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Níveis de Planificação do PEA: Guia Prático

O documento aborda os Níveis de Planificação do PEA, destacando a importância do planejamento no processo de ensino-aprendizagem. Ele descreve os níveis de planificação, incluindo o central e o do professor, além de detalhar as etapas de planejamento a longo, médio e curto prazo. O texto enfatiza que o planejamento deve ser flexível e adaptável às necessidades dos alunos e do contexto educacional.
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Níveis de Planificação do PEA: Guia Prático

O documento aborda os Níveis de Planificação do PEA, destacando a importância do planejamento no processo de ensino-aprendizagem. Ele descreve os níveis de planificação, incluindo o central e o do professor, além de detalhar as etapas de planejamento a longo, médio e curto prazo. O texto enfatiza que o planejamento deve ser flexível e adaptável às necessidades dos alunos e do contexto educacional.
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Índice
Introdução......................................................................................................................3

Objectivo geral...............................................................................................................3

Objectivos específicos...................................................................................................4

Planificação no PEA......................................................................................................4

Níveis de Planificação do PEA......................................................................................4

Nível Central..................................................................................................................5

Nível do Professor.........................................................................................................5

Longo Prazo (Macro -Planificação)...............................................................................5

Médio Prazo (Meso-Planificação).................................................................................6

Curto Prazo (Micro-Planificação)..................................................................................6

Níveis de Planificação Escolar Segundo Piletti.............................................................7

Condições Concretas na Planificação e Realização do PEA.........................................8

Bibliografia..................................................................................................................11
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Introdução
O presente trabalho tem como tema: Níveis de Planificação do PEA. Diante o
processo de mudança paradigmática no processo de ensino aprendizagem contexto
ensino, principalmente, no que se refere ao modo como se aprende e ensina, os docentes
devem se atentar para a importância do planejamento de aulas e consequentemente aos
processos avaliativos. Logo, devem estar preparados para acrescentar ou mesmo
readaptar o planejamento retomando objectivos inicias, possibilitando nessa actividade,
uma reflexão de sua prática pedagógica.

A prática do ensino do ensino mostra que o que acontece na escola como


experiências da aprendizagem faz parte do currículo previsto para esse nível, classe ou
tipo de ensino. O professor, na sua planificação, desempenha, nesse sentido, o papel de
quem operacionaliza e concretiza no terreno uma planificação anteriormente feita à
níveis acima dele. Isto, em parte orienta o professor, mas ao mesmo tempo, como vimos
anteriormente, nenhum plano do PEA pode considerar-se uma preposição rígida,
acabada, o que faz com que, da sua parte, o professor planifique, à sua maneira, as suas
aulas.

Objectivo geral
 Compreender o significado dos Níveis de Planificação do PEA

Objectivos específicos
 Especificar o que se faz ao nível de planificação central do PEA
 Explicar em que consiste a planificação ao nível do professor
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Planificação no PEA
De acordo com LIBÂNEO (2008, p.221), planificação é uma tarefa docente que
inclui previsões das actividades didácticas em termos da sua organização e coordenação
em face dos objectivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do
processo de ensino. Na outra vertente, considera-se a planificação como um meio para
se programar as acções docentes, mas é também um momento de pesquisa e reflexão
intimamente ligado a avaliação (NIVAGARA, s/d, p.218).

Níveis de Planificação do PEA


Na perspectiva de Nivagara (s/d, p.232), a planificação do PEA realiza-se em
dois níveis fundamentais: nível central e nível de planificação pelo professor, passando
por um nível intermediário, o da planificação pela escola. No entanto, Libâneo define a
planificação tendo em conta os três níveis: Macro, Meso e Micro planificação.

Os dois autores estabelecem uma relação entre si na medida em que Nivagara


aglutina no nível central a planificação a longo e médio prazo, mantendo o nível do
professor a que Libâneo apelidou de planificação a curto prazo.

Nível Central
Neste nível faz-se a planificação curricular a nível da nação que abrange a todos
os níveis e graus de ensino-aprendizagem e, na base disso, procede-se a definição do
perfil de saída do nível, grau, curso, disciplina, ano, a partir do qual se faz:

a) A definição dos objectivos gerais, conteúdos e métodos;

b) A distribuição destes pelos anos, semestres ou trimestre e pelas unidades do


PEA;

c) Elaboração dos programas detalhados por disciplina.

Com base nos programas detalhados elabora-se o livro dos alunos, o manual do
professor e outros meios de ensino-aprendizagem.

Nível do Professor
A planificação do professor começa juntamente com os outros colegas, com a
elaboração do plano anual da disciplina (Dosificação), na qual o grupo de disciplina ou
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de classe faz a distribuição das unidades do ensino, e além de outras que merecem
destaque na planificação anual ou semestral. Em seguida o professor individualmente ou
em grupo elabora o seu plano de aula, ou seja, a previsão do desenvolvimento de
conteúdos para uma aula ou um conjunto de aulas, tendo em conta um carácter bastante
específicos em termo de temas (conteúdo), métodos e técnicas de ensino, objectivos e
meios; isto é, das condições concretas que se realiza o ensino-aprendizagem.

Ao iniciar um ano lectivo é importante perspectivar o PEA a desenvolver ao


longo do ano. Para isso, antes das aulas a primeira preocupação do professor, deve
consistir em delimitar globalmente acção a ser aprendida ao longo de todo o ano
escolar, isto é, elaborar a planificação a longo prazo. No desenrolar do ano lectivo é
necessário elaborar plano a médio prazo e a curto prazo.

Longo Prazo (Macro -Planificação)


A planificação a longo prazo engloba os seguintes aspectos: reunir documentos,
tais como programas de ensino, planificação do ano anterior e livros; Marcar as férias,
feriados e momento de reuniões intercalares; Calcular o número de aulas disponíveis ao
longo do ano; Analisar cuidadosamente os textos do programa; Organizar e ordenar
conteúdos em blocos unidades de ensino de modo que cada bloco constitua um todo
coerente de aprendizagem a realizar, definindo os objectivos gerais que deverão ser
alcançados; Distribuir o tempo disponível pelas diversas unidades temáticas.

Médio Prazo (Meso-Planificação)


A planificação a médio prazo consiste em planificar uma unidade de ensino,
percorrendo os seguintes aspectos:

 Identificação e ordenação dos conteúdos;

 Definição dos objectivos correspondentes aos conteúdos;

 Identificação dos pré-requisitos necessários a aprendizagem a desenvolver e de


novos conceitos;
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 Definição das estratégias a implementar mais adequadas à situação pedagógica e


aos objectivos a atingir, Identificação dos materiais e dos recursos físicos e
humanos existentes;

 Definição dos modos ou técnicas de avaliação;

 Distribuição das aulas pelos diferentes conteúdos.

Curto Prazo (Micro-Planificação)


Planificação a curto prazo consiste na planificação de cada aula, onde se define
todos os pormenores essenciais à sua docência tais como:

 Sumário;

 Novos conceitos a serem leccionados;

 Objectivos que os alunos deverão atingir;

 Estratégias;

 Materiais necessários a aula;

 Linguagem específica a utilizar.

Níveis de Planificação Escolar Segundo Piletti


Por seu turno, PILETTI (1994:59), fala de panejamento educacional, panejamento de
currículo e panejamento de ensino.

 O panejamento educacional, segundo este autor, consiste na tomada de


decisões sobre a educação no conjunto do desenvolvimento geral do país. A
elaboração desses planos requer a proposição de objectivos a longo prazo que
definam uma política de educação;
 O panejamento de currículo é elaborada por cada instituição superior com a
participação de todos aqueles que, directa ou indirectamente, estão ligados a
dinâmica do processo educativo;
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 O panejamento de ensino consiste em traduzir em termos mais concretos e


operacionais o que o docente fará na sala de aula, para conduzir os alunos a
alcançar os objectivos educacionais propostos).

Este autor diz que uma panejamento de ensino deve:

 Prever objectivos específicos estabelecidos a partir de objectivos educacionais,


conhecimentos a serem adquiridos pelos alunos no sentido determinado pelos
alunos;

 Deve prever procedimentos e recursos de ensino que estimulem as actividades


de aprendizagem;

 Deve prever procedimentos de avaliação que possibilitem avaliar até que ponto
os objectivos foram alcançados.

Para este autor, o docente precisa saber a quem leccionar (o tipo de aluno a que visa o
ensino), por que leccionar (de acordo com os objectivos da educação e da escola), o que
leccionar (o conteúdo a ser leccionado deve estar de acordo com o curso), como
leccionar (de acordo com os recursos didácticos que o professor tem de utilizar para
alcançar os objectivos) e como verificar e avaliar a aprendizagem (refere-se a maneira
de recolher dados a respeito da aprendizagem dos educandos e como avalia-los, a fim de
saber se o ensino está surtindo os efeitos esperados, se está adequado a quem se
destina).

O planejamento em nível de educação superior deve ser estruturado observando os


aspectos acima destacados e a função que compete à instituição, ou seja, desenvolver
capacidades de apropriação e produção do conhecimento, que capacite o aluno para sua
inserção no mundo do trabalho, instrumentalizando-o para reconhecer as demandas do
mercado e desenvolver um projeto de vida apoiado em valores éticos e de compromisso
social.

Condições Concretas na Planificação e Realização do PEA


Para planificar é necessário ter em conta os seguintes requisitos ou condições:
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 As condições prévias dos alunos para aprendizagem ou conhecer o perfil dos


alunos, que proporcionam saber a partir donde se vai ensinar, ou seja, quais os
pré-requisitos mínimos que os alunos devem ter para estar em condições de
iniciar o estudo de uma determinada unidade lectiva;

 Exigência dos planos e programas oficiais, garantem a implementação do


processo de ensino aprendizagem, ou seja, permitem identificar os métodos,
técnicas e estratégias de ensino que serão utilizados;

 Objectivos e tarefas, pretende-se saber que resultados a obter no final da unidade


didáctica ou ano lectivo, utilizando instrumentos de avaliação previamente
preparados em função dos objectivos de ensino aprendizagem;

 Princípios e condições do processo de transmissão e assimilação activa dos


conteúdos são os recursos disponíveis, ou seja, materiais e equipamento.
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Considerações Finais

A educação, a escola e o ensino são os grandes meios que o homem busca para
poder realizar o seu projecto de vida. Portanto, cabe à escola e aos professores o dever
de planejar a sua acção educativa para construir o seu bem viver, o papel fundamental
da escola para a sociedade por “introduzir as crianças e jovens no mundo da cultura e do
trabalho; tal objectivo social não surge espontaneamente na experiência das crianças e
jovens, mas supõe as perspectivas traçadas pela sociedade e um controle por parte do
professor, é necessário relembrar que planejamento deve favorecer os principais
envolvidos a quem se destina, professor e aluno, “através de uma acção consciente e
responsável, desconsiderando a noção de planejamento como uma receita pronta, pois
cada comunidade como também, a sala de aula são uma realidades diferentes, com
problemas e soluções diferentes.

Estas contribuições fazem do planejamento um instrumento tão importante


quanto outros, que tem finalidades iguais ou semelhantes. Sendo assim parece correto
afirmar que o planejamento é um factor contribuinte para a melhoria no processo de
ensino e aprendizagem, entretanto, não resolve todos os problemas da escola.
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Bibliografia
LIBÂNEO, José Carlos. Didáctica, São Paulo, Cortez Editora, 2008.

NIVAGARA, D. Daniel, Didáctica Geral. Aprender a ensinar. Ensino a distância, UP-


Maputo s/d.

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