CC/ CME/ SRPA
AULA 7
Prof. Enf . Tatiana
SRPA
Conhecendo a SRPA
Qual a Importância da SRPA
Assistência de enfermagem ao paciente em SRPA
SAE Pós operatório
Escala de Aldrete e Kroulik
Anotação de enfermagem
PRÉ E PÓS OPERATÓRIO
O pré operatório mediato é o período (marcação da cirurgia até 24 horas antes
do procedimento);
Pré-operatório imediato é quando paciente está a 24 horas da cirurgia;
O intra operatório é o momento que o paciente é transferido para o bloco
cirúrgico até sua admissão na unidade de cuidado pós anestésica;
O pós-operatório imediato é o período crítico onde se deve ter muita atenção,
começa ao final da cirurgia e dura 24hs.
Pós operatório mediato é o período em que o paciente se encontra internado,
das 24h iniciais até 7 dias depois (geralmente quando se obtém a alta
hospitalar).
E o pós operatório tardio é após os 7 dias e o reconhecimento da alta da
cirurgia
Objetivos da RPA
Recuperação da consciência;
Elimine o efeito anestésico residual;
A normalização dos reflexos;
Estabilização dos SSVV;
A Sala de Recuperação Pós
Anestésica (SRPA)
É a área destinada à permanência do paciente logo após o término do
ato cirúrgico.
Tem como finalidade oferecer as melhores condições estruturais e
assistenciais para admitir o paciente submetido a um procedimento
anestésico-cirúrgico.
O tempo de permanência do paciente na SRPA pode ser variável de
acordo com a técnica anestésica-cirúrgica escolhida e o paciente
permanece na SRPA até que retorne ao padrão basal hemodinâmico pré-
cirúrgico, tenha seu nível de consciência prévio, recupere seus reflexos,
tenha controle e alívio da dor pós-operatória.
Durante todo o tempo, o paciente está sob assistência constante de uma
equipe de enfermagem que deve auxiliar na prevenção e/ou tratamento
das possíveis intercorrências relacionadas ao período pós operatório
imediato, visando restabelecer o equilíbrio fisiológico do paciente
SRPA
A SRPA esta localizada o mais próximo possível
do Centro Cirúrgico (CC), pois ambos
pertencerem na mesma planta física e
estrutural;
Essa localização próxima ao CC tem o
objetivo de facilitar o transporte do paciente,
com o intuito de diminuir possíveis distúrbios
circulatórios provocados pelo transporte (uma
pequena distância a percorrer reduz a
possibilidade de complicações), facilitar o
acesso do cirurgião e anestesiologista,
tornando o atendimento em situações de
urgência e emergência mais rápido, caso seja
necessário o retorno do paciente à sala de
cirurgia
TRANSFERENCIA PAR SRPA
O paciente deve ser encaminhado a SRPA logo após o
término do procedimento anestésico-cirúrgico, esta
transferência deve ser realizada pelo enfermeiro, técnico
em enfermagem e/ou um membro da equipe cirúrgica
e pelo anestesista.
A responsabilidade da transferência do paciente é do
anestesiologista, que deve permanecer na cabeceira
da cama/maca para manutenção das vias aéreas.
Esta fase é um momento que requer cuidado e
atenção, pois o paciente está sob efeitos residuais de
anestésicos e com os reflexos prejudicados, podendo
apresentar, dor, náuseas, frio, tremores, sentimentos de
solidão e temor relacionado às expectativas diante dos
resultados da cirurgia.
TRANSPOTANDO O PACIENTE A SRPA
O transporte deve ser realizado proporcionando segurança, manter a
cabeceira da cama/maca elevada, grades laterais elevadas, promover
aquecimento térmico e deve-se utilizar, quando necessário, suporte de
oxigênio e oximetria de pulso.
Os principais critérios para admissão do paciente na SRPA é ter sido
submetido a procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos provenientes do
Centro Cirúrgico, Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI),
Hemodinâmica, Endoscopia, sob Anestesia Geral, Raquidiana, Peridural,
Sedação ou Local.
RECEBENDO O PACIENTE NA SRPA
O enfermeiro da Sala de Recuperação Pós Anestésica
deve receber o plantão e o registro com as
informações clínicas necessárias para realizar o
planejamento da assistências no Pós Operatório
Imediato (POI) como:
Atribuições do técnico de enfermagem na RPA:
Prestar cuidados de enfermagem aos pacientes, conforme prescrição de enfermagem.
Realizar manutenção da unidade para atendimento aos pacientes, de acordo com as
orientações do enfermeiro.
Manter a ordem e a limpeza em seu ambiente de trabalho.
Zelar pelas condições ambientais de segurança do paciente e da equipe.
Manusear e limpar adequadamente os aparelhos da RPA.
Conferir e providenciar material e equipamentos necessários para prestar cuidados
adequados a cada paciente.
Admitir o paciente na RPA conforme orientação do enfermeiro ou junto com ele.
Executar a prescrição médica.
Aplica escala de Aldrete e Kroulik.
Realizar com segurança a alta e transferência dos pacientes para enfermaria de
origem.
Notificar o enfermeiro sobre as condições do paciente e as eventuais intercorrências.
DEVEMOS OBSERVAR O PACIENTE NA SRPA
Tipo de técnica anestésica e agentes utilizados;
Profilaxias administradas e analgésicos;
Tipo de cirurgia ou procedimento realizado;
Perdas hídricas ou sanguíneas estimadas, tratamento e reposições;
Complicações;
Presença de sondas, drenos, cateteres e acessos venosos;
Recepcionar o paciente de forma segura;
Avaliar vias aéreas, respiração e circulação;
Providenciar recursos e equipe de enfermagem;
Prestar assistência adequada, realizando registros de enfermagem conforme rotina estabelecida
pela instituição;
Instalar monitorização dos sinais vitais: cardíaca,
Oximetria e pressão arterial, podem ser invasiva ou não;
Avaliar nível de consciência e padrão ventilatório;
Cuidados em Sala de Recuperação Pós
Anestésica Pacientes sob Anestesia Geral,
Bloqueio ou Sedação.
Deve-se verificar os sinais vitais a cada 15 minutos na 1ª hora, de 30 em
30 minutos na 2ª hora e a cada 1 hora a partir da 3ª hora e nas horas
subsequentes;
Atentar para que o manguito de pressão não invasiva seja do
tamanho adequado para cada paciente, respeitando as
individualidades como peso corporal e circunferência do braço e
posicionando-o na fossa cubital;
Avaliar a dor como 5° sinal vital (local, característica e intensidade).
REAVALIAR a dor no intervalo de 30 minutos após administração de
medicações endovenosas (EV) e reavaliar após 1 hora de
administração de medicações via oral (VO).
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA SRPA
Verificar as condições da ferida operatória e anotar local dos curativos;
Pacientes com possibilidade de sangramento, deve-se reavaliar a ferida operatória
sempre que realizar a conferência dos sinais vitais;
Verificar presença de drenos, cateteres, medindo drenagem na chegada na SRPA
e conforme prescrição médica e de enfermagem;
Ler toda a prescrição médica e de enfermagem, conferindo o nome completo do
paciente e registro com os dados da pulseira de identificação do paciente;
Observar a validade das prescrições e as inclusões; Verificar as infusões dos acessos
venosos, pausadas ou finalizadas, comunicar enfermeira e se necessário reiniciar;
Posicionar o paciente no leito conforme procedimento, atentar para cabeceira a
30°, manter roupas de cama e camisola limpas e secas, atentar para dobras das
mesmas evitando fricção e cisalhamento de pele;
Manter grades da maca/cama elevadas;
Em pacientes diabéticos deve-se verificar a glicemia capilar na chegada e repetir
se necessário;
CUIDADOS DE ENFEMAGEM NA SRPA
Identificar com etiquetas todas as medicações que forem ser
administradas e as soluções parenterais com etiqueta padrão da
instituição com o nome da solução/data/horário/nome do funcionário;
Realizar os registros com letra legível, assinatura e carimbo;
No mínimo 1 hora de recuperação para pacientes submetidos à sedação
leve ou cirurgias oftalmológicas sob sedação leve com bloqueio
peribulbar. Para os demais procedimentos no mínimo 2 horas de
recuperação;
Observar e registrar características da diurese;
Paciente com anestesia (Raquidiana e peridural) elevar cabeceira no
máximo a 30° ;
Fixação da sonda vesical de demora (SVD): mulheres – face anterior da
coxa; homens – ilíaco ou abdome;
Observar alarme dos monitores, deixar em espera quando o paciente não
estiver monitorizado;
Cuidados de Enfermagem para Alta da SRPA
Diurese espontânea em pacientes submetidos a procedimento com
risco de retenção urinária;
Verificar presença dos documentos referente ao retorno para
reavaliação médica e orientações pós procedimentos;
Sinais vitais estáveis;
Acordado e orientado com padrão sensório habitual;
Ventilação espontânea;
Saturação de oxigênio (SpO2 maior que 93% em ar ambiente);
Dor controlada;
Vômitos, náuseas e sangramentos controlados;
Bloqueio motor em regressão
SOLUÇÕE ISOTONICAS
O soro fisiológico é a solução hospitalar mais famosa. Também conhecido como
cloreto de sódio a 0,9%, é muito usado para introduções na veia quando há
diminuição de líquidos ou de sal no organismo. Além disso, pode ser utilizado para
limpeza dos olhos e do nariz, em nebulizações e em feridas, como queimaduras.
O produto está disponível em farmácias convencionais. Em frascos de plástico, o
soro pode ser adquirido sem apresentação de receita médica.
A composição do Ringer Lactato é usada na reidratação e na reposição de sódio,
potássio, cloreto e cálcio. O soro é usado, ainda, no tratamento de acidoses,
principalmente as metabólicas, quando há acúmulo excessivo de ácido no corpo. O
uso da solução precisa ser intravenoso e individualizado.
A aplicação do Ringer Lactato deve ser definida por um profissional. Com o objetivo
de definir a dosagem, são levados em consideração fatores como idade, peso e
condições clínicas.
A solução glicosada é responsável por repor e adequar os níveis de glicose no
sangue. O soro é comumente aplicado em casos de comas alcoólicos ou de
desnutrição excessiva. Nesses e em outros quadros, como grande parte dos
medicamentos, só pode ser usado sob prescrição médica.
ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM NO POI
15:35 H Paciente admitido em SRPA em POI de varizes bilateral, sob
anestesia raqui +sedação EV, acordada, consciente, orientada,
contactuando verbalmente, eupneica em suporte de 02 a 2l/min,
mantendo: AVP em MSE com jelco n. 20, em infusão de ringuer lactato,
monitorização multiparâmetros com SSVV estáveis, curativos oclusivos em
MMII com gaze atadura e enfaixamento, com pequenos sinais de
sangramento em MID, acomodada em maca travada, com grades
elevadas, em posição trendelemburg, aquecimento com manta térmica,
sem queixas no momento.
16:00h foi avaliada pela enfermeira Cláudia onde não foi observado
retenção urinária.
TRABALHO DO CIRCULANTE NA SRPA