FEDERAÇÃO RUSSA
CDH 2016 – Direitos humanos de refugiados e
migrantes no contexto do século XXI.
Delegada: Eduarda Oliveira Facanali
Escola: Centro de Educação Básica e Profissional Henrique
Meyerfreund - Sesi CIVIT, Serrra - ES
DOCUMENTO DE POSIÇÃO OFICIAL
A Federação Russa, é o maior país do mundo em extensão territorial, e ocupa vastas áreas
da Europa e da Ásia, desempenhando um papel geopolítico central nos assuntos globais. Com
uma história marcada pela formação do Império Russo, a Revolução de 1917 e o legado da
União Soviética, a Rússia consolidou-se como uma potência política, militar e econômica. Além
disso, o país tem princípios como o da soberania nacional, da segurança global e da
multipolaridade, buscando um equilíbrio de poder no sistema internacional. O Governo Russo
tem interesse na estabilidade de suas fronteiras e na cooperação com parceiros estratégicos,
ao mesmo tempo em que defende soluções diplomáticas para crises migratórias, respeitando
as particularidades de cada nação e a necessidade de políticas de segurança eficazes.
O Governo Russo tem lidado com desafios migratórios complexos, especialmente devido à
sua posição geográfica e ao seu histórico como destino para trabalhadores estrangeiros e
refugiados. O país criou políticas para regular a imigração, incluindo leis de residência e
programas de integração para migrantes da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
Mas, a crescente pressão migratória, especialmente devido a crises no Oriente Médio, exigiu
um reforço nos mecanismos de controle fronteiriço e segurança nacional. O Governo também
tem buscado equilibrar a necessidade de mão de obra com medidas para garantir a estabilidade
social, combatendo o tráfico de pessoas e a imigração ilegal. Além disso, o país tem apoiado
soluções diplomáticas para crises que geram deslocamentos forçados, defendendo a
necessidade de resolver conflitos em seus países de origem para reduzir o fluxo de refugiados.
A Rússia participou de acordos multilaterais sobre migração e direitos humanos e prestou
assistência humanitária a regiões em conflito, como a Síria. Moscou critica abordagens que
impõem cotas obrigatórias de refugiados sem levar em conta a realidade socioeconômica de
cada nação. É enfatizado que as políticas migratórias devem ser conduzidas com respeito à
soberania nacional e que a comunidade internacional deve focar na estabilização das regiões
afetadas, reduzindo as causas da migração forçada.
Sendo assim, a delegação russa recomenda que este comitê priorize soluções para as
causas da migração forçada, como conflitos e crises econômicas, em vez de focar apenas na
redistribuição de refugiados. Defendemos que cada país tenha soberania para definir suas
políticas migratórias, sem imposições externas. Além disso, destacamos a importância da
cooperação internacional, em especial, com as organizações internacionais, para combater o
tráfico de pessoas e fortalecer a segurança nas fronteiras. A Federação Russa acredita que ao
final, o comitê deve promover assistência humanitária eficiente, respeitando as particularidades
de cada nação e buscando a estabilidade global.
Eduarda Oliveira Facanali