Frequência de neoplasias cutâneas diagnosticadas por exame histopatológico em cães e gatos
Revista Perquirere. Patos de Minas, 14(2):19-28, maio/ago. 2017
© Centro Universitário de Patos de Minas
Frequência de neoplasias cutâneas diagnosticadas por exame
histopatológico em cães e gatos atendidos em clínicas
veterinárias no município de Patos de Minas, MG
Frequency of skin cancer diagnosed by histopathological examination in dogs and cats attend-
ed in veterinary clinics in the municipality of Patos de Minas, MG
Talita Cristina Modesto
Graduanda do curso de Medicina Veterinária (UNIPAM). e-mail: [Link]@[Link]
Eneida Cesar Mastrantonio
Professora orientadora (UNIPAM). e-mail: enemastrantonio@[Link]
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Resumo: Foram analisados exames histopatológicos de cães e gatos atendidos em clínicas vete-
rinárias da cidade de Patos de Minas, MG, de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, coletando
informações como diagnóstico morfológico, localização do tumor, espécie, sexo, idade e raça,
com o objetivo de realizar um estudo epidemiológico. Foram diagnosticadas 28 neoplasias cu-
tâneas em 25 cães e quatro gatos, sendo que 18 animais eram fêmeas e 10 machos. Cães adultos
e idosos foram os mais acometidos, assim como os cães sem raça definida, boxer e pit bull. Os
tumores malignos prevaleceram com 82,14% dos casos, sendo o carcinoma de células escamosas
o mais predominante, seguido do mastocitoma e do fibrossarcoma. Sugerem-se estudos futuros
com maior número de diagnósticos para contribuir com dados epidemiológicos da região.
Palavras-chave: Tumores. Pele. Carcinoma de células escamosas. Mastocitoma.
Abstract: We analyzed histopathological examinations of dogs and cats of the veterinary clinic
of the city of Patos de Minas, MG, from January 2014 to December 2016, by collecting the follow-
ing information: morphological diagnosis, tumor location, species, sex, age and race, with the
objective of conducting an epidemiological study. Twenty-eight cutaneous neoplasms were
diagnosed in 25 dogs and 4 cats, 18 females and 10 males. Adult and elderly dogs were the most
affected, as were mongrel dogs, boxer and pit bull. Malignant tumors prevailed with 82.14% of
the cases, with squamous cell carcinoma being the most predominant, followed by mast cell
tumors and fibrosarcoma. We suggest future studies with a greater number of diagnoses to
contribute with epidemiological data from the region.
Keywords: Tumors. Skin. Mast cell tumor. Squamous cell carcinoma.
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1. Introdução
O aumento dos casos de neoplasias em cães e gatos é um problema cada vez
mais diagnosticado na prática veterinária, tratando-se de uma importante causa de
morte desses animais (SALVADO, 2010). De acordo com Withrow e Macewen (2001) e
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Talita Cristina Modesto & Eneida Cesar Mastrantonio
De Nardi et al. (2002), a principal razão para que esse fato ocorra é a maior longevidade
observada nos animais de companhia (ASTETE, 2012), levada pelos avanços na medicina
veterinária, pelos maiores cuidados com os animais, pelos planos de vacinação, pelo
controle de parasitas, entre outros métodos profiláticos que levaram a diminuir morta-
lidades precoces, dadas, principalmente por agentes infecciosos.
Acredita-se que entre 20% e 75% dos atendimentos veterinários realizados em
clínicas e hospitais veterinários estejam relacionados a problemas dermatológicos (BEN-
TO; CHAMELETE; DANTAS, 2013). A pele é o maior órgão do corpo e representa uma bar-
reira física entre o meio ambiente e o organismo, permanecendo em exposição direta a
fatores oncogênicos (FERNANDES et al., 2015); além disso, é composta por uma varieda-
de de tipos celulares potencialmente capazes de se transformar em neoplasia, fazendo
com que elas ocorram em maior frequência nesse órgão (BELLEI et al., 2006).
Os tumores da pele e do tecido subcutâneo são bastante comuns em cães e re-
presentam cerca de um terço de todos os tumores encontrados nessa espécie ( GOMES,
2015). Nos gatos, de acordo com Hauck (2013), esse tipo de neoplasia abrange 29,6% do
total de tumores diagnosticados. O exame histopatológico é considerado o de eleição
para o diagnóstico de tumores cutâneos, devendo sempre ser realizado após a remoção
cirúrgica de toda e qualquer massa tumoral, e é o exame complementar mais confiável
(GOMES, 2015).
Por terem grande incidência, as neoplasias cutâneas vêm sendo estudadas cons-
tantemente, fazendo com que a dermatologia e a oncologia se enquadrem dentro das
especialidades veterinárias que mais se destacam na rotina da clínica médica (BENTO;
CHAMELETE; DANTAS, 2013).
Objetivou-se, no presente trabalho, realizar um estudo epidemiológico das neo-
plasias cutâneas de cães e gatos diagnosticadas por exame histopatológico em clínicas
veterinárias no município de Patos de Minas, MG. Devido à escassez de informações
numéricas acerca da prevalência de neoplasias em cães e gatos na região, há a necessi-
dade de estudos epidemiológicos e levantamentos estatísticos que descrevam os tumo-
res mais encontrados, a idade de maior prevalência, o sexo, a raça e a espécie mais
acometida para que se possa estabelecer um protocolo terapêutico mais assertivo, au-
mentando a sobrevida dos animais de companhia.
2. Metodologia
Para o estudo, foram analisados arquivos com resultados de exames histopato-
lógicos de animais atendidos em clínicas veterinárias da cidade de Patos de Minas, MG,
de janeiro de 2014 a dezembro de 2016, perfazendo um estudo retrospectivo de três
anos. As seguintes informações foram coletadas: diagnóstico morfológico, localização
do tumor, espécie, sexo, idade, raça e malignidade ou benignidade do tumor. Todos os
exames histopatológicos analisados foram emitidos por laboratórios especializados, os
quais encaminham o material coletado, com as informações necessárias dos animais
submetidos à exérese de tumor ou biópsia incisional, e recebem os laudos de patologis-
tas.
Os animais foram agrupados em três classes quanto à faixa etária: filhotes (até
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Frequência de neoplasias cutâneas diagnosticadas por exame histopatológico em cães e gatos
um ano de idade), adultos (um a oito anos) e idosos (mais de oito anos). Os dados fo-
ram tabulados em uma planilha do Excel e, posteriormente, analisados na forma de
estatística descritiva. As informações obtidas foram descritas em frequência absoluta
(n) e relativa (%).
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética no Uso de Animais – CEUA do Cen-
tro Universitário de Patos de Minas, MG (UNIPAM), pelo número de protocolo 07/16.
3. Resultados e discussões
Foram analisados exames histopatológicos de 82 animais, os quais apresenta-
vam diagnósticos de 88 lesões. Das 88 lesões, 42 eram cutâneas (47,73%), sendo que 28
dessas foram diagnosticadas como neoplasias (66,67%), enquanto as 14 restantes
(33,33%) tiveram resultados compatíveis com processos inflamatórios e cistos.
Em um estudo sobre a prevalência de neoplasias em cães, realizado por Santos
et al. (2013), observou-se que as neoplasias de pele obtiveram maior incidência. Cruz-
Pinto et al. (2015) também citam em seu trabalho a pele e seus anexos representando o
grupo de maior presença de neoplasias em cães e gatos.
Essa casuística pode ser justificada pelo fato de a pele estar sujeita a fatores ge-
néticos e agentes internos envolvidos na produção de tumores. Além disso, é um órgão
que, com frequência, está diretamente exposto a condições potencialmente oncogêni-
cas, como irritantes crônicos, poluentes ambientais, agentes infecciosos e exposição aos
raios solares, que podem agir como fator predisponente para tumores.
Dos 28 animais diagnosticados com neoplasias cutâneas, 25 eram cães (86,21%)
e apenas quatro eram gatos (13,79%) (Figura 1), o que corrobora com dados de diversos
trabalhos, em que os cães são mais acometidos por neoplasias se comparados aos gatos
(CRUZ-PINTO et al., 2015; SALVADO, 2010; ANDRADE et al., 2012; KIMURA et al., 2012). De
acordo com Vail e Withrow (2007), as estimativas das taxas de incidência anual das
neoplasias da pele são de 450 em 100.000 cães e de 120 em 100.000 gatos.
Figura 1. Porcentagem de cães e gatos acometidos
por neoplasias cutâneas atendidos em clínicas veterinárias de Patos de Minas, MG
Espécies
Felina
14%
Canina
86%
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Talita Cristina Modesto & Eneida Cesar Mastrantonio
Do total de animais (88), 24 (27,27%) eram machos e 64 (72,73%) eram fêmeas. A
frequência de tumores cutâneos em fêmeas foi de 64,29% (n=18) e em machos 35,71%
(n=10) (Figura 2), sendo as fêmeas as mais acometidas por tumores cutâneos, tanto para
os cães quanto para gatos. Esses dados foram compatíveis com os observados por Sil-
veira et al. (2006) e Lobato et al. (2015), e se diferem dos resultados obtidos por Fernan-
des et al. (2015) e Meirelles et al. (2010), que relatam predominância dos machos na ca-
suística.
Em relação à faixa etária, cinco animais eram adultos (18,52%), 15 idosos
(55,56%) e, em sete casos, não houve informação sobre a idade dos animais (25,93%)
(Figura 3). No decorrer deste estudo, não se diagnosticou nenhuma neoplasia em filho-
tes, assim como De Nardi et al. (2002) citam em seu trabalho: certamente o fator idade
pode predispor às afecções oncológicas. A maioria dos tumores acontece principalmen-
te em cães adultos e idosos. Portanto, é incomum sua ocorrência em cães filhotes e jo-
vens, e o maior número de casos de tumores cutâneos pode estar correlacionado ao
aumento da sobrevida desses cães (MORRISON, 1998).
Figura 2. Porcentagem do sexo de cães e gatos com neoplasias cutâneas
atendidos em clínicas veterinárias de Patos de Minas, MG
Sexo
Machos
35,71%
Fêmeas
64,29%
Figura 3. Porcentagem da faixa etária dos animais com neoplasias cutâneas
atendidos em clínicas veterinárias de Patos de Minas, MG
Faixa Etária
Não
definida
26%
Idosos Adultos
56% 18%
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Frequência de neoplasias cutâneas diagnosticadas por exame histopatológico em cães e gatos
Cães de sete raças diferentes foram diagnosticados com neoplasias cutâneas,
porém os cães sem raça definida (SRD) foram os mais frequentes (50%), possivelmente
em função do grande número de cães mestiços na população estudada. Entre os de
raça, as duas mais acometidas foram o boxer (n=3) e o American Pit Bull Terrier (Pit
Bull) (n=3), ambos com 12,50% (Figura 4).
A frequência de tumores cutâneos nas raças Boxer e Pit Bull foi semelhante à de
Fernandes et al. (2015), que têm essas duas raças entre as quatro mais acometidas em
seu estudo, e também foi semelhante aos resultados de De Nardi et al. (2002), de Bellei
et al. (2006) e de Silveira et al. (2006), o que leva a crer na existência de uma predisposi-
ção genética do Boxer para certas neoplasias cutâneas (MEIRELLES et al., 2010). Em rela-
ção à raça dos gatos, três eram SRD (75%) e apenas um (25%) era persa. Todas as raças
de cães e gatos e suas frequências estão relacionadas na Tabela 1.
Figura 4. Porcentagem de raças caninas dos animais com neoplasias cutâneas
atendidos em clínicas veterinárias de Patos de Minas, MG
Raças caninas
Yorkshire
4,17%
Boxer Labrador
12,50% 8,33%
Pastor
Alemão
SRD 4,17%
Pit bull
50,00%
12,50%
Schnauzer
Shih tzu 4,17%
4,17%
Tabela 1. Frequência absoluta (n) e relativa (%) das raças de cães e gatos, acometidas por neo-
plasias cutâneas, atendidos em clínicas veterinárias do município de Patos de Minas, MG
Caninas Felinas Total
Raças
n % n % n %
Sem Raça Definida (SRD) 12 50,0% 3 75% 15 53,57%
Boxer 3 12,50% - - 3 10,71%
Pit Bull 3 12,50% - - 3 10,71%
Labrador 2 8,33% - - 2 7,14%
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Talita Cristina Modesto & Eneida Cesar Mastrantonio
Pastor Alemão 1 4,17% - - 1 3,57%
Schnauzer 1 4,17% - - 1 3,57%
Shih tzu 1 4,17% - - 1 3,57%
Yorkshire 1 4,17% - - 1 3,57%
Persa 0 - 1 25% 1 3,57%
Total 24 100% 4 100% 28 100%
Do total de 28 neoplasias cutâneas, a maioria, ou seja, 82,14% (n=23), apresentou
comportamento maligno em cães e gatos (Figura 5), assim como relatado por Fernan-
des et al. (2015) e Silveira et al. (2006). Porém, discorda em partes Salvado (2010), o qual
afirma que cerca de dois terços de neoplasias cutâneas caninas são solitárias e benig-
nas. Já nos gatos, essas tendem a ser mais malignas do que benignas, concordando com
o que é observado neste estudo, sendo que de um total de quatro gatos, 75% (n=3) fo-
ram diagnosticados com tumores cutâneos malignos e apenas 25% (n=1) com tumor
benigno. Esse fato também é afirmado por Gomes (2015), o qual cita que, em tumores
primários, cerca de 20-40% em cães são histologicamente classificados como malignos,
existindo uma grande discrepância quando comparados aos gatos, já que nestes os va-
lores variam de 69,7% até 82%.
Figura 5. Porcentagem de neoplasias cutâneas benignas e malignas
diagnosticadas em animais atendidos em clínicas veterinárias de Patos de Minas, MG
Neoplasias em cães e Gatos
Benignas
17,86%
Malignas
82,14%
Foram diagnosticados 14 tipos de tumores em cães e gatos, e o mais comum foi
o carcinoma de células escamosas (CEC), com 17,86% (n=5), seguido do mastocitoma,
14,29% (n=4), e do fibrossarcoma, 14,29% (n=4). Os demais tumores e suas frenquências
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Frequência de neoplasias cutâneas diagnosticadas por exame histopatológico em cães e gatos
estão relacionados na tabela 1. Entre os caninos, o mastocitoma 16,67% (n=4) e o fibros-
sarcoma 16,67 (n=4), seguidos do CEC 12,50% (n=3), foram os tumores de maior ocor-
rência.
Alguns autores como Bellei et al. (2006), Daleck e De Nardi (2008), Souza et al.
(2006) e Fernandes et al. (2015) citam o mastocitoma como uma das neoplasias cutâneas
mais frequentes em cães. De acordo com Rodaski e Werner (2008), esse tumor está as-
sociado principalmente à exposição à radiação solar. Fernandes et al. (2015) afirmam,
em seu estudo, que há um maior risco de os cães desenvolverem carcinoma ou masto-
citoma em relação a outros tumores.
Entre os felinos, o CEC, com 50% (n=2), foi o tumor mais diagnosticado. Um es-
tudo realizado por Salvado (2010) também obteve o carcinoma como a naoplasia mais
frequente em gatos. Nesse mesmo estudo, o fibrohistiocitoma se encontrava entre as
cinco neoplasias mais identificadas.
Tabela 2. Frequência absoluta (n) e relativa (%) de neoplasias cutâneas diagnosticadas
em cães e gatos atendidos em clínicas veterinárias do município de Patos de Minas, MG
Caninos Felinos Total
Neoplasias
n % n % n %
Carcinoma de células escamosas (CEC) 3 12,50% 2 50% 5 17,86%
Mastocitoma 4 16,67% 0 0% 4 14,29%
Fibrossarcoma 4 16,67% 0 0% 4 14,29%
Lipoma 1 4,17% 1 25% 2 7,14%
Hemangiossarcoma 2 8,33% 0 0% 2 7,14%
Mixossarcoma 2 8,33% 0 0% 2 7,14%
Tricoepitelioma 2 8,33% 0 0% 2 7,14%
Fibrohistiocitoma Felino 0 0,00% 1 25% 1 3,57%
Hemangioma 1 4,17% 0 0% 1 3,57%
Histiocitoma 1 4,17% 0 0% 1 3,57%
Leiomiossarcoma 1 4,17% 0 0% 1 3,57%
Linfoma 1 4,17% 0 0% 1 3,57%
Melanoma 1 4,17% 0 0% 1 3,57%
Neurofibrossarcoma 1 4,17% 0 0% 1 3,57%
Total: 24 100% 4 100% 28 100%
Considerando que a pele representa um dos órgãos mais comprometidos pelas
neoplasias em cães e gatos e que, na maioria das vezes, elas podem ser caracterizadas
25
Talita Cristina Modesto & Eneida Cesar Mastrantonio
por malignidade, faz-se necessário um diagnóstico precoce por meio do exame confir-
matório para fundamentar uma terapia e um prognóstico adequado, bem como a ava-
liação da frequência e compreensão do comportamento biológico e epidemiológico das
neoplasias, a fim de serem tomadas medidas de controle importantes para diminuir
sua ocorrência e letalidade e estabelecer tratamentos eficazes.
O baixo número de exames histopatológicos utilizados neste estudo e a falta de
dados referentes à prevalência dessas neoplasias no município de Patos de Minas, MG,
remetem à pequena quantidade de exames histopatológicos que são realizados nas
clínicas veterinárias da cidade, provavelmente pelo fato de que os proprietários, muitas
vezes, não estão dispostos a pagar pelo exame, e também pela falta de informação so-
bre a importância do mesmo, o que torna difícil a suspeita clínica com base em dados
epidemiológicos.
Dessa forma, considera-se oportuna a realização de estudos futuros que, assim
como este, determinem a incidência dos tumores de pele que acometem os cães e os
gatos desta região, para que, dessa forma, esses dados possam auxiliar os médicos ve-
terinários locais no diagnóstico dessas patologias que são bastante frequentes nas clíni-
cas veterinárias. Os resultados obtidos a partir deste e de outros estudos poderão ofe-
recer subsídios para o diagnóstico e o tratamento das neoplasias, conforme a casuística
local.
4. Conclusão
Os animais mais acometidos por neoplasias cutâneas foram as fêmeas caninas
idosas. Os tumores mais frequentes foram o carcinoma de células escamosas, o masto-
citoma e o fibrossarcoma, caracterizados por malignidade. Os cães sem raça definida
foram os mais acometidos, seguidos das raças Boxer e Pit Bull. Sugerem-se estudos
futuros com maior número de diagnósticos para contribuir com dados epidemiológicos
da região.
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