período, conforme consta
do Quadro 12.11. Por exemplo, no 16º mês, tem-se:
Referências
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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
FARIA, Rogério Gomes de. Matemática Comercial e Financeira. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
FRANCISCO, Walter De. Matemática Financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.
Questões
01. Um empréstimo no valor de $ 420.000,00 foi concedido a uma empresa nas seguintes condições:
- Taxa de Juros = 5% a.t.;
- Amortização = pagamentos trimestrais
- Prazo de Amortização = 3 anos
Pede-se elaborar a planilha financeira para amortizações pelos sistemas SAC e SPC, admitindo que:
(A) Não haja carência
(B) Haja carência de 2 trimestres
02. Um empréstimo de $ 160.000,00 é concedido a uma empresa para ser liquidado em 2 anos e meio
mediante pagamentos semestrais. A taxa de juros concentrada é de 24% ao ano, e não há carência.
Pede-se construir a planilha de desembolso deste empréstimo pelo sistema de amortização misto.
03. Uma pessoa está negociando a compra de um imóvel pelo valor de $ 350.000,00. As condições
de pagamento propostas são as seguintes:
1º mês: $ 70.000,00
2º mês: $ 50.000,00
3º mês: $ 80.000,00
4º mês: $ 60.000,00
5º mês: $ 90.000,00
Sendo de 2,5% ao mês a taxa corrente de juros, determinar o valor dos desembolsos mensais
(amortização, juros e prestação) que devem ser efetuados caso o negócio seja realizado nessas
condições.
04. Um financiamento para capital de giro no valor de $ 2.000.000,00 é concedido a uma empresa pelo
prazo de 4 semestres. A taxa de juros contratada é de 10% a.s. Sendo adotado o sistema americano para
amortização desta dívida, e os juros pagos semestralmente durante a carência, calcular o valor de cada
prestação mensal. Admita, ainda, que a taxa de aplicação seja de 4% a.s. Calcular os depósitos
semestrais que a empresa deve efetuar neste fundo de maneira que possa acumular, ao final do prazo
do financiamento (4 semestres), um montante igual ao desembolso de amortização exigido.
05. Um empréstimo no valor de $ 80.000,00 será liquidado pelo sistema de amortização constante em
40 parcelas mensais. A taxa de juros contratada para a operação é de 4% ao mês. Determinar:
(A) Valor de cada amortização mensal;
(B) Valor dos juros e da prestação referentes ao 22º pagamento;
(C) Valor da última prestação;
(D) Valor do saldo devedor imediatamente após o pagamento da 10ª prestação.
07. Admita que em determinada data um banco conceda um financiamento a uma empresa com as
seguintes condições:
- Valor do financiamento: $ 60.000,00;
- Prazo de amortização: 12 meses com carência de 6 meses. Durante a carência o mutuário paga
trimestralmente somente os encargos de juros e comissão do banco;
- Taxa de juros: 18% ao ano (taxa efetiva);
- Sistema de amortização: SAC;
- Comissão do banco: 0,2% a.m. calculado sobre o saldo devedor;
179
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- IOC: 6,9% sobre o valor do financiamento (principal) e descontado quando da liberação dos recursos
do mutuário.
Respostas
01.
(A). Planilha pelo SAC com e sem Carência
$ 420.000,00
Amortização = = 35.000,00/ Trim.
12 Trim.
1
PMT = PV x
FPV (i,n)
1
PMT = PV x FPV (5%,12)
PMT = $ 47.386,70
02.
180
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Juros = 24% a.a. (√1,24 − 1 = 11,.36% a.s.)
03.
04.
(1+i)𝑛 −1
PV = PMT x
i
i
PMT = PV x (1+i)𝑛 −1
0,04
PMT = 2.000.000,00 x(1,04)4 −1
181
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
05.
(A)
PV
Amort = n
80.000,00
Amort = = $ 2.000,00
40
(B)
𝑃𝑉
𝐽𝑡 = 𝑛 x (n – t + 1) x i
80.000,00
𝐽22 = 40
x (40 – 22 + 1) x 0,04
80.000,00
PM𝑇22 = 40
x [1 + (40 -22 +1) x 0,004]
(C)
80.000,00
PM𝑇40 = 40
x [1 + (40 – 40 +1) x 0,04]
(D)
S𝐷10 = 80.000,000 – (2.000,00 x 10) = 60.000,00
06.
(A)
Prestação Mensal (PMT)
PMT = PV x 1/FPV (i,n)
i
PMT = PV x −𝑛 1−(1+i)
0,028
PMT = 900.000 x 1−(1,028)−30
PMT = 900.000 x 0,049709 = $ 44.738,10
(B)
Amor𝑡19 e 𝐽19
Amor𝑡1 = Amor𝑡1 x (1 + i)𝑡−1
Amor𝑡1 = PMT – PV x i
Amor𝑡1 = 44.738,10 – (900.000 x 0,028) = $ 19.538,10
Substituindo:
Amor𝑡19 = 19.538,10 x (1,028)19−1 = $ 32.118,70
𝐽𝑡 = S𝐷𝑡−1 x i
S𝐷𝑡−1 = PMT x FPV (i, n – t) )
S𝐷19−1 = 44.738,10 x FPV (2,8%, 30 – 18)
S𝐷18 = 44.738,10 x 10,073898 = $ 450.687,00
Substituindo:
𝐽19 = 450.687,00 x 0,028 = $ 12.619,20
182
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
07.
CONCEITOS1:
Avaliação de alternativas de investimento em economia após a classificação dos projetos
tecnicamente corretos é imprescindível que a escolha considere aspectos econômicos. E é a engenharia
econômica que fornece os critérios de decisão, para a escolha entre as alternativas de investimento.
Os principais métodos de avaliação que formam a base da engenharia econômica, e com eles
podemos avaliar e escolher os melhores projetos são:
Os métodos VPL e TIR, são exatos, e equivalentes, não apresentam os problemas na análise e decisão
e escolha do melhor projeto, no entanto o PAY-BACK descontado apesar de ser muito utilizado na
avaliação de projetos ele não realiza o exato prazo de retorno do investimento.
1
Assaf Neto – Livro Administração Financeira
183
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
O método, que é muito utilizado, e que possui limitações do ponto de vista conceitual é o PAY-BACK
ou método do tempo de recuperação do investimento. O método do PAY-BACK consiste simplesmente
na determinação do número de períodos necessários para recuperar capital investido, ignorando as
consequências além do período de recuperação e o valor do dinheiro no tempo. Normalmente é
recomendado que este método seja usado como critério de desempate, se for necessário após o emprego
de um dos métodos exatos.
Estes métodos são equivalentes e indicam sempre a mesma alternativa de investimento, que é a
melhor do ponto de vista econômico. Embora indicarem o mesmo resultado, existe é claro vantagens e
desvantagens um em relação ao outro, e que serão comentadas a seguir.
Os métodos de avaliação que serão apresentados, para efeito de avaliar méritos de alternativas para
investimento, apresentam como principal característica o reconhecimento da variação do valor do dinheiro
no tempo. Este fato evidência a necessidade de se utilizar uma taxa de juros quando a análise for efetuada
através de um deles. A questão é definir qual será a taxa a ser empregada.
A TMA é a taxa a partir da qual o investidor considera que está obtendo ganhos financeiros.
Existem grandes controvérsias quanto a como calcular esta taxa. Alguns autores afirmam que a taxa
de juros a ser usada pela engenharia econômica é a taxa de juros equivalente à maior rentabilidade das
aplicações correntes e de pouco risco. Uma proposta de investimento, para ser atrativa, deve render, no
mínimo, esta taxa de juros.
Outro enfoque dado a TMA é a de que deve ser o custo de capital investido na proposta em questão,
ou ainda, o custo de capital da empresa mais o risco envolvido em cada alternativa de investimento.
Naturalmente, haverá disposição de investir se a expectativa de ganhos, já deduzido o valor do
investimento, for superior ao custo de capital. Por custo de capital, entendesse a média ponderada dos
custos das diversas fontes de recursos utilizadas no projeto em questão.
n
FCt
VPL I0
t 1 (1 k )t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.
EXEMPLO .1- Numa análise realizada em determinada empresa, foram detectados custos
operacionais excessivamente elevados numa linha de produção, em decorrência da utilização de
equipamentos velhos e obsoletos.
Os engenheiros responsáveis pelo problema propuseram à gerência duas soluções alternativas. A
primeira consistindo numa reforma geral da linha, exigindo investimentos estimados em $ 10.000, cujo
resultado será uma redução anual de custos igual a $ 2.000 durante 10 anos, após os quais os
equipamentos seriam sucatados sem nenhum valor residual. A segunda proposição foi a aquisição de
uma nova linha de produção no valor de $ 35.000 para substituir os equipamentos existentes, cujo valor
2
[Link]
184
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
líquido de revenda foi estimado a $ 5.000. Esta alternativa deverá proporcionar ganhos de $ 4.700 por
ano, apresentando ainda um valor residual de $ 10.705 após dez anos.
Sendo a TMA para a empresa igual a 8% ao ano, qual das alternativas deve ser preferida pela
gerência?
FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
0 -R$ 10.000,00 INVESTIMENTO 1 -R$ 10.000,00 -R$ 10.000,00
REDUÇÃO
1 R$ 2.000,00 CUSTO 1,08 R$ 1.851,85 -R$ 8.148,15
REDUÇÃO
2 R$ 2.000,00 CUSTO 1,1664 R$ 1.714,68 -R$ 6.433,47
REDUÇÃO
3 R$ 2.000,00 CUSTO 1,259712 R$ 1.587,66 -R$ 4.845,81
REDUÇÃO
4 R$ 2.000,00 CUSTO 1,36048896 R$ 1.470,06 -R$ 3.375,75
REDUÇÃO
5 R$ 2.000,00 CUSTO 1,469328077 R$ 1.361,17 -R$ 2.014,58
REDUÇÃO
6 R$ 2.000,00 CUSTO 1,586874323 R$ 1.260,34 -R$ 754,24
REDUÇÃO
7 R$ 2.000,00 CUSTO 1,713824269 R$ 1.166,98 R$ 412,74
REDUÇÃO
8 R$ 2.000,00 CUSTO 1,85093021 R$ 1.080,54 R$ 1.493,28
REDUÇÃO
9 R$ 2.000,00 CUSTO 1,999004627 R$ 1.000,50 R$ 2.493,78
REDUÇÃO
10 R$ 2.000,00 CUSTO 2,158924997 R$ 926,39 R$ 3.420,16
Fonte: Gabriel, 2015
Explicações da tabela:
Coluna 2 – VALORES - R$ 10.000,00 é o investimento – valor negativo para representar que este
dinheiro sairá do caixa da empresa para o projeto.
Os outros valores R$ 2.000,00 do ano 1 ao ano 10 é exatamente os valores de redução de custo se
o projeto for implantado.
3
GABRIEL, JEF-, 2015
185
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Coluna 3 – ITEM – são as nomenclatura respectivas de investimentos e redução de custo – neste
caso podemos também lançar como retorno dependendo do caso.
Então o que é fator de cálculo a juro composto? É exatamente - um mais taxa elevado ao período
respectivo, como segue:
(1 i)
n
Para que serve então o fator de cálculo? Serve para “trazer para a data presente um valor que está no
futuro”!
É evidente que se dividirmos um valor pelo seu respectivo fator teremos como resulta o valor presente.
Se multiplicarmos teremos o respectivo valor futuro. Entendeu? Grande dica para concursos.
Coluna 5 - VPS – valor presente respectivo de cada ano, ou seja estamos calculando aqueles valores
que a empresa terá no futuro, verificando qual será seu respectivo valor na data zero- valor presente,
..ok.?
VF
VP
(1 i)
n
Coluno 6 - SALDOS – calculamos os respectivos saldo em cada ano. Ou seja, teremos que “pagar os
investimentos efetuados pela empresa”, então temos que ir pagando de acordo com as entradas de caixa
ou neste caso será a redução de custos, entendeu?
Quando o saldo se transforma em positivo é sinal que conseguimos cobrir o valor do investimentos,
portanto fique alerta neste período temos a viabilidade do projeto.
Podemos também utilizar a formula do valor presente líquido para cálculo direto:
n
2.000 2.000 2.000 2.000 2.000
VPL ....n 10.000
t 1 1,081 1,082 1,083 1,084 1,085
n
2.000 2.000 2.000 2.000 2.000
VPL .....n 10.000
t 1 1,08 1,166 1,259 1,36 1,469
FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
-R$ -R$ -R$
0 35.000,00 INVESTIMENTO 1 35.000,00 35.000,00
R$ REDUÇÃO R$ -R$
1 4.700,00 CUSTO 1,08 4.351,85 30.648,15
186
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R$ REDUÇÃO R$ -R$
2 4.700,00 CUSTO 1,1664 4.029,49 26.618,66
R$ REDUÇÃO R$ -R$
3 4.700,00 CUSTO 1,259712 3.731,01 22.887,64
R$ REDUÇÃO R$ -R$
4 4.700,00 CUSTO 1,36048896 3.454,64 19.433,00
R$ REDUÇÃO R$ -R$
5 4.700,00 CUSTO 1,469328077 3.198,74 16.234,26
R$ REDUÇÃO R$ -R$
6 4.700,00 CUSTO 1,586874323 2.961,80 13.272,47
R$ REDUÇÃO R$ -R$
7 4.700,00 CUSTO 1,713824269 2.742,40 10.530,06
R$ REDUÇÃO R$ -R$
8 4.700,00 CUSTO 1,85093021 2.539,26 7.990,80
R$ REDUÇÃO R$ -R$
9 4.700,00 CUSTO 1,999004627 2.351,17 5.639,63
R$ REDUÇÃO R$ -R$
10 4.700,00 CUSTO 2,158924997 2.177,01 3.462,62
R$ VALOR R$ R$
10 15.705,00 RESIDUAL 2,158924997 7.274,45 3.811,84
Fonte: Gabriel, 2015
n
4.700 4.700 4.700 4.700 4.700
VPL ....n 35.000
t 1 1,081 1,082 1,083 1,084 1,085
n
4.700 4.700 4.700 4.700 4.700
VPL .....n 35.000
t 1 1,08 1,166 1,259 1,36 1,469
Por definição, a taxa interna de retorno de um projeto é a taxa de juros para a qual o valor presente
das receitas torna-se igual aos desembolsos. Isto significa dizer que a TIR é aquela que torna nulo o valor
presente líquido do projeto. Pode ainda ser entendida como a taxa de remuneração do capital.
A TIR deve ser comparada com a TMA para a conclusão a respeito da aceitação ou não do projeto.
Uma TIR maior que a TMA indica projeto atrativo. Se a TIR é menor que a TMA, o projeto analisado passa
a não ser mais interessante. O cálculo da TIR é feito normalmente pelo processo de tentativa e erro, pois
necessitamos de planilhas eletrônicas ou calculadoras financeira para efetuar estes cálculos.
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa de juros (desconto) que iguala, em determinado momento do
tempo, o valor presente das entradas (recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas de caixa.
A TIR é usada como método de análise de investimentos, onde o investimento será economicamente
atraente se a TIR for maior do que a taxa mínima de atratividade (taxa de retorno esperada pelo
investimento).
A TIR também é utilizada na comparação entre dois ou mais projetos de investimentos, quando estes
forem mutuamente excludentes. Neste caso, o projeto que apresentar o maior valor da TIR será o projeto
economicamente mais atraente.
5 GITMAN, 2002
187
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
O cálculo da TIR é um processo muito complexo quando calculado à mão, sendo normalmente
calculado com o uso de calculadoras financeiras ou programas de computador. Entretanto, para efeito
didático, não é possível exigir dos alunos que tenham uma calculadora financeira, visto que estas são
normalmente de alto custo. Além disso, quando o aluno realiza o cálculo à mão, ele se familiariza mais
com o conceito da TIR.
Assim, neste trabalho está sendo proposta uma técnica de cálculo da TIR pelo método de tentativa e
erro (proposta inicialmente por GITMAN, 2002), mas que terá um refinamento para melhorar o grau de
precisão dos resultados em relação ao método original de Gitman (2002). Foram realizados testes com
diferentes configurações de fluxo de caixa para testar o método, verificando-se que o método de tentativa
e erro, embora mais lento do que quando se usa uma calculadora financeira ou um software de
computador, produz resultados bastante precisos.
De acordo com Hoji (2006), a Taxa Interna de Retorno (TIR) é conhecida também como taxa de
desconto do fluxo de caixa. A TIR é uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e
recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre
um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal
(data base de comparação de valores correntes de diversas datas). Geralmente, adota-se a data de início
da operação – momento zero – como a data focal de comparação dos fluxos de caixa (NETO, 2006). A
soma das saídas deve ser igual à soma das entradas, em valor da data focal, para se anularem (HOJI,
2006).
Segundo Neto (2006), normalmente, o fluxo de caixa no momento zero (fluxo de caixa inicial) é
representado pelo valor do investimento, ou empréstimo ou financiamento; os demais fluxos de caixa
indicam os valores das receitas ou prestações devidas.
Ainda de acordo com Hoji (2006), o conceito de TIR é utilizado para calcular a taxa de
“i” quando existe mais de um pagamento e mais de um recebimento ou quando as parcelas de
pagamento ou recebimento não são uniformes.
O método da Taxa de Retorno, usado para análise de investimentos, assume implicitamente que todos
os fluxos intermediários de caixa são reinvestidos à própria TIR calculada para o investimento. O critério
de decisão, quando a TIR é usada para tomar decisões do tipo “aceitar-rejeitar”, é o seguinte: Se a TIR
for maior que o custo de capital (taxa mínima de atratividade), aceita-se o projeto; se for menor, rejeita-
se o projeto. Esse critério garante que a empresa esteja obtendo, pelo menos, sua taxa requerida de
retorno. Tal resultado deveria aumentar o valor de mercado da empresa e, consequentemente, a riqueza
dos seus proprietários (GITMAN, 2002). Entre duas alternativas econômicas com TIR diferentes, a que
apresentar maior taxa representa o investimento que proporciona o maior retorno. A TIR não deve ser
confundida com a taxa mínima de atratividade que o valor investido deverá proporcionar para que o
investimento seja interessante (HOJI, 2006).
A taxa interna de retorno, apesar de ser consideravelmente mais difícil de calcular à mão do que o VPL
(Valor Presente Líquido – outro método de análise de investimentos) é possivelmente a técnica sofisticada
mais usada para a avaliação de alternativas de investimentos. Como a TIR é a taxa de desconto que faz
com que o VPL de uma oportunidade de investimento iguale-se a zero (já que o valor presente das
entradas de caixa é igual ao investimento inicial), matematicamente, a TIR é obtida resolvendo-se a
Equação 1 para o valor de k que torne o VPL igual a zero (GITMAN, 2002).
n
FC t
VPL I0 (01)
t 1 (1 k ) t
n
FCt
0 I0 (02)
t 1 (1 TIR)t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.
188
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
De acordo com Gitman (2002) a TIR pode ser calculada tanto por tentativa e erro como se recorrendo
a uma calculadora financeira sofisticada ou a um computador. Como será demonstrado a seguir, o cálculo
da TIR à mão, empregando-se a Equação 2, não é um trabalho fácil.
Será demonstrada a abordagem de tentativa e erro, visto que o objetivo deste trabalho é demonstrar
um método para cálculo da TIR a ser usado em sala de aula, onde a maioria dos alunos não têm acesso
a uma calculadora financeira (normalmente de alto custo).
FATOR
FATOR FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
CALCULO GERAL
INFLAÇÃO
-R$ -R$ -R$
0 INVESTIMENTO
55.000,00 55.000,00 55.000,00
R$ R$ -R$
1 RETORNO 1,1 1,21
25.000,00 1,05 20.661,16 34.338,84
R$ R$ -R$
2 RETORNO 1,21 1,331
25.000,00 1,1025 18.782,87 15.555,97
R$ R$ R$
3 RETORNO 1,331 1,4641
25.000,00 1,157625 17.075,34 1.519,36
Fonte: Gabriel, 2015
FATOR
FATOR FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
CALCULO GERAL
INFLAÇÃO
-R$ -R$ -R$
0 INVESTIMENTO
60.000,00 60.000,00 60.000,00
6
GABRIEL, JEF-, 2015
189
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
R$ R$ -R$
1 RETORNO 1,1 1,21
28.000,00 1,05 23.140,50 36.859,50
R$ R$ -R$
2 RETORNO 1,21 1,331
28.000,00 1,1025 21.036,81 15.822,69
R$ R$ R$
3 RETORNO 1,331 1,4641
28.000,00 1,157625 19.124,38 3.301,69
Fonte: Gabriel, 2015
Conclusão da decisão sobre o melhor projeto vem da metodologia do VPL – valor presente
líquido...lembra-se?
VPL> 0 – projeto viável
VPL<0 projeto inviável
VPL = 0 este projeto deverá ser estratégico para a empresa com tendências de conquistas de
mercados ou outro objetivo para alavancar os negócios. Isto significa que o projeto atente somente a
TMA, pois como já foi definida a priori o investidor terá opções para receber estas taxas.
Referências
MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
Coleção Objetivo – Álgebra II
FARIA, Rogério Gomes de. Matemática Comercial e Financeira. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
FRANCISCO, Walter De. Matemática Financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.
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CONCEITOS7:
Os métodos de avaliação que serão apresentados, para efeito de avaliar méritos de alternativas para
investimento, apresentam como principal característica o reconhecimento da variação do valor do dinheiro
no tempo. Este fato evidência a necessidade de se utilizar uma taxa de juros quando a análise for efetuada
através de um deles. A questão é definir qual será a taxa a ser empregada.
7
Assaf Neto – Livro Administração Financeira
190
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A TMA é a taxa a partir da qual o investidor considera que está obtendo ganhos financeiros.
Existem grandes controvérsias quanto a como calcular esta taxa. Alguns autores afirmam que a taxa
de juros a ser usada pela engenharia econômica é a taxa de juros equivalente à maior rentabilidade das
aplicações correntes e de pouco risco. Uma proposta de investimento, para ser atrativa, deve render, no
mínimo, esta taxa de juros.
Outro enfoque dado a TMA é a de que deve ser o custo de capital investido na proposta em questão,
ou ainda, o custo de capital da empresa mais o risco envolvido em cada alternativa de investimento.
Naturalmente, haverá disposição de investir se a expectativa de ganhos, já deduzido o valor do
investimento, for superior ao custo de capital. Por custo de capital, entendesse a média ponderada dos
custos das diversas fontes de recursos utilizadas no projeto em questão.
Vamos analisar as taxas de retorno e taxas internas de retorno. Qual o significado de Taxa interna de
Retorno?
Esta taxa é muito utilizada na analise de viabilidade de projetos.
A Taxa Interna de Retorno (TIR), em inglês IRR (Internal Rate of Return), é uma taxa de desconto
hipotética que, quando aplicada a um fluxo de caixa, faz com que os valores das despesas, trazidos ao
valor presente, seja igual aos valores dos retornos dos investimentos, também trazidos ao valor presente.1
O conceito foi proposto por John Maynard Keynes, de forma a classificar diversos projetos de
investimento: os projetos cujos fluxos de caixa tivessem uma taxa interna de retorno maior do que a taxa
mínima de atratividade deveriam ser escolhidos.1
Assim, a TIR é a taxa necessária para igualar o valor de um investimento (valor presente) com os seus
respectivos retornos futuros ou saldos de caixa gerados em cada período. Sendo usada em análise de
investimentos, significa a taxa de retorno de um projeto.
Por exemplo, utilizando uma calculadora financeira, encontramos para o projeto "P1" uma Taxa Interna
de Retorno de 15% ao ano.
Esse projeto será atrativo se a empresa tiver uma TMA menor do que 15% ao ano.
A solução dessa equação pode ser obtida pelo processo iterativo, ou seja "tentativa e erro", ou
diretamente com o uso de calculadoras eletrônicas ou planilhas de cálculo.
Entre vários investimentos, o melhor será aquele que tiver a maior Taxa Interna de Retorno.
Matematicamente, a Taxa Interna de Retorno é a taxa de juros que torna o valor presente das entradas
de caixa igual ao valor presente das saídas de caixa do projeto de investimento.
191
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Desta forma, a TIR é a taxa de desconto que faz com que o Valor Presente Líquido (VPL) do projeto
seja zero. Um projeto é atrativo quando sua TIR for maior do que o custo de capital do projeto
Por definição, a taxa interna de retorno de um projeto é a taxa de juros para a qual o valor presente
das receitas torna-se igual aos desembolsos. Isto significa dizer que a TIR é aquela que torna nulo o valor
presente líquido do projeto. Pode ainda ser entendida como a taxa de remuneração do capital.
A TIR deve ser comparada com a TMA para a conclusão a respeito da aceitação ou não do projeto.
Uma TIR maior que a TMA indica projeto atrativo. Se a TIR é menor que a TMA, o projeto analisado passa
a não ser mais interessante. O cálculo da TIR é feito normalmente pelo processo de tentativa e erro, pois
necessitamos de planilhas eletrônicas ou calculadoras financeiras para efetuar estes cálculos.
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa de juros (desconto) que iguala, em determinado momento do
tempo, o valor presente das entradas (recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas de caixa.
A TIR é usada como método de análise de investimentos, onde o investimento será economicamente
atraente se a TIR for maior do que a taxa mínima de atratividade (taxa de retorno esperada pelo
investimento).
A TIR também é utilizada na comparação entre dois ou mais projetos de investimentos, quando estes
forem mutuamente excludentes. Neste caso, o projeto que apresentar o maior valor da TIR será o projeto
economicamente mais atraente.
O cálculo da TIR é um processo muito complexo quando calculado à mão, sendo normalmente
calculado com o uso de calculadoras financeiras ou programas de computador. Entretanto, para efeito
didático, não é possível exigir dos alunos que tenham uma calculadora financeira, visto que estas são
normalmente de alto custo. Além disso, quando o aluno realiza o cálculo à mão, ele se familiariza mais
com o conceito da TIR.
Assim, neste trabalho está sendo proposta uma técnica de cálculo da TIR pelo método de tentativa e
erro (proposta inicialmente por GITMAN, 2002), mas que terá um refinamento para melhorar o grau de
precisão dos resultados em relação ao método original de Gitman (2002). Foram realizados testes com
diferentes configurações de fluxo de caixa para testar o método, verificando-se que o método de tentativa
e erro, embora mais lento do que quando se usa uma calculadora financeira ou um software de
computador, produz resultados bastante precisos.
De acordo com Hoji (2006), a Taxa Interna de Retorno (TIR) é conhecida também como taxa de
desconto do fluxo de caixa. A TIR é uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e
recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre
um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal
(data base de comparação de valores correntes de diversas datas). Geralmente, adota-se a data de início
da operação – momento zero – como a data focal de comparação dos fluxos de caixa (NETO, 2006). A
soma das saídas deve ser igual à soma das entradas, em valor da data focal, para se anularem (HOJI,
2006).
Segundo Neto (2006), normalmente, o fluxo de caixa no momento zero (fluxo de caixa inicial) é
representado pelo valor do investimento, ou empréstimo ou financiamento; os demais fluxos de caixa
indicam os valores das receitas ou prestações devidas.
Ainda de acordo com Hoji (2006), o conceito de TIR é utilizado para calcular a taxa de
“i” quando existe mais de um pagamento e mais de um recebimento ou quando as parcelas de
pagamento ou recebimento não são uniformes.
O método da Taxa de Retorno, usado para análise de investimentos, assume implicitamente que todos
os fluxos intermediários de caixa são reinvestidos à própria TIR calculada para o investimento. O critério
de decisão, quando a TIR é usada para tomar decisões do tipo “aceitar-rejeitar”, é o seguinte: Se a TIR
for maior que o custo de capital (taxa mínima de atratividade), aceita-se o projeto; se for menor, rejeita-
se o projeto. Esse critério garante que a empresa esteja obtendo, pelo menos, sua taxa requerida de
retorno. Tal resultado deveria aumentar o valor de mercado da empresa e, consequentemente, a riqueza
dos seus proprietários (GITMAN, 2002). Entre duas alternativas econômicas com TIR diferentes, a que
apresentar maior taxa representa o investimento que proporciona o maior retorno. A TIR não deve ser
confundida com a taxa mínima de atratividade que o valor investido deverá proporcionar para que o
investimento seja interessante (HOJI, 2006).
8 GITMAN, 2002
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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A taxa interna de retorno, apesar de ser consideravelmente mais difícil de calcular à mão do que o VPL
(Valor Presente Líquido – outro método de análise de investimentos) é possivelmente a técnica sofisticada
mais usada para a avaliação de alternativas de investimentos. Como a TIR é a taxa de desconto que faz
com que o VPL de uma oportunidade de investimento iguale-se a zero (já que o valor presente das
entradas de caixa é igual ao investimento inicial), matematicamente, a TIR é obtida resolvendo-se a
Equação 1 para o valor de k que torne o VPL igual a zero (GITMAN, 2002).
n
FC t
VPL I0 (01)
t 1 (1 k ) t
n
FCt
0 I0 (02)
t 1 (1 TIR)t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.
De acordo com Gitman (2002) a TIR pode ser calculada tanto por tentativa e erro como se recorrendo
a uma calculadora financeira sofisticada ou a um computador. Como será demonstrado a seguir, o cálculo
da TIR à mão, empregando-se a Equação 2, não é um trabalho fácil.
Será demonstrada a abordagem de tentativa e erro, visto que o objetivo deste trabalho é demonstrar
um método para cálculo da TIR a ser usado em sala de aula, onde a maioria dos alunos não têm acesso
a uma calculadora financeira (normalmente de alto custo).
Avaliação de alternativas de investimento em economia após a classificação dos projetos
tecnicamente corretos é imprescindível que a escolha considere aspectos econômicos. E é a engenharia
econômica que fornece os critérios de decisão, para a escolha entre as alternativas de investimento.
Os principais métodos de avaliação que formam a base da engenharia econômica, e com eles
podemos avaliar e escolher os melhores projetos são:
Método do valor presente líquido (VPL);
Método da taxa interna de retorno (TIR).
Método do PAY-BACK (PB).
Os métodos VPL e TIR, são exatos, e equivalentes, não apresentam os problemas na análise e decisão
e escolha do melhor projeto, no entanto o PAY-BACK descontado apesar de ser muito utilizado na
avaliação de projetos ele não realiza o exato prazo de retorno do investimento.
O método, que é muito utilizado, e que possui limitações do ponto de vista conceitual é o PAY-BACK
ou método do tempo de recuperação do investimento. O método do PAY-BACK consiste simplesmente
na determinação do número de períodos necessários para recuperar capital investido, ignorando as
consequências além do período de recuperação e o valor do dinheiro no tempo. Normalmente é
recomendado que este método seja usado como critério de desempate, se for necessário após o emprego
de um dos métodos exatos.
Estes métodos são equivalentes e indicam sempre a mesma alternativa de investimento, que é a
melhor do ponto de vista econômico. Embora indicarem o mesmo resultado, existe é claro vantagens e
desvantagens um em relação ao outro, e que serão comentadas a seguir.
9 [Link]
193
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
a data zero de um diagrama de fluxos de caixa, de todos os recebimentos e desembolsos esperados,
descontados à taxa de juros considerada.
Se o valor presente for positivo, a proposta de investimento é atrativa, e quanto maior o valor positivo,
mais atrativa é a proposta.
n
FCt
VPL I0
t 1 (1 k )t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.
Tir= 17,3%
VPL = 7.171,30
Explicações da tabela:
Coluna 2 – VALORES - R$ 55.000,00 é o investimento – valor negativo para representar que este
dinheiro sairá do caixa da empresa para o projeto.
Os outros valores R$ 25.000,00 do ano 1 ao ano 3 é exatamente os valores de retorno se o projeto
for implantado.
Então o que é fator de cálculo a juro composto? É exatamente - um mais taxa elevado ao período
respectivo, como segue:
(1 i)
n
Para que serve então o fator de cálculo? Serve para “trazer para a data presente um valor que está no
futuro”!
É evidente que se dividirmos um valor pelo seu respectivo fator teremos como resulta o valor presente.
Se multiplicarmos teremos o respectivo valor futuro. Entendeu? Grande dica para concursos.
Coluna 5 - VPS – valor presente respectivo de cada ano, ou seja estamos calculando aqueles valores
que a empresa terá no futuro, verificando qual será seu respectivo valor na data zero- valor presente,
..ok.?
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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
VF
VP
(1 i)
n
Coluno 6 - SALDOS – calculamos os respectivos saldos em cada ano. Ou seja, teremos que “pagar
os investimentos efetuados pela empresa”, então temos que ir pagando de acordo com as entradas de
caixa ou neste caso será a redução de custos, entendeu?
Quando o saldo se transforma em positivo é sinal que conseguimos cobrir o valor dos investimentos,
portanto fique alerta neste período temos a viabilidade do projeto.
Podemos também utilizar a formula do valor presente líquido para cálculo direto:
Em concurso utilizamos um método ainda não comprovado cientificamente, mas que pode dar um
parâmetro para as respostas corretas. Ou seja
Referências
MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
Coleção Objetivo – Álgebra II
FARIA, Rogério Gomes de. Matemática Comercial e Financeira. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
FRANCISCO, Walter De. Matemática Financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.
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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
19 - Análise e interpretação de tabelas e gráficos estatísticos.
“Série Temporal é um conjunto de observações sobre uma variável, ordenado no tempo”, e registrado
em períodos regulares. Podemos enumerar os seguintes exemplos de séries temporais: temperaturas
máximas e mínimas diárias em uma cidade, vendas mensais de uma empresa, valores mensais do IPC-
A, valores de fechamento diários do IBOVESPA, resultado de um eletroencefalograma, gráfico de controle
de um processo produtivo.
A suposição básica que norteia a análise de séries temporais é que há um sistema causal mais ou
menos constante, relacionado com o tempo, que exerceu influência sobre os dados no passado e pode
continuar a fazê-lo no futuro. Este sistema causal costuma atuar criando padrões não aleatórios que
podem ser detectados em um gráfico da série temporal, ou mediante algum outro processo estatístico.
O objetivo da análise de séries temporais é identificar padrões não aleatórios na série temporal de uma
variável de interesse, e a observação deste comportamento passado pode permitir fazer previsões sobre
o futuro, orientando a tomada de decisões.
196
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Em outras palavras, identificamos dois padrões que podem tornar a ocorrer no futuro: crescimento no
número de passageiros transportados, flutuações sazonais. Tais padrões poderiam ser incorporados a
um modelo estatístico, possibilitando fazer previsões que auxiliarão na tomada de decisões.
Segundo o modelo clássico todas as séries temporais são compostas de quatro padrões:
- tendência (T), que é o comportamento de longo prazo da série, que pode ser causada pelo
crescimento demográfico, ou mudança gradual de hábitos de consumo, ou qualquer outro aspecto que
afete a variável de interesse no longo prazo;
- variações cíclicas ou ciclos (C), flutuações nos valores da variável com duração superior a um ano,
e que se repetem com certa periodicidade2, que podem ser resultado de variações da economia como
períodos de crescimento ou recessão, ou fenômenos climáticos como o El Niño (que se repete com
periodicidade superior a um ano);
- variações sazonais ou sazonalidade (S), flutuações nos valores da variável com duração inferior a
um ano, e que se repetem todos os anos, geralmente em função das estações do ano (ou em função de
feriados ou festas populares, ou por exigências legais, como o período para entrega da declaração de
Imposto de Renda); se os dados forem registrados anualmente NÃO haverá influência da sazonalidade
na série3;
- variações irregulares (I), que são as flutuações inexplicáveis, resultado de fatos fortuitos e
inesperados como catástrofes naturais, atentados terroristas como o de 11 de setembro de 2001,
decisões intempestivas de governos, etc.
Exemplo:
Modelo aditivo: um modelo aditivo se no decorrer do tempo, a Variação Cíclica não se altera em torno
da tendência, ou seja permanece constante, tal qual a figura ilustrativa.
Se traçasse as retas pelos valores máximos e pelos valores mínimos estas seriam paralelas entre sí e
com a reta de tendência.
O Seu modelo Matemático é: Y = T + S + C + I.
Modelo Multiplicativo: diz se ter um modelo multiplicativo se no decorrer do tempo, a Variação Cíclica
se altera em torno da tendência, tal qual a figura:
197
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
No caso Multiplicativo, as retas pelos valores máximos e pelos valores mínimos são inclinadas com
relação à reta de tendência.
Seu Modelo Matemático é: Y = T x S x C x I.
Obtenção da Tendência
A tendência descreve o comportamento da variável retratada na série temporal no longo prazo. Há três
objetivos básicos na sua identificação: avaliar o seu comportamento para utilizá-lo em previsões, removê-
la da série para facilitar a visualização das outras componentes, ou ainda identificar o nível da série (o
valor ou faixa típica de valores que a variável pode assumir, se não for observado comportamento
crescente ou decrescente no longo prazo). A obtenção da tendência pode ser feita de três formas: através
de um modelo de regressão (como o modelo linear - reta), através de médias móveis, ou através de ajuste
exponencial (que não deixa de ser uma média móvel).
Para encontrar a função que fornece o valor da tendência em cada tempo, usa um dos modelos:
I. Método dos Mínimos Quadrados
II . Método das médias móveis;
Onde:
T é o valor da tendência,
t é o valor do tempo,
b é o coeficiente angular da reta (se positivo indica tendência crescente, se negativo a tendência é
decrescente) e
a é o coeficiente linear da reta.
Onde
yi é um valor qualquer da variável registrada na série temporal,
ti é o período associado a yi, e n é o número de períodos da série.
198
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Para encontrar os coeficientes basta calcular os somatórios (tal como em análise de regressão linear
simples).
Exemplo:
Os dados a seguir apresentam o patrimônio líquido (em milhões de reais) de um banco de 1985 a
1995. Supondo que o modelo linear seja apropriado para descrever a tendência da série, encontre os
coeficientes da reta de mínimos quadrados. Faça a previsão de tendência para os anos de 1996 e 1997.
O ano de 1996 corresponderá ao período 12, e 1997 ao período 13 da série temporal. Substituindo
estes valores na equação acima:
Podemos então apresentar um gráfico (feito no Microsoft Excel) da série original, a reta de tendência
e a projeção para os anos de 1996 e 1997.
199
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
II. Método das médias móveis.
Atribuição: Existem 2 situações possíveis sobre o valor de k, PAR ou IMPAR, com isto considera a
primeira média móvel acordo com a posição:
Exemplo:
Encontre as médias móveis dos dados da Tabela 1, tomando k = 7.
Considere as Variáveis:
x: “Época, tendo dia 30 de junho como origem”
y: “Número de Unidades Ocupadas”
200
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Dados originais são:
Dia da Semana
Período
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Dom.
03 a 09* 46 48 53 55 41 26 20
10 a 16* 38 51 49 40 34 29 18
17 a 23* 39 51 51 48 33 23 19
24 a 30* 38 49 48 40 34 28 16
31 a 06** 36 42 26 45 41 22 20
07 a 13** 42 45 45 51 33 19 19
14 a 20** 35 50 47 59 47 21 21
21 a 27** 37 44 46 44 26 18 16
Médias Móveis:
Primeira Média
46 48 53 55 41 26 20
Móvel y1 41,29
7
Segunda Média
48 53 55 41 26 20 38
Móvel y2 40,14
7
Terceira Média
53 55 41 26 20 38 51
Móvel y3 40,57
7
Etc.
Dia 3 4 5 6 7 8 9
Ocupação 46 48 53 55 41 26 20
Média Móvel - - - 41,29 40,14 40,57 40,00
Dia 54 55 56 57 58
Ocupação 46 44 26 18 16
Média Móvel 33,71 33,00 - - -
Ajuste Exponencial
O ajuste exponencial é uma outra forma de obter a tendência de uma série temporal.
Apresenta algumas vantagens em relação às médias móveis:
- permite realizar previsões de curto prazo (para o período seguinte da série), o que não é possível por
médias móveis.
201
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- leva em conta todos os valores previamente observados ao período sob análise, e não somente os
"mais próximos" dele, como ocorre nas médias móveis.
Na realidade o ajuste exponencial fornece uma média móvel exponencialmente ponderada ao longo
da série temporal: ou seja, cada previsão ou valor ajustado depende de todos os valores prévios. Os
pesos designados para os valores observados decrescem ao longo do tempo, ou seja, o valor observado
mais recentemente recebe o maior peso, o valor anterior o segundo maior e o valor observado inicialmente
recebe o menor peso: isso é bom senso, imagina-se que os dados mais recentes devam ter mais
influência nas previsões do que os mais antigos. O ajuste exponencial é uma das ferramentas disponíveis
no suplemento Análise de Dados do Microsoft Excel.
Para realizar o ajuste exponencial basta aplicar a seguinte fórmula para um período de tempo i
qualquer:
Onde:
i - um período de tempo qualquer;
Yi - valor da série original no período i;
Ei - valor da série exponencialmente ajustada no período i;
Ei-1 - valor da série exponencialmente ajustada no período i - 1 (período anterior);
W - constante de regularização ou coeficiente de ajuste (0 < W < 1);
Considera-se que o primeiro valor da série original será igual ao primeiro valor ajustado, isto significa
que o ajuste realmente começa a partir do segundo período da série. Como cada valor ajustado leva em
conta o valor ajustado imediatamente anterior (multiplicado pela constante de regularização) teoricamente
todos os valores prévios da série contribuem para o valor ajustado.
Exemplo:
Faça o ajuste exponencial da série de vendas do Exemplo 4.2 (usando W = 0,25; W = 0,5; W =
0,75 e W = 0,10). Construa um gráfico conjunto da série original com os quatro ajustes.
O processo segue até o final da série. De maneira análoga podemos obter o ajuste para W = 0,5 e
W = 0,75.
202
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Quanto menor o valor de W mais "alisada" é a série, com as variações de curto prazo sendo
amortizadas, possibilitando visualizar o comportamento de longo prazo da série, seja ele
crescente/decrescente ou estacionário: para W = 0,1 é fácil perceber uma tendência crescente nas
vendas, mas que parece estar se estabilizando. À medida que o valor de W aproxima-se de 1 o ajuste
exponencial torna-se mais próximo da série original, o que pode ser útil na previsão para o ano de 1993.
Método I:
Porcentagem em Relação ao Valor Observado: este Método consiste em avaliar a porcentagem que
cada período típico (neste caso: Dia da Semana) representa em relação ao período oscilatório completo
(Aqui: Semana), porcentagem está calculada em cima dos valores observados na amostra.
Para isto calcula-se a porcentagem de cada período típico amostrado em cada período oscilatório e a
seguir calcula a média de cada período Típico.
y i,j
S i,j
y i,j S i,j
yj i
yj Si S
j
ni k
Aqui simplesmente é multiplicar (Método Multiplicativo) cada estimativa pela Tendência pela sazonal
do período a que se refere o que procura.
Devido à não percepção dos valores Irregulares de forma isolada pois desconhece a sua origem por
ser de forma aleatória, a avaliação pendente até aqui (Cíclica e a Irregular) se faz de forma única através
de:
Variação Cíclica Irregular (CI)
Procedimento:
203
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Em primeiro lugar, avaliar os valores esperados de ocorrência, levando em consideração o valor da
Tendência, bem como o Valor Sazonal, a este número foi dado o nome de Tendência Sazonal, cujo valor
é dado por:
Isolando Chega a:
Yobs
Cíclico Irregular CI
TS
Isto Significa que seu valor é dado dividindo cada valor observado pela estimativa Tendência – Sazonal
No modelo multiplicativo, a Cíclica Irregular é dada pela média Geométrica entre as diversas
variações obtidas na amostra coletada.
Exemplo:
Como as variações Cíclica Irregular encontrada em cada período avaliado é dado pelo quadro ao lado
vem:
204
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2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado Domingo
São processos matemáticos pelos quais possibilita fazer uma prévia sobre a quantidade que ocorrerá
em períodos futuros.
O Processo Matemático é o mesmo descrito aqui (Sazonal e Cíclica – Irregular) apenas que os cálculos
que foram efetuados nos valores observados são calculados nos valores Estimados Pela Tendência.
Referências
Analise de séries temporais – Cap 4 – UFSC
DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA
Distribuição de Frequência: Quando da análise de dados, é comum procurar conferir certa ordem aos
números tornando-os visualmente mais amigáveis. O procedimento mais comum é o de divisão por
classes ou categorias, verificando-se o número de indivíduos pertencentes a cada classe.
- Determina-se o menor e o maior valor para o conjunto.
- Definir o limite inferior da primeira classe (Li) que deve ser igual ou ligeiramente inferior ao menor
valor das observações:
- Definir o limite superior da última classe (Ls) que deve ser igual ou ligeiramente superior ao maior
valor das observações.
- Definir o número de classes (K), que será calculado usando . Obrigatoriamente deve estar
compreendido entre 5 a 20.
- Conhecido o número de classes define-se a amplitude de cada classe:
- Com o conhecimento da amplitude de cada classe, define-se os limites para cada classe (inferior e
superior)
Exemplo:
205
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- Definir o limite inferior da primeira classe (Li) que deve ser igual ou ligeiramente inferior ao menor
valor das observações: LI: 5,1
- Definir o limite superior da última classe (Ls) que deve ser igual ou ligeiramente superior ao maior
valor das observações: LS:15
- Definir o número de classes (K), que será calculado usando . Obrigatoriamente deve estar
compreendido entre 5 a 20. Neste caso, K é igual a 8,94, aproximadamente, 8.
- Com o conhecimento da amplitude de cada classe, define-se os limites para cada classe (inferior e
superior), onde limite Inferior será 5,1 e o limite superior será 15 + 1,23.
Caso especial de uma distribuição simétrica: Quando dizemos que os dados obedecem a uma
distribuição normal, estamos tratando de dados que distribuem-se em forma de sino.
Distribuições Assimétricas: A distribuição das frequências apresenta valores menores num dos
lados:
Distribuições com "caudas" longas: Observamos que nas extremidades há uma grande
concentração de dados em relação aos concentrados na região central da distribuição.
206
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Distribuição Normal: A distribuição normal é a mas importante distribuição estatística,
considerando a questão prática e teórica. Já vimos que esse tipo de distribuição apresenta-se em formato
de sino, unimodal, simétrica em relação a sua média. Considerando a probabilidade de ocorrência, a área
sob sua curva soma 100%. Isso quer dizer que a probabilidade de uma observação assumir um valor
entre dois pontos quaisquer é igual à área compreendida entre esses dois pontos.
Na figura acima, tem as barras na vertical representando os desvios padrões. Quanto mais afastado
do centro da curva normal, mais área compreendida abaixo da curva haverá. A um desvio padrão, temos
68,26% das observações contidas. A dois desvios padrões, possuímos 95,44% dos dados compreendidos
e finalmente a três desvios, temos 99,73%. Podemos concluir que quanto maior a variabilidade dos dados
em relação à média, maior a probabilidade de encontrarmos o valor que buscamos embaixo da normal.
Propriedade 1: "f(x) é simétrica em relação à origem, x = média = 0;
Propriedade 2: "f(x) possui um máximo para z=0, e nesse caso sua ordenada vale 0,39;
Propriedade3: "f(x) tende a zero quando x tende para + infinito ou - infinito;
Propriedade4: "f(x) tem dois pontos de inflexão cujas abscissas valem média + DP e média - DP, ou
quando z tem dois pontos de inflexão cujas abscissas valem +1 e -1.
Para se obter a probabilidade sob a curva normal, utilizamos a tabela de faixa central. Exemplo:
As alturas de grupo de crianças são tidas como normais em sua distribuição, com desvio padrão em
0,30m e média em 1,60. Qual a probabilidade de um aluno medir (1) entre 1,50 e 1,80, (2) mais de 1,75
e menos de 1,48?
(1)
z1= (1,50-1,60)/0,30=-0,33
z2= (1,80-1,60)/0,30= 0,67
Então, z1 (0,1293) + z2 (0,2486) = 37,79%
(2)
z1= (1,75-1,60)/0,30=0,30
0,500-0,1915 = 30,85%
(3)
Z1= (1,48-1,50)/0,30 =-0,4
0,500-0,1554 = 34,46%
Questões
207
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(C) 9.
(D) 54.
(E) 45.
Com base nas informações contidas na tabela, é correto afirmar que o número total de filhos dos
funcionários dessa pequena empresa é necessariamente
(A) menor que 41.
(B) igual a 41.
(C) maior que 41 e menor que 46.
(D) igual a 46.
(E) maior ou igual a 46.
Respostas
01. Resposta: A.
f_r=f_i/N
f_i=0,25∙72=18
02. Resposta: B.
Pela pesquisa 45 alunos estão na faixa de 16 a 20
São 10 do sexo masculino, portanto são 45-10=35 do sexo feminino.
70---100%
35----P
P=50%
70---100%
Q---40%
208
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Q=28
35+28+S=70
S=7
Pela última coluna(% de sexo masculino):
20+R+16=100
R=64
P=50; Q=28; R=64; S=7
03. Resposta: E.
1 filho: 7 pessoas -7 filhos
2 filhos: 5 pessoas – 5.2=10 filhos
3 filhos: 3 pessoas – 3.3=9
Já são 26 filhos.
Temos mais 5 pessoas que tem mais de 3 filhos, o número mínimo são 4 filhos.
5.4=20
26+20=46 filhos no mínimo.
ESTATÍSTICA
- Estimativas: em geral, por problemas de tempo e dinheiro, trabalha-se com amostras e não
com a população.
- Dados Brutos: é o conjunto dos dados numéricos obtidos e que ainda não foram
organizados.
209
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- Amplitude total (H): é a diferença entre o maior e o menor dos valores observados.
- Medidas de posição: as medidas de posição servem para localizar os dados sobre o eixo
das variáveis em questão. As mais importantes são: média, mediana e moda.
MEDIDAS DE DISPERSÃO
As medidas de tendência central fornecem informações valiosas mas, em geral, não são suficientes
para descrever e discriminar diferentes conjuntos de dados. As medidas de Dispersão ou variabilidade
permitem visualizar a maneira como os dados espalham-se (ou concentram-se) em torno do valor central.
Para mensurarmos esta variabilidade podemos utilizar as seguintes estatísticas: amplitude total; distância
interquartílica; desvio médio; variância; desvio padrão e coeficiente de variação.
- Desvio Médio: é a diferença entre o valor observado e a medida de tendência central do conjunto
de dados.
- Variância: é uma medida que expressa um desvio quadrático médio do conjunto de dados, e sua
unidade é o quadrado da unidade dos dados.
- Desvio Padrão: é raiz quadrada da variância e sua unidade de medida é a mesma que a do conjunto
de dados.
- Coeficiente de variação: é uma medida de variabilidade relativa, definida como a razão percentual
entre o desvio padrão e a média, e assim sendo uma medida adimensional expressa em percentual.
Boxplot: Tanto a média como o desvio padrão podem não ser medidas adequadas para representar
um conjunto de valores, uma vez que são afetados, de forma exagerada, por valores extremos. Além
disso, apenas com estas duas medidas não temos idéia da assimetria da distribuição dos valores. Para
solucionar esses problemas, podemos utilizar o Boxplot. Para construí-lo, desenhamos uma "caixa" com
o nível superior dado pelo terceiro quartil (Q3) e o nível inferior pelo primeiro quartil (Q1). A mediana (Q2)
é representada por um traço no interior da caixa e segmentos de reta são colocados da caixa até os
valores máximo e mínimo, que não sejam observações discrepantes. O critério para decidir se uma
210
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
observação é discrepante pode variar; por ora, chamaremos de discrepante os valores maiores do que
Q3+1.5*(Q3-Q1) ou menores do que Q1-1.5*(Q3-Q1).
O Boxplot fornece informações sobre posição, dispersão, assimetria, caudas e valores discrepantes.
Variância: Define-se a variância, como sendo a medida que se obtém somando os quadrados dos
desvios das observações da amostra, relativamente à sua média, e dividindo pelo número de observações
da amostra menos um.
Desvio-Padrão: Uma vez que a variância envolve a soma de quadrados, a unidade em que se exprime
não é a mesma que a dos dados. Assim, para obter uma medida da variabilidade ou dispersão com as
mesmas unidades que os dados, tomamos a raiz quadrada da variância e obtemos o desvio padrão: O
desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores não negativos e quanto maior for, maior será
a dispersão dos dados. Algumas propriedades do desvio padrão, que resultam imediatamente da
definição, são: o desvio padrão será maior, quanta mais variabilidade houver entre os dados.
Exemplo: Em uma turma de aluno, verificou-se através da análise das notas de 15 alunos, os seguintes
desempenhos:
211
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Observamos no exemplo, que a média das provas, foi estimada em 7,32 com desvio padrão em 1,77.
Concluímos que a maioria das notas concentrou-se em 9,09 e 5,55.
Como a medida de localização mais utilizada é a média, será relativamente a ela que se define a
principal medida de dispersão - a variância, apresentada a seguir.
Define-se a variância, e representa-se por s2, como sendo a medida que se obtém somando os
quadrados dos desvios das observações da amostra, relativamente à sua média, e dividindo pelo número
de observações da amostra menos um:
Se afinal pretendemos medir a dispersão relativamente à média. Por que é que não somamos
simplesmente os desvios em vez de somarmos os seus quadrados?
Experimenta calcular essa soma e verás que (x1-x) + (x2-x) + (x1-x) + ... + (xn – x) ≠ 0. Poderíamos ter
utilizado módulos, para evitar que os desvios negativos, mas é mais fácil trabalhar com quadrados, não
concorda?! E por que é que em vez de dividirmos pó “n”, que é o número de desvios, dividimos por (n-
1)? Na realidade, só aparentemente é que temos “n” desvios independentes, isto é, se calcularmos (n-1)
212
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
desvios, o restante fica automaticamente calculado, uma vez que a sua soma é igual a zero. Costuma-se
referir este fato dizendo que se perdeu um grau de liberdade.
Uma vez que a variância envolve a soma de quadrados, a unidade em que se exprime não é a mesma
que a dos dados. Assim, para obter uma medida da variabilidade ou dispersão com as mesmas unidades
que os dados, tomamos a raiz quadrada da variância e obtemos o desvio padrão:
O desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores não negativos e quanto maior for, maior
será a dispersão dos dados. Algumas propriedades do desvio padrão, que resultam imediatamente da
definição, são:
- o desvio padrão é sempre não negativo e será tanto maior, quanta mais variabilidade houver entre
os dados.
- se s = 0, então não existe variabilidade, isto é, os dados são todos iguais.
Exemplo: Na 2ª classe de certa escola o professor deu uma tarefa constituída por um certo número
de contas para os alunos resolverem. Pretendendo determinar a dispersão dos tempos de cálculo,
observam-se 10 alunos durante a realização da tarefa, tendo-se obtido os seguintes valores:
Resolução: Na tabela anterior juntamos duas colunas auxiliares, uma para colocar os desvios das
observações em relação à média e a outra para escrever os quadrados destes desvios. A partir da coluna
das observações calculamos a soma dessas observações, que nos permitiu calcular a média = 16.9.
Uma vez calculada a média foi possível calcular a coluna dos desvios. Repare-se que, como seria de
esperar, a soma dos desvios é igual a zero. A soma dos quadrados dos desvios permite-nos calcular a
variância donde s = 3.54.
s2 112.9 =
= 9 12.54
O tempo médio de realização da tarefa foi de aproximadamente 17 minutos com uma variabilidade
medida pelo desvio padrão de aproximadamente 3.5 minutos. Na representação gráfica ao lado
visualizamos os desvios das observações relativamente à média (valores do exemplo anterior):
213
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Do mesmo modo que a média, também o desvio padrão é uma medida pouco resistente, pois é
influenciado por valores ou muito grandes ou muito pequenos (o que seria de esperar já que na sua
definição entra a média que é não resistente). Assim, se a distribuição dos dados for bastante enviesada,
não é conveniente utilizar a média como medida de localização, nem o desvio padrão como medida de
variabilidade. Estas medidas só dão informação útil, respectivamente sobre a localização do centro da
distribuição dos dados e sobre a variabilidade, se as distribuições dos dados forem aproximadamente
simétricas.
Propriedades para dados com distribuição aproximadamente normal: Uma propriedade que se verifica
se os dados se distribuem de forma aproximadamente normal, ou seja, quando o histograma apresenta
uma forma característica com uma classe média predominante e as outras classes se distribuem à volta
desta de forma aproximadamente simétrica e com frequências a decrescer à medida que se afastam da
classe média, é a seguinte:
Aproximadamente 68% dos dados estão no intervalo .
Como se depreende do que atrás foi dito, se os dados se distribuem de forma aproximadamente
normal, então estão praticamente todos concentrados num intervalo de amplitude igual a 6 vezes o desvio
padrão.
A informação que o desvio padrão dá sobre a variabilidade deve ser entendida como a variabilidade
que é apresentada relativamente a um ponto de referência - a média, e não propriamente a variabilidade
dos dados, uns relativamente aos outros.
A partir da definição de variância, pode-se deduzir sem dificuldade uma expressão mais simples, sob
o ponto de vista computacional, para calcular ou a variância ou o desvio padrão e que é a seguinte:
Amplitude: Uma medida de dispersão que se utiliza por vezes, é a amplitude amostral r, definida como
sendo a diferença entre a maior e a menor das observações: r = xn:n - x1:n, onde representamos por x1:n e
214
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
xn:n, respectivamente o menor e o maior valor da amostra (x1, x2, ..., xn), de acordo com a notação
introduzida anteriormente, para a amostra ordenada.
Amplitude Inter-Quartil: A medida anterior tem a grande desvantagem de ser muito sensível à
existência, na amostra, de uma observação muito grande ou muito pequena. Assim, define-se uma outra
medida, a amplitude inter-quartil, que é, em certa medida, uma solução de compromisso, pois não é
afetada, de um modo geral, pela existência de um número pequeno de observações demasiado grandes
ou demasiado pequenas. Esta medida é definida como sendo a diferença entre os 1º e 3º quartis.
Amplitude inter-quartil = Q3/4 - Q1/4
Do modo como se define a amplitude inter-quartil, concluímos que 50% dos elementos do meio da
amostra, estão contidos num intervalo com aquela amplitude. Esta medida é não negativa e será tanto
maior quanto maior for a variabilidade nos dados. Mas, ao contrário do que acontece com o desvio padrão,
uma amplitude inter-quartil nula, não significa necessariamente, que os dados não apresentem
variabilidade.
Amplitude inter-quartil ou desvio padrão: Do mesmo modo que a questão foi posta relativamente
às duas medidas de localização mais utilizadas - média e mediana, também aqui se pode por o problema
de comparar aquelas duas medidas de dispersão.
- A amplitude inter-quartil é mais robusta, relativamente à presença de "outliers", do que o desvio
padrão, que é mais sensível aos dados.
- Para uma distribuição dos dados aproximadamente normal, verifica-se a seguinte relação. Amplitude
inter-quartil 1.3 x desvio padrão.
- Se a distribuição é enviesada, já não se pode estabelecer uma relação análoga à anterior, mas pode
acontecer que o desvio padrão seja muito superior à amplitude inter-quartil, sobretudo se se verificar a
existência de "outliers".
Questões
01. O valor das médias aritmética e geométrica entre números 6, 4 e 9 são respectivamente
iguais a:
(A) 6 e 6,3
(B) 6,3 e 6
(C) 6,8 e 9
(D) 4 e 6
(E) 6,5 e 5
02. (ESPM) A nota final de um concurso é dada pela média aritmética das notas de todas as
prova realizadas. Se um candidato conseguiu x notas 8, x + 1 notas 6 e x – 1 notas 5 e sua nota
final foi 6,5. O número de provas que ele realizou foi
(A) 6
(B) 9
(C) 7
(D) 5
(E) 12
03. (INSPER) O gráfico abaixo mostra o nível de água no reservatório de uma cidade, em
centímetros. Considerando o mês inteiro, o nível médio de água no reservatório é igual a:
215
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 225 cm
(B) 250 cm
(C) 275 cm
(D) 300 cm
(E) 325 cm
04. (ENEM) A média aritmética dos salários de quatro funcionários de uma empresa era igual
a R$ 1.300,00. Ao ser contratado um novo funcionário, a média passou a ser R$ 1.340,00. Qual
o salário desse funcionário?
(A) R$ 1.200,00
(B) R$ 1.350,00
(C) R$ 1.400,00
(D) R$ 1.450,00
(E) R$ 1.500,00
05. (FATEC - adaptado) As idades, em anos, de um grupo de sete pessoas são: 16, 8, 13, 8,
10, 8 e m. Sabendo que m > 12 e que a moda, a mediana e a média aritmética das idades desse
grupo, nessa ordem, são três termos consecutivos de uma progressão aritmética, não constante,
então o valor de m é:
(A) 17
(B) 19
(C) 21
(D) 23
(E) 25
216
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
07. Observe o conjunto de dados: 1 1 2 2 2 3 3 4 4 5 6 e indique a alternativa que explicita,
nesta ordem, a moda, a mediana e a média aritmética desse conjunto.
(A) 3,3,3.
(B) 2,3,3.
(C) 2,3,2.
(D) 2,2,2.
(E) 2,2,3.
08. (FGV) Numa pequena ilha, há 100 pessoas que trabalham na única empresa ali existente.
Seus salários (em moeda local) têm a seguinte distribuição de frequências:
Salários Frequência
$ 50,00 30
$ 100,00 60
$ 150,00 10
Respostas
01. Resposta: B
6+4+9 19
Média aritmética: x
̅= = = 6,3
3 3
3 3
Média geométrica: x̅ = √6.4.9 = √216 = 6
02. Resposta: A
O número de provas realizadas pelo candidato foi x + x + 1 + x – 1 = 3x, se a sua média foi
6,5 temos:
x̅ = 6,5
x.8+(x+1).6+(x−1).5 8x+6x+6+5x−5
= 6,5 = 6,5 19x + 1 = 3x.6,5
x+x+1+x−1 3x
19x + 1 = 19,5x
1 = 19,5x – 19x
1 = 0,5x
x = 1 : 0,5 = 2
03. Resposta: D
217
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Sendo d o número de dias e M a média em cada período no gráfico, temos que calcular a
média de cada parte do gráfico:
500+300
Se 0 ≤ d ≤ 10 M1 = = 400
2
500+200
Se 10 ≤ d ≤ 15 M2 = = 350
2
Se 15 ≤ d ≤ 20 M3 = 200
300+200
Se 20 ≤ d ≤ 25 M4 = = 250
2
300+100
Se 25 ≤ d ≤ 30 M5 = = 200
2
04. Resposta: E
Sendo S a soma dos quatro salários e m o salário do novo funcionário:
S
= 1300
4
S = 4.1300
S = 5200
5200 + m = 5.1340
5200 + m = 6700
m = 6700 – 5200
m = 1500
05. Resposta: C
O Rol (dados coletados em ordem crescente) dos dados 16, 8, 13, 8, 10, 8 e m, sabendo que
m > 12 pode ser:
218
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Em qualquer um deles temos que a mediana (termo central) M d = 10 e a moda (número que
aparece mais vezes) Mo = 8. Do enunciado a moda, a mediana e a média formam, nessa ordem
um P.A., então temos:
Mo, Md, 𝑥̅ é uma P.A. 8, 10, 12 (P.A. de razão 2), logo a média é 12.
𝑥̅ = 12
8+8+8+10+13+16+m
= 12
7
63 + m = 7.12
63 + m = 84
m = 84 – 63
m = 21
06. Resposta: B
Apesar de Marco e Paulo terem a mesma média (15), Marco tem um desvio padrão menor, o
que significa que os pontos obtidos em cada prova estão mais próximos da média.
07.
Fazendo o Rol (ordem crescente do dados coletados): 1 1 2 2 2 3 3 4 4 5 6
08.
30.50+60.100+10.150 1500+6000+1500 9000
a) A média é: 𝑥̅ = = = 100 = 90
100 100
30.1600+60.100+10.3600 48000+6000+36000
𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ ) = =
100 100
90000
𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ ) = = 900
100
219
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝛿 = √𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ )
𝛿 = √900 = 30
MÉDIA ARITMÉTICA
Considere um conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn} e efetue uma certa operação com todos os
elementos de A.
Se for possível substituir cada um dos elementos do conjunto A por um número x de modo que o
resultado da operação citada seja o mesmo diz-se, por definição, que x será a média dos elementos de
A relativa a essa operação.
A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adição é chamada média aritmética.
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn}, então, por
definição:
Exemplos:
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto (3, 4, 6, 9, 13), então x será a soma dos 5
elementos, dividida por 5. Assim:
3 + 4 + 6 + 9 + 13 35
𝑥= ↔𝑥= ↔𝑥=7
5 5
A média aritmética é 7.
220
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Assim podemos concluir que o gasto médio do grupo de turistas foi de R$ 71,70.
A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adição e na qual cada elemento tem um
“determinado peso” é chamada média aritmética ponderada.
Se x for a média aritmética ponderada dos elementos do conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn} com
“pesos” P1; P2; P3; ...; Pn, respectivamente, então, por definição:
P1 . x + P2 . x + P3 . x + ... + Pn . x =
= P1 . x1 + P2 . x2 + P3 . x3 + ... + Pn . xn ↔ (P1 + P2 + P3 + ... + Pn) . x =
= P1 . x1 + P2 . x2 + P3 . x3 + ... + Pn . xn e, portanto,
𝑥1 ; 𝑥2 ; 𝑥3 ; …; 𝑥𝑛
Observe que se P1 = P2 = P3 = ... = Pn = 1, então 𝑥 = 𝑛
: que é a média aritmética simples.
Exemplos:
2) Em um dia de pesca nos rios do pantanal, uma equipe de pescadores anotou a quantidade de peixes
capturada de cada espécie e o preço pelo qual eram vendidos a um supermercado em Campo Grande.
Vamos determinar o preço médio do quilograma do peixe vendido pelos pescadores ao supermercado.
221
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Considerando que a variável em estudo é o preço do quilo do peixe e fazendo a leitura da tabela,
concluímos que foram pescados 18 kg de peixe ao valor unitário de R$ 3,00, 10 kg de peixe ao valor
unitário de R$ 5,00 e 6 kg de peixe ao valor de R$ 9,00.
Vamos chamar o preço médio de p:
18𝑥3,00 + 10𝑥5,00 + 6𝑥9,00 54 + 50 + 54 158
𝑝= = = = 4,65 𝑟𝑒𝑎𝑖𝑠
18 + 10 + 6 34 34
Neste caso o fator de ponderação foi a quantidade de peixes capturadas de cada espécie.
Questões
01. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista Técnico Legislativo – Designer
Gráfico – VUNESP/2014) Na festa de seu aniversário em 2014, todos os sete filhos de João estavam
presentes. A idade de João nessa ocasião representava 2 vezes a média aritmética da idade de seus
filhos, e a razão entre a soma das idades deles e a idade de João valia
(A) 1,5.
(B) 2,0.
(C) 2,5.
(D) 3,0.
(E) 3,5.
02. (TJ/SC - Técnico Judiciário - Auxiliar TJ-SC) Os censos populacionais produzem informações
que permitem conhecer a distribuição territorial e as principais características das pessoas e dos
domicílios, acompanhar sua evolução ao longo do tempo, e planejar adequadamente o uso sustentável
dos recursos, sendo imprescindíveis para a definição de políticas públicas e a tomada de decisões de
investimento. Constituem a única fonte de referência sobre a situação de vida da população nos
municípios e em seus recortes internos – distritos, bairros e localidades, rurais ou urbanos – cujas
realidades socioeconômicas dependem dos resultados censitários para serem conhecidas.
[Link]
(Acesso dia 29/08/2011)
Um dos resultados possíveis de se conhecer, é a distribuição entre homens e mulheres no território
brasileiro. A seguir parte da pirâmide etária da população brasileira disponibilizada pelo IBGE.
[Link]
(Acesso dia 29/08/2011)
O quadro abaixo, mostra a distribuição da quantidade de homens e mulheres, por faixa etária de uma
determinada cidade. (Dados aproximados)
Considerando somente a população masculina dos 20 aos 44 anos e com base no quadro abaixo a
frequência relativa, dos homens, da classe [30, 34] é:
222
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 64%.
(B) 35%.
(C) 25%.
(D) 29%.
(E) 30%.
03. (EPCAR – Cadete – EPCAR) Um líquido L1 de densidade 800 g/l será misturado a um líquido L2
de densidade 900 g/l Tal mistura será homogênea e terá a proporção de 3 partes de L1 para cada 5 partes
de L2 A densidade da mistura final, em g/l, será
(A) 861,5.
(B) 862.
(C) 862,5.
(D) 863.
04. (EsSA - Sargento - Conhecimentos Gerais - Todas as Áreas – EB) Em uma turma a média
aritmética das notas é 7,5. Sabe-se que a média aritmética das notas das mulheres é 8 e das notas dos
homens é 6. Se o número de mulheres excede o de homens em 8, pode-se afirmar que o número total
de alunos da turma é
(A) 4.
(B) 8.
(C) 12.
(D) 16.
(E) 20.
05. (SAP/SP - Oficial Administrativo – VUNESP) A altura média, em metros, dos cinco ocupantes de
um carro era y. Quando dois deles, cujas alturas somavam 3,45 m, saíram do carro, a altura média dos
que permaneceram passou a ser 1,8 m que, em relação à média original y, é
(A) 3 cm maior.
(B) 2 cm maior.
(C) igual.
(D) 2 cm menor.
(E) 3 cm menor.
06. (PC/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Em uma empresa com 5 funcionários, a soma
dos dois menores salários é R$ 4.000,00, e a soma dos três maiores salários é R$ 12.000,00. Excluindo-
se o menor e o maior desses cinco salários, a média dos 3 restantes é R$ 3.000,00, podendo-se concluir
que a média aritmética entre o menor e o maior desses salários é igual a
(A) R$ 3.500,00.
(B) R$ 3.400,00.
(C) R$ 3.050,00.
(D) R$ 2.800,00.
(E) R$ 2.500,00.
07. (TJM-SP – Oficial de Justiça – VUNESP) Ao encerrar o movimento diário, um atacadista, que
vende à vista e a prazo, montou uma tabela relacionando a porcentagem do seu faturamento no dia com
o respectivo prazo, em dias, para que o pagamento seja efetuado.
223
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
35% 60
20% 90
10% 120
O prazo médio, em dias, para pagamento das vendas efetuadas nesse dia, é igual a
(A) 75.
(B) 67.
(C) 60.
(D) 57.
(E) 55.
08. (SEDUC/RJ - Professor – Matemática – CEPERJ) Uma loja de roupas de malha vende camisetas
com malha de três qualidades. Cada camiseta de malha comum custa R$15,00, de malha superior custa
R$24,00 e de malha especial custa R$30,00. Certo mês, a loja vendeu 180 camisetas de malha comum,
150 de malha superior e 70 de malha especial. O preço médio, em reais, da venda de uma camiseta foi
de:
(A) 20.
(B) 20,5.
(C) 21.
(D) 21,5.
(E) 11.
(A) R$ 248,50
(B) R$ 252,50
(C) R$ 255,50
(D) R$ 205,50
(E) R$ 202,50
224
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Sabendo-se que o salário médio desses funcionários é de R$ 1.490,00, pode-se concluir que o salário
de cada um dos dois gerentes é de
(A) R$ 2.900,00.
(B) R$ 4.200,00.
(C) R$ 2.100,00.
(D) R$ 1.900,00.
(E) R$ 3.400,00.
Disciplina Nota
Português 77
Matemática 62
Informática 72
Se a nota do candidato no concurso foi 80, qual foi a sua nota na prova de Conhecimentos Específicos?
(A) 95
(B) 96
(C) 97
(D) 98
(E) 99
13. (VUNESP – 2014 – FUNDUNESP – Assistente Administrativo) Um concurso teve duas fases, e,
em cada uma delas, os candidatos foram avaliados com notas que variaram de zero a dez. Para efeito
de classificação, foram consideradas as médias ponderadas de cada candidato, uma vez que os pesos
da 1.ª e da 2.ª fases foram 2 e 3, respectivamente. Se um candidato tirou 8 na 1.ª fase e 5 na 2.ª, então
é verdade que sua média ponderada foi
(A) 6,2.
(B) 6,5.
(C) 6,8.
(D) 7,1.
(E) 7,4.
14. (SAAE/SP - Fiscal Leiturista – VUNESP/2014) A tabela mostra os valores de algumas latinhas
de bebidas vendidas em um clube e a quantidade consumida por uma família, em certo dia.
Considerando-se o número total de latinhas consumidas por essa família nesse dia, na média, o preço
de uma latinha saiu por R$ 5,00. Então, o preço de uma latinha de cerveja era
(A) R$ 5,00.
(B) R$ 5,50.
(C) R$ 6,00.
(D) R$ 6,50.
(E) R$ 7,00.
225
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
15. (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – Secretária – VUNESP/2014) Em um edifício residencial,
14 unidades pagam uma taxa mensal de condomínio no valor de 930 reais. Para as 28 unidades restantes,
que são menores, a taxa mensal de condomínio também é menor. Sabendo-se que o valor médio da taxa
mensal de condomínio, nesse edifício, é de 750 reais, é correto afirmar que o valor em reais que cada
unidade menor paga mensalmente de condomínio é igual a
(A) 600.
(B) 620.
(C) 660.
(D) 700.
(E) 710.
Respostas
01. Resposta: E.
Foi dado que: J = 2.M
𝑎+𝑏+⋯+𝑔
𝐽= = 2. 𝑀 (I)
7
𝑎+𝑏+⋯+𝑔
Foi pedido: 𝐽
=?
7 𝑎+𝑏+⋯+𝑔
2
= 𝑀
𝑎 + 𝑏 + ⋯+ 𝑔
= 3,5
𝑀
02. Resposta: E.
03. Resposta: C.
3.800+5.900 2400+4500 6900
3+5
= 8
= 8 = 862,5
04. Resposta: D.
Do enunciado temos m = h + 8 (sendo m = mulheres e h = homens).
𝑆
A média da turma é 7,5, sendo S a soma das notas: 𝑚+ℎ = 7,5 𝑆 = 7,5(𝑚 + ℎ)
𝑆1
A média das mulheres é 8, sendo S1 a soma das notas: 𝑚
= 8 𝑆1 = 8𝑚
𝑆2
A média dos homens é 6, sendo S2 a soma das notas: ℎ
= 6 𝑆2 = 6ℎ
226
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1,5ℎ
𝑚= 0,5
𝑚 = 3ℎ
h + 8 = 3h
8 = 3h – h
8 = 2h h = 4
m = 4 + 8 = 12
Total de alunos = 12 + 4 = 16
05. Resposta: A.
Sendo S a soma das alturas e y a média, temos:
𝑆
5
= 𝑦 S = 5y
𝑆−3,45
3
= 1,8 S – 3,45 = 1,8.3
S – 3,45 = 5,4
S = 5,4 + 3,45
S = 8,85, então:
5y = 8,85
y = 8,85 : 5 = 1,77
1,80 – 1,77 = 0,03 m = 3 cm a mais.
06. Resposta: A.
x1 + x2 + x3 + x4 + x5
x1 + x2 = 4000
x3 + x4 + x5 = 12000
𝑥2 + 𝑥3 + 𝑥4
= 3000
3
x2 + x3 + x4 = 9000
𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 + 𝑥4 + 𝑥5 = 4000 + 12000 = 16000
07. Resposta: D.
Média aritmética ponderada: multiplicamos o porcentual pelo prazo e dividimos pela soma dos
porcentuais.
15.0+20.30+35.60+20.90+10.120
15+20+35+20+10
=
600+2100+1800+1200
= 100
=
5700
= 100
= 57
08. Resposta: C.
Também média aritmética ponderada.
227
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
180.15+150.24+70.30
180+150+70
=
2700+3600+2100
= 400
=
8400
= 400
= 21
09. Resposta: B.
Na média ponderada multiplicamos o peso da prova pela sua nota e dividimos pela soma de todos os
pesos, assim temos:
8.1 + 6,5.2 + 9.3 8 + 13 + 27 48
𝑀𝑃 = = = = 8,0
1+2+3 6 6
10. Resposta: B.
11. Resposta: C.
2𝑥 + 8 ∙ 1700 + 10 ∙ 1200
𝑀é𝑑𝑖𝑎 =
20
2𝑥 + 8 ∙ 1700 + 10 ∙ 1200
1490 =
20
12. Resposta: C.
4x + 412 = 80 . 10
4x = 800 – 412
x = 388 / 4
x = 97
13. Resposta: A.
2.8 + 3.5 16 + 15 31
𝑀𝑝 = = = = 6,2
2+3 5 5
14. Resposta: E.
8.4 + 6.5 + 4. 𝑥
=5
8+6+4
62 + 4. 𝑥
=5
18
228
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
4.x = 90 – 62
x = 28 / 4
x = R$ 7,00
15. Resposta: C.
𝟏𝟒 . 𝟗𝟑𝟎 + 𝟐𝟖 . 𝒙
= 𝟕𝟓𝟎
𝟏𝟒 + 2𝟖
𝟏𝟑𝟎𝟐𝟎 + 𝟐𝟖 . 𝒙
= 𝟕𝟓𝟎
𝟒𝟐
Referência
MÉDIA GEOMÉTRICA
A média geométrica de um conjunto de números é sempre menor ou igual à média aritmética dos
membros desse conjunto (as duas médias são iguais se e somente se todos os membros do conjunto são
iguais). Isso permite a definição da média aritmética geométrica, uma mistura das duas que sempre tem
um valor intermediário às duas.
A média geométrica é também a média aritmética harmônica no sentido que, se duas sequências (an)
e (hn) são definidas:
Exemplo:
Digamos que tenhamos os números 4, 6 e 9, para obtermos o valor médio aritmético deste conjunto,
multiplicamos os elementos e obtemos o produto 216.
Pegamos então este produto e extraímos a sua raiz cúbica, chegando ao valor médio 6.
Extraímos a raiz cúbica, pois o conjunto é composto de 3 elementos. Se fossem n elementos,
extrairíamos a raiz de índice n.
229
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Utilidades da Média Geométrica
Progressão Geométrica
Uma das utilizações deste tipo de média é na definição de uma progressão geométrica que diz que
em toda PG., qualquer termo é média geométrica entre o seu antecedente e o seu consequente:
Vejamos:
Outra utilização para este tipo de média é quando estamos trabalhando com variações percentuais em
sequência.
Exemplo
Digamos que uma categoria de operários tenha um aumento salarial de 20% após um mês, 12% após
dois meses e 7% após três meses. Qual o percentual médio mensal de aumento desta categoria?
Sabemos que para acumularmos um aumento de 20%, 12% e 7% sobre o valor de um salário,
devemos multiplicá-lo sucessivamente por 1,2, ; 1,12 e 1,07 que são os fatores correspondentes a tais
percentuais.
A partir dai podemos calcular a média geométrica destes fatores:
Observe que o resultado final de R$ 1.438,08 é o mesmo nos dois casos. Se tivéssemos utilizado a
média aritmética no lugar da média geométrica, os valores finais seriam distintos, pois a média aritmética
de 13% resultaria em um salário final de R$ 1.442,90, ligeiramente maior como já era esperado, já que o
percentual de 13% utilizado é ligeiramente maior que os 12, 8417% da média geométrica.
Bom... primeiro observamos o mapa e somamos as áreas dos quadrados catetos e dividimos pela
hipotenusa e no final pegamos a soma dos ângulos subtraindo o que esta entre os catetos e dividimos
por PI (3,1415...) assim descobrimos a media geométrica dos triângulos.
230
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Exemplo
A média geométrica entre os números 12, 64, 126 e 345, é dada por:
Aplicação Prática:
Dentre todos os retângulos com a área igual a 64 cm², qual é o retângulo cujo perímetro é o menor
possível, isto é, o mais econômico? A resposta a este tipo de questão é dada pela média geométrica entre
as medidas do comprimento a e da largura b, uma vez que a.b = 64.
Resposta:
É o retângulo cujo comprimento mede 8 cm e é lógico que a altura também mede 8 cm, logo só pode
ser um quadrado! O perímetro neste caso é p = 32 cm. Em qualquer outra situação em que as medidas
dos comprimentos forem diferentes das alturas, teremos perímetros maiores do que 32 cm.
Interpretação gráfica
A média geométrica entre dois segmentos de reta pode ser obtida geometricamente de uma forma
bastante simples.
Sejam AB e BC segmentos de reta. Trace um segmento de reta que contenha a junção dos segmentos
AB e BC, de forma que eles formem segmentos consecutivos sobre a mesma reta.
Dessa junção aparecerá um novo segmento AC. Obtenha o ponto médio O deste segmento e com um
compasso centrado em O e raio OA, trace uma semicircunferência começando em A e terminando em C.
O segmento vertical traçado para cima a partir de B encontrará o ponto D na semicircunferência. A medida
do segmento BD corresponde à média geométrica das medidas dos segmentos AB e BC.
MÉDIA HARMÔNICA
1 1 1
+ + ⋯+
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑝
𝐻=
𝑛
Exemplo:
1 1
3+4= 7
2 24
7 −1 24
Logo a Média Harmônica é: 𝐻 = ( ) = ≅ 3,42
24 7
231
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Questões
01. Na figura abaixo os segmentos AB e DA são tangentes à circunferência determinada pelos pontos
B, C e D. Sabendo-se que os segmentos AB e CD são paralelos, pode-se afirmar que o lado BC é:
Respostas
01. Resposta: B.
Sendo AB paralela a CD, se traçarmos uma reta perpendicular a AB, esta será perpendicular a CD
também.
Traçamos então uma reta perpendicular a AB, passando por B e outra perpendicular a AB passando
por D:
Sendo BE perpendicular a AB temos que BE irá passar pelo centro da circunferência, ou seja, podemos
concluir que o ponto E é ponto médio de CD.
Agora que ED é metade de CD, podemos dizer que o comprimento AF vale AB-CD/2.
Aplicamos Pitágoras no triângulo ADF:
(1)
(2)
Note, no desenho, que os segmentos AD e AB possuem o mesmo comprimento, pois são tangentes à
circunferência. Vamos então substituir na expressão acima AD = AB:
232
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Ou seja, BC é a média geométrica entre AB e CD.
Mediana: é o valor que tem tantos dados antes dele, como depois dele. Para se medir a mediana, os
valores devem estar por ordem crescente ou decrescente. No caso do número de dados ser ímpar, existe
um e só um valor central que é a mediana. Se o número de dados é par, toma-se a média aritmética dos
dois valores centrais para a mediana.
É uma medida de localização do centro da distribuição dos dados, definida do seguinte
modo: Ordenados os elementos da amostra, a mediana é o valor (pertencente ou não à amostra) que a
divide ao meio, isto é, 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os outros 50%
são maiores ou iguais à mediana.
Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra, depois de ordenada a amostra de n elementos: Se
n é ímpar, a mediana é o elemento médio. Se n é par, a mediana é a semi-soma dos dois elementos
médios.
A mediana, m, é uma medida de localização do centro da distribuição dos dados, definida do seguinte
modo:
Ordenados os elementos da amostra, a mediana é o valor (pertencente ou não à amostra) que a divide
ao meio, isto é, 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os outros 50% são
maiores ou iguais à mediana.
Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra, depois de ordenada a amostra de n elementos:
- Se n é ímpar, a mediana é o elemento médio.
- Se n é par, a mediana é a semi-soma dos dois elementos médios.
Se se representarem os elementos da amostra ordenada com a seguinte notação: X1:n, X2:n, ..., Xn:n;
então uma expressão para o cálculo da mediana será:
Como medida de localização, a mediana é mais robusta do que a média, pois não é tão sensível aos
dados. Consideremos o seguinte exemplo: um aluno do 10º ano obteve as seguintes notas: 10, 10, 10,
11, 11, 11, 11, 12. A média e a mediana da amostra anterior são respectivamente.
Admitamos que uma das notas de 10 foi substituída por uma de 18. Neste caso a mediana continuaria
a ser igual a 11, enquanto que a média subiria para 11.75.
233
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- Quando a distribuição é simétrica, a média e a mediana coincidem.
- A mediana não é tão sensível, como a média, às observações que são muito maiores ou muito
menores do que as restantes (outliers). Por outro lado a média reflete o valor de todas as observações.
A média ao contrário da mediana, é uma medida muito influenciada por valores "muito grandes" ou
"muito pequenos", mesmo que estes valores surjam em pequeno número na amostra. Estes valores são
os responsáveis pela má utilização da média em muitas situações em que teria mais significado utilizar a
mediana.
A partir do exposto, deduzimos que se a distribuição dos dados:
- for aproximadamente simétrica, a média aproxima-se da mediana.
- for enviesada para a direita (alguns valores grandes como "outliers"), a média tende a ser maior que
a mediana.
- for enviesada para a esquerda (alguns valores pequenos como "outliers"), a média tende a ser inferior
à mediana.
Dado um histograma é fácil obter a posição da mediana, pois esta está na posição em que passando
uma linha vertical por esse ponto o histograma fica dividido em duas partes com áreas iguais.
Como medida de localização, a mediana é mais resistente do que a média, pois não é tão sensível
aos dados.
- Quando a distribuição é simétrica, a média e a mediana coincidem.
- A mediana não é tão sensível, como a média, às observações que são muito maiores ou muito
menores do que as restantes (outliers). Por outro lado a média reflete o valor de todas as observações.
Assim, não se pode dizer em termos absolutos qual destas medidas de localização é preferível,
dependendo do contexto em que estão a ser utilizadas.
Exemplo: Os salários dos 160 empregados de uma determinada empresa, distribuem-se de acordo
com a seguinte tabela de frequências:
234
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Vejamos de uma outra forma: Sabes, quando a distribuição dos dados é simétrica ou aproximadamente
simétrica, as medidas de localização do centro da amostra (média e mediana) coincidem ou são muito
semelhantes. O mesmo não se passa quando a distribuição dos dados é assimétrica, fato que se prende
com a pouca resistência da média.
Representando as distribuições dos dados (esta observação é válida para as representações gráficas
na forma de diagramas de barras ou de histograma) na forma de uma mancha, temos, de um modo geral:
Moda: é o valor que ocorre mais vezes numa distribuição, ou seja, é o de maior efetivo e, portanto, de
maior frequência. Define-se moda como sendo: o valor que surge com mais frequência se os dados são
discretos, ou, o intervalo de classe com maior frequência se os dados são contínuos. Assim, da
representação gráfica dos dados, obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a classe
modal. Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de um conjunto de dados qualitativos,
apresentados sob a forma de nomes ou categorias, para os quais não se pode calcular a média e por
vezes a mediana.
Para um conjunto de dados, define-se moda como sendo: o valor que surge com mais frequência se
os dados são discretos, ou, o intervalo de classe com maior frequência se os dados são contínuos. Assim,
da representação gráfica dos dados, obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a classe
modal.
Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de um conjunto de dados qualitativos,
apresentados sob a forma de nomes ou categorias, para os quais não se pode calcular a média e por
vezes a mediana (se não forem susceptíveis de ordenação).
Qp =
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onde representamos por [a], o maior inteiro contido em a.
Aos quartis de ordem 1/4 e 3/4 , damos respectivamente o nome de 1º quartil e 3º quartil. Exemplo:
Tendo-se decidido registrar os pesos dos alunos de uma determinada turma prática do 10º ano,
obtiveram-se os seguintes valores (em kg):
52 56 62 54 52 51 60 61 56 55 56 54 57 67 61 49
49 51 52 52 54 54 55 56 56 56 57 60 61 61 62 67
b) Um aluno com 61 kg pode ser considerado um pouco "forte", pois naquela turma só 25% dos alunos
é que têm peso maior ou igual a 60.5 kg.
Questões
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Com base nas informações do gráfico, é verdade que
(A) o número de homens com estudo é menor que o número de mulheres com estudo, nos anos de
2009 e 2011.
(B) de 2009 para 2011 houve um aumento no número de homens com estudo.
(C) em 2010, a média de anos de estudo das mulheres era de 7,4 anos.
(D) em 2009, a média de anos de estudos das mulheres era de exatos 7 anos e 3 meses.
(E) a média de anos de estudo das mulheres não ultrapassou a 5 meses a dos homens, nos anos de
2009 e 2011.
Países IDH
Argentina 0,811
Bolívia 0,645
Brasil 0,730
Chile 0,819
Colômbia 0,719
Cuba 0,780
México 0,775
Uruguai 0,792
Venezuela 0,758
Dentre os países listados, aquele cujo IDH representa a mediana dos dados apresentados é:
(A) Brasil
(B) Colômbia
(C) México
(D) Venezuela
06. (QC – Segundo Tenente – Ciências Contábeis – MB/2014) Analise a tabela a seguir.
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Classe Velocidade (em nós) Tempo(h)
1 0 |------- 5 1
2 5 |------ 10 7
3 10 |------ 15 15
4 15 |------ 20 9
5 20 |------ 25 3
6 25 |------ 30 2
Após análise dos registros, determine a média das velocidades do navio na série observada e assinale
a opção correta.
O valor da Mediana é:
(A) 1240
(B) 1500
(C) 1360
(D) 1600
(E) 1420
Sabendo-se que a moda, a mediana e a média aritmética das alturas desses alunos são,
respectivamente, 173 cm, 174,5 cm e 175,5 cm, pode-se concluir que a altura do aluno Ferreira é igual,
em centímetros, a
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(A) 177.
(B) 178.
(C) 179.
(D) 180.
(E) 182.
Respostas
01. Resposta: C.
Coloquemos os valores em ordem crescente:
8, 9, 10, 10, 10, 11, 11, 11, 12, 12
Como a Mediana é o elemento que se encontra no meio dos valores colocados em ordem crescente,
temos que:
10 + 11 21
𝑀= = = 10,5
2 2
02. Resposta: D.
63,5+70,3+82,2 + 59+71,5 346,5
A média é: 𝑀 = 5
= 5 = 69,3
Para verificar a mediana, basta colocar os valores em ordem crescente e verificar o elemento que se
encontra no meio deles:
59 63,5 70,3 71,5 82,2
03. Resposta: E.
7,3+7,5 14,8
Média das mulheres: 2 = 2
= 7,4 anos = 7,4 . 12 = 88,8 meses
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7+7,1 14,1
Média dos homens: 2 = 2 = 7,05 anos = 7,05 . 12 = 84,6 meses
Assim, 88,8 – 84,6 = 4,2 meses
04. Resposta: C.
Pesos 1, 2 e 3, respectivamente. Pedro ficou sabendo que na 1.ª fase desse concurso sua nota foi 7,0
e que na 2.ª fase sua nota foi 4,0.
Sabendo-se que para ser aprovado a média aritmética ponderada final tem que ser, no mínimo, 5
1.7 + 2.4 + 3. 𝑥
𝑀= =5
1+2+3
15 + 3. 𝑥
=5
6
15 + 3𝑥 = 6 . 5
3𝑥 = 30 − 15
15
𝑥= =5
3
05. Resposta: C.
Vamos colocar os números em ordem crescente:
0,645 0,719 0,730 0,758 0,775 0,780 0,792 0,811 0,819
O número que se encontra no meio é 0,775 (México).
06. Resposta: C.
Vamos calcular a média de cada classe:
* Classe 1: (0 + 5) / 2 = 5 / 2 = 2,5
2,5 . 1 = 2,5
* Classe 2: (5 + 10) / 2 = 15 / 2 = 7,5
7,5 . 7 = 52,5
* Classe 3: (10 + 15) / 2 = 25 / 2 = 12,5
12,5 . 15 = 187,5
* Classe 4: (15 + 20) / 2 = 35 / 2 = 17,5
17,5 . 9 = 157,5
* Classe 5: (20 + 25) / 2 = 45 / 2 = 22,5
22,5 . 3 = 67,5
* Classe 6: (25 + 30) / 2 = 55 / 2 = 27,5
27,5 . 2 = 55
* Soma das médias = 522,5
* Total de horas = 37h
Por final: 522,5 / 37 = 14,12
07. Resposta: C.
Colocando na ordem crescente:
1100;1200;1210;1250;1300;1420;1450;1500;1600;1980
A mediana é o número que se encontra no meio. Nesse caso que tem 10 números(par) é a média do
5º e 6º números:
08. Resposta: C.
* Se a moda é 173 cm, então q = 173 cm (Gonçalves, Camargo e Pacheco).
* Se a mediana é 174,5 cm, então (q + p) / 2 = 174,5.
q + p = 174,5 . 2
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q + p = 349 cm
* Se a média aritmética é 175,5 cm, então:
3.𝑞+𝑝+2.𝑚
𝑀= 6
= 175,5
2.𝑞+𝑞 + 𝑝 +2.𝑚
6
= 175,5
09. Resposta: D.
15 + 17 + 21 + 25 + 25 + 29 + 33 + 35
𝑀é𝑑𝑖𝑎 = = 25
8
10. Resposta: C.
Colocando em ordem crescente:
3; 4; 6; 7; 7; 8; 8; 8; 9
11. Resposta: A.
Moda é o elemento que aparece com mais frequência: 8
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