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Traumatismo Craniano: Tipos e Condutas

O documento aborda o Traumatismo Cranioencefálico (TCE), suas causas, tipos de lesões, sintomas e métodos de diagnóstico e tratamento. Destaca a importância do atendimento imediato e a monitorização da pressão intracraniana em casos graves, além das possíveis sequelas e a definição de morte encefálica. O prognóstico é melhor em pacientes mais jovens e com menor tempo de perda de consciência.

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Traumatismo Craniano: Tipos e Condutas

O documento aborda o Traumatismo Cranioencefálico (TCE), suas causas, tipos de lesões, sintomas e métodos de diagnóstico e tratamento. Destaca a importância do atendimento imediato e a monitorização da pressão intracraniana em casos graves, além das possíveis sequelas e a definição de morte encefálica. O prognóstico é melhor em pacientes mais jovens e com menor tempo de perda de consciência.

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TCE

Prof. Helenira Machado


 É uma agressão ao
cérebro, causada por
ação física externa,
que pode produzir
alteração no nível de
consciência e resultar
em comprometimento
das habilidades
cognitivas, físicas e
comportamentais.
 Fraturas de crânio.
 Lesões intracranianas que podem ser
classificadas em focais ou difusas.
 Hematomas extradurais (ou epidurais),
 Hematomas subdurais
 As contusões
 Hematomas intracerebrais.
São lesões difusas:
• Lesão axonal difusa,
• Concussão cerebral,
• Edema cerebral difuso,
• Lesão cerebral hipóxica (pela falta de oxigênio
no cérebro)
• Lesão vascular focal múltipla.
É quando ocorre a
formação de coágulos
de sangue entre os
ossos do crânio e a
dura-máter, uma
membrana resistente
que adere à superfície
interna do crânio.
São mais comuns que
os epidurais, ocorrendo
em cerca de 30% dos
casos de TCE graves.
Localizam-se entre a
dura-máter e o cérebro,
ocorrendo rompimento
das veias da superfície
c e r e b r a l c o m
sangramento, podendo
levar à um aumento da
pressão intracraniana e
morte.
Podem ser agudos (até 3 dias a partir do trauma),
subagudos (de 4 a 21 dias após o trauma) e crônicos
(a partir de 3 semanas depois do trauma).
É quando depois do
trauma, ocorrem
hemorragias na
substância cerebral,
independente do
paciente ter ou não
alterações de
consciência.
É uma disfunção cerebral em que há um acometimento
transitório das funções neurológicas, ou seja, há uma
perda transitória da consciência, podendo haver também
uma perda de memória transitória e perda da memória
de fixação.
Os mesmos movimentos bruscos de aceleração ou
desaceleração da cabeça causam um esticamento e
rompimento dos axônios (prolongamento dos
neurônios, que tem a função de conduzir os impulsos
nervosos).
Extravasamento de líquidos para o tecido cerebral,
causando um inchaço, o que pode resultar em um
aumento da pressão intracraniana.
 Hematomas na  Saída de sangue pelo
cabeça. nariz (epistaxe ou
 Ferimentos do couro rinorragia).
cabeludo.  Hematoma ao redor
 Saída de sangue dos olhos.
pelos ouvidos  Hematoma atrás das
(otorragia) ou líquor orelhas.
(otoliquorréia).
Os pacientes com TCE podem apresentar-
se assintomáticos ou sintomáticos.
 Deficiência de memória.  Vertigens e Zumbidos.
 Desorientação no tempo e
espaço.  Crises convulsivas.
 Diminuição da capacidade  Desmaios.
de concentração.
 Sonolência.  Ansiedade e depressão.
 confusão mental.  Alterações de movimento.
 Apatia.
 Alterações de
 Irritabilidade.
sensibilidade.
 Cefaléia.
. .
.
 2) Alterações das pupilas.
 1) Nível de consciência,
que é avaliado através da
escala de coma de  3) Características de
Glasgow. resposta motora.
A pontuação inicial por
esta escala permite a
classificação do paciente
em :
 TCE leve (Glasgow de 13-
15).
 Moderado (Glasgow de 9-
12).
 Grave (Glasgow de 3-8).

.
.
.
 Raio-x de crânio
 Tomografia
computadorizada de
encéfalo
 Doppler
transcraniano
 Ressonância
magnética

. .
.
 O paciente que se na escala de coma de Glasgow
mostra índice menor ou igual a 8, ou que tenha
alterações na tomografia que demonstre edema
cerebral ou uma lesão axonal difusa deve ter sua
pressão intracraniana monitorada.

 Pacientes com lesão axonal difusa (LAD) leve em


princípio não necessitam de intervenções, mas devem
ser feitas tomografias seriadas para acompanhamento
 No caso das lesões focais uma neurocirurgia pode
ser necessária.

 Nas lesões difusas em que há um aumento da


pressão intracraniana é muito importante que ela
seja controlada, e medidas são tomadas neste
sentido.

 Nos pacientes que estejam com hipo v o l e m i a


(diminuição do volume sanguíneo no corpo), é
importante a reposição de líquidos, e se necessário o
uso de medicamentos vasopressores.
 Quanto melhor for o atendimento no local do acidente,
de modo a manter a respiração e a circulação, melhor
o prognóstico dos pacientes.

 Quanto mais jovem e quanto menor o tempo de perda


de consciência, melhores as chances de recuperação
do paciente.

 Casos muito graves, em que há uma falta de oxigênio


para o cérebro, durante um intervalo de tempo,
podem deixar o paciente em estado vegetativo.
.

 Sequelas neuropsicomotoras

 Epilepsia

 Hidrocefalia

 Defeitos no crânio, causando um problema estético.


.
.
É a morte do cérebro, incluindo tronco cerebral que
desempenha funções vitais como o controle da
respiração. Quando isso ocorre, a parada cardíaca é
inevitável.

Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa


com morte cerebral não pode respirar sem os
aparelhos e o coração não baterá por mais de
algumas poucas horas.
O termo Morte Encefálica se aplica a condição final,
irreversível, definitiva de cessação das atividades do
Tronco Cerebral e do Cérebro. Por isso, a morte
encefálica já caracteriza a morte do indivíduo.

É uma lesão irrecuperável e irreversível do cérebro após


traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou
derrame cerebral. É a interrupção definitiva de todas as
atividades cerebrais.

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