1
A cada estocada em meio a escuridão, lamuria, vergonha, destreza, e raiva, surgia.
Poderia gritar, implorar, mas não cederia esse gostinho a mais.
[...]
Entre gemidos e dor, o moreno percebeu que não ser penetrado não o colocava em
um pedestal de masculinidade. Só queria que essa lição não fosse dada por aemond
Olhos vendados, braços rendidos a aperto voraz, gemidos estrondoso. A raiva
imensa surgia inutilmente escorrendo em lágrimas. Intensas investidas. Lucery
tagaryen queria fugir.
Perdendo a consciência precisava perguntar:
- É por vingança?-- A voz ecoou trêmula e roca
O silêncio reinou.
- O que você acha ? Meu amado sobrinho. Você arracou meu olho! Tirar sua
virgindade não paga um terço. -- O ódio de aemond era incomparável.
Os braços de luke cederam ao medo, sua respiração estava irregular. Naquele
momento agradeceu por não poder vê-lo, ou, sua coragem se esvairia.
- Então essa suposta união de paz, será baseada em vingança, não é mesmo ?--
luke engoliu o pavor em sua garganta, pois.. finalmente havia entendido - ao seu ver,
não passo de um brinquedo pronto para ser dilacerado pelas perversões em sua
mente.
Constatou.. quebradiço.
Aemond sorriu tercedo seus toques no corpo desprotegido e indefeso abaixo de si.
Ele sabia que sua existência era o maior medo de luke. E esse fato, alimentava
consideravelmente sua perversão.
A cada movimento em seus músculos superficialmente definidos, lucery tagaryen
2
tremia em resposta.
- As ordens de minha irmã, a rainha, foram claras. Infelizmente não poderei arrancar
seus olhos-- Aemond inclinou-se Agarrando os lábios doces e avermelhados de luke
entre os dentes -O que não me impede de fazê-lo lamentar o dia em que tirou o meu.
Acha mesmo que não me arrependendo? Eu lamento esse fatídico acontecimento
cada segundo do dia. Me culpo pelas intrigas, o afastamento entre os tagaryens...
Sinto saudades daqueles sorrisos tímidos e genuínos lançados em minha direção.
Aemond, de todos os verdes, você, foi o que menos odiei.
Entretanto, ao contrário do que se passava em sua cabeça, lucery tagaryen
amedrontou-sse, abraçando o medo em seu íntimo.
Aemond, diante o silêncio do sobrinho, irritou-se, e sem sequer saber o porquê,
descontou. As atitudes do platinado tornaram-se desafiadoras, mordeu, apertou,
marcou, o dilacerou repetidamente, para que pudesse escultar os gemidos
entrecortados do mais novo.
Entre palavras incoerentes, lucery, entregou-se a escuridão do inconsciente.
[...]
Aemond e eu, cruzavamos uma batalha infinita, cheia de torturas. Nunca tivemos
afeto ou carinho. Simplesmente, compriamos obrigações, reconhecendo nosso
tortuoso votos como lordes. Entretanto, o medo existente dentro de mim e a cede por
vingança de aemond, tornou tudo pior que nossa convivência já semelhante a um
pesadelo.