0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações5 páginas

Poesias Infantis Engraçadas e Surpreendentes

O documento apresenta uma coleção de poemas infantis que exploram a imaginação e a criatividade de crianças, abordando temas como a inversão de ações cotidianas e a vida marinha. Os poemas são escritos por diversos autores, incluindo Luísa Ducla Soares e José Fanha, e utilizam humor e elementos lúdicos para cativar o público jovem. Cada poema traz uma narrativa única que estimula a reflexão sobre o cotidiano de forma divertida.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato ODT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações5 páginas

Poesias Infantis Engraçadas e Surpreendentes

O documento apresenta uma coleção de poemas infantis que exploram a imaginação e a criatividade de crianças, abordando temas como a inversão de ações cotidianas e a vida marinha. Os poemas são escritos por diversos autores, incluindo Luísa Ducla Soares e José Fanha, e utilizam humor e elementos lúdicos para cativar o público jovem. Cada poema traz uma narrativa única que estimula a reflexão sobre o cotidiano de forma divertida.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato ODT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Tudo ao contrário

O menino do contra
queria tudo ao contrário:
deitava os fatos na cama
e dormia no armário.

Das cascas dos ovos


fazia uma omelete;
para tomar banho
usava a retrete.

Andava, corria
de pernas para o ar;
se estava contente,
punha-se a chorar.

Molhava-se ao sol,
secava na chuva
e em cada pé
usava uma luva.

Escrevia no lápis
com um papel;
achava salgado
o sabor do mel.

No dia dos anos


teve dois presentes:
um pente com velas
e um bolo com dentes.

Luisa Ducla Soares in Poemas da Mentira e da Verdade


Vivia no mar largo
e era feliz,feliz.

Sabia os sítios seguros


onde os maiores e mais duros
não podiam atacar
não o podiam caçar
não o podiam comer.
E continuava a viver.
Quando nadar o cansava
uma alga procurava
e dormia um bocadinho
e a onda que o embalava
era amiga do peixinho.
A onda amiga ondulava
enquanto o acalentava
aquecia
arrefecia
e para longe o levava.
Tão longe
tão vasto o mundo…
o seu mundo!
Tão largo, alto e profundo!...
Que alegria de nadar!
Mas um dia aconteceu
que um fenómeno se deu:
foi pescado
foi levado
para fora do seu mar
para longe do seu lar
transportado
bem fechado
numa prisão de cristal.
E
se não lhe fizeram mal
se o não comeram com sal
está muito descontente
nessa prisão transparente
à vista de toda a gente.

Alice Gomes
Bichinho Poeta: Poesia (também para crianças)
Lisboa, Gráfica Santelmo, 1973
Alfaiate Cabeça-no-ar

Co’a ponta dum alfinete


piquei a cabeça de um dedo.
Fiquei com um buraco tão fundo
que a todos metia medo.

Fiz o buraco no dedo


em vez de furar a peça.
Queria espetar a ponta
e fui espetar a cabeça.

Fui à praia tomar banho


mergulhei por um segundo.
À tona ficou-me o corpo
a cabeça foi prò fundo.

Em tudo o que penso e faço


sou sempre um zero rotundo.
Estou à cabeça da lista
dos mais desastrados do mundo.

João Pedro Mésseder, Versos com Reversos, Ed. Caminho

Viva o Desmazelo!

Viva o desmazelo:
a roupa no chão,
os livros na cama,
no sofá o cão,
as meias furadas,
no forno os sapatos,
na pasta o pijama,
à mesa seis gatos,
cadernos sem folhas,
tinta na carpete,
espetado num bolo
está o canivete.
Mas onde é que pus
todo o meu dinheiro?
Ai, foi pelo cano,
estava no banheiro…
Abecedário maluco, de Luísa Ducla Soares

Cantiga Felina
Eu sou uma gata gatona gatinha
pequena ladina
feroz e feliz e felina.
Eu sou uma gata que come
fanecas e figos
Feijão e favona e favinha
e…
comigo ninguém faz farinha!
Eu sou uma gata gatona gatinha
faceira furtiva
fadista fiel e festiva.
Eu sou uma gata que foge
da fúria do fogo
fanhosa felpuda fininha
e…
comigo ninguém faz farinha!
Eu sou uma gata gatona gatinha
uma bela figura
que fala que funga e que fura.
Eu sou uma gata que veste
um fatinho forrado
com fita fivela e fitinha
e…
comigo ninguém faz farinha!

José Fanha
Coisas que Acontecem
Venceslau venceu na vida
Timóteo tocou trompete
Samuel sorveu a sopa
Paulino comeu esparguete.

Violeta viu as vistas


Diana doeu-lhe o dedo
Fernandinho foi aos figos
Silvina guardou segredo.

Albertino teve tino


Pedrito passou na praça
Henriqueta enriqueceu
Guidinha não achou graça.

Amadeu deu em doidinho


Noémia não disse nada
Marcela migou as migas
e a Célia fez a salada.

Valdemar virou a vela


Carlota foi ao calista
Luisinha leu as letras
Cristina levanta a crista.

Rosalina fez rissóis


Pompeu visitou Pompeia
Tolentino foi à tropa
Balbina foi à boleia.

Baltazar é batoteiro
Joana vai ao jardim
Laurindinha lava a louça
Francisco fugiu por fim.

José Fanha

Common questions

Com tecnologia de IA

The structure of the poems in Source 1, with their rhythmic, often rhyming lines, enhances thematic delivery by using a playful tone that complements the whimsical and ironic content. This structure supports themes of inversion, clumsiness, and play, making complex themes accessible. However, the light-hearted format may detract from deeper interpretations of more serious underlying themes .

In 'A onda amiga,' freedom is depicted through the fish's life in the vast, dynamic sea where it swims, finds safety, and rests in friendly waves . This freedom is contrasted sharply with confinement when the fish is captured and placed in a glass prison, experiencing visible but unreachable surroundings, indicating a shift from a limitless to a restricted existence .

'O menino do contra' portrays behaviors that are fundamentally oppositional to normal expectations. The character takes actions that reverse typical activities, such as sleeping in a wardrobe instead of a bed, running with his legs in the air, and finding the taste of honey salty . These actions highlight a theme of absurdity and inversion of norms.

Personification is used extensively to animate non-living entities and natural phenomena, making them active participants in the narrative. For instance, in 'A onda amiga,' the wave cradles and moves the fish, portraying the sea as a nurturing entity . Such use of personification creates an emotional connection with the reader, conveying the interconnectedness of the characters’ experiences with their environments .

The poems reflect cultural and societal norms by humorously exaggerating everyday actions and character flaws. For instance, they depict rituals like cleaning or dressing with whimsical narratives that mockingly highlight the rigidity of societal routines . This suggests a cultural dialogue on the balance between chaos and order, questioning the adherence to conventional expectations and celebrating individuality .

The theme of clumsiness evolves through a humorous portrayal of characters who fail to execute tasks as intended, such as the 'Alfaiate Cabeça-no-ar,' who makes mistakes in tailoring and everyday actions, leading to absurd but relatable scenarios . This theme reflects human imperfections and the comedic side of errors, inviting readers to view clumsiness as a universal and enduring aspect of life .

Humor in 'Alfaiate Cabeça-no-ar' is pivotal in addressing human flaws by exaggerating a tailor’s lack of focus and various missteps, such as poking a finger with a pin instead of fabric and losing his balance during a dive . This comedic approach invites readers to acknowledge imperfections without judgment, highlighting resilience and acceptance of human error .

'Coisas que Acontecem' uses repeated mundane actions involving various characters to illustrate the diversity and predictability inherent in daily human activities. Each verse outlines simple yet distinct actions that reflect different aspects of life, from success to folly, emphasizing the commonality of varied human experiences while still maintaining a predictable rhythm .

'Viva o Desmazelo!' makes a satirical commentary on societal norms related to orderliness and neatness by glorifying disorder and negligence. The portrayal of a chaotic environment, with items misplaced and unattended, can be seen as a critique of overly rigid expectations for tidiness, suggesting that such chaos is an integral and perhaps liberating part of human existence .

'Cantiga Felina' conveys themes of independence and resistance through the feline's assertive declaration of being untamed and resistant to external control . The cat's varied diet, ability to evade danger, and refusal to be manipulated demonstrate self-reliance and strength, embodying a metaphor for individualism and the struggle against conformity .

Você também pode gostar