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Conceitos Básicos de Números Inteiros

O documento é um e-book educacional que aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo números inteiros, racionais e reais, operações matemáticas e suas propriedades. Ele também fornece uma estrutura de tópicos que vai desde adição e subtração até potenciação e radiciação, além de incluir questões para prática. O Instituto Maximize Educação oferece suporte aos alunos através de um e-mail para esclarecimento de dúvidas relacionadas ao conteúdo.

Enviado por

Joaquim Rocha
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Conceitos Básicos de Números Inteiros

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO


1 – Números inteiros, racionais e reais. .................................................................................................... 1
2 – Sistema legal de medidas ................................................................................................................. 25
3 – Razões e proporções ....................................................................................................................... 33
4 – Divisão proporcional ......................................................................................................................... 41
5 – Regras de três simples e composta .................................................................................................. 51
6 - Percentagens .................................................................................................................................... 62
7 – Equações e inequações de 1° e de 2° graus .................................................................................... 70
8 – Sistemas de equações do 1° grau .................................................................................................... 92
9 – Funções e gráficos ......................................................................................................................... 101
10 – Progressões aritméticas e geométricas ........................................................................................ 125
11 – Funções exponenciais e logarítmicas ........................................................................................... 134
12 – Juros simples e compostos: capitalização e descontos ................................................................ 143
13 – Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais, real e aparente ............................. 159
14 – Rendas uniformes e variáveis ....................................................................................................... 163
15 – Planos de amortização de empréstimos e financiamentos ........................................................... 171
16 – Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e
investimento ......................................................................................................................................... 176
17 – Avaliação de alternativas de investimento .................................................................................... 183
18 – Taxas de retorno, taxa interna de retorno ..................................................................................... 190
19 – Análise e interpretação de tabelas e gráficos ............................................................................... 196
20 – Variância, desvio padrão, média, mediana e moda ...................................................................... 209

Candidatos ao Concurso Público,


O Instituto Maximize Educação disponibiliza o e-mail professores@[Link] para dúvidas
relacionadas ao conteúdo desta apostila como forma de auxiliá-los nos estudos para um bom desempenho
na prova.
As dúvidas serão encaminhadas para os professores responsáveis pela matéria, portanto, ao entrar em
contato, informe:
- Apostila (concurso e cargo);
- Disciplina (matéria);

- Número da página onde se encontra a dúvida; e


- Qual a dúvida.
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhá-las em e-mails separados. O professor
terá até cinco dias úteis para respondê-la.

Bons estudos!

1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO


1- Números inteiros, racionais e reais

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z

Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do conjunto dos números naturais N = {0,
1, 2, 3, 4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este conjunto é denotado pela
letra Z (Zahlen = número em alemão).

O conjunto dos números inteiros possui alguns subconjuntos notáveis:

- O conjunto dos números inteiros não nulos:


Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...};
Z* = Z – {0}

- O conjunto dos números inteiros não negativos:


Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N

- O conjunto dos números inteiros positivos:


Z*+ = {1, 2, 3, 4,...}

- O conjunto dos números inteiros não positivos:


Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}

- O conjunto dos números inteiros negativos:


Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}

Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a distância ou afastamento desse número até o zero,
na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quando apresentam soma
zero; assim, os pontos que os representam distam igualmente da origem.
Exemplo: O oposto do número 3 é -3, e o oposto de -3 é 3, pois 3 + (-3) = (-3) + 3 = 0
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e vice-versa; particularmente o oposto de
zero é o próprio zero.

 Adição de Números Inteiros


Para melhor entendimento desta operação, associaremos aos números inteiros positivos a ideia de
ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder.
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8)
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7)
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3)
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (- 8) + (+ 5) = (- 3)

O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo
nunca pode ser dispensado.

Subtração de Números Inteiros


A subtração é empregada quando:
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma delas tem a mais que a outra;
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a outra.

A subtração é a operação inversa da adição.

Considere as seguintes situações:

1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a
variação da temperatura?
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – (+3) = +3

2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura
baixou de 3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = +3

Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
Temos:

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3

Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto
do segundo.

Fique Atento: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ... , entre outros, precedidos de sinal
negativo, tem o seu sinal invertido, ou seja, é dado o seu oposto.

 Multiplicação de Números Inteiros


A multiplicação funciona como uma forma simplificada de uma adição quando os números são
repetidos. Poderíamos analisar tal situação como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma
quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes consecutivas, significa ganhar 30 objetos e
esta repetição pode ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
Observamos que a multiplicação é um caso particular da adição onde os valores são repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem
nenhum sinal entre as letras.

 Divisão de Números Inteiros

- Divisão exata de números inteiros.


Veja o cálculo:
(– 20) : (+ 5) = q  (+ 5) . q = (– 20)  q = (– 4)
Logo: (– 20) : (+ 5) = - 4

Considerando os exemplos dados, concluímos que, para efetuar a divisão exata de um número inteiro
por outro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
Exemplo: (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não podem ser realizadas em Z, pois o resultado
não é um número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e não tem a propriedade da existência
do elemento neutro.
- Não existe divisão por zero.
- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero, é zero, pois o produto de qualquer
número inteiro por zero é igual a zero.
Exemplo: 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0

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 Potenciação de Números Inteiros
A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é
denominado a base e o número n é o [Link] = a x a x a x a x ... x a , a é multiplicado por a n vezes

Exemplos:
33 = (3) x (3) x (3) = 27
(-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
(-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+9)² = (+9) x (+9) = 81

- Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.


Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9

- Toda potência de base negativa e expoente par é um número inteiro positivo.


Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64

- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um número inteiro negativo.


Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125

- Propriedades da Potenciação:

1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e somam-se os expoentes. (–7)3
. (–7)6 = (–7)3+6 = (–7)9

2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a base e subtraem-se os expoentes. (-


13)8 : (-13)6 = (-13)8 – 6 = (-13)2

3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes. [(-8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10

4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-8)1 = -8 e (+70)1 = +70

5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual a 1.


Exemplo: (+3)0 = 1 e (–53)0 = 1

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 Radiciação de Números Inteiros
A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro
não negativo b que elevado à potência n fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto
que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical).
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro
não negativo que elevado ao quadrado coincide com o número a.

Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas
aparecimento de:
9 = ± 3, mas isto está errado. O certo é: 9 = +3

Observamos que não existe um número inteiro não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte
em um número negativo.

A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que resulta em outro número inteiro
que elevado ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos cálculos somente aos
números não negativos.

Exemplos:
3
(a) 8 = 2, pois 2³ = 8.
(b) 3
 8 = –2, pois (–2)³ = -8.
3
(c) 27 = 3, pois 3³ = 27.
(d) 3
 27 = –3, pois (–3)³ = -27.

Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números inteiros, concluímos que:
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número inteiro negativo.
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número inteiro.

 Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros


Para todo a, b e c ∈ 𝑍
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z diferente de zero, existe um inverso
z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1
11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

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Questões

01. (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) Uma operação λ é definida por:


wλ = 1 − 6w, para todo inteiro w.
Com base nessa definição, é correto afirmar que a soma 2λ + (1λ) λ é igual a
(A) −20.
(B) −15.
(C) −12.
(D) 15.
(E) 20.

02. (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja
gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:

TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00

Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro,


o troco recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00

03. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) Multiplicando-se o maior número


inteiro menor do que 8 pelo menor número inteiro maior do que - 8, o resultado encontrado será
(A) - 72
(B) - 63
(C) - 56
(D) - 49
(E) – 42

04. (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Em um jogo


de tabuleiro, Carla e Mateus obtiveram os seguintes resultados:

Ao término dessas quatro partidas,

(A) Carla perdeu por uma diferença de 150 pontos.


(B) Mateus perdeu por uma diferença de 175 pontos.
(C) Mateus ganhou por uma diferença de 125 pontos.
(D) Carla e Mateus empataram.

05. (Operador de máq./Pref. Coronel Fabriciano/MG) Quantos são os valores inteiros e positivos de
𝑥+15
x para os quais 𝑥+5 é um número inteiro?
(A) 0
(B) 1
(C) 2
(D) 3

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(E) 4

06. (CASA DA MOEDA) O quadro abaixo indica o número de passageiros num voo entre Curitiba e
Belém, com duas escalas, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília. Os números positivos indicam a
quantidade de passageiros que subiram no avião e os negativos, a quantidade dos que desceram em
cada cidade.

Curitiba +240

Rio de Janeiro -194


+158
Brasília -108
+94

O número de passageiros que chegou a Belém foi:


(A) 362
(B) 280
(C) 240
(D) 190
(E) 135

07. ([Link] Niterói) As variações de temperatura nos desertos são extremas. Supondo que durantes
o dia a temperatura seja de 45ºC e à noite seja de -10ºC, a diferença de temperatura entre o dia e noite,
em ºC será de :
(A) 10
(B) 35
(C) 45
(D) 50
(E) 55

08. ([Link] Niterói) Um trabalhador deseja economizar para adquirir a vista uma televisão que custa
R$ 420,00. Sabendo que o mesmo consegue economizar R$ 35,00 por mês, o número de meses que ele
levará para adquirir a televisão será:
(A) 6
(B) 8
(C) 10
(D) 12
(E) 15

09. ([Link] Niterói) Um estudante empilhou seus livros, obtendo uma única pilha 52cm de altura.
Sabendo que 8 desses livros possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem espessura
de 3cm, o número de livros na pilha é:
(A) 10
(B) 15
(C) 18
(D) 20
(E) 22

10. (FINEP – Assistente – Apoio administrativo – CESGRANRIO/2014) Um menino estava parado


no oitavo degrau de uma escada, contado a partir de sua base (parte mais baixa da escada). A escada
tinha 25 degraus. O menino subiu mais 13 degraus. Logo em seguida, desceu 15 degraus e parou
novamente.
A quantos degraus do topo da escada ele parou?
(A) 8
(B) 10
(C) 11
(D) 15
(E) 19

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Respostas

01. Resposta: E.
Pela definição:
Fazendo w = 2
𝜆
2 = 1 − 6 ∙ 2 = −11
1𝜆 = 1 − 6 ∙ 1 = −5
𝜆
(1𝜆 ) = 1 − 6 ∙ (−5) = 31
𝜆
2𝜆 + (1𝜆 ) = −11 + 31 = 20

02. Resposta: D.
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do
orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais

03. Resposta: D.
Maior inteiro menor que 8 é o 7
Menor inteiro maior que - 8 é o - 7.
Portanto: 7(- 7) = - 49

04. Resposta: C.
Carla: 520 – 220 – 485 + 635 = 450 pontos
Mateus: - 280 + 675 + 295 – 115 = 575 pontos
Diferença: 575 – 450 = 125 pontos

05. Resposta: C.
Fazendo substituição dos valores de x, dentro dos conjuntos do inteiros positivos temos:
15 16 17
x = 0 ;5 = 3 x = 1 6 = 𝑛ã𝑜 é 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜 ∴ 𝑥 = 2 7 = 𝑛ã𝑜 é 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜

20
𝑥=5 10
= 2 , logo os únicos números que satisfazem a condição é x = 0 e x = 5 , dois números
apenas.

06. Resposta: D.
240 - 194 + 158 - 108 + 94 = 190

07. Resposta: E.
45 – (- 10) = 55

08. Resposta: D.
420 : 35 = 12 meses

09. Resposta: D.
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm, temos:
52 - 16 = 36 cm de altura de livros de 3 cm
36 : 3 = 12 livros de 3 cm
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.

10. Resposta: E.
Ao contar os degraus, devemos descontar um deles, pois é o que se encontra parado.
(8 – 1) + 13 = 7 +13 = 20
(20 – 1) – 13 = 19 – 13 = 6
25 – 6 = 19

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Referências
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e Funções

CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q

m
Um número racional é o que pode ser escrito na forma , onde m e n são números inteiros, sendo
n
que n deve ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser obtidos através da razão entre dois números
inteiros, razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais é denotado por Q. Assim, é comum
encontrarmos na literatura a notação:
m
Q = { : m e n em Z, n diferente de zero}
n

No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:


- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.

 Representação Decimal das Frações


p
Tomemos um número racional , tal que p não seja múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal,
q
basta efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
2
= 0,4
5
1
= 0,25
4
35
= 8,75
4
153
= 3,06
50

2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-
se periodicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1
= 0,333...
3
1
= 0,04545...
22
167
= 2,53030...
66

 Representação Fracionária dos Números Decimais

9
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Trata-se do problema inverso: estando o número racional escrito na forma decimal, procuremos
escrevê-lo na forma de fração. Temos dois casos:
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador é o número decimal sem a vírgula e o
denominador é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do
número decimal dado:

9
0,9 =
10
57
5,7 =
10
76
0,76 =
100
348
3,48 =
100
5 1
0,005 = =
1000 200

2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto, vamos apresentar o procedimento
através de alguns exemplos:

Exemplos:
1) Seja a dízima 0, 333....

Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3)  então vamos colocar um 9 no
denominador e repetir no numerador o período.

3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
9

2) Seja a dízima 5, 1717....

O período que se repete é o 17, logo dois noves no denominador (99). Observe também que o 5 é a
parte inteira, logo ele vem na frente:

17 512
5 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 → (5.99 + 17) = 512, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
99 99

512
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração .
99

Neste caso para transformarmos uma dízima


periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito
9 no denominador para cada quantos dígitos tiver o
período da dízima.

3) Seja a dízima 1, 23434...

O número 234 é a junção do ante período com o período. Neste caso temos um dízima periódica é
composta, pois existe uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso temos um ante
período (2) e o período (34). Ao subtrairmos deste número o ante período(234-2), obtemos 232, o
numerador. O denominador é formado por tantos dígitos 9 – que correspondem ao período, neste caso

10
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99(dois noves) – e pelo dígito 0 – que correspondem a tantos dígitos tiverem o ante período, neste caso
0(um zero).

232 1222
1 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 − 𝑎 → (1.990 + 232) = 512, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
990 990

611
Simplificando por 2, obtemos x = , a fração geratriz da dízima 1, 23434...
495

 Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que representa esse número ao ponto de
abscissa zero.

Exemplos:
3 3
. Indica-se  =
3 3
1) Módulo de – é
2 2 2 2

3 3
. Indica-se  =
3 3
2) Módulo de + é
2 2 2 2

3 3
 Números Opostos: Dizemos que – e são números racionais opostos ou simétricos e cada
2 2
3 3
um deles é o oposto do outro. As distâncias dos pontos – e ao ponto zero da reta são iguais.
2 2

 Inverso de um Número Racional

𝒂 −𝒏 𝒃 𝒏
( ) ,𝒂 ≠ 𝟎 = ( ) ,𝒃 ≠ 𝟎
𝒃 𝒂

 Representação geométrica dos Números Racionais

Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infinitos números racionais.

 Soma (Adição) de Números Racionais

11
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos a
a c
adição entre os números racionais e , da mesma forma que a soma de frações, através de:
b d

a c ad  bc
+ =
b d bd

 Subtração de Números Racionais


A subtração de dois números racionais p e q é a própria operação de adição do número p com o
oposto de q, isto é: p – q = p + (–q)
a c ad  bc
- =
b d bd

 Multiplicação (Produto) de Números Racionais


Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos o
a c
produto de dois números racionais e , da mesma forma que o produto de frações, através de:
b d
a c ac
x =
b d bd

O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b × c/d, a/b.c/d . Para
realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em
toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o
produto de dois números com sinais diferentes é negativo.

 Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais


1) Fechamento: O conjunto Q é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a
multiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
3) Comutativa da adição: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
4) Elemento neutro da adição: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em Q, proporciona o próprio q,
isto é: q + 0 = q
5) Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que q + (–q) = 0
6) Associativa da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
7) Comutativa da multiplicação: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
8) Elemento neutro da multiplicação: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo q em Q, proporciona o
próprio q, isto é: q × 1 = q
a
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = em Q, q diferente de zero, existe :
b

12
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b a b
q-1 =
em Q: q × q-1 = 1 x =1
a b a
10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )

 Divisão(Quociente) de Números Racionais


A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo
inverso de q, isto é: p ÷ q = p × q-1
𝒂 𝒄 𝒂 𝒅
: = .
𝒃 𝒅 𝒃 𝒄

 Potenciação de Números Racionais


A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a
base e o número n é o expoente.
qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)

Exemplos:
 2 2 2 2
3
8
a)   =   .   .   =
 5   5   5   5  125

 1  1  1  1
3

b)    =    .    .    = 
1
 2  2  2  2 8

- Propriedades da Potenciação:

1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.


0
 2
  = 1
 5

2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.


1
 9 9
  = 
 4 4

3) Toda potência com expoente negativo de um número racional diferente de zero é igual a outra
potência que tem a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do expoente
anterior.
2 2
 3  5 25
  =   =
 5  3 9

4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da base.


 2 2 2 2
3
8
  =  .  .  =
 3 3 3 3 27

5) Toda potência com expoente par é um número positivo.


 1   1   1 
2
1
  =   .   =
 5      25
5 5

6) Produto de potências de mesma base. Para reduzir um produto de potências de mesma base a uma
só potência, conservamos a base e somamos os expoentes.
2 3 23 5
 2  2  2 2 2 2 2  2 2
  .   =  . . . .      
 5  5   5 5 5 5 5  5 5

13
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
7) Quociente de potências de mesma base. Para reduzir um quociente de potências de mesma base
a uma só potência, conservamos a base e subtraímos os expoentes.
3 3 3 3 3
5 2 . . . . 5 2 3
   
3 3 3 3
  :   2 2 2 2 2      
2 2 3 3
. 2 2
2 2

8) Potência de Potência. Para reduzir uma potência de potência a uma potência de um só expoente,
conservamos a base e multiplicamos os expoentes.
3 3
 1  2  2 2
1 1 1
2
1
2 2 2
1
3 2
1
6
 1  2  1
3.2
1
6

      .  .           ou         
 2   2 2 2 2 2 2  2   2 2

 Radiciação de Números Racionais


Se um número representa um produto de dois ou mais fatores iguais, então cada fator é chamado raiz
do número.
Exemplos:
2
1 1 1 1 1 1
1) Representa o produto . ou   .Logo, é a raiz quadrada de .
9 3 3 3 3 9
1 1
Indica-se =
9 3

2) 0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se
3
0,216 = 0,6.

Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o número zero ou um número racional positivo.
Logo, os números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
100 10 10
O número  não tem raiz quadrada em Q, pois tanto  como  , quando elevados ao
9 3 3
100
quadrado, dão .
9
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no conjunto dos números racionais se ele for um
quadrado perfeito.
2
O número não tem raiz quadrada em Q, pois não existe número racional que elevado ao quadrado
3
2
dê .
3

Questões

01. (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Na escola


onde estudo, ¼ dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a matemática como
favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa os alunos que têm
ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2

02. (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) Dirce comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30,
em cada uma delas. Pagou com uma nota de 100 reais e obteve um desconto de 10 centavos. Quantos
reais ela recebeu de troco?

14
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) R$ 40,00
(B) R$ 42,00
(C) R$ 44,00
(D) R$ 46,00
(E) R$ 48,00

03. (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERACIONAL – VUNESP/2013) De um total de 180


candidatos, 2/5 estudam inglês, 2/9 estudam francês, 1/3estuda espanhol e o restante estuda alemão. O
número de candidatos que estuda alemão é:
(A) 6.
(B) 7.
(C) 8.
(D) 9.
(E) 10.

04. (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERACIONAL – VUNESP/2013) Em um estado do


Sudeste, um Agente de Apoio Operacional tem um salário mensal de: salário-base R$ 617,16 e uma
gratificação de R$ 185,15. No mês passado, ele fez 8 horas extras a R$ 8,50 cada hora, mas precisou
faltar um dia e foi descontado em R$ 28,40. No mês passado, seu salário totalizou
(A) R$ 810,81.
(B) R$ 821,31.
(C) R$ 838,51.
(D) R$ 841,91.
(E) R$ 870,31.

05. (Pref. Niterói) Simplificando a expressão abaixo


3
1,3333+
2
Obtém-se 4 :
1,5+
3
(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3

06. (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em um jogo matemático, cada jogador tem direito a 5 cartões
marcados com um número, sendo que todos os jogadores recebem os mesmos números. Após todos os
jogadores receberem seus cartões, aleatoriamente, realizam uma determinada tarefa que também é
sorteada. Vence o jogo quem cumprir a tarefa corretamente. Em uma rodada em que a tarefa era colocar
os números marcados nos cartões em ordem crescente, venceu o jogador que apresentou a sequência
14
(𝐴) − 4; −1; √16; √25; 3
14
(𝐵) − 1; −4; √16; ; √25
3
14
(𝐶) − 1; −4; ; √16; ; √25
3
14
(𝐷) − 4; −1; √16; ; √25
3
14
(𝐸 ) − 4; −1; ; √16; √25
3

07. (Sabesp/SP – Agente de Saneamento Ambiental – FCC/2014) Somando-se certo número


positivo x ao numerador, e subtraindo-se o mesmo número x do denominador da fração 2/3 obtém-se
como resultado, o número 5. Sendo assim, x é igual a
(A) 52/25.
(B) 13/6.
(C) 7/3.
(D) 5/2.
(E) 47/23.

15
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08. (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Mariana abriu seu cofrinho com 120 moedas e separou-as:
− 1 real: ¼ das moedas
− 50 centavos: 1/3 das moedas
− 25 centavos: 2/5 das moedas
− 10 centavos: as restantes
Mariana totalizou a quantia contida no cofre em
(A) R$ 62,20.
(B) R$ 52,20.
(C) R$ 50,20.
(D) R$ 56,20.
(E) R$ 66,20.

09. (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Numa operação policial de rotina, que abordou
800 pessoas, verificou-se que 3/4 dessas pessoas eram homens e 1/5 deles foram detidos. Já entre as
mulheres abordadas, 1/8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação policial?
(A) 145
(B) 185
(C) 220
(D) 260
(E) 120

10. (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Quando


perguntado sobre qual era a sua idade, o professor de matemática respondeu:
“O produto das frações 9/5 e 75/3 fornece a minha idade!”.
Sendo assim, podemos afirmar que o professor tem:
(A) 40 anos.
(B) 35 anos.
(C) 45 anos.
(D) 30 anos.
(E) 42 anos.

Respostas

01. Resposta: B.
Somando português e matemática:
1 9 5 + 9 14 7
+ = = =
4 20 20 20 10
O que resta gosta de ciências:
7 3
1− =
10 10

02. Resposta: B.
8,3 ∙ 7 = 58,1
Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pagou 58 reais
Troco:100 – 58 = 42 reais

03. Resposta: C.
2 2 1
5
+9+3
Mmc(3,5,9)=45
18+10+15 43
45
= 45
O restante estuda alemão: 2/45
2
180 ∙ 45 = 8

16
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04. Resposta: D.
𝑠𝑎𝑙á𝑟𝑖𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑠𝑎𝑙: 617,16 + 185,15 = 802,31
ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑎𝑠: 8,5 ∙ 8 = 68
𝑚ê𝑠 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑑𝑜: 802,31 + 68,00 − 28,40 = 841,91
Salário foi R$ 841,91.

05. Resposta: B.
1,3333= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2

4 3 17
3+2= 6 =1
3 4 17
2+3 6

06. Resposta: D.
√16 = 4
√25 = 5
14
3
= 4,67
14
A ordem crescente é : −4; −1; √16; 3
; √25

07. Resposta B.
2+𝑥
=5
3−𝑥
15 − 5𝑥 = 2 + 𝑥
6𝑥 = 13
13
𝑥=
6

08. Resposta: A.
1
1 𝑟𝑒𝑎𝑙: 120 ∙ = 30 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
4
1
50 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑣𝑜𝑠: 3 ∙ 120 = 40 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
2
25 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑣𝑜𝑠: 5 ∙ 120 = 48 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
10 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑎𝑣𝑜𝑠: 120 − 118 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠 = 2 𝑚𝑜𝑒𝑑𝑎𝑠
30 + 40 ∙ 0,5 + 48 ∙ 0,25 + 2 ∙ 0,10 = 62,20

Mariana totalizou R$ 62,20.

09. Resposta: A.
3
800 ∙ 4 = 600 ℎ𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠

1
600 ∙ 5 = 120 ℎ𝑜𝑚𝑒𝑛𝑠 𝑑𝑒𝑡𝑖𝑑𝑜𝑠
Como 3/4 eram homens, 1/4 eram mulheres
1
800 ∙ 4 = 200 𝑚𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑒𝑠 ou 800-600=200 mulheres

1
200 ∙ = 25 𝑚𝑢𝑙ℎ𝑒𝑟𝑠 𝑑𝑒𝑡𝑖𝑑𝑎𝑠
8

Total de pessoas detidas: 120+25=145

10. Resposta: C.
9 75 675

5 3
= 15
= 45 𝑎𝑛𝑜𝑠

17
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Referências
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e Funções

CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS - R

O conjunto dos números reais R é uma expansão do conjunto dos números racionais que engloba
não só os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os números irracionais.
Assim temos:

R = Q U I , sendo Q ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

Lembrando que N Ϲ Z Ϲ Q , podemos construir o diagrama abaixo:

O conjunto dos números reais apresenta outros subconjuntos importantes:


- Conjunto dos números reais não nulos: R* = {x ϵ R| x ≠ 0}
- Conjunto dos números reais não negativos: R+ = {x ϵ R| x ≥ 0}
- Conjunto dos números reais positivos: R*+ = {x ϵ R| x > 0}
- Conjunto dos números reais não positivos: R- = {x ϵ R| x ≤ 0}
- Conjunto dos números reais negativos: R*- = {x ϵ R| x < 0}

 Representação Geométrica dos números reais

 Propriedades

É válido todas as propriedades anteriormente vistos nos outros conjuntos, assim como os conceitos
de módulo, números opostos e números inversos (quando possível).

 Ordenação dos números Reais

A representação dos números Reais permite definir uma relação de ordem entre eles. Os números
Reais positivos são maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos a relação de ordem da
seguinte maneira: Dados dois números Reais a e b,

a≤b↔b–a≥0

Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0


5 + 15 ≥ 0

18
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
 Operações com números Reais

Operando com as aproximações, obtemos uma sucessão de intervalos fixos que determinam um
número Real. É assim que vamos trabalhar as operações adição, subtração, multiplicação e
divisão. Relacionamos, em seguida, uma série de recomendações úteis para operar com números Reais.

 Intervalos reais

O conjunto dos números reais possui também subconjuntos, denominados intervalos, que são
determinados por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b.

1º - Intervalo aberto de extremos a e b é conjunto ]a,b[ = { x ϵ R| a < x < b}


Exemplo: ]3,5[ = { x ϵ R| 3 < x < 5}

2º - Intervalo fechado de extremos a e b é o conjunto [a,b] = { x ϵ R| a ≤ x ≤ b}


Exemplo: [3,5] = { x ϵ R| 3 ≤ x ≤ 5}

3º - Intervalo aberto à direita ( ou fechado à esquerda) de extremos a e b é o conjunto [a,b[ = { x ϵ R| a


≤ x < b}
Exemplo: [3,5[ = { x ϵ R| 3 ≤ x < 5}

4º - Intervalo aberto à esquerda( ou fechado à direita) de extremos a e b é o conjunto ]a,b] = { x ϵ R| a


<x ≤ b}
Exemplo: ]3,5] = { x ϵ R| 3 <x ≤ 5}

5º - ] -∞, a] = { x ϵ R| x ≤ a}

Exemplo: ] -∞, 3] = { x ϵ R| x ≤ 3}

6º - ] -∞, a[ = { x ϵ R| x < a}
Exemplo: ] -∞, 3[ = { x ϵ R| x < 3}

7º - [a,+ ∞ [ = { x ϵ R| x ≥ a}
Exemplo: [3,+ ∞ [ = { x ϵ R| x ≥ 3}

19
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8º - ]a,+ ∞ [ = { x ϵ R| x > a}
Exemplo: ]3,+ ∞ [ = { x ϵ R| x > 3}

Em termos gerais temos:

- A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo aquele número), utilizamos os símbolos:

> ;< ; ] ; [

- A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos incluindo aquele número), utilizamos os símbolos:

≥;≤;[;]

E assim sucessivamente para todos os intervalos, sejam eles de ambos os lados, como apenas aberto/
fechado de um dos lados.

Observação Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as extremidades abertas


dos intervalos.
[a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b)

Observação:

a) Às vezes, aparecem situações em que é necessário registrar numericamente variações de valores


em sentidos opostos, ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou
reais em débito ou em haver etc... Esses números, que se estendem indefinidamente, tanto para o lado
direito (positivos) como para o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
b) Valor absoluto de um número relativo é o valor do número que faz parte de sua representação, sem
o sinal.
c) Valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas o sinal.

Operações com Números Relativos

20
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1) Adição e Subtração de números relativos
a) Se os numerais possuem o mesmo sinal, basta adicionar os valores absolutos e conservar o sinal.
b) Se os numerais possuem sinais diferentes, subtrai-se o numeral de menor valor e dá-se o sinal do
maior numeral.

Exemplos:
3+5=8
4-8=-4
- 6 - 4 = - 10
-2+7=5

2) Multiplicação e Divisão de Números Relativos


a) O produto e o quociente de dois números relativos de mesmo sinal são sempre positivos.
b) O produto e o quociente de dois números relativos de sinais diferentes são sempre negativos.

Exemplos:
- 3 x 8 = - 24
- 20 (-4) = + 5
- 6 x (-7) = + 42
28 2 = 14

Questões

01. (EBSERH/ HUPAA – UFAL – Analista Administrativo – Administração – IDECAN/2014) Mário


começou a praticar um novo jogo que adquiriu para seu videogame. Considere que a cada partida ele
conseguiu melhorar sua pontuação, equivalendo sempre a 15 pontos a menos que o dobro marcado na
partida anterior. Se na quinta partida ele marcou 3.791 pontos, então, a soma dos algarismos da
quantidade de pontos adquiridos na primeira partida foi igual a
(A) 4.
(B) 5.
(C) 7.
(D) 8.
(E) 10.

02. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemática – CAIPIMES/2014) Considere m um


número real menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:
I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.

03. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemática – CAIPIMES/2014) Na figura abaixo, o


3 1
ponto que melhor representa a diferença 4 − 2 na reta dos números reais é:

(A) P.
(B) Q.

21
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(C) R.
(D) S.

04. (TJ/PR - Técnico Judiciário – TJ/PR/2014) Uma caixa contém certa quantidade de lâmpadas. Ao
retirá-las de 3 em 3 ou de 5 em 5, sobram 2 lâmpadas na caixa.
Entretanto, se as lâmpadas forem removidas de 7 em 7, sobrará uma única lâmpada. Assinale a
alternativa correspondente à quantidade de lâmpadas que há na caixa, sabendo que esta comporta um
máximo de 100 lâmpadas.
(A) 36.
(B) 57.
(C) 78.
(D) 92.

05. (MP/SP – Auxiliar de Promotoria I – Administrativo – VUNESP/2014) Para ir de sua casa à


3
escola, Zeca percorre uma distância igual a da distância percorrida na volta, que é feita por um trajeto
4
7
diferente. Se a distância percorrida por Zeca para ir de sua casa à escola e dela voltar é igual a 5 de um
quilômetro, então a distância percorrida por Zeca na ida de sua casa à escola corresponde, de um
quilômetro, a
2
(A) 3

3
(B) 4

1
(C)
2

4
(D)
5

3
(E) 5

06. (TJ/SP - AUXILIAR DE SAÚDE JUDICIÁRIO - AUXILIAR EM SAÚDE BUCAL – VUNESP/2013)


Para numerar as páginas de um livro, uma impressora gasta 0,001 mL por cada algarismo impresso. Por
exemplo, para numerar as páginas 7, 58 e 290 gasta-se, respectivamente, 0,001 mL, 0,002 mL e 0,003
mL de tinta. O total de tinta que será gasto para numerar da página 1 até a página 1 000 de um livro, em
mL, será
(A) 1,111.
(B) 2,003.
(C) 2,893.
(D) 1,003.
(E) 2,561.

07. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) Um funcionário de uma


empresa deve executar uma tarefa em 4 semanas. Esse funcionário executou 3/8 da tarefa na 1a semana.
Na 2 a semana, ele executou 1/3 do que havia executado na 1a semana. Na 3a e 4a semanas, o
funcionário termina a execução da tarefa e verifica que na 3a semana executou o dobro do que havia
executado na 4 a semana. Sendo assim, a fração de toda a tarefa que esse funcionário executou na 4ª
semana é igual a
(A) 5/16.
(B) 1/6.
(C) 8/24.
(D)1/ 4.
(E) 2/5.

08. (Sabesp/SP – Agente de Saneamento Ambiental – FCC/2014) Somando-se certo número


positivo x ao numerador, e subtraindo-se o mesmo número x do denominador da fração 2/3 obtém-se
como resultado, o número 5. Sendo assim, x é igual a
(A) 52/25.

22
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(B) 13/6.
(C) 7/3.
(D) 5/2.
(E) 47/23.

09. (METRÔ – Assistente Administrativo Júnior – FCC/2014) Quatro números inteiros serão
sorteados. Se o número sorteado for par, ele deve ser dividido por 2 e ao quociente deve ser acrescido
17. Se o número sorteado for ímpar, ele deve ser dividido por seu maior divisor e do quociente deve ser
subtraído 15. Após esse procedimento, os quatro resultados obtidos deverão ser somados. Sabendo que
os números sorteados foram 40, 35, 66 e 27, a soma obtida ao final é igual a
(A) 87.
(B) 59.
(C) 28.
(D) 65.
(E) 63.

10. (UNESP – Assistente de Informática I – VUNESP/2014) O valor de uma aposta em certa loteria
foi repartido em cotas iguais. Sabe-se que a terça parte das cotas foi dividida igualmente entre Alex e
Breno, que Carlos ficou com a quarta parte das cotas, e que Denis ficou com as 5 cotas restantes. Essa
aposta foi premiada com um determinado valor, que foi repartido entre eles de forma diretamente
proporcional ao número de cotas de cada um. Dessa forma, se Breno recebeu R$ 62.000,00, então Carlos
recebeu
(A) R$ 74.000,00.
(B) R$ 93.000,00.
(C) R$ 98.000,00.
(D) R$ 102.000,00.
(E) R$ 106.000,00.

Respostas

01. Resposta: D.
Pontuação atual = 2 . partida anterior – 15
* 4ª partida: 3791 = 2.x – 15
2.x = 3791 + 15
x = 3806 / 2
x = 1903

* 3ª partida: 1903 = 2.x – 15


2.x = 1903 + 15
x = 1918 / 2
x = 959

* 2ª partida: 959 = 2.x – 15


2.x = 959 + 15
x = 974 / 2
x = 487
* 1ª partida: 487 = 2.x – 15
2.x = 487 + 15
x = 502 / 2
x = 251
Portanto, a soma dos algarismos da 1ª partida é 2 + 5 + 1 = 8.

02. Resposta: C.
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.

03. Resposta: A.

23
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
3 1 3−2 1
− = = = 0,25
4 2 4 4

04. Resposta: D.
Vamos chamar as retiradas de r, s e w: e de T o total de lâmpadas.
Precisamos calcular os múltiplos de 3, 5 e de 7, separando um múltiplo menor do que 100 que sirva
nas três equações abaixo:
De 3 em 3: 3 . r + 2 = Total
De 5 em 5: 5 . s + 2 = Total
De 7 em 7: 7 . w + 1 = Total
Primeiramente, vamos calcular o valor de w, sem que o total ultrapasse 100:
7 . 14 + 1 = 99, mas 3 . r + 2 = 99 vai dar que r = 32,333... (não convém)
7 . 13 + 1 = 92, e 3 . r + 2 = 92 vai dar r = 30 e 5 . s + 2 = 92 vai dar s = 18.

05. Resposta: E.
Ida + volta = 7/5 . 1
3 7
4
.𝑥 + 𝑥 = 5

5.3𝑥+ 20𝑥=7.4
20

15𝑥 + 20𝑥 = 28
35𝑥 = 28
28
𝑥 = 35 (: 7/7)

4
𝑥= (volta)
5

3 4 3
Ida: 4 . 5 = 5

06. Resposta: C.
1 a 9 = 9 algarismos = 0,0019 = 0,009 ml
De 10 a 99, temos que saber quantos números tem.
99 – 10 + 1 = 90.
OBS: soma 1, pois quanto subtraímos exclui-se o primeiro número.
90 números de 2 algarismos: 0,00290 = 0,18ml
De 100 a 999
999 – 100 + 1 = 900 números
9000,003 = 2,7 ml
1000 = 0,004ml
Somando: 0,009 + 0,18 + 2,7 + 0,004 = 2,893

07. Resposta: B.
Tarefa: x
Primeira semana: 3/8x
1 3 1
2 semana:3 ∙ 8 𝑥 = 8 𝑥
3 1 4 1
1ª e 2ª semana:8 𝑥 + 8 𝑥 = 8 𝑥 = 2 𝑥
Na 3ª e 4ª semana devem ser feito a outra metade.
3ªsemana: 2y
4ª semana: y
1
2𝑦 + 𝑦 = 2 𝑥
1
3𝑦 = 2 𝑥
1
𝑦 = 6𝑥

08. Resposta: B.

24
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2+𝑥
=5
3−𝑥
15 − 5𝑥 = 2 + 𝑥
6𝑥 = 13
13
𝑥=
6

09. Resposta: B.
* número 40: é par.
40 / 2 + 17 = 20 + 17 = 37
* número 35: é ímpar.
Seu maior divisor é 7.
35 / 35 – 15 = 1 – 15 = – 14
* número 66: é par.
66 / 2 + 17 = 33 + 17 = 50
* número 27: é ímpar.
Seu maior divisor é 27.
27 / 27 – 15 = 1 – 15 = – 14
* Por fim, vamos somar os resultados:
37 – 14 + 50 – 14 = 87 – 28 = 59

10. Resposta: B.
Vamos chamar o valor de cada cota de ( x ). Assim:
* Breno:
𝟏 𝟏
. . 𝒙 = 𝟔𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟐 𝟑

𝟏
. 𝒙 = 𝟔𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟔

x = 62000 . 6
x = R$ 372000,00
* Carlos:
𝟏
. 𝟑𝟕𝟐𝟎𝟎𝟎 = 𝑹$ 𝟗𝟑𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
𝟒

Referências
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática Elementar – Vol. 01 – Conjuntos e Funções
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único

2 – Sistema legal de medidas

SISTEMA MÉTRICO DECIMAL E NÃO DECIMAL

 Sistema de Medidas Decimais

Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas relações entre
si. O sistema métrico decimal é hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela seguinte,

25
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
listamos as unidades de medida de comprimento do sistema métrico. A unidade fundamental é o metro,
porque dele derivam as demais.

Unidades de Comprimento e suas Transformações

Nomenclatura:
km – Quilômetro
hm – hectômetro
dam – decâmetro
m – metro
dm – decímetro
cm – centímetro
mm - milímetro

Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que o sistema
tenha um padrão: cada unidade vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.

E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é muito usado
com o nome popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são
o quilômetro quadrado, o metro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades
rurais com o nome de hectare (há): 1 hm2 = 1 há.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10
vezes, como nos comprimentos. Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100
= 102.
Existem outras unidades de medida mas que não pertencem ao sistema métrico decimal. Vejamos
as relações entre algumas essas unidades e as do sistema métrico decimal (valores aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros

Unidades de Área / Superfície e suas Transformações

A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento acrescidas de quadrado.

Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km 3), hectômetro
cúbico (hm3), etc. Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor
seguinte. Como 1000 = 103, o sistema continua sendo decimal.

26
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Unidades de Volume e suas Transformações

A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um tanque é
de 7.000 litros, dizemos que essa é a capacidade do tanque. A unidade fundamental para medir
capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.

Unidades de Capacidade e suas Transformações

Nomenclatura:
Kl – Quilolitro
hl – hectolitro
dal - decalitro
l – litro
dl – decilitro
cl – centilitro
ml - mililitro

O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o
grama(g).

Unidades de Massa e suas Transformações

Nomenclatura:
Kg – Quilograma
hg – hectograma
dag – decagrama
g – grama
dg – decigrama
cg – centigrama
mg – miligrama

27
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda
a tonelada (t).
Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g

Relações entre unidades:

Temos que:
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l

 Não Decimais

Medidas de Tempo (Hora) e suas Transformações

Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais conhecido.
A unidade utilizada como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.

1h  60 minutos  3 600 segundos

Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.

Exemplo:
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos, quantos minutos indica 0,3 horas?

1 hora 60 minutos
0,3 x

Efetuando temos: 0,3 . 60 = 1. x  x = 18 minutos. Concluímos que 0,3horas = 18 minutos.

- Adição e Subtração de Medida de tempo

Ao adicionarmos ou subtrairmos medidas de tempo, precisamos estar atentos as unidades. Vejamos


os exemplos:

A) 1 h 50 min + 30 min

28
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Observe que ao somar 50+30, obtemos 80 minutos, como sabemos que 1 hora tem 60 minutos, temos,
então acrescentamos a hora +1, e subtraímos 80 – 60 = 20 minutos, é o que resta nos minutos:

Logo o valor encontrado é de 2 h 20 min.

B) 2 h 20 min – 1 h 30 min

Observe que não podemos subtrair 20 min de 30 min, então devemos passar uma hora (+1) dos 2
para a coluna minutos.

Então teremos novos valores para fazermos nossa subtração, 20+60 = 80:

Logo o valor encontrado é de 50 min.

Medidas de Ângulos e suas


Transformações

Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau.
Na astronomia, na cartografia e na navegação são necessárias medidas inferiores a 1º. Temos, então:

29
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)
1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)

Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é claro, os mesmos do sistema de tempo – hora,
minuto e segundo. Há uma coincidência de nomes, mas até os símbolos que os indicam são diferentes:

1h 32min 24s é um intervalo de tempo ou um instante do dia.


1º 32’ 24” é a medida de um ângulo.

Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora – minuto – segundo são similares a cálculos no sistema
grau – minuto – segundo, embora esses sistemas correspondam a grandezas distintas.

Questões

01. (MP/SP – Auxiliar de Promotoria I – Administrativo – VUNESP/2014) O suco existente em uma


3
jarra preenchia 4 da sua capacidade total. Após o consumo de 495 mL, a quantidade de suco restante na
1
jarra passou a preencher 5 da sua capacidade total. Em seguida, foi adicionada certa quantidade de suco
na jarra, que ficou completamente cheia. Nessas condições, é correto afirmar que a quantidade de suco
adicionada foi igual, em mililitros, a
(A) 580.
(B) 720.
(C) 900.
(D) 660.
(E) 840.

02. (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM SAÚDE NM – AOCP/2014) Joana levou 3 horas
e 53 minutos para resolver uma prova de concurso, já Ana levou 2 horas e 25 minutos para resolver a
mesma prova. Comparando o tempo das duas candidatas, qual foi a diferença encontrada?
(A) 67 minutos.
(B) 75 minutos.
(C) 88 minutos.
(D) 91 minutos.
(E) 94 minutos.

03. (SAAE/SP – Auxiliar de Manutenção Geral – VUNESP/2014) A tabela a seguir mostra o tempo,
aproximado, que um professor leva para elaborar cada questão de matemática.

Questão (dificuldade) Tempo (minutos)


Fácil 8
Média 10
Difícil 15
Muito difícil 20

O gráfico a seguir mostra o número de questões de matemática que ele elaborou.

O tempo, aproximado, gasto na elaboração dessas questões foi

30
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 4h e 48min.
(B) 5h e 12min.
(C) 5h e 28min.
(D) 5h e 42min.
(E) 6h e 08min.

04. (CEFET – Auxiliar em Administração – CESGRANRIO/2014) Para obter um bom acabamento,


um pintor precisa dar duas demãos de tinta em cada parede que pinta. Sr. Luís utiliza uma tinta de
secagem rápida, que permite que a segunda demão seja aplicada 50 minutos após a primeira. Ao terminar
a aplicação da primeira demão nas paredes de uma sala, Sr. Luís pensou: “a segunda demão poderá ser
aplicada a partir das 15h 40min.”
Se a aplicação da primeira demão demorou 2 horas e 15 minutos, que horas eram quando Sr. Luís
iniciou o serviço?
(A) 12h 25 min
(B) 12h 35 min
(C) 12h 45 min
(D) 13h 15 min
(E) 13h 25 min

05. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Em uma casa há um filtro de barro que contém,
no início da manhã, 4 litros de água. Desse filtro foram retirados 800 mL para o preparo da comida e meio
litro para consumo próprio. No início da tarde, foram colocados 700 mL de água dentro desse filtro e, até
o final do dia, mais 1,2 litros foram utilizados para consumo próprio. Em relação à quantidade de água
que havia no filtro no início da manhã, pode-se concluir que a água que restou dentro dele, no final do
dia, corresponde a uma porcentagem de
(A) 60%.
(B) 55%.
(C) 50%.
(D) 45%.
(E) 40%.

06. (UFPE – Assistente em Administração – COVEST/2014) Admita que cada pessoa use,
semanalmente, 4 bolsas plásticas para embrulhar suas compras, e que cada bolsa é composta de 3 g de
plástico. Em um país com 200 milhões de pessoas, quanto plástico será utilizado pela população em um
ano, para embrulhar suas compras? Dado: admita que o ano é formado por 52 semanas. Indique o valor
mais próximo do obtido.
(A) 108 toneladas
(B) 107 toneladas
(C) 106 toneladas
(D) 105 toneladas
(E) 104 toneladas

07. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Uma chapa de alumínio com 1,3 m2 de área
será totalmente recortada em pedaços, cada um deles com 25 cm 2 de área. Supondo que não ocorra
nenhuma perda durante os cortes, o número de pedaços obtidos com 25 cm2 de área cada um, será:
(A) 52000.
(B) 5200.
(C) 520.
(D) 52.
(E) 5,2.

08. (CLIN/RJ - Gari e Operador de Roçadeira - COSEAC/2015) Uma peça de um determinado tecido
tem 30 metros, e para se confeccionar uma camisa desse tecido são necessários 15 decímetros. Com
duas peças desse tecido é possível serem confeccionadas:
(A) 10 camisas
(B) 20 camisas
(C) 40 camisas
(D) 80 camisas

31
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
09. (CLIN/RJ - Gari e Operador de Roçadeira - COSEAC/2015) Um veículo tem capacidade para
transportar duas toneladas de carga. Se a carga a ser transportada é de caixas que pesam 4 quilogramas
cada uma, o veículo tem capacidade de transportar no máximo:
(A) 50 caixas
(B) 100 caixas
(C) 500 caixas
(D) 1000 caixas

10. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Um trecho de uma estrada com 5,6 km de
3
comprimento está sendo reparado. A empresa A, responsável pelo serviço, já concluiu 7 do total a ser
2
reparado e, por motivos técnicos, 5 do trecho que ainda faltam reparar serão feitos por uma empresa B.
O número total de metros que a empresa A ainda terá que reparar é
(A) 1920.
(B) 1980.
(C) 2070.
(D) 2150.
(E) 2230.

Respostas

01. Resposta: B.
Vamos chamar de x a capacidade total da jarra. Assim:
3 1
4
. 𝑥 − 495 = 5 . 𝑥

3 1
4
.𝑥 − 5
. 𝑥 = 495

5.3.𝑥 − 4.𝑥=20.495
20

15x – 4x = 9900
11x = 9900
x = 9900 / 11
x = 900 mL (capacidade total)
Como havia 1/5 do total (1/5 . 900 = 180 mL), a quantidade adicionada foi de 900 – 180 = 720 mL

02. Resposta: C.

Como 1h tem 60 minutos.


Então a diferença entre as duas é de 60+28=88 minutos.

03. Resposta: D.
T = 8 . 4 + 10 . 6 + 15 . 10 + 20 . 5 =
= 32 + 60 + 150 + 100 = 342 min
Fazendo: 342 / 60 = 5 h, com 42 min (resto)

04. Resposta: B.
15 h 40 – 2 h 15 – 50 min = 12 h 35min

05. Resposta: B.
4 litros = 4000 ml; 1,2 litros = 1200 ml; meio litro = 500 ml
4000 – 800 – 500 + 700 – 1200 = 2200 ml (final do dia)

Utilizaremos uma regra de três simples:

32
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
ml %
4000 ------- 100
2200 ------- x
4000.x = 2200 . 100 x = 220000 / 4000 = 55%

06. Resposta: D.
4 . 3 . 200000000 . 52 = 1,248 . 1011 g = 1,248 . 105 t

07. Resposta: C.
1,3 m2 = 13000 cm2 (.1000)
13000 / 25 = 520 pedaços

08. Resposta: C.
Como eu quero 2 peças desse tecido e 1 peça possui 30 metros logo:
30 . 2 = 60 m. Temos que trabalhar com todas na mesma unidade: 1 m é 10dm assim temos 60m . 10
= 600 dm, como cada camisa gasta um total de 15 dm, temos então:
600/15 = 40 camisas.

09. Resposta: C.
Uma tonelada(ton) é 1000 kg, logo 2 ton. 1000kg= 2000 kg
Cada caixa pesa 4kg  2000 kg/ 4kg = 500 caixas.

10. Resposta: A.
Primeiramente, vamos transformar Km em metros: 5,6 Km = 5600 m (.1000)
7 3 4 4 4.5600
Faltam 7 − 7 = 7 do total, ou seja, 7 𝑑𝑒 5600 = 7 = 3200𝑚
2 2.3200
A empresa B vai reparar 5 𝑑𝑒 3200 = 5 = 1280𝑚
Então, a empresa A vai reparar 3200 – 1280 = 1920m

3 - Razões e proporções.

RAZÃO

É o quociente entre dois números (quantidades, medidas, grandezas).


Sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a para b:
𝑎
𝑜𝑢 𝑎: 𝑏 , 𝑐𝑜𝑚 𝑏 ≠ 0
𝑏
Onde:

Exemplos:

1 - Em um vestibular para o curso de marketing, participaram 3600 candidatos para 150 vagas. A razão
entre o número de vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de

33
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 150 1
= =
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑡𝑜𝑠 3600 24

Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.

2 - Em um processo seletivo diferenciado, os candidatos obtiveram os seguintes resultados:


− Alana resolveu 11 testes e acertou 5
− Beatriz resolveu 14 testes e acertou 6
− Cristiane resolveu 15 testes e acertou 7
− Daniel resolveu 17 testes e acertou 8
− Edson resolveu 21 testes e acertou 9
O candidato contratado, de melhor desempenho, (razão de acertos para número de testes), foi:

5
𝐴𝑙𝑎𝑛𝑎: = 0,45
11
6
𝐵𝑒𝑎𝑡𝑟𝑖𝑧: 14 = 0,42
7
𝐶𝑟𝑖𝑠𝑡𝑖𝑎𝑛𝑒: 15 = 0,46
8
𝐷𝑎𝑛𝑖𝑒𝑙: 17 = 0,47

9
𝐸𝑑𝑠𝑜𝑛: = 0,42
21

Daniel teve o melhor desempenho.

- Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza, essas devem ser expressas na mesma
unidade.

- Razões Especiais

Escala  Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias muito grandes de forma reduzida, então
utilizamos a escala, que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas na mesma unidade).
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚𝑎𝑝𝑎
𝐸=
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙

Velocidade média  É a razão entre a distância percorrida e o tempo total de percurso. As unidades
utilizadas são km/h, m/s, entre outras.
𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎
𝑉=
𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙

Densidade É a razão entre a massa de um corpo e o seu volume. As unidades utilizadas são g/cm³,
kg/m³, entre outras.
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
𝐷=
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜

PROPORÇÃO

É uma igualdade entre duas razões.


𝑎 𝑐 𝑎 𝑐
Dada as razões 𝑏 e 𝑑 , à setença de igualdade 𝑏
= 𝑑 chama-se proporção.
Onde:

Exemplo:

34
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1 - O passageiro ao lado do motorista observa o painel do veículo e vai anotando, minuto a minuto, a
distância percorrida. Sua anotação pode ser visualizada na tabela a seguir:

Distância percorrida (em km) 2 4 6 8 ...


Tempo gasto (em min) 1 2 3 4 ...

Nota-se que a razão entre a distância percorrida e o tempo gasto para percorrê-la é sempre igual a 2:

2 4 6 8
=2; =2 ; =2 ; =2
1 2 3 4
Então:

2 4 6 8
= = =
1 2 3 4

Dizemos que os números da sucessão (2,4,6,8,...) são diretamente proporcionais aos números da
sucessão (1,2,3,3,4,...).

- Propriedades da Proporção

1 - Propriedade Fundamental

O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto é, a . d = b . c

Exemplo:
45 9
Na proporção = ,(lê-se: “45 esta para 30 , assim como 9 esta para 6.), aplicando a propriedade
30 6
fundamental , temos: 45.6 = 30.9 = 270

2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo), assim como a
soma dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).

𝑎 𝑐 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑


= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑

Exemplo:
2 6 2 + 3 6 + 9 5 15 2 + 3 6 + 9 5 15
= → = → = = 30 𝑜𝑢 = → = = 45
3 9 2 6 2 6 3 9 3 9

3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o primeiro (ou para o segundo termo), assim
como a diferença entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).

𝑎 𝑐 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑


= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑

Exemplo:
2 6 2 − 3 6 − 9 −1 −3 2 − 3 6 − 9 −1 −3
= → = → = = −6 𝑜𝑢 = → = = −9
3 9 2 6 2 6 3 9 3 9

4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes, assim como cada antecedente está
para o seu consequente.

𝑎 𝑐 𝑎+𝑐 𝑎 𝑎+𝑐 𝑐
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏+𝑑 𝑏 𝑏+𝑑 𝑑

Exemplo:
2 6 2+6 2 8 2 2+6 6 8 6
= → = → = = 24 𝑜𝑢 = → = = 72
3 9 3+9 3 12 3 3+9 9 12 9

35
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos consequentes, assim como cada
antecedente está para o seu consequente.
𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑎−𝑐 𝑐
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑏−𝑑 𝑑

Exemplo:
6 2 6−2 6 4 6 6−2 2 4 2
= → = → = = 36 𝑜𝑢 = → = = 12
9 3 9−3 9 6 9 9−3 3 6 3

- Problemas envolvendo razão e proporção

1 - Em uma fundação, verificou-se que a razão entre o número de atendimentos a usuários internos e
o número de atendimento total aos usuários (internos e externos), em um determinado dia, nessa ordem,
foi de 3/5. Sabendo que o número de usuários externos atendidos foi 140, pode-se concluir que, no total,
o número de usuários atendidos foi:
A) 84
B) 100
C) 217
D) 280
E) 350

Resolução:
Usuários internos: I
Usuários externos : E
𝐼 3 𝐼
= = , usando o produto dos meios pelos extremos temos 
𝐼+𝐸 5 𝐼+140

5I = 3I + 420 2I = 420  I = 210

I + E = 210 + 140 = 350


Resposta “E”

2 – Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram aprovadas 1800. A razão do número de


candidatos aprovados para o total de candidatos participantes do concurso é:
A) 2/3
B) 3/5
C) 5/10
D) 2/7
E) 6/7

Resolução:

Resposta “B”

3 - Em um dia de muita chuva e trânsito caótico, 2/5 dos alunos de certa escola chegaram atrasados,
sendo que 1/4 dos atrasados tiveram mais de 30 minutos de atraso. Sabendo que todos os demais alunos
chegaram no horário, pode-se afirmar que nesse dia, nessa escola, a razão entre o número de alunos
que chegaram com mais de 30 minutos de atraso e número de alunos que chegaram no horário, nessa
ordem, foi de:
A) 2:3
B) 1:3
C) 1:6
D) 3:4
E) 2:5

36
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Resolução:
Se 2/5 chegaram atrasados
2 3
1 − = 𝑐ℎ𝑒𝑔𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟á𝑟𝑖𝑜
5 5
2 1 1
∙ = 𝑡𝑖𝑣𝑒𝑟𝑎𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 30 𝑚𝑖𝑛𝑢𝑡𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑜
5 4 10
1
𝑡𝑖𝑣𝑒𝑟𝑎𝑚 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑑𝑒 30 min 𝑑𝑒 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑜 10
𝑟𝑎𝑧ã𝑜 = =
𝑐ℎ𝑒𝑔𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟á𝑟𝑖𝑜 3
5
1 5 1
𝑟𝑎𝑧ã𝑜 = ∙ = 𝑜𝑢 1: 6
10 3 6

Resposta “C”

Questões

01. (SEPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015) Em uma ação policial, foram apreendidos
1 traficante e 150 kg de um produto parecido com maconha. Na análise laboratorial, o perito constatou
que o produto apreendido não era maconha pura, isto é, era uma mistura da Cannabis sativa com outras
ervas. Interrogado, o traficante revelou que, na produção de 5 kg desse produto, ele usava apenas 2 kg
da Cannabis sativa; o restante era composto por várias “outras ervas”. Nesse caso, é correto afirmar
que, para fabricar todo o produto apreendido, o traficante usou
(A) 50 kg de Cannabis sativa e 100 kg de outras ervas.
(B) 55 kg de Cannabis sativa e 95 kg de outras ervas.
(C) 60 kg de Cannabis sativa e 90 kg de outras ervas.
(D) 65 kg de Cannabis sativa e 85 kg de outras ervas.
(E) 70 kg de Cannabis sativa e 80 kg de outras ervas.

02. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMARUÍ/2014) De cada dez alunos de uma
sala de aula, seis são do sexo feminino. Sabendo que nesta sala de aula há dezoito alunos do sexo
feminino, quantos são do sexo masculino?
(A) Doze alunos.
(B) Quatorze alunos.
(C) Dezesseis alunos.
(D) Vinte alunos.

03. (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP/2014) Foram construídos dois reservatórios de


água. A razão entre os volumes internos do primeiro e do segundo é de 2 para 5, e a soma desses
volumes é 14m³. Assim, o valor absoluto da diferença entre as capacidades desses dois reservatórios,
em litros, é igual a
(A) 8000.
(B) 6000.
(C) 4000.
(D) 6500.
(E) 9000.

04. (EBSERH/ HUPAA-UFAL - Técnico em Informática – IDECAN/2014) Entre as denominadas


razões especiais encontram-se assuntos como densidade demográfica, velocidade média, entre outros.
Supondo que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo seja de 430 km e que um ônibus, fretado para
uma excursão, tenha feito este percurso em 5 horas e 30 minutos. Qual foi a velocidade média do ônibus
durante este trajeto, aproximadamente, em km/h?
(A) 71 km/h
(B) 76 km/h
(C) 78 km/h
(D) 81 km/h
(E) 86 km/h.

37
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
05. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Um restaurante comprou pacotes de
guardanapos de papel, alguns na cor verde e outros na cor amarela, totalizando 144 pacotes. Sabendo
que a razão entre o número de pacotes de guardanapos na cor verde e o número de pacotes de
5
guardanapos na cor amarela, nessa ordem, é 7, então, o número de pacotes de guardanapos na cor
amarela supera o número de pacotes de guardanapos na cor verde em
(A) 22.
(B) 24.
(C) 26.
(D) 28.
(E) 30.

06. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Uma gráfica produz blocos de papel em dois
tamanhos diferentes: médios ou pequenos e, para transportá-los utiliza caixas que comportam
exatamente 80 blocos médios. Sabendo que 2 blocos médios ocupam exatamente o mesmo espaço que
5 blocos pequenos, então, se em uma caixa dessas forem colocados 50 blocos médios, o número de
blocos pequenos que poderão ser colocados no espaço disponível na caixa será:
(A) 60.
(B) 70.
(C) 75.
(D) 80.
(E) 85.

07. (FUNDUNESP – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2014) Em uma edição de março de 2013,


um telejornal apresentou uma reportagem com o título “Um em cada quatro jovens faz ou já fez trabalho
voluntário no Brasil”. Com base nesse título, conclui-se corretamente que a razão entre o número de
jovens que fazem ou já fizeram trabalho voluntário no Brasil e o número de jovens que não fazem parte
desse referido grupo é
3
(A) 4

2
(B)
3

1
(C) 2

1
(D)
3

1
(E) 4

08. (SAAE/SP – Auxiliar de Manutenção Geral – VUNESP/2014) Uma cidade A, com 120 km de
vias, apresentava, pela manhã, 51 km de vias congestionadas. O número de quilômetros de vias
congestionadas numa cidade B, que tem 280 km de vias e mantém a mesma proporção que na cidade A,
é
(A) 119 km.
(B) 121 km.
(C) 123 km.
(D) 125 km.
(E) 127 km.

09. (FINEP – Assistente – Apoio administrativo – CESGRANRIO/2014) Maria tinha 450 ml de tinta
vermelha e 750 ml de tinta branca. Para fazer tinta rosa, ela misturou certa quantidade de tinta branca
com os 450 ml de tinta vermelha na proporção de duas partes de tinta vermelha para três partes de tinta
branca.
Feita a mistura, quantos ml de tinta branca sobraram?
(A) 75
(B) 125
(C) 175
(D) 375

38
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(E) 675

10. (MP/SP – Auxiliar de Promotoria I – Administrativo – VUNESP/2014) A medida do comprimento


de um salão retangular está para a medida de sua largura assim como 4 está para 3. No piso desse salão,
foram colocados somente ladrilhos quadrados inteiros, revestindo-o totalmente. Se cada fileira de
ladrilhos, no sentido do comprimento do piso, recebeu 28 ladrilhos, então o número mínimo de ladrilhos
necessários para revestir totalmente esse piso foi igual a
(A) 588.
(B) 350.
(C) 454.
(D) 476.
(E) 382.
Respostas

01. Resposta: C.
O enunciado fornece que a cada 5kg do produto temos que 2kg da Cannabis sativa e os demais outras
2
ervas. Podemos escrever em forma de razão 5, logo :

2
. 150 = 60𝑘𝑔 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑛𝑛𝑎𝑏𝑖𝑠 𝑠𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 ∴ 150 − 60 = 90𝑘𝑔 𝑑𝑒 𝑜𝑢𝑡𝑟𝑎𝑠 𝑒𝑟𝑣𝑎𝑠
5

02. Resposta: A.
6
Como 6 são do sexo feminino, 4 são do sexo masculino (10-6 = 4) .Então temos a seguinte razão: 4

6 18
=  6x = 72  x = 12
4 𝑥

03. Resposta: B.
Primeiro:2k
Segundo:5k
2k + 5k = 14
7k = 14
k=2
Primeiro: 2.2 = 4
Segundo5.2=10
Diferença: 10 – 4 = 6 m³

1m³------1000L
6--------x
x = 6000 l

04. Resposta: C.
5h30 = 5,5h, transformando tudo em hora e suas frações.

430
= 78,18 𝑘𝑚/ℎ
5,5

05. Resposta: B.
Vamos chamar a quantidade de pacotes verdes de (v) e, a de amarelos, de (a). Assim:
v + a = 144 , ou seja, v = 144 – a ( I )
𝑣 5
= , ou seja, 7.v = 5.a ( II )
𝑎 7

Vamos substituir a equação ( I ) na equação ( II ):


7 . (144 – a) = 5.a
1008 – 7a = 5a
– 7a – 5a = – 1008 . (– 1)

39
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
12a = 1008
a = 1008 / 12
a = 84 amarelos
Assim: v = 144 – 84 = 60 verdes
Supera em: 84 – 60 = 24 guardanapos.

06. Resposta: C.
Chamemos de (m) a quantidade de blocos médios e de (p) a quantidade de blocos pequenos.
𝑚 2
= , ou seja , 2p = 5m
𝑝 5

- 80 blocos médios correspondem a:


2p = 5.80  p = 400 / 2  p = 200 blocos pequenos
- Já há 50 blocos médios: 80 – 50 = 30 blocos médios (ainda cabem).
2p = 5.30  p = 150 / 2  p = 75 blocos pequenos

07. Resposta: D.
Jovens que fazem ou fizeram trabalho voluntário: 1 / 4
Jovens que não fazem trabalho voluntário: 3 / 4

1
1.4 1
𝑅𝑎𝑧ã𝑜 = 4 = =
3 3.4 3
4

08. Resposta: A.
51 𝑥
=
120 280

120.x = 51 . 280  x = 14280 / 120  x = 119 km

09. Resposta: A.
2 450
3
= 𝑥

2x = 450. 3  x = 1350 / 2  x = 675 ml de tinta branca


Sobraram: 750 ml – 675 ml = 75 ml

10. Resposta: A.
𝐶 4
= , que fica 4L = 3C
𝐿 3

Fazendo C = 28 e substituindo na proporção, temos:

28 4
=
𝐿 3

4L = 28 . 3  L = 84 / 4  L = 21 ladrilhos
Assim, o total de ladrilhos foi de 28 . 21 = 588

Referências
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
[Link]

40
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4 - Divisão proporcional.

DIVISÃO PROPORCIONAL

Uma forma de divisão no qual determinam-se valores(a,b,c,..) que, divididos por quocientes(x,y,z..)
previamente determinados, mantêm-se uma razão que não tem variação.

 Divisão Diretamente Proporcional

- Divisão em duas partes diretamente proporcionais

Para decompor um número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a p e q, montamos um


sistema com duas equações e duas incógnitas, de modo que a soma das partes seja A+B=M, mas

𝐴 𝐵
=
𝑝 𝑞

A solução segue das propriedades das proporções:


𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀
= = = =𝑲
𝑝 𝑞 𝑝+𝑞 𝑝+𝑞

O valor de K é que proporciona a solução pois: A = K.p e B = K.q

Exemplos:

1 – Para decompor o número 200 em duas partes A e B diretamente proporcionais a 2 e 3, montaremos


o sistema de modo que A+B=200, cuja solução segue de:

𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 200
= = = = 𝟒𝟎
2 3 5 5

Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 40.2 = 80 e B=40.3 = 120

41
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2 - Determinar números A e B diretamente proporcionais a 8 e 3, sabendo-se que a diferença entre
eles é 40. Para resolver este problema basta tomar A-B=40 e escrever:

𝐴 𝐵 𝐴 − 𝐵 40
= = = =𝟖
8 3 5 5

Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 8.8 = 64 e B = 8.3 = 24

3 – Repartir dinheiro proporcionalmente às vezes dá até briga. Os mais altos querem que seja divisão
proporcional à altura. Os mais velhos querem que seja divisão proporcional à idade. Nesse caso, Roberto
com 1,75 m e 25 anos e Mônica, sua irmã, com 1,50 m e 20 anos precisavam dividir proporcionalmente
a quantia de R$ 29.250,00. Decidiram, no par ou ímpar, quem escolheria um dos critérios: altura ou idade.
Mônica ganhou e decidiu a maneira que mais lhe favorecia. O valor, em reais, que Mônica recebeu a mais
do que pela divisão no outro critério, é igual a
A) 500.
B) 400.
C) 300.
D) 250.
E) 50.
Resolução:
Pela altura:
R+M=29250
𝑅 𝑀 29250 29250
+ = = = 9000
1,75 1,50 1,75 + 1,5 3,25

Mônica:1,5.9000=13500
Pela idade:
𝑅 𝑀 29250
+ = = 650
25 20 45
Mônica:20.650 = 13000
13500 – 13000 = 500
Resposta A

- Divisão em várias partes diretamente proporcionais

Para decompor um número M em partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-
se montar um sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas x1 + x2 + ... + xn= M e p1 + p2 + ...
+ pn = P.
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛

A solução segue das propriedades das proporções:


𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 𝑀
= =⋯= = = =𝑲
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 + 𝑝2 + ⋯ 𝑝𝑛 𝑃

Observa-se que partimos do mesmo princípio da divisão em duas partes proporcionais.

Exemplos:

1 – Para decompor o número 240 em três partes A, B e C diretamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-


se montar um sistema com 3 equações e 3 incógnitas tal que A + B + C = 240 e 2 + 4 + 6 = P. Assim:

42
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 240
= = = = = 𝟐𝟎
2 4 6 𝑃 12

Logo: A = 20.2 = 40; B = 20.4 = 80 e C = 20.6 =120

2 - Determinar números A, B e C diretamente proporcionais a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C =


480
A solução segue das propriedades das proporções:

𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 480
= = = = = −𝟔𝟎
2 4 6 2𝑥2 + 3𝑥4 − 4𝑥6 −8

Logo: A = - 60.2 = -120 ; B = - 60.4 = - 240 e C = - 60.6 = - 360.


Também existem proporções com números negativos.

 Divisão Inversamente Proporcional

- Divisão em duas partes inversamente proporcionais

Para decompor um número M em duas partes A e B inversamente proporcionais a p e q, deve-se


decompor este número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a 1/p e 1/q, que são,
respectivamente, os inversos de p e q.
Assim basta montar o sistema com duas equações e duas incógnitas tal que A+B=M. Desse modo:

𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞

O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B = K/q.

Exemplos:

1 – Para decompor o número 120 em duas partes A e B inversamente proporcionais a 2 e 3, deve-se


montar o sistema tal que A+B=120, de modo que:

𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 120 120.2.3


= = = = = 144
1/2 1/3 1/2 + 1/3 5/6 5

Assim A = K/p  A = 144/2 = 72 e B = K/q  B = 144/3 = 48

2 - Determinar números A e B inversamente proporcionais a 6 e 8, sabendo-se que a diferença entre


eles é 10. Para resolver este problema, tomamos A – B = 10. Assim:

43
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 10
= = = = 240
1/6 1/8 1/6 − 1/8 1/24

Assim A = K/p  A = 240/6 = 40 e B = K/q  B = 240/8 = 30

- Divisão em várias partes inversamente proporcionais

Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn,
basta decompor este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn.
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas, assume que x1 + x2 + ... + xn= M e além disso
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
1/𝑝1 1/𝑝2 1/𝑝𝑛

Cuja solução segue das propriedades das proporções:


𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 𝑀
= =⋯= = = =𝑲
1/𝑝1 1/𝑝2 1 1 1 1 1 1 1
+ +⋯ + + ⋯+
𝑝𝑛 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛

Exemplos:

1-Para decompor o número 220 em três partes A, B e C inversamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-


se montar um sistema com 3 equações e 3 incógnitas, de modo que A + B + C = 220. Desse modo:

𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 220
= = = = = 240
1/2 1/4 1/6 1/2 + 1/4 + 1/6 11/12

A solução é A = K/p1  A = 240/2 = 120, B = K/p2  B = 240/4 = 60 e C = K/p3  C = 240/6 = 40

2-Para obter números A, B e C inversamente proporcionais a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C =


20, devemos montar as proporções:

𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 120
= = = = =
1/2 1/4 1/6 2/2 + 3/4 − 4/6 13/12 13

logo A = 60/13, B = 30/13 e C = 20/13


Existem proporções com números fracionários!

 Divisão em partes direta e inversamente proporcionais

- Divisão em duas partes direta e inversamente proporcionais

Para decompor um número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a, c e d e inversamente


proporcionais a p e q, deve-se decompor este número M em duas partes A e B diretamente proporcionais
a c/q e d/q, basta montar um sistema com duas equações e duas incógnitas de forma que A + B = M e
além disso:

44
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
𝑐/𝑝 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐. 𝑞 + 𝑝. 𝑑

O valor de K proporciona a solução pois: A = K.c/p e B = K.d/q.

Exemplos:

1 - Para decompor o número 58 em duas partes A e B diretamente proporcionais a 2 e 3, e,


inversamente proporcionais a 5 e 7, deve-se montar as proporções:

𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 58
= = = = 70
2/5 3/7 2/5 + 3/7 29/35

Assim A = K.c/p = (2/5).70 = 28 e B = K.d/q = (3/7).70 = 30

2 - Para obter números A e B diretamente proporcionais a 4 e 3 e inversamente proporcionais a 6 e 8,


sabendo-se que a diferença entre eles é 21. Para resolver este problema basta escrever que A – B = 21
resolver as proporções:

𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 21
= = = = 72
4/6 3/8 4/6 − 3/8 7/24

Assim A = K.c/p = (4/6).72 = 48 e B = K.d/q = (3/8).72 = 27

Divisão em n partes direta e inversamente proporcionais

Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn e
inversamente proporcionais a q1, q2, ..., qn, basta decompor este número M em n partes x1, x2, ..., xn
diretamente proporcionais a p1/q1, p2/q2, ..., pn/qn.
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas exige que x1 + x2 + ... + xn = M e além disso
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯=
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑝𝑛 /𝑞𝑛

45
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A solução segue das propriedades das proporções:
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥𝑛 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛
= =⋯= 𝑝 =𝑝 𝑝2 𝑝𝑛 = 𝑲
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑛 1
𝑞𝑛 𝑞1 + 𝑞2 + ⋯ + 𝑞𝑛

Exemplos:

1 - Para decompor o número 115 em três partes A, B e C diretamente proporcionais a 1, 2 e 3 e


inversamente proporcionais a 4, 5 e 6, deve-se montar um sistema com 3 equações e 3 incógnitas de
forma de A + B + C = 115 e tal que:

𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 115
= = = = = 100
1/4 2/5 3/6 1/4 + 2/5 + 3/6 23/20

logo A = K.p1/q1 = (1/4)100 = 25, B = K.p2/q2 = (2/5)100 = 40 e C = K.p3/q3 = (3/6)100 = 50

2 - Determinar números A, B e C diretamente proporcionais a 1, 10 e 2 e inversamente proporcionais


a 2, 4 e 5, de modo que 2A + 3B - 4C = 10.
A montagem do problema fica na forma:

𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 100
= = = = =
1/2 10/4 2/5 2/2 + 30/4 − 8/5 69/10 69

A solução é A = K.p1/q1 = 50/69, B = K.p2/q2 = 250/69 e C = K.p3/q3 = 40/69

 Problemas envolvendo Divisão Proporcional

[Link] famílias de duas irmãs, Alda e Berta, vivem na mesma casa e a divisão de despesas mensais é
proporcional ao número de pessoas de cada família. Na família de Alda são três pessoas e na de Berta,
cinco. Se a despesa, num certo mês foi de R$ 1.280,00, quanto pagou, em reais, a família de Alda?
A) 320,00
B) 410,00
C) 450,00
D) 480,00
E) 520,00
Resolução:
Alda: A = 3 pessoas
Berta: B = 5 pessoas
A + B = 1280
𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 1280
+ = = = 160
3 5 3+5 8

A = K.p = 160.3 = 480


Resposta D

[Link] ajudantes foram incumbidos de auxiliar no transporte de 21 caixas que continham equipamentos
elétricos. Para executar essa tarefa, eles dividiram o total de caixas entre si, na razão inversa de suas
respectivas idades. Se ao mais jovem, que tinha 24 anos, coube transportar 12 caixas, então, a idade do
ajudante mais velho, em anos era?
A) 32
B) 34

46
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
C) 35
D) 36
E) 38
Resolução:
v = idade do mais velho
Temos que a quantidade de caixas carregadas pelo mais novo:
Qn = 12
Pela regra geral da divisão temos:
Qn = k.1/24  12 = k/24  k = 288
A quantidade de caixas carregadas pelo mais velho é: 21 – 12 = 9
Pela regra geral da divisão temos:
Qv = k.1/v  9 = 288/v  v = 32 anos
Resposta A

[Link] uma seção há duas funcionárias, uma com 20 anos de idade e a outra com 30. Um total de 150
processos foi dividido entre elas, em quantidades inversamente proporcionais às suas respectivas idades.
Qual o número de processos recebido pela mais jovem?
A) 90
B) 80
C) 60
D) 50
E) 30
Resolução:
a = 20 anos
b = 30 anos
a + b = 150 processos

𝑎 𝑏 150
+ = = 30
20 30 50

a = k.20 = 30.30 = 90 processos

Questões

01. (Pref. Paulistana/PI – Professor de Matemática – IMA/2014) Uma herança de R$ 750.000,00


deve ser repartida entre três herdeiros, em partes proporcionais a suas idades que são de 5, 8 e 12 anos.
O mais velho receberá o valor de:
(A) R$ 420.000,00
(B) R$ 250.000,00
(C) R$ 360.000,00
(D) R$ 400.000,00
(E) R$ 350.000,00

02. (TRF 3ª – Técnico Judiciário – FCC/2014) Quatro funcionários dividirão, em partes diretamente
proporcionais aos anos dedicados para a empresa, um bônus de R$36.000,00. Sabe-se que dentre esses
quatro funcionários um deles já possui 2 anos trabalhados, outro possui 7 anos trabalhados, outro possui
6 anos trabalhados e o outro terá direito, nessa divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa maneira, o
número de anos dedicados para a empresa, desse último funcionário citado, é igual a
(A) 5.
(B) 7.
(C) 2.
(D) 3.
(E) 4.

03. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) Uma prefeitura destinou a
quantia de 54 milhões de reais para a construção de três escolas de educação infantil. A área a ser
construída em cada escola é, respectivamente, 1.500 m², 1.200 m² e 900 m² e a quantia destinada à cada
escola é diretamente proporcional a área a ser construída.
Sendo assim, a quantia destinada à construção da escola com 1.500 m² é, em reais, igual a

47
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 22,5 milhões.
(B) 13,5 milhões.
(C) 15 milhões.
(D) 27 milhões.
(E) 21,75 milhões.

04. (SABESP – Atendente a Clientes 01 – FCC/2014) Uma empresa quer doar a três funcionários
um bônus de R$ 45.750,00. Será feita uma divisão proporcional ao tempo de serviço de cada um deles.
Sr. Fortes trabalhou durante 12 anos e 8 meses. Sra. Lourdes trabalhou durante 9 anos e 7 meses e Srta.
Matilde trabalhou durante 3 anos e 2 meses. O valor, em reais, que a Srta. Matilde recebeu a menos que
o Sr. Fortes é
(A) 17.100,00.
(B) 5.700,00.
(C) 22.800,00.
(D) 17.250,00.
(E) 15.000,00.

05. (SESP/MT – Perito Oficial Criminal - Engenharia Civil/Engenharia Elétrica/Física/Matemática


– FUNCAB/2014) Maria, Júlia e Carla dividirão R$ 72.000,00 em partes inversamente proporcionais às
suas idades. Sabendo que Maria tem 8 anos, Júlia,12 e Carla, 24, determine quanto receberá quem ficar
com a maior parte da divisão.
(A) R$ 36.000,00
(B) R$ 60.000,00
(C) R$ 48.000,00
(D) R$ 24.000,00
(E) R$ 30.000,00

06. (PC/SP – Fotógrafo Perito – VUNESP/2014) Uma verba de R$ 65.000,00 será alocada a três
projetos diferentes. A divisão desse dinheiro será realizada de forma diretamente proporcional aos graus
de importância dos projetos, que são, respectivamente, 2, 4 e 7. Dessa maneira, a quantia que o projeto
mais importante receberá ultrapassa a metade do total da verba em
(A) R$ 2.500,00.
(B) R$ 9.000,00.
(C) R$ 1.000,00.
(D) R$ 5.000,00.
(E) R$ 7.500,00.

07. (PC/SP – Atendente de Necrotério Policial – VUNESP/2014) No ano de 2008, a Secretaria


Nacional de Segurança Pública divulgou o Relatório Descritivo com o Perfil dos Institutos de Medicina
Legal (IML) brasileiros. Nesse relatório, consta que, em 2006, as quantidades de IMLs nos Estados do
Espírito Santo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo eram, respectivamente, 2, 20, 9 e 64.
Supondo-se que uma verba federal de R$ 190 milhões fosse destinada aos IMLs desses Estados, e a
divisão dessa verba fosse feita de forma diretamente proporcional a essas quantidades de IMLs por
estado, o Estado de São Paulo receberia o valor, em milhões, de
(A) R$ 128.
(B) R$ 165,5.
(C) R$ 98.
(D) R$ 156.
(E) R$ 47,5.

08. (UFABC/SP – TRADUTOR E INTÉRPRETE DE LINGUAGENS DE SINAIS – VUNESP/2013)


Alice, Bianca e Carla trabalharam na organização da biblioteca da escola e, juntas, receberam como
pagamento um total de R$900,00. Como cada uma delas trabalhou um número diferente de horas, as
três decidiram que a divisão do dinheiro deveria ser proporcional ao tempo trabalhado. Alice trabalhou
por 4 horas, e Bianca, que trabalhou 30 minutos menos do que Alice, recebeu R$210,00. A parte devida
a Carla foi de
(A) R$400,00.
(B) R$425,00.
(C) R$450,00.

48
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(D) R$475,00.
(E) R$500,00.

09. (EMTU/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO – CAIPIMES/2013) Uma calçada retilínea com 171
metros precisa ser dividida em três pedaços de comprimentos proporcionais aos números 2, 3 e 4. O
maior pedaço deverá medir:
(A) 78 metros.
(B) 82 metros.
(C) 76 metros.
(D) 80 metros.

10. (METRÔ/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I - FCC/2013) Repartir dinheiro


proporcionalmente às vezes dá até briga. Os mais altos querem que seja divisão proporcional à altura.
Os mais velhos querem que seja divisão proporcional à idade. Nesse caso, Roberto com 1,75 m e 25
anos e Mônica, sua irmã, com 1,50 m e 20 anos precisavam dividir proporcionalmente a quantia de R$
29.250,00. Decidiram, no par ou ímpar, quem escolheria um dos critérios: altura ou idade. Mônica ganhou
e decidiu a maneira que mais lhe favorecia. O valor, em reais, que Mônica recebeu a mais do que pela
divisão no outro critério, é igual a
(A) 500.
(B) 400.
(C) 300.
(D) 250.
(E) 50.

Respostas

01. Resposta: C.
5x + 8x + 12x = 750.000
25x = 750.000
x = 30.000
O mais velho receberá: 1230000=360000

02. Resposta: D.
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000
x = 2000
Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se dedicou 3 anos a empresa, pois 2000.3 =
6000

03. Resposta: A.
1500x + 1200x + 900x = 54000000
3600x = 54000000
x = 15000
Escola de 1500 m²: 1500.15000 = 22500000 = 22,5 milhões.

04. Resposta: A.
* Fortes: 12 anos e 8 meses = 12.12 + 8 = 144 + 8 = 152 meses
* Lourdes: 9 anos e 7 meses = 9.12 + 7 = 108 + 7 = 115 meses
* Matilde: 3 anos e 2 meses = 3.12 + 2 = 36 + 2 = 38 meses
* TOTAL: 152 + 115 + 38 = 305 meses
* Vamos chamar a quantidade que cada um vai receber de F, L e M.

𝑭 𝑳 𝑴 𝑭+𝑳+𝑴 𝟒𝟓𝟕𝟓𝟎
= = = = = 𝟏𝟓𝟎
𝟏𝟓𝟐 𝟏𝟏𝟓 𝟑𝟖 𝟏𝟓𝟐 + 𝟏𝟏𝟓 + 𝟑𝟖 𝟑𝟎𝟓

Agora, vamos calcular o valor que M e F receberam:


𝑴
𝟑𝟖
= 𝟏𝟓𝟎

49
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
M = 38 . 150 = R$ 5 700,00
𝑭
𝟏𝟓𝟐
= 𝟏𝟓𝟎

F = 152 . 150 = R$ 22 800,00

Por fim, a diferença é: 22 800 – 5700 = R$ 17 100,00

05. Resposta: A.
M + J + C = 72000

𝑀 𝐽 𝐶 𝑀 +𝐽+𝐶 72000
72000 .24
1
1 = 1
1 = 1
1 = 1
3+2+1 = 1
6 = = 72000 . 4 = 288000
6 .1
8 12 24 24 24

A maior parte ficará para a mais nova (grandeza inversamente proporcional).


Assim:

8.𝑀
= 288000
1

8.M = 288 000  M = 288 000 / 8  M = R$ 36 000,00

06. Resposta: A.
Temos que A + B + C = 65 000, por grau de importância temos:
A = K.2
B = K.4
C = K.7
Aplicando na propriedade da divisão proporcional:
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 65 000
+ + = = = 5000
2 4 7 2+4+7 13
Temos que K = 5000, aplicando acima, vamos descobrir o valor atribuído a cada um projeto:
A = 5000 .2 = 10 000
B = 5000.4 = 20 000
C = 5000.7 = 35 000
Como ele quer saber quanto o projeto de maior importância superou a metade da verba total, temos:
Metade da verba total = 65 000/2 = 32 500
Como o valor do projeto de maior importância é 35 000, logo 35 000 – 32 500 = 2 500

07. Resposta: A.
Temos que E + M + R + S = 190 milhões
Então:
𝐸 𝑀 𝑅 𝑆 𝐸+𝑀+𝑅+𝑆 190 000 0000
+ + + = = = 2 000 000
2 20 9 64 2 + 20 + 9 + 64 95

Como queremos saber de o valor de São Paulo:


S = 2 000 000 . 64 = 128 000 000 ou 128 milhões.

08. Resposta: C.
Alice: 4horas = 240 minutos
Bianca: 3 horas 30 minutos = 210 minutos
K: constante
210.k = 210
k = 1, cada hora vale R$ 1,00
Carla: Y
240 + 210 + Y = 900
Y = 900 - 450

50
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Y = 450

09. Resposta: C.
𝑥 𝑦 𝑧 171
+ + = = 19
2 3 4 9

y = 19.4 = 76
ou
2x + 3x + 4x = 171
9x = 171
x = 19
Maior pedaço: 4x = 4.19 = 76 metros

10. Resposta: A.
Pela altura:
R + M = 29250
𝑅 𝑀 29250 29250
+ = = = 9000
1,75 1,50 1,75 + 1,5 3,25
Mônica:1,5.9000=13500
Pela idade
𝑅 𝑀 29250
+ = = 650
25 20 45
Mônica:20.650 = 13000
13500 – 13000 = 500

Referências
Coleção Objetivo – Álgebra II
[Link]

5 - Regras de três simples e compostas.

REGRA DE TRÊS SIMPLES

Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou inversamente proporcionais podem ser
resolvidos através de um processo prático, chamado regra de três simples.

Vejamos a tabela abaixo:

Grandezas Relação Descrição


MAIS funcionários contratados demanda
Nº de funcionário x serviço Direta
MAIS serviço produzido
MAIS funcionários contratados exigem
Nº de funcionário x tempo Inversa
MENOS tempo de trabalho
MAIS eficiência (dos funcionários) exige
Nº de funcionário x eficiência Inversa
MENOS funcionários contratados
Quanto MAIOR o grau de dificuldade de
Nº de funcionário x grau
Direta um serviço, MAIS funcionários deverão ser
dificuldade
contratados

51
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
MAIS serviço a ser produzido exige MAIS
Serviço x tempo Direta
tempo para realiza-lo
Quanto MAIOR for a eficiência dos
Serviço x eficiência Direta
funcionários, MAIS serviço será produzido
Quanto MAIOR for o grau de dificuldade
Serviço x grau de dificuldade Inversa de um serviço, MENOS serviços serão
produzidos
Quanto MAIOR for a eficiência dos
funcionários, MENOS tempo será
Tempo x eficiência Inversa
necessário para realizar um determinado
serviço
Quanto MAIOR for o grau de dificuldade
de um serviço, MAIS tempo será
Tempo x grau de dificuldade Direta
necessário para realizar determinado
serviço

Exemplos:

1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros de álcool esse carro gastaria para percorrer
210 km?

O problema envolve duas grandezas: distância e litros de álcool.


Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser consumido.
Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as grandezas de espécies
diferentes que se correspondem em uma mesma linha:

Distância (km) Litros de álcool


180 15
210 x

Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), vamos colocar uma flecha:

Distância (km) Litros de álcool


180 15
210 x

Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de álcool também duplica. Então, as grandezas
distância e litros de álcool são diretamente proporcionais. No esquema que estamos montando,
indicamos esse fato colocando uma flecha na coluna “distância” no mesmo sentido da flecha da coluna
“litros de álcool”:

Distância (km) Litros de álcool


180 15
210 x
As setas estão no mesmo sentido

Armando a proporção pela orientação das flechas, temos:

180 15 180: 30 15
= → 𝑐𝑜𝑚𝑜 180 𝑒 210 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 30, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠: =
210 𝑥 210: 30 𝑥

1806 15
= → 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑟𝑢𝑧𝑎𝑑𝑜(𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑒𝑖𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠) → 6𝑥 = 7.15
2107 𝑥
105
6𝑥 = 105 → 𝑥 = = 𝟏𝟕, 𝟓
6

Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.

52
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2) Viajando de automóvel, à velocidade de 50 km/h, eu gastaria 7 h para fazer certo percurso.
Aumentando a velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse percurso?

Indicando por x o número de horas e colocando as grandezas de mesma espécie em uma mesma
coluna e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha, temos:

Velocidade (km/h) Tempo (h)


50 7
80 x

Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), vamos colocar uma flecha:

Velocidade (km/h) Tempo (h)


50 7
80 x

Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica reduzido à metade. Isso significa que as
grandezas velocidade e tempo são inversamente proporcionais. No nosso esquema, esse fato é
indicado colocando-se na coluna “velocidade” uma flecha em sentido contrário ao da flecha da coluna
“tempo”:

Velocidade (km/h) Tempo (h)


50 7
80 x
As setas estão em sentido contrário

Na montagem da proporção devemos seguir o sentido das flechas. Assim, temos:


7 80 7 808 35
= , 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑙𝑎𝑑𝑜 → = 5 → 7.5 = 8. 𝑥 → 𝑥 = → 𝑥 = 4,375 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
𝑥 50 𝑥 50 8

Como 0,375 corresponde 22 minutos (0,375 x 60 minutos), então o percurso será feito em 2 horas e
22 minutos aproximadamente.

3) Ao participar de um treino de fórmula Indy, um competidor, imprimindo a velocidade média de 180


km/h, faz o percurso em 20 segundos. Se a sua velocidade fosse de 300 km/h, que tempo teria gasto no
percurso?

Vamos representar pela letra x o tempo procurado.


Estamos relacionando dois valores da grandeza velocidade (180 km/h e 300 km/h) com dois valores
da grandeza tempo (20 s e x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos os outros três.

Velocidade (km/h) Tempo (s)


180 20
300 x

Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto para fazer o percurso cairá para a metade;
logo, as grandezas são inversamente proporcionais. Assim, os números 180 e 300 são inversamente
proporcionais aos números 20 e x.
Daí temos:
3600
180.20 = 300. 𝑥 → 300𝑥 = 3600 → 𝑥 = → 𝑥 = 12
300

Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andando em 300 km/h, teria gasto 12 segundos para
realizar o percurso.

53
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
REGRA DE TRÊS COMPOSTA

O processo usado para resolver problemas que envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou
inversamente proporcionais, é chamado regra de três composta.

Exemplos:

1) Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras
produziriam 300 dessas peças?

Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma só coluna
e as grandezas de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma linha. Na coluna em que
aparece a variável x (“dias”), coloquemos uma flecha:

Máquinas Peças Dias


8 160 4
6 300 x

Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.

As grandezas peças e dias são diretamente proporcionais. No nosso esquema isso será indicado
colocando-se na coluna “peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha da coluna “dias”:

Máquinas Peças Dias


8 160 4
6 300 x
Mesmo sentido

As grandezas máquinas e dias são inversamente proporcionais (duplicando o número de máquinas,


o número de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será indicado colocando-se na coluna
(máquinas) uma flecha no sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”:

Máquinas Peças Dias


8 160 4
6 300 x

Sentido contrários

4
Agora vamos montar a proporção, igualando a razão que contém o x, que é , com o produto das
x
 6 160 
outras razões, obtidas segundo a orientação das flechas  . :
 8 300 

Simplificando as proporções obtemos:

4 2 4.5
= → 2𝑥 = 4.5 → 𝑥 = → 𝑥 = 10
𝑥 5 2

Resposta: Em 10 dias.

54
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2) Uma empreiteira contratou 210 pessoas para pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após 4
meses de serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. Quantos empregados ainda devem ser
contratados para que a obra seja concluída no tempo previsto?
1 1
Em 3 de ano foi pavimentada 4 de estrada.

Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.

Pessoas Estrada Tempo


210 75 4
x 225 8

Sentido contrários

As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente proporcionais (duplicando o número de


pessoas, o tempo fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será indicado colocando-se na coluna
“tempo” uma flecha no sentido contrário ao da flecha da coluna “pessoas”:

Pessoas Estrada Tempo


210 75 4
x 225 8
Mesmo sentido

As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente proporcionais. No nosso esquema isso será
indicado colocando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo sentido da flecha da coluna “pessoas”:

Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 – 210 = 105 pessoas.

Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.

Questões

01. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Em 3 de maio de 2014, o jornal Folha de S.


Paulo publicou a seguinte informação sobre o número de casos de dengue na cidade de Campinas.

De acordo com essas informações, o número de casos registrados na cidade de Campinas, até 28 de
abril de 2014, teve um aumento em relação ao número de casos registrados em 2007, aproximadamente,
de
(A) 70%.

55
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(B) 65%.
(C) 60%.
(D) 55%.
(E) 50%.

02. (FUNDUNESP – Assistente Administrativo – VUNESP/2014) Um título foi pago com 10% de
desconto sobre o valor total. Sabendo-se que o valor pago foi de R$ 315,00, é correto afirmar que o valor
total desse título era de
(A) R$ 345,00.
(B) R$ 346,50.
(C) R$ 350,00.
(D) R$ 358,50.
(E) R$ 360,00.

03. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMARUÍ/2014) Manoel vendeu seu carro por
R$27.000,00(vinte e sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por cento) sobre o valor de custo do
tal veículo, por quanto Manoel adquiriu o carro em questão?
(A) R$24.300,00
(B) R$29.700,00
(C) R$30.000,00
(D)R$33.000,00
(E) R$36.000,00

04. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemática – CAIPIMES/2014) Em um mapa, cuja


escala era 1:15.104, a menor distância entre dois pontos A e B, medida com a régua, era de 12
centímetros. Isso significa que essa distância, em termos reais, é de aproximadamente:
(A) 180 quilômetros.
(B) 1.800 metros.
(C) 18 quilômetros.
(D) 180 metros.

05. (CEFET – Auxiliar em Administração – CESGRANRIO/2014) A Bahia (...) é o maior produtor de


cobre do Brasil. Por ano, saem do estado 280 mil toneladas, das quais 80 mil são exportadas.
O Globo, Rio de Janeiro: ed. Globo, 12 mar. 2014, p. 24.

Da quantidade total de cobre que sai anualmente do Estado da Bahia, são exportados,
aproximadamente,
(A) 29%
(B) 36%
(C) 40%
(D) 56%
(E) 80%

06. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O trabalho de


varrição de 6.000 m² de calçada é feita em um dia de trabalho por 18 varredores trabalhando 5 horas por
dia. Mantendo-se as mesmas proporções, 15 varredores varrerão 7.500 m² de calçadas, em um dia,
trabalhando por dia, o tempo de
(A) 8 horas e 15 minutos.
(B) 9 horas.
(C) 7 horas e 45 minutos.
(D) 7 horas e 30 minutos.
(E) 5 horas e 30 minutos.

07. (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL/2014) Uma equipe constituída por 20 operários,
trabalhando 8 horas por dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma área igual a 4800 m². Se essa
equipe fosse constituída por 15 operários, trabalhando 10 horas por dia, durante 80 dias, faria o
calçamento de uma área igual a:
(A) 4500 m²
(B) 5000 m²

56
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(C) 5200 m²
(D) 6000 m²
(E) 6200 m²

08. (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP/2014) Dez funcionários de uma repartição


trabalham 8 horas por dia, durante 27 dias, para atender certo número de pessoas. Se um funcionário
doente foi afastado por tempo indeterminado e outro se aposentou, o total de dias que os funcionários
restantes levarão para atender o mesmo número de pessoas, trabalhando uma hora a mais por dia, no
mesmo ritmo de trabalho, será:
(A) 29.
(B) 30.
(C) 33.
(D) 28.
(E) 31.

09. (TRF 3ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014) Sabe-se que uma máquina copiadora imprime 80
cópias em 1 minuto e 15 segundos. O tempo necessário para que 7 máquinas copiadoras, de mesma
capacidade que a primeira citada, possam imprimir 3360 cópias é de
(A) 15 minutos.
(B) 3 minutos e 45 segundos.
(C) 7 minutos e 30 segundos.
(D) 4 minutos e 50 segundos.
(E) 7 minutos.

10. (METRÔ/SP – Analista Desenvolvimento Gestão Júnior – Administração de Empresas –


FCC/2014) Para inaugurar no prazo a estação XYZ do Metrô, o prefeito da cidade obteve a informação
de que os 128 operários, de mesma capacidade produtiva, contratados para os trabalhos finais,
trabalhando 6 horas por dia, terminariam a obra em 42 dias. Como a obra tem que ser terminada em 24
dias, o prefeito autorizou a contratação de mais operários, e que todos os operários (já contratados e
novas contratações) trabalhassem 8 horas por dia. O número de operários contratados, além dos 128
que já estavam trabalhando, para que a obra seja concluída em 24 dias, foi igual a
(A) 40.
(B) 16.
(C) 80.
(D) 20.
(E) 32.

11. (PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB/ 2014) Para digitalizar 1.000 fichas de cadastro, 16
assistentes trabalharam durante dez dias, seis horas por dia. Dez assistentes, para digitalizar 2.000 fichas
do mesmo modelo de cadastro, trabalhando oito horas por dia, executarão a tarefa em quantos dias?
(A) 14
(B) 16
(C) 18
(D) 20
(E) 24

12. (CEFET – Auxiliar em Administração – CESGRANRIO/2014) No Brasil, uma família de 4 pessoas


produz, em média, 13 kg de lixo em 5 dias. Mantida a mesma proporção, em quantos dias uma família de
5 pessoas produzirá 65 kg de lixo?
(A) 10
(B) 16
(C) 20
(D) 32
(E) 40

13. (UFPE - Assistente em Administração – COVEST/2014) Na safra passada, um fazendeiro usou


15 trabalhadores para cortar sua plantação de cana de 210 hectares. Trabalhando 7 horas por dia, os
trabalhadores concluíram o trabalho em 6 dias exatos. Este ano, o fazendeiro plantou 480 hectares de

57
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
cana e dispõe de 20 trabalhadores dispostos a trabalhar 6 horas por dia. Em quantos dias o trabalho
ficará concluído?
Obs.: Admita que todos os trabalhadores tenham a mesma capacidade de trabalho.
(A) 10 dias
(B) 11 dias
(C) 12 dias
(D) 13 dias
(E) 14 dias

14. (PC/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Dez funcionários de uma repartição trabalham
8 horas por dia, durante 27 dias, para atender certo número de pessoas.
Se um funcionário doente foi afastado por tempo indeterminado e outro se aposentou, o total de dias
que os funcionários restantes levarão para atender o mesmo número de pessoas, trabalhando uma hora
a mais por dia, no mesmo ritmo de trabalho, será
(A) 29.
(B) 30.
(C) 33.
(D) 28.
(E) 31.

15. (BNB – Analista Bancário – FGV/2014) Em uma agência bancária, dois caixas atendem em média
seis clientes em 10 minutos. Considere que, nesta agência, todos os caixas trabalham com a mesma
eficiência e que a média citada sempre é mantida. Assim, o tempo médio necessário para que cinco
caixas atendam 45 clientes é de:
(A) 45 minutos;
(B) 30 minutos;
(C) 20 minutos;
(D) 15 minutos;
(E) 10 minutos.

Respostas

01. Resposta: E.
Utilizaremos uma regra de três simples:

ano %
11442 ------- 100
17136 ------- x

11442.x = 17136 . 100 x = 1713600 / 11442 = 149,8% (aproximado)


149,8% – 100% = 49,8%
Aproximando o valor, teremos 50%

02. Resposta: C.
Se R$ 315,00 já está com o desconto de 10%, então R$ 315,00 equivale a 90% (100% - 10%).
Utilizaremos uma regra de três simples:
$ %
315 ------- 90
x ------- 100
90.x = 315 . 100 x = 31500 / 90 = R$ 350,00

03. Resposta: C.
Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000 é 90% do valor total.
Valor %
27000 ------ 90
X ------- 100

27000 909 27000 9


𝑥
= 10010  𝑥
= 10  9.x = 27000.10  9x = 270000  x = 30000.

58
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
[Link]: C.
1: 15.104 equivale a 1:150000, ou seja, para cada 1 cm do mapa, teremos 150.000 cm no tamanho
real. Assim, faremos uma regra de três simples:

mapa real
1 --------- 150000
12 --------- x

1.x = 12 . 150000 x = 1.800.000 cm = 18 km

05. Resposta: A.
Faremos uma regra de três simples:
cobre %
280 --------- 100
80 ---------- x

280.x = 80 . 100 x = 8000 / 280 x = 28,57%

06. Resposta: D.
Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta o x.
M² varredores horas
6000--------------18-------------- 5
7500--------------15--------------- x

Quanto mais a área, mais horas (diretamente proporcionais)


Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente proporcionais)

5 6000 15
= ∙
𝑥 7500 18

6000 ∙ 15 ∙ 𝑥 = 5 ∙ 7500 ∙ 18
90000𝑥 = 675000
𝑥 = 7,5 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7 horas e 30 minutos.

07. Resposta: D.
Operários horas dias área
20-----------------8-------------60-------4800
15----------------10------------80-------- x
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:
4800 20 8 60
𝑥
= 15 ∙ 10 ∙ 80
20 ∙ 8 ∙ 60 ∙ 𝑥 = 4800 ∙ 15 ∙ 10 ∙ 80
9600𝑥 = 57600000
𝑥 = 6000𝑚²

08. Resposta: B.
Temos 10 funcionários inicialmente, com os afastamento esse número passou para 8. Se eles
trabalham 8 horas por dia , passarão a trabalhar uma hora a mais perfazendo um total de 9 horas, nesta
condições temos:
Funcionários horas dias
10---------------8--------------27
8----------------9-------------- x

Quanto menos funcionários, mais dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).
Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).

59
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Funcionários horas dias
8---------------9-------------- 27
10----------------8----------------x
27 8 9
= ∙  x.8.9 = 27.10.8  72x = 2160  x = 30 dias.
𝑥 10 8

09. Resposta: C.
Transformando o tempo para segundos: 1 min e 15 segundos = 75 segundos
Quanto mais máquinas menor o tempo (flecha contrária) e quanto mais cópias, mais tempo (flecha
mesma posição)

Máquina cópias tempo


1----------------80-----------75 segundos
7--------------3360-----------x

Devemos deixar as 3 grandezas da mesma forma, invertendo os valores de” máquina”.

Máquina cópias tempo


7----------------80----------75 segundos
1--------------3360--------- x
75 7 80
𝑥
= 1 ∙ 3360  x.7.80 = 75.1.3360  560x = 252000  x = 450 segundos

Transformando
1minuto-----60segundos
x-------------450
x = 7,5 minutos = 7 minutos e 30segundos.

10. Resposta: A.
Vamos utilizar a Regra de Três Composta:

Operários  horas dias


128 ----------- 6 -------------- 42
x ------------- 8 -------------- 24

Quanto mais operários, menos horas trabalhadas (inversamente)


Quanto mais funcionários, menos dias (inversamente)

 Operários  horas dias


x -------------- 6 -------------- 42
128 ------------ 8 -------------- 24

𝑥 6 42
= ∙
128 8 24
𝑥 1 42
= ∙
128 8 4
𝑥 1 21
= ∙
128 8 2
16𝑥 = 128 ∙ 21
𝑥 = 8 ∙ 21 = 168

168 – 128 = 40 funcionários a mais devem ser contratados.

11. Resposta: E.
Fichas Assistentes dias horas
1000 --------------- 16 -------------- 10 ------------ 6
2000 -------------- 10 -------------- x -------------- 8

60
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Quanto mais fichas, mais dias devem ser trabalhados (diretamente proporcionais).
Quanto menos assistentes, mais dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).
Quanto mais horas por dia, menos dias (inversamente proporcionais).
Fichas Assistentes dias horas
1000 --------------- 10 -------------- 10 ------------ 8
2000 -------------- 16 -------------- x -------------- 6
10 1000 10 8
𝑥
= 2000 ∙ 16 . 6

10 80000
𝑥
= 192000

80. 𝑥 = 192.10
1920
𝑥= 80

𝑥 = 24 𝑑𝑖𝑎𝑠

12. Resposta: C.
Faremos uma regra de três composta:
Pessoas Kg dias
4 ------------ 13 ------------ 5
5 ------------ 65 ------------ x

Mais pessoas irão levar menos dias para produzir a mesma quantidade de lixo (grandezas
inversamente proporcionais).
Mais quilos de lixo levam mais dias para serem produzidos (grandezas diretamente proporcionais).
5 5 13
𝑥
= 4
. 65

5 65
𝑥
= 260

65.x = 5 . 260
x = 1300 / 65
x = 20 dias

13. Resposta: A.
Faremos uma regra de três composta:
Trabalhadores Hectares h / dia dias
15 ------------------ 210 ---------------- 7 ----------------- 6
20 ------------------ 480 ---------------- 6 ----------------- x

Mais trabalhadores irão levar menos dias para concluir o trabalho (grandezas inversamente
proporcionais).
Mais hectares levam mais dias para se concluir o trabalho (grandezas diretamente proporcionais).
Menos horas por dia de trabalho serão necessários mais dias para concluir o trabalho (grandezas
inversamente proporcionais).
6 20 210 6
𝑥
= 15 . 480 . 7

5 25200
𝑥
= 50400

25200.x = 5 . 50400
x = 252000 / 25200
x = 10 dias

14. Resposta: B.

61
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Funcionários horas dias
10 ----------------- 8 ----------- 27
8 ------------------ 9 ----------- x

Quanto menos funcionários, mais dias devem ser trabalhados (inversamente proporcionais).
Quanto mais horas por dia, menos dias (inversamente proporcionais).
Funcionários horas dias
10 ----------------- 8 ----------- x
8 ------------------ 9 ----------- 27
𝑥 10 8
27
= ∙
8 9

72𝑥 = 2160

𝑥 = 30 𝑑𝑖𝑎𝑠

15. Resposta: B.
caixas clientes minutos
2 ----------------- 6 ----------- 10
5 ----------------- 45 ----------- x

Quanto mais caixas, menos minutos levará para o atendimento (inversamente proporcionais).
Quanto mais clientes, mais minutos para o atendimento (diretamente proporcionais).
caixas clientes minutos
5 ----------------- 6 ----------- 10
2 ----------------- 45 ----------- x
10 5 6 10 30
= ∙ =
𝑥 2 45 𝑥 90

900
30. 𝑥 = 90.10 𝑥 = 30

𝑥 = 30 𝑚𝑖𝑛𝑢𝑡𝑜𝑠

Referências

MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.

6 - Percentagens.

PORCENTAGEM

Razões de denominador 100 que são chamadas de razões centesimais ou taxas percentuais ou
simplesmente de porcentagem. Servem para representar de uma maneira prática o "quanto" de um "todo"
se está referenciando.
Costumam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo % (Lê-se: “por cento”).

62
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝒙
𝒙% =
𝟏𝟎𝟎

Exemplos:

1 - A tabela abaixo indica, em reais, os resultados das aplicações financeiras de Oscar e Marta entre
02/02/2013 e 02/02/2014.

Notamos que a razão entre os rendimentos e o saldo em 02/02/2013 é:

50
, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟, 𝑛𝑜 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑜 𝐴;
500
50
, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑀𝑎𝑟𝑡𝑎, 𝑛𝑜 𝐵𝑎𝑛𝑐𝑜 𝐵.
400

Quem obteve melhor rentabilidade?

Uma das maneiras de compará-las é expressá-las com o mesmo denominador (no nosso caso o 100),
para isso, vamos simplificar as frações acima:
50 10
𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟 ⇒ = , = 10%
500 100
50 12,5
𝑀𝑎𝑟𝑡𝑎 ⇒ = , = 12,5%
400 100

Com isso podemos concluir, Marta obteve uma rentabilidade maior que Oscar ao investir no Banco B.

2 – Em uma classe com 30 alunos, 18 são rapazes e 12 são moças. Qual é a taxa percentual de
rapazes na classe?
Resolução:
18
A razão entre o número de rapazes e o total de alunos é . Devemos expressar essa razão na forma
30
centesimal, isto é, precisamos encontrar x tal que:

18 𝑥
= ⟹ 𝑥 = 60
30 100

E a taxa percentual de rapazes é 60%. Poderíamos ter divido 18 por 30, obtendo:

18
= 0,60(. 100%) = 60%
30

- Lucro e Prejuízo

É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.


Caso a diferença seja positiva, temos o lucro(L), caso seja negativa, temos prejuízo(P).

Lucro (L) = Preço de Venda (PV) – Preço de Custo (PC).

Podemos ainda escrever:


PC + L = PV
PC – P = PV

63
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A forma percentual é:

Exemplos:

1 - Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 100,00. Determinar:


a) a porcentagem de lucro em relação ao preço de custo;
b) a porcentagem de lucro em relação ao preço de venda.

Resolução:

Preço de custo + lucro = preço de venda  75 + lucro =100  Lucro = R$ 25,00

a) b)

2 - O preço de venda de um bem de consumo é R$ 100,00. O comerciante tem um ganho de 25%


sobre o preço de custo deste bem. O valor do preço de custo é:
A) R$ 25,00
B) R$ 70,50
C) R$ 75,00
D) R$ 80,00
E) R$ 125,00

Resolução:
𝐿
𝑃𝐶
. 100% = 25% ⇒ 0,25 , o lucro é calculado em cima do Preço de Custo(PC).

PC + L = PV  PC + 0,[Link] = PV  1,25 . PC = 100  PC = 80,00


Resposta D

- Aumento e Desconto Percentuais


𝒑
Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por (𝟏 + 𝟏𝟎𝟎).V .
Logo:
𝒑
VA = (𝟏 + 𝟏𝟎𝟎).V
Exemplos:

1 - Aumentar um valor V de 20% , equivale a multiplicá-lo por 1,20, pois:


20
(1 + 100).V = (1+0,20).V = 1,20.V

2 - Aumentar um valor V de 200% , equivale a multiplicá-lo por 3 , pois:


200
(1 + 100).V = (1+2).V = 3.V

3 - Aumentando-se os lados a e b de um retângulo de 15% e 20%, respectivamente, a área do


retângulo é aumentada de:
A)35%
B)30%
C)3,5%
D)3,8%

64
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
E) 38%

Resolução:
Área inicial: a.b
Com aumento: (a.1,15).(b.1,20)  1,38.a.b da área inicial. Logo o aumento foi de 38%.
Resposta E
𝒑
Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por (𝟏 − 𝟏𝟎𝟎).V.

Logo:
𝒑
V D = (𝟏 − 𝟏𝟎𝟎).V

Exemplos:

1 - Diminuir um valor V de 20%, equivale a multiplicá-lo por 0,80, pois:


20
(1 − 100). V = (1-0,20). V = 0, 80.V

2 - Diminuir um valor V de 40%, equivale a multiplicá-lo por 0,60, pois:


40
(1 − 100). V = (1-0,40). V = 0, 60.V

3 - O preço do produto de uma loja sofreu um desconto de 8% e ficou reduzido a R$ 115,00. Qual
era o seu valor antes do desconto?

Temos que V D = 115, p = 8% e V =? é o valor que queremos achar.


𝑝
V D = (1 − 100). V  115 = (1-0,08).V  115 = 0,92V  V = 115/0,92  V = 125
O valor antes do desconto é de R$ 125,00.

𝒑 𝒑
A esse valor de final de (𝟏 + ) ou (𝟏 − ), é o que chamamos de fator de
𝟏𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎
multiplicação, muito útil para resolução de cálculos de porcentagem. O mesmo
pode ser um acréscimo ou decréscimo no valor do produto.

Abaixo a tabela com alguns fatores de multiplicação:

% Fator de multiplicação - Acréscimo Fator de multiplicação - Decréscimo


10% 1,1 0,9
15% 1,15 0,85
18% 1,18 0,82
20% 1,2 0,8
63% 1,63 0,37
86% 1,86 0,14
100% 2 0
- Aumentos e Descontos Sucessivos

São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para efetuar os respectivos descontos ou
aumentos, fazemos uso dos fatores de multiplicação.
Vejamos alguns exemplos:

1 - Dois aumentos sucessivos de 10% equivalem a um único aumento de...?

65
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑝
Utilizando VA = (1 + 100).V  V. 1,1 , como são dois de 10% temos  V. 1,1 . 1,1  V. 1,21
Analisando o fator de multiplicação 1,21; concluímos que esses dois aumentos significam um único
aumento de 21%.

Observe que : esses dois aumentos de 10% equivalem a 21% e não a 20%.

2 - Dois descontos sucessivos de 20% equivalem a um único desconto de:


𝑝
Utilizando VD = (1 − 100).V  V. 1,2 . 1,2  V. 1,44 . .Analisando o fator de multiplicação 1,44,
concluímos que esses dois descontos significam um único desconto de 44%.

Observe que : esses dois descontos de 20% equivalem a 44% e não a 40%.

3 - Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00 sofreu um acréscimo de 30% e, em seguida, um
desconto de 20%. Qual o preço desse produto após esse acréscimo e desconto?
𝑝 𝑝
Utilizando VA = (1 + 100).V para o aumento e VD = (1 − 100).V, temos:
VA = 5000 .(1,3) = 6500 e VD = 6500 .(0,80) = 5200, podemos, para agilizar os cálculos, juntar tudo
em uma única equação:
5000 . 1,3 . 0,8 = 5200
Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é de R$ 5.200,00

Questões

01. (EBSERH/ HUSM-UFSM/RS - Técnico em Informática – AOCP/2014) Uma loja de camisas


oferece um desconto de 15% no total da compra se o cliente levar duas camisas. Se o valor de cada
camisa é de R$ 40,00, quanto gastará uma pessoa que aproveitou essa oferta?
(A) R$ 68,00.
(B) R$ 72,00.
(C) R$ 76,00.
(D) R$ 78,00.
(E) R$ 80,00.

02. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista Técnico Legislativo – Designer
Gráfico – VUNESP/2014) O departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20 funcionários, sendo
que 15% deles são estagiários. O departamento de Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 20%
estagiários. Em relação ao total de funcionários desses dois departamentos, a fração de estagiários é
igual a
(A) 1/5.
(B) 1/6.
(C) 2/5.
(D) 2/9.
(E) 3/5.

03. (EBSERH/ HUSM – UFSM/RS – Analista Administrativo – Administração – AOCP/2014)


Quando calculamos 32% de 650, obtemos como resultado
(A) 198.
(B) 208.
(C) 213.
(D) 243.
(E) 258.

04. (ALMG – Analista de Sistemas – Administração de Rede – FUMARC/2014) O Relatório Setorial


do Banco do Brasil publicado em 02/07/2013 informou:
[...] Após queda de 2,0% no mês anterior, segundo o Cepea/Esalq, as cotações do açúcar fecharam o
último mês com alta de 1,2%, atingindo R$ 45,03 / saca de 50 kg no dia 28. De acordo com especialistas,
o movimento se deve à menor oferta de açúcar de qualidade, além da firmeza nas negociações por parte

66
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
dos vendedores. Durante o mês de junho, o etanol mostrou maior recuperação que o açúcar, com a
cotação do hidratado chegando a R$ 1,1631/litro (sem impostos), registrando alta de 6,5%. A demanda
aquecida e as chuvas que podem interromper mais uma vez a moagem de cana-de-açúcar explicam
cenário mais positivo para o combustível.
Fonte: BB-BI Relatório Setorial: Agronegócios-junho/2013 - publicado em 02/07/2013.

Com base nos dados apresentados no Relatório Setorial do Banco do Brasil, é CORRETO afirmar que
o valor, em reais, da saca de 50 kg de açúcar no mês de maio de 2013 era igual a
(A) 42,72
(B) 43,86
(C) 44,48
(D) 54,03

05. (Câmara de Chapecó/SC – Assistente de Legislação e Administração – OBJETIVA/2014) Em


determinada loja, um sofá custa R$ 750,00, e um tapete, R$ 380,00. Nos pagamentos com cartão de
crédito, os produtos têm 10% de desconto e, nos pagamentos no boleto, têm 8% de desconto. Com base
nisso, realizando-se a compra de um sofá e um tapete, os valores totais a serem pagos pelos produtos
nos pagamentos com cartão de crédito e com boleto serão, respectivamente:
(A) R$ 1.100,00 e R$ 1.115,40.
(B) R$ 1.017,00 e R$ 1.039,60.
(C) R$ 1.113,00 e R$ 1.122,00.
(D) R$ 1.017,00 e R$ 1.010,00.

06. (UFPE - Assistente em Administração – COVEST/2014) Um vendedor recebe comissões


mensais da seguinte maneira: 5% nos primeiros 10.000 reais vendidos no mês, 6% nos próximos
10.000,00 vendidos, e 7% no valor das vendas que excederem 20.000 reais. Se o total de vendas em
certo mês foi de R$ 36.000,00, quanto será a comissão do vendedor?
(A) R$ 2.120,00
(B) R$ 2.140,00
(C) R$ 2.160,00
(D) R$ 2.180,00
(E) R$ 2.220,00

07. (UFPE - Assistente em Administração – COVEST/2014) Uma loja compra televisores por R$
1.500,00 e os revende com um acréscimo de 40%. Na liquidação, o preço de revenda do televisor é
diminuído em 35%. Qual o preço do televisor na liquidação?
(A) R$ 1.300,00
(B) R$ 1.315,00
(C) R$ 1.330,00
(D) R$ 1.345,00
(E) R$ 1.365,00

08. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) O preço de venda de um


produto, descontado um imposto de 16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de compra
em 40%, os quais constituem o lucro líquido do vendedor. Em quantos por cento, aproximadamente, o
preço de venda é superior ao de compra?
(A) 67%.
(B) 61%.
(C) 65%.
(D) 63%.
(E) 69%.

09. (PM/SE – Soldado 3ª Classe – FUNCAB/2014) Numa liquidação de bebidas, um atacadista fez a
seguinte promoção:

67
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Alexandre comprou duas embalagens nessa promoção e revendeu cada unidade por R$3,50. O lucro
obtido por ele com a revenda das latas de cerveja das duas embalagens completas foi:
(A) R$ 33,60
(B) R$ 28,60
(C) R$ 26,40
(D) R$ 40,80
(E) R$ 43,20

10. (PM/SE – Soldado 3ª Classe – FUNCAB/2014) Na queima de estoque de uma loja, uma família
comprou dois televisores, três aparelhos de ar-condicionado, uma geladeira e uma máquina de lavar.

Calcule o valor total gasto por essa família.


(A) R$ 7.430,00
(B) R$ 9.400,00
(C) R$ 5.780,00
(D) R$ 6.840,00
(E) R$ 8.340,00

Respostas
01. Resposta: A.
Como são duas camisas 40.2 = 80,00
O desconto é dado em cima do valor das duas camisas. Usando o fator de multiplicação temos 1-0,15
= 0,85 (ele pagou 85% do valor total) : 80 .0,85 = 68,00

02. Resposta: B.
15 30
* Dep. Contabilidade: 100 . 20 = 10 = 3  3 (estagiários)

20 200
* Dep. R.H.: 100 . 10 = 100 = 2  2 (estagiários)

𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑔𝑖á𝑟𝑖𝑜𝑠 5 1
∗ 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = = =
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠 30 6

03. Resposta: B.
32 32 .65 2080
. 650 = = = 208
100 10 10

04. Resposta: C.
1,2
1,2% de 45,03 = 100 . 45,03 = 0,54
Como no mês anterior houve queda, vamos fazer uma subtração.

68
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
45,03 – 0,54 = 44,49

05. Resposta: B.
Cartão de crédito: 10/100 . (750 + 380) = 1/10 . 1130 = 113
1130 – 113 = R$ 1017,00
Boleto: 8/100 . (750 + 380) = 8/100 . 1130 = 90,4
1130 – 90,4 = R$ 1039,60

06. Resposta: E.
5% de 10000 = 5 / 100 . 10000 = 500
6% de 10000 = 6 / 100 . 10000 = 600
7% de 16000 (= 36000 – 20000) = 7 / 100 . 16000 = 1120
Comissão = 500 + 600 + 1120 = R$ 2220,00

07. Resposta: E.
Preço de revenda: 1500 + 40 / 100 . 1500 = 1500 + 600 = 2100

Preço com desconto: 2100 – 35 / 100 . 2100 = 2100 – 735 = R$ 1365,00

08. Resposta: A.
Preço de venda: PV
Preço de compra: PC
PV – 0,16PV = 1,4PC
0,84PV = 1,4PC
𝑃𝑉 1,4
= = 1,67
𝑃𝐶 0,84
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.

09. Resposta: A.
2,40 ∙ 12 = 28,80
𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑒𝑚𝑏𝑎𝑙𝑎𝑔𝑒𝑚: 28,80 ∙ 0,75 = 21,60
𝑎𝑠 𝑑𝑢𝑎𝑠 𝑒𝑚𝑏𝑎𝑙𝑎𝑔𝑒𝑛𝑠: 28,80 + 21,60 = 50,40
𝑟𝑒𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎: 3,5 ∙ 24 = 84,00
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜: 𝑅$84,00 − 𝑅$50,40 = 𝑅$33,60
O lucro de Alexandre foi de R$ 33,60

10. Resposta: A.
Como é desconto, devemos fazer cada porcentagem: 1-desconto, assim teremos o valor de cada item.
Televisor:1-0,2=0,8
Ar-condicionado:1-0,1=0,9
Geladeira:1-0,3=0,7
Máquina:1-04=0,6
𝑡𝑒𝑙𝑒𝑣𝑖𝑠𝑜𝑟: 2.000 ∙ 0,8 = 1.600
𝑎𝑟 − 𝑐𝑜𝑛𝑑𝑖𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑜: 1.000 ∙ 0,9 = 900
𝑔𝑒𝑙𝑎𝑑𝑒𝑖𝑟𝑎: 900 ∙ 0,7 = 630
𝑚á𝑞𝑢𝑖𝑛𝑎: 1.500 ∙ 0,6 = 900
1600 ∙ 2 + 900 ∙ 3 + 630 + 900 = 7430
O valor total gasto pela família foi de R$7.430,00.

Referências
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
[Link]
[Link]
[Link]

69
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
7 - Equações e inequações de 1.º e de 2.º graus.

EQUAÇÃO DO 1º GRAU

Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma relação de igualdade e uma incógnita
ou variável (x, y, z,...).

Observe a figura:

A figura acima mostra uma equação (uma igualdade), onde precisamos achar o valor da variável x,
para manter a balança equilibrada. Equacionando temos:
x + x + 500 + 100 = x + 250 + 500  2x + 600 = x + 750.

Exemplos:
2x + 8 = 0
5x – 4 = 6x + 8
3a – b – c = 0

- Não são equações:

4 + 8 = 7 + 5 (Não é uma sentença aberta)


x – 5 < 3 (Não é igualdade)
5 ≠ 7 (não é sentença aberta, nem igualdade)

 Termo Geral da equação do 1º grau

 Termos da equação do 1º grau

70
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
 Resolução da equação do 1º grau

O método que usamos para resolver a equação de 1º grau é isolando a incógnita, isto é, deixar a
incógnita sozinha em um dos lados da igualdade. O método mais utilizado para isso é invertermos as
operações. Vejamos

Resolvendo a equação 2x + 600 = x + 750, passamos os termos que tem x para um lado e os números
para o outro invertendo as operações.
2x – x = 750 – 600, com isso eu posso resolver minha equação.  x = 150

Outros exemplos:

1) Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações.

Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-se que 3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a


subtração). Se 3x é igual a 18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6 (invertemos a multiplicação por 3).
Registro:
3x – 2 = 16
3x = 16 + 2
3x = 18
18
x=
3
x=6

2 1
2) Resolução da equação: 1 – 3x + = x + , efetuando a mesma operação nos dois lados da
5 2
igualdade(outro método de resolução).

Procedimento e justificativa: Multiplicamos os dois lados da equação pelo mmc (2;5) = 10. Dessa
forma, são eliminados os denominadores. Fazemos as simplificações e os cálculos necessários e
isolamos x, sempre efetuando a mesma operação nos dois lados da igualdade. No registro, as operações
feitas nos dois lados da igualdade são indicadas com as setas curvas verticais.
Registro:
1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2

1. (10) − 3𝑥. (10) + 2. (2) 𝑥. (10) + 1. (5)


=
10 10

10 – 30x + 4 = 10 x + 5
-30x -10x = 5 – 10 – 4
-40x = -9 (-1)
40x = 9
x = 9/40
x = 0,225

Há também um processo prático, bastante usado, que se baseia nessas ideias e na percepção de um
padrão visual.
- Se a + b = c, conclui-se que a = c – b.

71
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no lado esquerdo; na segunda, a parcela b
aparece subtraindo no lado direito da igualdade.
- Se a . b = c, conclui-se que a = c : b, desde que b ≠ 0.

Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando no lado esquerdo; na segunda, ele aparece
dividindo no lado direito da igualdade.

O processo prático pode ser formulado assim:


- Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com incógnita de um lado
da igualdade e os demais termos do outro lado.
- Sempre que mudar um termo de lado, inverta a operação.

Questões

01. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) O gráfico mostra o número de gols marcados,
por jogo, de um determinado time de futebol, durante um torneio.

Sabendo que esse time marcou, durante esse torneio, um total de 28 gols, então, o número de jogos
em que foram marcados 2 gols é:
(A) 3.
(B) 4.
(C) 5.
(D) 6.
(E) 7.

02. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. IMARUÍ/2014) Certa quantia em dinheiro foi
dividida igualmente entre três pessoas, cada pessoa gastou a metade do dinheiro que ganhou e 1/3(um
terço) do restante de cada uma foi colocado em um recipiente totalizando R$900,00(novecentos reais),
qual foi a quantia dividida inicialmente?
(A) R$900,00
(B) R$1.800,00
(C) R$2.700,00
(D) R$5.400,00

03. (PRODAM/AM – Auxiliar de Motorista – FUNCAB/2014) Um grupo formado por 16 motoristas


organizou um churrasco para suas famílias. Na semana do evento, seis deles desistiram de participar.
Para manter o churrasco, cada um dos motoristas restantes pagou R$ 57,00 a mais.
O valor total pago por eles, pelo churrasco, foi:
(A) R$ 570,00
(B) R$ 980,50

72
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(C) R$ 1.350,00
(D) R$ 1.480,00
(E) R$ 1.520,00

04. (METRÔ – Assistente Administrativo Júnior – FCC/2014) Uma linha de Metrô inicia-se na 1ª
estação e termina na 18ª estação. Sabe-se que a distância dentre duas estações vizinhas é sempre a
mesma, exceto da 1ª para a 2ª, e da 17ª para a 18ª, cuja distância é o dobro do padrão das demais
estações vizinhas. Se a distância da 5ª até a 12ª estação é de 8 km e 750 m, o comprimento total dessa
linha de Metrô, da primeira à última estação, é de
(A) 23 km e 750 m.
(B) 21 km e 250 m.
(C) 25 km.
(D) 22 km e 500 m.
(E) 26 km e 250 m.

05. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) Um funcionário de


uma empresa deve executar uma tarefa em 4 semanas. Esse funcionário executou 3/8 da tarefa na 1 a
semana. Na 2a semana, ele executou 1/3 do que havia executado na 1a semana. Na 3a e 4a semanas, o
funcionário termina a execução da tarefa e verifica que na 3a semana executou o dobro do que havia
executado na 4a semana. Sendo assim, a fração de toda a tarefa que esse funcionário executou na 4ª
semana é igual a
(A) 5/16.
(B) 1/6.
(C) 8/24.
(D)1/ 4.
(E) 2/5.

06. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) Bia tem 10 anos a
mais que Luana, que tem 7 anos a menos que Felícia. Qual é a diferença de idades entre Bia e Felícia?
(A) 3 anos.
(B) 7 anos.
(C) 5 anos.
(D) 10 anos.
(E) 17 anos.

07. (DAE AMERICANAS/SP – ANALISTA ADMINSTRATIVO – SHDIAS/2013) Em uma praça,


Graziela estava conversando com Rodrigo. Graziela perguntou a Rodrigo qual era sua idade, e ele
respondeu da seguinte forma:
- 2/5 de minha idade adicionados de 3 anos correspondem à metade de minha idade.
Qual é a idade de Rodrigo?
(A) Rodrigo tem 25 anos.
(B) Rodrigo tem 30 anos.
(C) Rodrigo tem 35 anos.
(D) Rodrigo tem 40 anos.

08. (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I - FCC/2013) Dois amigos foram a


3
uma pizzaria. O mais velho comeu da pizza que compraram. Ainda da mesma pizza o mais novo comeu
8
7
5
da quantidade que seu amigo havia comido. Sendo assim, e sabendo que mais nada dessa pizza foi
comido, a fração da pizza que restou foi
3
(𝐴)
5
7
(𝐵)
8
1
(𝐶)
10

73
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
3
(𝐷)
10
36
(𝐸)
40

09. (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I - FCC/2013) Glauco foi à livraria e


comprou 3 exemplares do livro J. Comprou 4 exemplares do livro K, com preço unitário de 15 reais a mais
que o preço unitário do livro J. Comprou também um álbum de fotografias que custou a terça parte do
preço unitário do livro K.
Glauco pagou com duas cédulas de 100 reais e recebeu o troco de 3 reais. Glauco pagou pelo álbum
o valor, em reais, igual a
(A) 33.
(B) 132.
(C) 54.
(D) 44.
(E) 11.

10. AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I - FCC/2013) Hoje, a soma das idades de três irmãos
é 65 anos. Exatamente dez anos antes, a idade do mais velho era o dobro da idade do irmão do meio,
que por sua vez tinha o dobro da idade do irmão mais novo. Daqui a dez anos, a idade do irmão mais
velho será, em anos, igual a
(A) 55.
(B) 25.
(C) 40.
(D) 50.
(E) 35.

Respostas

01. Resposta: E.
0.2 + 1.8 + 2.x + 3.2 = 28
0 + 8 + 2x + 6 = 28
2x = 28 – 14
x = 14 / 2
x=7

02. Resposta: B.
Quantidade a ser dividida: x
Se 1/3 de cada um foi colocado em um recipiente e deu R$900,00, quer dizer que cada uma colocou
R$300,00.
𝑥
𝑥 3
= + 300
3 2
𝑥 𝑥
= + 300
3 6
𝑥 𝑥
− = 300
3 6
2𝑥 − 𝑥
= 300
6
𝑥
= 300
6
x = 1800

03. Resposta: E.
Vamos chamar de ( x ) o valor para cada motorista. Assim:

74
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
16 . x = Total
Total = 10 . (x + 57) (pois 6 desistiram)
Combinando as duas equações, temos:
16.x = 10.x + 570
16.x – 10.x = 570
6.x = 570
x = 570 / 6
x = 95
O valor total é: 16 . 95 = R$ 1520,00.

04. Resposta: A.

Sabemos que da 5ª até a 12ª estação = 8 km + 750 m = 8750 m.


A quantidade de “espaços” da 5ª até a 12ª estação é: (12 – 5). x = 7.x
Assim: 7.x = 8750
x = 8750 / 7
x = 1250 m
Por fim, vamos calcular o comprimento total:
17 – 2 = 15 espaços
2.x + 2.x + 15.x =
= 2.1250 + 2.1250 + 15.1250 =
= 2500 + 2500 + 18750 = 23750 m 23 km + 750 m

05. Resposta: B.
Tarefa: x
Primeira semana: 3/8x
1 3 1
2 semana:3 ∙ 8 𝑥 = 8 𝑥

3 1 4 1
1ª e 2ª semana: 𝑥 + 𝑥 = 𝑥 = 𝑥
8 8 8 2

Na 3ª e 4ª semana devem ser feito a outra metade, pois ele executou a metade na 1ª e 2ª semana
como consta na fração acima (1/2x).
3ªsemana: 2y
4ª semana: y
1
2𝑦 + 𝑦 = 2 𝑥
1
3𝑦 = 2 𝑥
1
𝑦 = 6𝑥

06. Resposta: A.
Luana: x
Bia: x + 10
Felícia: x + 7
Bia – Felícia = x + 10 – x – 7 = 3 anos.

07. Resposta: B.
Idade de Rodrigo: x
2 1
5
𝑥 + 3 = 2𝑥
2 1
𝑥 − 𝑥 = −3
5 2

Mmc(2,5)=10

75
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
4𝑥−5𝑥
10
= −3

4𝑥 − 5𝑥 = −30
𝑥 = 30

08. Resposta: C.
𝑝𝑖𝑧𝑧𝑎: 𝑥 ∴ 𝑦: 𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑟𝑒𝑠𝑡𝑜𝑢 𝑑𝑎 𝑝𝑖𝑧𝑧𝑎

3
𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑣𝑒𝑙ℎ𝑜: 𝑥
8
7 3 21
𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑛𝑜𝑣𝑜 ∶ ∙ 𝑥= 𝑥
5 8 40
3 21
𝑥+ 𝑥+𝑦 = 𝑥
8 40
3 21
𝑦=𝑥− 𝑥− 𝑥
8 40
40𝑥 − 15𝑥 − 21𝑥 4𝑥 1
𝑦= = = 𝑥
40 40 10

Sobrou 1/10 da pizza.

09. Resposta: E.
Preço livro J: x
Preço do livro K: x+15
𝑥 + 15
á𝑙𝑏𝑢𝑚:
3
Valor pago:197 reais (2.100 – 3)

𝑥 + 15
3𝑥 + 4(𝑥 + 15) + = 197
3

9𝑥 + 12(𝑥 + 15) + 𝑥 + 15
= 197
3

9𝑥 + 12𝑥 + 180 + 𝑥 + 15 = 591


22𝑥 = 396
𝑥 = 18
𝑥 + 15 18 + 15
á𝑙𝑏𝑢𝑚: = = 11
3 3

O valor pago pelo álbum é de R$ 11,00.

10. Resposta: C.
Irmão mais novo: x
Irmão do meio: 2x
Irmão mais velho:4x
Hoje:
Irmão mais novo: x + 10
Irmão do meio: 2x + 10
Irmão mais velho:4x + 10
x + 10 + 2x + 10 + 4x + 10 = 65
7x = 65 – 30
7x = 35
x=5

76
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
hoje:
Irmão mais novo: x + 10 = 5 + 10 = 15
Irmão do meio: 2x + 10 = 10 + 10 = 20
Irmão mais velho:4x + 10 = 20 + 10 = 30
Daqui a dez anos
Irmão mais novo: 15 + 10 = 25
Irmão do meio: 20 + 10 = 30
Irmão mais velho: 30 + 10 = 40
O irmão mais velho terá 40 anos.

EQUAÇÃO DO 2º GRAU

Uma equação é uma expressão matemática que possui em sua composição incógnitas, coeficientes,
expoentes e um sinal de igualdade. As equações são caracterizadas de acordo com o maior expoente de
uma das incógnitas.

Em que a, b, c são números reais e a ≠ 0.

Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os números reais expressos por a, b, c são chamados
coeficientes da equação:

 Equação completa e incompleta:

- Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz completa.

Exemplos:
x2 - 5x + 6 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 5, c = 6).
-3y2 + 2y - 15 = 0 é uma equação completa (a = -3, b = 2, c = -15).

- Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se diz incompleta.

Exemplos:
x² - 36 = 0 é uma equação incompleta (b=0).
x² - 10x = 0 é uma equação incompleta (c = 0).
4x² = 0 é uma equação incompleta (b = c = 0).

Todas essas equações estão escritas na forma ax2 + bx + c = 0, que é denominada forma normal ou
forma reduzida de uma equação do 2º grau com uma incógnita.
Há, porém, algumas equações do 2º grau que não estão escritas na forma ax2 + bx + c = 0; por meio
de transformações convenientes, em que aplicamos o princípio aditivo e o multiplicativo, podemos reduzi-
las a essa forma.

Exemplo: Pelo princípio aditivo.


2x2 – 7x + 4 = 1 – x2
2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0
3x2 – 7x + 3 = 0

77
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.
2 1 x
 
x 2 x4

4.x  4  xx  4 2x 2

2 x x  4  2 x x  4 
4(x – 4) – x(x – 4) = 2x2
4x – 16 – x2 + 4x = 2x2
– x2 + 8x – 16 = 2x2
– x2 – 2x2 + 8x – 16 = 0
– 3x2 + 8x – 16 = 0

 Raízes de uma equação do 2º grau

Raiz é o número real que, ao substituir a incógnita de uma equação, transforma-a numa sentença
verdadeira. As raízes formam o conjunto verdade ou solução de uma equação.

 Resolução das equações incompletas do 2º grau com uma incógnita.

Primeiramente devemos saber duas importante propriedades dos números Reais que é o nosso
conjunto Universo.

1º) Se x ϵ R, y ϵ R e x.y=0, então x= 0 ou y=0

2º) Se x ϵ R, y ϵ R e x2=y, então x= √y ou x=-√y

1º Caso) A equação é da forma ax2 + bx = 0.

x2 + 9 = 0  colocamos x em evidência
x . (x – 9) = 0 , aplicando a 1º propriedade dos reais temos:

x=0 ou x–9=0
x=9

Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da equação.

2º Caso) A equação é da forma ax2 + c = 0.

x2 – 16 = 0  Fatoramos o primeiro membro, que é uma diferença de dois quadrados.


(x + 4) . (x – 4) = 0, aplicando a 1º propriedade dos reais temos:

x+4=0 x–4=0
x=–4 x=4

ou

x2 – 16 = 0  x2 = 16  √x2 = √16  x = ± 4, (aplicando a segunda propriedade).


Logo, S = {–4, 4}.

 Resolução das equações completas do 2º grau com uma incógnita.

Para este tipo de equação utilizaremos a Fórmula de Bháskara.


Usando o processo de Bháskara e partindo da equação escrita na sua forma normal, foi possível
chegar a uma fórmula que vai nos permitir determinar o conjunto solução de qualquer equação do 2º grau
de maneira mais simples.

78
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Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou fórmula de Bháskara.

Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai depender do discriminante Δ; temos então, três
casos a estudar.

Duas raízes reais distintas.


b 
Δ>0 x' 
1º caso 2.a
(Positivo)
b 
x '' 
2.a
Duas raízes reais iguais.
2º caso
Δ=0 b
(Nulo) x’ = x” =
2a
3º caso
Δ<0 Não temos raízes reais.
(Negativo)

A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem duas ou uma única dependem,
exclusivamente, do discriminante Δ = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa expressão.

Exemplos:
1) Resolver a equação 3x2 + 7x + 9 = 0 no conjunto R.
Temos: a = 3, b = 7 e c = 9

−7 ± √−59
𝑥=
6

Como Δ < 0, a equação não tem raízes reais.


Então: S = ᴓ

2) Resolver a equação 5x2 – 12x + 4=0


Temos que a= 5, b= -12 e c = 4.
Aplicando na fórmula de Bháskara:
−𝑏 ± √𝑏 2 − 4𝑎𝑐 −(−12) ± √(−12)2 − 4.5.4 12 ± √144 − 80 12 ± √64
𝑥= = = =
2𝑎 2.5 10 10

Como Δ > 0, logo temos duas raízes reais distintas:

12 ± 8 12 + 8 20 12 − 8 4: 2 2
𝑥= → 𝑥′ = = = 2 𝑒 𝑥 ′′ = = =
10 10 10 10 10: 2 5

S= {2/5, 2}

 Relação entre os coeficientes e as raízes

79
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
As equações do 2º grau possuem duas relações entre suas raízes, são as chamadas relações de
Girard, que são a Soma (S) e o Produto (P).

𝒃
1) Soma das raízes é dada por: 𝑺 = 𝒙𝟏 + 𝒙𝟐 = − 𝒂

𝒄
2) Produto das raízes é dada por: 𝑷 = 𝒙𝟏 . 𝒙𝟐 =
𝒂

Logo podemos reescrever a equação da seguinte forma:

x2 – Sx +P=0
Exemplos:
1) Determine uma equação do 2º grau cujas raízes sejam os números 2 e 7.
Resolução:
Pela relação acima temos:
S = 2+7 = 9 e P = 2.7 = 14  Com esses valores montamos a equação: x2 -9x +14 =0

2) Resolver a equação do 2º grau: x2 -7x +12 =0


Observe que S=7 e P=12, basta agora pegarmos dois números aos quais somando obtemos 7 e
multiplicados obtemos 12.
S= 3+4 = 7 e P = 4.3=12, logo o conjunto solução é: S={3,4}

Questões

01 . (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYAMA/2013) Para que a equação (3m-9)x²-7x+6=0


seja uma equação de segundo grau, o valor de m deverá, necessariamente, ser diferente de:
(A) 1.
(B) 2.
(C) 3.
(D) 0.
(E) 9.

02 . (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – INDEC/2013) Qual a equação do 2º grau cujas


raízes são 1 e 3/2?
(A) x²-3x+4=0
(B) -3x²-5x+1=0
(C) 3x²+5x+2=0
(D) 2x²-5x+3=0

03 . (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – INDEC/2013) O dobro da menor raiz da


equação de 2º grau dada por x²-6x=-8 é:
(A) 2
(B) 4
(C) 8
(D) 12

04 . (CGU – ADMINISTRATIVA – ESAF/2012) Um segmento de reta de tamanho unitário é dividido


em duas partes com comprimentos x e 1-x respectivamente.
Calcule o valor mais próximo de x de maneira que
x = (1-x) / x, usando 5=2,24.
(A) 0,62

80
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(B) 0,38
(C) 1,62
(D) 0,5
(E) 1/ 𝜋

05. (PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB/ 2014) Hoje João tem oito anos a mais que sua irmã, e o
produto das suas idades é 153. Daqui a dez anos, a soma da idade de ambos será:
(A) 48 anos.
(B) 46 anos.
(C) 38 anos.
(D) 36 anos.
(E) 32 anos.

06 . (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – IMA/2014) Temos que a raiz do


polinômio p(x) = x² – mx + 6 é igual a 6. O valor de m é:
(A) 15
(B) 7
(C) 10
(D) 8
(E) 5

07 . (CBTU – METROREC – Analista de Gestão – Advogado – CONSULPLAN/2014) Considere a


seguinte equação do 2º grau: ax2 + bx + c = 0. Sabendo que as raízes dessa equação são x’ = 6 e x’’ = –
10 e que a + b = 5, então o discriminante dessa equação é igual a
(A) 196.
(B) 225.
(C) 256.
(D) 289.

08 . (SAAE/SP - Fiscal Leiturista – VUNESP/2014) O dono de uma papelaria comprou 98 cadernos


e ao formar pilhas, todas com o mesmo número de cadernos, notou que o número de cadernos de uma
pilha era igual ao dobro do número de pilhas. O número de cadernos de uma pilha era
(A) 12.
(B) 14.
(C) 16.
(D) 18.
(E) 20.

09 . (Prefeitura de São Paulo - SP - Guarda Civil Metropolitano - MS CONCURSOS) Se x1 > x2 são


1 1
as raízes da equação x2 - 27x + 182 = 0, então o valor de - é:
𝑥1 𝑥2
1
(A) 27
.
1
(B) 13
.
(C) 1.
1
(D) 182.
1
(E) 14.

10 . (Pref. Mogeiro/PB - Professor – Matemática – EXAMES) A soma das raízes da equação (k -


2)x² - 3kx + 1 = 0, com k ≠ 2, é igual ao produto dessas raízes. Nessas condições. Temos:
(A) k = 1/2.
(B) k = 3/2.
(C) k = 1/3.
(D) k = 2/3.
(E) k = -2.

Respostas

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01 . Resposta: C.
Neste caso o valor de a ≠ 0, 𝑙𝑜𝑔𝑜:
3m-9≠0
3m≠9
m≠3

02 . Resposta: D.
Como as raízes foram dadas, para saber qual a equação:
x² - Sx +P=0, usando o método da soma e produto; S= duas raízes somadas resultam no valor
numérico de b; e P= duas raízes multiplicadas resultam no valor de c.

3 5
𝑆 =1+ = =𝑏
2 2
3 3
𝑃 =1∙ = = 𝑐 ; 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡𝑖𝑡𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜
2 2
5 3
𝑥2 − 𝑥 + = 0
2 2

2𝑥 2 − 5𝑥 + 3 = 0

03 . Resposta: B.
x²-6x+8=0
∆= (−6)2 − 4.1.8 ⇒ 36 − 32 = 4

−(−6)±√4 6±2
𝑥= ⇒𝑥=
2.1 2

6+2
𝑥1 = =4
2

6−2
𝑥2 = 2
=2

Dobro da menor raiz: 22=4

04 . Resposta: A.
1−𝑥
𝑥=
𝑥

x² = 1-x
x² + x -1 =0
∆= (1)2 − 4.1. (−1) ⇒ ∆= 1 + 4 = 5
−1 ± √5
𝑥=
2

(−1 + 2,24)
𝑥1 = = 0,62
2
−1 − 2,24
𝑥2 = = −1,62 (𝑛ã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑣é𝑚)
2

[Link]: B.
Hoje:
J = IR + 8 ( I )
J . IR = 153 ( II )
Substituir ( I ) em ( II ):
(IR + 8). IR = 153
IR² + [Link] – 153 = 0 (Equação do 2º Grau)

82
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝛥 = 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
𝛥 = 82 − 4.1. (−153)
𝛥 = 64 + 612
𝛥 = 676

−𝑏±√𝛥
𝑥=
2𝑎

−8±√676 −8±26
𝑥= =
2.1 2

−8+26 18
𝑥1 = 2
= 2
=9

−8−26 34
𝑥2 = 2
= 2
= 17

Portanto, hoje, as idades são 9 anos e 17 anos.


Daqui a 10 anos, serão 19 anos e 27 anos, cuja soma será 19 + 27 = 46 anos.

06 . Resposta: B.
Lembrando que a fórmula pode ser escrita como :x²-Sx+P, temos que P(produto)=6 e se uma das
raízes é 6, a outra é 1.
Então a soma é 6+1=7
S=m=7

[Link]: C.
O discriminante é calculado por ∆ = 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
Antes, precisamos calcular a, b e c.
* Soma das raízes = – b / a
– b / a = 6 + (– 10)
– b / a = – 4 . (– 1)
b=4.a
Como foi dado que a + b = 5, temos que: a + 4.a = 5. Assim:
5.a = 5 e a = 1
*b=4.1=4
Falta calcular o valor de c:
* Produto das raízes = c / a
c / 1 = 6 . (– 10)
c = – 60
Por fim, vamos calcular o discriminante:
∆ = 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
∆ = 42 − 4.1. (−60) = 16 + 240 = 256

[Link]: B.
Chamando de (c o número de cadernos em cada pilha, e de ( p ) o número de pilhas, temos:
c = 2.p (I)
p.c = 98 (II)
Substituindo a equação (I) na equação (II), temos:
p.2p = 98
2.p² = 98
p² = 98 / 2
p = √49
p = 7 pilhas
Assim, temos 2.7 = 14 cadernos por pilha.

09 . Resposta: D.
Primeiro temos que resolver a equação:
a = 1, b = - 27 e c = 182
∆ = b2 – 4.a.c

83
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
∆ = (-27)2 – 4.1.182
∆ = 729 – 728
∆=1

−𝑏±√∆ −(−27)±√1 27±1


𝑥= 2𝑎
= 2.1
= 2
 x1 = 14 ou x2 = 13

O mmc entre x1 e x2 é o produto x1.x2

1 1 𝑥1 − 𝑥2 14 − 13 1
− = = =
𝑥1 𝑥2 𝑥1 . 𝑥2 14.13 182

10 . Resposta: C.
−𝑏 𝑐
Vamos usar as fórmulas da soma e do produto: S = eP= .
𝑎 𝑎

(k – 2)x2 – 3kx + 1 = 0; a = k – 2, b = - 3k e c = 1

S=P
−𝑏 𝑐
=  - b = c  -(-3k) = 1  3k = 1  k = 1/3
𝑎 𝑎

Referências
[Link]
COC de Ensino

INEQUAÇÃO DO 1º GRAU

Inequação é toda sentença aberta expressa por uma desigualdade.


As inequações x + 6 > 12 e 2x – 4  x + 2 são do 1º grau, isto é, aquelas em que a variável x aparece
com expoente 1.
A expressão à esquerda do sinal de desigualdade chama-se primeiro membro da inequação. A
expressão à direita do sinal de desigualdade chama-se segundo membro da inequação.
Na inequação x + 6 > 12, por exemplo, observamos que:

A variável é x;
O primeiro membro é x + 6;
O segundo membro é 12.

Na inequação 2x – 4  x + 2:

A variável é x;
O primeiro membro é 2x – 4;
O segundo membro é x + 2.

Propriedades da desigualdade

Propriedade Aditiva:

Mesmo sentido

Exemplo: Se 8 > 3, então 8 + 2 > 3 + 2, isto é: 10 > 5.

Somamos +2 aos dois membros da desigualdade

Uma desigualdade não muda de sentido quando adicionamos ou subtraímos um mesmo número aos
seus dois membros.

84
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Propriedade Multiplicativa:

Mesmo sentido

Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . 2 > 3 . 2, isto é: 16 > 6.

Multiplicamos os dois membros por 2

Uma desigualdade não muda de sentido quando multiplicamos ou dividimos seus dois membros por
um mesmo número positivo.

Mudou de sentido

Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . (–2) < 3 . (–2), isto é: –16 < –6


Multiplicamos os dois membros por –2

Uma desigualdade muda de sentido quando multiplicamos ou dividimos seus dois membros por um
mesmo número negativo.

Resolver uma inequação é determinar o seu conjunto verdade a partir de um conjunto universo dado.

Vejamos, através do exemplo, a resolução de inequações do 1º grau.

a) x < 5, sendo U = N

Os números naturais que tornam a desigualdade verdadeira são: 0, 1, 2, 3 ou 4. Então V = {0, 1, 2, 3,


4}.

b) x < 5, sendo U = Z

b) x < 5, sendo U = Z

Todo número inteiro menor que 5 satisfaz a desigualdade. Logo, V = {..., –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4}.

c) x < 5, sendo U = Q

Todo número racional menor que 5 é solução da inequação dada. Como não é possível representar
os infinitos números racionais menores que 5 nomeando seus elementos, nós o faremos por meio da
propriedade que caracteriza seus elementos. Assim:

V = {x  Q / x <5}

Resolução prática de inequações do 1º grau:

A resolução de inequações do 1º grau é feita procedendo de maneira semelhante à resolução de


equações, ou seja, transformando cada inequação em outra inequação equivalente mais simples, até se
obter o conjunto verdade.

Exemplo

85
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Resolver a inequação 4(x – 2)  2 (3x + 1) + 5, sendo U = Q.

4(x – 2)  2 (3x + 1) + 5
4x – 8  6x + 2 + 5 aplicamos a propriedade distributiva
4x – 6x  2 + 5 + 8 aplicamos a propriedade aditiva
–2x  15 reduzimos os termos semelhantes

Multiplicando os dois membros por –1, devemos mudar o sentido da desigualdade.

2x  –15

2x 15 15
Dividindo os dois membros por 2, obtemos:  x
2 2 2

 15 
Logo, V =  x  Q | x   .
 2

Vamos determinar o conjunto verdade caso tivéssemos U = Z.

15
Sendo   7,5 , vamos indicá-lo na reta numerada:
2

Logo, V = {–7, –6, –5, –4, ...} ou V = {x  Z| x  –7}.

Questões

01. (OBM) Quantos são os números inteiros x que satisfazem à inequação ?


(A) 13;
(B) 26;
(C) 38;
(D) 39;
(E) 40.

02. (ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A pontuação numa prova de 25 questões é a seguinte: + 4 por


questão respondida corretamente e –1 por questão respondida de forma errada. Para que um aluno
receba nota correspondente a um número positivo, deverá acertar no mínimo:
(A) 3 questões
(B) 4 questões
(C) 5 questões
(D) 6 questões
(E) 7 questões

03. ([Link]/PM) O menor número inteiro que satisfaz a inequação 4x + 2 (x-1) > x – 12 é:
(A) -2.
(B) -3.
(C) -1.
(D) 4.
(E) 5.

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04. (AUX. TRT 6ª/FCC) Uma pessoa, brincando com uma calculadora, digitou o número 525. A seguir,
foi subtraindo 6, sucessivamente, só parando quando obteve um número negativo. Quantas vezes ela
apertou a tecla correspondente ao 6?
(A) 88.
(B) 87.
(C) 54.
(D) 53.
(E) 42.

05. (CFSD/PM/2012) Baseado na figura abaixo, o menor valor inteiro par que o número x pode assumir
para que o perímetro dessa figura seja maior que 80 unidades de comprimento é:

(A) 06.
(B) 08.
(C) 10.
(D) 12.
(E) 14.

06. (MACK) – Em N, o produto das soluções da inequação 2x – 3 ≤ 3 é:


(A) maior que 8.
(B) 6.
(C) 2.
(D) 1.
(E) 0.

07. (SEE/AC – Professor de Ciências da Natureza Matemática e suas Tecnologias –


FUNCAB/2014) Determine os valores de que satisfazem a seguinte inequação:

(A) x > 2
(B) x ≤ - 5
(C) x > - 5
(D) x < 2
(E) x ≤ 2

08. (UEAP – Técnico em Planejamento, Orçamento e Finanças – Ciências Contábeis – CS-


UFG/2014) O dono de um restaurante dispõe de, no máximo, R$ 100,00 para uma compra de batata
e feijão. Indicando por X e Y os valores gastos, respectivamente, na compra de batata e de feijão, a
inequação que representa esta situação é:
(A) X + Y > 100
(B) X + Y ≤ 100
𝑋
(C) > 100
𝑌
𝑋
(D) 𝑌
≤ 100

Respostas

01. Resposta: D.

87
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Como só estamos trabalhando com valores positivos, podemos elevar ao quadrado todo mundo e ter
9 < x < 49, sendo então que x será 10, 11, 12, 13, 14,..., 48.
Ou seja, poderá ser 39 valores diferentes.

02. Resposta: D.
Se a cada x questões certas ele ganha 4x pontos então quando erra (25 – x) questões ele perde (25 –
x)(-1) pontos, a soma desses valores será positiva quando:
4X + (25 -1 )(-1) > 0  4X – 25 + x > 0  5x > 25  x > 5
O aluno deverá acertar no mínimo 5 questões.

03. Resposta: C.
4x + 2 – 2 > x -12
4x + 2x – x > -12 +2
5x > -10
x > -2
Se enumerarmos nosso conjunto verdade teremos: V={-1,0,1,2,...}, logo nosso menor número inteiro
é -1.

04. Resposta: A.
Vamos chamar de x o número de vezes que ele apertou a calculadora
525 – 6x < 0 ( pois o resultado é negativo)
-6x < -525. (-1)  6x > 525  x > 87,5 ; logo a resposta seria 88( maior do que 87,5).

05. Resposta: B.
Perímetro soma de todos os lados de uma figura:
6x – 8 + 2.(x+5) + 3x + 8 > 80
6x – 8 + 2x + 10 + 3x + 8 > 80
11x + 10 > 80
11x > 80 -10
x > 70/11
x > 6,36
Como tem que ser o menor número inteiro e par, logo teremos 8.

06 . Resposta: E.
2x ≤ 3+3
2x ≤ 6
x≤3
Como ele pede o produto das soluções, teremos: [Link],...= 0; pois todo número multiplicado por zero
será ele mesmo.

07. Resposta: B.
3𝑥 𝑥 3𝑥 𝑥 2𝑥
+2 ≤ −3 → − ≤ −3 − 2 → ≤ −5 → 𝑥 ≤ −5
2 2 2 2 2

08. Resposta: B.
Batata = X
Feijão = Y
O dono não pode gastar mais do que R$ 100,00( ele pode gastar todo o valor e menos do que o valor),
logo:
X + Y ≤ 100

INEQUAÇÃO DO 2º GRAU

Chamamos de inequação do 2º toda desigualdade pode ser representada da seguinte forma:

ax2 + bx + c > 0 , ax2 + bx + c < 0 , ax2 + bx + c ≥ 0 ou ax2 + bx + c ≤ 0

A sua resolução depende do estudo do sinal da função y = ax2 + bx + c , para que possamos determinar
os valores reais de x para que tenhamos , respectivamente:

88
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y > 0 , y < 0 , y ≥ 0 ou y ≤ 0.

E para o estudo do sinal, temos os gráficos abaixo:

Para melhor entendimento vejamos alguns exemplos:

1) Resolver a inequação 3x² + 10x + 7 < 0.

Agora vamos montar graficamente o valor para que assim achemos os valores que satisfaçam a
mesma.

Como queremos valores menores que zero, vamos utilizar o intervalo onde os mesmos satisfaçam a
inequação, logo a solução para equação é:
S ={x ϵ R | -7/3 < x < -1}

2) Determine a solução da inequação x² – 4x ≥ 0.

89
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Graficamente temos:

Observe que ao montarmos no gráfico conseguimos visualizar o intervalo que corresponde a solução
que procuramos. Logo:
S = {x ϵ R | x ≤ 0 ou x ≥ 4}

Questões

01. (VUNESP) O conjunto solução da inequação 9x2 – 6x + 1 ≤ 0, no universo do números reais é:


(A) ∅
(B) R
1
(C) {3}
1
(D) {𝑥 ∈ 𝑅|𝑥 ≥ 3}
1
(E) {𝑥 ∈ 𝑅|𝑥 ≠ }
3

02. (PUC-MG) O produto dos elementos do conjunto 𝐴 = {𝑥 ∈ 𝑁|(𝑥 − 2). (7 − 𝑥) > 0} é:


(A) 60
(B) 90
(C) 120
(D) 180
(E) 360
1
03. Em R, o domínio mais amplo possível da função, dada por 𝑓(𝑥) = , é o intervalo:
√9−𝑥 2
(A) [0; 9]
(B) ]0; 3[
(C) ]- 3; 3[
(D) ]- 9; 9[
(E) ]- 9; 0[

Respostas

01. Resposta: C
Resolvendo por Baskara:
∆= 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
∆= (−6)2 − 4.9.1
∆= 36 − 36 = 0
−𝑏±√∆
𝑥= 2𝑎

90
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−(−6)±√0
𝑥= 2.9
6±0 6 1
𝑥= 18
= 18 = 3 (delta igual a zero, duas raízes iguais)

Fazendo o gráfico, a > 0 parábola voltada para cima:

1
S={ }
3

02. Resposta: E
(x – 2).(7 – x) > 0 (aplicando a distributiva)
7x – x2 – 14 + 2x > 0
- x2 + 9x – 14 > 0
∆= 𝑏 2 − 4𝑎𝑐
∆= 92 − 4. (−1). (−14)
∆= 81 − 56 = 25
−9±√25
𝑥=
2.(−1)
−9±5 −9+5 −4 −9−5 −14
𝑥= −2
 𝑥1 = −2
= −2 = 2 ou 𝑥2 = −2
= −2
=7

Fazendo o gráfico, a < 0 parábola voltada para baixo:

a solução é 2 < x < 7, neste intervalo os números naturais são: 3, 4, 5 e 6.


[Link] = 360

03. Resposta: C
Para que exista a raiz quadrada da função temos que ter 9 – x2 ≥ 0. Porém como o denominador da
fração tem que ser diferente de zero temos que 9 – x2 > 0.
- x2 + 9 >0
As soluções desta equação do 2° grau são 3 e – 3.
Fazendo o gráfico, a < 0, parábola voltada para baixo:

91
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A solução é – 3 < x < 3 ou ]- 3; 3[

8 - Sistemas de equações do 1º grau.

SISTEMA DO 1º GRAU

- Definição

Observe o raciocínio: João e José são colegas. Ao passarem por uma livraria, João resolveu comprar
2 cadernos e 3 livros e pagou por eles R$ 15,40, no total dos produtos. José gastou R$ 9,20 na compra
de 2 livros e 1 caderno. Os dois ficaram satisfeitos e foram para casa.
No dia seguinte, encontram um outro colega e falaram sobre suas compras, porém não se lembrava
do preço unitário dos livros. Sabiam, apenas que todos os livros, como todos os cadernos, tinham o
mesmo preço.
Bom, diante deste problema, será que existe algum modo de descobrir o preço de cada livro ou caderno
com as informações que temos? Será visto mais à frente.
Um sistema de equação do primeiro grau com duas incógnitas x e y, pode ser definido como um
conjunto formado por duas equações do primeiro grau. Lembrando que equação do primeiro grau é aquela
que em todas as incógnitas estão elevadas à potência 1.

- Observações gerais

Já estudamos sobre equações do primeiro grau com duas incógnitas, como exemplo: x + y = 7; x – y
= 30 ; x + 2y = 9 x – 3y = 15
Foi visto também que as equações do 1º grau com duas variáveis admitem infinitas soluções:
x+y=6x–y=7

Vendo a tabela acima de soluções das duas equações, é possível checar que o par (4;2), isto é, x = 4
e y = 2, é a solução para as duas equações.

Assim, é possível dizer que as equações


x+y=6
x–y=7

Formam um sistema de equações do 1º grau.

Exemplos de sistemas:

92
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
{ Observe este símbolo. A matemática convencionou neste caso para indicar que duas ou mais
equações formam um sistema.

- Resolução de sistemas

Resolver um sistema significa encontrar um par de valores das incógnitas x e y que faça verdadeira
as equações que fazem parte do sistema.
Exemplos:
a) O par (4,3 ) pode ser a solução do sistema
x–y=2
x+y=6

Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta substituir os valores em ambas as equações:
x-y=2 ; x+y=6
4–3=1 ;4+3=7
1 ≠ 2 (falso) 7 ≠ 6 (falso)

A resposta então é falsa. O par (4,3) não é a solução do sistema de equações acima.
b) O par (5,3 ) pode ser a solução do sistema
x–y=2
x+y=8

Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta substituir os valores em ambas as equações:
x–y=2; x+y=8
5–3=2 ;5+3=8
2 = 2 (verdadeiro 8 = 8 (verdadeiro)

A resposta então é verdadeira. O par (5, 3) é a solução do sistema de equações acima.

- Métodos para solução de sistemas do 1º grau.

Método de substituição

Esse método de resolução de um sistema de 1º grau estabelece que “extrair” o valor de uma incógnita
é substituir esse valor na outra equação.
Observe:
x–y=2
x+y=4
Vamos escolher uma das equações para “extrair” o valor de uma das incógnitas, ou seja, estabelecer
o valor de acordo com a outra incógnita, desta forma:
x–y=2x=2+y
Agora iremos substituir o “x” encontrado acima, na “x” da segunda equação do sistema:
x+y=4
(2 + y ) + y = 4
2 + 2y = 4 2y = 4 – 2  2y = 2  y = 1
Temos que: x = 2 + y, então
x=2+1
x=3
Assim, o par (3, 1) torna-se a solução verdadeira do sistema.

93
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Método da adição

Este método de resolução de sistema do 1º grau consiste apenas em somas os termos das equações
fornecidas.
Observe:
x–y=-2
3x + y = 5
Neste caso de resolução, somam-se as equações dadas:
x – y = -2
3x + y = 5 +
4x = 3
x = 3/4
Veja nos cálculos que quando somamos as duas equações o termo “y” se anula. Isto tem que ocorrer
para que possamos achar o valor de “x”.
Agora, e quando ocorrer de somarmos as equações e os valores de “x” ou “y” não se anularem para
ficar somente uma incógnita?

Neste caso, é possível usar uma técnica de cálculo de multiplicação pelo valor excludente negativo.
Ex.:
3x + 2y = 4
2x + 3y = 1

Ao somarmos os termos acima, temos:


5x + 5y = 5, então para anularmos o “x” e encontramos o valor de “y”, fazemos o seguinte:
» multiplica-se a 1ª equação por +2
» multiplica-se a 2ª equação por – 3

Vamos calcular então:


3x + 2y = 4 ( x +2)
2x + 3y = 1 ( x -3)
6x +4y = 8
-6x - 9y = -3 +
-5y = 5
y = -1

Substituindo:
2x + 3y = 1
2x + 3.(-1) = 1
2x = 1 + 3
x=2

Verificando:
3x + 2y = 4  3.(2) + 2(-1) = 4  6 – 2 = 4
2x + 3y = 1  2.(2) + 3(-1) = 1  4 – 3 = 1

- Gráfico de um sistema do 1º grau

Dispondo de dois pontos, podemos representa-los graficamente em um plano cartesiano. A figura


formada por esses pontos é uma reta.
Exemplo:
Dado x + y = 4 , vamos traçar o gráfico desta equação. Vamos atribuir valores a x e a y para
acharmos os pontos no gráfico.

94
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Unindo os pontos traçamos a reta, que contém todos os pontos da equação. A essa reta damos o
nome de reta suporte.

Outro exemplo:
Atribuindo valores a x e y montamos o gráfico do sistema de equações:

95
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Observe que o ponto (6,4) que é ponto de intersecção das duas equações, é a solução do sistema, ao
qual satisfaz a condição das duas equações simultaneamente.

Questões

01. (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola
(amarela, vermelha e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela
arrecadou 50 quilogramas a mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que
a equipe branca. A quantidade de alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual
a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370

02. (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Os cidadãos que aderem voluntariamente à


Campanha Nacional de Desarmamento recebem valores de indenização entre R$150,00 e R$450,00 de
acordo com o tipo e calibre do armamento. Em uma determinada semana, a campanha arrecadou 30
armas e pagou indenizações somente de R$150,00 e R$450,00, num total de R$7.500,00.
Determine o total de indenizações pagas no valor de R$150,00.
(A) 20
(B) 25
(C) 22
(D) 24
(E) 18

03. (PREF. LAGOA DA CONFUSÃO/TO – ORIENTADOR SOCIAL – IDECAN/2013) A razão entre a


idade de Cláudio e seu irmão Otávio é 3, e a soma de suas idades é 28. Então, a idade de Marcos que é
igual a diferença entre a idade de Cláudio e a idade de Otávio é
(A) 12.
(B) 13.
(C) 14.
(D) 15.
(E) 16.

04. (PREF. NEPOMUCENO/MG – PORTEIRO – CONSULPLAN/2013) Numa adega encontram-se


armazenadas garrafas de vinho seco e suave num total de 300 garrafas, sendo que o número de garrafas
de vinho seco excede em 3 unidades o dobro do número de garrafas de vinho suave. Assim, a
porcentagem de garrafas de vinho seco dessa adega é igual a
(A) 60%.
(B) 63%.
(C) 65%.
(D) 67%.
(E) 70%.

05. (PETROBRAS - TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE JÚNIOR – CESGRANRIO/2013)


Maria vende salgados e doces. Cada salgado custa R$2,00, e cada doce, R$1,50. Ontem ela faturou
R$95,00 vendendo doces e salgados, em um total de 55 unidades.
Quantos doces Maria vendeu?
(A) 20
(B) 25
(C) 30
(D) 35
(E) 40

06. (TRT 6ª – ANALISTA JUDICIÁRIO –ADMINISTRATIVA – FCC/2012) Para fazer um trabalho, um


professor vai dividir os seus 86 alunos em 15 grupos, alguns formados por cinco, outros formados por

96
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
seis alunos. Dessa forma, sendo C o número de grupos formados por cinco e S o número de grupos
formados por seis alunos, o produto C⋅S será igual a
(A) 56.
(B) 54.
(C) 50.
(D) 44.
(E) 36.

07. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – FCC/2013) Dos 56 funcionários de uma agência


bancária, alguns decidiram contribuir com uma lista beneficente. Contribuíram 2 a cada 3 mulheres, e 1
a cada 4 homens, totalizando 24 pessoas.
A razão do número de funcionárias mulheres para o número de funcionários homens dessa agência
é de
(A) 3 para 4.
(B) 2 para 3.
(C) 1 para 2.
(D) 3 para 2.
(E) 4 para 5.

08. (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC/2012) Em um campeonato de


futebol, as equipes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e
nenhum ponto se forem derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia
perdido apenas dois jogos e acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou,
nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13
(E) 15

09. (TJ/SP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) Uma empresa comprou um


determinado número de folhas de papel sulfite, embaladas em pacotes de mesma quantidade para
facilitar a sua distribuição entre os diversos setores.
Todo o material deverá ser entregue pelo fornecedor acondicionado em caixas, sem que haja sobras.
Se o fornecedor colocar 25 pacotes por caixa, usará 16 caixas a mais do que se colocar 30 pacotes por
caixa. O número total de pacotes comprados, nessa encomenda, foi
(A) 2200.
(B) 2000.
(C) 1800.
(D )2400.
(E) 2500.

10. SEAP – AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA PENITENCIÁRIA – VUNESP/2013) A razão entre


o número de litros de óleo de milho e o número de litros de óleo de soja vendidos por uma mercearia,
nessa ordem, foi de 5/7. Se o número total de litros de óleo vendidos (soja + milho) foi 288, então o
número de litros de óleo de soja vendidos foi
(A) 170.
(B) 176.
(C) 174.
(D) 168.
(E) 172.

Respostas

01. Resposta: E.
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z

97
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30
𝑥 + 𝑦 + 𝑧 = 1040
{ 𝑥 = 𝑦 + 50
𝑧 = 𝑦 + 30
Substituindo a II e a III equação na I:
𝑦 + 50 + 𝑦 + 𝑦 + 30 = 1040
3𝑦 = 1040 − 80
y = 320
Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg

02. Resposta: A.
Armas de R$150,00: x
Armas de R$450,00: y

150𝑥 + 450𝑦 = 7500


{
𝑥 + 𝑦 = 30

x = 30 – y
Substituindo na 1ª equação:
150(30 − 𝑦) + 450𝑦 = 7500
4500 − 150𝑦 + 450𝑦 = 7500
300𝑦 = 3000
𝑦 = 10
𝑥 = 30 − 10 = 20
O total de indenizações foi de 20.

03. Resposta: C.
Cláudio :x
Otávio: y
𝑥
=3
𝑦

𝑥 = 3𝑦
{
𝑥 + 𝑦 = 28

𝑥 + 𝑦 = 28
3y + y = 28
4y = 28
y = 7 x = 21
Marcos: x – y = 21 – 7 = 14

04. Resposta: D.
Vinho seco: x
Vinho suave: y
𝑥 + 𝑦 = 300 (𝐼)
{
𝑥 = 2𝑦 + 3 (𝐼𝐼)
Substituindo II em I

2y + 3 + y = 300
3y = 297
y = 99
x = 201
300------100%
201-----x

98
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
x = 67%

05. Resposta: C.
Doces: x
Salgados: y
𝑥 + 𝑦 = 55
{
1,5𝑥 + 2𝑦 = 95
Resolvendo pelo método da adição, vamos multiplicar todos os termos da 1ª equação por -1,5:
−1,5𝑥 − 1,5𝑦 = −82,5
{
1,5𝑥 + 2𝑦 = 95
Assim temos:
0,5𝑦 = 12,5
𝑦 = 25 ∴ 𝑥 = 30
Ela vendeu 30 doces

06. Resposta: D.
5𝐶 + 6𝑆 = 86
{
𝐶 + 𝑆 = 15
C = 15 – S
Substituindo na primeira equação:
5(15 – S) + 6S = 86
75 – 5S + 6S = 86
S = 11
C = 15 – 11 = 4
𝐶 ∙ 𝑆 = 4 ∙ 11 = 44

07. Resposta: A.
Mulheres: x
Homens: y

2
𝑥 + 𝑦 = 56 (. − )
{ 3
2 1
𝑥 + 𝑦 = 24
3 4
2 2 112
− 𝑥− 𝑦=−
{ 3 3 3
2 1
𝑥 + 𝑦 = 24
3 4
Somando as duas equações:

2 1 112
− 𝑦+ 𝑦=− + 24
3 4 3

mmc(3,4)=12

−8𝑦 + 3𝑦 = −448 + 288


-5y = - 160
y = 32
x = 24
razão de mulheres pra homens:
24 3
=
32 4

08. Resposta: E.
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
Pelo método da adição temos:

99
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑥 + 𝑦 + 2 = 30. (−1)
{
3𝑥 + 𝑦 = 58
−𝑥 − 𝑦 = −28
{
3𝑥 + 𝑦 = 58

2x = 30
x = 15

09. Resposta: D.
Total de pacotes: x
Caixas: y
𝑥
= 𝑦 + 16
25

25𝑦 + 400 = 𝑥
𝑥
=𝑦
30
𝑥 = 30𝑦

25𝑦 − 𝑥 = −400
{
𝑥 = 30𝑦
Substituindo:
25𝑦 − 30𝑦 = −400
−5𝑦 = −400
𝑦 = 80
𝑥 = 30 ∙ 80 = 2400

10. Resposta: D.
Óleo de milho: M
Óleo de soja: S

𝑀 5
= 7𝑀 = 5𝑆
𝑆 7
𝑀 + 𝑆 = 288 . (−7)
{
7𝑀 − 5𝑆 = 0
−7𝑀 − 7𝑆 = −2016
{
7𝑀 − 5𝑆 = 0

−12𝑆 = −2016
𝑆 = 168

100
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
9 - Funções e gráficos.

FUNÇÃO DO 1º GRAU

Dados dois conjuntos A e B, não-vazios, função é uma relação binária de A em B de tal maneira que
todo elemento x, pertencente ao conjunto A, tem para si um único correspondente y, pertencente ao
conjunto B, que é chamado de imagem de x.

Notemos que, para uma relação binária dos conjuntos A e B, nesta ordem, representarem uma função
é preciso que:
- Todo elemento do conjunto A tenha algum correspondente (imagem) no conjunto B;
- Para cada elemento do conjunto A exista um único correspondente (imagem) no conjunto B.

Assim como em relação, usamos para as funções, que são relações especiais, a seguinte linguagem:

Domínio: Conjunto dos elementos que possuem imagem. Portanto, todo o conjunto A, ou seja, D = A.

Contradomínio: Conjunto dos elementos que se colocam à disposição para serem ou não imagem
dos elementos de A. Portanto, todo conjunto B, ou seja, CD = B.

Conjunto Imagem: Subconjunto do conjunto B formado por todos os elementos que são imagens dos
elementos do conjunto A, ou seja, no exemplo anterior: Im = {a, b, c}.

Exemplo

Consideremos os conjuntos A = {0, 1, 2, 3, 5} e B = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}.


Vamos definir a função f de A em B com f(x) = x + 1.
Tomamos um elemento do conjunto A, representado por x, substituímos este elemento na sentença
f(x), efetuamos as operações indicadas e o resultado será a imagem do elemento x, representada por y.

f: A  B
y = f(x) = x + 1

Tipos de Função

101
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Injetora: Quando para ela elementos distintos do domínio apresentam imagens também distintas no
contradomínio.

Reconhecemos, graficamente, uma função injetora quando, uma reta horizontal, qualquer que seja
interceptar o gráfico da função, uma única vez.

f(x) é injetora g(x) não é injetora


(Interceptou o gráfico mais de uma vez)

Sobrejetora: Quando todos os elementos do contradomínio forem imagens de pelo menos um


elemento do domínio.

Reconhecemos, graficamente, uma função sobrejetora quando, qualquer que seja a reta horizontal
que interceptar o eixo no contradomínio, interceptar, também, pelo menos uma vez o gráfico da função.

f(x) é sobrejetora g(x) não é sobrejetora


(não interceptou o gráfico)

Bijetora: Quando apresentar as características de função injetora e ao mesmo tempo, de sobrejetora,


ou seja, elementos distintos têm sempre imagens distintas e todos os elementos do contradomínio são
imagens de pelo menos um elemento do domínio.

102
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Função crescente: A função f(x), num determinado intervalo, é crescente se, para quaisquer x1 e x2
pertencentes a este intervalo, com x1<x2, tivermos f(x1)<f(x2).

x1<x2 → f(x1)<f(x2)

Função decrescente: Função f(x), num determinado intervalo, é decrescente se, para quaisquer x1 e
x2 pertencente a este intervalo, com x1 < x2, tivermos f(x1)>f(x2).

x1<x2 → f(x1)>f(x2)

Função constante: A função f(x), num determinado intervalo, é constante se, para quaisquer x1 < x2,
tivermos f(x1) = f(x2).

Gráficos de uma Função

A apresentação de uma função por meio de seu gráfico é muito importante, não só na Matemática
como nos diversos ramos dos estudos científicos.

Exemplo

Consideremos a função real f(x) = 2x – 1. Vamos construir uma tabela fornecendo valores para x e,
por meio da sentença f(x), obteremos as imagens y correspondentes.

103
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
x y = 2x – 1
–2 –5
–1 –3
0 –1
1 1
2 3
3 5

Transportados os pares ordenados para o plano cartesiano, vamos obter o gráfico correspondente à
função f(x).

Exemplo para a > 0


Consideremos f(x) = 2x – 1.

Exemplo para a < 0


Consideremos f(x) = –x + 1.

Consideremos a função f(x) = ax + b com a ≠ 0, em que x0 é a raiz da função f(x).

104
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Conclusão: O gráfico de uma função do 1º grau é uma reta crescente para a > 0 e uma reta decrescente
para a < 0.

Zeros da Função do 1º grau:

Chama-se zero ou raiz da função do 1º grau y = ax + b o valor de x que anula a função, isto é, o valor
de x para que y seja igual à zero.
Assim, para achar o zero da função y = ax + b, basta resolver a equação ax + b = 0.

Exemplo
Determinar o zero da função:
y = 2x – 4.
2x – 4 = 0
2x = 4
4
x=
2
x=2
O zero da função y = 2x – 4 é 2.

No plano cartesiano, o zero da função do 1º grau é representado pela abscissa do ponto onde a reta
corta o eixo x.

x y (x,y)
1 –2 (1, –
2)
3 2 (3,2)

Observe que a reta y = 2x – 4 intercepta o eixo x no ponto (2,0), ou seja, no ponto de abscissa 2, que
é o zero da função.
Conhecido o zero de uma função do 1º grau e lembrando a inclinação que a reta pode ter, podemos
esboçar o gráfico da função.

Estudo do sinal da função do 1º grau:

Estudar o sinal da função do 1º grau y = ax + b é determinar os valores reais de x para que:

- A função se anule (y = 0);


- A função seja positiva (y > 0);
- A função seja negativa (y < 0).

105
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Exemplo

Estudar o sinal da função y = 2x – 4 (a = 2 > 0).

a) Qual o valor de x que anula a função?

y=0
2x – 4 = 0
2x = 4
4
x=
2
x=2

A função se anula para x = 2.

b) Quais valores de x tornam positiva a função?

y>0
2x – 4 > 0
2x > 4
4
x>
2
x>2

A função é positiva para todo x real maior que 2.

c) Quais valores de x tornam negativa a função?


y<0
2x – 4 < 0
2x < 4
4
x<
2
x<2

A função é negativa para todo x real menor que 2.

Podemos também estudar o sinal da função por meio de seu gráfico:

- Para x = 2 temos y = 0;
- Para x > 2 temos y > 0;
- Para x < 2 temos y < 0.

 Relação Binária

Par Ordenado

106
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Quando representamos o conjunto (a, b) ou (b, a) estamos, na verdade, representando o mesmo
conjunto. Porém, em alguns casos, é conveniente distinguir a ordem dos elementos.
Para isso, usamos a idéia de par ordenado. A princípio, trataremos o par ordenado como um conceito
primitivo e vamos utilizar um exemplo para melhor entendê-lo. Consideremos um campeonato de futebol
e que desejamos apresentar, de cada equipe, o total de pontos ganhos e o saldo de gols. Assim, para
uma equipe com 12 pontos ganhos e saldo de gols igual a 18, podemos fazer a indicação (12, 18), já
tendo combinado, previamente, que o primeiro número se refere ao número de pontos ganhos, e o
segundo número, ao saldo de gols.
Portanto, quando tivermos para outra equipe a informação de que a sua situação é (2, -8)
entenderemos, que esta equipe apresenta 2 pontos ganhos e saldo de gols -8. Note que é importante a
ordem em que se apresenta este par de números, pois a situação (3, 5) é totalmente diferente da situação
(5,3). Fica, assim, estabelecida a idéia de par ordenado: um par de valores cuja ordem de apresentação
é importante.

Observações: (a, b) = (c, d) se, e somente se, a = c e b = d


(a, b) = (b, a) se, o somente se, a = b

Produto Cartesiano

Dados dois conjuntos A e B, chamamos de produto cartesiano A x B ao conjunto de todos os possíveis


pares ordenados, de tal maneira que o 1º elemento pertença ao 1º conjunto (A) e o 2º elemento pertença
ao 2º conjunto (B).

A x B= x, y  / x  A e y  B

Quando o produto cartesiano for efetuado entre o conjunto A e o conjunto A, podemos representar A
x A = A2. Vejamos, por meio de o exemplo a seguir, as formas de apresentação do produto cartesiano.

Exemplo

Sejam A = {1, 4, 9} e B = {2, 3}. Podemos efetuar o produto cartesiano A x B, também chamado A
cartesiano B, e apresentá-lo de várias formas.

a) Listagem dos elementos

Apresentamos o produto cartesiano por meio da listagem, quando escrevemos todos os pares
ordenados que constituam o conjunto. Assim, no exemplo dado, teremos:

A e B = {(1, 2),(1, 3),(4, 2),(4, 3),(9, 2),(9, 3)}

Vamos aproveitar os mesmo conjuntos A e B e efetuar o produto B e A (B cartesiano A): B x A = {(2,


1),(2, 4),(2, 9),(3, 1),(3, 4),(3, 9)}.

Observando A x B e B x A, podemos notar que o produto cartesiano não tem o privilégio da propriedade
comutativa, ou seja, A x B é diferente de B x A. Só teremos a igualdade A x B = B x A quando A e B forem
conjuntos iguais.

Observação: Considerando que para cada elemento do conjunto A o número de pares ordenados
obtidos é igual ao número de elementos do conjunto B, teremos: n(A x B) = n(A) x n(B).

b) Diagrama de flechas

Apresentamos o produto cartesiano por meio do diagrama de flechas, quando representamos cada um
dos conjuntos no diagrama de Euler-Venn, e os pares ordenados por “flechas” que partem do 1º elemento
do par ordenado (no 1º conjunto) e chegam ao 2º elemento do par ordenado (no 2º conjunto).
Considerando os conjuntos A e B do nosso exemplo, o produto cartesiano A x B fica assim
representado no diagrama de flechas:

107
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c) Plano cartesiano

Apresentamos o produto cartesiano, no plano cartesiano, quando representamos o 1º conjunto num


eixo horizontal, e o 2º conjunto num eixo vertical de mesma origem e, por meio de pontos, marcamos os
elementos desses conjuntos. Em cada um dos pontos que representam os elementos passamos retas
(horizontais ou verticais). Nos cruzamentos dessas retas, teremos pontos que estarão representando, no
plano cartesiano, cada um dos pares ordenados do conjunto A cartesiano B (B x A).

Domínio de uma Função Real

Para uma função de R em R, ou seja, com elementos no conjunto dos números reais e imagens
também no conjunto dos números reais, será necessária, apenas, a apresentação da sentença que faz a
“ligação” entre o elemento e a sua imagem.
Porém, para algumas sentenças, alguns valores reais não apresentam imagem real.
Por exemplo, na função f(x) = ( x  1) , o número real 0 não apresenta imagem real e, portanto, f(x)
características de função, precisamos limitar o conjunto de partida, eliminando do conjunto dos números
reais os elementos que, para essa sentença, não apresentam imagem. Nesse caso, bastaria
estabelecermos como domínio da função f(x) o conjunto D = {x  R/x ≥ 1}.
Para determinarmos o domínio de uma função, portanto, basta garantirmos que as operações
indicadas na sentença são possíveis de serem executadas. Dessa forma, apenas algumas situações nos
causam preocupação e elas serão estudadas a seguir.

1ª) y= 2 n f ( x) f(x)≥(n  N*)

1
2ª) y=  f(x)≠0
f ( x)
Vejamos alguns exemplos de determinação de domínio de uma função real.

Exemplos:

Determine o domínio das seguintes funções reais.

A) f(x)=3x2 + 7x – 8
D=R

B) f(x)= x  7
x – 7 ≥ 0→ x ≥ 7

108
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D = {x  R/x ≥ 7}

C) f(x)= 3
x 1
D=R

Observação: Devemos notar que, para raiz de índice impar, o radicando pode assumir qualquer valor
real, inclusive o valor negativo.

3
D) f(x)=
x 8
x + 8 > 0 → x > -8
D = {x  R/x > -8}

x5
E) f(x)=
x 8
x–5≥0→x≥5
x–8≥0→x≠8
D = {x  R/x ≥ 5 e x ≠ 8}

Questões

01. (PM/SP – CABO – CETRO/2012) O gráfico abaixo representa o salário bruto (S) de um policial
militar em função das horas (h) trabalhadas em certa cidade. Portanto, o valor que este policial receberá
por 186 horas é

(A) R$ 3.487,50.
(B) R$ 3.506,25.
(C) R$ 3.534,00.
(D) R$ 3.553,00.

02. (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYAMA/2013) Em determinado estacionamento


cobra-se R$ 3,00 por hora que o veículo permanece estacionado. Além disso, uma taxa fixa de R$ 2,50
é somada à tarifa final. Seja t o número de horas que um veículo permanece estacionado e T a tarifa final,
assinale a seguir a equação que descreve, em reais, o valor de T:
(A) T = 3t
(B) T = 3t + 2,50
(C) T = 3t + 2.50t
(D) T = 3t + 7,50
(E) T = 7,50t + 3

03. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Dada a função f(x) = −4x +15 , sabendo que f(x) =
35, então
(A) x = 5.
(B) x = 6.
(C) x = -6.
(D) x = -5.

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04. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) O gráfico abaixo apresenta o
consumo médio de oxigênio, em função do tempo, de um atleta de 70 kg ao praticar natação.

Considere que o consumo médio de oxigênio seja diretamente proporcional à massa do atleta.
Qual será, em litros, o consumo médio de oxigênio de um atleta de 80 kg, durante 10 minutos de prática
de natação?
(A) 50,0
(B) 52,5
(C) 55,0
(D) 57,5
(E) 60,0

05. (PETROBRAS – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR – CESGRANRIO/2012)

de domínio real, então, m − p é igual a


(A) 3
(B) 4
(C) 5
(D) 64
(E) 7

06. (TRT – Técnico Judiciário) O imposto de renda (IR) a ser pago, em função do rendimento-base,
durante o ano de 2000, está representado pelo gráfico abaixo:

Considere, com base no gráfico, as proposições abaixo:

I) A pessoa com rendimento-base menor que R$ 10800,00 está isenta de IR;


II) Sendo x o rendimento base e o y o imposto e se 10800 ≤ x < 21600 então y = 0,15x – 1620,
considerando x e y em reais.
III) O imposto a pagar é sempre o produto do rendimento-base por uma constante.
Quais são verdadeiras, levando-se em conta somente as informações do gráfico e as afirmações
subsequentes?

110
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(A) apenas I
(B) apenas II
(C) apenas III
(D) apenas I e II
(E) apenas I e III
𝑥
07. (BRDE-RS) – Numa firma, o custo para produzir x unidades de um produto é C(x) = 2
+ 10000, e
2
o faturamento obtido com a comercialização dessas x unidades é f(x) = 𝑥. Para que a firma não tenha
3
prejuízo, o faturamento mínimo com a comercialização do produto deverá ser de:
(A) R$ 10.000,00
(B) R$ 13.000,00
(C) R$ 15.000,00
(D) R$ 18.000,00
(E) R$ 20.000,00

08. A função f de R em R é tal que, para todo x R, f(5x) = 5f(x). Se f(25) = 75, então f(1) é igual a:
(A) 15
(B) 10
(C) 5
(D) 3
(E) 1

09. Sabendo que a função é tal que para qualquer x e y pertencentes ao seu domínio f(x+y)
= f(x) + f(y) e f(3) = 1, podemos afirmar que:
(A) f(4) = 3 + f(1)
(B) f(4) = f(3) + 1
(C) f(4) = f(3) . (1)
(D) f(4) = 3 . f(1)
1
(E) f(4) = 1 +
3

10. (PM/AM - Soldado da Polícia Militar – ISAE) Se f(x) = 3 – 2x, x real, então f(–5) é igual a:
(A) – 7;
(B) – 2;
(C) 7;
(D) 13.

Respostas

01. Resposta: A.
300 750 𝑥
16
= 40
= 186

40𝑥 = 750 ∙ 186


𝑥 = 3487,50

02. Resposta: B.
Equacionando as informações temos: 3 deve ser multiplicado por t, pois depende da quantidade de
tempo, e acrescentado 2,50 fixo
T = 3t + 2,50

03. Resposta: D.
35 = - 4x + 15
- 4x = 20
x=-5

04. Resposta: E.
A proporção de oxigênio/tempo:

111
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10,5 21,0 𝑥
= =
2 4 10

4x = 210
x = 52,5 litros de oxigênio em 10 minutos para uma pessoa de 70 kg

52,5litros----70kg
x-------------80kg
x = 60 litros

05. Resposta: C.
Aplicando segundo as condições mencionadas:
x=1
f(1) = 2.1 - p
f(1) = m - 1
x=6
f(6) = 6m - 1
7.6+4 42+4
𝑓(6) = 2 = 2 = 23 ; igualando as duas equações:
23 = 6m - 1
m=4
Como queremos m – p , temos:
2 - p = m - 1 ; igualando as duas novamente.
2–p=4-1
p=-1
m – p = 4 - (- 1) = 5

06. Resposta: D.
I – Verdadeira
II – Verdadeira
y = 0,15x – 1620
y = 0,15 . 21600 – 1620
y = 3240 – 1620
y = 1620
y = 0,15 . 10800 – 1620
y = 1620 – 1620
y=0

III – Falsa
São duas funções (2 constantes)

07. Resposta: E.
𝑥
C(x) = 2 + 10000
2
F(x) = 3 𝑥
f(x) > c(x)
2 𝑥
3
𝑥 > 2 + 10000

2 𝑥 4𝑥−3𝑥 4𝑥−3𝑥 10000


3
𝑥 − 2 > 10000  6
x > 10000  6
x > 10000 x > 1  x > 60000
6
Substituindo
𝑥 60000
C(x) = + 10000 = + 10000 = 30000 – 10000 = 20000
2 2

2
F(x) = 60000 = 40000
3

Fm = 40000 – 20000
Fm = 20000

112
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Portanto o resultado final é de R$ 20.000,00.

08. Resposta: D.
Sabendo que f(25) = 75, podemos dizer que f(5 . 5) = 75 e agora, utilizando a regra dada no exercício,
que diz que f(5x) = 5f(x) então f(5 . 5) = 5.f(5) pois o nosso x é 5, portanto,
f(5 . 5) = 75
75 = 5f(5)
75
f(5) = 5

f(5) = 15
Agora podemos utilizar novamente a regra dada.
f(5) = 15
f(5.1) = 15
Agora o nosso x é 1. Utilizando a regra novamente
5f(1) = 15
f(1)=3

09. Resposta: E.
Olhando para as respostas, vemos que o que o exercício quer na verdade, é o valor de f(4).
É dado o valor de f(3), podemos dizer que f(3) = f(2 + 1) e utilizando a regra dada, que é f(x + y) = f(x)
+ f(y) podemos escrever f(2 + 1) = f(2) + f(1), portanto:
f(3) = 1
f(2 + 1) = 1
f(2) + f(1) = 1
E ainda podemos dizer que f(2) = f(1 + 1), e utilizando a regra, temos:

O que o exercício quer é o valor de f(4), podemos escrever f(4) como sendo f(3 + 1) e utilizando a regra
dada no exercício, temos
f(4) = f(3 + 1) = f(3) + f(1)
Sabemos o valor de f(3), pois é dado no exercício f(3)=1 e o valor de f(1) já calculamos, portanto:

10. Resposta: D.
Se f(x) = 3 – 2x  f(-5) = 3 – 2.(-5) = 3 + 10 = 13

FUNÇÃO DO 2º GRAU

Chama-se função do 2º grau, função quadrática, função polinomial do 2º grau ou função trinômio do
2º grau é toda função f de R em R definida por um polinômio do 2º grau da forma:

Com a, b e c reais e a ≠ 0.

Onde:

113
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a é o coeficiente de x2
b é o coeficiente de x
c é o termo independente

Exemplos:
y = x2 – 5x + 6, sendo a = 1, b = – 5 e c = 6
y = x2 – 16, sendo a = 1, b = 0 e c = – 16
f(x) = x2, sendo a = 1, b = 0 e c = 0
f(x) = 3x2 + 3x, sendo a = 3 , b = 3 e c = 0

Representação gráfica da Função do 2º grau

O gráfico da função do 2º grau é constituído de uma curva aberta chamada de parábola.

Vejamos a trajetória de um projétil lançado obliquamente em relação ao solo horizontal, ela é uma
parábola cuja concavidade está voltada para baixo.

Exemplo:

Se a função f de R em R definida pela equação y = x2 + x. Atribuindo à variável x qualquer valor real,


obteremos em correspondência os valores de y, vamos construir o gráfico da função:

x y
-3 6
-2 2
-1 0
- -1/4
1/2
0 0
1 2
2 6

1) Como o valor de a > 0 a concavidade está voltada para cima;


2) -1 e 0 são as raízes de f(x);
3) c é o valor onde a curva corta o eixo y neste caso, no 0 (zero)
4) O valor do mínimo pode ser observado nas extremidades (vértice) de cada
parábola: -1/2 e -1/4

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Concavidade da Parábola

No caso das funções do 2º grau, a parábola pode ter sua concavidade voltada para cima (a > 0) ou
voltada para baixo (a < 0). A concavidade é determinada pelo valor do a (positivo ou maior que zero /
negativo ou menor que zero). Esta é uma característica geral para a função do 2º grau.

Vértice da parábola

Toda parábola tem um ponto de ordenada máxima ou ponto de ordenada mínima, a esse ponto
denominamos vértice. Dado por V (xv , yv).

- Eixo de simetria

É aquele que dado o domínio a imagem é a mesma. Isso faz com que possamos dizer que a parábola
é simétrica a reta que passa por xv, paralela ao eixo y, na qual denominamos eixo de simetria. Vamos
entender melhor o conceito analisando o exemplo: y = x2 + 2x – 3 (início do assunto).
Atribuímos valores a x, achamos valores para y. Temos que:
f (-3) = f (1) = 0
f (-2) = f (0) = -3

Conjunto Domínio e Imagem

Toda função do 2º grau com Domínio nos Reais (R) que possui a > 0, sua concavidade está voltada
para cima, e o seu conjunto imagem é dado por:

−∆ −∆
𝑰𝒎 = {𝒚 ∈ 𝑹| 𝒚 ≥ } 𝒐𝒖 𝑰𝒎 = [ ; +∞[
𝟒𝒂 𝟒𝒂

115
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Logo se a < 0, a concavidade estará voltada para baixo, o seu conjunto imagem é dado por:

−∆ −∆
𝑰𝒎 = {𝒚 ∈ 𝑹| 𝒚 ≤ } 𝒐𝒖 𝑰𝒎 = ]−∞; ]
𝟒𝒂 𝟒𝒂

Coordenadas do vértice da parábola

Como visto anteriormente a função do 2º grau apresenta como eixo de simetria uma reta vertical que
intercepta o gráfico num ponto chamado de vértice.
As coordenadas do vértice são dadas por:

Onde:
x1 e x2 são as raízes da função.

Valor máximo e valor mínimo da função do 2º grau

- Se a > 0, o vértice é o ponto da parábola que tem ordenada mínima. Nesse caso, o vértice é chamado
ponto de mínimo e a ordenada do vértice é chamada valor mínimo da função;
- Se a < 0, o vértice é o ponto da parábola que tem ordenada máxima. Nesse caso, o vértice é ponto
de máximo e a ordenada do vértice é chamada valor máximo da função.

116
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Exemplo:
Dado a função y = x2 – 2x – 3 vamos construir a tabela e o gráfico festa função, determinando também
o valor máximo ou mínimo da mesma.

Como a = 1 > 0, então a função possui um valor mínimo como pode ser observado pelo gráfico. O
valor de mínimo ocorre para x = 1 e y = -4. Logo o valor de mínimo é -4 e a imagem da função é dada
por: Im = { y ϵ R | y ≥ -4}.

Raízes ou zeros da função do 2º grau

As raízes ou zeros da função quadrática f(x) = ax2 + bx + c são os valores de x reais tais que f(x) = 0,
ou seja são valores que deixam a função nula. Com isso aplicamos o método de resolução da equação
do 2º grau.

ax2 + bx + c = 0

A resolução de uma equação do 2º grau é feita com o auxílio da chamada “fórmula de Bháskara”.

b 
x , onde, = b2 – 4.a.c
2.a

As raízes (quando são reais), o vértice e a intersecção com o eixo y são fundamentais para traçarmos
um esboço do gráfico de uma função do 2º grau.

117
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Forma fatorada das raízes: f (x) = a (x – x1) (x – x2).

Esta fórmula é muito útil quando temos as raízes e precisamos montar a sentença matemática que
expresse a função.

Estudo da variação do sinal da função do 2º grau

Estudar o sinal de uma função quadrática é determinar os valores reais de x que tornam a função
positiva, negativa ou nula.

Abaixo podemos resumir todos os valores assumidos pela função dado a e Δ (delta).

Observe que:

Quando Δ > 0, o gráfico corta e tangencia o eixo x em dois pontos distintos, e


temos duas raízes reais distintas.
Quando Δ = 0, o gráfico corta e tangencia o eixo dos x em um ponto e temos
duas raízes iguais.
Quando Δ < 0, o gráfico não corta e não tangencia o eixo dos x em nenhum
ponto e não temos raízes reais.

Exemplos

1) Considere a função quadrática representada pelo gráfico abaixo, vamos determinar a sentença
matemática que a define.

Resolução:

Como conhecemos as raízes x1 e x2 (x1= -4 e x2 = 0), podemos nos da forma fatorada temos:
f (x) = a.[ x – (-4)].[x – 0] ou f (x) = a(x + 4).x .

118
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
O vértice da parábola é (-2,4), temos:
4 = a.(-2 + 4).(-2)  a = -1
Logo, f(x) = - 1.(x + 4).x  (-x – 4x).x  -x2 – 4x

2) Vamos determinar o valor de k para que o gráfico cartesiano de f(x) = -x2 + (k + 4). x – 5 ,passe pelo
ponto (2;3).
Resolução:

Como x = 2 e f(x) = y = 3, temos:


3 = -(2)2 + (k + 4).2 – 5  3 = -4 + 2k + 8 – 5  2k + 8 – 9 = 3  2 k – 1 = 3  2k = 3 + 1  2k = 4
 k = 2.

Questões

01. (CBM/MG – Oficial Bombeiro Militar – FUMARC/2014) Duas cidades A e B estão separadas por
uma distância d. Considere um ciclista que parte da cidade A em direção à cidade B. A distância d, em
quilômetros, que o ciclista ainda precisa percorrer para chegar ao seu destino em função do tempo t, em
100−𝑡 2
horas, é dada pela função 𝑑(𝑡) = 𝑡+1 . Sendo assim, a velocidade média desenvolvida pelo ciclista em
todo o percurso da cidade A até a cidade B é igual a
(A) 10 Km/h
(B) 20 Km/h
(C) 90 Km/h
(D) 100 Km/h

02. (ESPCEX – CADETES DO EXÉRCITO – EXÉRCITO BRASILEIRO/2013) Uma indústria produz


mensalmente x lotes de um produto. O valor mensal resultante da venda deste produto é V(x)=3x²-12x e
o custo mensal da produção é dado por C(x)=5x²-40x-40. Sabendo que o lucro é obtido pela diferença
entre o valor resultante das vendas e o custo da produção, então o número de lotes mensais que essa
indústria deve vender para obter lucro máximo é igual a
(A) 4 lotes.
(B) 5 lotes.
(C) 6 lotes.
(D) 7 lotes.
(E) 8 lotes.

03. (IPEM – TÉCNICO EM METROLOGIA E QUALIDADE – VUNESP/2013) A figura ilustra um arco


decorativo de parábola AB sobre a porta da entrada de um salão:

Considere um sistema de coordenadas cartesianas com centro em O, de modo que o eixo vertical (y)
passe pelo ponto mais alto do arco (V), e o horizontal (x) passe pelos dois pontos de apoio desse arco
sobre a porta (A e B).
Sabendo-se que a função quadrática que descreve esse arco é f(x) = – x²+ c, e que V = (0; 0,81), pode-
se afirmar que a distância ̅̅̅̅
𝐴𝐵, em metros, é igual a
(A) 2,1.
(B) 1,8.
(C) 1,6.
(D) 1,9.
(E) 1,4.

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04. (POLICIA MILITAR/MG – SOLDADO – POLICA MILITAR/2013) A interseção entre os gráficos
das funções y = - 2x + 3 e y = x² + 5x – 6 se localiza:
(A) no 1º e 2º quadrantes
(B) no 1º quadrante
(C) no 1º e 3º quadrantes
(D) no 2º e 4º quadrantes

05. (PARANAEDUCAÇÃO – MOTORISTA – UEL/COPS/2013) Considere o gráfico da função f a


seguir.

Com base no gráfico, assinale a alternativa correta.


(A) f(-2) < 0
(B) f(0) = -3
(C) f(1/2) > 0
(D) f(1) = 1
(E) f(2) < 0

06. (PM/SP – SARGENTO CFS – CETRO/2012) Sabe-se que, sob um certo ângulo de tiro, a altura h
atingida por uma bala, em metros, em função do tempo t, em segundos, é dada por h(t)=-3t²+15t. Portanto,
é correto afirmar que, depois de 3s, a bala atingirá
(A) 18 metros.
(B) 20 metros.
(C) 27 metros.
(D) 32 metros.

07. (PETROBRAS – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR – CESGRANRIO/2012) Sejam f(x)=-2x²+4x+16


e g(x)=ax²+bx+c funções quadráticas de domínio real, cujos gráficos estão representados acima. A função
f(x) intercepta o eixo das abscissas nos pontos P(xP,0) e M(xM,0) e g(x), nos pontos (1,0) e Q(xQ,0).

Se g(x) assume valor máximo quando x=xM, conclui-se que xQ é igual a:


(A) 3
(B) 7
(C) 9
(D) 11
(E) 13

120
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
08. (TRANSPETRO – TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E CONTROLE JÚNIOR –
CESGRANRIO/2012) A raiz da função f(x) = 2x − 8 é também raiz da função quadrática g(x) = ax²+ bx +
c. Se o vértice da parábola, gráfico da função g(x), é o ponto V(−1, −25), a soma a + b + c é igual a:
(A) − 25
(B) − 24
(C) − 23
(D) − 22
(E) – 21

09. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP/2013) Na figura, tem-se o gráfico de uma parábola.

Os vértices do triângulo AVB estão sobre a parábola, sendo que os vértices A e B estão sobre o eixo
das abscissas e o vértice V é o ponto máximo da parábola. A área do triângulo AVB, cujas medidas dos
lados estão em centímetros, é, em centímetros quadrados, igual a
(A) 8.
(B) 9.
(C) 12.
(D) 14.
(E) 16.

10. (CREA/PR – AGENTE ADMINISTRATIVO – FUNDATEC/2013) Supondo que o valor d (em


milhares de reais) gasto com cimento por uma prefeitura, de janeiro a dezembro de 2011, pode ser
aproximado pelo modelo d(t)= − t2 + 12t + 13, 1 ≤ t ≤ 12, em que t representa o mês, com t=1
correspondendo a janeiro, qual o mês em que a prefeitura teve o maior gasto com cimento?
(A) Janeiro.
(B) Maio.
(C) Junho.
(D) Setembro.
(E) Dezembro.

11. (BRB – Escriturário – CESPEUnB/2011) Ao vender x milhares unidades de determinado produto,


a receita, em reais, obtida pela fábrica é expressa pela função f(x) = -10.000(x2– 14x + 13). O custo de
produção desses x milhares de unidades, também em reais, é estimado em g(x) = 20.000(x + 3,5).
Considerando apenas a receita e o custo relativos a esse produto, julgue o próximo item. Com a venda
de qualquer quantia do produto, superior a 2.000 unidades, o lucro líquido da fábrica será sempre positivo.
(certo) (errado)

12. (BRB – Escriturário – CESPEUnB/2011) Ao vender x milhares unidades de determinado produto,


a receita, em reais, obtida pela fábrica é expressa pela função f(x) = -10.000(x2 – 14x + 13). O custo de
produção desses x milhares de unidades, também em reais, é estimado em g(x) = 20.000(x + 3,5).
Considerando apenas a receita e o custo relativos a esse produto, julgue o próximo item. O lucro líquido
máximo da fábrica será obtido quando forem vendidas 6.000 unidades do produto.
(certo) (errado)

Respostas

01. Resposta: A.
Vamos calcular a distância total, fazendo t = 0:

121
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
100−02
𝑑(0) = = 100𝑘𝑚
0+1

Agora, vamos substituir na função:


100−𝑡 2
0= 𝑡+1

100 – t² = 0
– t² = – 100 . (– 1)
t² = 100
𝑡 = √100 = 10𝑘𝑚/ℎ

02. Resposta: D.
L(x)=3x²-12x-5x²+40x+40
L(x)=-2x²+28x+40
𝑏 28
𝑥𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑜 = − 2𝑎 = − −4 = 7 𝑙𝑜𝑡𝑒𝑠

03. Resposta: B.
C=0,81, pois é exatamente a distância de V
F(x)=-x²+0,81
0=-x²+0,81
X²=0,81
X=0,9
A distância AB é 0,9+0,9=1,8

04. Resposta: A.
-2x+3=x²+5x-6
X²+7x-9=0
=49+36=85
−7 ± √85
𝑥=
2
−7 + 9,21
𝑥1 = = 1,105
2
−7 − 9,21
𝑥2 = = −8,105
2
Para x=1,105
Y=-2.1,105+3=0,79
Para x=-8,105
Y=19,21
Então a interseção ocorre no 1º e no 2º quadrante.

05. Resposta: B.
f(-2)>0
f(0)=-3
F(1/2)<0
F(1)<0
F(2)=0

06. Resposta: A.
ℎ(3) = −3 ∙ 32 + 15 ∙ 3 = 18

07. Resposta: B.
∆= 16 + 128 = 144

−4 ± 12
𝑥=
−4

𝑥1 = −2

122
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑥2 = 4
𝑏
− =4
2𝑎

−𝑏 = 8𝑎
A soma das raízes é –b/a

𝑏
− =8
𝑎

Se já sabemos que uma raiz é 1:


1 + 𝑥𝑄 = 8
𝑥𝑄 = 7

08. Resposta: E.
2x-8=0
2x=8
X=4
𝑥1 + 𝑥2
𝑥𝑣 =
2
4 + 𝑥2
−1 =
2

𝑥2 = −2 − 4 = −6
Lembrando que para encontrar a equação, temos:
(x - 4)(x + 6) = x² + 6x - 4x - 24 = x² + 2x - 24
a=1
b=2
c=-24
a + b + c = 1 + 2 – 24 = -21

09. Resposta: A.
As raízes são -1 e 3
Sendo função do 2º grau: -(x²-Sx+P)=0(concavidade pra baixo a<0)
-x²+Sx-P=0
S=-1+3=2
P=-13=-3
-𝑥 2 + 2𝑥 + 3 = 0

ℎ𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 = 𝑉𝑦 = −
4𝑎
∆= 𝑏 2 − 4𝑎𝑐 = 4 + 12 = 16
ℎ𝑡𝑟𝑖â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 = 4
Base: -1até 0 e 0 até 3
Base: 1+3=4
ℎ 4
𝐴𝑡𝑟𝑖Â𝑛𝑔𝑢𝑙𝑜 = 𝑏 ∙ 2 = 4 ∙ 2 = 8𝑐𝑚²

10. Resposta: C.
Maior gasto corresponde ao maior valor de X.

𝑏 12
𝑥𝑣 = − =− =6
2𝑎 −2
6 corresponde ao mês de junho.

11. Resposta: ERRADO.


O lucro da fábrica é obtido pela diferença entre receita e custo:
L(x) = R(x) – C(x)
L(x) = f(x) – g(x)

123
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
L(x) = - 10.000(x2 – 14x + 3) – 20.000(x + 3,5)
L(x) = - 10.000x2 + 140.000x – 130.000 – 20.000x – 7.000x
L(x) = - 10.000x2 + 120.000x – 200.000
Resolvendo a equação:
- 10.000x2 + 120.000x – 200.000 = 0 (cortando 4 zeros)
- x2 + 12x – 20 = 0 , a = -1, b = 12 e c = -20
∆ = b2 – 4ac
∆ = 122 – 4.(- 1).(- 20)
∆ = 144 – 80
∆ = 64

−𝑏±√∆
𝑥= 2𝑎

−12±√64 −12±8 −12+8 −4 −12−8 −20


𝑥= = 𝑥= = = 2 ou 𝑥 = = = 10
2.(−1) −2 −2 −2 −2 −2

Como, pelo enunciado, x está em milhares: x = 2.000 ou x= 10.000, temos que fazer o gráfico da
função. O a da função é negativo, a concavidade parábola é voltada para baixo.

Como podemos ver pelo gráfico com a venda de x milhares entre 2000 e 10000 o lucro será positivo,
acima de 10000 o lucro será negativo.

12. Resposta: CERTO.


Mesma equação do exercício anterior, o lucro máximo será alcançado quando forem vendidas xv
milhares de unidades.
−𝑏 −120.000 −120.000
𝑥𝑣 = = 2.(−10.000) = = 6, como x é em milhares, x = 6.000
2𝑎 −20.000

Referências
BIANCHINI, Edwaldo; PACCOLA, Herval – Matemática Volume 1 – Editora Moderna
FACCHINI, Walter – Matemática Volume Único – 1ª Edição - Editora Saraiva:1996

124
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
10 - Progressões aritméticas e geométricas.

SEQUÊNCIAS

Podemos, no nosso dia-a-dia, estabelecer diversas sequências como, por exemplo, a sucessão de
cidades que temos numa viagem de automóvel entre Brasília e São Paulo ou a sucessão das datas de
aniversário dos alunos de uma determinada escola.
Podemos, também, adotar para essas sequências uma ordem numérica, ou seja, adotando a 1 para o
1º termo, a2 para o 2º termo até an para o n-ésimo termo. Dizemos que o termo an é também chamado
termo geral das sequências, em que n é um número natural diferente de zero. Evidentemente, daremos
atenção ao estudo das sequências numéricas.
As sequências podem ser finitas, quando apresentam um último termo, ou, infinitas, quando não
apresentam um último termo. As sequências infinitas são indicadas por reticências no final.

Exemplos:
- Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, ...). Notemos que esta é uma
sequência infinita com a1 = 2; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc.
- Sequência dos números ímpares positivos: (1, 3, 5, 7, 9, 11, ...). Notemos que esta é uma sequência
infinita com a1 = 1; a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 9; a6 = 11 etc.
- Sequência dos algarismos do sistema decimal de numeração: (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Notemos
que esta é uma sequência finita com a1 = 0; a2 = 1; a3 = 2; a4 = 3; a5 = 4; a6 = 5; a7 = 6; a8 = 7; a9 = 8; a10
= 9.

1. Igualdade
As sequências são apresentadas com os seus termos entre parênteses colocados de forma ordenada.
Sucessões que apresentarem os mesmos termos em ordem diferente serão consideradas sucessões
diferentes.
Duas sequências só poderão ser consideradas iguais se, e somente se, apresentarem os mesmos
termos, na mesma ordem.

Exemplo
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à sequência (5, 8, 15, 17) se, e somente se, x =
5; y = 8; z = 15; e t = 17.

Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3, 2, 1, 0) são diferentes, pois, embora apresentem
os mesmos elementos, eles estão em ordem diferente.

2. Formula Termo Geral


Podemos apresentar uma sequência através de uma determina o valor de cada termo an em função
do valor de n, ou seja, dependendo da posição do termo. Esta formula que determina o valor do termo an
e chamada formula do termo geral da sucessão.

Exemplos:
- Determinar os cincos primeiros termos da sequência cujo termo geral e igual a:
an = n – 2n,com n ∈ N*.

Teremos:
- se n = 1 ⇒ a1 = 12 – 2 . 1 ⇒ a1 = 1 – 2 = - 1

125
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- se n = 1 ⇒ a2 = 22 – 2 . 2 ⇒ a2 = 4 – 4 = 0
- se n = 3 ⇒ a3 = 32 – 2 . 3 ⇒ a3 = 9 – 6 = 3
- se n = 4 ⇒ a4 = 42 – 4 . 2 ⇒ a4 =16 – 8 = 8
- se n = 5 ⇒ a5 = 55 – 5 . 2 ⇒ a5 = 25 – 10 = 15

- Determinar os cinco primeiros termos da seqüência cujo termo geral é igual a:


an = 3n + 2, com n ∈ N*.

- se n = 1 ⇒ a1 = 3.1 + 2 ⇒ a1 = 3 + 2 = 5
- se n = 2 ⇒ a2 = 3.2 + 2 ⇒ a2 = 6 + 2 = 8
- se n = 3 ⇒ a3 = 3.3 + 2 ⇒ a3 = 9 + 2 = 11
- se n = 4 ⇒ a4 = 3.4 + 2 ⇒ a4 = 12 + 2 = 14
- se n = 5 ⇒ a5 = 3.5 + 2 ⇒ a5 = 15 + 2 = 17

- Determinar os termos a12 e a23 da sequência cujo termo geral é igual a:

an = 45 – 4n, com n ∈ N*.

Teremos:
- se n = 12 ⇒ a12 = 45 – 4.12 ⇒ a12 = 45 – 48 = - 3
- se n = 23 ⇒ a23 = 45 – 4.23 ⇒ a23 = 45 – 92 = - 47

3. Lei de Recorrências
Uma sequência pode ser definida quando oferecemos o valor do primeiro termo e um “caminho” (uma
fórmula) que permite a determinação de cada termo conhecendo-se o seu antecedente. Essa forma de
apresentação de uma sucessão é chamada lei de recorrências.

Exemplos:
- Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência em que:
a1 = 3 e an+1 = 2an – 4 , em que n ∈ N*.

Teremos: o primeiro termo já foi dado.


- a1 = 3
- se n = 1 ⇒ a1+1 = 2.a1 – 4 ⇒ a2 = 2.3 – 4 ⇒ a2 = 6 – 4 = 2
- se n = 2 ⇒ a2+1 = 2.a2 – 4 ⇒ a3 = 2.2 – 4 ⇒ a3 = 4 – 4 = 0
- se n = 3 ⇒ a3+1 = 2.a3 – 4 ⇒ a4 = 2.0 – 4 ⇒ a4 = 0 – 4 = - 4
- se n = 4 ⇒ a4+1 = 2.a4 – 4 ⇒ a5 = 2.(-4) – 4 ⇒ a5 = - 8 – 4 = - 12

- Determinar o termo a5 de uma sequência em que:


a1 = 12 e an+ 1 = an – 2, em que n ∈ N*.

- a1 = 12
- se n = 1 ⇒ a1+1 = a1 – 2 ⇒ a2 = 12 – 2 ⇒ a2=10
- se n = 2 ⇒ a2+1 = a2 – 2 ⇒ a3 = 10 – 2 ⇒ a3 = 8
- se n = 3 ⇒ a3+1 = a3 – 2 ⇒ a4 = 8 – 2 ⇒ a4 = 6
- se n = 4 ⇒ a4+1 = a4 – 2 ⇒ a5 = 6 – 2 ⇒ a5 = 4

Observação 1
Devemos observar que a apresentação de uma sequência através do termo geral é mais pratica, visto
que podemos determinar um termo no “meio” da sequência sem a necessidade de determinarmos os
termos intermediários, como ocorre na apresentação da sequência através da lei de recorrências.

Observação 2
Algumas sequências não podem, pela sua forma “desorganizada” de se apresentarem, ser definidas
nem pela lei das recorrências, nem pela formula do termo geral. Um exemplo de uma sequência como
esta é a sucessão de números naturais primos que já “destruiu” todas as tentativas de se encontrar uma
formula geral para seus termos.

126
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Observação 3
Em todo exercício de sequência em que n ∈ N*, o primeiro valor adotado é n = 1. No entanto de no
enunciado estiver n > 3, temos que o primeiro valor adotado é n = 4. Lembrando que n é sempre um
número natural.
A Matemática estuda dois tipos especiais de sequências, uma delas a Progressão Aritmética.

PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.)

Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é igual ao termo
anterior somado com uma constante que é chamada de razão (r).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....

Cálculo da razão: a razão de uma P.A. é dada pela diferença de um termo qualquer pelo termo
imediatamente anterior a ele.
r = a2 – a1 = a3 – a2 = a4 – a3 = a5 – a4 = .......... = an – an – 1

Exemplos:
- (5, 9, 13, 17, 21, 25,......) é uma P.A. onde a1 = 5 e razão r = 4
- (2, 9, 16, 23, 30,.....) é uma P.A. onde a1 = 2 e razão r = 7
- (23, 21, 19, 17, 15,....) é uma P.A. onde a1 = 23 e razão r = - 2.

Classificação: uma P.A. é classificada de acordo com a razão.

1- Se r > 0 ⇒ a P.A. é crescente.


2- Se r < 0 ⇒ a P.A. é decrescente.
3- Se r = 0 ⇒ a P.A. é constante.

Fórmula do Termo Geral


Em toda P.A., cada termo é o anterior somado com a razão, então temos:
1° termo: a1
2° termo: a2 = a1 + r
3° termo: a3 = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r
4° termo: a4 = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r
5° termo: a5 = a4 + r = a1 + 3r + r = a1 + 4r
6° termo: a6 = a5 + r = a1 + 4r + r = a1 + 5r
. . . . . .
. . . . . .
. . . . . .
n° termo é:

𝐚𝐧 = 𝐚𝟏 + (𝐧 − 𝟏). 𝐫

Fórmula da soma dos n primeiros termos

(𝐚𝟏 + 𝐚𝐧 ). 𝐧
𝐒𝐧 =
𝟐

Propriedades:
1- Numa P.A. a soma dos termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.

Exemplo 1: (1, 3, 5, 7, 9, 11,......)

127
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Exemplo 2: (2, 8, 14, 20, 26, 32, 38,......)

- como podemos observar neste exemplo, temos um número ímpar de termos. Neste caso sobrou um
termo no meio (20) que é chamado de termo médio e é igual a metade da soma dos extremos. Porém,
só existe termos médio se houver um número ímpar de termos.

2- Numa P.A. se tivermos três termos consecutivos, o termo médio é igual à média aritmética dos
a3
anterior com o posterior. Ou seja, (a1, a2, a3,...) <==> a2 = .
a1
Exemplo:

P.G. – PROGRESSÃO GEOMETRICA

Definição: é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo termo, é igual ao termo
anterior multiplicado por uma constante que é chamada de razão (q).
Como em qualquer sequência os termos são chamados de a1, a2, a3, a4,.......,an,....

Cálculo da razão: a razão de uma P.G. é dada pelo quociente de um termo qualquer pelo termo
imediatamente anterior a ele.
𝑎2 𝑎3 𝑎4 𝑎𝑛
𝑞= = = = ⋯……… =
𝑎1 𝑎2 𝑎3 𝑎𝑛−1

Exemplos:
- (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 3 e razão q = 2
−9 −9 1
- (-36, -18, -9, 2 , 4 ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 36 e razão q = 2
5 5 1
- (15, 5, 3, 9,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15 e razão q = 3
- (- 2, - 6, -18, - 54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = - 2 e razão q = 3
- (1, - 3, 9, - 27, 81, - 243, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = 1 e razão q = - 3
- (5, 5, 5, 5, 5, 5,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 5 e razão q = 1
- (7, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 7 e razão q = 0
- (0, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 0 e razão q indeterminada

Classificação: uma P.G. é classificada de acordo com o primeiro termo e a razão.

1- Crescente: quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando
a1 < 0 e 0 < q < 1.

128
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2- Decrescente: quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou
quando a1 < 0 e q > 1.
3- Alternante: quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
4- Constante: quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é
também uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG estacionaria.
5- Singular: quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.

Fórmula do termo geral


Em toda P.G. cada termo o anterior multiplicado pela razão, então temos:
1° termo: a1
2° termo: a2 = a1.q
3° termo: a3 = a2.q = a1.q.q = a1q2
4° termo: a4 = a3.q = a1.q2.q = a1.q3
5° termo: a5 = a4.q = a1.q3.q = a1.q4
. . . . .
. . . . .
. . . . .

n° termo é:

an = [Link] – 1

Soma dos n primeiros termos

𝐚𝟏 . (𝐪𝐧 − 𝟏)
𝐒𝐧 =
𝐪−𝟏

Soma dos infinitos termos (ou Limite da soma)

Vamos ver um exemplo:


1
Seja a P.G. (2, 1, ½, ¼, 1/8, 1/16, 1/32,.....) de a1 = 2 e q = 2 se colocarmos na forma decimal, temos
(2; 1; 0,5; 0,125; 0,0625; 0,03125;.....) se efetuarmos a somas destes termos:
2+1=3
3 + 0,5 = 3,5
3,5 + 0,25 = 3,75
3,75 + 0,125 = 3,875
3,875 + 0,0625 = 3,9375
3,9375 + 0,03125 = 3,96875
.
.
.
Como podemos observar o número somado vai ficando cada vez menor e a soma tende a um certo
limite. Então temos a seguinte fórmula:

𝐚𝟏
𝐒= → −𝟏 < 𝐪 < 𝟏
𝟏−𝐪

2 2
Utilizando no exemplo acima: 𝑆 = 1 = 1 = 4, logo dizemos que esta P.G. tem um limite que tenda a
1−
2 2
4.

Produto da soma de n termos

129
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
|𝐏𝐧 | = √(𝐚𝟏 . 𝐚𝐧 )𝐧

Temos as seguintes regras para o produto, já que esta fórmula está em módulo:
1- O produto de n números positivos é sempre positivo.
2- No produto de n números negativos:
a) se n é par: o produto é positivo.
b) se n é ímpar: o produto é negativo.

Propriedades
1- Numa P.G., com n termos, o produto de dois termos equidistantes dos extremos é igual ao produto
destes extremos.

Exemplos 1: (3, 6, 12, 24, 48, 96, 192, 384,....)

Exemplo 2: (1, 2, 4, 8, 16, 32, 64,....)

- como podemos observar neste exemplo, temos um número ímpar de termos. Neste caso sobrou um
termo no meio (8) que é chamado de termo médio e é igual a raiz quadrada do produto dos extremos.
Porém, só existe termos médio se houver um número ímpar de termos.

2- Numa P.G. se tivermos três termos consecutivos, o termo médio é igual à média geométrica do
termo anterior com o termo posterior. Ou seja, (a1, a2, a3,...) <==> a2 = √a3 . a1 .

Exemplo:

Questões

01. (Pref. Amparo/SP – Agente Escolar – CONRIO/2014) Descubra o 99º termo da P.A. (45, 48,
51,...)
(A) 339
(B) 337
(C) 333
(D) 331

02. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) Uma sequência inicia-se com
o número 0,3. A partir do 2º termo, a regra de obtenção dos novos termos é o termo anterior menos 0,07.
Dessa maneira o número que corresponde à soma do 4º e do 7º termos dessa sequência é
(A) –6,7.

130
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(B) 0,23.
(C) –3,1.
(D) –0,03.
(E) –0,23.

03. Os termos da sequência (10; 8; 11; 9; 12; 10; 13; …) obedecem a uma lei de formação. Se an, em
que n pertence a N*, é o termo de ordem n dessa sequência, então a30 + a55 é igual a:
(A) 58
(B) 59
(C) 60
(D) 61
(E) 62

04. A soma dos elementos da sequência numérica infinita (3; 0,9; 0,09; 0,009; …) é:
(A) 3,1
(B) 3,9
(C) 3,99
(D) 3, 999
(E) 4

05. (EBSERH/ HUSM – UFSM/RS – Analista Administrativo – Administração – AOCP/2014)


Observe a sequência:

1; 2; 4; 8;...

Qual é a soma do sexto termo com o oitavo termo?


(A) 192
(B) 184
(C) 160
(D) 128
(E) 64

06. (PREF. NEPOMUCENO/MG – TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO –


CONSULPLAN/2013) O primeiro e o terceiro termos de uma progressão geométrica crescente são,
respectivamente, 4 e 100. A soma do segundo e quarto termos dessa sequência é igual a
(A) 210.
(B) 250.
(C) 360.
(D) 480.
(E) 520.

07. (TRF 3ª – Analista Judiciário - Informática – FCC/2014) Um tabuleiro de xadrez possui 64 casas.
Se fosse possível colocar 1 grão de arroz na primeira casa, 4 grãos na segunda, 16 grãos na terceira, 64
grãos na quarta, 256 na quinta, e assim sucessivamente, o total de grãos de arroz que deveria ser
colocado na 64ª casa desse tabuleiro seria igual a
(A) 264.
(B) 2126.
(C) 266.
(D) 2128.
(E) 2256.

08. (Polícia Militar/SP – Aluno – Oficial – VUNESP/2014) Planejando uma operação de policiamento
ostensivo, um oficial desenhou em um mapa três círculos concêntricos de centro P, conforme mostrado
na figura.

131
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Sabe-se que as medidas dos raios r, r1 e r2 estão, nessa ordem, em progressão geométrica. Se r + r1
+ r2 = 52 cm, e r . r2 = 144 cm, então r + r2 é igual, em centímetros, a
(A) 36.
(B) 38.
(C) 39.
(D) 40.
(E) 42.

09. (EBSERH/HU-UFGD – Técnico em Informática – AOCP/2014) Observe a sequência numérica a


seguir:
11; 15; 19; 23;...
Qual é o sétimo termo desta sequência?
(A) 27.
(B) 31.
(C) 35.
(D) 37.
(E) 39

10. (METRÔ/SP – USINADOR FERRAMENTEIRO – FCC/2014) O setor de almoxarifado do Metrô


necessita numerar peças de 1 até 100 com adesivos. Cada adesivo utilizado no processo tem um único
algarismo de 0 a 9. Por exemplo, para fazer a numeração da peça número 100 são gastos três adesivos
(um algarismo 1 e dois algarismos 0). Sendo assim, o total de algarismos 9 que serão usados no processo
completo de numeração das peças é igual a
(A) 20.
(B) 10.
(C) 19.
(D) 18.
(E) 9.

11. (MPE/AM – AGENTE DE APOIO- ADMINISTRATIVO – FCC/2013) Considere a sequência


numérica formada pelos números inteiros positivos que são divisíveis por 4, cujos oito primeiros
elementos são dados a seguir. (4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32,...)
O último algarismo do 234º elemento dessa sequência é
(A) 0
(B) 2
(C) 4
(D) 6
(E) 8

Respostas

01. Resposta: A.
r = 48 – 45 = 3
𝑎1 = 45
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
𝑎99 = 45 + 98 ∙ 3 = 339

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02. Resposta: D.
𝑎𝑛 = 𝑎1 − (𝑛 − 1)𝑟
𝑎4 = 0,3 − 3.0,07 = 0,09
𝑎7 = 0,3 − 6.0,07 = −0,12
𝑆 = 𝑎4 + 𝑎7 = 0,09 − 0,12 = −0,03

03. Resposta: B.
Solução: Primeiro, observe que os termos ímpares da sequência é uma PA de razão 1 e primeiro termo
10 - (10; 11; 12; 13; …). Da mesma forma os termos pares é uma PA de razão 1 e primeiro termo igual a
8 - (8; 9; 10; 11; …).
Assim, as duas PA têm como termo geral o seguinte formato:
(1) ai = a1 + (i - 1).1 = a1 + i – 1
Para determinar a30 + a55 precisamos estabelecer a regra geral de formação da sequência, que está
intrinsecamente relacionada às duas progressões da seguinte forma:
- Se n (índice da sucessão) é ímpar temos que n = 2i - 1, ou seja, i = (n + 1)/2;
- Se n é par temos n = 2i ou i = n/2.
Daqui e de (1) obtemos que:
an = 10 + [(n + 1)/2] - 1 se n é ímpar
an = 8 + (n/2) - 1 se n é par
Logo:
a30 = 8 + (30/2) - 1 = 8 + 15 - 1 = 22 e
a55 = 10 + [(55 + 1)/2] - 1 = 37
E, portanto:
a30 + a55 = 22 + 37 = 59.

04. Resposta: E.
Solução: Sejam S as somas dos elementos da sequência e S1 a soma da PG infinita (0,9; 0,09;
0,009;…) de razão q = 0,09/0,9 = 0,1. Assim:
S = 3 + S1
Como -1 < q < 1 podemos aplicar a fórmula da soma de uma PG infinita para obter S1:
S1 = 0,9/(1 - 0,1) = 0,9/0,9 = 1 → S = 3 + 1 = 4

05. Resposta: C.
Esta sequência é do tipo 𝑎𝑛 = 2𝑛−1 .
Assim:
𝑎6 = 26−1 = 25 = 32

𝑎8 = 28−1 = 27 = 128
A soma fica: 32 + 128 = 160.

06. Resposta: E.
𝑎𝑛 = 𝑎1 ∙ 𝑞 𝑛−1
𝑎3 = 𝑎1 ∙ 𝑞 2

100 = 4 ∙ 𝑞 2
𝑞 2 = 25
𝑞=5

𝑎2 = 𝑎1 ∙ 𝑞 = 4 ∙ 5 = 20
𝑎4 = 𝑎3 ∙ 𝑞 = 100 ∙ 5 = 500
𝑎2 + 𝑎4 = 20 + 500 = 520

07. Resposta: B.
Pelos valores apresentados, é uma PG de razão 4
A64 = ?
a1 = 1
q=4
n = 64

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑎𝑛 = 𝑎1 ∙ 𝑞 𝑛−1

𝑎𝑛 = 1 ∙ 463 = (22 )63 = 2126

08. Resposta: D.
𝑟1 𝑟2
Se estão em Progressão Geométrica, então: 𝑟
= 𝑟1
, ou seja, 𝑟1 . 𝑟1 = 𝑟 . 𝑟2.
2
Assim: 𝑟1 = 144
𝑟1 = √144 = 12 𝑐𝑚
Sabemos que r + r1 + r2 = 52. Assim:
𝑟 + 12 + 𝑟2 = 52
𝑟 + 𝑟2 = 52 − 12
𝑟 + 𝑟2 = 40

09. Resposta: C.
Trata-se de uma Progressão Aritmética, cuja fórmula do termo geral é
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1). 𝑟
𝑛 = 7; 𝑎1 = 11; 𝑟 = 15 − 11 = 4
Assim, 𝑎7 = 11 + (7 − 1). 4 = 11 + 6.4 = 11 + 24 = 35

10. Resposta: A.
99 = 9 + (𝑛 − 1)10
10𝑛 − 10 + 9 = 99
𝑛 = 10
Vamos tirar o 99 pra ser contato a parte: 10-1=9
99 = 90 + (𝑛 − 1)
𝑛 = 99 − 90 + 1 = 10
São 19 números que possuem o algarismo 9, mas o 99 possui 2
19+1=20

11. Resposta: D.
r=4
𝑎𝑛 = 𝑎1 + (𝑛 − 1)𝑟
𝑎234 = 4 + 233 ∙ 4 = 936
Portanto, o último algarismo é 6.

11 - Funções exponenciais e logarítmicas.

FUNÇÃO EXPONENCIAL

Uma função é uma maneira de associar a cada valor do argumento x um único valor da função f(x).
Isto pode ser feito especificando através de uma fórmula um relacionamento gráfico entre diagramas
representando os dois conjuntos, e/ou uma regra de associação, mesmo uma tabela de correspondência
pode ser construída; entre conjuntos numéricos é comum representarmos funções por seus gráficos, cada
par de elementos relacionados pela função determina um ponto nesta representação, a restrição de

134
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
unicidade da imagem implica em um único ponto da função em cada linha de chamada do valor
independente x.
Como um termo matemático, "função" foi introduzido por Leibniz em 1694, para descrever quantidades
relacionadas a uma curva; tais como a inclinação da curva ou um ponto específico da dita curva. Funções
relacionadas à curvas são atualmente chamadas funções diferenciáveis e são ainda o tipo de funções
mais encontrado por não-matemáticos. Para este tipo de funções, pode-se falar em limites e derivadas;
ambos sendo medida da mudança nos valores de saída associados à variação dos valores de entrada,
formando a base do cálculo infinitesimal.
A palavra função foi posteriormente usada por Euler em meados do século XVIII para descrever uma
expressão envolvendo vários argumentos; i.e:y = F(x). Ampliando a definição de funções, os matemáticos
foram capazes de estudar "estranhos" objetos matemáticos tais como funções que não são diferenciáveis
em qualquer de seus pontos. Tais funções, inicialmente tidas como puramente imaginárias e chamadas
genericamente de "monstros", foram já no final do século XX, identificadas como importantes para a
construção de modelos físicos de fenômenos tais como o movimento Browniano.
Durante o Século XIX, os matemáticos começaram a formalizar todos os diferentes ramos da
matemática. Weierstrass defendia que se construisse o cálculo infinitesimal sobre a Aritmética ao invés
de sobre a Geometria, o que favorecia a definição de Euler em relação à de Leibniz (veja aritmetização
da análise). Mais para o final do século, os matemáticos começaram a tentar formalizar toda a Matemática
usando Teoria dos conjuntos, e eles conseguiram obter definições de todos os objetos matemáticos em
termos do conceito de conjunto. Foi Dirichlet quem criou a definição "formal" de função moderna.

Função Exponencial

Conta a lenda que um rei solicitou aos seus súditos que lhe inventassem um novo jogo, a fim de
diminuir o seu tédio. O melhor jogo teria direito a realizar qualquer desejo. Um dos seus súditos inventou,
então, o jogo de xadrez. O Rei ficou maravilhado com o jogo e viu-se obrigado a cumprir a sua promessa.
Chamou, então, o inventor do jogo e disse que ele poderia pedir o que desejasse. O astuto inventor pediu
então que as 64 casas do tabuleiro do jogo de xadrez fossem preenchidas com moedas de ouro, seguindo
a seguinte condição: na primeira casa seria colocada uma moeda e em cada casa seguinte seria colocado
o dobro de moedas que havia na casa anterior. O Rei considerou o pedido fácil de ser atendido e ordenou
que providenciassem o pagamento. Tal foi sua surpresa quando os tesoureiros do reino lhe apresentaram
a suposta conta, pois apenas na última casa o total de moedas era de 263, o que corresponde a
aproximadamente 9 223 300 000 000 000 000 = 9,2233.1018. Não se pode esquecer ainda que o valor
entregue ao inventor seria a soma de todas as moedas contidas em todas as casas. O rei estava falido!
A lenda nos apresenta uma aplicação de funções exponenciais, especialmente da função y = 2x.
As funções exponenciais são aquelas que crescem ou decrescem muito rapidamente. Elas
desempenham papéis fundamentais na Matemática e nas ciências envolvidas com ela, como: Física,
Química, Engenharia, Astronomia, Economia, Biologia, Psicologia e outras.

 Definição
A função exponencial é a definida como sendo a inversa da função logarítmica natural, isto é:

Podemos concluir, então, que a função exponencial é definida por:

 Gráficos da Função Exponencial

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Função exponencial Função exponencial
0<a<1 a>1

- Domínio = lR - Domínio = lR
- Contradomínio = lR+ - Contradomínio = lR+
- f é injetora - f é injectiva
- f(x) > 0 , ⍱ x Є lR - f(x) > 0 , ⍱ x Є lR
- f é continua e diferenciável em - f é continua e diferenciável em
lR lR
- A função é estritamente - A função é estritamente
decrescente. crescente.
- limx→ -∞ ax = + ∞ - limx→ +∞ ax = + ∞
x
- limx→ +∞ a = 0 - limx→ -∞ ax = 0
- y = 0 é assimptota horizontal - y = 0 é assimptota horizontal

 Propriedades da Função Exponencial


Se a, x e y são dois números reais quaisquer e k é um número racional, então:
- ax ay= ax + y
- ax / ay= ax - y
- (ax) y= ax.y
- (a b)x = ax bx
- (a / b)x = ax / bx
- a-x = 1 / ax

Estas relações também são válidas para exponenciais de base e (e = número de Euller = 2,718...)
- y = ex se, e somente se, x = ln(y)
- ln(ex) =x
- ex+y= [Link]
- ex-y = ex/ey
- ex.k = (ex)k

 A Constante de Euler
Existe uma importantíssima constante matemática definida por
e = exp(1)
O número e é um número irracional e positivo e em função da definição da função exponencial, temos
que:
Ln(e) = 1
Este número é denotado por e em homenagem ao matemático suíço Leonhard Euler (1707-1783), um
dos primeiros a estudar as propriedades desse número.
O valor deste número expresso com 40 dígitos decimais, é:
e = 2,718281828459045235360287471352662497757
Se x é um número real, a função exponencial exp(.) pode ser escrita como a potência de base e com
expoente x, isto é:
ex = exp(x)

 Construção do Gráfico de uma Função Exponencial


Exemplo:
Vamos construir o gráfico da função 𝑦 = 2𝑥
Vamos atribuir valores a x, para que possamos traçar os pontos no gráfico.

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Questões

01. (Corpo de Bombeiros Militar/MT – Oficial Bombeiro Militar – COVEST – UNEMAT/2014) As


funções exponenciais são muito usadas para modelar o crescimento ou o decaimento populacional de
uma determinada região em um determinado período de tempo. A função 𝑃(𝑡) = 234 . (1,023)𝑡 modela o
comportamento de uma determinada cidade quanto ao seu crescimento populacional em um determinado
período de tempo, em que P é a população em milhares de habitantes e t é o número de anos desde
1980.
Qual a taxa média de crescimento populacional anual dessa cidade?
(A) 1,023%
(B) 1,23%
(C) 2,3%
(D) 0,023%
(E) 0,23%

02. (Polícia Civil/SP – Desenhista Técnico-Pericial – VUNESP/2014) Uma população P cresce em


função do tempo t (em anos), segundo a sentença 𝑷 = 𝟐𝟎𝟎𝟎 . 𝟓𝟎,𝟏 .𝒕. Hoje, no instante t = 0, a população
é de 2 000 indivíduos. A população será de 50 000 indivíduos daqui a
(A) 20 anos.
(B) 25 anos.
(C) 50 anos.
(D) 15 anos.
(E) 10 anos.

Respostas

01. Resposta: C.
𝑃(𝑡) = 234 . (1,023)𝑡
Primeiramente, vamos calcular a população inicial, fazendo t = 0:
𝑃(0) = 234 . (1,023)0 = 234 . 1 = 234 mil
Agora, vamos calcular a população após 1 ano, fazendo t = 1:
𝑃(1) = 234 . (1,023)1 = 234 . 1,023 = 239,382
Por fim, vamos utilizar a Regra de Três Simples:
População %
234 --------------- 100
239,382 ------------ x
234.x = 239,382 . 100
x = 23938,2 / 234
x = 102,3%
102,3% = 100% (população já existente) + 2,3% (crescimento)

02. Resposta: A.
𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎 = 𝟐𝟎𝟎𝟎 . 𝟓𝟎,𝟏 .𝒕

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𝟓𝟎𝟎𝟎𝟎
𝟓𝟎,𝟏 .𝒕 = 𝟐𝟎𝟎𝟎
𝟓𝟎,𝟏 .𝒕 = 𝟓 𝟐

Vamos simplificar as bases (5), sobrando somente os expoentes. Assim:


0,1 . t = 2
t = 2 / 0,1
t = 20 anos

FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Toda equação que contém a incógnita na base ou no logaritmando de um logaritmo é denominada


equação logarítmica. Abaixo temos alguns exemplos de equações logarítmicas:

Perceba que nestas equações a incógnita encontra-se ou no logaritmando, ou na base de um


logaritmo. Para solucionarmos equações logarítmicas recorremos a muitas das propriedades dos
logaritmos.

 Solucionando Equações Logarítmicas

Vamos solucionar cada uma das equações acima, começando pela primeira:

Segundo a definição de logaritmo nós sabemos que:

Logo x é igual a 8:

De acordo com a definição de logaritmo o logaritmando deve ser um número real positivo e já que 8
é um número real positivo, podemos aceitá-lo como solução da equação. A esta restrição damos o nome
de condição de existência.

Pela definição de logaritmo a base deve ser um número real e positivo além de ser diferente de 1.
Então a nossa condição de existência da equação acima é que:

Em relação a esta segunda equação nós podemos escrever a seguinte sentença:

Que nos leva aos seguintes valores de x:

Note que x = -10 não pode ser solução desta equação, pois este valor de x não satisfaz a condição de
existência, já que -10 é um número negativo.
Já no caso de x = 10 temos uma solução da equação, pois 10 é um valor que atribuído a x satisfaz a
condição de existência, visto que 10 é positivo e diferente de 1.

Neste caso temos a seguinte condição de existência:

138
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Voltando à equação temos:

Aplicando a mesma propriedade que aplicamos nos casos anteriores e desenvolvendo os cálculos
temos: Como 25 satisfaz a condição de existência, então S = {25} é o conjunto solução da equação. Se
quisermos recorrer a outras propriedades dos logaritmos também podemos resolver este exercício assim:

Lembre-se que e que log5 625 = 4, pois 54 = 625.

Neste caso a condição de existência em função da base do logaritmo é um pouco mais complexa:

E, além disto, temos também a seguinte condição:

Portanto a condição de existência é:

Agora podemos proceder de forma semelhante ao exemplo anterior: Como x = 2 satisfaz a condição
de existência da equação logarítmica, então 2 é solução da equação. Assim como no exercício anterior,
este também pode ser solucionado recorrendo-se à outra propriedade dos logaritmos:

Neste caso vamos fazer um pouco diferente. Primeiro vamos solucionar a equação e depois vamos
verificar quais são as condições de existência: Então x = -2 é um valor candidato à solução da equação.
Vamos analisar as condições de existência da base -6 - x:
Veja que embora x ≠ -7, x não é menor que -6, portanto x = -2 não satisfaz a condição de existência e
não pode ser solução da equação. Embora não seja necessário, vamos analisar a condição de existência
do logaritmando 2x:

Como x = -2, então x também não satisfaz esta condição de existência, mas não é isto que eu quero
que você veja. O que eu quero que você perceba, é que enquanto uma condição diz que x < -6, a outra
diz que x > 0. Qual é o número real que além de ser menor que -6 é também maior que 0?
Como não existe um número real negativo, que sendo menor que -6, também seja positivo para que
seja maior que zero, então sem solucionarmos a equação nós podemos perceber que a mesma não
possui solução, já que nunca conseguiremos satisfazer as duas condições simultaneamente. O conjunto
solução da equação é portanto S = {}, já que não existe nenhuma solução real que satisfaça as condições
de existência da equação.

 Função Logarítmica

A função logaritmo natural mais simples é a função y=f 0(x)=lnx. Cada ponto do gráfico é da forma (x,
lnx) pois a ordenada é sempre igual ao logaritmo natural da abscissa.

139
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
O domínio da função ln é e a imagem é o conjunto .
O eixo vertical é uma assíntota ao gráfico da função. De fato, o gráfico se aproxima cada vez mais da reta
x=0
O que queremos aqui é descobrir como é o gráfico de uma função logarítmica natural geral, quando
comparado ao gráfico de y=ln x, a partir das transformações sofridas por esta função. Consideremos uma
função logarítmica cuja expressão é dada por y=f1(x)=ln x+k, onde k é uma constante real. A pergunta
natural a ser feita é: qual a ação da constante k no gráfico dessa nova função quando comparado ao
gráfico da função inicial y=f0(x)=ln x ?
Ainda podemos pensar numa função logarítmica que seja dada pela expressão y=f2(x)=[Link] x onde a
é uma constante real, a 0. Observe que se a=0, a função obtida não será logarítmica, pois será a
constante real nula. Uma questão que ainda se coloca é a consideração de funções logarítmicas do tipo
y=f3(x)=ln(x+m), onde m é um número real não nulo. Se g(x)=[Link](x-2) + 2/3, desenhe seu gráfico, fazendo
os gráficos intermediários, todos num mesmo par de eixos.
y=[Link](x+m)+k

Conclusão: Podemos, portanto, considerar funções logarítmicas do tipo y = f 4(x) = a In (x + m) + k,


onde o coeficiente a não é zero, examinando as transformações do gráfico da função mais simples y = f 0
(x) = In x, quando fazemos, em primeiro lugar, y=ln(x+m); em seguida, y=[Link](x+m) e, finalmente,
y=[Link](x+m)+k.

Analisemos o que aconteceu:


- em primeiro lugar, y=ln(x+m) sofreu uma translação horizontal de -m unidades, pois x=-m exerce o
papel que x=0 exercia em y=ln x;
- a seguir, no gráfico de y=[Link](x+m) ocorreu mudança de inclinação pois, em cada ponto, a ordenada
é igual àquela do ponto de mesma abscissa em y=ln(x+m) multiplicada pelo coeficiente a;
- por fim, o gráfico de y=[Link](x+m)+k sofreu uma translação vertical de k unidades, pois, para cada
abscissa, as ordenadas dos pontos do gráfico de y=[Link](x+m)+k ficaram acrescidas de k, quando
comparadas às ordenadas dos pontos do gráfico de y=[Link](x+m).

O estudo dos gráficos das funções envolvidas auxilia na resolução de equações ou inequações, pois
as operações algébricas a serem realizadas adquirem um significado que é visível nos gráficos das
funções esboçados no mesmo referencial cartesiano.

Função logarítmica de base a é toda função , definida por com e


.
Podemos observar neste tipo de função que a variável independente x é um logaritmando, por isto a
denominamos função logarítmica. Observe que a base a é um valor real constante, não é uma variável,
mas sim um número real.
A função logarítmica de é inversa da função exponencial de e vice-versa, pois:

 Representação da Função Logarítmica no Plano Cartesiano

Podemos representar graficamente uma função logarítmica da mesma forma que fizemos com a
função exponencial, ou seja, escolhendo alguns valores para x e montando uma tabela com os

140
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
respectivos valores de f(x). Depois localizamos os pontos no plano cartesiano e traçamos a curva do
gráfico. Vamos representar graficamente a função e como estamos trabalhando com um
logaritmo de base 10, para simplificar os cálculos vamos escolher para x alguns valores que são potências
de 10:
0,001, 0,01, 0,1, 1, 10 e 2.

Temos então seguinte a tabela:

x y = log x
0,001 y = log 0,001 = -3
0,01 y = log 0,01 = -2
0,1 y = log 0,1 = -1
1 y = log 1 = 0
10 y = log 10 = 1

Ao lado temos o gráfico desta função logarítmica, no qual localizamos cada um dos pontos obtidos
da tabela e os interligamos através da curva da função: Veja que para valores de y < 0,01 os pontos estão
quase sobre o eixo das ordenadas, mas de fato nunca chegam a estar. Note também que neste tipo de
função uma grande variação no valor de x implica numa variação bem inferior no valor de y. Por exemplo,
se passarmos de x = 100 para x = 1000000, a variação de y será apenas de 2 para 6. Isto porque:

 Função Crescente e Decrescente

Assim como no caso das funções exponenciais, as funções logarítmicas também podem ser
classificadas como função crescente ou função decrescente. Isto se dará em função da base a ser
maior ou menor que 1. Lembre-se que segundo a definição da função logarítmica , definida
por , temos que e .

 Função Logarítmica Crescente

141
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Se temos uma função logarítmica crescente, qualquer que seja o valor real positivo de x. No
gráfico da função ao lado podemos observar que à medida que x aumenta, também aumenta f(x) ou y.
Graficamente vemos que a curva da função é crescente. Também podemos observar através do gráfico,
que para dois valor de x (x1 e x2), que , isto para x1, x2 e a números
reais positivos, com a > 1.

 Função Logarítmica Decrescente

Se temos uma função logarítmica decrescente em todo o domínio da função. Neste


outro gráfico podemos observar que à medida que x aumenta, y diminui. Graficamente observamos que
a curva da função é decrescente. No gráfico também observamos que para dois valores de x (x1 e x2),
que , isto para x1, x2 e a números reais positivos, com 0 < a < 1. É
importante frisar que independentemente de a função ser crescente ou decrescente, o gráfico da função
sempre cruza o eixo das abscissas no ponto (1, 0), além de nunca cruzar o eixo das ordenadas e que o
, isto para x1, x2 e a números reais positivos, com a ≠ 1.

Questões

01. (PETROBRAS-GEOFISICO JUNIOR – CESGRANRIO) Se log x representa o logaritmo na base


10 de x, então o valor de n tal que log n = 3 - log 2 é:
(A) 2000
(B) 1000
(C) 500
(D) 100
(E) 10

02. (MF – Assistente Técnico Administrativo – ESAF/2014) Sabendo-se que log x representa o
logaritmo de x na base 10, calcule o valor da expressão log 20 + log 5.
(A) 5
(B) 4
(C) 1
(D) 2
(E) 3

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Respostas

01. Resposta: C.
log n = 3 - log 2
log n + log 2 = 3 * 1
onde 1 = log 10 então:
log (n * 2) = 3 * log 10
log(n*2) = log 10 ^3
2n = 10^3
2n = 1000
n = 1000 / 2
n = 500

02. Resposta: D.
E = log20 + log5
E = log(2 x 10) + log5
E = log2 + log10 + log5
E = log10 + log (2 x 5)
E = log10 + log10
E = 2 log10
E=2

12 - Juros simples e compostos: capitalização e descontos.

JUROS SIMPLES

Em regime de juros simples (ou capitalização simples), o juro é determinado tomando como base
de cálculo o capital da operação, e o total do juro é devido ao credor (aquele que empresta) no final da
operação. As operações aqui são de curtíssimo prazo, exemplo: desconto simples de duplicata, entre
outros.
No juros simples o juro de cada intervalo de tempo sempre é calculado sobre o capital inicial
emprestado ou aplicado.

- Os juros são representados pela letra J.


- O dinheiro que se deposita ou se empresta chamamos de capital e é representado pela letra C
(capital) ou P(principal) ou VP ou PV (valor presente) *.
- O tempo de depósito ou de empréstimo é representado pela letra t ou n.*
- A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre um capital durante certo tempo. É
representado pela letra i e utilizada para calcular juros.

*Varia de acordo com a literatura estudada.

Chamamos de simples os juros que são somados ao capital inicial no final da aplicação.

143
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Devemos sempre relacionar taxa e tempo numa mesma unidade:
Taxa anual Tempo em anos
Taxa mensal Tempo em meses
Taxa diária Tempo em dias
E assim sucessivamente

Exemplo:

1) Uma pessoa empresta a outra, a juros simples, a quantia de R$ 4. 000,00, pelo prazo de 5 meses,
à taxa de 3% ao mês. Quanto deverá ser pago de juros?

Resolução:
- Capital aplicado (C): R$ 4.000,00
- Tempo de aplicação (t): 5 meses
- Taxa (i): 3% ou 0,03 a.m. (= ao mês)

Fazendo o cálculo, mês a mês:

- No final do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,03 x R$ 4.000,00 = R$ 120,00


- No final do 2º período (2 meses), os juros serão: R$ 120,00 + R$ 120,00 = R$ 240,00
- No final do 3º período (3 meses), os juros serão: R$ 240,00 + R$ 120,00 = R$ 360,00
- No final do 4º período (4 meses), os juros serão: R$ 360,00 + R$ 120,00 = R$ 480,00
- No final do 5º período (5 meses), os juros serão: R$ 480,00 + R$ 120,00 = R$ 600,00

Desse modo, no final da aplicação, deverão ser pagos R$ 600,00 de juros.

Juros a serem Pagos


700,00 600,00
600,00 480,00
500,00
360,00
Juros(J)

400,00
240,00
300,00
200,00 120,00
100,00
0,00
1 2 3 4 5
Meses(t)

Fazendo o cálculo, período a período:


- No final do 1º período, os juros serão: i.C
- No final do 2º período, os juros serão: i.C + i.C
- No final do 3º período, os juros serão: i.C + i.C + i.C
------------------------------------------------------------------------------
- No final do período t, os juros serão: i.C + i.C + i.C + ... + i.C

Portanto, temos:
J=C.i.t

144
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Observações:
1) O capital cresce linearmente com o tempo;
2) O capital cresce a uma progressão aritmética de razão: J=C.i
3) A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma unidade.
4) Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma decimal.
5) Chamamos de montante (M) ou FV (valor futuro) a soma do capital com os juros, ou seja:
Na fórmula J= C . i . t, temos quatro variáveis. Se três delas forem valores conhecidos, podemos
calcular o 4º valor.
M = C + J  M = C.(1+i.t)

Exemplos:

1) A que taxa esteve empregado o capital de R$ 25.000,00 para render, em 3 anos, R$ 45.000,00 de
juros? (Observação: Como o tempo está em anos devemos ter uma taxa anual.)

C = R$ 25.000,00
t = 3 anos
j = R$ 45.000,00
i = ? (ao ano)
C.i.t
j=
100
25000.i.3
45 000 =
100
45 000 = 750 . i
45.000
i=
750
i = 60
Resposta: 60% ao ano.

2) Qual o valor dos juros correspondentes a um empréstimo de R$ 10.000,00, pelo prazo de 15 meses,
sabendo-se que a taxa cobrada é de 3% a m.?
Dados: Solução:
PV = 10.000,00 j = PV . i . n
n = 15 meses j = 10.000,00 x 0,03 x 15
i = 3% a m. j= 4.500,00
j =?

Quando o prazo informado for em dias, a taxa resultante


dos cálculos será diária; se o prazo for em meses, a taxa
será mensal; se for em trimestre, a taxa será trimestral, e
assim sucessivamente.

145
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
JUROS COMPOSTOS

O capital inicial (principal) pode crescer, como já sabemos, devido aos juros, segundo duas
modalidades, a saber:

Juros simples (capitalização simples) – a taxa de juros incide sempre sobre o capital inicial.
Juros compostos (capitalização composta) – a taxa de juros incide sobre o capital de cada
período. Também conhecido como "juros sobre juros".

Na prática, as empresas, órgãos governamentais e investidores particulares costumam reinvestir as


quantias geradas pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego mais comum de juros compostos
na Economia. Na verdade, o uso de juros simples não se justifica em estudos econômicos.

Exemplo:

Considere o capital inicial (C) $1500,00 aplicado a uma taxa mensal de juros compostos (i) de 10% (i
= 10% a.m.). Vamos calcular os montantes (capital + juros), mês a mês:
Após o 1º mês, teremos: M1 = 1500 x 1,1 = 1650 = 1500(1 + 0,1)
Após o 2º mês, teremos: M2 = 1650 x 1,1 = 1815 = 1500(1 + 0,1)2
Após o 3º mês, teremos: M3 = 1815 x 1,1 = 1996,5 = 1500(1 + 0,1)3
.....................................................................................................
Após o nº (enésimo) mês, sendo M o montante, teremos evidentemente: M = 1500(1 + 0,1)t
De uma forma genérica, teremos para um capital C, aplicado a uma taxa de juros compostos (i) durante
o período (t):
M = C (1 + i)t
Onde:
M = montante,
C = capital,
i = taxa de juros e
t = número de períodos que o capital C (capital inicial) foi aplicado.
(1+i)t ou (1+i)n = fator de acumulação de capital

Na fórmula acima, as unidades de tempo referentes à taxa de juros (i) e


do período (t), tem de ser necessariamente iguais. Este é um detalhe
importantíssimo, que não pode ser esquecido! Assim, por exemplo, se a
taxa for 2% ao mês e o período 3 anos, deveremos considerar 2% ao mês
durante 3x12=36 meses.

Graficamente temos, que o crescimento do principal(capital) segundo juros simples é LINEAR,


CONSTANTE enquanto que o crescimento segundo juros compostos é EXPONENCIAL, GEOMÉTRICO
e, portanto tem um crescimento muito mais "rápido".

146
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- O montante após 1º tempo é igual tanto para o regime de juros simples como para juros
compostos;
- Antes do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros simples;
- Depois do 1º tempo o montante seria maior no regime de juros compostos.

 Juros Compostos e Logaritmos

Para resolução de algumas questões que envolvam juros compostos, precisamos ter conhecimento de
conceitos de logaritmos, principalmente aquelas as quais precisamos achar o tempo/prazo. É muito
comum ver em provas o valor dado do logaritmo para que possamos achar a resolução da questão.

Exemplos:

1) Expresse o número de períodos t de uma aplicação, em função do montante M e da taxa de


aplicação i por período.

Solução:
Temos M = C(1+i)t
Logo, M/C = (1+i)t
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos escrever:
t = log (1+ i ) (M/C) . Portanto, usando logaritmo decimal (base 10), vem:

𝐥𝐨𝐠 𝑴|𝑪 𝐥𝐨𝐠 𝑴 − 𝐥𝐨𝐠 𝑪


𝒕= =
𝐥𝐨𝐠(𝟏 + 𝒊) 𝐥𝐨𝐠(𝟏 + 𝒊)

Temos também da expressão acima que: [Link](1 + i) = logM – logC

Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos juros compostos é uma aplicação prática do estudo
dos logaritmos.

2) Um capital é aplicado em regime de juros compostos a uma taxa mensal de 2% (2% a.m.). Depois
de quanto tempo este capital estará duplicado?

Solução:
Sabemos que M = C (1 + i)t. Quando o capital inicial estiver duplicado, teremos M = 2C.
Substituindo, vem: 2C = C(1+0,02)t [Obs: 0,02 = 2/100 = 2%]
Simplificando, fica:
2 = 1,02t , que é uma equação exponencial simples.

147
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Teremos então: t = log1,022 = log2 /log1,02 = 0,30103 / 0,00860 = 35

Nota: log2 = 0,30103 e log1,02 = 0,00860; estes valores podem ser obtidos rapidamente em máquinas
calculadoras científicas. Caso uma questão assim caia no vestibular ou concurso, o examinador teria de
informar os valores dos logaritmos necessários, ou então permitir o uso de calculadora na prova, o que
não é comum no Brasil.
Portanto, o capital estaria duplicado após 35 meses (observe que a taxa de juros do problema é
mensal), o que equivale a 2 anos e 11 meses.
Resposta: 2 anos e 11 meses.

- Em juros simples quando a taxa de juros(i) estiver em unidade diferente do


tempo(t), pode-se colocar na mesma unidade de (i) ou (t).

- Em juros compostos é preferível colocar o (t) na mesma unidade da taxa (i).

Fórmulas Juros Simples Juros Compostos

J= C.i.t J= C.[(1+i)t -1]

M= C.(1+i.t) M= C.(1+i)t

Questões

01. (PRODAM/AM – Assistente – FUNCAB/ 2014) Qual é o capital que, investido no sistema de juros
simples e à taxa mensal de 2,5 %, produzirá um montante de R$ 3.900,00 em oito meses?
(A) R$ 1.650,00
(B) R$ 2.225,00
(C) R$ 3.250,00
(D) R$ 3.460,00
(E) R$ 3.500,00

02. (FUNDUNESP – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2014) Por um empréstimo com período de


45 dias foram pagos R$ 18,75 de juros. Se o capital emprestado foi de R$ 1.500,00, então é verdade que
a taxa anual correspondente de juros simples cobrada foi de
(A) 8,35%.
(B) 9,0%.
(C) 9,5%.
(D) 10%.
(E) 10,37%.

03. (UNIFESP – Engenheiro Mecânico – VUNESP/2014) Certo capital C foi aplicado a juros simples,
a uma taxa de 9,6% ao ano, e o montante resgatado, ao final da aplicação, foi igual a 1,12 C. Esse capital
permaneceu aplicado durante
(A) 1 ano e 2 meses.
(B) 1 ano e 3 meses.
(C) 1 ano e 4 meses.
(D) 1 ano e 5 meses.
(E) 1 ano e meio.

04. (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – Secretária – VUNESP/2014) Considere um empréstimo


de certo valor por 5 meses, contraído no sistema de juro simples, a uma taxa de 14,4% ao ano. Sabendo-
se que o montante a ser pago na data de vencimento do empréstimo será igual a R$ 5.300,00, pode-se
afirmar, corretamente, que o valor emprestado foi de

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) R$ 4.900,00.
(B) R$ 4.950,00.
(C) R$ 5.000,00.
(D) R$ 5.050,00.
(E) R$ 5.100,00.

05. (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Polícia autua 16 condutores durante blitz da
Lei Seca

No dia 27 de novembro, uma equipe da Companhia de Polícia de Trânsito(CPTran) da Polícia Militar


do Estado de Sergipe realizou blitz da Lei Seca na Avenida Beira Mar. Durante a ação, a polícia autuou
16 condutores.
Segundo o capitão Fábio <achado, comandante da CPTran, 12 pessoas foram notificadas por
infrações diversas e quatro por desobediência à Lei Seca[...].
O quarteto detido foi multado em R$1.910,54 cada e teve a Carteira Nacional de Trânsito (CNH)
suspensa por um ano.
(Fonte: PM/SE 28/11/13, modificada)
Investindo um capital inicial no valor total das quatros mulas durante um período de dez meses, com
juros de 5% ao mês, no sistema de juros simples, o total de juros obtidos será:
(A) R$2.768,15
(B) R$1.595,27
(C) R$3.821,08
(D) R$9.552,70
(E) R$1.910,54

06. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemática – CAIPIMES/2014) Um capital foi


aplicado por um período de 3 anos, com taxa de juros compostos de 10% ao ano. É correto afirmar que
essa aplicação rendeu juros que corresponderam a, exatamente:
(A) 30% do capital aplicado.
(B) 31,20% do capital aplicado.
(C) 32% do capital aplicado.
(D) 33,10% do capital aplicado.

07. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) José Luiz aplicou
R$60.000,00 num fundo de investimento, em regime de juros compostos, com taxa de 2% ao mês. Após
3 meses, o montante que José Luiz poderá sacar é
(A) R$63.600,00.
(B) R$63.672,48.
(C) R$63.854,58.
(D) R$62.425,00.
(E) R$62.400,00.

08. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP/2013) Pretendendo aplicar em um fundo que rende juros
compostos, um investidor fez uma simulação. Na simulação feita, se ele aplicar hoje R$ 10.000,00 e R$
20.000,00 daqui a um ano, e não fizer nenhuma retirada, o saldo daqui a dois anos será de R$ 38.400,00.
Desse modo, é correto afirmar que a taxa anual de juros considerada nessa simulação foi de
(A) 12%.
(B) 15%.
(C) 18%.
(D) 20%.
(E) 21%.

09. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo – FCC/2014) José Luiz aplicou R$60.000,00
num fundo de investimento, em regime de juros compostos, com taxa de 2% ao mês.
Após 3 meses, o montante que José Luiz poderá sacar é
(A) R$63.600,00.
(B) R$63.672,48.
(C) R$63.854,58.
(D) R$62.425,00.

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(E) R$62.400,00.

10. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRANRIO/2012) João tomou um empréstimo de


R$900,00 a juros compostos de 10% ao mês. Dois meses depois, João pagou R$600,00 e, um mês após
esse pagamento, liquidou o empréstimo.
O valor desse último pagamento foi, em reais, aproximadamente,
(A) 240,00
(B) 330,00
(C) 429,00
(D) 489,00
(E) 538,00
Respostas

01. Resposta: C.
Montante = Capital + juros, ou seja: j = M – C , que fica: j = 3900 – C ( I )
Agora, é só substituir ( I ) na fórmula do juros simples:

𝐶.𝑖.𝑡
𝑗= 100

𝐶.2,5.8
3900 − 𝐶 = 100
390000 – 100.C = 2,5 . 8 . C
– 100.C – 20.C = – 390000 . (– 1)
120.C = 390000
C = 390000 / 120
C = R$ 3250,00

02. Resposta: D.
𝐶.𝑖.𝑡
𝑗 = 100

1500 .𝑖 .45 1875


18,75 = 100
1500.45. 𝑖 = 18,75 . 100 𝑖 = 67500 = 0,0278 (ao dia)

Ao ano: 0,0278 . 365 = 10,1%

03. Resposta: B.
M = C + j , ou seja, 1,12.C = C + j, que fica 1,12.C – C = j
j = 0,12.C

𝐶 .𝑖 .𝑡
𝑗= 100
𝐶 .9,6 .𝑡
0,12. 𝐶 = 100
9,6 . 𝑡 . 𝐶 = 0,12 . 𝐶 . 100
t = 12 / 9,6
t = 1,25 ano = 1 ano + 0,25 de ano
0,25 . 12 = 3 meses
Portanto, t = 1 ano e 3 meses

04. Resposta: C.
Para fazer os cálculos, devemos trabalhar com meses. Assim:
14,4% a.a. / 12 = 1,2% a.m.
* Montante: 𝑴 = 𝑪 + 𝒋
5300 = C + j , ou seja, j = 5300 – C ( I )
𝑪 .𝒊 . 𝒕
𝒋 = 𝟏𝟎𝟎 ( II )
Vamos substituir a equação ( I ) na equação ( II ):
𝑪 . 𝟏,𝟐 . 𝟓
𝟓𝟑𝟎𝟎 − 𝑪 = 𝟏𝟎𝟎

150
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
6.C = 100 . (5300 – C)
6.C = 530000 – 100.C
6.C + 100.C = 530000
106.C = 530000
C = 530000 / 106
C = R$ 5000,00

05. Resposta: C.
𝐶 = 1910,54 ∙ 4 = 7642,16 ; 𝑖 = 5%𝑎. 𝑚 = 0,05 ; 𝑡 = 10𝑚
𝐽 = 𝐶. 𝑖. 𝑡
𝐽 = 7642,16 ∙ 0,05 ∙ 10 = 3821,08

O juros obtido será R$3.821,08.

06. Resposta: D.
10% = 0,1
𝑀 = 𝐶 . (1 + 𝑖)𝑡
𝑀 = 𝐶 . (1 + 0,1)3
𝑀 = 𝐶 . (1,1)3
𝑀 = 1,331. 𝐶
Como, M = C + j , ou seja , j = M – C , temos:
j = 1,331.C – C = 0,331 . C
0,331 = 33,10 / 100 = 33,10%

07. Resposta: B.
C=60.000 ; i = 2% a.m = 0,02 ; t = 3m
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡 ⇒ 𝑀 = 60000(1 + 0,02)3 ⇒ 𝑀 = 60000 + (1,02)3 ⇒ 𝑀 = 63672,48

O montante a ser sacado será de R$ 63.672,48.

08. Resposta: D.
C1º ano = 10.000 ; C2º ano = 20.000
𝑀1 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
𝑀1 = 10000(1 + 𝑖)2 𝑀2 = 20000(1 + 𝑖)1
M1+M2 = 384000
38400 = 10000(1 + 𝑖)2 + 20000(1 + 𝑖) (: 400)
96 = 25(1 + 2𝑖 + 𝑖 2 ) + 50 + 50𝑖
96 = 25 + 50𝑖 + 25𝑖 2 + 50 + 50𝑖
25𝑖 2 + 100𝑖 − 21 = 0
Têm se uma equação do segundo grau, usa-se então a fórmula de Bháskara:
∆= 1002 − 4 ∙ 25 ∙ (−21) = 12100
−100±110
𝑖=
50
−100+110 10
𝑖1 = = = 0,2
50 50
−100−110
𝑖2 = 50
= −4,4 (𝑛ã𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑣é𝑚)

É correto afirmar que a taxa é de 20%

09. Resposta: B.
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
𝑀 = 60000(1 + 0,02)3
𝑀 = 60000(1,02)3 =63672,48

10. Resposta: E.
C = 900 ; i = 10% a.m=0,10 ; t = 2m ; pagou 2 meses depois R$ 600,00 e liquidou após 1 mês
𝑀 = 𝐶(1 + 𝑖)𝑡
𝑀 = 900(1 + 0,1)2 → 𝑀 = 1089,00
Depois de dois meses João pagou R$ 600,00.

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1089-600=489
𝑀 = 489(1 + 0,1)1 = 537,90

Referência

MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.

DESCONTOS SIMPLES E COMPOSTOS

São juros recebidos (devolvidos) ou concedidos quando o pagamento de um título é antecipado. O


desconto é a diferença entre o valor nominal (S) de um título na data do seu vencimento e o seu valor
atual (C) na data em que é efetuado o pagamento, ou seja:
D=S-C

Os descontos são nomeados simples ou compostos em função do cálculo dos mesmos terem sido
no regime de juros simples ou compostos, respectivamente. Os descontos (simples ou compostos)
podem ser divididos em:
- Desconto comercial, bancário ou por fora;
- Desconto racional ou por dentro.

DESCONTOS SIMPLES

Por Fora (Comercial ou Bancário). O desconto é calculado sobre o valor nominal (S) do título,
utilizando-se taxa de juros simples
Df = S.i.t

É o desconto mais utilizado no sistema financeiro, para operações de curto prazo, com pequenas
taxas. O valor a ser pago (ou recebido) será o valor atual C = S - Df = S - S.i.t , ou seja
C = S.(1- i.t)

Por Dentro (Racional). O desconto é calculado sobre o valor atual (C) do título, utilizando-se taxa de
juros simples
Dd = C.i.t

Como C não é conhecido (mas sim, S) fazemos o seguinte cálculo:


C = S - Dd ==> C = S - C.i.t ==> C + C.i.t = S ==> C(1 + i.t) = S
C = S/(1 + i.t)

Este desconto é utilizado para operações de longo prazo. Note que (1 - i.t) pode ser nulo, mas (1 + i.t)
nunca vale zero.

DESCONTOS COMPOSTOS

O desconto (Dc) é calculado com taxa de juros compostos, considerando n período(s) antecipado(s):
Dc = S - C

Onde, de S = C.(1 + i)n, tiramos que C = S/(1 + i)n

Questões

01. Um banco ao descontar notas promissórias, utiliza o desconto comercial a uma taxa de juros
simples de 12% a.m.. O banco cobra, simultaneamente uma comissão de 4% sobre o valor nominal da
promissória. Um cliente do banco recebe R$ 300.000,00 líquidos, ao descontar uma promissória vencível
em três meses. O valor da comissão é de:

02. O valor atual de um título cujo valor de vencimento é de R$ 256.000,00, daqui a 7 meses, sendo a
taxa de juros simples, utilizada para o cálculo, de 4% a.m., é:

152
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
03. O desconto simples comercial de um título é de R$ 860,00, a uma taxa de juros de 60% a.a.. O
valor do desconto simples racional do mesmo título é de R$ 781,82, mantendo-se a taxa de juros e o
tempo. Nesse as condições, o valor nominal do rótulo é de:
N = (860 * 781.82) / (860 – 781.82) = 672365.2 / 78.18 = 8600.22

04. O valor atual de uma duplicata é de 5 vezes o valor de seu desconto comercial simples. Sabendo-
se que a taxa de juros adotada é de 60% a.a., o vencimento do título expresso em dias é:

05. Uma empresa descontou em um banco uma duplicata de R$ 600.000,00, recebendo o líquido de
516.000,00. Sabendo=se que o banco cobra uma comissão de 2% sobre o valor do título, que o regime
é de juros simples comerciais. Sendo a taxa de juros de 96% a.a., o prazo de desconto da operação foi
de:

06. O desconto comercial simples de um título quatro meses antes do seu vencimento é de R$ 600,00.
Considerando uma taxa de 5% a.m., obtenha o valor correspondente no caso de um desconto racional
simples:

07 – O desconto racional simples de uma nota promissória, cinco meses antes do vencimento, é de
R$ 800,00, a uma taxa de 4% a.m.. Calcule o desconto comercial simples correspondente, isto é,
considerando o mesmo título, a mesma taxa e o mesmo prazo.

08. Um título sofre um desconto comercial de R$ 9.810,00 três meses antes do seu vencimento a uma
taxa de deconto simples de 3% a.m.. Indique qual seria o desconto à mesma taxa se o desconto fosse
simples e racional.

09. Um título no valor nominal de R$ 10.900,00 deve sofrer um desconto comercial simples de R$
981,00 três meses antes do seu vencimento. Todavia uma negociação levou a troca do desconto
comercial por um desconto racional simples. Calcule o novo desconto, considerando a mesma taxa de
desconto mensal:

10. Um título sofre desconto simples comercial de R$ 1.856,00, quatro meses antes do seu vencimento
a uma taxa de desconto de 4% a.m.. Calcule o valor do desconto correspondente à mesma taxa, caso
fosse um desconto simples racional:

11. Obtenha o valor hoje de um título de R$ 10.000,00 de valor nominal, vencível ao fim de três meses,
a uma taxa de juros de 3% a.m., considerando um desconto racional composto e desprezando os
centavos.

12. Um título foi descontado por R$ 840,00, quatro meses antes de seu vencimento. Calcule o desconto
obtido considerando um desconto racional composto a uma taxa de 3% a.m.

13. Um título sofre um desconto composto racional de R$ 6.465,18 quatro meses antes do seu
vencimento. Indique o valor mais próximo do valor descontado do título, considerando que a taxa de
desconto é de 5% a.m.:

14. Um título sofre um desconto composto racional de R$ 340,10 seis meses antes do seu vencimento.
Calcule o valor descontado do título considerando que a taxa de desconto é de 5% a.m. (despreza os
centavos):

15. O valor nominal de uma dívida é igual a 5 vezes o desconto racional composto, caso a antecipação
seja de dez meses. Sabendo-se que o valor atual da dívida (valor de resgate) é de R$ 200.000,00, então
o valor nominal da dívida, sem considerar os centavos é igual a:

16. Um Commercial paper, com valor de face de US$ 1.000.000,00 e vencimento daqui a três anos
deve ser resgatado hoje. A uma taxa de juros compostos de 10% a.a. e considerando o desconto racional,
obtenha o valor do resgate.

17. Uma pessoa quer descontar hoje um título de valor nominal de R$ 11.245,54, com vencimento
para daqui a 60 dias, e tem as seguintes opções:

153
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
I – desconto simples racional, taxa de 3% a.m.;
II – desconto simples comercial, taxa de 2,5% a.m.;
III – desconto composto racional, taxa de 3% a.m.

Se ela escolher a opção I, a diferença entre o valor líquido que receberá e o que receberia se
escolhesse a opção:

18. Um título deveria sofrer um desconto comercial simples de R$ 672,00, quatro meses antes do seu
vencimento. Todavia, uma negociação levou à troca do desconto comercial simples por um desconto
racional composto. Calculo o novo desconto, considerando a mesma taxa de 3% a.m..

19. Um título é descontado por R$ 4.400,00, quatro meses antes do seu vencimento. Obtenha o valor
de face do título, considerando que foi aplicado um desconto racional composto a uma taxa de 3% a.m.
(despreze os centavos, se houver).

20. Antônio emprestou R$ 100.000,00 a Carlos, devendo o empréstimo ser pago após 4 meses,
acrescido de juros compostos calculados a uma taxa de 15% a.m., com capitalização diária. Três meses
depois Carlos decide quitar a dívida, e combina com Antônio uma taxa de desconto racional composto de
30% a.b. (ao bimestre), com capitalização mensal. Qual a importância paga por Carlos a título de quitação
do empréstimo.

21. Calcule o valor nominal de um título que, resgatado 1 ano e meio antes do vencimento, sofreu
desconto racional composto de R$ 25000,00, a uma taxa de 30% a.a., com capitalização semestral.

Respostas

01.
h = 0.04
iB = 0.12 * 3
AB = N * [1-(iB + h)]
300000 = N * [1-(0.12*3 + 0.04)]
300000 = N * [1-0.4]
N = 500000
Vc = 0.04 * N
Vc = 0.04 * 500000
Vc = 20000

02.
N = 256000
n = 7 meses
i = 0.04 a.m.
iB = n*i = 7*0.04 = 0.28
A = N / (1+iB) = 256000 / 1.28 = 200000

03.
Dc = 860
Dr = 781.82
Usando N = (Dc * Dr) / (Dc – Dr),

04.
i = 60% a.a. → i = 0.6 a.a.
A = N – D (valor atual é o nominal menos o desconto)
5D = N – D → N = 6D
A = N * ( 1 – i*n)
5D = 6D ( 1 – 0.6 * n)
5 = 6 ( 1 – 0.6 * n)
5 = 6 – 3.6 * n
3.6 * n = 1

154
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
n = 0.277 (anos)
n = 0.277 * 365 dias
n = 101.105 dias

05.
N = 600000
Ab = 516000
h = 0.02
i = 0.96 a.a.
Db = Db + N*h
Ab = N * [1 - (i*n+h)]
516000 = 600000 * [1-(0.96*n+0.02)]
0.8533 = 1 – 0.96*n – 0.02
0.8533 = 0.98 – 0.96*n
0.96 * n = 0.1267
n = 0.1319 anos ≈ 45 dias

06.
Dc = 600
i = 0.05 a.m.
n=4
Dc = Dr * (1 + i*n)
600 = Dr * (1 + 0.05*4)
Dr = 600/1.2
Dr = 500

07.
Dr = 800
i = 0.04 a.m.
n = 5 meses
Dc = Dr * (1 + i*n)
Dc = 800 * (1 + 0.04*5)
Dc = 800 * 1.2
Dc = 960

08.
Dc = 9810
n = 3 meses
i = 0.03 a.m.
Dc = Dr * (1 + i*n)
9810 = Dr * (1 + 0.03*3)
9810 = Dr * 1.09
Dr = 9810/1.09
Dr = 9000

09.
N = 10900
Dc = 981
n=3
Dc = N * i * n
981 = 10900 * i * 3
981 = 32700 * i
i = 0.03 (3% a.m.)
Dr = N * i * n / (1+i*n)
Dr = 10900 * 0.03 * 3 / (1+0.03*3)
Dr = 10900 * 0.09 / 1.09
Dr = 10900 * 0.09 / 1.09
Dr = 900
outra forma de fazer a questão seria usando:

155
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
N = (Dc * Dr) / (Dc – Dr)
10900 = 981 * Dr / (981-Dr)
10692900 – 10900 * Dr = 981 * Dr
11881 * Dr = 10692900
11881 * Dr = 10692900
Dr = 900

10.
Dc = 1856
n = 4 meses
i = 0.04 a.m.
Dc = N * i * n
Dr = N * i * n / (1+i*n)
Dr = 1856 / (1+0.04*4)
Dr = 1856 / 1.16
Dr = 1600

11.
N =10000
n = 3 meses
i = 0.03 a.m.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+0.03)3 = 1.092727
Dcr = 10000 * 0.092727 / 1.092727
Dcr = 848.58
Dcr = N – A
848.58 = 10000 – A
A = 10000 – 848.58
A = 10000 – 848.58
A = 9151.42

12.
n = 4 meses
i = 0.03 a.m.
A = 840
Dcr = N – A
Dcr = N – 840
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+0.03)4 = 1.12550881
(1+0.03)4 -1 = 0.12550881
Dcr = N * 0.12550881 / 1.12550881
N * 0.12550881 / 1.12550881 = N – 840
N * 0.12550881 = 1.12550881 * N – 945.4274004
N = 945.4274004
Dcr = 945.4274004 – 840
Dcr ≈ 105.43

13.
Dcr = 6465.18
n = 4 meses
i = 0.05 a.m.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+i)n = 1.21550625
(1+i)n – 1 = 0.21550625
6465.18 = N * 0.21550625 / 1.21550625
N = 36465,14

14.
Dcr = 340.10

156
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
n = 6 meses
i = 0.05 a.m.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+0.05)6 = 1.340095640625
(1+i)n – 1 = 0.340095640625
340.10 = N * 0.340095640625 / 1.340095640625
N ≈ 1340.10
Dcr = N – A
340.10 = 1340.10 – A
A = 1000

15.
N = 5 * Drc
n = 10 meses
A = 200000
Drc = N – A
Drc = 5 * Drc – 200000
4 * Drc = 200000
Drc = 50000
Drc = N – A
50000 = N – 200000
N = 250000

16.
N = 1000000
n = 3 anos
i = 0.1 a.a.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+i)n = 1.331
(1+i)n -1 = 0.331
Dcr = 1000000 * 0.331 / 1.331
Dcr = 248,685.20
A = N – Drc
A = 1000000 – 248,685.20
A = 751,314.80

17.
N = 11245.54
n = 60 dias = 2 meses
I) Dc = N * i * n
Dc = 11245.54 * 0.025 *2
Dc = 562.277
A = N – Dc
A = 11245.54 – 562.277
A = 10683.26
II) Dr = (N * i * n) / (1 + i * n)
Dr = (11245.54 * 0.03 * 2) / (1 + 0.03 * 2)
Dr = 674.7324 / 1.06
Dr = 636.54
A = N – Dc
A = 11245.54 – 636.54
A = 10609.0
III) Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
Dcr = 11245.54 * 0.05740409
Dcr = 645.54
A = N – Dc
A = 11245.54 – 645.54
A = 10600

157
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Nenhum item tem uma resposta certa. Mas a diferença entre o valor atual da escolha II e a III é nove,
então se houve um erro na digitação da questão a resposta é a alternativa c

18.
Dc = 672
n = 4 meses
i = 0.03 a.m.
Dc = N * i * n
672 = N * 0.03 * 4
N = 5600
Dcr = N * [1 - (1/(1+i)n)]
Dcr = 5600 * [1 - (1/(1+i)n)]
(1+i)n = 1.12550881
Dcr = 5600 * 0.12550881/1.12550881
Dcr = 624.47

19.
A = 4400
n = 4 meses
i = 0.03 a.m.
A = N – Drc
A + Drc = N
Drc = N * [1 - (1/(1+i)n)]
(1+i)n = 1.12550881
Drc = N * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = (A + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = (4400 + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = (4400 + Drc) * 0.12550881 / 1.12550881
Drc = 490.657 + Drc * 0.12550881 / 1.12550881
Drc – Drc * 0.12550881 / 1.12550881 = 490.657
Drc * (1 – 0.12550881 / 1.12550881) = 490.657
Drc * 0.888487048 = 490.657
Drc = 552.23
N = A + Drc
N = 4400 + 552.23
N = 4952.23

20.
N = 100000
n = 4 meses = 120 dias
i = 15% a.m. = 0.5% a.d. = 0.005 a.d.
M =C * (1+i)n
M =100000 * (1+0.005)120
M = 181939.67
A = M / (1+0.3/2)
A = 158208.4

21.
n = 1.5 anos = 3 semestres
Drc = 25000
i = 0.3 a.a. = 0.15 a.s.
Dcr = N * [ ((1+i)n - 1) / (1+i)n]
(1+i)n = 1.520875
(1+i)n -1 = 0.520875
25000 = N * 0.520875 / 1.520875
N = 25000 * 1.520875 / 0.520875
N = 72996.16

158
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
13 - Taxas de juros: nominal, efetiva, equivalentes, proporcionais,
real e aparente.

TAXAS DE JUROS: NOMINAL, EFETIVA, EQUIVALENTES, PROPORCIONAIS, REAL E


APARENTE

As taxas de juros são índices fundamentais no estudo da matemática financeira. Os rendimentos


financeiros são responsáveis pela correção de capitais investidos perante uma determinada taxa de juros.
As taxas serão incorporadas sempre ao capital.

 Taxa Efetiva

São aquelas onde a taxa da unidade de tempo coincide com a unidade de tempo do período de
capitalização(valorização). Utilizado muito em caderneta de poupança.

Exemplos:

- Uma taxa de 75% ao ano com capitalização anual.


- Uma taxa de 11% ao trimestre com capitalização trimestral.

Quando no enunciado não estiver citando o período de


capitalização, a mesma vai coincidir com unidade da taxa.
Em outras palavras iremos trabalhar com taxa efetiva!!!

 Taxa Nominal

São aquelas cujas unidade de tempo NÂO coincide com as unidades de tempo do período de
capitalização.

Exemplos:

- 5% ao trimestre com capitalização semestral.


- 15% ao semestre com capitalização bimestral.

159
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Para resolução de questões com taxas nominais devemos
primeiramente descobri a taxa efetiva (multiplicando ou dividindo a
taxa)

Exemplo:

Como são 12 meses que existem no ano, então dividimos a taxa por 12, trazendo a taxa para o mesmo
período da capitalização, tendo assim a taxa efetiva da operação.

Toda taxa nominal traz implícita uma taxa efetiva que deve ser calculada proporcionalmente.

 Taxas Proporcionais ou Lineares (regime de juros simples)

São taxas em unidade de tempo diferente que aplicadas sobre o mesmo capital ao mesmo período de
tempo irão gerar o mesmo montante.

Exemplos:

- 2% a.s é proporcional quantos % a.a?


Como 1 ano tem 2 semestre 2%. 2(semestres) = 4% a.a
- Uma taxa de 60% a.a geraria as seguintes taxas: 5% a.m (60%/12 meses);10% a.b (60%/6
bimestres); 20% a.q(60%/3quadrimestres) ....

 Taxas Equivalentes (regime de juros compostos)

As taxas de juros se expressam também em função do tempo da operação, porém não de forma
proporcional, mas de forma exponencial, ou seja, as taxas são ditas equivalentes.

Exemplos:

160
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- 24% a.a é equivalente a %a.m?
Vamos aplicar o conceito acima, para resolução deste exemplo:
(1+ia)=(1+im)12 (expoente na menor unidade de tempo) (1+0,24) = (1+im)12  1,24 = (1+im)12  Para
12
retirar o expoente, basta fazermos a operação inversa da potenciação  12√1,24 = √(1 + 𝑖𝑚 )12
1
12
√1,24 = 1 + 𝑖𝑚 → 𝑖𝑚 = 1,2412 − 1
Algumas bancas informam o valor da raiz, outras deixam como está.

𝒏
𝒎
√𝒂𝒎 = 𝒂 𝒏

 Taxa Real, Aparente e Inflação

Taxa Real (ir) = taxa que considera os efeitos da inflação e seus ganhos.
Taxa Aparente (ia) = taxa que não considera os efeitos da inflação (são as taxas efetivas/nominais).
Taxa de Inflação (ii) = a inflação representa a perda do poder de compra.

Podemos escrever todas essas taxas em função uma das outras:

(1+ia) = (1+ir).(1+ii)
𝑀
Onde: (1 + 𝑖𝑎 ) = , independe da quantidade de períodos e do regime de juros.
𝐶

Exemplos:

1) Uma aplicação no mercado financeiro forneceu as seguintes informações:


− Valor aplicado no início do período: R$ 50.000,00.
− Período de aplicação: um ano.
− Taxa de inflação no período de aplicação: 5%.
− Taxa real de juros da aplicação referente ao período: 2%.
Se o correspondente montante foi resgatado no final do período da aplicação, então o seu valor é
(A) R$ 53.550,00.
(B) R$ 53.500,00.
(C) R$ 53.000,00.
(D) R$ 52.500,00.
(E) R$ 51.500,00.

Observe que o período de aplicação é de 1 ano, então tanto faz utilizar o regime de juros simples ou
compostos.
C = R$ 50.000,00
t= 1 ano
ii = 5% = 0,05
ir = 2% = 0,02
M=?

(1+ia) = (1+ir).(1+ii)  (1+ia) = (1+0,02).(1+0,05i)  (1+ia) = 1,02 . 1,05  (1+ia) = 1,071 


ia = 1,071-1  ia = 0,071(taxa efetiva da operação)
Aplicando a fórmula do montante: M = C.(1+i)t  M= 50 000.(1+0,071)1  50 000. 1,071 
M= 53.550,00
Resposta: A.

161
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2) Uma pessoa investiu R$ 1.000,00 por 2 meses, recebendo ao final desse prazo o montante de R$
1.060,00. Se, nesse período, a taxa real de juros foi de 4%, então a taxa de inflação desse bimestre foi
de aproximadamente
(A) 1,92.
(B) 1,90.
(C) 1,88.
(D) 1,86.
(E) 1,84.
Neste exemplo, está nos faltando saber o valor da taxa de juros aparente, mas com as outras
informações do enunciado podemos chegar ao seu valor:
C = 1.000,00
M = 1.060,00
t = 2 meses
ir = 4% = 0,04
ii= ?
𝑀 1060
(1 + 𝑖𝑎 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑎 ) = 1,06
𝐶 1000
1,06
(1 + 𝑖𝑎 ) = (1 + 𝑖𝑟 ). (1 + 𝑖𝑖 ) ⇒ 1,06 = (1 + 0,04). (1 + 𝑖𝑖 ) ⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = ⇒ (1 + 𝑖𝑖 ) = 1,0192 ⇒
1,04

𝑖𝑖 = 1,0192 − 1 ⇒ 𝑖𝑖 = 0,0192 ⇒ 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 100(𝑝𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙) ⇒ 1,92

Referências
[Link]
MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.

Questões

01. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemática – CAIPIMES/2014) Considere as


seguintes situações:
I- Carlos comprou um produto que à vista custava R$ 1.000,00. Como ele não tinha todo esse valor,
ele fez um plano de pagamento com 12 prestações iguais, de R$ 100,00 cada uma, sem entrada.
II- Ana comprou o mesmo produto que Carlos, na mesma loja e com o mesmo preço à vista, mas fez
o seguinte plano de pagamento: uma entrada de R$ 100,00 e mais 11 prestações de R$ 100,00 cada
uma.

Com base nessas situações, é possível afirmar corretamente que:


(A) a taxa de juros do plano de Ana foi menor que a taxa de juros do plano de Carlos.
(B) a taxa de juros do plano de Ana foi igual à taxa de juros do plano de Carlos.
(C) a taxa de juros do plano de Ana foi maior que a taxa de juros do plano de Carlos.
(D) não há como comparar as taxas de juros dos planos de Ana e de Carlos.

02. (TJ/PE- ANALISTA JUDICIÁRIO-CONTADOR-FCC/2012) Uma taxa de juros nominal de 21% ao


trimestre, com juros capitalizados mensalmente, apresenta uma taxa de juros efetiva, trimestral de,
aproximadamente,
(A) 21,7%.
(B) 22,5%.
(C) 24,8%.
(D) 32,4%.
(E) 33,7%.

03. (Pref. Florianópolis/SC – Auditor Fiscal – FEPESE/2014) A taxa de juros simples mensais de
4,25% equivalente à taxa de:
(A) 12,5% trimestral.
(B) 16% quadrimestral.
(C) 25,5% semestral.
(D) 36,0% anual.

162
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(E) 52% anual.

Respostas

[Link]: C.
I. Carlos: 12 . 100 = 1200
II. Ana: 100 + 11 . 100 = 100 + 1100 = 1200
Os valores são iguais, porém Carlos não deu entrada e Ana sim. Por isso, a taxa de juros do plano de
Ana foi maior que a de Carlos.

[Link]: B.
21% a. t capitalizados mensalmente (taxa nominai), como um trimestre tem 3 meses, 21/3 = 7%
a.m(taxa efetiva).
im = taxa ao mês
it= taxa ao trimestre.
(1+im)3 = (1+it)  (1+0,07)3 = 1+it  (1,07)3 = 1+it  1,225043 = 1+it  it= 1,225043-1  it =
0,225043 x 100  it= 22,5043%

[Link]: C.
Sabemos que taxas a juros simples são ditas taxas proporcionais ou lineares. Para resolução das
questões vamos avaliar item a item para sabermos se está certo ou errado:
4,25% a.m
Trimestral = 4,25 .3 = 12,75 (errada)
Quadrimestral = 4,25 . 4 = 17% (errada)
Semestral= 4,25 . 6 = 25,5 % (correta)
Anual = 4,25.12 = 51% (errada)

14 - Rendas uniformes e variáveis.

Renda, também conhecida como anuidade, é todo valor utilizado sucessivamente para compor um
capital ou pagar uma dívida. As rendas são um dos principais conceitos que baseiam os financiamentos
ou empréstimos. Nessas rendas são realizadas uma série de pagamentos (parcelas ou termos) para
arrecadar um fundo de poupança, pagar dívidas, financiar imóveis, etc.
As rendas, também chamadas de séries periódicas uniformes, são aquelas em que todos os
elementos já estão pré-determinados e podem ser classificados de acordo com o tempo, a variação dos
elementos, o valor, o período do vencimento, etc.

SÉRIE UNIFORME DE PRESTAÇÕES PERIÓDICAS

Entende-se série uniforme de prestações periódicas como sendo o conjunto de pagamentos (ou
recebimentos) de valor nominal igual, que se encontram dispostos em períodos de tempo constantes, ao
longo de um fluxo de caixa. Se a série tiver como objetivo a constituição do capital, este será o montante
da série; ao contrário, ou seja, se o objetivo for a amortização de um capital, este será o valor atual da
série.

163
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Classificação

As séries uniformes de prestações periódicas mais importantes e que serão objeto de estudo desse
capítulo são:

Série Uniforme de Prestações Periódicas Postecipadas – caracteriza-se pelo fato de os


pagamentos ocorrerem no final de cada intervalo de tempo, ou seja, não existem pagamentos na data
zero.

Série Uniforme de Prestações Antecipadas – caracteriza-se pelo fato de os pagamentos ocorrerem


no início de cada intervalo de tempo, ou seja, a primeira prestação ocorre na data zero.

Série Uniforme de Prestação Periódicas Diferidas – caracteriza-se pelo fato de existir uma carência
entre a data zero e o primeiro pagamento da série.

Observação: Note que as séries acima mencionadas, independentemente da sua classificação, estão
inseridas no contexto de capitalização composta já vista anteriormente, ou seja, cada pagamento R será
capitalizado ou descapitalizado à luz de uma taxa de juros i, durante certo período de tempo n.

Série Uniforme de Prestações Periódicas Postecipadas

Conforme foi dito anteriormente, esta série tem como característica principal o fato de que cada
pagamento realiza-se no final de cada intervalo de tempo. Vimos também, que podemos calcular o
Montante (S p) ou o Valor Presente (P p) da série em questão. Finalmente, devemos dizer que para o
cálculo do montante da série, iremos nos utilizar do montante S do regime de capitalização composta, ou
seja o Fator de Acumulação de Capital por Operação Única (F.A.C); em contrapartida, para o cálculo do
valor atual da série, iremos nos valer do cálculo do desconto composto racional Ar, ou seja, o Fator de
Valor Presente por Operação Única (F.V.P).

Valor Presente Da Série (Pp)

Dado o fluxo abaixo, podemos encontrar o valor atual do mesmo descontando ou descapitalizando
cada valor r para uma mesma data. Por convenção, iremos escolher a data zero:

𝑅 𝑅 𝑅 𝑅 𝑅
𝑃𝑝 = + + + ⋯+ 𝑛−1
+
(1 + 𝑖)¹ (1 + 𝑖)² (1 + 𝑖)³ (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛

colocando-se R em evidência, temos:

1 1 1 1 1
𝑃𝑝 = 𝑅[ 1
+ 2
+ 3
+ ⋯+ 𝑛−1
+ ]
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛

É fácil notar que a expressão entre colchetes trata-se de uma progressão geométrica cujo 1° termo é
1 1 1
𝑎1 = , cuja razão é 𝑞 = e cujo n – ésimo termo é 𝑎𝑛 = 𝑛.
(1+𝑖 ) (1+𝑖) (1+𝑛)
𝑎1−𝑎𝑛 . 𝑞
Como sabemos, a soma de uma P.G é expressa por: 𝑠 = 1−𝑞

164
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
substituindo as variáveis nesta formula, temos:

1 1 1
− 𝑛 .
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)
𝑃𝑝 = 𝑅.
1
1−
(1 + 𝑖)

(1 + 𝑖)𝑛 − 1
(1 + 𝑖)𝑛+1
𝑃𝑝 = 𝑅.
𝑖
(1 + 𝑖)

(1 + 𝑖)𝑛 − 1
𝑃𝑝 = 𝑅.
(1 + 𝑖)𝑛 . 𝑖

A relação acima nos permite, ainda, encontrar R dado P como segue:

(1 + 𝑖)𝑛 . 𝑖
𝑅 = 𝑃𝑝 .
(1 + 𝑖)𝑛 − 1

(1+𝑖)𝑛 −1
Observação: A relação (1+𝑖)𝑛 .𝑖
e comumente chamado

Fator de Valor Presente por Operação Múltipla

Será indicada por (F.V.P.m.) sendo que, para algumas taxas i e alguns períodos de tempo n, já esta
calculado.

Montante da Série (Sp)

É a soma dos montantes de cada uma das prestações em uma determinada data. Isto posto, vamos
determinar o montante da série na data n, imediatamente após a realização do último pagamento.

𝑆𝑝 = 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−1 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−2 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−3 + ⋯ + 𝑅 (1 + 𝑖) + 𝑅

colocando-se R em evidencia e invertendo-se a ordem das parcelas, temos:

𝑆𝑝 = 𝑅 [ 1 + (1 + 𝑖) + ⋯ + (1 + 𝑖)𝑛−3 + (1 + 𝑖)𝑛−2 + (1 + 𝑖)𝑛−1 ]

Perceba que a expressão entre colchetes trata-se de um progressão geométrica onde o primeiro termo
𝑎1=1, a razão 𝑞 = (1 + 𝑖) e o último termo 𝑎𝑛 = (1 + 𝑖)𝑛−1

1 − (1 + 𝑖)𝑛−1 . (1 + 𝑖)
𝑆𝑝 = 𝑅
1 − (1 + 𝑖)
1 − (1 + 𝑖)𝑛−1+1
𝑆𝑝 = 𝑅
1−1−𝑖

165
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1 − (1 + 𝑖)𝑛
𝑆𝑝 = 𝑅
−𝑖

(𝟏 + 𝒊)𝒏 − 𝟏
𝑺𝒑 = 𝑹
𝒊

dessa formula, tiramos:

𝒊
𝑹 = 𝑺𝒑
(𝟏 + 𝒊)𝒏 − 𝟏

(1+𝑖)𝑛 −1
Observação: O quociente 𝑖
será chamado Fator de Acumulação de Capital por Operação
Múltipla e será denominado por (F.A.C.m).

Série Uniforme de Prestações Periódicas Antecipadas

Vimos, pela definição, que esta série caracteriza-se pelo fato de que os pagamentos (ou recebimentos)
sempre irão ocorrer no início do intervalo de tempo. Analogamente ás rendas postecipadas, podemos
calcular o Valor Atual da série (Pa) através do desconto composto racional Ar, ou o Montante da Série
(Sa), através do calculo do montante S relativo á capitalização composta.

Valor Presente da Série (Pa)

Dado o fluxo abaixo, para se calcular o valor atual da série, procede-se de maneira idêntica ás rendas
postecipadas, ou seja, descontam-se todas as parcelas para a data zero e, nesta data, as somamos:

𝑅 𝑅 𝑅 1
𝑃𝑎 = 𝑅 + 1
+ + 3
+ ⋯+
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖)² (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛−1

Colocando-se e R em evidência, temos:

𝑅 𝑅 𝑅 1
𝑃𝑎 = 𝑅 [1 + 1
+ 2
+ 3
+⋯+ ]
(1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖) (1 + 𝑖)𝑛−1

Pa = R . (1 + E)

Note que a expressão E trata-se, como já vimos, do Fator de Valor Presente Por Operação Múltipla
([Link]) de n-1 termos. Sendo assim, para que nós não tenhamos de desenvolver todo um novo
instrumental matemático, com novas formulas e tabelas, iremos nos valer do fator anteriormente
mencionado com o cuidado de, em relação á séries antecipadas, utilizamos um período a menos (o que
ocorre na data zero).

Pa = R [ 1 + 𝐹. 𝑉. 𝑃 𝑚)𝑛−1 ]

Montante de Série (Sa)

166
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
É a soma dos valores dispostos ao longo do fluxo de caixa em uma determinada data. Visando
uniformizar os procedimentos adotados ao longo deste texto, vamos Capitalizar os valores para a data n.

𝑆𝑎 = 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−1 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−2 + ⋯ + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−(𝑛−2) + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−(𝑛−1)

colocando-se R em evidência e operando-se os expoentes, fica:

𝑆𝑎 = 𝑅[ (1 + 𝑖)𝑛 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−1 + 𝑅 (1 + 𝑖)𝑛−2 + ⋯ + (1 + 𝑖)2 + (1 + 𝑖)1 ]

colocando-se o termo (1 + i) em evidência, temos:

𝑆𝑎 = 𝑅. (1 + 𝑖)[ (1 + 𝑖)𝑛−1 + (1 + 𝑖)𝑛−2 + ⋯ + (1 + 𝑖) + 1 ]

Sa = R. (1 + i) . (E)
Note que a expressão E trata-se exatamente do (F.A.C.m.) Fator de Acumulação de Capital por
Operação múltipla. Para efeito de uso do formulário existente, iremos um período de capitalização. Isto
posto, devemos ter o cuidado de somar 1 à variável n e subtraí-la do resultado final. Matematicamente
ficaria:
𝑆𝑎 = 𝑅 [ (𝐹. 𝐴. 𝐶. 𝑚)𝑛+1 − 1].

Série Uniforme de Prestações Periódicas Diferidas

Finalmente, vamos estudar um conjunto de pagamentos (ou recebimentos) que ocorrem sempre após
certo período de Carência, também chamado Prazo de Diferimento.

Valor Atual da Série

Em relação ao fluxo abaixo, vamos determinar o Valor Atual (Pd) na data zero:

Note que a série ocorrida entre os períodos m e m + n tem comportamento idêntico ás Séries
Postecipadas; daí pode-se calcular o Valor Atual (Pd) através do seguinte raciocínio:

- Calculamos o valor atual Pp (séries postecipadas) na data m, ou seja, Pm = R (F.V.P.m)


- Descontamos Pm através do desconto composto racional para a data zero por m períodos
encontrando, dessa forma, o valor atual Pd. Matematicamente, teríamos:

167
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑃𝑚
𝑃𝑑 =
(1 + 𝑖)𝑛

𝑐𝑜𝑚𝑜 𝑃𝑚 = 𝑅 (𝐹. 𝑉. 𝑃𝑚)


𝑅. (𝐹. 𝑉. 𝑃𝑚)
𝑃𝑑 =
(1 + 𝑖)𝑚

ou, ainda,

(1 + 𝑖)𝑛 − 1 1
𝑃𝑑 = 𝑅 [ . ]
(1 + 𝑖) . 𝑖 (1 + 𝑖)𝑚
𝑛
(1 + 𝑖)𝑛 − 1
𝑃𝑑 = 𝑅 .
(1 + 𝑖)𝑛+𝑚 . 𝑖

Montante da Série

Devido à inexistência de pagamentos e capitalizações durante o prazo de carência, para o cálculo do


Montante (sd) de uma série diferida, proceda de forma análoga à série postecipada, ou seja, Sd = R.
(F.A.C.m).

Série Uniforme de Prestações Periódicas com parcelas Intermediárias.

O assunto tratado aqui é bastante comum em relação ao mundo dos negócios, principalmente no que
tange ao mercado imobiliário pois, nesse mercado, podem existir situações em que os pagamentos (ou
recebimentos) dispostos ao longo de um fluxo de caixa preveem, além das prestações pré-estabelecidas,
pagamentos intermediários. Nestes casos, para se encontrar o valor atual da série, devemos empregar
os conceitos anteriormente vistos em relação à especificidade da série em questão e descontar as
parcelas anteriores para a data zero somando, nessa data, tais valores ao valor atual da série.

Exemplo:

Um apartamento está à venda nas seguintes condições:


- $700,00 de sinal
- 12 parcelas mensais e consecutivas de $3.500,00, sendo que a primeira ocorrerá 30 dias após o
sinal;
- 2 parcelas semestrais de $5.000,00

Dada uma taxa de 11%ao mês, calcule o preço à vista do imóvel.

Esquematicamente, teríamos:

Note que as parcelas R dispostas entre as datas 0 e 12, tratam-se de prestações periódicas
postecipadas. Isto posto, para encontrar o valor à vista do imóvel:
- Calcule Pp = R. ([Link]);
- Desconte as parcelas intermediarias Ri para a data zero e some-as a Pp não esquecendo, ainda, de
agregar à soma o valor do sinal ocorrido nessa data.

168
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝑅𝑖 𝑅𝑖
V = Sinal + R.([Link]) + (1+𝑖)𝑛 + (1+𝑖)𝑛

(1+0,11)12 −1 $5.000 $5.000


V = $700 + $3.500 . + 6 +
(1+0,11)12 .0,11 (1+0,11) (1+0,11)12
V = $700 + $22.723,24 + $2.673,20 + $1.429,20
V = $27.525,64

Questões

01. Em certa época, foi contraída uma dívida a qual foi paga em 18 pagamentos trimestrais iguais de
$1.000,00 através de uma taxa de juros de 23% ao trimestre. Determinar o valor dessa dívida.

02. Um investidor depositou $1.500,00 semestralmente para formar um pecúlio durante dez anos.
Calcule o valor acumulado para uma taxa de 30% ao semestre.

03. Calcule o valor atual de uma renda mensal antecipada, cujo valor da prestação é de $1.000,00,
dada uma taxa de 2% ao mês durante dez meses.
04. Calcule o montante de uma renda antecipada de 15 meses, com prestação mensais de $2.000,00
à taxa de 9% ao mês.

05. Uma máquina é vendida a prazo através de oito prestações mensais de $4.000,00 sendo que o
primeiro pagamento só irá ocorrer após três meses da compra. Determine o preço à vista, dada uma taxa
de 5% ao mês.

Respostas
01.
R = $1.000,00
i = 0,23 a.t.
n = 18 trimestres
Pp = ?
(1+0.23)18 −1
Pp = 𝑅 . (1+0,23)18 .0,23
Pp = $1.000,00 (4,24312)
Pp = $4.243,12

02.
R = $1.500,00
n = 20 semestres
i = 0,30 a.s.
Sp = ?

(1+𝑖)𝑛
Sp = 𝑅 𝑖
(1+0,30)20 −1
Sp = $1.500 0,30
Sp = $1.500 . (630,16546)
Sp = $945.248,19

03.
R= $1.000,00
i = 0.02 a.m.

169
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
n = 10 meses
Pa = ?
(1+𝑖)𝑛−1 −1
Pa = 𝑅. [ 1 + (1+𝑖)𝑛−1 .1
]

(1+0,02)9 −1
Pa = 𝑅. [ 1 + ]
(1+0,02)9 .0,02

Pa = $1.000,00 (1 + 8,16224)
Pa = $9.162,23

04.
R = $2.000,00
i = 0,09 a.m.
n = 15 meses
Sa = ?
(1+𝑖)𝑛+1 −1
Sa = 𝑅 [ 𝑖
− 1]

(1+0,09)16 −1
Sa = $2.000 [ 0,09
− 1]

Sa = $2.000 . (33,00340 – 1)
Sa = $64.006,80

05.
R = $4.000,00
i = 5% a.m.
n = 8 meses
m = 2 meses

𝑅.(𝐹.𝑉.𝑃𝑚)
Pd =
(1+𝑖)𝑚

(1+𝑖)𝑛 −1
𝑅.
(1+𝑖)𝑛 .𝑖
Pd = (1+𝑖 )𝑚

(1+0,05)8 −1
$4000
(1+0,05)8 . 1
Pd = (1+0,05)2

$4.000(6,463213)
Pd = (1,102500)

Pd = $23.449,30

170
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
15 - Planos de amortização de empréstimos e financiamentos.

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO

Muito utilizado hoje quando se faz um empréstimo/financiamento, transações de pagamentos de


compra de imóveis, entre outros, transações feitas a longo prazo.

- Alguns conceitos:

Amortização (A)  é um processo que extingue dívidas através de pagamentos periódicos, é


a extinção de uma dívida através da quitação da mesma. Parte da prestação que não incide juros.

Prestação (P)  É a amortização acrescida de juros.

P=A+J

Juros (J)  Taxa que incide sobre o saldo devedor do período anterior ( note que quando trabalhamos
com sistemas de amortização, estamos trabalhando com o regime de juros compostos).

Postecipadas Algo que será realizado posteriormente. Em outras palavras você irá usar e depois
pagar.

Antecipadas O contrário de postecipada.

- SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE (SAC)

Exemplo:

Para um empréstimo de R$ 10.000,00, a uma taxa de 5% ao mês , qual será a sua tabela de
amortização sabendo que serão pagas em 4 parcelas.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1
2
3
4

1º Passo: Determinar o valor da cota de amortização:

171
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝐸 10000
𝐴= ⟹ = 2500
𝑛 4

Em um sistema de amortização constante, as amortizações são iguais para todos os períodos:

Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação


0 10.000 - - -
1 10.000 – 2.500= 7.500 2500
2 7.500 – 2.500 = 5.000 2500
3 5.000 -2.500 = 2.500 2500
4 2.500 -2.500 = 0 2500

O período 0(zero), é o do valor do empréstimo/financiamento.


Com a cota de amortização, podemos calcular o Saldo Devedor para todos os períodos. Observe que
no período 4 o saldo é 0(zero), é onde temos a quitação total da dívida.

2º Passo: Calcular o Juros para cada período. (Atenção: o Juros sempre irá incidir sobre o
Capital/Saldo Devedor do período anterior.)

Período 1 J = C.i.t (t=1)  J= 10000 . 0,05 .1  J = 500 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o
capital do Período 0(período anterior) e não do Período 1.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1 7.500 2500 500
2 5.000 2500
3 2.500 2500
4 0 2500

3º Passo: Calcular o valor da prestação para cada período. Lembrando que P= A+J

Período 1 P = 2500+500  P = 3000


Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1 7.500 2500 500 3000
2 5.000 2500
3 2.500 2500
4 0 2500

4º Passo: Calcular o Juros para o Período 2.

Período 2  J = C.i.t (t=1)  J= 7500 . 0,05 .1  J = 375 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o
capital do Período 1(período anterior) e não do Período 2.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1 7.500 2500 500 3000
2 5.000 2500 375
3 2.500 2500
4 0 2500

5º Passo: Calcular o valor da prestação para cada período. Lembrando que P= A+J

Período 2 P = 2500+375  P = 2875


Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1 7.500 2500 500 3000
2 5.000 2500 375 2875

172
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
3 2.500 2500
4 0 2500

E vamos fazendo assim para cada período, temos:


Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 10.000 - - -
1 7.500 2500 500 3000
2 5.000 2500 375 2875
3 2.500 2500 250 2750
4 0 2500 125 2625

Principais características:
- As cotas de amortização são iguais;
- As prestações são decrescentes;
- Os juros são decrescentes;
- As amortizações serão sempre constantes.

Nas colunas dos Juros e das Prestações observa-se de uma PA de razão decrescente.

Fórmulas do Cálculo da Prestação (Séries Postecipadas)

Utilizando o Capital Utilizando o Montante


𝑛
(1 + 𝑖) . 𝑖 𝑖
𝑃 = 𝐶. ( ) 𝑃 = 𝑀. ( )
(1 − 𝑖)𝑛 − 𝑖 (1 − 𝑖)𝑛 − 𝑖
Caso o expoente seja negativo, utiliza-se:
𝑖 (1 + 𝑖)−𝑛 . 𝑖
𝑃 = 𝐶. ( ) 𝑃 = 𝑀. ( )
1 − (1 + 𝑖)−𝑛 (1 − 𝑖)𝑛 − 𝑖

𝟏
Para séries antecipadas (com entrada), basta multiplicar o valor da prestação por (𝟏+𝐢).

- SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS OU TABELA PRICE (SAF)

Exemplo:

Para um empréstimo de R$ 8660,00 a uma taxa de 5% ao mês, qual será a sua tabela de amortização
sabendo que serão pagas em 5 parcelas. Dado que FRC = 0,231.

Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação


0 8.660 - - -
1
2
3
4
5

1º Passo: Determinar o valor da prestação

Em um sistema de amortização francês, as prestações são iguais para todos os períodos, e é possível
acha-la através da fórmula:

173
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1
Com isso podemos reescrever da seguinte forma, sabendo que 𝐹𝑉𝐴 = 𝐹𝑅𝐶 :

𝟏 𝑷
𝑬 = 𝑷. → 𝑬. 𝑭𝑹𝑪 = 𝑷 → 𝑭𝑹𝑪 =
𝑭𝑹𝑪 𝑬

Aplicando ao exemplo:
1
E = P . FVA  𝐸 = 𝑃.  E .FRC= P  8660 . 0,231 = P  P = 2000,46 (vamos arredondar para
𝐹𝑅𝐶
2000.)

Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação


0 8.660 - - -
1 2.000
2 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000

2º Passo: Calcular o Juros para cada período. (Atenção: o Juros sempre irá incidir sobre o
Capital/Saldo Devedor do período anterior.)

Período 1 J = C.i.t (t=1)  J= 8660 . 0,05 .1  J = 433 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o capital
do Período 0(período anterior) e não do Período 1.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 433 2.000
2 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000

3º Passo: Calcular o valor da amortização para cada período. Lembrando que P= A+J, logo A = P - J

Período 1 A = 2000 - 433  A = 1567


Com a Amortização já podemos descobrir o Saldo Devedor do Período 1.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 8660 – 1567 = 7093 2000-433 = 1567 433 2.000
2 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000

4º Passo: Calcular o Juros para cada período.

Período 2 J = C.i.t (t=1)  J= 7093. 0,05 .1  J = 354,65 ∴ Observe que o juros incidiu sobre o
capital do Período 1(período anterior) e não do Período 2.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 7093 1567 433 2.000
2 354,65 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000

5º Passo: Calcular o valor da amortização para cada período.

174
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Período 2 A = 2000 – 354,65  A = 1645,35
Com a Amortização já podemos descobrir o Saldo Devedor do Período 2.
Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 7093 1567 433 2.000
2 7093-1645,35 = 5447,65 2000-354,65 =1645,35 354,65 2.000
3 2.000
4 2.000
5 2.000

E vamos fazendo assim para cada período, temos:


Período Saldo Devedor Amortização Juros Prestação
0 8.660 - - -
1 7093 1567 433 2.000
2 5447,65 1645,35 354,65 2.000
3 3720,03 1727,62 272,38 2.000
4 1906,03 1814,00 186,00 2.000
5 0 1904,70 95,30 2.000
Obs.: Por estarmos trabalhando com números com vírgulas, podem ocorrer erros de aproximação,
fazendo com que na coluna do Saldo Devedor ainda reste algum valor.

Principais características:
- As prestações são constantes;
- Juros decrescentes;
- Amortizações crescentes.

Na coluna Juros, temos uma PG de razão descrente.

- Sistema de Amortização Misto (SAM).

Principais características:
- A prestação é a média entre a do SAC e a do Sistema Francês.

Para efetuar os cálculos basta utilizar todo os conceitos aprendidos acima.

Questões

01. (Banco do Brasil – Técnico bancário – FCC/2013) Um empréstimo de R$ 800.000,00 deve ser
devolvido em 5 prestações semestrais pelo Sistema de Amortizações Constantes (SAC) à taxa de 4% ao
semestre. O quadro demonstrativo abaixo contém, em cada instante do tempo (semestre), informações
sobre o saldo devedor (SD), a amortização (A), o juro (J) e a prestação (P) referentes a esse empréstimo.
Observe que o quadro apresenta dois valores ilegíveis.

Se o quadro estivesse com todos os valores legíveis, o valor correto da prestação P, no último campo
à direita, na linha correspondente ao semestre 5, da tabela, seria de
(A) 170.300,00.
(B) 167.500,00.
(C) 166.400,00.
(D) 162.600,00.
(E) 168.100,00.

175
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
02. (TRT 6ª REGIÃO- ANALISTA JUDICIÁRIO-CONTABILIDADE - FCC/2012) Um empréstimo foi
obtido com taxas de juros simples de 18% a.a., para pagamento em 12 prestações mensais, consecutivas,
vencendo a primeira 30 dias após a obtenção do empréstimo. Sabendo-se que foi adotado, neste caso,
o sistema de amortização constante (SAC) e que o valor principal do empréstimo era R$ 120.000,00, o
valor da 8a parcela foi
(A) R$ 9.750,00
(B) R$ 10.600,00
(C) R$ 10.750,00
(D) R$ 12.000,00
(E) R$ 11.250,00
Respostas

01. Resposta: C.
Parcela 5 = Amortização 5 + Juros 5

Juros 5 = Saldo devedor 4 x taxa de juros


Juros 5 = 160.000 x 0,04 = 6.400,00
P5= 160.000 + 6.400 = 166.400,00

02. Resposta: D.
SAC = P e J decrescente.
i = 18% a.a /12 = 1,5% a.m. = 0,015
A = E/n  120 000/12 = 10 000
Vamos utilizar a fórmula do termo geral da PA
Pn = P1 + (n - 1).r  P8 = P1 + 7.r ,
Onde: J1= 0,015 . 120 000 = 1800
P1 = A + J = 10 000 + 1800 = 11 800
r = - i.A = - 0,015 x 10 000 = - 150
P8= 11 800 + 7.(- 150)  P8= 11 800 – 1050  P8 = 10 750,00

16 - Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de


financiamento, empréstimo e investimento.

CUSTO EFETIVO

Quando é cobrado unicamente juro nas operações de empréstimos e financiamentos, o custo efetivo,
qualquer que seja o sistema de amortização adotado, é a própria taxa de juro considerada. O custo efetivo
do exemplo ilustrativo geral, desenvolvido ao longo deste capítulo, é de 1400175% a.s. (ou: 30% a.a.),
que representa a taxa contratada para a operação.
Por outro lado, é comum as instituições financeiras cobrarem, além do juro declarado, outros tipos de
encargos, tais como IOC (Imposto sobre Operações de Crédito), comissões, taxas administrativas etc.
Estas despesas adicionais devem ser consideradas na planilha de desembolsos financeiros, onerando o
custo efetivo da operação. Nessas condições, torna-se indispensável a apuração do custo efetivo de um
empréstimo, permitindo melhores comparações com outra alternativas. O cálculo do custo efetivo é
desenvolvido pelo método da taxa interna de retorno.

Planilha com Despesas Adicionais

176
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Ilustrativamente, admita que uma empresa tenha obtido um financiamento de $ 50.000,00 para ser
amortizado em 4 prestações anuais de $ 12.500,00 cada. O financiamento foi concedido sem carência.
O custo da operação é constituído de juros de 20% ao ano e IOC de 4,5% incidente sobre o valor do
crédito e pago quando da liberação dos recursos. O banco cobra ainda uma taxa de 1,0% ao final de cada
ano, incidente sobre o saldo devedor, a título de cobrir despesas administrativas de concessão do crédito.
Pelos dados apresentados, pode-se elaborar a planilha financeira do financiamento levando-se em
consideração as despesas adicionais de IOC e taxa administrativa.

Para se achar a taxa interna de retorno do fluxo de caixa deve ser determinado i de tal forma que:

23.000,00 20.375,00
47.750,00 = (1+i)
+ (1+i)2

17.750,00 15.125,00
(1+i)3
+ (1+i)4

Calculando-se:

I = 23,7% a.a., que representa o custo efetivo de empréstimo, levando-se em conta os encargos
adicionais cobrados.

Planilha de Financiamento com Juros Pós- Fixados pela TJLP

Admita um financiamento Finame de $700.000,00 a ser liquidado em 24 meses. O primeiro ano é de


carência, sendo pagos somente os encargos financeiros ao final de cada trimestre. Após a carência, o
tomador deve efetuar 12 pagamentos mensais pelo sistema francês de amortização, vencendo a primeira
no 13º mês e as demais sequencialmente. A taxa de juros contratada para essa operação é a efetiva de
5% a.a., que equivale a 0,4074% a.m., mais a TJLP.
A TJLP é uma taxa de juros de longo prazo, instituída pelo Conselho Monetário Nacional, que tem
como base de cálculo as médias de juros dos títulos públicos federais das dívidas externas e internas. O
prazo de vigência dessa taxa é de três meses, sendo seu percentual geralmente divulgado pelo Banco
Central no primeiro dia útil do período de sua vigência. A TJLP foi regulamentada pela Resolução nº
2.121, de 30-11-94 do Banco Central do Brasil.
Admita, ilustrativamente, que as taxas TJLP para cada um dos trimestres do prazo do financiamento
sejam as seguintes:

4º Trim.: 6,0%

Quadro 10 Planilha Financeira com Juros e TJLP

177
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Saldo Devedor: Permanece constante ($700.000,00), pois os encargos financeiros são pagos ao final
de cada trimestre;

Amortização: Representa, para cada trimestre, a TJLP do período aplicada sobre o saldo devedor de
$700.000,00, ou seja:
1º Trim.: $ 700.000,00 x 6,8% = $ 47.600,00
2º Trim.: $ 700.000,00 x 6,2% = $ 43.400,00
3º Trim.: $ 700.000,00 x 7,7% = $ 53.900,00
4º Trim.: $ 700.000,00 x 6,0% = $ 42.000,00

Juros: Taxa efetiva de 5% a.a., equivalendo a 1,2272% a.t. Esse percentual é aplicado trimestralmente
sobre o principal corrigido pela TJLP. Assim:
1º Trim.: ($700.000,00 x 1,068) x 1,2272% = $ 9.174,60
2º Trim.: ($700.000,00 x 1,062) x 1,2272% = $ 9.123,00
3º Trim.: ($700.000,00 x 1,077) x 1,2272% = $ 9.251,90
4º Trim.: ($700.000,00 x 1,06) x 1,2272% = $ 9.105,80

Ao final da carência, o financiamento prevê 12 pagamentos mensais, corrigidos trimestralmente pela


TJLP. Dessa maneira, para o 5º trimestre, as prestações são calculadas com base na formulação do fluxo
de caixa padrão, conforme descrito no Capítulo 6, isto é:

PV = PMT x FPV (i,n)

700.000,00 = PMT x FPV (0,4074%,12)

Resolvendo-se:
PMT = $ 59.889,60

No início dos próximos três trimestres (16º mês, 19º mês e 22º mês), as prestações, e também os
demais valores da planilha financeira, são corrigidos pela TJLP publicada para o período, conforme consta
do Quadro 12.11. Por exemplo, no 16º mês, tem-se:

Prestação: $ 59.889,60 x 1,048 = $ 62.764,30


Juros: ($ 528.188,60 x 1,048) x 0,4074% = $ 2.255,10
Amortização: $ 62.764,30 - $ 2.255,10 = $ 60.509,20
Saldo Devedor: ($528.188,60 x 1,048) - $ 60.509,20 = 493.032,40

Para os demais trimestres, segue-se a mesma metodologia de cálculo.

Referências

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
FARIA, Rogério Gomes de. Matemática Comercial e Financeira. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
FRANCISCO, Walter De. Matemática Financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.

Questões

01. Um empréstimo no valor de $ 420.000,00 foi concedido a uma empresa nas seguintes condições:
- Taxa de Juros = 5% a.t.;
- Amortização = pagamentos trimestrais
- Prazo de Amortização = 3 anos

Pede-se elaborar a planilha financeira para amortizações pelos sistemas SAC e SPC, admitindo que:
(A) Não haja carência
(B) Haja carência de 2 trimestres

02. Um empréstimo de $ 160.000,00 é concedido a uma empresa para ser liquidado em 2 anos e meio
mediante pagamentos semestrais. A taxa de juros concentrada é de 24% ao ano, e não há carência.
Pede-se construir a planilha de desembolso deste empréstimo pelo sistema de amortização misto.

03. Uma pessoa está negociando a compra de um imóvel pelo valor de $ 350.000,00. As condições
de pagamento propostas são as seguintes:
1º mês: $ 70.000,00
2º mês: $ 50.000,00
3º mês: $ 80.000,00
4º mês: $ 60.000,00
5º mês: $ 90.000,00

Sendo de 2,5% ao mês a taxa corrente de juros, determinar o valor dos desembolsos mensais
(amortização, juros e prestação) que devem ser efetuados caso o negócio seja realizado nessas
condições.

04. Um financiamento para capital de giro no valor de $ 2.000.000,00 é concedido a uma empresa pelo
prazo de 4 semestres. A taxa de juros contratada é de 10% a.s. Sendo adotado o sistema americano para
amortização desta dívida, e os juros pagos semestralmente durante a carência, calcular o valor de cada
prestação mensal. Admita, ainda, que a taxa de aplicação seja de 4% a.s. Calcular os depósitos
semestrais que a empresa deve efetuar neste fundo de maneira que possa acumular, ao final do prazo
do financiamento (4 semestres), um montante igual ao desembolso de amortização exigido.

05. Um empréstimo no valor de $ 80.000,00 será liquidado pelo sistema de amortização constante em
40 parcelas mensais. A taxa de juros contratada para a operação é de 4% ao mês. Determinar:
(A) Valor de cada amortização mensal;
(B) Valor dos juros e da prestação referentes ao 22º pagamento;
(C) Valor da última prestação;
(D) Valor do saldo devedor imediatamente após o pagamento da 10ª prestação.

06. Um financiamento no valor de $ 900.000,00 é amortizado em 30 parcelas mensais pelo sistema


francês. A taxa de juros contratada é de 2,8% ao mês. Determinar:
(A) O valor de cada prestação mensal;
(B) O valor da amortização e dos juros referentes ao 19º mês.

07. Admita que em determinada data um banco conceda um financiamento a uma empresa com as
seguintes condições:
- Valor do financiamento: $ 60.000,00;
- Prazo de amortização: 12 meses com carência de 6 meses. Durante a carência o mutuário paga
trimestralmente somente os encargos de juros e comissão do banco;
- Taxa de juros: 18% ao ano (taxa efetiva);
- Sistema de amortização: SAC;
- Comissão do banco: 0,2% a.m. calculado sobre o saldo devedor;

179
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- IOC: 6,9% sobre o valor do financiamento (principal) e descontado quando da liberação dos recursos
do mutuário.

Pede-se elaborar a planilha de desembolsos desse financiamento.

Respostas
01.
(A). Planilha pelo SAC com e sem Carência

$ 420.000,00
Amortização = = 35.000,00/ Trim.
12 Trim.

(B). Planilha pelo SPC com e sem Carência

1
PMT = PV x
FPV (i,n)
1
PMT = PV x FPV (5%,12)

PMT = $ 47.386,70

02.

180
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Juros = 24% a.a. (√1,24 − 1 = 11,.36% a.s.)

03.

04.

O valor de cada parcela a ser depositada semestralmente no fundo de amortização é de $ 470.980,00,


isto é:

PV = PMT x FPV (i,n)

(1+i)𝑛 −1
PV = PMT x
i

i
PMT = PV x (1+i)𝑛 −1

0,04
PMT = 2.000.000,00 x(1,04)4 −1

PMT = 2.000.000,00 x 0,235490 = $ 470.980,00

181
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
05.
(A)
PV
Amort = n

80.000,00
Amort = = $ 2.000,00
40

(B)
𝑃𝑉
𝐽𝑡 = 𝑛 x (n – t + 1) x i

80.000,00
𝐽22 = 40
x (40 – 22 + 1) x 0,04

𝐽22 = 2.000,00 x 19 x 0,04 = $ 1.520,00

PMT = Amort + Juros

PMT = 2.000,00 + 1.520,00 = $ 3.520,00 ou


PV
PM𝑇22 = n
x [1 + (n – t + 1) x 1]

80.000,00
PM𝑇22 = 40
x [1 + (40 -22 +1) x 0,004]

PM𝑇22 = 2.000,00 x ( 1 + 0,76) = $ 3520,00

(C)
80.000,00
PM𝑇40 = 40
x [1 + (40 – 40 +1) x 0,04]

PM𝑇40 = 2.000,00 x [1 + 0,04) = $ 2.080,00

(D)
S𝐷10 = 80.000,000 – (2.000,00 x 10) = 60.000,00

06.
(A)
Prestação Mensal (PMT)
PMT = PV x 1/FPV (i,n)
i
PMT = PV x −𝑛 1−(1+i)
0,028
PMT = 900.000 x 1−(1,028)−30
PMT = 900.000 x 0,049709 = $ 44.738,10

(B)
Amor𝑡19 e 𝐽19
Amor𝑡1 = Amor𝑡1 x (1 + i)𝑡−1
Amor𝑡1 = PMT – PV x i
Amor𝑡1 = 44.738,10 – (900.000 x 0,028) = $ 19.538,10
Substituindo:
Amor𝑡19 = 19.538,10 x (1,028)19−1 = $ 32.118,70
𝐽𝑡 = S𝐷𝑡−1 x i
S𝐷𝑡−1 = PMT x FPV (i, n – t) )
S𝐷19−1 = 44.738,10 x FPV (2,8%, 30 – 18)
S𝐷18 = 44.738,10 x 10,073898 = $ 450.687,00
Substituindo:
𝐽19 = 450.687,00 x 0,028 = $ 12.619,20

182
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
07.

Comissão: 0, 2% a.m. ou 0,6% a.t.


Mês 3 = Mês 6: 600.000,00 x 0,6% = $ 3.600,00
IOC = 600.000,00 x 6,9% = $ 41.400,00
Juros = 18% a. 12√1,18 – 1 =1,3888% a.m.; 4√1,18 – 1 = 4,2247% a.t.

17 - Avaliação de alternativas de investimento.

AVALIAÇÃO DE ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO EM ECONOMIA ESTÁVEL E EM


AMBIENTE INFLACIONÁRIO.

CONCEITOS1:
Avaliação de alternativas de investimento em economia após a classificação dos projetos
tecnicamente corretos é imprescindível que a escolha considere aspectos econômicos. E é a engenharia
econômica que fornece os critérios de decisão, para a escolha entre as alternativas de investimento.
Os principais métodos de avaliação que formam a base da engenharia econômica, e com eles
podemos avaliar e escolher os melhores projetos são:

 Método do valor presente líquido (VPL);


 Método da taxa interna de retorno (TIR).
 Método do PAY-BACK (PB).

Os métodos VPL e TIR, são exatos, e equivalentes, não apresentam os problemas na análise e decisão
e escolha do melhor projeto, no entanto o PAY-BACK descontado apesar de ser muito utilizado na
avaliação de projetos ele não realiza o exato prazo de retorno do investimento.

1
Assaf Neto – Livro Administração Financeira

183
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
O método, que é muito utilizado, e que possui limitações do ponto de vista conceitual é o PAY-BACK
ou método do tempo de recuperação do investimento. O método do PAY-BACK consiste simplesmente
na determinação do número de períodos necessários para recuperar capital investido, ignorando as
consequências além do período de recuperação e o valor do dinheiro no tempo. Normalmente é
recomendado que este método seja usado como critério de desempate, se for necessário após o emprego
de um dos métodos exatos.
Estes métodos são equivalentes e indicam sempre a mesma alternativa de investimento, que é a
melhor do ponto de vista econômico. Embora indicarem o mesmo resultado, existe é claro vantagens e
desvantagens um em relação ao outro, e que serão comentadas a seguir.

TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE (TMA)

Os métodos de avaliação que serão apresentados, para efeito de avaliar méritos de alternativas para
investimento, apresentam como principal característica o reconhecimento da variação do valor do dinheiro
no tempo. Este fato evidência a necessidade de se utilizar uma taxa de juros quando a análise for efetuada
através de um deles. A questão é definir qual será a taxa a ser empregada.
A TMA é a taxa a partir da qual o investidor considera que está obtendo ganhos financeiros.
Existem grandes controvérsias quanto a como calcular esta taxa. Alguns autores afirmam que a taxa
de juros a ser usada pela engenharia econômica é a taxa de juros equivalente à maior rentabilidade das
aplicações correntes e de pouco risco. Uma proposta de investimento, para ser atrativa, deve render, no
mínimo, esta taxa de juros.
Outro enfoque dado a TMA é a de que deve ser o custo de capital investido na proposta em questão,
ou ainda, o custo de capital da empresa mais o risco envolvido em cada alternativa de investimento.
Naturalmente, haverá disposição de investir se a expectativa de ganhos, já deduzido o valor do
investimento, for superior ao custo de capital. Por custo de capital, entendesse a média ponderada dos
custos das diversas fontes de recursos utilizadas no projeto em questão.

CRITÉRIOS ECONÔMICOS DE DECISÃO 2

Método do valor presente líquido (VPL)


O método do valor presente líquido, também conhecido pela terminologia método do valor atual,
caracteriza-se, essencialmente, pela transferência para o instante presente de todas as variações de
caixa esperadas, descontadas à taxa mínima de atratividade. Em outras palavras, seria o transporte para
a data zero de um diagrama de fluxos de caixa, de todos os recebimentos e desembolsos esperados,
descontados à taxa de juros considerada.
Se o valor presente for positivo, a proposta de investimento é atrativa, e quanto maior o valor positivo,
mais atrativa é a proposta.

n
FCt
VPL    I0
t 1 (1  k )t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.

EXEMPLO .1- Numa análise realizada em determinada empresa, foram detectados custos
operacionais excessivamente elevados numa linha de produção, em decorrência da utilização de
equipamentos velhos e obsoletos.
Os engenheiros responsáveis pelo problema propuseram à gerência duas soluções alternativas. A
primeira consistindo numa reforma geral da linha, exigindo investimentos estimados em $ 10.000, cujo
resultado será uma redução anual de custos igual a $ 2.000 durante 10 anos, após os quais os
equipamentos seriam sucatados sem nenhum valor residual. A segunda proposição foi a aquisição de
uma nova linha de produção no valor de $ 35.000 para substituir os equipamentos existentes, cujo valor

2
[Link]

184
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
líquido de revenda foi estimado a $ 5.000. Esta alternativa deverá proporcionar ganhos de $ 4.700 por
ano, apresentando ainda um valor residual de $ 10.705 após dez anos.
Sendo a TMA para a empresa igual a 8% ao ano, qual das alternativas deve ser preferida pela
gerência?

1º Projeto - reforma geral da linha


- investimentos estimados em $ 10.000
- resultado será uma redução anual de custos igual a $ 2.000 durante 10 anos,
- os equipamentos seriam sucatados sem nenhum valor residual.

2º Projeto - aquisição de uma nova linha de produção


- investimentos no valor de $ 35.000- para substituir os equipamentos existentes
- ganhos de $ 4.700 por ano,
- valor residual de $ 15.705 após dez anos.
- TMA para a empresa igual a 8% ao ano,

1º Projeto - reforma geral da linha3

FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
0 -R$ 10.000,00 INVESTIMENTO 1 -R$ 10.000,00 -R$ 10.000,00
REDUÇÃO
1 R$ 2.000,00 CUSTO 1,08 R$ 1.851,85 -R$ 8.148,15
REDUÇÃO
2 R$ 2.000,00 CUSTO 1,1664 R$ 1.714,68 -R$ 6.433,47
REDUÇÃO
3 R$ 2.000,00 CUSTO 1,259712 R$ 1.587,66 -R$ 4.845,81
REDUÇÃO
4 R$ 2.000,00 CUSTO 1,36048896 R$ 1.470,06 -R$ 3.375,75
REDUÇÃO
5 R$ 2.000,00 CUSTO 1,469328077 R$ 1.361,17 -R$ 2.014,58
REDUÇÃO
6 R$ 2.000,00 CUSTO 1,586874323 R$ 1.260,34 -R$ 754,24
REDUÇÃO
7 R$ 2.000,00 CUSTO 1,713824269 R$ 1.166,98 R$ 412,74
REDUÇÃO
8 R$ 2.000,00 CUSTO 1,85093021 R$ 1.080,54 R$ 1.493,28
REDUÇÃO
9 R$ 2.000,00 CUSTO 1,999004627 R$ 1.000,50 R$ 2.493,78
REDUÇÃO
10 R$ 2.000,00 CUSTO 2,158924997 R$ 926,39 R$ 3.420,16
Fonte: Gabriel, 2015

Portanto o VALOR PRESENTE LIQUIDO É DE R$ 3.420,16, este valor é considerado o Benefício


líquido do projeto, pois já descontamos o valor do investimento total que foi de dez mil reais, e ainda o
investidor terá uma TMA a 8% ao ano.

Explicações da tabela:

Coluna 1 –DATAS - data zero em economia consideramos a data do Valor presente.


As outras datas são exatamente a vida útil do projeto (maquinários e outros bens relacionados),

Coluna 2 – VALORES - R$ 10.000,00 é o investimento – valor negativo para representar que este
dinheiro sairá do caixa da empresa para o projeto.
Os outros valores R$ 2.000,00 do ano 1 ao ano 10 é exatamente os valores de redução de custo se
o projeto for implantado.

3
GABRIEL, JEF-, 2015

185
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Coluna 3 – ITEM – são as nomenclatura respectivas de investimentos e redução de custo – neste
caso podemos também lançar como retorno dependendo do caso.

Coluna 4 – FATOR DE CALCULO - o fator de cálculo utilizado para análise de investimento é


baseado na metodologia de JURO COMPOSTO, lembra-se?
É claro que esta formula é do montante, mas em nosso caso, neste item vamos usar somente o fator.
VF  VP (1 i)
n

Então o que é fator de cálculo a juro composto? É exatamente - um mais taxa elevado ao período
respectivo, como segue:

(1 i)
n

Para que serve então o fator de cálculo? Serve para “trazer para a data presente um valor que está no
futuro”!
É evidente que se dividirmos um valor pelo seu respectivo fator teremos como resulta o valor presente.
Se multiplicarmos teremos o respectivo valor futuro. Entendeu? Grande dica para concursos.

Coluna 5 - VPS – valor presente respectivo de cada ano, ou seja estamos calculando aqueles valores
que a empresa terá no futuro, verificando qual será seu respectivo valor na data zero- valor presente,
..ok.?

VF
VP 
(1 i)
n

Coluno 6 - SALDOS – calculamos os respectivos saldo em cada ano. Ou seja, teremos que “pagar os
investimentos efetuados pela empresa”, então temos que ir pagando de acordo com as entradas de caixa
ou neste caso será a redução de custos, entendeu?
Quando o saldo se transforma em positivo é sinal que conseguimos cobrir o valor do investimentos,
portanto fique alerta neste período temos a viabilidade do projeto.
Podemos também utilizar a formula do valor presente líquido para cálculo direto:

n
2.000 2.000 2.000 2.000 2.000
VPL       ....n  10.000
t 1 1,081 1,082 1,083 1,084 1,085

n
2.000 2.000 2.000 2.000 2.000
VPL       .....n  10.000
t 1 1,08 1,166 1,259 1,36 1,469

VPL  13.420,16  10.000  3.420,16


2º Projeto - aquisição de uma nova linha de produção4

FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
-R$ -R$ -R$
0 35.000,00 INVESTIMENTO 1 35.000,00 35.000,00
R$ REDUÇÃO R$ -R$
1 4.700,00 CUSTO 1,08 4.351,85 30.648,15

4 Fonte: Gabriel, 2015

186
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
R$ REDUÇÃO R$ -R$
2 4.700,00 CUSTO 1,1664 4.029,49 26.618,66
R$ REDUÇÃO R$ -R$
3 4.700,00 CUSTO 1,259712 3.731,01 22.887,64
R$ REDUÇÃO R$ -R$
4 4.700,00 CUSTO 1,36048896 3.454,64 19.433,00
R$ REDUÇÃO R$ -R$
5 4.700,00 CUSTO 1,469328077 3.198,74 16.234,26
R$ REDUÇÃO R$ -R$
6 4.700,00 CUSTO 1,586874323 2.961,80 13.272,47
R$ REDUÇÃO R$ -R$
7 4.700,00 CUSTO 1,713824269 2.742,40 10.530,06
R$ REDUÇÃO R$ -R$
8 4.700,00 CUSTO 1,85093021 2.539,26 7.990,80
R$ REDUÇÃO R$ -R$
9 4.700,00 CUSTO 1,999004627 2.351,17 5.639,63
R$ REDUÇÃO R$ -R$
10 4.700,00 CUSTO 2,158924997 2.177,01 3.462,62
R$ VALOR R$ R$
10 15.705,00 RESIDUAL 2,158924997 7.274,45 3.811,84
Fonte: Gabriel, 2015

Portanto o VALOR PRESENTE LIQUIDO É DE R$ 3.811,84, este valor é considerado o Benefício


líquido do projeto, pois já descontamos o valor do investimento total que foi de dez mil reais, e ainda o
investidor terá uma TMA a 8% ao ano.

n
4.700 4.700 4.700 4.700 4.700
VPL       ....n  35.000
t 1 1,081 1,082 1,083 1,084 1,085

n
4.700 4.700 4.700 4.700 4.700
VPL       .....n  35.000
t 1 1,08 1,166 1,259 1,36 1,469

VPL  38.811,24  35000  3.811,84


Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)5

Por definição, a taxa interna de retorno de um projeto é a taxa de juros para a qual o valor presente
das receitas torna-se igual aos desembolsos. Isto significa dizer que a TIR é aquela que torna nulo o valor
presente líquido do projeto. Pode ainda ser entendida como a taxa de remuneração do capital.
A TIR deve ser comparada com a TMA para a conclusão a respeito da aceitação ou não do projeto.
Uma TIR maior que a TMA indica projeto atrativo. Se a TIR é menor que a TMA, o projeto analisado passa
a não ser mais interessante. O cálculo da TIR é feito normalmente pelo processo de tentativa e erro, pois
necessitamos de planilhas eletrônicas ou calculadoras financeira para efetuar estes cálculos.
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa de juros (desconto) que iguala, em determinado momento do
tempo, o valor presente das entradas (recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas de caixa.
A TIR é usada como método de análise de investimentos, onde o investimento será economicamente
atraente se a TIR for maior do que a taxa mínima de atratividade (taxa de retorno esperada pelo
investimento).
A TIR também é utilizada na comparação entre dois ou mais projetos de investimentos, quando estes
forem mutuamente excludentes. Neste caso, o projeto que apresentar o maior valor da TIR será o projeto
economicamente mais atraente.

5 GITMAN, 2002

187
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
O cálculo da TIR é um processo muito complexo quando calculado à mão, sendo normalmente
calculado com o uso de calculadoras financeiras ou programas de computador. Entretanto, para efeito
didático, não é possível exigir dos alunos que tenham uma calculadora financeira, visto que estas são
normalmente de alto custo. Além disso, quando o aluno realiza o cálculo à mão, ele se familiariza mais
com o conceito da TIR.
Assim, neste trabalho está sendo proposta uma técnica de cálculo da TIR pelo método de tentativa e
erro (proposta inicialmente por GITMAN, 2002), mas que terá um refinamento para melhorar o grau de
precisão dos resultados em relação ao método original de Gitman (2002). Foram realizados testes com
diferentes configurações de fluxo de caixa para testar o método, verificando-se que o método de tentativa
e erro, embora mais lento do que quando se usa uma calculadora financeira ou um software de
computador, produz resultados bastante precisos.

De acordo com Hoji (2006), a Taxa Interna de Retorno (TIR) é conhecida também como taxa de
desconto do fluxo de caixa. A TIR é uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e
recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre
um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal
(data base de comparação de valores correntes de diversas datas). Geralmente, adota-se a data de início
da operação – momento zero – como a data focal de comparação dos fluxos de caixa (NETO, 2006). A
soma das saídas deve ser igual à soma das entradas, em valor da data focal, para se anularem (HOJI,
2006).

Segundo Neto (2006), normalmente, o fluxo de caixa no momento zero (fluxo de caixa inicial) é
representado pelo valor do investimento, ou empréstimo ou financiamento; os demais fluxos de caixa
indicam os valores das receitas ou prestações devidas.
Ainda de acordo com Hoji (2006), o conceito de TIR é utilizado para calcular a taxa de
“i” quando existe mais de um pagamento e mais de um recebimento ou quando as parcelas de
pagamento ou recebimento não são uniformes.
O método da Taxa de Retorno, usado para análise de investimentos, assume implicitamente que todos
os fluxos intermediários de caixa são reinvestidos à própria TIR calculada para o investimento. O critério
de decisão, quando a TIR é usada para tomar decisões do tipo “aceitar-rejeitar”, é o seguinte: Se a TIR
for maior que o custo de capital (taxa mínima de atratividade), aceita-se o projeto; se for menor, rejeita-
se o projeto. Esse critério garante que a empresa esteja obtendo, pelo menos, sua taxa requerida de
retorno. Tal resultado deveria aumentar o valor de mercado da empresa e, consequentemente, a riqueza
dos seus proprietários (GITMAN, 2002). Entre duas alternativas econômicas com TIR diferentes, a que
apresentar maior taxa representa o investimento que proporciona o maior retorno. A TIR não deve ser
confundida com a taxa mínima de atratividade que o valor investido deverá proporcionar para que o
investimento seja interessante (HOJI, 2006).

A taxa interna de retorno, apesar de ser consideravelmente mais difícil de calcular à mão do que o VPL
(Valor Presente Líquido – outro método de análise de investimentos) é possivelmente a técnica sofisticada
mais usada para a avaliação de alternativas de investimentos. Como a TIR é a taxa de desconto que faz
com que o VPL de uma oportunidade de investimento iguale-se a zero (já que o valor presente das
entradas de caixa é igual ao investimento inicial), matematicamente, a TIR é obtida resolvendo-se a
Equação 1 para o valor de k que torne o VPL igual a zero (GITMAN, 2002).

n
FC t
VPL    I0 (01)
t 1 (1  k ) t
n
FCt
0  I0 (02)
t 1 (1  TIR)t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.

188
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
De acordo com Gitman (2002) a TIR pode ser calculada tanto por tentativa e erro como se recorrendo
a uma calculadora financeira sofisticada ou a um computador. Como será demonstrado a seguir, o cálculo
da TIR à mão, empregando-se a Equação 2, não é um trabalho fácil.
Será demonstrada a abordagem de tentativa e erro, visto que o objetivo deste trabalho é demonstrar
um método para cálculo da TIR a ser usado em sala de aula, onde a maioria dos alunos não têm acesso
a uma calculadora financeira (normalmente de alto custo).

Qual é a diferença de ambiente inflacionário e não inflacionário?


Em ambiente não inflacionário realizamos a avaliação de alternativa de investimentos somente
calculando os métodos de forma linear e em ambientes inflacionários os cálculos são realizados de forma
exponencial, ou seja, multiplicando os fatores de cálculo de desconto pelos fatores de cálculos
inflacionários, primeiro calculamos a inflação e depois os descontos.
EXEMPLO .1- Uma empresa quer avaliar dois investimentos em ambiente inflacionário:
Sendo a TMA para a empresa igual a 10% ao ano, e taxa prevista de inflação de 5% ao ano qual das
alternativas deve ser preferida pela gerência?

1º Projeto – compra maquinário para fabricar pães


- Investimentos estimados em $ 55.000
- Retorno de investimentos $ 25.000 durante 3 anos,
- taxa de inflação 5 % ao ano.
- Os equipamentos seriam sucatados sem nenhum valor residual.

1º Projeto – compra maquinário para fabricar pães 6

FATOR
FATOR FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
CALCULO GERAL
INFLAÇÃO
-R$ -R$ -R$
0 INVESTIMENTO
55.000,00 55.000,00 55.000,00
R$ R$ -R$
1 RETORNO 1,1 1,21
25.000,00 1,05 20.661,16 34.338,84
R$ R$ -R$
2 RETORNO 1,21 1,331
25.000,00 1,1025 18.782,87 15.555,97
R$ R$ R$
3 RETORNO 1,331 1,4641
25.000,00 1,157625 17.075,34 1.519,36
Fonte: Gabriel, 2015

Portanto o VALOR PRESENTE LIQUIDO É DE R$ 1.519,36, este valor é considerado o Benefício


líquido do projeto, pois já descontamos o valor do investimento total que foi de cinquenta e cinco mil reais,
já descontados a taxa mínima de atratividade e a taxa de inflação prevista de 5% ao ano.

2º Projeto - comprar um máquina fabricar geleia

- Investimentos estimados em $ 55.000


- Retorno de investimentos $ 25.000 durante 3 anos,
- taxa de inflação 5 % ao ano.
- Os equipamentos seriam sucatados sem nenhum valor residual

FATOR
FATOR FATOR
DATA VALORES ITEM CALCULO VPS SALDOS
CALCULO GERAL
INFLAÇÃO
-R$ -R$ -R$
0 INVESTIMENTO
60.000,00 60.000,00 60.000,00

6
GABRIEL, JEF-, 2015

189
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
R$ R$ -R$
1 RETORNO 1,1 1,21
28.000,00 1,05 23.140,50 36.859,50
R$ R$ -R$
2 RETORNO 1,21 1,331
28.000,00 1,1025 21.036,81 15.822,69
R$ R$ R$
3 RETORNO 1,331 1,4641
28.000,00 1,157625 19.124,38 3.301,69
Fonte: Gabriel, 2015

Portanto o VALOR PRESENTE LIQUIDO É DE R$ 3.301.69, este valor é considerado o Benefício


líquido do projeto, pois já descontamos o valor do investimento total que foi de cinquenta e cinco mil reais,
já descontados a taxa mínima de atratividade e a taxa de inflação prevista de 5% ao ano.

Conclusão da decisão sobre o melhor projeto vem da metodologia do VPL – valor presente
líquido...lembra-se?
VPL> 0 – projeto viável
VPL<0 projeto inviável
VPL = 0 este projeto deverá ser estratégico para a empresa com tendências de conquistas de
mercados ou outro objetivo para alavancar os negócios. Isto significa que o projeto atente somente a
TMA, pois como já foi definida a priori o investidor terá opções para receber estas taxas.

Referências

MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
Coleção Objetivo – Álgebra II
FARIA, Rogério Gomes de. Matemática Comercial e Financeira. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
FRANCISCO, Walter De. Matemática Financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]

18 - Taxas de retorno, taxa interna de retorno.

TAXAS DE RETORNO E TAXAS INTERNAS DE RETORNO

CONCEITOS7:

TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE (TMA)

Os métodos de avaliação que serão apresentados, para efeito de avaliar méritos de alternativas para
investimento, apresentam como principal característica o reconhecimento da variação do valor do dinheiro
no tempo. Este fato evidência a necessidade de se utilizar uma taxa de juros quando a análise for efetuada
através de um deles. A questão é definir qual será a taxa a ser empregada.

7
Assaf Neto – Livro Administração Financeira

190
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A TMA é a taxa a partir da qual o investidor considera que está obtendo ganhos financeiros.
Existem grandes controvérsias quanto a como calcular esta taxa. Alguns autores afirmam que a taxa
de juros a ser usada pela engenharia econômica é a taxa de juros equivalente à maior rentabilidade das
aplicações correntes e de pouco risco. Uma proposta de investimento, para ser atrativa, deve render, no
mínimo, esta taxa de juros.
Outro enfoque dado a TMA é a de que deve ser o custo de capital investido na proposta em questão,
ou ainda, o custo de capital da empresa mais o risco envolvido em cada alternativa de investimento.
Naturalmente, haverá disposição de investir se a expectativa de ganhos, já deduzido o valor do
investimento, for superior ao custo de capital. Por custo de capital, entendesse a média ponderada dos
custos das diversas fontes de recursos utilizadas no projeto em questão.

Taxa Interna de Retorno (TIR),

Vamos analisar as taxas de retorno e taxas internas de retorno. Qual o significado de Taxa interna de
Retorno?
Esta taxa é muito utilizada na analise de viabilidade de projetos.
A Taxa Interna de Retorno (TIR), em inglês IRR (Internal Rate of Return), é uma taxa de desconto
hipotética que, quando aplicada a um fluxo de caixa, faz com que os valores das despesas, trazidos ao
valor presente, seja igual aos valores dos retornos dos investimentos, também trazidos ao valor presente.1
O conceito foi proposto por John Maynard Keynes, de forma a classificar diversos projetos de
investimento: os projetos cujos fluxos de caixa tivessem uma taxa interna de retorno maior do que a taxa
mínima de atratividade deveriam ser escolhidos.1
Assim, a TIR é a taxa necessária para igualar o valor de um investimento (valor presente) com os seus
respectivos retornos futuros ou saldos de caixa gerados em cada período. Sendo usada em análise de
investimentos, significa a taxa de retorno de um projeto.
Por exemplo, utilizando uma calculadora financeira, encontramos para o projeto "P1" uma Taxa Interna
de Retorno de 15% ao ano.
Esse projeto será atrativo se a empresa tiver uma TMA menor do que 15% ao ano.
A solução dessa equação pode ser obtida pelo processo iterativo, ou seja "tentativa e erro", ou
diretamente com o uso de calculadoras eletrônicas ou planilhas de cálculo.

A Taxa Interna retorno (TIR)


É a taxa de atualização do projeto que dá o VPL nulo.
A TIR é a taxa que o investidor obtém em média em cada período (ano, mês,...) sobre os capitais que
se mantêm investidos no projeto, enquanto o investimento inicial é recuperado progressivamente.
A TIR é um critério que atende ao valor de dinheiro no tempo, valorizando os cash-flows – Fluxo de
caixa -atuais mais do que os futuros, constitui com a VPL e o PAYBACK atualizado os três grandes
critérios de avaliação de projetos.
Como o VPL – TIR é um metodo de analise de investimento derivado do VPL, segue a mesma regra,
ou seja, A Taxa Interna de Retorno de um investimento pode ser
1- Maior do que a Taxa Mínima de Atratividade: significa que o investimento é economicamente
atrativo.
TIR>TMA – PROJETO VIAVEL

2- Igual à Taxa Mínima de Atratividade: o investimento está economicamente numa situação de


indiferença.
TIR=TMA – PROJETO PODERÁ SER VIAVEL

3- Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o investimento não é economicamente atrativo


pois seu retorno é superado pelo retorno de um investimento com o mínimo de retorno já definido.
TIR<TMA – PROJETO INVIAVEL

Entre vários investimentos, o melhor será aquele que tiver a maior Taxa Interna de Retorno.
Matematicamente, a Taxa Interna de Retorno é a taxa de juros que torna o valor presente das entradas
de caixa igual ao valor presente das saídas de caixa do projeto de investimento.

191
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Desta forma, a TIR é a taxa de desconto que faz com que o Valor Presente Líquido (VPL) do projeto
seja zero. Um projeto é atrativo quando sua TIR for maior do que o custo de capital do projeto

Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)8

Por definição, a taxa interna de retorno de um projeto é a taxa de juros para a qual o valor presente
das receitas torna-se igual aos desembolsos. Isto significa dizer que a TIR é aquela que torna nulo o valor
presente líquido do projeto. Pode ainda ser entendida como a taxa de remuneração do capital.
A TIR deve ser comparada com a TMA para a conclusão a respeito da aceitação ou não do projeto.
Uma TIR maior que a TMA indica projeto atrativo. Se a TIR é menor que a TMA, o projeto analisado passa
a não ser mais interessante. O cálculo da TIR é feito normalmente pelo processo de tentativa e erro, pois
necessitamos de planilhas eletrônicas ou calculadoras financeiras para efetuar estes cálculos.
A Taxa Interna de Retorno (TIR) é a taxa de juros (desconto) que iguala, em determinado momento do
tempo, o valor presente das entradas (recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas de caixa.
A TIR é usada como método de análise de investimentos, onde o investimento será economicamente
atraente se a TIR for maior do que a taxa mínima de atratividade (taxa de retorno esperada pelo
investimento).
A TIR também é utilizada na comparação entre dois ou mais projetos de investimentos, quando estes
forem mutuamente excludentes. Neste caso, o projeto que apresentar o maior valor da TIR será o projeto
economicamente mais atraente.
O cálculo da TIR é um processo muito complexo quando calculado à mão, sendo normalmente
calculado com o uso de calculadoras financeiras ou programas de computador. Entretanto, para efeito
didático, não é possível exigir dos alunos que tenham uma calculadora financeira, visto que estas são
normalmente de alto custo. Além disso, quando o aluno realiza o cálculo à mão, ele se familiariza mais
com o conceito da TIR.
Assim, neste trabalho está sendo proposta uma técnica de cálculo da TIR pelo método de tentativa e
erro (proposta inicialmente por GITMAN, 2002), mas que terá um refinamento para melhorar o grau de
precisão dos resultados em relação ao método original de Gitman (2002). Foram realizados testes com
diferentes configurações de fluxo de caixa para testar o método, verificando-se que o método de tentativa
e erro, embora mais lento do que quando se usa uma calculadora financeira ou um software de
computador, produz resultados bastante precisos.

De acordo com Hoji (2006), a Taxa Interna de Retorno (TIR) é conhecida também como taxa de
desconto do fluxo de caixa. A TIR é uma taxa de juros implícita numa série de pagamentos (saídas) e
recebimentos (entradas), que tem a função de descontar um valor futuro ou aplicar o fator de juros sobre
um valor presente, conforme o caso, para trazer ou levar cada valor do fluxo de caixa para uma data focal
(data base de comparação de valores correntes de diversas datas). Geralmente, adota-se a data de início
da operação – momento zero – como a data focal de comparação dos fluxos de caixa (NETO, 2006). A
soma das saídas deve ser igual à soma das entradas, em valor da data focal, para se anularem (HOJI,
2006).
Segundo Neto (2006), normalmente, o fluxo de caixa no momento zero (fluxo de caixa inicial) é
representado pelo valor do investimento, ou empréstimo ou financiamento; os demais fluxos de caixa
indicam os valores das receitas ou prestações devidas.
Ainda de acordo com Hoji (2006), o conceito de TIR é utilizado para calcular a taxa de
“i” quando existe mais de um pagamento e mais de um recebimento ou quando as parcelas de
pagamento ou recebimento não são uniformes.
O método da Taxa de Retorno, usado para análise de investimentos, assume implicitamente que todos
os fluxos intermediários de caixa são reinvestidos à própria TIR calculada para o investimento. O critério
de decisão, quando a TIR é usada para tomar decisões do tipo “aceitar-rejeitar”, é o seguinte: Se a TIR
for maior que o custo de capital (taxa mínima de atratividade), aceita-se o projeto; se for menor, rejeita-
se o projeto. Esse critério garante que a empresa esteja obtendo, pelo menos, sua taxa requerida de
retorno. Tal resultado deveria aumentar o valor de mercado da empresa e, consequentemente, a riqueza
dos seus proprietários (GITMAN, 2002). Entre duas alternativas econômicas com TIR diferentes, a que
apresentar maior taxa representa o investimento que proporciona o maior retorno. A TIR não deve ser
confundida com a taxa mínima de atratividade que o valor investido deverá proporcionar para que o
investimento seja interessante (HOJI, 2006).

8 GITMAN, 2002

192
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
A taxa interna de retorno, apesar de ser consideravelmente mais difícil de calcular à mão do que o VPL
(Valor Presente Líquido – outro método de análise de investimentos) é possivelmente a técnica sofisticada
mais usada para a avaliação de alternativas de investimentos. Como a TIR é a taxa de desconto que faz
com que o VPL de uma oportunidade de investimento iguale-se a zero (já que o valor presente das
entradas de caixa é igual ao investimento inicial), matematicamente, a TIR é obtida resolvendo-se a
Equação 1 para o valor de k que torne o VPL igual a zero (GITMAN, 2002).

n
FC t
VPL    I0 (01)
t 1 (1  k ) t
n
FCt
0  I0 (02)
t 1 (1  TIR)t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.

De acordo com Gitman (2002) a TIR pode ser calculada tanto por tentativa e erro como se recorrendo
a uma calculadora financeira sofisticada ou a um computador. Como será demonstrado a seguir, o cálculo
da TIR à mão, empregando-se a Equação 2, não é um trabalho fácil.
Será demonstrada a abordagem de tentativa e erro, visto que o objetivo deste trabalho é demonstrar
um método para cálculo da TIR a ser usado em sala de aula, onde a maioria dos alunos não têm acesso
a uma calculadora financeira (normalmente de alto custo).
Avaliação de alternativas de investimento em economia após a classificação dos projetos
tecnicamente corretos é imprescindível que a escolha considere aspectos econômicos. E é a engenharia
econômica que fornece os critérios de decisão, para a escolha entre as alternativas de investimento.
Os principais métodos de avaliação que formam a base da engenharia econômica, e com eles
podemos avaliar e escolher os melhores projetos são:
 Método do valor presente líquido (VPL);
 Método da taxa interna de retorno (TIR).
 Método do PAY-BACK (PB).

Os métodos VPL e TIR, são exatos, e equivalentes, não apresentam os problemas na análise e decisão
e escolha do melhor projeto, no entanto o PAY-BACK descontado apesar de ser muito utilizado na
avaliação de projetos ele não realiza o exato prazo de retorno do investimento.
O método, que é muito utilizado, e que possui limitações do ponto de vista conceitual é o PAY-BACK
ou método do tempo de recuperação do investimento. O método do PAY-BACK consiste simplesmente
na determinação do número de períodos necessários para recuperar capital investido, ignorando as
consequências além do período de recuperação e o valor do dinheiro no tempo. Normalmente é
recomendado que este método seja usado como critério de desempate, se for necessário após o emprego
de um dos métodos exatos.
Estes métodos são equivalentes e indicam sempre a mesma alternativa de investimento, que é a
melhor do ponto de vista econômico. Embora indicarem o mesmo resultado, existe é claro vantagens e
desvantagens um em relação ao outro, e que serão comentadas a seguir.

CRITÉRIOS ECONÔMICOS DE DECISÃO 9

Método do valor presente líquido (VPL)


O método do valor presente líquido, também conhecido pela terminologia método do valor atual,
caracteriza-se, essencialmente, pela transferência para o instante presente de todas as variações de
caixa esperadas, descontadas à taxa mínima de atratividade. Em outras palavras, seria o transporte para

9 [Link]

193
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
a data zero de um diagrama de fluxos de caixa, de todos os recebimentos e desembolsos esperados,
descontados à taxa de juros considerada.
Se o valor presente for positivo, a proposta de investimento é atrativa, e quanto maior o valor positivo,
mais atrativa é a proposta.

n
FCt
VPL    I0
t 1 (1  k )t
Onde: FCt – valor presente das entradas de caixa;
I0 – investimento inicial;
k – taxa de desconto (igual ao custo de capital de empresa);
t – tempo de desconto de cada entrada de caixa;
n - tempo de desconto do último fluxo de caixa.

Tir= 17,3%
VPL = 7.171,30
Explicações da tabela:

Coluna 1 –DATAS - data zero em economia consideramos a data do Valor presente.


As outras datas são exatamente a vida útil do projeto (maquinários e outros bens relacionados),

Coluna 2 – VALORES - R$ 55.000,00 é o investimento – valor negativo para representar que este
dinheiro sairá do caixa da empresa para o projeto.
Os outros valores R$ 25.000,00 do ano 1 ao ano 3 é exatamente os valores de retorno se o projeto
for implantado.

Coluna 3 – ITEM – são as nomenclaturas respectivas de investimentos e redução de custo – neste


caso podemos também lançar como retorno dependendo do caso.
Coluna 4 – FATOR DE CALCULO - o fator de cálculo utilizado para análise de investimento é
baseado na metodologia de JURO COMPOSTO, lembra-se?
É claro que esta formula é do montante, mas em nosso caso, neste item vamos usar somente o fator.
VF  VP (1 i)
n

Então o que é fator de cálculo a juro composto? É exatamente - um mais taxa elevado ao período
respectivo, como segue:

(1 i)
n

Para que serve então o fator de cálculo? Serve para “trazer para a data presente um valor que está no
futuro”!
É evidente que se dividirmos um valor pelo seu respectivo fator teremos como resulta o valor presente.
Se multiplicarmos teremos o respectivo valor futuro. Entendeu? Grande dica para concursos.

Coluna 5 - VPS – valor presente respectivo de cada ano, ou seja estamos calculando aqueles valores
que a empresa terá no futuro, verificando qual será seu respectivo valor na data zero- valor presente,
..ok.?

194
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
VF
VP 
(1 i)
n

Coluno 6 - SALDOS – calculamos os respectivos saldos em cada ano. Ou seja, teremos que “pagar
os investimentos efetuados pela empresa”, então temos que ir pagando de acordo com as entradas de
caixa ou neste caso será a redução de custos, entendeu?
Quando o saldo se transforma em positivo é sinal que conseguimos cobrir o valor dos investimentos,
portanto fique alerta neste período temos a viabilidade do projeto.

Podemos também utilizar a formula do valor presente líquido para cálculo direto:

Em concurso utilizamos um método ainda não comprovado cientificamente, mas que pode dar um
parâmetro para as respostas corretas. Ou seja

EXEMPLO 1: Fluxo de caixa de uma anuidade (entradas constantes).


A seguir é apresentado um esquema de fluxo de caixa com investimento inicial no ano
Zero.

Dica para concurso:


Taxa de retorno -Aproximação = média de retorno / investimentos =60/100 = 0,6
Pegue este valor e dívida por dois ou seja 0,60/2 =0,3; portanto temos duas taxas de retorno taxa
máxima = 0,6 e taxa mínima 0,3
Faça agora a média entre as taxas máxima e a mínima, em alguns casos funciona.
0,60+0,30=0,90 e agora dívida por 2 para acha a média aritmética das taxas que será igual a 0,45 =
45% é uma taxa aproximada a TIR real que é de 47,2%, lembre-se que é uma alternativa não cientifica.

Referências

MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição – Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
Coleção Objetivo – Álgebra II
FARIA, Rogério Gomes de. Matemática Comercial e Financeira. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2000.
FRANCISCO, Walter De. Matemática Financeira. 7 ed. São Paulo: Atlas, 1991.
NETO, Alexandre Assaf. Matemática Financeira e suas Aplicações.12 ed. São Paulo: Atlas, 2012.
NETTO, Scipione Di Pierro; TEIXEIRA, James. Matemática Financeira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1998.
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195
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19 - Análise e interpretação de tabelas e gráficos estatísticos.

ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS

“Série Temporal é um conjunto de observações sobre uma variável, ordenado no tempo”, e registrado
em períodos regulares. Podemos enumerar os seguintes exemplos de séries temporais: temperaturas
máximas e mínimas diárias em uma cidade, vendas mensais de uma empresa, valores mensais do IPC-
A, valores de fechamento diários do IBOVESPA, resultado de um eletroencefalograma, gráfico de controle
de um processo produtivo.

A suposição básica que norteia a análise de séries temporais é que há um sistema causal mais ou
menos constante, relacionado com o tempo, que exerceu influência sobre os dados no passado e pode
continuar a fazê-lo no futuro. Este sistema causal costuma atuar criando padrões não aleatórios que
podem ser detectados em um gráfico da série temporal, ou mediante algum outro processo estatístico.

O objetivo da análise de séries temporais é identificar padrões não aleatórios na série temporal de uma
variável de interesse, e a observação deste comportamento passado pode permitir fazer previsões sobre
o futuro, orientando a tomada de decisões.

Vamos ver o gráfico (passageiros transportados) de uma série temporal.

Que padrões não aleatórios podemos identificar na figura 1?


- observe que há uma tendência crescente no número de passageiros transportados (ou pelo menos
havia antes de 11 de setembro de 2001...).
- há uma sucessão regular de "picos e vales" no número de passageiros transportados, isso deve ser
causado pelas oscilações devido a feriados, períodos de férias escolares, etc., que estão geralmente
relacionados às estações do ano, e que se repetem todo ano (com maior ou menor intensidade).

196
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Em outras palavras, identificamos dois padrões que podem tornar a ocorrer no futuro: crescimento no
número de passageiros transportados, flutuações sazonais. Tais padrões poderiam ser incorporados a
um modelo estatístico, possibilitando fazer previsões que auxiliarão na tomada de decisões.

Modelo de séries temporais

Segundo o modelo clássico todas as séries temporais são compostas de quatro padrões:

- tendência (T), que é o comportamento de longo prazo da série, que pode ser causada pelo
crescimento demográfico, ou mudança gradual de hábitos de consumo, ou qualquer outro aspecto que
afete a variável de interesse no longo prazo;

- variações cíclicas ou ciclos (C), flutuações nos valores da variável com duração superior a um ano,
e que se repetem com certa periodicidade2, que podem ser resultado de variações da economia como
períodos de crescimento ou recessão, ou fenômenos climáticos como o El Niño (que se repete com
periodicidade superior a um ano);

- variações sazonais ou sazonalidade (S), flutuações nos valores da variável com duração inferior a
um ano, e que se repetem todos os anos, geralmente em função das estações do ano (ou em função de
feriados ou festas populares, ou por exigências legais, como o período para entrega da declaração de
Imposto de Renda); se os dados forem registrados anualmente NÃO haverá influência da sazonalidade
na série3;

- variações irregulares (I), que são as flutuações inexplicáveis, resultado de fatos fortuitos e
inesperados como catástrofes naturais, atentados terroristas como o de 11 de setembro de 2001,
decisões intempestivas de governos, etc.

Exemplo:

Tendência: É a reta que parte de um valor inicial até o valor final.


Variação Cíclica: É a curva que oscila de período a período em torno da tendência.
Variação Sazonal: É a oscilação que ocorre em torno da cíclica, ao qual pode ser ou não de forma
periódica. Gráfico 1 – Cap. 11

Modelo aditivo: um modelo aditivo se no decorrer do tempo, a Variação Cíclica não se altera em torno
da tendência, ou seja permanece constante, tal qual a figura ilustrativa.

Se traçasse as retas pelos valores máximos e pelos valores mínimos estas seriam paralelas entre sí e
com a reta de tendência.
O Seu modelo Matemático é: Y = T + S + C + I.

Modelo Multiplicativo: diz se ter um modelo multiplicativo se no decorrer do tempo, a Variação Cíclica
se altera em torno da tendência, tal qual a figura:

197
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
No caso Multiplicativo, as retas pelos valores máximos e pelos valores mínimos são inclinadas com
relação à reta de tendência.
Seu Modelo Matemático é: Y = T x S x C x I.

Obtenção da Tendência
A tendência descreve o comportamento da variável retratada na série temporal no longo prazo. Há três
objetivos básicos na sua identificação: avaliar o seu comportamento para utilizá-lo em previsões, removê-
la da série para facilitar a visualização das outras componentes, ou ainda identificar o nível da série (o
valor ou faixa típica de valores que a variável pode assumir, se não for observado comportamento
crescente ou decrescente no longo prazo). A obtenção da tendência pode ser feita de três formas: através
de um modelo de regressão (como o modelo linear - reta), através de médias móveis, ou através de ajuste
exponencial (que não deixa de ser uma média móvel).

- Obtenção da tendência linear

Para encontrar a função que fornece o valor da tendência em cada tempo, usa um dos modelos:
I. Método dos Mínimos Quadrados
II . Método das médias móveis;

I. Método dos Mínimos Quadrados


Este Método consiste em ajustar uma curva aos dados originais conforme os modelos matemáticos
referente a Regressão e Correlação.
O cuidado é o de atribui um valor para indicar o início da contagem do tempo.

As curvas mais usuais são:


01. A Reta;
02. A Logarítmica;
03. A Exponencial.

Para o caso linear, a reta de tendência será: T = a + b x t

Onde:
T é o valor da tendência,
t é o valor do tempo,
b é o coeficiente angular da reta (se positivo indica tendência crescente, se negativo a tendência é
decrescente) e
a é o coeficiente linear da reta.

As equações dos coeficientes estão expressas a seguir.

Onde
yi é um valor qualquer da variável registrada na série temporal,
ti é o período associado a yi, e n é o número de períodos da série.

198
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Para encontrar os coeficientes basta calcular os somatórios (tal como em análise de regressão linear
simples).

Exemplo:
Os dados a seguir apresentam o patrimônio líquido (em milhões de reais) de um banco de 1985 a
1995. Supondo que o modelo linear seja apropriado para descrever a tendência da série, encontre os
coeficientes da reta de mínimos quadrados. Faça a previsão de tendência para os anos de 1996 e 1997.

Ano Patrimônio (R$


1.000.000)
1985 30
1986 32
1987 32
1988 35
1989 37
1990 38
1991 42
1992 41
1993 44
1994 46
1995 47

A variável dependente é o saldo de vendas: será o Y. Há 11 períodos: n = 11. O próximo passo é


encontrar os somatórios necessários para obter os coeficientes. Mas ao invés de usarmos os anos, o que
poderia complicar nossos cálculos, vamos trabalhar com períodos, sendo 1985 o período 1, 1986 o 2 e
assim por diante. A tabela ficaria então (já incluindo as colunas t x y e t2):

Substituindo os valores nas equações:

Então a equação de tendência é: T = 27,96 + 1,76 x t

O ano de 1996 corresponderá ao período 12, e 1997 ao período 13 da série temporal. Substituindo
estes valores na equação acima:

T1996 = 27,96 + (1,76 x 12) = 49,08


T1997 = 27,96 + (1,76 x 13) = 50,84

Podemos então apresentar um gráfico (feito no Microsoft Excel) da série original, a reta de tendência
e a projeção para os anos de 1996 e 1997.

199
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
II. Método das médias móveis.

Este método consiste em:


01. Definir o número de agrupamentos, digamos k, de valores sequenciais que comporão cada
média;
02. Calcular médias dos k valores a partir do: 10 valor; depois a partir do 2o, do 3o, etc.

Atribuição: Existem 2 situações possíveis sobre o valor de k, PAR ou IMPAR, com isto considera a
primeira média móvel acordo com a posição:

Posição do Elemento Que Será Atribuído à 1 a Média


Valor de K Par Impar
k k 1
Posição 2 2

Exemplo:
Encontre as médias móveis dos dados da Tabela 1, tomando k = 7.

Considere as Variáveis:
x: “Época, tendo dia 30 de junho como origem”
y: “Número de Unidades Ocupadas”

Dados originais são:


Dia da Semana
Período
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Dom.
03 a 09* 46 48 53 55 41 26 20
10 a 16* 38 51 49 40 34 29 18
17 a 23* 39 51 51 48 33 23 19
24 a 30* 38 49 48 40 34 28 16
31 a 06** 36 42 26 45 41 22 20
07 a 13** 42 45 45 51 33 19 19
14 a 20** 35 50 47 59 47 21 21
21 a 27** 37 44 46 44 26 18 16

Médias Móveis com 7 períodos sequenciais:

200
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Dados originais são:
Dia da Semana
Período
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Dom.
03 a 09* 46 48 53 55 41 26 20
10 a 16* 38 51 49 40 34 29 18
17 a 23* 39 51 51 48 33 23 19
24 a 30* 38 49 48 40 34 28 16
31 a 06** 36 42 26 45 41 22 20
07 a 13** 42 45 45 51 33 19 19
14 a 20** 35 50 47 59 47 21 21
21 a 27** 37 44 46 44 26 18 16

Médias Móveis:

Primeira Média
46  48  53  55  41  26  20
Móvel y1   41,29
7

Segunda Média
48  53  55  41  26  20  38
Móvel y2   40,14
7

Terceira Média
53  55  41  26  20  38  51
Móvel y3   40,57
7
Etc.   

E o quadro completo de médias móveis é:

Dia 3 4 5 6 7 8 9
Ocupação 46 48 53 55 41 26 20
Média Móvel - - - 41,29 40,14 40,57 40,00

Dia    54 55 56 57 58
Ocupação    46 44 26 18 16
Média Móvel    33,71 33,00 - - -

Por este exemplo percebe-se que:


a) A primeira média móvel refere-se ao dia 6 de julho (x = 6)
b) A segunda média móvel refere-se ao dia 7 de julho (x = 7)
c) A última média móvel refere-se ao dia 24 de agosto (x = 55)

Ajuste Exponencial

O ajuste exponencial é uma outra forma de obter a tendência de uma série temporal.
Apresenta algumas vantagens em relação às médias móveis:
- permite realizar previsões de curto prazo (para o período seguinte da série), o que não é possível por
médias móveis.

201
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- leva em conta todos os valores previamente observados ao período sob análise, e não somente os
"mais próximos" dele, como ocorre nas médias móveis.
Na realidade o ajuste exponencial fornece uma média móvel exponencialmente ponderada ao longo
da série temporal: ou seja, cada previsão ou valor ajustado depende de todos os valores prévios. Os
pesos designados para os valores observados decrescem ao longo do tempo, ou seja, o valor observado
mais recentemente recebe o maior peso, o valor anterior o segundo maior e o valor observado inicialmente
recebe o menor peso: isso é bom senso, imagina-se que os dados mais recentes devam ter mais
influência nas previsões do que os mais antigos. O ajuste exponencial é uma das ferramentas disponíveis
no suplemento Análise de Dados do Microsoft Excel.
Para realizar o ajuste exponencial basta aplicar a seguinte fórmula para um período de tempo i
qualquer:

Onde:
i - um período de tempo qualquer;
Yi - valor da série original no período i;
Ei - valor da série exponencialmente ajustada no período i;
Ei-1 - valor da série exponencialmente ajustada no período i - 1 (período anterior);
W - constante de regularização ou coeficiente de ajuste (0 < W < 1);

Considera-se que o primeiro valor da série original será igual ao primeiro valor ajustado, isto significa
que o ajuste realmente começa a partir do segundo período da série. Como cada valor ajustado leva em
conta o valor ajustado imediatamente anterior (multiplicado pela constante de regularização) teoricamente
todos os valores prévios da série contribuem para o valor ajustado.

A escolha da constante de regularização W é crucial para o ajuste exponencial, mas é um processo


subjetivo. Não obstante, é possível estabelecer uma regra de escolha:
- se o interesse é simplesmente obter a tendência, eliminando o efeito das outras componentes, o valor
de W deverá ser próximo de zero;
- se houver interesse, porém, em realizar previsão com a série é recomendável que o valor de W seja
mais próximo de 1, de maneira a refletir melhor o comportamento da série no curto prazo.

Exemplo:
Faça o ajuste exponencial da série de vendas do Exemplo 4.2 (usando W = 0,25; W = 0,5; W =
0,75 e W = 0,10). Construa um gráfico conjunto da série original com os quatro ajustes.

Vamos demonstrar os cálculos para W = 0,25.


Vamos considerar que o primeiro valor da série, Y1970, será igual ao primeiro valor ajustado, E1970.
Podemos então realizar o ajuste para o ano de 1971:

Para o ano de 1972:

O processo segue até o final da série. De maneira análoga podemos obter o ajuste para W = 0,5 e
W = 0,75.

O gráfico é mostrado abaixo:

202
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Quanto menor o valor de W mais "alisada" é a série, com as variações de curto prazo sendo
amortizadas, possibilitando visualizar o comportamento de longo prazo da série, seja ele
crescente/decrescente ou estacionário: para W = 0,1 é fácil perceber uma tendência crescente nas
vendas, mas que parece estar se estabilizando. À medida que o valor de W aproxima-se de 1 o ajuste
exponencial torna-se mais próximo da série original, o que pode ser útil na previsão para o ano de 1993.

Modelo Multiplicativo – Variação Sazonal

Método I:
Porcentagem em Relação ao Valor Observado: este Método consiste em avaliar a porcentagem que
cada período típico (neste caso: Dia da Semana) representa em relação ao período oscilatório completo
(Aqui: Semana), porcentagem está calculada em cima dos valores observados na amostra.
Para isto calcula-se a porcentagem de cada período típico amostrado em cada período oscilatório e a
seguir calcula a média de cada período Típico.

Fórmulas Para Obter a Variação Sazonal


Média Periódica Sazonal no Período Sazonal Típica

y i,j
S i,j 
y i,j S i,j

yj  i
yj Si  S 
j

ni k

- Estimativa da tendência sazonal

Aqui simplesmente é multiplicar (Método Multiplicativo) cada estimativa pela Tendência pela sazonal
do período a que se refere o que procura.

Variação Cíclica – Irregular

Devido à não percepção dos valores Irregulares de forma isolada pois desconhece a sua origem por
ser de forma aleatória, a avaliação pendente até aqui (Cíclica e a Irregular) se faz de forma única através
de:
Variação Cíclica Irregular (CI)

Procedimento:

203
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Em primeiro lugar, avaliar os valores esperados de ocorrência, levando em consideração o valor da
Tendência, bem como o Valor Sazonal, a este número foi dado o nome de Tendência Sazonal, cujo valor
é dado por:

Tendência Sazonal TS  TxS


Em que:
- T é a estimativa pela Tendência;
- S é a Sazonal do período típico correspondente.

No modelo Multiplicativo tem que: Y = T x S x C x I


Ou simplesmente: Y = (TS).(CI)

Isolando Chega a:
Yobs
Cíclico Irregular CI 
TS
Isto Significa que seu valor é dado dividindo cada valor observado pela estimativa Tendência – Sazonal

- Variação Cíclica Irregular – Período Típico

No modelo multiplicativo, a Cíclica Irregular é dada pela média Geométrica entre as diversas
variações obtidas na amostra coletada.

Exemplo:

Como as variações Cíclica Irregular encontrada em cada período avaliado é dado pelo quadro ao lado
vem:

a) Típica de Segunda Feira

CI seg  8 1,0662 x 0,9004 x 0,9490 x 0,9502 x 0,9259 x1,1117 x 0,9542 x 1,0402

CI seg  8 0,8844  0,9848 Resposta: CISegunda = 0,9848

Calculando para cada dia típico obtém:

204
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira Sábado Domingo

0,9848 0,9897 0,9783 0,9877 0,9894 1,0015 1,0066

Previsão de Valores a Ocorrer

São processos matemáticos pelos quais possibilita fazer uma prévia sobre a quantidade que ocorrerá
em períodos futuros.

No caso de envolver Série Temporal o Processo é:


01. Fazer a Estimativa Pela Tendência;
02. Multiplicar a Tendência pela Sazonal Respectiva, obtendo assim a Estimativa Tendência Sazonal;
03. Multiplicar a Estimativa Tendência Sazonal pelo Cíclico Irregular e obtém a Estimativa Tendência
Sazonal Cíclica Irregular, que é a procurada.

II. Método da Porcentagem em Relação à Tendência

O Processo Matemático é o mesmo descrito aqui (Sazonal e Cíclica – Irregular) apenas que os cálculos
que foram efetuados nos valores observados são calculados nos valores Estimados Pela Tendência.

Referências
Analise de séries temporais – Cap 4 – UFSC

DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIA

Distribuição de Frequência: Quando da análise de dados, é comum procurar conferir certa ordem aos
números tornando-os visualmente mais amigáveis. O procedimento mais comum é o de divisão por
classes ou categorias, verificando-se o número de indivíduos pertencentes a cada classe.
- Determina-se o menor e o maior valor para o conjunto.
- Definir o limite inferior da primeira classe (Li) que deve ser igual ou ligeiramente inferior ao menor
valor das observações:
- Definir o limite superior da última classe (Ls) que deve ser igual ou ligeiramente superior ao maior
valor das observações.
- Definir o número de classes (K), que será calculado usando . Obrigatoriamente deve estar
compreendido entre 5 a 20.
- Conhecido o número de classes define-se a amplitude de cada classe:
- Com o conhecimento da amplitude de cada classe, define-se os limites para cada classe (inferior e
superior)

Exemplo:

Regras para elaboração de uma distribuição de frequências:

- Determina-se o menor e o maior valor para o conjunto:


Valor mínimo: 5,1
Valor máximo: 14,9

205
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- Definir o limite inferior da primeira classe (Li) que deve ser igual ou ligeiramente inferior ao menor
valor das observações: LI: 5,1

- Definir o limite superior da última classe (Ls) que deve ser igual ou ligeiramente superior ao maior
valor das observações: LS:15
- Definir o número de classes (K), que será calculado usando . Obrigatoriamente deve estar
compreendido entre 5 a 20. Neste caso, K é igual a 8,94, aproximadamente, 8.

- Conhecido o número de classes define-se a amplitude de cada classe:


No exemplo, será igual a: 1,23.

- Com o conhecimento da amplitude de cada classe, define-se os limites para cada classe (inferior e
superior), onde limite Inferior será 5,1 e o limite superior será 15 + 1,23.

Distribuições Simétricas: A distribuição das frequências faz-se de forma aproximadamente simétrica,


relativamente a uma classe média.

Caso especial de uma distribuição simétrica: Quando dizemos que os dados obedecem a uma
distribuição normal, estamos tratando de dados que distribuem-se em forma de sino.

Distribuições Assimétricas: A distribuição das frequências apresenta valores menores num dos
lados:

Distribuições com "caudas" longas: Observamos que nas extremidades há uma grande
concentração de dados em relação aos concentrados na região central da distribuição.

206
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Distribuição Normal: A distribuição normal é a mas importante distribuição estatística,
considerando a questão prática e teórica. Já vimos que esse tipo de distribuição apresenta-se em formato
de sino, unimodal, simétrica em relação a sua média. Considerando a probabilidade de ocorrência, a área
sob sua curva soma 100%. Isso quer dizer que a probabilidade de uma observação assumir um valor
entre dois pontos quaisquer é igual à área compreendida entre esses dois pontos.

68,26% => 1 desvio


95,44% => 2 desvios
99,73% => 3 desvios

Na figura acima, tem as barras na vertical representando os desvios padrões. Quanto mais afastado
do centro da curva normal, mais área compreendida abaixo da curva haverá. A um desvio padrão, temos
68,26% das observações contidas. A dois desvios padrões, possuímos 95,44% dos dados compreendidos
e finalmente a três desvios, temos 99,73%. Podemos concluir que quanto maior a variabilidade dos dados
em relação à média, maior a probabilidade de encontrarmos o valor que buscamos embaixo da normal.
Propriedade 1: "f(x) é simétrica em relação à origem, x = média = 0;
Propriedade 2: "f(x) possui um máximo para z=0, e nesse caso sua ordenada vale 0,39;
Propriedade3: "f(x) tende a zero quando x tende para + infinito ou - infinito;
Propriedade4: "f(x) tem dois pontos de inflexão cujas abscissas valem média + DP e média - DP, ou
quando z tem dois pontos de inflexão cujas abscissas valem +1 e -1.
Para se obter a probabilidade sob a curva normal, utilizamos a tabela de faixa central. Exemplo:

As alturas de grupo de crianças são tidas como normais em sua distribuição, com desvio padrão em
0,30m e média em 1,60. Qual a probabilidade de um aluno medir (1) entre 1,50 e 1,80, (2) mais de 1,75
e menos de 1,48?

(1)
z1= (1,50-1,60)/0,30=-0,33
z2= (1,80-1,60)/0,30= 0,67
Então, z1 (0,1293) + z2 (0,2486) = 37,79%

(2)
z1= (1,75-1,60)/0,30=0,30
0,500-0,1915 = 30,85%

(3)
Z1= (1,48-1,50)/0,30 =-0,4
0,500-0,1554 = 34,46%

Questões

01. (ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LOGÍSTICA – TÉCNICA/AVIAÇÃO –


EXÉRCITO BRASILEIRO/2013) Identifique a alternativa que apresenta a frequência absoluta (fi) de um
elemento (xi) cuja frequência relativa (fr) é igual a 25 % e cujo total de elementos (N) da amostra é igual
a 72.
(A) 18.
(B) 36.

207
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(C) 9.
(D) 54.
(E) 45.

02. (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) Em uma faculdade, uma amostra


de 120 alunos foi coletada, tendo-se verificado a idade e o sexo desses alunos. Na amostra, apurou-se
que 45 estão na faixa de 16 a 20 anos, 60, na faixa de 21 a 25 anos, e 15 na faixa de 26 a 30 anos. Os
resultados obtidos encontram-se na Tabela abaixo.

Quais são, respectivamente, os valores indicados pelas letras P, Q, R e S?


(A) 40 ; 28 ; 64 E 0
(B) 50 ; 28 ; 64 E 7
(C) 50 ; 40 ; 53,3 E 7
(D) 77,8 ; 28 ; 53,3 E 7
(E) 77,8 ; 40 ; 64 E 0

03. (IMESC – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP/2013) Na tabela a seguir, constam informações


sobre o número de filhos dos 25 funcionários de uma pequena empresa.

Com base nas informações contidas na tabela, é correto afirmar que o número total de filhos dos
funcionários dessa pequena empresa é necessariamente
(A) menor que 41.
(B) igual a 41.
(C) maior que 41 e menor que 46.
(D) igual a 46.
(E) maior ou igual a 46.

Respostas

01. Resposta: A.
f_r=f_i/N
f_i=0,25∙72=18

02. Resposta: B.
Pela pesquisa 45 alunos estão na faixa de 16 a 20
São 10 do sexo masculino, portanto são 45-10=35 do sexo feminino.
70---100%
35----P
P=50%
70---100%
Q---40%

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Q=28
35+28+S=70
S=7
Pela última coluna(% de sexo masculino):
20+R+16=100
R=64
P=50; Q=28; R=64; S=7

03. Resposta: E.
1 filho: 7 pessoas -7 filhos
2 filhos: 5 pessoas – 5.2=10 filhos
3 filhos: 3 pessoas – 3.3=9
Já são 26 filhos.
Temos mais 5 pessoas que tem mais de 3 filhos, o número mínimo são 4 filhos.
5.4=20
26+20=46 filhos no mínimo.

20 - Variância, desvio padrão, média, mediana e moda.

ESTATÍSTICA

Estatística é um ramo da Matemática Aplicada. A palavra estatística provém da palavra


latina Status.
É ciência quando estuda populações; é método, quando serve de instrumento a uma outra
ciência.
Vejamos algumas definições:

- População: é um conjunto de elementos com uma característica comum. O termo é mais


amplo que no senso comum, pois envolve aglomerado de pessoas, objetos ou mesmo idéias.

- Amostras: são subconjuntos da população, que conservam, portanto, a característica


comum da população e são retiradas por técnicas adequadas chamadas de amostragem.

- Parâmetros: são as características numéricas da população.

- Estimativas: em geral, por problemas de tempo e dinheiro, trabalha-se com amostras e não
com a população.

- Dados Brutos: é o conjunto dos dados numéricos obtidos e que ainda não foram
organizados.

- Rol: é o arranjo dos dados brutos em ordem crescente.

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- Amplitude total (H): é a diferença entre o maior e o menor dos valores observados.

- Frequência: é o número de vezes (a quantidade) que um número aparece entre os dados


coletados.

- Medidas de posição: as medidas de posição servem para localizar os dados sobre o eixo
das variáveis em questão. As mais importantes são: média, mediana e moda.

A) Média: é a soma de todos os dados, dividida pelo número de dados coletados.


B) Mediana: é o valor central do Rol. Quando temos um número ímpar de dados é o valor
que esta exatamente no centro do Rol; quando temos um número par de dados é a média
aritmética entre os dois valores centrais do Rol.
C) Moda: é o valor com maior frequência (o que aparece mais vezes) dos dados coletados.
Se houver dois valores com maior frequência temos duas modas e dizemos que é bimodal; se
houver três valores com maior frequência temos três modas e dizemos que é trimodal; e assim
por diante.... Se todos os valores tem a mesma frequência, então não temos um valor da moda
e dizemos que é amodal.

MEDIDAS DE DISPERSÃO

As medidas de tendência central fornecem informações valiosas mas, em geral, não são suficientes
para descrever e discriminar diferentes conjuntos de dados. As medidas de Dispersão ou variabilidade
permitem visualizar a maneira como os dados espalham-se (ou concentram-se) em torno do valor central.
Para mensurarmos esta variabilidade podemos utilizar as seguintes estatísticas: amplitude total; distância
interquartílica; desvio médio; variância; desvio padrão e coeficiente de variação.

- Amplitude Total: é a diferença entre o maior e o menor valor do conjunto de dados.


Ex.: dados: 3, 4, 7, 8 e 8. Amplitude total = 8 – 3 = 5

- Distância Interquartílica: é a diferença entre o terceiro e o primeiro quartil de um conjunto de dados.


O primeiro quartil é o valor que deixa um quarto dos valores abaixo e três quartos acima dele. O terceiro
quartil é o valor que deixa três quartos dos dados abaixo e um quarto acima dele. O segundo quartil é a
mediana. (O primeiro e o terceiro quartis fazem o mesmo que a mediana para as duas metades
demarcadas pela mediana.) Ex.: quando se discutir o boxplot.

- Desvio Médio: é a diferença entre o valor observado e a medida de tendência central do conjunto
de dados.

- Variância: é uma medida que expressa um desvio quadrático médio do conjunto de dados, e sua
unidade é o quadrado da unidade dos dados.

- Desvio Padrão: é raiz quadrada da variância e sua unidade de medida é a mesma que a do conjunto
de dados.

- Coeficiente de variação: é uma medida de variabilidade relativa, definida como a razão percentual
entre o desvio padrão e a média, e assim sendo uma medida adimensional expressa em percentual.

Boxplot: Tanto a média como o desvio padrão podem não ser medidas adequadas para representar
um conjunto de valores, uma vez que são afetados, de forma exagerada, por valores extremos. Além
disso, apenas com estas duas medidas não temos idéia da assimetria da distribuição dos valores. Para
solucionar esses problemas, podemos utilizar o Boxplot. Para construí-lo, desenhamos uma "caixa" com
o nível superior dado pelo terceiro quartil (Q3) e o nível inferior pelo primeiro quartil (Q1). A mediana (Q2)
é representada por um traço no interior da caixa e segmentos de reta são colocados da caixa até os
valores máximo e mínimo, que não sejam observações discrepantes. O critério para decidir se uma

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
observação é discrepante pode variar; por ora, chamaremos de discrepante os valores maiores do que
Q3+1.5*(Q3-Q1) ou menores do que Q1-1.5*(Q3-Q1).
O Boxplot fornece informações sobre posição, dispersão, assimetria, caudas e valores discrepantes.

O Diagrama de dispersão é adequado para descrever o comportamento conjunto de duas variáveis


quantitativas. Cada ponto do gráfico representa um par de valores observados. Exemplo:

Um aspecto importante no estudo descritivo de um conjunto de dados, é o da determinação da


variabilidade ou dispersão desses dados, relativamente à medida de localização do centro da amostra.
Supondo ser a média, a medida de localização mais importante, será relativamente a ela que se define a
principal medida de dispersão - a variância, apresentada a seguir.

Variância: Define-se a variância, como sendo a medida que se obtém somando os quadrados dos
desvios das observações da amostra, relativamente à sua média, e dividindo pelo número de observações
da amostra menos um.

Desvio-Padrão: Uma vez que a variância envolve a soma de quadrados, a unidade em que se exprime
não é a mesma que a dos dados. Assim, para obter uma medida da variabilidade ou dispersão com as
mesmas unidades que os dados, tomamos a raiz quadrada da variância e obtemos o desvio padrão: O
desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores não negativos e quanto maior for, maior será
a dispersão dos dados. Algumas propriedades do desvio padrão, que resultam imediatamente da
definição, são: o desvio padrão será maior, quanta mais variabilidade houver entre os dados.

Exemplo: Em uma turma de aluno, verificou-se através da análise das notas de 15 alunos, os seguintes
desempenhos:

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Observamos no exemplo, que a média das provas, foi estimada em 7,32 com desvio padrão em 1,77.
Concluímos que a maioria das notas concentrou-se em 9,09 e 5,55.

Vejamos de outra forma:

Um aspecto importante no estudo descritivo de um conjunto de dados, é o da determinação da


variabilidade ou dispersão desses dados, relativamente à medida de localização do centro da amostra.
Repare-se nas duas amostras seguintes, que embora tenham a mesma média, têm uma dispersão bem
diferente:

Como a medida de localização mais utilizada é a média, será relativamente a ela que se define a
principal medida de dispersão - a variância, apresentada a seguir.
Define-se a variância, e representa-se por s2, como sendo a medida que se obtém somando os
quadrados dos desvios das observações da amostra, relativamente à sua média, e dividindo pelo número
de observações da amostra menos um:

Se afinal pretendemos medir a dispersão relativamente à média. Por que é que não somamos
simplesmente os desvios em vez de somarmos os seus quadrados?
Experimenta calcular essa soma e verás que (x1-x) + (x2-x) + (x1-x) + ... + (xn – x) ≠ 0. Poderíamos ter
utilizado módulos, para evitar que os desvios negativos, mas é mais fácil trabalhar com quadrados, não
concorda?! E por que é que em vez de dividirmos pó “n”, que é o número de desvios, dividimos por (n-
1)? Na realidade, só aparentemente é que temos “n” desvios independentes, isto é, se calcularmos (n-1)

212
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
desvios, o restante fica automaticamente calculado, uma vez que a sua soma é igual a zero. Costuma-se
referir este fato dizendo que se perdeu um grau de liberdade.
Uma vez que a variância envolve a soma de quadrados, a unidade em que se exprime não é a mesma
que a dos dados. Assim, para obter uma medida da variabilidade ou dispersão com as mesmas unidades
que os dados, tomamos a raiz quadrada da variância e obtemos o desvio padrão:

O desvio padrão é uma medida que só pode assumir valores não negativos e quanto maior for, maior
será a dispersão dos dados. Algumas propriedades do desvio padrão, que resultam imediatamente da
definição, são:
- o desvio padrão é sempre não negativo e será tanto maior, quanta mais variabilidade houver entre
os dados.
- se s = 0, então não existe variabilidade, isto é, os dados são todos iguais.

Exemplo: Na 2ª classe de certa escola o professor deu uma tarefa constituída por um certo número
de contas para os alunos resolverem. Pretendendo determinar a dispersão dos tempos de cálculo,
observam-se 10 alunos durante a realização da tarefa, tendo-se obtido os seguintes valores:

Resolução: Na tabela anterior juntamos duas colunas auxiliares, uma para colocar os desvios das
observações em relação à média e a outra para escrever os quadrados destes desvios. A partir da coluna
das observações calculamos a soma dessas observações, que nos permitiu calcular a média = 16.9.
Uma vez calculada a média foi possível calcular a coluna dos desvios. Repare-se que, como seria de
esperar, a soma dos desvios é igual a zero. A soma dos quadrados dos desvios permite-nos calcular a
variância donde s = 3.54.
s2 112.9 =
= 9 12.54

O tempo médio de realização da tarefa foi de aproximadamente 17 minutos com uma variabilidade
medida pelo desvio padrão de aproximadamente 3.5 minutos. Na representação gráfica ao lado
visualizamos os desvios das observações relativamente à média (valores do exemplo anterior):

213
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Do mesmo modo que a média, também o desvio padrão é uma medida pouco resistente, pois é
influenciado por valores ou muito grandes ou muito pequenos (o que seria de esperar já que na sua
definição entra a média que é não resistente). Assim, se a distribuição dos dados for bastante enviesada,
não é conveniente utilizar a média como medida de localização, nem o desvio padrão como medida de
variabilidade. Estas medidas só dão informação útil, respectivamente sobre a localização do centro da
distribuição dos dados e sobre a variabilidade, se as distribuições dos dados forem aproximadamente
simétricas.
Propriedades para dados com distribuição aproximadamente normal: Uma propriedade que se verifica
se os dados se distribuem de forma aproximadamente normal, ou seja, quando o histograma apresenta
uma forma característica com uma classe média predominante e as outras classes se distribuem à volta
desta de forma aproximadamente simétrica e com frequências a decrescer à medida que se afastam da
classe média, é a seguinte:
Aproximadamente 68% dos dados estão no intervalo .

Desvio Padrão: Propriedades para dados com distribuição aproximadamente normal:

- Aproximadamente 68% dos dados estão no intervalo


- Aproximadamente 95% dos dados estão no intervalo
- Aproximadamente 100% dos dados estão no intervalo

Como se depreende do que atrás foi dito, se os dados se distribuem de forma aproximadamente
normal, então estão praticamente todos concentrados num intervalo de amplitude igual a 6 vezes o desvio
padrão.
A informação que o desvio padrão dá sobre a variabilidade deve ser entendida como a variabilidade
que é apresentada relativamente a um ponto de referência - a média, e não propriamente a variabilidade
dos dados, uns relativamente aos outros.
A partir da definição de variância, pode-se deduzir sem dificuldade uma expressão mais simples, sob
o ponto de vista computacional, para calcular ou a variância ou o desvio padrão e que é a seguinte:

Amplitude: Uma medida de dispersão que se utiliza por vezes, é a amplitude amostral r, definida como
sendo a diferença entre a maior e a menor das observações: r = xn:n - x1:n, onde representamos por x1:n e

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
xn:n, respectivamente o menor e o maior valor da amostra (x1, x2, ..., xn), de acordo com a notação
introduzida anteriormente, para a amostra ordenada.

Amplitude Inter-Quartil: A medida anterior tem a grande desvantagem de ser muito sensível à
existência, na amostra, de uma observação muito grande ou muito pequena. Assim, define-se uma outra
medida, a amplitude inter-quartil, que é, em certa medida, uma solução de compromisso, pois não é
afetada, de um modo geral, pela existência de um número pequeno de observações demasiado grandes
ou demasiado pequenas. Esta medida é definida como sendo a diferença entre os 1º e 3º quartis.
Amplitude inter-quartil = Q3/4 - Q1/4
Do modo como se define a amplitude inter-quartil, concluímos que 50% dos elementos do meio da
amostra, estão contidos num intervalo com aquela amplitude. Esta medida é não negativa e será tanto
maior quanto maior for a variabilidade nos dados. Mas, ao contrário do que acontece com o desvio padrão,
uma amplitude inter-quartil nula, não significa necessariamente, que os dados não apresentem
variabilidade.

Amplitude inter-quartil ou desvio padrão: Do mesmo modo que a questão foi posta relativamente
às duas medidas de localização mais utilizadas - média e mediana, também aqui se pode por o problema
de comparar aquelas duas medidas de dispersão.
- A amplitude inter-quartil é mais robusta, relativamente à presença de "outliers", do que o desvio
padrão, que é mais sensível aos dados.
- Para uma distribuição dos dados aproximadamente normal, verifica-se a seguinte relação. Amplitude
inter-quartil 1.3 x desvio padrão.
- Se a distribuição é enviesada, já não se pode estabelecer uma relação análoga à anterior, mas pode
acontecer que o desvio padrão seja muito superior à amplitude inter-quartil, sobretudo se se verificar a
existência de "outliers".

Questões

01. O valor das médias aritmética e geométrica entre números 6, 4 e 9 são respectivamente
iguais a:
(A) 6 e 6,3
(B) 6,3 e 6
(C) 6,8 e 9
(D) 4 e 6
(E) 6,5 e 5

02. (ESPM) A nota final de um concurso é dada pela média aritmética das notas de todas as
prova realizadas. Se um candidato conseguiu x notas 8, x + 1 notas 6 e x – 1 notas 5 e sua nota
final foi 6,5. O número de provas que ele realizou foi
(A) 6
(B) 9
(C) 7
(D) 5
(E) 12

03. (INSPER) O gráfico abaixo mostra o nível de água no reservatório de uma cidade, em
centímetros. Considerando o mês inteiro, o nível médio de água no reservatório é igual a:

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 225 cm
(B) 250 cm
(C) 275 cm
(D) 300 cm
(E) 325 cm

04. (ENEM) A média aritmética dos salários de quatro funcionários de uma empresa era igual
a R$ 1.300,00. Ao ser contratado um novo funcionário, a média passou a ser R$ 1.340,00. Qual
o salário desse funcionário?

(A) R$ 1.200,00
(B) R$ 1.350,00
(C) R$ 1.400,00
(D) R$ 1.450,00
(E) R$ 1.500,00

05. (FATEC - adaptado) As idades, em anos, de um grupo de sete pessoas são: 16, 8, 13, 8,
10, 8 e m. Sabendo que m > 12 e que a moda, a mediana e a média aritmética das idades desse
grupo, nessa ordem, são três termos consecutivos de uma progressão aritmética, não constante,
então o valor de m é:
(A) 17
(B) 19
(C) 21
(D) 23
(E) 25

06. (ENEM) Marco e Paulo foram classificados em um concurso. Para a classificação no


concurso, o candidato deveria obter média na pontuação igual ou superior a 14. Em caso de
empate na média, o desempate seria em favor da pontuação mais regular. No quadro a seguir,
são apresentados os pontos obtidos nas provas de Matemática, Português e Conhecimentos
Gerais, a média, a mediana e o desvio-padrão dos dois candidatos. O candidato com pontuação
mais regular, portanto mais bem classificado no concurso é:

(A) Marco, pois a média e a mediana são iguais.


(B) Marco, pois obteve menor desvio-padrão.
(C) Paulo, pois obteve a maior pontuação da tabela, 19 em Português.
(D) Paulo, pois obteve maior mediana.
(E) Paulo, pois obteve maior desvio-padrão.

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
07. Observe o conjunto de dados: 1 1 2 2 2 3 3 4 4 5 6 e indique a alternativa que explicita,
nesta ordem, a moda, a mediana e a média aritmética desse conjunto.
(A) 3,3,3.
(B) 2,3,3.
(C) 2,3,2.
(D) 2,2,2.
(E) 2,2,3.

08. (FGV) Numa pequena ilha, há 100 pessoas que trabalham na única empresa ali existente.
Seus salários (em moeda local) têm a seguinte distribuição de frequências:

Salários Frequência
$ 50,00 30
$ 100,00 60
$ 150,00 10

a) Qual a média dos salários das 100 pessoas?


b) Qual a variância dos salários?
c) Qual o desvio-padrão dos salários?

Respostas

01. Resposta: B
6+4+9 19
Média aritmética: x
̅= = = 6,3
3 3

3 3
Média geométrica: x̅ = √6.4.9 = √216 = 6

02. Resposta: A
O número de provas realizadas pelo candidato foi x + x + 1 + x – 1 = 3x, se a sua média foi
6,5 temos:

x̅ = 6,5

x.8+(x+1).6+(x−1).5 8x+6x+6+5x−5
= 6,5  = 6,5  19x + 1 = 3x.6,5
x+x+1+x−1 3x

19x + 1 = 19,5x
1 = 19,5x – 19x
1 = 0,5x

x = 1 : 0,5 = 2

número de provas = 3x = 3.2 = 6

03. Resposta: D

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Sendo d o número de dias e M a média em cada período no gráfico, temos que calcular a
média de cada parte do gráfico:

500+300
Se 0 ≤ d ≤ 10  M1 = = 400
2

500+200
Se 10 ≤ d ≤ 15  M2 = = 350
2

Se 15 ≤ d ≤ 20  M3 = 200

300+200
Se 20 ≤ d ≤ 25  M4 = = 250
2

300+100
Se 25 ≤ d ≤ 30  M5 = = 200
2

10.M1 +5.M2 +5.M3 +5.M4 +5.M5


x̅ =
30
400.10+350.5+200.5+250.5+200.5 4000+1750+1000+1250+1000 9000
x̅ = = = = 300
30 30 30

04. Resposta: E
Sendo S a soma dos quatro salários e m o salário do novo funcionário:

S
= 1300
4

S = 4.1300
S = 5200

Após a entrada do novo funcionário:


S+m
= 1340
5

5200 + m = 5.1340
5200 + m = 6700
m = 6700 – 5200
m = 1500

05. Resposta: C
O Rol (dados coletados em ordem crescente) dos dados 16, 8, 13, 8, 10, 8 e m, sabendo que
m > 12 pode ser:

8, 8, 8, 10, m, 13, 16 ou 8, 8, 8, 10, 13, m, 16 ou ainda 8, 8, 8, 10, 13, 16, m

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Em qualquer um deles temos que a mediana (termo central) M d = 10 e a moda (número que
aparece mais vezes) Mo = 8. Do enunciado a moda, a mediana e a média formam, nessa ordem
um P.A., então temos:

Mo, Md, 𝑥̅ é uma P.A.  8, 10, 12 (P.A. de razão 2), logo a média é 12.

𝑥̅ = 12

8+8+8+10+13+16+m
= 12
7

63 + m = 7.12
63 + m = 84
m = 84 – 63
m = 21

06. Resposta: B
Apesar de Marco e Paulo terem a mesma média (15), Marco tem um desvio padrão menor, o
que significa que os pontos obtidos em cada prova estão mais próximos da média.

07.
Fazendo o Rol (ordem crescente do dados coletados): 1 1 2 2 2 3 3 4 4 5 6

Moda: elemento que aparece mais vezes na amostra  Mo = 2

Mediana: elemento central da amostra, quando temos um número ímpar de termos a


mediana esta no centro e quando temos um número par de termos a mediana é a média
aritmética dos dois termos centrais. No caso acima temos um número ímpar  1 1 2 2 2 3 3
4 4 5 6  Md = 3
2.1+3.2+2.3+2.4+1.5+1.6 2+6+6+8+5+6 33
Média: 𝑀 = = = 11 = 3
11 11

08.
30.50+60.100+10.150 1500+6000+1500 9000
a) A média é: 𝑥̅ = = = 100 = 90
100 100

b) Variância é igual à somatória de cada salário menos a média elevado ao quadrado,


multiplicado pela frequência, dividido pelo total de pessoas.

30.(90−50)2 +60.(90−100)2 +10.(90−150)2


𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ ) = 100

30.402 +60.(−10)2 +10.(−60)2


𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ ) = 100

30.1600+60.100+10.3600 48000+6000+36000
𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ ) = =
100 100

90000
𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ ) = = 900
100

c) Desvio padrão (representado por 𝛿) é igual à raiz quadrada da variância.

219
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
𝛿 = √𝑉𝑎𝑟(𝑥̅ )

𝛿 = √900 = 30

MÉDIA ARITMÉTICA

Considere um conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn} e efetue uma certa operação com todos os
elementos de A.
Se for possível substituir cada um dos elementos do conjunto A por um número x de modo que o
resultado da operação citada seja o mesmo diz-se, por definição, que x será a média dos elementos de
A relativa a essa operação.

 Média Aritmética Simples

A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adição é chamada média aritmética.

- Cálculo da média aritmética

Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn}, então, por
definição:

A média aritmética(x) dos n elementos do conjunto numérico A é a soma de todos os seus


elementos, dividida pelo número de elementos n.

Exemplos:

1) Calcular a média aritmética entre os números 3, 4, 6, 9, e 13.

Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto (3, 4, 6, 9, 13), então x será a soma dos 5
elementos, dividida por 5. Assim:

3 + 4 + 6 + 9 + 13 35
𝑥= ↔𝑥= ↔𝑥=7
5 5

A média aritmética é 7.

2) Os gastos (em reais) de 15 turistas em Porto Seguro estão indicados a seguir:


65 – 80 – 45 – 40 – 65 – 80 – 85 – 90
75 – 75 – 70 – 75 – 75 – 90 – 65

Se somarmos todos os valores teremos:

65 + 80 + 45 + 40 + 65+, , , +90 + 65 1075


𝑥= = = 71,70
15 15

220
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Assim podemos concluir que o gasto médio do grupo de turistas foi de R$ 71,70.

 Média aritmética ponderada

A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à adição e na qual cada elemento tem um
“determinado peso” é chamada média aritmética ponderada.

- Cálculo da média aritmética ponderada

Se x for a média aritmética ponderada dos elementos do conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn} com
“pesos” P1; P2; P3; ...; Pn, respectivamente, então, por definição:

P1 . x + P2 . x + P3 . x + ... + Pn . x =
= P1 . x1 + P2 . x2 + P3 . x3 + ... + Pn . xn ↔ (P1 + P2 + P3 + ... + Pn) . x =
= P1 . x1 + P2 . x2 + P3 . x3 + ... + Pn . xn e, portanto,

𝑥1 ; 𝑥2 ; 𝑥3 ; …; 𝑥𝑛
Observe que se P1 = P2 = P3 = ... = Pn = 1, então 𝑥 = 𝑛
: que é a média aritmética simples.

A média aritmética ponderada dos n elementos do conjunto numérico A é a soma dos


produtos de cada elemento multiplicado pelo respectivo peso, dividida pela soma dos pesos.

Exemplos:

1) Calcular a média aritmética ponderada dos números 35, 20 e 10 com pesos 2, 3, e 5,


respectivamente.

Se x for a média aritmética ponderada, então:

2 .35 + 3 .20 + 5 .10 70 + 60 + 50 180


𝑥= ↔𝑥= ↔𝑥= ↔ 𝑥 = 18
2+3+5 10 10

A média aritmética ponderada é 18.

2) Em um dia de pesca nos rios do pantanal, uma equipe de pescadores anotou a quantidade de peixes
capturada de cada espécie e o preço pelo qual eram vendidos a um supermercado em Campo Grande.

Tipo de peixe Quilo de peixe pescado Preço por quilo


Peixe A 18 R$ 3,00
Peixe B 10 R$ 5,00
Peixe C 6 R$ 9,00

Vamos determinar o preço médio do quilograma do peixe vendido pelos pescadores ao supermercado.

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Considerando que a variável em estudo é o preço do quilo do peixe e fazendo a leitura da tabela,
concluímos que foram pescados 18 kg de peixe ao valor unitário de R$ 3,00, 10 kg de peixe ao valor
unitário de R$ 5,00 e 6 kg de peixe ao valor de R$ 9,00.
Vamos chamar o preço médio de p:
18𝑥3,00 + 10𝑥5,00 + 6𝑥9,00 54 + 50 + 54 158
𝑝= = = = 4,65 𝑟𝑒𝑎𝑖𝑠
18 + 10 + 6 34 34

Neste caso o fator de ponderação foi a quantidade de peixes capturadas de cada espécie.

A palavra média, sem especificações (aritmética ou ponderada),


deve ser entendida como média aritmética.

Questões

01. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista Técnico Legislativo – Designer
Gráfico – VUNESP/2014) Na festa de seu aniversário em 2014, todos os sete filhos de João estavam
presentes. A idade de João nessa ocasião representava 2 vezes a média aritmética da idade de seus
filhos, e a razão entre a soma das idades deles e a idade de João valia
(A) 1,5.
(B) 2,0.
(C) 2,5.
(D) 3,0.
(E) 3,5.

02. (TJ/SC - Técnico Judiciário - Auxiliar TJ-SC) Os censos populacionais produzem informações
que permitem conhecer a distribuição territorial e as principais características das pessoas e dos
domicílios, acompanhar sua evolução ao longo do tempo, e planejar adequadamente o uso sustentável
dos recursos, sendo imprescindíveis para a definição de políticas públicas e a tomada de decisões de
investimento. Constituem a única fonte de referência sobre a situação de vida da população nos
municípios e em seus recortes internos – distritos, bairros e localidades, rurais ou urbanos – cujas
realidades socioeconômicas dependem dos resultados censitários para serem conhecidas.
[Link]
(Acesso dia 29/08/2011)
Um dos resultados possíveis de se conhecer, é a distribuição entre homens e mulheres no território
brasileiro. A seguir parte da pirâmide etária da população brasileira disponibilizada pelo IBGE.

[Link]
(Acesso dia 29/08/2011)
O quadro abaixo, mostra a distribuição da quantidade de homens e mulheres, por faixa etária de uma
determinada cidade. (Dados aproximados)
Considerando somente a população masculina dos 20 aos 44 anos e com base no quadro abaixo a
frequência relativa, dos homens, da classe [30, 34] é:

222
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
(A) 64%.
(B) 35%.
(C) 25%.
(D) 29%.
(E) 30%.

03. (EPCAR – Cadete – EPCAR) Um líquido L1 de densidade 800 g/l será misturado a um líquido L2
de densidade 900 g/l Tal mistura será homogênea e terá a proporção de 3 partes de L1 para cada 5 partes
de L2 A densidade da mistura final, em g/l, será
(A) 861,5.
(B) 862.
(C) 862,5.
(D) 863.

04. (EsSA - Sargento - Conhecimentos Gerais - Todas as Áreas – EB) Em uma turma a média
aritmética das notas é 7,5. Sabe-se que a média aritmética das notas das mulheres é 8 e das notas dos
homens é 6. Se o número de mulheres excede o de homens em 8, pode-se afirmar que o número total
de alunos da turma é
(A) 4.
(B) 8.
(C) 12.
(D) 16.
(E) 20.

05. (SAP/SP - Oficial Administrativo – VUNESP) A altura média, em metros, dos cinco ocupantes de
um carro era y. Quando dois deles, cujas alturas somavam 3,45 m, saíram do carro, a altura média dos
que permaneceram passou a ser 1,8 m que, em relação à média original y, é
(A) 3 cm maior.
(B) 2 cm maior.
(C) igual.
(D) 2 cm menor.
(E) 3 cm menor.

06. (PC/SP – Oficial Administrativo – VUNESP/2014) Em uma empresa com 5 funcionários, a soma
dos dois menores salários é R$ 4.000,00, e a soma dos três maiores salários é R$ 12.000,00. Excluindo-
se o menor e o maior desses cinco salários, a média dos 3 restantes é R$ 3.000,00, podendo-se concluir
que a média aritmética entre o menor e o maior desses salários é igual a
(A) R$ 3.500,00.
(B) R$ 3.400,00.
(C) R$ 3.050,00.
(D) R$ 2.800,00.
(E) R$ 2.500,00.

07. (TJM-SP – Oficial de Justiça – VUNESP) Ao encerrar o movimento diário, um atacadista, que
vende à vista e a prazo, montou uma tabela relacionando a porcentagem do seu faturamento no dia com
o respectivo prazo, em dias, para que o pagamento seja efetuado.

PORCENTUAL DO PRAZO PARA


FATURAMENTO PAGAMENTO (DIAS)
15% À vista
20% 30

223
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
35% 60
20% 90
10% 120

O prazo médio, em dias, para pagamento das vendas efetuadas nesse dia, é igual a
(A) 75.
(B) 67.
(C) 60.
(D) 57.
(E) 55.

08. (SEDUC/RJ - Professor – Matemática – CEPERJ) Uma loja de roupas de malha vende camisetas
com malha de três qualidades. Cada camiseta de malha comum custa R$15,00, de malha superior custa
R$24,00 e de malha especial custa R$30,00. Certo mês, a loja vendeu 180 camisetas de malha comum,
150 de malha superior e 70 de malha especial. O preço médio, em reais, da venda de uma camiseta foi
de:
(A) 20.
(B) 20,5.
(C) 21.
(D) 21,5.
(E) 11.

09. (CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP – Programador de Computador –


FIP) A média semestral de um curso é dada pela média ponderada de três provas com peso igual a 1
na primeira prova, peso 2 na segunda prova e peso 3 na terceira. Qual a média de um aluno que tirou
8,0 na primeira, 6,5 na segunda e 9,0 na terceira?
(A) 7,0
(B) 8,0
(C) 7,8
(D) 8,4
(E) 7,2

10. (SESP/MT – Perito Oficial Criminal - Engenharia Civil/Engenharia Elétrica/Física/Matemática


– FUNCAB/2014) A tabela abaixo mostra os valores mensais do Imposto Predial e Territorial Urbano
(IPTU) pagos pelos apartamentos de um condomínio. Determine a média aritmética desses valores.

Número de Apartamentos Valor de IPTU Pago


5 R$ 180,00
5 R$ 200,00
10 R$ 220,00
10 R$ 240,00
4 R$ 300,00
6 R$ 400,00

(A) R$ 248,50
(B) R$ 252,50
(C) R$ 255,50
(D) R$ 205,50
(E) R$ 202,50

11. (SAP/SP - AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIA DE CLASSE I – VUNESP/2013) Em uma


seção de uma empresa com 20 funcionários, a distribuição dos salários mensais, segundo os cargos
que ocupam, é a seguinte:

224
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Sabendo-se que o salário médio desses funcionários é de R$ 1.490,00, pode-se concluir que o salário
de cada um dos dois gerentes é de
(A) R$ 2.900,00.
(B) R$ 4.200,00.
(C) R$ 2.100,00.
(D) R$ 1.900,00.
(E) R$ 3.400,00.

12. (UFPE - Assistente em Administração – COVEST/2014) Em um concurso existem provas de


Português, Matemática, Informática e Conhecimentos Específicos, com pesos respectivos 2, 3, 1 e 4. Um
candidato obteve as seguintes notas nas provas de Português, Matemática e Informática:

Disciplina Nota
Português 77
Matemática 62
Informática 72

Se a nota do candidato no concurso foi 80, qual foi a sua nota na prova de Conhecimentos Específicos?
(A) 95
(B) 96
(C) 97
(D) 98
(E) 99

13. (VUNESP – 2014 – FUNDUNESP – Assistente Administrativo) Um concurso teve duas fases, e,
em cada uma delas, os candidatos foram avaliados com notas que variaram de zero a dez. Para efeito
de classificação, foram consideradas as médias ponderadas de cada candidato, uma vez que os pesos
da 1.ª e da 2.ª fases foram 2 e 3, respectivamente. Se um candidato tirou 8 na 1.ª fase e 5 na 2.ª, então
é verdade que sua média ponderada foi
(A) 6,2.
(B) 6,5.
(C) 6,8.
(D) 7,1.
(E) 7,4.

14. (SAAE/SP - Fiscal Leiturista – VUNESP/2014) A tabela mostra os valores de algumas latinhas
de bebidas vendidas em um clube e a quantidade consumida por uma família, em certo dia.

Bebidas (latinha) Valor unitário Quantidade Consumida


Refrigerante R$ 4,00 8
Suco R$ 5,00 6
Cerveja X 4

Considerando-se o número total de latinhas consumidas por essa família nesse dia, na média, o preço
de uma latinha saiu por R$ 5,00. Então, o preço de uma latinha de cerveja era
(A) R$ 5,00.
(B) R$ 5,50.
(C) R$ 6,00.
(D) R$ 6,50.
(E) R$ 7,00.

225
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
15. (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – Secretária – VUNESP/2014) Em um edifício residencial,
14 unidades pagam uma taxa mensal de condomínio no valor de 930 reais. Para as 28 unidades restantes,
que são menores, a taxa mensal de condomínio também é menor. Sabendo-se que o valor médio da taxa
mensal de condomínio, nesse edifício, é de 750 reais, é correto afirmar que o valor em reais que cada
unidade menor paga mensalmente de condomínio é igual a
(A) 600.
(B) 620.
(C) 660.
(D) 700.
(E) 710.

Respostas

01. Resposta: E.
Foi dado que: J = 2.M
𝑎+𝑏+⋯+𝑔
𝐽= = 2. 𝑀 (I)
7

𝑎+𝑏+⋯+𝑔
Foi pedido: 𝐽
=?

Na equação ( I ), temos que:


𝑎+𝑏+⋯+𝑔
7= 𝐽

7 𝑎+𝑏+⋯+𝑔
2
= 𝑀

𝑎 + 𝑏 + ⋯+ 𝑔
= 3,5
𝑀

02. Resposta: E.

[30, 34] = 600, somatória de todos os homens é: 300+400+600+500+200= 2000


600 600
300+400+600+500+200
= 2000 = 0,3 . (100) = 30%

03. Resposta: C.
3.800+5.900 2400+4500 6900
3+5
= 8
= 8 = 862,5

04. Resposta: D.
Do enunciado temos m = h + 8 (sendo m = mulheres e h = homens).
𝑆
A média da turma é 7,5, sendo S a soma das notas: 𝑚+ℎ = 7,5  𝑆 = 7,5(𝑚 + ℎ)

𝑆1
A média das mulheres é 8, sendo S1 a soma das notas: 𝑚
= 8  𝑆1 = 8𝑚

𝑆2
A média dos homens é 6, sendo S2 a soma das notas: ℎ
= 6  𝑆2 = 6ℎ

Somando as notas dos homens e das mulheres:


S1 + S2 = S
8m + 6h = 7,5(m + h)
8m + 6h = 7,5m + 7,5h
8m – 7,5m = 7,5h – 6h
0,5m =1,5h

226
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
1,5ℎ
𝑚= 0,5
𝑚 = 3ℎ
h + 8 = 3h
8 = 3h – h
8 = 2h  h = 4
m = 4 + 8 = 12
Total de alunos = 12 + 4 = 16

05. Resposta: A.
Sendo S a soma das alturas e y a média, temos:
𝑆
5
= 𝑦  S = 5y

𝑆−3,45
3
= 1,8  S – 3,45 = 1,8.3
S – 3,45 = 5,4
S = 5,4 + 3,45
S = 8,85, então:
5y = 8,85
y = 8,85 : 5 = 1,77
1,80 – 1,77 = 0,03 m = 3 cm a mais.

06. Resposta: A.
x1 + x2 + x3 + x4 + x5
x1 + x2 = 4000
x3 + x4 + x5 = 12000

𝑥2 + 𝑥3 + 𝑥4
= 3000
3

x2 + x3 + x4 = 9000
𝑥1 + 𝑥2 + 𝑥3 + 𝑥4 + 𝑥5 = 4000 + 12000 = 16000

Sendo 𝑥1 𝑒 𝑥5 o menor e o maior salário, respectivamente:


𝑥1 + 9000 + 𝑥5 = 16000

𝑥1 + 𝑥5 = 16000 − 9000 = 7000

Então, a média aritmética:


𝑥1 + 𝑥2 7000
= = 3500
2 2

07. Resposta: D.
Média aritmética ponderada: multiplicamos o porcentual pelo prazo e dividimos pela soma dos
porcentuais.
15.0+20.30+35.60+20.90+10.120
15+20+35+20+10
=

600+2100+1800+1200
= 100
=

5700
= 100
= 57

08. Resposta: C.
Também média aritmética ponderada.

227
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
180.15+150.24+70.30
180+150+70
=

2700+3600+2100
= 400
=

8400
= 400
= 21

09. Resposta: B.
Na média ponderada multiplicamos o peso da prova pela sua nota e dividimos pela soma de todos os
pesos, assim temos:
8.1 + 6,5.2 + 9.3 8 + 13 + 27 48
𝑀𝑃 = = = = 8,0
1+2+3 6 6

10. Resposta: B.

5.180 + 5.200 + 10.220 + 10.240 + 4.300 + 6.400 10100


𝑀= = = 252,50
5 + 5 + 10 + 10 + 4 + 6 40

11. Resposta: C.

2𝑥 + 8 ∙ 1700 + 10 ∙ 1200
𝑀é𝑑𝑖𝑎 =
20
2𝑥 + 8 ∙ 1700 + 10 ∙ 1200
1490 =
20

2𝑥 + 13600 + 12000 = 29800


2𝑥 = 4200
𝑥 = 2100
Cada um dos gerentes recebem R$ 2100,00

12. Resposta: C.

2.77 + 3.62 + 1.72 + 4. 𝑥


= 80
2+3+1+4
412 + 4. 𝑥
= 80
10

4x + 412 = 80 . 10
4x = 800 – 412
x = 388 / 4
x = 97

13. Resposta: A.
2.8 + 3.5 16 + 15 31
𝑀𝑝 = = = = 6,2
2+3 5 5

14. Resposta: E.

8.4 + 6.5 + 4. 𝑥
=5
8+6+4

62 + 4. 𝑥
=5
18

228
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
4.x = 90 – 62
x = 28 / 4
x = R$ 7,00

15. Resposta: C.

𝟏𝟒 . 𝟗𝟑𝟎 + 𝟐𝟖 . 𝒙
= 𝟕𝟓𝟎
𝟏𝟒 + 2𝟖
𝟏𝟑𝟎𝟐𝟎 + 𝟐𝟖 . 𝒙
= 𝟕𝟓𝟎
𝟒𝟐

13020 + 28.x = 42 . 750


28.x = 31500 – 13020
x = 18480 / 28
x = R$ 660,00

Referência

IEZZI, Gelson – Matemática – Volume Único

MÉDIA GEOMÉTRICA

Este tipo de média é calculado multiplicando-se todos os n valores e extraindo-se a raiz de


índice n deste produto. (n≥2)

Em uma fórmula: a média geométrica de a1, a2, ..., an é

A média geométrica de um conjunto de números é sempre menor ou igual à média aritmética dos
membros desse conjunto (as duas médias são iguais se e somente se todos os membros do conjunto são
iguais). Isso permite a definição da média aritmética geométrica, uma mistura das duas que sempre tem
um valor intermediário às duas.
A média geométrica é também a média aritmética harmônica no sentido que, se duas sequências (an)
e (hn) são definidas:

Então an e hn convergem para a média geométrica de x e y.

Exemplo:

Digamos que tenhamos os números 4, 6 e 9, para obtermos o valor médio aritmético deste conjunto,
multiplicamos os elementos e obtemos o produto 216.
Pegamos então este produto e extraímos a sua raiz cúbica, chegando ao valor médio 6.
Extraímos a raiz cúbica, pois o conjunto é composto de 3 elementos. Se fossem n elementos,
extrairíamos a raiz de índice n.

Neste exemplo teríamos a seguinte solução:

229
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Utilidades da Média Geométrica

Progressão Geométrica
Uma das utilizações deste tipo de média é na definição de uma progressão geométrica que diz que
em toda PG., qualquer termo é média geométrica entre o seu antecedente e o seu consequente:

Tomemos como exemplo três termos consecutivos de uma PG.: 7, 21 e 63.


Temos então que o termo 21 é média geométrica dos termos 7 e 63.

Vejamos:

Variações Percentuais em Sequência

Outra utilização para este tipo de média é quando estamos trabalhando com variações percentuais em
sequência.

Exemplo

Digamos que uma categoria de operários tenha um aumento salarial de 20% após um mês, 12% após
dois meses e 7% após três meses. Qual o percentual médio mensal de aumento desta categoria?
Sabemos que para acumularmos um aumento de 20%, 12% e 7% sobre o valor de um salário,
devemos multiplicá-lo sucessivamente por 1,2, ; 1,12 e 1,07 que são os fatores correspondentes a tais
percentuais.
A partir dai podemos calcular a média geométrica destes fatores:

Como sabemos, um fator de 1, 128741 corresponde a 12, 8741% de aumento.


Este é o valor percentual médio mensal do aumento salarial, ou seja, se aplicarmos três vezes
consecutivas o percentual 12, 8741%, no final teremos o mesmo resultado que se tivéssemos aplicado
os percentuais 20%, 12% e 7%.
Digamos que o salário desta categoria de operários seja de R$ 1.000,00, aplicando-se os sucessivos
aumentos temos:

Salário Inicial +% Salário final Salário inicial + % médio Salário final


Informado
R$ 1.000,00 20% R$ 1.200,00 R$ 1.000,00 12, 8417 R$ 1.128,74
R$ 1.200,00 12% R$ 1.334,00 R$ 1.287,74 12, 8417 R$ 1.274,06
R$ 1.334,00 7% R$ 1.438,00 R$ 1.274,06 12, 8417 R$ 1.438,08

Observe que o resultado final de R$ 1.438,08 é o mesmo nos dois casos. Se tivéssemos utilizado a
média aritmética no lugar da média geométrica, os valores finais seriam distintos, pois a média aritmética
de 13% resultaria em um salário final de R$ 1.442,90, ligeiramente maior como já era esperado, já que o
percentual de 13% utilizado é ligeiramente maior que os 12, 8417% da média geométrica.

Cálculo da Média Geométrica Triangular

Bom... primeiro observamos o mapa e somamos as áreas dos quadrados catetos e dividimos pela
hipotenusa e no final pegamos a soma dos ângulos subtraindo o que esta entre os catetos e dividimos
por PI (3,1415...) assim descobrimos a media geométrica dos triângulos.

230
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Exemplo

A média geométrica entre os números 12, 64, 126 e 345, é dada por:

G = R4[12 ×64×126×345] = 76,013

Aplicação Prática:
Dentre todos os retângulos com a área igual a 64 cm², qual é o retângulo cujo perímetro é o menor
possível, isto é, o mais econômico? A resposta a este tipo de questão é dada pela média geométrica entre
as medidas do comprimento a e da largura b, uma vez que a.b = 64.

A média geométrica G entre a e b fornece a medida desejada.


G = R[a × b] = R[64] = 8

Resposta:
É o retângulo cujo comprimento mede 8 cm e é lógico que a altura também mede 8 cm, logo só pode
ser um quadrado! O perímetro neste caso é p = 32 cm. Em qualquer outra situação em que as medidas
dos comprimentos forem diferentes das alturas, teremos perímetros maiores do que 32 cm.

Interpretação gráfica

A média geométrica entre dois segmentos de reta pode ser obtida geometricamente de uma forma
bastante simples.
Sejam AB e BC segmentos de reta. Trace um segmento de reta que contenha a junção dos segmentos
AB e BC, de forma que eles formem segmentos consecutivos sobre a mesma reta.

Dessa junção aparecerá um novo segmento AC. Obtenha o ponto médio O deste segmento e com um
compasso centrado em O e raio OA, trace uma semicircunferência começando em A e terminando em C.
O segmento vertical traçado para cima a partir de B encontrará o ponto D na semicircunferência. A medida
do segmento BD corresponde à média geométrica das medidas dos segmentos AB e BC.

MÉDIA HARMÔNICA

A média harmônica é o inverso da Média Geométrica dada pela fórmula:

1 1 1
+ + ⋯+
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑝
𝐻=
𝑛
Exemplo:

Calcular a média entre os números 3 e 4

A média entre seus inversos é:

1 1
3+4= 7
2 24

7 −1 24
Logo a Média Harmônica é: 𝐻 = ( ) = ≅ 3,42
24 7

231
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Questões

01. Na figura abaixo os segmentos AB e DA são tangentes à circunferência determinada pelos pontos
B, C e D. Sabendo-se que os segmentos AB e CD são paralelos, pode-se afirmar que o lado BC é:

A) a média aritmética entre AB e CD.


B) a média geométrica entre AB e CD.
C) a média harmônica entre AB e CD.
D) o inverso da média aritmética entre AB e CD.
E) o inverso da média harmônica entre AB e CD.

Respostas

01. Resposta: B.
Sendo AB paralela a CD, se traçarmos uma reta perpendicular a AB, esta será perpendicular a CD
também.
Traçamos então uma reta perpendicular a AB, passando por B e outra perpendicular a AB passando
por D:

Sendo BE perpendicular a AB temos que BE irá passar pelo centro da circunferência, ou seja, podemos
concluir que o ponto E é ponto médio de CD.
Agora que ED é metade de CD, podemos dizer que o comprimento AF vale AB-CD/2.
Aplicamos Pitágoras no triângulo ADF:

(1)

Aplicamos agora no triângulo ECB:

(2)

Agora diminuímos a equação (1) da equação (2):

Note, no desenho, que os segmentos AD e AB possuem o mesmo comprimento, pois são tangentes à
circunferência. Vamos então substituir na expressão acima AD = AB:

232
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Ou seja, BC é a média geométrica entre AB e CD.

MEDIANA, MODA E QUARTIS

Mediana: é o valor que tem tantos dados antes dele, como depois dele. Para se medir a mediana, os
valores devem estar por ordem crescente ou decrescente. No caso do número de dados ser ímpar, existe
um e só um valor central que é a mediana. Se o número de dados é par, toma-se a média aritmética dos
dois valores centrais para a mediana.
É uma medida de localização do centro da distribuição dos dados, definida do seguinte
modo: Ordenados os elementos da amostra, a mediana é o valor (pertencente ou não à amostra) que a
divide ao meio, isto é, 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os outros 50%
são maiores ou iguais à mediana.
Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra, depois de ordenada a amostra de n elementos: Se
n é ímpar, a mediana é o elemento médio. Se n é par, a mediana é a semi-soma dos dois elementos
médios.
A mediana, m, é uma medida de localização do centro da distribuição dos dados, definida do seguinte
modo:
Ordenados os elementos da amostra, a mediana é o valor (pertencente ou não à amostra) que a divide
ao meio, isto é, 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os outros 50% são
maiores ou iguais à mediana.
Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra, depois de ordenada a amostra de n elementos:
- Se n é ímpar, a mediana é o elemento médio.
- Se n é par, a mediana é a semi-soma dos dois elementos médios.

Se se representarem os elementos da amostra ordenada com a seguinte notação: X1:n, X2:n, ..., Xn:n;
então uma expressão para o cálculo da mediana será:

Como medida de localização, a mediana é mais robusta do que a média, pois não é tão sensível aos
dados. Consideremos o seguinte exemplo: um aluno do 10º ano obteve as seguintes notas: 10, 10, 10,
11, 11, 11, 11, 12. A média e a mediana da amostra anterior são respectivamente.

Admitamos que uma das notas de 10 foi substituída por uma de 18. Neste caso a mediana continuaria
a ser igual a 11, enquanto que a média subiria para 11.75.

Média e Mediana: Se se representarmos os elementos da amostra ordenada com a seguinte notação:


X1:n, X2:n, ..., Xn: “n” então uma expressão para o cálculo da mediana será:
Como medida de localização, a mediana é mais robusta do que a média, pois não é tão sensível aos
dados.

233
1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
- Quando a distribuição é simétrica, a média e a mediana coincidem.
- A mediana não é tão sensível, como a média, às observações que são muito maiores ou muito
menores do que as restantes (outliers). Por outro lado a média reflete o valor de todas as observações.
A média ao contrário da mediana, é uma medida muito influenciada por valores "muito grandes" ou
"muito pequenos", mesmo que estes valores surjam em pequeno número na amostra. Estes valores são
os responsáveis pela má utilização da média em muitas situações em que teria mais significado utilizar a
mediana.
A partir do exposto, deduzimos que se a distribuição dos dados:
- for aproximadamente simétrica, a média aproxima-se da mediana.
- for enviesada para a direita (alguns valores grandes como "outliers"), a média tende a ser maior que
a mediana.
- for enviesada para a esquerda (alguns valores pequenos como "outliers"), a média tende a ser inferior
à mediana.

Dado um histograma é fácil obter a posição da mediana, pois esta está na posição em que passando
uma linha vertical por esse ponto o histograma fica dividido em duas partes com áreas iguais.

Como medida de localização, a mediana é mais resistente do que a média, pois não é tão sensível
aos dados.
- Quando a distribuição é simétrica, a média e a mediana coincidem.
- A mediana não é tão sensível, como a média, às observações que são muito maiores ou muito
menores do que as restantes (outliers). Por outro lado a média reflete o valor de todas as observações.

Assim, não se pode dizer em termos absolutos qual destas medidas de localização é preferível,
dependendo do contexto em que estão a ser utilizadas.
Exemplo: Os salários dos 160 empregados de uma determinada empresa, distribuem-se de acordo
com a seguinte tabela de frequências:

Calcular a média e a mediana e comentar os resultados obtidos.


Resolução: = (75.23 + 100.58 +...+ 400.7 + 1700.2)/160 = 156,10
Resolução: euros. m = semi-soma dos elementos de ordem 80 e 81 = 100 euros.
Comentário: O fato de termos obtido uma média de 156,10 e uma mediana de 100, é reflexo do fato
de existirem alguns, embora poucos, salários muito altos, relativamente aos restantes. Repare-se que,
numa perspectiva social, a mediana é uma característica mais importante do que a média. Na realidade
50% dos trabalhadores têm salário menor ou igual a 100 €, embora a média de 156,10 € não transmita
essa ideia.

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Vejamos de uma outra forma: Sabes, quando a distribuição dos dados é simétrica ou aproximadamente
simétrica, as medidas de localização do centro da amostra (média e mediana) coincidem ou são muito
semelhantes. O mesmo não se passa quando a distribuição dos dados é assimétrica, fato que se prende
com a pouca resistência da média.

Representando as distribuições dos dados (esta observação é válida para as representações gráficas
na forma de diagramas de barras ou de histograma) na forma de uma mancha, temos, de um modo geral:

Moda: é o valor que ocorre mais vezes numa distribuição, ou seja, é o de maior efetivo e, portanto, de
maior frequência. Define-se moda como sendo: o valor que surge com mais frequência se os dados são
discretos, ou, o intervalo de classe com maior frequência se os dados são contínuos. Assim, da
representação gráfica dos dados, obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a classe
modal. Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de um conjunto de dados qualitativos,
apresentados sob a forma de nomes ou categorias, para os quais não se pode calcular a média e por
vezes a mediana.
Para um conjunto de dados, define-se moda como sendo: o valor que surge com mais frequência se
os dados são discretos, ou, o intervalo de classe com maior frequência se os dados são contínuos. Assim,
da representação gráfica dos dados, obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a classe
modal.

Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de um conjunto de dados qualitativos,
apresentados sob a forma de nomes ou categorias, para os quais não se pode calcular a média e por
vezes a mediana (se não forem susceptíveis de ordenação).

Quartis: Generalizando a noção de mediana m, que como vimos anteriormente é a medida de


localização, tal que 50% dos elementos da amostra são menores ou iguais a m, e os outros 50% são
maiores ou iguais a m, temos a noção de quartil de ordem p, com 0<p<1, como sendo o valor Qp tal que
100p% dos elementos da amostra são menores ou iguais a Qp e os restantes 100 (1-p)% dos elementos
da amostra são maiores ou iguais a Qp.
Tal como a mediana, é uma medida que se calcula a partir da amostra ordenada.
Um processo de obter os quartis é utilizando a Função Distribuição Empírica.
Generalizando ainda a expressão para o cálculo da mediana, temos uma expressão análoga para o
cálculo dos quartis:

Qp =

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
onde representamos por [a], o maior inteiro contido em a.
Aos quartis de ordem 1/4 e 3/4 , damos respectivamente o nome de 1º quartil e 3º quartil. Exemplo:
Tendo-se decidido registrar os pesos dos alunos de uma determinada turma prática do 10º ano,
obtiveram-se os seguintes valores (em kg):

52 56 62 54 52 51 60 61 56 55 56 54 57 67 61 49

a) Determine os quartis de ordem 1/7, 1/2 e os 1º e 3º quartis.


b) Um aluno com o peso de 61 kg, pode ser considerado "normal", isto é nem demasiado magro, nem
demasiado gordo?

Resolução: Ordenando a amostra anterior, cuja dimensão é 16, temos:

49 51 52 52 54 54 55 56 56 56 57 60 61 61 62 67

a) 16 . 1/7 = 16/7, onde [16/7] = 2 e Q1/7 = x3 : 16 = 52


16 . 1/4 = 4, onde Q1/2 = [x8 : 16 + x9 : 16]/2 = 56
16 . 1/2 = 8, onde Q1/4 = [x4 : 16 + x5 : 16]/2 = 53
16 . 3/4 = 12, onde Q3/4 = [x12 : 16 + x13 : 16]/2 = 60.5

b) Um aluno com 61 kg pode ser considerado um pouco "forte", pois naquela turma só 25% dos alunos
é que têm peso maior ou igual a 60.5 kg.

Questões

01. (SESP/MT – Perito Oficial Criminal - Engenharia Civil/Engenharia Elétrica/Física/Matemática


– FUNCAB/2014) Determine a mediana do conjunto de valores (10, 11, 12, 11, 9, 8, 10, 11, 10, 12).
(A) 8,5
(B) 9
(C) 10,5
(D) 11,5
(E) 10

02. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemática – CAIPIMES/2014) As massas de 5


amigos são 63,5; 70,3; 82,2; 59 e 71,5 quilogramas. A média e a mediana das massas são,
respectivamente:
(A) 69,3 e 70,3 quilogramas.
(B) 172,25 e 82,2 quilogramas.
(C) 69,3 e 82,2 quilogramas.
(D) 172, 70,3 quilogramas.

03. (FUNDUNESP – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2014) O gráfico apresenta informações


sobre o número médio de anos de estudo da população brasileira, com base na Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios de 2011, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
Com base nas informações do gráfico, é verdade que
(A) o número de homens com estudo é menor que o número de mulheres com estudo, nos anos de
2009 e 2011.
(B) de 2009 para 2011 houve um aumento no número de homens com estudo.
(C) em 2010, a média de anos de estudo das mulheres era de 7,4 anos.
(D) em 2009, a média de anos de estudos das mulheres era de exatos 7 anos e 3 meses.
(E) a média de anos de estudo das mulheres não ultrapassou a 5 meses a dos homens, nos anos de
2009 e 2011.

04. (FUNDUNESP – Auxiliar Administrativo – VUNESP/2014) Um concurso é composto por três


fases, com pesos 1, 2 e 3, respectivamente. Pedro ficou sabendo que na 1.ª fase desse concurso sua
nota foi 7,0 e que na 2.ª fase sua nota foi 4,0.
Sabendo-se que para ser aprovado a média aritmética ponderada final tem que ser, no mínimo, 5, que
as notas apresentadas ainda não estão multiplicadas pelos respectivos fatores, e que em cada fase as
notas variam de zero a dez, pode-se afirmar corretamente que
(A) não há como Pedro ser aprovado no concurso.
(B) Pedro já está aprovado no concurso, independentemente da nota que tirar na 3.ª fase.
(C) se Pedro tirar 5,0 ou mais na 3.ª fase, então ele estará aprovado no concurso.
(D) Pedro precisa tirar, no mínimo, 7,0 na 3.ª fase, para ser aprovado no concurso.
(E) tirando 4,0, Pedro estará aprovado no concurso.

05. (IF/GO – Assistente de Alunos – UFG/2014) A tabela a seguir apresenta o índice de


desenvolvimento humano (IDH) de alguns países da América Latina referente ao ano 2012.

Países IDH
Argentina 0,811
Bolívia 0,645
Brasil 0,730
Chile 0,819
Colômbia 0,719
Cuba 0,780
México 0,775
Uruguai 0,792
Venezuela 0,758

Disponível em: <[Link] Acesso em: 24 fev. 2014. (Adaptado).

Dentre os países listados, aquele cujo IDH representa a mediana dos dados apresentados é:
(A) Brasil
(B) Colômbia
(C) México
(D) Venezuela

06. (QC – Segundo Tenente – Ciências Contábeis – MB/2014) Analise a tabela a seguir.

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Classe Velocidade (em nós) Tempo(h)
1 0 |------- 5 1
2 5 |------ 10 7
3 10 |------ 15 15
4 15 |------ 20 9
5 20 |------ 25 3
6 25 |------ 30 2

Dos registros de navegação de um determinado navio, foi obtido o quadro acima.

Após análise dos registros, determine a média das velocidades do navio na série observada e assinale
a opção correta.

(A) 13,43 nós


(B) 13,92 nós
(C) 14,12 nós
(D) 14,69 nós
(E) 15,26 nós

07. (Pref. Paulistana/PI – Professor de Matemática – IMA/2014) Considere o conjunto de dados


abaixo, referente ao salário médio dos funcionários de uma empresa.

O valor da Mediana é:

(A) 1240
(B) 1500
(C) 1360
(D) 1600
(E) 1420

08. (Polícia Militar/SP – Aluno – Oficial – VUNESP/2014) Na tabela, as letras q, p e m substituem as


alturas, relacionadas em ordem crescente, de seis alunos do Curso de Formação de Oficiais da Polícia
Militar avaliados em um exame biométrico, sendo que, nessa tabela, letras iguais correspondem a alturas
iguais.

Nome Altura (em centímetros)


Gonçalves q
Camargo q
Pacheco q
Mendes p
Santos m
Ferreira m

Sabendo-se que a moda, a mediana e a média aritmética das alturas desses alunos são,
respectivamente, 173 cm, 174,5 cm e 175,5 cm, pode-se concluir que a altura do aluno Ferreira é igual,
em centímetros, a

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(A) 177.
(B) 178.
(C) 179.
(D) 180.
(E) 182.

(09. BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO/2013) Considere o seguinte conjunto:


{15; 17; 21; 25; 25; 29; 33; 35}
A média, a mediana e a moda desse conjunto de dados são, respectivamente,
(A) 1, 2 e 3
(B) 5, 7 e 9
(C) 7, 9 e 5
(D) 25, 25 e 25
(E) 25, 27 e 29

(SEFAZ/RJ – ANALISTA DE CONTROLE INTERNO – CEPERJ/2013) Observe os números


relacionados a seguir, e responda às questões de números 10 e 11.

10. A mediana desses valores vale:


(A) 6
(B) 6,5
(C) 7
(D) 7,5
(E) 8

11. A moda desses valores vale:


(A) 8
(B) 7
(C) 6
(D) 5
(E) 4

Respostas

01. Resposta: C.
Coloquemos os valores em ordem crescente:
8, 9, 10, 10, 10, 11, 11, 11, 12, 12

Como a Mediana é o elemento que se encontra no meio dos valores colocados em ordem crescente,
temos que:
10 + 11 21
𝑀= = = 10,5
2 2

02. Resposta: D.
63,5+70,3+82,2 + 59+71,5 346,5
A média é: 𝑀 = 5
= 5 = 69,3
Para verificar a mediana, basta colocar os valores em ordem crescente e verificar o elemento que se
encontra no meio deles:
59 63,5 70,3 71,5 82,2

03. Resposta: E.
7,3+7,5 14,8
Média das mulheres: 2 = 2
= 7,4 anos = 7,4 . 12 = 88,8 meses

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1123350 E-book gerado especialmente para VICTOR ARCANJO
7+7,1 14,1
Média dos homens: 2 = 2 = 7,05 anos = 7,05 . 12 = 84,6 meses
Assim, 88,8 – 84,6 = 4,2 meses

04. Resposta: C.
Pesos 1, 2 e 3, respectivamente. Pedro ficou sabendo que na 1.ª fase desse concurso sua nota foi 7,0
e que na 2.ª fase sua nota foi 4,0.
Sabendo-se que para ser aprovado a média aritmética ponderada final tem que ser, no mínimo, 5

1.7 + 2.4 + 3. 𝑥
𝑀= =5
1+2+3
15 + 3. 𝑥
=5
6

15 + 3𝑥 = 6 . 5

3𝑥 = 30 − 15

15
𝑥= =5
3

05. Resposta: C.
Vamos colocar os números em ordem crescente:
0,645 0,719 0,730 0,758 0,775 0,780 0,792 0,811 0,819
O número que se encontra no meio é 0,775 (México).

06. Resposta: C.
Vamos calcular a média de cada classe:
* Classe 1: (0 + 5) / 2 = 5 / 2 = 2,5
2,5 . 1 = 2,5
* Classe 2: (5 + 10) / 2 = 15 / 2 = 7,5
7,5 . 7 = 52,5
* Classe 3: (10 + 15) / 2 = 25 / 2 = 12,5
12,5 . 15 = 187,5
* Classe 4: (15 + 20) / 2 = 35 / 2 = 17,5

17,5 . 9 = 157,5
* Classe 5: (20 + 25) / 2 = 45 / 2 = 22,5
22,5 . 3 = 67,5
* Classe 6: (25 + 30) / 2 = 55 / 2 = 27,5
27,5 . 2 = 55
* Soma das médias = 522,5
* Total de horas = 37h
Por final: 522,5 / 37 = 14,12

07. Resposta: C.
Colocando na ordem crescente:
1100;1200;1210;1250;1300;1420;1450;1500;1600;1980
A mediana é o número que se encontra no meio. Nesse caso que tem 10 números(par) é a média do
5º e 6º números:

1300 + 1420 2720


= = 1360
2 2

08. Resposta: C.
* Se a moda é 173 cm, então q = 173 cm (Gonçalves, Camargo e Pacheco).
* Se a mediana é 174,5 cm, então (q + p) / 2 = 174,5.
q + p = 174,5 . 2

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q + p = 349 cm
* Se a média aritmética é 175,5 cm, então:
3.𝑞+𝑝+2.𝑚
𝑀= 6
= 175,5

2.𝑞+𝑞 + 𝑝 +2.𝑚
6
= 175,5

2.173 + 349 + 2.m = 175,5 . 6


346 + 349 + 2.m = 1053
2.m = 1053 – 695
m = 358 / 2
m = 179 cm

09. Resposta: D.

15 + 17 + 21 + 25 + 25 + 29 + 33 + 35
𝑀é𝑑𝑖𝑎 = = 25
8

A mediana é a média entre o 4º e 5º termo:


25 + 25
𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎𝑛𝑎 = = 25
2
Moda é o número que mais aparece: 25

10. Resposta: C.
Colocando em ordem crescente:
3; 4; 6; 7; 7; 8; 8; 8; 9

São 9 elementos, então a mediana é o quinto elemento(9+1/2)


Mediana 7

11. Resposta: A.
Moda é o elemento que aparece com mais frequência: 8

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