Stories from the Granbeen family
Parte 1
Em uma casa abandonada que existia vários segredos não descobertos de uma família. Uma
policial tenta ter coragem para saber a história da família Granbeen, que morava na casa
setecentos e setenta e um. Luísa sempre foi uma policial que gosta de ler vários artigos,
histórias ou até mesmo fatos de terror.
Em uma quarta-feira, Luísa decidiu deixar o medo de lado e ir para casa setecentos e setenta
e um, para encontrar dicas sobre a história dessa família. Ao entrar na casa, logo avistei uma
sala. Mas logo tive uma terrível quebra de expectativa, pois suas paredes estavam cheias de
arranhões com cor vermelha, não consegui identificar se era sangue ou tinta, ou algo do tipo.
Tudo começou a piorar quando eu olhei para o sofá. O sofá da sala tinha uma faca de espécie
santoku, do lado do sofá tinha um tipo de mesa lateral, acima da mesa havia uma xícara com
chá ainda quente, como se alguém tivesse feito a segundos atrás.
Avistei uma escada, e decidi subir, para revistar os três quartos. Mas quando estava subindo
tinha um degrau quebrado. Assim que cheguei no segundo andar, vi o primeiro quarto, ele
parece ser tão deslumbrante por fora.
No primeiro quarto, tinha uma porta de cor verde e adesivos de dinossauros e folhas em
volta. Logo que abri a porta tinha um berço e alguns brinquedos e móveis.
Já no segundo era mais simples, com a parede verde musgo, e a parede que havia uma cama
de solteiro feita de madeira, tinha uma cabeceira com um abajur branco e simples, mas que
deixava o quarto, pelo incrível que parecia, delicado e refinado.
No terceiro quarto, havia uma cama de casal com alguns móveis de madeira e uma parede
delicada de gesso, com uma cor de areia não específica. E algumas paredes com um toque
suave de verde. Mas tinha um outro cômodo,e dessa vez era um quarto diferente, ele era rosa
bebê, com uma cama de casinha feita de madeira, e tinha algumas bonecas de madeira
jogada no tapete do quarto. Logo avistei uma espécie de livro, com um tamanho
aproximadamente de quinze centímetros. Acho que era um diário ou algo parecido. Tudo
que havia acontecido na família Granbeen deve de estar nesse diário. Assim que terminei de
ler o diário, fiquei surpresa com a pessoa que cometeu o crime. Mas foi ela que matou a
própria família?
-Sim foi eu, porque não eu…?
Porque não matar eles? Eu fiz isso. Meu pai, o senhor Granbeen, esbofeteava a minha
mãe, os motivos eu não sei, mas provavelmente porque eu sou a filha mulher. O filho
com ele demonstrava ter mais afeto por Charles. Mas depois que o Gilbert nasceu, o
Charles ficou mais tempo no quarto. Mas eu sempre soube que ele sabia de muitas
coisas que eu jamais saberia.
Uma semana antes do Gilbert completar cinco meses de vida, o senhor Granbeen e
minha mãe estavam em uma discussão. Já estava de noite, e escutei o meu pai falando
para mamãe,
-Eu vou matar ele, e eu não estou brincando, você botou a nossa vida em risco. Você
pensou no Gilbert, nos nossos filhos? - Falou ele confiante.
-Eu vou consertar as coisas, mas para isso, eu vou ter que ir embora.- A mamãe falou
relutantemente.
-Não. Você sabe o quão difícil foi eu ter conseguido chegar até aqui. E para poder
chegar aonde estamos hoje, nós dois juntos e unidos construímos uma família e que
amamos muito ela!- O senhor Granbeen falou com lágrimas escorriam pelo rosto.
- Eu sei, e só nós dois sabemos, de tudo o que passamos. Mas saiba que eu te amo. E
amo a nossa família.- Mamãe havia falado
- Eu te amo mais que tudo na vida.
- Eu te amo senhor Octávio Granbeen, saiba disso!- mamãe falou orgulhosa e
emocionada.
- E eu sei bem disso.- falou ele dando uma beijo em minha mãe.
Depois da discussão deles, mamãe foi ao meu quarto.
-Filha. Você está acordada? -Falou ela
-Sim, pode entrar.- Falei.
- Eu preciso falar algumas coisas.- Disse mamãe com um tom sério e preocupante.
- Sim, pode falar mamãe!- Disse eu com a voz fofa, de sempre.
- Bom filha, eu quero te dizer que eu te amo, e você vai ser uma mulher maravilhosa e
generosa. Eu amo nossa família, independente dos defeitos de cada um. O seu pai te
ama muito, e ele faria de tudo por você.- Falou mamãe, fazendo carinho em meus
cabelos.
Logo cochilei, e não consegui identificar muito bem o que mamãe tinha dito.
Quando acordei, não achei mamãe em lugar algum. Até que Charles apareceu.
-Luísa não adianta procurar ela, mamãe não vai voltar.- Falou com a expressão de
certeza.
- Você está mentindo, essa brincadeira não é legal!- Falei triste
Fui ver se Gilbert estava em seu quarto. Pois se Charles estivesse certo, o Gilbert não
estaria em seu quarto.
Quando abri a porta do quarto, vi Gilbert em seu berço, dormindo feito anjo.
Uma semana se passou. E chegou o grande dia. O dia em que Gilbert completou cinco
meses de vida.
Eu acordei o Gilbert, e dei um presentinho. Eu fiz um elefante de pano para ele. Percebi
que ele gostou bastante..
Um mês já havia se passado, e mamãe não apareceu. E no final acho que o Charles não
mentiu para mim. O papai estava cheio de problemas, e o Charles nem fala muito
comigo. Mas o que me fazia pensar tanto, era, como mamãe pôde ter deixado o Gilbert
com a gente, ele só tinha cinco meses de vida. Percebi que eu teria que cuidar do
Gilbert, e ter Incumbências para ele crescer como um garoto normal.
Com o passar dos anos, quando eu já tinha doze anos de idade, Gilbert ficou muito
apegado em mim. Eu o entendo, pois quando mamãe foi embora, eu sou e fui a única
mulher em que ele poderia ter como mãe ou apoio nas decisões que ele faria. Nas datas
comemorativas, ao invés da mamãe estar nesses dias, quem estava era eu com ele.
-Luísa? Cadê você ?- Gilbert disse, sem saber falar direito o meu nome.
-Estou no meu quarto.- Falei auto.
- Posso entrar?- Gilbert falou sem o R.
- Claro, pode sim.- Disse eu.
Gilbert foi correndo e me deu um abraço apertado.
Já havia chegado segunda-feira. E eu estava me arrumando para escola. Peguei uma
saia colegial com o padrão xadrez de cor azul marinho e branco, logo me vestir com a
blusa do colégio, ela era branca com manga longa e a jaqueta azul, que era da minha
mãe.
Peguei minha mochila e fui andando para o colégio.
Assim que cheguei, fui para sala de aula. E não vi a professora Mery. Me sentei na
cadeira, e li um livro.
-Bom dia crianças! - Falou a diretora Elizabete Cooper, entrando na sala de aula.
- Bom dia, diretora Cooper. - A sala falou.
- Eu quero apresentar a nova professora de vocês. - Falou a diretora Cooper.
- Oi, bom dia crianças. Eu me chamo Blayr. - Disse a professora.
Eu achei ela muito familiar, ela me lembra alguém. Mas não sei dizer quem.
Logo quando cheguei em casa, o Charles me perguntou como foi o a escola. Eu achei
estranho mas o respondi.
-Eu achei legal, e conheci a minha nova professora. Eu achei ela muito familiar.- Disse
para ele.
- Que estranho né ?- Ele falou.
- Mas porque você me perguntou? - Falei pensativa.
- Você é minha irmã. Ou não posso? - Respondeu ele.
- Pode, claro. É que você nunca me pergunta nada. - Falei.
- Eu quero que a gente se aproxime como irmã e irmão. Quero te conhecer melhor. -
Disse ele com confiança.
- Eu acho que concordo com você. Bom e também quero que, eu, você, Gilbert e o papai
sejamos uma família normal. - Disse eu chorando.
- Ei, não precisa chorar. Tem muitas coisas que você precisa saber que eu só posso te
contar quando o Senhor Granbeen, o nosso pai, for embora.. - Falou o Charles
acariciando minhas bochechas.
- Como assim ele vai embora? - Eu falei com dúvida.
- Ele vai fazer uma viagem de negócios em Las Vegas, com o Gilbert. - Disse ele com
um suspiro.
- Como assim com o Gilbert? - Disse eu indignada.
- Fica calma. Porque ele só quer passar um tempo com o Gilbert de pai e filho. E sim
sei, que é muito estranho isso. Mas o Gilbert nunca fez uma viagem para fora da nossa
cidade. - Falou Charles animado.
- Eu sei. - Falei feliz.
Enquanto Luísa lia seu diário antigo, percebeu que parou de escrever depois que o
Gilbert deu um abraço nela. E que na realidade, quando ela vai para escola, já havia
desoito anos de idade.
O dia em que Gilbert e papai vão viajar chegou. Eu já estava chorando, mas sabia que o
Gilbert precisa de uma alegria na vida dele.
Gilbert e papai vão passar um tempo em Las Vegas. No que de fato não era bem uma
viagem e sim uns anos fora da nossa cidade.
Eu e o Charles ficamos muito próximos. Uma coisa que eu nunca falei aqui neste diário
é que, eu sempre gostei do Charles mesmo não sendo muito próxima dele antes.
-Luísa. Bom, eu acho que tá na hora de eu te contar uma coisa.- Disse Charles sério.
- Pode falar.- Falei para ele, sentando ao seu lado na cama.
- A verdade é que eu não sou seu irmão. - Ele falou.
- Como assim? - Falei.
- Sua mãe, ela sempre foi uma pessoa que costumava ser secreta com suas coisas ou
até mesmo misteriosa. Eu sou o filho da amiga dela que havia morrido. - Ele
respondeu chorando muito.
- Não precisa chorar, eu estou com você aqui. - Falei segurando o seu rosto.
- Sério? - Ele disse, se aproximando de mim cada vez mais.
Eu o abracei. Até que ele sem eu perceber, me dá um beijo na bochecha. No que fez eu
ficar vermelha.
-Bom, eu vou preparar a janta.- Falei para Charles.
Eu tive uma sensação estranha com tudo que ele falou, parece que algo não está se
encaixando.
A noite foi longa e eu estava cansada mentalmente, então decidi que ia dormir.
Assim que acordei, comi uma torrada com geleia de frutas vermelhas com um toque
de pimenta.
Fiquei bem pensativa com o que Charles me contou ontem. Até que decidi procurar
mais coisas sobre mamãe, e o único lugar que pode ter alguma coisa da mamãe é no
quarto do papai.
Em umas das gavetas de uma mesa lateral, achei uma caixa oval de cor salmão com
alguns detalhes esverdeados e um toque de prata. Quando abri a caixa tinha várias
cartas com o nome da mamãe para mim. Eu fiquei em choque, porque o papai nunca
me respondia quando eu o perguntava se mamãe havia mandado cartas para mim.
Mas a minha cabeça só estava pensando em ler as cartas.
Mas alguma coisa dizia que não era para eu falar pro Charles. Eu não conseguia ter
uma confiança sincera com ele.
Saí do quarto do senhor Granbeen e fui para o meu quarto, guardar a caixa em um
lugar que ninguém acharia.
-Luísa, hoje não vai precisar preparar a janta, eu vou comprar pizza. - Falou Charles.
- ok, eu vou dar uma caminhada.- eu o respondi com um suspiro.
- Tá bom, mas tome cuidado. Escutou?- Ele disse achando que mandasse em mim.
- Eu sei. Não precisa ficar falando!- Falei um pouco cansada.
- Ok, estressadinha!- Ele falou para me irritar.
Enquanto caminhava pelo Memorial Gardens, pensava em procurar pistas da mamãe.
Mas sentia que não poderia contar para o Charles. Dei mais uma volta e fui para casa.
-Demorou Luísa.- disse Charles.
- E qual é o problema?- Falei.
-Calma, eu só fiz uma pergunta!- Ele falou.
-Eu vou tomar um banho e já volto para comer. - Falei.
Aproveitei que estava calor e fui lavar o cabelo.
-Luísa a comida está na mesa!- Charles gritou como de costume.
- Tá bom, já estou indo! - falei.
- Olha quem lavou o cabelo… - Falou Charles, como sempre brincalhão!!!
- Não começa, bobão! - Com o rosto totalmente sincero, falei.
-E aí, gostou do BEEF WELLINGTON ? Foi eu que fiz. Eu estava com vontade de fazer.-
Ele perguntou, com uma voz diferente.
- Tá muito bom!!! Uh, uh,uh. -Eu o respondi. Mas na verdade eu odiei, estava com a
carne crua e com gordura branca.
- Bom eu vou ir para o quarto.- Falei com o tom de voz baixo.
- Depois eu vou te dar boa noite. - Ele falou.
- Ok?- Falei.
Eu sempre gostei de escrever tudo em um diário. E finalmente a noite chegou e vou
poder escrever em você de novo!!! Quando eu comecei a escrever, Charles bateu na
porta do meu quarto.
-Luísa pode entrar?- Ele perguntou
- Sim, claro. Só um minuto. - Eu o respondi.
Ele entrou no meu quarto e se sentou na minha cama.
- Você sabe que é muito especial para mim! E eu gosto muito de você. - Ele falou se
aproximando de mim.
- Sim, eu sei. - Falei
Depois que ele havia me falado isso, eu percebi que ele não era o Charles que eu
conhecia. Era o Charles que, tinha problemas e fatos que guardava tudo dentro de si
mesmo.
Eu não poderia julgá-lo, pois ele sabia de várias coisas que faria qualquer um ficar
louco. Mas o que me deixa pensativa, é o porque ele sempre está mentindo, ele pode
até falar um pouco de fatos acontecidos. Mas eu não seria tão tola de acreditar em uma
pessoa que descobre a mentira durante a sua vida inteira, achando que era tudo
verdade…
- Bom eu só queria te dizer que eu te amo mais que tudo nessa vida. Ah, ah, você
gostaria de namorar comigo? - ele falou com a maior cara de pau…
- Eu não sei nem o que te dizer. Mas você tem que entender que não dá para misturar
as coisas, a vida não é bem assim. Não é por causa que a gente não é irmãos de sangue,
que só porque você começou a gostar de mim e me conheceu melhor, que podemos
começar a namorar…- Antes que eu pudesse responder Charles me interrompeu.