21.
Espaços compactos
21.1. Definição. Seja X um espaço topológico, e seja K ⊂ X. Diremos
que X é um espaço topológico compacto se cada cobertura aberta de X admite
uma subcobertura finita. Diremos que K é um subconjunto compacto de X se
K, com a topologia induzida por X, é um espaço topológico compacto. Diremos
que K é um subconjunto relativamente compacto de X se K é um subconjunto
compacto de X.
21.2. Exemplos.
(a) R não é compacto. Deixamos a demonstração como exercı́cio.
(b) Se X é um espaço topológico qualquer, então cada subconjunto finito de
X é compacto. Deixamos a demonstração como exercı́cio.
21.3. Proposição. Cada intervalo fechado e limitado em R é compacto.
Demonstração. Seja U uma cobertura aberta S de [a, b], com a < b. Seja C
o conjunto dos pontos c ∈ [a, b] tais que [a, c] ⊂ V para alguma famı́lia finita
V ⊂ U. Para completar a demonstração basta provar que b ∈ C.
Seja Ua ∈ U tal que a ∈ Ua , e seja δ > 0 tal que a + 2δ < b e
[a, b] ∩ (a − 2δ, a + 2δ) ⊂ Ua .
Isto implica que [a, a + δ] ⊂ Ua , e portanto a + δ ∈ C.
Seja s = supC. Então s ≥ a + δ > a. Seja Us ∈ U tal que s ∈ Us , e seja
> 0 tal que s − 2 > a e
[a, b] ∩ (s − 2, s + 2) ⊂ Us .
Seja c ∈ C ∩ (s − 2, s], e seja V ⊂ U, V finita, tal que
[
[a, c] ⊂ V.
Segue que [
[a, s] ⊂ [a, c] ∪ (s − 2, s] ⊂ ( V) ∪ Us .
Isto prova que s ∈ C. Se fosse s < b, poderiamos supor que s+2 < b e teriamos
que [
[a, s + ] ⊂ [a, c] ∪ (s − 2, s + 2) ⊂ ( V) ∪ Us .
Mas isto implicaria que s + ∈ C, e s não seria o supremo de C. Logo s = b, e
portanto b ∈ C.
21.4. Definição. Seja X um conjunto não vazio, e seja A uma famı́lia não
subconjuntos de X. Diremos que A tem a propriedade da interseção
vazia de T
finita se F =6 ∅ para cada famı́lia finita F ⊂ A.
21.5. Exemplos. Seja X um conjunto não vazio.
(a) Cada filtro em X tem a propriedade da interseção finita.
(b) Cada base de filtro em X tem a propriedade da interseção finita.
69
O teorema seguinte dá várias caracterizações de espaços compactos.
21.6. Teorema. Seja X um espaço topológico não vazio. Então as
seguintes condições são equivalentes:
(a) X é compacto.
(b) Cada famı́lia de fechados de X com a propriedade da interseção finita
tem interseção não vazia.
(c) Cada filtro em X tem pelo menos um ponto de acumulação.
(d) Cada filtro em X está contido em algum filtro convergente.
(e) Cada ultrafiltro em X é convergente.
(f ) Cada rede em X tem pelo menos um ponto de acumulação.
(g) Cada rede em X admite uma subrede convergente.
(h) Cada rede universal em X é convergente.
Demonstração. (a) ⇒ (b): Seja X compacto, e seja {Ai : i ∈ I} uma
famı́lia
T de fechados de X comSa propriedade da interseção finita. Suponhamos
que i∈I Ai = ∅. Então X = i∈I (X \ Ai ), e X \ Ai é aberto para S cada i ∈ I.
Como X é compacto,
T existe um conjunto finito J ⊂ I tal
T que X = i∈J (X \Ai ).
Segue que i∈J Ai = ∅, contradição. Isto prova que i∈I Ai 6= ∅.
S (b) ⇒ (a): Seja {Ui : i ∈ I} uma cobertura aberta de X, e suponhamos que
i∈J Ui 6= X para cada conjunto finitoT J ⊂ I. Segue que {X \ Ui : i ∈ I} é
uma famı́lia de fechados de XTtal que i∈J (X \ Ui ) 6= ∅ para cada S conjunto
finito J ⊂ I. Segue de (b) que i∈I (X \ Ui ) 6= ∅. Isto implica
S que i∈I Ui 6= X,
contradição. Logo existe um conjunto finito J ⊂ I tal que i∈J Ui = X.
(b) ⇒ (c): Seja F um filtro em X. Então {A : A ∈ F} é uma famı́lia
de
T fechados de X com a propriedade T da interseção finita. Segue de (b) que
{A : A ∈ F} 6= ∅. Então cada x ∈ {A : A ∈ F} é um ponto de acumulação
de F.
(c) ⇒ (b): Seja A uma famı́lia de fechados de X com a propriedade da
interseção finita. Seja B a famı́lia de todas as interseções finitas de membros
de A. É claro que B é uma base de filtro em X. Seja F o filtro gerado por
B.
T Segue de (c) que F tem pelo menos um ponto de acumulação, ou seja
T{A : T A ∈ F} 6= ∅. Como A ⊂ B ⊂ F, e cada A ∈ A é fechado, segue que
A = {A : A ∈ A} = 6 ∅.
(c) ⇔ (d): Basta aplicar a Proposição 15.13.
(d) ⇔ (e): A implicação (d) ⇒ (e) é imediata, e a implicação (e) ⇒ (d)
segue da Proposição 15.17.
(b) ⇒ (f ): Seja (xλ )λ∈Λ uma rede em X. Seja Aλ = {xµ : µ ≥ λ} para
cada λ ∈ Λ, e seja A = {Aλ : λ ∈ Λ}. Então A é uma famı́liaTde fechados
de XTcom aTpropriedade da interseção finita. Segue de (b) que A 6= ∅. Se
x ∈ A = {Aλ : λ ∈ Λ}, então, para cada U ∈ Ux tem-se que U ∩ Aλ 6= ∅
para cada λ ∈ Λ. Logo x é um ponto de acumulação da rede (xλ )λ∈Λ .
70
(f ) ⇒ (b): Seja A uma famı́lia de fechados de X com a propriedade da
interseção finita. Seja B a famı́lia de todas as interseções finitas de membros de
A. É claro que B é um conjunto dirigido se definimos A ≤ B quando A ⊃ B.
Seja xB ∈ B para cada B ∈ B. Segue de (f) que a rede (xB )B∈B tem pelo menos
um ponto de acumulação x. Logo, dados U ∈ Ux e A ∈ B, existe B ∈ B, B ⊂ A,
tal que xB ∈ U , e portanto xB ∈ U ∩ B ⊂ U ∩ A. Como A ⊂ B, segue que
\ \ \
x ∈ {A : A ∈ B} = B⊂ A.
(f ) ⇔ (g): Basta aplicar a Proposição 13.10.
(f ) ⇒ (h): Basta aplicar a Proposição 13.12.
(h) ⇒ (e): Seja F um ultrafiltro em X, e seja
Λ = {(a, A) : a ∈ A ∈ F}.
É claro que Λ é um conjunto dirigido se definimos (a, A) ≤ (b, B) quando A ⊃ B.
Denotaremos por (xλ )λ∈Λ a rede x : Λ → X definida por x(a, A) = a para cada
(a, A) ∈ Λ. Afirmamos que (xλ )λ∈Λ é uma rede universal. De fato, como F é
um ultrafiltro, dado E ⊂ X, tem-se que E ∈ F ou X \ E ∈ F. Se E ∈ F, seja
e ∈ E. Então
{x(a, A) : (a, A) ≥ (e, E)} ⊂ E.
De maneira análoga, se X \ E ∈ F, seja d ∈ X \ E. Então
{x(a, A) : (a, A) ≥ (d, X \ E)} ⊂ X \ E.
Logo (xλ )λ∈Λ é uma rede universal. Segue de (h) que (xλ )λ∈Λ converge a um
ponto x. Logo dado U ∈ Ux , existe (a, A) ∈ Λ tal que b = x(b, B) ∈ U para
todo (b, B) ≥ (a, A). Segue que U ⊃ A, e portanto F converge a x.
21.7. Proposição. (a) Cada subespaço fechado de um espaço compacto é
compacto.
(b) Cada subespaço compacto de um espaço de Hausdorff é fechado.
Demonstração. (a) Seja X um espaço compacto e seja S um subespaço
fechado de X. Seja {Ui : i ∈ I} uma cobertura aberta de S. Para cada i ∈ I
existe um aberto Vi de X tal que Ui = S ∩ Vi . Segue que {Vi : i ∈ I} ∪ {X \ S}
é uma cobertura aberta de [Link] X é compacto, existe
S um conjunto finito
J ⊂ I tal que X = {X \ S} ∪ i∈J Vi . Segue que S = i∈J Ui , e portanto S é
compacto.
(b) Seja X um espaço de Hausdorff e seja S um subespaço compacto de
X. Para provar que S é fechado em X, seja x ∈ S. Então existe uma rede
(xλ )λ∈Λ ⊂ S que converge a x. Como S é compacto, a rede (xλ )λ∈Λ admite
uma subrede (xφ(µ) )µ∈M que converge a um ponto y ∈ S. Como (xφ(µ) )µ∈M
converge a x também, e X é Hausdorff, segue que x = y ∈ S. Logo S é fechado
em X.
71
21.8. Proposição. A imagem contı́nua de um espaço compacto é compacto.
Demonstração. Sejam X e Y espaços topológicos, com X compacto, e
seja f : X → Y uma aplicação sobrejetiva e contı́nua. Para provar que Y é
compacto, seja {Vi : i ∈ I} uma cobertura aberta de Y . Então {f −1 (Vi ) : i ∈ I}
é uma cobertura aberta de X. Como X é compacto, existe um conjunto S finito
J ⊂ I tal que X = i∈J f −1 (Vi ). Como f é sobrejetivo, segue que Y = i∈J Vi .
S
Logo Y é compacto.
21.9. Corolário. Seja X um espaço compacto, seja Y um espaço de Haus-
dorff, e seja f uma aplicação contı́nua. Então:
(a) f é fechada.
(b) Se f é sobrejetiva, então f é uma aplicação quociente.
(c) Se f é bijetiva, então f é um homeomorfismo.
Demonstração. (a) Seja A fechado em X. Pela Proposição 21.8 f (A) é
compacto em Y . Pela Proposição 21.7 f (A) é fechado em Y .
(b) segue de (a) pela Proposição 11.5.
(c) segue de (a) pela Proposição 8.9.
21.10. Teorema de Tychonoff. Seja {Xi : i ∈ I} Q uma famı́lia não vazia
de espaços topológicos não vazios. Então o produto X = i∈I Xi é compacto se
e só se cada Xi é compacto.
Demonstração. (⇒) Se X é compacto, então Xi = πi (X) é compacto para
cada i ∈ I, pela Proposição 21.8.
(⇐) Suponhamos que cada Xi seja compacto, e seja (xλ )λ∈Λ uma rede uni-
versal em X. Pelo Exercı́cio 13.F (πi (xλ ))λ∈Λ é uma rede universal em Xi , para
cada i ∈ I. Pelo Teorema 21.6, a rede (πi (xλ ))λ∈Λ converge a um ponto xi ∈ Xi
para cada i ∈ I. Seja x = (xi )i∈I ∈ X. Então (xλ )λ∈Λ converge a x. Pelo
Teorema 21.6 X é compacto.
21.11. Corolário. O produto [0, 1]I é compacto para cada conjunto não
vazio I.
21.12. Corolário. Um conjunto K ⊂ Rn é compacto se e só se K é
fechado e limitado.
Demonstração. (⇒) Suponhamos K compacto. Como Rn é Hausdorff, K
é fechado em Rn , pela Proposição 21.7. Por outro lado
∞
[
K ⊂ Rn = B(0; j).
j=1
Como K é compacto, existe k ∈ N tal que
k
[
K⊂ B(0; j) = B(0; k).
j=1
72
Logo K é limitado.
(⇐) Suponhamos K fechado e limitado. Sendo K limitado, existe k ∈ N tal
que
K ⊂ B(0; k) ⊂ [−k, k]n .
Sendo K fechado em Rn , segue que K é fechado em [−k, k]n . Pelo Corolário
21.11 [−k, k]n é compacto. Pela Proposição 21.7 K é compacto.
21.13. Teorema. Cada espaço de Hausdorff compacto é um espaço T4 .
Demonstração. Sabemos que cada espaço de Lindelöf regular é normal.
Como cada espaço compacto é claramente Lindelöf, basta provar que cada
espaço de Hausdorff compacto é regular.
Seja X um espaço de Hausdorff compacto. Seja A um fechado de X, e seja
b∈/ A. Para cada a ∈ A sejam S Ua e Va dois abertos disjuntos de X tais que
a ∈ Ua e b ∈ Va . Como A ⊂ a∈A Ua e A é compacto, existem a1 , ..., an ∈ A
tais que
[n
A⊂ Uaj .
j=1
Sejam
n
[ n
\
U= Uaj , V = Vaj .
j=1 j=1
Então U e V são abertos disjuntos em X, A ⊂ U e b ∈ V .
21.14. Corolário. O produto [0, 1]I é um espaço T4 para cada conjunto
não vazio I.
Agora podemos complementar o Teorema 19.11 da maneira seguinte.
21.15. Teorema. Para um espaço topológico X as seguintes condições são
equivalentes:
(a) X é um espaço de Tychonoff.
(b) X é homeomorfo a um subespaço do produto [0, 1]I , para algum I.
(c) X é homeomorfo a um subespaço de um espaço de Hausdorff compacto.
(d) X é homeomorfo a um subespaço de um espaço T4 .
Demonstração. A implicação (a) ⇒ (b) segue do Teorema 19.11. A im-
plicação (b) ⇒ (c) segue do Corolário 21.11. A implicação (c) ⇒ (d) segue do
Teorema 21.13. E a implicação (d) ⇒ (a) segue do Corolário 19.7.
Exercı́cios
21.A. Seja X um espaço topológico, e seja K ⊂ X. Prove que K é compacto
S
se e só se, dada uma famı́lia {Ui : i ∈ I} de abertosSde X tal que K ⊂ {Ui :
i ∈ I}, existe uma famı́lia finita J ⊂ I tal que K ⊂ {Ui : i ∈ J}.
73
21.B. Prove que R não é compacto.
21.C. Prove que cada subconjunto finito de um espaço topológico qualquer
é compacto.
21.D. Prove que um espaço topológico discreto X é compacto se e só se X
é finito.
21.E. Usando a Proposição 21.8 prove que o cı́rculo unitário
S 1 = {(x, y) ∈ R2 : x2 + y 2 = 1}
é compacto.
21.F. Seja X um espaço compacto, e seja f : X → R uma função contı́nua.
Prove que existem a, b ∈ X tais que f (a) ≤ f (x) ≤ f (b) para todo x ∈ X.
21.G. Sejam X e Y espaços topológicos, e seja f : X → Y .
(a) Se Y é Hausdorff, e f é contı́nua, prove que o gráfico de f é fechado em
X ×Y.
(b) Se Y é compacto, e o gráfico de f é fechado em X × Y , prove que f é
contı́nua.
21.H. Seja X um espaço de Hausdorff.
(a) Seja K um subconjunto compacto de X, e seja b ∈
/ K. Prove que existem
abertos disjuntos U e V de X tais que K ⊂ U e b ∈ V .
(b) Sejam K e L dois subconjuntos compactos disjuntos de X. Prove que
existem abertos disjuntos U e V de X tais que K ⊂ U e L ⊂ V .
21.I. Seja X um espaço de Hausdorff, seja K um subconjunto compacto de
X, e sejam U1 e U2 dois abertos de X tais que K ⊂ U1 ∪ U2 . Prove que existem
dois subconjuntos compactos K1 e K2 de X tais que K = K1 ∪ K2 , K1 ⊂ U1 e
K2 ⊂ U2 .
Sugestão: Primeiro prove que existem abertos disjuntos V1 e V2 de X tais
que K \ U1 ⊂ V1 e K \ U2 ⊂ V2 . A seguir defina K1 = K \ V1 e K2 = K \ V2 .
21.J. Sejam X e Y espaços topológicos, sejam K e L subconjuntos com-
pactos de X e Y , respectivamente, e seja W um aberto de X × Y tal que
K × L ⊂ W . Prove que existem abertos U ⊂ X e V ⊂ Y tais que K ⊂ U ,
L ⊂ V e U × V ⊂ W.
21.K. Sejam X, Y e Z espaços topológicos, e seja f : X × Y → Z uma
aplicação contı́nua. Sejam K e L subconjuntos compactos de X e Y , respecti-
vamente, e seja W um aberto de Z tal que f (K × L) ⊂ W . Prove que existem
abertos U ⊂ X e V ⊂ Y tais que K ⊂ U , L ⊂ V e f (U × V ) ⊂ W .
21.L. Seja X um espaço compacto.
(a) Prove que a função
d(f, g) = sup{|f (x) − g(x)| : x ∈ X}
74
é uma métrica em C(X).
(b) Prove que uma seqüência (fn ) converge a f no espaço métrico (C(X), d)
se e só se (fn ) converge a f uniformemente sobre X. Por essa razão a topologia
τd definida pela métrica d é chamada de topologia da convergência uniforme.
21.M. Seja X um espaço topológico qualquer. Dados f ∈ C(X), A ⊂ X
finito e > 0, seja
V (f, A, ) = {g ∈ C(X) : |g(x) − f (x)| < para todo x ∈ A}.
(a) Prove que os conjuntos V (f, A, ), com A ⊂ X finito e > 0, formam
uma base de vizinhanças de f para uma topologia em C(X), que denotaremos
por τp .
(b) Prove que uma seqüência (fn ) converge a f em (C(X), τp ) se e só se
fn (x) → f (x) para cada x ∈ X. Por essa razão a topologia τp é chamada de
topologia da convergência pontual.
(c) Prove que a inclusão (C(X), τp ) ,→ RX é um mergulho.
21.N. Seja X um espaço topológico qualquer, e seja F ⊂ C(X). Diremos
que F é equicontı́nua num ponto a ∈ X se dado > 0, existe U ∈ Ua tal que
|f (x) − f (a)| < para todo f ∈ F e x ∈ U . Diremos que F é equicontı́nua se
for equicontı́nua em cada ponto de X.
τp
(a) Se F é equicontı́nua, prove que F é equicontı́nua também.
(b) Se F é equicontı́nua e X é compacto, prove que as topologias τp e τd
coincidem em F.
21.O. Seja X um espaço topológico qualquer, e seja F ⊂ C(X). Diremos
que F é pontualmente limitada se sup{|f (a)| : f ∈ F} < ∞ para cada a ∈ X.
Diremos que F é localmente limitada se para cada a ∈ X existe U ∈ Ua tal que
sup{|f (x)| : f ∈ F, x ∈ U } < ∞.
τp
(a) Se F é pontualmente limitada, prove que F é pontualmente limitada
também.
(b) Se F é equicontı́nua e pontualmente limitada, prove que F é localmente
limitada.
21.P. Seja X um espaço compacto, e seja F ⊂ C(X) equicontı́nua e pon-
tualmente limitada. Prove que F é um subconjunto relativamente compacto de
(C(X), τd ). Este é o teorema de Arzela-Ascoli.
75