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Dermatoviroses: Diagnóstico e Tratamento

O documento apresenta um guia sobre dermatoviroses, incluindo informações sobre doenças como herpes simples, varicela, herpes-zoster, mononucleose infecciosa, e várias verrugas causadas por HPV. Para cada condição, são descritos o agente causador, manifestações clínicas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento. O texto é uma referência abrangente para o reconhecimento e manejo dessas infecções virais na dermatologia.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Dermatoviroses: Diagnóstico e Tratamento

O documento apresenta um guia sobre dermatoviroses, incluindo informações sobre doenças como herpes simples, varicela, herpes-zoster, mononucleose infecciosa, e várias verrugas causadas por HPV. Para cada condição, são descritos o agente causador, manifestações clínicas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento. O texto é uma referência abrangente para o reconhecimento e manejo dessas infecções virais na dermatologia.
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DERMATOVIROSES

DOENÇA AGENTE MANIFESTAÇÕES CLÍNICICAS DIAGNÓSTICO TRATAMENTO IMAGENS


HERPES SIMPLES Ñ HSV-1 Varia de acordo com a - história + exame PRIMOINFECÇÃO
GENITAL imunidade das lesões (IMUNOCOMPETENTE):
Criança >10a Lesões típicas: vesículas - cultura Aciclovir 200 mg 5 vezes ou
(1°) umbilicadas agrupadas como um - PCR 400 mg 3 vezes ou 5 vezes por
“cacho de uva” sobre dia de 7 a 10 dias Crianças: 15
base eritematosa -> erosões, mg/kg/dose
pústulas e crostas RECORRÊNCIA
– Lesões mucocutâneas: podem (IMUNOCOMPETENTE):
ser antecedidas por febre, Aciclovir 400 mg 3 vezes por
linfadenopatia e dor dia ou 20О mg. 5 vezes por dia
- Sintomas como prurido ou por 5 dias
queimação ou ardor podem IMUNOCOMPROMETIDO:
anteceder o quadro de vesículas Aciclovir 400 mg 3 vezes por
em horas ou dias dia ou 20О mg 5 vezes por dia
- Autolimitada 5-10 dias ou 5 a 10 mg/kg EV 8 em 8
horas até a melhora das lesões
TERAPIA SUPRESSIVA (6 ou
+ episódios/ano):
Tempo de tratamento: 4-12
meses (Aciclovir 400 mg 2
vezes por dia)
ECZEMA HERPÉTICO:
Aciclovir 15 mg/kg (máximo
400 mg) 3-5 vezes por dia por 7
a 14 dias Considerar IV se
generalizada
VARICELA OU Vírus varicela- - Pródromo: febre, cefaleia, mal- - História + Cuidados com higiene das
CATAPORA zoster ou HHV- estar e dor abdominal Exame físico lesões com banhos e soluções
3 – Início das lesões: face e couro - PCR adstringentes
cabeludo evoluindo para tronco tópicas
Criança <10a e extremidades (descendente) – Evitar coçaduras
– Máculo-pápulas eritematosas e – Sintomáticos para os
pruriginosas -> vesículas -> pródromos
crostas – Aciclovir > 2 a e adultos:
– LESÕES CUTÂNEAS EM Início em até 24 h do
VÁRIOS ESTÁGIOS DE surgimento das lesões até 72 h.
EVOLUÇÃO Para adultos é sempre
– Em geral, cura após 7-10 dias recomendado.
– Complicação + comum das Aciclovir
lesões cutâneas: infecção <12 anos:
bacteriana secundária Aciclovir 20 mg/kg IV 8 em 8
horas por 7 a 10 dias
>16 anos:
Aciclovir 800 mg VO 5 vezes
por dia por 5 a 7 dias
HERPES-ZOSTER OU Reativação do - neuralgia que antecede as - História + – Sintomáticos para dor. Por
COBREIRO vírus varicela- lesões em 1-5 dias Exame físico vezes precisa incluir opioides
zoster ou HHV- - Lesões: vesículas agrupadas - PCR – Aciclovir IV: doença grave,
3 em uma base eritematosa. Segue acometimento do SNC, doença
a distribuição do dermátomo. disseminada ou
Idosos>60a Não ultrapassa a linha média imunocomprometidos
- Complicações: neuralgia pós- – Acometimento ocular e
herpética (dor persiste por > 3 auditivo: Obrigatório oftalmo e
meses após resolver as lesões). otorrino
Em geral, dor resistente aos – Vacina e imunoglobulina
analgésicos habituais. Aciclovir
– Sd de Ramsay-Hunt: lesões no <12 anos:
canal auditivo, língua e/ou Aciclovir 20 mg/kg IV 8 em 8
palato duro. horas por 7 a 10 dias
- Paralisia facial ipsilateral, >16 anos:
reativação do gânglio Aciclovir 800 mg VO 5 vezes
geniculado (do nervo facial e do por dia por 5 a 7 dias
auditivo ipsilateral)
– Sd de Hutchinson: ramo
oftálmico
– pp quando vesículas na ponta
do nariz – indicam
envolvimento do gânglio
nasociliar. Atenção para o
acometimento ocular
MONONUCLEOSE HVV-4 Vírus - Tríade: febre, faringite e - História +
INFECCIOSA OU Epstein-Barr Exame físico
DOENÇA DO BEIJO
linfadenomegalia
- Pode ter hepato e - PCR
esplenomegalia (não precisa ser
simultânea)
- Exsudação faríngea cinza-
esbranquiçada e petéquias no
palato mole
– Erupção morbiliforme no
tronco e mmss, pode
disseminar para face e mmii,
duração média de 7 dias
- Comum: rash maculopapular
pruriginoso devido a
administração de ampicilina,
cefalosporina, penicilina ou
amoxicilina. Inicio após 7-10
dias do antibiótico que sofre
uma descamação após 7 dias
ACRODERMATITE HVV-4 Vírus - Crianças 2-6 anos Clínico Tratamento: sem tto específico
PAPULOSA INFANTIL Epstein-Barr - Início abrupto de pápulas ou - Anti-histamínicos VO ou
(SD. DE GIANOTTI-
CROSTI) seropápulas múltiplas róseas ou antipruriginosos tópicos
eritematoacastanhadas
distribuídas de forma simétrica
na face, nádegas e
extremidades (pp face extensora.
Em geral, poupa região
palmoplantar e mucosas
CITOMEGALOVÍRUS CMV Infecção aguda: pode Suspeita clínica + Tratamento:
manifestar-se semelhantes à confirmação com – qd agudo em
mononucleose infecciosa exames imunocompetentes: apenas
– Erupção laboratoriais: suporte
maculopapular/morbiliforme, sorologias – imunossuprimidos:
petéquias, púrpuras, erupção específicas, Ganciclovir e Valganciclovir
induzida cultura e análise – Congênita: mesmas drogas
por ampicilina, urticária e
histopatológico:
eritema nodoso
achados de cells
Infecção congênita:
em olho de
– uma das pps causa infecciosa
coruja –
de surdez congênita e retardo
patognomônico
mental e faz parte da Sd.
da infecção
TORCH. Pode ser assintomática
ao nascimento
EXANTEMA SÚBITO HHV-6 - Infecção adquirida na infância Diagnóstico Tratamento: antipiréticos,
OU ROSÉOLA (6 m – 3 a). clínico hidratação e cuidados com a
INFANTUM OU
SEXTA DOENÇA - Pico de incidência entre 6-12 - Diagnóstico higiene
m diferencial:
- Transmissão: via oral ( saliva doenças que
ou chupetas) causam febre e
- Febre alta com duração de 3-5 rash: rubéola,
dias -> quando essa -> exantema escarlatina,
súbito (logo após a febre ou sarampo
alguns dias depois – 3d)
- Máculas ou pápulas róseas não
descamativas e não pruriginosas.
Início no tronco e no pescoço ->
face e membros
- Dura 1-2 dias e não deixa
sequelas. OBS:
DESAPARECEM A
DIGITOPRESSÃO
- Manchas de Nagayama:
pápulas eritematosas no palato
mole/úvula
- Pode ter diarreia,
linfadenopatia, edema palpebral.
VERRUGA VULGAR HPV Pápulas ou placas –Dermatoscopia:
- Resolução hiperceratósicas – + frequente pontos
espontânea (2 em áreas de trauma: dedo e face eritematosos ou
anos) dorsal das mãos , pés, joelhos e pretos
- Contágio por cotovelos – Verrugas filiformes: (correspondendo
contato podem ocorrer em áreas a capilares
interpessoal ou periorificiais da face – Verruga dialatados e/ou
indireto do açougueiro: ocorre em trombosados)
pessoas que processam carnes e
Genótipo 1 e 2 peixes: lesões extensas nos
dedos e periungueais
relacionadas ao HPV 7

VERRUGA PLANA HPV – Pápulas cor da pele ou Exame – número de lesões, localização,
discretamente hipercrômica ou dermatológico: tolerância a dor, risco de
rósea, pouco elevada, pontos cicatriz, experiência
achatadas eritematosos ou do profissional e custo
– Face, dorso das mãos e pés e pretos – Ácido salicílico + ácido lático
nos braços (correspondendo – ATA para lesões genitais
– Crianças e mulheres adultas a capilares – Crioterapia: verrugas cutânea
– Fenômeno de Koebner: dialatados e/ou – Tratamento cirúrgico:
surgimento de verrugas em trombosados) curetagem manual + ECT ou
trajeto linear, devido a pequenos típicos das lesões exérese convencional para
traumas e escoriaçõe por HPV – lesões resistentes e localizadas
Anatomopatológi – Laser : Pulsed Dye Laser 585
co, tipagem viral nm
ou outros – Terapia fotodinâmica
complementares:
casos duvidosos
ou para excluir
displasias ou
malignidade
VERRUGA PLANTAR HPV – Raro em < 5 a Tratamento:
– Pápulas espessas, com bordas – 5-fluoracial: em creme a 5%
discretamente elevadas e centro por 4-12 semanas
deprimido com capilares – Bleomicina: intralesional nas
trombosados: “Olho de peixe” verrugas. Muito doloroso e
– Clavus: lesões lisas, produz necrose na região
circunscritas e pouco dolorosas aplicada
– Mosaico: múltiplas e – Retinoides: tretinoína e
superficiais, coalescem adapaleno nas verrugas
formando palcas planas/isotretinoína e acitretina
– Mirmécia: lesões endofíticas e VO em imunodeprimidos com
penetrante. Importante quadros graver de verrugas
desconforto ao caminhar disseminadas
– Imiquimode: verrugas
anogenitais e nas verrugas
cutênas não genitais
persistentes. Em creme a 5%
– Sulfato de Zinco: sem estudos
consistentes na literatura e sem
mecanismo de
ação bem estabelecido.
Tratamento tópico 5-20% e
suplementação oral
– Difenciprone
– Imunoterapia intralesional
VERRUGAS ORAIS HPV – VV podem contaminar os
lábios a partir do hábito de
sucção dos dedos ou por
onicofagia
– Podem se tornar verrucosa na
língua e palato duro
– HPV 6 e 11 quando
transmissão sexual
– Doença de Heck (hiperplasia
epitelial focal): múltiplas
pápulas na mucosa oral - HPV
13 E 32
- Comum em esquimós e índios
da América do Norte
CONDILOMA HPV Verrugas anogenitais
ACUMINADO – Papilomas ou verrugas
acuminadas: normocrômicas,
acastanhadas ou
esbranquiçadas, sésseis,
superfície lisa e exofíticas
– Sem aspecto queratinizado
– Genitália externa, períneo,
região perianal, prega inguinal e
monte pubiano
– HPV 6 e 11
PAPULOSE HPV 16 e 18 – Múltiplas pápulas ou placas
BOWENOIDE confluentes e pigmentadas
(marrom-avermelhadas)
– Genitália externa, períneo e
região perianal
– Adultos jovens com vida
sexual
ativa
– HP: alto grau de lesão
intraepitelial ou CEC in situ
ERITROPLASIA DE HPV 16 e 18 – Placa eritematosa bem
QUEYRAT delimitada e aveludada na
pele glabra do pênis e da vulva
– CEC in situ
– Considerar biópsia em lesões
erosadas, sangrantes,
pigmentadas e sem melhora
com tratamento
SD. MÃO-PÉ-BOCA Coxsackie A16 - Pródromos: 12-36 hs de febre,
e o Enterovírus mialgia, mal-estar, tosse,
71 inapetência, dor abdominal
- Após 1-2 dias do início da
febre -> lesões dolorosas na
cavidade oral, língua, palato,
mucosa jugal e pilares tonsilares
anteriores
- Vesícula na cavidade oral:
úlcera dolorosa (resolve em 5-7
dias) -> depois
- Vesículas com eritema
adjacente não pruriginosas em
mãos e pés, podem ser dolorosas
(resolve em 7-10 dias)
- Complicações pouco comuns:
Sd. Cardiopulmonar
(miocardite), neurológico
(meningoencefalite) e
onicomadese até 4 semanas
depois
SARAMPO RNA vírus 3 estágios: achados clínicos + - cuidados de suporte, sem
membro da 1) Período prodrômico com epidemiológicos. terapia antiviral específica. Em
família febre, tosse, coriza, conjuntivite complicações bacterianas usar
Paramyxovirid não purulenta, Padrão-ouro: antibiótico
ae aumento dos linfonodos, IGM + após 3 IMUNOGLOBULINA:
fotofobia dias do início do profilaxia pós exposição até 6
1) Manchas de Koplik: exantema dias após o contato inicial para <
manchas brancas com halo 12 meses, gestante sem
eritematoso na mucosa oral evidência de imunidade e
(sinais patognomônicos) – dura imunocomprometidos
até 72 h Importante a vacinação **
2) Exantema maculopapular, 2-4
dias após início da febre, com
distribuição cefalocaudal de
início na região retroauricular e
na face. Duração 5-6 dias
Qds + graves: petéquias,
podendo parecer hemorrárgico
3) Descamação furfurácea e as
manchas desaparecem na mesma
ordem que surgiram
- Complicações na fase aguda:
encefalite, pneumonia
intersticial (pp causa de morte
em criança), miocardite
- Complicação tardia: rara no
SNC: pan-encefalite subaguda
esclerosante
- Complicação bacteriana:
suspeitar quando retorno de
febre no final da fase
exantemática: pneumonia, otite
e gastroenterite
RUBÉOLA RNA pertence à Transmissão: gotículas de suspeita clínica Tratamento: sintomático e de
família secreções nasofaríngeas de deve ser suporte. Sem terapia antiviral
Togaviridae pessoas infectadas, confirmada com eficaz
transmitem 5-7 dias antes e até 7 sorologia Importante a Vacinação**
dias após o início do exantema (elevação IGM
■ Afastar crianças das atividades específica ou IGG
escolares por 7 dias após o específica maior
início do rash. ou igual a 4 x em
■ Clínica: intervalo de 2
– Pródromos inespecíficos de semanas)
febre baixa, tosse, artralgia e ■ PCR secreções
sintomas nasofaríngeas e na
respiratórios altos urina
– Exantema maculopapuloso, ■ Diagnóstico da
eritema discreto, início na face e doença congênita:
progressão para cultura viral da
tronco e extremidades nas nasofaringe e
primeiras 24 hs depois do 5 mês
– Rash discreto e regride em 2-3 de
dias sem descamação, diferente vida: sorologia
do sarampo
– Linfadenopatia pós-auricular e
suboccipital dolorosa
– Máculas petequiais no palato
mole (manchas de
Forchheimer) e conjuntivite
ERITEMA Parvovírus B19 Quando surge o rash a viremia Diagnóstico: Tratamento: sintomático e
INFECCIOSO já passou características suporte.
■ Exantema é caracterizado clínicas. Sem terapia antiviral específica.
como “face esbofeteada” Sorologia: casos
devido ao eritema macular nas atípicos
bochechas, ou severos
poupando região perioral e crista
nasal
■ No segundo estágio, 1-4 dias
depois, surgem máculas e
pápulas eritematosas com
aspecto
rendilhado pp nos membros e
menos no tronco
■ O exantema tem caráter
evanescente com recorrência
após a exposição solar e calor,
dura de 1-3
semanas
MOLUSCO Pápulas róseas 1-10 mm, Clínico (história + Imiquimode, retinóide tópico,
CONTAGIOSO indolores, com umbilicação avaliação do crioterapia, curetagem
central, em geral múltiplas aspecto das
■ Pode acometer mucosas lesões)
■ Lesões genitais em crianças Dermatoscopia:
podem sugerir abuso sexual estrutura
■ Rara em palma e planta branco-
amarelada
central e vasos
ao redor da lesão
(vasos em coroa)
RUBÉOLA

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