GABINETE DO COMANDANTE DO EXÉRCITO
PORTARIA N° 292, DE 9 DE MAIO DE 2005.
Aprova as Instruções Gerais para os Instrutores,
Monitores e Agentes Indiretos do Ensino (IG
60-03).
O COMANDANTE DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o art.4°
da Lei Complementar n° 97, de 9 de junho de 1999, e de acordo com o que propõe o Departamento de
Ensino e Pesquisa, ouvido o Estado-Maior do Exército, resolve:
Art. 1° Aprovar as Instruções Gerais para os Instrutores, Monitores e Agentes
Indiretos do Ensino (IG 60-03), que com esta baixa.
Art. 2° Estabelecer que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA OS INSTRUTORES, MONITORES
E AGENTES INDIRETOS DO ENSINO - IG 60-03
ÍNDICE DOS ASSUNTOS
Art.
CAPÍTULO I - DA FINALIDADE..................................................................................................1°
CAPÍTULO II - DAS DEFINIÇÕES.............................................................................................2°/4°
CAPÍTULO III - DOS INSTRUTORES E DOS MONITORES.....................................................5°
CAPÍTULO IV - DOS AGENTES INDIRETOS...........................................................................6°/7°
CAPÍTULO V - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS.............................................................................8°/9°
CAPÍTULO I
DA FINALIDADE
Art. 1° Estas Instruções Gerais (IG), baixadas de conformidade com os arts. 16 e 17,
incisos III, VII e VIII da Lei n° 9.786, de 8 de fevereiro de 1999, têm por finalidade estabelecer
definições, instrumentar a gestão, definir atribuições e estabelecer requisitos para as atividades
docentes e de apoio à docência exercidas por instrutores, monitores e agentes indiretos do ensino, no
âmbito do Exército.
CAPÍTULO II
DAS DEFINIÇÕES
Art. 2° No âmbito da Força, são entendidas como atividades de:
I - magistério, as de educação, de ensino, de pesquisa e administrativas, pertinentes
diretamente ao processo ensino-aprendizagem, quando desenvolvidas pelo efetivo docente; e
II - especialistas em educação e de auxiliares de ensino, aquelas de apoio à educação e
ao ensino, de pesquisa e administrativas, pertinentes ao processo ensino-aprendizagem, quando
desenvolvidas pelos agentes indiretos, integrantes de divisão de ensino, de órgão de direção setorial
(ODS) e de apoio.
Art. 3° O Sistema de Ensino do Exército conduz o processo ensino-aprendizagem nos
estabelecimentos de ensino (Estb Ens) e organizações militares (OM) especificamente designadas,
(Continuação da Portaria n° 292-CMT, de 9 de maio de 2005 - Publicada no Boletim do Exército n° 20, de 20 de maio de 2005). 2
subordinando-se aos dispositivos que objetivam à consecução do ensino, da pesquisa e da educação.
Art. 4° O ensino no Exército, nos níveis fundamental, médio e superior, é exercido por:
I - agentes diretos do ensino:
a) professores civis e militares;
b) instrutores; e
c) monitores.
II - agentes indiretos do ensino:
a) especialistas em educação; e
b) auxiliares de ensino.
§ 1° Os professores são regidos por legislação específica.
§ 2° Instrutores são oficiais que, nomeados para tal cargo nos Estb Ens participam do
ensino profissionalizante do Sistema de Ensino Militar.
§ 3° Monitores são graduados que, nomeados para tal cargo nos Estb Ens, participam
do ensino profissionalizante do Sistema de Ensino Militar.
§ 4° Especialistas em educação são militares e civis, possuidores de educação superior,
classificados ou nomeados para cargos específicos nas divisões de ensino dos Estb Ens, nos ODS e
nos órgãos de apoio.
§ 5° Auxiliares de ensino são militares e civis, possuidores de educação básica, nível
médio, classificados ou nomeados para cargos específicos nas divisões de ensino dos Estb Ens, nos
ODS e nos órgãos de apoio.
§ 6° Os auxiliares de instrutor previstos nos quadros de cargos previstos (QCP) são
equiparados a instrutores para efeito destas IG.
CAPÍTULO III
DAS ATRIBUIÇÕES DO INSTRUTOR E DO MONITOR
Art. 5° Incumbe ao instrutor e ao monitor:
I - os encargos precípuos dos instrutores e monitores – instruções e aplicação, correção
e mostra de provas etc, e os pertinentes à preservação, à elaboração, à atualização, à pesquisa, ao
desenvolvimento, à transmissão de conhecimentos militares e à colaboração na formação ética, cívica
e da personalidade de seus discentes;
II - participar, no âmbito das seções de ensino, da preparação de material didático e
pedagógico;
III - participar da elaboração de manuais e textos escolares relacionados com sua
disciplina;
IV - participar das reuniões do conselho de ensino e do conselho de série e/ou classe;
V - desenvolver, orientar e estimular projetos, pesquisas ou teses de sua disciplina,
área de concentração de estudos ou seção de ensino;
(Continuação da Portaria n° 292-CMT, de 9 de maio de 2005 - Publicada no Boletim do Exército n° 20, de 20 de maio de 2005). 3
VI - fomentar o interesse dos discentes por sua disciplina mediante realização de
atividades extracurriculares, tais como visitas, simpósios, seminários, clubes e associações escolares
pertinentes;
VII - participar de reuniões administrativas necessárias à consecução do ensino;
VIII - dirigir e executar trabalho de planejamento, desenvolvimento, revisão e
avaliação do ensino e dos cursos escolares;
IX - encarregar-se de equipamentos, instrumentos, laboratórios, salas-ambientes e
dependências afins à sua disciplina;
X - pesquisar e sugerir livros, manuais e publicações para sua disciplina;
XI - participar de atividades didático-pedagógicas;
XII - ligar-se com os órgãos internos da orientação educacional, psicotécnica e
assistência social na ação integrada de manutenção da disciplina, apoio psicopedagógico e avaliação
de seus discentes;
XIII - desenvolver em seus discentes os atributos éticos e morais da Instituição e uma
atitude favorável ao auto-aperfeiçoamento; e
XIV - prover com meios adequados, a segurança dos discentes.
Parágrafo único. Além de suas atribuições normais, dispostas neste artigo, o docente
deve adotar os seguintes comportamentos e atitudes:
I - conhecer seus discentes;
II - identificar diferenças entre seus discentes, de forma a valorizar os acertos e corrigir
as deficiências;
III - ensinar e praticar a tolerância, sem quebra da disciplina, de forma que as
diferenças não se transformem em divergências;
IV - incentivar a criatividade e a participação;
V - estimular e ajudar os discentes na superação de suas dificuldades;
VI - transmitir exemplos e experiências que se constituam em paradigmas à ação
educacional;
VII - usar a ética como instrumento essencial à educação;
VIII - valer-se da justiça, da lealdade, da ponderação e do mútuo respeito como regras
básicas no relacionamento com o discente;
IX - perseverar no ensino até a obtenção de uma aprendizagem satisfatória;
X - usar a liberdade de ensino nos limites do planejamento e do projeto pedagógico do
Estb Ens;
XI - buscar a integração de sua disciplina com as demais e com o cotidiano dos
discentes;
(Continuação da Portaria n° 292-CMT, de 9 de maio de 2005 - Publicada no Boletim do Exército n° 20, de 20 de maio de 2005). 4
XII - usar a crítica apenas como instrumento de aperfeiçoamento;
XIII - instrumentalizar sua ação educacional segundo os valores da instituição militar; e
XIV - buscar o auto-aperfeiçoamento profissional mediante a realização de pesquisas,
experiências e estudos pertinentes.
CAPÍTULO IV
DOS AGENTES INDIRETOS
Art. 6° As atribuições dos agentes indiretos estão vinculadas aos respectivos cargos e
funções, especificados no Regulamento de Preceitos Comuns aos Estabelecimentos de Ensino (R-
126), nos regulamentos dos Estb Ens e nos QCP.
Art. 7° Ao agente indireto, com função em ODS ou diretoria a este subordinada,
incumbe estudar, emitir pareceres, preparar expediente, participar da administração e propor medidas
sobre questões relativas ao ensino.
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 8° O Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP), o Departamento de Ciência e
Tecnologia (DCT) e o Departamento-Geral do Pessoal (DGP), no âmbito de suas competências,
podem expedir instruções reguladoras necessárias à execução do disposto nestas IG.
Art. 9° Os casos omissos ou duvidosos, verificados na aplicação destas IG, são
resolvidos pelo Comandante do Exército, por proposta do DEP, do DCT ou do DGP, ouvido o EME.
(Publicada no Boletim do Exército n° 20, de 20 de maio de 2005).