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Lendas do Folclore Brasileiro: Mitos e Histórias

O documento apresenta várias lendas do folclore brasileiro, incluindo personagens como Saci Pererê, Gralha-Azul, Curupira, Iara, Chico Rei, Mula sem Cabeça, Pai do Mato, Lobisomem, Cidade Encantada, Cuca, Vitória-Régia e Boto-cor-de-rosa. Cada lenda possui características únicas e ensina lições sobre a natureza, moralidade e cultura. Essas histórias refletem a rica tradição oral e a diversidade cultural do Brasil.

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Lendas do Folclore Brasileiro: Mitos e Histórias

O documento apresenta várias lendas do folclore brasileiro, incluindo personagens como Saci Pererê, Gralha-Azul, Curupira, Iara, Chico Rei, Mula sem Cabeça, Pai do Mato, Lobisomem, Cidade Encantada, Cuca, Vitória-Régia e Boto-cor-de-rosa. Cada lenda possui características únicas e ensina lições sobre a natureza, moralidade e cultura. Essas histórias refletem a rica tradição oral e a diversidade cultural do Brasil.

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Saci Pererê

A lenda do Saci Pererê fala sobre esse ser mítico, baixinho, negro e com uma perna só, que
vive pulando rapidamente pelas floresta com seu capuz vermelho.
O Saci é muito brincalhão, agitado e travesso. Sempre faz travessuras por onde passa: gosta
de bagunçar a crina dos cavalos durante a noite, dando nós e fazendo tranças. Esses são
sinais de que o Saci passou por ali.
Ele também tem o costume de entrar nas casas para pregar peças nas pessoas. Pode queimar
as comidas que estão no fogão, ou fazer objetos desaparecerem. Às vezes até apaga velas e
luzes.
O Saci cria um redemoinho quando passa rápido por um lugar, levantando folhas e sujeira. A
lenda do Saci conta que é possível capturá-lo lançando uma peneira no meio do redemoinho.
Depois, é preciso retirar o seu gorro e colocá-lo dentro de uma garrafa para não escapar.

Gralha-Azul
A lenda da Gralha-Azul teve origem no estado do Paraná, na região sul do Brasil. Conta-se que
uma gralha recebeu da Mãe Natureza um pinhão para matar sua fome. A ave, que ficou muito
feliz e satisfeita com o alimento, comeu metade do pinhão e enterrou a outra para se
alimentar depois, mas se esqueceu onde havia escondido o restante do fruto.
Algum tempo depois a gralha percebeu que um lindo pinheiro começou a brotar na floresta e
decidiu cuidar dele. Conforme foi crescendo, o pinheiro começou a dar frutos com os quais a
ave continuou a se alimentar para saciar sua fome. Assim como da primeira vez em que
recebeu um pinhão da Mãe Natureza, a gralha comia uma parte do fruto e enterrava o
restante, sempre se esquecendo de onde havia escondido o alimento.
Dessa forma, a gralha plantou uma floresta inteira de araucárias pela região sul. Como
recompensa por sua bela atitude, a Mãe Natureza decidiu modificar a cor do pássaro que
antes era pardo, deixando-o com a coloração azul. Com isso, a Gralha-Azul se tornou uma
belíssima ave que se diferencia de todas as outras da floresta.

Curupira
O Curupira é um personagem do folclore conhecido por proteger as florestas. Sua lenda tem
origem nas histórias de povos indígenas, sendo muito famosa no Norte do Brasil.
Segundo a lenda, o Curupira é um menino baixinho de cabelos vermelhos, cuja característica
principal são os pés virados para trás, que servem para enganar invasores que erram o
caminho ao seguir suas pegadas na floresta. Os indígenas acreditavam que o curupira
aterrorizava aqueles que entravam na floresta para caçar ou derrubar árvores.
Uma forma do Curupira atormentar os caçadores é assoviar sem parar. Para fugir dele, é
preciso dar um nó em um pedaço de cipó. Agora, achar o Curupira por conta própria na
floresta é quase impossível, já seus pés ao contrário sempre enganam sobre seu caminho.
Sereia Iara

A história da Iara, também conhecida como Lenda da Mãe d’Água, é outro exemplo de lenda
do folclore com origem indígena. Iara ou Yara, do indígena Iuara, significa “aquela que mora
nas águas”. Ela é metade peixe e metade mulher: da cintura para baixo tem uma cauda de
peixe, e da cintura para cima tem o corpo de mulher.

A linda sereia costuma tomar banho nos rios e cantar uma melodia irresistível. Os homens
que a veem não conseguem resistir ao seu encanto e pulam dentro do rio. Ela tem o poder de
cegar quem a admira e levar os homens atraídos por ela para o fundo do rio.
Segundo a lenda, Iara era uma índia guerreira, trabalhadora e corajosa. Recebia muitos
elogios do seu pai que era pajé, e consequentemente despertava a inveja de alguns da tribo,
especialmente de seus irmãos homens.
Certa noite, quando Iara dormia, ouviu seus irmãos entrando em sua cabana com a intenção
de matá-la. A guerreira se defendeu e acabou os matando. Iara fugiu pelas matas com medo
do pai, que a encontrou e, como punição, ela foi jogada no encontro do rio Negro com
Solimões. Os peixes trouxeram o corpo de Iara à superfície e então, sob o reflexo da lua cheia,
ela se transformou em sereia.

Chico Rei
A lenda do Chico Rei surgiu na cidade de Ouro Preto, no estado de Minas Gerais. Conta-se na
região que Chico era rei em uma aldeia no Congo e foi trazido para o Brasil contra sua
vontade para trabalhar como escravo nas minas de ouro.
Depois de trabalhar muitos anos nas minas de Ouro Preto, Chico juntou uma grande quantia
de dinheiro para comprar sua liberdade e também sua própria mina de ouro. Por meio das
pedras preciosas de sua mina, Chico ganhou muito dinheiro e conseguiu libertar diversos
escravos.
Dessa forma, Chico também se tornou rei no Brasil por sua história de determinação e luta
para ajudar os escravos da época.

Mula sem Cabeça


A lenda da Mula sem Cabeça tem origem europeia e foi trazida ao Brasil pelos Portugueses
durante a colonização. Acredita-se que ela fazia parte de um esforço para reforçar os valores
morais da época.
A Mula sem Cabeça é uma mula marrom que, em lugar da cabeça, tem uma tocha de fogo.
Segundo a lenda, ela corre em disparada pelas matas e relincha tão alto que se ouve a muitos
metros de distância.
No folclore, a Mula sem Cabeça é uma figura amaldiçoada, em forma de punição a mulheres
que se relacionassem com padres. A lenda tradicional diz que a mulher com essa maldição se
transforma em mula na passagem da quinta-feira para a sexta-feira e só retorna à sua forma
humana quando o galo canta três vezes. Enquanto está na forma de Mula sem Cabeça, ela
tem um relincho que é confundido com um lamento de dor.

Pai do Mato
Muito conhecida no estado de Goiás, na região centro-oeste do país, a lenda do Pai do Mato
conta a história de um ser folclórico que protege os animais.
O Pai do Mato é meio homem e meio bicho, pois possui cabelos longos, unhas grandes,
dentes afiados e patas de bode. Mesmo com a aparência diferente, o Pai do Mato é conhecido
como um ser que cuida dos animais e ataca somente as pessoas que querem fazer mal aos
bichos que vivem na floresta.
Todas as noites ele sai pelas matas montado em seu porco-do-mato para conferir se todos os
animais estão em segurança.

Lobisomem
A lenda do lobisomem tem diferentes versões no mundo todo, e sua origem também é
europeia. No folclore brasileiro, o Lobisomem é um homem que se transforma em lobo em
noites de lua cheia.
Segundo a lenda brasileira, quando uma mãe tem 7 filhas e por último, um filho, esse será um
lobisomem. Uma vez transformado em lobisomem na noite de lua cheia, sai à procura de
vítimas. A cultura popular difundiu a ideia de que o lobisomem é vulnerável somente à bala
de prata ou a objetos cortantes feitos também de prata. Assim, essas seriam as únicas formas
de matá-lo.

No Norte do Brasil, a lobisomem seria o homem que tivesse a saúde debilitada com anemia.
Uma vez transformado, se alimenta do sangue de outros humanos para compensar a pobre
dieta como um deles. No Sul, por sua vez, o fato que transforma o homem em lobisomem
seria o incesto.

Cidade Encantada
A lenda da Cidade Encantada surgiu na praia de Jericoacoara, no estado do Ceará, e conta a
história da princesa Carolina. Ela vivia junto com seus pais em uma cidade feita de areia
dourada e água do mar.
Certo dia, enquanto se divertia brincando pela areia, a princesa Carolina viu uma passagem
entre as pedras e, quando se aproximou, uma bruxa terrível a transformou em uma serpente.
Após alguns anos, duas crianças que brincavam na praia ouviram um canto triste e
descobriram que era a princesa Carolina que se lamentava pelo que havia acontecido. Juntas,
as crianças livraram a jovem do feitiço e a ajudaram a voltar a sua forma humana.
Depois de ter sido salva, a princesa retornou para casa e a cidade encantada foi coberta pela
areia da praia se tornando um paraíso subterrâneo.

Cuca
A Cuca é conhecida popularmente como uma bruxa velha e feia, que tem cabeça de jacaré e
que rouba as crianças desobedientes. Essa personagem do folclore brasileiro se originou
através de outra lenda: a Coca, um dragão comedor de crianças desobedientes que fica à
espreita nos telhados das casas, uma tradição trazida para o Brasil pelos portugueses.
Diz a lenda que a Cuca rouba as crianças que desobedecem seus pais. Ela só dorme uma
noite a cada 7 anos, então os pais usam a lenda para dizer às crianças que se elas não
dormirem na hora certa, a Cuca virá para pegá-las.
A Cuca ficou ainda mais famosa ao aparecer como personagem nos livros do Sítio do Picapau
Amarelo de Monteiro Lobato e na série de televisão inspirada nas obras.

Vitória-Régia
A lenda Vitória-Régia é bastante conhecida na região norte do Brasil e conta a história de
Naiá: uma menina que desejava muito se aproximar da lua, que também é chamada de Jaci
por alguns povos indígenas.
Certa noite Naiá viu o reflexo da lua nas águas do rio e pensou que Jaci estava se banhando.
Decidida a se aproximar da lua, a jovem mergulhou no rio e desapareceu. Foi então que Jaci
decidiu transformar Naiá em uma bela flor chamada estrela das águas, pois sabia da
admiração que a jovem tinha por ela.
Dessa forma, nasceu a Vitória-Régia, uma planta aquática que possui uma das flores mais
belas do mundo e é capaz de atingir até dois metros e meio de diâmetro com suas folhas
circulares.

Boto-cor-de-rosa
A lenda do Boto-cor-de-rosa teve origem na região amazônia, onde vive essa espécie típica do
Brasil. Segundo a cultura popular, o boto sai dos rios e se transforma em um jovem belo e
elegante nas noites de lua cheia. Normalmente ele aparece nas festividades de junho e
frequenta as Festas Juninas da região.
O boto se veste de branco e usa um grande chapéu para esconder suas narinas, pois sua
transformação não ocorre por completo. Galã e conquistador, o boto escolhe uma moça
solteira da festa e a leva para o fundo do rio. Na manhã seguinte ele se transforma em boto
novamente, por isso a Lenda do Boto é utilizada muitas vezes para explicar uma gravidez fora
do casamento.

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