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O autor narra uma experiência da infância em que, ao consolar sua irmã após uma queda, a convence de que ela é um unicórnio, destacando a capacidade do cérebro humano de escolher como processar experiências. Essa interação revela uma verdade científica sobre a limitação dos recursos mentais e a escolha entre focar na dor ou adotar uma perspectiva positiva. A felicidade, portanto, não é sobre enganar a si mesmo, mas sobre ajustar a percepção para encontrar gratidão e otimismo.

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O autor narra uma experiência da infância em que, ao consolar sua irmã após uma queda, a convence de que ela é um unicórnio, destacando a capacidade do cérebro humano de escolher como processar experiências. Essa interação revela uma verdade científica sobre a limitação dos recursos mentais e a escolha entre focar na dor ou adotar uma perspectiva positiva. A felicidade, portanto, não é sobre enganar a si mesmo, mas sobre ajustar a percepção para encontrar gratidão e otimismo.

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invenções, de forma que fiz a única coisa que ocorreu ao meu pequeno e desesperado cérebro de 7

anos de idade. Eu disse: “Amy, espere aí! Espere. Você viu como você caiu? Nenhum ser humano cai
de quatro assim. Você é um unicórnio!”. Agora, aquilo foi uma grande trapaça, porque eu sabia que
não havia nada no mundo que minha irmã mais desejava do que descobrir que não era apenas uma
garotinha de 5 anos de idade, mas sim um unicórnio mágico. O urro congelou na garganta da minha
irmã enquanto a confusão dominava seu rosto. Era possível ver o conflito nos olhos dela enquanto
seu cérebro tentava decidir se ela devia se concentrar na dor física que estava sentindo ou em sua
empolgação com sua recém-- descoberta identidade de unicórnio. Felizmente, a empolgação venceu.
Em vez de chorar, acordar meus pais e todas as consequências negativas que teriam se seguido a isso,
um sorriso se abriu no rosto dela e ela pulou orgulhosamente de volta à cama superior com toda a
graciosidade de um bebê unicórnio. Minha irmã e eu não fazíamos ideia de que tínhamos deparado,
nas tenras idades de 5 e 7 anos, com o que a vanguarda da revolução científica que viria a se
desenvolver duas décadas mais tarde. Não, nós não aprendemos que você pode mentir e manipular
as pessoas para que elas sejam felizes mesmo diante da dor e do sofrimento. O que aprendemos foi
muito mais poderoso: uma grande verdade científica sobre o cérebro humano. Apesar de nunca
termos utilizado esses termos, minha irmã e eu começamos a perceber que o nosso cérebro é como
um processador capaz de dedicar apenas um volume finito de recursos à experiência do mundo.
Como os recursos do nosso cérebro são limitados, somos colocados diante de uma escolha: usar
esses recursos finitos para ver só dor, negatividade, estresse e incerteza, ou utilizar esses recursos
para ver o mundo através das lentes da gratidão, da esperança, da resiliência, do otimismo e de um
senso de propósito. Em outras palavras, apesar de naturalmente não ser possível mudar a realidade
só pela força de vontade, podemos usar nosso cérebro para mudar o modo como processamos o
mundo, o que, por sua vez, muda o modo como reagimos a ele. A felicidade não é uma questão de
mentir para nós mesmos ou tentar tampar o sol da negatividade com a peneira, mas, sim, ajustar o
nosso cérebro para enxergar maneiras de nos elevar

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