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Princípios do Processo Tributário e Jurisdição

A aula aborda o processo tributário, enfatizando a jurisdição tributária e a necessidade de litígios para a intervenção de órgãos jurisdicionais. Discute princípios como a tutela jurisdicional efetiva, a constitucionalidade e a reserva da função jurisdicional, destacando a importância da proteção dos direitos dos contribuintes e a atuação dos tribunais em casos de ilegalidade. O documento também menciona os pressupostos necessários para garantir uma tutela jurisdicional efetiva.

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Princípios do Processo Tributário e Jurisdição

A aula aborda o processo tributário, enfatizando a jurisdição tributária e a necessidade de litígios para a intervenção de órgãos jurisdicionais. Discute princípios como a tutela jurisdicional efetiva, a constitucionalidade e a reserva da função jurisdicional, destacando a importância da proteção dos direitos dos contribuintes e a atuação dos tribunais em casos de ilegalidade. O documento também menciona os pressupostos necessários para garantir uma tutela jurisdicional efetiva.

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Aula Prática 08/10/19

Processo Tributário:
- falamos de direito adjetivo, aplicados a casos individuais e concretos;

- qual a finalidade da jurisdição tributária/ do processo tributário: é necessário


que exista um litigio/duas partes ou mais que estejam em desacordo e perante
este é necessário chamara a intervenção de um órgão jurisdicional, para que
decida favoravelmente a uma pretensão e desfavorável a outra.
- está em causa a tutela jurídica dos interesses do contribuinte, de terceiros, ou
da tutela da administração.
- a intervenção do tribunal assegura a intervenção subjetiva e adjetiva, estas
complementam-se.
Princípios:

- Principio da tutela jurisdicional efetiva:


Pretende garantir que a intervenção dos tribunais é útil e eficaz, não é
meramente declaratória. Nº4, 268º CRP – “ É garantido aos administrados
tutela jurisdicional efetiva dos seus direitos ou interesses legalmente
protegidos, incluindo, nomeadamente, o reconhecimento desses direitos ou
interesses, a impugnação de quaisquer atos administrativos que os lesem,
independentemente da sua forma, a determinação da prática de atos
administrativos legalmente devidos e a adoção de medidas cautelares
adequadas. “
- Para que exista uma tutela jurisdicional efetiva é necessário que se garantam
determinados pressupostos:
1º - reconhecimento de interesses – existem direito e interesses disciplinados
por normas fiscais e é necessário que os possíveis lesados, possam recorrer ao
tribunal e pedir que este reconheça de forma expressa os seus direitos e
interesses. [Link].: um sujeito quer aceder a um apoio de deficiência e todos os
anos ele teria direito que este lhe fosse reconhecido, a administração recusa no
primeiro ano, ele recorre o tribunal dá razão, no próximo ano, o pedido é
novamente deferido pela administração. O que é necessário é uma atividade do
tribunal que vincule a administração para o futuro. Se ela recusar, está a violar
um ati julgado e como tal é nulo.
2º - existe um ato prévio, que por algum motivo foi praticado com
desconformidade com a ordem jurídica, face a este o contribuinte considera
esta ilegal e pede a intervenção do tribunal para que este proceda à remoção
da ordem jurídica – [Link].: o sujeito pratica/declara os seus rendimentos e
despesas e a administração considera que esta está errada e faz com que o
contribuinte pague um montante superior ao que ele esperaria, ora aqui ele
pode recorrer à impugnação judicial, processo de apreciação no qual o tribunal
se expressa acerca da conformidade ou não do ato e as suas consequências,
caso o contribuinte tenha pago, o reembolso e os juros compensatórios.
3º - determinação da prática de atos devidos – é necessário que haja uma
disposição ato legal que determine que o ato seja devido e, por outro lado, que
o ato não fosse praticado, que haja uma omissão. Este atos tem de ser atos
vinculados, caso contrário não é possível pedir ao tribunal que atue perante
qualquer uma das hipóteses seria valida ao abrigo da discricionariedade (risco
de colocar em causa a separação de poderes). Assim, só será válido se a norma
for vinculativa e não exista um ato devido. – 147º CPPT. – prevê a possibilidade
do tribunal definir qual é o ato e definir uma data para ao seu cumprimento, o
Tribunal pode condenar assim a AT a praticar os atos devidos).
4º - adoção de medidas cautelares adequadas – mecanismos para reação
cautelar: necessidade de assegurar meios que acautelem em tempo útil
decisões urgentes- em certos casos, a tramitação normal do processo não é
compatível com a urgência do litigo, sendo necessário solicitar ao tribunal, ainda
que provisoriamente, decida o processo. A AT pode recorrer a mecanismos
cautelares administrativos ( se tem medo de que o contribuinte esconda os
meios financeiros que tem ou afaste as provas), mas não é isso que está em
causa.
Contencioso pleno, pois assegura estas exigências, é um contencioso de
legalidade. Contudo, não pode apreciar o mérito.

- Principio da constitucionalidade:
Os órgãos administrativos e jurisdicionais estão vinculados à CRP. E se os
tribunais forem confrontados com uma inconstitucionalidade devem desaplicar
o comando normativo que padecer desta constitucionalidade. Qualquer tribunal
confrontado com um alei inconstitucional deverá de imediato desaplica-la. 204º
CRP. , nº2 do artigo 1º do ETAF.

- Principio da reserva da função jurisdicional


A função jurisdicional está reservada aos tribunais (202º CRP e 2º ETAF).
Sempre que estiver em causa a composição ultima de um litigio é necessária a
intervenção de um tribunal. Imagine uma lei que diz que a decisão da
administração não é suscetível de impugnação jurisdicional, ora tal não era
constitucional, porque a última palavra, cabe sempre e a um órgão jurisdicional.

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