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Necessidades Educativas Especiais Motrizes

O documento aborda as Necessidades Educativas Especiais (NEE) motrizes, focando nas dificuldades motoras que afetam crianças e suas causas, como lesões cerebrais e traumatismos. Destaca a importância da educação inclusiva e as particularidades no ensino de alunos com deficiências motoras, além de apresentar sinais de alerta e tipos de problemas motores, como paralisia cerebral e espinha bífida. O trabalho é um projeto avaliativo da Licenciatura em Ensino de Geografia com Habilidade de Turismo da Universidade Rovuma, Extensão de Niassa.

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Araujo Chigomile
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Necessidades Educativas Especiais Motrizes

O documento aborda as Necessidades Educativas Especiais (NEE) motrizes, focando nas dificuldades motoras que afetam crianças e suas causas, como lesões cerebrais e traumatismos. Destaca a importância da educação inclusiva e as particularidades no ensino de alunos com deficiências motoras, além de apresentar sinais de alerta e tipos de problemas motores, como paralisia cerebral e espinha bífida. O trabalho é um projeto avaliativo da Licenciatura em Ensino de Geografia com Habilidade de Turismo da Universidade Rovuma, Extensão de Niassa.

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Eurico Martins

Jorge Timóteo Sassoa

Linda Julião

Alunos com NEE (Motriz)

(Licenciatura em Ensino á Geografia com Habilidade de Turismo)

9º Grupo

Universidade Rovuma

Extensão de Niassa

2025
Eurico Martins

Jorge Timóteo Sassoa

Linda Julião

Alunos com NEE (Motriz)

(Licenciatura em Ensino á Geografia com Habilidade de Turismo)

9º Grupo

Trabalho de carácter avaliativo a ser


apresentado na cadeira de Necessidades
Educativas Especiais o curso de Ensino á
Geografia com Habilidade de Turismo, sob
comando do docente: Edgar Natalcio
Manuel.

Universidade Rovuma

Extensão de Niassa

2025
Índice
Introdução ................................................................................................................................................. 3

Objectivos ................................................................................................................................................. 3

Geral .......................................................................................................................................................... 3

Específicos ................................................................................................................................................ 3

Metodologia .............................................................................................................................................. 3

Necessidades Educativas Especiais Motrizes ........................................................................................... 4

A criança com deficiência motora ............................................................................................................ 4

Causas principais da deficiência motora ................................................................................................... 5

Deficiências motoras de origem cerebral .................................................................................................. 5

Classificação ............................................................................................................................................. 6

Causas das deficiências motoras ............................................................................................................... 7

Sinais de alerta .......................................................................................................................................... 7

Tipos de problemas Motores ..................................................................................................................... 8

Particularidades destes alunos ................................................................................................................. 11

Educação de alunos com NEE motoras em escolas inclusivas ............................................................... 12

Conclusão ................................................................................................................................................ 16

Referências bibliográficas ....................................................................................................................... 17


3

Introdução
Partindo dos princípios educacionais em relação ao trabalho que e abordado, segundo a perspectiva de
diversos autores, com o objectivo de explicar aquilo são as necessidades educativas especiais motrizes.
A necessidade educativa especial motriz aborda um todo desuso ou disfunção motora adquirido assim
como cognitivo. Tal anomalia cria dificuldades no movimento normal de um indivíduo. E também
destacado no desenrolar do trabalho a criança e a sua relação com a escola, as causas principais
consequentes as perdas parciais ou completas das funções físicas ou mesmo coginitivos. De uma forma
sintética, um individuo com deficiência motora parte de fases mais simples as mais complexas,
partindo da deficiência motora temporária ou mesmo definitiva. As paralisias podem resultar das lesões
cerebrais ou de lesões de medula. As suas causas são variáveis e podem ser congénitas (que já nascem
com a pessoa) ou adquiridas. Na maioria dos casos, a inteligência fica preservada na escola inclusiva.

Objectivos

Geral

 Compreender os alunos com NEE (Motriz).

Específicos

 Identificar as causas;
 Identificar os sinais de alerta;
 Analisar as particularidades dos alunos;
 Descrever a educação destes alunos na escola inclusiva.

Metodologia
Para a elaboração deste trabalho recorreu-se ao uso do método bibliográfico que consistiu na recolha
das informações que dizem respeito a este tema acima supracitado em livros electrónicos.
4

Necessidades Educativas Especiais Motrizes


Segundo Santos (2010) as necessidades educativas especiais motrizes são um dos
diferentes tipos de necessidades educativas especiais que afectam as capacidades físicas
dos alunos; alteradas por qualquer problema de origem orgânica ou ambiental
provocando incapacidades de mobilidade. Deficiência motora é qualquer défice ou
anomalia que tenha como consequência uma dificuldade, alterações e ou não existência
de um determinado movimento considerado normal no ser humano (p. 13).

Para Mazzotta (1999), deficiência motora é uma disfunção física ou motora a qual poderá ser de
carácter cógnito ou adquirido. Desta forma esta disfunção ira afectar o indivíduo no que diz respeito a
mobilidade (p. 5).

A deficiência motora e a alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos de


corpo humano acarretando no comprometimento de função física, apresentando se sob a
forma de paraplégica - perda total das funções motoras dos membros inferiores,
monoparesia, tetraplégica, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação
ausência do membro, paralisia cerebral - lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso
central, tendo como consequência alterações psicomotoras, podendo ou não causar
deficiência mental, nanismo, membros com deformidade congénita ou adquirida,
excepto as deformidades estéticas, e as que não produzam dificuldades para o
desempenho de funções (Idem).

Na visão Santos (2010) “considera se deficiência motora qualquer défice ou anomalia que tenha como
consequência uma dificuldade, alteração e/ não existência de um determinado movimento considerado
normal no ser humano” (p. 21).

A criança com deficiência motora

De acordo com Mantonvan e Egler (1997) as crianças com deficiência motora


apresentam limitações ao nível dos estímulos afectivos e sensório motor. Estes aspectos
conduzem, opor sua vez, a limitações na aquisição de competências de desenvolvimento.
As crianças com deficiência ficam impedidas de explorar o meio que as rodeia, facto que
ira afectar e condicionar as suas capacidades cognitivas e de personalidade (p. 7).
5

Criança com deficiência motora e a escola

 Promover a independência do aluno mas tendo sempre presente as suas limitações e


necessidades;
 Procurar soluções específicas adequadas a cada caso; -dialogar com a criança tendo em atenção
o seu campo de visão (pode ser encomodo estar sempre com a cabeça levantada);
 Deslocar a cadeira de rodas com prudência para não magoarmos outras pessoas;
 promover a entreajuda entre todos (pais, professores, auxiliares);
 esclarecer e informar se acerca do problema do aluno;

Mantonvan e Egler (1997) “acredita se que na formação inicial de professores deve obrigatoriamente
serem inclusas nos currículos oficiais das universidades, disciplinas que discutem aspectos específicos,
sociais e educacionais que permeiam as deficiências bem como estágios em instituições que oferecem
trabalhos direccionados para as educacionais dos seus alunos” (p. 36).

Causas principais da deficiência motora

De acordo com Mantonvan e Egler (1997) as causas da deficiência física,


aos jovens ou adultos, podem resultar de um acidente vascular cerebral
(derrame), traumatismo craniano, lesão medular ou de amputação. Sendo que a
violência hurbana, que tem sido tão focalizada pela media, como acidentes no
transito ou de trabalho, esta se tornando a principal causa da deficiência física
(p. 53).

Para Santos (2010, p. 66) são muitas as causas das deficiências motoras que normalmente dividem se
em dois grupos fundamentais, de acordo com a sua origem: - Deficiências motoras que tem origem, em
lesões cerebrais; - Deficiência motora com origem não cerebral causadas por factores externos (como
exemplo, traumatismos) ou por factores internos (por exemplo traumatismo, tuberculose, óssea, entre
outras) (p. 34).

Deficiências motoras de origem cerebral


6

Na visão de Mantonvan e Egler (1997) a paralisia cerebral pode dar origem a diferentes situações
clínicas que trazem sempre muitas dificuldades para pessoa. Trata se de uma alteração do movimento e
da postura, que aparece no primeiro ano de vida, devido a uma lesão progressiva do cérebro (p. 87).

Sabe se que grande parte das lesões cerebrais no período pré-natal aparece entre
os 5 aos 7 meses de vida intra-uterina. No entanto, ainda não existe um
conhecimento claro das suas causas. Parece ser evidentes certas infecções como
a rubéola pode provocar ou favorecer o aparecimento de alterações circulatórios
e de lesões vasculares, a lesões cerebrais perinatais que podem dar origem a
paralisia cerebrais são aquelas que resultam de falta de oxigénio no cérebro e de
hemorragias cerebrais (Idem).

Classificação

Deficiências motoras temporárias

Para Santos (2010) as mais frequentes são aquelas que resultam de


traumatismos, especialmente os cranianos. São especialmente frequentes durante
a infância e a adolescência. Na infância são sobretudo consequência de acidentes
ocorridos nos períodos do recreio na escola e no trajecto casa – escola. Na
adolescência tem como causas principais a prática de desportos violentos e a
utilização de veículos de duas rodas. As consequências são normalmente muito
graves. Apesar do traumatismo poder não dar origem a qualquer paralisia, o
indivíduo pode apresentar gesto e expressão verbal lento e descoordenados.
Acontecem muitas vezes perdas de memória e alterações no comportamento (p.
80).

Não se compactua com a ideia de simplesmente colocar todos os alunos com deficiência na classe
comum deixar os professores no completo abandono, sem o apoio necessário de profissionais para a
sua função docente. O desafio não e apenas colocar alunos com necessidades especiais dentro de uma
mesma sala de aula e sim fazer com que essa educação inclusiva proporcione a esses alunos uma
evolução no seu desenvolvimento educacional e pessoal, e os faça sentir inclusos numa sociedade que
deveria ser igual para todos (p. 84).
7

Deficiências motoras definitivas

Como por exemplo de deficiências motoras definitivas podem salientar, as paralisias. As


paralisias podem resultar de lesões cerebrais ou de lesões de medula. As suas causas são
variáveis e podem ser congénitas (que já nascem com a pessoa) ou adquiridas, por
exemplo, através de traumatismo. Na maioria dos casos, a inteligência fica preservada.
na escola inclusiva com deficiências motoras (Mantonvan e Egler, 1995, p. 97).

Causas das deficiências motoras


Na perspectiva de (Santos 2010) as pessoas com deficiência motora podem apresentar
dificuldades ou ausência de movimentos. Essas dificuldades podem ser causadas por
distúrbios físicos de ordem motora e distúrbios funcionais, como a poliomielite, as
deformações, inclusive a ausência de algum membro (amputação). As paralisias podem
resultar de lesões cerebrais ou de lesões da medula. As causas são variáveis e podem ser
cognitivas já que algumas nascem com a pessoa e outras adquiridas (p. 71).

Sinais de alerta

De acordo com Domingos (2013) os alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE),
especialmente aqueles com dificuldades motoras, podem apresentar sinais de alerta que indicam a
necessidade de intervenção e suporte. É importante estar atento a esses sinais, pois eles podem impactar
o aprendizado e o desenvolvimento social da criança. Os sinais de alerta que podem ser observados:
Dificuldade em realizar actividades motoras finas, como escrever, recortar ou manipular objectos
pequenos. Essas dificuldades podem se manifestar em uma escrita ilegível ou na incapacidade de
realizar tarefas que exigem coordenação manual (p. 23).

Dificuldades na coordenação motora grossa, que podem se traduzir em problemas para


correr, pular ou participar de actividades físicas. Alunos com dificuldades nessa área
podem demonstrar hesitação ou medo ao se envolver em jogos que exigem
movimentação. Atrasos no desenvolvimento motor em comparação com os colegas da
mesma idade. Isso pode incluir marcos como sentar, engatinhar ou andar. A observação
do desenvolvimento motor é crucial para identificar possíveis NEE. Fadiga excessiva
durante actividades físicas ou dificuldade em manter o equilíbrio. Isso pode ser um sinal
8

de que a criança está lutando para acompanhar as demandas físicas do ambiente escolar
(Idem).

Para Domingos (2013) comportamentos de evitação em relação a actividades que envolvem movimento
ou desafios físicos. Alunos com dificuldades motoras podem evitar participar de jogos ou actividades
esportivas por medo de falhar ou se machucar. Dificuldades na percepção espacial e na orientação no
espaço. Isso pode afectar a capacidade da criança de seguir instruções simples ou realizar tarefas que
envolvem deslocamento e posicionamento. Mudanças no comportamento, como frustração, ansiedade
ou desinteresse nas actividades escolares, podem ser um sinal de que a criança está enfrentando
desafios relacionados às suas habilidades motoras (33).

Na visão de Santos (2010) é fundamental que educadores e pais estejam atentos a


esses sinais e busquem avaliações profissionais quando necessário. O suporte adequado
pode incluir adaptações no ambiente escolar, terapia ocupacional e programas
individuais que atendam às necessidades específicas dos alunos com NEE. O objectivo é
garantir que todos os alunos tenham a oportunidade de aprender e se desenvolver
plenamente, independentemente das suas dificuldades motoras (p. 102).

Tipos de problemas Motores

Na visão de Santos (2010, p. 109) os problemas motores incluem:

Paralisia cerebral: a paralisia cerebral é um grupo de desordens que afectam a capacidade de uma
pessoa de se mover e manter o equilíbrio e a postura. É causada por danos ao cérebro em
desenvolvimento, geralmente ocorrendo durante a gestação, no parto ou logo após o nascimento. Os
sintomas podem variar bastante de uma pessoa para outra, mas geralmente incluem dificuldades
motoras, que podem se manifestar de diferentes formas. Existem várias classificações da paralisia
cerebral, sendo as mais comuns a diplegia, hemiplegia e quadriplegia. Na diplegia, por exemplo, a parte
inferior do corpo é mais afectada do que a parte superior. A hemiplegia envolve a paralisia de um lado
do corpo, enquanto a quadriplegia afecta todas as extremidades. Além das dificuldades motoras,
pessoas com paralisia cerebral podem enfrentar outros desafios, como problemas de fala, dificuldades
de aprendizado e questões relacionadas à visão e audição.
9

Para Mantonvan e Egler (1997) a gravidade desses sintomas pode variar amplamente,
algumas pessoas podem ter mobilidade limitada e precisar de dispositivos de assistência,
enquanto outras podem ter habilidades motoras relativamente normais. O tratamento da paralisia
cerebral é multidisciplinar e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e
intervenção medicamentosa para controlar espasmos e outras condições associadas. A
intervenção precoce é fundamental para maximizar o potencial de desenvolvimento da criança. É
importante lembrar que cada pessoa com paralisia cerebral é única e pode ter um conjunto
diferente de habilidades e desafios. Com o apoio adequado, muitas pessoas com essa condição
levam vidas plenas e significativas (p. 89).

 Espinha bífida: a espinha bífida é um defeito congénito que ocorre durante o desenvolvimento
da coluna vertebral e da medula espinhal. Ela se caracteriza pela falha no fechamento do tubo
neural, que é a estrutura que dá origem ao sistema nervoso central. Essa condição pode resultar
em danos na medula espinhal e nos nervos que se ramificam dela, levando a uma variedade de
problemas motores e sensoriais. Existem diferentes tipos de espinha bífida, sendo os mais
comuns a espinha bífida oculta e a espinha bífida aberta. Na espinha bífida oculta, as vértebras
não se fecham completamente, mas a medula espinhal e os nervos permanecem intactos. Muitas
vezes, essa forma é assintomática e pode passar despercebida ao longo da vida.

Por outro lado, a espinha bífida aberta é mais grave. Neste caso, a medula espinhal e as meninges (as
membranas que envolvem o cérebro e a medula) podem estar expostas, resultando em danos significativos
ao sistema nervoso. Essa forma pode causar paralisia parcial ou total nas pernas, problemas de controle da
bexiga e intestinos, além de dificuldades cognitivas em alguns casos. Os sintomas da espinha bífida podem
variar dependendo da gravidade da condição e da localização do defeito na coluna vertebral. Os problemas
motores podem incluir fraqueza nas pernas, dificuldade para caminhar e perda de sensação em áreas
afectadas. Além disso, pode haver complicações associadas, como hidrocefalia (acúmulo de líquido no
cérebro) e problemas ortopédicos (Santos (2010, p. 123).

 Distrofia muscular: a distrofia muscular é um grupo de doenças genéticas caracterizadas pela


degeneração progressiva e fraqueza dos músculos esqueléticos, que são os músculos que
usamos para nos mover. Essas condições ocorrem devido a mutações em genes responsáveis
pela produção de proteínas essenciais para a saúde e integridade das fibras musculares. Como
resultado, os músculos não conseguem se regenerar adequadamente, levando à sua deterioração
10

ao longo do tempo. Existem várias formas de distrofia muscular, sendo as mais conhecidas a
distrofia muscular de Duchenne (DMD) e a distrofia muscular de Becker. A DMD é a forma
mais comum e severa, afectando principalmente meninos, devido à sua herança ligada ao
cromossomo X. Os sintomas geralmente aparecem na infância, com dificuldades motoras como
quedas frequentes, dificuldade para correr e subir escadas. Com o tempo, a fraqueza muscular
progride e pode resultar em perda da capacidade de andar por volta da adolescência.
 Lesões medulares: as lesões medulares referem-se a danos na medula espinhal, uma parte
crucial do sistema nervoso central que transmite sinais entre o cérebro e o corpo. Esses danos
podem ocorrer devido a traumas, como acidentes de carro, quedas, ferimentos por armas de
fogo ou lesões esportivas. Além disso, algumas doenças, como tumores ou infecções, também
podem causar lesões na medula espinhal.

Quando falamos sobre lesões medulares, podemos distinguir entre lesões completas e incompletas. Em
uma lesão completa, há uma interrupção total da comunicação entre o cérebro e a parte do corpo abaixo
do nível da lesão. Isso resulta em perda total de movimento e sensação na área afectada. Por exemplo,
uma lesão completa na região cervical pode levar à tetraplegia, que é a paralisia dos quatro membros.
Por outro lado, uma lesão completa na região torácica pode resultar em paraplegia, que é a paralisia das
pernas. As lesões incompletas são um pouco diferentes. Nesse caso, a medula espinhal não é totalmente
danificada, permitindo que ainda haja alguma função motora ou sensorial preservada abaixo do nível
da lesão. As manifestações variam amplamente dependendo da gravidade e localização da lesão.
Algumas pessoas podem manter movimentos limitados nas pernas ou ter sensibilidade em certas áreas
do corpo (Domingos, 2013, p. 78).

Os sintomas das lesões medulares podem incluir perda de movimento e sensibilidade nas
áreas afectadas, dificuldades respiratórias (especialmente em lesões cervicais), alterações
no controle da bexiga e intestinos, reflexos anormais e dor neuropática. O tratamento
para as lesões medulares depende da gravidade da lesão e dos sintomas apresentados. O
manejo inicial geralmente envolve estabilização médica e pode incluir cirurgia para
descompressão da medula espinhal se necessário. A reabilitação desempenha um papel
fundamental no tratamento e pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e apoio
psicológico para ajudar os pacientes a se adaptarem às mudanças em suas vidas (Idem).
11

Na visão de Santos (2010) é importante ressaltar que as lesões medulares têm um impacto significativo
na qualidade de vida das pessoas afectadas, tanto física quanto emocionalmente. O suporte social e
psicológico é essencial para ajudar os indivíduos a enfrentarem os desafios associados a essa
condição e alcançarem um nível máximo de independência possível (p. 117).

Particularidades destes alunos

De acordo com Santos (2010, p. 106) alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) motoras
apresentam particularidades que exigem uma abordagem educacional diferenciada. Essas
particularidades podem variar significativamente de um aluno para outro, mas algumas características
comuns incluem:

 Dificuldades motoras: esses alunos podem ter limitações na coordenação motora fina e grossa, o
que afecta sua capacidade de realizar actividades quotidianas, como escrever, desenhar ou
participar de jogos. Essa dificuldade pode ser decorrente de condições como paralisia cerebral,
distrofia muscular ou outras condições neurológicas;
 Adaptações necessárias: muitas vezes, esses alunos necessitam de adaptações no ambiente
escolar para facilitar sua participação nas actividades. Isso pode incluir o uso de materiais
didácticos adaptados, mobiliário acessível e tecnologia assistiva, como softwares que permitem
a comunicação ou a escrita;
 Ritmo de aprendizagem: o ritmo de aprendizagem pode ser diferente em comparação com os
colegas. Alguns alunos podem precisar de mais tempo para completar tarefas ou podem se
beneficiar de instruções repetidas e práticas adicionais para consolidar o aprendizado;
 Apoio emocional e social: alunos com NEE motoras podem enfrentar desafios emocionais e
sociais devido à sua condição. Eles podem sentir-se isolados ou ter dificuldades em interagir
com os colegas. É essencial promover um ambiente inclusivo que incentive a amizade e a
colaboração;
 Habilidades de comunicação: dependendo da gravidade da condição motora, alguns alunos
podem ter dificuldades na comunicação verbal. Isso pode exigir o uso de sistemas alternativos
de comunicação, como gestos, imagens ou dispositivos electrónicos que facilitam a interacção;
12

 Foco em habilidades funcionais: o ensino deve focar não apenas nas habilidades académicas,
mas também nas habilidades funcionais que ajudam esses alunos a se tornarem mais
independentes na vida quotidiana. Isso inclui ensinar habilidades práticas que possam ser
aplicadas fora da sala de aula;
 Necessidade de intervenção multidisciplinar: muitas vezes, o suporte a alunos com NEE
motoras envolve uma equipe multidisciplinar composta por educadores, terapeutas
ocupacionais, fisioterapeutas e psicólogos. Essa colaboração é fundamental para garantir uma
abordagem abrangente às necessidades do aluno;
 Flexibilidade no currículo: é importante que o currículo seja flexível e adaptável para atender às
necessidades individuais dos alunos com NEE motoras. Isso pode incluir métodos de ensino
diferenciados e avaliações alternativas que considerem as capacidades e limitações do aluno.

Na visão de Santos (2010) essas particularidades destacam a importância de um ambiente educacional


inclusivo e sensível às necessidades dos alunos com NEE motoras. Ao reconhecer e abordar essas
características, educadores podem criar oportunidades para que todos os alunos alcancem seu
potencial máximo e se sintam valorizados no processo educativo (p. 111).

Educação de alunos com NEE motoras em escolas inclusivas

Segundo Domingos (2013) a educação de alunos com Necessidades Educativas


Especiais (NEE) motoras em uma escola inclusiva é um tema essencial que requer
atenção e dedicação. É fundamental que o ambiente escolar seja acessível, permitindo
que todos os alunos se movimentem livremente. Isso inclui a construção de rampas, a
disponibilização de banheiros adaptados e a criação de espaços que favoreçam a
mobilidade. Essa acessibilidade é o primeiro passo para garantir que esses estudantes
possam participar plenamente das actividades escolares (p. 48).

Para Domingos (2013) um aspecto importante da educação inclusiva é a flexibilidade do


currículo. Cada aluno tem suas próprias necessidades e ritmos de aprendizado, e o
currículo deve ser adaptado para atender a essas particularidades. Isso pode ser feito
através da modificação de tarefas e do uso de materiais didácticos diferenciados. Além
disso, estratégias diversificadas de ensino ajudam a criar um ambiente onde todos os
alunos possam aprender de maneira significativa (p. 56).
13

A personalização do aprendizado também é crucial. O desenvolvimento de um plano educacional


individualizado (PEI) permite que cada aluno tenha um caminho específico a seguir, com metas claras
e estratégias definidas para alcançá-las. Esse plano deve ser elaborado em colaboração com
educadores, terapeutas, pais e o próprio aluno, garantindo que todos estejam envolvidos no processo
(Idem).

De acordo com Mazzotta (1999) a tecnologia pode ser uma grande aliada na educação
desses alunos. O uso de tecnologias assistivas, como softwares de comunicação e
dispositivos adaptados, pode facilitar a participação e o aprendizado. Esses recursos
ajudam a derrubar barreiras e tornam as actividades mais acessíveis. Além disso, criar
um ambiente acolhedor e inclusivo é fundamental para o bem-estar emocional dos
alunos com NEE motoras. Promover actividades que incentivem a interacção social
entre os colegas é essencial para construir relacionamentos positivos e fortalecer laços de
amizade. A empatia e a cooperação são valores que devem ser cultivados dentro da sala
de aula (p. 22).

Os educadores também precisam estar preparados para lidar com as necessidades específicas desses
alunos. A formação contínua em práticas inclusivas é essencial para garantir que os professores estejam
aptos a adoptar estratégias pedagógicas eficazes. Essa formação permite que eles criem um ambiente de
aprendizagem sensível às necessidades dos alunos. A colaboração entre diferentes profissionais da
educação enriquece o processo educativo. Terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e psicólogos podem
trabalhar em conjunto com os professores para desenvolver estratégias integradas que atendam às
diversas necessidades dos alunos com NEE motoras (Domingos, 2013, p. 93).

O envolvimento das famílias é outro componente vital na educação inclusiva. Manter


uma comunicação aberta entre escola e família garante que os pais estejam informados
sobre o progresso do aluno e possam contribuir com insights valiosos sobre suas
necessidades específicas. Oferecer actividades extracurriculares adaptadas também é
uma forma eficaz de promover inclusão. Essas actividades proporcionam oportunidades
adicionais para os alunos se envolverem socialmente e fisicamente, fortalecendo seu
vínculo com a escola e seus colegas (Idem).
14

Por fim, a avaliação contínua do progresso dos alunos é fundamental para ajustar as abordagens pedagógicas
conforme necessário. Isso garante que as estratégias utilizadas sejam eficazes no atendimento às necessidades
individuais, permitindo um aprendizado mais significativo (p. 100).

Na perspectiva de Mazzotta (1999) a educação de alunos com NEE motoras em escolas inclusivas
exige uma abordagem holística que valorize a diversidade e promova um ambiente onde todos possam
aprender juntos. Ao adoptar essas práticas, as escolas contribuem significativamente para o
desenvolvimento académico, social e emocional desses estudantes, preparando-os para uma vida plena
na sociedade (p. 40).
15
16

Conclusão
Depois das leituras feitas pelo grupo nas diferentes obras de diferentes autores que abordam o mesmo
tema, mesmo não tendo sido possível o grupo encontrar-se para debates, tento optado nos encontros
virtuais, concluiu- se que a adaptação do meio escolar para as crianças que apresentam deficiências
motrizes e bastante trabalhosa e diária, mas e dever de tod2as as crianças com capacidade de frequentar
escola ter a educação em escolas regulares, e o professor em conjunto com todo o meio escolar deve ser
capaz de proporcionar a inclusão desses alunos na sala de aulas com os demais colegas (normais) para
que todos ganhem esse convívio e não sentirem se descriminados. Pais, professores, direcção,
pedagogos e colegas, todos serão capazes de identificar o quão e valida essa integração na sociedade.

Concluiu-se também que essas dificuldades podem ser causadas por distúrbios físicos de ordem motora
e distúrbios funcionais, como a poliomielite, as deformações, inclusive a ausência de algum membro
(amputação). As paralisias podem resultar de lesões cerebrais ou de lesões da medula.
17

Referências bibliográficas
Santos, M. da G. S; (2010). Educação Especial; 2ªed; vol 2; Fundação CECIERJ; Rio de Janeiro.

Mazzotta, M. J. S. (1999). Educação Especial; 2ªed; Cortez; Brasília.

Mantonvan. Maria Teresa Egler. (1997). A integração de pessoas com deficiência: contribuições para

uma reflexão sobre o tema. São Paulo; Memmon; S ENAC.

Domingos, J. (2013). Preparação para exame de necessidades educativas especiais. (n.d).

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