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Higiene e Segurança no Trabalho: Guia Prático

O documento aborda a importância da higiene e segurança no trabalho, destacando a necessidade de garantir condições adequadas para a saúde dos trabalhadores. Ele explora definições, fatores que afetam a segurança, tipos de acidentes e a relação entre condições de trabalho e produtividade. O objetivo principal é sensibilizar os profissionais sobre a relevância da implementação de práticas seguras no ambiente laboral.

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dnicolau160
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Higiene e Segurança no Trabalho: Guia Prático

O documento aborda a importância da higiene e segurança no trabalho, destacando a necessidade de garantir condições adequadas para a saúde dos trabalhadores. Ele explora definições, fatores que afetam a segurança, tipos de acidentes e a relação entre condições de trabalho e produtividade. O objetivo principal é sensibilizar os profissionais sobre a relevância da implementação de práticas seguras no ambiente laboral.

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CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL

DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE VIANA

Higiene e Segurança
no
Trabalho

Elaborado por: Antonieta Fernandes


Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 1
INDICE

[Link]ção_____________________________________________________________3

[Link]ções _____________________________________________________________4

[Link] de trabalho __________________________________________________ 4

[Link] da higiene no trabalho_________________________________________6

[Link] que afectam a higiene e segurança no trabalho ______________________ 6

[Link] perdas de produtividade e qualidade _________________________________ 7

[Link]ça no posto de trabalho ___________________________________________8

4.2.1. O local de trabalho ___________________________________________________9

[Link]ção de cargas _____________________________________________ 10

[Link]ção de trabalho: _________________________________________________ 10

[Link]ções psicológicas do trabalho ____________________________________ 10

[Link]ído e vibrações ___________________________________________________ 10

4.2.7. Iluminação ________________________________________________________ 10

[Link] químicos _____________________________________________________ 10

[Link] biológicos_____________________________________________________ 11

4.2.10. Pessoal de socorro _________________________________________________ 11

5.0 Efeito dominó e os acidentes de trabalhos ________________________________ 11

[Link]ça de máquinas _________________________________________________ 12

[Link]ção de fabricantes de máquinas ____________________________________ 12

6. 1. l Conceito de fabricante de segurança ___________________________________ 12

[Link] de protecção _____________________________________________ 13

[Link]ção dos riscos de acidente ___________________________________________ 13

[Link]ção colectiva e protecção individual (EPIs,EPCs) _______________________14

9. Sinalização ____________________________________________________________ 18

9. 1. Sinais de perigo _______________________________________________________19

9. 1. 1. Sinais de proibição __________________________________________________19

9.2. 1. Sinais de obrigação __________________________________________________20

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 2


[Link] de obrigação __________________________________________________20

[Link] e condições ambientais do posto de trabalho _______________________20

[Link]ção __________________________________________________________ 20

10.1.1.0s riscos que rodeiam o posto de trabalho ______________________________21

10. 1.2. [Link] físicos ____________________________________________________ 22

[Link].Riscos químicos____________________________________________________27

[Link].Riscos biológicos __________________________________________________ 29

[Link] ergonómicos _________________________________________________ 30

[Link]ção e combate a incêndio _________________________________________33

[Link] portáteis ___________________________________________________36

[Link]ção quanto ao modo de funcionamento _______________________38

[Link] de incêndio _______________________________________________ 39

[Link]ção de extintores __________________________________________ 42

[Link] de riscos _______________________________________________________ 43

[Link] ___________________________________________________________43

12. 1. [Link]érios para elaboração __________________________________________43

[Link] __________________________________________________________44

[Link]ção de riscos ___________________________________________________ 45

[Link]ça _________________________________________________________ 45

13. 1. 1. Segurança no posto de trabalho ____________________________________45

[Link] ________________________________________________________________47

[Link] da Apnr _____________________________________________________49

14.1.1. Orientação para preenchimento da tabela Apnr _______________________50

[Link]ícios de uma Apnr ____________________________________________ 51

[Link]ção do trabalho na indústria ___________________________________57

[Link]ços confinados ___________________________________________________59

[Link] ___________________________________________________________67

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 3


Apresentação

Este material didáctico foi preparado para funcionar como instrumento de consulta. Possui
informações que são aplicáveis diariamente pelo profissional, de forma prática e apresenta uma
linguagem simples e de fácil assimilação.

É um meio que possibilita, de forma eficaz, o aperfeiçoamento do aluno através do estudo do


assunto apresentado no módulo.

1- Introdução

A indústria sempre teve associada a vertente humana, nem sempre tratada como sua componente
preponderante.

Até meados do século 20, as condições de trabalho nunca foram levadas em conta, sendo sim
importante a produtividade, mesmo que tal implicasse riscos de doença ou mesmo à morte dos
trabalhadores. Para tal contribuíam dois factores, uma mentalidade em que o valor da vida
humana era pouco mais que desprezível e uma total ausência por parte dos Estados de leis que
protegessem o trabalhador.

Apenas a partir da década de 50 / 60, surgem as primeiras tentativas sérias de integrar os


trabalhadores em actividades devidamente adequadas às suas capacidades.

Actualmente em alguns países existe legislação que permite uma protecção eficaz de quem integra
actividades industriais, ou outras, devendo a sua aplicação ser entendida como o melhor meio de
beneficiar simultaneamente as empresas e os trabalhadores na salvaguarda dos aspectos
relacionados com as condições ambientais e de segurança de cada posto de trabalho.

Na actualidade, em que certificações de Sistemas de Garantia da Qualidade e Ambientais ganham


tanta importância, as medidas relativas à Higiene e Segurança no Trabalho tardam em ser
implementadas pelo que o despertar de consciência é fundamental.

O objectivo principal deste curso, e de sensibilizar para as questões da higiene e segurança no


trabalho.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 4


2- Definições

A higiene e a segurança são duas actividades que estão intimamente relacionadas com o objectivo
de garantir condições de trabalho capazes de manter um nível de saúde dos colaboradores e
trabalhadores de uma empresa.

Segundo a O.M.S.- Organização Mundial de Saúde, a verificação de condições de Higiene e


Segurança consiste "num estado de bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de
doença e enfermidade ".

A higiene do trabalho propõe-se combater, dum ponto de vista não médico, as doenças
profissionais, identificando os factores que podem afectar o ambiente do trabalho e o trabalhador,
visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem
afectar a saúde, segurança e bem estar do trabalhador).

A segurança do trabalho propõe-se combater, também dum ponto de vista não médico, os
acidentes de trabalho, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer educando os
trabalhadores a utilizarem medidas preventivas.

 Segurança; Estudo, avaliação e controlo dos riscos de operação


 Higiene; Identificar e controlar as condições de trabalho que possam prejudicar a saúde do
trabalhador
 Doença Profissional; Doença em que o trabalho é determinante para o seu aparecimento.

2.1- Acidente de trabalho

O que é acidente?

Se procurarmos num dicionário poderemos encontrar acontecimento imprevisto, casual, que


resulta em ferimento, dano, estrago, prejuízo, avaria, ruína, etc... "

Os acidentes, em geral, são o resultado de uma combinação de factores, entre os quais se destacam
as falhas humanas e falhas materiais. Vale a pena lembrar que os acidentes não escolhem hora
nem lugar. Podem acontecer em casa, no ambiente de trabalho e nas inúmeras locomoções que
fazemos de um lado para o outro, para cumprir nossas obrigações diárias.

Quanto aos acidentes do trabalho o que se pode dizer é que grande parte deles ocorre porque os
trabalhadores se encontram mal preparados para enfrentar certos riscos.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 5


O que diz a lei

Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando
lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade
para o trabalho, permanente ou temporária... "

 Lesão corporal é qualquer dano produzido no corpo humano, seja ele leve, como,

por exemplo, um corte no dedo, ou grave, como a perda de um membro.

 Perturbação funcional é o prejuízo do funcionamento de qualquer órgão ou sentido. Por


exemplo, a perda da visão, provocada por uma pancada na cabeça, caracteriza uma
perturbação funcional…

Doença profissional também é acidente do trabalho

 Doenças profissionais são aquelas que são adquiridas na sequência do exercício do


trabalho em si.
 Doenças do trabalho

Um funcionário pode apanhar uma gripe, por contágio com colegas de trabalho. Essa doença,
embora possa ter sido adquirida no ambiente de trabalho, não é considerada doença profissional
nem do trabalho, porque não é ocasionada pelos meios de produção.

Contudo, se o trabalhador contrair uma doença ou lesão por contaminação acidental, no exercício
de sua actividade, temos aí um caso equiparado a um acidente de trabalho.

Noutro caso, se um trabalhador perder a audição por ficar longo tempo sem protecção auditiva
adequada, submetido ao excesso de ruído, gerado pelo trabalho executado junto a uma grande
prensa, isso caracteriza igualmente uma doença de trabalho.

Um acidente de trabalho pode levar o trabalhador a se ausentar da empresa apenas por algumas
horas, o que é chamado de acidente sem afastamento. É que ocorre, por exemplo, quando o
acidente resulta num pequeno corte no dedo, e o trabalhador retorna ao trabalho em seguida.

Outras vezes, um acidente pode deixar o trabalhador impedido de realizar suas actividades por
dias seguidos, ou meses, ou de forma definitiva. Se o trabalhador acidentado não retornar ao
trabalho imediatamente ou até no dia seguinte, temos o chamado acidente com afastamento, que
pode resultar na incapacidade temporária, ou na incapacidade=parcial e permanente, ou, -ainda,
na incapacidade total e permanente para o trabalho.

A incapacidade temporária é a perda da capacidade para o trabalho por um período limitado de


tempo, após o qual o trabalhador retorna às suas actividades normais.
Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 6
A incapacidade parcial e permanente é a diminuição, por toda vida, da capacidade física total
para o trabalho. É o que acontece, por exemplo, quando ocorre a perda de um dedo ou de uma
vista incapacidade total e permanente é a invalidez, incurável para o trabalho.

Neste ultimo caso, o trabalhador não reúne condições para trabalhar o que acontece, por exemplo,
se um trabalhador perde as duas vistas num acidente do trabalho. Nos casos extremos, o acidente
resulta na morte do trabalhador.

Um trabalhador desvia sua atenção do trabalho por fracção de segundo, ocasionando um acidente
sério. Além do próprio trabalhador são atingidos mais dois colegas que trabalham ao seu lado. O
trabalhador tem de ser removido urgentemente para o hospital e os dois outros trabalhadores
envolvidos são atendidos no ambulatório da empresa. Um equipamento de fundamental
importância é paralisado em consequência do dano em algumas peças da máquina. O
equipamento parado é uma guilhotina que corta a matéria-prima para vários sectores de
produção. Analise a situação anterior e liste as consequências directas e indirectas que consegue
prever, em resultado deste acidente.

2.2- Objectivos da higiene do trabalho

Reduzir a exposição média e de longo prazo, uma vez que nem sempre se podem eliminar
totalmente os riscos do ambiente de trabalho.

3- Factores que afectam a higiene e segurança

Em geral a actividade produtiva encerra um conjunto de riscos e de condições de trabalho


desfavoráveis em resultado das especificidades próprias de alguns processos ou operações, pelo
que o seu tratamento quanto a Higiene e Segurança costuma ser cuidado com atenção.

Contudo, na maior parte dos casos, é possível identificar um conjunto de actores relacionados com
a negligência ou desatenção por regras elementares e que potenciam a possibilidade de acidentes
ou problemas.

Acidentes devido a condições perigosas;

 Máquinas e ferramentas
 Condições de organização (Layout mal feito, armazenamento perigoso, falta de
Equipamento de Protecção Individual - E.P.I.)
 Condições de ambiente físico, (iluminação, calor, frio, poeiras, ruído)

Acidentes devido a acções perigosos;

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 7


 Falta de cumprimento de ordens (não usar E.P.I.)
 Ligado à natureza do trabalho (erros na armazenagem)
 Nos métodos de trabalho (trabalhar a ritmo anormal, manobrar empilhadores à fangio,
distracções, brincadeiras)

3.1- As perdas de produtividade e qualidade

Foi necessário muito tempo para que se -reconhecesse até que ponto as condições de trabalho e a
produtividade se encontram ligadas. Numa primeira fase, houve a percepção da incidência
económica dos acidentes de trabalho onde só eram considerados inicialmente os custos directos
(assistência médica e indemnizações) e só mais tarde se consideraram as doenças profissionais.

Na actividade corrente de uma empresa, compreendeu-se que os custos indirectos dos acidentes
de trabalho são bem mais importantes que os custos directos, através de factores de perda como os
seguintes:

 perda de horas de trabalho pela vítima


 perda de horas de trabalho pelas testemunhas e Responsáveis
 perda de horas de trabalho pelas pessoas encarregadas do inquéritos
 interrupções da produção,
 danos materiais,
 atraso na execução do trabalho,
 custos inerentes às peritagens e acções legais eventuais,
 diminuição do rendimento durante a substituição
 a retoma de trabalho pela vítima

Estas perdas podem ser muito elevadas, podendo mesmo representar quatro vezes os custos
directos do acidente de trabalho.

A diminuição de produtividade e o aumento do número de peças defeituosas e dos desperdícios


de materiais imputáveis à fadiga provocada por horários de trabalho excessivos e por más
condições de trabalho, nomeadamente no que se refere à iluminação e à ventilação, demonstraram
que o corpo humano, apesar da sua imensa capacidade de adaptação, tem um rendimento muito
maior quando o trabalho decorre em condições óptimas.

Com efeito, existem muitos casos em que é possível aumentar a produtividade simplesmente com
a melhoria das condições de trabalho. De uma forma geral, a Gestão das Empresas não explora
suficientemente a melhoria das condições de higiene e a segurança do trabalho nem mesmo a
ergonomia dos postos de trabalho como forma de aumentar a Produtividade e a Qualidade.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 8


A relação entre o trabalho executado pelo operador e as condições de trabalho do local de trabalho
passou a ser melhor estudada desde que as restrições impostas pela tecnologia industrial moderna
constituem a fonte das formas de insatisfação que se manifestam sobretudo entre os trabalhadores
afectos às tarefas mais elementares, desprovidas de qualquer interesse e com carácter repetitivo e
monótono.

Desta forma pode-se afirmar que na maior parte dos casos a Produtividade é afectada, pela
conjugação de dois aspectos importantes:

 Um meio ambiente de trabalho que exponha os trabalhadores a riscos profissionais graves,


causa directa de acidentes de trabalho e de doenças profissionais)
 A insatisfação dos trabalhadores face a condições de trabalho que não estejam em
harmonia com as suas características físicas e psicológicas.

Em geral as consequências revelam-se numa baixa quantitativa e qualitativa da produção, numa


rotação excessiva do pessoal e a num elevado absentismo.

Claro que as consequências de uma tal situação variarão segundo os meios socioeconómicos.

Fica assim explicado que as condições de trabalho e as regras de segurança e Higiene


correspondentes, constituem um factor da maior importância para a melhoria de desempenho das
Empresas, através do aumento da sua produtividade obtida em condições de menor absentismo e
sinistralidade.

Por parte dos trabalhadores de uma Empresa, o Emprego não deve representar somente o
trabalho que se realiza num dado local para auferir um ordenado, mas também uma oportunidade
para a sua valorização pessoal e profissional, para o que contribuem em mito as boas condições do
seu posto de trabalho.

Querendo evitar a curto prazo um desperdício de recursos humanos e monetários e a longo prazo
garantir a competitividade da Empresa, deverá prestar-se maior atenção às condições de trabalho
e ao grau de satisfação dos seus colaboradores reconhecendo-se que, uma Empresa desempenha
não só uma função técnica e económica mas também um importante papel social.

4- Segurança do posto de trabalho

4.1-Significado e Importância da Prevenção

A Prevenção é certamente o melhor processo de reduzir ou eliminar as possibilidades de


ocorrerem problemas de segurança com o Trabalhador.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 9


A prevenção consiste na adopção de um conjunto de medidas de protecção, na previsão de que a
segurança física do operador possa ser colocada em risco durante a realização do seu trabalho.
Nestes termos, pode-se acrescentar que as medidas a tomar no domínio da higiene industrial não
diferem das usadas na prevenção dos acidentes de trabalho.

Como princípios de prevenção na área da Higiene e Segurança industrial poderemos apresentar


os-seguintes:

1. Tal como se verifica no domínio da segurança, a prevenção mais eficaz em matéria de higiene
industrial exerce-se, também, no momento da concepção do edifício, das instalações e dos
processos de trabalho, pois todo o melhoramento ou alteração posterior já não terá a eficácia
desejada para proteger a saúde dos trabalhadores e será certamente muito mais dispendiosa.

2. As operações perigosas (as que originam a poluição do meio ambiente ou causam ruído ou
vibrações) e as substâncias nocivas, susceptíveis de contaminar a atmosfera do local de trabalho,
devem ser substituídas por operações e substâncias inofensivas ou menos nocivas.

3. Quando se torna impossível instalar um equipamento de segurança colectivo, é necessário


recorrer a medidas complementares de organização do trabalho, que, em certos casos, podem
comportar a redução dos tempos de exposição ao risco.

4. Quando as medidas técnicas colectivas e as medidas administrativas não são suficientes para
reduzir a exposição a um nível aceitável, deverá fornecer-se aos trabalhadores um equipamento de
protecção individual (EPI) apropriado.

5. Salvo casos excepcionais ou específicos de trabalho, não deve considerar-se o equipamento de


protecção individual como o método de segurança fundamental, não só por razões fisiológicas
mas também por princípio, porque o trabalhador pode, por diversas razões, deixar de utilizar o
seu equipamento.

Um qualquer posto de trabalho representa o ponto onde se juntam 'os diversos meios de produção
(Homem, Máquina, Energia, Matéria-prima, etc) que irão dar origem a uma operação de
transformação, daí resultando um produto ou um serviço.

Para a devida avaliação das condições de segurança de um Posto de Trabalho é necessário


considerar um conjunto' de factores de produção e ambientais em que se insere esse mesmo posto
de trabalho.

Para que a actividade de um operador decorra com o mínimo de risco, têm que se criar diferentes
condições passivas ou activas de prevenção da sua segurança.

Os principais aspectos a levar em contas num diagnóstico das condições de segurança (ou de
risco) de um Posto de Trabalho, podem ser avaliados pelas seguintes questões:

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4.2.1- O local de trabalho

 Tem acesso fácil e rápido


 É bem iluminado
 O piso é aderente e sem irregularidades
 É suficientemente afastado dos outros postos de Trabalho
 As estadas têm corrimão ou protecção lateral

4.2.3- Movimentação de cargas

 As cargas a movimentar são grandes ou pesadas


 Existem e estão disponíveis equipamentos de transporte auxiliar
 A cadência de transporte é elevada
 Existem passagens e corredores com largura compatível
 Existem marcações no solo delimitando zonas de movimentação
 Existe carga exclusivamente Manual

4.2.4- Posições de trabalho

 Operador trabalha de pé muito tempo


 Operador gira ou baixa-se frequentemente
 O operador tem que e afastar para dar passagem a máquinas ou outros operadores
 A altura e a posição da máquina é adequada.
 A distância entre a vista e o trabalho é correcta

4.2.5- Condições psicológicas do trabalho

 O trabalho é em turnos ou normal


 Operador realiza muitas Horas extras
 A Tarefa é de alta cadência de produção
 É exigida muita concentração dados os riscos da operação

4.2.6. Maquina

 As engrenagens e partes móveis estão protegidas


 Estão devidamente identificados os dispositivos de segurança
 A formação do Operador é suficiente
 A operação é rotineira e repetitiva

4.2.7. Ruídos e vibrações

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 11


 No PT sentem-se vibrações ou ruído intenso
 A máquina a operar oferece trepidação
 Existem dispositivos que minimizem vibrações e ruído

4.2.8. Iluminação

 A iluminação é natural
 Está bem orientada relativamente a PT
 Existe alguma iluminação intermitente as imediações do PT

4.2.9. Riscos químicos

 O ar circundante tem Poeiras ou fumos


 Existe algum cheiro persistente
 Existem ventilação ou exaustão de ar do local
 Os produtos químicos estão bem embalados
 Os produtos químicos estão bem identificados
 Existem resíduos de produtos no chão ou no PT

4.2.10. Riscos biológicos

 Há contacto directo com animais


 Há contacto com sangue ou resíduos animais
 Existem meios de desinfecção no PT

[Link] de socorro

 EXISTE alguém com formação em primeiros socorros


 Os números de alerta estão visíveis e actualizados
 Existem caixas de primeiros socorros e Macas

Com a redução dos acidentes poderão ser eliminados problemas que afectam o homem e a
produção.

Para que isso aconteça, é necessário que tanto os empresários (que têm por obrigação fornecer um
local de trabalho com boas condições de segurança e higiene, maquinaria segura e equipamentos
adequados) como os trabalhadores (aos quais cabe a responsabilidade de desempenhar o seu
dever com menor perigo possível para si e para os companheiros) estejam comprometidos com
uma mentalidade de Prevenção de Acidentes.

 Prevenir quer dizer:

Ver antecipadamente; chegar antes do acidente; tomar todas as providências para que o acidente
não tenha possibilidade de ocorrer...

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 12


5- O efeito dominó e os acidentes de trabalho

Podemos imaginar que algo semelhante acontece quando um acidente ocorre, considerando que
se podem conjugar cinco factores que se complementam da seguinte forma:

 Ambiente social
 Causa pessoal
 Causa mecânica

O Ambiente Social do trabalhador relaciona-se com dois factores principais a saber


Hereditariedade e Influencia Social. As características físicas e psicológicas do individuo são
determinadas pela hereditariedade transmitida pelos Pais. Por outro lado o comportamento de
cada um é muitas vezes influenciado pelo ambiente social em que cada um vive (A moda tanto é
usar cabelos longos, como usar a cabeça raspada).

A causa pessoal está relacionada com o conjunto de conhecimentos e habilidades que cada um
possui para desempenhar uma tarefa num dado momento. A probabilidade de envolvimento em
acidentes aumenta quando as condições psicológicas não são as melhores (depressão), ou quando
não existe preparação e treino suficiente.

A causa mecânica diz respeito às falhas materiais existentes no ambiente de trabalho. Quando o
equipamento não apresenta protecção para o trabalhador, quando a iluminação do ambiente de
trabalho é deficiente ou quando não há boa manutenção do equipamento, os riscos de acidente
aumentam consideravelmente.

Quando um ou mais dos factores anteriores se manifestam, ocorre o acidente que pode provocar
ou não lesão no trabalhador.

[Link]ça de Máquinas

Muitos processos produtivos dependem da utilização de máquinas, pelo que é importante a


existência e o cumprimento dos requisitos de segurança em máquinas industriais ou a sua
implementação no terreno de modo a garantir a maior segurança aos operadores.

Máquina: Todo o equipamento, (inclusive acessórios e equipamentos de segurança), com


movimento, (engrenagens), e com fonte de energia que não a humana.

Os Requisitos de segurança de uma máquina podem ser identificados, nomeadamente o que diz
respeito ao seu accionamento a partir de Comandos:

 Devem estar visíveis e acessíveis a partir do posto de trabalho normal


 Devem estar devidamente identificados em português ou então por símbolos
 O comando de arranque: a máquina só entra em funcionamento quando se acciona este
comando, não devendo arrancar sozinho quando volta a corrente.
 O comando de paragem: deve sempre sobrepor-se ao comando de arranque.
 Stop de emergência: corta a energia, pode ter um aspecto de barra botão ou cabo.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 13


[Link]ção de Fabricantes de Máquinas

- Quem assume a responsabilidade da concepção e do fabrico da máquina. Pode estar estabelecido


na UE ou fora dela.

- Quem modifica a utilização prevista de uma máquina, assumindo a responsabilidade das


consequências que derivem desse facto.

- Quem fabrica máquinas ou componentes de segurança, para uso próprio.

- Quem monta máquinas, partes de máquinas ou componentes de segurança, de origens


diferentes.

[Link] de "componentes de segurança"

Componente que não seja um intermutável, que o fabricante ou o seu mandatário estabelecido na
Comunidade coloque no mercado com o objectivo de assegurar, através da sua utilização, uma
função de segurança, e cuja avaria ou mau funcionamento ponha em causa a segurança ou a saúde
das pessoas expostas.

Exigências essenciais de Segurança e de Saúde, relativas à concepção e ao fabrico de máquinas.

De acordo com as diferentes Directivas as Máquinas, devem ter descritas as especificações técnicas
a respeitar pelo fabricante, desde a fase de concepção e fabrico da máquina, tendo como objectivo
a garantia da segurança e da saúde das pessoas expostas durante o seu tempo de vida útil
(instalação, utilização, afinação, manutenção e desmantelamento).

O fabricante tem a obrigação de determinar todos os riscos aplicáveis à máquina e, seguidamente,


concebê-la e construí-la tendo em conta a análise efectuada.

6.2.1. Dispositivos de Protecção

 Protectores Fixos: os mais vulgarmente utilizados são as guardas. São estruturas metálicas
aparafusadas à estrutura da máquina e devem impedir o acesso aos órgãos de transmissão.
O acesso só para acções de manutenção.
 Protectores Móveis: neste caso as guardas são fixadas à estrutura por dobradiças ou calhas
o que as torna amovíveis. A abertura da protecção deve levar à paragem automática do
movimento perigoso, (pode-se recorrer a um sistema de encravamento eléctrico).
 Comando Bi-Manual: para uma determinada operação, em vez de uma só betoneira
existem duas que devem ser pressionadas em simultâneo. Isto obriga a que o trabalhador
mantenha as duas mãos ocupadas evitando cortes e esmagamentos (Guilhotinas, Prensas)
 Barreiras Ópticas: Dispositivo constituído por duas "colunas", uma emissora e a outra
receptora, entre elas existe uma "cortina de raios infravermelhos. Quando alguém ou algum
objecto atravessa esta "cortina" surge uma interrupção de sinal o que leva á paragem de
movimentos mecânicos perigosos.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 14


 Distâncias de Segurança: Define-se distância de segurança, a distância necessária que
impeça que os membros superiores alcancem zonas perigosas do equipamento.

7- Redução dos riscos de acidente

Como já vimos, os acidentes são evitados com a aplicação de medidas específicas de segurança,
seleccionadas de forma a estabelecer maior eficácia na prevenção da segurança. As prioridades
são:

 Eliminação do risco: Significa torná-lo definitivamente inexistente. (exemplo: uma escada


com piso escorregadio apresenta um sério risco de acidente. Esse risco poderá ser
eliminado com um piso antiderrapante)
 Neutralização do risco: O risco existe, mas está controlado. Esta opção é utilizada na
impossibilidade temporária ou definitiva da eliminação de um risco. (exemplo: as partes
móveis de uma máquina como polias, engrenagens, correias etc. devem ser neutralizadas
com anteparos de protecção, uma vez que essas peças das máquinas não podem ser
simplesmente eliminadas.
 Sinalização do risco: É a medida que deve ser tomada quando não for possível eliminar ou
isolar o risco. (exemplo; máquinas em manutenção devem ser sinalizadas com placas de
advertência; locais onde é proibido fumar devem ser devidamente sinalizados.

8- Protecção colectiva e protecção individual (EPIS, EPCS)

As medidas de protecção colectiva, através dos equipamentos de protecção colectiva (EPC),


devem ter prioridade, conforme determina a legislação uma vez que beneficiam todos os
trabalhadores, indistintamente.

Os EPCs devem ser mantidos nas condições que os especialistas em segurança estabelecerem,
devendo ser reparados sempre que apresentarem qualquer deficiência.

Vejamos alguns exemplos de aplicação de EPCs:

 Sistema de exaustão que elimina gases, vapores ou poeiras contaminantes do local de


trabalho;
 Enclausuramento de máquina ruidosa para livrar o ambiente do ruído excessivo;
 Comando bi-manual, que mantém as mãos ocupadas, fora da zona de perigo, durante o
ciclo de uma máquina;
 Cabo de segurança para conter equipamentos suspensos sujeitos a esforços, caso venham a
se desprender.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 15


Quando não for possível adoptar medidas de segurança de ordem geral, para garantir a protecção
contra os riscos de acidentes e doenças profissionais, devem-se utilizar os equipamentos de
protecção individual, conhecidos pela sigla EPI.

 São considerados equipamentos de protecção individual todos os dispositivos de uso


pessoal destinados a proteger a integridade física e a saúde do trabalhador.

Os EPIs não evitam os acidentes, como acontece de forma eficaz com a protecção colectiva.
Apenas diminuem ou evitam lesões que podem decorrer de acidentes.

Existem EPIs para protecção de praticamente todas as partes do corpo. Veja alguns exemplos:

Cabeça e crânio: capacete de segurança contra impactos, perfurações, acção dos agentes
meteorológicos etc.

Capacete

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 16


Olhos: óculos contra impactos, que evita a cegueira total ou parcial e a conjuntivite. É utilizado
em trabalhos onde existe o risco de impacto de estilhaços e limalhas.

Óculos:

Vias respiratórias: protector respiratório, que previne problemas pulmonares e das vias
respiratórias, e deve ser utilizado em ambientes com poeiras, gases, vapores ou fumos nocivos.

Mascaras simples para pó e mascaras de filtro para pinturas diluentes

Mascara de filtro

Respirador Facial

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 17


Face: máscara de solda, que protege contra impactos de partículas, respingos de produtos
químicos, radiação (infravermelha e ultravioleta) e ofuscamento.

Viseira ou protector facial

Um operador derramou metal fundido dentro de um molde, com uma concha sem reparar que
havia um pouco de água no fundo do molde. Ao derramar o metal, este reagiu com a água,
causando uma explosão que lhe atingiu o rosto. Dado que o operador usava mascara, Isso
impediu que o rosto e os olhos fossem atingidos. Graças ao uso correcto do EPI, o operador não
teve nenhuma lesão.

Ouvidos: Auriculares, que previnem a surdez, o cansaço, a irritação e outros problemas


psicológicos. Deve ser usada sempre que o ambiente apresentar níveis de ruído superiores aos
aceitáveis, de acordo com a norma regulamentadora.

Abafador Puke

Mãos e braços: luvas, que evitam problemas de pele, choque eléctrico, queimaduras, cortes e
raspões e devem ser usadas em trabalhos com solda eléctrica, produtos químicos, materiais
cortantes, ásperos, pesados e quentes.
Luvas de Raspa de zinco Luvas de borracha

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Pernas e pés: botas de borracha, que proporcionam isolamento contra electricidade e humidade.
Devem ser utilizadas em ambientes húmidos e em trabalhos que exigem contacto com produtos
químicos.

Botas com biqueira de aço

Botas de borrachas

Tronco: aventais de couro, que protegem de impactos, gotas de produtos químicos, choque
eléctrico, queimaduras e cortes. Devem ser usados em trabalhos de soldagem eléctrica,
oxiacetilénica, corte a quente

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 19


A lei determina que os EPls sejam aprovados pelo Ministério do Trabalho, mediante certificados
de aprovação (CA). As empresas devem fornecer os EPls gratuitamente aos trabalhadores que
deles necessitarem.

A lei estabelece também que é obrigação dos empregados usar os equipamentos de protecção
individual onde houver risco, assim como os demais meios destinados a sua segurança.

9- Sinalização de segurança

No interior e exterior das instalações da Empresa, devem existir formas de aviso e informação
rápida, que possam auxiliar os elementos da Empresa a actuar em conformidade com os
procedimentos de segurança.

Com este objectivo, existe m conjunto de símbolos e sinais especificamente criados para garantir a
fácil compreensão dos riscos ou dos procedimentos a cumprir nas diversas situações laborais que
podem ocorrer no interior de uma empresa ou em lugares públicos. Em seguida dão-se alguns
exemplos do tipo de sinalização existente e a ser aplicada nas Empresas.

9.1. Sinais de Perigo

Indicam situações de risco potencial de acordo com o pictograma inserido no sinal. São utilizados
em instalação, acessos, aparelhos, instruções e procedimentos, etc.. Têm forma triangular, o
contorno e pictograma a preto e o fundo amarelo.

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[Link] de Proibição

Indicam comportamentos proibidos de acordo com o pictograma inserido no sinal. São utilizados
em instalação, acessos, aparelhos, instruções e procedimentos, etc.. Têm forma circular, o contorno
vermelho, pictograma a preto e o fundo branco.

[Link] de Obrigação

Indicam comportamentos obrigatórios de acordo com o pictograma inserido no sinal. São


utilizados em instalação, acessos, aparelhos, instruções e procedimentos, etc... Têm forma circular,
fundo azul e pictograma a branco.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 21


[Link] de Emergência

Fornecem informações de salvamento de acordo com o pictograma inserido no sinal. São


utilizados em instalação, acessos e equipamentos, etc.. Têm forma rectangular, fundo verde e
pictograma a branco.

Lava olho de Emergência

10. Higiene e condições ambientais do pt

10.1-introdução

O conjunto de elementos que temos à nossa volta, tais como as edificações, os equipamentos, os
móveis, as condições de temperatura, de pressão, a humidade do ar, a iluminação, a organização,
a limpeza e as próprias pessoas, fazem parte das condições de trabalho e constituem assim o que
se designa por ambiente.

Nos locais de trabalho, a combinação de alguns desses elementos gera produtos e serviços. A todo
esse conjunto de elementos e acções denominamos condições ambientais.

Em muitos casos, o ambiente de trabalho é agressivo para o trabalhador, dadas as condições de


ruído, temperatura, esforço, etc., a que o mesmo se encontra sujeito durante o cumprimento das
suas funções.

O desenvolvimento tecnológico permitiu que em algumas das condições mais duras de trabalho
para o ser humano, sejam usados robots ou dispositivos mecânicos que substituem total ou
parcialmente a acção directa do trabalhador (Siderurgia, Pintura, Indústria química, etc.).

Entretanto, apesar de todo o avanço científico e tecnológico, ainda há situações em que o homem é
obrigado a enfrentar condições desfavoráveis ou perigosas na realização de determinadas tarefas
(Minas , Construção civil, etc.)

10.1.1- Os riscos que rodeiam o posto de trabalho

Há vários factores de risco que afectam o trabalhador no desenvolvimento das suas tarefas diárias.

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Alguns destes riscos atingem grupos específicos de profissionais, como é o caso, dos
mergulhadores, que trabalham submetidos a altas pressões e a baixas temperaturas. Por esse facto,
são obrigados a usar roupas especiais, para conservar a temperatura do corpo, e passam por
cabines de compressão e descompressão, cada vez que mergulham ou sobem à superfície.

Outros factores de risco não escolhem profissão: agridem trabalhadores de diferentes áreas e
níveis ocupacionais, de maneira subtil, praticamente imperceptível. Esses últimos são os mais
perigosos, porque são os mais ignorados. Os principais tipos de risco ambiental que afectam os
trabalhadores de um modo geral, estão separados em:

Agentes de riscos ambientais


Riscos Riscos Riscos
Físicos Químicos Biológicos
,
Ruídos Poeiras Vírus
'"

Vibrações Fumos Bactérias

Radiações Névoas Protozoários


Ionizantes
Radiações não Neblinas Fungos
Ionizantes
Frio Gases Parasitas
Calor Vapores Bacilos
...
..
-'

- - Substancias ou
Produtos químicos
- . ..

[Link] físicos

Todos nós, ao desenvolvermos o nosso trabalho, gastamos uma certa quantidade de energia para
produzir um determinado resultado. Em geral, quando dispomos de boas as condições físicas do
ambiente, como, por exemplo, o nível de ruído e a temperatura são aceitáveis, produzimos mais
com menor esforço.

Mas, quando essas condições fogem muito aos nossos limites de tolerância, atinge-se facilmente o
incómodo e a irritação determinando muitas vezes o aparecimento de cansaço, a queda de
produção, falta de motivação e desconcentração. Por outras palavras, os factores físicos do
ambiente de trabalho interferem directamente no desempenho de cada trabalhador e na produção
obtida, pelo que se justifica a sua análise com o maior cuidado.

Ao estudar cada um dos factores apresentados a seguir, pense no seu próprio local de trabalho.
Identifique os problemas, liste-os e proponha uma medida de correcção para esse problema.
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Ruído

Quando um de nós se encontra num ambiente de trabalho e não consegue ouvir perfeitamente a
fala das pessoas no mesmo recinto, isso é uma primeira indicação de que o local é demasiado
ruidoso. Os especialistas no assunto definem o ruído como todo som que causa sensação
desagradável ao homem.

Medidor de Ruído (sonómetro integrador)

O que é som?

Fenómeno acústico que consiste na propagação de ondas sonoras produzidas por um corpo que
vibra em meio material elástico (especialmente o ar). Algo que promove a sensação de escutar.

O som pode ser definido como uma variação de pressão que o ouvido humano consegue captar.

O que é o Ruído?

Qualquer barulho, estrondo, estrépito, fragor. Um conjunto de frequências sem relação específica

Entre elas.

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As perdas de audição são derivadas da frequência e intensidade do ruído. A fadiga evidencia-se
por uma menor acuidade auditiva. As ondas sonoras transmitem-se tanto pelo ar como por
materiais sólidos. Quanto maior for a densidade do meio condutor, menor será a velocidade de
propagação do ruído.

O ruído é pois um agente físico que pode afectar de modo significativo a qualidade de vida.
Mede-se o ruído utilizando um instrumento denominado medidor de pressão sonora, e a unidade
usada como medida é o decibel ou abreviadamente dB.

Para 8 horas diárias de trabalho, o limite máximo de ruído estabelecido é de 85 decibéis. O ruído
emitido por uma britadeira é equivalente a 100 decibéis.

O limite máximo de exposição contínua do trabalhador a esse ruído, sem protecção auditiva, é de
1 hora.

Sem medidas de controlo ou protecção, o excesso de intensidade do ruído, acaba por afectar o
cérebro e o sistema nervoso.

Em condições de exposição prolongada ao ruído por parte do aparelho auditivo, os efeitos podem
resultar na surdez profissional cuja cura é impossível, deixando o trabalhador com dificuldades
para se relacionar com os colegas e família, assim como dificuldades acrescidas em se aperceber da
movimentação de veículos ou máquinas, agravando as suas condições de risco por acidente físico.

Vibrações

As vibrações caracterizam-se pela sua amplitude e frequência. Apresentam geralmente baixas


frequências e conduzem-se por materiais sólidos (Exprimem-se em m/s 2 ou em dB).

Consoante a posição do corpo humano, (de pé, sentado ou deitado}; a sua resposta às vibrações
será diferente sendo igualmente Importante o ponto de aplicação da força vibratória.

Os efeitos no homem das forças vibratórias podem ser resumidos nos seguintes casos:

Frequência entre 8 e 1000 Hz; O uso prolongado de martelos pneumáticos ou motosserras, conduz
a complicações nos vasos sanguíneos e articulações e á diminuição na circulação sanguínea, Estas
lesões podem ser permanentes.

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Frequência acima de 1000 Hz; O efeito restringe-se a nível da epiderme (danos em células e efeitos
térmicos). Com o passar do tempo, afecções a nível das articulações e da coluna.

Em geral, as massas pequenas estão mais sujeitas a altas-frequências.

As massas grandes, às baixas frequências.

Amplitudes Térmicas

Frio ou calor em excesso, ou a brusca mudança de um ambiente quente para um ambiente frio ou
vice-versa, também são prejudiciais à saúde.

Nos ambientes onde há a necessidade do uso de fornos, maçaricos etc., ou pelo tipo de material
utilizado e características das construções (insuficiência de janelas, portas ou outras aberturas
necessárias a uma boa ventilação), toda essa combinação pode gerar alta temperatura prejudicial à
saúde do trabalhador.

A sensação de calor que sentimos é proveniente da temperatura resultante existente no local e do


esforço físico que fazemos para executar um trabalho.

A temperatura resultante é função dos seguintes factores:

 humidade relativa do ar
 velocidade e temperatura do ar
 calor radiante (produzido por fontes de calor do ambiente, como fornos e maçaricos.

A unidade de medida da temperatura adoptada é o grau Celsius, abreviadamente °C. De um


modo geral, a temperatura ideal situa-se entre 21 °C e 26 °C enquanto a humidade relativa do ar
deve estar entre 55 a 65, e a velocidade do ar deve ser cerca de 0,12 m/s.

Condições ambientais aconselhadas;

 a temperatura ideal situa-se entre 21 °C e 26 °C


 a humidade relativa do ar deve estar entre 55 a 65
 a velocidade do ar deve ser cerca de 0,12 m/s

Os ambientes térmicos podem ser classificados como:

 Quentes (Fundições, Cerâmicas, Padarias),


 Frios (armazéns frigoríficos, actividades piscatórias)
 Neutros (escritórios).

Logicamente que as situações mais preocupantes ocorrem em ambientes térmicos frios e quentes
ou sobretudo quando as duas possibilidades existem na mesma empresa ou no mesmo posto de
trabalho.

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Stress térmico

Em geral está relacionado com o desconforto do trabalhador em condições de trabalho em que a


temperatura ambiente é muito elevada, podendo-se conjugar uma humidade baixa e uma
circulação de ar deficiente.

Os sintomas de exposição a ambientes térmicos hostis podem ser descritos por:

Ambiente Térmico Quente:

 Temperatura superficial da pele aumenta (vasodilatação dos capilares, o indivíduo cora)


 Temperatura interna aumenta ligeiramente
 Sudação
 Mal estar generalizado
 Tonturas e desmaios
 Esgotamento e morte

Ambientes Térmicos Frios:

 Frieiras, localizadas nos dedos das mãos e dos pés


 Alteração circulatória do sangue leva a que as extremidades do corpo humano adquiram
uma coloração vermelho-azulada
 Pé-das Trincheiras, surge em situações de grande humidade, os pés ficam extremamente
frios e com cor violácea
 Enregelamento, é a congelação de tecidos devido a exposição a temperaturas muito baixas
ou por contacto com superfícies muito frias

As medidas a tomar para minimizar os efeitos do Stress Térmico podem passar por;

 Em primeiro lugar uma correcta dieta alimentar de modo a fortalecer o organismo.


 Ingerir bastante água à temperatura ambiente. Não beber álcool
 Evitar alimentação rica em gorduras visto que estas retêm os líquidos no organismo,
moderar o consumo de cafeína.
 Em situações de elevadas temperaturas, como por exemplo uma siderurgia a água a ingerir
deve conter uma pequena porção de sal de modo a compensar as perdas devido á
transpiração.
 Devem ser tomadas a nível de lay-Out medidas de ventilação.
 Implementar turnos com menor carga horária em situações onde ocorre exposição a
ambientes hostis.
 Contra o Calor Radiante - O uso de viseiras é essencial, pois a radiação emitida por
materiais em fusão levam ao surgimento de cataratas a nível ocular.

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[Link] químicos

Certas substâncias químicas, utilizadas nos processos de produção industrial, são lançadas no
ambiente de trabalho através de processos de pulverização, fragmentação ou emanações gasosas.
Essas substâncias podem apresentar-se nos estados sólido, líquido e gasoso.

No estado sólido, temos poeiras de origem animal, mineral e vegetal, como a poeira mineral de
sílica encontrada nas areias para moldes de fundição.

No estado gasoso, como exemplo, temos o GLP (gás liquefeito de petróleo), usado como
combustível, ou gases libertados nas queimas ou nos processos de transformação das matérias-
primas.

Quanto aos agentes líquidos, eles apresentam-se sob a forma de solventes, tintas, vernizes ou
esmaltes. Esses agentes químicos ficam em suspensão no ar e podem penetrar no organismo do
trabalhador por:

 Via respiratória: essa é a principal porta de entrada dos agentes químicos, porque
respiramos continuadamente, e tudo o que está no ar acaba por passar nos pulmões.

 Via digestiva: se o trabalhador comer ou beber algo com as mãos sujas, ou que ficaram
muito tempo expostas a produtos químicos, parte das substâncias químicas serão ingeridas
com o alimento, atingindo o estômago e podendo provocar sérios riscos à saúde.

 Epiderme: essa via de penetração é a mais difícil, mas se o trabalhador estiver desprotegido
e tiver contacto com substâncias químicas, havendo deposição no corpo, serão absorvidas
pela pele.
 Via ocular: alguns produtos químicos que permanecem no ar causam irritação nos olhos e
conjuntivite, o que mostra que a penetração dos agentes químicos pode ocorrer também
pela vista.

Falso remédio!

Quando se respira um ar com produtos químicos, eles são arrastados para os pulmões.

Quando se bebe um copo de leite, ele vai para o estômago.

Daí a pergunta: o que o leite tem a ver como desintoxicante pulmonar por substâncias nocivas?

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Resposta: Nada! O leite pode ser considerado alimento, nunca um preventivo de intoxicação. Sua
utilização é até prejudicial, uma vez que acreditando no seu valor, as medidas de higiene
industrial e os cuidados higiénicos ficam em segundo plano.

As medidas ou avaliações dos agentes químicos em suspensão no ar são obtidas por meio de
aparelhos especiais que medem a concentração, ou seja, percentagem existente em relação ao ar
atmosférico.

Os limites máximos de concentração de cada um dos produtos diferem de acordo com o seu grau
de perigo para a saúde.

Valores Limite de Exposição

Os Valores Limite de Exposição não são mais do que concentrações no ar dos locais de trabalho de
diferentes substâncias. Abaixo destes valores a exposição contínua do trabalhador não representa
risco para este.

Pode ser determinada uma "concentração média" no tempo inerente a um turno de trabalho de 8
horas.

Concentração Limite é um valor que nunca deve ser ultrapassado mesmo que a "concentração
média" esteja abaixo do Valor Limite.

As substâncias químicas quando absorvidas pelo organismo em quantidades suficientes, podem


provocar lesões no mesmo. Assim surge a definição de

DOSE: Quantidade de substância absorvida pelo organismo.

Os efeitos no organismo, vão pois depender da dose absorvida e da quantidade de tempo de


exposição a essa dose.

Assim, os graus de Intoxicação com produtos Químicos podem ser classificadas em:

Intoxicação Aguda, corresponde a uma absorção rápida num curto período de tempo
(geralmente ocorrem em situações de acidente).

Intoxicação Crónica, absorção de pequenas doses em certos períodos de tempo (ocorrem no


local de trabalho, num turno ou em parte dele).

Efeitos dos Poluentes Químicos

Sensibilizantes: produtos que levam a reacções alérgicas.

Manifestam-se por afecções da pele ou respiratórias. (Isocianatos usados por exemplo no fabrico
de espumas.)

Irritantes: produtos que levam a inflamações no tecido onde actuam.

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Também nesta situação os produtos inaláveis são os que levantam mais preocupação. (ácido
clorídrico, óxidos de azoto).

Anestésicos ou narcóticos: produtos que actuam sobre o sistema nervoso central, tais como os
solventes usados na indústria das colas ou tintas, (toluol, acetato butilo, hexano, etc....)

Asfixiantes: produtos que dificultam o transporte de oxigénio a nível sanguíneo.


(Monóxido de Carbono).

Cancerígenos: substâncias que podem provocar o cancro.

Corrosivas: substâncias que actuam quimicamente sobre os tecidos quando em contacto


com estes.

Poluentes sólidos

Poeiras - Partículas esferoidais de pequeno tamanho que se encontram em suspensão no ar.


As mais perigosas são as de quartzo, (originam a silicose).

Fibras - Partículas não esféricas, geralmente o seu comprimento excede em 3 vezes o seu
diâmetro.

Fumos - partículas esféricas em suspensão, geralmente têm origem em combustões.

Com o fim de proteger o trabalhador os Valores Limite de Exposição, referenciados na legislação


devem ser cumpridos. Deve ser feita igualmente a identificação dos contaminantes para de
seguida se efectuar a respectiva medição da sua concentração.

Mediante os valores obtidos há que tomar medidas, devendo-se recorrer a equipamento de


protecção pessoal sempre que possível, bem como a alterações no processo produtivo que
permitam a redução das emissões de poluentes.

Estas alterações podem ser ao nível do equipamento ou de matérias-primas.

[Link] biológicos

Estes tipos de riscos relacionam-se com a presença no ambiente de trabalhos de microrganismos


como bactérias, vírus, fungos, bacilos, etc, normalmente presentes em alguns ambientes de
trabalho, como:

 Hospitais,
 Laboratórios de análises clínicas,
 Recolha de lixo,
 Indústria do couro,
 Tratamento de Efluentes líquidos.

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Penetrando no organismo do homem por via digestiva, respiratória, olhos e pele, são responsáveis
por algumas doenças profissionais, podendo dar origem a doenças menos graves como infecções
intestinais ou a simples gripe, ou mais graves como a hepatite, meningite ou Sida.

Como estes microrganismos se adaptam melhor e se reproduzem mais em ambientes sujos, as


medidas preventivas a tomar terão de ser relacionadas com:

 A rigorosa higiene de Locais de trabalho,


 A rigorosa higiene de Corpo e das roupas;
 Destruição por processos de elevação da temperatura (esterilização) ou uso de cloro;
 Uso de equipamentos individuais para evitar contacto directo com os microrganismos;
 Ventilação permanente e adequada;
 Controle médico constante,
 Vacinação sempre que possível

A verificação da presença de agentes biológicos em ambientes de trabalho é feita por meio de


recolha de amostras de ar e de água, que serão analisadas em laboratórios especializados.

10.2.4. Riscos ergonómicos

Verifica-se que algumas vezes que os postos de trabalho não estão bem adaptados às
características do operador, quer quanto à posição da máquina com que trabalha, quer no espaço
disponível ou na posição das ferramentas e materiais que utiliza nas suas funções.

Para estudar as implicações destes problemas existe uma ciência que avalia as condições de
trabalho do operador, quanto ao esforço que o mesmo realiza para executar as suas tarefas.

Ergonomia é a ciência que procura alcançar o ajustamento mútuo ideal entre o homem e o seu
ambiente de trabalho.

Segundo um conceito Ergonómico A execução de tarefas deve ser feita com o mínimo de consumo
energético de modo a sobrar "atenção" para o controlo das tarefas e dos produtos, assim como
para a protecção do próprio trabalhador.

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Certo Errado

Um dos aspectos mais curiosos da Ergonomia esta relacionado com a indústria automóvel em que
muitas vezes o dimensionamento do habitáculo do condutor, varia consoante o país onde o
veículo é comercializado. Entretanto, se não existir esse ajuste, teremos a presença de agentes
ergonómicos que causam doenças e lesões no trabalhador.

Os agentes ergonómicos presentes nos ambientes de trabalho estão relacionados com:

 Exigência de esforço físico intenso,


 Levantamento e transporte manual de pesos,
 Postura inadequada no exercício das actividades,
 Exigências rigorosas de produtividade,
 Períodos de trabalho prolongadas ou em turnos,
 Actividades monótonas ou repetitivas
Desenho errado Desenho certo

Movimentos repetitivos dos dedos, das mãos, dos pés, da cabeça e do tronco produzem
monotonia muscular e levam ao desenvolvimento de doenças inflamatórias, curáveis em estágios
iniciais, mas complicadas quando não tratadas a tempo, chamadas genericamente de lesões por
esforços repetitivos.

As doenças que se enquadram nesse grupo caracterizam-se por causar fadiga muscular, que gera
fortes dores e dificuldade de movimentar os músculos atingidos.

Há registos de que essas doenças já atacavam os escribas e notários, há séculos. Hoje afectam
diversas categorias de profissionais como funcionários bancários, metalúrgicos, costureiras,
pianistas, telefonistas, operadores informáticos, empacotadores, enfim, todos os profissionais que
realizam movimentos automáticos e repetitivos.

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Contra os males provocados pelos agentes ergonómicos, a melhor arma, como sempre, é a
prevenção, o que pode ser conseguido a partir de:

 Rotação do Pessoal.
 Intervalos mais frequentes.
 Exercícios compensatórios frequentes para trabalhos repetitivos.
 Exames médicos periódicos.
 Evitar esforços superiores a 25 kg para homens e 12 kg para mulheres.
 Postura correcta sentado, em pé, ou carregando e levantando pesos.

Outros factores de risco ergonómico podem ser encontrados em circunstâncias aparentemente


impensáveis, como:

 falhas de projecto de máquinas,


 equipamentos, ferramentas, veículos e prédios;
 deficiências de layout ;
 iluminação excessiva ou deficiente;
 uso inadequado de cores;

A ergonomia é assim uma forma de adaptar o meio envolvente ás dimensões e capacidades


humanas onde máquinas, _ dispositivos, utensílios e o ambiente físico sejam utilizados com o
máximo de conforto, segurança e eficácia.

A análise e intervenção ergonómica traduz-se em:

 Melhores condições de trabalho


 Menores riscos de incidente e acidente
 Menores custos humanos
 Formação com o objectivo de prevenir
 Maior produtividade
 Optimizar o sistema homem / máquina

Algumas medidas da Ergonomia

 Corpo em Movimento - Tornar os movimentos compatíveis com a acção. Reduzir o esforço


de músculos e Tendões.

 Precisão de movimentos - Ter em atenção a sua amplitude, posição e quais os membros a


utilizar.

 Rapidez dos movimentos - Salientar sinais visuais ou auditivos.

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 Esforço estático - Uma cadeira deve fornecer vários pontos de apoio no corpo humano.
Altura do assento regulável. A cadeira deve ter 5 apoios no chão. Deve ter apoio para os
pés sempre que necessário, etc..

 Rampas e Escadas - Para rampas a inclinação deve ser entre O e 20 0. Para escadas a
inclinação deve ser entre 20 e 50°. Altura mínima do degrau entre 13 e 20 Cm. Largura
mínima do degrau é de 51 Cm. Etc...

 Portas e Tectos - Altura mínima de uma porta é de 200 Cm. Altura mínima de um tecto é de
200 Cm. Corredor com passagem para 3 pessoas deve ter largura mínima de 152 Cm.

Objectivos da Ergonomia

A Ergonomia tem como objectivo principal modificar o processo de trabalho para adequar a
actividade as características, habilidades e limitações dos operadores com vista ao seu
desempenho eficiente, confortável e seguro.
Reduzir
 As doenças ocupacionais
 O cansaço do trabalhador
 A possibilidade de erros
 Os acidentes de trabalho
 As ausências no trabalho
 Os custos operacionais
Aumentar
 O conforto do trabalhador
 A produtividade
 A rentabilidade

Imagens sobre Ergonomia ( Posicionamento correcto

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[Link]ção e combate a incêndios

Fogo
Definição: reacção química com desprendimento de luz e calor.

O que é necessário para que haja fogo?


A união de três elementos básicos:

Material combustível, Calor e comburente.

TRIÂNGULO DO FOGO

 Métodos de extinção de incêndio


 Abafamento
 Arrefecimento
 Eliminação do combustível
 Retira o oxigénio do ar

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1 - Não existirá fogo em ambientes com menos de 13 de O2
2 - Retira o calor
3- Retira o material combustível do ambiente incendiado

[Link]ão de calor

Condução, Convecção, Irradiação


Condução: é o tipo de transmissão de calor que transmite a temperatura molécula a
molécula.

Exemplo: uma colher na água a ferver

Convecção: a massa de ar quente sobe e encontra uma massa de ar fria e como dois corpos
não ocupam o mesmo lugar no espaço, há a formação de um looping - ar quente e ar frio.

A temperatura do ar quente pode atingir o ponto de fulgor de alguns materiais e iniciar


outro incêndio em outro local.

Exemplo:

Irradiação: é a transmissão realizada por ondas caloríferas vindas de uma fonte de calor.
Exemplo: o sol

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Classes de incêndio

Incêndio classe A - Características


1ª - Queima na superfície e em profundidade
2ª - Queima deixando resíduos ou cinzas

Incêndio classe B - características:


1ª - Queima somente na superfície e não queima em profundidade.

Incêndio classe C - características:


Gases - exemplo: butano, propano, gás natural, etc.

Incêndio classe D - características:


Metais: Estes metais não são encontrados em escritórios. Encontram-se em indústrias automóveis
e pirotécnicas, por exemplo: Raspa de zinco, limalhas de magnésio.

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[Link] Portáteis

Define extintor como:


"Um aparelho que contém um agente extintor que pode ser projectado e dirigido sobre um fogo
por acção de uma pressão interna".

Essa pressão pode ser exercida por:

Uma compressão prévia permanente Pela libertação de um gás

Extintores:

Podem ser utilizados por qualquer pessoa, O êxito da utilização depende dos seguintes factores:

 Da colocação, se está Visível e em boas condições;


 Conter o agente extintor adequado ao tipo de fogo;
 Utilizar na fase inicial do incêndio;
 Operador bem treinado.

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Classificação quanto:

 Agente extintor
 Modo de funcionamento
 Eficácia

Classificação quanto ao Agente Extintor:

Água
Espuma
Dióxido de Carbono (C02)
Pó químico
Halon (actualmente está proibida a produção e comercialização)

Os extintores podem classificar-se quanto à sua mobilidade em:

Manuais Dorsais

(Até 20Kg) (Até 30Kg)

[Link]ção quanto ao modo de funcionamento

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Extintores pressão permanente (I)

Câmara de expansão

CLASSE A: SIM
Azoto CLASSE B: NÃO
Pressão de serviçoCLASSE C: NÃO
o manómetro 12 a 14 kg/cm2 CLASSE D: NÃO
permite verificar
a qualquer
momento a
pressão interna

Agente extintor
Extintor de pressão permanente (11)

CO2 gasificado
50 a 60 kg/cm²

Nos extintores cuja pressurização se realiza no Co2líquido momento da utilização, o


gás propulsor, encontra-se armazenado numa garrafa de gás pode encontrar-se no interior ou no
exterior do extintor.

TIPOS DE EXTINTORES

AGUA CO2 PQS ESPUMA

[Link] de incêndio

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CLASSE A: SIM
CLASSE B: NÃO
CLASSE C: NÃO
CLASSE D: NÃO

CLASSE A: NÃO
CLASSE B: SIM
CLASSE C: SIM
CLASSE O: NÃO

CLASSE A: NÃO
CLASSE B: SIM
CLASSE C: SIM
CLASSE O: NÃO

CLASSE A: SIM
CLASSE B: NÃO
CLASSE C: NÃO
CLASSE D: NÃO

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 42


Identificação

Cor: Em Angola a cor do corpo dos extintores é obrigatoriamente encarnada Inscrições (rótulo):
Deve ter inscrições em língua portuguesa, colocados de forma visível.

Extintores

Sendo os extintores considerados como meios de primeira intervenção, é indispensável ter em


atenção os seguintes pontos:

 Conhecer o modo de utilização dos extintores


 Combater o fogo o mais rapidamente possível
 Utilizar o extintor adequado à classe de fogo em presença.
 Combater o fogo o mais rapidamente possível
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 Utilizar o extintor adequado à classe de fogo em presença.
 Actuar com o extintor com o vento pelas costas

 Só accionar o extintor face ao sinistro.


Direcção do vento
 A aproximação ao fogo tem que ser progressiva.
 Não avançar sem estar seguro de que o fogo não o encurralará
pelas costas.

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[Link]ção de extintores

Os extintores que são retirados para revisão devem ser Substituídos por outros do mesmo agente e
capacidade.

Conclusão
Utilidade:

 Estar bem colocado


 Estar visível e de fácil acesso
 Ser apropriado para o combate à classe de fogo
 O operador deve estar bem treinado

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 Estar em perfeito estado de conservação

Verificar pelo menos uma vez por mês:

 Se o extintor está em local próprio


 Se o seu acesso está desobstruído
 Se o rótulo está visível
 O estado operacional do extinto
 Um extintor serve-apenas para uma única utilização

[Link] de Riscos

Na década de 70, na Itália, foi introduzida uma nova metodologia para mapear os riscos
ambientais de cada local, visando controla-los e, ao mesmo tempo, informar aos trabalhadores de
todos os níveis hierárquicos sobre os riscos a que estavam expostos durante a jornada.

O princípio básico dessa nova metodologia era o de, ao inspeccionar uma fábrica, incorporar a
visão de seus funcionários sobre os riscos ambientais de cada local de produção, incentivando-os a
participar como agentes do processo de diagnóstico e prevenção de acidentes.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), saúde ocupacional "e o completo
bem-estar físico, mental e social do trabalhador.

[Link]:
O que é Mapa de Riscos:

O Mapa de Riscos consiste na representação gráfica dos riscos a saúde identificados em cada um
dos diversos locais de trabalho de uma empresa.

[Link]érios para Elaboração:

Levantamento de Riscos Ambientais:


Para cada sector de serviço a ser analisado, utilizar um roteiro de abordaqern, relatando os riscos
ambientais encontrados.

Sector de serviço é a "menor unidade administrativa ou operacional compreendida no mesmo


estabelecimento".
Dialogar com os empregados do sector, de modo a obter o máximo possível de informações sobre
sua actividade, sem contudo induzi-los ou direcciona-los.

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Nesta mesma etapa e desnecessária a utilização de equipamentos de monitoramento ambiental,
tais como luximetro (para medir a iluminação), decibelimetro (ruido) e outros.

A representação gráfica dos riscos ambientais em mapas devera ser feita de maneira clara para
permitir rápida identificação de cada tipo de risco existente em cada sector.
Para representar cada tipo de risco, convencionou-se usar uma cor diferente e assinala-los no
mapa por meio de círculos.
As simbologias utilizadas são:
CORES:
Riscos Físicos: Verde; Riscos Ergonómicos: Amarelo;
Riscos Químicos: Vermelho; Riscos de Acidente: Azul;
Riscos Biológicos: Marrom;

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12.2.1.Círculos: seu tamanho indicara o grau de risco; quanto maior o circulo, maior o risco.

Cada sector devera receber um número, que constara no Mapa de Riscos Ambientais. Esse
numero de identificação devera ser o mesmo no relataria de levantamento dos riscos por sector.
O número de trabalhadores expostos ao risco como também especificação do agente deve ser
colocado dentro do círculo ou ao lado dele com ponto de ligação.
Representação gráfica dos:

13. Avaliação de Risco


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Processo global de estimativa da magnitude do risco e de decisão se ele é ou não tolerável ou
aceitável.

[Link]ça

É a habilidade de se manter o risco dentro dos limites aceitáveis durante um determinado período
de tempo.

[Link]ça no trabalho

 Segurança no projecto
 Segurança na concepção
 Segurança nos locais de trabalho
 Segurança de máquinas
 Segurança de equipamentos
 ……..
 Manutenção

Segurança?
É com....

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Princípios Gerais de Prevenção

1. Evitar os Riscos.

2. Avaliar os Riscos que não podem ser evitados.

3. Uma vez avaliados, Combater os Riscos na origem.

4. Adaptar o trabalho ao homem (Ergonomia), actuando sobre a concepção, a

organização, os métodos de trabalho e de produção.


5. Realizar estes objectivos tendo em conta o Estádio de evolução da técnica.

6. De uma maneira geral, Substituir o que é perigoso pelo que é isento de perigo ou

menos perigoso.

7. A prevenção deve-se integrar num sistema coerente que abranja a produção, a

organização, as condições de trabalho e o diálogo social.

8. Adoptar prioritariamente as medidas de protecção colectiva, recorrendo ás medidas


de protecção individual unicamente no caso de a situação impossibilitar qualquer
outra alternativa.

Quanto a protecção individual há que ter em conta os seguintes critérios:

Adequação do equipamento ao homem;

Adequação do equipamento ao risco;

Adequação do equipamento ao trabalho;

A informação enquanto princípio de prevenção significa um sistema de alimentação e


circulação de conhecimento adequado ao processo produtivo.

A formação consiste num processo estruturado de transmissão de conhecimentos e visa


prevenir os riscos associados a gestão profissional e garantir a eficácia da implementação das
medidas de prevenção.

Perigo (factor de risco)


Fonte ou situação com potencial de provocar danos, em termos de ferimentos humanas ou
problemas de saúde, danos à propriedade, ao ambiente, ou uma combinação destes.

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Risco
A combinação da probabilidade e gravidade de um determinado evento perigosa (factor de risca)
ocorrer.

Para qualquer perigo, o risco pode sempre ser reduzido


através de um aumento significativo das salvaguardas;

O risco decorrente de um perigo, somente pode ser


totalmente eliminado pela supressão da fonte de risco,

Perigo (Trabalhos em valas) Risco (Quedas de pedras)

Segurança no trabalho

Controlo
Instalações, equipamentos, instrumentos ou procedimentos, que objectivem controlarem os
perigos (factores de risco).
Incidentes ou "quase acidentes

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Incidente
Evento não previsto (programado) que tem o potencial de conduzir a acidentes.

Acidente
Evento não planeado que acarrete morte, doença, lesão, ferimento, danos ou outras perdas.

14. APNR

A APR é uma técnica para a identificação de perigos, derivada do Programa Militar de Defesa
Americano - MIL-STD-882B.

Definição
Técnica estruturada para identificar "a priori" os perigos / riscos potenciais decorrentes da
instalação de novas unidades ou da operação de unidades existentes.

Normalmente uma APR fornece uma ordenação qualitativa das perdas identificadas, a qual pode
ser utilizada como um primeiro elemento no estabelecimento de prioridade entre as medidas
propostas para redução dos riscos da instalação analisada.

Equipe Técnica
Os componentes variam de acordo com a natureza das actividades e procedimentos
analisados:

 Coordenador: Responsável pelo evento.


 Líder: Conhecedor da técnica, conduz as reuniões.
 Especialistas: Pessoas conhecedoras dos sistemas / unidades a serem analisados.
 Relator: Preenche as tabelas de forma clara e objectiva.

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Quadro 2 - Composição recomendável de uma equipe de APP
Função Perfil /Actividades
Pessoa responsável pelo evento que deverá:
 Definir a equipe
 Reunir informações actualizadas, tais como: fluxogramas de
engenharia, especificações técnicas do projecto, etc;
Coordenador
 Distribuir material para a equipe;
 Programar as reuniões;
 Encaminhar aos responsáveis as sugestões e modificações
oriundas da APP.
Pessoa conhecedora da [Link] ia, sendo responsável por:
 Explicar a metodologia a ser empregada aos demais
participantes;
Líder
 Conduzir as reuniões e definir o ritmo de andamento das
mesmas;
 Cobrar dos participantes pendências de reuniões anteriores.
Pessoas que estarão ou não ligadas ao evento, mas que detêm
Especialista informações sobre o sistema a ser analisado ou experiência adquirida
em sistemas similares.
Pessoa que tenha poder de síntese para fazer anotações, preenchendo
Relator
as colunas das planilha da APP de forma clara e objectiva.

Natureza dos Resultados

Na APR são levantados os eventos capazes de dar origem a acidentes nas instalações analisadas,
que são os chamados eventos iniciadores de acidentes.
São identificadas as causas relativas à ocorrência de cada um dos eventos e as suas respectivas
consequências.
A próxima etapa é uma avaliação qualitativa-da frequência de ocorrência do cenário de acidente,
da severidade das consequências e do risco associado.
Os resultados obtidos através da aplicação da APR são qualitativos, não fornecem estimativas
numéricas dos riscos, apenas uma classificação dos mesmos.
[Link] da APR

 Definição dos objectivos da análise.

 Recolha de informações sobre a instalação e a região.

 Subdivisão da instalação em subsistemas e trechos de análise.

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 Realização da APR propriamente dita (preenchimento das tabelas) Análise dos resultados,

selecção dos cenários acidentais e preparação do Relatório.

Revisão Rápida

Técnica estruturada para identificar os perigos / riscos potenciais nas instalações e ou operações.

Actividade a ser desenvolvida por equipa técnica:

 Coordenador

 Técnico

 Especialista

 Líder

 Relatar

 Resultados

 Indicadores de acidente

 Causa dos acidentes

 Classificação dos riscos

 Frequência

 Severidade

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Análise Preliminar de Risco

Empreendimento: Referência: Data:


Sistema: Revisão:
Recomendações/Observações
Efeito/Ocorrência Modos de
Acção Preventiva – Causa
Risco Identificado Detecção
Causas Efeitos [Link]. [Link]. Cat Risco Acção Correctiva - Efeito

[Link]ção para preenchimento da tabela APR

1ª Coluna - EVENTO (PERIGOS / RISCO)


Preencher esta coluna com a ocorrência perigosa identificada, com o risco provável.
Pequena liberação de líquido inflamável;
Grande liberação de líquido inflamável;
Pequena liberação de líquido tóxico;
Grande liberação de líquido tóxico;
Pequena liberação de gás inflamável;
Grande liberação de gás inflamável;
Pequena liberação de gás tóxico;
Grande liberação de gás tóxico;
Liberação de Material Reactivo;
Liberação de Material Corrosivo;
Reacção Imprópria;
Reacção Descontrolada;
Pressurização excessiva.

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[Link] de uma APNR

Categoria Denominação Descrição


Cenários que dependem de falhas múltiplas de
A Extremamente Remota sistemas de protecção ou ruptura por falha mecânica
de vasos de pressão.
Falhas múltiplas no sistema (humanas e/ou
B Remota equipamentos) ou rupturas de equipamentos de
grande porte.
A ocorrência do cenário depende de uma única falha
C Improvável
(humana ou equipamento).
Esperada uma ocorrência durante a vida útil do
D Provável
sistema.
Pelo menos uma ocorrência do cenário já registada no
E Frequente
próprio sistema.

Severidade Efeitos

I - Desprezível Nenhum dano ou dano não mensurável.

II - Marginal Danos irrelevantes ao meio ambiente e à comunidade.

Possíveis danos ao meio ambiente devido a liberação de


substancias químicas, toxicas ou inflamáveis, alcançando
III - Crítica áreas externas às instalações. Pode provocar lesões de
gravidade moderada na população externa ou impactos
ambientais com reduzido tempo de recuperação.

Impactos ambientais devido a liberação de substancias


químicas, toxicas ou inflamáveis, atingindo áreas externas às
IV - Catastrófica instalações. Provoca mortes ou lesões graves na população
externa ou impactos ambientais com tempo de recuperação
elevado.

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 56


FREQUÊNCIA SEVERIDADE
A – Extremamente I – Desprezível
Remota II – Marginal
B – Remota III – Critica
C – Improvável IV – Catastrófica
D – Provável
E - Frequente

RISCO
1 – Trivial
2– Menor
3 – Moderado
4 – Sério
5 - Crítico

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APR - Exemplos

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[Link]:

Dada a figura em anexo, use a técnica de análise de riscos APR (Análise Preliminar de Riscos), em
áreas da instalação industrial, para identificar perigos/riscos potenciais decorrentes.

Nota: usar tabela em anexo e matriz de tolerância

FREQUÊNCIA

IV
SEVERIDADE

III

II

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15. Organização do trabalho na indústria

Factores relacionados a qualidade de vida no trabalho:

Atendimento às necessidades higiénicas;

Identidade com a tarefa;

Autoridade sobre o processo;

Criatividade sobre o processo;

Montagem completa

Enriquecer tarefas (Ter actividades diferenciadas para desenvolver).

Automatizar as tarefas.

Obs: Mais que 6.000 repetições por turno - substituir por máquinas.

Evitar o ritmo pré-determinado pela esteira

Evita stress e conflitos de interesse (pressa x perfeição);

Estabelecer pausas necessárias

Trabalho sentado: 10 mino a cd 2 horas / Trabalho em pé: 15 mi. a cd 90 mino Trabalhados;

Evitar horas extras e dobras de turno para o aumento da demanda de serviço

Empregados novos - Ritmo menor.

Trancar mecanicamente o mecanismo de velocidade da esteira.

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[Link]ços confinados

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Tipos de Espaços Confinados

 Porões de navios
 Silos
 Oleodutos
 Tanques
 Esgotos
 Escavações
 Cisternas

Formadora: Antonieta Fernandes Higiene e Segurança no Trabalho Página 64


Riscos associados

 Uma atmosfera perigosa/agressiva;


 Material que pode soterrar;
 Maquinas que possam prejudicar os trabalhadores;
 Fontes de energia perigosas como linhas de vapor ou eléctricas;
 Calor extremo;
 Fogos ou explosões;
 Os riscos resultantes de áreas
 Próximas do EC, tais como escapes de veículos;
 Altos níveis de ruído;
 Níveis de oxigénio baixos;
 Queda de objectos.

Riscos específicos

São riscos ocasionados pelas condições especiais em que se desenvolvem este tipo de trabalho.

- Insuficiência de oxigénio atmosférico;


- Existência de gases ou vapores perigosos;
- Contacto com reagentes, águas residuais ou lamas;
- Aumento brusco de caudal e inundações súbitas.

Criação EC segura

 Identificação dos espaços confinados;


 Avaliação dos riscos;
 Determinação de procedimentos
 Equipamentos adequados;
 Funcionários treinados;
 Designação Vigilante;
 Designação Supervisor;
 Meios de resgate;
 Autorização de entrada
 Autoriza o trabalhador a entrar
 Informações sobre os perigos;

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Informações como eliminar os riscos

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Contem:
 Localização de entrada e validade;
 Nome dos trabalhadores e vigilantes;
 Perigos e exposições admissíveis a agentes tóxicos;
 Medidas de prevenção, equipamento de segurança e protecção individual;
 Qualidade do ar e nome do responsável;
 Tipo de trabalho a ser efectuado;
 Telefones de emergência e procedimentos a seguir;
 Nome, assinatura, e categoria do indivíduo que autoriza a entrada.

Deve estar colocada na entrada do espaço confinado

Responsabilidades do trabalhador

 Conhecer todos os perigos e sintomas de exposição;


 Apto para utilizar o EPI;
 Manter comunicação com o vigilante;
 Evacuar de imediato sempre que um alarme soar, o vigilante o ordenar ou se surgir algum risco.

Responsabilidades do vigilante

 Permanecer à entrada do EC;


 Conhecer todos os perigos e sintomas de exposição:
 Acompanhar os trabalhos dentro do EC;
 Manter comunicação com os trabalhadores;
 Monitorizar as actividades dentro e fora do EC;
 Contactar equipa resgate ou outros serviços emergência;
 Nunca entrar no EC.

Supervisor de entrada

 Identificação dos perigos;


 Garantir que o espaço é seguro para entrar, confirmando que as condições são cumpridas e
assinando a autorização de entrada;
 Findar e/ou cancelar a autorização.

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Riscos atmosféricos

As atmosferas são a maior causa de acidentes em espaços confinados;


Uma atmosfera pode ser segura a entrada, mas mortal alguns metros.

Tipos de atmosferas

 Deficiente em oxigénio;
 Combustível/explosiva;
 Tóxica.

É possível ter qualquer combinação destes 3 riscos, os nossos sentidos não nos podem proteger.

Atmosferas AIV (Ameaça Imediata de Vida).

 Uma atmosfera que constitui uma ameaça imediata à vida;


 Pode causar efeitos graves e irreversíveis para a saúde;
 Alteração da capacidade de um indivíduo de sair pelos seus próprios meios duma atmosfera
perigosa.

Combustíveis explosivos

Deficiente em oxigénio

02% Sintomas

19,5% Nível mínimo permitido


15 –
Coordenação prejudicada
19,5%
12 –
Aumento ritmo respiratório, juízo/coordenação prejudicado
14%
8 – 12% Náuseas, vomito, lábios azuis e possibilidade de inconsciência
4-5 min: Recuperação com tratamento
6 – 8% 6 min: Mortalidade de 50
8 min: Mortalidade de 100
0 – 6% Coma em 40 segundos ou menos

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Tipos de combustíveis

 Gases: Metano, hidrogénio, acetileno, e os vapores combustíveis de líquidos inflamáveis como


álcool ou gasolina;
 Poeiras: nuvem ou névoa de vapores dos líquidos inflamáveis ou partículas como farinha, carvão
pulverizado, pós suspensos no ar.

Limites de inflamabilidade

 LSI - Limite superior de inflamabilidade, valor limite além do qual a mistura se torna demasiada
rica para inflamar/explodir, (UEL);
 LII - Limite inferior de inflamabilidade, valor abaixo do qual a mistura é demasiada pobre para se
inflamar/explodir.

Atmosferas tóxicas

• Armazenagem de produtos no EC.

 Gases libertados em operações de limpeza;


 Material absorvido nas paredes;
 Decomposição de materiais no interior.

• Realização de trabalhos no EC.

 Soldaduras, cortes;
 Pinturas, decapagem, desengorduramento.

Áreas adjacentes ao EC considerado

10. Bibliografia

 Biosafety in microbiological and Biomedical Laboratories, US Department of Health and Human


Services, 3rd Ed (1993);
 Guia de Acreditação de Laboratórios de Ensaios Microbiológicos, RELACRE - Associação dos
Laboratórios Acreditados de Portugal;
 Riscos dos Agentes Biológicos, IDICT, Manual de Prevenção (1999);
 Decreto-Lei 84/97 de 16 de Abril

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