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Epidemiologia e Tratamento da Sarna em Moçambique

O documento aborda a sarna, uma doença de pele contagiosa causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, destacando sua epidemiologia em Moçambique, onde afeta principalmente crianças. O texto detalha a definição, modos de transmissão, sinais e sintomas, tratamento e prevenção da doença, enfatizando a importância da higiene e do tratamento simultâneo de contatos. Conclui que a sarna é altamente contagiosa e requer atenção especial para evitar surtos em comunidades.

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Epidemiologia e Tratamento da Sarna em Moçambique

O documento aborda a sarna, uma doença de pele contagiosa causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, destacando sua epidemiologia em Moçambique, onde afeta principalmente crianças. O texto detalha a definição, modos de transmissão, sinais e sintomas, tratamento e prevenção da doença, enfatizando a importância da higiene e do tratamento simultâneo de contatos. Conclui que a sarna é altamente contagiosa e requer atenção especial para evitar surtos em comunidades.

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ÍNDICE

1. Introdução............................................................................................................................................3
UNIVERSIDADE SÃO TOMÁS DE MOÇAMBIQUE
1.1. Objetivos..........................................................................................................................................4
CURSO DE SAÚDE PÚBLICA
1.2. Metodologia......................................................................................................................................4
2. Epidemiologia da sarna em Moçambique............................................................................................5
Turma: 02, Pós-Laboral
2.1. Definição – Sarna.............................................................................................................................5
Cadeira: Programa Alargado de Vacinação
2.2. Agente etiológico..............................................................................................................................5
2.3. Período de incubação........................................................................................................................6
2.4. Modo de transmissão........................................................................................................................6
2.5. Reservatório......................................................................................................................................6
2.6. Sinais e sintomas..............................................................................................................................7
Tema: Sarna
2.7. Tratamento........................................................................................................................................7
2.8. Prevenção.........................................................................................................................................8
3. Conclusão............................................................................................................................................9
4. Bibliografia........................................................................................................................................10
Nome do estudante:

Noemia Manhiça

Docente: Dr. Manuel Raivoso

Maputo, Outubro de 2024

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1. Introdução

No presente trabalho visa abordar sobre a sarna, esta é uma doença de pele causada por um
parasita. Bastante contagiosa, ela é caracterizada principalmente pela coceira intensa. Sua
transmissão pode ocorrer por meio do contacto directo e prolongado com a pessoa infectada ou
pelo uso de roupas e objectos do indivíduo. Deve-se ressaltar que animais não transmitem a sarna
humana.
Para prevenir a sarna, é fundamental não frequentar ambientes sujos, manter a residência bem
higienizada e garantir uma boa higiene pessoal. Além disso, recomenda-se evitar compartilhar
objectos íntimos, como roupas de cama e toalhas.

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1.1. Objetivos

Geral

 Compreender a doença sarna.

Específicos

 Compreender o agente etiológico de sarna;


 Descrever os sinais e sintomas de sarna;
 Identificar as formas de tratamento e prevençao da sarna.

1.2. Metodologia

Para a realização do trabalho recorreu-se a pesquisa bibliográfica, recorre-se a este método


quando o trabalho é elaborado a partir de material já publicado, constituído principalmente de
livros ou artigos material disponibilizado na Internet. Portanto consultou-se artigos disponíveis
na internet e a manuais que foi possível obter informações pertinentes para a materialização do
trabalho, dentro das concepções deste método, o mesmo foi o escolhido por ser coerente na
materialização do trabalho.

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2. Epidemiologia da sarna em Moçambique

Em Moçambique, a sarna tem sido diagnosticada em várias regiões, incluindo Mossuril, em


Nampula, e no distrito da Matola, em Maputo:

 Em Mossuril, o surto de sarna afecta principalmente crianças, com um diagnóstico de até


5 pacientes por unidade sanitária por dia.

 Na Matola, a doença tem afectado principalmente crianças, com uma transmissão rápida
entre os menores.
A sarna, também conhecida como escabiose, é uma doença infecciosa causada pelo ácaro
parasita Sarcoptes scabiei. A transmissão ocorre principalmente entre pessoas da mesma família,
por meio do compartilhamento de roupas, lençóis, toalhas e outros objectos contaminados.

2.1. Definição – Sarna

A sarna, também conhecida como escabiose, é uma doença de pele causada por um ácaro
parasita chamado Sarcoptes scabiei. É uma infecção que se transmite por contacto físico
prolongado com pessoas ou objectos contaminados (Torres, 2020).

2.2. Agente etiológico

Sarna ou escabiose é uma parasitose humana causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade
hominis. O contágio se dá somente entre humanos, por contato directo com pessoa ou roupas e
outros objectos contaminados.
A escabiose ou sarna humana é uma infestação originada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var
hominis com elevada relevância pela morbilidade que causa devido a forte prurido, elevada
infecciosidade, surtos frequentes e persistência dos sintomas por vários dias, mesmo depois da
sua total eliminação. O ácaro obtém os seus nutrientes através do sangue do hospedeiro,
originando sulcos subepidérmicos caraterísticos e, consequentemente, surge uma resposta imune
ao ácaro e aos seus respetivos produtos (secretados/excretados).

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2.3. Período de incubação

O tempo de incubação da doença é de cerca de 24 dias, se for a primeira infecção. Em caso


reincidente, esse período diminui para apenas 24 horas. Pessoas com a imunidade baixa podem
apresentar os sintomas de sarna mais rapidamente, mesmo na primeira infecção.

Os sintomas da escabiose ou sarna surgem habitualmente entre 3 a 4 dias ou 3 a 6 semanas após


o contágio, dependendo se houve ou não infestação prévia e podem prolongar-se durante várias
semanas apresentando: comichão intensa, particularmente à noite.

2.4. Modo de transmissão

Segundo Rodrigues (2014), a sarna transmite-se através do contacto directo e prolongado com
alguém que tenha o parasita. É frequente em pessoas da mesma família ou entre parceiros
sexuais. É pouco provável a transmissão quando: o contacto entre pessoas é curto e através de
roupa, roupa de cama ou outros objectos de pessoas com sarna.
Ter sarna não é necessariamente um sinal de falta de higiene. A escabiose é disseminada entre
humanos por meio de contacto próximo. As situações mais comuns ocorrem entre familiares que
compartilham a mesma residência. A transmissão sexual é outra forma frequente de adquirir a
doença. Exércitos, lares de idosos, creches e presídios são locais propícios para surtos de sarna.

O contacto em escolas entre crianças e adolescentes geralmente não é íntimo o suficiente para
causar transmissão, mas isso não elimina o risco. Acções simples, como um aperto de mão ou
um abraço rápido, raramente resultam em transmissão.

O ácaro Sarcoptes scabiei pode sobreviver no ambiente por 24 a 48 horas, possibilitando a


transmissão por meio de roupas, lençóis ou toalhas, embora essa não seja a via mais comum.

2.5. Reservatório

O reservatório do agente etiológico é o homem. A escabiose é causada pelo ácaro Sarcoptes


scabiei var. hominis, um parasito humano obrigatório que vive em túneis fazendo sulcos na
camada córnea. É facilmente transmitida de pessoa a pessoa pelo contato físico; a transmissão
por animal e fômites provavelmente também acontece.

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2.6. Sinais e sintomas

A manifestação clássica da escabiose é uma coceira intensa que se espalha pelo corpo,
acentuando-se durante a noite.

O período médio de incubação é de cerca de 6 semanas. Contudo, em casos de reinfecção, os


sintomas podem aparecer em apenas 24 horas. Mesmo sem sintomas, durante o período de
incubação, o indivíduo infectado pode transmitir a doença. As lesões típicas são pequenas
pápulas avermelhadas, de 1 a 3 mm de diâmetro. Em muitos casos, elas são tão sutis que podem
ser ignoradas ou encobertas pelos arranhões causados pelo prurido.

Os túneis produzidos pelas fêmeas do Sarcoptes scabiei também podem ser visíveis, apesar de
não serem tão comuns como as pápulas. Eles geralmente se apresentam como finos traçados na
pele, discretamente elevados, que podem ter até 10 mm de comprimento.

2.6.1. Locais comuns de lesões

As lesões frequentemente se manifestam nas mãos (especialmente entre os dedos), pulsos,


cotovelos, axilas, mamilos, ao redor do umbigo, genitália, joelhos, nádegas, coxas e pés. As
costas geralmente são poupadas, e a cabeça, palmas das mãos e solas dos pés são afetadas mais
frequentemente em crianças.

2.7. Tratamento

As duas opções mais utilizadas para o tratamento da escabiose são a Permetrina 5% ou a


Ivermectina em comprimidos.

 A Permetrina 5% deve ser aplicada em todo corpo do pescoço para baixo (nas crianças
pode ser aplicada no rosto, com cuidado para não atingir os olhos), sendo enxaguada no
banho após 8 a 14 horas. Após 1 ou 2 semanas, o processo pode ser repetido.

 A Ivermectina por via oral é usada em dose única, com repetição após 14 dias.

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A taxa de sucesso dos dois tratamentos é semelhante, mas a Ivermectina é o tratamento mais
adequado para surtos em lares de idosos, presídios ou domicílios com muitos moradores, pois
tomar um comprimido é bem mais simples que aplicar um creme por todo o corpo.

A sarna crostosa é tratada com uma combinação dos dois medicamentos: Permetrina 5% aplicada
diariamente por 7 dias mais Ivermectina, uma dose nos dias 1, 2, 8, 9 e 15.

É importante lembrar a pessoa infectada com o ácaro da sarna costuma demorar até 6 semanas
para apresentar sintomas. Por isso, o tratamento também é recomendado para os membros da
família e contactos sexuais, mesmo que estes não estejam aprestando sintomas de escabiose.

2.8. Prevenção

A prevenção primária da escabiose envolve evitar o contacto directo com pessoas infectadas até
que estas estejam tratadas. Roupas de cama, toalhas e vestimentas de indivíduos infectados
devem ser lavadas em água quente e secadas em alta temperatura para eliminar os ácaros.

É possível ocorrer reinfecção, portanto, seguir as recomendações de prevenção e estar atento aos
sintomas é essencial.

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3. Conclusão

Em síntese, a sarna transmite-se através do contacto directo e prolongado com alguém que tenha
o parasita. É frequente em pessoas da mesma família ou entre parceiros sexuais. É pouco
provável a transmissão quando: o contacto entre pessoas é curto e através de roupa, roupa de
cama ou outros objectos de pessoas com sarna.

Esta condição é altamente contagiosa e pode se disseminar rapidamente por meio de contacto
físico próximo, como entre indivíduos que coabitam o mesmo espaço ou crianças em ambientes
de creche.

Para evitar a re-infestação, é importante tratar toda a família e/ou parceiros


simultaneamente. Também é importante avisar a creche, escola e outros ambientes de
convivência para evitar surtos comunitários.

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4. Bibliografia

Rodrigues, T. (2014). Sarna Humana. Universidade Fernando Pessoa, Brasil.

Torres, R. (2020). Escabiose – Doenças infecciosas e parasitárias – Guia de bolso, 8ª edição


revista – Ministério da Saúde.

[Link]
transmiss%C3%A3o

Consultado no dia 29/10/2024

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