Doenças do Pericárdio: Pericardite Aguda
Doenças do Pericárdio: Pericardite Aguda
CLÍNICA MÉDICA I
DOENÇAS DO PERICÁRDIO
1
SUMÁRIO
DOENÇAS DO PERICÁRDIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
1. Fisiopatologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2. Pericardite aguda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
2.1. Etiologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
4. Pericardite constritiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
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DOENÇAS DO PERICÁRDIO
importância/prevalência
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Doenças do pericárdio Cardiologia
O pericárdio é o tecido formado por duas lâminas Quadro 1. Principais etiologias de pericardite.
(visceral e parietal) que recobre o coração e a região Causa Descrição
proximal dos grandes vasos. Essas lâminas delimi-
• Viral: coxsackie, herpes, EBV, CMV,
tam um espaço virtual, que contém, em condições
influenza, dengue
normais, uma quantidade desprezível de ultrafiltrado
• Bacteriana: meningococo, pneumo-
(15 a 50 mL). Infecciosas coco, tuberculose
Os folhetos têm pobre vascularização; porém, apre- • Fúngica: Candida, Histoplasma
• Parasitária: Toxoplasma, Entamoeba
sentam inervação bastante desenvolvida. Desse
histolytica
modo, são responsáveis pela modulação autonômica
(reflexo de Bezold-Jarisch) e percepção dolorosa. • LES, artrite reumatoide, febre reumá-
tica, Sjögren
Pericardite aguda é definida como inflamação dos Autoimune • Vasculites (PAN, Churg-Strauss)
folhetos com duração de até duas semanas. Essa • Síndrome pós-pericardiotomia (trau-
afecção pode evoluir com derrame pericárdico e, em ma, cirurgia cardíaca)
fases avançadas, comprometimento do enchimento • Comum: metastática (pulmão, mama)
ventricular (tamponamento cardíaco). Em estágios Neoplásica • Rara: tumores primários (mesotelio-
finais, inflamações crônicas formam fibrose e tornam ma, sarcoma)
o tecido pericárdico rígido em situação denominada • Uremia
pericardite constritiva. Metabólica
• Mixedema (hipotireoidismo)
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Doenças do pericárdio
Pericardite constritiva
Grande volume
ou pouco volume
depositado
rapidamente
Sintomas da Tamponamento
doença de base cardíaco
Doenças do
Atrito pericárdico Tríade de Beck
pericárdio
Ausculta Abafamento de bulhas
Taquicardia Bulhas abafadas
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Doenças do pericárdio Cardiologia
DICA
Nas questões sobre pericardite, ao O exame complementar mais útil na suspeita de
invés de colocar que a dor melhora ao sen- pericardite é o eletrocardiograma. As alterações
tar, o avaliador pode descrever que a dor
mais comuns são o supradesnivelamento de ST
piora ao deitar.
difuso e côncavo associado ao infradesnivelamento
do segmento PR (Figura 2). Na derivação aVR, as
alterações seguem sentido oposto: supra de PR e
infra de ST. Essas alterações evoluem ao longo de
dias, culminando em inversão difusa de onda T até
retornar ao padrão normal (Quadro 2).
Figura 2. ECG típico de pericardite aguda com supra de ST difuso e infra de PR.
Observar que, na derivação aVR, as alterações têm sentido oposto.
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Doenças do pericárdio
Atrito pericárdico
Derrame pericárdico
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Doenças do pericárdio Cardiologia
Tamponamento
cardíaco
Derrame pericárdico
Infra difuso de PR
Doenças
Supra difuso de ST do Raios X Calcificação pericárdica
pericárdio
Ressonância e Espessamento
ECG
tomografia pericárdico
Pericardite
Pericardite aguda
constritiva
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Doenças do pericárdio
Dissecção Aguda
Diagnóstico Pericardite Aguda SCA TEP
de Aorta
Piora com inspiração, Piora com esforço Início súbito, Início súbito, com
Característica melhora ao sentar- físico e estresse. ventilatório- intensidade máxima,
da dor se, inclinando tórax Melhora com nitrato. dependente, associado “em facada”, irradia
para a frente Sudorese e náuseas à dispneia para dorso
Atrito pericárdico.
Sopro de insuficiência
Se houver derrame Geralmente normal. Taquicardia, taquipneia,
aórtica. Assimetria de
Exame físico pericárdico, Achados de IC (B3, hipoxemia. Ausculta
pulso e PA. Alterações
abafamento de bulhas crepitação pulmonar) pulmonar limpa
neurológicas
e pulso paradoxal
Normal. Pode
Supra de ST difusa,
apresentar supra de
infra de PR. Se houver Supra de ST localizando Taquicardia sinusal.
ECG ST em parede inferior
derrame, redução parede. Infra de ST SVD. S1Q3T3
se houver dissecção
de amplitude
de óstio de ACD
Normal. Pode
Normal. Se houver Normal. Pode
apresentar opacidade Alargamento de
Raio X derrame: coração apresentar congestão
em cunha (infarto mediastino
em moringa pulmonar
pulmonar)
Elevação de
Outros PCR e VHS aumentados D-dímero elevado D-dímero muito elevado
troponina e CK-MB
SVD: sobrecarga de ventrículo direito; ACD: coronária direita.
Fonte: Adaptada de Goldman et al.6
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Em paciente com quadro de pericardite aguda, caso haja De maneira geral, pacientes com quadro de pericardite
o aumento dos marcadores de necrose miocárdica como aguda podem ser tratados ambulatorialmente. Contudo,
troponina, sugere-se também o acometimento miocárdico, algumas características devem ser avaliadas antes de
tendo-se então o diagnóstico de miopericardite. Esses decidir sobre o melhor local. Sugere-se a hospitalização
pacientes podem apresentar quadro clínico de insuficiên- para iniciar o tratamento e observar a evolução clínica
cia cardíaca associado e possuem risco maior de evolu- dos pacientes com as características a seguir:
ção desfavorável. Sugere-se, portanto, que o tratamento
W Pacientes que se apresentam com febre (T > 38ºC).
inicial deva ser feito em regime de internação hospitalar.
W Sintomas iniciados há vários dias e semanas.
W Evidência clínica de tamponamento cardíaco.
2.5. TRATAMENTO
W Derrame pericárdico moderado a importante.
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Doenças do pericárdio
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Doenças do pericárdio Cardiologia
O ecocardiograma é o exame de escolha para ava- Figura 5. Radiografia de tórax demonstrando aumento
liação inicial na suspeita de derrame ou tampona- da silhueta cardíaca, com aspecto em moringa.
mento (Figura 4). Pode identificar alterações na
espessura do pericárdio e quantificar o derrame
pleural pela espessura da sua lâmina (pequeno
se <10 mm, moderado entre 10 e 20 mm, grande
quando >20 mm).
No caso do tamponamento cardíaco, pode ser
observado o colapso diastólico do átrio e/ou do
ventrículo direito e o desvio do septo para a esquerda
durante a inspiração (achado relacionado ao pulso
paradoxal no exame físico).
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Doenças do pericárdio
4. PERICARDITE CONSTRITIVA
BASES DA MEDICINA
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Doenças do pericárdio Cardiologia
Figura 8. Radiografia de tórax em PA e perfil, mostrando calcificação do pericárdio secundária à pericardite tuberculosa.
O tratamento da pericardite constritiva consiste no O uso de diureticoterapia pode ser feito para com-
uso de AINEs e colchicina por algumas semanas, de pensação clínica até o procedimento cirúrgico.
forma semelhante às pericardites agudas. Em casos
As principais diferenças entre pericardite aguda,
refratários, há opção da cirurgia de decorticação do
tamponamento cardíaco e pericardite constritiva
pericárdio (pericardiectomia), procedimento com
podem ser encontradas no Quadro 6.
alta mortalidade, mesmo em centros experientes.
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Doenças do pericárdio
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Doenças do pericárdio Cardiologia
Derrame
pericárdico
Swing heart Eco e raio x
Líquido
Drenagem do líquido Tratar pericardite
intrapericárdico
Bulhas abafadas
ECG com baixa
voltagem e
alternância elétrica
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Doenças do pericárdio
Etiologia Características
5. C AUSAS ESPECÍFICAS DE
DOENÇAS PERICÁRDICAS Manifestação de LES, AR e doença mista
do tecido conjuntivo. Em geral, autoli-
Autoimune
mitada e responde bem ao tratamento
da causa base
Por fim, estudaremos de modo objetivo as caracte-
rísticas de algumas etiologias específicas de doença Insidioso, não costuma tamponar e res-
Mixedema
pericárdica. O Quadro 7 resume as informações ponde bem à reposição de levotiroxina
essenciais sobre cada etiologia (lembre-se disso Fonte: Adaptada de Goldman et al.6
para a sua prova).
Etiologia Características
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Doenças do pericárdio Cardiologia
Doenças do pericárdio
Pericardite Aguda
• Dor pleurítica
• Piora ao deitar • ECG: supra difuso + infra Tratamento:
• Melhora ao sentar/inclinar de PR • AINE + Colchicina
para frente • PCR/VHS elevados • Corticoide ↑ recorrência
• Atrito pericárdico
Tamponamento Cardíaco
Pulso paradoxal
Tratamento:
Tríade de Beck: • ECG: baixa amplitude,
alternância elétrica • Pericardiocentese
• Bulhas abafadas • Punção de Marfan
• RX: coração em moringa
• Estease jugular (se PCR)
• ECO: derarame volumoso,
• Choque
colapso de câmaras
direitas
Pericardite Constritiva
• IC direita
Raios X: calcificação
• Sinal de Kussmaul Pericardiectomia
(Egg Shell)
• Knock pericárdico
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Doenças do pericárdio
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Doenças do pericárdio Cardiologia
QUESTÕES COMENTADAS
⮦ Certo.
⮧ Errado.
Questão 3
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Doenças do pericárdio
Questão 5
⮦ Ciclosporina.
⮧ Ibuprofeno.
Assinale a conduta MAIS ADEQUADA nesse mo- ⮨ Tacrolimo.
mento para esse paciente. ⮩ Ivermectina.
⮪ Diazepam.
⮦ Analgesia com anti-inflamatório não esteroidal
e colchicina.
⮧ Prescrição de AAS, ticagrelor e enoxaparina e Questão 6
betabloqueador. (HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY – PB – 2021) Pa-
⮨ Realização de angiotomografia do tórax. ciente, 57 anos, deu entrada em unidade de pronto
⮩ Realização de cateterismo cardíaco. atendimento com quadro de dor torácica de cará-
ter em aperto, recebendo diagnóstico de síndrome
coronariana aguda com elevação do segmento ST
Questão 4 ao ECG. Foi submetido à terapia com dupla antia-
gregação plaquetária e submetido à angioplastia
(FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNICAMP – SP – 2021) da artéria descendente anterior com colocação
Homem, 42a, procurou o pronto atendimento com de 1 stent farmacológico. Permanecendo em ob-
queixa de dor precordial há duas horas, ventilató- servação por 6 dias, recebendo alta. Uma semana
rio-dependente, piora quando se deita e melhora após a alta, retorna ao hospital com febre, leuco-
quando fica em pé. Refere também febre e ma-estar citose e radiografia de tórax revelando derrame
há quatro dias, com melhora após uso de parace- pleural discreto. Um novo ECG foi realizado, sem
tamol. Exame físico: T = 38C, PA= 112x86mmHg; novos achados e um ecocardiograma transtoráci-
FC= 112 bpm, FR= 21 irpm; Coração: rígido de alta co revelou derrame pericárdico discreto. Paciente
frequência, mais audível no final da expiração. Tro- com PA = 130x70mmHg FC = 102 FR = 17irpm, sem
ponina= 123 ng/mL; ECG: turgência jugular ao exame físico. Nesse quadro, a
melhor conduta é:
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Doenças do pericárdio Cardiologia
ortopneia, dor precordial difusa, moderada, sem ⮨ Queda da PA de 8mmHg na inspiração, turgência
relação com esforço e tosse seca. Nega febre ou jugular a 90° e hipofonese de bulhas.
edema de membros inferiores. Antecedentes pes- ⮩ Queda da PA de 11mmHg na expiração, turgência
soais: carcinoma ductal invasivo estádio II em mama jugular a 90° e hipofonese de bulhas.
direita há 3 anos. Perfil imunohistoquímica: receptor
de estrógeno e progestágeno negativos e human
epidermal growth factor receptor 2-positivo. Rece- Questão 9
beu quimioterapia neoadjuvante com docetaxel,
(SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE - RIO DE JANEIRO – RJ – 2020)
carboplatina, e trastuzumabe, seguida de cirurgia
Mulher de 65 anos, com carcinoma de mama ductal
e radioterapia. Desde então sem seguimento da
invasivo, em tratamento com quimioterápico, procura
neoplasia. Exame físico: PA 82/50 mmHg; FC 120
atendimento médico por dispneia e dor tipo pleurí-
bpm, estase jugular e ausculta cardíaca com bulhas
tica de caráter progressivo que apareceram há três
abafadas. Eletrocardiograma abaixo:
dias. A ausculta pulmonar não mostra alterações e,
no aparelho cardiovascular, além da hipofonese de
bulhas, há hipotensão arterial e turgência jugular a
45°. A suspeita clínica é de tamponamento cardía-
co. Nesse caso, os achados mais prováveis são:
Questão 8 Questão 10
(SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE - RIO DE JANEIRO – RJ – 2021) (REVALIDA UFMT – MT – 2020) Mulher de 41 anos de ida-
Mulher de 30 anos procura atendimento médico de internou no HUJM por dor precordial e dispneia
com febre de até 38°C, dor torácica na região pre- aos moderados esforços. História prévia de hiper-
cordial de forte intensidade, que piora com inspi- tensão arterial, dislipidemia mista, tabagismo e
ração profunda, de início há alguns dias, e irradia lúpus eritematoso sistêmico, desde os 21 anos.
para o ombro esquerdo, que tende a melhorar ao Nos últimos meses, queixou-se de quadro de dor
sentar. O aparelho cardiovascular apresenta ruído precordial do tipo pleurítica, que piorava no decú-
rude sistodiastólico e o eletrocardiograma mostra bito e melhorava com posição sentada. Antece-
elevação difusa do segmento ST. No segundo dia dente de anemia e convulsões, atribuídas ao lúpus
da internação, apresenta dispneia súbita e queda há 2 anos. Ao exame físico, paciente em razoável
do estado geral. Os achados nos exames que se- estado geral, hidratada, eupneica, FC 115 bpm, PA
riam tipicamente relacionados à complicação mais 110 × 70 mmHg. Ausculta pulmonar normal e aus-
provável são: culta cardíaca revelou bulhas rítmicas, hipofonese
do componente aórtico da segunda bulha e sopro
⮦ Hipotensão arterial, turgência jugular a 90° e in- sistólico ++++/6+. O exame do abdome foi normal,
fradesnível do segmento Pr. não havendo edema e os pulsos, simétricos. O
⮧ Hipotensão arterial, turgência jugular a 90° e al- ECG revelou ritmo sinusal, frequência cardíaca de
ternância elétrica da onda P, QRS e T. 109 bpm, com ondas T apiculadas e elevação do
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Doenças do pericárdio
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Doenças do pericárdio Cardiologia
GABARITO E COMENTÁRIOS
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Doenças do pericárdio
Alternativa B: INCORRETA. O ECG do IAM tem supra Alternativa C: INCORRETA. Não há sinais de endo-
que localiza parede, com imagem em espelho na cardite, com sopro novo ou vegetação no Ecocar-
parede oposta, o que não é o caso. diograma.
Alternativa C: INCORRETA. Achados do TEP no ECG: Alternativa D: INCORRETA. Isso aumentaria o risco de
taquicardia sinusal e S1Q3T3. trombose de stent, não está indicado.
Alternativa D: INCORRETA. A EI pode causar distúr- Alternativa E: INCORRETA. Não ocorre infecção de
bios de condução no ECG com BAVs. stent.
✔ resposta: A ✔ resposta: A
Y Dica do professor: A pericardite aguda pode ser Y Dica do professor: Lembre-se da tríade de BECK:
de origem infecciosa (primária) ou secundária a bulhas abafadas, estase jugular e choque (hipoten-
uma patologia sistêmica (doenças autoimunes, são). Paciente com quadro neoplásico apresenta
neoplasias, reações medicamentosas). Em geral o essa tríade. O ECG mostra baixa voltagem dos com-
quadro é autolimitado, e o tratamento é apenas sin- plexos QRS. O diagnóstico sindrômico mais provável
tomático, além da retirada do fator desencadeante. é o tamponamento cardíaco, causado, neste caso,
O tratamento padrão envolve um AINE associado à provavelmente por derrame pericárdico secundário
colchicina. As opções são AAS, ibuprofeno, indo- ao diagnóstico neoplásico.
metacina, naproxeno. Alternativa A: INCORRETA. No TEP, os achados do ECG
✔ resposta: B são taquicardia sinusal (mais comum) e S1Q3T3
(mais clássico de prova).
dificuldade:
Alternativa B: INCORRETA. Na miocardite não have-
Questão 6
ria bulhas abafadas nem baixa amplitude no ECG.
Y Dica do professor: A pericardite pós-infarto ocorre Alternativa C: INCORRETA. Não há alterações isquê-
em aproximadamente 5% a 6% dos pacientes trom- micas no ECG nem dor anginosa.
bolisados e desenvolve-se normalmente durante a
Alternativa A: CORRETA. Vide dica do professor.
segunda semana, podendo vir a se manifestar me-
ses após o IAM. Deve ser suspeitada em qualquer ✔ resposta: D
paciente com dor pleuropericárdica, e em quem a
utilização de corticoides para supressão da ativida-
Questão 8 dificuldade:
de inflamatória da pericardite usualmente ocasio-
na dramática melhora clínica e inflamatória. Aqui Y Dica do professor: Diferenciais de dor torácica em
também vale lembrar que a pericardite pós-infarto pacientes jovens envolve pericardite, cuja complica-
pode ocorrer precocemente nos três primeiros dias ção mais comum é o derrame pericárdico.
do infarto agudo do miocárdio, pericardite episte-
Alternativa A: INCORRETA. Derrame pericárdico não
nocárdica. Nesses casos, está relacionada ao aco-
costuma cursar com infradesnivelamento de PR,
metimento do epicárdio e pericárdio adjacente e,
que é visto nas primeiras horas da pericardite (Ele-
tardiamente, de três semanas a seis meses, a ativi-
vações difusas do Segmento ST, tipicamente con-
dade autoimune denominada Síndrome de Dressler.
cavidade para cima); ondas T concordantes com
Alternativa A: CORRETA. Os AINEs estão contraindi- desnivelamento do segmento ST; depressão de ST
cados nesse caso, devido a IAM recente e uso de em V1 ou aVR; infradesnivelamento do segmento PR
dupla antiagregação, pois aumentaria o risco de (principalmente em V5 e V6 associado a elevação
sangramento do segmento PR em aVR). No derrame pericárdico
Alternativa B: INCORRETA. O derrame é discreto, por- volumoso, pode-se encontrar baixa amplitude e al-
tanto, não puncionável. ternância elétrica no ECG.
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