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A Maldição de Dorian Van Thorn

Dorian Van Thorn, herdeiro de uma família de caçadores de monstros, é marcado por uma maldição após ser atacado por um lobisomem durante uma caçada. Banido de sua família e condenado a lutar contra a fera que habita dentro dele, Dorian carrega uma bala de prata como símbolo de sua luta pela libertação. Agora, ele vaga pelo mundo em busca de uma forma de quebrar o ciclo de sua maldição e encontrar paz.

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A Maldição de Dorian Van Thorn

Dorian Van Thorn, herdeiro de uma família de caçadores de monstros, é marcado por uma maldição após ser atacado por um lobisomem durante uma caçada. Banido de sua família e condenado a lutar contra a fera que habita dentro dele, Dorian carrega uma bala de prata como símbolo de sua luta pela libertação. Agora, ele vaga pelo mundo em busca de uma forma de quebrar o ciclo de sua maldição e encontrar paz.

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História de Dorian Van Thorn

Nascido herdeiro de uma das mais antigas e respeitadas famílias de caçadores de


monstros, Dorian Van Thorn foi criado em meio a sombras e segredos. A mansão
dos Van Thorn, uma construção imponente e gótica, erguia-se no topo de uma
colina, cercada por florestas densas e nebulosas, que guardam muitos segredos.
Desde pequeno, Dorian era ensinado a respeitar e temer as criaturas da noite,
aquelas que eram perseguidas por sua família por gerações. A tradição familiar era
clara: A caça não era apenas um ofício, mas uma responsabilidade sagrada.

Na noite em que sua vida mudaria para sempre, Dorian estava sozinho. Dominado
por um orgulho juvenil e pela necessidade de provar seu valor, partiu em busca de
uma caçada que fizesse jûs ao nome de sua família. Em sua busca, ele se deparou
com pegadas profundas na lama, frescas, que indicavam a presença de algo muito
maior que um lobo comum. Sem hesitar, Dorian seguiu as marcas até uma clareira
deserta, onde a lua cheia pairava, gigantesca e impiedosa no céu. Ali, sob o brilho
prateado, ele ouviu o som que fez seu coração parar: Um rosnado gutural, o som de
uma fera à espreita, surgindo da escuridão das árvores. Quando ele se virou, lá
estava a criatura. Um lobisomem, com olhos que refletiam o brilho da lua, garras e
presas prontas para dilacerar o ser mais íntegro dessa terra.

Dorian, sem hesitar ou fraquejar, sacou sua arma de repetição e disparou 13 vezes
contra a fera. Entretanto ao recarregar a última munição o monstro saltou sobre ele
com uma força descomunal, e os dois colidiram em uma batalha feroz. Cada golpe
desferido era recebido com uma fúria implacável. O embate era desigual, e, por
mais que ele fosse um caçador experiente, naquele momento, ele era apenas um
homem contra uma maldição viva. Quando a criatura finalmente o imobilizou, a
mordida foi brutal. O peso da besta o derrubou ao chão, e ele sentiu as presas
atravessarem sua carne. O som de ossos se quebrando e carne sendo rasgada
ecoou pela clareira, e a dor foi insuportável. Sangue manchava o chão,
misturando-se ao solo encharcado. Dorian gritou, não apenas pela dor física, mas
pelo horror de saber o que aquilo significava. Ele havia sido marcado, amaldiçoado,
e nada poderia apagar isso. A fera, com seu trabalho feito, recuou para as sombras
da floresta, deixando Dorian caído, sangrando e sozinho. Ele permaneceu ali,
deitado sob a luz da lua cheia, sentindo a vida escorrer de seu corpo junto com o
sangue, mas ciente de que a verdadeira batalha estava apenas começando. Ao se
levantar, cambaleante, ele sabia que não podia voltar para sua família. Afinal a
mordida do lobisomem não apenas mudou seu corpo, mas também condenou sua
alma.
Ao retornar para a mansão Van Thorn, ele não encontrou simpatia ou compreensão,
mas olhares de reprovação. Seus pais e irmãos, pilares da honra e do dever, viram
nele apenas a sombra da vergonha. A exclusão foi completa, Dorian foi banido dos
salões de sua família, renegado de sua herança por direito e largado à solidão de
seus próprios pesadelos. Perdido e sem rumo, ele passou a carregar consigo a
única bala de prata que não conseguiu disparar naquela noite, sempre à mão, como
um lembrete do único destino que parecia lhe restar: Libertar-se da maldição e do
sofrimento. A bala era sua companheira silenciosa, representando a escolha entre
resistir e desistir. Cada noite de lua cheia se tornava uma provação, onde a fera
em seu sangue tentava se libertar, e Dorian era forçado a lutar contra si mesmo.

Agora, Dorian Van Thorn vaga pelo mundo, um caçador de monstros marcado por
uma maldição. Ele caminha sempre à sombra da lua, buscando uma maneira de
quebrar o ciclo que o condena ou, ao menos, encontrar paz através da única bala
que pode pôr fim à sua dor. Mas até esse momento chegar, ele continua sua
caçada, tanto contra as criaturas das trevas quanto contra o próprio monstro que se
esconde dentro dele.

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