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Execução e Normas do Contrapiso

O documento detalha as diretrizes para a execução de contrapiso, incluindo a necessidade de cura úmida conforme orientações do fornecedor. Além disso, apresenta referências normativas e uma sequência executiva com pré-requisitos e tolerâncias específicas a serem seguidas. A revisão mais recente foi realizada em 04/07/2023, com alterações no item sobre a cura do contrapiso.

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Execução e Normas do Contrapiso

O documento detalha as diretrizes para a execução de contrapiso, incluindo a necessidade de cura úmida conforme orientações do fornecedor. Além disso, apresenta referências normativas e uma sequência executiva com pré-requisitos e tolerâncias específicas a serem seguidas. A revisão mais recente foi realizada em 04/07/2023, com alterações no item sobre a cura do contrapiso.

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CONTRAPISO REV.

18
IDS 14

REV. DATA ITENS REVISADOS ELABORADO VERIFICADO APROVADO

Alteração, no item 3.11, da necessidade de realização


Flávio Gonçalves
18 04/07/2023 da cura úmida do contrapiso de acordo as orientações Lívia Stockler Romagno Moraes
do fornecedor.

REFERÊNCIAS NORMATIVAS
✓ ABNT NBR 9817 - Execução de piso com revestimento cerâmico – Procedimento.
✓ ABNT NBR 13753 - Revestimento de piso interno ou externo com placas cerâmicas e com utilização
de argamassa colante ‐ Procedimento.
✓ ABNT NBR 12260:2012 - Execução de piso com argamassa de alta resistência mecânica —
Procedimento
✓ ABNT NBR 15575 - Edificações habitacionais - Desempenho Parte 3: Requisitos para os sistemas de
pisos.

PRÉ-REQUISITOS

SEQUÊNCIA EXECUTIVA
1. Condições de Início
1.1 Verificar no plano de controle tecnológico (PCT) os ensaios aplicáveis ao serviço.

1.2 A impermeabilização deve ser executada conforme a IDS 12 - Impermeabilização.

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IDS 14

1.3 Terminais de esgoto devem estar protegidos para evitar entupimento. As instalações elétricas e
hidrossanitárias devem estar liberadas, inclusive os primeiros testes.

1.4 Soleiras devem estar instaladas conforme IDS 13 – Instalação de Pedras.

1.5 A base deve estar limpa, isenta de pó, graxa, óleo, materiais soltos ou quaisquer produtos ou
incrustações que venham prejudicar a aderência do contrapiso.

Figura 1 – Base limpa e impermeabilizada e terminais tampados

1.6 Preparar a argamassa conforme orientações da embalagem ou ficha técnica em masseira.

2. Taliscamento
2.1 Transferir os níveis do contrapiso de acordo com o projeto, tendo como referência, as soleiras já
assentadas.

2.2 Taliscar com cerâmica os cômodos, com uma distância máxima de 1,80 m entre as taliscas.

Figura 2 – Taliscamento considerando o ponto do ralo e caimento

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2.3 Nivelar as taliscas a partir da soleira partindo para os pontos dos ralos.

ATENÇÃO:
Recomenda-se a espessura mínima de 2 cm.

2.4 Seguir o caimento conforme especificado em projeto e conforme especificado no Item 4 –


Tolerâncias.

3. Execução
3.1 Molhar a superfície com mistura 2:1:1 (água/ bianco/ cimento).

Recomenda-se polvilhar toda a área com cimento, aproximadamente 0,5 kg


de cimento/m², ou seguir as orientações da embalagem da argamassa.

Figuras 3 e 4 – Aplicação mistura água e bianco

3.2 Realizar a proteção das instalações hidráulicas, recomenda-se tampão ou lona plástica.

3.3 Preencher o espaço entre as mestras lançando a argamassa seca (farofa) sobre a base, espalhando
com a enxada ou colher de pedreiro. Sarrafear com régua de modo que atinja o nível das taliscas.

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Figuras 5 e 6 - Espalhamento da massa com colher

3.4 Conferir o nível do contrapiso com a soleira.

Figura 7 – Exemplo de conferência do contrapiso em relação à soleira

3.5 Compactar a argamassa utilizando soquete de madeira.

Figuras 8 e 9 - Execução de contrapiso com soquete de madeira

ATENÇÃO:
As argamassas devem ser aplicadas, sempre, dentro do prazo de início
de pega do cimento, conforme ficha técnica da argamassa.

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3.6 Sarrafear toda a superfície com a régua metálica em movimentos de vaivém, removendo parte da
superfície da argamassa até que seja atingido o nível das mestras e acertar com a desempenadeira
de plástico ou madeira.

Figuras 10 e 11 – Sarrafeamento com uso de régua

3.7 Fazer o recorte dos ralos e realizar a previsão do ralo linear utilizando gabarito.

Figura 12 – Uso do gabarito para previsão do ralo linear

Figura 13 – Assentamento do ralo linear para conferência do vão

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ATENÇÃO:
É permitido o assentando do ralo linear junto ao assentamento da cerâmica.
Consultar IDS 15 – Revestimento de Piso e Parede (Interno e Externo).

3.8 Retirar as taliscas e preencher o local com a mesma argamassa.

3.9 Isolar a área, a fim de evitar o trânsito de pessoas.

3.10 Realizar a conferência da planicidade e caimento do contrapiso.

Figuras 14 e 15 - Conferência da planicidade/ caimento

3.11 Conforme as orientações do fornecedor, verificar a necessidade de realizar a cura úmida com
manta geotêxtil ou lona, por um prazo mínimo de 3 dias.

Figura 16 – Cura com manta geotêxtil

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3.12 Após os 3 dias de cura verificar a aderência do contrapiso a base, ou seja, ausência de som
cavo através de batidas no contrapiso.

Figuras 17 e 18 – Conferência da base quanto à ausência de som cavo

ATENÇÃO:
Caso o contrapiso apresente som cavo, deve-se remove-lo em toda a
extensão da área, reaplicar a impermeabilização, conforme IDS 12 –
Impermeabilização e reassentar o contrapiso.

3.13 Após a cura, é liberado o trânsito de pessoas e o início de revestimento cerâmico em paredes.

ATENÇÃO:
Mesmo após o prazo de cura, o trânsito de equipamentos deve ser cuidadoso!
Principalmente os mais pesados ou com rodas metálicas de pequeno
diâmetro, de maneira a preservar a regularidade da superfície do contrapiso.

3.14 Após 7 dias da conclusão do contrapiso e não apresentando som cavo o revestimento cerâmico
no piso pode ser liberado para execução. Quando possível, recomenda-se aguardar 14 dias para a
execução de revestimento de piso.

4 Tolerâncias:
4.1 Devem ser respeitadas as tolerâncias abaixo conforme NBR aplicáveis ou definição interna. Se
necessárias tolerâncias maiores, elas só podem ser permitidas com a concordância da supervisão
e/ou diretoria.

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Descrição Tolerância
Nivelamento entre as Taliscas ± 0,2 cm

Planicidade do piso em relação à uma régua de 2 metros ± 0,3 cm

Planicidade (áreas planas) sobre um régua de 2 metros ± 0,3 cm

Caimento piso interno Mínimo 0,5%

Caimento piso em boxes dos banheiros Mínimo 1,5%

Tabela 1 - Caimento do piso

Extensão 0,50% 1,00% 1,50% 2,00% 2,50%


1m 5 mm 10 mm 15 mm 20 mm 25 mm
2m 10 mm 20 mm 30 mm 40 mm 50 mm
3m 15 mm 30 mm 45 mm 60 mm 75 mm
4m 20 mm 40 mm 60 mm 80 mm 100 mm
5m 25 mm 50 mm 75 mm 100 mm 125 mm

Desnível/
caimento Desnível / caimento
da área molhada Cura úmida

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Sem
espaçamento
para o ralo linear

Sem caída
de projeto Sem cura

Local não isolado

Contrapiso
esfarelando e
invadindo o ralo
linear

ESCOPO:
PA - Parede de Alvenaria
PC – Parede de Concreto

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