FACULDADE DE E NGENHARIA DA U NIVERSIDADE DO P ORTO
W
Análise e desenvolvimento de Sistema
IE
de Gestão da Manutenção Industrial
EV
Rui Manuel Cardoso Pereira
PR
Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores
Orientador: José António Rodrigues Pereira de Faria (Prof. Dr)
Co-orientador: Pedro Oliveira (Eng.o )
25 de Julho de 2013
W
IE
EV
PR
c Rui Manuel Cardoso Pereira, 2013
Resumo
Este trabalho tem como objetivo a análise e desenvolvimento de um Sistema de Gestão da
Manutenção Industrial, que permita a gestão eficiente de ordens de trabalho de manutenção de
uma empresa, sejam elas do tipo preventiva ou curativa, bem como a gestão da documentação
inerente.
Servindo de base para uma outra dissertação, onde já foi inicializada a implementação, o
trabalho daqui para a frente descrito permitiu a especificação completa do sistema de forma a
auxiliar o trabalho de quem o vai programar.
W
A Lipor, empresa de gestão de resíduos do grande Porto, funcionou como caso de estudo,
permitindo assim, perceber como se tratam algumas situações de gestão de trabalhos e, conse-
quentemente, ganhar a sensibilidade ao tema no terreno.
IE
Em primeiro lugar, foi feita uma revisão bibliográfica do estado da arte relativa à gestão da
manutenção para preparar da melhor forma o desenvolvimento do projeto. De seguida, existiu
uma familiarização com o caso de estudo e foi feito um levantamento das necessidades da em-
presa ao nível dos equipamentos e dos processos de manutenção existentes para garantir o correto
EV
funcionamento dos mesmos.
Posteriormente, estas necessidades foram analisadas e, com base nas mesmas, procurou-se
aplicar alguns conceitos que possibilitam organizar da melhor forma o sistema existente sem o
alterar por completo.
Após o levantamento e respetiva análise das necessidades, partiu-se para a conceção do Sis-
PR
tema Informático. Nesta fase, procurou-se ter uma visão geral do sistema assente nas três camadas
principais, nomeadamente, nos processos (alto nível), modelo de dados (baixo nível) e interface
de utilizador.
Em termos práticos, foram redesenhados os processos de manutenção preventiva e curativa,
seguindo-se a criação de um modelo de dados que funciona em simultâneo com um repositório
documental que dá assim uma maior flexibilidade ao sistema.
Por fim foram desenhadas as interfaces de utilizador que permitem a informatização dos pro-
cessos e da gestão das ordens de trabalho.
i
ii
PR
EV
IE
W
Abstract
This work aims at the analysis and development of a Management System of Industrial Main-
tenance, enabling efficient management of work orders for maintenance of a company, whether
preventive or curative type, as well as the inherent management documentation.
Serving as basis for another dissertation, where the implementation has been initialized, the
work hereinafter described allowed the complete specification of the system in order to assist the
work of those who will programming.
Lipor, waste management company in Porto, worked as a case study, thus, realize how to
W
handle some situations management works and, consequently, gain sensitivity to the subject in the
field.
Firstly, we performed a literature review of the state of the art concerning the management of
IE
maintenance to prepare as best as project development. Then there was a familiarization with the
case study and a survey was made of the company’s needs in terms of equipment and maintenance
processes in place to ensure the correct functioning.
Posteriorly, these needs were analyzed and, based on them, we attempted to apply some con-
EV
cepts that enable best to organize the existing system without changing it completely.
After surveying and respective needs analysis, we started with for the design of the computer
system. At this stage, we tried to get an overview of the system based on the three main layers,
namely, the processes (high-level) data model (low level) and user interface.
In practical terms, were redesigned processes preventive and curative maintenance, followed
PR
by the creation of a data model that works simultaneously with a document repository thus giving
greater flexibility to the system.
Finally were designed user interfaces that allow the computerization of processes and mana-
gement of work orders.
iii
iv
PR
EV
IE
W
Agradecimentos
Com a conclusão desta dissertação encerra-se assim mais um capítulo da minha vida, sendo
que, foi atingido mais um objetivo muito importante ao nível da minha evolução intelectual e
pessoal.
Por isso, em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Prof. Doutor José Faria pela orientação
e pela disponibilidade mostrada. Da mesma forma, agradeço ao orientador da Lipor, Eng. Pedro
Oliveira.
No entanto, para chegar a esta fase, apenas foi possivel com o amor, com o apoio e educação
W
dos meus pais e com a amizade dos meus irmãos, a todos eles muito obrigado.
Para a minha namorada, Daniela, com quem partilho uma bela relação de amor, carinho e
confiança há mais de 9 anos, um grande, grande obrigado pelo apoio incondicional em todos os
IE
momentos, pelo crescimento conjunto que tivemos durante este tempo e, acima de tudo, por tudo
o que tem feito por mim.
Aos meus amigos de infância, com quem mantenho uma relação duradoura e bastante próxima
desde então, agradeço pelo companheirismo, pela amizade e por todos os momentos fantásticos
EV
que passamos juntos. Estou a referir-me, evidentemente, ao Cláudio, Fábio, Fernando, Nuno,
Miguel, entre outros. Às namoradas deles, a Ana e Rita, que entretanto apareceram e também se
tornaram minhas amigas, passando a partilhar momentos em conjunto, um obrigado pela amizade.
Agradeço a aqueles que me acompanharam na transição do Colégio Internato dos Carvalhos
para a FEUP, e foram muitos, nomeadamente o Soares, que foi o mais próximo durante o tempo
PR
em que partilhamos muitas aulas, muitos trabalhos e até várias atividades extra curriculares, o
Cunha, Juliano, Tiago Souto, Gustavo, entre outros.
Queria também aproveitar para agradecer, ao conjunto de pessoas, com quem fui estabele-
cendo uma relação de proximidade e amizade durante o mestrado, entre os quais, o João Azevedo
(aquele que durante mais tempo me acompanhou e auxiliou em muitos momentos), o Fábio Oli-
veira, o Hugo Rodrigues, o Rui Amaro, o Emil e o Luís.
Rui Pereira
v
vi
PR
EV
IE
W
W “Se procuras resultados distintos,
não faças sempre o mesmo”
IE
EV
Albert Einstein
PR
vii
viii
PR
EV
IE
W
Conteúdo
1 Introdução 1
1.1 Motivação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
1.2 Enquadramento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.3 Objetivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.4 Organização do documento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
W
2 Estado da Arte 7
2.1 Conceitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2 Evolução da Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3 Objetivos da Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
IE
2.4 Tipos de Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.5 Custos da Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.5.1 Natureza dos custos de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
EV
2.5.2 Previsão dos custos de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.6 Normas da Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.6.1 EN 13306 – Terminologia da manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.6.2 EN 13460 – Documentação da manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.6.3 EN 13269 – Contratos de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
PR
2.6.4 EN 15341 – Indicadores da manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.7 Indicadores de Desempenho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.7.1 Indicadores teóricos de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.7.2 Indicadores normalizados de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
2.8 Software de Gestão da Manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.8.1 Escolha do software . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.8.2 Requisitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
2.8.3 Vantagens e desvantagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.8.4 Exemplos de softwares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
2.9 Factos e números sobre manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
3 Apresentação do Caso de Estudo 27
3.1 A Lipor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
3.2 Objetivos e metodologia aplicada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
3.3 Árvore geral da Lipor I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.4 Árvore de equipamentos analisada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
3.5 Equipa de Manutenção da Lipor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.6 Manutenção Curativa da Lipor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.7 Manutenção Preventiva da Lipor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
3.7.1 Gestão da documentação interna de manutenção . . . . . . . . . . . . . 37
ix
x CONTEÚDO
3.7.2 Documentação externa – Certificados, Autorizações, Declarações e Con-
tratos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
3.7.3 Organização das Ordens de Serviço de Manutenção Preventiva . . . . . . 42
4 Análise das Necessidades 47
4.1 Tipos e Ordens de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
4.2 Tipo de Ordem de Trabalho - Caraterização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
4.2.1 Programação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
4.2.2 Âmbito de aplicação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
4.2.3 Lista de tarefas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
4.3 Ordem de Trabalho - Caraterização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
4.3.1 Incidência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
4.3.2 Responsável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
4.3.3 Registo de trabalhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52
5 Conceção do Sistema de Gestão da Manutenção 53
W
5.1 Visão geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
5.1.1 Conceitos aplicados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
5.1.2 Solução escolhida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54
IE
5.1.3 Base de Dados e Repositório Documental . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
5.1.4 Decisão sobre implementação da solução . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
5.1.5 Equipa e âmbito de trabalhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
EV
5.2 Versão completa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
5.2.1 Processos (TO-BE) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
5.2.2 Modelo de Dados e Repositório Documental . . . . . . . . . . . . . . . 62
5.2.3 Interface de Utilizador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
PR
5.3 Versão simplificada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
6 Conclusões e Trabalho Futuro 83
6.1 Conclusões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
6.2 Trabalhos Futuros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
A Lipor 85
A.1 Normas da empresa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
A.2 Árvore geral da Lipor I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
A.3 Mod. 221 - Lista de Máquinas e Equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
A.4 Ficha de Equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
A.5 Histórico de utilização das Máquinas Móveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
A.6 Quadro Geral de Manutenção do Centro de Triagem . . . . . . . . . . . . . . . . 93
A.7 Ordem de Serviço de Manutenção Preventiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
A.8 Processo de Manutenção Curativa existente- Tickets . . . . . . . . . . . . . . . . 96
B Processos Redesenhados 97
B.1 Tratar Manutenção Preventiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
B.2 Tratar Incidente/Pedido de Manutenção Curativa . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
CONTEÚDO xi
C Modelo de Dados 101
C.1 Modelo de dados referente à árvore de famílias de um equipamento . . . . . . . 101
C.2 Modelo de dados referente a equipamentos, respetiva documentação e caraterísticas 102
C.3 Modelo de dados referente a incidentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
C.4 Modelo de dados referente a OT’s e respetivos tipos . . . . . . . . . . . . . . . . 104
C.5 Modelo de dados referente a um técnico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
D Outras Interfaces de Utilizador 107
D.1 Ficha de Equipamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
D.2 Pesquisa de Ordem de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
D.3 Configuração de Tipos de Ordem de Trabalho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
D.4 Criação de Ordem de Trabalho de Manutenção Preventiva . . . . . . . . . . . . . 111
E Formulário de Registo/Lista de Tarefas da OT proposto 113
Referências 117
W
IE
EV
PR
xii CONTEÚDO
W
IE
EV
PR
Lista de Figuras
1.1 Módulos existentes no buildONE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Componentes do módulo de gestão da manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2.1 Esquema de resumo de evolução da manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2 Esquema referente aos tipos de manutenção existentes . . . . . . . . . . . . . . 10
2.3 Iceberg de custos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
W
2.4 Natureza dos custos de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.5 Exemplo de um orçamento de custos de manutenção . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.6 Exemplo de um BSC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
2.7 Exemplo da interface de utilizador do AutoWinWin . . . . . . . . . . . . . . . . 22
IE
2.8 Exemplo do ecrã para definição de Avarias ou trabalhos Preventivos e do Monitor
de Pedidos de manutenção do software PHC Manufactor . . . . . . . . . . . . . 23
2.9 Exemplo da interface de utilizador (Primavera) . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
EV
3.1 Municípios abrangidos pela Lipor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.2 Sistema integrado da gestão de resíduos da Lipor . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
3.3 Organigrama da empresa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
3.4 Metodologia seguida no projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
3.5 Árvore da família das Máquinas Móveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
PR
3.6 Árvore da família dos Equipamentos Móveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
3.7 Árvore da família das Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
3.8 Árvore da família do Ar Comprimidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
3.9 Modelo de processo do sistema de tickets existente na Lipor . . . . . . . . . . . 34
3.10 Interface de criação de um pré-ticket . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
3.11 Interface de criação de novo ticket . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
3.12 Organização utilizada na pasta relativa à DOMO . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
3.13 Excerto do Mod. 221 – Lista de Máquinas e Equipamentos . . . . . . . . . . . . 38
3.14 Exemplo de Ficha de Equipamento – Manitou 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
3.15 Exemplo de um histórico de utilização das máquinas móveis – Manitou 1 . . . . 39
3.16 Quadro Geral de Manutenção do Centro de Triagem . . . . . . . . . . . . . . . 40
3.17 Exemplo de uma Folha e Manutenção Preventiva . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
3.18 Tipos de OT’s existentes na Lipor baseadas em horas de funcionamento . . . . . 44
3.19 Tipos de OT’s existentes na Lipor baseadas em calendário . . . . . . . . . . . . . 44
3.20 Sequência de OT’s relativas à Manutenção Preventiva do Centro de Triagem . . . 45
4.1 Diagrama representativo das caraterísticas de um tipo de OT . . . . . . . . . . . 49
4.2 Exemplo de um tipo de OT que dá origem a várias OT’s diferentes . . . . . . . . 50
4.3 Diagrama representativo das caraterísticas de uma OT . . . . . . . . . . . . . . . 51
4.4 Exemplo de uma forma de incidência sobre vários equipamentos . . . . . . . . . 52
xiii
xiv LISTA DE FIGURAS
5.1 Base de dados e Repositório documental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
5.2 Diagrama da Solução 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
5.3 Diagrama da Solução 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 56
5.4 Âmbito de trabalhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
5.5 Modelo TO-BE do processo “Tratar Manutenção Preventiva” . . . . . . . . . . . 58
5.6 Fluxo de estados de uma Ordem de Trabalho de Manutenção Preventiva . . . . . 60
5.7 Modelo TO-BE do processo “Tratar Incidente/Pedido de Manutenção Curativa” . 60
5.8 Modelo de dados simplificado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
5.9 Ligação entre as entidades e o repositório documental . . . . . . . . . . . . . . . 63
5.10 Modo de funcionamento do repositório quando é criada uma nova OT de um de-
terminado tipo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
5.11 Modelo de dados referente à árvore de famílias de um equipamento . . . . . . . 64
5.12 Modelo de dados referente a equipamentos, respetiva documentação e caraterísticas 65
5.13 Modelo de dados referente a incidentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
5.14 Modelo de dados referente a OT’s e respetivos tipos . . . . . . . . . . . . . . . . 66
5.15 Modelo de dados referente a um técnico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
5.16 Caso de Uso Relatar Ocorrência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
W
5.17 Interface para relatar um incidente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
5.18 Caso de Uso Receber e Avaliar Ocorrência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
5.19 Interface para Receber e Avaliar Ocorrência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
IE
5.20 Caso de Uso Realizar Diagnóstico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
5.21 Interface para a Gestão de OT’s de um técnico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
5.22 Interface da página do incidente com formulário do diagnóstico . . . . . . . . . 72
5.23 Caso de Uso Receber e Avaliar Diagnóstico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
EV
5.24 Interface para receber e avaliar diagnóstico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
5.25 Caso de Uso Criar OT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
5.26 Interface para Criar OT de Manutenção Curativa . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
5.27 Caso de Uso Atribuir OT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
5.28 Casos de Uso Registar e Concluir OT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
PR
5.29 Interface para Registar e Concluir OT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
5.30 Caso de Uso Validar OT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
5.31 Interface de receção das OT’s concluídas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
5.32 Interface implementada para inserir equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
5.33 Modelo de dados implementado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
5.34 Interface implementada para listar equipamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
5.35 Interface implementada para criar OT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81
5.36 Interface implementada para listar OT’s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
A.1 Árvore geral da Lipor I . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88
A.2 Excerto do Mod. 221 – Lista de Máquinas e Equipamentos . . . . . . . . . . . . 89
A.3 Exemplo de Ficha de Equipamento – Manitou 1 (parte 1) . . . . . . . . . . . . . 90
A.4 Exemplo de Ficha de Equipamento – Manitou 1 (parte 2) . . . . . . . . . . . . . 91
A.5 Exemplo de um histórico de utilização das máquinas móveis – Manitou 1 . . . . 92
A.6 Quadro Geral de Manutenção do Centro de Triagem . . . . . . . . . . . . . . . 93
A.7 Exemplo de uma Folha e Manutenção Preventiva (parte 1) . . . . . . . . . . . . 94
A.8 Exemplo de uma Folha e Manutenção Preventiva (parte 2) . . . . . . . . . . . . 95
A.9 Modelo de processo do sistema de tickets existente na Lipor . . . . . . . . . . . 96
B.1 Modelo TO-BE do processo “Tratar Manutenção Preventiva” . . . . . . . . . . . 98
LISTA DE FIGURAS xv
B.2 Modelo TO-BE do processo “Tratar Incidente/Pedido de Manutenção Curativa” . 99
C.1 Modelo de dados referente à árvore de famílias de um equipamento . . . . . . . 101
C.2 Modelo de dados referente a equipamentos, respetiva documentação e caraterísticas 102
C.3 Modelo de dados referente a incidentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103
C.4 Modelo de dados referente a OT’s e respetivos tipos . . . . . . . . . . . . . . . . 104
C.5 Modelo de dados referente a um técnico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
D.1 Exemplo de uma ficha de Equipamento - Manitou 1 . . . . . . . . . . . . . . . . 108
D.2 Interface de pesquisa de OT’s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 109
D.3 Interface de configuração de um tipo de OT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110
D.4 Interface de Criação de Ordem de Trabalho de Manutenção Preventiva . . . . . . 111
E.1 Exemplo de Formulário de Registo/Lista de Tarefas da OT proposto (parte 1) . . 114
E.2 Exemplo de Formulário de Registo/Lista de Tarefas da OT proposto (parte 2) . . 115
W
IE
EV
PR
xvi LISTA DE FIGURAS
W
IE
EV
PR
Lista de Tabelas
2.1 Indicadores teóricos de manutenção e suas fórmulas respetivas . . . . . . . . . . 16
2.2 Exemplos de indicadores económicos (E), técnicos (T) e organizacionais (O) . . 18
2.3 Vantagens e desvantagens de um software de manutenção . . . . . . . . . . . . . 21
3.1 Técnicos que constituem a Equipa de Manutenção da Lipor . . . . . . . . . . . . 33
3.2 Exemplo de três equipamentos do mesmo tipo com periodicidades diferentes . . 45
W
4.1 Resumo de algumas situações possíveis de Ordens de Trabalho de Manutenção .
IE 48
EV
PR
xvii
xviii LISTA DE TABELAS
W
IE
EV
PR
Abreviaturas
BSC Balanced Score Card
BD Base de Dados
CM Custo de Manutenção
CT Centro de Triagem
CTM Custo Total de Manutenção
CMC Custo de Manutenção Corretiva
DOMO Divisão de Operações Manutenção e Obras
W
FEUP Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
HHMC Homem Hora de Manutenção Curativa
ICD Indicadores Chave de Desempenho
IMTT Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres
IE
MIEEC Mestreado Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores
MTBF Mean Time Between Failures
MTTR Mean Time to Repair
EV
MTW Mean Time Waiting
OSMP Ordem de Serviço de Manutenção Preventiva
OT Ordem de Trabalho
PDCA Plan Do Check Act
SGM Sistema de Gestão da Manutenção
PR
TFT Tempo de Funcionamento Total
THHM Total Homem Hora de Manutenção
THHMC Total Homem Hora de Manutenção Curativa
THMMCD Total Homem Hora de Manutenção Condicionada
xix
PR
EV
IE
W
Capítulo 1
Introdução
Este documento surge no âmbito da unidade curricular da Dissertação do MIEEC - Mestrado
Integrado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, e tem como objetivo apresentar o tra-
W
balho realizado durante o semestre passado na FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade
do Porto e em simultâneo com a Lipor.
Este capítulo, contém como primeiro tópico a motivação seguindo-se o enquadramento geral
IE
do problema e os objetivos traçados para o projeto.
Por fim, será apresentada a estrutura elaborada para este documento, mostrando de uma forma
muito sucinta o que se poderá encontrar em cada capítulo.
EV
1.1 Motivação
PR
Nestes últimos anos, têm-se vivido tempos difíceis devido à grave crise económica e financeira
no continente europeu, o que fez despertar a consciência de alguns gestores para os problemas ao
nível dos fatores de produção existentes no seio das suas instituições.
De repente, estes foram obrigados a fazer muito com pouco, isto é, ou reduziam e/ou elimi-
navam os desperdícios existentes nos seus meios de produção, através da otimização dos recursos
disponíveis, ou perdiam a corrida face uma concorrência cada vez mais apertada.
Num mundo cada vez mais competitivo, a manutenção e a sua respetiva gestão apresentam-se,
como um fator extremamente importante para a competitividade de uma empresa, uma vez que,
ações efetuadas a este nível têm implicações diretas nos custos, nos prazos e na qualidade dos seus
produtos. Ou seja, não basta ser tecnicamente eficaz na execução do trabalho (gastar o que for
preciso para se alcançar os objetivos), há que ser operacionalmente eficiente.
Por isso, a manutenção não pode ser dissociada de outros fatores também importantes como a
gestão das operações ou a gestão da qualidade.
A gestão da manutenção, funcionando em paralelo com todos os conceitos associados aos
fatores anteriormente referidos permite às empresas aumentar a sua competitividade e, conse-
quentemente, aproximarem-se mais dos seus principais objetivos.
1
2 Introdução
Para aplicar na prática os conceitos da gestão da manutenção, as empresas recorrem a sistemas
de gestão da manutenção. Estes seguem uma abordagem PDCA (Plan-Do-Check-Act), ou seja,
planear as ações a executar, executar as mesmas, verificar os resultados ou as consequências da sua
implementação e, posteriormente, atuar de acordo com a avaliação dos resultados, orientando-se
para a melhoria contínua.
Um sistema de gestão da manutenção é, atualmente, muito baseado em softwares que permi-
tem levar a manutenção para uma dimensão muito superior à de outros tempos. Esta evolução
traz inúmeras vantagens, contudo existem inconvenientes associados. Por isso, cabe à formação o
papel de evitar os inconvenientes.
1.2 Enquadramento
O buildONE é uma plataforma de software destinada à gestão técnica de instalações e edifícios
complexos que integra um conjunto abrangente de módulos entre os quais:
• Gestão de energia;
W
IE
• Gestão da manutenção;
• Gestão da subcontratação;
• Gestão de projetos;
EV
• Gestão documental.
PR
Figura 1.1: Módulos existentes no buildONE
Exemplos típicos de instalações em que a plataforma pode ser aplicada são hospitais, Centros
comerciais, instalações desportivas e estabelecimentos de ensino.
O buildONE tanto pode ser utilizado pelas entidades detentoras das instalações e que recorrem
a empresas externas prestadoras de serviços para a realização das intervenções de manutenção de
2o e 3o nível, como por empresas que prestam serviços de manutenção a vários clientes em regime
de subcontratação.
Reproduced with permission of copyright owner. Further reproduction prohibited without permission.