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Entendendo a Tecnologia 5G: Especificações e Futuro

O documento aborda a evolução das redes móveis até o 5G, destacando suas principais características como velocidade ultrarrápida, baixa latência e conectividade massiva. Também discute as especificações técnicas do 5G, incluindo as diferenças entre as implementações Non Stand Alone e Standalone, além de tecnologias como Massive MIMO e Network Slicing. Por fim, menciona o futuro das redes móveis com a pesquisa em 6G e suas potenciais inovações.

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Fabricio Mota
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Entendendo a Tecnologia 5G: Especificações e Futuro

O documento aborda a evolução das redes móveis até o 5G, destacando suas principais características como velocidade ultrarrápida, baixa latência e conectividade massiva. Também discute as especificações técnicas do 5G, incluindo as diferenças entre as implementações Non Stand Alone e Standalone, além de tecnologias como Massive MIMO e Network Slicing. Por fim, menciona o futuro das redes móveis com a pesquisa em 6G e suas potenciais inovações.

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Sumário 2

➢Introdução
➢Especificações
➢Massive MIMO e Beam Forming
➢FDD e TDD
➢Considerações Finais
➢E o futuro?
➢Referências bibliográficas
Introdução – O que é 5G? 3

• O 5G, ou quinta geração de redes móveis, representa uma revolução tecnológica em


conectividade que vem transformando a maneira como nos comunicamos e interagimos com o
mundo digital.

• As redes 5G foram projetadas para suportar o rápido crescimento do tráfego de dados, a


proliferação de dispositivos conectados e as demandas de aplicações cada vez mais exigentes.

• Para a OFCOM, agência regulatória do Reino Unido, 5G pode ser definido como:
• Mais dados para melhorar a experiência do consumidor, oferecendo velocidades de conexão mais altas e
viabilizando aplicações como realidade virtual e aumentada.
• Mais dispositivos, necessários em aplicações de IoT em áreas como saúde, logística, energia e agricultura.
• Resposta instantânea, necessária em aplicações em tempo real como comunicações com veículos, Drone e
Industria 4.0.
Introdução – Evolução das Redes Móveis 4

1980
Primeira Geração (1G) – NMT (Nordic Mobile Telephone) e AMPS (Advanced Mobile Phone System)
▪ Possibilitava ligações de voz analógicas entre aparelhos sem fio
▪ Cobertura limitada, principalmente em áreas urbanas
▪ Taxas de até 2.4 kbps, suficiente apenas para chamadas de voz
▪ Alto custo e baixa acessibilidade para a época
▪ Aparelhos pesados e com baixa mobilidade

Tempo

Segunda Geração (2G) – GSM (Global System for Mobile Communications)


▪ Suportava um número maior de usuários simultâneos
▪ Áudio digital
▪ Taxas de até 9.6 kbps a 144 kbps
▪ Serviços de chamada de voz, SMS, fax e acesso básico à internet (GPRS)
▪ Aparelhos com displays e recursos adicionais

1990
Introdução – Evolução das Redes Móveis 5
2000
Terceira Geração (3G) – União Internacional de Telecomunicações e 3GPP
▪ Novos protocolos como o CDMA2000, UMTS e o WCDMA
▪ Taxas aprimoradas de 384 kbps a 2 Mbps (banda larga)
▪ Áudio digital com alta qualidade e videochamadas com resolução limitada
▪ Chamadas de voz, SMS, videochamadas, acesso à internet banda larga (3G), jogos online, streaming de música e
vídeo
▪ Primórdio dos smartphones
Tempo

Quarta Geração (4G) – LTE (Long Term Evolution), sucessora do 3G UMTS/HSPA


▪ Cobertura ampla, suportando dezenas de milhares de dispositivos por km2
▪ Taxas de até Até 1 Gbps em downloads e 500 Mbps em uploads, possibilitando streaming de vídeo, jogos
online e download de arquivos pesados
▪ Serviços de chamada de voz, SMS, acesso à internet de alta velocidade, videoconferência e IoT
▪ Aparelhos com displays e recursos adicionais

2010
Introdução – Principais características da rede 5G 6

Quando cita-se o 5G, imediatamente deve-se pensar nas seguintes características:

➢Velocidade ultrarrápida, superando significativamente as taxas do 4G

➢Baixa latência, diminuindo o tempo de resposta entre solicitação e entrega de dados

➢Conectividade Massiva, aumentando a capacidade de dispositivos simultâneos

➢Maior eficiência energética, maior autonomia dos dispositivos e infraestrutura

➢Flexibilidade e personalização, adequando o serviço de acordo com a demanda


Introdução – Principais requisitos para 4G e 5G 7

Para atingir os objetivos, a especificações de 5G se basearam na utilização dos seguintes recursos/tecnologias:


• Acesso a grande quantidade de novas faixas de frequências, como a de ondas milimétricas;
• Novas arquiteturas de redes baseadas em software, associadas a edge computing;
• Inteligência artificial e machine learning; e
• Implantação massiva de small cells. Fonte: Teleco
Geração 4G (IMT-Advanced) 5G (IMT-2020)
Downlink (Gbps) 1 20
Uplink (Gbps) 0.05 10
Taxa do usuário (Mbps) 10 >100
Canalização (MHz) Até 20 MHz por canal Até 1 GHz
Mobilidade (Km/h) 350 500
Latência (ms) 10 1
Conexões (disp. /km2) 100 mil 1 milhão
Introdução – Cronograma de implementação do 5G no Brasil 8

A expectativa é de que até 2028 as cidades com até 30 mil habitantes sejam as últimas a ter a
tecnologia disponível. O edital da 5G define o seguinte cronograma:

▪ 31 de julho de 2022: todas as capitais brasileiras;


▪ 31 de julho de 2025: cidades com mais de 500 mil habitantes;
▪ 31 de julho de 2026: cidades com mais de 200 mil habitantes;
▪ 31 de julho de 2027: cidades com mais de 100 mil habitantes;
▪ 31 de julho de 2028: cidades com mais de 30 mil habitantes.

Fonte: Teleco
Especificações – Non Stand Alone (NSA) 9

Durante o começo da implementação da rede 5G, utilizou-se a conexão do rádio 5G (5G NR), aos
núcleos da rede LTE já implementados, de forma a acelerar a implementação. (Release 15 3GPP)
Mais barata Não explora todo potencial do 5G
Expansão inicial do 5G mais rápida Maior latência em comparação ao 5G SA
Melhorias na rede, especialmente nas regiões de Menor capacidade de rede, à medida que o 5G
alto tráfego cresce

Fonte: [Link]
Especificações – Standalone (SA) 10

Versão completa e mais avançada da tecnologia 5G, possuindo uma rede dedicada, com núcleo e
frequências exclusivos, o que possibilita todo o potencial de velocidade, baixa latência e capacidade
da rede de quinta geração.
➢Implementam as capacidade de eMBB (Enhanced Mobile Broadband), URLLC (Ultra-Reliable Low-
Latency Communications) e mMTC (Massive Machine Type Communications), além das
funcionalidades como Network Slicing e arquitetura mais flexível com conexões mais dinâmicas.
➢No entanto, requerem um investimento maior e uma grande quantidade de projetistas e
operadores qualificados para trabalhar na rede.
Especificações – Frequências para o 5G 11

As bandas para o 5G NR foram agrupadas em 2 faixas de frequências:


• Faixa de frequência 1: 450 – 6.000 MHz (Bandas baixas e médias)
• Faixa de frequência 2: 24,2 – 52,5 GHz (Ondas milimétricas)
Ondas milimétricas
Sujeitas a perdas maiores
Maiores perdas com chuva
Perda de propagação no Boa solução para small
espaço livre cresce com a cells, pois funcionam
frequência e distância melhor com visada direta
Projetar uma rede móvel A 5G só consegue oferecer
nessas condições é um velocidade maiores se
desafio, pois até o próprio utilizar uma banda maior
telefone pode bloquear a
linha de visada. Fonte: Teleco
Especificações – 5G NR 12

A 4G (LTE) e o novo rádio 5G (5G NR) utilizam OFDMA, sendo que o 5G NR utiliza OFDMA no downlink
e no uplink, mas tem como opção para o uplink o múltiplo acesso por divisão de frequência de
operadora única (SC-FDMA).
A característica principal que as diferencia, é que no LTE, o OFDM divide a banda de frequência da
portadora em pequenas subportadoras espaçadas de 15kHz, e modula cada uma individualmente.
Já na 5G NR o espaço entre subportadoras é variável, de 15 a 120 kHz para oferecer suporte a uma
ampla variedade de cenários de implantação, com diferentes tamanhos de células e bandas de
frequências.

Fonte: Teleco
Massive MIMO e Beam Forming 13

Massive MIMO é uma extensão do MIMO que emprega o agrupamento de muitas antenas (>=8 por
elemento), tanto no receptor quanto no transmissor, para oferecer diversidade espacial e
multiplexação espacial, melhorando o rendimento e a eficiência de espectro. Uma das motivações
para o uso do mMIMO é o Beam Forming.
Beam forming é a aplicação de vários elementos irradiadores (pequenas antenas) que transmitem
o mesmo sinal em um comprimento de onda e fase idênticos, que se combinam para criar uma
única antena com um feixe mais longo e mais direcionado, que é formado reforçando as ondas em
uma direção específica

Fonte: [Link] Fonte: [Link]


FDD x TDD 14

Tempo Tempo

➢Até o 4G, a maioria das redes operava no modo Frequency Division Duplex, com diferentes
bandas de downlink e uplink. No FDD necessita medições adicionais para estimar o CSI ((Channel
State Information) para ambas as bandas, criando uma penalidade de desempenho. No TDD o CSI
é estimado por reciprocidade.
➢No 5G, para evitar essa perda de desempenho que piora com o aumento do número de antenas,
utiliza-se a Time Division Duplex.
Network Slicing 15

A oferta para o mercado B2B requer um maior compromisso com o SLA (Service Level
Agreement). Para isso, implementou-se o network slicing, que permite a criação de redes virtuais
personalizadas para diferentes aplicativos e clientes.
Uma fatia da rede (slice) é uma rede virtual para servir um grupo específico de usuários (por
exemplo, usuários de segurança pública, clientes corporativos ou usuários industriais).

▪ Para um aplicativo, a fatia de rede é a única rede que vê.


As outras fatias, nas quais o cliente não está inscrito, são
invisíveis e inacessíveis.
• A vantagem dessa arquitetura é que o operador pode
criar fatias isoladas ajustadas para casos de uso
específicos.
Considerações Finais 16

“ O 5G representa não apenas uma nova geração de redes móveis, mas sim uma janela de
oportunidades sem precedentes para o desenvolvimento de uma sociedade mais conectada,
eficiente e sustentável. À medida que essa tecnologia se dissemina, certamente veremos um futuro
ainda mais emocionante e repleto de possibilidades.”
Futuro – 6G 17

Visando o futuro, as pesquisas sobre a sexta geração já estão avançadas. O objetivo dessa nova
geração será:
• Operação em frequências ainda maiores (THz)
• Integração da I.A. a arquitetura de rede
• Tecnologias disruptivas
• Redes fora de células
• Virtualização e Softwarenização
• Arquitetura 3D – Abrange estruturas que não estão exclusivamente no plano do solo
• Integração avançada com o Backhul (equivalente a um backbone no contexto de redes móveis)
• E continua...

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