MIP – Manejo Integrado de Pragas
O que é organismo praga? existir vários níveis de controle, pois
depende da velocidade de ação do
É um organismo capaz de causar
produto a ser usado.
um dano econômico, por tanto está
diretamente relacionado a Nível de não ação
densidade populacional dele, já que
Quando a densidade populacional
apenas um organismo não é capaz
do inimigo natural é capaz de
de causar dano econômico.
controlar as pragas.
Dano econômico
Abreviações:
É quando a densidade populacional
IN – Inimigo natural;
do organismo praga causa prejuízo
maior ou igual ao custo para PE – Ponto de equilíbrio;
controlá-lo.
NC – Nível de controle;
Ponto de equilíbrio
NDE – Nível de dano econômico;
É a densidade populacional média
ao longo do tempo, o que indica que NNA – Nível de não ação;
o inimigo natural está conseguindo
controlar o organismo em questão.
PRAGA CHAVE X PRAGA
Quando a população presa SECUNDÁRIA
aumenta, a tendência é que a
população do predador aumente Praga chave – É o organismo
junto. Mas se em algum momento praga que a densidade populacional
uma das populações for favorecida, frequentemente atinge o nível de
enquanto a outra é desfavorecida, dano econômico.
geralmente sendo o predador Praga secundária – É o organismo
desfavorecido e a presa favorecida. praga que a densidade populacional
Se a presa for um organismo esporadicamente atinge o nível de
potencialmente praga, seu aumento dano econômico.
populacional vai causar prejuízo.
Isso varia de região para região pois
Nível de controle as condições favoráveis podem
É quando a densidade populacional mudar.
do organismo praga chega ao ponto Praga severa – é o organismo praga
em que deve ser controlado para que a densidade populacional está
que não atinja o nível de dano naturalmente acima do nível de
econômico. dano econômico.
O NC está um pouco antes do NDE Ex. no Brasil –formiga cortadeira
pois se deixar para controlar a
praga no NDE, continuo tendo Seu PE é acima do NDE e o PEmod
prejuízo, porque a população ainda é abaixo.
cresce um pouco antes de decair,
causando danos. Com isso, podem
Filosofia tradicional do manejo de -Tipo de equipamento
pragas
ATENÇÃO – na anotação da
Independente da densidade amostragem, o número nunca
populacional, entrar com o controle reduz. Usado para determinar o
químico no primeiro sinal do nível de dano econômico.
organismo praga.
Já no manejo integrado de pragas,
ELABORAÇÃO DO MIP
se foca nas técnicas preventivas a
fim de evitar que a população atinja Têm o objetivo de encontrar o
o NC. E só se atingir, entrar com o controle mais adequado
método de controle que vai ser
definido de acordo com as questões Método curativo x preventivo
econômicas, ecológicas e sociais. Métodos culturais
Etapas para elaboração de um Rotação de cultura – precisa ser
programa de MIP feito com plantas de famílias
Reconhecer as pragas chaves da diferentes, pois teoricamente um
região: inseto que ataca uma família não
ataca outra. O intuito dessa técnica
- Identificação taxonômica é quebrar o ciclo de vida do inseto
- Biologia da praga – encontrar o Consórcio de culturas – a
momento de fragilidade diversidade de plantas permite uma
diversidade de insetos, isso
Avaliar inimigos naturais
favorece o equilíbrio entre a
- Identificar presença de insetos predadores e
presas. As linhas alternadas
- Biologia
funcionam como barreira física
- Técnica de criação de IN dificultando que a praga passe de
uma linha para outra
Avaliar estado fenológico da planta
Cobertura morta – o comprimento
Fatores climáticos de onda que é refletido pela palha
Avaliar a população do organismo do arroz, por exemplo, repele o
praga pulgão que é praga do morango.
- Densidade populacional Matéria orgânica, adubo e irrigação
– melhora as características físico-
Essa avaliação em específico vai químicas do solo e uma planta bem
depender da pessoa que realizar, do nutrida responde aos ataques de
equipamento, de questões praga podendo produzir até mais
econômicas e método estatístico. em decorrência disso. Irrigação
Estatístico – fatores que podem efetiva a adubação, pode combater
variar: pragas
- Tamanho da amostra Espaçamento de plantas – vai
determinar a umidade e entrada de
- Unidade amostral radiação entra as culturas.
Época de plantio e colheita – evitar O problema no uso do controle
o pico populacional da praga. biológico é que o nível de controle é
variável e muito abaixo pois o
Destruir restos culturais – evita que
estabelecimento é lento.
a praga permaneça na área para
atacar a próxima cultura e pode ser Mudança de comportamento
um método legislativo também.
Por olfato – semioquímicos – são
Outras estratégias: qualquer substancia usada entre os
indivíduos
Poda
Feromônio é usado para
Plantio direto
comunicação entro da espécie e
Preparo do solo – controle pode ter função sexual, de
mecânico das pragas e agregação, alarme, trilha,
favorecimento da exposição aos ovoposição, entre outros.
predadores.
Aleloquímico é usado na
Métodos Biológicos comunicação entre espécies:
Inimigo natural – qualquer ser vivo - Alelomônio – favorece o emissor
capaz de regular a população de pois é repelente (barata e
outro ser vivo. As pragas surgem no percevejo)
desequilíbrio entre essas
- Cairomônio – favorece o receptor
populações.
pois é atraente
Predadores tem vida livre e se
- Sinomônio – favorece ambos
alimentam de várias presas.
Pela visão – cores atraem certos
Parasitóides não tem vida livre e a
animais e podem ser usadas como
fase jovem é vinculada a uma
armadilhas de cor para
presa, logo, só matam uma presa
indisponibilizar reprodutores
durante a vida.
Por audição – frequência
Patógenos – matam as presas por
doenças. Pelo paladar
Controle biológico natural – fornece A aplicação prática dessa mudança
condições para o retorno dos de comportamento serve para
inimigos naturais. detecção de pragas,
monitoramento, controle e
Controle biológico clássico –
confundimento.
procuram quais são os inimigos
naturais no local de origem da praga Resistência de plantas e animais
e os multiplicam em laboratório.
A resistência é algo genético –
Controle biológico aplicado – relativo, hereditário, o ambiente
procuram quais os inimigos naturais pode influenciar
do local onde a praga se encontra e
Graus de resistência
os multiplicam em laboratório.
- Imune – nunca vai sofrer com o
problema
- Resistência – vai de moderada a Medida obrigatória de controle –
alta queima de restos culturais do
algodão
- Susceptibilidade – vai de
susceptível a altamente susceptível Métodos Mecânicos
Mecanismos de resistência Catação manual – inviável em
grande escala
Antígenos – característica que
interfere no comportamento da Técnica de batida
praga
Barreira física e química
Antibiose – interfere na fisiologia da
Pó abrasivo
praga
Peneiramento
Tolerância – capacidade de
recuperação da parte atacada sem Método Físico
alterar a finalidade
Temperatura – aquecer ou resfriar o
Pseudo resistência – oportunidade ambiente
por exemplo com o consórcio com
plantas resistentes Umidade
Plantas transgênicas – resistência Luz
pela incorporação genética. Fogo
Métodos legislativos Energia radioativa – modificação
Leis que obrigam a execução de um genética
manejo Método Genético
Dispositivos legais Manipulação de genoma
Serviço quarentenário – tudo que é Técnica do macho estéril
introduzido deve ser mantido em
quarentena para evitar doenças Esterilidade retardada – que vai ser
expressa nos descendentes
Controle
Definições Químico – INSETICIDA E CARRAPATICIDA
seguro do produto, pois a
concentração é tão baixa que não
Muito amplos – pesticidas,
traz prejuízo a quem consumir.
praguicidas, agrotóxicos, defensivos
agrícolas Composição química do inseticida
comercial – é composto pelo(s)
Correto – inseticida, carrapaticida,
princípio(s) ativo(s), veículo e
formicida
aditivos.
Incorreto – remédio
O princípio vem dissolvido no
INSETICIDAS – são produtos solvente e os aditivos potencializam
químicos ou biológicos que aplicado o efeito do princípio ativo
direta ou indiretamente, em dose
Veículos mais comuns:
adequada, causa a sua morte.
- Carbonato de cálcio – produto
O inseticida ideal – é aquele que é
seco
toxico apenas ao inseto alvo
(dependendo da situação, ser tão - Querosene desodorizado –
especifico pode não ser vantajoso), produto líquido
tem facilidade em atingir o alvo, tem
CLASSIFICAÇÃO DAS
estabilidade física e química, não
FORMULAÇÕES
reage com metais por conta da
forma de aplicação, ser inodoro e Quanto a finalidade – vai depender
ser inóculo aos homens e animais. do registro: formicida, carrapaticida
Toda praga tem inimigos naturais, Quanto ao modo de contato –
precisamos procurar uma forma de ingestão, contato ou fumegante
reequilibrar a relação, para não ficar
dependente dos inseticidas Quanto ao modo de ação – neuro
tóxico: age no sistema nervoso,
Vantagens super estimula potencial de ação,
causando contração constante e
- Formulação pronta
morte por fadiga
- Rapidez na operação
Sítios alvo: fosforados carbonatos
- Eficiência imediata (inibem AChE), neonicotinóides
(agonista de ACh), fenilpirazóis
- Compatibilidade com outras
(antagoniza GABA), piretroides
atividades
(mantém canais de Na abertos)
- Custo inicial baixo
Inibidores metabólicos
Limitações
Estomacais
- Não é específico
Físico
- Custo alto a longo prazo
Agonista ou antagonista de
- Deixa resíduo hormônio
- Período de carência – intervalo Quanto a translocação no
entre a aplicação e o consumo organismo tratado – sistêmico,
existe tanto para planta como para Gás liquefeito (aerossóis) – dentro
frutos e de profundidade da embalagem são líquidos, mas
sob pressão eles volatilizam
Quanto a origem – inorgânico,
que não tem C na formulação, como Pasta (Gel)
fosforina e ácido bórico, orgânicos
Pastilha volátil – usado em expurgo,
naturais, que tem bases em plantas
principio ativo sólido, ao entrar em
como nicotina, piretrina e rotenona,
contato com a umidade, reage e
animais como sabão e gordura,
libera um gás tóxico
petróleo como óleo mineral e
querosene, orgânicos sintéticos Outros:
entre outros.
Suspensão concentrada (SC)
Quanto a formulação – quando
aplicar: Pó dispersível (WG)
Pó seco (P) – povilhadora Rótulo do produto comercial
Pó molhável (PM/WP) – possui K-othrine 25 CE
aditivo e/ou estabilizante para K-othrine – Nome comercial
formar uma solução estável, o pó
dissolve e é aplicado na formulação 25 – Concentração
química. CE – Formulação, que nesse caso
Pó solúvel (OS ou SP) – sal que era concentrado emulsionado
naturalmente se dilui As faixas coloridas no rótulo indicam
Granulado (G) a toxicidade do produto
Concentrado emulsionável (CE ou Quanto a toxicidade
E) – o emulsionado é o que se A toxicidade é a capacidade natural
forma após a diluição, fator que de um composto ser venenoso sob
contribui para verificar o estado da condições experimentais
diluição
Classificação da toxicidade –
Solução concentrada: baseado na dose letal (DL)
Ultrabaixo volume (UBV) e DL50 – mata 50% da população
Eletrodinâmica (ED) – os
equipamentos reduzem o tamanho DL50 = 13
da gota que aumenta a superfície 13mg de produto é capaz de matar
Solução termonebulígena (TN) – 50% da população de 1kg
sua apresentação é liquida, mas é A DL é expressa por mg do
muito volátil, por isso mata por produto/kg de peso vivo
inalação
DL50, DL90 – quanto menor a DL,
Microencapsulado (ME/CS) – como mais perigoso é o produto, podendo
um granulado, mas tem uma variar entre oral/dermal/inalatória
proteção que visa reduzir a perda
no ambiente. É um ingrediente ativo O manejo de praga visa reduzir a
sólido protegido. população e não exterminar
Baseado em CL – concentração Leque
letal
- Produz gotas maiores (+calda/ha)
Tempo letal (TL) – efeito de choque
- Deposição linear (-deriva)
FORMA DE APLICAÇÃO
-Usado para herbicidas e
Vai depender da formulação do carrapaticidas
inseticida. Os equipamentos
- Ocorre sobreposição de jato
conferem uma eficiência na
aplicação Cone
Quanto menor o tempo de - Gotas pequenas (+deriva)
aplicação, menor é o risco de
intoxicação. - Criam turbulência – ótima
cobertura
O tamanho do equipamento usado
vai depender do tamanho da área - Mais utilizados para fungicidas e
inseticidas
Povilhadora – é indicado para
formigueiros ou cupinzeiros novos Calibração (máquina)
Granuladora – veneno desce por - Considerar o aplicador meio cheio
gravidade, não é utilizado hoje em para comparar
dia pois se colocarmos o veneno em - Área de teste 50 metro
grãos dentro do formigueiro elas
vão retirar sem consumir, ou seja, 1° medir e marcar os 50 metros
não é efetivo 2° marcar o tempo inicial
Pulverizador – fraciona o líquido de 3° marcar o tempo final
alto volume em baixo volume,
reduzindo o tamanho da partícula, 4° coletar o volume que sai do bico
aumentando a área de aplicação. No caso da aplicação manual,
Usado somente em produtos desconsiderar o tempo inicial.
líquidos.
SEGURANÇA NO TRABALHO
Termonebulizador
(termonebuligena) – a combustão USAR EPI!!!
gera calor e fumaça, isso aquece o Pré-diluição, garantir a
produto que volatiliza e sai junto homogeneização
com a fumaça.
Leitura do rótulo – ajuda a diminuir
Câmara de expurgo – pastilhas os acidentes e otimizar o uso
voláteis são colocadas e se fecha o
ambiente por um período de tempo EPI limpos de acordo com a
aplicação
Seringa e pincel são mais precisos
e usado em casos muito específicos Não se alimentar nem fumar
durante o trabalho, em caso de
CALIBRAÇÃO DO BICO intoxicação, levar ao médico junto
PULVERIZADOR ao rótulo do inseticida
Tipo de bico:
As embalagens devem ser - CALIBRAGEM –
retomadas ao local de compra, pois
1° escolher a área teste
seu descarte inadequado pode
causar contaminações e 2° preparar a bomba costal com ½
intoxicações. do volume
O reaproveitamento de embalagens 3° percorrer a área e marcar o
é proibido tempo
Procedimento para o descarte: 4° medir a largura da faixa de
molhamento por bico
- Tríplice lavagem – utilizar o líquido
da lavagem no aplicador 5° coletar o líquido pelo tempo que
foi gasto para percorrer a área
- Perfurar a embalagem – para
inutilizar 6° Calcular a área 50mx largura da
faixa de molhamento do bico
- Devolução da embalagem
Calcular o volume para 1ha
A lei 7.802 prevê multa e prisão
para os profissionais responsáveis,
ou prestador de serviços que deixar
de promover as medidas ETIQUETAGEM DE INSETOS
necessárias de proteção à saúde e 2 etiquetas
ao meio ambiente
1° Nome do inseto, data e nome do
RISCO DO USO DE INSETICIDAS identificador
- Aparecimento de novas 2° Local de coleta, data e nome do
pragas/surto de secundárias coletor
- Morte de polinizadores Nomes abreviados e último nome
- Contaminação do meio ambiente inteiro
- Resíduo em alimentos
- Intoxicação e morte do aplicador
- Fitotoxides
- Resistencia de pragas aos
inseticidas
A resistência dos insetos ao
inseticida é quando a dose
recomendada para matar não mata
mais
Pode ser fisiológica – mecanismo
do corpo
Ou comportamental – sair ao sentir
o cheiro