Pré-eclâmpsia: Causas e Impactos Maternos
Pré-eclâmpsia: Causas e Impactos Maternos
Hipertensão arterial
Valor de pressão arterial (PA) ≥ 140 ou 90 mmHg, avaliada após um período
de repouso, com a paciente em posição sentada e pés apoiados no chão com man-
guito apropriado.38 Considerar pressão arterial sistólica (PAS) o primeiro som de
Korotkoff e pressão arterial diastólica (PAD) o quinto som de Korotkoff, caracteri-
zado pelo desaparecimento da bulha cardíaca. Nos casos de persistência das bulhas
até o final da desinsuflação do manguito, deve-se considerar PAD o abafamento da
bulha. Na falta de manguito apropriado para a obesidade da paciente, recomenda-se
-7-
a utilização da tabela de correção da PA de acordo com a circunferência do braço
da paciente, cuja aferição deve ser realizada ao nível da metade do braço da pacien-
te (Quadro 2).39
É importante que as pernas não estejam cruzadas durante a aferição pois isso
pode elevar a PA de 2-8 mmHg em 15% dos casos. Além disso, a paciente não deve
conversar durante o processo pois isso também pode levar ao aumento da PA.40 As
pacientes devem estar sentadas com seus pés apoiados no chão, com o braço em
uma superfície plana na altura do coração, além das costas apoiadas em uma cadei-
ra (Figura 1).38,41 Particularmente em gestantes este posicionamento é importante,
uma vez que se verifica na prática clínica, com certa frequência, aferições em
decúbito lateral esquerdo (DLE), o que pode falsear os níveis da PA.42
Artigo interessante, publicado em 202243 avaliou os efeitos da posição na men-
suração da pressão sanguínea de gestantes. De acordo com esta importante revisão
os autores concluem que as leituras de PA são mais baixas na posição DLE, segui-
das pela posição supina, posição semi-Fowler e são mais altas (reais) na posição
sentada (Figura 2).
Importante lembrar que os valores para o diagnóstico da hipertensão arterial
crônica foram modificados em 2018, considerando a pressão arterial sistólica (PAS)
maior que 130 mmHg e pressão arterial diastólica (PAD) maior que 80 mmHg.38
No entanto, esta modificação nos critérios clínicos de hipertensão se justifica em
cenários clínicos para redução de riscos cardiovasculares em longo prazo38, não se
aplicando no período gestacional. Na gravidez considera-se hipertensão qualquer
paciente que apresente dois valores de PA maiores ou iguais à 140 mmHg na PAS
ou 90 mmHg na PAD, realizados com intervalo de pelo menos 4 horas entre eles.2
(ver protocolo HAC da RBEHG).
-8-
Figura 1: Forma adequada de aferição da pressão arterial em todos os pacientes,
incluindo gestantes.
▪Razão sFlt-1/PLGF >85 (< 34 semanas) ou > 110 (> 34 semanas): deve chamar a
atenção para o diagnóstico de pré-eclâmpsia, em um cenário de suspeita clínica, não
confirmada ainda por exames habituais. O diagnóstico deve ser considerado.
▪Razão sFlt-1/PLGF >38 e <85 (< 34 semanas) ou >38 e <110 (> 34 semanas):
nesses casos, se a suspeita clínica persistir, recomenda-se considerar o diagnóstico
de pré-eclâmpsia.
Fonte: Extraído de: Costa ML, et al 2022.46
- 13 -
Quadro 4: Interpretação do PLGF em cenário clínico.
IMC: índice de massa corpórea; SAAF: síndrome dos anticorpos antifosfolípides; FIV: fertilização in
vitro.
Fonte: Autores.
FR: Fatores de risco clínicos; PAM: pressão arterial média; PLGF: placental growth fator.
Fonte: Adaptado de Tan MY, et al .59
- 19 -
Fonte: autores.
- 20 -
Prevenção da pré-eclâmpsia
A prevenção da pré-eclâmpsia pode ser feita a partir de métodos comportamen-
tais, farmacológicos e por suplementação de nutrientes.
• Métodos comportamentais
É fundamental que todas as gestantes tenham hábitos de vida saudáveis, mes-
mo antes da concepção. Dessa forma, é importante orientar que a alimentação seja
balanceada e constituída principalmente por frutas, legumes, verduras e proteínas.
As porções de carboidratos devem ser menores.
Atividade física regular é ponto fundamental na prevenção da pré-eclâmpsia.
Diante da possibilidade, as gestantes podem ser orientadas a frequentar academias,
onde a distribuição da atividade seja coordenada por profissional especializado e
distribuída em forma de treino de resistência, atividade aeróbica e hidroginástica.
Se isso não for possível, deve-se recomendar que a gestante realize pelo menos 140
minutos por semana de exercício de intensidade moderada, como caminhadas
rápidas e ciclismo estacionário com esforço moderado.64,65
• Métodos farmacológicos
A única medicação recomendada para a redução de risco de desenvolver pré-
eclâmpsia é o ácido acetilsalicílico (AAS), que deve ser ingerido na dose de 100mg,
à noite, com início na 12a semana de idade gestacional. É importante ressaltar que o
melhor momento para introduzir a medicação é entre 12 e 16 semanas, mas que se
por qualquer motivo não foi iniciado, ainda haverá benefício se introduzido até a
20a semana de gestação.66,67
O AAS deve ser mantido até 36 semanas de idade gestacional e então suspen-
so, pelo risco de maior sangramento. Entretanto, se a paciente desenvolve pré-
eclâmpsia, recomenda-se suspender a ingestão do AAS, pois sua manutenção nestes
casos não confere benefícios e pode relacionar-se com maiores riscos de sangra-
mento intraparto.58 Em caso de alergia ao AAS, não existem outras medicações (Ex.
dipiridamol) que possam ser utilizadas com a finalidade de prevenir a pré-
eclâmpsia. Neste contexto, ressaltamos que, a enoxaparina não deve ser utilizada
com essa finalidade.
- 21 -
• Suplementação de nutrientes
O cálcio é o suplemento destinado à prevenção de pré-eclâmpsia.68 Na prática,
a principal fonte de cálcio é o leite e seus derivados. No entanto, outras fontes com
menos gorduras devem ser lembradas, como vegetais verde-escuros, couve e bróco-
lis, bem como alguns frutos do mar e sardinhas.
A suplementação de cálcio está indicada em populações com baixa ingesta des-
se nutriente (<900 mg/dia), grupo no qual se encaixa a população brasileira em
idade reprodutiva.69 A suplementação pode ser iniciada no primeiro trimestre e ser
mantida até o final da gestação, devendo ser fracionada e ingerida junto às refei-
ções. As apresentações de cálcio mais facilmente encontradas são o carbonato de
cálcio em comprimidos de 500mg e o citrato de cálcio em comprimidos de 1g.
Em relação à dose a ser recomendada, sabe-se que doses altas podem causar
desconforto gastrointestinal e abandono da suplementação por parte da gestante.
Um estudo realizado na Índia e Tanzânia feito com nulíparas em duas populações
com baixa ingesta de cálcio, demonstrou que a suplementação de 500mg/dia resul-
tou benefício igual a suplementação de 1,5g/dia.70 Esse resultado permite que se
recomende a suplementação de 1 a 2 comprimidos (500mg a 1g) de carbonato de
cálcio ao dia. Assim, do ponto de vista prático, se a gestante não apresentar efeitos
colaterais, mantem-se os 2 comprimidos. Mas se ocorrerem efeitos colaterais que
prejudiquem a aderência à sua suplementação, se reduz a dose para 1 comprimido
ao dia.
Na indisponibilidade de suplementação com carbonato de cálcio, usa-se o citra-
to de cálcio que possui a metade da concentração de cálcio elementar, em relação
ao carbonato de cálcio. Assim, os comprimidos devem ter o dobro da dose. Aspecto
relevante diz respeito a sua ingesta, sendo importante evitar sua administração
concomitantemente com o ferro.
Outras suplementações como vitamina C, vitamina E, vitamina D, ômega-3 e
ácido fólico não foram efetivos com o objetivo de prevenir pré-eclâmpsia, não
devendo ser prescritos para esta finalidade.
- 22 -
Aspectos Terapêuticos na pré-eclâmpsia
Diante do diagnóstico, a paciente deve ser orientada sobre aspectos que se
relacionam com os cuidados gerais na pré-eclâmpsia. Por exemplo a identifi-
cação dos sinais e sintomas de comprometimento da doença (queixas de cefa-
leia forte e/ou persistente, sintomas visuais como escotomas, fotofobia, visão
borrada, ou cegueira temporária, dor epigástrica retroesternal, confusão men-
tal, dispneia ou ortopneia), e para onde se dirigir frente a qualquer agravo.1
Importante orientar sobre como realizar um adequado controle pressórico,
incluindo treinamento na técnica de aferição (figura 1 - exibida acima), além
da conscientização sobre os valores alarmantes da crise hipertensiva e a impor-
tância dos hipotensores. Sobre a prevenção da eclâmpsia e o uso do sulfato de
magnésio, além da identificação precoce de alterações laboratoriais, princi-
palmente as relacionadas à síndrome HELLP. Também conceitos sobre avalia-
ção do bem-estar fetal devem fazer parte das orientações para estas pacientes.
Muitos serviços desenvolvem folders explicativos para serem dados as pacien-
tes neste cenário, contemplando as orientações e facilitando o entendimento.
Fonte: autores.
Condutas farmacológicas
O tratamento farmacológico nas síndromes hipertensivas engloba a utilização
de drogas anti-hipertensivas para o controle adequado da PA em gestantes com
HAC, hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, além da prevenção e tratamento da
eclâmpsia com MgSO4.
O objetivo do tratamento anti-hipertensivo é proteger a gestante dos
acidentes vasculares cerebrais e infarto do miocárdio38, reduzindo morbidade e
mortalidade materna.78 Vários estudos demonstraram benefícios evidentes na
manutenção do controle pressórico em gestantes com hipertensão arterial crônica
ou gestacional (CHIPS TRIAL)79 e hipertensas crônicas leves (CHAP TRIAL)80,
incluindo melhora do peso fetal, redução de ocorrências de crises hipertensivas,
redução nas taxas de prematuridade e na incidência de pré-eclâmpsia. 80,79,81
Embora estes importantes estudos não possuam dados sobre o tratamento da
pressão arterial especificamente em gestantes com pré-eclâmpsia, este conceito é
assumido para estas, sendo indicado o início da terapia com anti-hipertensivos
quando a maioria dos valores pressóricos ultrapassam 140 ou 90 mmHg, e os
ajustes medicamentosos a partir deste ponto, devem visar a manutenção em
valores abaixo de 140 x 90 mmHg na maioria das aferições.
Todos os anti-hipertensivos atravessam a barreira placentária, porém os agentes
citados no Quadro 8 apresentam perfil de segurança aceitável na gestação, e a
escolha de cada um deles dependerá da familiaridade de cada obstetra.
São contraindicados na gestação os inibidores da enzima conversora da
angiotensina (IECA), os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA
II) e os inibidores diretos da renina (alisquireno), pois associam-se a anormali-
dades no desenvolvimento dos rins fetais quando utilizados a partir do segundo
trimestre de gestação. Assim, as gestantes em uso destes anti-hipertensivos
devem ser orientadas a suspender e/ou substituir a medicação no primeiro
trimestre, ao confirmarem o diagnóstico da gestação. Porém, é importante
tranquilizá-las quanto ao uso das medicações no início da gestação, pois tais
fármacos não são teratogênicos e sim feto-tóxicos, não havendo riscos de
- 26 -
malformação com a utilização no primeiro trimestre.82
Fonte: autores.
* Recomendamos essas medicações como terceiro fármaco para associação de medicamentos para
controle pressórico ou no caso de impossibilidade de uso das drogas de primeira escolha.
Nifedipino
O nifedipino oral de liberação imediata, um bloqueador de canais de cálcio, tem
ação máxima entre 30 e 40 minutos. Salienta-se que os comprimidos não devem ser
mastigados nem devem ser utilizadas as formulações pela via sublingual para não
ter uma diminuição muito rápida da pressão arterial.
Hidralazina
A hidralazina, um vasodilatador periférico, tem ação máxima em 20 minutos. O
monitoramento da PA deve ser rigoroso, devido ao risco de hipotensão, que deve ser
prontamente corrigido com a elevação dos membros inferiores e a remoção de medi-
cações ou fatores que possam estar agindo como potencializadores.
Nitroprussiato de Sódio
Potente vasodilatador arterial e venoso com experiência clínica limitada e receio
quanto à intoxicação fetal por cianeto. Entretanto, até o momento não há evidências
que corroborem o risco fetal, principalmente nos casos de utilização por curto
período (6 a 12 h). É recomendado especialmente para gestantes com edema
pulmonar, associado ao comprometimento funcional cardíaco, por exercer
importantes benefícios tanto na pós-carga quanto na pré-carga cardíaca.87,85
- 28 -
Quadro 9. Agentes recomendados para o tratamento da crise hipertensiva em
gestantes.
Fonte: autores.
Fonte: autores
- 29 -
Sulfato de Magnésio na Crise Hipertensiva
Importante aspecto diz respeito ao uso do MgSO4 em cenários de crise
hipertensiva. Sabe-se que a manifestação da eclâmpsia pode ocorrer mesmo em
pacientes assintomáticas, sendo a crise hipertensiva uma excelente janela de
oportunidade para se fazer a prevenção.85 Gestantes com crise hipertensiva, mesmo
que assintomáticas, que recebem MgSo4, apresentam redução significativa na
incidência de eclâmpsia.88 Desta forma, no intuito de garantir a eficácia do
tratamento e prevenir desfechos adversos incluindo a eclâmpsia, gestantes em
cenários confirmados ou suspeitos de pré-eclâmpsia, que se apresentam com crise
hipertensiva, mesmo que assintomáticas, devem receber MgSO4. Este, além de
agir como anticonvulsivante, reduz a pressão intracerebral e mantém o fluxo
sanguíneo, possibilitando a redução ou prevenção da encefalopatia hipertensiva e o
barotrauma na microcirculação cerebral.45
Fonte: autores.
*Uma estratégia que poderá ser adotada para reduzir os riscos de necrose muscular na administração IM na dose inicial no
esquema de Pritchard (10g de MgSO4 a 50% - 20 ml), é a realização em 4 grupamentos musculares distintos, sendo 2,5g
em cada (equivalente em volume a 5 ml em cada musculo).
- 31 -
Aspectos relacionados ao uso de MgSO4
O obstetra não deve ter receio quanto ao uso de MgSO4, uma vez que as chan-
ces de complicações relacionadas a essa medicação são raras e deixar de adminis-
trá-la é mais temerário do que a ocorrência de qualquer risco.95 O principal risco
está relacionado ao bloqueio neuromuscular quando há hipermagnesemia. Esse
paraefeito não acontece durante a administração lenta da dose IV inicial, uma vez
que a superdosagem somente se manifesta quando há acúmulo sérico do MgSO4
durante a fase de manutenção (Ex: pacientes com insuficiência renal). Este conceito
é extremamente relevante ao se aplicar o MgSO4 em uma Unidade de Pronto
Atendimento ou em uma Unidade Básica de Saúde.
Fonte: autores.
*recomenda-se a sondagem das pacientes na vigência do MgSO4, para avaliação adequada da diurese durante a
fase de manutenção, no entanto, esta ação em hipótese alguma deverá retardar o início da administração da
droga.
- 34 -
Conduta obstétrica – momento de resolução
O momento oportuno da resolução da gestação muitas vezes representa um de-
safio para a equipe assistente. A meta é prolongar a gestação sem aumentar a
morbimortalidade perinatal ou incorrer em complicações graves maternas ou fetais.
Postergar a resolução de uma gestação com quadro de pré-eclampsia pode determi-
nar complicações graves como edema pulmonar, falência renal, descolamento de
retina, coagulação intravascular disseminada, descolamento prematuro de placenta
e morte. Para o feto, as complicações incluem a restrição de crescimento, prematu-
ridade e a morte intrauterina.45
O prolongamento das gestações ocorre em média de 15,4 dias (4 a 36 dias), o
que pode representar um significativo benefício em uma gestação de 26 semanas,
como pode ser pouco significativo em uma gestante com 35 semanas.99 A decisão
da resolução da gestação deve ser compartilhada entre os pais, equipe obstétrica,
neonatologistas e anestesiologistas. Essa decisão considerará as condições do
hospital além do grau de assistência perinatal possível de ser realizada. A transfe-
rência de uma paciente deve ser realizada em situações de estabilidade do quadro
clínico materno e necessita de suporte perinatal mais adequado, de disponibilizar
uma unidade de terapia intensiva ou de ter banco de sangue disponível. O fluxo-
grama 2, traz sugestões para interrupção da gravidez em casos de pré-eclâmpsia.
Hipertensão Gestacional
Para os casos com diagnóstico de hipertensão gestacional, o mais importante é
manter a vigilância materno/fetal e ficar atento para o diagnóstico de pré-eclâmpsia
(cerca de 25% das mulheres que apresentam hipertensão gestacional antes de 34
semanas irão progredir para pré-eclâmpsia, com risco de desfechos adversos). Não
há consenso na literatura sobre o melhor momento para o parto destas mulheres.
Alguns protocolos sugerem acompanhá-las como se fossem casos de pré-eclâmpsia,
desta forma, a partir do termo (37a semana) poderia ser indicada a interrupção da
gestação.6,45,62 Outros protocolos sugerem que, em conduta compartilhada com a
gestante, o parto deveria ocorrer a partir da 38ª semana, não ultrapassando 39
semanas e 6 dias.1,100 Neste momento ainda de incertezas sobre benefícios e
principalmente riscos relacionados à hipertensão gestacional, recomendamos que a
interrupção da gestação deva ser oferecida a partir da 37ª semana, após explicação
clara sobre riscos e benefícios de sua manutenção.
- 35 -
Fonte: autores.
Preconiza-se:
• Manter controle pressórico adequado e atentar para os sinais e sintomas de
iminência de eclâmpsia;
• Manter monitoramento laboratorial de acordo com cada caso
(hemograma, funções renal e hepática).
• Utilizar sulfato de magnésio sempre que necessário;
*Síndrome HELLP, eclâmpsia, sineclâmpsia, descolamento prematuro da placenta, hipertensão refratária ao tratamento
com três fármacos, edema pulmonar, comprometimento cardíaco, alterações laboratoriais progressivas (plaquetopenia,
elevação em transaminases, elevação da desidrogenase láctea), insuficiência renal progressiva (elevação de uréia,
creatinina, anasarca, oligúria) e alterações na vitalidade fetal.
Fonte: autores.
- 40 -
Conduta obstétrica – via de parto
A via de parto se fundamenta na indicação obstétrica, sendo o parto vaginal
sempre desejado, tanto na prematuridade quanto no termo, podendo-se realizar
procedimentos de preparo do colo diante da vitalidade fetal preservada
(Fluxograma 3). Entretanto, em casos de pré-eclâmpsia com deterioração clínica
e/ou laboratorial e colo uterino desfavorável, muitas vezes nos vemos em situações
pouco seguras para aguardar a evolução do trabalho de parto, sendo a cesárea
justificável. O procedimento também se justifica diante de alterações na vitalidade
fetal. Vitalidade fetal alterada se define pela presença de dopplervelocimetria de
artérias umbilicais com diástole zero ou reversa e/ou ducto venoso com PI > P95 de
acordo com a idade gestacional e/ou cardiotocografia considerada anormal.
Em situações de pré-eclâmpsia sem sinais de deterioração e evidentemente no
termo, com colo uterino desfavorável, pode-se promover preparo do colo uterino
com sonda de Foley e/ou misoprostol, a fim de se obter mais sucesso com o parto
vaginal.106 Atenta-se para os casos de uso de ocitocina, pois essa medicação promo-
ve retenção hídrica e hiponatremia, devendo-se utilizar soluções concentradas e
soro fisiológico a 0,9%. Assim, mantêm-se o aporte hídrico e as concentrações de
sódio. Uma alternativa é utilizar 10 UI de ocitocina em 500 mL de soro fisiológico,
iniciando-se a infusão com 12 mL/h. O fluxograma a seguir tenta orientar a condu-
ção dos casos associando a clínica materna e a avaliação da vitalidade fetal.
Quando se indicar parto cesáreo na síndrome HELLP, ver orientações específi-
cas (Protocolo HELLP). A anestesia geral deverá ser considerada para casos em
que não tenha sido possível alcançar contagem de plaquetas superior a 70.000/mm3.
- 41 -
Fonte: autores.
*Cautela quanto ao uso do misoprostol em fetos com restrição de crescimento ou comprometimento dopplervelocimétri-
co, além de pacientes com cicatriz uterina prévia.106
- 42 -
Condutas no puerpério
Fonte: autores.
- 44 -
Em pacientes com pré-eclâmpsia e sinais de gravidade no pós-parto, o uso de
diurético (Furosemida 20mg/dia, via oral) iniciado no dia do nascimento e mantido
por 3 a 5 dias é uma opção razoável e segura. Estudos demonstram redução na
prevalência de hipertensão arterial persistente e diminuição significativa da neces-
sidade de drogas hipotensoras.107,108,109
Fonte: Autores.
- 47 -
Referências Bibliográficas
1. Magee LA, Brown MA, Hall DR, Gupte S, Hennessy A, Karumanchi SA,
et al. The 2021 International Society for the Study of Hypertension in
Pregnancy classification, diagnosis & management recommendations for
international practice. Pregnancy Hypertens [Internet]. 2022;27:148–69.
Available from: [Link]
2. Gestational Hypertension and Preeclampsia: ACOG Practice Bulletin,
Number 222. Obstet Gynecol. 2020;135:e237–60.
3. Abalos E, Cuesta C, Grosso AL, Chou D, Say L. Global and regional
estimates of preeclampsia and eclampsia: A systematic review. Vol. 170,
European Journal of Obstetrics Gynecology and Reproductive Biology.
2013.
4. World Health Organization (WHO). Geographic variation in the
incidence of hypertension in pregnancy. World Health Organization
International Collaborative Study of Hypertensive Disorders of
Pregnancy. Am J Obstet Gynecol. 1988;158:80–3.
5. Firoz T, Sanghvi H, Merialdi M, von Dadelszen P. Pre-eclampsia in low
and middle income countries. Best Pract Res Clin Obstet Gynaecol.
2011;25:537–48.
6. ACOG Practice Bulletin No. 202 Summary: Gestational Hypertension
and Preeclampsia. Obstet Gynecol. 2019;133:211–4.
7. Zanette E, Parpinelli MA, Surita FG, Costa ML, Haddad SM, Sousa MH,
et al. Maternal near miss and death among women with severe
hypertensive disorders: a Brazilian multicenter surveillance study. Reprod
Health. 2014;11:4.
8. Mayrink J, Souza RT, Feitosa FE, Rocha Filho EA, Leite DF, Vettorazzi
J, et al. Mean arterial blood pressure: potential predictive tool for
preeclampsia in a cohort of healthy nulliparous pregnant women. BMC
- 48 -
Pregnancy Childbirth. 2019;19:460.
9. Sibai BM. Magnesium sulfate prophylaxis in preeclampsia: Lessons
learned from recent trials. Am J Obstet Gynecol. 2004;190:1520–6.
10. Giordano JC, Parpinelli MA, Cecatti JG, Haddad SM, Costa ML, Surita
FG, et al. The burden of eclampsia: results from a multicenter study on
surveillance of severe maternal morbidity in Brazil. PLoS One.
2014;9:e97401.
11. WHO recommendations for prevention and treatment pre- eclampsia and
eclampsia. Geneva: World Health Organization; 2011.
12. Duley L. The global impact of pre-eclampsia and eclampsia. Semin
Perinatol [Internet]. 2009;33:130–7. Available from:
[Link]
13. Ananth C V, Vintzileos AM. Medically indicated preterm birth:
recognizing the importance of the problem. Clin Perinatol. 2008;35:53–
67, viii.
14. Souza RT, Cecatti JG, Passini RJ, Tedesco RP, Lajos GJ, Nomura ML, et
al. The Burden of Provider-Initiated Preterm Birth and Associated
Factors: Evidence from the Brazilian Multicenter Study on Preterm Birth
(EMIP). PLoS One. 2016;11:e0148244.
15. Ryckman KK, Borowski KS, Parikh NI, Saftlas AF. Pregnancy
Complications and the Risk of Metabolic Syndrome for the Offspring.
Curr Cardiovasc Risk Rep. 2013;7:217–23.
16. Lu HQ, Hu R. Lasting Effects of Intrauterine Exposure to Preeclampsia
on Offspring and the Underlying Mechanism. AJP Rep. 2019;9:e275–91.
17. Muijsers HEC, Roeleveld N, van der Heijden OWH, Maas AHEM.
Consider Preeclampsia as a First Cardiovascular Event. Curr Cardiovasc
Risk Rep. 2019;13:21.
18. Opichka MA, Rappelt MW, Gutterman DD, Grobe JL, McIntosh JJ.
- 49 -
Vascular Dysfunction in Preeclampsia. Cells. 2021;10.
19. Peraçoli JC, Borges VTM, Ramos JGL, Cavalli R de C, Costa SH de
AM, Oliveira LG de, et al. Pre-eclampsia/Eclampsia. Rev Bras Ginecol e
Obstet Rev da Fed Bras das Soc Ginecol e Obstet. 2019;41:318–32.
20. Maynard SE, Min JY, Merchan J, Lim KH, Li J, Mondal S, et al. Excess
placental soluble fms-like tyrosine kinase 1 (sFlt1) may contribute to
endothelial dysfunction, hypertension, and proteinuria in preeclampsia. J
Clin Invest [Internet]. 2003;111:649–58. Available from:
[Link]
21. Brew O, Sullivan MHF, Woodman A. Comparison of Normal and Pre-
Eclamptic Placental Gene Expression: A Systematic Review with Meta-
Analysis. PLoS One. 2016;11:e0161504.
22. Roberts JM, Hubel CA. The Two Stage Model of Preeclampsia:
Variations on the Theme. Placenta [Internet]. 2009;30:32–7. Available
from: [Link]
23. Quinn MJ. Pre-eclampsia - The “uterine reinnervation” view. Med
Hypotheses. 2014;83:575–9.
24. Abou El Hassan M, Diamandis EP, Karumanchi SA, Shennan AH, Taylor
RN. Preeclampsia: an old disease with new tools for better diagnosis and
risk management. Clin Chem. 2015;61:694–8.
25. Tanrikulu L, Naraghi R, Ernst V, Voigt F, Hastreiter P, Doerfler A, et al.
Neurovascular compression of medulla oblongata – Association for
gestation-induced hypertension. Med Hypotheses. 2015;84:605–10.
26. Gathiram P, Moodley J. Pre-eclampsia: its pathogenesis and
pathophysiolgy. Cardiovasc J Afr. 2016;27:71–8.
27. Cunningham GF, Leveno KJ, Bloom SL, Dashe JS, Hoffman BL, Casey
BC, et al. Williams Obstetrics. 24th ed. New York: McGraw-Hill
Education; 2014.
- 50 -
28. Ngene NC, Moodley J. Role of angiogenic factors in the pathogenesis
and management of pre-eclampsia. Int J Gynaecol Obstet Off organ Int
Fed Gynaecol Obstet. 2018;141:5–13.
29. Dimitriadis E, Rolnik DL, Zhou W, Estrada-Gutierrez G, Koga K,
Francisco RP V, et al. Pre-eclampsia. Nat Rev Dis Prim. 2023;9:8.
30. Korkes HA, Oliveira L De, Sass N, Salahuddin S, Karumanchi SA,
Rajakumar A. Relationship between hypoxia and downstream pathogenic
pathways in preeclampsia. Hypertens Pregnancy. 2017;36:1–6.
31. Redman CWG, Staff AC, Roberts JM. Syncytiotrophoblast stress in
preeclampsia: the convergence point for multiple pathways. Am J Obstet
Gynecol. 2022;226:S907–27.
32. Redman CW, Sargent IL. Latest advances in understanding preeclampsia.
Science (80- ) [Internet]. 2005;308:1592–4. Available from:
[Link]
33. Jauniaux E, Burton GJ. [The role of oxidative stress in placental-related
diseases of pregnancy]. J Gynecol Obstet Biol Reprod (Paris).
2016;45:775–85.
34. Villa PM, Marttinen P, Gillberg J, Lokki AI, Majander K, Ordén M-R, et
al. Cluster analysis to estimate the risk of preeclampsia in the high-risk
Prediction and Prevention of Preeclampsia and Intrauterine Growth
Restriction (PREDO) study. PLoS One. 2017;12:e0174399.
35. Walsh SW. Obesity: a risk factor for preeclampsia. Trends Endocrinol
Metab [Internet]. 2007;18:365–70. Available from:
[Link]
36. Aye ILMH, Lager S, Ramirez VI, Gaccioli F, Dudley DJ, Jansson T, et
al. Increasing maternal body mass index is associated with systemic
inflammation in the mother and the activation of distinct placental
inflammatory pathways. Biol Reprod. 2014;90:129.
- 51 -
37. National High Blood Pressure Education Program. Report of the National
High Blood Pressure Education Program Working Group on High Blood
Pressure in Pregnancy. Am J Obstet Gynecol. 2000;183(1):S1-S22.
38. Flack JM, Calhoun D, Schiffrin EL. The New ACC/AHA Hypertension
Guidelines for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of
High Blood Pressure in Adults. Am J Hypertens. 2018;31:133–5.
39. Maxwell MH, Waks AU, Schroth PC, Karam M, Dornfeld LP. Error in
blood-pressure measurement due to incorrect cuff size in obese patients.
Lancet. 1982;2:33–6.
40. Ngene NC, Moodley J. Blood pressure measurement in pregnancy and in
hypertensive disorders of pregnancy: devices, techniques and challenges.
Cardiovasc J Afr. 2019;30:120–9.
41. Cavalli RC, Korkes HA. Hipertensão arterial crônica. In:Manual de
gestação de alto risco. Ministério da Saude. Secretaria de atenção
primaria à saude. Departamento de ações programaticas. [Internet]. 2022.
438–447. [Internet]. Available from:
[Link]
content/uploads/2022/03/manual_gestacao_alto_risco.pdf
42. ACOG Practice Bulletin No. 203: Chronic Hypertension in Pregnancy.
Obstet Gynecol. 2019;133:e26–50.
43. Myers MC, Brandt DS, Prunty A, Gilbertson-White S, Sanborn A,
Santillan MK, et al. Effect of positioning on blood pressure measurement
in pregnancy. Pregnancy Hypertens. 2022;27:110–4.
44. Verdecchia P, Reboldi G, Angeli F. The 2020 International Society of
Hypertension global hypertension practice guidelines-key messages and
clinical considerations. Eur J Intern Med. 2020;82:1–6.
45. Peraçoli JC, Costa ML, Cavalli RC, de Oliveira LG, Korkes HA, Ramos
JGL, et al. Pré-eclampsia – Protocolo 03. Rede Brasileira de Estudos
sobre Hipertensão na Gravidez (RBEHG), 2023 [Internet]. Available
- 52 -
from: [Link]
46. Costa ML, Cavalli R de C, Korkes HA, Cunha Filho EV da, Peraçoli JC.
Diagnosis and Management of Preeclampsia: Suggested Guidance on the
Use of Biomarkers. Rev Bras Ginecol Obstet. 2022;44:878–83.
47. Chappell LC, Duckworth S, Seed PT, Griffin M, Myers J, Mackillop L, et
al. Diagnostic accuracy of placental growth factor in women with
suspected preeclampsia: a prospective multicenter study. Circulation.
2013;128:2121–31.
48. National Institute for Health and Care Excellence NICE. PLGF-based
testing to help diagnose suspected preterm pre-eclampsia.2022 [Internet].
Available from:
[Link]
help-diagnose-suspected-preterm-preeclampsia-pdf-1053819586501
49. Duhig KE, Myers J, Seed PT, Sparkes J, Lowe J, Hunter RM, et al.
Placental growth factor testing to assess women with suspected pre-
eclampsia: a multicentre, pragmatic, stepped-wedge cluster-randomised
controlled trial. Lancet (London, England). 2019;393:1807–18.
50. Ukah UV, Mbofana F, Rocha BM, Loquiha O, Mudenyanga C, Usta M,
et al. Diagnostic Performance of Placental Growth Factor in Women
With Suspected Preeclampsia Attending Antenatal Facilities in Maputo,
Mozambique. Hypertens (Dallas, Tex 1979). 2017;69:469–74.
51. Manriquez Rocha B, Mbofana F, Loquiha O, Mudenyanga C, Ukah UV,
Magee LA, et al. Early diagnosis of preeclampsia using placental growth
factor: An operational pilot study in Maputo, Mozambique. Pregnancy
Hypertens. 2018;11:26–31.
52. The National Institute for Health and Care Britain (NICE). PLGF-based
testing to help diagnose suspected preterm pre-eclampsia. Diagnostics
guidance. [Internet]. 2022. Available from:
[Link]
- 53 -
53. Roberts JM, Rich-Edwards JW, McElrath TF, Garmire L, Myatt L,
Global Pregnancy Collaboration. Subtypes of Preeclampsia: Recognition
and Determining Clinical Usefulness. Hypertens (Dallas, Tex 1979).
2021;77:1430–41.
54. Robillard P-Y, Dekker G, Scioscia M, Bonsante F, Boukerrou M,
Iacobelli S, et al. Preeclampsia in 2023: Time for preventing early onset-
and term preeclampsia: The paramount role of gestational weight gain. J
Reprod Immunol. 2023;158:103968.
55. Wright WL. Neurologic complications in critically ill pregnant patients.
Handb Clin Neurol. 2017;141:657–74.
56. Martins-Costa SH, Ramos JGL. Eclâmpsia/Sine-eclâmpsia. In: Korkes
HA, Sass N, Almeida FA, Oliveira LG. Síndromes Hipertensivas na
Gestação e complicações longo prazo. São Paulo. EDUC. 2023; 21:335-
355.
57. De Oliveira LG, Diniz ALD, Prado CA de C, Cunha Filho EV Da, Souza
FLP De, Korkes HA, et al. Pre-eclampsia: Universal Screening or
Universal Prevention for Low and Middle-Income Settings? Rev Bras
Ginecol e Obstet Rev da Fed Bras das Soc Ginecol e Obstet.
2021;43:61–5.
58. Peraçoli JC, De Sousa FLP, Korkes HA, Mesquita MRS, Cavalli RC,
Borges VTM. Atualização em pré-eclâmpsia: predição e prevenção. In:
Recomendações SOGESP. São Paulo: SOGESP; 2022.
59. Roberge S, Bujold E, Nicolaides KH. Aspirin for the prevention of
preterm and term preeclampsia: systematic review and metaanalysis. Am
J Obstet Gynecol. 2018;218:287-293.e1.
60. Tan MY, Wright D, Syngelaki A, Akolekar R, Cicero S, Janga D, et al.
Comparison of diagnostic accuracy of early screening for pre-eclampsia
by NICE guidelines and a method combining maternal factors and
biomarkers: results of SPREE. Ultrasound Obstet Gynecol Off J Int Soc
- 54 -
Ultrasound Obstet Gynecol. 2018;51:743–50.
61. Duckitt K, Harrington D. Risk factors for pre-eclampsia at antenatal
booking: systematic review of controlled studies. BMJ [Internet].
2005;330:565. Available from:
[Link]
62. National Institute for Health and Care Excellence NICE. Hypertension in
pregnancy: diagnosis and management.2023. [Internet]. Available from:
[Link]
63. O’Gorman N, Wright D, Syngelaki A, Akolekar R, Wright A, Poon LC,
et al. Competing risks model in screening for preeclampsia by maternal
factors and biomarkers at 11-13 weeks gestation. Am J Obstet Gynecol.
2016;214:103.e1-103.e12.
64. Davenport MH, Ruchat S-M, Poitras VJ, Jaramillo Garcia A, Gray CE,
Barrowman N, et al. Prenatal exercise for the prevention of gestational
diabetes mellitus and hypertensive disorders of pregnancy: a systematic
review and meta-analysis. Br J Sports Med. 2018;52:1367–75.
65. Mottola MF, Davenport MH, Ruchat S-M, Davies GA, Poitras V, Gray
C, et al. No. 367-2019 Canadian Guideline for Physical Activity
throughout Pregnancy. J Obstet Gynaecol Canada JOGC = J
d’obstetrique Gynecol du Canada JOGC. 2018;40:1528–37.
66. Duley L, Meher S, Hunter KE, Seidler AL, Askie LM. Antiplatelet agents
for preventing pre-eclampsia and its complications. Cochrane database
Syst Rev. 2019;2019.
67. Askie L, Duley L. Associations between the timing and dosing of aspirin
prophylaxis and term and preterm pre-eclampsia. BMJ evidence-based
Med. 2018;
68. Hofmeyr GJ, Lawrie TA, Atallah ÁN, Torloni MR. Calcium
supplementation during pregnancy for preventing hypertensive disorders
and related problems. Cochrane database Syst Rev. 2018;10:CD001059.
- 55 -
69. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Pesquisa de
Orçamentos Familiares [Link]álise do consumo alimentar pessoal
no Brasil. Ministério da Economia Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística - IBGE Diretoria de Pesquisas Coorde. Available from:
[Link]
catalogo?view=detalhes&id=2101704
70. Dwarkanath P, Muhihi A, Sudfeld CR, Wylie BJ, Wang M, Perumal N, et
al. Two Randomized Trials of Low-Dose Calcium Supplementation in
Pregnancy. N Engl J Med. 2024;390:143–53.
71. Regitz-Zagrosek V, Roos-Hesselink JW, Bauersachs J, Blomström-
Lundqvist C, Cífková R, De Bonis M, et al. 2018 ESC Guidelines for the
management of cardiovascular diseases during pregnancy. Eur Heart J.
2018;39:3165–241.
72. Duley L, Henderson-Smart D, Meher S. Altered dietary salt for
preventing pre-eclampsia, and its complications. Cochrane database Syst
Rev. 2005;CD005548.
73. Meher S, Abalos E, Carroli G. Bed rest with or without hospitalisation for
hypertension during pregnancy. Cochrane database Syst Rev.
2005;2005:CD003514.
74. De Souza FLP, Sass N. Síndrome HELLP. In: Korkes HA, Marques EM,
André MG, Padovani TR, editors. Atualizações em Obstetricia. 2a ed.
São Paulo: EDUC -PUC/SP; 2022. p. 187–97.
75. von Dadelszen P, Payne B, Li J, Ansermino JM, Broughton Pipkin F,
Côté A-M, et al. Prediction of adverse maternal outcomes in pre-
eclampsia: development and validation of the fullPIERS model. Lancet
(London, England). 2011;377:219–27.
76. Guida JP, Cralcev C, Costa Santos J, Marangoni-Junior M, Sanchez MP,
Laura Costa M. Validation of the fullPIERS model for prediction of
adverse outcomes in preeclampsia at a referral center. Pregnancy
- 56 -
Hypertens. 2021;23:112–5.
77. Almeida ST, Katz L, Coutinho I, Amorim MMR. Validation of
fullPIERS model for prediction of adverse outcomes among women with
severe pre-eclampsia. Int J Gynaecol Obstet Off organ Int Fed Gynaecol
Obstet. 2017;138:142–7.
78. World Health Organization (WHO). WHO recommendations for
prevention and treatment of pre-eclampsia and eclampsia. Geneva: WHO;
2011.
79. Magee LA, von Dadelszen P, Singer J, Lee T, Rey E, Ross S, et al. The
CHIPS Randomized Controlled Trial (Control of Hypertension in
Pregnancy Study): Is Severe Hypertension Just an Elevated Blood
Pressure? Hypertens (Dallas, Tex 1979). 2016;68:1153–9.
80. Tita AT, Szychowski JM, Boggess K, Dugoff L, Sibai B, Lawrence K, et
al. Treatment for Mild Chronic Hypertension during Pregnancy. N Engl J
Med. 2022;386:1781–92.
81. Abalos E, Duley L, Dw S, Abalos E, Duley L, Steyn DW.
Antihypertensive drug therapy for mild to moderate hypertension during
pregnancy ( Review ) Antihypertensive drug therapy for mild to moderate
hypertension during pregnancy. 2014;2–4.
82. Cooper WO, Hernandez-Diaz S, Arbogast PG, Dudley JA, Dyer S,
Gideon PS, et al. Major congenital malformations after first-trimester
exposure to ACE inhibitors. N Engl J Med. 2006;354:2443–51.
83. Brown MA, Magee LA, Kenny LC, Karumanchi SA, McCarthy FP, Saito
S, et al. Hypertensive Disorders of Pregnancy: ISSHP Classification,
Diagnosis, and Management Recommendations for International Practice.
Hypertens pregnancy. 2018;72:24–43.
84. Collins R, Yusuf S, Peto R. Overview of randomised trials of diuretics in
pregnancy. Br Med J (Clin Res Ed). 1985;290:17–23.
- 57 -
85. ACOG Committee Opinion No. 767: Emergent Therapy for Acute-Onset,
Severe Hypertension During Pregnancy and the Postpartum Period. Vol.
133, Obstetrics and gynecology. United States; 2019. p. e174–80.
86. Too GT, Hill JB. Hypertensive crisis during pregnancy and postpartum
period. Semin Perinatol. 2013;37:280–7.
87. Sass N, Itamoto CH, Silva MP, Torloni MR, Atallah NA. Does sodium
nitroprusside kill babies? A systematic review. Sao Paulo Med J.
2007;125(2):108-11.
88. Shields LE, Wiesner S, Klein C, Pelletreau B, Hedriana HL. Early
standardized treatment of critical blood pressure elevations is associated
with a reduction in eclampsia and severe maternal morbidity. Am J
Obstet Gynecol. 2017;216:415.e1-415.e5.
89. Which anticonvulsant for women with eclampsia? Evidence from the
Collaborative Eclampsia Trial. Lancet (London, England).
1995;345:1455–63.
90. Altman D, Carroli G, Duley L, Farrell B, Moodley J, Neilson J, et al. Do
women with pre-eclampsia, and their babies, benefit from magnesium
sulphate? The Magpie Trial: a randomised placebo-controlled trial.
Lancet (London, England). 2002;359:1877–90.
91. Duley L, Gulmezoglu AM. Magnesium sulphate versus lytic cocktail for
eclampsia. Cochrane database Syst Rev. 2001;CD002960.
92. Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus diazepam for
eclampsia. Cochrane database Syst Rev. 2003;CD000127.
93. Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus phenytoin for
eclampsia. Cochrane database Syst Rev. 2003;CD000128.
94. Shepherd ES, Goldsmith S, Doyle LW, Middleton P, Marret S, Rouse DJ,
et al. Magnesium sulphate for women at risk of preterm birth for
neuroprotection of the fetus. Cochrane database Syst Rev.
- 58 -
2024;5:CD004661.
95. De Oliveira L, Korkes H, Rizzo M de, Siaulys MM, Cordioli E.
Magnesium sulfate in preeclampsia: Broad indications, not only in
neurological symptoms. Pregnancy Hypertens. 2024;36:101126.
96. ZUSPAN FP, WARD MC. TREATMENT OF ECLAMPSIA. South Med
J. 1964;57:954–9.
97. PRITCHARD JA. The use of the magnesium ion in the management of
eclamptogenic toxemias. Surg Gynecol Obstet. 1955;100:131–40.
98. Diaz V, Long Q, Oladapo OT. Alternative magnesium sulphate regimens
for women with pre-eclampsia and eclampsia. Cochrane database Syst
Rev. 2023;10:CD007388.
99. Odendaal HJ, Pattinson RC, Bam R, Grove D, Kotze TJ. Aggressive or
expectant management for patients with severe preeclampsia between
28-34 weeks’ gestation: a randomized controlled trial. Obstet Gynecol.
1990;76:1070–5.
100. Poon LC, Magee LA, Verlohren S, Shennan A, von Dadelszen P, Sheiner
E, et al. A literature review and best practice advice for second and third
trimester risk stratification, monitoring, and management of pre-
eclampsia: Compiled by the Pregnancy and Non-Communicable Diseases
Committee of FIGO (the International Federation of Gynec. Int J
Gynaecol Obstet Off organ Int Fed Gynaecol Obstet. 2021;154 Suppl:3–
31.
101. van der Tuuk K, Holswilder-Olde Scholtenhuis MAG, Koopmans CM,
van den Akker ESA, Pernet PJM, Ribbert LSM, et al. Prediction of
neonatal outcome in women with gestational hypertension or mild
preeclampsia after 36 weeks of gestation. J Matern neonatal Med Off J
Eur Assoc Perinat Med Fed Asia Ocean Perinat Soc Int Soc Perinat
Obstet. 2015;28:783–9.
102. Broekhuijsen K, van Baaren G-J, van Pampus MG, Ganzevoort W,
- 59 -
Sikkema JM, Woiski MD, et al. Immediate delivery versus expectant
monitoring for hypertensive disorders of pregnancy between 34 and 37
weeks of gestation (HYPITAT-II): an open-label, randomised controlled
trial. Lancet (London, England). 2015;385:2492–501.
103. Guida JP de S, Surita FG, Parpinelli MA, Costa ML. Preterm
Preeclampsia and Timing of Delivery: A Systematic Literature Review.
Rev Bras Ginecol Obstet. 2017;39:622–31.
104. Magee L, Hall D, van der Merwe JL, et al. Fluids, drugs and transfusion.
In: Magee L, von Dadelszen P, Stones W, Matthews Mathai M, eds. The
FIGO textbook – pregnancy hypertension. An evidence-based guide to
monitoring, prevention and management. London: Global Library of
Women’s Medicine; 2016. chapter 8,p 133-66.
105. Norwitz ER, Funai EF. Preeclampsia with severe features: delaying
delivery in pregnancies remote from term. Up To Date, Jan 10, 2024.
106. de Vaan MD, Ten Eikelder ML, Jozwiak M, Palmer KR, Davies-Tuck M,
Bloemenkamp KW, et al. Mechanical methods for induction of labour.
Cochrane database Syst Rev. 2023;3:CD001233.
107. Ascarelli MH, Johnson V, McCreary H, Cushman J, May WL, Martin
JNJ. Postpartum preeclampsia management with furosemide: a
randomized clinical trial. Obstet Gynecol. 2005;105:29–33.
108. Lopes Perdigao J, Lewey J, Hirshberg A, Koelper N, Srinivas SK, Elovitz
MA, et al. Furosemide for Accelerated Recovery of Blood Pressure
Postpartum in women with a hypertensive disorder of pregnancy: A
Randomized Controlled Trial. Hypertens (Dallas, Tex 1979).
2021;77:1517–24.
109. Hauspurg A, Jeyabalan A. Postpartum preeclampsia or eclampsia:
defining its place and management among the hypertensive disorders of
pregnancy. Am J Obstet Gynecol. 2022;226:S1211–21.
110. Panaitescu AM, Popescu MR, Ciobanu AM, Gica N, Cimpoca-Raptis
- 60 -
BA. Pregnancy Complications Can Foreshadow Future Disease-Long-
Term Outcomes of a Complicated Pregnancy. Medicina (Kaunas).
2021;57.
111. Chen CW, Jaffe IZ, Karumanchi SA. Pre-eclampsia and cardiovascular
disease. Cardiovasc Res. 2014;101:579–86.
112. Staff AC, Redman CWG, Williams D, Leeson P, Moe K, Thilaganathan
B, et al. Pregnancy and Long-Term Maternal Cardiovascular Health:
Progress Through Harmonization of Research Cohorts and Biobanks.
Hypertens (Dallas, Tex 1979). 2016;67:251–60.
113. Staff AC, Costa ML, Dechend R, Jacobsen DP, Sugulle M. Hypertensive
disorders of pregnancy and long-term maternal cardiovascular risk:
Bridging epidemiological knowledge into personalized postpartum care
and follow-up. Pregnancy Hypertens. 2024;36:101127.