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Sócrates: Vida e Contribuições Filosóficas

Sócrates foi um filósofo ateniense do século V a.C., considerado um dos fundadores da filosofia ocidental, conhecido principalmente através dos diálogos de Platão e Xenofonte. Ele é famoso por suas contribuições à ética e por desenvolver o método socrático, uma abordagem pedagógica que estimula a reflexão crítica. Sua vida e ensinamentos foram transmitidos oralmente, e ele não deixou obras escritas, sendo retratado como uma figura enigmática e influente na história da filosofia.

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Sócrates: Vida e Contribuições Filosóficas

Sócrates foi um filósofo ateniense do século V a.C., considerado um dos fundadores da filosofia ocidental, conhecido principalmente através dos diálogos de Platão e Xenofonte. Ele é famoso por suas contribuições à ética e por desenvolver o método socrático, uma abordagem pedagógica que estimula a reflexão crítica. Sua vida e ensinamentos foram transmitidos oralmente, e ele não deixou obras escritas, sendo retratado como uma figura enigmática e influente na história da filosofia.

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Quem foi Sócrates

Sócrates (em grego: Σωκράτης, AFI: [sɔːkrátɛːs], transl. Sōkrátēs; Alópece, c. 470
a.C. – Atenas, 399 a.C.)[1] foi um filósofo ateniense do período clássico da Grécia
Antiga. Creditado como um dos fundadores da filosofia ocidental, é até hoje uma
figura enigmática, conhecida principalmente através dos relatos em obras de
escritores que viveram mais tarde, especialmente dois de seus alunos, Platão e
Xenofonte, bem como pelas peças teatrais de seu contemporâneo Aristófanes. Muitos
defendem que os diálogos de Platão seriam o relato mais abrangente de Sócrates a
ter perdurado da Antiguidade aos dias de hoje.[2]

Através de sua representação nos diálogos de seus estudantes, Sócrates tornou-se


renomado por sua contribuição no campo da ética, e é este Sócrates platônico que
legou seu nome a conceitos como a ironia socrática e o método socrático (elenchus).
Este permanece até hoje a ser uma ferramenta comumente utilizada numa ampla gama de
discussões, e consiste de um tipo peculiar de pedagogia no qual uma série de
questões são feitas, não apenas para obter respostas específicas, mas para
encorajar também uma compreensão clara e fundamental do assunto sendo discutido.
Foi o Sócrates de Platão que fez contribuições importantes e duradouras aos campos
da epistemologia e da lógica, e a influência de suas ideias e de seu método
continuam a ser importantes alicerces para boa parte dos filósofos ocidentais que
se seguiram a ele.

Nas palavras do filósofo britânico Martin Cohen, Platão, o idealista, oferece "um
ídolo, a figura de um mestre, para a filosofia. Um santo, um profeta do 'Deus-Sol',
um professor condenado por seus ensinamentos como herege.".[3]

Biografia

Platão, discípulo de Sócrates e um dos mais influentes filósofos até os dias de


hoje. É através de seus diálogos que se pode saber sobre a vida de Sócrates.
Detalhes sobre a vida de Sócrates derivam de três fontes contemporâneas: os
diálogos de Platão, as peças de Aristófanes e os diálogos de Xenofonte. Não há
evidência de que Sócrates tenha ele mesmo publicado alguma obra. Alguns autores
defendem que ele não deixou nada escrito pois, além de na sua época a transmissão
do saber ser feita, essencialmente, pela via oral, Sócrates assumia-se como alguém
que sabe que nada sabe. Assim, para ele, a escrita fecharia o conhecimento,
deixando-o de forma acabada, amarrando o seu autor ao estrito contexto de
afirmações inamovíveis: se essas afirmações contemplam o erro, a escrita não só o
perpetua como garante a sua transmissão.[4]

As obras de Aristófanes retratam Sócrates como um personagem cômico e sua


representação não deve ser levada ao pé da letra.[5]

Vida
Filho de Sofronisco,[6] um escultor, e Fainarete, uma parteira, Sócrates nasceu em
Alopece, Ática.[7]

Ilustração (do anno 1607) retratando Xântipe esvaziando um pote sobre Sócrates.
Durante sua infância, ajudou seu pai no ofício de escultor. Porém, muitas vezes,
seus amigos zombavam da sua incapacidade de trabalhar o mármore. Mesmo quando
aparecia uma oportunidade de ajudar o seu pai, sempre acabava atrapalhando.[8] Seu
destino foi apontado, pelo próprio Oráculo de Delfos, como o de ser um grande
educador,[carece de fontes] mas foi somente por influência da sua mãe que ele pôde
descobrir sua verdadeira vocação.

Sócrates foi casado com Xântipe, que era bem mais jovem que ele, e teve com ela um
filho, Lamprocles.[9] Porém, segundo Aristóteles e seu discípulo Aristóxenes,
Sócrates teria tido outra esposa, Mirto, com quem teve os filhos Sofronisco e
Menexêno. Segundo relato posterior de Diógenes Laércio, ela teria sido a segunda
esposa e era filha de Aristides, o Justo.[9] Sátiro e Jerônimo de Rodes, também
citados por Diógenes Laércio, dizem que, pela falta de homens em Atenas, era
permitido a um ateniense casado ter filhos com outra mulher, e que Sócrates teria
tido Xântipe e Mirto ao mesmo tempo.[10] Armand D'Angour argumenta que Mirto fora
na verdade a primeira esposa de Sócrates, conforme evidenciado pela sua omissão nos
relatos de Xenofonte e Platão, que eram jovens quando encontraram com um Sócrates
em idade adulta avançada e nem a teriam conhecido.[11]

Seu amigo Críton criticou-o por ter abandonado seus filhos quando se recusou a
tentar fugir para evitar sua execução. Este fato mostra que ele (assim como outros
discípulos) não teria entendido a mensagem que Sócrates passa sobre a morte
(diálogo Fédon).

Em certas ocasiões, parava o que quer que estivesse fazendo, ficava imóvel por
horas, meditando sobre algum problema. Certa vez o fez descalço sobre a neve,
segundo os escritos de Platão, o que demonstra seu caráter lendário.[12]

Cláudio Eliano lista Sócrates como um dos grandes homens que gostavam de brincar
com crianças: uma vez, Alcibíades surpreendeu Sócrates brincando com seu filho
Lamprocles.[13]

Vocação

Anaxágoras, um dos professores de Sócrates.


Conta-se que, um dia, Sócrates foi levado junto à sua mãe para ajudar em um parto
complicado. Vendo sua mãe realizar o trabalho, Sócrates logo filosofou: Minha mãe
não irá criar o bebê, apenas ajudá-lo-á a nascer e tentará diminuir a dor do parto.
Ao mesmo tempo, se ela não tirar o bebê, logo ele irá morrer, e igualmente a mãe
morrerá!

Sócrates concluiu, então, que, de certa forma, ele também era um parteiro. O
conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas).
Porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento. Concluiu ele. Por isso,
até hoje os ensinamentos de Sócrates são conhecidos por maiêutica (que significa
parteira em grego).[8]

Assim, logo sua vocação falou mais alto e ele partiu para aprender filosofia, vindo
a ser discípulo dos filósofos Anaxágoras e Arquelau. Seu talento logo chamou a
atenção. Tanto que foi chamado pela Pítia (sacerdotisa do templo de Apolo, em
Delfos, na Antiga Grécia) de o mais sábio de todos os homens!.[6]

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