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Estilo Rococó: Arte e Decoração do Século XVIII

O rococó, surgido no século XVIII na França, é um estilo artístico caracterizado por sua ornamentação exuberante e uma estética que reflete o hedonismo da aristocracia. Em contraste, o neoclassicismo, que emergiu posteriormente, enfatiza a simplicidade, equilíbrio e a inspiração na antiguidade clássica, representando uma reação contra o excesso do rococó. Ambos os estilos influenciaram a arte e a arquitetura na Europa, com o rococó focando na decoração e o neoclassicismo promovendo valores racionais e sociais.

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Estilo Rococó: Arte e Decoração do Século XVIII

O rococó, surgido no século XVIII na França, é um estilo artístico caracterizado por sua ornamentação exuberante e uma estética que reflete o hedonismo da aristocracia. Em contraste, o neoclassicismo, que emergiu posteriormente, enfatiza a simplicidade, equilíbrio e a inspiração na antiguidade clássica, representando uma reação contra o excesso do rococó. Ambos os estilos influenciaram a arte e a arquitetura na Europa, com o rococó focando na decoração e o neoclassicismo promovendo valores racionais e sociais.

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Rococó

No seculo XVIII, Grança representava o centro de novas ideias, de propostas estéticas e de um


gosto requintado associados aos salões e ao pensamento iluminista

É neste contexto que surge o rococó. Uma designação depreciativa atribuída pelo gosto
neoclássico que prevalecerá, posteriormente na europa.

O rococó foi visto, pelos defensores do neoclassicismo. Uma expressão artística menor com
funções decorativas que reproduziam rochas, conchas, motivos vegetalistas...

Aparentemente associado á estética do barroco, apresenta como características:


 Uma rutura com a ordem, a simetria do classicismo e com o exagero e a complexidade
do barroco
 Surgiu no seio de uma aristocracia culta e requintada (que competia, no prestígio, com
a burguesia) como um estilo secular (ausência de princípios ou funções religiosas) e
uma primeira expressão de “design de interiores”
 Assume uma função decorativa e ornamental dos espaços interiores (ornamentação
rocaite- significa concha), visível sobretudo na pintura, mobiliário, porcelanas,
faianças, ourivesaria
 Utiliza materiais associadas á ideia de luxo e requinte como madeiras lacadas ou
douradas mármore, espelho, cristais porcelanas.
 Espelha o conforto, a intimidade, o requinte, a satisfação dos ambientes aristocráticos
e das festas galantes.
 Espelha a ideia de liberdade, o dinamismo e a ousadia do pensamento iluminista.
 Apresenta formas dinâmicas, onduladas, graciosas, delicadas associadas a motivos
vegetalistas, zoomorfos ou orgânica- ramos, flores, conchas, rochas
 Procura-se que a decoração produza efeitos fantasiosos, expressivos, evasivos,
cenográficos
 Revela os caprichos, a frivolidade, os ambientes galantes de uma aristocracia;
decadente, que cultiva o prazer e o bem-estar físicos e intelectual

O rococó e a intimidade galante_ o exemplo da pintura


A pintura rococó que revestia as paredes e os tetos dos palácios aristocracias, revela:

 Uma função cenográfica, associada, muitas vezes ao trompe I’oeil (“fingidos”)


 O gosto pela representação de paisagens idílicos, evasivas, ilusóricas, fantasiosas.
 A exaltação dos prazeres da vida e dos sentidos: o exotismo; as festas cortesas; a
sensualidade; os jogos do amor e das paixões; os prazeres; o charme; a volúpia; o
erotismo; o voyeurismo
 o apego aos prazeres da vida, como se fosse o último respirar, das elites pertencentes á
decadente sociedade do antigo regime que a revolução de 1789 desestruturaria
definitivamente.
O rococó e as cortes ornamentais
Um dos traços característicos do rococó foi a valorização e a afirmação das artes
ornamentais/decorativas/aplicadas, associadas:

 Ao investimento e aplicações (ex. madeiras, pedras, estuques) nas paredes/telas


 A peças e objetos como candelabros, lustres, relógios, lareiras, mobiliário, cortinados,
tapeçarias, serviços de mesa, vasos, jarra...

A decoração destas peças reflete o gosto e a paixão pelo luxo de aristocracia, transformando
em “objetos galantes” onde predominam as formas e os desenhos ondulados, irregulares,
graciosos e delicados e um reportório temático onde se destacam motivos:

 Antropomorfos
 Zoomorfos
 Vegetalistas
 Orgânicos-conhas, corais, ondas, rochas...
 Fantasiosos

As artes decorativas do rococó estimularam o desenvolvimento de manufaturas ligadas á


produção de mobiliário, têxteis faianças e porcelana

Na porcelana o gosto pelo requinte e pelo exótico levou a que fabricas instaladas na Inglaterra,
frança e Saxónia produzissem obras que trataram um estilo de vida requintado e o gosto pelo
exótico (ex. motivos decorativos de inspiração chinesa- “chinoiseries”

O rococó foi a expressão de uma cultura ornamental marcada pelo requinte, excentricidade,
artificio e elegância.

O mobiliário rococó: o estilo Luís XVI


Características formais:

 Linhas curvas e rebuscadas


 Linhas retorcidas e enroladas
 Contornos sinuosos
 Formas dinâmicas e assimétricas
 Ornamentação abundante em todos os elementos e na estrutura

Materiais mais comuns:

 Madeiras
 Placas de porcelana, mármore
 Aplicações de bronzes, dourados, tecidos

Pintura e acabamento:

 Acabamento geral com verniz


 Utilização de painéis lacados
 Aplicação de elementos pintados e dourados
Elementos decorativos

 Elementos vegetalistas, flores, folhagens, ramos, grinaldas


 Conchas, rochas, onda e espuma
 Embutidos

Tipologia:

 Comoda e toucadores
 Poltronas, cadeiras
 Mesas
 Secretarias

Formas graciosas, aprazíveis, agradáveis

Um estilo aristocrático frívolo, hedonista e sensual, refinado e exuberante, ao sabor Joice de


vive (alegria de viver)

O reinado de Luís XV coincidi com formas assimétricas e fantasiosas, as linhas fluidas e


curvilíneas, e a preferência por motivos aprazíveis, idílicos e sensuais.

O estilo Luís XV foi consistente com o rococó, enraizado nos prazeres da vida, no hedonismo e
na busca da felicidade que caracterizou a sociedade na época.

A dialética barroco/rococó em Portugal e Espanha


Portugal

O rococó em Portugal assumiu maior expressão na segunda metade do seculo XVIII e com
maior prevalência no Norte do país

Recebendo influências europeias e apresentando traços associados á estética barroco, o


rococó português caracteriza-se:

 Por uma decoração dinâmica, graciosa, rica e expressiva associada sobretudo as


fachadas e interiores de edifícios religiosos.
 Pelo uso de elementos rocaille: volutas; flores; folhas; palmas; concheados; linhas
ondulantes e sinuosas
 Pelo uso de talha dourada e da azulejaria, herdadas do barroco e que dão um cunho
original ao rococó português.

Exemplo do rococó português:

 Igreja de nossa senhora dos remédios- lamego


 Igreja de misericórdia- Viseu
 Sacristia do convento da madre de deus-lisboa
 Retábulo-mor de nossa senhora do rosário-igreja de s. domingos-viana do castelo e
retábulo-mor do convento de s. Martinho de Tibães (André soares) -talha gorda
 Sala do trono do palácio de Queluz (jean Baptiste pobillon)
 Biblioteca do convento de mafra (Manuel caetano de sousa)
Espanha:

O rococó de influência francesa funde-se com o barroco (dominante) acentuando a


intensidade expressividade deste estilo no território espanhol

Prevalece a excessiva e exuberante ornamentação, linhas e superfícies sinuosas e ondulantes

Caracter cenográfico, dramático e apelativo das obras

Exemplos:

 “el transparente” do altar do santíssimo Sacramento (narcisto tome) catedral de toledo


 Fachadas da igreja do santiago de Compostela
 Salão easparini (matias gasparini) - palácio real de Madrid

Neoclassicismo
Neoclassicismo- movimento cultural nascido na europa, em meados do seculo XVIII e que
influencia corte de todo o ocidente até meados do seculo XIX. Teve como base as ideias e o
racionalismo do iluminismo e um renovado interesse pela cultura e valores estéticos da
antiguidade clássica.

Foi um movimento cultural revivalista que tinha a antiguidade clássica como a principal
referencia estética e modelo de vida

Advogando os princípios da moderação, equilíbrio e idealismo, o neoclassicismo afirmou-se


como uma reação contra o excesso, a exuberância e o dramatismo do barroco e o “decorativo
fútil” do rococó.

Que fatores contribuíram para o neoclassicismo


A diminuição da influência cultural e artística da igreja, do seu papel de mecenas e de
encomendadora de obras de arte

A descrença e oposição face aos valores políticos, sociais e ideológicos do antigo regime

A crescente afirmação do pensamento racionalista e de conhecimento científico

O crescente papel dos privados (burguesia) e do estado na promoção da arte_ privilegiaram-se


novas formas de arte, como expressão de uma sociedade mais laica, tolerante e aberta ao
progresso

A arte (sobretudo a arquitetura) devia obedecer á razão e apresentar uma estética dominada
pela pureza, simetria, rigor, equilíbrio, sobriedade, simplicidade, clareza, funcionalidade e
pragmatismo. A arte devia ser um bem publico e universal entendido/usufruído por todos,
correspondendo, assim aos novos ideais políticos e sociais (liberdade, igualdade)

A divulgação das ideias do iluminismo: valor da razão e do individuo; a tolerância; a igualdade;


e o equilíbrio...

O crescente fascínio e curiosidade pela antiguidade clássica, vista como um modelo para o
presente, e que se transformou num objeto de estudo:

 Descobertas arqueológicas das cidades romanos de herculano e pompeia


 A publicação de estudo, obras e gravaduras relacionadas com a arte clássica
 O papel das academias na promoção de novos gostos culturais e artísticos
 O gosto pelo colecionismo e pelas viagens a locais associadas á antiguidade clássica e
as origens da cultura ocidental: Grécia, Itália, medio oriente

Características gerais do neoclassicismo:

 Influencia da antiguidade clássica


 Equilíbrio e harmonia
 Simplificação e racionalidade
 Temas históricos e mitológicos (pintura e escultura)
 Precisão e detalhe
 Uso do contraste luz/sombra
 Enfase dado á mortalidade/á virtude e aos valores superiores do ser humano

A arquitetura neoclássica

O neoclassicismo refletiu a mudança do «gosto» de uma nova sociedade fundada nos valores
do iluminismo:

 O espírito racional;
 O pragmatismo;
 O desenvolvimento científico;
 A exaltação progressiva.

A arquitetura neoclássica assenta a sua inspiração nas formas e ideias da antiguidade clássica,
uma influência que foi acentuada pelas descobertas arqueológicas da Grécia e da Roma antiga,
em particular as cidades de herculano e pompeia.

A nova arquitetura devia ser mais pura, racional e pragmática, e assumir um compromisso
social, devendo:

 Representar os valores sociais, morais e éticos da época;


 Exprimir os grandes ideais do individuo;
 Privilegiar o desenvolvimento e o progresso da sociedade;
 Ser útil, funcional e colocar-se ao serviço da comunidade.

Para a difusão e implementação dos novos padrões e valores culturais foram importantes:

 A enciclopédia
 A academia e os salões
 As descobertas arqueológicas
 O impulso das eruditas, diletantes, colecionadores, críticos das artes, antiquários e
connoisseurs.

O neoclassicismo recorreu á linguagem clássica greco-romana, com as seguintes


características:

 Ordem, harmonia e proporção


 Equilíbrio e simetria
 Simplicidade e clareza formal
 Sobriedade e racionalidade formal
 Sistema de construção triplica
 Emprego das ordens arquitetónicos
 Utilização do arco de volta perfeita, abobada de berço e cúpula
 Frontões, entablamentos, frisos, etc...

Igreja de Santa Genoveva

Arquiteto: Jacques-Germain soufflot

Característica:

 Planta de cruz
 Colunatas, entablamentos e frontões
 Realismo estrutural
 Clareza formal
 Expressão purista, simples, pragmática e racional
 Linguagem clássica
 Equilíbrio, harmonia, proporção, simetria e sobriedade

Edifícios neoclássico

 Capitólio de Washington (William, Thornton, Benjamin, Latrole e Thomas Walted)


 Igreja de Sta. Genoveva
 Casa de Thomas
 Banqueting House
 Altes museum

Pintura e escultura
Paris (cidade do iluminismo e dos ideias revolucionários) e Roma (cidade representativa da
herança clássica) tornam-se os principais centros irradiadores do gosto e da estética
neoclássica

Na pintura e na escultura neoclássica predominam os seguintes temas:

 Mitológicos e alegóricos
 Heroicos (ex. Cenas de guerra)
 Histórias
 Literários
 Retratos

A pintura e a escultura estavam sujeitas a um conjunto de preceitos/normas/cânones teóricas


relativamente as técnicas, formas e temas academias

A pintura e a escultura refletem a redescoberta e o fascínio pela época, articuladas com os


valores, ideológicos da segunda metade do seculo XVIII, evidentes nas seguintes
características:

 Conjugação dos temas mitológicas e da cultura clássica com os valores universais da


sociedade liberal: patriotismo, heroísmo, antropocentrismo, liberdade, coragem,
determinação, ousadia, servir o bem comum...
 A ordem, harmonia, o equilíbrio clássico vistos como valores cívicos, morais e
universais
 O racionalismo clássico articula-se com o laicismo e o individualismo
 A procura de concretização de ideais comuns às duas épocas: a procura de beleza,
ordem e perfeição
 Tal como a arquitetura, também a pintura e a escultura apresentam um estilo sóbrio,
anti decorativa, anti sentimental valoriza-se o desenho, a simplicidade, a serenidade, o
histórico

Características da o pintura
 Formalismo na composição, refletindo racionalismo dominante;
 Exatidão nas linhas e nos contornos
 Sobriedade nos ornamentos e no colorido, pinceladas que não marcaram a superfície,
dando á obra um aspeto impessoal onde predomina o desenho sobre a cor
 Harmonia e equilíbrio do colorido. Tratamento cuidado da luz e do claro-escuro
 Estrutura geométrica
 Naturalismo
 Protecionismo técnico

Pintores
 Jacques- Louis David (artista oficial da revolução francesa e da iconografia imperial de
Napoleão)
 Ingres
 Antoine-Jean Gross
 Vieira Portuense
 Domingos Sequeira

Características da escultura:
 Idealização e naturalismo das formas, expressões e gestas, movimento
 Composições simples obedecendo a uma estrutura geométrica
 Monumentalidade
 Perfeição Técnica
 Equilíbrio, proposição, harmonia

Escultores:
 Jean-Antoine Houton
 Bertel Thorvaldsen
 Antonio Canova
 Machado de Castro
 João José de Aguiar

Neoclassicismo em Portugal
Em Portugal, entre os meados do seculo XVIII e as primeiras décadas do seculo XIX, as ideias
iluministas e o neoclassicismo enfrentam diversas dificuldades que condicionaram a projeção e
afirmação dos novos valores e gastos estéticos

Em Portugal, o neoclassicismo apresentou-se tímida e tardiamente

Diversos fatores contribuíram para esta situação:


 A permanência do gosto barroco
 A crise económica determinada pela diminuição de remessas de ouro do brasil
 As invasões francesas determinadas por napoleão (1807;1809;1810)
 A fuga da família real para o brasil e instalações da corte portuguesa neste território
 O domínio inglês em Portugal
 A instabilidade político-social surgida apos a revolução liberal portuguesa (1820) -
liberais/absolutistas
 Guerra civil entre liberais e absolutistas (1823-34)
 A instabilidade política resultante das divisões entre os liberais (vintistas/cartistas).

A arquitetura
O neoclassicismo português refletiu as influências italianas e inglesa

Edifícios e arquitetos
 Baixa. Pombalina- Manuel de Maia/Eugénio dos santos/Carlos Mardel
 Teatro Nacional S. Carlos- José da Costa e Silva
 Palácio da Ajuda- José da Costa e Silva/Francisco Xavier Fabri
 Teatro Nacional D. Maria II- Fortunato Lodi
 Hospital de Santo Antonio (Porto) – John Carr
 Palácio de S, Bento – Ventura Terra

Pintura/escultura
Receberam grande influência italiana devida á presença de mestres desta origem em Portugal
ou a ida de bolseiros nacionais para Itália

As temáticas refletem o gosto neoclássico: assunto históricos, alegóricos, mitológicos, retrato.

A morte de Marat
Marat é representado no momento do seu
último suspiro seu último suspiro, sendo o
dramatismo da cena conseguido apenas
com três elementos:
 O corpo ferido de morte, com a cabeça
tombada sobre o seu ombro direito, com
o rosto confrontado o observador;

 A banheira, elemento imprevisível que


incapacita a vítima de se defender e
acentua a perfídia da ação;

 E o caixote de madeira que lhe servia de


mesa, que surge como metáfora de uma
pedra tumular, sendo o suporte de
dedicatória lacónica «À Marat. David»,
como se fosse o epitáfio sobre um
túmulo.

A obra em que David imortaliza Marat também o consagra como herói e mártir da
revolução.

David foi um dos principias representantes de uma pintura ancorada aos padrões clássicos,
aos temas históricos, ao desenho rigoroso e ao perfecionismo técnico. Apos a revolução, a
sua pintura acentuou e austeridade estética neoclássica e evidenciou um maior
comprometimento com os princípios revolucionários. Acima de tudo, David entendia que a
pintura devia exaltar as virtudes cívicas e os valores morais e éticos da república.

David traduziu a sua indignação e inconformismo numa obra simbólica e de forte


significado político.
De acordo com os seus temas David exaltava as virtudes cívicas, os valores morais e os
princípios éticos, o seu trabalho constitui um dos reflexos mais significativos do ambiente
vivido na nova república francesa.

O urbanismo da baixa Pombalina


Coube ao Marques de Pombal, Ministro de D. José I, a tarefa de promover as obras de
reconstrução da cidade de Lisboa
Procurou que fosse criado um projeto de reconstrução moderno e pragmático que desse
outra funcionalidade, segurança a amplitude á capital do reino
A projeção envolveu os engenheiros Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel
Característica do projeto/obra:
 Rigoroso traçado geométrico da planta
 Ruas ortogonais/largas/retilíneas
 Edifício instalados em quarteirões retangulares, com fachadas idênticas, retilíneas e
austeras, onde foi aplicado o sistema antissísmico de gaiola.

Organização e hierarquização dos espaços em função da sua importância_ junto ao tejo


projetou-se uma ampla praça (Praça do comercio) - centro político e económico marcada no
centro pela estatua equestre de D. João I, de machado de castro. Para a praça convergia a
rua augusta, cuja acesso se fazia através de um, imponente e cenografia, Arco Triunfal.

A organização do espaço urbano refletia a ideologia político do despotismo esclarecido- um


rei iluminado comanda um povo que o segue.

O Projeto contemplou sistemas de esgotos e anti sismos, caracterizando-se pela sua


modernidade
Reflete os valores do pensamento iluministas: rigor, equilíbrio, racionalismo, pragmatismo.

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