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Perigos e Riscos no Trabalho: Guia de Segurança

O documento aborda a distinção entre perigo e risco no ambiente de trabalho, definindo perigo como uma condição intrínseca que pode causar dano e risco como a probabilidade de ocorrência desse dano. Ele detalha a importância da avaliação e gestão de riscos, propondo medidas de prevenção e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs) para garantir a segurança dos trabalhadores. Além disso, enfatiza que a responsabilidade pela segurança deve ser compartilhada entre empregadores e trabalhadores, com foco na eliminação de riscos desde a concepção dos processos de trabalho.

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Perigos e Riscos no Trabalho: Guia de Segurança

O documento aborda a distinção entre perigo e risco no ambiente de trabalho, definindo perigo como uma condição intrínseca que pode causar dano e risco como a probabilidade de ocorrência desse dano. Ele detalha a importância da avaliação e gestão de riscos, propondo medidas de prevenção e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs) para garantir a segurança dos trabalhadores. Além disso, enfatiza que a responsabilidade pela segurança deve ser compartilhada entre empregadores e trabalhadores, com foco na eliminação de riscos desde a concepção dos processos de trabalho.

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Cadeira :Higiene e seguraca no trabalho curso: Tecnico aduaneiro

Perigos e riscos

Importa antes de mais fazer a destrinça entre perigo e risco.

O conceito de perigo reporta-se à ideia de " propriedade intrínseca de uma instalação, atividade,
equipamento, um agente ou outro componente material de trabalho com potencial para provocar
dano

Por outro lado, e também um risco é "(…) a probabilidade de concretização do dano em função
das condições de utilização, exposição ou interação do componente material do trabalho que
apresente perigo".

Perigo refere-se a qualquer fonte potencial de dano, lesão ou efeito adverso à saúde. Pode ser
algo facilmente perceptível ou algo que requer conhecimento específico para ser identificado.
Exemplos de perigos incluem:
 Máquinas desprotegidas, que podem causar ferimentos;
 Substâncias químicas, como ácidos e solventes, que podem ser tóxicas;
 Instalações elétricas expostas, que representam riscos de choque elétrico.

A definição de perigo e de risco faz referência a um dano, a um efeito negativo com uma

certa gravidade. Esses efeitos podem referir-se a:

 Lesões físicas (fraturas, cortes…) portadoras de uma incapacidade de trabalho


temporária ou permanente;
 Doenças profissionais (tendinites, surdez..) com maior/menor duração, reversíveis ou
não;
 Problemas psicossociais (insatisfação, fadiga, depressão…);
 Problemas de desconforto (postura, iluminação…).

Há um número ilimitado de perigos que podem ser encontrados em quase todos os locais

de trabalho.

Na maioria dos casos, os perigos são parte integrante do local de trabalho a que todos os ali
intervenientes (trabalhadores, chefias, fornecedores, público…) estão sujeitos. Não é difícil

Por ;[Link] Ricardo Faera 1


Cadeira :Higiene e seguraca no trabalho curso: Tecnico aduaneiro
imaginar locais de trabalho onde todos, nos mais variados papeis, estejamos expostos a
químicos, a máquinas, sem proteção, que produzem demasiado ruído, a variações extremas de
temperatura, a pisos escorregadios, onde a prevenção de incêndios é inexistente ou inadequada,
onde a sinalética é deficiente ou nem sequer existe uma caixa de primeiros socorro.

Existem igualmente algumas categorias de perigos não visíveis ou não identificados, que, em
função da probalidade da sua ocorrência, se podem converter em riscos, os quais podem ser:

 químicos, resultantes de líquidos, sólidos, poeiras, fumos, vapores e gases;


 físicos, tais como o ruído, a vibração, a luminosidade insuficiente ou inadequada, a
radiação e as temperaturas extremas;
 biológicos, como as bactérias, os vírus, os desperdícios sépticos e as infestações;
 psicológicos, resultantes do stress e da pressão;
 associados à não aplicação dos princípios ergonómicos, como por exemplo, a má
concepção das máquinas, dispositivos mecânicos e ferramentas utilizadas pelos
trabalhadores, assentos desajustados, local de trabalho mal concebido;
 que decorrem de práticas de trabalho deficientemente organizadas.

O conceito de Avaliação de Risco traduz-se no processo de identificação dos riscos para a


segurança e saúde dos trabalhadores, decorrentes de situações em que o perigo pode ocorrer. Esta
implica uma análise detalhada dos aspetos físicos, organizacionais, psicológicos e sociais em
ambiente de trabalho, susceptíveis de influenciar a segurança, saúde e bem-estar dos
trabalhadores.

A atitude correta perante a segurança e saúde no trabalho consiste em garantir que o trabalho seja
realizado de forma mais segura, através da modificação do local de trabalho e de qualquer
processo de trabalho perigoso. O que significa que a solução consiste em eliminar os riscos, e
não tentar fazer com que os colaboradores se adaptem às condições perigosas. Exigir que os
trabalhadores utilizem vestuário protector, que possa não ser o adequado ou por exemplo estar
mal concebido para o clima da sua região, é um exemplo de uma tentativa de forçar os
trabalhadores a adaptarem-se a condições perigosas,

transferindo igualmente a responsabilidade dos órgãos de gestão para o trabalhador.

Esta atitude pressupõe que o trabalho poderá ser realizado de forma mais segura, com a alteração
objetiva das condições de trabalho, mas também se os trabalhadores modificarem o seu
Por ;[Link] Ricardo Faera 2
Cadeira :Higiene e seguraca no trabalho curso: Tecnico aduaneiro
comportamento. Contudo, os acidentes não cessam simplesmente se os trabalhadores se
tornarem mais conscienciosos da questão da segurança. A consciencialização para a segurança
poderá ajudar, mas esta atitude não vai alterar, só por si, os processos e as condições de trabalho
perigosos.

Risco é a chance ou probabilidade de que uma pessoa seja prejudicada ou sofra efeitos adversos à
saúde se exposta a um perigo. O risco é determinado pela combinação da probabilidade de
ocorrência de um evento perigoso e da gravidade do dano ou da lesão que pode resultar. Alguns
exemplos são:
 Alta probabilidade de escorregamento em um piso molhado, resultando em quedas ou
fraturas;
 Exposição frequente a ruídos altos, podendo levar a perda auditiva;
 Risco de incêndio devido ao armazenamento inadequado de materiais inflamáveis.
Assim, enquanto o perigo é a condição, o risco é a avaliação da exposição a essa condição.

Avaliando e Gerenciando Perigos e Riscos


A gestão eficaz na segurança do trabalho envolve a identificação de perigos e a avaliação de
riscos associados, seguida pela implementação de medidas para controlar ou eliminar esses
riscos. Isso pode incluir:
1. Identificação de perigos: Realizar inspeções regulares e treinamentos para reconhecer os
perigos no ambiente de trabalho.
2. Avaliação de riscos: Determinar quem pode ser afetado e de que maneira, além de avaliar
a probabilidade e a gravidade dos possíveis danos.
3. Controle de riscos: Adotar medidas para minimizar a probabilidade ou o impacto dos
riscos identificados, como:
o Eliminação do perigo, quando possível;
o Substituição de materiais ou processos por outros menos perigosos;
o Implementação de barreiras de segurança ou dispositivos de proteção coletiva;
o Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Riscos profissionais:

Por ;[Link] Ricardo Faera 3


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 Designam a combinação da probabilidade de ocorrência de um efeito adverso na saúde do


trabalhador e a gravidade do dano.

 Possibilidade de um trabalhador sofrer um dano provocado pelo trabalho que efetua.

 Podem ser categorizados em cinco tipos: químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de


acidente.
 Devem ser geridos para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável.

 Estão associados a ruídos, vibrações, gases, vapores, iluminação inadequada, presença de


máquinas, calor, entre outros.

Os cinco tipos de riscos profissionais são:

1. Riscos Físicos: Ruídos, vibrações e outros.


2. Riscos Químicos: Poeiras, fumos metálicos e outros.
3. Riscos Biológicos: Vírus, bactérias, protozoários e outros.
4. Riscos Ergonômicos: Postura inadequada, levantamento de peso e outros.
5. Riscos Acidentais: Incêndio, explosão, choque, quedas, fraturas, etc.

prevenção

Por ;[Link] Ricardo Faera 4


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Os processos de trabalho devem ser concebidos de forma a prevenir acidentes e doenças. A
prevenção mais eficaz dos acidentes e das doenças inicia-se quando os processos de trabalho
ainda se encontram na sua fase de concepção.

A prevenção assume-se assim como um conjunto de ações para "(…) eliminar, evitar ou
diminuir os riscos profissionais através de um conjunto de disposições ou medidas que devam ser
tomadas em todas as fases da atividade (…)", segundo os seguintes princípios

gerais:

 Identificar os perigos;
 Evitar os riscos;
 Avaliar os riscos que não podem ser evitados;
 Combater os riscos na origem;
 Adaptar o trabalho ao homem (especialmente no que se refere à concepção dos postos de
trabalho, bem como à escolha dos equipamentos de trabalho e dos métodos de trabalho e
de produção, tendo em vista, nomeadamente, atenuar o trabalho monótono e o trabalho
cadenciado e reduzir os efeitos destes sobre a saúde);
 Ter em conta o estado de evolução da técnica;
 Substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo ou menos perigoso;
 Planificar a prevenção como um sistema coerente (que integre a técnica, a organização do
trabalho, as condições de trabalho, as relações sociais e a influência dos factores
ambientais no trabalho);
 Dar prioridades às medidas de proteção coletiva em relação às medidas de proteção
 individual;
 Formar, informar e consultar;
 Dar instruções adequadas aos trabalhadores

Por ;[Link] Ricardo Faera 5


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EPI: Equipamento de Proteção Individual

O Equipamento de Proteção Individual (EPI) protege a integridade física do trabalhador e


minimiza danos à saúde. Como o próprio nome já diz, é uma proteção individual para cada
usuário.

O equipamento deve ser adequado para o tipo de risco existentes com um ótimo estado de
conservação e desempenho para não expor o usuário aos perigos do ambiente por uma falha do
equipamento. Por isso, é fundamental a análise do funcionamento do EPI para reduzir os
acidentes de trabalho.

Tipos de EPIs:

 Proteção da cabeça: capacete de segurança, capuz, etc;


 Proteção dos olhos e face: óculos de proteção, máscaras;
 Proteção auditiva: protetor auricular, abafadores de ruídos;
 Proteção respiratória: respirador;
 Proteção do tronco: coletes;
 Proteção dos membros superiores: luvas de segurança, braçadeiras;
 Proteção dos membros inferiores: calçados de segurança, calças

Equipamentos de Proteção Individual ou EPIs, são dispositivos ou acessórios utilizados pelos


trabalhadores para proteção contra riscos capazes de ameaçar a segurança e a saúde no
trabalho. Esses equipamentos são de uso estritamente pessoal e destinam-se a combater
riscos específicos, tais como exposição a agentes químicos, físicos, biológicos, entre outros.

Alguns exemplos incluem capacetes, óculos de proteção, luvas, protetores auriculares e calçados
de segurança. O fornecimento de EPIs adequados a cada atividade é uma responsabilidade do
empregador, assim como assegurar seu uso correto pelos colaboradores.

Por ;[Link] Ricardo Faera 6


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EPC

Equipamentos de Proteção Coletiva ou EPCs, são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho


com o objetivo de proteger os trabalhadores de riscos coletivos. Diferentemente dos EPIs, que
são de uso individual, os EPCs protegem simultaneamente vários trabalhadores presentes no
local.

Exemplos de EPCs incluem extintores de incêndio, sinalizações de segurança, enclausuramento


de máquinas, sistemas de ventilação e exaustão, e barreiras que limitam o acesso a áreas de
risco. A implementação deles é uma medida preventiva que visa eliminar ou minimizar os
perigos no ambiente de trabalho antes que eles possam afetar os colaboradores.

Principais diferenças entre EPI e EPC

Entender as diferenças entre Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de


Proteção Coletiva (EPCs) é crucial para implementar estratégias eficazes de segurança no
trabalho. Ambos desempenham papéis complementares na proteção dos trabalhadores, mas se
diferenciam em vários aspectos.

Vamos detalhar essas diferenças em pontos específicos para facilitar a compreensão e a aplicação
prática desses conceitos.

Âmbito de Proteção

 EPIs protegem individualmente cada trabalhador contra riscos específicos à sua saúde e
segurança. O uso é pessoal e intransferível, ou seja, cada equipamento é utilizado por um
único funcionário;
 EPCs oferecem proteção em um nível coletivo, minimizando ou eliminando os riscos
presentes em um ambiente de trabalho para todos os trabalhadores que compartilham
aquele espaço.

Por ;[Link] Ricardo Faera 7


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Tipos de Riscos

 EPIs são projetados para proteger contra uma ampla gama de riscos, incluindo mecânicos,
químicos, elétricos, térmicos, biológicos e de radiação;
 EPCs visam controlar riscos ambientais e são mais eficazes contra perigos que afetam
múltiplos trabalhadores simultaneamente, como gases tóxicos, ruídos excessivos e risco de
incêndio ou explosão.

Exemplos Comuns

 EPIs incluem capacetes, óculos de proteção, protetores auditivos, luvas de segurança,


calçados de segurança, respiradores e cinturões de segurança para trabalhos em altura;
 EPCs abrangem sistemas de ventilação, guarda-corpos, extintores de incêndio, sinalizações
de segurança, alarmes, barreiras físicas, e dispositivos de bloqueio e etiquetagem para
controle de energias perigosas.

Responsabilidade de Uso

 EPIs requerem que o trabalhador assuma a responsabilidade de utilizar o equipamento


corretamente, mantê-lo em bom estado e seguir os procedimentos de higiene e
conservação;
 EPCs, por outro lado, dependem da implementação e manutenção pela empresa, exigindo
pouco ou nenhum esforço por parte do trabalhador individual para garantir sua eficácia.

Treinamento e Conscientização

 EPIs necessitam de treinamento específico para que os trabalhadores saibam como utilizá-
los adequadamente, entender as limitações do equipamento e realizar a manutenção e
inspeção regular;

Por ;[Link] Ricardo Faera 8


Cadeira :Higiene e seguraca no trabalho curso: Tecnico aduaneiro
 EPCs também requerem que os trabalhadores sejam informados sobre sua presença e
função, mas o foco está em garantir que os sistemas de proteção coletiva estejam
funcionando corretamente e sejam respeitados por todos.

Manutenção e Inspeção

 EPIs precisam ser inspecionados regularmente pelo usuário para assegurar que estão em
condições adequadas de uso. A substituição e reparo são geralmente mais frequentes;
 EPCs demandam um plano de manutenção preventiva para assegurar que continuem
operando eficientemente. Falhas podem ter consequências mais amplas, afetando vários
trabalhadores.

Legalidade e Normas

Ambos, EPIs e EPCs, são regulamentados por normas específicas que definem os requisitos
mínimos para sua seleção, uso e manutenção. No entanto, a abordagem regulatória pode variar
significativamente, com EPIs frequentemente sujeitos a normas mais estritas de certificação
e teste.

Quando utilizar os EPIs e EPCs

A decisão sobre quando utilizar EPIs e EPCs deve ser baseada em uma avaliação criteriosa dos
riscos presentes no ambiente de trabalho. Idealmente, deve-se priorizar a implementação de EPCs
para controlar os riscos na fonte, beneficiando simultaneamente todos os trabalhadores expostos.

No entanto, em muitas situações, o uso de EPIs torna-se necessário para proteger o indivíduo de
riscos específicos que não podem ser completamente eliminados pelo uso de EPCs. Em resumo, a
utilização de EPIs e EPCs deve ser complementar, assegurando uma proteção abrangente contra
os perigos no local de trabalho.

Por ;[Link] Ricardo Faera 9

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