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Provas de Saltos no Atletismo: Técnicas e Fases

O documento aborda as provas de saltos no atletismo, destacando a complexidade e as exigências físicas e técnicas necessárias para cada tipo de salto: salto em distância, salto triplo, salto com vara e salto em altura. Ele também discute as fases de cada salto e as abordagens pedagógicas para o ensino dessas técnicas. O objetivo é capacitar os leitores a reconhecer e compreender as particularidades e técnicas de cada modalidade de salto.

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Provas de Saltos no Atletismo: Técnicas e Fases

O documento aborda as provas de saltos no atletismo, destacando a complexidade e as exigências físicas e técnicas necessárias para cada tipo de salto: salto em distância, salto triplo, salto com vara e salto em altura. Ele também discute as fases de cada salto e as abordagens pedagógicas para o ensino dessas técnicas. O objetivo é capacitar os leitores a reconhecer e compreender as particularidades e técnicas de cada modalidade de salto.

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3 Os Saltos

Izabela Aparecida dos Santos

Introdução
As provas de saltos presentes nas competições de atletismo vem conseguindo
crescente destaque devido a evolução, uma vez que são provas de alta
complexidade, exigencia física, técnica e motora.
Apesar de parecer simples por ser inata, a capacidade de saltar visando um bom
desempenho desportivo necessecita de uma série de variáveis por trás, iniciando
por uma boa estratégia pedagógica de ensino do gesto motor, além da
preparação física e o treinamento especifico propriamente dito.
São provas oficiais do atletismo as quatro que veremos a seguir: salto em
distancia, salto triplo, salto com vara e salto em altura.

Objetivos
Ao término deste capítulo você deverá ser capaz de:

 Reconhecer as diferentes provas de saltos no atletismo


 Diagnosticar as diferenças e pluraridades entre os tipos de provas de saltos
 Reconhecer as técnicas de cada salto e suas fases
 Diagnosticar e compreender a estruturação pedagógica do ensino dos saltos

Esquema

3.1 Salto em distância


3.2 Salto triplo
3.3 Salto com vara
3.4 Salto em altura
3.5 Conclusões
3.1 Salto em distância

Certamente dentre os saltos existentes no atletismo, o salto em distância é o


mais conhecido popularmente.

Assim como as corridas, por exemplo, o salto em distância para leigos parece
ser muito fácil de ser executado, porém visando o gesto motor correto e o
sucesso performático existem inúmeras variáveis por trás.

Para atingir destaque nesse salto se faz necessário uma grande capacidade de
impulsão, essa que advém de uma habilidade nata (isto é, o indivíduo já nasceu
com ela), porém mesmo já tendo essa pré-disposição a técnica é imprescindível.
Além da impulsão, a habilidade de velocidade é uma das que determinam o
sucesso e destaque dessa prova.

Adiante das habilidades necessárias, a técnica e o treinamento para assimilar e


executar da melhor maneira essas habilidades e fases do salto são outro ponto
chave para a obtenção de sucesso nesta prova.

Os aspectos técnicos básicos consistem em resumidamente a busca da corrida


de velocidade ideal, acumulo de energia para a execução do salto para atingir a
extensão (distancia) máxima e então, a queda correta.

3.1.1 Fases do salto em distância:

I – Corrida de impulso

A corrida nessa prova é bastante polêmica, há autores e pesquisadores que


defendem a corrida ser de longa distância antes da execução do salto, assim
como há outros que defendem a curta distância, as variações nas metragens são
de geralmente 100 a 150 pés (passos curtos) e 30 a 72 metros.

Essas diferenças dependem muito da individualidade do aluno/atleta, alguns


desempenham o salto com uma distância curta, outros já necessitam de longas
distancias, porém, independente da distância ótima para cada, o objetivo da
corrida é o mesmo, encontrar a velocidade ideal para que ocorra o acumulo de
energia para a impulsão que é a próxima fase.

II- Impulsão
A impulsão é um momento determinante, portanto, uma boa execução desta fase
pode afetar positivamente ou não o resultado final da prova, porém não podemos
esquecer que as fases estão interligadas e dependem uma da outra.

A impulsão se inicia nas últimas passadas da corrida, que devem ser altamente
controladas e coordenadas para que o momento de contato do pé com a tabua
seja executado com eficiência (HELENE, 2018). Esses detalhes devem ser
assimilados de forma natural pelo aluno e não ensinados pelo professor, uma
vez que pode causar confusões pela riqueza de minudências.

III – Fase aérea

Esta é a fase onde são realizados os primeiros movimentos após a perda de


contato com a tábua, com o objetivo de atingir a máxima amplitude possível.

É nessa fase aérea onde é possível identificar os estilos utilizados pelos atletas,
sendo eles, salto grupado, em arco, tesoura simples, passadas no ar.

Fisicamente, a cabeça e peito nesse momento são elevados, as escapulas


sofrem uma arqueação como maneira para situar o centro de gravidade.

IV – Fase de queda

A queda por ser a última fase pode e interfere diretamente no resultado desta
prova, uma vez que a metragem avaliada do resultado do salto conta desde a
tabua até o primeiro marco do corpo (quaisquer partes), ou seja, necessita-se de
um alto grau de precisão na queda.

Para uma queda ser considerada eficaz, ela deve ser sincronizada, isto é, aquela
que o ponto mais baixo dos glúteos incide próximo aos calcanhares. Essa ação
impede e/ou impede que o saltador aterrisse sentado podendo perder alguns
preciosos centímetros da sua fase aérea.

A seguir uma imagem para deixar mais claro e de fácil entendimento essas
quatro fases do salto em distância.
3.1.1. Exigências físicas e metabólicas das provas de salto

A execução dos saltos (conjunto de todas as fases) dura apenas alguns


segundos, com isso, fazendo uma análise metabólica, podemos afirmar que está
prova é proveniente do metabolismo anaeróbio alático, também conhecido como
sistema ATP-CP.

Pela duração das provas, esta é a via que melhor atende à demanda metabólica
do exercício, uma vez que exige alto índice de energia em um curto período de
tempo, sendo assim, a geração de ATP (molécula chave de energia) precisa ser
rápida e nesse caso é proveniente das reações enzimáticas que ocorrem. Ainda,
essa reação não demanda o oxigênio, sendo assim, é uma via para exercícios
de curta duração e alta intensidade, como os saltos no atletismo.

Apesar de ocorrer em segundos como citado anteriormente, muitas são as


exigências e os fatores que estão relacionados ao sucesso na execução dos
saltos em geral.

Alguns pré-requisitos básicos são necessários para um bom desempenho no


como: velocidade, a posição corporal e a precisão do takeoff (momento de
contato do pé com a tabua). Quanto maior for a velocidade horizontal do centro
de gravidade do atleta, no momento do takeoff na tábua, maior será a distância
atingida no salto (Hay, 1999).

3.1.2. Formas pedagógicas para o aprendizado do salto em distancia


Para o domínio da técnica (união das fases), o aprendizado efetivo, é necessário
no mínimo conhecer todos os fundamentos técnicos. Este ensinamento pode ser
feito por diferentes métodos, como o global, analítico ou então o analítico-
sintético.

Global: consiste basicamente no desenvolvimento da competência de solucionar


os problemas específicos motores do esporte através do desenvolvimento das
capacidades coordenativas e técnico-motoras. (GRECO, 1992). E tem como
lema – jogar para aprender.

Analítico: refere-se a exercícios por partes que tem como foco o ensino através
dos fundamentos técnicos da modalidade esportiva (PERFEITO, 2009). E tem
como lema - aprender para jogar.

Analítico-sintético: está centrado no desenvolvimento das habilidades técnicas.


A partir da análise da performance de esportistas de alto nível, com isso,
constrói-se um modelo ideal das habilidades a serem aprendidas pelos iniciantes
e após isso, fragmenta-se as partes.

A escolha do melhor método a ser adotado vai depender das características dos
alunos e ainda, o objetivo e necessidade dos mesmos. Por exemplo, para uma
aprendizagem a longo prazo o método ideal pelas particularidades seria o
analítico. Já se o objetivo for a aprendizagem a curto prazo no caso o método
sugerido seria o global.

No atletismo, independente da prova, a aprendizagem rápida é contraindicada,


pois pela riqueza de detalhes presentes pode ocorrer falhas que vão passar
desapercebidas e então gerar vícios incorrigíveis. Nos anos primários na escola
é preferível iniciar a modalidade pelo estilo natural, por exemplo no salto, iniciar
com salto grupado (salto sobre objetos, saltos ultrapassando barreiras).
3.2 Salto triplo

Considerada uma das mais complexas provas dentro do atletismo, o salto triplo
é composto por três partes definidas e com características próprias.

Historicamente o salto triplo apresentou várias instancias mundiais, iniciando-se


nos Estados Unidos, passando pelo norte da Europa e após isso por doze anos
o domínio ficou estabelecido pelos japoneses.

O Brasil faz parte da história inicialmente através de Ademar Ferreira da Silva,


passando por Nelson Prudêncio e finalmente em João Carlos de Oliveira
atingindo a incrível marca de 17,89 metros.

Diferente do salto em distância onde vimos primeiro os aspectos técnicos


básicos para após adentrarmos as fases, inicialmente iremos aprender as fases
para posterior as técnicas (AMADIO, 1988).

3.2.1. Fases do salto triplo

I – Corrida de impulso

A corrida de impulso do salto triplo é quase que a mesma realizada no salto em


distância. A distância percorrida, uso das marcas, acumulo de energia e a
importância desta fase já foram citadas anteriormente (Sessão acima).

II – Primeiro salto (hop)

Após a corrida de impulso, o primeiro salto é executado fazendo-se a batida


sobre a tabua, essa batida nada mais é que uma impulsão para a próxima fase
que é o segundo salto, ou seja, o pé que entrará em contato com a tábua deverá
ser o da perna mais forte. No momento de voo deste salto o movimento realizado
é a “tesoura” para que o pé da impulsão seja o mesmo de aterrisagem e então,
a busca da coordenação para dar sequência.

III – Segundo salto (step)

A característica desse salto é a grande passada de corrida executada no ar. Em


oposição ao primeiro salto, neste, o indivíduo deve fazer a queda sobre a perna
livre. Nesta fase a utilização de um balanceio coordenado dos braços exige um
nível de flexibilidade dos ombros.

IV – Terceiro salto (jump)

O terceiro salto corresponde a última fase do salto triplo, ele se caracteriza


basicamente como um salto em distância com impulso reduzido, porém a técnica
é a mesma. A perda de velocidade horizontal é inevitável, para contrabalancear
está perda é necessária uma alta capacidade de potência muscular para a
impulsão. Na figura abaixo podemos observar a atleta em seu último salto, com
os movimentos das pernas em “tesoura” em busca de uma maior amplitude de
movimento.

[Link]
final-stages-of-news-photo/1155382582?adppopup=true

3.2.2. Formas pedagógicas para aprendizagem do salto triplo

Pela semelhança física, fisiológica e motora, geralmente o aluno/atleta do salto


em distância desempenha com eficiência o salto triplo.
O raciocínio para escolha do método de aprendizagem para essa prova é
basicamente o mesmo do salto em distância citado anteriormente, isto é,
depende do objetivo do aluno e do professor, bem como a situação e momento.

Crucial para um bom desempenho é a preparação física, ou seja, iniciar um


programa de treinamento dando ênfase ao fortalecimento muscular
(principalmente os grupamentos que participam ativamente no momento de
execução). Esse fortalecimento facilita o entendimento das exigências técnicas.

Para dar início a está prova, é interessante criar meios facilitadores, esses meios
seriam jogos recreativos com a proposta de diferentes formas de deslocamento
(salto com ambas as pernas simultaneamente, com uma perna e depois a outra,
etc.), com isso, o aluno já inicia o processo de familiarização próxima a
especificidade.

3.3 Salto com vara

Considerada uma das provas mais complexas do atletismo por reunir


combinações de corrida, implemento (vara), salto e queda, o salto com vara é
uma prova do atletismo em constante evolução, tanto por meio do
aprimoramento dos objetos, regras e ainda, os atletas/praticantes.

De maneira resumida, o salto com vara nada mais é que o intuito de converter
em vertical toda a força horizontal acumulada durante a corrida, com ajuda de
uma vara ultrapassando uma marca pré-estabelecida, o sarrafo.

3.3.1. Fases do salto com vara

I – Corrida de impulso

A corrida de impulso como já vimos é o ponto inicial de todos os saltos, inclusive


no salto com vara, seu objetivo é basicamente atingir uma velocidade ótima para
proporcionar uma impulsão (quanto maior a velocidade, maior será a altura
atingida).

Diferente do que muitos pensam e parece, a corrida não é apenas atingir a


máxima velocidade, por trás disso está presente técnicas e treinamentos, afinal,
quanto maior a velocidade, mais difícil será calcular a impulsão e manter a forma
no ar, ou seja, isso mostra que o aluno/atleta tem que ter um aperfeiçoamento
para desempenhar a corrida e todos seus aspectos de maneira eficaz.

II – Encaixe

Durante a corrida há uma troca de posição da vara, neste caso o olhar deve esta
dirigido para a caixa de saltos. Nas quatro ou três ultimas passadas da corrida
(o número varia de acordo com o indivíduo), a vara se move sutilmente para ser
encaixada na posição correta para iniciar o deslocamento do corpo (elevação).

É importante ressaltar que não há uma diminuição da velocidade nesta fase, ela
é utilizada para realizar a elevação.

III – Elevação

No início da elevação, os braços se flexionam até se posicionarem em um ângulo


quase reto, permitindo uma absorção do impacto produzido e perda de
velocidade. A medida que a massa corporal e a força produzida passam pela
vara para impulsionar, o braço direito fica quase em total extensão e o esquerdo
permanece em flexão. A colocação dos pés pode também interferir no resultado
desta fase, bem como, do salto propriamente dito. A melhor maneira é colocá-lo
em linha com a mão superior.

IV – Oscilação

O objetivo da oscilação é basicamente preservar a energia acumulada pelo corpo


durante a corrida e a impulsão.

Quando o contato com o solo é perdido, é importante que se ajuste algumas


regras relativas à oscilação, como por exemplo: puxar a vara de maneira
precipitada. Há um momento certo que permite aproveitar a velocidade
desenvolvida/atingida durante a corrida.

V – Impulso ascendente

Em conjunto com as fases anteriores (executadas corretamente), nesta fase é o


momento de produzir um bom salto.
As pernas devem elevar-se e permanecerem retraídas próximas à vertical, os
ombros ficam ao lado da vara, este posicionamento nos passa a impressão que
o corpo está “enrolado” sobre a vara. Ou seja, o impulso ascendente nada mais
é que o acumulo de energia das fases anteriores aplicando uma nova força (no
caso de impulsão).

VI – Giro

O giro consiste em uma torção de 180̊ das pernas, sem necessidade de nenhum
movimento lateral, pois esse movimento fará com que os demais
compartimentos corporais acompanhem o giro, isso faz com que não haja
oscilações das pernas, deixando o corpo em uma ótima posição para a próxima
fase.

VII – Impulso final

Nesta fase, a vara já está posicionada em seu ângulo final (vertical) e o objetivo
é a ascensão, o “subir”. Os melhores saltadores relatam que o segredo nesse
caso é manter os pés unidos ao chegarem no ponto mais alto do salto.

VIII – Passagem sobre o sarrafo

Está última fase consiste na forma que o salto será finalizado e o momento de
soltar a vara. Se todos os movimentos (fases) anteriores foram executados com
precisão esta fase ocorre naturalmente.

O soltar da vara varia de acordo com o estilo e técnica do saltador, mas na


maioria das vezes a mão de baixo se solta inicialmente ou então, ambas as mãos
se soltam simultaneamente.

Para que ocorra uma boa aterrisagem, sem acidentes, é importante ter equilíbrio
e coordenação durante o vôo.

3.3.2. Formas pedagógicas para aprendizagem do salto com vara

A principal dificuldade para executar o salto com vara está em seu ângulo de
elevação. O alvo da progressão deverá ser o ângulo de elevação, que
inicialmente deve ser quase nulo para que haja uma abertura normal.
Exemplos de materiais para apoios elevados: plintos, steps, barreiras, bancos,
caixotes, etc.

Quanto maior for o ângulo de elevação, mais é necessário executar exercícios


próprios para eleva-los.

3.4 Salto em altura

Pouco diferente dos demais saltos, o salto em altura consiste em diferentes


estilos e ainda, há saltadores que não seguem um estilo pré-estabelecido e
acabam que criando seu próprio estilo de salto (HELENE, 2018).

Resumidamente, o salto em altura consiste na passagem sobre o sarrafo na


maior altura possível.

3.4.1. Fases do salto em altura

Fases do salto em altura: [Link]


athlete-performing-high-imagem-royalty-free/512403590?adppopup=true

I – Corrida de impulso
A importância da corrida no salto em altura não se difere dos demais saltos, ou
seja, a corrida é a primeira e determinante fase para o sucesso do salto.

Quanto maior for a altura desejada de atingir, maior também deverá ser a força
(velocidade x massa) acumulada durante a corrida (COSTA, 2011).

Uma corrida eficaz é aquela que sincroniza com perfeição a velocidade, ritmo e
coordenação.

II – Impulsão

A impulsão é a fase que combina o acumulo de força e energia durante a corrida


com o início do salto.

Para ser mais exato, a impulsão inicia nos três últimos passos da corrida,
devendo esses serem suaves, rápidos e amplos e ainda, iniciando uma leve
inclinação do corpo para trás e dirigindo o olhar para cima.

III – Elevação

Todos os movimentos executados no ar, têm origem no solo. Após a saída do


pé de impulso do solo, existem diferentes métodos para otimizar a eficiência da
passagem, esses métodos são técnicos, ou seja, nesta fase o saltador não deve
apenas elevar seu corpo após a impulsão, mas sim incorporar a melhor técnica
para uma boa execução.

IV – Passagem pelo sarrafo e queda

Para o saltador realizar com efetividade a passagem sobre o sarrafo, as fases


anteriores devem ser precisas, essa passagem varia de acordo com a
técnica/estilo que o saltador está desenvolvendo (exemplo: Larson, cortado, a
cavalo, cravado a cavalo e rolo ventral) e ainda, a queda também varia de acordo
com o estilo empregado, tendo em vista que deve ser uma queda precisa
evitando possíveis acidentes.

3.4.2. Formas pedagógicas para aprendizagem do salto em altura

É necessário ter uma forma lógica de ensinamento, tendo um trabalho inicial


voltado para o fortalecimento, melhora da aptidão física e metabólica levando em
consideração sempre a especificidade da modalidade (salto), a partir disso,
iniciar então as destrezas exigidas pela técnica da especialidade (salto em
altura).

Como nas corridas, os saltos também estão incorporados naturalmente ao


repertorio motor infantil, sendo assim, aprimorar tipos de corridas, saltos e
quedas são indispensáveis para o desenvolvimento desta prova.

3.5 Conclusões

Diante do conteúdo aqui exposto, podemos concluir que dentro das quatro
diferentes provas de salto no atletismo (distancia, altura, triplo e com vara),
existem pontos em comum possibilitando generalizar alguns momentos do
treinamento, bem como, explorar mais de uma especialidade do aluno/atleta, por
exemplo, transferir habilidades e capacidades do salto em altura para o salto
com vara. Apesar dessa possibilidade, ao falarmos de esporte de alto rendimento
essa realidade muda e a especialização em uma só prova se faz necessária.

Os saltos são bastante complexos e como há muitos pontos em comum, também


existem pontos divergentes, o professor deve conhecer os detalhes e transmitir
isso para que o aluno também assimile estes pontos, a forma com que se ensina
é uma variável importante para o sucesso dos saltos.

REFERENCIAS

AMADIO, A. C. Análise biomecânica do salto triplo introdução aos princípios


fundamentais da investigação e análise do movimento esportivo. Revista
Paulista de Educação Física, v. 2, n. 2, p. 17-20, 1988.
COSTA, G. B. Biomecánica del salto de altura. COLECCIÓN ICD:
INVESTIGACIÓN EN CIENCIAS DEL DEPORTE, n. 12, 2011.

GRECO, Pablo Juan. Iniciação Esportiva Universal. 2º ed. Belo Horizonte,


UFMG 1998.
HAY, J. G. Changes in muscle-tendon length during the take-off of a running
long jump. Journal of sports sciences, v. 17, n. 2, p. 159-172, 1999.
HELENE, O. Alguma física dos saltos em altura e distância. Revista da
Biologia, v. 11, n. 1, p. 12-18, 2018.
PERFEITO, P. J. C. Metodologia de treinamento no futebol e futsal:
discussão da tomada de decisão na iniciação esportiva. 2009. Disponível
em: <[Link]

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