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Escoamento Superficial: Conceitos e Medições

O documento aborda o escoamento superficial no ciclo hidrológico, detalhando suas características, influências climáticas e fisiográficas, e grandezas como vazão, deflúvio e coeficiente de escoamento. Também discute a variação temporal das vazões, a importância das estações fluviométricas e métodos de medição de vazões. Por fim, apresenta métodos para estimar a vazão máxima instantânea e o escoamento superficial a partir de dados de chuva.

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Escoamento Superficial: Conceitos e Medições

O documento aborda o escoamento superficial no ciclo hidrológico, detalhando suas características, influências climáticas e fisiográficas, e grandezas como vazão, deflúvio e coeficiente de escoamento. Também discute a variação temporal das vazões, a importância das estações fluviométricas e métodos de medição de vazões. Por fim, apresenta métodos para estimar a vazão máxima instantânea e o escoamento superficial a partir de dados de chuva.

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

5 ESCOAMENTO SUPERFICIAL

O escoamento superficial é o segmento do ciclo hidrológico que estuda o


deslocamento das águas na superfície da terra. Ele abrange desde o excesso de
precipitação que se desloca livremente pela superfície do terreno, até o escoamento
em calhas de rios.
O Escoamento Superficial é influenciado por Fatores Climáticos: intensidade e
duração da precipitação e a precipitação antecedente; e por Fatores Fisiográficos:
área, forma, vegetação, topografia, capacidade de infiltração e permeabilidade dos
terrenos da bacia.

5.1 Grandezas Características

a) Vazão (Q) – é o volume de água escoada em uma determinada seção de


referência na unidade de tempo. (m3/s; l/s);

b) Deflúvio (D) – é a espessura da lâmina de água drenada de uma bacia


hidrográfica e escoada em certo intervalo de tempo t. (mm);

c) Frequência (f) - é número de ocorrências de uma determinada vazão em


um intervalo de tempo, expresso normalmente em termos do Tempo de
Retorno;

d) Tempo de Retorno (TR) – é o tempo médio, em anos, para que uma vazão
seja igualada ou superada. Normalmente expressa a frequência da vazão
de certo curso de água;

e) Nível d’Água (NA) – é a altura atingida pela superfície líquida na seção de


escoamento em relação a um nível de referência. (m):

g) Coeficiente de Escoamento Superficial (C) -- ou coeficiente de “Run Off”,


expressa a relação entre o volume de água escoada e o volume total
precipitado:

Vol. Escoado
C
Vol. Pr ecipitado

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

Este coeficiente depende basicamente do tipo e do uso do solo e é


normalmente tabelado conforme exemplo a seguir.

Superfície C Superfície C
Pavimento Superfícies Impermeáveis 0,90 - 0,95
asfalto 0,83 Terreno Estéril Montanhoso 0,80 - 0,90
concreto 0,88 Terreno Estéril Ondulado 0,60 - 0,80
calçadas 0,8 Terreno Estéril Plano 0,50-0,70
telhado 0,85 Prados, Campinas, 0,40 - 0,65
Grama, solo arenoso terrenos ondulados
plana (<2%) 0,08 Matas decíduas, 0,35 - 0,60
média (2 a 7%) 0,13 folhagem caduca
alta (> 7%) 0,18 Matas coníferas, 0,25 - 0,50
Grama, solo pesado folhagem permanente
plana (<2%) 0,15 Pomares 0,15 - 0,40
média (2 a 7%) 0,2 Terrenos Cultivados em zonas altas 0,15 - 0,40
alta (> 7%) 0,3 Terrenos Cultivados em vales 0,10 - 0,30

h) Tempo de Concentração (tc) – é o intervalo de tempo contado a partir do


início de uma precipitação para que toda a bacia hidrográfica passe a
contribuir para o escoamento superficial na seção de saída da mesma
(referência). Calculada a partir de fórmulas empíricas. (min, h);
Existem várias fórmulas e ábacos que fornecem o valor do tempo de
concentração em função das características físicas da bacia. São
apresentadas a seguir algumas delas.
Seja uma bacia hidrográfica qualquer onde: L é o comprimento do
talvegue principal; S é a declividade desse talvegue; e A é a área de
drenagem, tem-se:

Kirpch G. B. Williams Cinemático (SCS)


,
L 061 ⋅ L L
t = 0,39 ⋅ t = , t =
S A ⋅S , v ∙ 3,6
tc - h
tc - h tc – h
A – km²
L – km L – km
L – km
S–% v − m/s
S–%
Bacias urbanas Bacias rurais Bacias sem
(A<5km2; S<10%) (A<130 km²) talvegues definidos
Fonte: PINHEIRO (2011)

Para a situação em que a bacia não possui talvegue definido, aplica-


se o Método Cinemático (SCS), onde a velocidade média ( v ) para o
escoamento difuso pode ser dada pelo ábaco a seguir.

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

Fonte: Adaptado de PINHEIRO (2011)

Para a definição do Tempo de Concentração total deve-se levar em


conta a soma dos tempos de concentração em bacias, canais e difuso.

5.2 Variação Temporal das Vazões

Denomina-se Hidrógrafa ou Hidrograma a curva que representa o


desenvolvimento das vazões em uma seção de um curso d’água ao longo do tempo.
A contribuição total que produz o escoamento da água na seção de rio
considerada é devida:

 à precipitação recolhida diretamente pela superfície livre das águas;


 ao escoamento superficial propriamente dito;
 ao escoamento subsuperficial;
 à contribuição do lençol de água subterrâneo.

A figura seguinte representa a hidrógrafa (vazão) registrada em uma seção de


rio devida a uma chuva ocorrida na bacia hidrográfica correspondente.
Iniciada a precipitação (t0), parte das águas será interceptada pela vegetação
e pelos obstáculos e retida nas depressões do terreno, até que estes sejam
preenchidos e a capacidade de infiltração do solo seja superada.
A partir daí, tempo tA, tem início o escoamento superficial propriamente dito,
chamado escoamento superficial direto. Logo, o intervalo de tempo tA-to é o intervalo
entre o início da chuva e o início do escoamento superficial direto.
O tempo tB é o momento a partir do qual toda a bacia está contribuindo ou já
contribuiu com o escoamento superficial direto na seção de medição de vazão. Logo,
o intervalo de tempo tB-to é igual ao tempo de concentração da bacia hidrográfica.
É importante salientar que se a chuva for constante e com duração maior ao
do tempo de concentração da bacia, a vazão máxima ocorrerá no tempo tB e se
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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

manterá por um tempo, formando assim um patamar de vazão constante na


hidrógrafa.

Considerando o exposto, pode-se dizer que a duração crítica da chuva sobre


uma bacia hidrográfica é igual ou superior ao tempo de concentração da bacia.
O escoamento superficial devido à contribuição do lençol subterrâneo tende a
diminuir com o tempo e mantêm essa tendência mesmo após o início da chuva na
bacia e somente após algum tempo depois do início do escoamento superficial direto
é que ele volta a crescer. Desta forma a curva tracejada é a linha que representa a
variação do escoamento superficial básico e faz a separação entre os escoamentos
superficiais (direto e básico ou subterrâneo).
Para efeitos práticos, a linha que representa a contribuição da água do lençol
subterrâneo ao curso de água costuma ser separada pela reta AC.
A curva formada a partir do ponto C é chamada de curva de depleção da água
do solo e corresponde a uma diminuição lenta da vazão do curso de água que é
alimentado exclusivamente pela água subterrânea, em razão do seu escoamento
natural.

5.3 Estação Fluviométrica

É a seção de um curso d’água onde são obtidos dados de vazão de maneira


sistemática. Esta seção de rio deve ter morfologia constante ou pouco variável, em
que declividade do perfil da linha de água é aproximadamente a mesma nas
enchentes e vazantes, ou em que o controle é propiciado por um salto ou corredeira
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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

bem definidos. Desta forma obtém-se uma relação unívoca entre a vazão (Q) e o nível
de água (NA).

Como rotina de operação de uma estação fluviométrica tem-se:

 leituras diárias do NA na escala linimétrica às 7h e 17h, registrando-se na


Caderneta de Observações Fluviométricas;
 inspeção bimestral por equipes de hidrometria, com medição de descarga
líquida através de molinetes.

A localização de uma estação fluviométrica deve seguir a algumas regras


básicas:

 trecho mais ou menos retilíneo a jusante e sem regularidades;


 seção transversal simétrica, com margens e taludes bem definidos;
 velocidades regularmente distribuídas, com valores médios superiores a 0,3
m/s;
 existência de controle hidráulico a jusante;
 possuir observador e acesso;
 estar fora da curva de remanso de reservatórios ou confluências.

5.4 Medição de Vazões

A ocorrência de vazão ou de descarga líquida em um curso de água é um


processo contínuo, enquanto a medição e o registro dessa descarga pode ser um
processo discreto ou, também, contínuo.

A medida de vazão em um curso de água pode ser feita das seguintes


maneiras:

 medição direta;
 medição da área e da velocidade;
 medição do nível de água.

a) Medição Direta – é feita através de tambores ou qualquer outro tipo de


recipiente com volume conhecido, registrando-se o tempo gasto no
enchimento. Aplicado somente no caso de pequenas vazões, geralmente
menores que 15 l/s.

b) Método Área-Velocidade – A vazão numa determinada seção de rio pode


ser medida pelo produto da área da seção pela velocidade média da água
que atravessa a mesma:

VAZÃO = ÁREA x VELOCIDADE

Os métodos de medição mais comumente utilizados procuram


avaliar a vazão através de elementos (faixas) de área da seção transversal
(Ai). A vazão final (Q), através de toda a seção, será o somatório dos
elementos de vazão (qi) avaliados em cada faixa. Isto significa:

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

Q   qi   v i  A i

onde v i é a velocidade média da água através da faixa de área Ai.


O levantamento do perfil de uma seção transversal do rio e,
consequentemente, da área molhada da seção é chamado “Batimetria”. A
batimetria consiste em se medir as profundidades em alguns pontos da
seção transversal (pi) e as distâncias horizontais entre esses pontos e o PI
- ponto inicial (di).

Desta forma, a área (Ai) de cada faixa é dada pela seguinte fórmula:

 d  di  1 
A i   i 1   pi
 2 

De um modo geral, a velocidade da água num rio diminui da


superfície para o fundo e do centro pra as margens.
Devido à velocidade variar ao longo da profundidade, a Velocidade
Média em cada vertical é calculada através da média aritmética simples das
velocidades calculadas em várias posições diferentes ao longo da
profundidade, ou através do Método Simplificado:

Profundidade Posição Velocidade 0,2h v0,2


Média ( v i )
0,6h v
0,8h
h
0,15 m a 0,60 m 0,6 p v 0,6p v0,6

v0,8

0,2 p v 0,2p  v 0,8p


> 0,60 m
0,8 p
2

A determinação da velocidade em cada profundidade em uma


mesma vertical pode ser feita através de aparelhos apropriados e o mais
utilizado é o Molinete. Este aparelho mede a velocidade do fluido através
da medida do número de rotações de uma hélice ou conchas através da
fórmula:

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

v  an  b

onde: v é a velocidade em m/s; n é o número de revoluções por segundo


(rps); a e b são constantes fornecidas pelo fabricante.

c) Medição Através do Nível d’Água – baseia-se na relação unívoca entre o


nível d’água (NA) e a vazão escoada (Q) existentes em vertedouros e calhas
Parshall ou determinados para seções de rios através da curva-chave.
A Curva-Chave é a curva que relaciona o nível de água e a vazão
correspondente medidos nas estações fluviométricas. Nessas seções de rio
são efetuadas medições periódicas de descarga líquida e de níveis de água.
Cada medição de descarga líquida fornece um ponto (NA  Q), que é
lançado em um gráfico apropriado para, em conjunto com outros pontos,
permitir o traçado da curva como mostrado na figura a seguir.

5.5 Estimativa de Vazão Máxima Instantânea

Na maior parte das estações fluviométricas estão disponíveis apenas dados de


vazões médias diárias (QMD), ou seja, média das vazões medidas às 7 h e às 17 h.
Porém, para projetos de engenharia o interesse está na vazão máxima
instantânea (QP).
Para o caso de bacias hidrográficas com áreas de drenagem de grande
magnitude isso não acarreta problema, pois a vazão máxima costuma perdurar por
muito tempo. Entretanto, para bacias hidrográficas com áreas de drenagem de
pequena magnitude isso pode apresentar um problema, pois a vazão instantânea
pode assumir valores maiores que a vazão máxima média diária.
A maneira de se estimar a vazão máxima instantânea pode ser através das
fórmulas de Fuller (1914) ou Tucci (1991), que consideram uma relação em função da
área de drenagem da bacia (A):

 2,66   15,03 
(Fuller) QP  QMD  1  0,3  (Tucci) QP  QMD  1  
 A   A 0,59 
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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

5.6 Estimativa do Escoamento Superficial

A estimativa do escoamento superficial através de dados de chuva é o método


utilizado em localidades onde não existem estações fluviométricas próximas.
Dois métodos para a transformação de chuva em vazão serão apresentados.
O primeiro, Método Racional, é indicado para o cálculo da vazão de pico do
hidrograma, enquanto o segundo, Método do Hidrograma Unitário, é indicada para o
cálculo da hidrógrafa de projeto.

5.6.1 Método Racional

O método racional é o método utilizado no cálculo da Vazão de Pico da


hidrógrafa em pequenas bacias (A  1,0 km2) que não possuem estações
fluviométricas, sendo muito utilizado no dimensionamento de bueiros e galerias de
drenagem pluvial.
O método racional para a estimativa do pico da cheia resume-se
fundamentalmente no emprego da chamada “fórmula racional”, que, apesar da
denominação racional, deve ser utilizada com extrema cautela, pois envolve diversas
simplificações e coeficientes cuja compreensão e avaliação são muito subjetivas.

Q  0,278  C  i  A

onde: Q é a vazão máxima com o período de retorno TR (m3/s); A é a área de


drenagem da bacia (km2); i é a intensidade da precipitação, para uma chuva com TR
anos de retorno e duração crítica para a bacia (mm/h); e C é o coeficiente de
escoamento superficial (tabelado).
Para o caso de bacias com área de drenagem entre 1,0 km2 e 10 km2 pode-se
aplicar uma modificação na fórmula Racional (DNER, 1975) conforme a seguir:

1
1
Q  0,278  C  i  A n

onde: n = 4 se S < 0,5%; n = 5 se 0,5% ≤ S ≤ 1,0%; n = 6 se S ≥ 1,0%.

5.6.2 Método do Hidrograma Unitário (HU)

O método do hidrograma é o método utilizado para se determinar o hidrograma


de escoamento superficial através das características do escoamento superficial
direto e de uma chuva efetiva sobre a bacia hidrográfica.
O hidrograma de uma onda de cheia é formado pela superposição de dois tipos
distintos de afluxos, provenientes um do escoamento superficial direto e outro da
contribuição do lençol subterrâneo (escoamento superficial básico).
Esses dois componentes possuem propriedades distintas, notando-se que,
enquanto as águas superficiais, pela sua maior velocidade de escoamento,
preponderam na formação das enchentes, a contribuição subterrânea pouco se altera,
e isso muito lentamente em consequência de grandes precipitações.
Essa distinção de comportamento torna conveniente o estudo em separado do
hidrograma de escoamento superficial, que por suas características próprias, melhor
define o fenômeno das cheias.

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

O hidrograma unitário é o hidrograma de escoamento superficial resultante de


uma chuva efetiva unitária uniformemente distribuída sobre a bacia. A princípio, o HU
somente pode ser determinado para uma bacia que tenha medições simultâneas de
chuva (estação pluviométrica) e de vazão (estação fluviométrica).

A seguir são enunciados os princípios básicos para desenvolvimento e


aplicação do HU, válidos para chuvas de intensidade constantes e distribuição
uniforme sobre a bacia:

 em uma dada bacia hidrográfica, o tempo de duração do escoamento


superficial (tb) é constante para chuvas de igual duração;

 duas chuvas de igual duração, produzindo volumes diferentes de


escoamento superficial, dão lugar a hidrogramas em que as ordenadas, em
tempos correspondentes, são proporcionais aos volumes totais escoados;

 a distribuição, no tempo, do escoamento superficial de determinada


precipitação independe de precipitações anteriores.

Dos princípios anteriores, podem ser derivados dois postulados:

a) Postulado da Proporcionalidade – os hidrogramas resultantes de chuvas


com a mesma duração, mas diferentes alturas, terão o mesmo tempo de
base e ordenadas proporcionais às alturas das precipitações.

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

b) Postulado da Sobreposição – o hidrograma resultante de uma sequência


de períodos de precipitação terá as respectivas ordenadas iguais à soma
das ordenadas dos hidrogramas correspondentes a cada um dos períodos.

A aplicação do HU de uma bacia hidrográfica para um evento de chuva


uniformemente distribuído, juntamente como valor do escoamento subterrâneo, pode
ser efetuado através do seguinte procedimento:

1) Calcula-se a chuva efetiva;


2) Multiplicar as ordenadas do HU pela Pe;
3) Aplicar os postulados de proporcionalidade e de sobreposição de acordo
com a conveniência, obtendo assim o hidrograma de escoamento superficial;
4) Somar o escoamento superficial ao escoamento subterrâneo para obter o
hidrograma total.

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Notas de Aula Hidrologia e Drenagem

O HU é uma constante da bacia hidrográfica, refletindo as suas propriedades


com relação ao escoamento superficial. Desta forma, as diversas características
físicas da área de drenagem devem influenciar as condições do escoamento e
contribuir para a forma final do HU.
Esse fato, associado à frequente necessidade de se estabelecer relações
hidrológicas para rios desprovidos de estações fluviométricas, fez surgir métodos para
a determinação dos chamados Hidrogramas Unitários Sintéticos.
O número de métodos existentes é muito grande para que se possa incluir a
sua totalidade nestas notas de aula. Desta forma, apresentaremos apenas o método
do HU Triangular Sintético do SCS, desenvolvido pelo Soil Conservation Service
(USA):

t tc
qu t  (horas)
Pe 5

t
tp   0,6  t c
2
qp
t d  1,67  t p
t
0,208  A  m 3 
qp 
s  mm 
tp td
tp 

onde: t é o intervalo de discretização da chuva unitária (h); tp é o tempo de pico do


HU (h); td é o tempo de descida do HU (h); qp é a vazão de pico unitária do HU
(m3/scm); e A é área de drenagem da bacia hidrográfica (km2).

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